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Um Jaguar controlado pelos olhos

A Jaguar Cars, fabricante de automóveis de luxo de propriedade da empresa indiana Tata Motors, revelou ao mundo seu Driver Monitor System (DMS), um sistema que usa câmeras para rastrear seus olhos e impedir que você durma ao volante. Ele é o primeiro sistema do tipo que pode alcançar o movimento dos olhos mesmo se o motorista estiver de óculos escuros, ou ofuscado pelo brilho de sol no para-brisa.

O Drive Monitor System também ajuda o carro a compartilhar informações com o condutor de maneira eficaz. A Jaguar Land Rover está trabalhando neste momento as próximas gerações de heads-up display que possam ser utilizadas em todo o para-brisas dianteiro. A ideia é apresentar a informação correta ao motorista na hora certa, sem que ele precise tirar os olhos da estrada. "A tecnologia que monitora a atenção do motorista e que mostramos na CES tem enorme potencial para ser item de segurança. Se o motorista olha para o vidro lateral ou alguma tela de entretenimento do carro, o sistema aponta e o alerta sobre perigos à frente. O DMS também pode acionar sistemas existentes como o freio de emergência automático, numa situação de perigo", afirma Wolfgang Ziebart, diretor de Engenharia da Jaguar Land Rover.

Agora, uma nova patente concedida à empresa automobilística parece revelar uma utilização ainda mais prática para o monitoramento do movimento ocular dos motoristas.

O documento descreve um sistema que permitiria que o limpador do vidro traseiro do carro fosse ativado automaticamente toda as vezes que o condutor olhar pelo retrovisor, funcionando até mesmo quando o motorista estiver usando óculos escuros. Atualmente, a nossa única opção nos dias de chuva é deixar ambos os limpadores funcionando continuamente para ter a visão desobstruída, de forma que a tecnologia diminuiria o desgaste no componente traseiro.

E caso o motorista volte a olhar para trás na mesma hora em que o acessório tenha acabado de terminar seu movimento, o sistema consegue entender que não há necessidade de acionar novamente o limpador. Embora o sistema pareça mais voltado para o vidro traseiro, a patente dá indícios de que ele também poderia ser usado para o para-brisa.

Ainda não há uma data específica prevista para que os carros passem a contar com essa novidade, mas as revelações da Jaguar parecem indicar que isso não está muito distante. Com suporte das tecnologias da Intel e da Seeing Machines, o DMS foi demonstrado – sem o controle do limpador – durante a última edição da CES.



(Fonte: Victoria Woollaston via Daily Mail)

 

Olhar nos olhos pode dar o 'maior barato'

Por essa, o velho Chico Buarque não esperava: Uma nova pesquisa mostra que olhar no olhos é uma maneira simples de induzir ao estado alterado de consciência em pessoas saudáveis. Ou seja, nada de drogas, chás, plantas ou outras substâncias psicoativas. Tudo que você precisa fazer é encarar os olhos de alguém por longos minutos.

A tarefa pode gerar experiências “fora do corpo” e causar alucinações de monstros, parentes e de si mesmo no rosto de seu parceiro.

O experimento, dirigido por Giovanni Caputo da Universidade de Urbino, na Itália, envolveu 40 adultos jovens, que foram colocados em pares.

20 desses participantes sentaram-se na frente um do outro em uma sala mal iluminada, a um metro de distância, e tiveram que olhar nos olhos de seu parceiro por 10 minutos sem parar.

A iluminação do quarto era clara o suficiente para os voluntários verem facilmente as características faciais de seu parceiro, mas escura o suficiente para diminuir a sua percepção geral de cores.

Um grupo de controle com outros 20 voluntários colocados em pares foram convidados a se sentar um de costas para o outro e olhar fixamente uma parede branca durante 10 minutos em outra sala mal iluminada.

Os pesquisadores disseram aos voluntários que o estudo tinha a ver com uma “experiência meditativa com os olhos abertos”.

Depois dos 10 minutos de “encaramento”, os voluntários foram convidados a preencher questionários relacionados com o que eles experimentaram durante e após o experimento.

Um questionário centrou-se sobre sintomas dissociativos que os voluntários poderiam ter experimentado, e outro sobre o que eles perceberam no rosto de seu parceiro ou seu próprio rosto.

A dissociação é um termo usado na psicologia para descrever toda uma gama de experiências psicológicas que fazem uma pessoa sentir-se separada do seu entorno imediato. Sintomas como perda de memória, ver coisas em cores distorcidas ou sentir como se o mundo não fosse real podem ser causados por abuso, trauma e drogas como a quetamina, álcool e LSD. Agora, aparentemente, olhar nos olhos de outra pessoa também entrou para essa lista.

Relatando suas descobertas na revista Psychiatry Research, Caputo disse que o grupo olho-no-olho fez pontuações maiores que o grupo de controle em todos os questionários, o que sugere que isso teve um efeito profundo sobre a sua percepção visual e estado mental.

No teste de estados dissociativos, o grupo que olhou nos olhos de seu parceiro deu as classificações mais fortes para itens relacionados à intensidade de cor reduzida, sons parecendo mais calmos ou mais altos do que o esperado, se sentir distraído e o tempo parecer arrastar-se.

Ainda, 90% do grupo olho-no-olho concordaram que eles tinham visto traços faciais deformados, 75% disseram que tinham visto um monstro, 50% disseram que viram os aspectos de seu próprio rosto no rosto de seu parceiro e 15% disseram que tinham visto um parente no rosto de seu parceiro.

Esse não é o primeiro estudo que Caputo faz. Em 2010, ele realizou um experimento semelhante com 50 voluntários que olharam para si mesmos em um espelho durante 10 minutos.

Com menos de um minuto, os voluntários começaram a ver o que Caputo descreveu como “ilusão da face estranha”.

Os participantes relataram ver enormes deformações de seus próprios rostos; ver os rostos de pais vivos ou falecidos; ver rostos arquetípicos, como uma idosa, criança ou o retrato de um antepassado; ver rostos de animais, como um gato, porco ou leão; e mesmo ver seres fantásticos e monstruosos.

Enquanto o grupo de estudo mais recente só marcou, em média, 2,45 pontos a mais do que o grupo de controle em seus questionários (que usou uma escala de cinco pontos), Caputo diz que os efeitos foram mais fortes do que aqueles experimentados pelos voluntários de 2010.

Por que isso acontece? O estudo não traz uma resposta definitiva, mas é provável que o efeito tenha a ver com algo chamado de adaptação neural, que descreve como nossos neurônios podem abrandar ou mesmo parar suas respostas à estimulação imutável.

Isso acontece quando você olha para qualquer cena ou objeto por um período prolongado de tempo – a sua percepção vai começar a desvanecer-se até você piscar ou a cena mudar, ou sua percepção pode ser retificada por minúsculos movimentos oculares involuntários chamados microssacádicos.

Caputo levanta a hipótese de que essas alucinações, chamadas “aparições de faces estranhas”, poderiam ser uma consequência da volta à “realidade” depois de introduzir um estado dissociativo provocado pela falta de estimulação sensorial.



(Fontes: ScienceAlert, IFLS, via HypeScience)

A polêmica relação entre etnia e doenças oculares

Saúde Visual já tratou, neste artigo, sobre a falta de compreensão do papel que a etnia pode desempenhar no desenvolvimento de problemas de saúde ocular

Anemia falciforme, aneurisma da aorta, câncer de próstata, diabetes, hipertensão, glaucoma e miomas são algumas das doenças consideradas hereditárias. Ou seja, o histórico familiar aumenta as chances de aparecimento da doença.

A questão dá margem ao debate da relação entre “raça” e doença. Mas, será que faz sentido falar em “doenças raciais”? O estudo do sequenciamento do genona humano já permitiu chegar aos haplotipos (os fatores que levam cada indivíduo a ter predisposição genética), que poderão ajudar a desvendar os genes responsáveis por várias doenças.

Já sabemos que o glaucoma representa a principal causa de cegueira irreversível no mundo. É uma doença causada pelo aumento da pressão ocular, que pode resultar em danos irrecuperáveis ao nervo óptico, levando à perda lenta e progressiva da visão. Esse mal pode ser detectado somente por um exame oftalmológico cuidadoso, em que o especialista mede a pressão intraocular e o exame do fundo de olho.

Pessoas da etnia negra têm maior predisposição (quatro vezes mais) de serem afetadas pelo glaucoma em relação aos brancos ou caucasianos. No mundo todo, inúmeras pesquisas estão sendo realizadas para esclarecer quais são as verdadeiras causas do glaucoma, melhorar os meios para se chegar aos diagnósticos e tornar o tratamento eficaz e mais fácil.

Na maioria dos casos o glaucoma progride lentamente sem que o paciente perceba a perda gradual da visão lateral. Em algumas raras ocorrências os sintomas oculares são bem definidos, como, por exemplo, dor nos olhos ou ao redor deles à alteração da visão, como halos coloridos.

O risco de contrair glaucoma aumenta com a idade, e é mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família estão mais propensas a contrair a doença, por isso têm de ser examinadas periodicamente pelo oftalmologista.

A etnia é mesmo a culpada? – A questão é polêmica. Apesar de pesquisas apontarem uma predisposição quatro vezes maior de glaucoma na população negra, precisamos pensar que a predisposição genética é apenas uma das variáveis que determinam o aparecimento ou não da doença.

É preciso levar em conta também as diferenças culturais, de dieta, status social, acesso aos cuidados médicos, à marginalização social, discriminação, estresse e outros fatores. Alguns médicos defendem que o conceito de “raça” seja banido da medicina brasileira. Enquanto a discussão permanece, as novas descobertas científicas podem ser a esperança para algumas das doenças ditas “características” dos negros, como é o glaucoma.



(Fonte: Revista Raça)

Georgie, o primeiro celular para cegos e deficientes visuais

Já tratamos aqui sobre os avanços tecnológicos que facilitam a acessibilidade de cegos e deficientes visuais aos smartphones e tablets, assim como alguns aplicativos que auxiliam nas tarefas cotidianas.

A ideia de que smartphones devem ser tão úteis a cegos quanto a qualquer outra pessoa, e que também tais aparelhos devem auxiliar pessoas cegas a superar os desafios típicos do dia-a-dia, fez com que a empresa Sight and Sound Technology, líder no Reino Unido em soluções de apoio para cegos e deficientes visuais, criasse o primeiro celular especificamente voltado para deficientes visuais: o Georgie.

Usando o sistema operacional Android, a Sight and Sound criou uma suíte de aplicações para ajudar pessoas cegas em suas tarefas diárias. Entre as suas várias características está um assistente visual virtual similar ao Siri do iPhone. Mas ele não se limita a isso. Há também opções como um leitor ótico que reconhece caracteres, capaz de ler em voz alta uma placa ou um menu para o usuário.

Outro aplicativo interessante é uma ferramenta que usa o GPS para guardar na memória obstáculos encontrados nas calçadas e que avisa quando passar pelo mesmo local outra vez. Além disso, há um botão de emergência que alerta um membro da família da sua localização, caso se perca.

O Georgie foi projetado por Roger e Margaret Wilson-Hinds, eles próprios deficientes visual, e construído por Alan Dean Kemp, que faz questão de informar que este não é somente o primeiro pacote de aplicativos de smartphones projetados especificamente para cegos e deficientes visuais, mas, também, para pessoas que tenham dificuldades em usar um smartphone.

Georgie, vencedor do Prêmio Europeu da Diversidade 2012, é um ótimo exemplo de como a tecnologia pode melhorar a qualidade de vida de portadores de deficiência e lhes proporcionar mais liberdade em sua dia a dia. No site da empresa, se pode baixar uma versão-teste do aplicativo, gratuito por 14 dias. Segundo o site, a versão completa custa 150 libras.

Uma curiosidade: o nome do aparelho é uma homenagem ao primeiro cão-guia de Margaret.

 



(Fonte: Sight and Sound Technology)

Blind Project: uma experiência para conscientizar sobre a cegueira

Uma pesquisa desenvolvida em conjunto com especialistas na saúde dos olhos e validada por 147 profissionais de saúde da área oftalmológica em 26 países diferentes afirma que quase 70 por cento das pessoas no mundo prefeririam abrir mão de 10 anos de vida ou até sacrificar uma parte do corpo do que perder a visão.

Curiosamente, menos de um terço dos entrevistados adota medidas básicas necessárias para preservar a visão. Assim como não dão a devida atenção e importância para a ajuda que as pessoas cegas necessitam.

Tentando aumentar a conscientização em torno do auxílio aos deficientes visuais, a associação russa The Right to Smile criou o Blind Project: uma ação de interatividade em parceria com a agência Hungry Boys que consiste em propiciar a sensação de viver sem enxergar nada.

Assim, a associação enviou envelopes personalizados para diretores criativos de agências e também para editores de outros grandes meios de comunicação com um kit contendo uma venda para os olhos e uma carta incentivando que a pessoa tentasse executar tarefas simples sem enxergar, como telefonar, fazer chá ou simplesmente se locomover pelo escritório.

Toda a comunicação era acompanhada pelo site do projeto. Acontece, porém, que, através do site qualquer pessoa pode participar do teste – e não apenas os convidados. No site, o visitante poderá vivenciar uma experiência única. Utilizando seus próprios movimentos pela webcam ou com os botões do teclado, controla-se um pequeno garoto cego que está com sua mãe doente na cama.

A pessoa tem que fazer o caminho do garoto de casa até uma farmácia, enfrentando todas as dificuldades que ele enfrenta (e supera) em seu cotidiano. Tudo estará escuro e somente o som irá guiar o seu caminho, tendo que ultrapassar os perigos do trânsito, pessoas esbarrando, objetos nas calçadas, animais, entre outras coisas.

O principal objetivo da ação na verdade é que todos possam saber, mesmo que por pouco tempo e virtualmente, o que é viver na condição de cegueira. Ao final da experiência, os usuários podem compartilhar o resultado nas redes sociais e ainda deixar mensagens no site com ideias do que poderia ser feito para ajudar a melhorar a vida das pessoas com deficiência visual.

Faça o teste aqui e nos conte como se saiu. Na parte superior direita do site você pode escolher a opção de linguagem. Infelizmente, só constam duas opções (inglês e russo), mas isso não atrapalha em nada já que a experiência é interativa.



(Fonte: Comunicadores)

Pais cegos, filhos visuais. Aprendizado na ponta dos dedos

Primeiro, tratamos dos pais visuais com filhos cegos, nesta matéria. Agora, vamos ver quando ocorre o inverso: crianças visuais, filhas de pais cegos. Neste caso, a comunicação baseada na voz é possível. Por isso o bebê percebe que existe uma resposta associada aos seus primeiros sons, como o choro e os gracejos.

É sabido que as crianças respondem igualmente a estímulos visuais, e, sendo assim, é importante que os pais usem e abusem de toda a linguagem não verbal quando interagem com os filhos, notada e justamente expressões faciais e linguagem corporal, ainda que este tipo de estímulo visual seja inacessível para os progenitores.

Na verdade, através das expressões faciais, os bebês também aprendem a conhecer se a mãe está triste, alegre ou até zangada e, assim, passa a compreender, também, que as pessoas têm diferentes sentimentos e emoções, e que isso faz parte da vida.

A percepção do dia e da noite é facilitada pela ausência ou presença da luz. Por isso, o fato de os pais ligarem as luzes nas suas casas ajuda ao desenvolvimento desta percepção e permite que o bebê continue a receber a informação visual das pessoas, dos brinquedos e do seu espaço.

Por outro lado a comunicação é muito facilitada pelos estímulos auditivos (rádio, brinquedos sonoros), bem como pelos sons exteriores que se vão ouvindo durante os passeios e sobre os quais é possível falar: os pássaros, os carros, etc. Desta forma, o bebê vai associando o som ao nome do objeto e ao objeto em si. E aos poucos, vai desenvolvendo a sua linguagem.

As histórias infantis, tanto contadas como lidas, são atividades privilegiadas não só para o desenvolvimento da linguagem como para a criança se aperceber do enredo através dos outros sentidos. Além disso, através das histórias é possível não só apresentar outras famílias com pais cegos, permitindo que a criança compreenda melhor a sua realidade, como explicar que através dos outros sentidos é possível receber informação tão importante quanto a informação visual.

Se por um lado, a ilustração fornece pistas visuais importantes para a compreensão da história, por outro é possível perceber e colorir ainda mais o enredo através de descrições olfativas, gustativas e táteis.

Se quando incluímos algumas palavras em Braille estamos preparando a futura aprendizagem das crianças cegas, também aqui, quando o Braille existe em simultâneo, permite que a criança e os seus pais partilhem o mesmo livro. Assim, os pequeninos vão aprendendo que, da mesma forma que as letras todas juntas formam palavras, e estas formam frases e histórias possíveis de ler, os pontinhos do Braille traduzem todas essas palavras e possibilitam igualmente a leitura, mas… na ponta dos dedos.



(Fonte: Cuckoo)

Aplicativos possibilitam acessibilidade dos deficientes visuais aos smartphones e tablets

O desenvolvimento de novas tecnologias possibilita maior acessibilidade das pessoas que apresentem qualquer nível de deficiência visual aos smartphones e também aos tablets. Ferramentas como o VoiceOver, da Apple, e BlackBerry Screen Reader, que facilitam o manuseio de aparelhos móveis por meio de recursos táteis e sonoros, faz com que tais aparelhos cada vez mais batam recordes de venda.

Além dessas ferramentas, também são disponibilizados apps (abreviatura de application, ou seja, aplicação) que auxiliam em tarefas cotidianas. Infelizmente, ainda são poucas as ofertas no idioma português, mas os exemplos internacionais, listados abaixo, demonstram as diversas possibilidades na área. Confira:

 

Bus Alert

Com base em um sistema GPS, o app fornece dados sobre transporte público. Por meio de comando de voz, o usuário pode se informar sobre a distância que uma determina linha de ônibus está de um ponto. O aplicativo é disponibilizado de forma gratuita e fornecido nas versões Android e Java. Por enquanto, o programa funciona apenas nos municípios de Ribeirão Preto e São Carlos (SP).

 

Digit-Eyes

Por meio da câmera do aparelho, o aplicativo realiza a leitura de códigos de barras. Isso possibilita que o usuário tenha acesso a informações de produtos. Além disso, o site do app dispõe de um gerador de códigos autoadesivos, que podem ser personalizados com informações sonoras e em texto. As etiquetas são laváveis e resistentes a alvejantes e secadoras. Disponível em língua portuguesa, o Digit-Eyes também tem versões em inglês, espanhol, francês, italiano e alemão. À venda no iTunes por US$ 19,99, o app é compatível com alguns modelos de iPhone, iPod Touch e iPad.

 

Light Detector

Este app identifica a intensidade da luz em ambientes fechados por meio da câmera do celular. Quanto maior for a luminosidade, maior será o sinal sonoro emitido pelo aplicativo. Além disso, o aplicativo também detecta se uma lâmpada está acesa ou se uma janela está aberta. Para tanto, é necessário apenas apontar o aparelho para o local em que os objetos estão. Disponível em português, o programa possui ainda versões em espanhol, inglês, francês, alemão, russo e holandês. À venda no iTunes por US$ 0,99, o app é compatível com algumas versões de iPhone, iPod Touch e iPad.

 

TypeInBraile

Através de um sistema de gestos o usuário pode escrever em braile com a ajuda deste aplicativo. Cada caractere é representado por meio de uma sequência de três toques na tela. Apesar de disponível em língua portuguesa, o app utiliza apenas o sistema braille inglês. À venda no iTunes por US$ 4,99, o programa pode ser utilizado em alguns modelos de iPhone, iPod Touch e iPad.

 

eSNews

Aplicativo de notícias espanhol que fornece conteúdo de periódicos internacionais. Além de possibiltar que o os usuários acessem uma versão em áudio das notícias, o app também está interligado ao Facebook e ao Twitter. Disponível apenas em inglês, o programa pode ser baixado gratuitamente no iTunes. Compatível com iPhone, iPad e iPhone Touch.


aidColors

Por meio da câmera do dispositivo móvel, o aplicativo possibilita a identificação de cores. Indisponível em português, o programa possui versões em espanhol, inglês, francês, alemão, italiano e norueguês. À venda no iTunes por US$1,99, o app pode ser utilizado em algumas versões de iPhone, iPod Touch e iPad.

 

BlindSquare

Disponibiliza informações sobre localização, indica pontos de interesse e fornece rotas. Por comandos de voz, o usuário pode ter acesso a dados colhidos por meio de um sistema de GPS e bússola. Além disso, assim como no FourSquare, é possível realizar check-ins virtuais. O programa tem versões em espanhol, inglês, alemão, italiano, sueco, holandês e finlandês. À venda no iTunes por US$14,99, o app é compatível com alguns modelos de iPhone, iPod Touch e iPad.

 

(Fonte: Terra Tecnologia)

Pais visuais, filhos cegos. Presença e disponibilidade

As experiências da primeira infância são muito importantes para o desenvolvimento global e harmonioso de qualquer criança e, em particular, para o desenvolvimento da linguagem. Por isso, a presença dos pais e educadores nestes primeiros tempos promove a capacidade da criança para “ler o mundo”.

Quando a criança não enxerga, a informação visual sobre o ambiente à sua volta e as pessoas que dele fazem parte se torna inacessível para ela e, assim, o maior desafio com que se deparam os pais desta criança é fazer com que ela conheça o mundo através da estimulação motora e sensorial. “Presença” e “disponibilidade” se tornam palavras-chave nestes primeiros momentos.

Disponíveis para interagir com seus filhos e sabedores que o importante é o foco do que a criança tem e não no que lhe falta, os pais vão aprendendo a conhecê-la e se tornando capazes de lhe fornecer pistas importantes para a sua aprendizagem, que vão surgindo, naturalmente, a cada dia.

Na hora do banho, espumas de diferentes aromas podem fazer da higiene um momento de diversão. Na hora da refeição, paladar, olfato e tato vão ajudar a identificar os diferentes alimentos. Na hora de dormir, canções de ninar irão ajudá-los a relaxar com o conforto das músicas que aos poucos se tornam familiares.

No âmbito da aprendizagem, o momento de contar ou ler histórias representa uma excelente oportunidade não só de aprendizagem, mas também de bem-estar. Para a criança que não enxerga, ouvir histórias permite aceder através do estímulo que lhe é acessível - a voz dos pais -, a informações importantes, tais como rotinas, emoções e sentimentos. Se estimularmos simultaneamente os outros sentidos (tato, paladar, olfato), vamos facilitar e promover as oportunidades de descoberta e de compreensão do enredo da história e suas personagens, que na primeira infância retratam muitas vezes a vida familiar.

Ao incluirmos algumas palavras em Braille estaremos preparando a futura aprendizagem das crianças cegas. Além disso, através das histórias, em particular quando são contadas, é possível trabalhar as expressões faciais ou até mesmo ajudar as crianças na execução de alguns movimentos, como bater palmas, rodar, andar, correr. Por tudo isto, as histórias infantis representam uma excelente oportunidade de diversão, interação, bem-estar e aprendizagem.



(Fonte: Cuckoo)

O avanço da hepatite e o atraso na doação de córneas

A hepatite B avança no país, segundo a ANVISA, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, e isso faz com que aumente o tempo de espera por córneas, pois o HBV, vírus da hepatite B, responde por um terço dos descartes de córnea no Brasil, algo em torno dos 30%.

O avanço da doença fez com que o Ministério da Saúde ampliasse a vacinação já que, em alguns estados brasileiros, o descarte supera 50%, como no Paraná, que está entre os quatro maiores captadores do país. Em 2010 o estado teve 56% dos descartes causados pelo HBV. No mesmo ano, São Paulo, que responde por mais da metade das captações, descartou 45% das córneas, sendo que 26%  dos descartes estavam relacionados ao vírus da hepatite B.

Para especialistas, a quantidade de córneas que vai para o lixo por causa da hepatite B, mais os dados do Ministério da Saúde que apontam 33 mil novos casos ao ano de contaminações pelas diferentes sepas do vírus, influiu na decisão do governo de incluir no ano passado a população com idade entre 19 e 24 anos no programa de vacinação contra o HBV.

Isso poderia, ainda que parcialmente, explicar o aumento dos transplantes de córnea em 2011. Segundo levantamento do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), foram realizados 14,1 mil procedimentos no ano, o que significa um aumento de mais de 40% em relação a 2010, quando foram contabilizadas 9,2 mil cirurgias.

Em 2012, o programa de vacinação se estendeu até a idade de 29 anos, devendo favorecer ainda mais quem está na fila de córnea. Quem quiser evitar a contaminação, além de tomar as três doses da vacina, deve também usar preservativo nas relações sexuais e evitar o compartilhamento de aparelho de barbear, agulhas, alicate de cutícula e outros objetos cortantes.

Como o vírus é transmitido pelos fluidos do corpo contaminado, a mãe pode transmitir a doença ao bebê na amamentação ou durante a gestação e parto. Por se tratar de uma doença assintomática, a recomendação é fazer um exame de sangue caso tenha um comportamento de risco.



(Fonte: Assessoria de Comunicação Instituto Penido Burnier)

Saiba como os bebês enxergam o mundo

Pela primeira vez na história, pesquisadores conseguiram reconstruir como as miniaturas de seres humanos veem o mundo. O resultado foi que bebês recém-nascidos podem ver as expressões de seus pais a uma distância de 30 cm.

Ao combinar tecnologia, matemática e conhecimentos prévios da percepção visual das crianças, os pesquisadores finalmente conseguiram nos mostrar quanto um bebê recém-nascido pode realmente ver e perceber seu ambiente.

Os resultados nos dizem que uma criança de 2 a 3 dias de idade pode perceber rostos e talvez também expressões faciais emocionais, a uma distância de 30 centímetros – o que corresponde à distância entre uma mãe e o bebê no colo. Se a distância é aumentada para 60 centímetros, a imagem visual da criança fica turva para ela perceber rostos e expressões.

O estudo foi conduzido por pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade de Oslo, em colaboração com pesquisadores da Universidade de Uppsala e Eclipse Optics em Estocolmo, na Suécia, e conecta uma lacuna no nosso conhecimento sobre mundo visual dos bebês, que foi deixada em aberto por várias décadas. Ele também pode ajudar a explicar alegações de que os recém-nascidos podem imitar expressões faciais em adultos durante os primeiros dias e semanas de suas vidas, muito antes de sua visão estar suficientemente desenvolvida para perceber detalhes em seus ambientes.

De acordo com o professor Svein Magnussen, do Instituto de Psicologia da Suécia, antes deste novo estudo, quando os pesquisadores tentavam estimar exatamente o que um bebê recém-nascido via, eles invariavelmente usavam imagens paradas. Mas o mundo real é dinâmico.

Então, o pulo do gato foi começar a usar imagens em movimento.

É mais fácil de reconhecer algo que se move do que uma foto ainda embaçada – e isso você mesmo pode comprovar com suas próprias experiências. Os pesquisadores, então, fizeram gravações em vídeo das faces mudando entre várias expressões emocionais, e posteriormente filtraram as informações que sabemos que não estão disponíveis para recém-nascidos. Em seguida, permitiram que participantes adultos vissem os vídeos. A ideia era que, se os adultos não fossem capazes de identificar uma expressão facial, então certamente um recém-nascido também seria incapaz de fazê-lo.

Os participantes adultos identificaram corretamente as expressões faciais em três de cada quatro casos quando visualizaram o vídeo a uma distância de 30 centímetros. Quando a distância foi aumentada para 120 centímetros, a taxa de identificação dos participantes era aleatória.

Isto significa que a capacidade de identificar as expressões faciais com base na informação visual disponível para um recém-nascido atinge o seu limite a uma distância de cerca de 30 centímetros.



(Fonte: Sciencedaily)

Por mais acesso à saúde ocular

A Organização Mundial da Saúde estima que atualmente o Brasil tem quase 1,2 milhão de cegos, dos quais 60%, ou 700 mil, em números absolutos, poderiam ter a condição evitada ou revertida caso recebessem tratamento adequado a tempo.

O último Censo realizado pelo CBO mostra que no há no país um oftalmologista para cada grupo de 11.604 pessoas – a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza um para cada 17.000 — e que estes especialistas se encontram em 82,7% das Regiões de Assistência à Saúde (RAS), critério geográfico estabelecido pelo Ministério da Saúde (MS). Mesmo assim, o sistema de atendimento no SUS é insuficiente.     

“As capitais e grandes centros têm um número de oftalmologistas muito superior ao considerado ideal. Contudo,  por falta de uma entrada no sistema para um atendimento de complexidade primária, ampla, de qualidade e resolutiva — nossa população não tem acesso a saúde ocular plena”, analisa o presidente do CBO, Milton Ruiz.

O CBO já protocolou junto ao Ministério da Saúde o projeto Mais Acesso à Saúde Ocular, documento que lista 20 pontos para sanar os problemas identificados e estender a cobertura a 100% das RAS. O principal pilar da iniciativa é a implementação da atenção primária oftalmológica - e você pode ler o texto completo clicando aqui.  Hoje,  a atenção oftalmológica está concentrada no tratamento de doenças oculares já instaladas.  

“Seria muito mais efetivo, inclusive em termos financeiros, promover exames de médicos de refratometria, ações de prevenção dos agravos e de promoção da saúde. Assim que implantada, a estratégia não só vai reduzir a espera dos pacientes por consultas como irá desafogar a atenção secundária e terciária”, explica Ruiz.

Entre os pontos destacados no programa Mais Acesso à Saúde Ocular também estão o estímulo à instalação de centros oftalmológicos em áreas prioritárias para o SUS; a criação de uma tabela de remuneração diferenciada em localidades prioritárias; ações combinadas de estímulo à formação de residentes e estágios em áreas desassistidas; e a inserção de tecnologias para rastrear as principais causas de cegueira.

As propostas se baseiam em experiências bem-sucedidas realizadas de forma isolada no Brasil ou no exterior que poderiam ser incorporadas no Programa Mais Especialidades, do Governo Federal, em fase de desenvolvimento. O Ministro da Saúde, Arthur Chioro, informou que a oftalmologia estará entre as primeiras especialidades contempladas.

“Vislumbramos um caminho positivo. Já conseguimos aumentar em 30% as vagas em cursos de especialização do CBO — a maioria no centro-oeste, norte e nordeste —, promover diversos cursos de educação médica continuada a distância, entre outras ações importantes. Tudo parte de um plano estratégico de interiorização da especialidade, outrora relegada aos grandes centros”, destaca Marcos Ávila.

Além dos 1,2 milhão de cegos, outros 4 milhões de brasileiros convivem com alguma deficiência visual moderada ou grave.  Mais de 120 milhões de pessoas, no mundo, e 14 milhões, no Brasil, têm a capacidade de enxergar severamente prejudicada em função de erros refrativos (miopia, presbiopia, astigmatismo e hipermetropia).

Essa realidade custa ao país aproximadamente R$ 8,7 bilhões (0,16% do PIB total). A Agência Internacional de Prevenção à Cegueira, ligada à OMS, estima em 3 mil o número de crianças cegas por doenças oculares que poderiam ter sido evitadas ou tratadas precocemente.A literatura científica afirma que a visão é responsável por até 85% do processo de aprendizado. Além disso, por volta de 20% dos episódios de baixo rendimento escolar estão relacionados a erros refrativos.



(Fonte: JBR Notícias)

BrainPort Vision, um aparelho incrível

Há alguns anos, o Departamento de Oftalmologia da Universidade de Washington (EUA) desenvolveu o BrainPort Vision, um aparelho incrível para ajudar os deficientes visuais a enxergar novamente (ou pela primeira vez).

Todavia, assim como qualquer novo produto que surge no mercado, antes de ser comercializado o dispositivo precisou passar pelos rigorosos testes dos órgãos responsáveis pela saúde pública. Nesse caso, o Food and Drug Administration (agência similar a Anvisa brasileira) além de exigir a eficácia do instrumento também avaliou os riscos que o eletrodo posicionado na boca do usuário poderia provocar com uso prolongado.

Por um ano inteiro, os pacientes que fizeram parte do programa utilizaram diariamente o BrainPort. Cerca de 69% das 74 pessoas envolvidas obtiveram êxito no teste de reconhecimento de objetos. De acordo com a FDA, não ocorreram reclamações graves ou problemas durante todo esse tempo.

Agora, falta pouco para que o aparelho comece a ser vendido oficialmente. No entanto, a empresa Wicab, responsável pela fabricação, informou que o preço do BrainPort V100 (nome atual) será de U$ 10.000 (aproximadamente R$ 30.854). Isso certamente fará com que a aceitação comercial seja mais lenta do que o esperado.

Vale lembrar que o dispositivo não restaura a visão, ele apenas projeta as imagens diretamente no cérebro usando uma câmera acoplada. Portanto, ele não deve substituir completamente o uso de outros acessórios.



(Fonte: Popular Science)

Olhos e Ebola: “uma emergência dentro de uma emergência”

Conforme mostramos neste artigo, após trabalhar como médico em um país afetado pela epidemia de Ebola, Ian Crozier não apenas contraiu a doença, como descobriu depois que dentro de seu olho tinha um reservatório vivo do vírus.

Infelizmente, Crozier não está sozinho nesta.

Milhares de africanos do oeste continental que foram infectados pelo vírus do ebola, mas sobreviveram, estão sofrendo de males crônicos, como dores agudas nas juntas e inflamação ocular que pode levar à cegueira, disseram especialistas de saúde.

Os sobreviventes do ebola que resistiram aos surtos mais severos da doença são os que têm mais chances de sofrer problemas médicos constantes, alertaram especialistas da Organização Mundial da Saúde (OMS). A saúde dessas pessoas está se tornando “uma emergência dentro de uma emergência”, segundo o órgão.

— O mundo nunca viu um número tão grande de sobreviventes de uma epidemia de ebola — observou Anders Nordstrom, representante da OMS em Serra Leoa que participou de uma conferência de cinco dias sobre sobreviventes do ebola nesta semana. — Temos 13 mil sobreviventes nos três países (mais afetados, Guiné, Libéria e Serra Leoa). Isso é novo, tanto do ponto de vista médico quanto do social.

O maior surto até então havia ocorrido em Uganda, em 2000 e 2001, com 425 casos. A atual epidemia na Guiné, Libéria e Serra Leoa alcançou a marca de 28 mil casos.

Daniel Bausch, da equipe de cuidados clínicos da OMS para sobreviventes do ebola, afirmou que cerca de metade de todos aqueles que derrotaram o vírus agora se queixam de dores nas juntas, e alguns têm sequelas tão graves que não conseguem trabalhar.

Problemas oculares como inflamação, visão prejudicada e, em casos graves, mas raros, cegueira foram relatados por cerca de 25% dos sobreviventes, segundo Bausch. Muitas pessoas que se recuperam da infecção também têm dores de cabeça persistentes, fadiga extrema e dificuldade de concentração.



(Fonte: O Globo)

Caça ou caçador? Os olhos sabem

O senso comum costuma dizer que os olhos são a janela da alma e Saúde Visual já mostrou as muitas confissões – inclusive íntimas como esta, sobre preferência sexual - que os olhos são capazes de informar.

Agora, a ciência descobriu que entre as informações íntimas que os olhos revelam está se o animal nasceu para ser caça ou caçador. De acordo com uma análise publicada no periódico Science Advances é mais provável que pupilas alongadas e verticais, como a de gatos ou cobras, pertençam a predadores. Pupilas horizontais, como a de cavalos ou vacas, revelam animais destinados a ser presa. Já as circulares, como a humana, de cães ou leões, revelam caçadores capazes de apanhar animais afastados do chão, em árvores ou nos céus.

A função principal da pupila é regular a entrada de luz - quando é excessiva, ela diminui e, quando a iluminação é reduzida, ela se expande. Além disso, é responsável pelo foco e precisão das imagens. Para descobrir por que os olhos de alguns animais se retraem verticalmente e outros horizontalmente, os cientistas da Universidade de Berkeley, nos Estados Unidos e da Universidade Durham, na Inglaterra, analisaram as pupilas de 214 vertebrados terrestres, domésticos e selvagens. A hipótese é de que poderia haver alguma relação entre as pupilas dos animais e seu lugar na cadeia alimentar, pois os olhos são fundamentais na caça e também na fuga.

Os modelos de computador revelaram alguns padrões diferentes entre predadores e presas. Pupilas horizontais, alinhadas com o solo, recebem mais luz vinda da frente e dos lados. Assim, esses animais conseguem ver precisamente a linha do horizonte, de onde virá o possível predador e para onde a fuga será possível. Eles também costumam ter os olhos nos lados da cabeça, o que oferece um amplo ângulo de visão. Essas características revelam os animais que costumam ser presa de outros.

"A primeira necessidade desses animais é detectar predadores. Por isso, desenvolveram uma visão panorâmica com poucos pontos cegos", explica Martin Banks, professor de óptica da Universidade de Berkeley e um dos autores do estudo.

Já os predadores, com suas pupilas verticais, conseguem ver com muita precisão linhas e bordas, borrando o que está ao redor. As pupilas desses animais se dilatam com muita facilidade (os olhos de um gato podem aumentar até dez vezes mais que de um humano), aproveitando o melhor da iluminação para caçadas noturnas ou durante o dia. É o caso das cobras e dos gatos domésticos, que se alimentam de animais que vivem rente ao chão.

Espécies maiores, como leões, tigres e, também, humanos, têm as pupilas circulares, que permitem estimar distâncias com exatidão e ter uma visão panorâmica do entorno, pois caçam animais que saltam ou voam.

Os pesquisadores pretendem, no futuro, analisar espécies aéreas e aquáticas, que têm os olhos mais "esquisitos" do reino animal. Além de ajudar na construção de futuros sistemas ópticos, como câmeras fotográficas ou telescópios, o estudo pode ajudar a compreender os detalhes da visão animal. "Estamos aprendendo o tempo todo o quanto os olhos são incríveis. Esse trabalho é um peça para a compreensão desse quebra-cabeça", diz Banks.



(Fonte: Revista Veja)

Sim, você tem um 'sexto sentido'

Já apresentamos aqui a primeira lente de contato telescópica que, quando acionada, dá ao usuário o poder de ampliar a visão em quase três vezes, concedendo assim uma espécie de super visão, no melhor estilo Superman.

Não é novidade que nossos olhos têm habilidades que desconhecemos ainda – ou conhecemos pouco.

Por exemplo: estamos todos familiarizados com cor e brilho, mas há uma terceira propriedade da luz, não tão famosa, chamada “polarização”. Essa propriedade nos diz a orientação em que as ondas de luz estão oscilando. Animais como abelhas e formigas usam os padrões de polarização como um auxílio à navegação. Mas poucas pessoas, mesmo na comunidade científica, estão cientes de que os seres humanos podem perceber a polarização da luz a olho nu.

Em uma pesquisa recentemente publicada, foi utilizado um experimento originalmente concebido para testar as habilidades visuais de polvos e lulas para investigar a capacidade humana de perceber essa luz polarizada.

Imagine que uma corda daquelas de pular seja uma onda de luz que viaja através do espaço. Se você balançar a corda de lado a lado, a onda que você produz é polarizada horizontalmente. Mas se você agitá-la para cima e para baixo, você cria uma onda polarizada verticalmente.

Geralmente, a luz é uma mistura de polarizações, mas às vezes – por exemplo, em partes do céu, na tela do computador e em reflexões de água ou vidro – uma grande porcentagem das ondas está oscilando na mesma orientação. Esta luz é descrita como sendo fortemente polarizada.

Você provavelmente já se deparou com alguma tecnologia que é construída em torno da luz polarizada. Por exemplo, lentes polarizadas de óculos escuros, que funcionam bloqueando a luz polarizada que é refletida de superfícies brilhantes, tais como pinturas de carro ou a superfície da água.

Isso é possível porque a luz refletida até nossos olhos de superfícies horizontais é horizontalmente polarizada e os óculos de sol têm uma estrutura que é como uma cerca, que só deixa passar as oscilações na polarização vertical, bloqueando os reflexos brilhantes produzidos pela polarização horizontal.

A luz polarizada também é o coração do cinema 3D moderno e telas de computador LCD, smartphones e tablets.

Portanto, se a luz polarizada é na verdade comum no mundo exterior, em sua casa e em seu escritório, como é que você não notou nada de especial até agora?

Os seres humanos percebem a luz polarizada através de um fenômeno chamado de “manchas de Haidinger” (em tradução livre). De maneira bem simplória, é assim que funciona: quando a luz polarizada (especialmente a azul) bate no olho, algumas formas amarelas são projetadas na visão.

Esse efeito se origina dentro do próprio olho e não é uma imagem de um objeto externo real, então estas manchas geralmente desaparecem em um poucos segundos, conforme o cérebro as processa. Esta é uma das razões pelas quais poucas pessoas percebem a luz polarizada no dia a dia, e também porque o estudo dessa capacidade é tão complicado.

Usando telas de LCD capazes de constantemente atualizar o efeito, os cientistas foram capazes de fazer as primeiras medições da dinâmica de aparecimento dessas formas amareladas na visão, confirmando a previsão de que algumas pessoas podem sim perceber a polarização da luz.

Os resultados mostram que a córnea pode afetar muito a maneira como você percebe a luz polarizada.

Como as propriedades ópticas da córnea variam entre os indivíduos, isso também pode explicar por que as pessoas frequentemente relatam a experiência de ver essas manchas de forma diferente.

Para ver as tais manchas de Haidinger para si mesmo, olhe para uma parte em branco de uma tela de LCD em um computador, tablet ou telefone. Depois, incline a cabeça de um lado a outros e pontos amarelos e azuis, ligeiramente maiores do que o seu polegar, devem aparecer.

Com a prática, você pode vê-los também na parte azul do céu em 90 graus a partir do sol, especialmente ao amanhecer e ao por do sol.

Faça o teste e conte sua experiência para nós!



(Fonte: Discovermagazine via Hypescience)

Blitab, o primeiro tablet em braille

Uma empresa austríaca apresentou o primeiro tablet em braile, usando uma tecnologia que cria relevo tátil para mostrar gráficos e mapas para deficientes visuais e pessoas com visão reduzida.

A tela do Blitab cria pequenas bolhas líquidas para gerar texto ou imagens em braile e relevo tátil, enquanto a tecnologia correspondente permite que arquivos de textos sejam convertidos em brailes a partir de pen-drives, browsers ou etiquetas NFC.

A fabricante, Blitab Technology, afirma que a tecnologia “revolucionária” pode inaugurar a era digital para os deficientes visuais. A empresa planeja desenvolver um smartphone em braile, como próximo passo.

“Criamos o primeiro tablet tátil para deficientes visuais”, afirma Slavi Slavev, diretor de tecnologia e cofundador da Blitab Technology. “O que estamos fazendo é criar uma tecnologia completamente nova que produz braile de forma inédita sem qualquer elemento mecânico”.

“Queremos resolver uma grande questão, que é a alfabetização de pessoas cegas. A tecnologia é bastante escalável, então podemos produzir imagens e coloca-las em qualquer representação tátil na forma de mapas e gráficos, figuras geométricas, servindo como uma ferramenta educacional para pessoas cegas”.

Outros aparelhos atualmente no mercado são mecânicos e permitem que apenas uma linha de braile seja gerada de cada vez. Eles também custam o triplo do Blitab, que sai por 2 500 euros, cerca de 6 mil reais.

“Atualmente, existem soluções que são extremamente caras”, afirma Slavev. “Esses aparelhos foram desenvolvidos há 40 anos e, como ninguém ofereceu qualquer inovação desde então, isso é tudo o que existe no mercado”.

O Blitab atualmente está em estado de protótipo e busca investidores. Caso a rodada de financiamento dê certo, a startup quer começar a vender o produto a partir de setembro de 2016.

“Acreditamos que as pessoas com deficiência visual devam ser incluídas na era digital na qual vivemos, com smartphones e tablets, mas também garantindo que elas tenham capacidade de fazer tudo que pessoas que enxergam fazem, como navegar na internet, ler e baixar livros”, afirma Slavev.



(Fonte: Blitab)

Do jeito que o deficiente visual precisa

Saúde Visual já mostrou neste artigo que Recife era considerada a capital óptica do Brasil.

Agora, fazendo valer a fama da cidade, estudantes universitários do Recife ganharam um prêmio da Organização das Nações Unidas para jovens empreendedores. Eles inventaram óculos para ajudar os cegos a desviar dos obstáculos que existem nas ruas.

"Sente aqui as hastes, os dois sensores de ultrassom estão bem aqui na frente e aqui em cima tem o botãozinho de ligar", diz o estudante para um deficiente visual antes de usar o invento.

Um ano de muita pesquisa e de testes para que os óculos funcionassem do jeito que a pessoa com deficiência visual precisa. Quando o obstáculo está perto, o sinal de alerta é emitido.

“Inicialmente eu até podia pensar ser um batente, alguma coisa na parte de baixo, mas como ele começou a vibrar ele transmitiu pra mim que tinha um obstáculo superior", afirmou o auxiliar administrativo André Damião da Silva, após testar os óculos.

Os óculos foram criados para servir como complemento da bengala guia.

“A bengala nos ajuda muito na parte inferior, na parte do chão. Mas para cima, já houve muitos acidentes. Já aconteceu de eu abrir o supercilio na carroceria de um caminhão", conta André Damião da Silva.

O projeto é de seis estudantes universitários de Pernambuco. O protótipo custou R$ 45. Os óculos receberam componentes eletrônicos nas lentes e um sensor de ultrassom capaz de identificar obstáculos a três metros de distância. Se tiver um poste, orelhão, galho de árvore no caminho, por exemplo, a haste dos óculos vibra e a pessoa pode desviar.

“No total, estamos com 276 pessoas que já testaram o protótipo e disseram, deram um feedback do que acharam e foi bastante interessante”, diz o estudante de computação Marcos Antônio da Penha, um dos inventores dos óculos.

Os óculos são bem leves, como os óculos comuns. Pelo peso, nem dá para perceber que tem tanto equipamento instalado nas lentes. A duração da bateria é uma preocupação. No modelo atual ela pode ser trocada. Mas uma outra que possa ser recarregada pela luz do sol está sendo desenvolvida.

A invenção ganhou o prêmio principal da ONU, a Organização das Nações Unidas, para jovens empreendedores. Concorreu com mais de 2 mil projetos do mundo inteiro. Mal saiu do forno e já está sendo aprimorado.

“Que ele seja bonito, que ele seja confortável e que ele consiga ser fabricado em grande escala para que possa entrar no mercado. Que vai ser a maior felicidade da gente ver alguém usando ele na rua”, afirma diz a estudante de psicologia Emily Schuller, uma das inventoras.

 

 

(Fonte: G1)

"Nossos olhos são a coisa mais preciosa que temos"

Ela lembra óculos de realidade virtual, mas tem uma função crucial para a saúde. Cientistas desenvolveram uma prótese que atua como uma espécie de olho biônico e que já foi capaz de recuperar a visão comprometida de um idoso. O escolhido foi o britânico Ray Flynn, de 80 anos, que, durante uma cirurgia de quatro horas, recebeu o dispositivo. Ele funciona a partir de um implante em sua retina, que decodifica as imagens captadas por uma minicâmera de vídeo.

Com essa tecnologia, médicos conseguiram reverter, talvez pela primeira vez, um caso avançado de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), uma doença incurável, mas bastante comum, que afeta cerca de 500 mil pessoas apenas no Reino Unido. No Brasil, o quadro é ainda mais acentuado: segundo dados da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, são quase três milhões com o problema no país. Trata-se de uma das principais causas de perda de visão, que compromete a independência do indivíduo em suas tarefas diárias.

Antes do procedimento, Flynn enxergava uma enorme mancha preta na parte central da visão, restando apenas a periférica para se comunicar com o mundo visível. Por causa disso, ele conta que já não conseguia distinguir pessoas. A operação foi realizada no Hospital Manchester Royal Eye, em junho. Desde então, o britânico vinha se recuperando e reaprendendo enxergar de uma nova maneira. Em entrevista, nesta terça-feira, ao jornal britânico “Telegraph”, ele garantiu que já consegue distinguir as feições diante de si.

— Consigo enxergar o rosto do meu irmão. E assistir ao jogo do Manchester United na televisão é mais fácil agora — comemorou o engenheiro aposentado. — Recuperei a visão central, coisa que não sabia o que era há oito anos. Nossos olhos são a coisa mais preciosa que temos.

O idoso acrescenta que, apesar da melhora, ainda precisa se readequar ao novo mecanismo.

— Meu cérebro ainda está se acostumando com o que está acontecendo, mas me disseram que vou melhorar cada vez mais com o treino — comentou.

Uma minicâmera de vídeo, que fica no meio das lentes dos óculos biônicos, capta a cena na frente do indivíduo. Essa imagem é encaminhada, através de um fio, a um equipamento decodificador, que fica em sua cintura. Ali, ela é convertida em sinais elétricos, que voltam ao dispositivo e são transmitidos, sem fio, a um implante acoplado na retina. Esses sinais são recebidos e encaminhados ao cérebro, que precisa reaprender a interpretar os padrões de cores e luz, num processo de treinamento.

Existem duas formas de DMRI: úmida e seca. Essa segunda é responsável por 90% dos casos, e foi a que afetou o britânico. Nela, há o acúmulo de proteína e gordura na retina, levando o indivíduo a perder a visão central, mas manter a periférica. As causas desse processo ainda são desconhecidas, embora a idade e causas familiares estejam entre os fatores de risco.

— No mundo ocidental, a DMRI seca é principal causa de perda de visão. Infelizmente, com o envelhecimento da população, ela se tornará ainda mais frequente — destacou o oftalmologista Paulo Stanga, professor da Universidade de Manchester, responsável pela operação em Flynn.

Desenvolvido pela empresa americana Second Sight, o olho biônico já foi usado para restaurar a visão de indivíduos que sofriam de uma doença rara, conhecida como retinite pigmentosa. Mas ainda não havia sido testado em casos de degeneração macular. Paulo Stanga comemorou os resultados bem-sucedidos.

— O progresso de Flynn é realmente notável, ele está enxergando o contorno de pessoas e objetos de maneira muito eficaz — afirmou Stanga. — Acredito que pode ser uma nova era para pacientes com perda de visão.



(Fonte: O Globo)

Um relógio inteligente e específico para deficientes visuais

Uma fabricante de eletrônicos sul-coreana promete tornar a vida de deficientes visuais mais prática com um novo modelo de relógio inteligente específico para as suas necessidades. Batizado de The Dot, o acessório utiliza imãs e um conjunto de pinos para criar caracteres em braille na sua tela , permitindo a leitura de mensagens e o uso de apps pareados com o celular.

Em entrevista ao site Tech in Asia, o diretor-executivo e cofundador da companhia Dot, Eric Ju Yoon Kim, diz esperar que o acessório liberte as pessoas cegas para que interajam com os seus dispositivos em seus próprios termos.

— Até agora, se você recebesse uma mensagem da sua namorada no seu iPhone, por exemplo, você tinha que escutar a assistente Siri lê-la naquela voz, que é impessoal — explicou ele. — Você não preferia ler a mensagem para si mesmo e escutar a voz da sua namorada na sua cabeça?

Apesar desse tipo de tecnologia não ser exatamente novidade, conforme já mostramos neste artigo, a sua implementação em um dispositivo móvel é. Além disso, Kim diz que pretende vender o dispositivo por menos de US$ 300 — um valor muito mais em conta do que os computadores que utilizam a chamada "tecnologia braille ativo" e que custam cerca de US$ 3 mil.

— Noventa por cento das pessoas cegas se tornam assim após o seu nascimento, e não há nada para elas agora. Elas perdem o acesso a informação de repente. Dot pode ser o seu guia, para que eles aprendam braille e acessem informações diárias pelos seus dedos — afirma Kim.

O executivo prevê o lançamento do dispositivo nos EUA para dezembro deste ano. Inicialmente, serão produzidos apenas cerca de 10 mil relógios. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, existem cerca de 285 milhões de pessoas com problemas de visão no mundo, das quais cerca de 39 milhões são completamente cegas.

Assista abaixo o vídeo sobre The Dot:

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(Fonte: O Globo)

Cirurgia '2 em 1' ao alcance de todos

Os problemas de visão de Thiago Aparecido Pereira surgiram quando ele ainda tinha dois anos e as dificuldades para enxergar pioraram com o passar do tempo. Aos 33, o vendedor de Ribeirão Preto (SP) começou a usar lentes para corrigir 27 graus de miopia, até passar por uma cirurgia inédita no Brasil.

O procedimento realizado pelo médico Roberto Coelho, do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão, combinou um transplante de córnea e uma cirurgia de catarata para recuperar a visão de Pereira, que em seis meses passou a usar lentes para os óculos com menos de um grau. “É muito legal você estar vendo corretamente, sem dificuldades. Tudo mudou para melhor”, afirmou o paciente.

A dificuldade avançada de Pereira para enxergar era causada por dois problemas na visão. Além de catarata, ele também tinha a córnea em formato de cone, uma distrofia chamada de ceratocone. “Quando eu tinha dois anos minha mãe foi ao médico e ele falou que não sabia como eu enxergava até para mamar”, comentou o vendedor, que quando criança foi diagnosticado com 15 graus de miopia.

Segundo o oftalmologista, para recuperar os problemas de visão de pacientes como o morador de Ribeirão, até então era necessário realizar os dois procedimentos separados. “Além de implantar uma lente artificial no lugar da catarata, fiz o transplante de córnea lamelar, ou seja, não foram retiradas todas as camadas da córnea do paciente, só as superficiais”, explicou Coelho.

Após a cirurgia, que durou cerca de uma hora, o médico observou que a taxa de rejeição do paciente foi mínima. “Essa é a grande vantagem da cirurgia associada porque a curvatura da córnea do paciente voltou ao normal e ele tem as células da córnea dele, então a taxa de rejeição é praticamente zero”, afirmou.

A recuperação do procedimento também foi considerada rápida e o paciente precisou usar tampão nos olhos por apenas um dia. O resultado também apareceu nas primeiras semanas. “A visão dele era de 2%, depois de uma semana ficou nuns 20% e depois de dois, três meses, chegou aos 80%”, comentou Coelho. Seis meses após a cirurgia, Pereira já usa óculos com lentes com menos de um grau.

Para o vendedor, a maior dificuldade foi com os cuidados no pós-operatório, que ainda são rigorosos. “Não pode por a mão no olho, não pode coçar, não pode ter nenhum tipo de contato com o olho para evitar rejeição, assepsia é hiper importante nesse tempo de recuperação”, comentou Pereira.

Depois de alguns meses do procedimento o vendedor mantém apenas na memória as dificuldades que tinha para ver. “O monitor do computador ficava bem perto, as pessoas que não sabiam do problema perguntavam por que eu ficava beijando o monitor, virava até motivo de chacota”, disse.

A cirurgia inédita desenvolvida pelo oftalmologista de Ribeirão Preto foi premiada este ano em um congresso especializado e deverá ser apresentada em um congresso internacional, em 2016.

Segundo o médico, o método pode ser realizado sem custos pelo Sistema Único de Saúde, se houver profissionais especializados para aplicar a técnica. “O próximo passo é publicar essa técnica para que ela seja mais divulgada e outros profissionais também possam fazer. O SUS pode fazer esses dois procedimentos, mas tem que ter alguém habilitado que faça esses procedimentos”, afirmou.



(Fonte: G1 Ribeirão Preto)

Odeio química!! Problemas com o dever de casa ou com a visão?

Segundo um levantamento feito pelo Unicef, em 2010, 16,7% dos adolescentes brasileiros, entre 15 e 17 anos, não frequentavam a escola – algo em torno de 1,7 milhão de jovens. A pior situação era a do Acre, com 22% dos adolescentes sem estudar. E é no mês de agosto, logo depois das férias, que a evasão escolar mais aumenta, principalmente, entre os adolescentes.

Algumas das causas apontadas são o tédio e o desinteresse. Muitos adolescentes se queixam de certa incapacidade de se concentrar e dores de cabeça frequentes, juntamente com uma relutância em fazer lição de casa. 

Neste momento os pais precisam se perguntar: É a lição de casa que é um problema ou seria um problema de visão?

A maioria dos pais provavelmente diria que é o dever de casa, especialmente se a criança em questão passou por um exame de visão padrão administrado pela escola ou mesmo por um especialista da área.

Acontece que a insuficiência de convergência (CI) é a principal causa de fadiga ocular, visão turva, visão dupla (diplopia), e/ou dores de cabeça. Muitas vezes, passa despercebido porque uma pessoa pode passar no teste de visão 20/20, mas, ainda assim, ter uma insuficiência de convergência que não seja detectada. Reclamações são raras em crianças muito pequenas porque as imagens de grande tamanho não exigem muita convergência. Os pais precisam ser alertados para perceber problemas quando as crianças começam a ler mais tarde que o esperado, quando o estudo se torna mais intenso.

Entre os sintomas que merecem observação estão: fadiga ocular (especialmente após a leitura); dores de cabeça; visão turva; visão dupla; incapacidade para se concentrar; déficit de atenção; estrabismo quando esfrega ou cobre o olho; sonolência durante a atividade escolar; dificuldade para lembrar o que foi lido; palavras que parecem mover-se, saltar ou flutuar e problemas com enjoo e/ou vertigem.

Uma investigação científica realizada pelo National Eye Institute, nos Estados Unidos, mostrou que uma terapia da visão é o tratamento mais bem-sucedido. Embora os resultados clínicos mostrem que a insuficiência de convergência pode ser tratada em qualquer idade, esta recente pesquisa foi conclusiva somente na população pediátrica.

De acordo com este estudo, realizado por pesquisadores da Clínica Mayo, o melhor dos três tratamentos utilizados atualmente para a insuficiência de convergência em crianças são as sessões de terapia estruturadas em um consultório médico, com reforço de exercícios para os olhos em casa.

Para o dr. Brian Mohney, oftalmologista da Clínica Mayo e principal responsável pelo estudo, esta é uma "boa notícia para as crianças e pais”.  "Três abordagens diferentes estavam sendo usadas e ninguém sabia ao certo qual funcionava melhor”, disse ele. “Agora está resolvido – e apenas 12 semanas de tratamento foram necessárias para demonstrar a melhoria no quadro”, conclui Mohney.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores acompanharam 221 crianças a nível nacional, com idades entre 9 a 17, divididos em quatro grupos de estudo, dois dos quais receberam apenas terapias domiciliares. Um grupo fez exercícios diários simples por 15 minutos, tentando se concentrar em um lápis em movimento. Um segundo grupo domiciliar realizada uma versão mais curta do exercício com o lápis e uma série de exercícios no computador usando um software especial. Um terceiro grupo fez uma hora de tratamento supervisionado em um consultório clínico a cada semana, juntamente com 15 minutos de exercícios prescritos em casa cinco dias por semana. O quarto grupo, o grupo placebo ou de controle, fez no consultório e em casa projetada para se parecer com a terapia real, mas que não teve nenhum efeito.

Crianças em todos os três grupos de tratamento apresentaram melhora, embora não esteja claro se alguma melhoria nos grupos domésticos foi devido a um efeito placebo. Cerca de 75% das crianças que tiveram a terapia baseada em consultório, semanalmente, juntamente com 15 minutos de exercícios em casa cinco dias por semana, experimentaram ou normalização (correção integral) da sua visão ou apresentou melhorias significativas, em comparação com cerca de 40% cento nos dois grupos de tratamento em casa.

Os pesquisadores dizem que o menor custo de tratamento em casa pode ser um fator em sua popularidade, mas apontam para a elevada percentagem de visão normalizada na amostra baseada em consultório após 12 semanas como um indicador de resultado da qualidade no menor período de tempo.


(Fonte: National Eye Institute)

Método promete "olhos de águia" de forma natural

Tatiana Gebrael é Terapeuta Ocupacional formada pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR),  Especialista em desenvolvimento pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Mestre em  Educação Especial e deficiência visual pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCAR), e Especializada no método Self-healing pela School for Self-healing em São Francisco, Califórnia (EUA).

Mas o que seria este método Self-Healing (literalmente 'auto-cura)?

Trata-se de um método que previne, promove e recupera a saúde corporal e visual por meio do trabalho do corpo e do movimento. Um sistema holístico abrangente que combina: Massagem, Visualização, Movimento, Estimulação Visual e Respiração.

O método foi criado por Meir Schneider, PhD, LMT, terapeuta e educador de renome internacional é o fundador e diretor da School for Self-Healing nos EUA. Ele desenvolveu o método para combater os próprios problemas de visão – aos 7 anos de idade havia sido declarado legalmente cego, se recuperou da cegueira, e hoje possui carteira de motorista sem restrições. Desde 1975 o Método tem ajudado centenas de pessoas a se recuperar de condições patológicas consideradas incuráveis pela medicina convencional.

De acordo com as informações no site do método, o Self-Healing  se destina a qualquer pessoa que deseja melhorar sua condição de saúde, aprimorar sua visão e se recuperar de um amplo leque de doenças degenerativas do corpo e visão. E isso vale de recém nascidos a idosos.

O tratamento funciona por meio de sessões individuais ou grupais de atendimento com um especialista, pacientes recebem instruções sobre exercícios e técnicas para aprimorar sua visão, aumentar a consciência corporal e as probabilidades de melhora de sua condição de doença. O profissional especializado, após uma avaliação detalhada, elabora juntamente com o paciente um plano de tratamento. Cada paciente recebe um programa de exercícios e técnicas individualizadas e mais adequadas para sua recuperação.

O terapeuta de Self-Healing ajuda seus clientes a reverter o progresso de ampla variedade de condições degenerativas, como esclerose múltipla, distrofia muscular, artrite, dores crônicas, problemas visuais como erros de refração (miopia, astigmatismo, etc.), glaucoma, degenerações de retina e muitas outras doenças dos olhos.

A Dra Tatiana afirma acreditar nos tratamentos naturais, que agem não só nos sintomas, mas também nas causas dos problemas visuais e corporais, e que é possível ter olhos e corpo cada vez mais saudáveis. Por isso, além de palestras, workshops, consultoria escolar e empresarial, ela promove sessões individuais e em grupo para tratar de problemas visuais e corporais através do método Self-healing.

Para saber mais a respeito, acesse aqui o site oficial deste método.



(Fonte: site Dra. Tatiana Reis) 

Cegueira por flash: impossível ou improvável?

As redes sociais foram abaladas pela trágica notícia de que um bebê chinês de três meses teria ficado cego depois que um amigo da família fez uma foto usando com flash.

As informações iniciais, divulgadas pelo jornal "People´s Daily", da China, e que logo ganharam o mundo, diziam que a criança sofreu danos irreparáveis por causa da luz disparada pela câmera, que estava a apenas 25 cm de distância de seu rosto.

Foi o suficiente para espalhar o pânico entre todos os pais que adoram fotografar seus filhos desde o momento que saem do útero materno.

Ainda de acordo com as notícias divulgadas, os pais notaram algo de errado com o bebê logo depois da foto. Em seguida, médicos constataram que ele teve redução parcial de visão no olho esquerdo e perda total no direito. De acordo com eles, o dano não pode ser corrigido nem mesmo com uma cirurgia, uma vez que o flash danificou células da mácula, uma pequena área na porção central da retina altamente sensível a luzes e responsável pela percepção de detalhes como a distinção de cores.

De fato, a mácula não está totalmente desenvolvida antes de a pessoa completar 4 anos, o que explica a razão de as crianças ficarem tão incomodadas com luzes fortes. E é também verdade que danos na mácula podem levar a perda da visão central, impedindo um indivíduo de enxergar coisas que estão bem diante dele. Essa perda é bastante observada em pessoas de idade avançada, devido ao desgate causado pelo tempo.

Mas daí a ficar cego por causa do flash, é possível ou não?

Médicos explicam que os bebês fecham os olhos rapidamente quando expostos a luz, mas mesmo uma fração de segundo é o bastante para causar danos se a luminosidade for muito forte. Por isso, os pais precisam ter cuidado ao acender a luz do banheiro, por exemplo.

Entretanto, mesmo para uma criança que tenha nascido prematura, por mais imaturas que as células da retina sejam, a possibilidade de dano permanente por causa do flash é quase nula. "Não há relatos de nenhum caso assim na literatura médica. Não é totalmente impossível, mas é muito improvável. O mais provável é que o bebê já tivesse uma doença que acabou sendo descoberta por causa disso", disse a oftalmologista Josenalva Cassiano, do Hospital das Clínicas de São Paulo.

É o que pensam, também, outros três especialistas ouvidos pelo site de notícias UOL. Para eles, isso é "praticamente impossível" e todos reiteram que o mais provável é que a criança já tivesse um problema na visão que acabou sendo descoberto por causa do incidente.

Segundo os oftalmologistas, o flash de uma câmera não tem potencial para causar dano permanente, principalmente por ser muito rápido e ter pouca intensidade. "Para causar um problema tão grave, a intensidade da luz precisaria ser muito alta e o tempo de exposição à ela muito prolongado. O flash de uma câmera dura uma fração de milésimo de segundo e não costuma ser tão intenso. Por isso, não faz sentido levar à cegueira", disse a oftalmologista Denise Fornazari, do Hospital de Clínicas da Unicamp. 

Mas a Dra. Fornazari ressalta que fotos seguidas com flash não é bom para ninguém, nem mesmo para os adultos. "Pode ocorrer algum tipo de lesão por causa do tempo de exposição à luz. Muitos flashes seguidos podem causar algum tipo de lesão, mas não irreparável. Mesmo assim, é preciso ter bom senso", avaliou.

O oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, do Instituto Penido Burnier, em Campinas (SP), explica que uma luz muito forte e um pouco mais prolongada, como por exemplo, o farol de um carro com luz alta no sentido oposto da estrada, pode causar saturação na retina a ponto de ofuscar a imagem por algum tempo, mas que no adulto, por exemplo, a visão é recuperada em questão de segundos. "No bebê também. Talvez a recuperação demore mais, mas recupera".

Segundo ele, o tempo de exposição ao flash dificilmente causaria problemas em bebês. "Existe mais risco aos olhos do bebê ao deixá-lo exposto diretamente ao sol por um período prolongado do que o flash que leva uma fração de milésimo de segundo", finalizou.



(Fonte: UOL Notícias)

Um procedimento mais acessível contra a catarata

Sempre que possível, lembramos aos nossos leitores que colírio é remédio e, como tal, seu uso observa a mesma recomendação de todo medicamento. E também já alertamos que não existe nenhum colírio para curar a catarata. Mas isso pode estar mudando.

A catarata é a causa de metade dos casos de cegueira no mundo. É possível combatê-la com cirurgias, mas o procedimento não é acessível para todos. Especialmente em países pobres, o acesso a cirurgiões-oftalmologistas pode ser bem complicado.

Já se sabe que a catarata decorre de um acúmulo de proteínas desnaturadas no cristalino, que fazem a visão ficar esfumaçada. Isso pode acontecer tanto por causa da idade como por fatores genéticos.

Para tentar solucionar o problema, um time de pesquisadores da University of California San Diego está desenvolvendo um colírio capaz de dissolver a catarata dos olhos. A descoberta foi descrita na revista Nature.

Eles perceberam que pacientes jovens que sofriam de catarata não produziam um hormônio chamado lanosterol, um hormônio esteroide. A partir daí, eles começaram a fazer alguns experimentos. Primeiro, os pesquisadores aplicaram uma solução de lanesterol em células do cristalino humano. Os resultados foram bastante positivos.

Depois, foi a vez de um grupo de treze coelhos que sofriam de catarata severa. Após seis dias de aplicação do colírio, onze coelhos apresentaram melhoras dramáticas - alguns se curaram completamente.

O último teste foi realizado em um grupo de sete cachorros, de raças mais propensas a terem catarata, como labradores e pinschers. A melhora foi igualmente significativa.

Agora, os pesquisadores vão continuar analisando a substância para realizar testes em humanos.



(Fonte: Superinteressante)

Remédio contra a calvície ainda não é uma boa notícia

O bimatoprost é uma substância que reduz a pressão intraocular e é utilizada na fabricação de colírio para o tratamento de glaucoma. Ele é aplicado apenas na região ao redor dos olhos e, entre seus efeitos colaterais, está o de fazer crescer os cílios. E agora, também, os cabelos.

É o que aponta uma pesquisa publicada no FASEB, periódico da Federação das Sociedades Americanas de Biologia Experimental, sugerindo que o bimatoprost, já aprovado pela Food and Drug Administration (FDA, órgão americano que regula remédios e alimentos), pode fazer o cabelo humano crescer.

Valerie Randall, da Universidade de Bradford, no Reino Unido, e uma das autoras da pesquisa, acha que este estudo pode levar ao desenvolvimento de novas terapias para a calvície, o que deve melhorar a qualidade de vida de muitas pessoas que convivem com a perda de cabelo.

Os cientistas testaram o bimatoprost em folículos pilosos (espécie de bolsa dentro da qual se localiza a raiz do fio de cabelo) retirados do couro cabeludo de humanos. Os folículos tratados com o medicamento produziram mais cabelo do que folículos que não receberam aplicações.

Para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o bimatoprost é considerado um medicamento e, portanto, quem o utiliza, ainda que para fim estéticos, não está livre de sofrer efeitos colaterais, como olho seco, ardência, alergia, fotofobia, inflamação palpebral, irite e manchas na pele ao redor dos olhos. Como se não bastasse, olhos claros podem ficar castanhos se o produto entrar em contato com a superfície ocular - e este efeito é definitivo.

Além disso, se o bimatoprost penetrar na corrente sanguínea através do canal lacrimal pode provocar hipertensão arterial, dor de cabeça, náuseas e falta de ar. Por isso, a pesquisa não deve servir de pretexto para ninguém usar o medicamento na esperança de recuperar os cabelos perdido, afinal ainda não se sabe que efeitos colaterais o bimatoprost causaria no couro cabeludo, uma região muito vascularizada.

Nos camundongos carecas utilizados no experimento, a aplicação do bimatoprost também induziu o crescimento de pelos. Valerie Randall espera que outros estudos aumentem o conhecimento sobre como os folículos pilosos trabalham, podendo resultar em diferentes medidas terapêuticas para muitos distúrbios relacionados à calvície. Mas, por enquanto, o estudo está em numa etapa inicial, e ainda não é possível determinar sua eficácia, segurança e a melhor forma de aplicação em seres humanos.



(Fonte: Veja.com)

Cérebro compensa perda da visão com velocidade maior na percepção do tato

Pessoas cegas de nascença podem detectar mais rapidamente a informação tátil do que as pessoas povos com visão normal, de acordo com um estudo publicado recentemente no Jornal da Neurociência.

Neste estudo, um grupo de pesquisadores conduzidos por Daniel Goldreich, PhD, da Universidade de McMaster, EUA, verificaram se as pessoas que possuem uma confiança especial em um sentido particular processariam esse sentido mais rapidamente sem enxergar, já que o cérebro exige uma fração de segundo para registrar uma visão, um som ou o toque.

Segundo Goldreich, os resultados revelaram que, de alguma forma, o cérebro se adapta à ausência de visão acelerando o sentido de toque. “A capacidade para processar rapidamente a informação não visual aumenta provavelmente a qualidade de vida dos indivíduos cegos que confiam em um grau extraordinário nos sentidos não visuais”, afirmou ele.

Os autores testaram as habilidades táteis de 89 pessoas com visão normal e de 57 pessoas com vários níveis de perda de visão. Os voluntários foram solicitados a distinguir os objetos que eram tocados nas pontas de seus dedos indicadores. Ambos os grupos executaram as mesmas tarefas simples, tais como a distinção de objetos pequenos contra objetos maiores. Mas quando um objeto pequeno foi seguido quase imediatamente por uma vibração maior e mais durável, a vibração interferiu com a capacidade da maioria dos participantes para detectar qual era o objeto - um fenômeno chamado ‘mascarar’. Contudo, as 22 pessoas que tinham ficado cegas desde o nascimento, executaram melhor do que as pessoas com visão e as pessoas que ficaram cegas mais tarde.

Os pesquisadores mediram a quantidade de tempo mínimo necessário para que os participantes percebessem a entrada sensorial variando o período entre o toque do objeto e a vibração causada por este. Os resultados sugerem que a cegueira adiantada, de nascença, conduza a uma percepção mais rápida do toque. Contudo, se essa vantagem é devido ao cérebro se adaptar à ausência de visão - uma mudança chamada ‘plasticidade’ - ou à prática do método Braile, isso os cientistas ainda não sabem dizer.

Richard Guardarou, PhD, do Massachusetts Institute of Technology, também nos Estados Unidos, afirma que os resultados sugerem que uma falta da experiência visual muda a maneira como a informação adquirida pelo toque é processada. Segundo ele, a habilidade aumentada da integração tátil parece esclarecer a velocidade notável da leitura em Braile, demonstrada por alguns indivíduos cegos. Para Richard, este trabalho constitui uma nova etapa na compreensão da interação entre sentidos.

Em outubro, uma outra pesquisa feita na Universidade de Tecnologia da Geórgia (EUA), mostrou que, quando pacientes com DMRI passam a focalizar imagens em outra parte da retina, para tentar compensar a perda da visão central, seus cérebros aparentemente lidam com a mudança por meio da reorganização de conexões neurais.



(Fonte: News Medical)

Irlandês é o primeiro - e reconhecido - Cyborg oficial

Neil Harbisson, nascido na Irlanda do Norte e criado na Catalunha, viveu uma “infância confusa”. A sua incapacidade de distinguir as cores fez surgir diversos diagnósticos, desde o daltonismo até dslexia - ou dificuldades de aprendizagem -, até que, aos 11 anos, os médicos descobriram que ele sofria de acromatopsia, doença que lhe permite ver o mundo apenas em preto e branco.

Em 2003, quando Neil frequentava o Dartington College of Arts, ele decidiu assistir a uma palestra sobre cibernética que transformou a sua vida. Falava-se em ampliar os sentidos, em se “perceber por que é que a cor influencia tanto as pessoas”, algo que ia diretamente ao encontro dos desejos do rapaz, então com 29 anos.

Do diálogo com o palestrante, Adam Montandon, surgiu a ideia de criar o "eyeborg" – fusão das palavras "eye" (olho) e "cyborg" (organismo cibernético) –, dispositivo eletrônico que abriu caminho à metamorfose cromática na vida de Neil Harbisson. O aparelho, agora na versão simplificada, “tem um sensor, atrás da cabeça, que recebe as frequências de luz e transforma-as em frequências sonoras”, explica Adam. A captação da cor fica a cargo de uma câmera, situada acima da testa que possibilita que Neil recorra aos ossos do crânio para “ouvir” as cores.

A adaptação ao "eyeborg" não foi fácil. Neil levou cinco semanas até se habituar aos sons das cores, mas, passado algum tempo, “a informação tornou-se percepção e, mais tarde, em sensação”, conta ele. Desta forma, Neil protagonizou episódios insólitos do quotidiano, como “precisar testar ambas as torneiras para ver qual corresponde à água quente e à fria”. Além disso, quando ouve música eletrônica e as suas frequências sonoras se misturam com as emitidas pelas cores, ele sente vontade de colocar o “eyeborg” debaixo do couro cabeludo para diferenciar melhor os sons visuais dos sons auditivos.

Em 2004, quando o Reino Unido reconheceu a prótese como parte do seu corpo, Neil tornou-se no primeiro homem reconhecido por um país como organismo cibernético – um cyborg. O reconhecimento parte da premissa que o “eyeborg” não é um equipamento eletrônico, mas parte do corpo do rapaz, uma compensação da sua condição visual.

Acontece que para ele, esta condição não pode ser considerada deficiência ou doença, mas antes sonocromatismo ou sonocromatopsia. “Deficiência é o que as pessoas sentem não o que tem”, justifica Neil para quem a associação cultural das cores é bem diferente. “O vermelho é a cor mais pacífica e indiferente, porque tem a frequência mais baixa. A cor mais violenta é o violeta, por ter a frequência sonora mais alta”, conta.

Além de possibilitar a percepção da cor – e de uma forma mais apurada, pois Neil recebe as três propriedades separadamente: o tom através de uma nota, a luz pelos olhos e a saturação pelo volume dos sons -, o "eyeborg" alargou o seu potencial de expressão artística.

O dispositivo deu a Neil a capacidade de fundir as suas grandes paixões: música e artes plásticas. Ele se dedica à criação de retratos sonoros, composições em que converte as cores em música, onde transforma as 100 primeiras notas de grandes obras musicais em pinturas.

O “eyeborg” não é o primeiro dispositivo a ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons. Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceria com acadêmicos do Instituto do Cérebro de Natal, criaram o Eyemusic, um dispositivo que capta e processa imagens, convertendo-as em padrões musicais.



(Fonte: P3 Tecnologia)

Reprogramando o sistema: cérebro se adapta a perda de visão

A degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é uma doença da mácula, região no centro da retina na qual a acuidade visual é máxima. Por ser grave e irreversível, a DMRI é a principal causa de cegueira em idosos. As conclusões de um estudo feito na Universidade de Tecnologia da Geórgia, nos Estados Unidos, mostram que, quando pacientes com DMRI passam a focalizar imagens em outra parte da retina, para tentar compensar a perda da visão central, seus cérebros aparentemente lidam com a mudança por meio da reorganização de conexões neurais.

Os resultados, que serão publicados na edição de dezembro da revista Restorative Neurology and Neuroscience, indicam que o comportamento do paciente é crítico para fazer com que o cérebro se reorganize em resposta à doença. Não é suficiente perder estímulos em uma região cerebral para que essa região se reorganize: a mudança no comportamento do paciente também é muito importante.

Segundo Eric Schumacher, professor da Escola de Psicologia da Universidade Técnica da Geórgia, um dos autores do estudo, as mudanças comportamentais ocorrem quando os pacientes passam a compensar a perda da visão central pela focalização em outras partes do campo visual.

Alguns trabalhos anteriores apontaram resultados conflitantes sugerindo, por exemplo, que o córtex visual primário, a primeira parte do córtex a receber informação visual dos olhos, é capaz de se reorganizar. Outros, porém, apontaram que tal reorganização não ocorre.

No novo estudo, os autores procuraram analisar como o uso de outras áreas além do campo visual central, conhecidas como localizações preferenciais da retina, estaria relacionado à reorganização do córtex visual.

Para isso eles apresentaram aos 13 voluntários que participaram da pesquisa uma série de testes, idealizados de modo a estimular visualmente as regiões periféricas. Por meio da medição da atividade cerebral com ressonância magnética, os cientistas verificaram que houve um aumento na atividade nas mesmas áreas do córtex visual que são normalmente ativadas quando pessoas saudáveis focalizam objetos com seu campo visual central.

As partes do córtex visual que processavam informações do campo central em pacientes com visão normal foram reprogramadas de modo a processar informações de outras partes do olho. Mais precisamente, partes que portadores de DMRI usam no lugar das áreas visuais centrais.

Na próxima fase do estudo os cientistas tentarão identificar o tempo necessário para que essa reprogramação cerebral passe a processar informações de outras partes do olho, e se existe a possibilidade e se ela pode ser induzida por meio de treinamento.



(Fonte: Diário da Saúde)

Num futuro próximo, smartphones nos óculos

Uma equipe de pesquisa da Universidade da Califórnia, realizou experimentos com 24 adultos e revelou que em especial os smartphones causam desconforto visual no usuário por causa da distância de visualização e a direção do conflito.

Este conflito e seus efeitos sobre os usuários de smartphones é cientificamente conhecido como "convergência-acomodação".

Mas e se o smartphone estiver diretamente ligado aos óculos?

Cientistas da EPFL (Ecole Polytechnique Federale de Lausanne), um laboratório de dispositivos fotônicos na França, estão atualmente trabalhando em um protótipo que é semelhante ao projeto anunciado pelo Google. Entre as aplicações previstas para esta invenção estão executar jogos, GPS, aprimoramento do ensino, suporte para surdos e deficientes auditivos e uma miríade de outros programas de realidade aumentada.

Ou seja, com este invento, o usuário não precisará olhar para o seu smartphone a fim de verificar o tempo, ou sua agenda, ler uma mensagem de texto ou consultar um mapa de rota em uma cidade estranha. Todas essas informações, e muito mais, serão exibidas nas lentes dos óculos e aumentadas através de um mini-projetor. E o mais impressionante: tal tecnologia também estará disponível para lentes de contato.

A fim de concretizar um projeto como este, a equipe da EPFL terá que superar uma série de desafios tecnológicos sendo que o mais formidável será encontrar uma maneira de permitir que o usuário veja simultaneamente as informações exibidas nas lentes - que são muito próximas do olho para que ele seja capaz de se concentrar - assim como ver o seu entorno. Os pesquisadores acreditam resolver este problema através do desenvolvimento de uma lente de contato com uma lente micro em seu centro que permitirá ao olho focar as imagens.

Para o professor Christophe Moser esta tecnologia tem muitas vantagens, como oferecer alta definição, imagens precisas, ao contrário de outros modelos do mesmo tipo, que conserva todo o campo de visão, além de permitir utilizar os modelos de óculos já existentes. A maioria dos usuários de óculos, segundo ele, não gosta da ideia de ter que colocar lentes de contato.

O Laboratório da EPFL trabalha em conjunto com a empresa Lemoptix, especializada em sistemas de projeção miniaturizados, para desenvolver uma alta definição de micro-projetor. A partir deste projetor, imagens e informações serão enviadas para a lente dos óculos especialmente tratados via holografia.

O holograma, então, será projetado sobre as lentes de modo a que a imagem seja refletida na direção do olho, enquanto que as lentes continuam transparentes. O usuário, portanto, ainda poderá ver normalmente através dos óculos. Antes desta invenção comercializada, no entanto, todas estas tecnologias devem ser testadas. O prazo será de dois a cinco anos antes de este invento chegar ao mercado comum.



(Fonte: Ecole Polytechnique Federale de Lausanne)

Para cada olho, uma sentença personalizada

Cientistas portugueses, ligados à Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa, pesquisam um modelo que permita determinar a correção individualizada e adequada para cada olho humano. O objetivo é conseguir encontrar uma “solução personalizada para cada doente, indo ao encontro das suas necessidades”, disse a médica oftalmologista Filomena Ribeiro, um dos elementos da equipe de pesquisadores, juntamente com o oftalmologista Antonio Castanheira-Dinis e o físico do Instituto Superior Técnico e especialista em ótica João Dias.

Atualmente, com os métodos existentes, os médicos corrigem com o uso de óculos, lentes de contato ou lentes intraoculares as deficiências mais comuns na vista como a miopia, o astigmatismo ou a hipermetropia, mas têm mais dificuldade em conseguir resposta quando se confrontam com as chamadas aberrações óticas, anomalias diversas nos olhos que distorcem as imagens.

O trabalho básico, que a especialista desenvolveu ao longo de quatro anos, consistiu no uso de um programa de computador no qual ela introduziu os dados que foi recolhendo nos 140 pacientes que submeteu a cirurgias dos olhos no Hospital da Luz, em Lisboa, onde desenvolve sua atividade clínica.

Os pesquisadores esperam conseguir, com a introdução das deficiências do olho a receber tratamento, que o modelo informatizado indique qual a forma de corrigir todos os problemas e não apenas alguns, acrescentou Filomena Ribeiro.

O estudo foi publicado pela revista on line norte-americana PLoS ONE e já foi premiado no congresso da American Society of Cataract and Refractive Surgery (ASCRS), conforme comunicado do Instituto Superior Técnico de Lisboa.



(Fonte: TVi 24/Portugal)

Muito mais que um simples incômodo estético

O estrabismo é uma patologia oftalmológica resultante do defeito nos músculos responsáveis pela movimentação dos olhos, provocando o desalinhamento do olhar. O que pouca gente sabe é que, se não for tratado a tempo pode levar crianças à cegueira.

O alerta é do Dr. José Geraldo, chefe do Departamento de Estrabismo, Pterígio e Lentes de Contato do Hospital de Olhos (INOB). Segundo ele, “o estrábico recebe duas imagens do mesmo objeto. O cérebro reconhece a imagem do melhor olho e ignora a do outro, agravando a dificuldade de visão, gerando uma ambliopia, popularmente chamado de olho fraco”. E é este quadro que pode levar à cegueira.

Segundo o especialista, alguns pacientes estrábicos podem apresentar sonolência, dores de cabeça e dor nos olhos durante as tarefas visuais. Entretanto, a maioria não sente nada que denuncie a doença.

Existem vários tipos de estrabismo, como a exoforia (desvio dos olhos para dentro), a exotropias (desvio dos olhos para fora) e os desvios verticais (um olho fica mais alto ou mais baixo do que o outro). Por isso, o Dr. José Geraldo ressalta a importância dos pais observarem nos filhos comportamentos que indiquem uma possibilidade dele ter estrabismo: se os olhos não se movem juntos, se o ponto de luz refletido nos olhos não é simétrico, se tem tendência a inclinar a cabeça, se não é capaz de calcular a profundidade ou dos objetos colocados a determinada distância, por exemplo.

Apesar de não ter uma causa conhecida, sabe-se que o estrabismo pode aparecer por herança genética e está relacionado com distúrbios neurológicos causados por doenças ou acidentes. Há diferentes tratamentos para os diversos tipos de estrabismo. Alguns são corrigidos com o uso de óculos, outros com medicamentos, outros com tampão ou até mesmo cirurgia, dependendo do caso. Para o médico do INOB, a “ideia é utilizar recursos que obriguem o olho afetado a trabalhar e assim restaurar a boa visão. É importante acompanhar a saúde dos olhos para evitar complicações mais graves. Quanto mais cedo começarmos o tratamento, maior é a taxa de sucesso”, garante ele.



(Fonte: Hospital de Olhos – INOB)

O tabagismo dos pais e a saúde visual dos filhos

O Saúde Visual já apresentou nesta matéria dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontando que o hábito de fumar é a principal causa de mortes evitáveis no mundo e que, além das doenças respiratórias, cardiovasculares e cancerígenas, o tabaco também pode ser o grande responsável pelo surgimento de doenças oculares, como a degeneração macular relacionada à idade e as oclusões vasculares.             

Tentando encontrar uma ligação entre o tabagismo dos pais com erros de refração nas crianças, pesquisadores de Cingapura avaliaram a relação entre o tabagismo dos pais e os erros de refração na infância em crianças com idades entre seis meses e seis anos, recrutadas para esta pesquisa por apresentarem casos de estrabismo, ambliopia e erros de refração.

Foi recrutado um total de 4.164 crianças, com uma taxa de resposta positiva de 72,3%. Eles também obtiveram medições de refração cicloplégicas de todas as crianças por profissionais ópticos.

Já os pais foram submetidos a um questionário administrado por entrevistador que obteve informações sobre dados demográficos, estilo de vida e nível de tabagismo dos pais.

De posse de todos estes dados os pesquisadores relataram que a prevalência geral de miopia foi de 11,0%. No geral, 37,1% dos pais entrevistados e 9,2% das mães apresentaram um histórico considerável de tabagismo: 6,6% haviam fumado durante toda a vida da criança e 2,2% haviam fumado, inclusive, durante a gravidez – o que é um erro grave.

Históricos de mães que nunca fumaram, com as que fumaram por todo o tempo, inclusive durante a gravidez, foram associados com a diminuição ou aumento de miopia na infância.

Porém, com relação ao comportamento paterno, o histórico dos fumantes ficou associado com uma diminuição da miopia na infância.

Ou seja, existe uma associação inversa entre o tabagismo dos pais e a miopia na infância e, por isso, os pesquisadores sugerem mais estudos para compreender melhor o papel de receptor de acetilcolina nicotínico no desenvolvimento ocular.

Isto pode abrir o caminho para novas estratégias de tratamento direcionadas para a prevenção da miopia.



(Fonte: Review of Ophthalmology)

I love it loud... Kiss, audição e visão

O grupo Kiss é uma banda de hard rock estadunidense formada em Nova York em 1973. Conhecida mundialmente por suas maquiagens e por seus concertos muito elaborados e até exagerados que incluem guitarras esfumaçantes, sangue, pirotecnias e muito mais, a banda lançou, em 1982, uma canção chamada I love it loud (Eu amo isso alto).

No refrão, o grupo canta Loud, I wanna hear it loud/Right between the eyes. Algo como “Alto, eu quero ouvir isso alto/Bem no meio dos olhos”. Se pouca gente compreendeu a ligação entre o volume da música com os olhos, um trabalho desenvolvido por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) joga uma boa luz sobre o assunto.

Este estudo mostra que a audição altera a atividade de áreas no cérebro humano envolvidas com o processamento de estímulos visuais.

Para o professor de computação Shinsuke Shimojo, um dos responsáveis pela pesquisa, este estudo indica que o mais importante para o homem e os demais animais não é um sentido em particular, mas as interações entre os diversos sentidos.

Inicialmente, os cientistas verificaram que, quando exposto a um flash de luz acompanhado por dois ruídos, um observador acreditava ter visto dois flashes ao invés de apenas um. O segundo flash percebido por ele foi somente uma ilusão causada pelo som e não o resultado de nenhum estímulo visual.

Os pesquisadores descobriram ainda que, quando o som altera a percepção visual, também a atividade de certas regiões no cérebro é afetada. Essa mudança na percepção visual induzida pelo som poderia em princípio ser provocada por alterações em duas áreas distintas do cérebro: a responsável pela combinação dos estímulos de vários sentidos ou a exclusivamente envolvida no processamento da informação visual.

Nas condições em que o estudo foi desenvolvido, os cientistas concluíram que a região cerebral associada especificamente à visão era diretamente afetada pelos estímulos auditivos.

Além disso, as atividades medidas nas áreas visuais do cérebro quando realmente havia um segundo estímulo visual e quando havia apenas uma ilusão provocada pelo som foram muito semelhantes. Desse modo, os pesquisadores concluíram que, nas áreas visuais do cérebro, estímulos auditivos e visuais são capazes de induzir efeitos semelhantes.

Os resultados dessa pesquisa, publicados recentemente na revista NeuroReport, sugerem que as informações captadas por cada sentido não são processadas isoladamente, o que pode ter implicações diretas e indiretas.

Entre as implicações diretas, explica Shimojo, pode se destacar as alterações nos métodos laboratoriais de análise e interpretação de dados, assim como mudanças nos livros que tratam da percepção. Já entre as indiretas ele cita as aplicações no tratamento e educação de crianças deficientes, no desenvolvimento de jogos e na avaliação de diferenças e talentos individuais.

Mas não comentou nada sobre ouvir música alta.



(Fonte: Ciência Hoje On-line)

Azul da cor do álcool?

Saúde Visual já mostrou, neste artigo, que segundo um estudo realizado por cientistas genéticos da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, todas as pessoas com olhos azuis teriam o mesmo antepassado.

Agora, a situação é ainda mais complicada: Geneticistas da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, descobriram ligações entre a cor dos olhos e a dependência de álcool, sugerindo que o vício é mais frequente entre pessoas de olhos azuis, e menos comum naqueles de olhos castanhos.

O estudo, que oferece mais evidências sobre o componente genético da dependência em álcool, foi feito com uma amostra de 1.263 perfis genéticos individuais a partir de um banco de dados de pessoas diagnosticadas com pelo menos uma doença psiquiátrica, incluindo adição ou dependência de álcool e drogas. Para este estudo, os pesquisadores fizeram um recorte de pacientes com dependência de álcool e ancestralidade europeia.

Repetidas análises das amostras levaram à conclusão de que a incidência de dependência de álcool é maior entre pessoas com ancestrais europeus que têm olhos claros (verdes, azuis ou cinzas) na comparação com os de olhos castanhos — sendo que os olhos azuis foram mais fortemente associados ao vício.

Segundo os pesquisadores, o próximo passo é tentar replicar os resultados do estudo. Se essas correlações persistirem em pesquisas futuras, o desafio será determinar se essa ligação se deve estritamente a fatores genéticos ou se ingredientes culturais também têm um papel.



(Fonte: O Globo)

O valor de enxergar

Um dos principais obstáculos impostos às pessoas cegas é a necessidade de, muitas vezes, confiar na honestidade das outras pessoas. Coisa que, como todos sabem, está entre uma das mais difíceis para qualquer um.

Uma situação na qual isso se manifesta é quando deficientes visuais precisam fazer alguma compra e dependem da integridade de terceiros ao receberem o troco correto, por exemplo.

Pensando específicamente nessa situação, a Loteria Santa Lucía, instituição que utiliza sua receita para ajudar pessoas cegas na Guatemala, criou um projeto chamado "O valor de enxergar".

Foi desenvolvido um dispositivo que reconhece o valor da nota posicionada em frente a uma espécie de óculos ao qual está conectado um fone de ouvido. Através do fone, o aparelho informa ao usuário qual o valor da nota.

Por ter o design de óculos convencionais, as "Lentes Mágicas", como foram chamadas, passam despercebidas e, desta forma, não põe em risco a segurança dessas pessoas nas ruas.

A campanha, que tem assinatura da BBDO Guatemala, causou grande repercurssão no país, gerando mais de dez milhões de citações na internet.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foram feitos esses óculos:

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(Fonte: Revista Exame)

Quanto drama!

Laís Happel é uma vestibulanda de Letras que se define como “a palhaça que tem medo de palhaços”. Ela é colunista do site “Entenda os homens”. E usa óculos.

Ela conta que sem quis usar óculos. E, aos sete anos, conseguiu realizar este seu desejo por conta de problemas oculares como miopia e astigmatismo. E descobriu, também, o drama que é usar óculos e fez uma lista de 11 deles. Confira:

1. Pingos de chuva podem te “cegar”:

Saiu na chuva é pra se molhar certo? Certíssimo. Pra quem usa óculos é mais ou menos assim: Saiu na chuva é pra se molhar e de quebra, gotículas flutuantes a centímetros da sua visão já complicada.

2. Assistir filmes em 3D:

Só existe um problema: conseguir ajustar o óculos 3D no óculos de grau. Conseguiu isso, perfeito. Caso contrário, você fica no dilema em dar certo, ver que não está enxergando deixando pra lá, ou no meu caso, desiste.

3. Não conseguir deitar sem “entortar’’ os óculos:

Achar uma posição confortável para assistir aquela série sensacional ou até mesmo para ler um livro é difícil, não é? Sim, eu sei. Quem usa óculos sabe que é missão impossível deitar de lado sem entortar o óculos.

4. Ter que ouvir “ei, quantos dedos tem aqui?’’:

A cada ida ao oftalmologista: Isso é de lei. Sempre vai ter um engraçadinho que vai chegar na sua frente, olhar bem nos olhos e soltar a seguinte frase: – ei, quantos dedos tem aqui? Dica de amiga: apenas responda que tem dois dedos. Sim dois dedos, eles sempre mostram dois dedos.

5. Maquiagem pode ser um desafio:

Ou você espera o rímel secar ou quem usa o rímel é seu óculos. E passar delineador? É a coisa mais difícil do mundo. Bate aquela vontadezinha de desistir…

6. Você tira o óculos e alguém interessante passa:

Isso acontece milhões de vezes ao dia, você tira o óculos para limpar, ou dar aquela coçadinha nos olhos e escuta: “olha que moço bonito que acabou de passar.” E lá vai você, colocar o óculos novamente, até porque ver um rapaz bonito sempre anima o dia.

7. Óculos ficam embaçados:

Tomar café, chá ou qualquer coisa que seja quente, ele embaça. São alguns segundos de agonia, que logo passam e tudo fica bem. Ah, beijar também faz com que eles ficam embaçados. Não que isso seja ruim, aqui entre nós, vamos combinar, não é não. O que acontece é que com o calor ocasionado por beijos, o óculos embaça. Mas sem problema algum, pode beijar a vontade.

8. Síndrome dos óculos escorregadios:

Como assim? O óculos nem se mexeu e você já está lá, colocando o dedão no meio do rosto, numa tentativa de não deixa-lo escapar do rosto. E o pior: acaba fazendo várias vezes ao dia, por habito mesmo.

9. Cadê meu óculos???

Meu óculos!?!!? Ninguém sai!!! O medo de perdê-lo é essencial para saber o quão importante ele é na sua vida. A sensação em não encontrar ele é a mesma sensação de quando você coloca a mão no bolso e – ops -, cadê o celular? Você sabe que tá perdida até que ele surge e -ufa! - tudo fica nos conformes.

10. Ei, vem cá, segura o óculos pra mim?

Geralmente acontece quando somos pequenos, o mergulho na piscina vem acompanhado do “ooooh, segura meu óculos?”, “estou com calor, preciso tirar esse casaco, mas segura meu óculos?”. É chato pra quem usa e pra quem vai segurar o óculos, mas é a vida.

11. Ouvir as pessoas dizendo “você fica melhor sem os óculos”:

Frase de tia. Ou daquela amiga que não gosta de você. Provavelmente você saiu em uma foto sem óculos, por este motivo o comentário surgiu. Não dê bola. Usar óculos é muito mais do que visão comprometida, é personalidade.



(Fonte: Laís Happel via Entenda os homens)

Encontrado no Irã o primeiro olho artificial do mundo

Saúde Visual já mostrou aqui que a fabricação artesanal de olhos de vidro está no fim. Agora, vamos conhecer o que parece ser o início desta arte. Direto do túnel do tempo...

Uma mulher com 5000 anos, cujo esqueleto foi encontrado no Irã, teve seu rosto reconstruído com a mais recente tecnologia disponível por um grupo de antropólogos, paleontólogos e especialistas forenses. Eles acreditam se tratar de uma sacerdotisa da época. Mas o que mais chamou a atenção dos especialistas envolvidos foi a presença de um olho artificial ainda alojado na órbita do olho de seu crânio depois de milhares de anos.

Maryam Tabeshian, da Agência de Notícias do Patrimônio Cultural do Irã, noticiou o fato de pesquisadores terem escavado um esqueleto com idade entre 4800-5000 anos que portava um olho artificial, juntamente com outros achados na conhecida “Cidade Queimada”, localizada perto da cidade de Zahedan, no sudeste do Irã.

O sítio arqueológico desta cidade também rendeu outros achados interessantes, incluindo uma régua de medição antiga e peças de um jogo parecido com o gamão atual. Os pesquisadores constataram que o olho artificial pertencia a uma mulher com idade entre 25-30 anos.

No túmulo da mulher foram encontrados vasos de barro, um saco de couro, um espelho de bronze e outros ornamentos.  O professor Michael Harris, um especialista na área de oftalmologia da Universidade de Califórnia, declarou ser muito improvável que tal atenção e esforço de se enterrar a mulher com seus pertences tenha sido pago por algum plebeu. Assim, ele acredita que a tal mulher pode “ter sido um membro de uma família real ou uma pessoa rica”.

Próteses oculares eram conhecidas na época antiga, pois existem referências feitas a um olho artificial de ouro em textos hebraicos seculares. A prótese encontrada no Irã, no entanto, é diferente na medida em que é uma prova da mais antiga tentativa de se fazer uma prótese ocular o mais realista possível. Segundo o professor Mansur Sayyed-Sajadi, que supervisionou a escavação, à primeira vista o olho artificial parece ser uma mistura de alcatrão com gordura animal fixada com um fio dourado fino, mais fino que um milímetro.

Uma característica curiosa do "olho" são linhas as paralelas que foram desenhadas ao redor da pupila para criar uma forma de diamante. Dois furos nas laterais do "olho" ajudaram a mantê-lo no lugar, mas a órbita do olho da mulher, no entanto, parece ter desenvolvido um abcesso como resultado do contato constante.

Outros testes estão sendo realizados no Irã para determinar a composição química exata desta milenar prótese ocular.



(Fonte: Iran Discovery)

Audiodescrição já está valendo para as Tvs do Brasil

Pouca gente sabe, mas no dia 1º de julho de 2015, completou-se quatro anos de vigência dos artigos da Portaria 188 do Ministério das Comunicações, referentes à obrigatoriedade das emissoras de televisão aberta veicularem parte de sua programação com o recurso da audiodescrição – uma luta que já foi destaque neste artigo do Saúde Visual. À partir deste dia, em cumprimento a uma portaria publicada pelo Ministério das Comunicações em 2006, as empresas geradoras (as chamadas cabeças de rede) terão que veicular o mínimo exigido de programas com este recurso.

O prazo para que as emissoras se adaptem e cumpram a determinação já tinha sido prorrogado duas vezes pelo próprio ministério, que, desta vez, não permitiu novos adiamentos, segundo a diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério, Patrícia Brito de Ávila. Ainda assim, ela admite que, no primeiro momento, nem toda a população será beneficiada pela medida, já que o sinal digital ainda não está disponível em todas as cidades brasileiras. Detalhe importante: as emissoras têm prazo até 2016 para migrar para a tecnologia digital.

Audiodescrição, como o próprio nome sugere, é uma narrativa que descreve os sons, elementos visuais e quaisquer informações necessárias para que um deficiente visual consiga compreender o que se passa na tela. Segundo a portaria, este recurso terá que estar disponível por meio da função SAP (do inglês Programa Secundário de Áudio). Além da audiodescrição, programas transmitidos em outros idiomas, como filmes estrangeiros, terão que ser integralmente adaptados, com a dublagem das conversas ou da voz do narrador. As legendas ocultas (Closed Caption), que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas, continuarão sendo obrigatórias.

A aplicação deste recurso, que já é comum em vários países, vai garantir que uma parcela significativa da população compreenda integralmente um programa de TV. Além disso, a técnica também já vem sendo utilizada em espetáculos teatrais, cinemas, óperas, exposições e em eventos esportivos como as duas últimas Copas do Mundo de Futebol. No Brasil, um bom exemplo é o festival bienal de filmes sobre deficiência Assim Vivemos, que, desde 2003, só exibe produções que contem com o recurso adicional.

Segundo o diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, apesar de ainda terem muitas dúvidas sobre o recurso, as empresas de TV vão cumprir o prazo inicial. O problema, para ele, serão as próximas etapas, já que a meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos.

Há mais de um ano, no dia 30 de junho de 2011, os espectadores cegos foram informados pela imprensa e pela internet quais programas haviam sido selecionados por algumas emissoras para a disponibilização do recurso. Segundo informações do Blog da Audiodescrição, o SBT é a única emissora que está veiculando a audiodescrição tanto pelo sistema analógico quanto pelo sistema digital de televisão. A MTV iniciou as transmissões da audiodescrição com o programa "Comédia MTV", mas sem divulgar a disponibilidade da audiodescrição nesse programa para os espectadores cegos, tanto pelo próprio canal quanto por seu site.

Já a Rede Globo elegeu os filmes exibidos no Temperatura Máxima e Tela Quente para iniciar a veiculação de audiodescrição, tendo sido a única que usou o próprio canal de televisão para informar oficialmente seus espectadores através do programa dominical “Fantástico”. Mesmo antes do início da vigência da Portaria 188, a TV Brasil já apresentava regularmente o Programa Especial, com audiodescrição, legendas e libras. A Rede Bandeirantes, a TV Cultura, a TV Gazeta, a TV Aparecida, Mega TV, Canal 21, RIT TV, Rede Vida, Record News, NGT Digital, TV Câmara, são algumas das emissoras que já transmitem pelo sistema digital na cidade de São Paulo e ainda não iniciaram a transmissão de programas com audiodescrição.

Portanto, praticamente todas as emissoras que já iniciaram a transmissão regular de audiodescrição definiram quais programas conteriam o recurso. Porém, exceto algumas exceções, não se preocuparam em divulgar e informar amplamente os espectadores que precisam do recurso por seus próprios meios.

Por estas e outras, o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Moisés Bauer Luiz, que também preside a Organização Nacional de Cegos do Brasil, assegura que a portaria não satisfez os movimentos sociais, tendo ficado aquém das expectativas de quem lutava pela aprovação da obrigatoriedade. Mas, para ele, pode se “considerar uma vitória garantir a transmissão com audiodescrição de ao menos duas horas semanais”, mesmo que cinco anos após a publicação da Portaria original.



(Fonte: Blog da Audiodescrição)

Julho: crianças de férias, atenção redobrada

Durante o mês de julho, a grande maioria das crianças entra de férias o que significa um aumento do tempo livre para brincar. E mais tempo livre para brincar também pode significar imprevistos sérios, como queimaduras, choques ou cortes. Além, é claro, dos riscos com a visão.

Uma das freqüentes causas de baixa visão ou cegueira no mundo são os acidentes envolvendo os olhos. As crianças não estão fora desta ameaça já que a falta de coordenação motora e a curiosidade oferecem risco ao manipular objetos e materiais perigosos.

Além dos já conhecidos cuidados para não contrair a conjuntivite (lavar as mão antes de entrar em contato com os olhos, manter distância de grandes multidões, etc), deve-se evitar piscinas com muito cloro. Crianças alérgicas a essa substância são as mais afetadas, por isso é recomendável o uso de óculos para natação. A exposição em excesso ao sol também é prejudicial à saúde ocular, pois os raios solares podem queimar as córneas e levar os olhos a um quadro de ceratire actínica (vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia). Então, é bastante recomendável usar protetor solar, óculos escuros com proteção UVA e UVB, bonés ou chapéus, evitando, assim, os raios nocivos que danificam a pele e também os olhos.

No caso de férias na praia, além das dicas acima, é preciso manter as crianças afastadas de lugares onde estão surfando com pranchas - principalmente as pontiagudas.

Quem não sai de casa, acaba passando mais tempo frente à televisão e ao computador. Este tempo precisa ser controlado. Especialistas recomendam uma pausa para descanso de dez minutos a cada duas horas de uso desses aparelhos. Olhar para um ponto distante, por exemplo, ajuda a aliviar a acomodação.

Os ferimentos com objetos pérfuro-cortantes, como tesoura, lápis e faca são os principais incidentes e, nestes casos, é preciso procurar imediatamente a emergência. Mas se forem ferimentos causados por produtos de limpeza, o indicado é lavar logo com água corrente e, então, procurar a emergência, de preferência levando o frasco do produto. Caso algum corpo estranho ou objeto fique preso ao olho, os responsáveis não devem tentar removê-los ou usar qualquer tipo de substância, mesmo que seja colírio, para tentar melhorar. É importante procurar um médico.

Em casa, na praia ou no campo, os pais também precisam ficar atentos aos pequenos que já usam óculos. Por conta do espírito de férias, muitas crianças acabam deixando de usar seus óculos de grau, por acreditarem, erroneamente, que o mesmo só vale para a escola. Neste particular, os míopes devem evitar brincadeiras ou esportes que possam causar descolamento na retina ou outros traumas oculares. Se não der pra resistir, as armações de silicone para óculos vão ajudar.



(Fonte: Oftalmopediatria)

A síndrome que desafia os médicos

Pessoas que sofreram amputações por vezes passam por sensações relacionadas com a parte do corpo que perderam. Algo parecido ocorre com aquelas que perderam um olho.

É o que se conhece como Síndrome do Olho Fantasma (PES é a sigla em inglês), que acaba de ser tema de um estudo da Universidade de Liverpool.

Os cientistas descobriram que pacientes que tiveram um olho retirado por força de um tipo de câncer sofrem da síndrome. Eles sentem a dor do olho ausente e têm visões.

O estudo da Universidade de Liverpool avaliou 179 pessoas vítimas de melanoma intraocular. Um terço delas disse ter sintomas de PES diariamente.

Na maioria dos pacientes, os sintomas cessaram espontaneamente, mas outros disseram ter sido preciso buscar distrações.

As manifestações de PES começam várias semanas depois da retirada do olho.

A maioria das pessoas afetadas veem apenas padrões e cores, mas alguns creem estar presenciando cenas e pessoas. Um em cada quatro pacientes diz sentir que podem até "ver" com o "olho fantasma".

Laura Hope-Stone, que coordenou o estudo, diz que sua equipe descobriu que a PES é muito mais comum do que se imaginava. Seu colega, Steve Brown, acredita que o estudo vai ajudar médicos a identificar as pessoas mais propensas a desenvolver os sistemas.

"O PES é mais comum em pacientes mais jovens. E sentir dores em olhos inexistentes é algo mais provável em pacientes que se sentem ansiosos ou deprimidos. Só não sabemos ainda o porquê".

Hope-Stone diz que a complexidade do sistema nervoso humano pode, de alguma maneira, seguir provocando estímulos mesmo depois da perda de órgãos relacionados à percepção sensorial.

As conclusões também poderão ajudar médicos a prevenir pacientes sobre possíveis manifestações do "olho fantasma".



(Fonte: G1)

Que cloro que nada! É xixi, suor e sujeira...

Se você ficar com os olhos vermelhos ao nadar numa piscina, é melhor pensar um pouco sobre a origem do problema. Segundo cientistas, a culpa não é exclusiva do cloro, mas também da quantidade de urina na água.

Quando as pessoas fazem "xixi" na piscina, a urina reage com cloro e cria um composto químico que irrita os olhos, de acordo com o US’s Healthy Swimming Program. Esse composto, inclusive, pode criar gases venenosos que podem danificar pulmões, coração e sistema nervoso.

- Aquele cheiro 'de cloro' na piscina não é o cloro, na verdade - disse o integrante do US’s Healthy Swimming Program, Chris Wiant. - O que você cheira são substâncias químicas surgidas quando o cloro se mistura com xixi, suor e sujeira dos corpos dos nadadores.

Segundo especialistas, aquele velho mito de que um corante adicionado na água apontaria os "mijões" ainda está longe de virar realidade. Por isso, os olhos vermelhos seria o maior indicador de que eles estão a solta numa piscina.

Urinar em piscinas cloradas, na verdade, reduz o efeito do cloro, o que significa que mais quantidade de cloro pode ser derramada. Mas, mesmo que isso aconteça, não será suficiente para livrar os banhistas de doenças mais comuns, já que muitas bactérias podem continuar a viver por dias na piscina.

Por isso, as tradicionais recomendações continuam a melhor ferramenta para garantir que as piscinas sejam ambientes seguros: assegurar que os corpos estejam limpos e "aliviar-se" em outro lugar.

- A solução não estará numa ciência muito complexa. A boa educação é o suficiente - disse Michele Hlavsa, chefe do Centro americano de controle de doenças do US’s Healthy Swimming Program. - Nadadores devem usar a piscina para nadar, o banheiro para fazer xixi e os chuveiros para lavar-se antes de entrar na piscina. É simples assim.



(Fonte: O Globo)

Não basta ser pai, tem que ser criativo!

Com apenas 1 ano de idade, Layla nasceu com uma catarata no olho esquerdo. Para estimular o desenvolvimento da visão - e evitar uma cirurgia -, a pequena tem que usar um tapa-olho cerca de duas horas por dia até os 4 anos. Seu pai, o norte-americano Geof Grubb, resolveu deixar a experiência divertida: todos os dias ele personaliza o acessório com temas diferentes, que posta na conta que batizou de laylapatches (curativos de Layla), no Instagram.

As imagens são ligadas ao universo infantil da pequena, que já levou no tapa-olho as logomarcas da Apple e dos brinquedos Lego, o personagem de um olho só Mike Wazowski, da animação "Monstros S/A" e até já encarnou a princesa Leia da cinessérie "Star Wars", O resultado é uma fofura só! Abaixo, mais dois exemplos para você se derreter, porém é possível conferir tudo clicando aqui.



(Fonte: Revista Marie Claire)

Do fundo do baú 3: teias de aranha e instrumentos ópticos

Se usar teias de aranha num produto parece coisa de bruxa, imagina criar aranhas para extrair-lhes a teia. Mas, até meados do século passado (20, não esqueça), os instrumentos ópticos de precisão eram fabricados de forma quase artesanal e, por isso, um dos itens utilizados eram os fios de seda produzidos pelas aranhas. Daí, não era de se estranhar que alguém criasse aranhas para lucrar com isso. Mesmo que fosse na sala de estar.

É o caso da senhora Nan Songer que, em 1949, ficou famosa pela enorme quantidade de aranhas que criava em sua casa em Yucaipa, Califórnia. Todos os dias a sua ninhada de mais de 50 aranhas produziam centenas de metros de fios finos de seda que ela vendia para fabricantes de instrumentos óticos de precisão.

Tudo começou em 1948, quando a Sra. Songer, que era fascinada por aranhas, ficou interessada em colecionar também mariposas, borboletas e grilos. Ela estudou seus hábitos e, em seguida, relatou suas descobertas para o Smithsonian Institution, em Washington. Antes que ela percebesse, construiu uma reputação como uma autoridade sobre insetos.

Quando a Segunda Grande Guerra começou, em 1941, o Bureau dos EUA quis saber se ela seria capaz de produzir produtos de alta qualidade com teias de aranha. Acontece que o delicado fio de seda contido nas teias, também serviam na produção de miras dos bombardeiros, periscópios, entre outros.

A Sra. Songer disse que sim, que podia fazer – e fez. Suas aranhas desempenharam um papel vital na guerra, uma vez que possibilitou produzir em massa instrumentos ópticos de grande precisão.

Como a maioria das aranhas produzem um material frágil, de algodão, a Sra. Songer criava apenas as raças que produziam uma teia de qualidade e espessura consistente. Ast trabalhadores top de linha neste caso são o Golden Garden, o Lince Verde e a Viúva Negra.

Em sua casa, ela mantinha frascos e gaiolas com espécies como a Viúva Negra. Um pouco arbustos secos, jogado em cada frasco, davam às aranhas apoio suficiente para construir suas casas de rede. Mas não é esta a teia que a Sra. Songer vendia. E é aqui que esta história fica ainda mais exótica, acredite.

A teia que a Sra. Songer vendia era extraída diretamente da aranha no momento certo e cuidadosamente enrolado ao redor de armações de arame de até dois centímetros de comprimento. Não entendeu? É o seguinte: a Sra. Songer ordenhava as aranhas.

Isso mesmo, ordenhava. Com a ajuda de uma pinça, ela segurava as aranhas firmemente pelas pernas e, com o auxílio de uma agulha de dissecação, a Sra. Songer fazia cócegas nas fiandeiras da aranha até que ele começasse a dar a seda.

A seda de aranha possui cerca de um quinto do diâmetro do cabelo humano. Por causa da força, elasticidade e capacidade de resistir a grandes altitudes e as mudanças bruscas de temperatura, a teia é ideal para instrumentos de precisão óptica e permite que eles sejam usados em terra, no mar ou no céu, sem nenhuma variação em sua delicada linha de precisão.

Como cada tipo de instrumento exige um tipo diferente de teia, a Sra. Songer mantinha pelo menos 50 aranhas. Durante o verão, ela trabalhava com o Lince Verde e o Golden Garden. Já a Viúva Negra era utilizada para o trabalho no inverno.

A Sra. Songer fazia cerca de US$ 200 por mês – naquela época era um bom dinheiro. Não à toa, com o passar do tempo, ela chegou a possuir centenas de outras aranhas em sua sala de estar. Na mesma sala onde ela recebia suas visitas. Não parece mesmo coisa de bruxa?



(Fonte: Modern Mechanix)

Empresa anuncia óculos que corrige daltonismo

Uma empresa da Califórnia chamada EnChroma anunciou um modelo de óculos de sol inteligente, com uma lente especial capaz de corrigir daltonismo, problema que atinge cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.

Existem vários tipos de daltonismo, um que a pessoa não distingue tons vermelhos, outro em que ela não distingue tons verdes, outro em que os tons azuis são difíceis de enxergar, mas o tipo mais raro de todos é quando a pessoa enxerga o mundo em tons de cinza por não conseguir distinguir nenhum dos três tons. Por enquanto a EnChroma fez dois tipos de óculos apenas, o Cx-D para quem tem deuteranopia (não enxerga tons verdes) e Cx-PT, para quem tem protanomalia (não enxerga tons vermelhos).

O daltonismo pode causar problemas surpreendentes até em tarefas diárias, como por exemplo, comprar frutos maduros na mercearia ou saber quando a carne está totalmente cozida. As pessoas daltônicas não conseguem realizar a leitura de mapas, seguindo os sinais de trânsito. Mesmo aqueles cuja deficiência seja leve são mais lentos e menos confiáveis para identificar cores e não são capazes de apreciar plenamente a gama de cores e texturas encontradas no mundo.

A diferença na tecnologia dos óculos EnChroma é uma camada extra na lente que é capaz de filtrar a luz de um modo que certos tons sejam intensificados – tons que os daltônicos têm dificuldade em enxergar. A empresa criou essa camada baseada em um “modelo matemático do sistema visual humano que é capaz de prever o efeito de percepção de cores de qualquer filtro colocado na frente dos olhos”. Esse modelo, claro, foi patentado – mais detalhes sobre ele estão no site da empresa.

Protótipos dos óculos foram demonstrados durante a Vision Expo West em Las Vegas, Estados Unidos, mas a empresa não disse quando eles estarão disponíveis ou qual o seu preço. Levando-se em conta a quantidade de pessoas daltônicas, é de se esperar um preço bem em conta já que o objetivo da empresa é impactar a vida e devolvar a esperança aos que sofrem de daltonismo.



(Fonte: Tecnoblog)

É fantástico: nós enxergamos com o cérebro, não com os olhos

Três semanas depois da concepção é quando o cérebro nasce, com 100 bilhões de células repletas de conexões que se formam a cada estímulo, desde muito cedo. Como as imagens intrigantes de um mundo novo, completamente desconhecido. A porta de entrada dessas imagens é o buraco negro que se vê no centro do olho, a nossa lente natural - o cristalino, por onde passam os raios luminosos.

A luz atinge o fundo do olho, a retina. Nela, existe uma floresta formada por 125 milhões de células sensíveis à luz. Cada uma delas capta um pedacinho do que estamos vendo e envia essa informação para o cérebro. É ele que vai juntar os fragmentos e montar a imagem completa.

E isso começa ainda no útero materno, pois, com a claridade que atravessava o corpo da mãe, o bebê já fazia os primeiros treinos para enxergar, só que via tudo em preto e branco. É só depois do nascimento que surgem células com a missão específica de detectar as cores. Elas vão se agrupar numa área da retina que adquire a forma de um vulcão: a mácula. Nesta área, que só fica pronta aos 4 anos de idade, é que a visão atinge o máximo de nitidez e de flexibilidade.

Por isso, desde pequenos, as crianças do povo mokaen, também conhecidos como os ciganos do mar, que vivem na Ilha de Kossurím, no sudeste da Ásia, aprendem uma habilidade incomum: enxergar debaixo d’água.

O normal é que a visão fique embaçada, já que a claridade nesse ambiente é menor. Assim, a reação natural do olho é dilatar as pupilas pra aumentar a captação de luz. Com as pupilas dilatadas, fica mais difícil focalizar as imagens. Mas com os ciganos do mar ocorre justamente o contrário - eles aprenderam a contrair a pupila ainda mais e enxergam o fundo do mar com duas vezes mais nitidez do que qualquer outra pessoa.

Estudos recentes mostram que qualquer criança com treinamento seria capaz de aprender o que as crianças mokaens fazem, pois é justamente nos primeiros anos de vida que o cérebro está mais aberto a transformações.

Antigamente se pensava que o cérebro atingia a maturidade completa aos 20 anos. Hoje, sabe-se que ele está sempre pronto a aprender coisas novas até o fim da vida.

Como exemplifica o caso de Erik Weihenmayer, que ficou cego aos 13 anos. Aos 43, ou seja, após 30 anos na mais completa escuridão, Erik voltou a enxergar. Mas com a língua. E fez um teste escalando um penhasco no deserto de Moab, nos Estados Unidos.

Para isso, ele utilizou um óculos de sol especial, equipado com uma câmera, cuja função é enviar as imagens para um minicomputador preso na cintura de Erik. O equipamento então simplifica o cenário captado pelos óculos, preservando o relevo e os contornos.

As imagens são transmitidas para uma das partes mais sensíveis do corpo – a língua, onde sensores elétricos minúsculos descarregam os sinais captados pela câmera. Erik sente pontinhos que juntos formam linhas e contornos. O cérebro recebe essas sensações e com elas, monta uma imagem rudimentar.

Ou seja, nós enxergamos com o cérebro, não com os olhos.



(Fonte: The Human Body – BBC)

A primeira pedalada a gente nunca esquece

Aos 6 anos, Eduardo Fermiano – o Dudu – nunca havia experimentado uma sensação corriqueira para qualquer criança da mesma idade: pedalar com uma bicicleta. Ele nasceu prematuro, com pouco mais de 1 kg e apenas 3% da visão do olho esquerdo e com o direito totalmente sem visão. Graças a um projeto voluntário em Joinville, no Norte de Santa Catarina, o menino agora só quer saber de pedalar. “É divertido”, conta Dudu.

Há algumas semanas, ele começou a participar de um projeto que envolve o grupo Pedala Joinville e a Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual (Ajidevi). A primeira pedalada teve o auxílio do guia voluntário Francisco Hoff de Moraes, o Xico.

“É uma bicicleta infantil e terapêutica, dupla. Quem comanda o movimento da roda é a pessoa de trás, mas a criança, que vai na frente, mexe o guidão, pedala, tem a sensação de conduzir. Ele sentiu toda a emoção, o vento no rosto. Ficou numa euforia, não queria mais sair”, conta o guia Xico.

Mãe de Dudu, a dona de casa Márcia Espindola Fermiano conta que o menino tem dado uma “canseira” nos guias desde que começou a praticar a atividade na associação. “É difícil tirar ele da bicicleta, ele adora pedalar. Já tinha andando comigo, mas só de carona”, lembra a mãe.

“Sabe uma coisa que aprendi? Que tem a marcha pesada e a marcha leve. E a marcha pesada anda mais rápido. Gosto mais da marcha ‘pesada’”, conta Dudu. Ele faz planos para quando for adulto. “Quero ter uma moto. E vou colocar na marcha pesada”, imagina o menino.

Desde que o projeto começou, há um ano, cerca de 40 deficientes visuais, entre crianças, adolescentes e adultos, puderam experimentar a sensação, conta o guia Xico, que é aposentado.

Aos 69 anos, ele diz que a bicicleta o ajudou a se recuperar de uma cirurgia no coração, há quatro anos. “A bike proporciona muitas coisas boas, até mesmo melhora o relacionamento humano”, afirma o guia, que espera ter a companhia de mais voluntários no projeto. “Hoje somos apenas em dez.”

O grupo também está arrecadando fundos para arcar com os custos de uma carreta, recém-adquirida para transportar as bikes especiais, que têm mais de 2 metros de comprimento. Dudu ainda não pode ter uma dessas em sua casa, mas enquanto isso ele se diverte semanalmente com suas pedaladas guiadas.



(Fonte: G1 SC)

A paradoxal relação dos cegos com a maior cidade do Brasil

São Paulo é o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. Ela não só é a cidade mais populosa do Brasil, como também do continente americano e de todo o hemisfério sul.

Desvendar a alma de uma cidade assim, ainda mais se você não pode vê-la, é um exercício de abstração. A partir do desenho das calçadas, do som dos carros reverberando no concreto, do tom de voz dos moradores, do sol (ou da falta dele) na pele, do cheiro — de lixo, de gente, de mato e, aqui, de forma proeminente, de fumaça — e da opinião de quem enxerga, aprendemos a criar uma relação individual e única com o lugar em que moramos. É assim que cerca de 53 000 habitantes cegos (0,44% da população, fora os 292 000 com “grande dificuldade” de enxergar, segundo o Censo de 2010) lidam com a capital todos os dias: vivenciando-a com os demais sentidos. Quando a revista Veja São Paulo convidou o repórter Lucas de Abreu Maia para falar sobre a metrópole vista por quem não pode descrevê-la com os olhos, ele aceitou mesmo sabendo que suas histórias não seriam suficientes. E foi conversar com outros deficientes visuais, que relataram cenas de independência e diversão, de irritação e perigo.

Lucas descobriu personagens como um mecânico de automóveis que tem precisão invejável no manejo das peças e uma jovem fashionista ligadíssima na aparência, que vasculha shoppings em busca de roupas descoladas.

Abaixo, o incrível relato que ele publicou na Veja São Paulo, com a colaboração de Alessandra Freitas:

Tenho 29 anos, nasci em Vitória, no Espírito Santo, mas cresci no interior do Rio. Na infância, São Paulo significava para mim vir a consultas regulares ao oftal­mologista com o objetivo de acompanhar a evolução da minha doença. Aos 7 meses, um profissional daqui fez o diagnóstico: eu nascera com amaurose de Leber, um problema genético encontrado em um em cada 80 000 nascidos vivos. As células da retina das pessoas que possuem a doença param de se reproduzir e, com isso, o mundo ao redor vai ficando mais escuro. Aos 8 anos, as visitas à capital tornaram-se desnecessárias. Os cerca de 10% de visão que eu tinha esvaíram-se sem que eu sequer notasse.

As memórias gráficas que me acompanham são poucas e pitorescas: meu reflexo no espelho, com o cabelo liso parecendo o de um índio com corte de cuia; uma foto da apresentadora Xuxa usando boina; a atriz Claudia Ohana na capa da fita cassete da trilha sonora da novela Vamp. Graduado em jornalismo aos 23 anos, pela PUC-RJ, eu me mudei para cá a fim de fazer um curso no jornal O Estado de S. Paulo, no qual me empreguei como repórter de política há seis anos. No fim de 2014, ingressei na revista EXAME, da Editora Abril, mas acabo de deixar o cargo para cursar doutorado na Universidade da Califórnia — já havia feito mestrado em Chicago. Escrevo este texto com a ajuda de um programa que lê, em áudio, tudo o que digitei.

A relação entre os cegos e São Paulo é bem paradoxal. Existem locais como o Museu do Futebol, com profusão de recursos táteis (incluindo o rosto de Pelé), mas há poucas peças teatrais com audiodescrição. Pelas ruas, raramente um município muda tão súbita e completamente de um bairro para outro. Na Avenida Paulista, o passeio é largo, com piso tátil bem cuidado. A dois quarteirões, porém, começam as ladeiras dos Jardins e suas dezenas de degraus. Em muitos trechos da Zona Norte, por exemplo, o lixo e os buracos ocupam o espaço que deveria ser de quem caminha. Em toda a cidade, os quarteirões tortuosos transformam os bairros em labirintos. “Mas o pior, para mim, é a qualidade das calçadas”, contou-me Luiz Alberto de Carvalho e Silva, de 59 anos, economista. “São tão irregulares que até os cães-­guia se desorientam.”

Encontrei Silva no início de maio em seu apartamento, na região da Vila Mariana. Ele é conhecido como o primeiro usuário de cão-guia no Brasil ao treinar seu animal, por conta própria, nos anos 70. Com memória ímpar, conhece nomes de ruas dos quatro cantos. “Imagino São Paulo como se eu voasse por ela, projetando grandes mapas na minha cabeça e percorrendo-os aos poucos.”

Andar sozinho por aqui se tornou bem mais fácil nos últimos anos com o auxílio de aplicativos de localização com orientação em áudio, como o Blind Square. Ele informa sobre os lugares por onde o usuário passa, a exemplo de lojas, lanchonetes e estações. Há também o TapTapSee, que descreve o que você fotografa, indicando se está diante de um cachorro, um bosque... Apesar dessas ferramentas, porém, os perigos continuam. “Há alguns anos, na Zona Leste, caí em um bueiro que estava fechado com uma tábua”, relata o psicólogo Everton Oliveira, de 25 anos. “Uma perna inteira entrou no buraco, e me agarrei no asfalto para não ir até o fundo.”

Com Pedro Gabriel Cruz, de 10 anos, houve um susto maior. Ele perdeu a visão aos 5, em consequência de uma meningite. Aos 7, ao entrar em um vagão na Estação Santo Amaro da CPTM, ao lado da mãe, caiu no vão entre o trem e a plataforma. Foram momentos de desespero, temendo que o maquinista desse a partida. “Um passageiro me ajudou a sair de lá e, no fim, só ralei a perna e ganhei alguns roxos”, lembra. O garoto faz de tudo para levar uma vida normal: adora andar de bicicleta no Parque Villa-­Lobos e cursa o 2º ano do ensino fundamental no Colégio Vicentino Padre Chico, no Ipiranga, especializado em deficientes visuais. Do transporte público, no entanto, ficou o medo (reforçado pelo caso de um cego que morreu em abril ao cair na Estação Sé do metrô), e sua mãe tirou carta de motorista para conduzi-lo de automóvel. “Consigo reconhecer os caminhos que faço pela mudança no balanço do carro, pelas passagens nos quebra-molas”, diz. “E também através dos cheiros. Se farejo pastel frito, sei que estamos perto da feira.”

Há um tipo de local campeão de confusão: os shoppings. Trata-se de prédios onde fica quase impossível estabelecer pontos de referência (obviamente, para nós, as vitrines serão sempre idênticas). Além disso, como são ambientes fechados, os sons reverberam e prejudicam nossa orientação. Fazer compras on-line é a opção preferencial da maioria, graças aos leitores de tela em computadores e celulares (que nos permitem usar ativamente Facebook, Twitter, WhatsApp...). Aficionada de moda, a psicóloga Maria Rita de Paiva gosta de encarar os grandes centros de varejo, mas pede ajuda a um funcionário (eu faço o mesmo quando vou ao supermercado, solicitando que me descrevam o que há em cada prateleira enquanto passo com o carrinho).

No fim do mês passado, eu a acompanhei no Iguatemi. Chegamos para almoçar no Ritz e a medida imediata dos garçons foi nos trazer dois cardápios em braile. Nós os dispensamos e pedimos que narrassem para nós as opções. Primeiro porque nem eu nem ela dominamos bem a linguagem. Além disso, com frequência, os estabelecimentos não atua­lizam variações de preços e itens dos menus, tornando-os peças inúteis. Por vontade de Maria Rita, seguimos para a C&A. Seu cão-guia, Milo, ficava deitado aos seus pés enquanto uma vendedora lhe entregava as peças, uma a uma, para que as tocasse. Depois de apalpar e ouvir a descrição de umas três dezenas delas, experimentou oito e comprou quatro. A moda, para ela, é uma maneira de se afirmar diante de um mundo cheio de expectativas preconcebidas sobre uma mulher cega. “As pessoas se surpreendem por eu me vestir bem”, diz.

Pedro de Carvalho e Silva, de 54 anos, também costuma deixar as pessoas de queixo caído. Ele é mecânico em uma oficina da Aclimação 9Conforme já mostramos aqui). Sem ver nada desde os 3 anos, sempre foi louco por carros e começou no ramo aos 25. Reconhece rapidamente as peças ao manuseá-las e contabiliza um único acidente — em 2003, perdeu a ponta do dedo médio da mão direita ao tentar consertar o motor de uma Kombi. Rejeição, recorda, sofreu uma única vez, quando uma cliente disse que não queria que pusesse a mão no seu bem. “O chefe falou que a empresa era dele e que eu era o melhor funcionário”, orgulha-se. Pedro fez, então, o serviço e não houve reclamação.

“O primeiro passo para entender o problema do veículo é usar a minha audição, que ficou bem aguçada ao longo da profissão. Depois, recorro ao tato”, descreve. Não há, afirma, um tipo de automóvel em que o desafio seja maior. “Ao longo do tempo, a eletrônica passou a ser mais utilizada em outros modelos, mas me adaptei bem. Obviamente, eu só não poderia lidar com pintura.”

Ter a capacidade subestimada é algo chatíssimo. Aguentar a pena alheia é cruz mais difícil de carregar que a própria cegueira. Diferentemente do que reza o clichê, o paulistano — mais que o morador de qualquer outra cidade que eu conheça — oferece ajuda o tempo todo. Mas, achando que estamos perdidos, alguns nos puxam pelo braço e nos levam por um caminho que julgam ser o correto. Não se passa um dia sequer sem que eu ouça: “Rapaz, está indo pelo lugar errado!”. Uma dica: prontifique-se a colaborar, sim, por favor. Mas não seja inconveniente.

O voluntarismo dos “enxergantes” (é como nós chamamos você, leitor) mostra-se idêntico com bengaleiros e usuários de cão-guia. Quem tem um cachorro em vez de olhos, porém, é obrigado a lidar ainda com a curiosidade das outras pessoas. “Muitos adoram o lado social que eles trazem, mas eu dispenso”, diz Maria Rita. “A toda hora, preciso chamar a atenção do animal por algo que fez de errado e alguém me interrompe, atrapalhando o processo.” Eu entendo a irritação dela. Certa vez me abordaram no meio de um término de namoro, ambos os lados chorando copiosamente depois da famosa DR, para virem com a bateria de perguntas, como “de que raça ele é?”.

O orientador de coleira não é uma possibilidade para qualquer um, uma vez que há pouquíssimos treinadores de guias no Brasil. Prepará-los chega a custar mais de 100 000 reais. E o pet especial pode simplesmente não se encaixar na rotina da pessoa. Everton, por exemplo, desistiu desse auxílio por não gostar de ser restringido pelos cuidados que o bicho demandaria. A telefonista Esvana Leandro, de 39 anos, moradora de Jandira, na Grande São Paulo, tem verdadeira devoção ao bicho do marido, também não “enxergante”, mas dispensa um para si: “Vivemos numa região em que as pessoas não respeitam os cachorros”. Usuária de bengala, ela já se deu mal ao seguir confiante pelo piso tátil da Avenida Paulista: trombou com um ambulante que havia montado sua barraquinha em cima da faixa. “E fui xingada por ele.”

A experiência de Esvana mostra que a vida de um casal de cegos é menos complicada do que pode parecer. Morei sozinho no passado e acho mais fácil do que ter no dia a dia a companhia de alguém sem a deficiência, como é meu caso hoje. Individualmente, crio um mapa mental do imóvel, separo as roupas entre as que uso em casa e as de sair, cozinho, faço faxina, e tudo funciona bem. Quando o espaço é dividido com alguém, invariavelmente as coisas são tiradas do lugar onde deixei.

Ainda na área de relacionamentos: o sexo, o amor e a beleza interagem de forma peculiar na vida de quem não enxerga. Um corpo definido, claro, é especialmente valorizado. Um abraço ou um tapinha no ombro são os truques mais comuns para entender se o alvo de interesse é mais musculoso, cheinho, magricelo. Por ego, boa parte dos deficientes visuais recorre aos amigos para avaliar a beleza do pretendente. Além disso, a autoimagem é formada com base nos comentários alheios. Para alguns, desconhecer a própria aparência é uma eterna causa de insegurança. Outros, porém, reagem com indiferença a isso — a obesidade é endêmica entre nós.

Temos de lidar com as falsas expectativas: é comum as pessoas acharem que somos criaturas de pura bondade, indefesos e assexuados. “Muitas mulheres nos veem como coitados”, queixa-se o psicólogo Everton Oliveira. É que, embora pensemos na falta de visão como uma condição que nos torna iguais, somos um grupo tão diverso quanto qualquer outro. Há jovens e velhos, gordos e atletas, gays e héteros, tímidos e descontraídos, dependentes e autônomos. Gostam de chamar nossas necessidades de especiais. A principal delas, no entanto, é universal: o respeito à individualidade.



(Fonte: Veja São Paulo, via Lucas de Abreu Maia e colaboração de Alessandra Freitas)

Figo, o Supercão-guia

Um cão-guia que se atirou na frente de um micro-ônibus para salvar sua dona está sendo tratado como herói em Brewster, Nova York. Figo, de oito anos, absorveu a maior parte do impacto com o veículo e, segundo a equipe de paramédicos que atendeu a dupla, provavelmente salvou a vida de Audrey Stone, de 62 anos.

O motorista do micro-ônibus escolar, que transportava dois alunos do jardim da infância do St. Lawrence O'Toole Childhood Learning Center, não viu a mulher que estava prestes a atravessar a rua, por volta das 8h15 da manhã de segunda (8). Mas Figo, ao perceber o risco, se colocou em frente a ela, segundo diversas testemunhas.

Stone chegou a ser atingida e está em um hospital, onde se recupera de fraturas em três costelas, um tornozelo e um cotovelo, enquanto Figo, que teve um corte profundo na pata dianteira direita, foi operado e descansa em uma clínica veterinária.

Os profissionais da Middlebranch Veterinary dizem que o corte chegou ao osso da pata do golden retriever, mas que ele está se recuperando muito bem e que poderá ficar no local até que sua dona tenha alta. Em seu perfil no Facebook, a clínica divulgou fotos do “herói”, e escreveu que ele não parece nada perturbado com o assédio da mídia.

A lealdade de Figo comoveu inclusive os paramédicos e bombeiros que auxiliaram no socorro a Stone. Eles afirmaram que o cachorro, mesmo mancando, não quis sair do lado de sua dona em nenhum momento enquanto ambos recebiam atendimento.

Ele depois deixou que socorristas enfaixassem sua pata tranquilamente e só ficou agitado quando Stone foi colocada em uma ambulância, na qual ele não podia entrar. Figo foi transportado até a clínica veterinária em um carro dos bombeiros.

 

 

(Fonte: G1)

A ilusão de ótica que desafia o cérebro

Tem certeza que um objeto não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Pois uma ilusão de ótica mostra como a localização percebida de um ponto é influenciada pelo que está acontecendo ao seu redor.

Trata-se de um trabalho de Peter Kohler e sua equipe da Universidade de Dartmouth, nos EUA, no qual eles pesquisam como o cérebro interpreta a posição do ponto, que poderia se “mover” de acordo com as arestas ou da figura como um todo.

No vídeo, um ponto intermitente é cercado por dois diamantes que mudança em toda a tela. Quando se movem horizontalmente, o ponto parece se deslocar lateralmente e ligeiramente para cima. Numa segunda versão, em que os cantos dos diamantes são obscurecidos, o ponto parece mover-se diagonalmente. A verdade, porém, é que o ponto nunca muda de lugar.

Kohler foi tentando determinar se a percepção da mudança de posição do ponto é causada pelo movimento total dos diamantes ou de seus componentes. Por exemplo, embora as formas estejam se movendo de lado como um todo, vendo as bordas isoladamente parece que os segmentos dos diamantes estão se movendo para cima.

A equipe planeja agora investigar, através de ressonância magnética funcional em pessoas que veem essas imagens, quanto tempo demora para o cérebro desfazer a confusão e quais são as áreas confundidas. "A integração do movimento local e global é conhecido por levar cerca de 150 milissegundos", diz Kohler. "Seria interessante ver se o efeito tem uma quantidade semelhante de tempo para chutar polegadas"

A ilusão foi recentemente apresentada na Conferência Europeia sobre Percepção Visual em Alghero, Itália, uma conferência inteiramente dedicada a truques que confundam a nossa percepção da realidade.

Agora saia da teoria e vá para a prática. Clique aqui para assistir ao vídeo completo e compreenda (ou não) esta ilusão de ótica.



(Fonte: New Scientist)

Estatinas podem proteger contra o glaucoma e catarata, afirmam estudos

Na semana passada, a revista da Academia Americana de Oftalmologia, publicou o resultado de um estudo cuja conclusão é a de que pessoas com colesterol alto que tomaram estatinas por pelo menos dois anos reduziram em 8% o risco de desenvolver a forma mais comum de glaucoma.

As estatinas são um grupo de substâncias afins, denominadas lipoproteinas, que são empregadas em medicina para tratar os altos níveis de Colesterol, LDL-colesterol e VLDL-colesterol no sangue, sendo consideradas essenciais ao funcionamento do organismo human.

O pesquisador Joshua Stein, professor assistente de oftalmologia e ciências visuais no Centro de Olhos Kellogg, da Universidade de Michigan (EUA), afirma que as estatinas podem melhorar o fluxo sanguíneo para as estruturas e os tecidos do olho, incluindo o nervo óptico, reduzindo a pressão dentro do olho.

Ele adverte, entretanto, que a associação só foi observada em pacientes que foram diagnosticados com colesterol alto, e não se sabe se as estatinas têm qualquer efeito sobre a redução do risco de glaucoma em pacientes com níveis normais de colesterol.

"Embora nossos resultados pareçam promissores, antes de incentivar os médicos a mudar a forma como lidar com pacientes com glaucoma, gostaria de ver estes resultados confirmados", diz Stein. "Embora as estatinas sejam conhecidas por ser relativamente seguras, há alguns efeitos secundários conhecidos associados à sua utilização, e precisamos ter certeza de que os benefícios desses medicamentos superam seus possíveis efeitos colaterais”, concluiu ele.

De fato, em níveis sanguíneos elevados, as estatinas podem ser prejudiciais.

Stein e sua equipe examinaram registros de mais de 500 mil pacientes com colesterol alto, com idades entre 60 anos ou mais. Pouco mais de 10 mil deles desenvolveu glaucoma de ângulo aberto, uma das principais causas de perda da visão – quando a pressão acumula-se no olho danificando o nervo óptico.

Recentemente este mesmo jornal publicou um outro estudo, onde confirmava que o uso da estatina também têm um efeito antioxidante que previne o desenvolvimento da catarata. Segundo Donald S. Fong, autor deste estudo, a razão pela qual somente o uso prolongado oferece proteção contra a cirurgia de catarata é que esta, uma vez formada, não responde a qualquer tipo de tratamento senão à cirurgia.



(Fonte: WebMD)

 

Uma mulher cega, duas rodas e um mundo pela frente

Dar a volta ao mundo montada numa motocicleta, não é para qualquer um. Ir de carona, então, exige determinação. Muito mais quando a moto conta com vinte anos de uso. Mas a situação fica ainda mais incrível quando a pessoa que dá a volta ao mundo de carona em uma moto de vinte anos é cega. Seu nome, Cathy Birchall.

Nascida com uma doença que a foi cegando lentamente, esta inglesa cresceu à margem das brincadeiras de escola. Os anos passados num instituto especializado atenuaram a solidão. Mas a universidade agravou-a.

Duas coisas ajudaram neste período. Uma foi Petra, a cadela-guia que finalmente lhe permitiu sair à rua sozinha quando ela não o fazia já há seis anos. A outra foi encontrar o homem que se tornaria o seu primeiro marido. A felicidade durou duas décadas, até ele falecer de câncer.

Algum tempo depois, Cathy conheceu Bernard Smith, um professor que dava aulas para cegos e se apaixonou por ela. Bernard já era, então, um fanático motociclista. Não precisou de muito esforço nem argumentos para convencer Cathy a partilhar deste amor.

A ideia da volta ao mundo surgiu como forma de melhorar o conhecimento geral em relação à experiência dos deficientes visuais. Tentaram arranjar um patrocínio, mas não conseguiram. O jeito foi vender a casa para financiar a viagem.

Ao longo de mais de um ano, montados numa velha BMW, o casal atravessou 31 países em cinco continentes, fizeram quase quarenta mil quilômetros, enfrentaram temperaturas extremas, subiram a montanha de Machu Pichu, percorreram vales, desertos e cidades. Bernard descrevia tudo para Cathy. Arriscaram a vida nas ruas da Índia, onde carros em velocidades absurdas roçavam pela moto e Cathy ouvia ruídos assustadores. Quando sentia perigo, avisava Bernard por um intercomunicador.

Finda a viagem, começaram a dar entrevistas e escreveram um livro para contar a história. Cathy tornou-se uma pequena celebridade, atingindo em parte os seus objetivos de conscientizar a população.

Infelizmente, ela estava na Inglaterra há apenas seis semanas quando descobriu que tinha câncer de mama. É um assunto que, quando os jornalistas tocam a voz de Cathy estremece. Ela confirma que a situação "evoluiu", que não se encontra propriamente bem, e mais não fala.

Ela prefere contar sobre a viagem - um feito único, tanto quando se sabe. Ao que parece, Cathy foi a primeira a fazê-la nas condições acima apresentadas. A caminho dos sessenta anos, Cathy pôs o seu nome na História.

Já Bernard, quando perguntado sobre algum momento especialmente marcante da viagem, fala do encontro com mulheres indianas que se mudaram para refúgios quando as famílias e os maridos as rejeitaram por serem cegas.

Também um dia, há muito tempo, amigos de Bernard acharam estranha a sua atração por uma mulher cega. A resposta dele foi simples: vocês não a conhecem.



(Fonte: Expresso de Portugal)

Telescópio implantável é um novo tratamento para DMRI

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das grandes causas de cegueira irreversível em indivíduos com 60 ou mais anos de idade em países desenvolvidos. No Brasil, a DMRI atinge cerca de 3 milhões de brasileiros, conforme parecer da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Já nos Estados Unidos este número sobe para mais de 10 milhões de pessoas por ano.

No olho humano, a mácula atua como um ponto focal para a luz, e gera a maior parte da sua visão central detalhada. Mas, por motivos ainda não explicados, esta parte da retina pode parar de funcionar com a idade, resultando em DMRI, que danifica a retina e cria um ponto cego no campo central de visão.

A boa notícia que vem das terras do Tio Sam: um implante ocular do tamanho de uma ervilha pode restaurar a visão para quem a perdeu.

O implante, uma espécie de telescópio, é um novo tratamento que dispensa a mácula, redirecionando a luz recebida para uma área saudável da retina. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens em uma parte não danificada da retina, permitindo aos pacientes ver novamente os rostos das pessoas e os detalhes de objetos localizados diretamente à frente deles, segundo Mark Mannis, chefe de oftalmologia e ciências da visão e diretor do Centro de Olhos da UC Davis Health System, em um comunicado à imprensa.

O implante foi inserido em maio – com resultados extraordinários – no olho esquerdo de Virginia Bane, 89 anos, uma artista da Califórnia (EUA). “Agora eu posso ver melhor do que nunca”, diz ela. “As cores estão mais vibrantes, bonitas e naturais, e eu posso ler letras grandes com os meus óculos que não conseguia ler nos últimos sete anos. Estou ansiosa para conseguir pintar de novo.”

Até agora, apenas 50 pacientes em estágio avançado de DMRI receberam esta prótese nos EUA. Para ser elegível para este tratamento, a pessoa deve ter pelo menos 75 anos de idade e sofrer de DMRI seca estável. A DMRI úmida, na qual vasos sanguíneos na parte de trás do olho vazam sangue, não pode ser tratada com este telescópio.

Cerca de 60% dos pacientes elegíveis, que receberam o tratamento, recuperaram pelo menos três linhas de legibilidade em testes padronizados de visão.

Para Richard Van Buskirk, optometrista da Sociedade dos Cegos, a visão de Virginia continuará a melhorar ao longo do tempo, à medida que ela treinar seu cérebro para ver novamente. “Ela basicamente usa seu olho esquerdo com o implante telescópico para ver detalhes, como para usar os botões do micro-ondas, ou ler um livro”, diz ele.

Já o olho direito dela, que não passou pelo tratamento, fornece a visão periférica que contribui para a mobilidade – como caminhar ou se orientar dentro de casa. Para Richard, o cérebro de Virginia vai se adaptar automaticamente, usando a capacidade de cada olho conforme necessário.



(Fonte: Fox News)

Guerra dos Sexos: homens e mulheres veem o mundo de maneira diferente

A mulher chega em casa de cabelo pintado mas o homem nem percebe. O homem observa um pássaro voando ao longe, mas a mulher não dá a mínima. Antes de começar a discussão apontando a falta de interesse do parceiro ou parceira, vamos conhecer os resultados de um novo estudo realizado na Universidade da Cidade de Nova York (EUA).

Coordenado por Isaac Abramov, professor de psicologia do Brooklyn College, este estudo descobriu que os dois sexos têm literalmente uma visão diferente do mundo. Por exemplo, os homens têm uma maior sensibilidade a pequenos detalhes e objetos em movimento rápido. Já as mulheres são melhores em distinguir entre as cores.

Foram realizados dois estudos paralelos para se determinar estas diferenças. Em um deles, foi apresentada aos participantes uma amostra de uma cor específica solicitando que eles a descrevessem empregando uma série de termos pré-determinados. Foi quando os pesquisadores notaram que a visão de cores dos homens era “desviada”. Eles precisavam de um comprimento de onda ligeiramente mais longo para observar a mesma tonalidade que as mulheres.

Desta forma, o psicólogo e sua equipe descobriram não somente que homens e mulheres descreviam a mesma cor diante de seus olhos usando termos diferentes, mas, também, que os homens eram menos capazes de discriminar entre as cores, diminuindo a extensão dos espectros. Isso explica porque, para o homem, só existe vermelho, vermelho claro e vermelho escuro.

No outro estudo, a mesma equipe se concentrou em como cada sexo percebe os detalhes e as imagens em movimento. Eles usaram uma imagem de barras claras e escuras, horizontais ou verticais, para medir a sensibilidade ao contraste dos participantes. Variando a rapidez com que as barras eram alternadas, ou quão próximas elas ficavam, os pesquisadores descobriram que os homens detectam os detalhes, por mínimos que sejam, com mais facilidade.

Abramov e sua equipe já sabiam que os sexos exibiam diferenças nas funções sensoriais. O córtex cerebral (região do nosso cérebro) tem um número muito elevado de receptores de testosterona, o que pode ser uma base para as diferenças entre homens e mulheres quanto aos sentidos. Porém, dentre todos os principais sistemas sensoriais, apenas a visão não tinha ainda sido examinada em busca de diferenças entre os sexos  .

Dentre as hipóteses para explicar estas diferenças, uma diz respeito à testosterona. Os pesquisadores lembram que no cérebro se encontram receptores deste hormônio masculino e a maior concentração está na parte superior do cérebro (o córtex cerebral), que é a principal zona visual.

Outra hipótese está relacionada com a evolução. Os homens, em seu papel de caçadores, evoluíram suas capacidades que o permitiam avistarem à distância uma presa ou um animal que pudesse representar uma ameaça com maior precisão, enquanto as mulheres aperfeiçoaram suas capacidades para melhorar seu desempenho como coletoras.

Talvez para abrandar mais este capítulo na interminável guerra dos sexos, Abramov faz questão de deixar bem claro que todas essas diferenças são sutis e que afetam a visão em seu nível mais primário.



(Fonte: BBC)

Qual a relação entre a cor dos olhos e a qualidade da visão?

O Saúde Visual já apresentou este estudo da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas de olhos azuis têm menos risco de ter vitiligo (doença autoimune cuja perda de pigmentos resulta em manchas brancas na pele) e as de olhos castanhos têm menos probabilidade de desenvolver melanoma, tipo mais perigoso de câncer de pele. Em resumo, para os pesquisadores, a cor dos olhos pode revelar doenças de pele. Mas a cor dos olhos pode revelar doenças nos olhos?

É comum o questionamento acerca da relação entre cor dos olhos e os danos na visão, principalmente para quem tem olhos claros. Mas não é uma relação muito clara – sem trocadilhos, claro (!).

O que se sabe até hoje é que pessoas que possuem olhos mais claros são mais sensíveis à luz porque não há pigmento suficiente para bloquear os raios de luz e proteger a visão. Isso pode gerar danos irreversíveis.

Porém, se existe alguma diferença com relação às pessoas com olhos escuros, ela tende a ser sutil. As evidências de que olhos mais escuros proporcionam uma melhor visão são muito pequenas ou até mesmo inexistentes. Porém, já se sabe que é possível ter melhores reflexos com olhos mais escuros.

Pesquisadores estão examinando esses efeitos no ramo dos esportes. Um estudo revelou que pessoas de olhos mais escuros têm, geralmente, melhores performances em tarefas que exigem rápido tempo de reação, como o goleiro no futebol e nas lutas de boxe. Já as pessoas com olhos mais claros obtêm melhores resultados em tarefas que exigem mais precisão, como jogar golfe ou boliche.

Entretanto, nada é definitivo, pois os próprios pesquisadores apontam algumas contradições envolvendo outros esportes e que, portanto, mais estudos serão necessários para comprovar os resultados.



(Fonte: Portal Opticanet)

O que os olhos não veem, o estômago não sente...

“Há muita retórica em nossa cultura envolvendo comida: ciência dos alimentos, jornalismo de gastronomia, história da alimentação e tutoriais de como fazer comida. A minha esperança é que estas fotografias possam transformar a nossa obsessão por comida em uma nova proximidade com o que nos alimenta”.

As palavras acima são da artista Caren Alpert. Das palavras, à ação: ela capturou fotos de alimentos cotidianos diversos usando um microscópio eletrônico, apresentando-os sob uma nova perspectiva.

“As fotografias tiradas com microscópios eletrônicos prenderam meu interesse por causa de seu mistério e familiaridade simultânea. Isso desconstrói, resume e revela o ordinário de uma forma fascinante. Quanto mais perto da lente ficava, mais eu via alimentos - e os consumidores de alimentos - como parte de um ecossistema”, explica ela.

Muitas pessoas não prestam atenção no que comem, porém, diante destas fotos, a nova perspectiva é que, com um zoom de mais de 50 vezes de ampliação, muitos alimentos se tornam visualmente fascinantes. Ou não.

“Eu quero mostrar o que está lá, mas nós nunca realmente vemos: paisagens, padrões e texturas que despertam respostas completamente diferentes dependendo do espectador”, afirma a artista.

Decida analisando as fotos abaixo e aproveite para conhecer o trabalho completo de Caren Alpert aqui. E bom apetite!

Conhecendo melhor acerca dos filtros de absorção

O número é alarmante: cerca de 135 milhões de pessoas ao redor do mundo foram diagnosticadas com baixa visão. Filtros e matizes podem ajudar muitas delas.

Filtros de absorção (ou filtros medicinais) possuem tons desenvolvidos especialmente para melhorar a visão para daqueles que experimentam baixa acuidade visual devido a sensibilidade à luz e / ou níveis inadequados de contraste. A incapacidade dos olhos para fornecer o nível apropriado de contraste pode muitas vezes dificultar a leitura e outras atividades diárias. Filtros de Baixa Visão ajudam a gerenciar os níveis de transmissão das várias ondas de luz, o que melhora a visão de pessoas com diferentes condições de baixa visão. Por exemplo, através da filtragem de 100% da luz azul que atinge os olhos, os pacientes de baixa visão podem alcançar um maior nível de contraste, o que melhora a definição do objeto.

Os filtros de absorção para baixa visão estão disponíveis em tonalidades específicas, reconhecidoas por aumentar a acuidade visual quando utilizada em conjunto com várias deficiências visuais causadas por doenças oculares, como glaucoma ou degeneração macular relacionada à idade.

Estes filtros podem bloquear a luz azul de 34 a 100% e permitem o bloqueio da luz visível de 15 a 34%. Eles vão desde o propósito geral de absorção, até a melhorar da definição de objeto, passando pelo fornecimento de contraste elevado, sempre com proteção 100% contra os raios Uva/Uvb.

Cada caso de baixa visão terá um tipo de filtro projetado com o objetivo de transmitir um intervalo específico ou uma percentagem de ondas de luz. Os mais comuns matizes de absorção atualmente no mercado apresentam tons de laranja ou amarelo.

Não existem critérios objetivos e completamente definidos para determinação e prescrição de filtros medicinais. O filtro mais indicado é geralmente encontrado após testes com estas colorações disponíveis, especialmente nas condições degenerativas do olho, como retinose pigmentar ou retinopatia diabética. Os pacientes efetuam testes subjetivos comparando o conforto visual proporcionado pelos diversos filtros. Alguns podem preferir filtros diferentes em diversas condições luminosas do ambiente. Pode ser vantajoso possuir mais de um par de óculos, cada um com um tipo de filtro.

De fato, é comum mais do que um filtro ser exigido por cada tipo de problema, a fim de satisfazer as necessidades de mudanças nas condições de luminosidade. Um profissional oftálmico deve ajudar a determinar o filtro que melhor atenda às condições do paciente.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Pesquisadores encontram ligação entre retinopatia e doença renal

A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Atualmente ela é definida pela presença de algum tipo de lesão renal mantida há pelo menos 3 meses com ou sem redução da função de filtração. Atualmente um em cada 10 adultos é portador de doença renal crônica, mas maioria destas pessoas não sabe que tem a doença porque ela não costuma ocasionar sintomas, a não ser em fases muito avançadas.

Os rins são os principais órgãos responsáveis pela eliminação de toxinas e substâncias, que não são mais importantes para o organismo. Eles também são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados. Alem disso eles ajudam produzindo alguns hormônios e participam no controle da pressão arterial. Por isso, doenças nos rins e a sua perda de função levam a uma série de outras patologias.

Como as pessoas com diabetes são mais propensas a terem doenças nos rins, alguns pesquisadores decidiram averiguar a possibilidade de existir alguma ligação entre retinopatia (doença degenerativa não inflamatória da retina) e a doença renal crônica.

Avaliando 2.605 pacientes com insuficiência renal crônica, os autores deste estudo obtiveram fotografias da mácula em ambos os olhos de 1936 destes pacientes. Eles revisaram as fotografias com auxílio de uma especialista em retina e avaliaram a gravidade da retinopatia diabética (diabéticos, hipertensos ou outro) e o calibre diâmetro dos olhos usando protocolos desenvolvidos para grandes estudos epidemiológicos.

Além disso, foram feitas medições da função renal e informações sobre fatores de risco tradicionais e não tradicionais para diminuição da função renal. Segundo os autores, a maior gravidade da retinopatia foi associada com menor taxa de filtração glomerular após o ajuste para fatores de risco tradicionais e não tradicionais.

Eles verificaram que a presença de anomalias vasculares geralmente associadas com a hipertensão foi igualmente associada a uma menor taxa de filtração glomerular. Eles observaram também que não houve relação direta entre a taxa de filtração glomerular e médios calibres arteriolares ou venular.

Estes resultados mostram uma forte associação entre a gravidade da retinopatia e suas características e o nível da função renal após o devido ajuste aos fatores de risco tradicionais e não tradicionais para doença renal crônica, o que sugere que a patologia retinovascular reflete, de fato, a presença de uma doença renal.



(Fonte: Review Of Ophthalmology)

Olhe por seus olhos - 2

Saúde Visual já mostrou aqui as doenças oculares têm em comum a inquietante propensão de gerar milhões de cegos entre nós, nem sempre em uma idade avançada mas que, para nossa sorte, a imensa maioria pode ser detectada e tratada antes que se instale e cause danos irreversíveis. Basta uma visita ao oftalmologista.

Dando continuidade, vamos tratar agora dos cuidados que devemos adotar nas situações mais comuns do dia-a-dia, em todos os lugares, já que os olhos exigem atenção permanente.

Na praia

O sal do mar pode causar irritação dos olhos. Lave-os sempre com água doce. Não use lentes.

Na piscina

O cloro da água irrita e pode danificar os olhos. Use sempre óculos de natação adequados e não use lentes.

Em locais ensolarados

Existe uma relação direta entre a radiação solar e a catarata. Use óculos de sol e boné. O reflexo da luz solar pode produzir conjuntivites. Nunca olhe o Sol diretamente.

Em lugares climatizados

Procure evitar a exposição prolongada ao ar-condicionado, que resseca o ambiente e pode prejudicar os olhos.

Em sala de aula

A leitura e a atenção ao quadro-negro podem causar dor de cabeça nas pessoas com problemas de visão. É preciso usar lentes caso exista um problema visual.

Diante da TV

Até hoje não foi demonstrado que ver TV provoque transtornos oculares. No entanto, como medida de precaução, mantenha sempre uma distância prudente e nunca assista TV em ambientes completamente escuros.

Ao se maquiar

Os cosméticos podem causar irritação, alergia e inflamação dos olhos. Use sempre produtos aprovados, sem perfume e hipoalergênicos. Não use cosméticos de outras pessoas e evite as sombras que provoquem alergias. Não aplique cremes muito perto do globo ocular.

Ao praticar esportes

A prática de certos esportes pode colocar em risco a integridade dos olhos. Use sempre um protetor ocular recomendado para o esporte que pratica. Em certas modalidades, como esqui e montanhismo, use sempre óculos de sol para proteger a vista dos raios UV. E utilize sempre cristais de policarbonato quando houver perigo de impacto.

No computador

Não há evidência científica de que o uso prolongado do computador cause danos oculares, embora possa agravar algumas deficiências ópticas e causar a fadiga visual. Para prevenir essas situações, recomenda-se o uso de monitores com boa resolução, que emitam baixa radiação, que tenham incorporado um sistema anti-reflexo ou que incorpore um filtro especial. Trabalhe em local com luz homogênea, situe o monitor a 50 cm dos olhos e nunca de frente ou de costas para uma janela. Descanse 15 minutos a cada duas horas.



(Fonte: Superinteressante)

Smartcane, a bengala que reconhece rostos

A tecnologia com certeza ajuda muito a melhorar nossas vidas. De uma forma ou de outra, sempre encontramos exemplos de facilidades que ela nos trouxe. E depois de smartphones, smartwatches e smartTVs, vêm aí as smartcanes.

As smartcanes são bengalas dobráveis para deficientes visuais que serão capazes de reconhecer amigos e parentes dos usuários em um raio de 10 metros. Ao detectar algum conhecido nos arredores, a bengala manda um sinal vibratório e avisa ao usuário quem se aproxima através de um fone de ouvido bluetooh.

Além disso, o dispositivo também estará equipado com GPS para ajudar na localização do usuário. O produto se chama “XploR Mobility Cane” e está sendo desenvolvido pelos estudantes Steve Adigbo, Waheed Rafiq e Richard Howlett da Birmingham City University.

Para um dos criadores, a novidade tem um valor especial. “Meu avô é cego e eu sei o quanto essas coisas podem ajudá-lo. Não há nada como essa bengala no mercado atualmente”, diz Steve Adigbo.

A Birmingham City University já apresentou a XploR para profissionais de medicina e ciência em Luxemburgo e na França. Além disso, existem planos para levar o produto para a Alemanha ainda este ano.

A equipe realizou pesquisas no Beacon Centre for the Blind, em Wolverhampton, para determinar as principais necessidades dos deficientes visuais e incorporar soluções ao XploR. Os estudantes voltarão para o Beacon Centre no final do ao para que as pessoas possam testar o produto.



(Fonte: Phys.org)

De olho na segurança dos smartphones

Seja para evitar namoradas e amigos xeretando no celular ou para dificultar o trabalho de ladrões e outros pilantras de plantão, a segurança dos dispositivos mobile é um assunto de primeira importância. Embora os sensores biométricos, capazes de ler digitais ou outras partes do corpo, sejam o recurso mais badalado da categoria no momento, os japoneses já estão de olho no próximo passo da tecnologia. Em parceria com a DoCoMo, a Fujitsu revelou informações sobre o primeiro smartphone capaz de fazer autenticações pela leitura da íris.

Se leitor do iPhone 5S foi burlado por uma impressão de alta qualidade pouco tempo depois de seu lançamento, fica difícil afirmar que o escaneamento de digitais é uma solução definitiva para manter seus dados – e sua carteira virtual – a salvo de pessoas com más intenções. Assim, o anúncio do Arrows NX F-04G é uma grata surpresa para quem quer uma dose extra de segurança em sua vida digital – com o bônus de parecer que você está usando um dispositivo saído de algum filme hollywoodiano de espionagem.

A boa notícia é que, além de usar o reconhecimento de íris para desbloquear o aparelho em apenas alguns poucos segundos, o recurso também é capaz de servir de barreira para permitir compras em lojas virtuais como a Google Play e também pode autorizar pagamento feitos via serviços de carteira mobile. Isso quer dizer que, apesar de ser voltada para essa função, a ferramenta não se limita a proporcionar uma dose extra de segurança, uma vez que sua utilização possibilita eliminar boa parte das senhas tradicionais requeridas pelos sistemas móveis.

Essa parte fica bem clara no vídeo divulgado pela operadora de telefonia nipônica em seu canal no YouTube – e que você pode conferir no final desta matéria. Nele, alguns cidadãos japoneses fazem caras e bocas para mostrar sua insatisfação ao esquecer os bons e velhos passwords alfanuméricos – tudo em um show de interpretação – até serem salvos por uma donzela portando o Arrows NX F-04G e mostrando a “magia” da leitura de seus olhos pelo celular.

Como acontece com muitos outros produtos de tecnologia na Terra do Sol Nascente, é muito difícil que o dispositivo – com data marcada para chegar às lojas japonesas em junho – dê as caras no ocidente, pelo menos de forma oficial. Mesmo assim, não estranhe se o recurso surgir nas próximas versões dos aparelhos top de linha das principais fabricantes do setor – que, inclusive, já devem estar desenvolvendo internamente suas próprias versões da ferramenta.

Enquanto esse futuro não chega por essas bandas, dá para babar um pouquinho no Arrows NX F-04G, já que, em questão de hardware, o smartphone da Fujitsu não faz feio.

Confira o vídeo:

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(Fonte: Tecmundo)

Os desafios e os estigmas na luta dos deficientes no mercado de trabalho

A informação é da ONU (Organização das Nações Unidas): 650 milhões de pessoas no mundo têm deficiência, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento. Em comum, o fato de que os portadores de deficiências enfrentam desafios cada vez mais sérios na luta por espaço no mercado de trabalho em todo o mundo.

As dificuldades físicas, aliadas ao preconceito e ignorância, ficam ainda mais difíceis de superar em tempos de recessão econômica o que aumenta a necessidade de soluções acessíveis em termos financeiros.

Muitos acreditam que a tecnologia tem um papel importante em permitir que o portador de necessidades especiais realize seu potencial nas mais diversas profissões. É a chamada “tecnologia assistiva”, que já mostramos aqui.

A BBC ouviu alguns profissionais desta nova área que estão trabalhando para isso. Um dos líderes desta batalha é o americano Hugh Herr, professor do Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Massachusetts, Estados Unidos. Herr acredita que os avanços da tecnologia biônica podem liberar o potencial de uma força de trabalho que, até agora, vinha sendo subutilizada. “Estamos entrando em uma era biônica, onde começamos a ver tecnologia que é sofisticada o suficiente para imitar funções fisiológicas importantes”, diz Herr com convicção - e ele tem boas razões para isso, pois é diretor da companhia iWalk – que fabrica próteses robóticas que imitam as funções de membros do corpo humano – e trabalha com biônicos diariamente.

Além disso, durante uma mal sucedida expedição de alpinismo em 1982, Herr sofreu ulcerações tão graves provocadas pelo frio que suas pernas tiveram de ser amputadas abaixo dos joelhos e hoje, graças aos produtos que ele próprio desenvolveu, Herr continua a praticar alpinismo.

As próteses biônicas que produz são tão avançadas que não apenas imitam as funções de uma perna humana normal – elas são, em vários aspectos, superiores. E estão disponíveis comercialmente em outros 50 centros espalhados pelos Estados Unidos. Para Herr, as próteses biônicas podem “colocar as pessoas de volta no trabalho, o que é (uma conquista) imensa. Só isso custaria ao estado milhões de dólares”.

Para alguns, no entanto, não se trata de retornar ao antigo emprego e, sim, de conseguir um trabalho. É a opinião, por exemplo, de Barbara Otto, diretora da ONG Think Beyond the Label, uma entidade que tenta auxiliar empresas que desejam contratar pessoas com necessidades especiais.

A ONG criou um portal digital que funciona como uma rede social, permitindo que empregadores e força de trabalho façam contato. Entre outras atividades, a entidade organiza, por exemplo, feiras online onde empresas e candidatos a empregos podem se encontrar tentando, desta maneira, romper o estigma que tantas vezes mantém pessoas com deficiência fora do mercado de trabalho.

Otto acredita que empresas têm muito a ganhar ao empregar pessoas com necessidades especiais. “Sempre digo, se você quiser contratar alguém que pense diferente, empregue uma pessoa portadora de alguma deficiência”, afirma ela.

Outra importante frente de batalha na luta para colocar portadores de deficiências no mercado profissional é garantir a eles o acesso ao local de trabalho e, para Alan Roulstone, professor de inclusão da Northumbria University, nas imediações de Newcastle, no norte da Inglaterra, a “tecnologia terá um papel central nesse processo”.

Ele acredita que a grande estrela nesse palco são as tecnologias de navegação ambiental, ou sistemas de navegação por satélite adaptados para uso em prédios de escritórios.



(Fonte: BBC)

Cientistas alertam contra 'monstro' que pode causar cegueira

O canal de TV paga Animal Planet apresenta uma curiosa série denominada Monsters Inside Me (“Monstros dentro de mim”) que não trata de alienígenas que se hospedam nos corpos humanos, como no filme “Alien, o oitavo passageiro”, de Ridley Scott (1979). Na verdade a série mostra o que acontece quando os seres humanos são vítimas de parasitas.

Um destes “monstros” é o Acanthamoeba, uma espécie de ameba de vida livre (AVL), protozoários amplamente dispersos na natureza e que já foram identificadas no solo, ar, água doce e do mar, poeira e também na orofaringe de humanos saudáveis. A presença das AVL está associada aos fungos, bactérias, outros protozoários e até mesmo algas que são utilizados como substrato alimentar. As AVL não requerem um hospedeiro em seu ciclo vital e por isso são chamadas de “vida livre”. As infecções são consideradas acidentais (como nos casos de meningites agudas por Naegleria sp) ou oportunistas (como as meningites granulomatosas, otites entre outras doenças causadas por Acanthamoeba sp).

No que diz respeito às infecções oculares, as espécies responsáveis incluem a Acanthamoeba polyploza, a Acanthamoeba castellani, a Acanthamoeba hatchetti e a Acanthamoeba culbertsoni. Elas fazem seu caminho para o olho humano através da água - piscinas, banheiras com água quente, água de torneira, água de esgoto, água de avião ou mesmo lagos. Essa infecção pode levar à ceratite, ou seja, inflamação da córnea, que pode ser muito dolorosa, de difícil tratamento e eventualmente causar cegueira.

A primeira descrição de ceratite por ameba em humanos foi feita na Inglaterra, em 1973. Desde então, vários casos foram relatados, embora a incidência ainda não seja conhecida. No Brasil, Nosé e Cols descreveram os primeiros casos em 1988.

Os primeiros casos da doença ocular estavam relacionados ao trauma ocular, porém com a popularização do uso de lentes de contato (LC) e, particularmente (mas não somente), as gelatinosas, verificou-se que atualmente este é o principal fator predisponente à ceratite por Acanthamoeba.

A associação entre o uso de LC e ceratite por  Acanthamoeba foi descrita em 1984. Inicialmente o principal risco descrito foi o uso de LC em ambientes com água contaminada. Posteriormente o uso de solução salina de diluição caseira na assepsia das LC foi associado às infecções, sendo que os usuários de lentes gelatinosas estão sob maior risco.

Agora os cientistas alertam: pessoas que usam lentes de contato estão correndo o risco de ficarem cegas. O parasita Acanthamoeba foi encontrado recentemente em água de torneira, piscinas e chuveiros. O alerta está voltado para todas as pessoas que usam lentes, principalmente para a Grã-Bretanha, com 3,7 milhões de usuários.

O número de infecções é pequeno, mas apesar do progresso no diagnóstico e tratamento, a ceratite bacteriana continua sendo um desafio. O tratamento é longo, doloroso e não é totalmente eficaz.

Quando a lente entra em contato com o olho, o parasita atravessa a córnea que é a camada mais externa do globo ocular. Os sintomas que essa infecção traz são: olhos irritados e lacrimejantes, visão turva, sensibilidade à luz, inchaço da pálpebra superior e muita dor. A visão pode ficar danificada no prazo de uma semana.

Para o tratamento, usa-se um tipo de colírio que deve ser pingado a cada 20 minutos todos os dias. Além disso, a pessoa deve permanecer até três semanas no hospital. Nos casos mais graves, recomenda-se o transplante de córnea.

A associação entre LCG e infecção corneal bacteriana exige que oftalmologistas estejam sempre alertas e orientem os pacientes quanto à gravidade do quadro, já que normalmente higiene e conservação precária estão relacionadas ao problema.



(Fonte: Animal Planet)

Viagra, uma potência ocular?

Você certamente já ouviu aquela história de pessoas que precisam colocar os óculos para ouvir melhor. Uma variação moderna e modificada desta, porém, afirma que alguns homens passaram a enxergar melhor depois de usar o Viagra.

Para quem não ligou o nome à pessoa, Viagra (cujo nome genérico é citrato de sildenafila) é aquele remédio azul usado por homens que sofrem de impotência sexual no tratamento da disfunção erétil.

Relatos informais feitos por urologistas de vários países ao longo dos anos, levou um grupo de pesquisadores brasileiros a avaliar o possível efeito benéfico do sildenafil para combater o glaucoma, uma doença silenciosa que, se não tratada, causa lesão do nervo óptico e, como consequência, cegueira irreversível.

José Luiz Laus, pesquisador da Unesp de Jaboticabal, afirma que, embora as análises estatísticas dos dados ainda não tenham terminado, já se pode afirmar que "a droga melhora as condições de oxigenação da retina, porque faz passar mais sangue por ela". Ele comenta que ainda não se sabe como isso ocorre, porém a hipótese mais provável é que haja uma dilatação da artéria oftálmica, que leva sangue à retina.

Isto porque, neste caso, aconteceria um mecanismo parecido com o que a droga produz no corpo cavernoso do pênis, que, mais irrigado por sangue, mantém-se ereto. Para o pesquisador, não surpreende o fato de que um dia o Viagra possa vir a tratar uma doença oftalmológica, possivelmente na forma de colírio. Laus lembra que isso é normal na história da farmacologia e cita o caso clássico da aspirina, “que foi descoberta como analgésico, mas cujo uso mais importante atualmente é como anticoagulante sanguíneo, na prevenção de trombose, infarto e acidente vascular”.

O próprio sildenafil é um exemplo de polivalência farmacológica, pois além da impotência masculina, a droga é usada para tratar hipertensão pulmonar, inclusive em crianças. Outra pesquisa demonstrou que o Viagra diminui os efeitos tóxicos da quimioterapia.

Acontece que esta polivalência também ocorre na contramão: já foi comprovado que o uso de Viagra pode levar à perda de audição. Mas aí nada que um bom óculos não resolva, não é mesmo?



(Fonte: Diário da Saúde)

Garçons cegos, clientes no escuro

Um restaurante francês que deixa seus clientes na mais completa escuridão tem feito um grande sucesso na Europa, e em breve será inaugurado também nos EUA. Sua popularidade está presente em lugares como Paris, Londres, Moscou, Barcelona e São Petersburgo (Rússia).

O motivo não está somente na boa comida servida. É que ela é servida por garçons cegos ou deficientes visuais para um público que fica vendado o tempo todo: É o “Jantar no escuro” (Dining in the Dark). No início, a ideia foi recebida como um conceito absurdamente bizarro, mas surpreendentemente logo se tornou popular ao levar os clientes a descobrir como é ser cego e como habilmente os garçons cegos se adaptam às suas condições.

Edouard de Broglie, fundador da cadeia de restaurantes, diz que “queria mostrar que uma empresa onde 50 por cento dos funcionários são deficientes pode ser produtiva e prosperar." E está motrando, pois seus restaurantes têm servido mais de um milhão de pessoas.

O primeiro restaurante originou o título "Blindkuhe", que poderia significar "vaca cega" ou "cabra-cega" em alemão. Foi inaugurado em 1999, em Zurique, e iniciou uma tendência que se espalhou para a França e foi copiado em todo o mundo. Eles costumam usar garçons com deficiência visual para orientar os clientes através de uma sala de jantar com pesadas cortinas pretas. Neste breu absoluto é servido um menu de surpresa, com dois ou três pratos.

Ou seja, o cliente não tem ideia do que está em seu prato e seus sentidos estão completamente confusos – uma tendência comum é falar mais alto.

O restaurante de Paris abriu em 2004 e recebeu duras críticas da imprensa britânica, que chamou o restaurante de "enigmático" e que a comida não era boa. A resposta veio rapidamente: hoje o restaurante de Paris é o mais lucrativo e está constantemente lotado. O restaurante de Nova Iorque vai oferecer quatro menus de surpresa. Um deles será totalmente secreto e os outros vão ser especiais para os consumidores de carne, vegetarianos ou peixe e amantes de frutos do mar.

Mohand Touat trabalhou no restaurante de Paris durante os últimos quatro anos. Ele começa a trabalhar com muito cuidado, usando sua bengala para guiá-lo. Entretanto, uma vez dentro do restaurante, ele pula de uma tabela para outra, a gritar coisas como: "Ajudem-me, eu deixei cair meu garfo." Touat afirma que no escuro “nós somos os únicos que servem como guias para um público de visão, por isso esta mudança de papéis. Sinto-me bem aqui."

Siegfried Saerberg, do Departamento de Sociologia da Universitat Dortmund, na Alemanha, considera que esta é uma nova maneira de informar as pessoas com visão sobre as necessidades, desejos e estilos de vida dos cegos. Mohand Touat confirma: "Às vezes é muito estressante, mas também é divertido, especialmente quando você tem convidados muito legais. Estamos, de certa forma, em posição superior aos convidados. Os clientes ficam impressionados como nós somos capazes de trabalhar no escuro ".

O objetivo dos restaurantes é permitir que os clientes “desfrutem da cegueira" (A citação vem do próprio restaurante, não é uma piada.) Nos restaurantes escuros, o pagamento ocorre sempre fora das áreas escuras. Os trabalhadores cegos e deficientes visuais mostram as sua habilidades na identificação de dinheiro, a diferença na forma e tamanho das moedas e notas. Tocando as moedas com suas mãos revela as denominações, ou podem usar um equipamento especial inventado para que as notas sejam diferenciadas de acordo com seus respectivos valores.

Normalmente os clientes são avisados para permanecer em seus lugares para evitar a colisão entre os garçons e os clientes. As pessoas que precisam usar os banheiros pedem ajuda ao guia (cego).

Ao contrário das pessoas cegas, clientes com visão tendem a perder suas maneiras à mesa na escuridão. Eles tentam comer com talheres, mas acabam por comer com os dedos ou empurrando os alimentos para seus garfos ou colheres. Algumas pessoas, na total frustração, muitas vezes, renunciam completamente ao uso dos talheres.

Beber parece ser um problema menor do que comer. Surpreendentemente, há poucos derrames. Além disso, os clientes não parecem ter nenhum problema na identificação de suas bebidas. Para os indivíduos cegos, há o valor acrescentado da experiência em si. A inversão de papéis nestes eventos é o verdadeiro propósito dessas performances ritualizadas.

Olhando com um olho prático, este tipo de iniciativa pode ajudar as pessoas cegas a aprender habilidades de trabalho e pessoas com visão a formar opiniões mais realistas sobre pessoas cegas que atuam no mercado de trabalho. Podemos, então, ter esperança de desenvolver uma sociedade solidária com objetivos comuns.



(Fonte: Eyecare Professional Magazine)

Visão subnormal já atinge cerca de quatro milhões de pessoas no Brasil

Apesar de ocorrer na maioria das vezes em idosos, por conta da degeneração macular, pessoas de todas as idades podem ser acometidas pela visão subnormal por causa congênita, doenças hereditárias, traumas, diabetes, glaucoma, catarata e doenças relacionadas à idade. Em crianças, a reversão é possível com programas de estimulação visual precoce.

Segundo Relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de quatro milhões de pessoas sofrem deste mal, comumente conhecido como ‘baixa visão’. O problema acontece quando óculos comuns, lentes de contato ou implantes de lentes intraoculares não conseguem dar uma visão nítida à pessoa.

Embora o mais comum seja a redução da visão central, a visão subnormal pode também ser consequência de diminuição da visão periférica, ou da diminuição da visão para cores da incapacidade para definição adequada de luz, contraste ou foco. Assim, diferentes tipos de visão subnormal podem exigir também diferentes tipos de assistência oftalmológica. Por exemplo, pessoas que nascem com visão subnormal têm diferentes necessidades daquelas que apresentam o problema ao longo do tempo.

A visão subnormal não deve ser confundida com cegueira, pois esta deficiência visual poderá ser menor ou maior dependendo da patologia ou lesão ocular de cada indivíduo.

Pessoas com visão subnormal ainda têm visão útil, porém, quando os óculos ou lentes de contato já não podem proporcionar visão adequada, é hora de lançar mão de recursos ópticos especiais. A melhora visual com tais recursos é geralmente alcançada após o oftalmologista ter completado o tratamento clínico ou cirúrgico ou, ainda, determinado que estes procedimentos não sejam suficientes para a melhora da visão.

Os principais sintomas da visão subnormal são dificuldade na leitura (do dia a dia, na escola, no trabalho); dificuldade em reconhecer rostos (principalmente detalhes);  dificuldade na locomoção (campo visual com alterações) e dificuldade em realizar tarefas visuais específicas (trabalhos manuais, atividades de lazer como jogos de cartas, etc).

Por conta da maior expectativa de vida da população, o número de portadores de visão subnormal tende a aumentar, inclusive por não existir cura para a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) do tipo seca, a mais frequente das doenças que provocam visão subnormal.



(Fonte: Assessoria de Comunicação Hospital de Olhos Paulista)

Brasil não garante direitos básicos à população deficiente

Por seu conteúdo, a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social, já foi considerada a mais inclusiva das Américas por fazer com que o Estado assuma a responsabilidade pela pessoa com deficiência. Ainda assim, no Brasil, este assunto só começou a ser realmente debatido nos últimos dez anos.

Segundo Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD),  “a pessoa com deficiência, no Brasil, vive uma situação de não-cidadão” já que o país não garante a esta população os direitos básicos – o de ir e vir, a possibilidade de locomoção, o acesso à escola e ao trabalho.

Para superintendente do IBDD, “falta adaptação nas escolas e faculdades, como a presença de intérpretes de Libras. O resultado só existe mediante pressão ou boa vontade de alguém da instituição”.

Teresa afirma que, uma vez que o cidadão precisa ir à Justiça para ter seus direitos básicos garantidos, os governos Municipal, Estadual e Federal podem ser considerados como omissos. “O País perde em qualidade de participantes da cidadania e estas pessoas acabam pesando financeiramente ao Estado”, afirma Teresa.

Moisés Bauer, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), instituição vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que responde diretamente à Presidência da República, concorda com a superintendente do IBDD. Segundo ele, na escala de prioridades do Estado brasileiro, o assunto ocupa as últimas posições. “Os investimentos são pulverizados e as ações, maquiadas” afirma Bauer, de 42 anos, deficiente visual desde os 8 e que ocupa também o cargo de presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil.

Diante deste quadro, Moisés Bauer defende uma legislação mais direta. “A ausência de políticas públicas no nosso País cria um cenário de vulnerabilidade e precariedade à pessoa com deficiência”. O presidente do Conade observa que faltam “aperfeiçoamentos na lei e punições ao gestor público. A acessibilidade se torna possível para quem tem dinheiro, mas o cidadão sem condições financeiras não consegue quase nada”.



(Fonte: Estadão/blogs)

Depois das contas de água e das bulas, a vez dos cardápios

Se em São Paulo algumas regiões do estado já recebem contas de água no sistema Braille, agora, em todo o Brasil, os bares, lanchonetes e restaurantes podem ser obrigados a oferecer aos clientes pelo menos um cardápio no mesmo sistema. Um projeto aprovado pelo Senado torna obrigatória essa oferta para que clientes com deficiência visual possam ter acesso aos cardápios.

Pela proposta, os estabelecimentos que não respeitarem a regra terão que pagar multa de R$ 100, reajustada com base no índice de correção dos tributos federais. A cada reincidência, o valor deve ser duplicado em relação ao cobrado anteriormente. O projeto não determina, porém, como deve ocorrer a fiscalização dos estabelecimentos.

Segundo a autora do projeto, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), "obrigarmos que restaurantes, bares e lanchonetes ofereçam aos portadores de deficiências visuais condições igualitárias de atendimento é um ato de respeito e solidariedade", afirmou.

A senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da proposta, disse que a mudança atende à convenção da Organização das Nações Unidas sobre direitos da pessoa com deficiência, além de complementar o Código de Defesa do Consumidor.

"As entidades privadas que oferecem instalações e serviços abertos ou propiciados ao público devem levar em consideração todos os aspectos relativos à acessibilidade para pessoas com deficiência. Todos são iguais perante a lei e que cabe ao Estado promover a defesa do consumidor", afirmou Ana Rita.

O código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Por meio da combinação destes símbolos, o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Em 2012, a Resolução-RDC 47, de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamenta, também, a “bula em formato especial fornecida à pessoa portadora de deficiência visual em formato apropriado para atender suas necessidades”.

A medida sobre os cardápios foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado de forma terminativa. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff - se não houver recurso para ser analisado no plenário da Casa.

Cardápio em Braille, porém, não é novidade no Brasil. Com o propósito de incluir o deficiente visual enquanto consumidor e cidadão, proporcionando benefícios a toda a sociedade e garantindo o cumprimento da legislação, a CNTur - Confederação Nacional do Turismo (entidade sindical de grau máximo que representa o setor no Brasil) e a ABRESI - Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (maior entidade civil do segmento) mantém uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos para a produção, com descontos, de cardápios em formato Braille ou tinta/Braille, conforme estabelecido na legislação vigente.

 

(Fonte: Rede Saci)

Saiba como comprar ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

O Comitê Rio 2016 apresentou o Programa de Ingressos para os Jogos Paralímpicos. Cerca de 3,3 milhões de entradas estarão disponíveis para compra em três etapas distintas. A primeira, que acontece por meio de sorteio, está marcada para começar em setembro. Confira aqui os valores.

"Os Jogos Paralímpicos são ainda mais acessíveis e inclusivos, reforçando o nosso compromisso de realizar Jogos para todos. Vamos oferecer ingressos a preços que começam em R$ 10 (entrada inteira), e mais de 60% do total custa até R$ 40", afirmou Donovan Ferreti, diretor de Ingressos do Comitê.

O processo de compra dos ingressos para as competições esportivas e cerimônias Paralímpicas seguirá o mesmo modelo do programa Olímpico. Para residentes no Brasil, a compra de ingressos será dividida em três etapas – fase de sorteios, venda direta online e venda direta na bilheteria. Já para estrangeiros, a compra deverá ser efetuada por meio do revendedor autorizado (ATR) em cada país. A lista dos ATRs será disponibilizada em breve.

A primeira etapa começa no dia 7 de setembro de 2015, data a partir da qual os torcedores poderão solicitar suas entradas para concorrer na fase de sorteios – diferente do Olímpico, somente um sorteio será realizado. Torcedores que já se cadastraram para concorrer aos ingressos dos Jogos Olímpicos poderão usar mesmo login e senha no portal de ingressos. O resultado será divulgado em outubro.

Em janeiro de 2016, terá início a venda online das entradas que restarem. Já a venda nas bilheterias, que estarão espalhadas pelas quatro regiões de competição dos Jogos, acontece a partir de junho de 2016.

As entradas para os eventos esportivos variam de R$ 10 a R$ 130, enquanto as cerimônias de abertura e encerramento custarão de R$ 100 a R$ 1.200. Das 3,3 milhões de entradas a venda, 94% custarão até 70 reais.

Assim como nos Jogos Olímpicos, terão direito à meia-entrada em todas as categorias de preço idosos e cadeirantes. Estudantes e pessoas com deficiência (não cadeirantes) ou com mobilidade reduzida terão direito ao desconto na categoria de menor preço. Os torcedores poderão optar pelo parcelamento sem juros do valor dos ingressos em até cinco vezes. Mas Não haverá qualquer gratuidade nos eventos da Olimpíada.

Os Jogos Paraolímpicos serão realizados entre 7 e 18 de setembro de 2016 e vão reunir 4.350 atletas de 178 países para a disputa de 23 esportes. Um ano antes da cerimônia de abertura, o Dia Internacional Paraolímpico, que será comemorado no dia 7 de setembro de 2015, marcará a abertura do período de solicitação de ingressos.

A expectativa é superar os 2,8 milhões vendidos durante os Jogos Paraolímpicos Londres 2012.



(Fonte: site oficial do evento)

Olhe por seus olhos

Glaucoma, descolamento de retina, retinopatia diabética, catarata e degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Todas essas doenças oculares têm em comum a inquietante propensão de gerar milhões de cegos entre nós, nem sempre em uma idade avançada. Mas, para nossa sorte, a imensa maioria desses casos pode ser detectada e tratada antes que se instale e cause danos irreversíveis. Basta uma visita ao oftalmologista.

Por exemplo, o descolamento de retina (separação da retina da parte de baixo que a sustenta, o que causa a perda progressiva do campo visual) é precedido de rasgos indolores que se manifestam por perda de visão e aparição de brilhos de luz, manchas e riscos flutuantes no campo visual. Nesse estágio, as lesões de desgaste na retina podem ser tratadas com o raio laser ou com a sonda congelada (criopexia), mas um exame regular de fundo de olho com um simples oftalmoscópio teria permitido detectar mais cedo a lesão e simplificar enormemente o tratamento.

Qualquer anomalia ocular não detectada precocemente pode impedir o desenvolvimento da visão e deixar sequelas para o resto da vida. Por isso, é essencial a prevenção, que deve começar desde cedo. Os olhos dos recém-nascidos devem ser examinados pelo médico para descartar infecções e desordens. Antes dos 5 anos, o pediatra avaliará se o pequeno tem a mesma capacidade de visão em ambos os olhos, um problema refrativo ou um desajuste no alinhamento ocular. A partir dos 5 ou 6 anos, quando as crianças começam a frequentar a escola, as exigências visuais aumentam. Contar com um sistema visual livre de disfunções binoculares (estrabismo ou não), acomodativas (sistema de foco) ou oculomotoras, assim como um bom processamento da informação visual (percepção visual), são indispensáveis para o rendimento adequado da visão e, por consequência, escolar.

Um erro acomodativo, por exemplo, pode conduzir à falta de concentração. Problemas na percepção visual se traduzem em más caligrafia e ortografia, bem como em uma péssima memória visual. As falhas binoculares não estrábicas desestimulam a leitura e o estudo. E as complicações oculomotoras tornam impossível uma boa leitura. Por sua parte, os erros refrativos dificultam a visão do que se escreve e se desenha no quadro-negro, enquanto a lateralidade cruzada inverte letras e números e confunde direita e esquerda.

A detecção precoce desses problemas é fundamental para o correto tratamento. “Não se pode esquecer que a visão infantil não se forma completamente até os 10 anos de idade, o que permite uma solução da doença ocular se ela for detectada a tempo”, diz o médico Enrique Chipont, do Instituto Oftalmológico de Alicante, na Espanha. Óculos, lentes, terapia visual e, em certos casos, cirurgia evitam ou retardam o aparecimento de males maiores.

Além dos exames oftalmológicos, o cuidado com a vista exige alguns hábitos de higiene e comportamento corretos. Por exemplo, a forma de assistir TV e de trabalhar no computador, o tipo de iluminação que usamos para a leitura, a dieta que seguimos, a automedicação – por exemplo, usar colírios sem receita médica – ou os óculos de sol que escolhemos podem afetar nossos olhos. Sobre esse último ponto, os oftalmologistas advertem que os óculos vendidos fora dos centros especializados, como os de camelôs, não reúnem os requisitos mínimos de qualidade para proteger os olhos da radiação solar e podem ser prejudiciais à visão.

Prevenir é mesmo a palavra-chave quando o assunto é manter a qualidade da visão. Uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que mais de 161 milhões de pessoas no mundo têm a visão reduzida – das quais 37 milhões são cegas. Nada menos do que 75% das ocorrências de cegueira poderiam ter sido evitadas. No caso do glaucoma – o maior causador de cegueira sem cura no Brasil –, a prevenção é bem simples. O transtorno é provocado por um forte aumento da pressão ocular, que costuma ser propiciado por uma eliminação deficiente do humor vítreo, um gel claro que preenche a parte interna do globo ocular. A alta pressão destrói o nervo óptico e, em casos avançados, leva o paciente à cegueira irreversível. “A pressão intraocular pode ser medida com exames rápidos e indolores, assim como o estado da retina e do nervo óptico”, diz o médico Daniel Elies, responsável pela Unidade de Glaucoma do Instituto Oftalmológico de Barcelona, na Espanha.

No Brasil, estima-se que existam 900 mil pessoas com glaucoma. Como 80% dos casos não apresentam sintomas, não é raro que o paciente só descubra a doença quando a visão num dos olhos já esteja quase perdida. “Não se pode prevenir a chegada do glaucoma, mas sim a cegueira. Por isso, o diagnóstico precoce e a fidelidade no tratamento são importantes”, diz o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Outro fantasma silencioso é a diabete – terceira na lista de causas de cegueira no Brasil. Mais de 10 milhões de pessoas sofrem com ela no país, mas só a metade sabe disso, afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola. E tanto os que estão sem diagnosticar quanto os que recebem tratamento correm um alto risco de perder a visão se não forem acompanhados pelo oftalmologista.

O excesso de glicose no sangue engrossa as paredes dos delgados vasos que irrigam a fina membrana retiniana, o que os debilita e, em consequência, os torna mais propensos às deformações e fugas de sangue. Em alguns casos, aparecerá um edema que afetará rapidamente a visão. Em outros, a retina deixará de estar irrigada, o que desata o crescimento anárquico de novos capilares. Isso pode acarretar hemorragias e, às vezes, descolamento de retina. Essas lesões poderiam ser evitadas com o controle da diabete, a manutenção da pressão arterial em níveis normais e um exame oftalmológico anual.

Mais complicada é a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Embora seja considerada a primeira causa de falta de visão em pessoas com mais de 65 anos, ninguém até agora conseguiu explicar por que a mácula, a zona da retina onde reside 90% da visão, se decompõe inexoravelmente. No Brasil, são quase 3 milhões as pessoas acima de 65 anos com DMRI, segundo um estudo publicado no informativo Perfil, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A DMRI pode ser detectada pelo oftalmologista mediante o clássico reflexo de fundo de olho, que hoje conta com uma tecnologia sofisticada para estudar milimetricamente a saúde retiniana. Antes que o paciente note as primeiras moléstias, o especialista reconhece alguns depósitos compactos branco-amarelados distribuídos pelo centro da retina, assim como compactações de pigmentos na mácula. Em casos avançados, concretamente na chamada degeneração macular úmida, a angiografia fluorescente permite visualizar a proliferação patológica de novos vasos sanguíneos que só a terapia fotodinâmica é capaz de destruir.

Salvo exceções, essas terríveis doenças oculares iniciam sua evolução depois dos 40 anos. Coincidem assim com os primeiros sinais da presbiopia, mais conhecida como “vista cansada”. Seus sintomas: dor nos olhos ao ler, vista embaçada, extensão dos braços para ler livros e jornais, impossibilidade de focar os objetos por muito tempo. As causas: perda de elasticidade do cristalino e diminuição da capacidade de contração do músculo ciliar para mover os ligamentos dessa lente. Condição fisiológica e não patológica que acaba afetando todo mundo, a presbiopia constitui uma ocasião de ouro para aqueles que sempre adiam a consulta oftalmológica. Obviamente, esses não são exemplos a seguir.

Nem sempre as doenças interferem na acuidade visual. Outros sintomas e manifestações não vinculados à perda de nitidez podem ser um sinal de alerta – por exemplo, a dificuldade em calcular as distâncias e em seguir os objetos em movimento ou a leitura e a escrita deficientes.

Olhe por seus olhos. Se ao longo da vida realizar exames periódicos da visão, você será recompensado durante a velhice. Esteja certo disso.



(Fonte: Superinteressante, com adaptação de Patrícia Pereira)

Novidade no tratamento de glaucoma protege a superfície ocular

O Saúde Visual está sempre publicando artigos sobre o glaucoma, um problema de saúde pública e uma das mais importantes causas de cegueira no Brasil e no mundo. Nesta matéria, por exemplo, chamamos a atenção para um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology indicando que haverá 80 milhões de pessoas sofrendo de glaucoma em 2020.

Os números não mentem e impressionam. O glaucoma já é, atualmente, a 2ª maior causa de cegueira no mundo. No Brasil, estima-se que um milhão de pessoas sofram deste mal, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, sendo que 2% da população sofre da doença sem saber, ainda segundo o CBO.

Estima-se que a incidência anual de pessoas impactadas seja de 2% na população geral e 7% em pacientes após os 70 anos.

Frequentemente chamado de “Inimigo Oculto”, o glaucoma é uma doença que provoca danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. Ainda não se sabe ao certo o que causa este dano, mas já foi provado que a elevação da pressão intraocular é um dos principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença.

Além da pressão ocular elevada, também são considerados fatores de risco idade acima de 40 anos, casos de glaucoma na família, diabetes, miopia, uso prolongado e continuo de esteroides/cortisona e histórico de lesão nos olhos.

O glaucoma não tem cura, mas tratamentos clínicos a base de colírios podem, em muitos casos, evitar a progressão da perda de visão. Um dos grandes avanços foi a introdução dos colírios de prostaglandinas ao arsenal terapêutico contra o glaucoma.

Infelizmente, existem alguns efeitos colaterais dos colírios de prostaglandina por conta do cloreto de benzalcônio (BAK) conservante cujo uso prolongado causa alterações na superfície ocular como, por exemplo, olho seco (doença caracterizada pelo ressecamento dos olhos e que se não tratado pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até a perda da visão).

Por isso, a boa notícia é que a Alcon acaba de trazer ao mercado brasileiro mais uma revolução no tratamento de glaucoma: o Travatan Bak Free, primeira e única prostaglandina livre de cloreto de benzalcônio (BAK) em apresentação multidose.

A ausência deste conservante preserva a saúde da superfície ocular, que sofre alterações decorrentes do uso prolongado do BAK. De acordo com estudos clínicos, essas modificações afetam cerca de 60% dos pacientes em tratamento de glaucoma. Assim, segundo a Alcon, o Travatan Bak Free proporciona mais segurança e eficácia na redução da pressão intraocular durante as 24 horas do dia já que a ausência do conservante não diminui a eficácia da prostaglandina e torna o medicamento muito mais seguro.



(Fonte: In Press)

Intrepid Plus, novo sistema de gerenciamento de fluidos oculares

intrepidFacoemulsificação com implante de lente intraocular é a cirurgia dos olhos que retira a catarata (lente natural opacificada), através de uma incisão na córnea de cerca de 3 mm para fragmentar e aspirar o cristalino doente e implanta uma lente intraocular no lugar da mesma.

A catarata, em vez de ser retirada por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho, semelhante a uma caneta, com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada por meio de sucção dos fragmentos.

Um equipamento consagrado mundialmente como um grande avanço para a cirurgia da catarata através deste processo é o Infiniti, da Alcon. Ele tem um importante diferencial: a forma como extrai o cristalino. Com este equipamento, a estrutura é facetada em camadas, reduzindo estilhaços de cristalino que podem atingir a córnea ou qualquer outra região do olho. O Infiniti garante ao paciente um procedimento menos agressivo, mais rápido e menos invasivo. O paciente sai da cirurgia com a visão próxima do esperado.

Mas a precisão da cirurgia de catarata pode ficar comprometida com algumas distrações normalmente ocorridas durante o procedimento. Como, por exemplo, a trepidação da caneta cirúrgica. Era preciso que o cirurgião contasse com um maior controle do procedimento de facoemulsificação. Quando um sistema todo computadorizado passa a monitorar e controlar esses fatores, o procedimento fica mais rápido e seguro.

Pensando nisso, mais uma vez a Alcon, empresa líder no mercado oftalmológico, acaba de lançar no Brasil o FMS Intrepid PLus, novo sistema de gerenciamento de fluídos oculares. O kit é indispensável para o uso do já mencionado Infinit. Este novo equipamento é ergonômico, flexível e proporciona ao cirurgião um maior controle na cirurgia de catarata.

Além disso, com novo design, o FMS Intrepid Plus é a evolução do sistema de gerenciamento de fluídica Infinit® FMS e possui proteção contra oscilações, mais estabilidade da câmara, vácuo aprimorado e sensor avançado de irrigação.

A Alcon é uma empresa líder global em produtos oftalmológicos e é a segunda maior divisão do Grupo Novartis. Foi fundada em 1945, na cidade do Texas (EUA) e hoje está presente em mais de 180 países, se destacando em pesquisa e desenvolvimento de produtos dedicados à terapia oftalmológica.

A Alcon possui três unidades de negócios - Farma, Cirúrgica e Vision Care - e seu portfólio completo atende às diversas necessidades dos profissionais de oftalmologia e pacientes. No Brasil há mais de 40 anos, a empresa mantém o compromisso de inovar e contribuir para a saúde ocular da população brasileira.



(Fonte: In Press)

Olho biônico de verdade entra em ação

Saúde Visual noticiou nesta matéria que pesquisadores australianos apresentaram o protótipo de um olho biônico pronto para ser implantado no primeiro paciente humano.

Apenas oito meses depois daquela divulgação, o grupo de pesquisadores e engenheiros australianos anunciou ter realizado com sucesso o implante do primeiro olho biônico com 24 eletrodos, o que deu a uma paciente com perda de visão profunda um estímulo parcial de visão. Os pesquisadores afirmaram que esse é um importante passo para, no futuro, ajudar pessoas com deficiência visual a se locomover de forma independente.

A australiana em questão é Dianne Ashworth, que teve perda severa de visão devido a uma retinite pigmentosa hereditária. Ela recebeu o protótipo de olho biônico em maio no Hospital Royal Victorian Eye and Ear, mas ele só foi ligado um mês mais tarde.

O olho biônico, projetado, construído e testado pela Bionic Vision Australia, um consórcio de pesquisadores parcialmente financiado pelo governo australiano, está equipado com 24 eletrodos com um pequeno fio que se estende desde a parte de trás do olho até um receptor conectado atrás da orelha. Ele é inserido na coróide, o espaço ao lado da retina dentro do olho.

Penny Allen, cirurgião especialista que implantou o protótipo, explica que o dispositivo estimula eletricamente a retina. “Impulsos elétricos são transmitidos através do dispositivo, que, em seguida, estimulam a retina. Esses impulsos, em seguida, passam de volta para o cérebro (criando a imagem)”, disse Allen.

O dispositivo restaura visão leve, onde os pacientes são capazes de definir grandes contrastes e bordas, tais como objetos claros e escuros. Os pesquisadores esperam desenvolver o protótipo para que pacientes cegos possam conquistar independência de mobilidade.

Pesquisa semelhante foi realizada na Universidade Cornell, em Nova York, por pesquisadores que decifraram o código neural, que são os pulsos que transferem informações para o cérebro, em ratos. Os pesquisadores desenvolveram uma prótese que conseguiu restaurar visão quase normal para ratos cegos.

“O que nós vamos fazer é restaurar um tipo de visão que, provavelmente, vai ser preto e branco, mas o que estamos esperando fazer para esses pacientes que estão gravemente deficientes visuais é dar-lhes a mobilidade”, disse Allen.

Para o diretor da Bionic Vision Australia, Anthony Burkitt, os resultados têm superados as expectativas. "Nos dá confiança de que com mais desenvolvimento, podemos alcançar a visão útil", disse ele.



(Fonte: Portal Terra)

Oftalmologista de São Paulo examina paciente em Rondônia

A tecnologia médica já permite que um profissional de saúde tire uma foto do fundo do olho de um paciente com um aparelho, que custa a partir de US$ 6 mil (R$ 19 mil), e suba a foto para a internet.

Um oftalmologista, que pode estar em qualquer lugar do mundo, acessa a foto, faz o diagnóstico e elabora o laudo.

Após isso, o paciente pode sair até com um encaminhamento para a uma cirurgia corretiva a laser, por exemplo.

No Brasil, essa tecnologia já está sendo utilizada em uma colaboração entre médicos de São Paulo e de Monte Negro, em Rondônia, cidade de cerca de 15 mil habitantes a 250 km de Porto Velho.

Um dos responsáveis é Luís Marcelo Aranha Camargo, médico infectologista e professor da USP. Ele dirige o ICB 5, centro avançado do Instituto de Ciências Biomédicas da universidade, localizado em Monte Negro – as outras quatro unidades ficam na Cidade Universitária, em São Paulo.

A ideia de Aranha era suprir a carência oftalmológica naquele município. Para isso, entrou em contato com o Rubens Belfort Jr., do Instituto da Visão, entidade sem fins lucrativos voltada para a pesquisa e a assistência criada por docentes da Unifesp em 1990.

Com a ajuda de uma ONG portuguesa, a entidade comprou um aparelho de oftalmologia à distância e alocou três médicos para examinar os olhos dos 145 pacientes de Monte Negro que aguardavam atendimento oftalmológico – a espera era de mais de três anos. Eles conseguiram, de São Paulo, zerar a fila em 45 dias. Trabalhavam sobre três fotos de cada olho e de um breve histórico clínico.

Na outra ponta, estavam médicos não especializados e mesmo alunos de medicina, que foram treinados para operar o equipamento.

Com as fotos, é possível diagnosticar doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, tumores e glaucoma. Como o operador tira uma foto da frente do olho, aparecem também catarata e tumores de pálpebra.

Segundo os pesquisadores, o projeto é inédito no país. Ele segue algumas experiências internacionais, especialmente a indiana. O país é o fabricante do aparelho comprado pelos brasileiros e se especializou em serviços de diagnóstico à distância, especialmente para o mercado americano.

A rápida ampliação dos mecanismos de medicina à distância pode ajudar a ampliar o atendimento em regiões distantes, driblando a carência de médicos nesses lugares.

A lei brasileira, porém, ainda é cautelosa quanto ao diagnóstico à distância – a técnica inevitavelmente reduz, em diferentes graus, o contato com o paciente. Hoje, o serviço só pode ser oferecido quando um médico solicita um laudo à distância a outro – médicos não estão liberados para oferecer exames à distância diretamente aos pacientes. 



(Fonte: Em Rondônia)

Um par de óculos para interpretar as emoções humanas

Para muitos pesquisadores a capacidade de interpretar expressões faciais tem origem evolutiva, o que significaria que elas seriam algo como uma “língua universal”.  Todos nós, quando experienciamos uma emoção, traduzimos a mesma através de uma expressão facial, nem que seja o nível micro (principalmente quando mentimos), onde as mesmas duram menos de 1/5 de segundo.

Em espécies altamente sociais como humanos, rostos evoluíram para contar informações ricas, incluindo expressões de emoção e dor. E, devido à forma como nosso cérebro funciona, pessoas podem simular emoções que não estão experienciando - e assim conseguir enganar outras pessoas.

Como vimos aqui, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, e da Universidade de Toronto, no Canadá, juram que robôs são bem melhores que nós nesta identificação das expressões faciais. Exatos 30% a mais.

Certamente não dá para andar por aí com um computador “ledor de emoções”, mas a tecnologia, como sempre, resolveu facilitar as coisas: a Microsoft entrou com um pedido de patente para um par de óculos com a capacidade de interpretar as emoções humanas. O pedido já foi aprovado pela United States Patent and Trademark Office, órgão responsável pela propriedade intelectual dos EUA.

O dispositivo contaria com uma série de sensores que monitoram e detectam a resposta emocional de outras pessoas para as quais o usuário esteja olhando. Assim, digamos que você esteja dando uma palestra e o público aparentando estar incomodado. Os óculos “perceberiam” isso e sugeririam uma piada ou brincadeira para descontrair e retomar a atenção dos espectadores.

Além disso, esse equipamento eletrônico seria capaz também de identificar mudanças emocionais de quem o está utilizando com base em expressões, fala e gestos. Depois de interpretar qual a resposta emocional do usuário, o dispositivo poderia apresentar uma grande variedade de conteúdos no campo de visão relacionado com o comportamento apresentado.

Suponha que você esteja vendo TV e não goste do programa que está passando e os óculos detectem sua recusa: ele lhe apresentará recomendações do que lhe possa lhe agradar em um programa de TV. Ou então durante uma palestra, se o dispositivo detectar que sua plateia está entediada, ele poderá lhe dar dicas de piadas ou formas de melhorar a sua interação com o público. As recomendações também surgirão na medida em que o que o par de óculos ”aprenda” o que lhe agrada.

Esta não é a primeira tentativa de se criar óculos com a mesma capacidade natural do olho em medir emoções. Como Saúde Visual já apresentou nesta matéria, o O2Amps está sendo usado em diversas aplicações, como segurança, esporte, em jogos de pôquer e até no namoro – mas acredita que eles serão mais úteis na medicina.

Para os tímidos, pessoas com dificuldade em socializar e até mesmo autistas, a tecnologia desenvolvida pela Microsoft pode parecer um sonho se tornando realidade. Sempre foi de extremo interesse poder entender o cérebro, as emoções captadas pelo usuário e como agir a partir delas no dia a dia. Já imaginou tais óculos se tornando realidade?



(Fontes: Microsoft & Tecmundo)

Médico tem cor do olho alterada pelo Ebola

Após trabalhar como médico em um país afetado pela epidemia de Ebola, Ian Crozier sentiu algo de errado no olho esquerdo. Ele estava certo.

De acordo com um artigo no The New York Times, Crozier contraiu Ebola enquanto trabalhava para Organização Mundial da Saúde em Serra Leoa, no fim de 2014. Em outubro, os sintomas tinham passado e um teste sanguíneo deu negativo para o vírus, e assim ele deixou o hospital e voltou para casa.

Dois meses depois, ele estava de volta. Ele descreveu seus sintomas para médicos: seus olhos queimavam, ele estava sensível demais à luz, sua visão, normalmente 20/15, tinha mudado para 20/20 (durante o pico da inflamação, ela chegou a 20/400), e ele tinha a sensação de que havia algo em seu olho. A pressão dentro do seu olho esquerdo era muito maior do que o normal, o que prejudicava sua visão. Médicos diagnosticaram Crozier com uveíte, uma inflamação severa no olho, mas quando eles tiraram uma amostra do seu humor aquoso (o fluído dentro do olho), eles ficaram espantados com a causa da inflamação: lá dentro tinha um reservatório vivo de vírus Ebola.

Testes revelaram que o vírus não estava presente nas lágrimas de Crozier nem em nenhuma outra superfície do seu olho — só dentro dele. O olho virou um reservatório do vírus. O fenômeno dos reservatórios de vírus acontecem quando um vírus encontra um caminho para uma parte do corpo que normalmente está bastante isolada do sistema imunológico. Assim que chegam lá, os vírus começam a se replicar, mas normalmente não chegam a vazar para outras partes do corpo já que, por definição, reservatórios são isolados do resto do corpo. É como encontrar a única sala silenciosa de uma festa e decidir ficar por lá mesmo, mas trocando uma pessoa por vírus mortais.

Os olhos são blindados do sistema imunológico. As respostas imunológicas dadas a coisas como inflamações poderiam causar danos enormes aos frágeis mecanismos da visão. Isso faz do olho um lugar perfeito para um reservatório. Os testículos são igualmente protegidos, e pesquisadores acreditam que é por isso que o Ebola pode aparecer no sêmen meses após o sangue do paciente estar livre do vírus.

O caso de Crozier marca a primeira vez que médicos encontraram um reservatório do Ebola no olho, e isso destaca como sabemos pouco sobre as consequências da doença. O The New England Journal of Medicine publicou esse caso em detalhes, com Crozier sendo um co-autor do artigo.

Não está claro se casos como o de Crozier são comuns. De acordo com o artigo do NEMJ, uma pesquisa com 85 sobreviventes na Libéria concluiu que 40% tinham problemas parecidos com os sintomas de Crozier: dor, pontos cegos e visão turva. No entanto, pesquisadores não sabem quantos desses têm uveíte. Considerando casos que podem ser de uveíte, é difícil determinar quais pacientes possuem reservatórios de Ebola nos olhos e quais possuem outras infecções nos olhos, devido também ao sistema imunológico enfraquecido. E, inicialmente, médicos achavam que isso tinha alguma relação com o que aconteceu com Crozier, segundo o New York Times.

Reservatórios são mais comuns em pacientes com o vírus da herpes. Médicos também sabem que algo parecido aconteceu com ao menos um paciente com Marburg, um vírus relacionado ao Ebola. O sangue do paciente foi testado como negativo para o vírus, mas ele apareceu no olho do paciente três meses após os primeiros sinais da doença. Duas semanas depois, seus olhos estavam livres de vírus. Isso foi em 1975, e ainda não está claro quantas vezes isso acontece com o Marburg ou Ebola.

No caso de Crozier, após o tratamento com um medicamento anti-viral experimental e com esteroides para combater a inflamação, o vírus Ebola finalmente saiu do seu olho, três meses após ele relatar os primeiros sintomas. Para sobreviventes do Ebola na África, isso não significa muita coisa até os reservatórios virais serem melhores compreendidos.



(Fonte: The New England Journal of Medicine via Gizmodo)

Dislexia de leitura ou déficit de atenção?

Também conhecida como “Dislexia de Leitura”, a Síndrome de Irlen diz respeito à dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura levando a um déficit de aprendizado. Afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema visual.

Com alguns sintomas em comum, a desatenção e a falta de concentração são queixas tanto no DDA (distúrbio do déficit de atenção – com ou sem hiperatividade) quanto na dislexia de leitura. Em meninas é comum esta forma de apresentação do DDA, que é bem mais conhecido do que a dislexia visual.

Por isso, alguns sinais e queixas visuais como espelhamento, fotofobia e falta de concentração, especialmente em relação à leitura, devem ser valorizados para excluir a dislexia visual antes de formalizar o diagnóstico de DDA. Diagnóstico esse que também é de exclusão, já que não existe nenhum exame complementar que sozinho confirme o diagnostico de DDA. Desta forma, são necessários testes neuropsicológicos que avaliam a capacidade de memória e a cognição, entre outros aspectos, além da ressonância magnética encefálica e a eletroencefalografia com mapeamento cerebral.

Na dúvida, a criança deve ser avaliada por especialistas tanto  em déficit de atenção quanto em dislexia visual. E caso as dúvidas persistam, o acompanhamento por ambos especialistas deverá permanecer por um tempo maior, Isso fará a diferença após um determinado período de observação e acompanhamento, já que uma precipitação diagnóstica não conduzirá a desfechos positivos no longo prazo.

Muitos oftalmologistas admitem que a maioria ainda não esteja familiarizada com a dislexia visual. Por se tratar de um diagnóstico e o tratamento da dislexia de leitura um tanto recente, as dificuldades enfrentadas por pais, educadores e crianças portadoras do distúrbio podem e devem ser minimizadas através de exaustiva investigação propedêutica.

Assim, as queixas trazidas pelos pais não devem ser ignoradas, ainda que o exame rotineiro (acuidade visual, analise refratométrica, visão de cores, fundoscopia e biomicroscopia) não apresente anormalidade digna de nota.

O tratamento oftalmológico convencional (lentes corretoras de ametropias) não agrega valor terapêutico. Mas estratégias motoras (avaliação por ortoptista familiarizado com a síndrome disléxica), filtros e prismas podem melhorar muito a qualidade de vida das crianças portadoras da dislexia de leitura, conforme atestam especialistas habituados a lidar com as queixas oftalmológicas do distúrbio disléxico.

No Brasil, núcleos criados por especialistas em Minas Gerais e Pernambuco agregam profissionais de vários segmentos (ortóptica, psicologia, fonoaudiologia, psicomotricidade, entre outros). Recentemente, o núcleo mineiro conseguiu, junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), uma liminar determinando que o governo daquele estado providencie tratamento contínuo para um menino de 11 anos, morador de Itabira, que sofre da síndrome de Irlen.



(Fonte: Portal Dislexia de Leitura do Hospital de Olhos, MG)

Síndrome Metabólica, uma nova e comum forma de adoecimento

Aumento da gordura visceral (aquela obesidade abdominal, também chamada de aumento do IMC- índice de massa corpórea). Aumento do colesterol ruim (LDL). Diminuição do colesterol bom (HDL). Aumento dos triglicerídeos. Aumento da glicemia (açúcar no sangue). Pressão arterial elevada. Estes são alguns dos parâmetros utilizados no diagnostico da síndrome metabólica (SM). Você já ouviu falar sobre isso? Têm consciência da importância de reconhecer seus sinais e sintomas? Sabe como evitá-la?

A vida contemporânea obrigou os cientistas a investigar esta nova forma de adoecimento muito comum na atualidade. A síndrome metabólica seria então preditora de alguns eventos de desfecho negativo e deve ser evitada e/ou tratada se o objetivo é a longevidade com qualidade de vida, já que as manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos.

Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.

A SM vem sendo diagnosticada cada vez mais e sua alta prevalência aliada a etiopatogenia comum a várias manifestações patológicas oculares permite aos especialistas antecipar um aumento no diagnostico das doenças degenerativas oculares com uma consequente redução na qualidade de vida e saúde ocular da população.

As várias possibilidades de disfunção vascular acontecem devido a um persistente estado pró-inflamatório do organismo evidenciado pelos marcadores plasmáticos hoje já reconhecidos e incorporados à rotina médica preventiva. Na SM esse estado pró-inflamatório do organismo leva a uma desorganização bioquímica capaz de alterar a funcionalidade dos vários sistemas e órgãos nobres.

Do ponto de vista oftalmológico, a inadequação da regulação vascular seja pela disfunção endotelial vascular ou pela desregularão autonômica é o epifenômeno das manifestações mais frequentes das doenças crônicas degenerativas que vêm crescendo em progressão geométrica. Não por acaso a patologia endotelial vascular está presente em todas as formas de apresentação oftalmológica da síndrome metabólica, como a retinopatia, oclusão da artéria central da retina, neuropatia óptica isquêmica, catarata e doença glaucomatosa.

Já a pressão intraocular elevada é um fator de risco modificável e é estatisticamente mais alta em indivíduos com diagnostico de síndrome metabólica.

Assim, a prevenção (e controle) da doença ocular degenerativa crônica está diretamente ligada à prevenção e controle da síndrome metabólica e das doenças sistêmicas mais prevalentes em nosso dia-a-dia. A reeducação alimentar, a eliminação do sedentarismo e a modificação dos valores básicos dos meios de vida atuais são necessárias para uma mudança real no cenário da saúde, tanto sistêmica quanto oftalmológica.



(Fonte: Indian Journal of Endocrinology and Metabolism)

 

Cientistas discutem medicalização para doenças inventadas

Segundo um estudo realizado por psiquiatras e neurologistas da Unicamp, USP, Instituto Glia de Pesquisa em Neurociências e Albert Einstein College of Medicine (EUA), apresentado no 3º Congresso Mundial de TDAH, ocorrido na Alemanha, quase 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros que tomam remédios para déficit de atenção não tiveram diagnóstico correto.

A pesquisa colheu dados de 5.961 jovens, de 4 a 18 anos, em 16 Estados do Brasil e no Distrito Federal.

Números como estes fizeram do assunto uma preocupação mundial da classe médica. Preocupados com os diagnósticos ligeiros, médicos europeus emitiram novas regras para uma das medicalizações mais comuns, o transtorno bipolar.

"Nós estamos vivendo um momento na sociedade e no mundo em que a vida está sendo muito medicalizada. Medicalizar é transformar, artificialmente, problemas coletivos, de ordem política, social, cultural e de educação em doenças individuais. Hoje, não existe mais tristeza, só depressão. A criança que tem um comportamento que não satisfaz ou incomoda os adultos, é transformada em doente. Quando se busca a comprovação dentro do rigor da ciência médica, isso não existe".

Este alerta foi dado pela médica e pesquisadora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Maria Aparecida Moysés. Ela destaca que a aprendizagem e os modos de ser e agir - campos de grande complexidade e diversidade - têm sido alvos preferenciais da medicalização.

Segundo Aparecida, "quando a criança tem uma dificuldade ou modo de comportamento diferente, é muito simples você dizer que é uma doença e dar um remédio. Essa criança, muitas vezes, está vivendo um conflito nas relações entre pessoas do entorno dela. Precisamos enxergar isso". Ao medicalizar, estamos abortando um futuro diferente, sem criatividade", concluiu a pesquisadora.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e costuma ser confundido com dislexia visual.



(Fonte : Unicamp)

 

Miopia: a verdade por trás das lentes

Miopia é o nome alternativo ou popular dado ao erro de refração da luz no olho cujo nome técnico é hipometropia. Trata-se de uma distorção caracterizada pela formação da imagem antes da retina. A pessoa tem baixa acuidade visual para longe e a visão para perto em geral é muito boa.

A miopia é atribuída a problemas no desenvolvimento embrionário ou do crescimento. Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho míope é a falta de cloroplastos e má visão ao longe, estando a visão de perto salvaguardada. No entanto, é evidente que se um indivíduo é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansativo e incômodo.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Apesar de o fator genético ser um determinante potencial da miopia, o excesso de leitura e uso do computador pode causar esse distúrbio. Estudos apontam que tribos indígenas, que possuem pouco hábito de leitura, possuem baixo índice de miopia.

O sintoma que mais é relatado e que com frequência anuncia o aparecimento de miopia é a visão turva dos objetos distantes. É frequente que nos primeiros estágios do problema, o indivíduo não se dê conta da perda de visão. Por este motivo, deve observar se, junto da visão turva, existe o pestanejar constante, dores de cabeça ou tensão ocular.

Por outro lado, quando o míope não apresenta nenhum outro distúrbio, como astigmatismo ou hipermetropia, a visão dele será muito boa para perto. Melhor até de quem nunca usou óculos.

Assim, se um oftalmologista disser que a miopia se agrava quando óculos ou lentes de contato não são usados, pode ter certeza: esse profissional está muito mal informado. A miopia não piora se você deixar de lado as lentes corretivas. Assim como o uso constante também não vai fazer seu grau diminuir. Seus óculos ou lentes não são um remédio, capaz de estancar ou fazer regredir uma doença. Servem apenas para a correção para um defeito, um distúrbio visual que você herdou geneticamente ou desenvolveu ao longo da vida.

Uma pessoa míope não enxerga bem de longe (imagens borradas e indistinção de formas), mas vê com nitidez coisas que estejam mais perto. Isso significa que ficar sem óculos durante certas atividades (a leitura de um livro, por exemplo) pode até ser mais confortável. Em contrapartida, deixá-los de lado por tempo demais pode render lacrimejamento, vermelhidão nos olhos e dor de cabeça - incômodos todos eles relacionados de alguma forma à dificuldade de enxergar nitidamente.

Estudos recentes demonstram que o agravamento da miopia muitas vezes está relacionado, isto sim, ao tempo exagerado que se passa diante da TV ou do computador - principalmente entre crianças e adolescentes. O ideal para quem fica o dia inteiro na frente de um computador é olhar para o horizonte a cada 15 minutos. E praticar qualquer tipo de atividade em áreas abertas, onde a visão para longe seja estimulada.



(Fonte: Superinteressante)

Tiffany, uma inédita medida de inclusão em quatro patas

“Que emoção, que emoção! Parece que o meu coração vai explodir”, dizia Gabriel Sprocatti, 9, enquanto a cadela Tiffany, 2, adentrava, como num desfile, a sala de aula.

A euforia do garoto era a síntese da emoção que tomou conta da turma do quinto ano do ensino fundamental do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, um dos mais conceituados do país. O motivo? Há cerca de um mês, a instituição começou a preparar funcionários, alunos e pais para uma inédita medida de inclusão: aceitar um cão treinado para ajudar uma criança com deficiência.

Tiffany é assistente de Ana Luiza Gaia Folino, 9, função que já exerce fora da escola desde o início do ano.

A menina tem uma doença metabólica rara e progressiva – mucopolissacaridose tipo 6 – que afeta parte de sua visão e de sua mobilidade e também a respiração, em razão da falta de produção de uma enzima no corpo.

Semanalmente, ela precisa ir a um hospital para receber seis ampolas artificiais da substância no organismo. Cada unidade do remédio, que hoje é fornecido pelo Estado, custa US$ 1.910 (o equivalente a cerca de R$ 6.100).

Tiffany, que nasceu no Brasil de uma ninhada com dez cães da raça golden retriever, está sendo treinada para auxiliar a menina a abrir portas, sair de muvucas, descer escadas, pegar objetos no chão, carregar parte de seu material escolar e guiar seus passos, quando for necessário. O treinamento de cães como ela pode levar até três anos e custar R$ 60 mil.

“Quem tem perguntas sobre o que pode e o que não pode fazer com a Tiffany?”, disse o adestrador Leonardo Ogata, da ONG Cão Inclusão, que foi à escola para explicar aos alunos que a cadela está ali para trabalhar e atender às necessidades de Ana, e não para brincar.

Dos 32 alunos da sala, 23 levantaram a mão. Do fundo da sala, uma menina loira de cabelos cacheados abriu a sessão, que durou uma hora: “Podemos tirar fotos dela?”. Com a permissão do adestrador, um alvoroço se formou com a molecada toda atrás de seus telefones celulares para clicarem a cachorra.

“Agora não, gente. Ele falou de maneira genérica, não é para tirar fotos dentro da sala”, explicou a professora Cristhiane Ribeiro, que se declara “apaixonada” por cães e entende a presença de Tiffany no colégio como “um passo importantíssimo para a inclusão escolar”.

“A experiência que os alunos tiveram hoje na sala de aula vai repercutir em toda a vida deles”, disse.

Na mesma sala de Ana, desde o maternal estudando no Dante, há uma menina com síndrome de Down, que entendeu que não pode acariciar nem alimentar a cadela a qualquer hora, para não distraí-la da sua função.

“A Ana já fez diversas cirurgias reparadoras e precisa de extrema atenção médica. Se não tivesse acesso a todos esses cuidados, teria uma vida muito regrada”, diz a mãe, Ana Paula Gaia, 38.

“Mas fazemos de tudo para que ela possa realizar o que uma criança comum faz, e isso passa pela independência que a Tiffany irá ajudá-la a ter. O apoio do colégio está sendo incrível”.

“Ahhh, ela não vai vir todos os dias?”, perguntam os alunos, em coro.

Por enquanto, a presença de Tiffany na escola é temporária. Ela está se habituando ao espaço, e os estudantes estão aprendendo a conter o entusiasmo com a presença da peluda. A previsão é que, em agosto, ela passe a frequentar as aulas diariamente.

“Informamos todos os pais da medida antecipadamente. As respostas foram extremamente positivas. Recebemos incontáveis mensagens”, afirma a assistente de direção Vânia Barone.

Durante o tempo que passou na sala de aula, Tiffany teve comportamento exemplar: estava calma, obedecia aos comandos e ficava atenta e quieta, sempre ao lado de Ana, que parecia orgulhosa com tanta aceitação e carinho por parte dos colegas.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Atração sexual se baseia em fatores visuais

Já parou para pensar o que, exatamente, faz com que você se sinta atraído(a) por certas pessoas mesmo sem conhecê-las direito?  Ou por que aquela mulher ou aquele cara que você viu de relance parece muito mais bonita(o) do que realmente é?

Tudo isso pode ser explicado com base no funcionamento “secreto” do nosso cérebro – ou seja, toda aquela atividade que não chega até a nossa consciência.

No livro “Incógnito – A vida secreta do cérebro”, o neurocientista David Eagleman conta que realizou um experimento no qual exibiu lampejos de fotos de homens e mulheres a voluntários e pediu a eles que as classificassem quanto ao seu grau de atração. Depois, eles ainda as classificaram uma segunda vez, mas levando o tempo que quisessem para analisá-las.

O resultado mostrou que as pessoas eram sempre julgadas mais bonitas quando vistas de relance do que quando eram melhor analisadas. Isso é algo que provavelmente já aconteceu com você. Por exemplo, quando vê de relance um amigo conversando com outras pessoas e percebe que, no grupo dele, está uma mulher linda. Quando para parar falar com eles, porém, você descobre que ela estava longe de ser aquele poço de formosura que você havia inicialmente vislumbrado.

Estudos como o de Eagleman têm mostrado que esse tipo de engano é mais comum em homens do que em mulheres, provavelmente porque a avaliação que eles fazem do que é atraente se baseia mais fortemente em fatores visuais.

Mas por que isso acontece? Por que nosso cérebro sempre erra para o lado de acreditar que as pessoas são muito mais bonitas, em vez de simplesmente calcular a beleza na média? Segundo o neurocientista, isso se deve às exigências da reprodução. Expliquemos melhor: para nós, supostamente é melhor julgar um parceiro em potencial como sendo inicialmente maravilhoso porque, para comprovar ou negar isso, basta dar uma segunda olhada e pronto. No entanto, se a pessoa fosse linda e você a julgasse como sendo feia de relance, iria perder o interesse – e poderia perder a chance de ter um possível futuro genético promissor. Ou seja, para não correr o risco de perder um parceiro em potencial, o palpite é sempre para o lado positivo.

Eagleman cita outros estudos que mostraram que homens acham mais atraentes fotos de mulheres com as pupilas dilatadas, embora esse fosse um detalhe extremamente sutil e imperceptível pela consciência. Mas há um detalhe: os homens não sabiam, mas pupilas dilatadas indicam interesse sexual (pode reparar, suas pupilas provavelmente ficam maiores quando você está olhando para a pessoa em quem está atraído).

Por que isso acontece? Seu sábio cérebro captou esse sinal de receptividade muito antes de sua consciência e já lançou a mensagem para você: “essa pessoa vale a pena, invista nela!”. E aí ela passa a ser vista como atraente.

A atração que outras pessoas exercem sobre nós também se adapta às circunstâncias. No reino animal, a fêmea dá sinais claros de que está no cio. As fêmeas dos babuínos, por exemplo, ficam com o traseiro com um rosa vivo que é entendido pelos machos como um convite claro para o acasalamento.

Entre os humanos, apesar de não ocorrer nada assim tão claro, as mulheres também são consideradas mais bonitas quando estão no período fértil. “Isso é verdadeiro tanto quando ela é julgada por homens quanto por mulheres, e o efeito funciona mesmo quando o teste é feito por fotos”, explica Eagleman. Ou seja, não depende da forma como ela age – somente de sua aparência.

Ainda não se sabe que sinal é esse que elas transmitem. Pode ter algo a ver com a tonalidade de sua pele, que muda durante essa época, ou ao fato de suas orelhas e seios ficarem mais simétricos. Nossa consciência não sabe ainda o que é – mas o cérebro sim.

E isso é um efeito mensurável. Cientistas do Novo México descobriam que dançarinas de boates locais ganhavam uma média de 68 dólares por hora em seu pico de fertilidade, enquanto as que estavam menstruando ganhavam apenas 35. A média geral era de 52 dólares.

Isso mostra que o poder da atração, apesar de estar além do nosso alcance consciente, já está determinado neurologicamente. O cérebro é muito bom na detecção de dicas sutis. Se você for medir as feições de uma pessoa que acha bonita com a de alguém que não acha, verá que a primeira apresenta uma simetria maior, mas que é tudo extremamente sutil. Um alienígena ou uma barata jamais entenderiam a diferença, assim como nós não saberíamos diferenciar um ET ou barata bonitos de outros feios. Para nós, eles têm todos a mesma cara – mas pesquisadores de baratas garantem que cada uma delas possui um rosto com traços particulares.

As pequenas diferenças em nossa própria espécie têm um efeito intenso no nosso cérebro, que está equipado para a seleção e busca de um parceiro. E, como escreveu David Eagleman, “tudo isso ocorre sob a superfície de nossa consciência – nós simplesmente desfrutamos das sensações agradáveis que borbulham dela”.



(Fonte: Superinteressante)

Demolidor a serviço da inclusão

O Demolidor, personagem da Marvel Comics criado por Stan Lee e Bill Everett, pode não ser o primeiro herói cego dos quadrinhos (o primeiro é o Doutor Meia-Noite), mas, certamente, é o primeiro a apresentar, em sua série televisiva, a audiodescrição para deficientes visuais no canal por assinatura Netflix - serviço de TV por Internet que oferece filmes, séries de TV e produções originais.

Entre estas produções está ‘Demolidor’, atualmente a série de maior audiência do canal. 10,7% dos usuários já assistiram a pelo menos um episódio da atração sobre o herói cego, cerca de 4,4 milhões, já que a rede de streaming possui 44 milhões de assinantes. Mas esta audiência deve aumentar – e justamente entre os pares de Matt Murdock, alter ego do herói. Isso porque, depois de pressão popular, o Netflix passou a inserir, desde abril, o sistema de audiodescrições em suas séries e, ironicamente ou não, a primeira a receber a novidade foi justamente esta nova produção da Marvel, cujo protagonista, como já dissemos, é cego.

Audiodescrição é uma forma de narração que descreve os acontecimentos visuais da trama, explicando desde ações do enredo à descrições do cenário, a trocas de cenas e roupas. Isso já é usado em cinemas, teatros e programas de televisão, permitido a inclusão de deficientes visuais nestas programações.

A princípio, apenas Demolidor receberá a novidade, mas séries como House of Cards, Orange is The New Black, Unbreakable Kimmy Schmidt e Marco Polo, receberão o serviço de audiodescrição nas próximas semanas. Usuários podem escolher esta nova opção de áudio no menu de línguas disponíveis em cada filme.

A novidade está disponível apenas em inglês para a série Demolidor, mas Tracy Wright, diretor de conteúdo do serviço, disse em nota que eles estão comprometidos em aumentar o número de filmes e séries com a opção de audiodescrição e que pretendem adicionar a novidade para outros línguas no futuro.

É uma novidade muito bem-vinda, mas que chegou de forma lenta. Outros players de vídeo, como BBC iPlayer oferecerem audiodescrição desde 2009 e o  projeto The Accessible Netflix Project já fez críticas ao Netflix por providenciar uma interface que não interage bem com leitores de telas e outras tecnologias adaptativas.



(Fonte: Netflix)

A verdade científica por trás do colírio da visão noturna

Quando cirurgiões se encontram com biohackers eles criam uma injeção capaz de fazer com que olhos comuns desenvolvam visão noturna, naturalmente. Ao menos é o que informa o Science for the Masses.

Para que Gabriel Licina, a cobaia do experimento, pudesse colocar a aposta dos cientistas à prova, uma solução baseada na substância Chlorin e6 (ou Ce6) teve de ser feita – as moléculas da mistura são encontradas em peixes que vivem em profundidades abissais e são também usadas no tratamento de pessoas que têm dificuldade em enxergar no escuro.

Análoga à clorofila, a Ce6 é fotossensível, o que, em teoria, favorece o “upgrade” dos olhos de uma pessoa comum. A substância chegou até a retina de Licina por meio uma injeção de 50 ml em seu saco conjuntival (bolsa que fica abaixo dos olhos); os efeitos começaram a aparecer após uma hora, conforme relatam os pesquisadores.

A cobaia não se submeteu somente à boa-fé dos biohackers; lentes de contato que limitam a receptividade de luz e até mesmo óculos escuros foram vestidos por Licina. Em uma sala escura, a visão noturna do rapaz foi então testada: ele foi desafiado a reconhecer símbolos e formas que estavam a 10 metros de distância. Lá pelas tantas, pessoas e objetos foram identificados por Licina aos notáveis 50 metros de distância.

Os resultados computados são de fato entusiasmantes: enquanto o grupo de pessoas com “olhos normais” que executou as mesmas provas acertou um terço dos testes, Licina emplacou 100% do resultado. A visão da cobaia voltou ao normal sem efeitos colaterais depois de 20 dias.

A despretensiosa pesquisa dos cientistas certamente vai inspirar estudos no campo da medicina. “Mostramos que isso pode ser feito. Se pudemos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem [fazer os testes] também”, diz Jeffrey Tibbets, um dos responsáveis pela descoberta.

Licina fez as pesquisas em um laboratório universitário, e Tibbetts é um enfermeiro. Eles não são gênios que inventaram uma ciência nova maluca, mas não são uns caras arriscando qualquer coisa com a possibilidade de se cegarem.

Ainda assim, é estranho pensar que alguma pessoa esteja disposta a pingar nos olhos uma substância que nunca foi testada. E quer saber? Essa nem é a parte mais estranha desta história.

Licina e Tibbetts estavam fazendo um estudo em longo prazo usando vitamina A2 para melhorar a visão humana para o infravermelho quando eles ouviram falar no clorina e6. Eles também dizem ter dados interessantes sobre a vitamina A2, mas cientistas se dizem céticos em relação a isso. O experimento com clorina e6 é em grande parte baseado em uma patente de 2012 de Totada R. Shantha, um médico do estado da Georgia, nos EUA, que perdeu sua licença por fraude médica em 2008 e agora aparentemente entra com pedidos de patentes sempre que tem chance. Licina e Tibbetts me disseram que tentaram entrar em contato com Shantha, mas ele não respondeu. É estranho não saber exatamente qual é a fonte sombria da patente, mas ao ouvir a dupla falar, eles não esperavam que o experimento se tornasse assunto na internet — eles só estavam escrevendo um artigo para um grupo de hackers com interesses parecidos.

Escondida nessa patente está uma referência a um artigo científico de 2007 de Ilyas Washington, hoje um professor-assistente de oftalmologia na Universidade de Columbia. Artigos nunca são conclusivos por si mesmos, mas os experimentos feitos em camundongos são bastante sólidos. Ao longo dos últimos dez anos, Washington tentou encontrar cobaias humanas para ajudar na elaboração do artigo — isso até uns biohackers da Califórnia meio que darem um golpe nele. “É uma coisa que meu grupo planejava fazer, mas ainda não voltamos a isso”, ele disse.

Uma explicação científica plausível começa com um peixe-dragão da família Stomiidae. Há uma década, Washington chegou a antigos relatos sobre uma característica estranha nos os olhos dessas criaturas submarinas bioluminescentes.

As células nos nossos olhos detectam luz fraca com uma proteína sensível à luz chamada rodopsina, e a rodopsina é mais sensível à luz verde. No peixe dragão, no entanto, as rodopsinas estavam respondendo à luz vermelha. Outra observação estranha também foi feita: os olhos deles continham um derivado de clorofila que também absorvia a luz vermelha, sugerindo que talvez esse derivado de clorofila estivesse preso à rodopsina tornando-a sensível ao vermelho.

Em 2006, Washington publicou um artigo científico tentando recriar essa bioquímica em camundongos. Ele injetou o derivado de clorofila chamado clorina a6, que é usado no tratamento contra o câncer, em um punhado de ratos. De fato, eles ficaram mais sensíveis à luz vermelha e apenas à luz vermelha, de acordo com registros elétricos das suas retinas. Ele também dissecou o globo ocular deles para garantir que a clorina de fato estava nas células retinais. Seu artigo foi publicado, mas, como costuma acontecer no mundo acadêmico, acabou sendo lido apenas por alguns cientistas.

Quase uma década depois, Licina e Tibbetts chegaram à patente que citava o artigo de Washington. Eles decidiram testá-la, afinal, por que não? Eles formularam uma solução de clorina e6 para uso humano. Algumas gotas foram jogadas nos olhos de Licina, e ele foi atrás de pessoas escondidas atrás de árvores, assim como símbolos em objetos sob baixa iluminação. Licina se saiu muito melhor do que as outras quatro pessoas que não aplicaram nada nos olhos.

Interessante! Mas isso é visão noturna mesmo?

Nas palavras de Licina: “Vamos ser justos. É meio que uma ciência de merda”. Eis porque o experimento é intrigante, mas longe de ser conclusivo.

Há uma variação natural da visão humana, e nós vemos as coisas meio que diferentemente. É possível que Licina de fato tenha uma visão naturalmente melhor em casos de baixa iluminação. Sem testar ele e as outras pessoas antes e depois do tratamento, não há como dizer que as gotas fizeram alguma diferença.

Cientistas também precisam entender como as expectativas conseguem moldar nossa realidade. É verdade, um colírio placebo não fará você ver coisas que fisicamente não consegue, mas ele pode torná-lo mais confiante em acreditar no que você está vendo. Em um experimento que envolve interpretação de formas estranhas no escuro, confiar no que você acha que está vendo pode fazer a diferença.

No experimento de Washington, ele injetou a clorina e6 diretamente na corrente sanguínea. No caso de Licina, a solução foi jogada diretamente nos seus olhos, onde ela teria que se difundir e chegar à traseira do globo ocular e através de camadas de células antes de atingir a retina. Washington disse que não dá para saber se a clorina e6 consegue de fato chegar à retina por essa rota. James Ver Hoeve, um cientista do departamento de oftalmologia da Universidade de Wisconsin, foi  mais direto em um email: “o uso de gotas não é uma forma particularmente eficaz de levar substâncias para a retina.”

Nós só temos dois olhos, e a clorina e6 não é uma substância benigna. Seu uso atual é no tratamento ao câncer, no qual ela mata células quando ativada pela luz. Licina e Tibbett dizem que usaram uma dosagem segura. A foto assustadora que mostra Licina com olhos completamente negros não é por causa da clorina e sim de lentes escuras que protegem os olhos dele da luz. Ainda assim, Licina e Tibbett se aventuraram no desconhecido aqui, e as coisas sempre podem dar errado.

Licina e Tibbetts sabem exatamente qual deve ser o próximo passo: uma eletrorretinografia (ERG). É uma técnica que envolve prender eletrodos na córnea e na pele ao redor dos olhos para medir a ativação das células sensíveis à luz na retina. O teste acaba com a subjetividade inerente na questão “você realmente consegue ver?”.

Quando eles fizerem o teste, não serão os primeiros a tentarem entender os efeitos da clorina e6. Após Washington realizar seus experimentos em camundongos – o que também envolveu ERG, mas para camundongos — ele fez o teste em si mesmo. Ele usou a clorina e6 e registrou os próprios dados ERG. De fato, pareceu funcionar — mesmo que pouco e sem um estudo rigoroso. “Eu fiz coisas bestas como essa, oito anos atrás, quando era jovem”, disse Washington, dando risada.

Desde então, Washington publicou diversos outros artigos — alguns deles tentam curar a cegueira. Em outras palavras: essa pesquisa é fácil de explicar para agências que liberam recursos para pesquisas. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA não está no negócio de melhorar a visão noturna, e sim na busca por curas para coisas como a cegueira. As coisas de visão noturna foram feitas ao mesmo tempo, mas mais como um projeto paralelo durante todos esses anos.

“Você não quer dizer alguma coisa que pode encorajar loucuras e colocar pessoas em perigo. Essa é minha principal preocupação,” explicou Washington. Mas, como qualquer cientista, ele fica feliz em ver alguém se importando com sua pesquisa. Washington ouviu falar pela primeira vez no experimento do Science for the Masses quando jornalistas começaram a enviar emails para ele. Pode parecer estranho saber que Tibbetts e Licina não haviam entrado em contato com ele. Mas isso talvez fale bastante sobre o muro que separa a ciência profissional da ciência do faça-você-mesmo — um muro que talvez devesse ser mais fácil de pular.



(Fontes: Science for the Masses & Gizmodo Brasil)

Vermelho só o planeta, nãos os olhos

Já mostramos neste artigo que os astronautas estão sujeitos a sofrer danos no cérebro e nos olhos em missões consideradas curtas. Imagine, então, o que pode acontecer em uma missão para... Marte!

O planeta vermelho já não é um sonho tão distante como era antigamente. A NASA já está fazendo testes preliminares com o foguete que levará o homem até lá, por exemplo. Até um canal de televisão está realizando uma espécie de reality show para escolher os pioneiros que colonizarão o planeta.

Com a possibilidade de uma missão tripulada à Marte tornando-se cada vez mais plausível, a ciência começa a explorar tudo o que pode dar errado em uma longa viagem de ida e volta. E isso inclui problemas de visão.

Essa preocupação parte dos aprendizados que foram obtidos com os humanos que estão na Estação Espacial Internacional. Uma série de efeitos negativos por estar em um ambiente sem gravidade por longos períodos de tempo já foi descoberta, como a queda acentuada na massa muscular e densidade óssea.

Para reduzir os possíveis danos na visão, o instituto americano de pesquisa biomédica espacial (NSBRI, na sigla em inglês) recebeu recentemente o financiamento de três companhias como parte do programa “Vision for Mars”, com o objetivo de manter a visão dos astronautas afiada durante expedições espaciais longas.

As três tecnologias são: um oftalmoscópio "imagem-retina", um óculos com regulagem de pressão e um óculos especial com lentes intercambiáveis para ajustar prescrições com facilidade. Todos os três devem ser enviados para testes nos próximos meses na Estação Espacial Internacional.

A Agência Especial Americana (NASA) conhece há décadas os problemas que a microgravidade causa nos olhos, mas eles sempre foram considerados leves e temporários. Entretanto, foram encontrados problemas de degradação mais sérios na visão da maior parte da tripulação da Estação Espacial Internacional.

Atualmente, os cientistas suspeitam que a causa possa estar relacionada com o aumento na pressão intracraniana enquanto eles estão em órbita. Embora seja improvável que uma maneira de impedir isso seja encontrada, é bem provável que eles consigam reduzir ou compensar o dano.



(Fonte: ExtremeTech)

A evolução da prótese ocular - o fim do 'olho de vidro'

Uma das mais populares cantigas de roda informa que uma borboletinha está na cozinha fazendo chocolate para sua madrinha. Em sua receita no mínimo exótica, a pequena borboleta utiliza, entre outros curiosos ingredientes, perna de pau e olho de vidro. Este último, porém, vai dar trabalho pra borboletinha.

É que, de acordo com a BBC de Londres, Haas, um alemão que vive na Grã-Bretanha desde a década de 1960, deve se aposentar em breve e, quando isso acontecer, não haverá mais fabricantes de olhos de vidro naquele país.

A Alemanha fez fama por produzir olhos de vidro de alta qualidade, mas atualmente, a grande maioria das próteses de olho fabricadas mundialmente é feita de acrílico, algumas pintadas à mão. Estas próteses oferecem pelo menos uma grande vantagem em relação às de vidro - a durabilidade -, pois as proteínas contidas nas lágrimas corroem a superfície da prótese de vidro, tornando-a fosca. Como a prótese de vidro não pode ser polida, precisa ser substituída a cada dois anos.

As próteses de acrílico, por outro lado, podem ser polidas várias vezes e duram entre 15 e 20 anos. Ainda assim, alguns pacientes, por serem alérgicos ao acrílico, continuam utilizando as de vidro que, ao contrário do que muita gente imagina, não são sólidas como uma bola de gude. Trata-se na verdade de uma meia esfera oca, uma concha fina encaixada sobre o olho danificado, se ele ainda existe.

Por isso, o artesão, além de criar uma cópia exata de todo o olho - com as veias vermelhas da esclera (a parte branca do olho) - e não somente o desenho da íris, também tem de fazer com que o olho de vidro se encaixe perfeitamente sobre o olho danificado do seu cliente, algo que requer precisão de milímetros. Caso contrário, a prótese é encaixada sobre uma esfera implantada cirurgicamente na cavidade ocular e conectada aos músculos do olho.

A maioria dos olhos artificiais possui algum tipo de movimento, mas, por não cumprir as funções do olho verdadeiro, seus benefícios são puramente sociais e psicológicos: evitar desconforto nas outras pessoas e fazer com que o usuário da prótese ocular se sinta “completo” novamente.

Por isso, o relacionamento entre o cliente e o artesão que fabrica a prótese de seu olho é muito particular, cria-se uma ligação emocional forte que faz com que o paciente queira manter aquele vínculo. Daí a incerteza de quem utiliza a de vidro na troca pela de acrílico. Mas, segundo especialistas, a adaptação às próteses modernas de acrílico não deve ser difícil. Resta saber que impacto esta mudança fará na receita do chocolate da borboletinha...



(Fonte: BBC) 

Os perigos do uso indiscriminado de colírio na gravidez

Segundo dados estimativos da OMS (Organização Mundial da Saúde) 3% dos defeitos congênitos são causados pelo uso de medicamentos ou drogas durante a gravidez e isso seria causado porque, em mulheres grávidas, a elevação dos hormônios sexuais altera o metabolismo hepático das drogas que ficam mais concentradas na corrente sanguínea.

Isso serve, até mesmo, no uso de colírios. Já tratamos aqui sobre o fato do colírio ser remédio e ter que ser usado com receita. Pois um levantamento feito pelo Instituto de Oftalmologia Penido Burnier mostra que 4 em cada 10 mulheres chegam à consulta usando colírio por contra própria. Nos Estados Unidos, o FDA (Food em Drugs Administration), agência americana que regulamenta medicamentos, nenhum tipo de colírio pode ser considerado sem risco para o feto por falta de testes com gestantes antes dos lançamentos.

Alguns remédios afetam o bebê por conta da menor troca de oxigênio e nutrientes entre a mãe e o feto através da placenta. Como o colírio mais usado é o vasoconstritor, para deixar os olhos branquinhos, os vasos sanguíneos da placenta também contraem e a nutrição do feto fica comprometida. As mulheres recorrem a este tipo de colírio pois o aumento da produção do estrogênio provoca a síndrome do olho seco.

Acontece que o tratamento pode ser feito com lágrima artificial que não prejudica o feto, ou com uma dieta rica em ômega 3. O nutriente é encontrado em semente de linhaça, castanha do Pará, sardinha e salmão.

Já as gestantes portadoras de glaucoma devem passar por reavaliação com um oftalmologista, já que a classe de colírio antiglaucomatoso mais utilizada no Brasil é a dos análogos de prostaglandina que são contra-indicados durante a gravidez, enquanto que os beta-bloqueadores podem alterar a frequência cardíaca do feto.  Dos medicamentos para glaucoma o mais seguro para gestantes é o tartarato de brimonidina que não revelou alterações em fetos de ratos segundo relatório do FDA.

Em resumo, qualquer colírio usado na gravidez pode afetar a saúde do bebê. Adultos que têm astigmatismo e, em alguns casos, ceratocone (abaulamento da parte central da córnea), foram bebês expostos a antibióticos durante a gestação ou nos primeiros meses de vida.

Mas o perigo do uso indiscriminado de colírio também ronda a futura mamãe, pois ela fica predisposta à catarata precoce, alterações cardíacas e elevação da pressão arterial.



(Fonte: LDC Comunicação)

O poder da música, agora sobre a atividade cerebral

O Saúde Visual já apresentou aqui o EyeMusic, aparelho que transforma imagem em música, auxiliando a pessoa cega perceber com mais exatidão o ambiente à sua volta. Outro teste, realizado desta vez no Laboratório de Neurofisiologia Clínica do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP), também evidenciou o poder da música - mas sobre a atividade elétrica cerebral e também sobre o aumento do potencial da voz.

O trabalho foi realizado comparando nove cantores líricos a outras nove pessoas não cantoras e envolveu especialistas dos Setores de Neurologia (Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica) e de Otorrinolaringologia (Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça Pescoço) da FMRP e do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC).  

Os pesquisadores analisaram durante seis meses as reações do cérebro, as condições da laringe e o poder de acústica da voz dos dois grupos de pessoas, utilizando técnicas e equipamentos como eletroencefalograma (EEG), para o mapeamento cerebral, e um analisador acústico digital especialmente desenvolvido pelo professor José Carlos Pereira, da EESC. As análises das condições da laringe ficaram sob a responsabilidade do professor Marcos Grellet, da Otorrinolaringologia.

Enquanto cantavam, a análise do EEG dos cantores líricos mostrou ativação da região frontal esquerda. Segundo a pesquisadora Paula Viana, responsável pela parte neurológica do trabalho, esta área do cérebro está relacionada com processos de verbalização, atenção voluntária e emoções positivas, como alegria e prazer. Também foi observada a ativação da região temporal direita que é relacionada à cognição musical. Paula informa que estas atividades cerebrais não foram observadas nos cantores em condição de repouso.

Os cérebros dos cantores não foram ativados ao ouvir música clássica, mas somente quando interpretavam a música. Paula acredita que isso seja devido a um efeito de habituação dos cantores, que necessitam, portanto, de maior estímulo. Outro fato curioso observado nos exames dos cantores foi a correlação positiva entre o aumento do potencial de voz com a maior amplitude do ritmo alfa (atividade cerebral de área posterior do cérebro, relacionada com repouso e vigília).

No grupo de não cantores também foi observada ativação de região temporal direita, enquanto as pessoas ouviam música clássica, o que demonstra, na opinião dos pesquisadores, que a percepção musical também leva à modificação da atividade elétrica cerebral em não cantores, reforçando a hipótese de uma habilidade musical latente no cérebro humano.

Os resultados também mostraram forte ligação entre a musicalização e a linguagem . A pesquisadora comenta que foi observada ativação de áreas relacionadas à linguagem. Este fato sugere que a estimulação musical precoce possa levar a um melhor domínio da linguagem verbal. Ou seja, se a criança for estimulada desde cedo com a música, ela deve desenvolver partes do cérebro, inclusive em tamanho, mais do que outras, segundo a pesquisa.

Esta é a primeira vez que é feito um estudo simultâneo de mapeamento cerebral e de acústica da voz. "Os resultados mostram, por exemplo, uma correlação positiva entre maior atividade cerebral, no caso dos cantores, e o aumento do potencial da voz". O teste com os cantores foi realizado envolvendo a vogal A, cantada e falada. As pesquisas devem continuar utilizando outras vogais.

Estudos como este, ou como o que levou ao EyeMusic, têm demonstrado os efeitos do treinamento musical não só na habilidade verbal, mas também em outros domínios como matemática, raciocínio espacial, coordenação motora e sensibilidade e abrem caminhos para outras tantas pesquisas e descobertas valiosas para todos, inclusive os deficientes visuais.



(Fonte: Assessoria de Imprensa da FMRP)

 

Se a moda pega... judeus ultraortodoxos lançam óculos 'anti-pecado'

O termo Haredi vem do hebraico e quer dizer "temente" ou "temeroso". Este se refere ao judeu praticante do judaísmo ultraortodoxo. Resistentes a mudanças, os judeus ultraortodoxos são conhecidos por seu apego extremado aos mandamentos bíblicos. Assim, segundo a sua interpretação da lei judaica, eles consideram proibido o contato entre homens e mulheres não casados.

Daí o fato deles evitarem o contato com o sexo oposto a todo custo. Os ultraortodoxos já pedem que seus seguidores evitem estar no mesmo espaço com as mulheres que não sejam de sua família. Também existe separação nos ônibus, calçadas e outros espaços públicos em seus bairros. Nas regiões onde eles são maioria é comum se ver placas e sinais exortando as mulheres a usarem gola alta, blusas de mangas compridas e saias longas.

Em mais um esforço para manter seu estilo de vida devotado, uma organização de judeus ultraortodoxos em Israel, o “Committee for Purity in the Camp” oferece uma série de dispositivos para ajudar os homens a diminuir seu campo de visão, auxiliando-os assim a “evitar o pecado”. Entre esses produtos está os “óculos anti-pecado”, que borra a visão dos homens para que não consigam ver as mulheres que estão vestidas “sem recato”.

Estes  "Comitês de pureza" não oficiais, que existem dentro da comunidade ultraortodoxa de Jerusalém (e outras cidades), estão vendendo os óculos "especiais", cobertos por adesivos que desfocam as imagens, pelo preço equivalente a 32 euros (R$ 80).

O óculos não impede a locomoção, mas faz com que seja quase impossível se perceber o que está a alguns metros, incluindo as mulheres.

De acordo com um relatório do jornal israelense Maariv, o produto vem acompanhado de uma mensagem de encorajamento, assegurando aos clientes que eles podem estar orgulhosos de sua decisão de manter a pureza ao utilizar os óculos em público.

Para os homens obrigados a se aventurar fora de suas comunidades ortodoxas, existe uma espécie de lenço colocado sobre a cabeça e que se estende sobre os olhos, oferecendo uma proteção adicional ‘contra a concupiscência’.

Não se sabe quantos óculos e lenços foram vendidos, mas outro jornal, o Times of Israel diz que parece haver uma grande demanda pelos produtos.



(Fonte: Opticanet)

Quem tem olhos claros bebe mais, revela estudo

Quem tem olhos claros certamente passou boa parte da existência recebendo elogios. E, certamente, nunca imaginou que, um dia, estudiosos constatariam que pessoas de olhos claros bebem mais dos que as de olhos castanhos.

O estudo foi feito por cientistas da Georgia State University, nos EUA e você pode conhecer na íntegra clicando aqui. Eles analisaram dados de duas grandes pesquisas e observaram a tendência de ambas as amostragens. Uma das pesquisas foi feita com 10.860 presos, todos do sexo masculino; a outra, com 1.862 mulheres de todo o país. Nas duas, as pessoas com olhos azuis ou verdes bebiam mais e tinham mais problemas com alcoolismo do que as de olhos castanhos.

No caso dos homens, 42% dos com olhos claros eram alcoólatras, contra 38% dos homens de olhos escuros. Entre as mulheres, as com olhos claros disseram consumir “significativamente” mais álcool, em geral, e tinham virado mais drinks nos últimos dias do que as com olhos escuros.

O estudo aponta que, embora as diferenças sejam pequenas, os resultados estão de acordo com constatações anteriores de que as pessoas com olhos escuros são mais sensíveis a certas drogas do que as com olhos claros, o que, hipoteticamente, faz com que bebam menos e, por fim, corram menos risco de virarem alcoólatras.

Outra suposição levantada pelos cientistas deste estudo é que pessoas com olhos claros tendem a ser mais introvertidas. E, essas duas causas - olhos claros e introversão -, podem estar relacionadas durante o desenvolvimento do feto que, ao crescer, procura na bebida alcoólica uma forma de se “soltar mais”, exagerando na dose e chegando à dependência.

Os pesquisadores ainda na acharam uma conclusão, mas fica a pergunta: como ficam as pessoas com heterocromia?



(Fonte: Superinteressante) 

DNA de 'cão-salsicha' dá pistas para cegueira humana

Pesquisadores americanos e noruegueses conseguiram isolar o gene NPHP4 do DNA de cães da raça dachshund, o famosos “cão-salsicha”, que havia sido parcialmente danificado em cães afetados por distrofias no cone-bastonete, situação relativamente rara em cães e que se restringe a algumas raças.

Este gene está associado a uma combinação de deficiências nos rins e fígados em seres humanos, disse o coordenador do estudo, o pesquisador Frode Lingaas, da Escola Norueguesa de Ciências Veterinárias. Mas nos cães dachshunds, os cientistas encontraram uma mutação que afeta apenas os olhos, sugerindo que este gene pode estar relacionado a pacientes humanos com doenças oftalmológicas, na análise de Lingaas.

Segundo ele, a descoberta pode ter aplicações tanto para uso veterinário quanto para uso em humanos. Nos cães, a descoberta abre a possibilidade de testes genéticos para eliminar determinados distúrbios através do cruzamento de animais. Já nos humanos, poderia apontar caminhos para o tratamento de distrofias de cones e bastonetes através do uso de genes, a geneterapia.

Distrofias ou displasias de cone e bastonete podem se iniciar logo na infância. A princípio, a perda das células da retina pode ocasionar a chamada "cegueira diurna", na qual a visão em lugares claros é prejudicada. Ao longo do tempo, o problema pode evoluir para a cegueira total.

O estudo foi publicado na revista científica Genome Research.



(Fonte: BBC) 

Lei de Talião invertida ajuda cego a enxergar

Uma cidadã americana de 60 anos de idade voltou a enxergar após nove anos graças a uma técnica cirúrgica inusitada - os médicos utilizaram um dente para atuar como uma espécie de âncora de sustentação para uma prótese de lente, que permite que a paciente volte a enxergar.

A operação inédita nos Estados Unidos foi realizada por uma equipe de especialistas da Escola Miller de Medicina, da Universidade de Miami, na Flórida. Este complicado procedimento cirúrgico prevê a extração de um dente do paciente, a abertura de um buraco no dente e a inserção da lente no buraco.

A prótese formada por lente e dente é, então, implantada no olho da paciente. É a inversão da Lei de Talião em mais uma inusitada técnica criada pelos oftalmologistas. De “olho por olho, dente por dente”, temos “olho por dente e dente no olho”.

Apesar de parecer novidade, esta técnica na verdade conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês) foi usada pela primeira vez na Itália, na década de 60, e também já foi colocada em prática em outros lugares na Europa e na Ásia.

Segundo o oftalmologista Victor Perez, responsável pela cirurgia, "é como tentar plantar uma rosa no deserto", diz. Segundo ele, o dente oferece um macroambiente. “É como mover a boca para o olho. Toda umidade e microambiente da boca nós tentamos simular no olho”, afirma Perez.

Portadora de uma rara doença de pele que atinge os olhos, Kay Thorton voltou a ler jornais duas semanas após a cirurgia. Ela afirma que as cores estão mais vívidas do que ela poderia se lembrar.

Segundo os médicos, a cirurgia é indicada principalmente para pacientes que sofreram algum tipo de trauma na córnea, como queimaduras, assim como aconteceu com Robert McNichol, irlandês que perdeu a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton. Liu realizou a cirurgia utilizando um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente que recuperou parte da visão direita – a da esquerda foi muito danificada.



(Fonte: BBC) 

Não é bom encarar o sol. Ao menos para os olhos


Durante décadas, sustentou-se a teoria de que o formato do sol variava ao longo de seus ciclos solares de 11 anos e que forças magnéticas intensas deixavam o Sol bastante maleável, como bolas de borracha macia.

Agora, Jeffrey Kuhn e sua equipe na Universidade do Havaí em Pukalani descobriram que o formato do sol não varia e o Astro-Rei é mais redondo do que se imaginava. Redondo até demais, como faz questão de frisar Kuhn. E, acima de tudo, seu formato é bastante consistente.

Mas nem pense em olhar para o sol querendo conferir estas descobertas. Se olhar fixamente para uma fonte de luz brilhante e intensa já faz mal para os olhos, é mais que certo que encarar o Astro-Rei não é algo nada agradável para se fazer – ao menos para os olhos.

Pior: se olhar para o sol sem a proteção adequada dos olhos é uma péssima ideia, fazer o mesmo através de um telescópio ou binóculo é simplesmente... inominável. Da mesma forma que uma lupa convergindo a luz solar queima um inseto, estes dispositivos concentram os raios do sol em pontos destrutivos, causando danos térmicos e fotoquímicos imediatos. Os raios UV podem simplesmente cozinhar seus olhos, destruindo as estruturas e resultando em uma potencial cegueira permanente.

O processo todo funciona assim: no momento em que se começa a olhar para o sol, inicia-se de imediato uma queimadura no globo ocular. Dos três tipos de luzes que o sol produz (visível, infravermelha e ultravioleta), a UV é a mais danosa às estruturas dentro do olho, especialmente quando refletida pela areia, neve ou água.

As células da córnea, a camada externa transparente do olho, formarão bolhas que eclodirão quando superexposta à luz ultravioleta. É bem parecida com uma queimadura de sol na pele. Os sintomas dessa condição, conhecida como fotoqueratite, geralmente aparecerem algumas horas depois que o dano ocorreu. Eles são identificados por lacrimação excessiva, inflamação do tecido e a sensação de que os olhos foram muito esfregados. Felizmente, o efeito é quase sempre temporário, desaparecendo em 36 horas e pode ser evitado com o uso de óculos com proteção contra raios ultravioleta.

Olhar diretamente para o sol por um pouco mais de tempo e poderão surgir danos na retina, as células fotorreceptoras localizada no fundo do olho que transmite imagens para o cérebro. Quando estas células são superestimuladas, elas liberam uma inundação de químicos sinalizadores. Em concentrações suficientes, como durante uma longa olhada para sol, ela pode danificar o tecido circundante. A retinopatia solar, como o dano é conhecido, pode não ser tão dolorosa quanto a fotoqueratite — mas os resultados podem ser permanentes.

Com a retina bem danificada, então, encarar o sol pode levá-lo à cegueira parcial. A exposição prolongada a raios ultravioletas pode danificar a mácula, uma pequena subestrutura da retina responsável pela maior parte da sua visão detalhada central. A pupila irá se contrair naturalmente quando exposta à luz brilhante, mas a quantidade de luz que ainda entrará no olho ficará concentrada na camada da mácula. Esse dano pode causar degeneração macular, que acaba resultando em cegueira permanente do centro do seu campo de visão.

Por fim, a cegueira completa e permanente também pode acontecer se, ao olhar para o sol por um longo tempo, as lentes dos olhos forem danificadas por muitos raios ultravioletas, resultando, geralmente, em catarata e no crescimento de um tecido invasivo chamado pterígio. Como a catarata avançada induzida por UV, ela também pode obscurecer a visão do paciente. Se não for tratada, pode culminar com a cegueira.

Assim, quem quiser conferir o formato do sol ou um eclipse pode lançar mão de um projetor do tipo pinhole ou outro método de visualização indireta. Outra dica é posicionar um binóculo a alguns centímetros de uma folha em branco e orientá-lo em direção ao sol. Isso projetará uma visualização aumentada do Astro-Rei no papel, permitindo que se possa estudar as suas sombras durante um eclipse com segurança.



(Fonte: Gizmodo)

Cílios com luzes LED recebe menção honrosa

Por se tratar de um site com o objetivo de integrar, informar e divulgar assuntos relacionados à visão, sempre abordando temas relevantes através de reportagens, artigos técnicos e também sobre moda, utilidade pública e outros, o Saúde Visual está antenado com todas as novidades pertinentes ao mercado óptico.

Até mesmo as mais exóticas.

Como este produto no mínimo inusitado desenvolvido pela designer sul-coreana Soomi Park com o objetivo de realçar os olhos: cílios postiços com luzes LED (componente eletrônico semicondutor que ao receber energia emite luz).

Em seu site oficial, Soomi define a invenção como uma forma de satisfazer o fetiche dos olhos grandes, típico de países como Japão e Coréia. Segundo ela, "o desejo de ter olhos grandes é quase uma obsessão para tantas mulheres asiáticas que muitas recorrem a cirurgias plásticas para realizar esse sonho". Ou para lentes de contato que causam o efeito de olhos grandes, conforme já mostramos neste artigo.

A invenção, ainda em protótipo, certamente sofrerá alguns ajustes antes de chegar ao mercado. Mas, acredite, o projeto já recebeu menção honrosa na categoria arte interativa no Prix Ars Eletronica, um dos maiores concursos internacionais de arte e mídia eletrônica.

Para serem ligados, os cílios precisam de uma bateria que fica posicionada de forma semelhante a um fone de ouvido, deixando o kit um pouco pesado e com a fonte de energia bem visível. O sistema de funcionamento, por sua vez, é bastante prático. Equipada com sensores tão sensíveis que percebem os movimentos das pálpebras e até das pupilas, a peça acende ou apaga conforme a inclinação da cabeça de quem a usa.

E será que as mulheres pretendem usar este acessório? A julgar pelo que aconteceu com o site da designer, a resposta é sim! Enquanto não é lançado e nem sequer possuir uma previsão de quanto custará o invento, Soomi Park conseguiu agitar o mundo internauta congestionando seu site no dia que anunciou sua invenção.



(Fonte: Site Soomipark)

Mais um passo importante para o futuro da visão humana

Pesquisadores da Universidade de Medicina Weill Cornell, em Nova York, uma das mais importantes dos Estados Unidos conseguiram decifrar o tipo de linguagem usada entre a retina, onde a imagem é formada, e o cérebro, onde ela é traduzida e desenvolveram um aparelho que permitiu que ratos cegos voltassem a ver.

Com uma espécie de câmera que foi instalada diante de seus olhos, o rato cego passou a enxergar. Essa notícia foi recebida como um passo importantíssimo para, futuramente, ajudar seres humanos a recuperar a visão.

Em um teste foi utilizado dois ratos: um cego e outro com o minúsculo equipamento. Ambos foram postos diante de uma tela de TV. O rato cego ficou com os olhos parados, mas o que portava a câmera mexeu os olhos acompanhando o movimento das imagens, como quem está tendo uma percepção delas. Ou seja, enxergando.

Com esta nova tecnologia, a pessoa cega conseguirá definir todos os contornos de um rosto, ao contrário do que acontece com outras próteses já testadas antes.

Os cientistas também anunciaram que conseguiram decifrar a retina de macacos, que tem os olhos bastante parecidos com os nossos. Segundo os pesquisadores, um passo fundamental para que seja testada uma prótese em humanos, em um futuro próximo, mas não definiram um prazo exato.

(Fonte: Jornal Nacional)

Pesquisadores criam música para os olhos. Literalmente

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceria com acadêmicos do Instituto do Cérebro de Natal,acabam de criar um dispositivo capaz de ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons.

Batizado de EyeMusic, o aparelho adaptado em um óculos não-invasivo usa uma câmera para capturar as imagens. Cada imagem digital é processada, transformando os pixels em padrões musicais que ajudam o cego a perceber com mais exatidão o ambiente à sua volta.

O objetivo é construir os chamados dispositivos de substituição sensorial, que consistem em aparelhos que usam diversas tecnologias para traduzir as informações de um sentido, geralmente não funcional no indivíduo, por informações que afetem outro sentido.

O EyeMusic escaneia uma imagem da esquerda para a direita e reinterpreta as cores do objeto em notas graves e agudas, representando os tons com instrumentos musicais diferentes. A cor azul, por exemplo, é sinalizada pelo som de um trompete, enquanto a vermelha é caracterizada pelo som dos órgãos usados nas músicas de reggae; o verde pelo órgão de palheta sintetizado, o amarelo pelo violino, o branco por um vocal e, finalmente, o preto pelo silêncio. Quanto mais brilhante é objeto, mais alta é a música.

Os participantes da pesquisa relataram que conseguiram operar o dispositivo muito rapidamente. Desta forma, o experimento dá suporte à hipótese de que a representação do espaço no cérebro pode não ser dependente de como a informação espacial é recebida, e que é necessário pouco treinamento para criar uma representação do espaço sem a visão.

Os pesquisadores Shelly Levy-Tzedek e Amir Amedi publicaram os resultados do estudo em uma edição do jornal acadêmico Restorative Neurology and Neuroscience (Neurologia Restaurativa e Neurociência) mas qualquer pessoa pode experimentar este (e outros projetos) no site oficial de Amir.



(Fonte: Olhar Digital)

Um GPS útil para deficientes visuais também

Normalmente, o GPS (acrônimo do original inglês Global Positioning System, ou do português "geo-posicionamento por satélite") costuma trazer alternativas para quem quer fazer uma rota a pé ou de ônibus. Mas é um sistema muito básico, que não apresenta maiores detalhamentos para quem, por exemplo, não enxerga.

Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores da Escola de Engenharia da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB) desenvolveu um aplicativo de navegação baseado em GPS para celulares com sistema Android, que facilita os deslocamentos pela cidade cujo diferencial é, justamente, atender a todos, incluindo cegos, surdos, e pessoas com limitações de mobilidade ou cognitivas.

O aplicativo, desenvolvido pelo Grupo de Aplicações Biomédicas e Tecnologias para a Autonomia Pessoal da UAB, informa, passo a passo, as direções para o usuário chegar ao seu destino a pé ou de ônibus. Atualmente funciona em Barcelona, Madri e Roma, e em breve em Helsinki, Valencia e Zaragoza.

Por ser baseado nos princípios do desenho universal é, por tanto, um aplicativo de utilidade para qualquer usuário que queira se deslocar com facilidade, e especialmente para as pessoas com algum tipo de incapacidade visual, auditiva ou cognitiva.

O aplicativo, já disponível em Google Play, oferece um conjunto de rotas para chegar ao destino. Uma vez escolhida uma das rotas, o usuário é guiado desde o lugar onde se encontra até o ponto de ônibus mais próximo e será informado sobre a hora de chegada do ônibus. Dentro do veículo, o aplicativo informa das paradas e avisa o momento de descer do ônibus. Uma vez fora da lotação, a ferramenta orienta o usuário até o destino escolhido. O sistema utiliza as tecnologias mais recentes para dispositivos móveis, o GPS, a bússola, o acelerômetro, o reconhecimento e geração de voz e a conexão 3G ou WiFi.

Os pesquisadores já trabalham para melhorar o aplicativo com a inclusão de outros meios de transporte público e de serviços básicos como solicitação de táxis, localização de farmácias e centros de assistência, além da utilização de realidade aumentada para localizar semáforos e pontos de transporte público e, ainda, a integração com redes sociais.



(Fonte: Universitat Autònoma de Barcelona)

Pupila, indicadora de orientação sexual

Pode parecer piada, mas é sério: segundo um novo estudo a dilatação da pupila é um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade de quem atrai pode estar em seus olhos. Este estudo afirma que quando as pessoas olham para imagens eróticas e ficam excitadas, as pupilas abrem em uma reação inconsciente. Uma reação que poderia ser usada para estudar a orientação e excitação sem medidas invasivas.

O novo estudo é o primeiro experimento em grande escala para mostrar que a dilatação da pupila corresponde ao que as pessoas relatam sentir, disse o pesquisador Ritch Savin-Williams, psicólogo do desenvolvimento na Universidade de Cornell. Segundo Savin, se um homem diz que é hetero, seus olhos estão dilatando em relação às mulheres. Acontece o oposto com os gays , seus olhos se dilatam em relação aos homens.

A ligação entre o tamanho da pupila e excitação vem desde o século 16 quando, na Itália, as mulheres usavam um colírio feito a partir da erva tóxica Belladona, que mantinha suas pupilas contraídas, causando o efeito chamado de “um olhar sedutor”.

Na verdade, afirma Savin-Williams, as pupilas se dilatam um pouco em resposta a qualquer estímulo excitante ou interessante, incluindo o rosto de um ente querido ou uma bela peça de arte . A dilatação é um sinal de que o sistema nervoso autônomo - o sistema que controla as  ações involuntárias, como pulso e respiração - está aumentando.

Tradicionalmente, os pesquisadores têm estudado a orientação sexual e excitação, pedindo aos voluntários para assistir a filmes eróticos ou fotos enquanto estão ligados a instrumentos que vão medir o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais. Para os homens, isso envolve uma medida da circunferência do pênis, enquanto as mulheres usam uma sonda que mede a variação de pressão nos vasos sanguíneos das paredes vaginais.

Para Savin-Williams estas medidas têm desvantagens, pois algumas pessoas podem suprimir a sua excitação genital , ou simplesmente não ter respostas genital em um ambiente de laboratório. "Algumas pessoas simplesmente não querem participar de uma investigação que envolve os órgãos genitais", disse Savin-Williams.

E ainda tem o fato de que muitas pessoas podem ter vergonha de admitir seus desejos ou mesmo negá-los para si. É também difícil fazer perguntas diretas sobre a orientação sexual em muitas culturas.

Para contornar esses problemas, Savin-Williams  - e seu colega Gerulf Rieger, também da Universidade de Cornell -, voltou-se para as pupilas. Eles recrutaram 165 homens e 160 mulheres, incluindo homossexuais, heterossexuais e bissexuais participantes. Estes voluntários assistiram separados vídeos de um homem se masturbando, uma mulher se masturbando e cenas neutras de paisagem. Os vídeos foram todos combinados de modo que as diferenças de luz não distorcessem os resultados.

Uma câmera de monitoramento do olhar gravou as pupilas durante esses vídeos, medindo pequenas mudanças no tamanho delas. As pessoas também relataram seus próprios sentimentos de excitação em cada vídeo.

Os resultados mostraram que a dilatação da pupila corresponde ao padrão observado em estudos de excitação genital. Nos homens, esse padrão é geralmente simples: heterossexuais respondem a imagens sexuais de mulheres e homens gays respondem a imagens sexuais dos homens. Homens bissexuais respondem a homens e mulheres.

Nas mulheres, as coisas são mais complexas. Mulheres gays apresentaram dilatação da pupila para mais imagens de outras mulheres, semelhante ao padrão observado em homens heterossexuais. Mas as mulheres heterossexuais dilataram basicamente igual em resposta a imagens eróticas de ambos os sexos, apesar de sentimentos de excitação para homens e não para mulheres.

Isso não significa que todas as mulheres heterossexuais são secretamente bissexuais, alertou Savin-Williams, só que sua excitação subjetiva não corresponde necessariamente a excitação do seu corpo. Pesquisadores de sexo não tem certeza por que isso acontece. Uma teoria é que as mulheres têm sido violadas ao longo da história e evoluíram para responder com lubrificação a qualquer estímulo sexual, não importa o quão desagradável.

O próximo passo da pesquisa é monitorar as medições da pupila e genitais ao mesmo tempo, para testar o quão bem eles correspondem. Para que serve esta tecnologia? Para Savin-Williams, ela pode ser utilizada para realizar estudos transculturais da sexualidade, uma vez que a dilatação da pupila é universal e não depende de rótulos de orientação sexual. Além disso, o método pode ser usado até mesmo para ajudar as pessoas que estão confusas sobre sua sexualidade através de seus desejos.



(Fonte: Huff Post Science)

Estudante brasileiro cria protótipo de bengala eletrônica

Já apresentamos aqui o conceito de tecnologia assistiva, termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

Para deficientes visuais, uma bengala eletrônica que avisa quando há algum obstáculo seria muito bem vinda. Nos Estados Unidos, já existe uma versão de bengala eletrônica vendida por 1,4 mil dólares. A boa notícia é que, no Brasil, um estudante criou um aparelho parecido, mas que conta apenas com um sensor e sai por 500 reais.

O estudante universitário Carlos Solon Guimarães criou um protótipo de bengala eletrônica com dois sensores que avisam o deficiente visual quando há algum obstáculo a um metro de distância. Cada um dos sensores – o mesmo usado em celulares – é programado para vibrar quando há um objeto acima ou abaixo da cintura.

Guimarães, que criou o protótipo para o seu trabalho de conclusão no curso de Ciência da Computação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul, teve a ideia através de projetos da universidade que buscam alternativas para deficientes visuais.

A bengala foi feita com equipamentos de baixo custo. O protótipo é feito com canos PVC. Guimarães usou apenas softwares e hardwares de código aberto, ou seja, que qualquer pessoa pode usar e alterar sem pagar nada. Com isso, o estudante pretende criar, no futuro, um kit para que o deficiente conecte os sensores a sua própria bengala.

A formatura de Guimarães está marcada para dezembro e, até lá, ele pretende melhorar o protótipo e estudar como a bengala será colocada no mercado. Segundo ele, com ajuda de investidores, a bengala poderá ser vendida por 300 reais.

A iniciativa agradou ao presidente da Associação Brasileira de Deficientes Visuais, Sadi de Mello. Segundo ele, somente no estado do Rio Grande do Sul existem 100 mil gaúchos cegos. E o número é ainda mais alarmante quando se fala no Brasil: cerca de cinco milhões.



(Fonte: G1)

Boas notícias para quem usa, quem não quer usar e para quem esquece os óculos

Para quem está próximo ou passou dos 40 anos, a presbiopia é a condição mais comum de problema visual, fazendo com que a pessoa sinta dificuldade para enxergar de perto. A perda de acomodação é um dos fatores mais irritantes. Como fica difícil enxergar de perto, a tendência é esticar os braços atrás do foco, mas uma hora o braço acaba e o jeito é procurar um oftalmologista.

Então vem a necessidade de usar óculos. Ou um bifocal ou – para quem não consegue se adaptar a este – um óculos específico para enxergar de longe e outro para ler. Soma-se a estes um que nunca deve ser dispensado: o de sol.

Para os muito vaidosos, trata-se de uma tortura. Para os esquecidos, um martírio.

Aos vaidosos a boa notícia é que foi anunciado um novo aplicativo para iOS que poderá ser usado em iPhones e iPads e que tem como finalidade atrasar a necessidade do uso de óculos. Os desenvolvedores alegam que por volta dos 50 anos, nossa visão se torna menos flexível, o que a faz desfocar objetos que estão próximos.

Desta forma, a tecnologia do aplicativo se baseia em treinar o cérebro a ler imagens tremidas e transformá-las em imagens nítidas e focadas, exibindo manchas que aparecem na tela obrigando o usuário a identificar quando elas aparecem no centro.

Estima-se que o aplicativo deve custar em torno de £60 e servirá para um treinamento de 3 meses que seguirão exercícios de manutenção. E tem mais: além de atrasar o uso de óculos, segundo alguns oftalmologistas essa tecnologia também pode livrar pessoas mais velhas de usarem óculos para leitura.

Já para quem costuma esquecer os óculos, a boa notícia é que uma nova tecnologia abre a possibilidade de livros eletrônicos ajustarem o foco da imagem diretamente na tela, dispensando o uso das lentes corretivas. Batizada de "tailored displays" (monitores sob medida), o invento teve sucesso em testes de campo pode ser usado para criar imagens que compensam diversos problemas de visão além da presbiopia, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e até catarata, dependendo do caso.

O cientista de computação Vitor Pamplona, que já teve outro invento seu divulgado aqui no Saúde Visual, apresentou sua invenção esta semana em Los Angeles na Siggraph, a maior conferência de computação gráfica. Pamplona arranjou uma maneira de estudar a anatomia dos olhos para aplicar em computação e passou dois anos criando técnicas de animação para simular movimentos oculares.

Desta vez, seu invento aproveita o mesmo tipo de tecnologia usada pelo videogame portátil Nintendo 3DS, o console de imagens tridimensionais que não requer óculos especiais e que funciona da seguinte maneira: a tela é fragmentada e um filtro direciona imagens diferentes para cada um dos olhos. A visão, então, é processada no cérebro onde as figuras se juntam para formar a imagem em 3D.

Acontece, porém, que existe uma limitação prática: a ideia só funciona em monitores com resolução muito alta. Mas Pamplona já está tentando convencer grandes empresas de tecnologia a encampar a ideia.



(Fontes: Folha de São Paulo, EyeCare Hospital e ÓculosBlog)

Cientistas conseguem criar córneas novas em laboratório

Todos os anos são realizados cerca de 100 mil transplantes de córnea por todo o mundo. Mas este transplante só pode ser executado quando existe uma córnea saudável doada por outra pessoa que possa substituir a córnea danificada. E isso dificulta a regularidade dos transplantes, a única forma de uma pessoa com o tecido da córnea danificado recuperar a visão

Mas uma nova técnica promete encurtar o tempo de espera dos transplantes e facilitar os procedimentos cirúrgicos: Cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, conseguiram, pela primeira vez, utilizar células estaminais em córneas humanas danificadas. Células estaminais são as células mestras do corpo humano, retiradas de embriões com poucos dias de idade e que podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo adulto.

O estudo publicado na revista Acta Ophthalmologica mostra como podem ser utilizadas células estaminais para desenvolver as chamadas células epiteliais - responsáveis por manter a transparência da córnea. Para o crescimento das células epiteliais os cientistas desenvolveram em laboratório, primeiro as células estaminais para depois as utilizarem na própria córnea. O resultado apareceu depois de 22 dias, quando os cientistas conseguiram obter córneas novas e sem danos, prontas para serem transplantadas nos pacientes com córneas opacas ou embaciadas.

Para Ulf Stenevi, co-autor do estudo, "se pudermos estabelecer um método de rotina para recuperar córneas danificadas que normalmente seriam descartadas, a disponibilidade de material para transplantes será ilimitada”. Desta forma, ainda segundo Stenevi, com este método os “procedimentos cirúrgicos e de pós-tratamento também se tornarão muito mais simples”.



(Fonte: Dr Visão)

"Tem muito mais cores aqui”

Como já havíamos divulgado nesta notícia há pouco mais de dois anos, uma empresa chamada EnChroma inventou um novo tipo de óculos capaz de corrigir o daltonismo - tipo de desvio nos olhos que faz com que pessoas deixem de enxergar certas partes do espectro de luz.

Essa empresa se juntou a uma marca de tintas, a Valspar, para produzir um minidocumentário para captar as reações das pessoas que enxergaram pela primeira vez, por exemplo, o pôr do sol com todas suas tonalidades. No vídeo, os participantes também interagem com instalações repletas de matizes. “Tem muito mais cores aqui”, disse um dos personagens do documentário ao ver desenhos feitos pelo filho.

As empresas levaram pessoas que tinham o tipo de daltonismo mais raro, aquele em que só se enxerga tons de cinza, para um ambiente cheio de elementos supercoloridos. A reação dessas pessoas é até um tanto emocionante por se tratar de uma experiência tão simples para a maioria das pessoas.

De acordo com a Valspar e a EnChroma, estima-se que no mundo inteiro haja cerca de 300 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de daltonismo. Essas pessoas podem ter dificuldades para ver cores em tons de vermelho, de verde ou de azul. Algumas simplesmente não enxergam nenhum deles e veem o mundo em tons de cinza.

O óculos desempenha a função de separar as cores e derivações do vermelho e do verde, que geralmente são percebidas como iguais pelos daltônicos, corrigindo a visão deficiente. Com o mecanismo, os portadores da doença conseguem enxergar um espectro maior de cores.

Disponíveis em vários modelos, óculos custam em média 400 dólares e podem ser comprados pelo site da EnChroma, que envia o produto para diversas localidades, inclusive o Brasil.

Confira, abaixo, o vídeo (com legendas em português):

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(Fonte: Tecmundo)

Desenhando com os olhos

O artista britânico Graham Fink é reconhecido como uma das mentes criativas mais respeitadas e altamente premiadas do mundo. Fink é um profissional multimídia que faz trabalhos em fotografia, cinema e pintura. Por seu trabalho como diretor criativo internacional ele venceu o Grand Prix Cannes (2012) e já ganhou quatro BAFTAs, prêmio maior da Academia Britânica de Cinema e Televisão, instituição que apoia, desenvolve e promove a arte.

Graham é um artista com uma tremenda habilidade para se concentrar. Não é para menos, já que ele consegue desenhar apenas movendo os olhos e gravando esses movimentos com um software. Sem caneta, papel, nem qualquer instrumento, apenas os olhos.

É incrível como o resultado é provavelmente melhor do que o que muitos conseguiriam com papel e caneta.

Em uma exibição na Riflemaker Gallery, em Londres, Fink “desenha” ao vivo, direcionando o próprio olhar para criar linhas em uma tela bem na sua frente. Isso é possível graças ao impressionante hardware de “eye-tracking” da Tobii Technology, da China, que joga luz infravermelha no olho para detectar e monitorar o movimento.

Por uma série de algoritmos e filtros, estes movimentos do olhos são então processados, transformando-se em comandos no computador em tempo real. Mas o real talento aqui está com o Fink: um artista multimídia britânico que já trabalhou com fotografia, filme e pintura, com quatro BAFTAs em seu currículo.

Para conhecer melhor o trabalho de Graham, intitulado Drawing with my eyes, basta clicar aqui. E não deixe de conferir, abaixo, o vídeo que mostra como funcionam esses desenhos do olhar:

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(Fonte: Gizmodo)

Chip em teste promete fazer cegos voltarem a enxergar

Cientistas da Universidade Stanford, da Califórnia, desenvolveram um chip milimétrico que promete devolver a visão a indivíduos que sofrem de degeneração muscular, doença caracterizada pela morte das células receptoras de luz de retina. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A inovação obteve sucesso no teste com ratos e a previsão é que seja testada em humanos dentro de um ano. Daniel Palanker, responsável pela tecnologia, licenciou a ideia para a empresa francesa Pixium Vision.

O ideia é substituir as células por chips de 2 mm, feitos de material similar aos que existe em painéis solares. Ao receber luz, eles emitem impulsos elétricos que estimulam terminações nervosas de retina e levam informação visual ao cérebro.

Os aparelhos que serão testados no ano que vem pela Pixium possuem 65 micrômetros de largura, uma resolução ainda baixa comparada ao tamanho das células fotorreceptoras naturais do olho humano, com cinco micrômetros. "Mas nós já estamos conseguindo produzir chips com pixels de 40 micrômetros", disse Palanker à Folha. "Essa diminuição em tese seria capaz de dar aos pacientes uma resolução suficiente para reconhecer faces e ler livros."

O dispositivo é voltado, sobretudo, a pessoas que sofrem de degeneração macular – uma doença relativamente comum em idosos – causada por morte de células receptoras de luz da retina. Como essas células fotorreceptoras são parte do sistema nervoso, que não se regenera facilmente, a esperança de cura por medicamentos é virtualmente nula.

Esse tipo de técnica vem sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisa há mais de duas décadas, mas vinha esbarrando em problemas como falta de resolução e dificuldade de implante.

Conforme já divulgamos neste artigo, desde 2013, a empresa Second Sight já vende um tipo de retina artificial, mas o aparelho gera uma visão de baixa precisão – próxima ao limiar pelo qual oftalmólogos consideram alguém cego. Além disso, requer que um cabo entre pela lateral do olho e vá até a retina.

O dispositivo criado agora por Palanker não requer cabos, incisões ou perfurações. A própria luz que incide no chip implantado na retina gera a eletricidade que é transmitida aos neurônios visuais.

O único problema é que, para conseguir essa geração de energia, é preciso uma quantidade muito grande de luz, e os objetos que enxergamos no dia a dia não estão suficientemente iluminados.

O cientista contornou o problema criando um óculos com uma câmera no centro, que projeta as imagens em dois painéis de alto brilho na frente dos olhos.

Essas pequenas telas, porém, só emitem luz infravermelha: invisível ao olho humano comum, mas captada pelo chip de Palanker. Para instalar o dispositivo sob a retina, o cientista usa apenas uma agulha especial.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Tecnologia Assistiva: vida independente e inclusão social

Segundo a ONU, 650 milhões de pessoas no mundo têm deficiência, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento, necessitando de soluções acessíveis em termos financeiros. O alto custo dos dispositivos de tecnologia assistiva no mercado brasileiro é uma barreira significativa para milhões de pessoas de baixa renda com deficiência.

Tecnologia Assistiva é um termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela Portaria número 142, de 16 de novembro de 2006, propõe como conceito que a tecnologia assistiva “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

Os chamados “recursos” podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Neste âmbito, uma empresa brasileira é responsável pela criação de um identificador de cor e dinheiro para deficientes visuais. O identificador, chamado de Auire Prisma, emite uma luz que capta seu reflexo. O resultado detectado pelo leitor é então transmitido ao usuário por áudio, que pode ser alto falante ou fones de ouvido. Quando usado em objetos, o aparelho descreve a cor, e quando usado em dinheiro, o banco de dados associa a cor à nota, e informa o valor ao usuário.

A Auire foi fundada por dois engenheiros de computação Nathalia Patrício e Fernando Gil.  Com ela, eles ficaram entre os 10 primeiros de 100 colocados na apresentação de planos de negócios da edição 2010 da Campus Party (considerado o maior acontecimento tecnológico do mundo nas áreas de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital). 

Infelizmente, conforme e-mail enviado à redação do Saúde Visual assinado pelo próprio Fernando Gil, a produção do Auire Prisma foi interrompida em decorrência do encerramento da empresa. Gil informa, porém, que atualmente segue trabalhando em parceria com outras empresas para o lançamento de novos produtos de tecnologia assistiva ainda este ano. Vamos torcer e aguardar.



(Fonte: Assistiva e Auire Tecnologia)

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Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo.

Kurt Cobain

Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.

Antoine de Saint-Exupéry

Existe um caminho que vai dos olhos ao coração, sem passar pelo intelecto.

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Antoine de Saint-Exupéry

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Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.

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O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.

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Fiero