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Azul da cor do álcool?

Saúde Visual já mostrou, neste artigo, que segundo um estudo realizado por cientistas genéticos da Universidade de Copenhague, na Dinamarca, todas as pessoas com olhos azuis teriam o mesmo antepassado.

Agora, a situação é ainda mais complicada: Geneticistas da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, descobriram ligações entre a cor dos olhos e a dependência de álcool, sugerindo que o vício é mais frequente entre pessoas de olhos azuis, e menos comum naqueles de olhos castanhos.

O estudo, que oferece mais evidências sobre o componente genético da dependência em álcool, foi feito com uma amostra de 1.263 perfis genéticos individuais a partir de um banco de dados de pessoas diagnosticadas com pelo menos uma doença psiquiátrica, incluindo adição ou dependência de álcool e drogas. Para este estudo, os pesquisadores fizeram um recorte de pacientes com dependência de álcool e ancestralidade europeia.

Repetidas análises das amostras levaram à conclusão de que a incidência de dependência de álcool é maior entre pessoas com ancestrais europeus que têm olhos claros (verdes, azuis ou cinzas) na comparação com os de olhos castanhos — sendo que os olhos azuis foram mais fortemente associados ao vício.

Segundo os pesquisadores, o próximo passo é tentar replicar os resultados do estudo. Se essas correlações persistirem em pesquisas futuras, o desafio será determinar se essa ligação se deve estritamente a fatores genéticos ou se ingredientes culturais também têm um papel.



(Fonte: O Globo)

O valor de enxergar

Um dos principais obstáculos impostos às pessoas cegas é a necessidade de, muitas vezes, confiar na honestidade das outras pessoas. Coisa que, como todos sabem, está entre uma das mais difíceis para qualquer um.

Uma situação na qual isso se manifesta é quando deficientes visuais precisam fazer alguma compra e dependem da integridade de terceiros ao receberem o troco correto, por exemplo.

Pensando específicamente nessa situação, a Loteria Santa Lucía, instituição que utiliza sua receita para ajudar pessoas cegas na Guatemala, criou um projeto chamado "O valor de enxergar".

Foi desenvolvido um dispositivo que reconhece o valor da nota posicionada em frente a uma espécie de óculos ao qual está conectado um fone de ouvido. Através do fone, o aparelho informa ao usuário qual o valor da nota.

Por ter o design de óculos convencionais, as "Lentes Mágicas", como foram chamadas, passam despercebidas e, desta forma, não põe em risco a segurança dessas pessoas nas ruas.

A campanha, que tem assinatura da BBDO Guatemala, causou grande repercurssão no país, gerando mais de dez milhões de citações na internet.

Assista ao vídeo abaixo e confira como foram feitos esses óculos:

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(Fonte: Revista Exame)

Quanto drama!

Laís Happel é uma vestibulanda de Letras que se define como “a palhaça que tem medo de palhaços”. Ela é colunista do site “Entenda os homens”. E usa óculos.

Ela conta que sem quis usar óculos. E, aos sete anos, conseguiu realizar este seu desejo por conta de problemas oculares como miopia e astigmatismo. E descobriu, também, o drama que é usar óculos e fez uma lista de 11 deles. Confira:

1. Pingos de chuva podem te “cegar”:

Saiu na chuva é pra se molhar certo? Certíssimo. Pra quem usa óculos é mais ou menos assim: Saiu na chuva é pra se molhar e de quebra, gotículas flutuantes a centímetros da sua visão já complicada.

2. Assistir filmes em 3D:

Só existe um problema: conseguir ajustar o óculos 3D no óculos de grau. Conseguiu isso, perfeito. Caso contrário, você fica no dilema em dar certo, ver que não está enxergando deixando pra lá, ou no meu caso, desiste.

3. Não conseguir deitar sem “entortar’’ os óculos:

Achar uma posição confortável para assistir aquela série sensacional ou até mesmo para ler um livro é difícil, não é? Sim, eu sei. Quem usa óculos sabe que é missão impossível deitar de lado sem entortar o óculos.

4. Ter que ouvir “ei, quantos dedos tem aqui?’’:

A cada ida ao oftalmologista: Isso é de lei. Sempre vai ter um engraçadinho que vai chegar na sua frente, olhar bem nos olhos e soltar a seguinte frase: – ei, quantos dedos tem aqui? Dica de amiga: apenas responda que tem dois dedos. Sim dois dedos, eles sempre mostram dois dedos.

5. Maquiagem pode ser um desafio:

Ou você espera o rímel secar ou quem usa o rímel é seu óculos. E passar delineador? É a coisa mais difícil do mundo. Bate aquela vontadezinha de desistir…

6. Você tira o óculos e alguém interessante passa:

Isso acontece milhões de vezes ao dia, você tira o óculos para limpar, ou dar aquela coçadinha nos olhos e escuta: “olha que moço bonito que acabou de passar.” E lá vai você, colocar o óculos novamente, até porque ver um rapaz bonito sempre anima o dia.

7. Óculos ficam embaçados:

Tomar café, chá ou qualquer coisa que seja quente, ele embaça. São alguns segundos de agonia, que logo passam e tudo fica bem. Ah, beijar também faz com que eles ficam embaçados. Não que isso seja ruim, aqui entre nós, vamos combinar, não é não. O que acontece é que com o calor ocasionado por beijos, o óculos embaça. Mas sem problema algum, pode beijar a vontade.

8. Síndrome dos óculos escorregadios:

Como assim? O óculos nem se mexeu e você já está lá, colocando o dedão no meio do rosto, numa tentativa de não deixa-lo escapar do rosto. E o pior: acaba fazendo várias vezes ao dia, por habito mesmo.

9. Cadê meu óculos???

Meu óculos!?!!? Ninguém sai!!! O medo de perdê-lo é essencial para saber o quão importante ele é na sua vida. A sensação em não encontrar ele é a mesma sensação de quando você coloca a mão no bolso e – ops -, cadê o celular? Você sabe que tá perdida até que ele surge e -ufa! - tudo fica nos conformes.

10. Ei, vem cá, segura o óculos pra mim?

Geralmente acontece quando somos pequenos, o mergulho na piscina vem acompanhado do “ooooh, segura meu óculos?”, “estou com calor, preciso tirar esse casaco, mas segura meu óculos?”. É chato pra quem usa e pra quem vai segurar o óculos, mas é a vida.

11. Ouvir as pessoas dizendo “você fica melhor sem os óculos”:

Frase de tia. Ou daquela amiga que não gosta de você. Provavelmente você saiu em uma foto sem óculos, por este motivo o comentário surgiu. Não dê bola. Usar óculos é muito mais do que visão comprometida, é personalidade.



(Fonte: Laís Happel via Entenda os homens)

Encontrado no Irã o primeiro olho artificial do mundo

Saúde Visual já mostrou aqui que a fabricação artesanal de olhos de vidro está no fim. Agora, vamos conhecer o que parece ser o início desta arte. Direto do túnel do tempo...

Uma mulher com 5000 anos, cujo esqueleto foi encontrado no Irã, teve seu rosto reconstruído com a mais recente tecnologia disponível por um grupo de antropólogos, paleontólogos e especialistas forenses. Eles acreditam se tratar de uma sacerdotisa da época. Mas o que mais chamou a atenção dos especialistas envolvidos foi a presença de um olho artificial ainda alojado na órbita do olho de seu crânio depois de milhares de anos.

Maryam Tabeshian, da Agência de Notícias do Patrimônio Cultural do Irã, noticiou o fato de pesquisadores terem escavado um esqueleto com idade entre 4800-5000 anos que portava um olho artificial, juntamente com outros achados na conhecida “Cidade Queimada”, localizada perto da cidade de Zahedan, no sudeste do Irã.

O sítio arqueológico desta cidade também rendeu outros achados interessantes, incluindo uma régua de medição antiga e peças de um jogo parecido com o gamão atual. Os pesquisadores constataram que o olho artificial pertencia a uma mulher com idade entre 25-30 anos.

No túmulo da mulher foram encontrados vasos de barro, um saco de couro, um espelho de bronze e outros ornamentos.  O professor Michael Harris, um especialista na área de oftalmologia da Universidade de Califórnia, declarou ser muito improvável que tal atenção e esforço de se enterrar a mulher com seus pertences tenha sido pago por algum plebeu. Assim, ele acredita que a tal mulher pode “ter sido um membro de uma família real ou uma pessoa rica”.

Próteses oculares eram conhecidas na época antiga, pois existem referências feitas a um olho artificial de ouro em textos hebraicos seculares. A prótese encontrada no Irã, no entanto, é diferente na medida em que é uma prova da mais antiga tentativa de se fazer uma prótese ocular o mais realista possível. Segundo o professor Mansur Sayyed-Sajadi, que supervisionou a escavação, à primeira vista o olho artificial parece ser uma mistura de alcatrão com gordura animal fixada com um fio dourado fino, mais fino que um milímetro.

Uma característica curiosa do "olho" são linhas as paralelas que foram desenhadas ao redor da pupila para criar uma forma de diamante. Dois furos nas laterais do "olho" ajudaram a mantê-lo no lugar, mas a órbita do olho da mulher, no entanto, parece ter desenvolvido um abcesso como resultado do contato constante.

Outros testes estão sendo realizados no Irã para determinar a composição química exata desta milenar prótese ocular.



(Fonte: Iran Discovery)

Audiodescrição já está valendo para as Tvs do Brasil

Pouca gente sabe, mas no dia 1º de julho de 2015, completou-se quatro anos de vigência dos artigos da Portaria 188 do Ministério das Comunicações, referentes à obrigatoriedade das emissoras de televisão aberta veicularem parte de sua programação com o recurso da audiodescrição – uma luta que já foi destaque neste artigo do Saúde Visual. À partir deste dia, em cumprimento a uma portaria publicada pelo Ministério das Comunicações em 2006, as empresas geradoras (as chamadas cabeças de rede) terão que veicular o mínimo exigido de programas com este recurso.

O prazo para que as emissoras se adaptem e cumpram a determinação já tinha sido prorrogado duas vezes pelo próprio ministério, que, desta vez, não permitiu novos adiamentos, segundo a diretora do Departamento de Acompanhamento e Avaliação de Serviços de Comunicação Eletrônica do ministério, Patrícia Brito de Ávila. Ainda assim, ela admite que, no primeiro momento, nem toda a população será beneficiada pela medida, já que o sinal digital ainda não está disponível em todas as cidades brasileiras. Detalhe importante: as emissoras têm prazo até 2016 para migrar para a tecnologia digital.

Audiodescrição, como o próprio nome sugere, é uma narrativa que descreve os sons, elementos visuais e quaisquer informações necessárias para que um deficiente visual consiga compreender o que se passa na tela. Segundo a portaria, este recurso terá que estar disponível por meio da função SAP (do inglês Programa Secundário de Áudio). Além da audiodescrição, programas transmitidos em outros idiomas, como filmes estrangeiros, terão que ser integralmente adaptados, com a dublagem das conversas ou da voz do narrador. As legendas ocultas (Closed Caption), que já são usadas para permitir que deficientes auditivos acompanhem os programas, continuarão sendo obrigatórias.

A aplicação deste recurso, que já é comum em vários países, vai garantir que uma parcela significativa da população compreenda integralmente um programa de TV. Além disso, a técnica também já vem sendo utilizada em espetáculos teatrais, cinemas, óperas, exposições e em eventos esportivos como as duas últimas Copas do Mundo de Futebol. No Brasil, um bom exemplo é o festival bienal de filmes sobre deficiência Assim Vivemos, que, desde 2003, só exibe produções que contem com o recurso adicional.

Segundo o diretor de Assuntos Legais da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), Rodolfo Machado Moura, apesar de ainda terem muitas dúvidas sobre o recurso, as empresas de TV vão cumprir o prazo inicial. O problema, para ele, serão as próximas etapas, já que a meta do governo é que, em dez anos, todas as emissoras geradoras e retransmissoras de radiodifusão em sinal digital do Brasil exibam, no mínimo, 20 horas semanais de programas audiodescritos.

Há mais de um ano, no dia 30 de junho de 2011, os espectadores cegos foram informados pela imprensa e pela internet quais programas haviam sido selecionados por algumas emissoras para a disponibilização do recurso. Segundo informações do Blog da Audiodescrição, o SBT é a única emissora que está veiculando a audiodescrição tanto pelo sistema analógico quanto pelo sistema digital de televisão. A MTV iniciou as transmissões da audiodescrição com o programa "Comédia MTV", mas sem divulgar a disponibilidade da audiodescrição nesse programa para os espectadores cegos, tanto pelo próprio canal quanto por seu site.

Já a Rede Globo elegeu os filmes exibidos no Temperatura Máxima e Tela Quente para iniciar a veiculação de audiodescrição, tendo sido a única que usou o próprio canal de televisão para informar oficialmente seus espectadores através do programa dominical “Fantástico”. Mesmo antes do início da vigência da Portaria 188, a TV Brasil já apresentava regularmente o Programa Especial, com audiodescrição, legendas e libras. A Rede Bandeirantes, a TV Cultura, a TV Gazeta, a TV Aparecida, Mega TV, Canal 21, RIT TV, Rede Vida, Record News, NGT Digital, TV Câmara, são algumas das emissoras que já transmitem pelo sistema digital na cidade de São Paulo e ainda não iniciaram a transmissão de programas com audiodescrição.

Portanto, praticamente todas as emissoras que já iniciaram a transmissão regular de audiodescrição definiram quais programas conteriam o recurso. Porém, exceto algumas exceções, não se preocuparam em divulgar e informar amplamente os espectadores que precisam do recurso por seus próprios meios.

Por estas e outras, o presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência (Conade), Moisés Bauer Luiz, que também preside a Organização Nacional de Cegos do Brasil, assegura que a portaria não satisfez os movimentos sociais, tendo ficado aquém das expectativas de quem lutava pela aprovação da obrigatoriedade. Mas, para ele, pode se “considerar uma vitória garantir a transmissão com audiodescrição de ao menos duas horas semanais”, mesmo que cinco anos após a publicação da Portaria original.



(Fonte: Blog da Audiodescrição)

Julho: crianças de férias, atenção redobrada

Durante o mês de julho, a grande maioria das crianças entra de férias o que significa um aumento do tempo livre para brincar. E mais tempo livre para brincar também pode significar imprevistos sérios, como queimaduras, choques ou cortes. Além, é claro, dos riscos com a visão.

Uma das freqüentes causas de baixa visão ou cegueira no mundo são os acidentes envolvendo os olhos. As crianças não estão fora desta ameaça já que a falta de coordenação motora e a curiosidade oferecem risco ao manipular objetos e materiais perigosos.

Além dos já conhecidos cuidados para não contrair a conjuntivite (lavar as mão antes de entrar em contato com os olhos, manter distância de grandes multidões, etc), deve-se evitar piscinas com muito cloro. Crianças alérgicas a essa substância são as mais afetadas, por isso é recomendável o uso de óculos para natação. A exposição em excesso ao sol também é prejudicial à saúde ocular, pois os raios solares podem queimar as córneas e levar os olhos a um quadro de ceratire actínica (vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia). Então, é bastante recomendável usar protetor solar, óculos escuros com proteção UVA e UVB, bonés ou chapéus, evitando, assim, os raios nocivos que danificam a pele e também os olhos.

No caso de férias na praia, além das dicas acima, é preciso manter as crianças afastadas de lugares onde estão surfando com pranchas - principalmente as pontiagudas.

Quem não sai de casa, acaba passando mais tempo frente à televisão e ao computador. Este tempo precisa ser controlado. Especialistas recomendam uma pausa para descanso de dez minutos a cada duas horas de uso desses aparelhos. Olhar para um ponto distante, por exemplo, ajuda a aliviar a acomodação.

Os ferimentos com objetos pérfuro-cortantes, como tesoura, lápis e faca são os principais incidentes e, nestes casos, é preciso procurar imediatamente a emergência. Mas se forem ferimentos causados por produtos de limpeza, o indicado é lavar logo com água corrente e, então, procurar a emergência, de preferência levando o frasco do produto. Caso algum corpo estranho ou objeto fique preso ao olho, os responsáveis não devem tentar removê-los ou usar qualquer tipo de substância, mesmo que seja colírio, para tentar melhorar. É importante procurar um médico.

Em casa, na praia ou no campo, os pais também precisam ficar atentos aos pequenos que já usam óculos. Por conta do espírito de férias, muitas crianças acabam deixando de usar seus óculos de grau, por acreditarem, erroneamente, que o mesmo só vale para a escola. Neste particular, os míopes devem evitar brincadeiras ou esportes que possam causar descolamento na retina ou outros traumas oculares. Se não der pra resistir, as armações de silicone para óculos vão ajudar.



(Fonte: Oftalmopediatria)

A síndrome que desafia os médicos

Pessoas que sofreram amputações por vezes passam por sensações relacionadas com a parte do corpo que perderam. Algo parecido ocorre com aquelas que perderam um olho.

É o que se conhece como Síndrome do Olho Fantasma (PES é a sigla em inglês), que acaba de ser tema de um estudo da Universidade de Liverpool.

Os cientistas descobriram que pacientes que tiveram um olho retirado por força de um tipo de câncer sofrem da síndrome. Eles sentem a dor do olho ausente e têm visões.

O estudo da Universidade de Liverpool avaliou 179 pessoas vítimas de melanoma intraocular. Um terço delas disse ter sintomas de PES diariamente.

Na maioria dos pacientes, os sintomas cessaram espontaneamente, mas outros disseram ter sido preciso buscar distrações.

As manifestações de PES começam várias semanas depois da retirada do olho.

A maioria das pessoas afetadas veem apenas padrões e cores, mas alguns creem estar presenciando cenas e pessoas. Um em cada quatro pacientes diz sentir que podem até "ver" com o "olho fantasma".

Laura Hope-Stone, que coordenou o estudo, diz que sua equipe descobriu que a PES é muito mais comum do que se imaginava. Seu colega, Steve Brown, acredita que o estudo vai ajudar médicos a identificar as pessoas mais propensas a desenvolver os sistemas.

"O PES é mais comum em pacientes mais jovens. E sentir dores em olhos inexistentes é algo mais provável em pacientes que se sentem ansiosos ou deprimidos. Só não sabemos ainda o porquê".

Hope-Stone diz que a complexidade do sistema nervoso humano pode, de alguma maneira, seguir provocando estímulos mesmo depois da perda de órgãos relacionados à percepção sensorial.

As conclusões também poderão ajudar médicos a prevenir pacientes sobre possíveis manifestações do "olho fantasma".



(Fonte: G1)

Que cloro que nada! É xixi, suor e sujeira...

Se você ficar com os olhos vermelhos ao nadar numa piscina, é melhor pensar um pouco sobre a origem do problema. Segundo cientistas, a culpa não é exclusiva do cloro, mas também da quantidade de urina na água.

Quando as pessoas fazem "xixi" na piscina, a urina reage com cloro e cria um composto químico que irrita os olhos, de acordo com o US’s Healthy Swimming Program. Esse composto, inclusive, pode criar gases venenosos que podem danificar pulmões, coração e sistema nervoso.

- Aquele cheiro 'de cloro' na piscina não é o cloro, na verdade - disse o integrante do US’s Healthy Swimming Program, Chris Wiant. - O que você cheira são substâncias químicas surgidas quando o cloro se mistura com xixi, suor e sujeira dos corpos dos nadadores.

Segundo especialistas, aquele velho mito de que um corante adicionado na água apontaria os "mijões" ainda está longe de virar realidade. Por isso, os olhos vermelhos seria o maior indicador de que eles estão a solta numa piscina.

Urinar em piscinas cloradas, na verdade, reduz o efeito do cloro, o que significa que mais quantidade de cloro pode ser derramada. Mas, mesmo que isso aconteça, não será suficiente para livrar os banhistas de doenças mais comuns, já que muitas bactérias podem continuar a viver por dias na piscina.

Por isso, as tradicionais recomendações continuam a melhor ferramenta para garantir que as piscinas sejam ambientes seguros: assegurar que os corpos estejam limpos e "aliviar-se" em outro lugar.

- A solução não estará numa ciência muito complexa. A boa educação é o suficiente - disse Michele Hlavsa, chefe do Centro americano de controle de doenças do US’s Healthy Swimming Program. - Nadadores devem usar a piscina para nadar, o banheiro para fazer xixi e os chuveiros para lavar-se antes de entrar na piscina. É simples assim.



(Fonte: O Globo)

Não basta ser pai, tem que ser criativo!

Com apenas 1 ano de idade, Layla nasceu com uma catarata no olho esquerdo. Para estimular o desenvolvimento da visão - e evitar uma cirurgia -, a pequena tem que usar um tapa-olho cerca de duas horas por dia até os 4 anos. Seu pai, o norte-americano Geof Grubb, resolveu deixar a experiência divertida: todos os dias ele personaliza o acessório com temas diferentes, que posta na conta que batizou de laylapatches (curativos de Layla), no Instagram.

As imagens são ligadas ao universo infantil da pequena, que já levou no tapa-olho as logomarcas da Apple e dos brinquedos Lego, o personagem de um olho só Mike Wazowski, da animação "Monstros S/A" e até já encarnou a princesa Leia da cinessérie "Star Wars", O resultado é uma fofura só! Abaixo, mais dois exemplos para você se derreter, porém é possível conferir tudo clicando aqui.



(Fonte: Revista Marie Claire)

Do fundo do baú 3: teias de aranha e instrumentos ópticos

Se usar teias de aranha num produto parece coisa de bruxa, imagina criar aranhas para extrair-lhes a teia. Mas, até meados do século passado (20, não esqueça), os instrumentos ópticos de precisão eram fabricados de forma quase artesanal e, por isso, um dos itens utilizados eram os fios de seda produzidos pelas aranhas. Daí, não era de se estranhar que alguém criasse aranhas para lucrar com isso. Mesmo que fosse na sala de estar.

É o caso da senhora Nan Songer que, em 1949, ficou famosa pela enorme quantidade de aranhas que criava em sua casa em Yucaipa, Califórnia. Todos os dias a sua ninhada de mais de 50 aranhas produziam centenas de metros de fios finos de seda que ela vendia para fabricantes de instrumentos óticos de precisão.

Tudo começou em 1948, quando a Sra. Songer, que era fascinada por aranhas, ficou interessada em colecionar também mariposas, borboletas e grilos. Ela estudou seus hábitos e, em seguida, relatou suas descobertas para o Smithsonian Institution, em Washington. Antes que ela percebesse, construiu uma reputação como uma autoridade sobre insetos.

Quando a Segunda Grande Guerra começou, em 1941, o Bureau dos EUA quis saber se ela seria capaz de produzir produtos de alta qualidade com teias de aranha. Acontece que o delicado fio de seda contido nas teias, também serviam na produção de miras dos bombardeiros, periscópios, entre outros.

A Sra. Songer disse que sim, que podia fazer – e fez. Suas aranhas desempenharam um papel vital na guerra, uma vez que possibilitou produzir em massa instrumentos ópticos de grande precisão.

Como a maioria das aranhas produzem um material frágil, de algodão, a Sra. Songer criava apenas as raças que produziam uma teia de qualidade e espessura consistente. Ast trabalhadores top de linha neste caso são o Golden Garden, o Lince Verde e a Viúva Negra.

Em sua casa, ela mantinha frascos e gaiolas com espécies como a Viúva Negra. Um pouco arbustos secos, jogado em cada frasco, davam às aranhas apoio suficiente para construir suas casas de rede. Mas não é esta a teia que a Sra. Songer vendia. E é aqui que esta história fica ainda mais exótica, acredite.

A teia que a Sra. Songer vendia era extraída diretamente da aranha no momento certo e cuidadosamente enrolado ao redor de armações de arame de até dois centímetros de comprimento. Não entendeu? É o seguinte: a Sra. Songer ordenhava as aranhas.

Isso mesmo, ordenhava. Com a ajuda de uma pinça, ela segurava as aranhas firmemente pelas pernas e, com o auxílio de uma agulha de dissecação, a Sra. Songer fazia cócegas nas fiandeiras da aranha até que ele começasse a dar a seda.

A seda de aranha possui cerca de um quinto do diâmetro do cabelo humano. Por causa da força, elasticidade e capacidade de resistir a grandes altitudes e as mudanças bruscas de temperatura, a teia é ideal para instrumentos de precisão óptica e permite que eles sejam usados em terra, no mar ou no céu, sem nenhuma variação em sua delicada linha de precisão.

Como cada tipo de instrumento exige um tipo diferente de teia, a Sra. Songer mantinha pelo menos 50 aranhas. Durante o verão, ela trabalhava com o Lince Verde e o Golden Garden. Já a Viúva Negra era utilizada para o trabalho no inverno.

A Sra. Songer fazia cerca de US$ 200 por mês – naquela época era um bom dinheiro. Não à toa, com o passar do tempo, ela chegou a possuir centenas de outras aranhas em sua sala de estar. Na mesma sala onde ela recebia suas visitas. Não parece mesmo coisa de bruxa?



(Fonte: Modern Mechanix)

Empresa anuncia óculos que corrige daltonismo

Uma empresa da Califórnia chamada EnChroma anunciou um modelo de óculos de sol inteligente, com uma lente especial capaz de corrigir daltonismo, problema que atinge cerca de 200 milhões de pessoas em todo o mundo.

Existem vários tipos de daltonismo, um que a pessoa não distingue tons vermelhos, outro em que ela não distingue tons verdes, outro em que os tons azuis são difíceis de enxergar, mas o tipo mais raro de todos é quando a pessoa enxerga o mundo em tons de cinza por não conseguir distinguir nenhum dos três tons. Por enquanto a EnChroma fez dois tipos de óculos apenas, o Cx-D para quem tem deuteranopia (não enxerga tons verdes) e Cx-PT, para quem tem protanomalia (não enxerga tons vermelhos).

O daltonismo pode causar problemas surpreendentes até em tarefas diárias, como por exemplo, comprar frutos maduros na mercearia ou saber quando a carne está totalmente cozida. As pessoas daltônicas não conseguem realizar a leitura de mapas, seguindo os sinais de trânsito. Mesmo aqueles cuja deficiência seja leve são mais lentos e menos confiáveis para identificar cores e não são capazes de apreciar plenamente a gama de cores e texturas encontradas no mundo.

A diferença na tecnologia dos óculos EnChroma é uma camada extra na lente que é capaz de filtrar a luz de um modo que certos tons sejam intensificados – tons que os daltônicos têm dificuldade em enxergar. A empresa criou essa camada baseada em um “modelo matemático do sistema visual humano que é capaz de prever o efeito de percepção de cores de qualquer filtro colocado na frente dos olhos”. Esse modelo, claro, foi patentado – mais detalhes sobre ele estão no site da empresa.

Protótipos dos óculos foram demonstrados durante a Vision Expo West em Las Vegas, Estados Unidos, mas a empresa não disse quando eles estarão disponíveis ou qual o seu preço. Levando-se em conta a quantidade de pessoas daltônicas, é de se esperar um preço bem em conta já que o objetivo da empresa é impactar a vida e devolvar a esperança aos que sofrem de daltonismo.



(Fonte: Tecnoblog)

É fantástico: nós enxergamos com o cérebro, não com os olhos

Três semanas depois da concepção é quando o cérebro nasce, com 100 bilhões de células repletas de conexões que se formam a cada estímulo, desde muito cedo. Como as imagens intrigantes de um mundo novo, completamente desconhecido. A porta de entrada dessas imagens é o buraco negro que se vê no centro do olho, a nossa lente natural - o cristalino, por onde passam os raios luminosos.

A luz atinge o fundo do olho, a retina. Nela, existe uma floresta formada por 125 milhões de células sensíveis à luz. Cada uma delas capta um pedacinho do que estamos vendo e envia essa informação para o cérebro. É ele que vai juntar os fragmentos e montar a imagem completa.

E isso começa ainda no útero materno, pois, com a claridade que atravessava o corpo da mãe, o bebê já fazia os primeiros treinos para enxergar, só que via tudo em preto e branco. É só depois do nascimento que surgem células com a missão específica de detectar as cores. Elas vão se agrupar numa área da retina que adquire a forma de um vulcão: a mácula. Nesta área, que só fica pronta aos 4 anos de idade, é que a visão atinge o máximo de nitidez e de flexibilidade.

Por isso, desde pequenos, as crianças do povo mokaen, também conhecidos como os ciganos do mar, que vivem na Ilha de Kossurím, no sudeste da Ásia, aprendem uma habilidade incomum: enxergar debaixo d’água.

O normal é que a visão fique embaçada, já que a claridade nesse ambiente é menor. Assim, a reação natural do olho é dilatar as pupilas pra aumentar a captação de luz. Com as pupilas dilatadas, fica mais difícil focalizar as imagens. Mas com os ciganos do mar ocorre justamente o contrário - eles aprenderam a contrair a pupila ainda mais e enxergam o fundo do mar com duas vezes mais nitidez do que qualquer outra pessoa.

Estudos recentes mostram que qualquer criança com treinamento seria capaz de aprender o que as crianças mokaens fazem, pois é justamente nos primeiros anos de vida que o cérebro está mais aberto a transformações.

Antigamente se pensava que o cérebro atingia a maturidade completa aos 20 anos. Hoje, sabe-se que ele está sempre pronto a aprender coisas novas até o fim da vida.

Como exemplifica o caso de Erik Weihenmayer, que ficou cego aos 13 anos. Aos 43, ou seja, após 30 anos na mais completa escuridão, Erik voltou a enxergar. Mas com a língua. E fez um teste escalando um penhasco no deserto de Moab, nos Estados Unidos.

Para isso, ele utilizou um óculos de sol especial, equipado com uma câmera, cuja função é enviar as imagens para um minicomputador preso na cintura de Erik. O equipamento então simplifica o cenário captado pelos óculos, preservando o relevo e os contornos.

As imagens são transmitidas para uma das partes mais sensíveis do corpo – a língua, onde sensores elétricos minúsculos descarregam os sinais captados pela câmera. Erik sente pontinhos que juntos formam linhas e contornos. O cérebro recebe essas sensações e com elas, monta uma imagem rudimentar.

Ou seja, nós enxergamos com o cérebro, não com os olhos.



(Fonte: The Human Body – BBC)

A primeira pedalada a gente nunca esquece

Aos 6 anos, Eduardo Fermiano – o Dudu – nunca havia experimentado uma sensação corriqueira para qualquer criança da mesma idade: pedalar com uma bicicleta. Ele nasceu prematuro, com pouco mais de 1 kg e apenas 3% da visão do olho esquerdo e com o direito totalmente sem visão. Graças a um projeto voluntário em Joinville, no Norte de Santa Catarina, o menino agora só quer saber de pedalar. “É divertido”, conta Dudu.

Há algumas semanas, ele começou a participar de um projeto que envolve o grupo Pedala Joinville e a Associação Joinvilense para Integração do Deficiente Visual (Ajidevi). A primeira pedalada teve o auxílio do guia voluntário Francisco Hoff de Moraes, o Xico.

“É uma bicicleta infantil e terapêutica, dupla. Quem comanda o movimento da roda é a pessoa de trás, mas a criança, que vai na frente, mexe o guidão, pedala, tem a sensação de conduzir. Ele sentiu toda a emoção, o vento no rosto. Ficou numa euforia, não queria mais sair”, conta o guia Xico.

Mãe de Dudu, a dona de casa Márcia Espindola Fermiano conta que o menino tem dado uma “canseira” nos guias desde que começou a praticar a atividade na associação. “É difícil tirar ele da bicicleta, ele adora pedalar. Já tinha andando comigo, mas só de carona”, lembra a mãe.

“Sabe uma coisa que aprendi? Que tem a marcha pesada e a marcha leve. E a marcha pesada anda mais rápido. Gosto mais da marcha ‘pesada’”, conta Dudu. Ele faz planos para quando for adulto. “Quero ter uma moto. E vou colocar na marcha pesada”, imagina o menino.

Desde que o projeto começou, há um ano, cerca de 40 deficientes visuais, entre crianças, adolescentes e adultos, puderam experimentar a sensação, conta o guia Xico, que é aposentado.

Aos 69 anos, ele diz que a bicicleta o ajudou a se recuperar de uma cirurgia no coração, há quatro anos. “A bike proporciona muitas coisas boas, até mesmo melhora o relacionamento humano”, afirma o guia, que espera ter a companhia de mais voluntários no projeto. “Hoje somos apenas em dez.”

O grupo também está arrecadando fundos para arcar com os custos de uma carreta, recém-adquirida para transportar as bikes especiais, que têm mais de 2 metros de comprimento. Dudu ainda não pode ter uma dessas em sua casa, mas enquanto isso ele se diverte semanalmente com suas pedaladas guiadas.



(Fonte: G1 SC)

A paradoxal relação dos cegos com a maior cidade do Brasil

São Paulo é o principal centro financeiro, corporativo e mercantil da América do Sul. Ela não só é a cidade mais populosa do Brasil, como também do continente americano e de todo o hemisfério sul.

Desvendar a alma de uma cidade assim, ainda mais se você não pode vê-la, é um exercício de abstração. A partir do desenho das calçadas, do som dos carros reverberando no concreto, do tom de voz dos moradores, do sol (ou da falta dele) na pele, do cheiro — de lixo, de gente, de mato e, aqui, de forma proeminente, de fumaça — e da opinião de quem enxerga, aprendemos a criar uma relação individual e única com o lugar em que moramos. É assim que cerca de 53 000 habitantes cegos (0,44% da população, fora os 292 000 com “grande dificuldade” de enxergar, segundo o Censo de 2010) lidam com a capital todos os dias: vivenciando-a com os demais sentidos. Quando a revista Veja São Paulo convidou o repórter Lucas de Abreu Maia para falar sobre a metrópole vista por quem não pode descrevê-la com os olhos, ele aceitou mesmo sabendo que suas histórias não seriam suficientes. E foi conversar com outros deficientes visuais, que relataram cenas de independência e diversão, de irritação e perigo.

Lucas descobriu personagens como um mecânico de automóveis que tem precisão invejável no manejo das peças e uma jovem fashionista ligadíssima na aparência, que vasculha shoppings em busca de roupas descoladas.

Abaixo, o incrível relato que ele publicou na Veja São Paulo, com a colaboração de Alessandra Freitas:

Tenho 29 anos, nasci em Vitória, no Espírito Santo, mas cresci no interior do Rio. Na infância, São Paulo significava para mim vir a consultas regulares ao oftal­mologista com o objetivo de acompanhar a evolução da minha doença. Aos 7 meses, um profissional daqui fez o diagnóstico: eu nascera com amaurose de Leber, um problema genético encontrado em um em cada 80 000 nascidos vivos. As células da retina das pessoas que possuem a doença param de se reproduzir e, com isso, o mundo ao redor vai ficando mais escuro. Aos 8 anos, as visitas à capital tornaram-se desnecessárias. Os cerca de 10% de visão que eu tinha esvaíram-se sem que eu sequer notasse.

As memórias gráficas que me acompanham são poucas e pitorescas: meu reflexo no espelho, com o cabelo liso parecendo o de um índio com corte de cuia; uma foto da apresentadora Xuxa usando boina; a atriz Claudia Ohana na capa da fita cassete da trilha sonora da novela Vamp. Graduado em jornalismo aos 23 anos, pela PUC-RJ, eu me mudei para cá a fim de fazer um curso no jornal O Estado de S. Paulo, no qual me empreguei como repórter de política há seis anos. No fim de 2014, ingressei na revista EXAME, da Editora Abril, mas acabo de deixar o cargo para cursar doutorado na Universidade da Califórnia — já havia feito mestrado em Chicago. Escrevo este texto com a ajuda de um programa que lê, em áudio, tudo o que digitei.

A relação entre os cegos e São Paulo é bem paradoxal. Existem locais como o Museu do Futebol, com profusão de recursos táteis (incluindo o rosto de Pelé), mas há poucas peças teatrais com audiodescrição. Pelas ruas, raramente um município muda tão súbita e completamente de um bairro para outro. Na Avenida Paulista, o passeio é largo, com piso tátil bem cuidado. A dois quarteirões, porém, começam as ladeiras dos Jardins e suas dezenas de degraus. Em muitos trechos da Zona Norte, por exemplo, o lixo e os buracos ocupam o espaço que deveria ser de quem caminha. Em toda a cidade, os quarteirões tortuosos transformam os bairros em labirintos. “Mas o pior, para mim, é a qualidade das calçadas”, contou-me Luiz Alberto de Carvalho e Silva, de 59 anos, economista. “São tão irregulares que até os cães-­guia se desorientam.”

Encontrei Silva no início de maio em seu apartamento, na região da Vila Mariana. Ele é conhecido como o primeiro usuário de cão-guia no Brasil ao treinar seu animal, por conta própria, nos anos 70. Com memória ímpar, conhece nomes de ruas dos quatro cantos. “Imagino São Paulo como se eu voasse por ela, projetando grandes mapas na minha cabeça e percorrendo-os aos poucos.”

Andar sozinho por aqui se tornou bem mais fácil nos últimos anos com o auxílio de aplicativos de localização com orientação em áudio, como o Blind Square. Ele informa sobre os lugares por onde o usuário passa, a exemplo de lojas, lanchonetes e estações. Há também o TapTapSee, que descreve o que você fotografa, indicando se está diante de um cachorro, um bosque... Apesar dessas ferramentas, porém, os perigos continuam. “Há alguns anos, na Zona Leste, caí em um bueiro que estava fechado com uma tábua”, relata o psicólogo Everton Oliveira, de 25 anos. “Uma perna inteira entrou no buraco, e me agarrei no asfalto para não ir até o fundo.”

Com Pedro Gabriel Cruz, de 10 anos, houve um susto maior. Ele perdeu a visão aos 5, em consequência de uma meningite. Aos 7, ao entrar em um vagão na Estação Santo Amaro da CPTM, ao lado da mãe, caiu no vão entre o trem e a plataforma. Foram momentos de desespero, temendo que o maquinista desse a partida. “Um passageiro me ajudou a sair de lá e, no fim, só ralei a perna e ganhei alguns roxos”, lembra. O garoto faz de tudo para levar uma vida normal: adora andar de bicicleta no Parque Villa-­Lobos e cursa o 2º ano do ensino fundamental no Colégio Vicentino Padre Chico, no Ipiranga, especializado em deficientes visuais. Do transporte público, no entanto, ficou o medo (reforçado pelo caso de um cego que morreu em abril ao cair na Estação Sé do metrô), e sua mãe tirou carta de motorista para conduzi-lo de automóvel. “Consigo reconhecer os caminhos que faço pela mudança no balanço do carro, pelas passagens nos quebra-molas”, diz. “E também através dos cheiros. Se farejo pastel frito, sei que estamos perto da feira.”

Há um tipo de local campeão de confusão: os shoppings. Trata-se de prédios onde fica quase impossível estabelecer pontos de referência (obviamente, para nós, as vitrines serão sempre idênticas). Além disso, como são ambientes fechados, os sons reverberam e prejudicam nossa orientação. Fazer compras on-line é a opção preferencial da maioria, graças aos leitores de tela em computadores e celulares (que nos permitem usar ativamente Facebook, Twitter, WhatsApp...). Aficionada de moda, a psicóloga Maria Rita de Paiva gosta de encarar os grandes centros de varejo, mas pede ajuda a um funcionário (eu faço o mesmo quando vou ao supermercado, solicitando que me descrevam o que há em cada prateleira enquanto passo com o carrinho).

No fim do mês passado, eu a acompanhei no Iguatemi. Chegamos para almoçar no Ritz e a medida imediata dos garçons foi nos trazer dois cardápios em braile. Nós os dispensamos e pedimos que narrassem para nós as opções. Primeiro porque nem eu nem ela dominamos bem a linguagem. Além disso, com frequência, os estabelecimentos não atua­lizam variações de preços e itens dos menus, tornando-os peças inúteis. Por vontade de Maria Rita, seguimos para a C&A. Seu cão-guia, Milo, ficava deitado aos seus pés enquanto uma vendedora lhe entregava as peças, uma a uma, para que as tocasse. Depois de apalpar e ouvir a descrição de umas três dezenas delas, experimentou oito e comprou quatro. A moda, para ela, é uma maneira de se afirmar diante de um mundo cheio de expectativas preconcebidas sobre uma mulher cega. “As pessoas se surpreendem por eu me vestir bem”, diz.

Pedro de Carvalho e Silva, de 54 anos, também costuma deixar as pessoas de queixo caído. Ele é mecânico em uma oficina da Aclimação 9Conforme já mostramos aqui). Sem ver nada desde os 3 anos, sempre foi louco por carros e começou no ramo aos 25. Reconhece rapidamente as peças ao manuseá-las e contabiliza um único acidente — em 2003, perdeu a ponta do dedo médio da mão direita ao tentar consertar o motor de uma Kombi. Rejeição, recorda, sofreu uma única vez, quando uma cliente disse que não queria que pusesse a mão no seu bem. “O chefe falou que a empresa era dele e que eu era o melhor funcionário”, orgulha-se. Pedro fez, então, o serviço e não houve reclamação.

“O primeiro passo para entender o problema do veículo é usar a minha audição, que ficou bem aguçada ao longo da profissão. Depois, recorro ao tato”, descreve. Não há, afirma, um tipo de automóvel em que o desafio seja maior. “Ao longo do tempo, a eletrônica passou a ser mais utilizada em outros modelos, mas me adaptei bem. Obviamente, eu só não poderia lidar com pintura.”

Ter a capacidade subestimada é algo chatíssimo. Aguentar a pena alheia é cruz mais difícil de carregar que a própria cegueira. Diferentemente do que reza o clichê, o paulistano — mais que o morador de qualquer outra cidade que eu conheça — oferece ajuda o tempo todo. Mas, achando que estamos perdidos, alguns nos puxam pelo braço e nos levam por um caminho que julgam ser o correto. Não se passa um dia sequer sem que eu ouça: “Rapaz, está indo pelo lugar errado!”. Uma dica: prontifique-se a colaborar, sim, por favor. Mas não seja inconveniente.

O voluntarismo dos “enxergantes” (é como nós chamamos você, leitor) mostra-se idêntico com bengaleiros e usuários de cão-guia. Quem tem um cachorro em vez de olhos, porém, é obrigado a lidar ainda com a curiosidade das outras pessoas. “Muitos adoram o lado social que eles trazem, mas eu dispenso”, diz Maria Rita. “A toda hora, preciso chamar a atenção do animal por algo que fez de errado e alguém me interrompe, atrapalhando o processo.” Eu entendo a irritação dela. Certa vez me abordaram no meio de um término de namoro, ambos os lados chorando copiosamente depois da famosa DR, para virem com a bateria de perguntas, como “de que raça ele é?”.

O orientador de coleira não é uma possibilidade para qualquer um, uma vez que há pouquíssimos treinadores de guias no Brasil. Prepará-los chega a custar mais de 100 000 reais. E o pet especial pode simplesmente não se encaixar na rotina da pessoa. Everton, por exemplo, desistiu desse auxílio por não gostar de ser restringido pelos cuidados que o bicho demandaria. A telefonista Esvana Leandro, de 39 anos, moradora de Jandira, na Grande São Paulo, tem verdadeira devoção ao bicho do marido, também não “enxergante”, mas dispensa um para si: “Vivemos numa região em que as pessoas não respeitam os cachorros”. Usuária de bengala, ela já se deu mal ao seguir confiante pelo piso tátil da Avenida Paulista: trombou com um ambulante que havia montado sua barraquinha em cima da faixa. “E fui xingada por ele.”

A experiência de Esvana mostra que a vida de um casal de cegos é menos complicada do que pode parecer. Morei sozinho no passado e acho mais fácil do que ter no dia a dia a companhia de alguém sem a deficiência, como é meu caso hoje. Individualmente, crio um mapa mental do imóvel, separo as roupas entre as que uso em casa e as de sair, cozinho, faço faxina, e tudo funciona bem. Quando o espaço é dividido com alguém, invariavelmente as coisas são tiradas do lugar onde deixei.

Ainda na área de relacionamentos: o sexo, o amor e a beleza interagem de forma peculiar na vida de quem não enxerga. Um corpo definido, claro, é especialmente valorizado. Um abraço ou um tapinha no ombro são os truques mais comuns para entender se o alvo de interesse é mais musculoso, cheinho, magricelo. Por ego, boa parte dos deficientes visuais recorre aos amigos para avaliar a beleza do pretendente. Além disso, a autoimagem é formada com base nos comentários alheios. Para alguns, desconhecer a própria aparência é uma eterna causa de insegurança. Outros, porém, reagem com indiferença a isso — a obesidade é endêmica entre nós.

Temos de lidar com as falsas expectativas: é comum as pessoas acharem que somos criaturas de pura bondade, indefesos e assexuados. “Muitas mulheres nos veem como coitados”, queixa-se o psicólogo Everton Oliveira. É que, embora pensemos na falta de visão como uma condição que nos torna iguais, somos um grupo tão diverso quanto qualquer outro. Há jovens e velhos, gordos e atletas, gays e héteros, tímidos e descontraídos, dependentes e autônomos. Gostam de chamar nossas necessidades de especiais. A principal delas, no entanto, é universal: o respeito à individualidade.



(Fonte: Veja São Paulo, via Lucas de Abreu Maia e colaboração de Alessandra Freitas)

Figo, o Supercão-guia

Um cão-guia que se atirou na frente de um micro-ônibus para salvar sua dona está sendo tratado como herói em Brewster, Nova York. Figo, de oito anos, absorveu a maior parte do impacto com o veículo e, segundo a equipe de paramédicos que atendeu a dupla, provavelmente salvou a vida de Audrey Stone, de 62 anos.

O motorista do micro-ônibus escolar, que transportava dois alunos do jardim da infância do St. Lawrence O'Toole Childhood Learning Center, não viu a mulher que estava prestes a atravessar a rua, por volta das 8h15 da manhã de segunda (8). Mas Figo, ao perceber o risco, se colocou em frente a ela, segundo diversas testemunhas.

Stone chegou a ser atingida e está em um hospital, onde se recupera de fraturas em três costelas, um tornozelo e um cotovelo, enquanto Figo, que teve um corte profundo na pata dianteira direita, foi operado e descansa em uma clínica veterinária.

Os profissionais da Middlebranch Veterinary dizem que o corte chegou ao osso da pata do golden retriever, mas que ele está se recuperando muito bem e que poderá ficar no local até que sua dona tenha alta. Em seu perfil no Facebook, a clínica divulgou fotos do “herói”, e escreveu que ele não parece nada perturbado com o assédio da mídia.

A lealdade de Figo comoveu inclusive os paramédicos e bombeiros que auxiliaram no socorro a Stone. Eles afirmaram que o cachorro, mesmo mancando, não quis sair do lado de sua dona em nenhum momento enquanto ambos recebiam atendimento.

Ele depois deixou que socorristas enfaixassem sua pata tranquilamente e só ficou agitado quando Stone foi colocada em uma ambulância, na qual ele não podia entrar. Figo foi transportado até a clínica veterinária em um carro dos bombeiros.

 

 

(Fonte: G1)

A ilusão de ótica que desafia o cérebro

Tem certeza que um objeto não pode estar em dois lugares ao mesmo tempo? Pois uma ilusão de ótica mostra como a localização percebida de um ponto é influenciada pelo que está acontecendo ao seu redor.

Trata-se de um trabalho de Peter Kohler e sua equipe da Universidade de Dartmouth, nos EUA, no qual eles pesquisam como o cérebro interpreta a posição do ponto, que poderia se “mover” de acordo com as arestas ou da figura como um todo.

No vídeo, um ponto intermitente é cercado por dois diamantes que mudança em toda a tela. Quando se movem horizontalmente, o ponto parece se deslocar lateralmente e ligeiramente para cima. Numa segunda versão, em que os cantos dos diamantes são obscurecidos, o ponto parece mover-se diagonalmente. A verdade, porém, é que o ponto nunca muda de lugar.

Kohler foi tentando determinar se a percepção da mudança de posição do ponto é causada pelo movimento total dos diamantes ou de seus componentes. Por exemplo, embora as formas estejam se movendo de lado como um todo, vendo as bordas isoladamente parece que os segmentos dos diamantes estão se movendo para cima.

A equipe planeja agora investigar, através de ressonância magnética funcional em pessoas que veem essas imagens, quanto tempo demora para o cérebro desfazer a confusão e quais são as áreas confundidas. "A integração do movimento local e global é conhecido por levar cerca de 150 milissegundos", diz Kohler. "Seria interessante ver se o efeito tem uma quantidade semelhante de tempo para chutar polegadas"

A ilusão foi recentemente apresentada na Conferência Europeia sobre Percepção Visual em Alghero, Itália, uma conferência inteiramente dedicada a truques que confundam a nossa percepção da realidade.

Agora saia da teoria e vá para a prática. Clique aqui para assistir ao vídeo completo e compreenda (ou não) esta ilusão de ótica.



(Fonte: New Scientist)

Estatinas podem proteger contra o glaucoma e catarata, afirmam estudos

Na semana passada, a revista da Academia Americana de Oftalmologia, publicou o resultado de um estudo cuja conclusão é a de que pessoas com colesterol alto que tomaram estatinas por pelo menos dois anos reduziram em 8% o risco de desenvolver a forma mais comum de glaucoma.

As estatinas são um grupo de substâncias afins, denominadas lipoproteinas, que são empregadas em medicina para tratar os altos níveis de Colesterol, LDL-colesterol e VLDL-colesterol no sangue, sendo consideradas essenciais ao funcionamento do organismo human.

O pesquisador Joshua Stein, professor assistente de oftalmologia e ciências visuais no Centro de Olhos Kellogg, da Universidade de Michigan (EUA), afirma que as estatinas podem melhorar o fluxo sanguíneo para as estruturas e os tecidos do olho, incluindo o nervo óptico, reduzindo a pressão dentro do olho.

Ele adverte, entretanto, que a associação só foi observada em pacientes que foram diagnosticados com colesterol alto, e não se sabe se as estatinas têm qualquer efeito sobre a redução do risco de glaucoma em pacientes com níveis normais de colesterol.

"Embora nossos resultados pareçam promissores, antes de incentivar os médicos a mudar a forma como lidar com pacientes com glaucoma, gostaria de ver estes resultados confirmados", diz Stein. "Embora as estatinas sejam conhecidas por ser relativamente seguras, há alguns efeitos secundários conhecidos associados à sua utilização, e precisamos ter certeza de que os benefícios desses medicamentos superam seus possíveis efeitos colaterais”, concluiu ele.

De fato, em níveis sanguíneos elevados, as estatinas podem ser prejudiciais.

Stein e sua equipe examinaram registros de mais de 500 mil pacientes com colesterol alto, com idades entre 60 anos ou mais. Pouco mais de 10 mil deles desenvolveu glaucoma de ângulo aberto, uma das principais causas de perda da visão – quando a pressão acumula-se no olho danificando o nervo óptico.

Recentemente este mesmo jornal publicou um outro estudo, onde confirmava que o uso da estatina também têm um efeito antioxidante que previne o desenvolvimento da catarata. Segundo Donald S. Fong, autor deste estudo, a razão pela qual somente o uso prolongado oferece proteção contra a cirurgia de catarata é que esta, uma vez formada, não responde a qualquer tipo de tratamento senão à cirurgia.



(Fonte: WebMD)

 

Uma mulher cega, duas rodas e um mundo pela frente

Dar a volta ao mundo montada numa motocicleta, não é para qualquer um. Ir de carona, então, exige determinação. Muito mais quando a moto conta com vinte anos de uso. Mas a situação fica ainda mais incrível quando a pessoa que dá a volta ao mundo de carona em uma moto de vinte anos é cega. Seu nome, Cathy Birchall.

Nascida com uma doença que a foi cegando lentamente, esta inglesa cresceu à margem das brincadeiras de escola. Os anos passados num instituto especializado atenuaram a solidão. Mas a universidade agravou-a.

Duas coisas ajudaram neste período. Uma foi Petra, a cadela-guia que finalmente lhe permitiu sair à rua sozinha quando ela não o fazia já há seis anos. A outra foi encontrar o homem que se tornaria o seu primeiro marido. A felicidade durou duas décadas, até ele falecer de câncer.

Algum tempo depois, Cathy conheceu Bernard Smith, um professor que dava aulas para cegos e se apaixonou por ela. Bernard já era, então, um fanático motociclista. Não precisou de muito esforço nem argumentos para convencer Cathy a partilhar deste amor.

A ideia da volta ao mundo surgiu como forma de melhorar o conhecimento geral em relação à experiência dos deficientes visuais. Tentaram arranjar um patrocínio, mas não conseguiram. O jeito foi vender a casa para financiar a viagem.

Ao longo de mais de um ano, montados numa velha BMW, o casal atravessou 31 países em cinco continentes, fizeram quase quarenta mil quilômetros, enfrentaram temperaturas extremas, subiram a montanha de Machu Pichu, percorreram vales, desertos e cidades. Bernard descrevia tudo para Cathy. Arriscaram a vida nas ruas da Índia, onde carros em velocidades absurdas roçavam pela moto e Cathy ouvia ruídos assustadores. Quando sentia perigo, avisava Bernard por um intercomunicador.

Finda a viagem, começaram a dar entrevistas e escreveram um livro para contar a história. Cathy tornou-se uma pequena celebridade, atingindo em parte os seus objetivos de conscientizar a população.

Infelizmente, ela estava na Inglaterra há apenas seis semanas quando descobriu que tinha câncer de mama. É um assunto que, quando os jornalistas tocam a voz de Cathy estremece. Ela confirma que a situação "evoluiu", que não se encontra propriamente bem, e mais não fala.

Ela prefere contar sobre a viagem - um feito único, tanto quando se sabe. Ao que parece, Cathy foi a primeira a fazê-la nas condições acima apresentadas. A caminho dos sessenta anos, Cathy pôs o seu nome na História.

Já Bernard, quando perguntado sobre algum momento especialmente marcante da viagem, fala do encontro com mulheres indianas que se mudaram para refúgios quando as famílias e os maridos as rejeitaram por serem cegas.

Também um dia, há muito tempo, amigos de Bernard acharam estranha a sua atração por uma mulher cega. A resposta dele foi simples: vocês não a conhecem.



(Fonte: Expresso de Portugal)

Telescópio implantável é um novo tratamento para DMRI

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das grandes causas de cegueira irreversível em indivíduos com 60 ou mais anos de idade em países desenvolvidos. No Brasil, a DMRI atinge cerca de 3 milhões de brasileiros, conforme parecer da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Já nos Estados Unidos este número sobe para mais de 10 milhões de pessoas por ano.

No olho humano, a mácula atua como um ponto focal para a luz, e gera a maior parte da sua visão central detalhada. Mas, por motivos ainda não explicados, esta parte da retina pode parar de funcionar com a idade, resultando em DMRI, que danifica a retina e cria um ponto cego no campo central de visão.

A boa notícia que vem das terras do Tio Sam: um implante ocular do tamanho de uma ervilha pode restaurar a visão para quem a perdeu.

O implante, uma espécie de telescópio, é um novo tratamento que dispensa a mácula, redirecionando a luz recebida para uma área saudável da retina. O implante telescópico restaura a visão ao projetar imagens em uma parte não danificada da retina, permitindo aos pacientes ver novamente os rostos das pessoas e os detalhes de objetos localizados diretamente à frente deles, segundo Mark Mannis, chefe de oftalmologia e ciências da visão e diretor do Centro de Olhos da UC Davis Health System, em um comunicado à imprensa.

O implante foi inserido em maio – com resultados extraordinários – no olho esquerdo de Virginia Bane, 89 anos, uma artista da Califórnia (EUA). “Agora eu posso ver melhor do que nunca”, diz ela. “As cores estão mais vibrantes, bonitas e naturais, e eu posso ler letras grandes com os meus óculos que não conseguia ler nos últimos sete anos. Estou ansiosa para conseguir pintar de novo.”

Até agora, apenas 50 pacientes em estágio avançado de DMRI receberam esta prótese nos EUA. Para ser elegível para este tratamento, a pessoa deve ter pelo menos 75 anos de idade e sofrer de DMRI seca estável. A DMRI úmida, na qual vasos sanguíneos na parte de trás do olho vazam sangue, não pode ser tratada com este telescópio.

Cerca de 60% dos pacientes elegíveis, que receberam o tratamento, recuperaram pelo menos três linhas de legibilidade em testes padronizados de visão.

Para Richard Van Buskirk, optometrista da Sociedade dos Cegos, a visão de Virginia continuará a melhorar ao longo do tempo, à medida que ela treinar seu cérebro para ver novamente. “Ela basicamente usa seu olho esquerdo com o implante telescópico para ver detalhes, como para usar os botões do micro-ondas, ou ler um livro”, diz ele.

Já o olho direito dela, que não passou pelo tratamento, fornece a visão periférica que contribui para a mobilidade – como caminhar ou se orientar dentro de casa. Para Richard, o cérebro de Virginia vai se adaptar automaticamente, usando a capacidade de cada olho conforme necessário.



(Fonte: Fox News)

Guerra dos Sexos: homens e mulheres veem o mundo de maneira diferente

A mulher chega em casa de cabelo pintado mas o homem nem percebe. O homem observa um pássaro voando ao longe, mas a mulher não dá a mínima. Antes de começar a discussão apontando a falta de interesse do parceiro ou parceira, vamos conhecer os resultados de um novo estudo realizado na Universidade da Cidade de Nova York (EUA).

Coordenado por Isaac Abramov, professor de psicologia do Brooklyn College, este estudo descobriu que os dois sexos têm literalmente uma visão diferente do mundo. Por exemplo, os homens têm uma maior sensibilidade a pequenos detalhes e objetos em movimento rápido. Já as mulheres são melhores em distinguir entre as cores.

Foram realizados dois estudos paralelos para se determinar estas diferenças. Em um deles, foi apresentada aos participantes uma amostra de uma cor específica solicitando que eles a descrevessem empregando uma série de termos pré-determinados. Foi quando os pesquisadores notaram que a visão de cores dos homens era “desviada”. Eles precisavam de um comprimento de onda ligeiramente mais longo para observar a mesma tonalidade que as mulheres.

Desta forma, o psicólogo e sua equipe descobriram não somente que homens e mulheres descreviam a mesma cor diante de seus olhos usando termos diferentes, mas, também, que os homens eram menos capazes de discriminar entre as cores, diminuindo a extensão dos espectros. Isso explica porque, para o homem, só existe vermelho, vermelho claro e vermelho escuro.

No outro estudo, a mesma equipe se concentrou em como cada sexo percebe os detalhes e as imagens em movimento. Eles usaram uma imagem de barras claras e escuras, horizontais ou verticais, para medir a sensibilidade ao contraste dos participantes. Variando a rapidez com que as barras eram alternadas, ou quão próximas elas ficavam, os pesquisadores descobriram que os homens detectam os detalhes, por mínimos que sejam, com mais facilidade.

Abramov e sua equipe já sabiam que os sexos exibiam diferenças nas funções sensoriais. O córtex cerebral (região do nosso cérebro) tem um número muito elevado de receptores de testosterona, o que pode ser uma base para as diferenças entre homens e mulheres quanto aos sentidos. Porém, dentre todos os principais sistemas sensoriais, apenas a visão não tinha ainda sido examinada em busca de diferenças entre os sexos  .

Dentre as hipóteses para explicar estas diferenças, uma diz respeito à testosterona. Os pesquisadores lembram que no cérebro se encontram receptores deste hormônio masculino e a maior concentração está na parte superior do cérebro (o córtex cerebral), que é a principal zona visual.

Outra hipótese está relacionada com a evolução. Os homens, em seu papel de caçadores, evoluíram suas capacidades que o permitiam avistarem à distância uma presa ou um animal que pudesse representar uma ameaça com maior precisão, enquanto as mulheres aperfeiçoaram suas capacidades para melhorar seu desempenho como coletoras.

Talvez para abrandar mais este capítulo na interminável guerra dos sexos, Abramov faz questão de deixar bem claro que todas essas diferenças são sutis e que afetam a visão em seu nível mais primário.



(Fonte: BBC)

Qual a relação entre a cor dos olhos e a qualidade da visão?

O Saúde Visual já apresentou este estudo da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas de olhos azuis têm menos risco de ter vitiligo (doença autoimune cuja perda de pigmentos resulta em manchas brancas na pele) e as de olhos castanhos têm menos probabilidade de desenvolver melanoma, tipo mais perigoso de câncer de pele. Em resumo, para os pesquisadores, a cor dos olhos pode revelar doenças de pele. Mas a cor dos olhos pode revelar doenças nos olhos?

É comum o questionamento acerca da relação entre cor dos olhos e os danos na visão, principalmente para quem tem olhos claros. Mas não é uma relação muito clara – sem trocadilhos, claro (!).

O que se sabe até hoje é que pessoas que possuem olhos mais claros são mais sensíveis à luz porque não há pigmento suficiente para bloquear os raios de luz e proteger a visão. Isso pode gerar danos irreversíveis.

Porém, se existe alguma diferença com relação às pessoas com olhos escuros, ela tende a ser sutil. As evidências de que olhos mais escuros proporcionam uma melhor visão são muito pequenas ou até mesmo inexistentes. Porém, já se sabe que é possível ter melhores reflexos com olhos mais escuros.

Pesquisadores estão examinando esses efeitos no ramo dos esportes. Um estudo revelou que pessoas de olhos mais escuros têm, geralmente, melhores performances em tarefas que exigem rápido tempo de reação, como o goleiro no futebol e nas lutas de boxe. Já as pessoas com olhos mais claros obtêm melhores resultados em tarefas que exigem mais precisão, como jogar golfe ou boliche.

Entretanto, nada é definitivo, pois os próprios pesquisadores apontam algumas contradições envolvendo outros esportes e que, portanto, mais estudos serão necessários para comprovar os resultados.



(Fonte: Portal Opticanet)

O que os olhos não veem, o estômago não sente...

“Há muita retórica em nossa cultura envolvendo comida: ciência dos alimentos, jornalismo de gastronomia, história da alimentação e tutoriais de como fazer comida. A minha esperança é que estas fotografias possam transformar a nossa obsessão por comida em uma nova proximidade com o que nos alimenta”.

As palavras acima são da artista Caren Alpert. Das palavras, à ação: ela capturou fotos de alimentos cotidianos diversos usando um microscópio eletrônico, apresentando-os sob uma nova perspectiva.

“As fotografias tiradas com microscópios eletrônicos prenderam meu interesse por causa de seu mistério e familiaridade simultânea. Isso desconstrói, resume e revela o ordinário de uma forma fascinante. Quanto mais perto da lente ficava, mais eu via alimentos - e os consumidores de alimentos - como parte de um ecossistema”, explica ela.

Muitas pessoas não prestam atenção no que comem, porém, diante destas fotos, a nova perspectiva é que, com um zoom de mais de 50 vezes de ampliação, muitos alimentos se tornam visualmente fascinantes. Ou não.

“Eu quero mostrar o que está lá, mas nós nunca realmente vemos: paisagens, padrões e texturas que despertam respostas completamente diferentes dependendo do espectador”, afirma a artista.

Decida analisando as fotos abaixo e aproveite para conhecer o trabalho completo de Caren Alpert aqui. E bom apetite!

Conhecendo melhor acerca dos filtros de absorção

O número é alarmante: cerca de 135 milhões de pessoas ao redor do mundo foram diagnosticadas com baixa visão. Filtros e matizes podem ajudar muitas delas.

Filtros de absorção (ou filtros medicinais) possuem tons desenvolvidos especialmente para melhorar a visão para daqueles que experimentam baixa acuidade visual devido a sensibilidade à luz e / ou níveis inadequados de contraste. A incapacidade dos olhos para fornecer o nível apropriado de contraste pode muitas vezes dificultar a leitura e outras atividades diárias. Filtros de Baixa Visão ajudam a gerenciar os níveis de transmissão das várias ondas de luz, o que melhora a visão de pessoas com diferentes condições de baixa visão. Por exemplo, através da filtragem de 100% da luz azul que atinge os olhos, os pacientes de baixa visão podem alcançar um maior nível de contraste, o que melhora a definição do objeto.

Os filtros de absorção para baixa visão estão disponíveis em tonalidades específicas, reconhecidoas por aumentar a acuidade visual quando utilizada em conjunto com várias deficiências visuais causadas por doenças oculares, como glaucoma ou degeneração macular relacionada à idade.

Estes filtros podem bloquear a luz azul de 34 a 100% e permitem o bloqueio da luz visível de 15 a 34%. Eles vão desde o propósito geral de absorção, até a melhorar da definição de objeto, passando pelo fornecimento de contraste elevado, sempre com proteção 100% contra os raios Uva/Uvb.

Cada caso de baixa visão terá um tipo de filtro projetado com o objetivo de transmitir um intervalo específico ou uma percentagem de ondas de luz. Os mais comuns matizes de absorção atualmente no mercado apresentam tons de laranja ou amarelo.

Não existem critérios objetivos e completamente definidos para determinação e prescrição de filtros medicinais. O filtro mais indicado é geralmente encontrado após testes com estas colorações disponíveis, especialmente nas condições degenerativas do olho, como retinose pigmentar ou retinopatia diabética. Os pacientes efetuam testes subjetivos comparando o conforto visual proporcionado pelos diversos filtros. Alguns podem preferir filtros diferentes em diversas condições luminosas do ambiente. Pode ser vantajoso possuir mais de um par de óculos, cada um com um tipo de filtro.

De fato, é comum mais do que um filtro ser exigido por cada tipo de problema, a fim de satisfazer as necessidades de mudanças nas condições de luminosidade. Um profissional oftálmico deve ajudar a determinar o filtro que melhor atenda às condições do paciente.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Pesquisadores encontram ligação entre retinopatia e doença renal

A Doença Renal Crônica (DRC) consiste em lesão renal e geralmente perda progressiva e irreversível da função dos rins. Atualmente ela é definida pela presença de algum tipo de lesão renal mantida há pelo menos 3 meses com ou sem redução da função de filtração. Atualmente um em cada 10 adultos é portador de doença renal crônica, mas maioria destas pessoas não sabe que tem a doença porque ela não costuma ocasionar sintomas, a não ser em fases muito avançadas.

Os rins são os principais órgãos responsáveis pela eliminação de toxinas e substâncias, que não são mais importantes para o organismo. Eles também são fundamentais para manter os líquidos e sais do corpo em níveis adequados. Alem disso eles ajudam produzindo alguns hormônios e participam no controle da pressão arterial. Por isso, doenças nos rins e a sua perda de função levam a uma série de outras patologias.

Como as pessoas com diabetes são mais propensas a terem doenças nos rins, alguns pesquisadores decidiram averiguar a possibilidade de existir alguma ligação entre retinopatia (doença degenerativa não inflamatória da retina) e a doença renal crônica.

Avaliando 2.605 pacientes com insuficiência renal crônica, os autores deste estudo obtiveram fotografias da mácula em ambos os olhos de 1936 destes pacientes. Eles revisaram as fotografias com auxílio de uma especialista em retina e avaliaram a gravidade da retinopatia diabética (diabéticos, hipertensos ou outro) e o calibre diâmetro dos olhos usando protocolos desenvolvidos para grandes estudos epidemiológicos.

Além disso, foram feitas medições da função renal e informações sobre fatores de risco tradicionais e não tradicionais para diminuição da função renal. Segundo os autores, a maior gravidade da retinopatia foi associada com menor taxa de filtração glomerular após o ajuste para fatores de risco tradicionais e não tradicionais.

Eles verificaram que a presença de anomalias vasculares geralmente associadas com a hipertensão foi igualmente associada a uma menor taxa de filtração glomerular. Eles observaram também que não houve relação direta entre a taxa de filtração glomerular e médios calibres arteriolares ou venular.

Estes resultados mostram uma forte associação entre a gravidade da retinopatia e suas características e o nível da função renal após o devido ajuste aos fatores de risco tradicionais e não tradicionais para doença renal crônica, o que sugere que a patologia retinovascular reflete, de fato, a presença de uma doença renal.



(Fonte: Review Of Ophthalmology)

Olhe por seus olhos - 2

Saúde Visual já mostrou aqui as doenças oculares têm em comum a inquietante propensão de gerar milhões de cegos entre nós, nem sempre em uma idade avançada mas que, para nossa sorte, a imensa maioria pode ser detectada e tratada antes que se instale e cause danos irreversíveis. Basta uma visita ao oftalmologista.

Dando continuidade, vamos tratar agora dos cuidados que devemos adotar nas situações mais comuns do dia-a-dia, em todos os lugares, já que os olhos exigem atenção permanente.

Na praia

O sal do mar pode causar irritação dos olhos. Lave-os sempre com água doce. Não use lentes.

Na piscina

O cloro da água irrita e pode danificar os olhos. Use sempre óculos de natação adequados e não use lentes.

Em locais ensolarados

Existe uma relação direta entre a radiação solar e a catarata. Use óculos de sol e boné. O reflexo da luz solar pode produzir conjuntivites. Nunca olhe o Sol diretamente.

Em lugares climatizados

Procure evitar a exposição prolongada ao ar-condicionado, que resseca o ambiente e pode prejudicar os olhos.

Em sala de aula

A leitura e a atenção ao quadro-negro podem causar dor de cabeça nas pessoas com problemas de visão. É preciso usar lentes caso exista um problema visual.

Diante da TV

Até hoje não foi demonstrado que ver TV provoque transtornos oculares. No entanto, como medida de precaução, mantenha sempre uma distância prudente e nunca assista TV em ambientes completamente escuros.

Ao se maquiar

Os cosméticos podem causar irritação, alergia e inflamação dos olhos. Use sempre produtos aprovados, sem perfume e hipoalergênicos. Não use cosméticos de outras pessoas e evite as sombras que provoquem alergias. Não aplique cremes muito perto do globo ocular.

Ao praticar esportes

A prática de certos esportes pode colocar em risco a integridade dos olhos. Use sempre um protetor ocular recomendado para o esporte que pratica. Em certas modalidades, como esqui e montanhismo, use sempre óculos de sol para proteger a vista dos raios UV. E utilize sempre cristais de policarbonato quando houver perigo de impacto.

No computador

Não há evidência científica de que o uso prolongado do computador cause danos oculares, embora possa agravar algumas deficiências ópticas e causar a fadiga visual. Para prevenir essas situações, recomenda-se o uso de monitores com boa resolução, que emitam baixa radiação, que tenham incorporado um sistema anti-reflexo ou que incorpore um filtro especial. Trabalhe em local com luz homogênea, situe o monitor a 50 cm dos olhos e nunca de frente ou de costas para uma janela. Descanse 15 minutos a cada duas horas.



(Fonte: Superinteressante)

Smartcane, a bengala que reconhece rostos

A tecnologia com certeza ajuda muito a melhorar nossas vidas. De uma forma ou de outra, sempre encontramos exemplos de facilidades que ela nos trouxe. E depois de smartphones, smartwatches e smartTVs, vêm aí as smartcanes.

As smartcanes são bengalas dobráveis para deficientes visuais que serão capazes de reconhecer amigos e parentes dos usuários em um raio de 10 metros. Ao detectar algum conhecido nos arredores, a bengala manda um sinal vibratório e avisa ao usuário quem se aproxima através de um fone de ouvido bluetooh.

Além disso, o dispositivo também estará equipado com GPS para ajudar na localização do usuário. O produto se chama “XploR Mobility Cane” e está sendo desenvolvido pelos estudantes Steve Adigbo, Waheed Rafiq e Richard Howlett da Birmingham City University.

Para um dos criadores, a novidade tem um valor especial. “Meu avô é cego e eu sei o quanto essas coisas podem ajudá-lo. Não há nada como essa bengala no mercado atualmente”, diz Steve Adigbo.

A Birmingham City University já apresentou a XploR para profissionais de medicina e ciência em Luxemburgo e na França. Além disso, existem planos para levar o produto para a Alemanha ainda este ano.

A equipe realizou pesquisas no Beacon Centre for the Blind, em Wolverhampton, para determinar as principais necessidades dos deficientes visuais e incorporar soluções ao XploR. Os estudantes voltarão para o Beacon Centre no final do ao para que as pessoas possam testar o produto.



(Fonte: Phys.org)

De olho na segurança dos smartphones

Seja para evitar namoradas e amigos xeretando no celular ou para dificultar o trabalho de ladrões e outros pilantras de plantão, a segurança dos dispositivos mobile é um assunto de primeira importância. Embora os sensores biométricos, capazes de ler digitais ou outras partes do corpo, sejam o recurso mais badalado da categoria no momento, os japoneses já estão de olho no próximo passo da tecnologia. Em parceria com a DoCoMo, a Fujitsu revelou informações sobre o primeiro smartphone capaz de fazer autenticações pela leitura da íris.

Se leitor do iPhone 5S foi burlado por uma impressão de alta qualidade pouco tempo depois de seu lançamento, fica difícil afirmar que o escaneamento de digitais é uma solução definitiva para manter seus dados – e sua carteira virtual – a salvo de pessoas com más intenções. Assim, o anúncio do Arrows NX F-04G é uma grata surpresa para quem quer uma dose extra de segurança em sua vida digital – com o bônus de parecer que você está usando um dispositivo saído de algum filme hollywoodiano de espionagem.

A boa notícia é que, além de usar o reconhecimento de íris para desbloquear o aparelho em apenas alguns poucos segundos, o recurso também é capaz de servir de barreira para permitir compras em lojas virtuais como a Google Play e também pode autorizar pagamento feitos via serviços de carteira mobile. Isso quer dizer que, apesar de ser voltada para essa função, a ferramenta não se limita a proporcionar uma dose extra de segurança, uma vez que sua utilização possibilita eliminar boa parte das senhas tradicionais requeridas pelos sistemas móveis.

Essa parte fica bem clara no vídeo divulgado pela operadora de telefonia nipônica em seu canal no YouTube – e que você pode conferir no final desta matéria. Nele, alguns cidadãos japoneses fazem caras e bocas para mostrar sua insatisfação ao esquecer os bons e velhos passwords alfanuméricos – tudo em um show de interpretação – até serem salvos por uma donzela portando o Arrows NX F-04G e mostrando a “magia” da leitura de seus olhos pelo celular.

Como acontece com muitos outros produtos de tecnologia na Terra do Sol Nascente, é muito difícil que o dispositivo – com data marcada para chegar às lojas japonesas em junho – dê as caras no ocidente, pelo menos de forma oficial. Mesmo assim, não estranhe se o recurso surgir nas próximas versões dos aparelhos top de linha das principais fabricantes do setor – que, inclusive, já devem estar desenvolvendo internamente suas próprias versões da ferramenta.

Enquanto esse futuro não chega por essas bandas, dá para babar um pouquinho no Arrows NX F-04G, já que, em questão de hardware, o smartphone da Fujitsu não faz feio.

Confira o vídeo:

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(Fonte: Tecmundo)

Os desafios e os estigmas na luta dos deficientes no mercado de trabalho

A informação é da ONU (Organização das Nações Unidas): 650 milhões de pessoas no mundo têm deficiência, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento. Em comum, o fato de que os portadores de deficiências enfrentam desafios cada vez mais sérios na luta por espaço no mercado de trabalho em todo o mundo.

As dificuldades físicas, aliadas ao preconceito e ignorância, ficam ainda mais difíceis de superar em tempos de recessão econômica o que aumenta a necessidade de soluções acessíveis em termos financeiros.

Muitos acreditam que a tecnologia tem um papel importante em permitir que o portador de necessidades especiais realize seu potencial nas mais diversas profissões. É a chamada “tecnologia assistiva”, que já mostramos aqui.

A BBC ouviu alguns profissionais desta nova área que estão trabalhando para isso. Um dos líderes desta batalha é o americano Hugh Herr, professor do Media Lab do MIT (Massachusetts Institute of Technology), em Massachusetts, Estados Unidos. Herr acredita que os avanços da tecnologia biônica podem liberar o potencial de uma força de trabalho que, até agora, vinha sendo subutilizada. “Estamos entrando em uma era biônica, onde começamos a ver tecnologia que é sofisticada o suficiente para imitar funções fisiológicas importantes”, diz Herr com convicção - e ele tem boas razões para isso, pois é diretor da companhia iWalk – que fabrica próteses robóticas que imitam as funções de membros do corpo humano – e trabalha com biônicos diariamente.

Além disso, durante uma mal sucedida expedição de alpinismo em 1982, Herr sofreu ulcerações tão graves provocadas pelo frio que suas pernas tiveram de ser amputadas abaixo dos joelhos e hoje, graças aos produtos que ele próprio desenvolveu, Herr continua a praticar alpinismo.

As próteses biônicas que produz são tão avançadas que não apenas imitam as funções de uma perna humana normal – elas são, em vários aspectos, superiores. E estão disponíveis comercialmente em outros 50 centros espalhados pelos Estados Unidos. Para Herr, as próteses biônicas podem “colocar as pessoas de volta no trabalho, o que é (uma conquista) imensa. Só isso custaria ao estado milhões de dólares”.

Para alguns, no entanto, não se trata de retornar ao antigo emprego e, sim, de conseguir um trabalho. É a opinião, por exemplo, de Barbara Otto, diretora da ONG Think Beyond the Label, uma entidade que tenta auxiliar empresas que desejam contratar pessoas com necessidades especiais.

A ONG criou um portal digital que funciona como uma rede social, permitindo que empregadores e força de trabalho façam contato. Entre outras atividades, a entidade organiza, por exemplo, feiras online onde empresas e candidatos a empregos podem se encontrar tentando, desta maneira, romper o estigma que tantas vezes mantém pessoas com deficiência fora do mercado de trabalho.

Otto acredita que empresas têm muito a ganhar ao empregar pessoas com necessidades especiais. “Sempre digo, se você quiser contratar alguém que pense diferente, empregue uma pessoa portadora de alguma deficiência”, afirma ela.

Outra importante frente de batalha na luta para colocar portadores de deficiências no mercado profissional é garantir a eles o acesso ao local de trabalho e, para Alan Roulstone, professor de inclusão da Northumbria University, nas imediações de Newcastle, no norte da Inglaterra, a “tecnologia terá um papel central nesse processo”.

Ele acredita que a grande estrela nesse palco são as tecnologias de navegação ambiental, ou sistemas de navegação por satélite adaptados para uso em prédios de escritórios.



(Fonte: BBC)

Cientistas alertam contra 'monstro' que pode causar cegueira

O canal de TV paga Animal Planet apresenta uma curiosa série denominada Monsters Inside Me (“Monstros dentro de mim”) que não trata de alienígenas que se hospedam nos corpos humanos, como no filme “Alien, o oitavo passageiro”, de Ridley Scott (1979). Na verdade a série mostra o que acontece quando os seres humanos são vítimas de parasitas.

Um destes “monstros” é o Acanthamoeba, uma espécie de ameba de vida livre (AVL), protozoários amplamente dispersos na natureza e que já foram identificadas no solo, ar, água doce e do mar, poeira e também na orofaringe de humanos saudáveis. A presença das AVL está associada aos fungos, bactérias, outros protozoários e até mesmo algas que são utilizados como substrato alimentar. As AVL não requerem um hospedeiro em seu ciclo vital e por isso são chamadas de “vida livre”. As infecções são consideradas acidentais (como nos casos de meningites agudas por Naegleria sp) ou oportunistas (como as meningites granulomatosas, otites entre outras doenças causadas por Acanthamoeba sp).

No que diz respeito às infecções oculares, as espécies responsáveis incluem a Acanthamoeba polyploza, a Acanthamoeba castellani, a Acanthamoeba hatchetti e a Acanthamoeba culbertsoni. Elas fazem seu caminho para o olho humano através da água - piscinas, banheiras com água quente, água de torneira, água de esgoto, água de avião ou mesmo lagos. Essa infecção pode levar à ceratite, ou seja, inflamação da córnea, que pode ser muito dolorosa, de difícil tratamento e eventualmente causar cegueira.

A primeira descrição de ceratite por ameba em humanos foi feita na Inglaterra, em 1973. Desde então, vários casos foram relatados, embora a incidência ainda não seja conhecida. No Brasil, Nosé e Cols descreveram os primeiros casos em 1988.

Os primeiros casos da doença ocular estavam relacionados ao trauma ocular, porém com a popularização do uso de lentes de contato (LC) e, particularmente (mas não somente), as gelatinosas, verificou-se que atualmente este é o principal fator predisponente à ceratite por Acanthamoeba.

A associação entre o uso de LC e ceratite por  Acanthamoeba foi descrita em 1984. Inicialmente o principal risco descrito foi o uso de LC em ambientes com água contaminada. Posteriormente o uso de solução salina de diluição caseira na assepsia das LC foi associado às infecções, sendo que os usuários de lentes gelatinosas estão sob maior risco.

Agora os cientistas alertam: pessoas que usam lentes de contato estão correndo o risco de ficarem cegas. O parasita Acanthamoeba foi encontrado recentemente em água de torneira, piscinas e chuveiros. O alerta está voltado para todas as pessoas que usam lentes, principalmente para a Grã-Bretanha, com 3,7 milhões de usuários.

O número de infecções é pequeno, mas apesar do progresso no diagnóstico e tratamento, a ceratite bacteriana continua sendo um desafio. O tratamento é longo, doloroso e não é totalmente eficaz.

Quando a lente entra em contato com o olho, o parasita atravessa a córnea que é a camada mais externa do globo ocular. Os sintomas que essa infecção traz são: olhos irritados e lacrimejantes, visão turva, sensibilidade à luz, inchaço da pálpebra superior e muita dor. A visão pode ficar danificada no prazo de uma semana.

Para o tratamento, usa-se um tipo de colírio que deve ser pingado a cada 20 minutos todos os dias. Além disso, a pessoa deve permanecer até três semanas no hospital. Nos casos mais graves, recomenda-se o transplante de córnea.

A associação entre LCG e infecção corneal bacteriana exige que oftalmologistas estejam sempre alertas e orientem os pacientes quanto à gravidade do quadro, já que normalmente higiene e conservação precária estão relacionadas ao problema.



(Fonte: Animal Planet)

Viagra, uma potência ocular?

Você certamente já ouviu aquela história de pessoas que precisam colocar os óculos para ouvir melhor. Uma variação moderna e modificada desta, porém, afirma que alguns homens passaram a enxergar melhor depois de usar o Viagra.

Para quem não ligou o nome à pessoa, Viagra (cujo nome genérico é citrato de sildenafila) é aquele remédio azul usado por homens que sofrem de impotência sexual no tratamento da disfunção erétil.

Relatos informais feitos por urologistas de vários países ao longo dos anos, levou um grupo de pesquisadores brasileiros a avaliar o possível efeito benéfico do sildenafil para combater o glaucoma, uma doença silenciosa que, se não tratada, causa lesão do nervo óptico e, como consequência, cegueira irreversível.

José Luiz Laus, pesquisador da Unesp de Jaboticabal, afirma que, embora as análises estatísticas dos dados ainda não tenham terminado, já se pode afirmar que "a droga melhora as condições de oxigenação da retina, porque faz passar mais sangue por ela". Ele comenta que ainda não se sabe como isso ocorre, porém a hipótese mais provável é que haja uma dilatação da artéria oftálmica, que leva sangue à retina.

Isto porque, neste caso, aconteceria um mecanismo parecido com o que a droga produz no corpo cavernoso do pênis, que, mais irrigado por sangue, mantém-se ereto. Para o pesquisador, não surpreende o fato de que um dia o Viagra possa vir a tratar uma doença oftalmológica, possivelmente na forma de colírio. Laus lembra que isso é normal na história da farmacologia e cita o caso clássico da aspirina, “que foi descoberta como analgésico, mas cujo uso mais importante atualmente é como anticoagulante sanguíneo, na prevenção de trombose, infarto e acidente vascular”.

O próprio sildenafil é um exemplo de polivalência farmacológica, pois além da impotência masculina, a droga é usada para tratar hipertensão pulmonar, inclusive em crianças. Outra pesquisa demonstrou que o Viagra diminui os efeitos tóxicos da quimioterapia.

Acontece que esta polivalência também ocorre na contramão: já foi comprovado que o uso de Viagra pode levar à perda de audição. Mas aí nada que um bom óculos não resolva, não é mesmo?



(Fonte: Diário da Saúde)

Garçons cegos, clientes no escuro

Um restaurante francês que deixa seus clientes na mais completa escuridão tem feito um grande sucesso na Europa, e em breve será inaugurado também nos EUA. Sua popularidade está presente em lugares como Paris, Londres, Moscou, Barcelona e São Petersburgo (Rússia).

O motivo não está somente na boa comida servida. É que ela é servida por garçons cegos ou deficientes visuais para um público que fica vendado o tempo todo: É o “Jantar no escuro” (Dining in the Dark). No início, a ideia foi recebida como um conceito absurdamente bizarro, mas surpreendentemente logo se tornou popular ao levar os clientes a descobrir como é ser cego e como habilmente os garçons cegos se adaptam às suas condições.

Edouard de Broglie, fundador da cadeia de restaurantes, diz que “queria mostrar que uma empresa onde 50 por cento dos funcionários são deficientes pode ser produtiva e prosperar." E está motrando, pois seus restaurantes têm servido mais de um milhão de pessoas.

O primeiro restaurante originou o título "Blindkuhe", que poderia significar "vaca cega" ou "cabra-cega" em alemão. Foi inaugurado em 1999, em Zurique, e iniciou uma tendência que se espalhou para a França e foi copiado em todo o mundo. Eles costumam usar garçons com deficiência visual para orientar os clientes através de uma sala de jantar com pesadas cortinas pretas. Neste breu absoluto é servido um menu de surpresa, com dois ou três pratos.

Ou seja, o cliente não tem ideia do que está em seu prato e seus sentidos estão completamente confusos – uma tendência comum é falar mais alto.

O restaurante de Paris abriu em 2004 e recebeu duras críticas da imprensa britânica, que chamou o restaurante de "enigmático" e que a comida não era boa. A resposta veio rapidamente: hoje o restaurante de Paris é o mais lucrativo e está constantemente lotado. O restaurante de Nova Iorque vai oferecer quatro menus de surpresa. Um deles será totalmente secreto e os outros vão ser especiais para os consumidores de carne, vegetarianos ou peixe e amantes de frutos do mar.

Mohand Touat trabalhou no restaurante de Paris durante os últimos quatro anos. Ele começa a trabalhar com muito cuidado, usando sua bengala para guiá-lo. Entretanto, uma vez dentro do restaurante, ele pula de uma tabela para outra, a gritar coisas como: "Ajudem-me, eu deixei cair meu garfo." Touat afirma que no escuro “nós somos os únicos que servem como guias para um público de visão, por isso esta mudança de papéis. Sinto-me bem aqui."

Siegfried Saerberg, do Departamento de Sociologia da Universitat Dortmund, na Alemanha, considera que esta é uma nova maneira de informar as pessoas com visão sobre as necessidades, desejos e estilos de vida dos cegos. Mohand Touat confirma: "Às vezes é muito estressante, mas também é divertido, especialmente quando você tem convidados muito legais. Estamos, de certa forma, em posição superior aos convidados. Os clientes ficam impressionados como nós somos capazes de trabalhar no escuro ".

O objetivo dos restaurantes é permitir que os clientes “desfrutem da cegueira" (A citação vem do próprio restaurante, não é uma piada.) Nos restaurantes escuros, o pagamento ocorre sempre fora das áreas escuras. Os trabalhadores cegos e deficientes visuais mostram as sua habilidades na identificação de dinheiro, a diferença na forma e tamanho das moedas e notas. Tocando as moedas com suas mãos revela as denominações, ou podem usar um equipamento especial inventado para que as notas sejam diferenciadas de acordo com seus respectivos valores.

Normalmente os clientes são avisados para permanecer em seus lugares para evitar a colisão entre os garçons e os clientes. As pessoas que precisam usar os banheiros pedem ajuda ao guia (cego).

Ao contrário das pessoas cegas, clientes com visão tendem a perder suas maneiras à mesa na escuridão. Eles tentam comer com talheres, mas acabam por comer com os dedos ou empurrando os alimentos para seus garfos ou colheres. Algumas pessoas, na total frustração, muitas vezes, renunciam completamente ao uso dos talheres.

Beber parece ser um problema menor do que comer. Surpreendentemente, há poucos derrames. Além disso, os clientes não parecem ter nenhum problema na identificação de suas bebidas. Para os indivíduos cegos, há o valor acrescentado da experiência em si. A inversão de papéis nestes eventos é o verdadeiro propósito dessas performances ritualizadas.

Olhando com um olho prático, este tipo de iniciativa pode ajudar as pessoas cegas a aprender habilidades de trabalho e pessoas com visão a formar opiniões mais realistas sobre pessoas cegas que atuam no mercado de trabalho. Podemos, então, ter esperança de desenvolver uma sociedade solidária com objetivos comuns.



(Fonte: Eyecare Professional Magazine)

Visão subnormal já atinge cerca de quatro milhões de pessoas no Brasil

Apesar de ocorrer na maioria das vezes em idosos, por conta da degeneração macular, pessoas de todas as idades podem ser acometidas pela visão subnormal por causa congênita, doenças hereditárias, traumas, diabetes, glaucoma, catarata e doenças relacionadas à idade. Em crianças, a reversão é possível com programas de estimulação visual precoce.

Segundo Relatório do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), cerca de quatro milhões de pessoas sofrem deste mal, comumente conhecido como ‘baixa visão’. O problema acontece quando óculos comuns, lentes de contato ou implantes de lentes intraoculares não conseguem dar uma visão nítida à pessoa.

Embora o mais comum seja a redução da visão central, a visão subnormal pode também ser consequência de diminuição da visão periférica, ou da diminuição da visão para cores da incapacidade para definição adequada de luz, contraste ou foco. Assim, diferentes tipos de visão subnormal podem exigir também diferentes tipos de assistência oftalmológica. Por exemplo, pessoas que nascem com visão subnormal têm diferentes necessidades daquelas que apresentam o problema ao longo do tempo.

A visão subnormal não deve ser confundida com cegueira, pois esta deficiência visual poderá ser menor ou maior dependendo da patologia ou lesão ocular de cada indivíduo.

Pessoas com visão subnormal ainda têm visão útil, porém, quando os óculos ou lentes de contato já não podem proporcionar visão adequada, é hora de lançar mão de recursos ópticos especiais. A melhora visual com tais recursos é geralmente alcançada após o oftalmologista ter completado o tratamento clínico ou cirúrgico ou, ainda, determinado que estes procedimentos não sejam suficientes para a melhora da visão.

Os principais sintomas da visão subnormal são dificuldade na leitura (do dia a dia, na escola, no trabalho); dificuldade em reconhecer rostos (principalmente detalhes);  dificuldade na locomoção (campo visual com alterações) e dificuldade em realizar tarefas visuais específicas (trabalhos manuais, atividades de lazer como jogos de cartas, etc).

Por conta da maior expectativa de vida da população, o número de portadores de visão subnormal tende a aumentar, inclusive por não existir cura para a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) do tipo seca, a mais frequente das doenças que provocam visão subnormal.



(Fonte: Assessoria de Comunicação Hospital de Olhos Paulista)

Brasil não garante direitos básicos à população deficiente

Por seu conteúdo, a Lei 7.853, de 24 de outubro de 1989, que dispõe sobre o apoio às pessoas portadoras de deficiência e sua integração social, já foi considerada a mais inclusiva das Américas por fazer com que o Estado assuma a responsabilidade pela pessoa com deficiência. Ainda assim, no Brasil, este assunto só começou a ser realmente debatido nos últimos dez anos.

Segundo Teresa Costa d’Amaral, superintendente do Instituto Brasileiro dos Direitos da Pessoa com Deficiência (IBDD),  “a pessoa com deficiência, no Brasil, vive uma situação de não-cidadão” já que o país não garante a esta população os direitos básicos – o de ir e vir, a possibilidade de locomoção, o acesso à escola e ao trabalho.

Para superintendente do IBDD, “falta adaptação nas escolas e faculdades, como a presença de intérpretes de Libras. O resultado só existe mediante pressão ou boa vontade de alguém da instituição”.

Teresa afirma que, uma vez que o cidadão precisa ir à Justiça para ter seus direitos básicos garantidos, os governos Municipal, Estadual e Federal podem ser considerados como omissos. “O País perde em qualidade de participantes da cidadania e estas pessoas acabam pesando financeiramente ao Estado”, afirma Teresa.

Moisés Bauer, presidente do Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Conade), instituição vinculada à Secretaria Especial dos Direitos Humanos, que responde diretamente à Presidência da República, concorda com a superintendente do IBDD. Segundo ele, na escala de prioridades do Estado brasileiro, o assunto ocupa as últimas posições. “Os investimentos são pulverizados e as ações, maquiadas” afirma Bauer, de 42 anos, deficiente visual desde os 8 e que ocupa também o cargo de presidente da Organização Nacional dos Cegos do Brasil.

Diante deste quadro, Moisés Bauer defende uma legislação mais direta. “A ausência de políticas públicas no nosso País cria um cenário de vulnerabilidade e precariedade à pessoa com deficiência”. O presidente do Conade observa que faltam “aperfeiçoamentos na lei e punições ao gestor público. A acessibilidade se torna possível para quem tem dinheiro, mas o cidadão sem condições financeiras não consegue quase nada”.



(Fonte: Estadão/blogs)

Depois das contas de água e das bulas, a vez dos cardápios

Se em São Paulo algumas regiões do estado já recebem contas de água no sistema Braille, agora, em todo o Brasil, os bares, lanchonetes e restaurantes podem ser obrigados a oferecer aos clientes pelo menos um cardápio no mesmo sistema. Um projeto aprovado pelo Senado torna obrigatória essa oferta para que clientes com deficiência visual possam ter acesso aos cardápios.

Pela proposta, os estabelecimentos que não respeitarem a regra terão que pagar multa de R$ 100, reajustada com base no índice de correção dos tributos federais. A cada reincidência, o valor deve ser duplicado em relação ao cobrado anteriormente. O projeto não determina, porém, como deve ocorrer a fiscalização dos estabelecimentos.

Segundo a autora do projeto, a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), "obrigarmos que restaurantes, bares e lanchonetes ofereçam aos portadores de deficiências visuais condições igualitárias de atendimento é um ato de respeito e solidariedade", afirmou.

A senadora Ana Rita (PT-ES), relatora da proposta, disse que a mudança atende à convenção da Organização das Nações Unidas sobre direitos da pessoa com deficiência, além de complementar o Código de Defesa do Consumidor.

"As entidades privadas que oferecem instalações e serviços abertos ou propiciados ao público devem levar em consideração todos os aspectos relativos à acessibilidade para pessoas com deficiência. Todos são iguais perante a lei e que cabe ao Estado promover a defesa do consumidor", afirmou Ana Rita.

O código Braille é composto por uma combinação de pontos dispostos em uma célula de três linhas e duas colunas. Por meio da combinação destes símbolos, o deficiente visual pode realizar a leitura e a escrita de qualquer tipo de texto. Em 2012, a Resolução-RDC 47, de atribuição da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), regulamenta, também, a “bula em formato especial fornecida à pessoa portadora de deficiência visual em formato apropriado para atender suas necessidades”.

A medida sobre os cardápios foi aprovada pela Comissão de Direitos Humanos do Senado de forma terminativa. O texto segue para sanção da presidente Dilma Rousseff - se não houver recurso para ser analisado no plenário da Casa.

Cardápio em Braille, porém, não é novidade no Brasil. Com o propósito de incluir o deficiente visual enquanto consumidor e cidadão, proporcionando benefícios a toda a sociedade e garantindo o cumprimento da legislação, a CNTur - Confederação Nacional do Turismo (entidade sindical de grau máximo que representa o setor no Brasil) e a ABRESI - Associação Brasileira de Gastronomia, Hospedagem e Turismo (maior entidade civil do segmento) mantém uma parceria com a Fundação Dorina Nowill para Cegos para a produção, com descontos, de cardápios em formato Braille ou tinta/Braille, conforme estabelecido na legislação vigente.

 

(Fonte: Rede Saci)

Saiba como comprar ingressos para os Jogos Paralímpicos Rio 2016

O Comitê Rio 2016 apresentou o Programa de Ingressos para os Jogos Paralímpicos. Cerca de 3,3 milhões de entradas estarão disponíveis para compra em três etapas distintas. A primeira, que acontece por meio de sorteio, está marcada para começar em setembro. Confira aqui os valores.

"Os Jogos Paralímpicos são ainda mais acessíveis e inclusivos, reforçando o nosso compromisso de realizar Jogos para todos. Vamos oferecer ingressos a preços que começam em R$ 10 (entrada inteira), e mais de 60% do total custa até R$ 40", afirmou Donovan Ferreti, diretor de Ingressos do Comitê.

O processo de compra dos ingressos para as competições esportivas e cerimônias Paralímpicas seguirá o mesmo modelo do programa Olímpico. Para residentes no Brasil, a compra de ingressos será dividida em três etapas – fase de sorteios, venda direta online e venda direta na bilheteria. Já para estrangeiros, a compra deverá ser efetuada por meio do revendedor autorizado (ATR) em cada país. A lista dos ATRs será disponibilizada em breve.

A primeira etapa começa no dia 7 de setembro de 2015, data a partir da qual os torcedores poderão solicitar suas entradas para concorrer na fase de sorteios – diferente do Olímpico, somente um sorteio será realizado. Torcedores que já se cadastraram para concorrer aos ingressos dos Jogos Olímpicos poderão usar mesmo login e senha no portal de ingressos. O resultado será divulgado em outubro.

Em janeiro de 2016, terá início a venda online das entradas que restarem. Já a venda nas bilheterias, que estarão espalhadas pelas quatro regiões de competição dos Jogos, acontece a partir de junho de 2016.

As entradas para os eventos esportivos variam de R$ 10 a R$ 130, enquanto as cerimônias de abertura e encerramento custarão de R$ 100 a R$ 1.200. Das 3,3 milhões de entradas a venda, 94% custarão até 70 reais.

Assim como nos Jogos Olímpicos, terão direito à meia-entrada em todas as categorias de preço idosos e cadeirantes. Estudantes e pessoas com deficiência (não cadeirantes) ou com mobilidade reduzida terão direito ao desconto na categoria de menor preço. Os torcedores poderão optar pelo parcelamento sem juros do valor dos ingressos em até cinco vezes. Mas Não haverá qualquer gratuidade nos eventos da Olimpíada.

Os Jogos Paraolímpicos serão realizados entre 7 e 18 de setembro de 2016 e vão reunir 4.350 atletas de 178 países para a disputa de 23 esportes. Um ano antes da cerimônia de abertura, o Dia Internacional Paraolímpico, que será comemorado no dia 7 de setembro de 2015, marcará a abertura do período de solicitação de ingressos.

A expectativa é superar os 2,8 milhões vendidos durante os Jogos Paraolímpicos Londres 2012.



(Fonte: site oficial do evento)

Olhe por seus olhos

Glaucoma, descolamento de retina, retinopatia diabética, catarata e degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Todas essas doenças oculares têm em comum a inquietante propensão de gerar milhões de cegos entre nós, nem sempre em uma idade avançada. Mas, para nossa sorte, a imensa maioria desses casos pode ser detectada e tratada antes que se instale e cause danos irreversíveis. Basta uma visita ao oftalmologista.

Por exemplo, o descolamento de retina (separação da retina da parte de baixo que a sustenta, o que causa a perda progressiva do campo visual) é precedido de rasgos indolores que se manifestam por perda de visão e aparição de brilhos de luz, manchas e riscos flutuantes no campo visual. Nesse estágio, as lesões de desgaste na retina podem ser tratadas com o raio laser ou com a sonda congelada (criopexia), mas um exame regular de fundo de olho com um simples oftalmoscópio teria permitido detectar mais cedo a lesão e simplificar enormemente o tratamento.

Qualquer anomalia ocular não detectada precocemente pode impedir o desenvolvimento da visão e deixar sequelas para o resto da vida. Por isso, é essencial a prevenção, que deve começar desde cedo. Os olhos dos recém-nascidos devem ser examinados pelo médico para descartar infecções e desordens. Antes dos 5 anos, o pediatra avaliará se o pequeno tem a mesma capacidade de visão em ambos os olhos, um problema refrativo ou um desajuste no alinhamento ocular. A partir dos 5 ou 6 anos, quando as crianças começam a frequentar a escola, as exigências visuais aumentam. Contar com um sistema visual livre de disfunções binoculares (estrabismo ou não), acomodativas (sistema de foco) ou oculomotoras, assim como um bom processamento da informação visual (percepção visual), são indispensáveis para o rendimento adequado da visão e, por consequência, escolar.

Um erro acomodativo, por exemplo, pode conduzir à falta de concentração. Problemas na percepção visual se traduzem em más caligrafia e ortografia, bem como em uma péssima memória visual. As falhas binoculares não estrábicas desestimulam a leitura e o estudo. E as complicações oculomotoras tornam impossível uma boa leitura. Por sua parte, os erros refrativos dificultam a visão do que se escreve e se desenha no quadro-negro, enquanto a lateralidade cruzada inverte letras e números e confunde direita e esquerda.

A detecção precoce desses problemas é fundamental para o correto tratamento. “Não se pode esquecer que a visão infantil não se forma completamente até os 10 anos de idade, o que permite uma solução da doença ocular se ela for detectada a tempo”, diz o médico Enrique Chipont, do Instituto Oftalmológico de Alicante, na Espanha. Óculos, lentes, terapia visual e, em certos casos, cirurgia evitam ou retardam o aparecimento de males maiores.

Além dos exames oftalmológicos, o cuidado com a vista exige alguns hábitos de higiene e comportamento corretos. Por exemplo, a forma de assistir TV e de trabalhar no computador, o tipo de iluminação que usamos para a leitura, a dieta que seguimos, a automedicação – por exemplo, usar colírios sem receita médica – ou os óculos de sol que escolhemos podem afetar nossos olhos. Sobre esse último ponto, os oftalmologistas advertem que os óculos vendidos fora dos centros especializados, como os de camelôs, não reúnem os requisitos mínimos de qualidade para proteger os olhos da radiação solar e podem ser prejudiciais à visão.

Prevenir é mesmo a palavra-chave quando o assunto é manter a qualidade da visão. Uma pesquisa feita pela Organização Mundial da Saúde (OMS) revelou que mais de 161 milhões de pessoas no mundo têm a visão reduzida – das quais 37 milhões são cegas. Nada menos do que 75% das ocorrências de cegueira poderiam ter sido evitadas. No caso do glaucoma – o maior causador de cegueira sem cura no Brasil –, a prevenção é bem simples. O transtorno é provocado por um forte aumento da pressão ocular, que costuma ser propiciado por uma eliminação deficiente do humor vítreo, um gel claro que preenche a parte interna do globo ocular. A alta pressão destrói o nervo óptico e, em casos avançados, leva o paciente à cegueira irreversível. “A pressão intraocular pode ser medida com exames rápidos e indolores, assim como o estado da retina e do nervo óptico”, diz o médico Daniel Elies, responsável pela Unidade de Glaucoma do Instituto Oftalmológico de Barcelona, na Espanha.

No Brasil, estima-se que existam 900 mil pessoas com glaucoma. Como 80% dos casos não apresentam sintomas, não é raro que o paciente só descubra a doença quando a visão num dos olhos já esteja quase perdida. “Não se pode prevenir a chegada do glaucoma, mas sim a cegueira. Por isso, o diagnóstico precoce e a fidelidade no tratamento são importantes”, diz o oftalmologista Paulo Augusto de Arruda Mello, professor da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Outro fantasma silencioso é a diabete – terceira na lista de causas de cegueira no Brasil. Mais de 10 milhões de pessoas sofrem com ela no país, mas só a metade sabe disso, afirma o endocrinologista Filippo Pedrinola. E tanto os que estão sem diagnosticar quanto os que recebem tratamento correm um alto risco de perder a visão se não forem acompanhados pelo oftalmologista.

O excesso de glicose no sangue engrossa as paredes dos delgados vasos que irrigam a fina membrana retiniana, o que os debilita e, em consequência, os torna mais propensos às deformações e fugas de sangue. Em alguns casos, aparecerá um edema que afetará rapidamente a visão. Em outros, a retina deixará de estar irrigada, o que desata o crescimento anárquico de novos capilares. Isso pode acarretar hemorragias e, às vezes, descolamento de retina. Essas lesões poderiam ser evitadas com o controle da diabete, a manutenção da pressão arterial em níveis normais e um exame oftalmológico anual.

Mais complicada é a degeneração macular relacionada à idade (DMRI). Embora seja considerada a primeira causa de falta de visão em pessoas com mais de 65 anos, ninguém até agora conseguiu explicar por que a mácula, a zona da retina onde reside 90% da visão, se decompõe inexoravelmente. No Brasil, são quase 3 milhões as pessoas acima de 65 anos com DMRI, segundo um estudo publicado no informativo Perfil, do Conselho Brasileiro de Oftalmologia.

A DMRI pode ser detectada pelo oftalmologista mediante o clássico reflexo de fundo de olho, que hoje conta com uma tecnologia sofisticada para estudar milimetricamente a saúde retiniana. Antes que o paciente note as primeiras moléstias, o especialista reconhece alguns depósitos compactos branco-amarelados distribuídos pelo centro da retina, assim como compactações de pigmentos na mácula. Em casos avançados, concretamente na chamada degeneração macular úmida, a angiografia fluorescente permite visualizar a proliferação patológica de novos vasos sanguíneos que só a terapia fotodinâmica é capaz de destruir.

Salvo exceções, essas terríveis doenças oculares iniciam sua evolução depois dos 40 anos. Coincidem assim com os primeiros sinais da presbiopia, mais conhecida como “vista cansada”. Seus sintomas: dor nos olhos ao ler, vista embaçada, extensão dos braços para ler livros e jornais, impossibilidade de focar os objetos por muito tempo. As causas: perda de elasticidade do cristalino e diminuição da capacidade de contração do músculo ciliar para mover os ligamentos dessa lente. Condição fisiológica e não patológica que acaba afetando todo mundo, a presbiopia constitui uma ocasião de ouro para aqueles que sempre adiam a consulta oftalmológica. Obviamente, esses não são exemplos a seguir.

Nem sempre as doenças interferem na acuidade visual. Outros sintomas e manifestações não vinculados à perda de nitidez podem ser um sinal de alerta – por exemplo, a dificuldade em calcular as distâncias e em seguir os objetos em movimento ou a leitura e a escrita deficientes.

Olhe por seus olhos. Se ao longo da vida realizar exames periódicos da visão, você será recompensado durante a velhice. Esteja certo disso.



(Fonte: Superinteressante, com adaptação de Patrícia Pereira)

Novidade no tratamento de glaucoma protege a superfície ocular

O Saúde Visual está sempre publicando artigos sobre o glaucoma, um problema de saúde pública e uma das mais importantes causas de cegueira no Brasil e no mundo. Nesta matéria, por exemplo, chamamos a atenção para um estudo publicado no British Journal of Ophthalmology indicando que haverá 80 milhões de pessoas sofrendo de glaucoma em 2020.

Os números não mentem e impressionam. O glaucoma já é, atualmente, a 2ª maior causa de cegueira no mundo. No Brasil, estima-se que um milhão de pessoas sofram deste mal, de acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, sendo que 2% da população sofre da doença sem saber, ainda segundo o CBO.

Estima-se que a incidência anual de pessoas impactadas seja de 2% na população geral e 7% em pacientes após os 70 anos.

Frequentemente chamado de “Inimigo Oculto”, o glaucoma é uma doença que provoca danos ao nervo óptico, responsável por enviar sinais visuais ao cérebro. Ainda não se sabe ao certo o que causa este dano, mas já foi provado que a elevação da pressão intraocular é um dos principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da doença.

Além da pressão ocular elevada, também são considerados fatores de risco idade acima de 40 anos, casos de glaucoma na família, diabetes, miopia, uso prolongado e continuo de esteroides/cortisona e histórico de lesão nos olhos.

O glaucoma não tem cura, mas tratamentos clínicos a base de colírios podem, em muitos casos, evitar a progressão da perda de visão. Um dos grandes avanços foi a introdução dos colírios de prostaglandinas ao arsenal terapêutico contra o glaucoma.

Infelizmente, existem alguns efeitos colaterais dos colírios de prostaglandina por conta do cloreto de benzalcônio (BAK) conservante cujo uso prolongado causa alterações na superfície ocular como, por exemplo, olho seco (doença caracterizada pelo ressecamento dos olhos e que se não tratado pode evoluir para lesão da superfície ocular e, em alguns casos, até a perda da visão).

Por isso, a boa notícia é que a Alcon acaba de trazer ao mercado brasileiro mais uma revolução no tratamento de glaucoma: o Travatan Bak Free, primeira e única prostaglandina livre de cloreto de benzalcônio (BAK) em apresentação multidose.

A ausência deste conservante preserva a saúde da superfície ocular, que sofre alterações decorrentes do uso prolongado do BAK. De acordo com estudos clínicos, essas modificações afetam cerca de 60% dos pacientes em tratamento de glaucoma. Assim, segundo a Alcon, o Travatan Bak Free proporciona mais segurança e eficácia na redução da pressão intraocular durante as 24 horas do dia já que a ausência do conservante não diminui a eficácia da prostaglandina e torna o medicamento muito mais seguro.



(Fonte: In Press)

Intrepid Plus, novo sistema de gerenciamento de fluidos oculares

intrepidFacoemulsificação com implante de lente intraocular é a cirurgia dos olhos que retira a catarata (lente natural opacificada), através de uma incisão na córnea de cerca de 3 mm para fragmentar e aspirar o cristalino doente e implanta uma lente intraocular no lugar da mesma.

A catarata, em vez de ser retirada por inteiro, é toda fragmentada (emulsificada) em minúsculos pedaços através de um instrumento introduzido no olho, semelhante a uma caneta, com uma ponta bem fina e delicada. Essa ponta emite ondas de ultrassom e faz, simultaneamente, a emulsificação e a retirada por meio de sucção dos fragmentos.

Um equipamento consagrado mundialmente como um grande avanço para a cirurgia da catarata através deste processo é o Infiniti, da Alcon. Ele tem um importante diferencial: a forma como extrai o cristalino. Com este equipamento, a estrutura é facetada em camadas, reduzindo estilhaços de cristalino que podem atingir a córnea ou qualquer outra região do olho. O Infiniti garante ao paciente um procedimento menos agressivo, mais rápido e menos invasivo. O paciente sai da cirurgia com a visão próxima do esperado.

Mas a precisão da cirurgia de catarata pode ficar comprometida com algumas distrações normalmente ocorridas durante o procedimento. Como, por exemplo, a trepidação da caneta cirúrgica. Era preciso que o cirurgião contasse com um maior controle do procedimento de facoemulsificação. Quando um sistema todo computadorizado passa a monitorar e controlar esses fatores, o procedimento fica mais rápido e seguro.

Pensando nisso, mais uma vez a Alcon, empresa líder no mercado oftalmológico, acaba de lançar no Brasil o FMS Intrepid PLus, novo sistema de gerenciamento de fluídos oculares. O kit é indispensável para o uso do já mencionado Infinit. Este novo equipamento é ergonômico, flexível e proporciona ao cirurgião um maior controle na cirurgia de catarata.

Além disso, com novo design, o FMS Intrepid Plus é a evolução do sistema de gerenciamento de fluídica Infinit® FMS e possui proteção contra oscilações, mais estabilidade da câmara, vácuo aprimorado e sensor avançado de irrigação.

A Alcon é uma empresa líder global em produtos oftalmológicos e é a segunda maior divisão do Grupo Novartis. Foi fundada em 1945, na cidade do Texas (EUA) e hoje está presente em mais de 180 países, se destacando em pesquisa e desenvolvimento de produtos dedicados à terapia oftalmológica.

A Alcon possui três unidades de negócios - Farma, Cirúrgica e Vision Care - e seu portfólio completo atende às diversas necessidades dos profissionais de oftalmologia e pacientes. No Brasil há mais de 40 anos, a empresa mantém o compromisso de inovar e contribuir para a saúde ocular da população brasileira.



(Fonte: In Press)

Olho biônico de verdade entra em ação

Saúde Visual noticiou nesta matéria que pesquisadores australianos apresentaram o protótipo de um olho biônico pronto para ser implantado no primeiro paciente humano.

Apenas oito meses depois daquela divulgação, o grupo de pesquisadores e engenheiros australianos anunciou ter realizado com sucesso o implante do primeiro olho biônico com 24 eletrodos, o que deu a uma paciente com perda de visão profunda um estímulo parcial de visão. Os pesquisadores afirmaram que esse é um importante passo para, no futuro, ajudar pessoas com deficiência visual a se locomover de forma independente.

A australiana em questão é Dianne Ashworth, que teve perda severa de visão devido a uma retinite pigmentosa hereditária. Ela recebeu o protótipo de olho biônico em maio no Hospital Royal Victorian Eye and Ear, mas ele só foi ligado um mês mais tarde.

O olho biônico, projetado, construído e testado pela Bionic Vision Australia, um consórcio de pesquisadores parcialmente financiado pelo governo australiano, está equipado com 24 eletrodos com um pequeno fio que se estende desde a parte de trás do olho até um receptor conectado atrás da orelha. Ele é inserido na coróide, o espaço ao lado da retina dentro do olho.

Penny Allen, cirurgião especialista que implantou o protótipo, explica que o dispositivo estimula eletricamente a retina. “Impulsos elétricos são transmitidos através do dispositivo, que, em seguida, estimulam a retina. Esses impulsos, em seguida, passam de volta para o cérebro (criando a imagem)”, disse Allen.

O dispositivo restaura visão leve, onde os pacientes são capazes de definir grandes contrastes e bordas, tais como objetos claros e escuros. Os pesquisadores esperam desenvolver o protótipo para que pacientes cegos possam conquistar independência de mobilidade.

Pesquisa semelhante foi realizada na Universidade Cornell, em Nova York, por pesquisadores que decifraram o código neural, que são os pulsos que transferem informações para o cérebro, em ratos. Os pesquisadores desenvolveram uma prótese que conseguiu restaurar visão quase normal para ratos cegos.

“O que nós vamos fazer é restaurar um tipo de visão que, provavelmente, vai ser preto e branco, mas o que estamos esperando fazer para esses pacientes que estão gravemente deficientes visuais é dar-lhes a mobilidade”, disse Allen.

Para o diretor da Bionic Vision Australia, Anthony Burkitt, os resultados têm superados as expectativas. "Nos dá confiança de que com mais desenvolvimento, podemos alcançar a visão útil", disse ele.



(Fonte: Portal Terra)

Oftalmologista de São Paulo examina paciente em Rondônia

A tecnologia médica já permite que um profissional de saúde tire uma foto do fundo do olho de um paciente com um aparelho, que custa a partir de US$ 6 mil (R$ 19 mil), e suba a foto para a internet.

Um oftalmologista, que pode estar em qualquer lugar do mundo, acessa a foto, faz o diagnóstico e elabora o laudo.

Após isso, o paciente pode sair até com um encaminhamento para a uma cirurgia corretiva a laser, por exemplo.

No Brasil, essa tecnologia já está sendo utilizada em uma colaboração entre médicos de São Paulo e de Monte Negro, em Rondônia, cidade de cerca de 15 mil habitantes a 250 km de Porto Velho.

Um dos responsáveis é Luís Marcelo Aranha Camargo, médico infectologista e professor da USP. Ele dirige o ICB 5, centro avançado do Instituto de Ciências Biomédicas da universidade, localizado em Monte Negro – as outras quatro unidades ficam na Cidade Universitária, em São Paulo.

A ideia de Aranha era suprir a carência oftalmológica naquele município. Para isso, entrou em contato com o Rubens Belfort Jr., do Instituto da Visão, entidade sem fins lucrativos voltada para a pesquisa e a assistência criada por docentes da Unifesp em 1990.

Com a ajuda de uma ONG portuguesa, a entidade comprou um aparelho de oftalmologia à distância e alocou três médicos para examinar os olhos dos 145 pacientes de Monte Negro que aguardavam atendimento oftalmológico – a espera era de mais de três anos. Eles conseguiram, de São Paulo, zerar a fila em 45 dias. Trabalhavam sobre três fotos de cada olho e de um breve histórico clínico.

Na outra ponta, estavam médicos não especializados e mesmo alunos de medicina, que foram treinados para operar o equipamento.

Com as fotos, é possível diagnosticar doenças como degeneração macular, retinopatia diabética, tumores e glaucoma. Como o operador tira uma foto da frente do olho, aparecem também catarata e tumores de pálpebra.

Segundo os pesquisadores, o projeto é inédito no país. Ele segue algumas experiências internacionais, especialmente a indiana. O país é o fabricante do aparelho comprado pelos brasileiros e se especializou em serviços de diagnóstico à distância, especialmente para o mercado americano.

A rápida ampliação dos mecanismos de medicina à distância pode ajudar a ampliar o atendimento em regiões distantes, driblando a carência de médicos nesses lugares.

A lei brasileira, porém, ainda é cautelosa quanto ao diagnóstico à distância – a técnica inevitavelmente reduz, em diferentes graus, o contato com o paciente. Hoje, o serviço só pode ser oferecido quando um médico solicita um laudo à distância a outro – médicos não estão liberados para oferecer exames à distância diretamente aos pacientes. 



(Fonte: Em Rondônia)

Um par de óculos para interpretar as emoções humanas

Para muitos pesquisadores a capacidade de interpretar expressões faciais tem origem evolutiva, o que significaria que elas seriam algo como uma “língua universal”.  Todos nós, quando experienciamos uma emoção, traduzimos a mesma através de uma expressão facial, nem que seja o nível micro (principalmente quando mentimos), onde as mesmas duram menos de 1/5 de segundo.

Em espécies altamente sociais como humanos, rostos evoluíram para contar informações ricas, incluindo expressões de emoção e dor. E, devido à forma como nosso cérebro funciona, pessoas podem simular emoções que não estão experienciando - e assim conseguir enganar outras pessoas.

Como vimos aqui, pesquisadores da Universidade da Califórnia, em San Diego, e da Universidade de Toronto, no Canadá, juram que robôs são bem melhores que nós nesta identificação das expressões faciais. Exatos 30% a mais.

Certamente não dá para andar por aí com um computador “ledor de emoções”, mas a tecnologia, como sempre, resolveu facilitar as coisas: a Microsoft entrou com um pedido de patente para um par de óculos com a capacidade de interpretar as emoções humanas. O pedido já foi aprovado pela United States Patent and Trademark Office, órgão responsável pela propriedade intelectual dos EUA.

O dispositivo contaria com uma série de sensores que monitoram e detectam a resposta emocional de outras pessoas para as quais o usuário esteja olhando. Assim, digamos que você esteja dando uma palestra e o público aparentando estar incomodado. Os óculos “perceberiam” isso e sugeririam uma piada ou brincadeira para descontrair e retomar a atenção dos espectadores.

Além disso, esse equipamento eletrônico seria capaz também de identificar mudanças emocionais de quem o está utilizando com base em expressões, fala e gestos. Depois de interpretar qual a resposta emocional do usuário, o dispositivo poderia apresentar uma grande variedade de conteúdos no campo de visão relacionado com o comportamento apresentado.

Suponha que você esteja vendo TV e não goste do programa que está passando e os óculos detectem sua recusa: ele lhe apresentará recomendações do que lhe possa lhe agradar em um programa de TV. Ou então durante uma palestra, se o dispositivo detectar que sua plateia está entediada, ele poderá lhe dar dicas de piadas ou formas de melhorar a sua interação com o público. As recomendações também surgirão na medida em que o que o par de óculos ”aprenda” o que lhe agrada.

Esta não é a primeira tentativa de se criar óculos com a mesma capacidade natural do olho em medir emoções. Como Saúde Visual já apresentou nesta matéria, o O2Amps está sendo usado em diversas aplicações, como segurança, esporte, em jogos de pôquer e até no namoro – mas acredita que eles serão mais úteis na medicina.

Para os tímidos, pessoas com dificuldade em socializar e até mesmo autistas, a tecnologia desenvolvida pela Microsoft pode parecer um sonho se tornando realidade. Sempre foi de extremo interesse poder entender o cérebro, as emoções captadas pelo usuário e como agir a partir delas no dia a dia. Já imaginou tais óculos se tornando realidade?



(Fontes: Microsoft & Tecmundo)

Médico tem cor do olho alterada pelo Ebola

Após trabalhar como médico em um país afetado pela epidemia de Ebola, Ian Crozier sentiu algo de errado no olho esquerdo. Ele estava certo.

De acordo com um artigo no The New York Times, Crozier contraiu Ebola enquanto trabalhava para Organização Mundial da Saúde em Serra Leoa, no fim de 2014. Em outubro, os sintomas tinham passado e um teste sanguíneo deu negativo para o vírus, e assim ele deixou o hospital e voltou para casa.

Dois meses depois, ele estava de volta. Ele descreveu seus sintomas para médicos: seus olhos queimavam, ele estava sensível demais à luz, sua visão, normalmente 20/15, tinha mudado para 20/20 (durante o pico da inflamação, ela chegou a 20/400), e ele tinha a sensação de que havia algo em seu olho. A pressão dentro do seu olho esquerdo era muito maior do que o normal, o que prejudicava sua visão. Médicos diagnosticaram Crozier com uveíte, uma inflamação severa no olho, mas quando eles tiraram uma amostra do seu humor aquoso (o fluído dentro do olho), eles ficaram espantados com a causa da inflamação: lá dentro tinha um reservatório vivo de vírus Ebola.

Testes revelaram que o vírus não estava presente nas lágrimas de Crozier nem em nenhuma outra superfície do seu olho — só dentro dele. O olho virou um reservatório do vírus. O fenômeno dos reservatórios de vírus acontecem quando um vírus encontra um caminho para uma parte do corpo que normalmente está bastante isolada do sistema imunológico. Assim que chegam lá, os vírus começam a se replicar, mas normalmente não chegam a vazar para outras partes do corpo já que, por definição, reservatórios são isolados do resto do corpo. É como encontrar a única sala silenciosa de uma festa e decidir ficar por lá mesmo, mas trocando uma pessoa por vírus mortais.

Os olhos são blindados do sistema imunológico. As respostas imunológicas dadas a coisas como inflamações poderiam causar danos enormes aos frágeis mecanismos da visão. Isso faz do olho um lugar perfeito para um reservatório. Os testículos são igualmente protegidos, e pesquisadores acreditam que é por isso que o Ebola pode aparecer no sêmen meses após o sangue do paciente estar livre do vírus.

O caso de Crozier marca a primeira vez que médicos encontraram um reservatório do Ebola no olho, e isso destaca como sabemos pouco sobre as consequências da doença. O The New England Journal of Medicine publicou esse caso em detalhes, com Crozier sendo um co-autor do artigo.

Não está claro se casos como o de Crozier são comuns. De acordo com o artigo do NEMJ, uma pesquisa com 85 sobreviventes na Libéria concluiu que 40% tinham problemas parecidos com os sintomas de Crozier: dor, pontos cegos e visão turva. No entanto, pesquisadores não sabem quantos desses têm uveíte. Considerando casos que podem ser de uveíte, é difícil determinar quais pacientes possuem reservatórios de Ebola nos olhos e quais possuem outras infecções nos olhos, devido também ao sistema imunológico enfraquecido. E, inicialmente, médicos achavam que isso tinha alguma relação com o que aconteceu com Crozier, segundo o New York Times.

Reservatórios são mais comuns em pacientes com o vírus da herpes. Médicos também sabem que algo parecido aconteceu com ao menos um paciente com Marburg, um vírus relacionado ao Ebola. O sangue do paciente foi testado como negativo para o vírus, mas ele apareceu no olho do paciente três meses após os primeiros sinais da doença. Duas semanas depois, seus olhos estavam livres de vírus. Isso foi em 1975, e ainda não está claro quantas vezes isso acontece com o Marburg ou Ebola.

No caso de Crozier, após o tratamento com um medicamento anti-viral experimental e com esteroides para combater a inflamação, o vírus Ebola finalmente saiu do seu olho, três meses após ele relatar os primeiros sintomas. Para sobreviventes do Ebola na África, isso não significa muita coisa até os reservatórios virais serem melhores compreendidos.



(Fonte: The New England Journal of Medicine via Gizmodo)

Dislexia de leitura ou déficit de atenção?

Também conhecida como “Dislexia de Leitura”, a Síndrome de Irlen diz respeito à dificuldade relacionada à manutenção da atenção, compreensão e memorização e à atividade ocular durante a leitura levando a um déficit de aprendizado. Afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada a uma desorganização no processamento cerebral das informações recebidas pelo sistema visual.

Com alguns sintomas em comum, a desatenção e a falta de concentração são queixas tanto no DDA (distúrbio do déficit de atenção – com ou sem hiperatividade) quanto na dislexia de leitura. Em meninas é comum esta forma de apresentação do DDA, que é bem mais conhecido do que a dislexia visual.

Por isso, alguns sinais e queixas visuais como espelhamento, fotofobia e falta de concentração, especialmente em relação à leitura, devem ser valorizados para excluir a dislexia visual antes de formalizar o diagnóstico de DDA. Diagnóstico esse que também é de exclusão, já que não existe nenhum exame complementar que sozinho confirme o diagnostico de DDA. Desta forma, são necessários testes neuropsicológicos que avaliam a capacidade de memória e a cognição, entre outros aspectos, além da ressonância magnética encefálica e a eletroencefalografia com mapeamento cerebral.

Na dúvida, a criança deve ser avaliada por especialistas tanto  em déficit de atenção quanto em dislexia visual. E caso as dúvidas persistam, o acompanhamento por ambos especialistas deverá permanecer por um tempo maior, Isso fará a diferença após um determinado período de observação e acompanhamento, já que uma precipitação diagnóstica não conduzirá a desfechos positivos no longo prazo.

Muitos oftalmologistas admitem que a maioria ainda não esteja familiarizada com a dislexia visual. Por se tratar de um diagnóstico e o tratamento da dislexia de leitura um tanto recente, as dificuldades enfrentadas por pais, educadores e crianças portadoras do distúrbio podem e devem ser minimizadas através de exaustiva investigação propedêutica.

Assim, as queixas trazidas pelos pais não devem ser ignoradas, ainda que o exame rotineiro (acuidade visual, analise refratométrica, visão de cores, fundoscopia e biomicroscopia) não apresente anormalidade digna de nota.

O tratamento oftalmológico convencional (lentes corretoras de ametropias) não agrega valor terapêutico. Mas estratégias motoras (avaliação por ortoptista familiarizado com a síndrome disléxica), filtros e prismas podem melhorar muito a qualidade de vida das crianças portadoras da dislexia de leitura, conforme atestam especialistas habituados a lidar com as queixas oftalmológicas do distúrbio disléxico.

No Brasil, núcleos criados por especialistas em Minas Gerais e Pernambuco agregam profissionais de vários segmentos (ortóptica, psicologia, fonoaudiologia, psicomotricidade, entre outros). Recentemente, o núcleo mineiro conseguiu, junto ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), uma liminar determinando que o governo daquele estado providencie tratamento contínuo para um menino de 11 anos, morador de Itabira, que sofre da síndrome de Irlen.



(Fonte: Portal Dislexia de Leitura do Hospital de Olhos, MG)

Síndrome Metabólica, uma nova e comum forma de adoecimento

Aumento da gordura visceral (aquela obesidade abdominal, também chamada de aumento do IMC- índice de massa corpórea). Aumento do colesterol ruim (LDL). Diminuição do colesterol bom (HDL). Aumento dos triglicerídeos. Aumento da glicemia (açúcar no sangue). Pressão arterial elevada. Estes são alguns dos parâmetros utilizados no diagnostico da síndrome metabólica (SM). Você já ouviu falar sobre isso? Têm consciência da importância de reconhecer seus sinais e sintomas? Sabe como evitá-la?

A vida contemporânea obrigou os cientistas a investigar esta nova forma de adoecimento muito comum na atualidade. A síndrome metabólica seria então preditora de alguns eventos de desfecho negativo e deve ser evitada e/ou tratada se o objetivo é a longevidade com qualidade de vida, já que as manifestações começam na idade adulta ou na meia-idade e aumentam muito com o envelhecimento. O número de casos na faixa dos 50 anos é duas vezes maior do que aos 30, 40 anos.

Embora acometa mais o sexo masculino, mulheres com ovários policísticos estão sujeitas a desenvolver a síndrome metabólica, mesmo sendo magras.

A SM vem sendo diagnosticada cada vez mais e sua alta prevalência aliada a etiopatogenia comum a várias manifestações patológicas oculares permite aos especialistas antecipar um aumento no diagnostico das doenças degenerativas oculares com uma consequente redução na qualidade de vida e saúde ocular da população.

As várias possibilidades de disfunção vascular acontecem devido a um persistente estado pró-inflamatório do organismo evidenciado pelos marcadores plasmáticos hoje já reconhecidos e incorporados à rotina médica preventiva. Na SM esse estado pró-inflamatório do organismo leva a uma desorganização bioquímica capaz de alterar a funcionalidade dos vários sistemas e órgãos nobres.

Do ponto de vista oftalmológico, a inadequação da regulação vascular seja pela disfunção endotelial vascular ou pela desregularão autonômica é o epifenômeno das manifestações mais frequentes das doenças crônicas degenerativas que vêm crescendo em progressão geométrica. Não por acaso a patologia endotelial vascular está presente em todas as formas de apresentação oftalmológica da síndrome metabólica, como a retinopatia, oclusão da artéria central da retina, neuropatia óptica isquêmica, catarata e doença glaucomatosa.

Já a pressão intraocular elevada é um fator de risco modificável e é estatisticamente mais alta em indivíduos com diagnostico de síndrome metabólica.

Assim, a prevenção (e controle) da doença ocular degenerativa crônica está diretamente ligada à prevenção e controle da síndrome metabólica e das doenças sistêmicas mais prevalentes em nosso dia-a-dia. A reeducação alimentar, a eliminação do sedentarismo e a modificação dos valores básicos dos meios de vida atuais são necessárias para uma mudança real no cenário da saúde, tanto sistêmica quanto oftalmológica.



(Fonte: Indian Journal of Endocrinology and Metabolism)

 

Cientistas discutem medicalização para doenças inventadas

Segundo um estudo realizado por psiquiatras e neurologistas da Unicamp, USP, Instituto Glia de Pesquisa em Neurociências e Albert Einstein College of Medicine (EUA), apresentado no 3º Congresso Mundial de TDAH, ocorrido na Alemanha, quase 75% das crianças e dos adolescentes brasileiros que tomam remédios para déficit de atenção não tiveram diagnóstico correto.

A pesquisa colheu dados de 5.961 jovens, de 4 a 18 anos, em 16 Estados do Brasil e no Distrito Federal.

Números como estes fizeram do assunto uma preocupação mundial da classe médica. Preocupados com os diagnósticos ligeiros, médicos europeus emitiram novas regras para uma das medicalizações mais comuns, o transtorno bipolar.

"Nós estamos vivendo um momento na sociedade e no mundo em que a vida está sendo muito medicalizada. Medicalizar é transformar, artificialmente, problemas coletivos, de ordem política, social, cultural e de educação em doenças individuais. Hoje, não existe mais tristeza, só depressão. A criança que tem um comportamento que não satisfaz ou incomoda os adultos, é transformada em doente. Quando se busca a comprovação dentro do rigor da ciência médica, isso não existe".

Este alerta foi dado pela médica e pesquisadora da Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp, Maria Aparecida Moysés. Ela destaca que a aprendizagem e os modos de ser e agir - campos de grande complexidade e diversidade - têm sido alvos preferenciais da medicalização.

Segundo Aparecida, "quando a criança tem uma dificuldade ou modo de comportamento diferente, é muito simples você dizer que é uma doença e dar um remédio. Essa criança, muitas vezes, está vivendo um conflito nas relações entre pessoas do entorno dela. Precisamos enxergar isso". Ao medicalizar, estamos abortando um futuro diferente, sem criatividade", concluiu a pesquisadora.

O Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que aparece na infância e frequentemente acompanha o indivíduo por toda a sua vida. Ele se caracteriza por sintomas de desatenção, inquietude e impulsividade. Ele é chamado às vezes de DDA (Distúrbio do Déficit de Atenção) e costuma ser confundido com dislexia visual.



(Fonte : Unicamp)

 

Miopia: a verdade por trás das lentes

Miopia é o nome alternativo ou popular dado ao erro de refração da luz no olho cujo nome técnico é hipometropia. Trata-se de uma distorção caracterizada pela formação da imagem antes da retina. A pessoa tem baixa acuidade visual para longe e a visão para perto em geral é muito boa.

A miopia é atribuída a problemas no desenvolvimento embrionário ou do crescimento. Um dos sintomas que podemos considerar como um dos primeiros de um olho míope é a falta de cloroplastos e má visão ao longe, estando a visão de perto salvaguardada. No entanto, é evidente que se um indivíduo é míope de muitas dioptrias (ou graus), para ver bem de perto, teria que aproximar-se muito, o que é um fator muito cansativo e incômodo.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Apesar de o fator genético ser um determinante potencial da miopia, o excesso de leitura e uso do computador pode causar esse distúrbio. Estudos apontam que tribos indígenas, que possuem pouco hábito de leitura, possuem baixo índice de miopia.

O sintoma que mais é relatado e que com frequência anuncia o aparecimento de miopia é a visão turva dos objetos distantes. É frequente que nos primeiros estágios do problema, o indivíduo não se dê conta da perda de visão. Por este motivo, deve observar se, junto da visão turva, existe o pestanejar constante, dores de cabeça ou tensão ocular.

Por outro lado, quando o míope não apresenta nenhum outro distúrbio, como astigmatismo ou hipermetropia, a visão dele será muito boa para perto. Melhor até de quem nunca usou óculos.

Assim, se um oftalmologista disser que a miopia se agrava quando óculos ou lentes de contato não são usados, pode ter certeza: esse profissional está muito mal informado. A miopia não piora se você deixar de lado as lentes corretivas. Assim como o uso constante também não vai fazer seu grau diminuir. Seus óculos ou lentes não são um remédio, capaz de estancar ou fazer regredir uma doença. Servem apenas para a correção para um defeito, um distúrbio visual que você herdou geneticamente ou desenvolveu ao longo da vida.

Uma pessoa míope não enxerga bem de longe (imagens borradas e indistinção de formas), mas vê com nitidez coisas que estejam mais perto. Isso significa que ficar sem óculos durante certas atividades (a leitura de um livro, por exemplo) pode até ser mais confortável. Em contrapartida, deixá-los de lado por tempo demais pode render lacrimejamento, vermelhidão nos olhos e dor de cabeça - incômodos todos eles relacionados de alguma forma à dificuldade de enxergar nitidamente.

Estudos recentes demonstram que o agravamento da miopia muitas vezes está relacionado, isto sim, ao tempo exagerado que se passa diante da TV ou do computador - principalmente entre crianças e adolescentes. O ideal para quem fica o dia inteiro na frente de um computador é olhar para o horizonte a cada 15 minutos. E praticar qualquer tipo de atividade em áreas abertas, onde a visão para longe seja estimulada.



(Fonte: Superinteressante)

Tiffany, uma inédita medida de inclusão em quatro patas

“Que emoção, que emoção! Parece que o meu coração vai explodir”, dizia Gabriel Sprocatti, 9, enquanto a cadela Tiffany, 2, adentrava, como num desfile, a sala de aula.

A euforia do garoto era a síntese da emoção que tomou conta da turma do quinto ano do ensino fundamental do colégio Dante Alighieri, em São Paulo, um dos mais conceituados do país. O motivo? Há cerca de um mês, a instituição começou a preparar funcionários, alunos e pais para uma inédita medida de inclusão: aceitar um cão treinado para ajudar uma criança com deficiência.

Tiffany é assistente de Ana Luiza Gaia Folino, 9, função que já exerce fora da escola desde o início do ano.

A menina tem uma doença metabólica rara e progressiva – mucopolissacaridose tipo 6 – que afeta parte de sua visão e de sua mobilidade e também a respiração, em razão da falta de produção de uma enzima no corpo.

Semanalmente, ela precisa ir a um hospital para receber seis ampolas artificiais da substância no organismo. Cada unidade do remédio, que hoje é fornecido pelo Estado, custa US$ 1.910 (o equivalente a cerca de R$ 6.100).

Tiffany, que nasceu no Brasil de uma ninhada com dez cães da raça golden retriever, está sendo treinada para auxiliar a menina a abrir portas, sair de muvucas, descer escadas, pegar objetos no chão, carregar parte de seu material escolar e guiar seus passos, quando for necessário. O treinamento de cães como ela pode levar até três anos e custar R$ 60 mil.

“Quem tem perguntas sobre o que pode e o que não pode fazer com a Tiffany?”, disse o adestrador Leonardo Ogata, da ONG Cão Inclusão, que foi à escola para explicar aos alunos que a cadela está ali para trabalhar e atender às necessidades de Ana, e não para brincar.

Dos 32 alunos da sala, 23 levantaram a mão. Do fundo da sala, uma menina loira de cabelos cacheados abriu a sessão, que durou uma hora: “Podemos tirar fotos dela?”. Com a permissão do adestrador, um alvoroço se formou com a molecada toda atrás de seus telefones celulares para clicarem a cachorra.

“Agora não, gente. Ele falou de maneira genérica, não é para tirar fotos dentro da sala”, explicou a professora Cristhiane Ribeiro, que se declara “apaixonada” por cães e entende a presença de Tiffany no colégio como “um passo importantíssimo para a inclusão escolar”.

“A experiência que os alunos tiveram hoje na sala de aula vai repercutir em toda a vida deles”, disse.

Na mesma sala de Ana, desde o maternal estudando no Dante, há uma menina com síndrome de Down, que entendeu que não pode acariciar nem alimentar a cadela a qualquer hora, para não distraí-la da sua função.

“A Ana já fez diversas cirurgias reparadoras e precisa de extrema atenção médica. Se não tivesse acesso a todos esses cuidados, teria uma vida muito regrada”, diz a mãe, Ana Paula Gaia, 38.

“Mas fazemos de tudo para que ela possa realizar o que uma criança comum faz, e isso passa pela independência que a Tiffany irá ajudá-la a ter. O apoio do colégio está sendo incrível”.

“Ahhh, ela não vai vir todos os dias?”, perguntam os alunos, em coro.

Por enquanto, a presença de Tiffany na escola é temporária. Ela está se habituando ao espaço, e os estudantes estão aprendendo a conter o entusiasmo com a presença da peluda. A previsão é que, em agosto, ela passe a frequentar as aulas diariamente.

“Informamos todos os pais da medida antecipadamente. As respostas foram extremamente positivas. Recebemos incontáveis mensagens”, afirma a assistente de direção Vânia Barone.

Durante o tempo que passou na sala de aula, Tiffany teve comportamento exemplar: estava calma, obedecia aos comandos e ficava atenta e quieta, sempre ao lado de Ana, que parecia orgulhosa com tanta aceitação e carinho por parte dos colegas.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Atração sexual se baseia em fatores visuais

Já parou para pensar o que, exatamente, faz com que você se sinta atraído(a) por certas pessoas mesmo sem conhecê-las direito?  Ou por que aquela mulher ou aquele cara que você viu de relance parece muito mais bonita(o) do que realmente é?

Tudo isso pode ser explicado com base no funcionamento “secreto” do nosso cérebro – ou seja, toda aquela atividade que não chega até a nossa consciência.

No livro “Incógnito – A vida secreta do cérebro”, o neurocientista David Eagleman conta que realizou um experimento no qual exibiu lampejos de fotos de homens e mulheres a voluntários e pediu a eles que as classificassem quanto ao seu grau de atração. Depois, eles ainda as classificaram uma segunda vez, mas levando o tempo que quisessem para analisá-las.

O resultado mostrou que as pessoas eram sempre julgadas mais bonitas quando vistas de relance do que quando eram melhor analisadas. Isso é algo que provavelmente já aconteceu com você. Por exemplo, quando vê de relance um amigo conversando com outras pessoas e percebe que, no grupo dele, está uma mulher linda. Quando para parar falar com eles, porém, você descobre que ela estava longe de ser aquele poço de formosura que você havia inicialmente vislumbrado.

Estudos como o de Eagleman têm mostrado que esse tipo de engano é mais comum em homens do que em mulheres, provavelmente porque a avaliação que eles fazem do que é atraente se baseia mais fortemente em fatores visuais.

Mas por que isso acontece? Por que nosso cérebro sempre erra para o lado de acreditar que as pessoas são muito mais bonitas, em vez de simplesmente calcular a beleza na média? Segundo o neurocientista, isso se deve às exigências da reprodução. Expliquemos melhor: para nós, supostamente é melhor julgar um parceiro em potencial como sendo inicialmente maravilhoso porque, para comprovar ou negar isso, basta dar uma segunda olhada e pronto. No entanto, se a pessoa fosse linda e você a julgasse como sendo feia de relance, iria perder o interesse – e poderia perder a chance de ter um possível futuro genético promissor. Ou seja, para não correr o risco de perder um parceiro em potencial, o palpite é sempre para o lado positivo.

Eagleman cita outros estudos que mostraram que homens acham mais atraentes fotos de mulheres com as pupilas dilatadas, embora esse fosse um detalhe extremamente sutil e imperceptível pela consciência. Mas há um detalhe: os homens não sabiam, mas pupilas dilatadas indicam interesse sexual (pode reparar, suas pupilas provavelmente ficam maiores quando você está olhando para a pessoa em quem está atraído).

Por que isso acontece? Seu sábio cérebro captou esse sinal de receptividade muito antes de sua consciência e já lançou a mensagem para você: “essa pessoa vale a pena, invista nela!”. E aí ela passa a ser vista como atraente.

A atração que outras pessoas exercem sobre nós também se adapta às circunstâncias. No reino animal, a fêmea dá sinais claros de que está no cio. As fêmeas dos babuínos, por exemplo, ficam com o traseiro com um rosa vivo que é entendido pelos machos como um convite claro para o acasalamento.

Entre os humanos, apesar de não ocorrer nada assim tão claro, as mulheres também são consideradas mais bonitas quando estão no período fértil. “Isso é verdadeiro tanto quando ela é julgada por homens quanto por mulheres, e o efeito funciona mesmo quando o teste é feito por fotos”, explica Eagleman. Ou seja, não depende da forma como ela age – somente de sua aparência.

Ainda não se sabe que sinal é esse que elas transmitem. Pode ter algo a ver com a tonalidade de sua pele, que muda durante essa época, ou ao fato de suas orelhas e seios ficarem mais simétricos. Nossa consciência não sabe ainda o que é – mas o cérebro sim.

E isso é um efeito mensurável. Cientistas do Novo México descobriam que dançarinas de boates locais ganhavam uma média de 68 dólares por hora em seu pico de fertilidade, enquanto as que estavam menstruando ganhavam apenas 35. A média geral era de 52 dólares.

Isso mostra que o poder da atração, apesar de estar além do nosso alcance consciente, já está determinado neurologicamente. O cérebro é muito bom na detecção de dicas sutis. Se você for medir as feições de uma pessoa que acha bonita com a de alguém que não acha, verá que a primeira apresenta uma simetria maior, mas que é tudo extremamente sutil. Um alienígena ou uma barata jamais entenderiam a diferença, assim como nós não saberíamos diferenciar um ET ou barata bonitos de outros feios. Para nós, eles têm todos a mesma cara – mas pesquisadores de baratas garantem que cada uma delas possui um rosto com traços particulares.

As pequenas diferenças em nossa própria espécie têm um efeito intenso no nosso cérebro, que está equipado para a seleção e busca de um parceiro. E, como escreveu David Eagleman, “tudo isso ocorre sob a superfície de nossa consciência – nós simplesmente desfrutamos das sensações agradáveis que borbulham dela”.



(Fonte: Superinteressante)

Demolidor a serviço da inclusão

O Demolidor, personagem da Marvel Comics criado por Stan Lee e Bill Everett, pode não ser o primeiro herói cego dos quadrinhos (o primeiro é o Doutor Meia-Noite), mas, certamente, é o primeiro a apresentar, em sua série televisiva, a audiodescrição para deficientes visuais no canal por assinatura Netflix - serviço de TV por Internet que oferece filmes, séries de TV e produções originais.

Entre estas produções está ‘Demolidor’, atualmente a série de maior audiência do canal. 10,7% dos usuários já assistiram a pelo menos um episódio da atração sobre o herói cego, cerca de 4,4 milhões, já que a rede de streaming possui 44 milhões de assinantes. Mas esta audiência deve aumentar – e justamente entre os pares de Matt Murdock, alter ego do herói. Isso porque, depois de pressão popular, o Netflix passou a inserir, desde abril, o sistema de audiodescrições em suas séries e, ironicamente ou não, a primeira a receber a novidade foi justamente esta nova produção da Marvel, cujo protagonista, como já dissemos, é cego.

Audiodescrição é uma forma de narração que descreve os acontecimentos visuais da trama, explicando desde ações do enredo à descrições do cenário, a trocas de cenas e roupas. Isso já é usado em cinemas, teatros e programas de televisão, permitido a inclusão de deficientes visuais nestas programações.

A princípio, apenas Demolidor receberá a novidade, mas séries como House of Cards, Orange is The New Black, Unbreakable Kimmy Schmidt e Marco Polo, receberão o serviço de audiodescrição nas próximas semanas. Usuários podem escolher esta nova opção de áudio no menu de línguas disponíveis em cada filme.

A novidade está disponível apenas em inglês para a série Demolidor, mas Tracy Wright, diretor de conteúdo do serviço, disse em nota que eles estão comprometidos em aumentar o número de filmes e séries com a opção de audiodescrição e que pretendem adicionar a novidade para outros línguas no futuro.

É uma novidade muito bem-vinda, mas que chegou de forma lenta. Outros players de vídeo, como BBC iPlayer oferecerem audiodescrição desde 2009 e o  projeto The Accessible Netflix Project já fez críticas ao Netflix por providenciar uma interface que não interage bem com leitores de telas e outras tecnologias adaptativas.



(Fonte: Netflix)

A verdade científica por trás do colírio da visão noturna

Quando cirurgiões se encontram com biohackers eles criam uma injeção capaz de fazer com que olhos comuns desenvolvam visão noturna, naturalmente. Ao menos é o que informa o Science for the Masses.

Para que Gabriel Licina, a cobaia do experimento, pudesse colocar a aposta dos cientistas à prova, uma solução baseada na substância Chlorin e6 (ou Ce6) teve de ser feita – as moléculas da mistura são encontradas em peixes que vivem em profundidades abissais e são também usadas no tratamento de pessoas que têm dificuldade em enxergar no escuro.

Análoga à clorofila, a Ce6 é fotossensível, o que, em teoria, favorece o “upgrade” dos olhos de uma pessoa comum. A substância chegou até a retina de Licina por meio uma injeção de 50 ml em seu saco conjuntival (bolsa que fica abaixo dos olhos); os efeitos começaram a aparecer após uma hora, conforme relatam os pesquisadores.

A cobaia não se submeteu somente à boa-fé dos biohackers; lentes de contato que limitam a receptividade de luz e até mesmo óculos escuros foram vestidos por Licina. Em uma sala escura, a visão noturna do rapaz foi então testada: ele foi desafiado a reconhecer símbolos e formas que estavam a 10 metros de distância. Lá pelas tantas, pessoas e objetos foram identificados por Licina aos notáveis 50 metros de distância.

Os resultados computados são de fato entusiasmantes: enquanto o grupo de pessoas com “olhos normais” que executou as mesmas provas acertou um terço dos testes, Licina emplacou 100% do resultado. A visão da cobaia voltou ao normal sem efeitos colaterais depois de 20 dias.

A despretensiosa pesquisa dos cientistas certamente vai inspirar estudos no campo da medicina. “Mostramos que isso pode ser feito. Se pudemos fazer isso em nossa garagem, outras pessoas podem [fazer os testes] também”, diz Jeffrey Tibbets, um dos responsáveis pela descoberta.

Licina fez as pesquisas em um laboratório universitário, e Tibbetts é um enfermeiro. Eles não são gênios que inventaram uma ciência nova maluca, mas não são uns caras arriscando qualquer coisa com a possibilidade de se cegarem.

Ainda assim, é estranho pensar que alguma pessoa esteja disposta a pingar nos olhos uma substância que nunca foi testada. E quer saber? Essa nem é a parte mais estranha desta história.

Licina e Tibbetts estavam fazendo um estudo em longo prazo usando vitamina A2 para melhorar a visão humana para o infravermelho quando eles ouviram falar no clorina e6. Eles também dizem ter dados interessantes sobre a vitamina A2, mas cientistas se dizem céticos em relação a isso. O experimento com clorina e6 é em grande parte baseado em uma patente de 2012 de Totada R. Shantha, um médico do estado da Georgia, nos EUA, que perdeu sua licença por fraude médica em 2008 e agora aparentemente entra com pedidos de patentes sempre que tem chance. Licina e Tibbetts me disseram que tentaram entrar em contato com Shantha, mas ele não respondeu. É estranho não saber exatamente qual é a fonte sombria da patente, mas ao ouvir a dupla falar, eles não esperavam que o experimento se tornasse assunto na internet — eles só estavam escrevendo um artigo para um grupo de hackers com interesses parecidos.

Escondida nessa patente está uma referência a um artigo científico de 2007 de Ilyas Washington, hoje um professor-assistente de oftalmologia na Universidade de Columbia. Artigos nunca são conclusivos por si mesmos, mas os experimentos feitos em camundongos são bastante sólidos. Ao longo dos últimos dez anos, Washington tentou encontrar cobaias humanas para ajudar na elaboração do artigo — isso até uns biohackers da Califórnia meio que darem um golpe nele. “É uma coisa que meu grupo planejava fazer, mas ainda não voltamos a isso”, ele disse.

Uma explicação científica plausível começa com um peixe-dragão da família Stomiidae. Há uma década, Washington chegou a antigos relatos sobre uma característica estranha nos os olhos dessas criaturas submarinas bioluminescentes.

As células nos nossos olhos detectam luz fraca com uma proteína sensível à luz chamada rodopsina, e a rodopsina é mais sensível à luz verde. No peixe dragão, no entanto, as rodopsinas estavam respondendo à luz vermelha. Outra observação estranha também foi feita: os olhos deles continham um derivado de clorofila que também absorvia a luz vermelha, sugerindo que talvez esse derivado de clorofila estivesse preso à rodopsina tornando-a sensível ao vermelho.

Em 2006, Washington publicou um artigo científico tentando recriar essa bioquímica em camundongos. Ele injetou o derivado de clorofila chamado clorina a6, que é usado no tratamento contra o câncer, em um punhado de ratos. De fato, eles ficaram mais sensíveis à luz vermelha e apenas à luz vermelha, de acordo com registros elétricos das suas retinas. Ele também dissecou o globo ocular deles para garantir que a clorina de fato estava nas células retinais. Seu artigo foi publicado, mas, como costuma acontecer no mundo acadêmico, acabou sendo lido apenas por alguns cientistas.

Quase uma década depois, Licina e Tibbetts chegaram à patente que citava o artigo de Washington. Eles decidiram testá-la, afinal, por que não? Eles formularam uma solução de clorina e6 para uso humano. Algumas gotas foram jogadas nos olhos de Licina, e ele foi atrás de pessoas escondidas atrás de árvores, assim como símbolos em objetos sob baixa iluminação. Licina se saiu muito melhor do que as outras quatro pessoas que não aplicaram nada nos olhos.

Interessante! Mas isso é visão noturna mesmo?

Nas palavras de Licina: “Vamos ser justos. É meio que uma ciência de merda”. Eis porque o experimento é intrigante, mas longe de ser conclusivo.

Há uma variação natural da visão humana, e nós vemos as coisas meio que diferentemente. É possível que Licina de fato tenha uma visão naturalmente melhor em casos de baixa iluminação. Sem testar ele e as outras pessoas antes e depois do tratamento, não há como dizer que as gotas fizeram alguma diferença.

Cientistas também precisam entender como as expectativas conseguem moldar nossa realidade. É verdade, um colírio placebo não fará você ver coisas que fisicamente não consegue, mas ele pode torná-lo mais confiante em acreditar no que você está vendo. Em um experimento que envolve interpretação de formas estranhas no escuro, confiar no que você acha que está vendo pode fazer a diferença.

No experimento de Washington, ele injetou a clorina e6 diretamente na corrente sanguínea. No caso de Licina, a solução foi jogada diretamente nos seus olhos, onde ela teria que se difundir e chegar à traseira do globo ocular e através de camadas de células antes de atingir a retina. Washington disse que não dá para saber se a clorina e6 consegue de fato chegar à retina por essa rota. James Ver Hoeve, um cientista do departamento de oftalmologia da Universidade de Wisconsin, foi  mais direto em um email: “o uso de gotas não é uma forma particularmente eficaz de levar substâncias para a retina.”

Nós só temos dois olhos, e a clorina e6 não é uma substância benigna. Seu uso atual é no tratamento ao câncer, no qual ela mata células quando ativada pela luz. Licina e Tibbett dizem que usaram uma dosagem segura. A foto assustadora que mostra Licina com olhos completamente negros não é por causa da clorina e sim de lentes escuras que protegem os olhos dele da luz. Ainda assim, Licina e Tibbett se aventuraram no desconhecido aqui, e as coisas sempre podem dar errado.

Licina e Tibbetts sabem exatamente qual deve ser o próximo passo: uma eletrorretinografia (ERG). É uma técnica que envolve prender eletrodos na córnea e na pele ao redor dos olhos para medir a ativação das células sensíveis à luz na retina. O teste acaba com a subjetividade inerente na questão “você realmente consegue ver?”.

Quando eles fizerem o teste, não serão os primeiros a tentarem entender os efeitos da clorina e6. Após Washington realizar seus experimentos em camundongos – o que também envolveu ERG, mas para camundongos — ele fez o teste em si mesmo. Ele usou a clorina e6 e registrou os próprios dados ERG. De fato, pareceu funcionar — mesmo que pouco e sem um estudo rigoroso. “Eu fiz coisas bestas como essa, oito anos atrás, quando era jovem”, disse Washington, dando risada.

Desde então, Washington publicou diversos outros artigos — alguns deles tentam curar a cegueira. Em outras palavras: essa pesquisa é fácil de explicar para agências que liberam recursos para pesquisas. O Instituto Nacional de Saúde dos EUA não está no negócio de melhorar a visão noturna, e sim na busca por curas para coisas como a cegueira. As coisas de visão noturna foram feitas ao mesmo tempo, mas mais como um projeto paralelo durante todos esses anos.

“Você não quer dizer alguma coisa que pode encorajar loucuras e colocar pessoas em perigo. Essa é minha principal preocupação,” explicou Washington. Mas, como qualquer cientista, ele fica feliz em ver alguém se importando com sua pesquisa. Washington ouviu falar pela primeira vez no experimento do Science for the Masses quando jornalistas começaram a enviar emails para ele. Pode parecer estranho saber que Tibbetts e Licina não haviam entrado em contato com ele. Mas isso talvez fale bastante sobre o muro que separa a ciência profissional da ciência do faça-você-mesmo — um muro que talvez devesse ser mais fácil de pular.



(Fontes: Science for the Masses & Gizmodo Brasil)

Vermelho só o planeta, nãos os olhos

Já mostramos neste artigo que os astronautas estão sujeitos a sofrer danos no cérebro e nos olhos em missões consideradas curtas. Imagine, então, o que pode acontecer em uma missão para... Marte!

O planeta vermelho já não é um sonho tão distante como era antigamente. A NASA já está fazendo testes preliminares com o foguete que levará o homem até lá, por exemplo. Até um canal de televisão está realizando uma espécie de reality show para escolher os pioneiros que colonizarão o planeta.

Com a possibilidade de uma missão tripulada à Marte tornando-se cada vez mais plausível, a ciência começa a explorar tudo o que pode dar errado em uma longa viagem de ida e volta. E isso inclui problemas de visão.

Essa preocupação parte dos aprendizados que foram obtidos com os humanos que estão na Estação Espacial Internacional. Uma série de efeitos negativos por estar em um ambiente sem gravidade por longos períodos de tempo já foi descoberta, como a queda acentuada na massa muscular e densidade óssea.

Para reduzir os possíveis danos na visão, o instituto americano de pesquisa biomédica espacial (NSBRI, na sigla em inglês) recebeu recentemente o financiamento de três companhias como parte do programa “Vision for Mars”, com o objetivo de manter a visão dos astronautas afiada durante expedições espaciais longas.

As três tecnologias são: um oftalmoscópio "imagem-retina", um óculos com regulagem de pressão e um óculos especial com lentes intercambiáveis para ajustar prescrições com facilidade. Todos os três devem ser enviados para testes nos próximos meses na Estação Espacial Internacional.

A Agência Especial Americana (NASA) conhece há décadas os problemas que a microgravidade causa nos olhos, mas eles sempre foram considerados leves e temporários. Entretanto, foram encontrados problemas de degradação mais sérios na visão da maior parte da tripulação da Estação Espacial Internacional.

Atualmente, os cientistas suspeitam que a causa possa estar relacionada com o aumento na pressão intracraniana enquanto eles estão em órbita. Embora seja improvável que uma maneira de impedir isso seja encontrada, é bem provável que eles consigam reduzir ou compensar o dano.



(Fonte: ExtremeTech)

A evolução da prótese ocular - o fim do 'olho de vidro'

Uma das mais populares cantigas de roda informa que uma borboletinha está na cozinha fazendo chocolate para sua madrinha. Em sua receita no mínimo exótica, a pequena borboleta utiliza, entre outros curiosos ingredientes, perna de pau e olho de vidro. Este último, porém, vai dar trabalho pra borboletinha.

É que, de acordo com a BBC de Londres, Haas, um alemão que vive na Grã-Bretanha desde a década de 1960, deve se aposentar em breve e, quando isso acontecer, não haverá mais fabricantes de olhos de vidro naquele país.

A Alemanha fez fama por produzir olhos de vidro de alta qualidade, mas atualmente, a grande maioria das próteses de olho fabricadas mundialmente é feita de acrílico, algumas pintadas à mão. Estas próteses oferecem pelo menos uma grande vantagem em relação às de vidro - a durabilidade -, pois as proteínas contidas nas lágrimas corroem a superfície da prótese de vidro, tornando-a fosca. Como a prótese de vidro não pode ser polida, precisa ser substituída a cada dois anos.

As próteses de acrílico, por outro lado, podem ser polidas várias vezes e duram entre 15 e 20 anos. Ainda assim, alguns pacientes, por serem alérgicos ao acrílico, continuam utilizando as de vidro que, ao contrário do que muita gente imagina, não são sólidas como uma bola de gude. Trata-se na verdade de uma meia esfera oca, uma concha fina encaixada sobre o olho danificado, se ele ainda existe.

Por isso, o artesão, além de criar uma cópia exata de todo o olho - com as veias vermelhas da esclera (a parte branca do olho) - e não somente o desenho da íris, também tem de fazer com que o olho de vidro se encaixe perfeitamente sobre o olho danificado do seu cliente, algo que requer precisão de milímetros. Caso contrário, a prótese é encaixada sobre uma esfera implantada cirurgicamente na cavidade ocular e conectada aos músculos do olho.

A maioria dos olhos artificiais possui algum tipo de movimento, mas, por não cumprir as funções do olho verdadeiro, seus benefícios são puramente sociais e psicológicos: evitar desconforto nas outras pessoas e fazer com que o usuário da prótese ocular se sinta “completo” novamente.

Por isso, o relacionamento entre o cliente e o artesão que fabrica a prótese de seu olho é muito particular, cria-se uma ligação emocional forte que faz com que o paciente queira manter aquele vínculo. Daí a incerteza de quem utiliza a de vidro na troca pela de acrílico. Mas, segundo especialistas, a adaptação às próteses modernas de acrílico não deve ser difícil. Resta saber que impacto esta mudança fará na receita do chocolate da borboletinha...



(Fonte: BBC) 

Os perigos do uso indiscriminado de colírio na gravidez

Segundo dados estimativos da OMS (Organização Mundial da Saúde) 3% dos defeitos congênitos são causados pelo uso de medicamentos ou drogas durante a gravidez e isso seria causado porque, em mulheres grávidas, a elevação dos hormônios sexuais altera o metabolismo hepático das drogas que ficam mais concentradas na corrente sanguínea.

Isso serve, até mesmo, no uso de colírios. Já tratamos aqui sobre o fato do colírio ser remédio e ter que ser usado com receita. Pois um levantamento feito pelo Instituto de Oftalmologia Penido Burnier mostra que 4 em cada 10 mulheres chegam à consulta usando colírio por contra própria. Nos Estados Unidos, o FDA (Food em Drugs Administration), agência americana que regulamenta medicamentos, nenhum tipo de colírio pode ser considerado sem risco para o feto por falta de testes com gestantes antes dos lançamentos.

Alguns remédios afetam o bebê por conta da menor troca de oxigênio e nutrientes entre a mãe e o feto através da placenta. Como o colírio mais usado é o vasoconstritor, para deixar os olhos branquinhos, os vasos sanguíneos da placenta também contraem e a nutrição do feto fica comprometida. As mulheres recorrem a este tipo de colírio pois o aumento da produção do estrogênio provoca a síndrome do olho seco.

Acontece que o tratamento pode ser feito com lágrima artificial que não prejudica o feto, ou com uma dieta rica em ômega 3. O nutriente é encontrado em semente de linhaça, castanha do Pará, sardinha e salmão.

Já as gestantes portadoras de glaucoma devem passar por reavaliação com um oftalmologista, já que a classe de colírio antiglaucomatoso mais utilizada no Brasil é a dos análogos de prostaglandina que são contra-indicados durante a gravidez, enquanto que os beta-bloqueadores podem alterar a frequência cardíaca do feto.  Dos medicamentos para glaucoma o mais seguro para gestantes é o tartarato de brimonidina que não revelou alterações em fetos de ratos segundo relatório do FDA.

Em resumo, qualquer colírio usado na gravidez pode afetar a saúde do bebê. Adultos que têm astigmatismo e, em alguns casos, ceratocone (abaulamento da parte central da córnea), foram bebês expostos a antibióticos durante a gestação ou nos primeiros meses de vida.

Mas o perigo do uso indiscriminado de colírio também ronda a futura mamãe, pois ela fica predisposta à catarata precoce, alterações cardíacas e elevação da pressão arterial.



(Fonte: LDC Comunicação)

O poder da música, agora sobre a atividade cerebral

O Saúde Visual já apresentou aqui o EyeMusic, aparelho que transforma imagem em música, auxiliando a pessoa cega perceber com mais exatidão o ambiente à sua volta. Outro teste, realizado desta vez no Laboratório de Neurofisiologia Clínica do Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP de Ribeirão Preto (FMRP), também evidenciou o poder da música - mas sobre a atividade elétrica cerebral e também sobre o aumento do potencial da voz.

O trabalho foi realizado comparando nove cantores líricos a outras nove pessoas não cantoras e envolveu especialistas dos Setores de Neurologia (Departamento de Neurologia, Psiquiatria e Psicologia Médica) e de Otorrinolaringologia (Departamento de Oftalmologia, Otorrinolaringologia e Cirurgia da Cabeça Pescoço) da FMRP e do Departamento de Engenharia Elétrica da Escola de Engenharia da USP de São Carlos (EESC).  

Os pesquisadores analisaram durante seis meses as reações do cérebro, as condições da laringe e o poder de acústica da voz dos dois grupos de pessoas, utilizando técnicas e equipamentos como eletroencefalograma (EEG), para o mapeamento cerebral, e um analisador acústico digital especialmente desenvolvido pelo professor José Carlos Pereira, da EESC. As análises das condições da laringe ficaram sob a responsabilidade do professor Marcos Grellet, da Otorrinolaringologia.

Enquanto cantavam, a análise do EEG dos cantores líricos mostrou ativação da região frontal esquerda. Segundo a pesquisadora Paula Viana, responsável pela parte neurológica do trabalho, esta área do cérebro está relacionada com processos de verbalização, atenção voluntária e emoções positivas, como alegria e prazer. Também foi observada a ativação da região temporal direita que é relacionada à cognição musical. Paula informa que estas atividades cerebrais não foram observadas nos cantores em condição de repouso.

Os cérebros dos cantores não foram ativados ao ouvir música clássica, mas somente quando interpretavam a música. Paula acredita que isso seja devido a um efeito de habituação dos cantores, que necessitam, portanto, de maior estímulo. Outro fato curioso observado nos exames dos cantores foi a correlação positiva entre o aumento do potencial de voz com a maior amplitude do ritmo alfa (atividade cerebral de área posterior do cérebro, relacionada com repouso e vigília).

No grupo de não cantores também foi observada ativação de região temporal direita, enquanto as pessoas ouviam música clássica, o que demonstra, na opinião dos pesquisadores, que a percepção musical também leva à modificação da atividade elétrica cerebral em não cantores, reforçando a hipótese de uma habilidade musical latente no cérebro humano.

Os resultados também mostraram forte ligação entre a musicalização e a linguagem . A pesquisadora comenta que foi observada ativação de áreas relacionadas à linguagem. Este fato sugere que a estimulação musical precoce possa levar a um melhor domínio da linguagem verbal. Ou seja, se a criança for estimulada desde cedo com a música, ela deve desenvolver partes do cérebro, inclusive em tamanho, mais do que outras, segundo a pesquisa.

Esta é a primeira vez que é feito um estudo simultâneo de mapeamento cerebral e de acústica da voz. "Os resultados mostram, por exemplo, uma correlação positiva entre maior atividade cerebral, no caso dos cantores, e o aumento do potencial da voz". O teste com os cantores foi realizado envolvendo a vogal A, cantada e falada. As pesquisas devem continuar utilizando outras vogais.

Estudos como este, ou como o que levou ao EyeMusic, têm demonstrado os efeitos do treinamento musical não só na habilidade verbal, mas também em outros domínios como matemática, raciocínio espacial, coordenação motora e sensibilidade e abrem caminhos para outras tantas pesquisas e descobertas valiosas para todos, inclusive os deficientes visuais.



(Fonte: Assessoria de Imprensa da FMRP)

 

Se a moda pega... judeus ultraortodoxos lançam óculos 'anti-pecado'

O termo Haredi vem do hebraico e quer dizer "temente" ou "temeroso". Este se refere ao judeu praticante do judaísmo ultraortodoxo. Resistentes a mudanças, os judeus ultraortodoxos são conhecidos por seu apego extremado aos mandamentos bíblicos. Assim, segundo a sua interpretação da lei judaica, eles consideram proibido o contato entre homens e mulheres não casados.

Daí o fato deles evitarem o contato com o sexo oposto a todo custo. Os ultraortodoxos já pedem que seus seguidores evitem estar no mesmo espaço com as mulheres que não sejam de sua família. Também existe separação nos ônibus, calçadas e outros espaços públicos em seus bairros. Nas regiões onde eles são maioria é comum se ver placas e sinais exortando as mulheres a usarem gola alta, blusas de mangas compridas e saias longas.

Em mais um esforço para manter seu estilo de vida devotado, uma organização de judeus ultraortodoxos em Israel, o “Committee for Purity in the Camp” oferece uma série de dispositivos para ajudar os homens a diminuir seu campo de visão, auxiliando-os assim a “evitar o pecado”. Entre esses produtos está os “óculos anti-pecado”, que borra a visão dos homens para que não consigam ver as mulheres que estão vestidas “sem recato”.

Estes  "Comitês de pureza" não oficiais, que existem dentro da comunidade ultraortodoxa de Jerusalém (e outras cidades), estão vendendo os óculos "especiais", cobertos por adesivos que desfocam as imagens, pelo preço equivalente a 32 euros (R$ 80).

O óculos não impede a locomoção, mas faz com que seja quase impossível se perceber o que está a alguns metros, incluindo as mulheres.

De acordo com um relatório do jornal israelense Maariv, o produto vem acompanhado de uma mensagem de encorajamento, assegurando aos clientes que eles podem estar orgulhosos de sua decisão de manter a pureza ao utilizar os óculos em público.

Para os homens obrigados a se aventurar fora de suas comunidades ortodoxas, existe uma espécie de lenço colocado sobre a cabeça e que se estende sobre os olhos, oferecendo uma proteção adicional ‘contra a concupiscência’.

Não se sabe quantos óculos e lenços foram vendidos, mas outro jornal, o Times of Israel diz que parece haver uma grande demanda pelos produtos.



(Fonte: Opticanet)

Quem tem olhos claros bebe mais, revela estudo

Quem tem olhos claros certamente passou boa parte da existência recebendo elogios. E, certamente, nunca imaginou que, um dia, estudiosos constatariam que pessoas de olhos claros bebem mais dos que as de olhos castanhos.

O estudo foi feito por cientistas da Georgia State University, nos EUA e você pode conhecer na íntegra clicando aqui. Eles analisaram dados de duas grandes pesquisas e observaram a tendência de ambas as amostragens. Uma das pesquisas foi feita com 10.860 presos, todos do sexo masculino; a outra, com 1.862 mulheres de todo o país. Nas duas, as pessoas com olhos azuis ou verdes bebiam mais e tinham mais problemas com alcoolismo do que as de olhos castanhos.

No caso dos homens, 42% dos com olhos claros eram alcoólatras, contra 38% dos homens de olhos escuros. Entre as mulheres, as com olhos claros disseram consumir “significativamente” mais álcool, em geral, e tinham virado mais drinks nos últimos dias do que as com olhos escuros.

O estudo aponta que, embora as diferenças sejam pequenas, os resultados estão de acordo com constatações anteriores de que as pessoas com olhos escuros são mais sensíveis a certas drogas do que as com olhos claros, o que, hipoteticamente, faz com que bebam menos e, por fim, corram menos risco de virarem alcoólatras.

Outra suposição levantada pelos cientistas deste estudo é que pessoas com olhos claros tendem a ser mais introvertidas. E, essas duas causas - olhos claros e introversão -, podem estar relacionadas durante o desenvolvimento do feto que, ao crescer, procura na bebida alcoólica uma forma de se “soltar mais”, exagerando na dose e chegando à dependência.

Os pesquisadores ainda na acharam uma conclusão, mas fica a pergunta: como ficam as pessoas com heterocromia?



(Fonte: Superinteressante) 

DNA de 'cão-salsicha' dá pistas para cegueira humana

Pesquisadores americanos e noruegueses conseguiram isolar o gene NPHP4 do DNA de cães da raça dachshund, o famosos “cão-salsicha”, que havia sido parcialmente danificado em cães afetados por distrofias no cone-bastonete, situação relativamente rara em cães e que se restringe a algumas raças.

Este gene está associado a uma combinação de deficiências nos rins e fígados em seres humanos, disse o coordenador do estudo, o pesquisador Frode Lingaas, da Escola Norueguesa de Ciências Veterinárias. Mas nos cães dachshunds, os cientistas encontraram uma mutação que afeta apenas os olhos, sugerindo que este gene pode estar relacionado a pacientes humanos com doenças oftalmológicas, na análise de Lingaas.

Segundo ele, a descoberta pode ter aplicações tanto para uso veterinário quanto para uso em humanos. Nos cães, a descoberta abre a possibilidade de testes genéticos para eliminar determinados distúrbios através do cruzamento de animais. Já nos humanos, poderia apontar caminhos para o tratamento de distrofias de cones e bastonetes através do uso de genes, a geneterapia.

Distrofias ou displasias de cone e bastonete podem se iniciar logo na infância. A princípio, a perda das células da retina pode ocasionar a chamada "cegueira diurna", na qual a visão em lugares claros é prejudicada. Ao longo do tempo, o problema pode evoluir para a cegueira total.

O estudo foi publicado na revista científica Genome Research.



(Fonte: BBC) 

Lei de Talião invertida ajuda cego a enxergar

Uma cidadã americana de 60 anos de idade voltou a enxergar após nove anos graças a uma técnica cirúrgica inusitada - os médicos utilizaram um dente para atuar como uma espécie de âncora de sustentação para uma prótese de lente, que permite que a paciente volte a enxergar.

A operação inédita nos Estados Unidos foi realizada por uma equipe de especialistas da Escola Miller de Medicina, da Universidade de Miami, na Flórida. Este complicado procedimento cirúrgico prevê a extração de um dente do paciente, a abertura de um buraco no dente e a inserção da lente no buraco.

A prótese formada por lente e dente é, então, implantada no olho da paciente. É a inversão da Lei de Talião em mais uma inusitada técnica criada pelos oftalmologistas. De “olho por olho, dente por dente”, temos “olho por dente e dente no olho”.

Apesar de parecer novidade, esta técnica na verdade conhecida como Osteo Odonto Kerato Prosthesis (OKPP, na sigla em inglês) foi usada pela primeira vez na Itália, na década de 60, e também já foi colocada em prática em outros lugares na Europa e na Ásia.

Segundo o oftalmologista Victor Perez, responsável pela cirurgia, "é como tentar plantar uma rosa no deserto", diz. Segundo ele, o dente oferece um macroambiente. “É como mover a boca para o olho. Toda umidade e microambiente da boca nós tentamos simular no olho”, afirma Perez.

Portadora de uma rara doença de pele que atinge os olhos, Kay Thorton voltou a ler jornais duas semanas após a cirurgia. Ela afirma que as cores estão mais vívidas do que ela poderia se lembrar.

Segundo os médicos, a cirurgia é indicada principalmente para pacientes que sofreram algum tipo de trauma na córnea, como queimaduras, assim como aconteceu com Robert McNichol, irlandês que perdeu a visão há dois anos, quando uma explosão de alumínio líquido o atingiu no centro de reciclagem onde trabalhava.

Os médicos que o trataram afirmaram que nada poderia ser feito sobre sua cegueira, mas um professor da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, sugeriu a McNichol que visitasse o cirurgião Christopher Liu, do Hospital do Olho de Sussex, em Brighton. Liu realizou a cirurgia utilizando um dos dentes caninos e parte da gengiva do filho do paciente que recuperou parte da visão direita – a da esquerda foi muito danificada.



(Fonte: BBC) 

Não é bom encarar o sol. Ao menos para os olhos


Durante décadas, sustentou-se a teoria de que o formato do sol variava ao longo de seus ciclos solares de 11 anos e que forças magnéticas intensas deixavam o Sol bastante maleável, como bolas de borracha macia.

Agora, Jeffrey Kuhn e sua equipe na Universidade do Havaí em Pukalani descobriram que o formato do sol não varia e o Astro-Rei é mais redondo do que se imaginava. Redondo até demais, como faz questão de frisar Kuhn. E, acima de tudo, seu formato é bastante consistente.

Mas nem pense em olhar para o sol querendo conferir estas descobertas. Se olhar fixamente para uma fonte de luz brilhante e intensa já faz mal para os olhos, é mais que certo que encarar o Astro-Rei não é algo nada agradável para se fazer – ao menos para os olhos.

Pior: se olhar para o sol sem a proteção adequada dos olhos é uma péssima ideia, fazer o mesmo através de um telescópio ou binóculo é simplesmente... inominável. Da mesma forma que uma lupa convergindo a luz solar queima um inseto, estes dispositivos concentram os raios do sol em pontos destrutivos, causando danos térmicos e fotoquímicos imediatos. Os raios UV podem simplesmente cozinhar seus olhos, destruindo as estruturas e resultando em uma potencial cegueira permanente.

O processo todo funciona assim: no momento em que se começa a olhar para o sol, inicia-se de imediato uma queimadura no globo ocular. Dos três tipos de luzes que o sol produz (visível, infravermelha e ultravioleta), a UV é a mais danosa às estruturas dentro do olho, especialmente quando refletida pela areia, neve ou água.

As células da córnea, a camada externa transparente do olho, formarão bolhas que eclodirão quando superexposta à luz ultravioleta. É bem parecida com uma queimadura de sol na pele. Os sintomas dessa condição, conhecida como fotoqueratite, geralmente aparecerem algumas horas depois que o dano ocorreu. Eles são identificados por lacrimação excessiva, inflamação do tecido e a sensação de que os olhos foram muito esfregados. Felizmente, o efeito é quase sempre temporário, desaparecendo em 36 horas e pode ser evitado com o uso de óculos com proteção contra raios ultravioleta.

Olhar diretamente para o sol por um pouco mais de tempo e poderão surgir danos na retina, as células fotorreceptoras localizada no fundo do olho que transmite imagens para o cérebro. Quando estas células são superestimuladas, elas liberam uma inundação de químicos sinalizadores. Em concentrações suficientes, como durante uma longa olhada para sol, ela pode danificar o tecido circundante. A retinopatia solar, como o dano é conhecido, pode não ser tão dolorosa quanto a fotoqueratite — mas os resultados podem ser permanentes.

Com a retina bem danificada, então, encarar o sol pode levá-lo à cegueira parcial. A exposição prolongada a raios ultravioletas pode danificar a mácula, uma pequena subestrutura da retina responsável pela maior parte da sua visão detalhada central. A pupila irá se contrair naturalmente quando exposta à luz brilhante, mas a quantidade de luz que ainda entrará no olho ficará concentrada na camada da mácula. Esse dano pode causar degeneração macular, que acaba resultando em cegueira permanente do centro do seu campo de visão.

Por fim, a cegueira completa e permanente também pode acontecer se, ao olhar para o sol por um longo tempo, as lentes dos olhos forem danificadas por muitos raios ultravioletas, resultando, geralmente, em catarata e no crescimento de um tecido invasivo chamado pterígio. Como a catarata avançada induzida por UV, ela também pode obscurecer a visão do paciente. Se não for tratada, pode culminar com a cegueira.

Assim, quem quiser conferir o formato do sol ou um eclipse pode lançar mão de um projetor do tipo pinhole ou outro método de visualização indireta. Outra dica é posicionar um binóculo a alguns centímetros de uma folha em branco e orientá-lo em direção ao sol. Isso projetará uma visualização aumentada do Astro-Rei no papel, permitindo que se possa estudar as suas sombras durante um eclipse com segurança.



(Fonte: Gizmodo)

Cílios com luzes LED recebe menção honrosa

Por se tratar de um site com o objetivo de integrar, informar e divulgar assuntos relacionados à visão, sempre abordando temas relevantes através de reportagens, artigos técnicos e também sobre moda, utilidade pública e outros, o Saúde Visual está antenado com todas as novidades pertinentes ao mercado óptico.

Até mesmo as mais exóticas.

Como este produto no mínimo inusitado desenvolvido pela designer sul-coreana Soomi Park com o objetivo de realçar os olhos: cílios postiços com luzes LED (componente eletrônico semicondutor que ao receber energia emite luz).

Em seu site oficial, Soomi define a invenção como uma forma de satisfazer o fetiche dos olhos grandes, típico de países como Japão e Coréia. Segundo ela, "o desejo de ter olhos grandes é quase uma obsessão para tantas mulheres asiáticas que muitas recorrem a cirurgias plásticas para realizar esse sonho". Ou para lentes de contato que causam o efeito de olhos grandes, conforme já mostramos neste artigo.

A invenção, ainda em protótipo, certamente sofrerá alguns ajustes antes de chegar ao mercado. Mas, acredite, o projeto já recebeu menção honrosa na categoria arte interativa no Prix Ars Eletronica, um dos maiores concursos internacionais de arte e mídia eletrônica.

Para serem ligados, os cílios precisam de uma bateria que fica posicionada de forma semelhante a um fone de ouvido, deixando o kit um pouco pesado e com a fonte de energia bem visível. O sistema de funcionamento, por sua vez, é bastante prático. Equipada com sensores tão sensíveis que percebem os movimentos das pálpebras e até das pupilas, a peça acende ou apaga conforme a inclinação da cabeça de quem a usa.

E será que as mulheres pretendem usar este acessório? A julgar pelo que aconteceu com o site da designer, a resposta é sim! Enquanto não é lançado e nem sequer possuir uma previsão de quanto custará o invento, Soomi Park conseguiu agitar o mundo internauta congestionando seu site no dia que anunciou sua invenção.



(Fonte: Site Soomipark)

Mais um passo importante para o futuro da visão humana

Pesquisadores da Universidade de Medicina Weill Cornell, em Nova York, uma das mais importantes dos Estados Unidos conseguiram decifrar o tipo de linguagem usada entre a retina, onde a imagem é formada, e o cérebro, onde ela é traduzida e desenvolveram um aparelho que permitiu que ratos cegos voltassem a ver.

Com uma espécie de câmera que foi instalada diante de seus olhos, o rato cego passou a enxergar. Essa notícia foi recebida como um passo importantíssimo para, futuramente, ajudar seres humanos a recuperar a visão.

Em um teste foi utilizado dois ratos: um cego e outro com o minúsculo equipamento. Ambos foram postos diante de uma tela de TV. O rato cego ficou com os olhos parados, mas o que portava a câmera mexeu os olhos acompanhando o movimento das imagens, como quem está tendo uma percepção delas. Ou seja, enxergando.

Com esta nova tecnologia, a pessoa cega conseguirá definir todos os contornos de um rosto, ao contrário do que acontece com outras próteses já testadas antes.

Os cientistas também anunciaram que conseguiram decifrar a retina de macacos, que tem os olhos bastante parecidos com os nossos. Segundo os pesquisadores, um passo fundamental para que seja testada uma prótese em humanos, em um futuro próximo, mas não definiram um prazo exato.

(Fonte: Jornal Nacional)

Pesquisadores criam música para os olhos. Literalmente

Pesquisadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em parceria com acadêmicos do Instituto do Cérebro de Natal,acabam de criar um dispositivo capaz de ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons.

Batizado de EyeMusic, o aparelho adaptado em um óculos não-invasivo usa uma câmera para capturar as imagens. Cada imagem digital é processada, transformando os pixels em padrões musicais que ajudam o cego a perceber com mais exatidão o ambiente à sua volta.

O objetivo é construir os chamados dispositivos de substituição sensorial, que consistem em aparelhos que usam diversas tecnologias para traduzir as informações de um sentido, geralmente não funcional no indivíduo, por informações que afetem outro sentido.

O EyeMusic escaneia uma imagem da esquerda para a direita e reinterpreta as cores do objeto em notas graves e agudas, representando os tons com instrumentos musicais diferentes. A cor azul, por exemplo, é sinalizada pelo som de um trompete, enquanto a vermelha é caracterizada pelo som dos órgãos usados nas músicas de reggae; o verde pelo órgão de palheta sintetizado, o amarelo pelo violino, o branco por um vocal e, finalmente, o preto pelo silêncio. Quanto mais brilhante é objeto, mais alta é a música.

Os participantes da pesquisa relataram que conseguiram operar o dispositivo muito rapidamente. Desta forma, o experimento dá suporte à hipótese de que a representação do espaço no cérebro pode não ser dependente de como a informação espacial é recebida, e que é necessário pouco treinamento para criar uma representação do espaço sem a visão.

Os pesquisadores Shelly Levy-Tzedek e Amir Amedi publicaram os resultados do estudo em uma edição do jornal acadêmico Restorative Neurology and Neuroscience (Neurologia Restaurativa e Neurociência) mas qualquer pessoa pode experimentar este (e outros projetos) no site oficial de Amir.



(Fonte: Olhar Digital)

Um GPS útil para deficientes visuais também

Normalmente, o GPS (acrônimo do original inglês Global Positioning System, ou do português "geo-posicionamento por satélite") costuma trazer alternativas para quem quer fazer uma rota a pé ou de ônibus. Mas é um sistema muito básico, que não apresenta maiores detalhamentos para quem, por exemplo, não enxerga.

Pensando nisso, uma equipe de pesquisadores da Escola de Engenharia da Universitat Autònoma de Barcelona (UAB) desenvolveu um aplicativo de navegação baseado em GPS para celulares com sistema Android, que facilita os deslocamentos pela cidade cujo diferencial é, justamente, atender a todos, incluindo cegos, surdos, e pessoas com limitações de mobilidade ou cognitivas.

O aplicativo, desenvolvido pelo Grupo de Aplicações Biomédicas e Tecnologias para a Autonomia Pessoal da UAB, informa, passo a passo, as direções para o usuário chegar ao seu destino a pé ou de ônibus. Atualmente funciona em Barcelona, Madri e Roma, e em breve em Helsinki, Valencia e Zaragoza.

Por ser baseado nos princípios do desenho universal é, por tanto, um aplicativo de utilidade para qualquer usuário que queira se deslocar com facilidade, e especialmente para as pessoas com algum tipo de incapacidade visual, auditiva ou cognitiva.

O aplicativo, já disponível em Google Play, oferece um conjunto de rotas para chegar ao destino. Uma vez escolhida uma das rotas, o usuário é guiado desde o lugar onde se encontra até o ponto de ônibus mais próximo e será informado sobre a hora de chegada do ônibus. Dentro do veículo, o aplicativo informa das paradas e avisa o momento de descer do ônibus. Uma vez fora da lotação, a ferramenta orienta o usuário até o destino escolhido. O sistema utiliza as tecnologias mais recentes para dispositivos móveis, o GPS, a bússola, o acelerômetro, o reconhecimento e geração de voz e a conexão 3G ou WiFi.

Os pesquisadores já trabalham para melhorar o aplicativo com a inclusão de outros meios de transporte público e de serviços básicos como solicitação de táxis, localização de farmácias e centros de assistência, além da utilização de realidade aumentada para localizar semáforos e pontos de transporte público e, ainda, a integração com redes sociais.



(Fonte: Universitat Autònoma de Barcelona)

Pupila, indicadora de orientação sexual

Pode parecer piada, mas é sério: segundo um novo estudo a dilatação da pupila é um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade de quem atrai pode estar em seus olhos. Este estudo afirma que quando as pessoas olham para imagens eróticas e ficam excitadas, as pupilas abrem em uma reação inconsciente. Uma reação que poderia ser usada para estudar a orientação e excitação sem medidas invasivas.

O novo estudo é o primeiro experimento em grande escala para mostrar que a dilatação da pupila corresponde ao que as pessoas relatam sentir, disse o pesquisador Ritch Savin-Williams, psicólogo do desenvolvimento na Universidade de Cornell. Segundo Savin, se um homem diz que é hetero, seus olhos estão dilatando em relação às mulheres. Acontece o oposto com os gays , seus olhos se dilatam em relação aos homens.

A ligação entre o tamanho da pupila e excitação vem desde o século 16 quando, na Itália, as mulheres usavam um colírio feito a partir da erva tóxica Belladona, que mantinha suas pupilas contraídas, causando o efeito chamado de “um olhar sedutor”.

Na verdade, afirma Savin-Williams, as pupilas se dilatam um pouco em resposta a qualquer estímulo excitante ou interessante, incluindo o rosto de um ente querido ou uma bela peça de arte . A dilatação é um sinal de que o sistema nervoso autônomo - o sistema que controla as  ações involuntárias, como pulso e respiração - está aumentando.

Tradicionalmente, os pesquisadores têm estudado a orientação sexual e excitação, pedindo aos voluntários para assistir a filmes eróticos ou fotos enquanto estão ligados a instrumentos que vão medir o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais. Para os homens, isso envolve uma medida da circunferência do pênis, enquanto as mulheres usam uma sonda que mede a variação de pressão nos vasos sanguíneos das paredes vaginais.

Para Savin-Williams estas medidas têm desvantagens, pois algumas pessoas podem suprimir a sua excitação genital , ou simplesmente não ter respostas genital em um ambiente de laboratório. "Algumas pessoas simplesmente não querem participar de uma investigação que envolve os órgãos genitais", disse Savin-Williams.

E ainda tem o fato de que muitas pessoas podem ter vergonha de admitir seus desejos ou mesmo negá-los para si. É também difícil fazer perguntas diretas sobre a orientação sexual em muitas culturas.

Para contornar esses problemas, Savin-Williams  - e seu colega Gerulf Rieger, também da Universidade de Cornell -, voltou-se para as pupilas. Eles recrutaram 165 homens e 160 mulheres, incluindo homossexuais, heterossexuais e bissexuais participantes. Estes voluntários assistiram separados vídeos de um homem se masturbando, uma mulher se masturbando e cenas neutras de paisagem. Os vídeos foram todos combinados de modo que as diferenças de luz não distorcessem os resultados.

Uma câmera de monitoramento do olhar gravou as pupilas durante esses vídeos, medindo pequenas mudanças no tamanho delas. As pessoas também relataram seus próprios sentimentos de excitação em cada vídeo.

Os resultados mostraram que a dilatação da pupila corresponde ao padrão observado em estudos de excitação genital. Nos homens, esse padrão é geralmente simples: heterossexuais respondem a imagens sexuais de mulheres e homens gays respondem a imagens sexuais dos homens. Homens bissexuais respondem a homens e mulheres.

Nas mulheres, as coisas são mais complexas. Mulheres gays apresentaram dilatação da pupila para mais imagens de outras mulheres, semelhante ao padrão observado em homens heterossexuais. Mas as mulheres heterossexuais dilataram basicamente igual em resposta a imagens eróticas de ambos os sexos, apesar de sentimentos de excitação para homens e não para mulheres.

Isso não significa que todas as mulheres heterossexuais são secretamente bissexuais, alertou Savin-Williams, só que sua excitação subjetiva não corresponde necessariamente a excitação do seu corpo. Pesquisadores de sexo não tem certeza por que isso acontece. Uma teoria é que as mulheres têm sido violadas ao longo da história e evoluíram para responder com lubrificação a qualquer estímulo sexual, não importa o quão desagradável.

O próximo passo da pesquisa é monitorar as medições da pupila e genitais ao mesmo tempo, para testar o quão bem eles correspondem. Para que serve esta tecnologia? Para Savin-Williams, ela pode ser utilizada para realizar estudos transculturais da sexualidade, uma vez que a dilatação da pupila é universal e não depende de rótulos de orientação sexual. Além disso, o método pode ser usado até mesmo para ajudar as pessoas que estão confusas sobre sua sexualidade através de seus desejos.



(Fonte: Huff Post Science)

Estudante brasileiro cria protótipo de bengala eletrônica

Já apresentamos aqui o conceito de tecnologia assistiva, termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

Para deficientes visuais, uma bengala eletrônica que avisa quando há algum obstáculo seria muito bem vinda. Nos Estados Unidos, já existe uma versão de bengala eletrônica vendida por 1,4 mil dólares. A boa notícia é que, no Brasil, um estudante criou um aparelho parecido, mas que conta apenas com um sensor e sai por 500 reais.

O estudante universitário Carlos Solon Guimarães criou um protótipo de bengala eletrônica com dois sensores que avisam o deficiente visual quando há algum obstáculo a um metro de distância. Cada um dos sensores – o mesmo usado em celulares – é programado para vibrar quando há um objeto acima ou abaixo da cintura.

Guimarães, que criou o protótipo para o seu trabalho de conclusão no curso de Ciência da Computação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul, teve a ideia através de projetos da universidade que buscam alternativas para deficientes visuais.

A bengala foi feita com equipamentos de baixo custo. O protótipo é feito com canos PVC. Guimarães usou apenas softwares e hardwares de código aberto, ou seja, que qualquer pessoa pode usar e alterar sem pagar nada. Com isso, o estudante pretende criar, no futuro, um kit para que o deficiente conecte os sensores a sua própria bengala.

A formatura de Guimarães está marcada para dezembro e, até lá, ele pretende melhorar o protótipo e estudar como a bengala será colocada no mercado. Segundo ele, com ajuda de investidores, a bengala poderá ser vendida por 300 reais.

A iniciativa agradou ao presidente da Associação Brasileira de Deficientes Visuais, Sadi de Mello. Segundo ele, somente no estado do Rio Grande do Sul existem 100 mil gaúchos cegos. E o número é ainda mais alarmante quando se fala no Brasil: cerca de cinco milhões.



(Fonte: G1)

Boas notícias para quem usa, quem não quer usar e para quem esquece os óculos

Para quem está próximo ou passou dos 40 anos, a presbiopia é a condição mais comum de problema visual, fazendo com que a pessoa sinta dificuldade para enxergar de perto. A perda de acomodação é um dos fatores mais irritantes. Como fica difícil enxergar de perto, a tendência é esticar os braços atrás do foco, mas uma hora o braço acaba e o jeito é procurar um oftalmologista.

Então vem a necessidade de usar óculos. Ou um bifocal ou – para quem não consegue se adaptar a este – um óculos específico para enxergar de longe e outro para ler. Soma-se a estes um que nunca deve ser dispensado: o de sol.

Para os muito vaidosos, trata-se de uma tortura. Para os esquecidos, um martírio.

Aos vaidosos a boa notícia é que foi anunciado um novo aplicativo para iOS que poderá ser usado em iPhones e iPads e que tem como finalidade atrasar a necessidade do uso de óculos. Os desenvolvedores alegam que por volta dos 50 anos, nossa visão se torna menos flexível, o que a faz desfocar objetos que estão próximos.

Desta forma, a tecnologia do aplicativo se baseia em treinar o cérebro a ler imagens tremidas e transformá-las em imagens nítidas e focadas, exibindo manchas que aparecem na tela obrigando o usuário a identificar quando elas aparecem no centro.

Estima-se que o aplicativo deve custar em torno de £60 e servirá para um treinamento de 3 meses que seguirão exercícios de manutenção. E tem mais: além de atrasar o uso de óculos, segundo alguns oftalmologistas essa tecnologia também pode livrar pessoas mais velhas de usarem óculos para leitura.

Já para quem costuma esquecer os óculos, a boa notícia é que uma nova tecnologia abre a possibilidade de livros eletrônicos ajustarem o foco da imagem diretamente na tela, dispensando o uso das lentes corretivas. Batizada de "tailored displays" (monitores sob medida), o invento teve sucesso em testes de campo pode ser usado para criar imagens que compensam diversos problemas de visão além da presbiopia, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e até catarata, dependendo do caso.

O cientista de computação Vitor Pamplona, que já teve outro invento seu divulgado aqui no Saúde Visual, apresentou sua invenção esta semana em Los Angeles na Siggraph, a maior conferência de computação gráfica. Pamplona arranjou uma maneira de estudar a anatomia dos olhos para aplicar em computação e passou dois anos criando técnicas de animação para simular movimentos oculares.

Desta vez, seu invento aproveita o mesmo tipo de tecnologia usada pelo videogame portátil Nintendo 3DS, o console de imagens tridimensionais que não requer óculos especiais e que funciona da seguinte maneira: a tela é fragmentada e um filtro direciona imagens diferentes para cada um dos olhos. A visão, então, é processada no cérebro onde as figuras se juntam para formar a imagem em 3D.

Acontece, porém, que existe uma limitação prática: a ideia só funciona em monitores com resolução muito alta. Mas Pamplona já está tentando convencer grandes empresas de tecnologia a encampar a ideia.



(Fontes: Folha de São Paulo, EyeCare Hospital e ÓculosBlog)

Cientistas conseguem criar córneas novas em laboratório

Todos os anos são realizados cerca de 100 mil transplantes de córnea por todo o mundo. Mas este transplante só pode ser executado quando existe uma córnea saudável doada por outra pessoa que possa substituir a córnea danificada. E isso dificulta a regularidade dos transplantes, a única forma de uma pessoa com o tecido da córnea danificado recuperar a visão

Mas uma nova técnica promete encurtar o tempo de espera dos transplantes e facilitar os procedimentos cirúrgicos: Cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, conseguiram, pela primeira vez, utilizar células estaminais em córneas humanas danificadas. Células estaminais são as células mestras do corpo humano, retiradas de embriões com poucos dias de idade e que podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo adulto.

O estudo publicado na revista Acta Ophthalmologica mostra como podem ser utilizadas células estaminais para desenvolver as chamadas células epiteliais - responsáveis por manter a transparência da córnea. Para o crescimento das células epiteliais os cientistas desenvolveram em laboratório, primeiro as células estaminais para depois as utilizarem na própria córnea. O resultado apareceu depois de 22 dias, quando os cientistas conseguiram obter córneas novas e sem danos, prontas para serem transplantadas nos pacientes com córneas opacas ou embaciadas.

Para Ulf Stenevi, co-autor do estudo, "se pudermos estabelecer um método de rotina para recuperar córneas danificadas que normalmente seriam descartadas, a disponibilidade de material para transplantes será ilimitada”. Desta forma, ainda segundo Stenevi, com este método os “procedimentos cirúrgicos e de pós-tratamento também se tornarão muito mais simples”.



(Fonte: Dr Visão)

"Tem muito mais cores aqui”

Como já havíamos divulgado nesta notícia há pouco mais de dois anos, uma empresa chamada EnChroma inventou um novo tipo de óculos capaz de corrigir o daltonismo - tipo de desvio nos olhos que faz com que pessoas deixem de enxergar certas partes do espectro de luz.

Essa empresa se juntou a uma marca de tintas, a Valspar, para produzir um minidocumentário para captar as reações das pessoas que enxergaram pela primeira vez, por exemplo, o pôr do sol com todas suas tonalidades. No vídeo, os participantes também interagem com instalações repletas de matizes. “Tem muito mais cores aqui”, disse um dos personagens do documentário ao ver desenhos feitos pelo filho.

As empresas levaram pessoas que tinham o tipo de daltonismo mais raro, aquele em que só se enxerga tons de cinza, para um ambiente cheio de elementos supercoloridos. A reação dessas pessoas é até um tanto emocionante por se tratar de uma experiência tão simples para a maioria das pessoas.

De acordo com a Valspar e a EnChroma, estima-se que no mundo inteiro haja cerca de 300 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de daltonismo. Essas pessoas podem ter dificuldades para ver cores em tons de vermelho, de verde ou de azul. Algumas simplesmente não enxergam nenhum deles e veem o mundo em tons de cinza.

O óculos desempenha a função de separar as cores e derivações do vermelho e do verde, que geralmente são percebidas como iguais pelos daltônicos, corrigindo a visão deficiente. Com o mecanismo, os portadores da doença conseguem enxergar um espectro maior de cores.

Disponíveis em vários modelos, óculos custam em média 400 dólares e podem ser comprados pelo site da EnChroma, que envia o produto para diversas localidades, inclusive o Brasil.

Confira, abaixo, o vídeo (com legendas em português):

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(Fonte: Tecmundo)

Chip em teste promete fazer cegos voltarem a enxergar

Cientistas da Universidade Stanford, da Califórnia, desenvolveram um chip milimétrico que promete devolver a visão a indivíduos que sofrem de degeneração muscular, doença caracterizada pela morte das células receptoras de luz de retina. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A inovação obteve sucesso no teste com ratos e a previsão é que seja testada em humanos dentro de um ano. Daniel Palanker, responsável pela tecnologia, licenciou a ideia para a empresa francesa Pixium Vision.

O ideia é substituir as células por chips de 2 mm, feitos de material similar aos que existe em painéis solares. Ao receber luz, eles emitem impulsos elétricos que estimulam terminações nervosas de retina e levam informação visual ao cérebro.

Os aparelhos que serão testados no ano que vem pela Pixium possuem 65 micrômetros de largura, uma resolução ainda baixa comparada ao tamanho das células fotorreceptoras naturais do olho humano, com cinco micrômetros. "Mas nós já estamos conseguindo produzir chips com pixels de 40 micrômetros", disse Palanker à Folha. "Essa diminuição em tese seria capaz de dar aos pacientes uma resolução suficiente para reconhecer faces e ler livros."

O dispositivo é voltado, sobretudo, a pessoas que sofrem de degeneração macular – uma doença relativamente comum em idosos – causada por morte de células receptoras de luz da retina. Como essas células fotorreceptoras são parte do sistema nervoso, que não se regenera facilmente, a esperança de cura por medicamentos é virtualmente nula.

Esse tipo de técnica vem sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisa há mais de duas décadas, mas vinha esbarrando em problemas como falta de resolução e dificuldade de implante.

Conforme já divulgamos neste artigo, desde 2013, a empresa Second Sight já vende um tipo de retina artificial, mas o aparelho gera uma visão de baixa precisão – próxima ao limiar pelo qual oftalmólogos consideram alguém cego. Além disso, requer que um cabo entre pela lateral do olho e vá até a retina.

O dispositivo criado agora por Palanker não requer cabos, incisões ou perfurações. A própria luz que incide no chip implantado na retina gera a eletricidade que é transmitida aos neurônios visuais.

O único problema é que, para conseguir essa geração de energia, é preciso uma quantidade muito grande de luz, e os objetos que enxergamos no dia a dia não estão suficientemente iluminados.

O cientista contornou o problema criando um óculos com uma câmera no centro, que projeta as imagens em dois painéis de alto brilho na frente dos olhos.

Essas pequenas telas, porém, só emitem luz infravermelha: invisível ao olho humano comum, mas captada pelo chip de Palanker. Para instalar o dispositivo sob a retina, o cientista usa apenas uma agulha especial.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Desenhando com os olhos

O artista britânico Graham Fink é reconhecido como uma das mentes criativas mais respeitadas e altamente premiadas do mundo. Fink é um profissional multimídia que faz trabalhos em fotografia, cinema e pintura. Por seu trabalho como diretor criativo internacional ele venceu o Grand Prix Cannes (2012) e já ganhou quatro BAFTAs, prêmio maior da Academia Britânica de Cinema e Televisão, instituição que apoia, desenvolve e promove a arte.

Graham é um artista com uma tremenda habilidade para se concentrar. Não é para menos, já que ele consegue desenhar apenas movendo os olhos e gravando esses movimentos com um software. Sem caneta, papel, nem qualquer instrumento, apenas os olhos.

É incrível como o resultado é provavelmente melhor do que o que muitos conseguiriam com papel e caneta.

Em uma exibição na Riflemaker Gallery, em Londres, Fink “desenha” ao vivo, direcionando o próprio olhar para criar linhas em uma tela bem na sua frente. Isso é possível graças ao impressionante hardware de “eye-tracking” da Tobii Technology, da China, que joga luz infravermelha no olho para detectar e monitorar o movimento.

Por uma série de algoritmos e filtros, estes movimentos do olhos são então processados, transformando-se em comandos no computador em tempo real. Mas o real talento aqui está com o Fink: um artista multimídia britânico que já trabalhou com fotografia, filme e pintura, com quatro BAFTAs em seu currículo.

Para conhecer melhor o trabalho de Graham, intitulado Drawing with my eyes, basta clicar aqui. E não deixe de conferir, abaixo, o vídeo que mostra como funcionam esses desenhos do olhar:

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(Fonte: Gizmodo)

Tecnologia Assistiva: vida independente e inclusão social

Segundo a ONU, 650 milhões de pessoas no mundo têm deficiência, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento, necessitando de soluções acessíveis em termos financeiros. O alto custo dos dispositivos de tecnologia assistiva no mercado brasileiro é uma barreira significativa para milhões de pessoas de baixa renda com deficiência.

Tecnologia Assistiva é um termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela Portaria número 142, de 16 de novembro de 2006, propõe como conceito que a tecnologia assistiva “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

Os chamados “recursos” podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Neste âmbito, uma empresa brasileira é responsável pela criação de um identificador de cor e dinheiro para deficientes visuais. O identificador, chamado de Auire Prisma, emite uma luz que capta seu reflexo. O resultado detectado pelo leitor é então transmitido ao usuário por áudio, que pode ser alto falante ou fones de ouvido. Quando usado em objetos, o aparelho descreve a cor, e quando usado em dinheiro, o banco de dados associa a cor à nota, e informa o valor ao usuário.

A Auire foi fundada por dois engenheiros de computação Nathalia Patrício e Fernando Gil.  Com ela, eles ficaram entre os 10 primeiros de 100 colocados na apresentação de planos de negócios da edição 2010 da Campus Party (considerado o maior acontecimento tecnológico do mundo nas áreas de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital). 

Infelizmente, conforme e-mail enviado à redação do Saúde Visual assinado pelo próprio Fernando Gil, a produção do Auire Prisma foi interrompida em decorrência do encerramento da empresa. Gil informa, porém, que atualmente segue trabalhando em parceria com outras empresas para o lançamento de novos produtos de tecnologia assistiva ainda este ano. Vamos torcer e aguardar.



(Fonte: Assistiva e Auire Tecnologia)

Um clássico de origens controversas

Vai verão, volta verão e os óculos escuros não saem de moda. Há quem os use até no inverno e em dias de chuva. Gosto não se discute. Principalmente quando este gosto está associado a um dos maiores clássicos da moda ótica - o estilo conhecido como “aviador”.  Reza a lenda que estes óculos foram inspirados nas máscaras dos pilotos de avião na Primeira Guerra Mundial para ofuscar a claridade que enfrentavam nas alturas.  O modelo Aviator foi desenvolvido logo depois e se tornou peça obrigatória para os aviadores. Mas, segundo Sally Macready Wallace, filha do piloto John Macready, não foi bem assim que surgiu o modelo de óculos mais “cult” da história.

Na verdade, segundo Sally, tudo começou no início do século 20, quando os pilotos de teste começaram a voar mais alto do que o Monte Everest. Eles, então, tiveram que se defender contra as temperaturas muito baixas, na casa dos menos 62 graus. Os aviadores usavam capuzes de couro e isolavam seus olhos com óculos forrados de pele. Levantar os óculos por um instante era arriscar a vida. Em 1920, quando o piloto conhecido como Shorty Schroeder ousou voar com um biplano acima de 33.000 pés, seus óculos embaçaram e ele não teve escolha a não ser tirá-los. Momentos depois, sua visão ficou embaçada e seus olhos logo congelaram.

Ainda assim, Schroeder conseguiu pousar o avião e seu amigo John Macready ajudou a tirá-lo do cockpit. Um mês depois, ainda assombrado pela memória das pálpebras inchadas de seu amigo, Macready subiu no mesmo avião para bater o recorde de altitude de Schroeder. Como Schroeder, Macready dependia de óculos que haviam sido concebidos para selar os olhos contra o frio e proteger a vista. Mas tais óculos não eram suficientemente escuros, e a luz do sol na atmosfera superior machucava os olhos.

E assim Macready começou a trabalhar com a Bausch & Lomb em um design de óculos especialmente indicado para proteger contra a luz na estratosfera. A filha de Macready garante que o pai dela entregou à Bausch & Lomb a matriz original das lentes de aviador.

Ao final dos anos 1930, os anúncios de óculos de sol da Bausch & Lomb Ray Ban prometia "verdadeira proteção científica contra o brilho" para os pescadores e golfistas. Ainda não chamou os óculos de “aviador”, no entanto capturou a essência do formato de gota e quadros tão delicados como o de um biplano. O lançamento foi vendido como equipamento esportivo a um valor muito acima de mercado num momento em que qualquer outro óculos de sol poderia ser adquirido por 25 centavos de dólar.

Aqui, as histórias se aproximam: durante a Segunda Guerra Mundial, os óculos aviadores se tornaram equipamento padrão para os militares, incluindo o general Douglas MacArthur, que, por isso, sempre era fotografado utilizando um modelo.

Na década de 1970, as armações ganharam flores e cores. Uma versão para senhoras veio na cor rosa, com strass e lantejoulas. Parecia haver um óculos aviador para todos os tipos de gostos. As armações coloridas emolduraram alguns dos rostos mais emblemáticos do século 20 - de Elvis Presley ao Unabomber.



(Fonte: The New York Time)

Dois designers, uma ideia: o relógio para cegos

Já existem relógios específicos para quem sofre da cegueira, comandados através da voz do individuo. Acontece que, na maioria dos relógios existentes o design não é nada atrativo. Dois designers, porém, criaram protótipos que prometem mudar isso.

O primeiro é o designer japonês Jung Hoon Lee que criou um relógio que marca as horas a partir da alteração da temperatura em sua superfície, o Rub Feel Know (algo como esfregue, sinta, saiba).

Jung Hoon conseguiu, com este modelo, casar os valores de funcionalidade com os de design e estética. As horas do Rub Feel Know são mostradas em dois círculos: um para a hora e outro para os minutos, com os ponteiros na posição tradicional. Cada um dos círculos possui uma textura e posição peculiares.

O círculo das horas é o do centro, com o indicador côncavo e a uma temperatura de 37ºC – quase o triplo da temperatura do círculo dos minutos, a fim de facilitar a identificação.  Já o dos minutos é mais fino e fica em volta do das horas; possui indicador convexo e temperatura de 12°C.

O segundo designer a inovar no conceito de relógios para deficientes visuais é David Chavez, com seu modelo batizado de Haptica. O nome vem do grego "haptikós", que significa "próprio para tocar, sensível ao tato". O termo é o correlato tátil da ótica (para o visual) e da acústica (para o auditivo). Desde 2007, a tecnologia háptica invadiu os telefones celulares, através do IPhone, estimulando o desenvolvimento da ciência do toque, dedicada a estudar e a simular a pressão, a textura, a vibração e outras sensações biológicas relacionadas com o toque.

A proposta de David é que o relógio seja capaz de permitir deficientes visuais a verem as horas de maneira mais prática. Este vídeo mostra o conceito e as justificativas para o relógio Haptica ser comercialmente viável.



(Fonte: Top 30 Site)

Abril começa de olho na Expo Abióptica 2015

O mês de abril já está marcado nos olhos. Afinal de contas, é neste período que acontece aquela que já se consagrou como a maior exposição óptica da América Latina e uma das maiores e mais representativas do setor no mundo: a Expo Abióptica. Este ano, o evento acontece entre os dias 15 e 18 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Desde que foi anunciada a edição 2015, a 13ª, os mais de 70 expositores vêm demonstrando bastante entusiasmo e expectativa. Tal resultado foi obtido graças aos números alcançados com a versão 2014.

Segundo dados fornecidos pela Abióptica, no ano passado compareceram mais de 30 mil pessoas, o que movimentou mais de meio bilhão de reais em negócios.

Isso demonstra que, a cada ano, Expo Abióptica comprova o crescimento do setor, como apontam os crescentes números de negócios realizados, do número de interessados em expor seus produtos e serviços além, claro, dos mais de 25 mil visitantes anuais vindos de todas as partes do Brasil e do mundo.

Com foco principal na geração de negócios, o evento mantém firme seu compromisso de realizar um encontro do mercado óptico capaz de fomentar debates econômicos e sociais, além de abranger todas as facetas do setor: moda, economia, saúde, tecnologia e comportamento.

Como já virou costume no evento, os famosos também deverão marcar presença em 2015, seja para divulgar sua própria marca, seja para fazer papel de garoto/garota propaganda.

Para maiores informações, basta acessar o site da Expo Abiótica clicando aqui.

 

 

(Fonte: Assessoria de Imprensa)



Configuração errado do olho faz bem à visão

A despeito de todo processo evolutivo que enfrentou ao logo dos séculos, como vimos neste artigo, até recentemente, os cientistas achavam que a configuração do olho humano não fazia sentido: era como se as células da retina estivessem do “lado errado”, com a luz viajando através de uma massa de neurônios antes de atingir as células de detecção de luz.

Uma nova pesquisa descobriu que esta estrutura intrigante, embora pareça ineficiente à primeira vista, tem uma função de aumento de visão notável.

A retina é a parte sensível à luz do olho, que reveste o interior do globo ocular. A parte de trás da retina contém cones para a percepção das cores vermelha, verde e azul. Espalhados entre os cones estão os bastonetes, que são muito mais sensíveis à luz do que os cones, mas que são daltônicos.

Antes de chegar aos cones e bastonetes, a luz deve atravessar toda a espessura da retina, com suas camadas de neurônios e núcleos celulares. Esses neurônios processam a informação da imagem e a transmitem para o cérebro, mas até recentemente não estava claro por que essas células se encontravam na frente dos cones e bastonetes, e não atrás delas.

Este é um quebra-cabeça de longa data, uma vez que essa mesma estrutura, de neurônios antes de detectores de luz, existe em todos os vertebrados, mostrando estabilidade evolutiva.

Pesquisadores alemães descobriram que as células gliais, que também abrangem a profundidade da retina e se conectam aos cones, tem um atributo interessante. Estas células são essenciais para o metabolismo, mas também são mais densas do que as outras células da retina. Na retina transparente, esta densidade mais elevada (e índice de refração correspondente) significa que as células da glia podem guiar a luz, assim como cabos de fibra óptica.

Em vista disso, cientistas do Instituto de Tecnologia de Israel construíram um modelo da retina, e mostraram que as células gliais ajudam a aumentar a clareza da visão humana.

Eles também notaram que as cores que melhor passaram pelas células gliais são o verde e vermelho, que o olho precisa mais para a visão diurna. O olho normalmente recebe muito azul e, portanto, tem menos cones sensíveis a essa cor.

O resultado surpreendente da simulação precisava de uma prova experimental. Assim, colegas da Escola de Medicina Technion, do Instituto de Tecnologia de Israel, testaram como a luz atravessa as retinas de porquinhos-da-índia. Como seres humanos, esses animais são ativos durante o dia e sua estrutura de retina tem sido bem caracterizada.

O resultado foi fácil de notar: em cada camada da retina, a luz não era espalhada uniformemente, mas concentrada em alguns pontos. Estes pontos eram continuados de camada para camada, criando assim colunas alongadas de luz, conduzida da entrada da retina até os cones na camada de detecção.

A luz foi concentrada nestas colunas até dez vezes em comparação com a intensidade média.

Ainda mais interessante foi o fato de que as cores que foram melhor guiadas pelas células gliais emparelharam muito bem com as cores dos cones. Os cones não são tão sensíveis quanto os bastonetes, de forma que a luz adicional permitiu-lhes funcionar melhor – mesmo sob níveis baixos de luz. Enquanto isso, a luz mais azul, que não foi bem capturada nas células gliais, era espalhada pelos bastonetes na sua vizinhança.

As descobertas significam que a retina foi otimizada para que os tamanhos e densidades de células gliais “se encaixem” com as cores que o olho humano é sensível. Essa otimização é tal que a visão de cores durante o dia é reforçada, enquanto a visão da noite não é prejudicada.

O efeito também funciona melhor quando a pupila é contraída em alta iluminação, aumentando ainda mais a clareza da nossa visão.



(Fonte: Science20 via HypeScience)

Um jogo para despertar o "Olho Preguiçoso"

Certamente você, que acompanha o Saúde Visual, já ouviu falar da ambliopia. Conhecida também como “doença do olho preguiçoso” ou “do olho vago”, é uma condição em que o alinhamento entre os dois olhos é prejudicado. As pessoas que sofrem dessa condição têm dificuldades, entre outros, na percepção de profundidade de campo e localização espacial.

O tratamento convencional da ambliopia envolve a correção refrativa com uso de óculos, na terapia de oclusão - estimulação "forçada" do córtex visual do olho amblíope, num modo de tratamento monocular que implica tapar o olho bom. Outros especialistas no assunto acham conveniente o tratamento com terapia visual.

Uma terceira opção está surgindo através de uma parceria entre o laboratório especializado em ambliopia Amblyotech, a desenvolvedora de games Ubisoft (Assassin’s Creed, Far Cry, Watch Dogs, entre outros) para criar um jogo que combata o 'olho preguiçoso' – o Dig Rush.

Se, na maioria das vezes, o tapa-olho causa desconforto e estigma social contra quem o usa, dificultando a eficiência do tratamento, com o jogo Dig Rush, a Ubisoft pretende engajar os pacientes no tratamento, aliando o estímulo conjunto aos dois olhos com diversão e entretenimento.

O game funciona assim: em uma espécie de quebra-cabeças, você comanda um grupo de mineradores que buscam tesouros em uma mina perigosa. O cenário 2D é em preto e branco e apenas as personagens e ameaças são coloridas. Com um par de óculos 3D anaglifo (aquele que tem uma das lentes azul e a outra vermelha), os jogadores só conseguem ver os heróis com um dos olhos e os perigos com o outro. Assim, é preciso usar os dois olhos simultaneamente para avançar nas missões.

A técnica aplicada no Dig Rush foi desenvolvida pelos pesquisadores Robert Hess, Benjamin Thompson, Behzad Mansouri, Jeremy Cooperstock, Long To e Jeff Blum da Universidade de McGrill, no Canadá e, posteriormente, aprimorada na Amblyotech. Segundo as pesquisas iniciais do grupo, 90% dos jogadores sentiram alguma melhora na condição em apenas 4 a 6 semanas depois de jogar uma hora por dia. Estima-se que, hoje em dia, cerca de 3% das crianças estejam nessa condição oftalmológica no mundo.

Esta não é a primeira vez que um jogo surge como opção para o tratamento da ambliopia. Como Saúde Visual já mostrou nesta matéria, o jogo Tetris também se apresentou como uma forma curiosa de tratar esta condição. A grande diferença é que o Dig Rush é um jogo criado especificamente para esta finalidade.

Atualmente, o projeto está em fase de viabilização legal. A proposta não é comercializar o jogo, mas torná-lo disponível globalmente e apenas com indicação e acompanhamento médico.

Assista a um curto gameplay do Dig Rush:

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(Fonte: Superinteressante)

É proibido NÃO tocar: obras de arte com relevo, texturas e volumes

O mundo dos cegos é repleto de características que às vezes nem sequer conseguimos imaginar. Por exemplo,  ir a um museu e observar as pinturas e os quadros famosos é algo que eles não podem fazer do mesmo modo que nós. Com o intuito de abrir as possibilidades para os deficientes visuais e criar novas experiências para eles, os Estúdios Dudero (em Madrid), desenvolveram algo bastante único.

É algo semelhante ao que vemos nas impressoras 3D, porém as técnicas aplicadas aqui são um tanto diferentes. Réplicas de altíssimas resoluções das obras de arte são impressas em diferentes tamanhos, permitindo que vários tipos de relevos e texturas sejam aplicados ao material – possibilitando que os deficientes visuais possam tocar os desenhos das pinturas, percebendo-as com os próprios dedos.

Seis obras icônicas dos pintores Velázquez, Goya, Da Vinci, El Greco, Van der Hamen e Correggio já foram produzidas pelos Estúdios Dudero e estão em exibição no Museu Prado de Madrid na coleção Hoy Toca el Padro. O processo químico de produção começa com a impressão em alta resolução da obra. Depois disso, as texturas e os volumes mais adequados são selecionados de acordo com o desenho para preencherem todo o espaço da imagem. 

Até os pequenos detalhes, que podem parecer insignificantes vistos por nós, são representados cuidadosamente para que as mãos dos deficientes visuais enxerguem toda a obra. Cada quadro leva aproximadamente 40 horas para ficar pronto, e depois disso mais processos químicos devem ser feitos para finalizar a superfície da tela. No Museu Prado, os cegos podem tocar as seis obras diferentes, e as pessoas podem utilizar vendas para também passarem pela experiência.

Agora, portanto, os deficientes visuais também poderão tentar desvendar a verdadeira identidade da Mona Lisa que, segundo esta matéria, estaria justamente nos olhos da pintura!



(Fonte: Gizmodo)

Fumaça nos olhos só fica bem na música

The Platters foi um famoso grupo vocal da chamada “Era de Ouro do Rock and Roll”, formado em Los Angeles, EUA, no ano de 1953. Dentre seus inúmeros sucessos destaca-se Smoke gets in your eyes. Em português, algo como “a fumaça entra em seus olhos”. A canção conta sobre um rapaz que acredita no amor verdadeiro, enquanto seus amigos diziam que todos que amam ficam cegos por causa da fumaça nos olhos, causada pelo coração em chamas.

Mas existe uma fumaça que ataca os olhos e não tem nada de romântica: a produzida pelos cigarros.

O Saúde Visual já apresentou nesta matéria dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontando que o hábito de fumar é a principal causa de mortes evitáveis no mundo e que, além das doenças respiratórias, cardiovasculares e cancerígenas, o tabaco também pode ser o grande responsável pelo surgimento de doenças oculares, como a degeneração macular relacionada à idade e as oclusões vasculares.

Estes dados, porém, estão relacionados com o tabaco em si, mas, no que diz respeito aos efeitos da fumaça dos cigarros, poucas evidências existem. Por isso, oftalmologistas australianos realizaram um estudo para determinar estes efeitos sobre a superfície ocular e o filme lacrimal dos fumantes.

Um total de 51 fumantes e 50 não fumantes saudáveis foram incluídos neste estudo, ambos os grupos pareados em idade e sexo. A superfície ocular foi avaliada através da medição do rompimento do filme lacrimal, a coloração da superfície ocular através do uso de fluoresceína, e sensibilidades da córnea e conjuntiva.

O grupo de fumantes apresentou redução significativa no tempo de rompimento do filme lacrimal e da sensibilidade da córnea e da conjuntiva do que o grupo não fumante. A coloração ponteada foi significativamente maior no grupo de fumantes do que o grupo não fumante.

Além disso, não houve diferença estatisticamente significativa nos resultados do teste de Schirmer (utilizado para determinar se um olho produz quantidade suficiente de lágrima para mantê-lo lubrificado) entre o fumante e não fumante.

Apesar da pesquisa ter identificado que a fumaça do cigarro causou efeitos adversos sobre o filme lacrimal precorneal e que houve uma forte associação entre tabagismo e instabilidade do filme lacrimal, os pesquisadores acreditam que exista uma necessidade de mais estudos longitudinais já que uma relação causal não pôde ser determinada somente nesta pesquisa.

Porém, os fumantes devem ficar de olho e não esperar pelos testes conclusivos para cuidar da sua saúde. Inclusive a visual. Pois fumaça nos olhos só fica bem mesmo em música romântica, como podemos conferir no vídeo abaixo:

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(Fonte: Optometric Physician)

Cientista aprende a escrever com os olhos

O apresentador de Tv Pedro Bial escreveu certa vez que “os olhos entregam o que a boca silencia”. Poetas, pensadores, romancistas estão sempre escrevendo sobre a comunicação dos olhos, através do olhar. Acontece que esta imagem poética pode estar bem próxima de se tornar realidade. Em breve, poderemos usar apenas os olhos para realmente se comunicar através de palavras escritas. Um cientista francês acidentalmente descobriu como controlar o movimento dos olhos bem o bastante para escrever na tela de um computador. Com esta descoberta ele pode revolucionar, inclusive, a forma como nos comunicamos com pessoas vítimas de paralisias.

Apesar de nossos olhos serem incrivelmente bons em realizar movimentos suaves, isso não é algo que possamos controlar. Geralmente, nós só temos o que é conhecido como “seguimento suave” quando acompanhamos um objeto em movimento. Se você tenta e faz um lento acompanhamento com seus olhos sem algo onde se fixar, você quase certamente se distrairá em fases curtas. Mas Jean Lorenceau da Universidade Pierre et Marie Curie descobriu por acaso uma forma de se ter o seguimento suave sem precisar de algo para olhar. O mais incrível é que ele treinou seus olhos para fazer isso.

Jean estava vendo uma tela visual incomum em seu laboratório e descobriu que ele podia detectar e controlar os movimentos dos seus olhos. Baseado nisso, ele treinou a si mesmo e seis outros voluntários para controlar o sensível movimento ocular até o ponto onde fossem capazes de escrever em letra cursiva.

Jean explicou que a tela estava “preenchida com discos estáticos distribuídos aleatoriamente em contraste em relação à iluminação de fundo a uma taxa temporal moderada (>12 Hz). Quando os olhos estão em descanso, esta tela aparece como um campo de discos estáticos tênues. Entretanto, qualquer movimento dos olhos cria uma alteração no padrão visual da retina.”

Isso faz com que o olho se ‘engane’ e se comporte como se estivesse acompanhando um movimento. À partir daí Lorenceau conseguiu treinar seus colegas para que controlassem o suave movimento dos seus olhos. Primeiro, acompanhando um objeto na tela, depois com pontos vermelhos aparecendo quando as pupilas apontassem, e finalmente, removendo tudo isso e baixando o contraste da tela.

Após todos esses métodos, as pessoas foram capazes de mover seus olhos confortável e suavemente mais de 10 segundos por vez, o bastante para rabiscarem algumas palavras.

Isso abre possibilidades não só para pessoas que precisam usar seus olhos para se comunicar (pacientes tetraplégicos, com paralisia cerebral, esclerose), mas também pode ser um caminho para aperfeiçoar o controle ocular de pessoas que dependem da intensa coordenação mãos-olhos.



(Fonte: Current Biology)

"Ensaio sobre a miopia" - óculos e miopia sob um outro prisma

Uma bela foto é capaz de encantar e de traduzir sentimentos e impressões de quem fez aquela fotografia. Para os profissionais, a leitura semiótica da fotografia se dá através da codificação da imagem visual. O código veicula signos e há uma linguagem específica da fotografia o que permite afirmar que é possível ler fotografias.

A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente com o preto sobre o branco, no início do século XIX. Já o primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas.

Na obra do sociólogo e filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) sobre o tema, a fotografia é lida numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a criação de conceitos, como o chamado de studium, que é aquilo que o fotógrafo quis transmitir, ou seja, é o óbvio, o intencional.

Dentro deste conceito, vamos encontrar um belo trabalho fotográfico realizado pela publicitária Layana Leonardo batizado por ela de “Ensaio sobre a miopia”, que consiste em fotos tiradas por ela através de seu próprio óculos para mostrar a forma como ela vê o mundo.

Layana assim define seu trabalho: “A fotografia é algo que maquia a vida, destacando aquilo que as pessoas normalmente não percebem no dia a dia. Pensando nisso, nasce o Ensaio sobre a Miopia, onde tudo que se vê dentro das lentes é nítido, ao contrário do que está fora de seu alcance, representando uma visão mais nítida e bonita da vida”.

Confira abaixo algumas fotos do “Ensaio sobre a cegueira” (para ampliar, clique sobre a foto):

Cegueira poderá ser curada com injeção

Segundo o site The Telegraph, cientistas estadunidenses  afirmam que a cegueira agora pode ser curada por meio de uma injeção no olho. Segundo eles, deficientes visuais podem ser tratados com uma injeção química simples.  Este medicamento, chamado AAQ, faz com que as células do olho da pessoa que não enxerga volte a ter sensibilidade à luz.

As descobertas publicadas na revista Neuron são uma nova esperança para o tratamento que pode, um dia, ajudar as pessoas que sofrem com as formas mais comuns de cegueira, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.

Durante a investigação, eles usaram a abordagem de reestabelecer um nível de visão de camundongos cegos congênitos.  Não foi divulgado exatamente o quanto da visão dos ratos foi restaurada, mas os pesquisadores afirmam que o remédio fez efeito porque as pupilas dos animais foram contraídas com a presença de luz forte e os ratos passaram a evitar a luz. Os ratos usados no experimento tinham mutações genéticas que faziam com que suas hastes e cones morressem com apenas alguns meses de vida.

Mas o fato é que, após injetar quantidades muito pequenas de AAQ nos olhos dos camundongos, os cientistas foram capazes de confirmar a restauração de algum grau de sensibilidade à luz. Com essa pesquisa, os cientistas esperam que uma versão melhorada do composto possa ajudar as pessoas com deficiência visual.

Segundo o pesquisador que liderou a pesquisa, Richard Kramer, professor de biologia celular e molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley, o tratamento, que não é permanente e não requer uma intervenção cirúrgica, pode ser mais um passo no caminho da cura da cegueira, sem envolver a implantação de microchips ou o transplante de células-tronco, duas técnicas ainda polêmicas.

Para o co-autor do estudo, o Dr. Russell Gelder, da Universidade de Washington, este é um “grande avanço no campo da restauração da visão”.  Ele acrescentou que ainda é preciso mostrar que esses componentes “são seguros e vamos trabalhar com pessoas da mesma maneira que trabalhamos com os ratos, mas esses resultados demonstram que essa classe de compostos restabelece a sensibilidade à luz às retinas afetadas por doenças genéticas". Por isso, os cientistas seguem trabalhando em uma nova geração de compostos químicos para uma nova etapa de experimentos em ratos.



(Fonte: Ler para Ver)

Movimento ocular controla jogos e computador

A acessibilidade é um tema importante, principalmente no mundo da tecnologia. Implantes neurais, interfaces cérebro-máquina e sensores já permitem controlar computadores, próteses e até robôs, apenas com o pensamento. A maioria, contudo, ainda está em estágio de pesquisas, disponíveis apenas para laboratórios - os poucos disponíveis têm baixa resolução e ainda são equipamentos caros.

Mas isso está prestes a mudar, graças ao trabalho de dois engenheiros do Imperial College de Londres. William Abbot e Aldo Faisal criaram um par de óculos batizado de GT3D, que permite controlar games a partir do movimento ocular. Segundo eles, a tecnologia logo estará disponível para pessoas com diversos tipos de deficiências, incluindo pacientes de esclerose múltipla, Parkinson, distrofia muscular, lesões na medula espinhal ou amputados.

O site TG Daily informou que, a princípio, a invenção foi usada para controlar o título clássico Pong, mas não se limitou aos games. Permitiu também a navegação na internet e até mesmo a digitação de um email. O aparelho captura onde o olho está e quão distante está focada a visão, permitindo um rastreamento 3D. E, segundo o site DVICE, a adaptação ao sistema leva cerca de 10 minutos.

Na demonstração, os pesquisadores permitiram que voluntários, sem nenhum treinamento, usassem o equipamento para brincar de Pong,  jogo eletrônico de esporte, usando apenas os olhos.

Fabricado com equipamentos comprados no comércio, o invento é considerado de baixo custo, apenas 60 dólares. Ele usa um dispositivo que rastreia o movimento dos olhos e passa as informações via cabo USB ou conexão Wi-Fi para um computador com Windows ou Linux e um software especial que processa as informações. O sistema é composto por duas câmeras de baixo custo montadas sobre um par de óculos. As câmeras capturam continuamente a imagens dos olhos, enquanto um programa processa as imagens e determina o movimento da pupila.

Esse movimento substitui o mouse, controlando o cursor na tela. O clique é feito por um movimento especial do olho, que pode ser calibrado no software. O programa de controle já alcançou uma precisão suficiente para determinar a "profundidade do olhar", definindo o usuário está focando o olhar mais próximo ou mais distante.

Embora ainda não tenham tirado proveito dessa capacidade na versão atual do GT3D, os pesquisadores afirmam que isso poderá permitir o controle de cadeiras de rodas ou próteses robotizadas. Nesses casos, bastará que o usuário focalize o olhar no ponto para onde deseja se deslocar, ou onde quer colocar a mão, por exemplo.



(Fonte: Inovação Tecnológica)

Ninguém que perder a visão. Mas cuidar que é bom...

O que você prefere? Abrir mão de 10 anos de sua vida, perder a visão ou sacrificar uma parte de seu corpo? Pois saiba que quase 70 por cento das pessoas no mundo prefeririam abrir mão de 10 anos de vida ou até sacrificar uma parte do corpo do que perder a visão. Este foi o resultado de uma pesquisa desenvolvida em conjunto com especialistas na saúde dos olhos e validada por 147 profissionais de saúde da área oftalmológica em 26 países diferentes. A Bausch + Lomb, por meio de sua parceira de pesquisas, a KRC Research, entrevistou 11.000 consumidores no Brasil, China, Espanha, EUA, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

O resultado indica uma preocupação mundial com a saúde dos olhos, certo? Errado!  Menos de um terço dos entrevistados adota medidas básicas necessárias para preservar a visão, de acordo com o Índice Global da Saúde dos Olhos, lançado quarta-feira (25/07) pela Bausch + Lomb tendo como base a mesma entrevista que abriu este artigo e que reflete o compromisso da companhia com a conscientização sobre a saúde dos olhos, um aspecto importante para ajudar as pessoas a enxergarem e viverem melhor.

Inicialmente, a Bausch + Lomb colaborou com mais de 140 profissionais voluntários de saúde da área de oftalmologia em 26 países, a fim de criar a pesquisa e garantir a relevância das questões, obtendo dados importantes sobre as noções dos consumidores. Os resultados serão usados para informar e aprimorar os programas educacionais existentes, em um esforço para instruir ainda mais os pacientes sobre a importância da saúde dos olhos, que se reflete também na saúde em geral.

Esta pesquisa de opinião é a primeira do tipo e revela o estado de conscientização, atitudes e comportamentos dos consumidores em relação à saúde dos olhos. Embora 80 por cento dos problemas oftalmológicos possam ser prevenidos se detectados e tratados no início, os resultados da pesquisa indicam que poucas pessoas fazem exames oftalmológicos regulares e os motivos variam muito.

Um deles parece ser a falta de conscientização sobre a saúde dos olhos e a saúde geral. Isso acontece porque o olho é um órgão em que a saúde das veias e artérias pode ser facilmente observada, permitindo que profissionais de saúde detectem sinais de mais de 150 doenças, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, anos antes do paciente exibir outros sintomas.

Com essa pesquisa, a Bausch + Lomb espera informar e instruir milhões de consumidores no mundo todo sobre a importância de visitar regularmente um oftalmologista a fim de evitar doenças graves, como catarata, degeneração macular e glaucoma, e aumentar as chances de detectar precocemente outras doenças crônicas.

Eis os principais resultados do Índice Global da Saúde dos Olhos: • Menos de um terço dos entrevistados adota as medidas básicas para preservar a visão;

• Se tivessem que escolher, as pessoas prefeririam perder o sentido de gustação (79%), audição (78%), um braço ou perna (68%) ou 10 anos de vida (67%) em vez de perder a visão;

• Três quartos dos entrevistados prefeririam ter seu salário reduzido pela metade do que uma queda de 50% na qualidade da visão;

• 68% dos entrevistados alegam possuir conhecimentos sobre a saúde dos olhos, mas essa afirmação é contraditória, já que apenas 21% fizeram exames oftalmológicos regulares nos últimos cinco anos;

• As mulheres adotam mais medidas de proteção do que os homens, como o uso de óculos escuros (81% vs. 77%), uma dieta saudável (82% vs. 75%) e não fumar (79% vs. 73%);

• Os casados tiveram mais exames oftalmológicos do que os solteiros no ano passado (46% dos casados e 38% dos solteiros);

• Entre os que não fizeram exames oftalmológicos regularmente, 65% disseram que não visitaram o oftalmologista porque não experimentaram qualquer sintoma e 60% porque enxergam bem, um raciocínio perigoso, já que muitas doenças dos olhos ocorrem sem sinais perceptíveis para o paciente;     

• 97% dos médicos entrevistados no mundo todo acreditam que os consumidores não possuem conhecimento adequado sobre a saúde dos olhos;

• 94% dos profissionais de saúde da área de oftalmologia concordam que as mulheres cuidam melhor dos olhos do que os homens.

A pesquisa também revelou vários mitos relacionados à visão e à saúde dos olhos:

• 44% dos entrevistados admitiram pensar que “não é necessário examinar os olhos, se não houver um problema”, enquanto 42% acreditam que “se eu posso ver, meus olhos são saudáveis”; 

• Quase 4 em cada 10 (39%, exatamente) acreditam honestamente que “o único motivo para visitar um oftalmologista é para correções da visão”;

• Em relação aos próprios olhos, 30% dos entrevistados disseram, “se não dói, não é nada sério”. 

Para ver os resultados detalhados da pesquisa e ler mais sobre a saúde dos olhos, além de participar de pesquisas ou assistir a um vídeo sobre um assunto, visite www.bausch.com.br e www.bausch.com/barometer



(Fonte: S2 Publicom)

Deficientes visuais também curtem pornografia

A ONG americana Taping for The Blind (algo como "ditando para cegos") é uma organização sem fins lucrativos que, através dos seus 200 voluntários, tem como principal atividade narrar  todo o tipo de revistas, jornais e demais publicações para deficientes visuais através de programas de rádio ou pela internet 24 horas por dia. Os 3.000 assinantes usam rádios especiais para captar o sinal sem nenhum custo.

Pode parecer inusitado, mas, dentre estas publicações "contadas" aos deficientes, encontramos a famosa revista masculina Playboy que entre os anos de 1970 e 1985 chegou a fazer edições com textos em Braille - mas somente os textos.

Acontece que pessoas cegas também apreciam erotismo. Pensando nisso, a canadense Lisa Murphy lançou o primeiro livro adulto totalmente adaptado para cegos. Trata-se do "Tactile Mind" (algo como mente tátil), uma revista lançada em Londres que vem com texto picante em Braille e imagens em alto-relevo de homens e mulheres pelados.

Segundo o jornal The Sun, a ideia de Lisa Murphy é que a revista seja “apreciada” pelos cegos e deficientes visuais. Entre as 17 imagens publicadas estão uma mulher nua, uma mulher com “seios perfeitos” e um robô para o amor masculino. Lisa diz que fez a revista na tentativa de preencher uma lacuna no mercado. Segundo ela “não há revista de fotografías de nus adultos tátil para deficientes visuais. Estamos abrindo novos caminhos”.

Lisa acredita que os deficientes visuais haviam sido esquecidos pela cultura de massa que explora imagens sexuais quase à exaustão. Para atingir seu objetivo, a fotógrafa usou amigos como modelos cobertos de látex e depois, com os moldes, fez esculturas de cerâmica. Além do resultado, os cegos poderão perceber também que a revista tem um preço bem salgado: cerca de 400 reais.

Em tempo: a Playboy em Braille pode ser encontrada na Biblioteca do Congresso Americano. Ou clicando neste link



(Fonte: The Sun)

Dicas de maquiagem para quem usa óculos de grau

Mulheres que usam óculos de grau certamente se perguntam se é possível conciliar maquiagem com óculos? Segundo o blog “Dicas de Adabella”, a resposta é sim.

Segundo a autora do blog, o fato da mulher usar óculos não é motivo para deixar de caprichar na maquiagem. Pelo contrário, para Adabella a necessidade em destacar os olhos acaba sendo maior justamente para quem usa óculos.

A autora informa que, na dúvida, o ideal é apostar em cores de sombras mais discretas. E, para a mulher que quer ousar, que o faça com bom senso. Ou seja, não exagerar na maquiagem para que pareça natural.

A autora também destaca os tipos de sombra que mais combinam com cada cor de olhos. Dica que serve para quem usa óculos de grau ou não, claro. Assim, quem tem olhos azuis deve optar por sombras em tons de verde, salmão e rosa. Para quem tem olhos verdes, os mais indicados são os tons de dourados, acobreados e rosados. Dourado também é o indicado para quem tem olhos castanhos claros, assim como o marrom. Para as mulheres com olhos castanhos escuros os tons de rosa e azul são os mais funcionais e quem tem os olhos pretos a dica é por cores fortes, como azul, fúcsia e brilhantes.

Adabella apresenta, ainda, 6 dicas de um visual impecável para mulheres que usam óculos.

A primeira é que os óculos atraem a atenção para o olhar, por isso é fundamental manter a sobrancelha bem feita, para deixar o visual mais sofisticado. A segunda é iluminar o canto interno dos olhos e disfarçar bem as olheiras, já que são áreas em que os óculos causam sombras naturalmente. A terceira dica é para a mulher que usa rímel no dia a dia, principalmente as que possuem cílios bastante alongados: cuidado para não sujar as lentes. É importante ajustar a armação para evitar o problema.

A dica número 4 é para as míopes. É preciso ter em mente que as lentes diminuem os olhos, então as mulheres com miopia podem ousar no delineador e no rímel para valorizar o olhar. A quinta dica vai para quem tem hipermetropia, já que as lentes tendem a aumentar os olhos. Na hora da maquiagem, a mulher deve reduzir o traço do delineador e evitar cores muito fortes na sombra. Se optar em usar tons escuros, prefira os opacos, porque destacam os olhos sem muito exagero. Por fim, a sexta dica é para que as mulheres evitem utilizar maquiagem oleosa, principalmente bases e corretivos, para não correr o risco de os óculos deslizarem no rosto ou de sujar as hastes.

Especialistas em moda também acham importante que, antes de começar a maquiagem, deve-se limpar o rosto com um sabonete específico para cada tipo de pele. Depois, a mulher deve aplicar base no rosto, no pescoço e no colo, do mesmo tom da pele. Pra começar a destacar os olhos, o ideal é aplicar com um pincel chanfrado uma sombra marrom no côncavo dos olhos, fazendo um meio-circulo. Não se pode esquecer de realçar a linha da sobrancelha, desenhando um leve ângulo com um lápis ou com ajuda do pincel chanfrado e uma sombra marrom com muito cuidado para que a sobrancelha não fique muito arqueada.

Por falar em sobrancelha, especialistas recomendam que, na hora de escolher qual óculos comprar, observar que a sobrancelha não pode ficar escondida pela armação do óculos. Se a armação for quadrada ou retangular, é preciso dar mais atenção e destacar a sobrancelha e assim, conseqüentemente, o olhar. Aliás, não se deve combinar a sombra ou a maquiagem com a cor da armação quando esta é colorida. Caso a armação seja de cor neutra, então pode-se abusar um pouco mais das cores de sombras. Por isso, é interessante, na hora de comprar os óculos, que a pessoa já vá com uma maquiagem habitual. Isso ajuda na escolha e dá para ver se o efeito é o desejado.



(Fontes: Dicas da Adabella, Portais de Moda)

Diga-me que tipo de óculos usa...

Há muito tempo que os óculos deixaram de ser apenas um instrumento de auxílio visual e passaram a ser, também, um acessório da moda. Através dos óculos, as pessoas podem expressar sua personalidade e marcar seu estilo. Ou seja, os óculos podem dizer muito sobre a pessoa que o usa.

Segundo estudos do grupo alemão Carl Zeiss, líder internacional no ramo óptico, o formato do rosto desempenha um papel fundamental na escolha da armação certa, mas há outros fatores a serem considerados. Por isso, é importante a opinião de um consultor óptico experiente. Ele reconhecerá rapidamente o tipo certo de armação para o formato de rosto e o tipo de personalidade do seu cliente.

Estes profissionais conhecem os dois tipos básicos de pessoas: o tipo que "não quer óculos", ou seja, que deseja usar uma armação que combine com o rosto da forma mais harmoniosa possível e que seja extremamente discreta, e o tipo mais influenciado pela moda e que vê seus óculos como um acessório. À partir destes dois tipos, o estudo definiu três grupos distintos de usuários de óculos: os que gostam de óculos da moda, os que gostam de óculos práticos e óculos para pessoas ativas.

Dentre os que formam o primeiro grupo, ligados à moda, destacam-se o rei do estilo, composto por pessoas que muitas vezes tem mais de um par de óculos. Para eles, nada é extravagante ou moderno demais. Sempre com o modelo mais atual e que esteja de acordo com o seu humor e/ou roupa, tudo. Criativos e extrovertidos consideram seus óculos um complemento do visual. Já os apaixonados por marcas dão valor a marcas e modelos, inclusive quando escolhem suas roupas. Apenas armações dos designers mais famosos do mundo poderão dar elegância ao seu rosto. Além disso, os óculos também devem estar em sintonia com o resto do seu. Resumindo, sabem que a qualidade tem o seu preço, mas que também se justifica.

No grupo dos que gostam de óculos práticos, destacam-se o focado em soluções. Quando fazem um exame de vista que detecta a necessidade de algum tipo de auxílio visual, o que importa é que os óculos cumpram a sua função. Já o reservado exige óculos que tenham o mínimo de armação possível para que passem quase despercebidos. Algumas delas aceitam apenas óculos sem aros. Este tipo de usuário normalmente é fiel aos seus óculos durante anos e, quando finalmente os substituem por novos, acabam escolhendo óculos bastante parecidos com os antigos. Há também o tipo “conhecedor”, aquele usuário que conhece bem termos como bifocais, lentes progressivas e tratamento antirreflexo.

Por fim, no grupo dos óculos para pessoas ativas, encontramos o colecionador que trata os óculos como objetos preciosos para serem exibidos com orgulho. Não estão muito preocupados se os óculos vão combinar com todos os visuais e em todas as ocasiões, todos os estilos são aceitos, dos aros de tartaruga aos de metal e multicoloridos. Tem também o “completo” - pessoas que gostam de estar preparadas para qualquer situação, isso significa que as armações devem ser atraentes, mas não chamativas; leves, mas resistentes; e, é claro, devem se adaptar com perfeição. Geralmente, não estão à procura de futilidades da moda, mas sim lentes que possam fazer de tudo.

Fechando este grupo (e o estudo) existe o herói cotidiano - pessoas que perdem muito tempo procurando seus óculos. Dizemos óculos no plural, pois dois pares de óculos não são o suficiente, já que este tipo de usuário precisa de um par em cada canto da casa, como na cozinha para cozinhar, no banheiro para se maquiar, na sala para ver televisão e na cabeceira para ler. Além disso, os acidentes com os óculos são muito mais frequentes para as pessoas deste grupo.

E você? Encontrou seu grupo?



(Fonte: Carl Zeiss Vision)

Novos tempos: Livro julga o leitor pela cara

“Nunca julgue um livro pela capa”, dizia minha avó.

O que ela jamais imaginaria em sua longa existência era que, um dia, a capa de um livro julgaria o leitor!

Pois é esta a proposta de Thijs Biersteker, design da agência Moore. Sob o nome “The Cover That Judges You” (“a capa que julga você”, em tradução direta), o livro possui uma tranca que se abre apenas se expressões faciais neutras forem feitas.

“Há muito julgamento pelo mundo – todos são críticos. As pessoas deveriam apreciar as coisas sem julgar instantaneamente o que veem”, explica Biersteker. A mensagem que o protótipo quer passar depende completamente da forma com que os leitores se aproximam da obra. Conforme explica o designer, “se você estiver muito entusiasmado, a capa não vai se abrir. Mas se seu rosto estiver com uma expressão neutra, o livro vai ser destravado”.

A invenção de Biersteker pode parecer bizarra e sem sentido. Mas produtos capazes de avaliar as emoções de seus usuários podem estar prestes a se tornar comuns mercado afora. De acordo com um artigo recentemente publicado pelo The Wall Street Journal, um grupo de startups está criando bases de algoritmos que se correspondem às expressões humanas.

Os dados coletados estão sendo usados para “fins de pesquisa”, mas especula-se fortemente que fabricantes de produtos e prestadoras de serviços logo terão acesso às informações para avaliar tendências de clientes. A companhia de segurança Eyeris, por exemplo, chegou a testar um software que “julgava o comportamento em potencial” de clientes por imagens de câmeras de um shopping.

Debates sobre a possível implementação de sistemas capazes de fazer julgamentos têm sido feitas também sobre o segmento dos mobiles. Câmeras que leem a ação dos olhos de usuários (como do Amazon Fire Phone) poderão detectar no futuro quais anúncios chamam mais a atenção das pessoas. Segundo o Journal, a Affectiva trabalha em uma plataforma atrelada a um serviço de chamadas em vídeo (OoVoo) que poderá determinar “estados emocionais”.

Seria hora de repensar o tão popular ditado? Grandes mentes do mundo da tecnologia acreditam que a inteligência artificial é uma ameaça à humanidade. Livros poderão um dia dizer: “não julgue um humano pela cara”?

Para refletir melhor sobre isso, assista ao vídeo abaixo, com mais detalhes sobre o livro que julga o leitor:

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(Fontes: Slate & Ariel Bogle)

Surpreendentes mundos dentro do nosso mundo

Mesmo no que há de mais cotidiano deve ser possível lançar uma nova luz, valer-se de uma nova perspectiva. Prova disso é o trabalho realizado pelo artista Pyanek. Em sua página no Facebook, o fotógrafo colocou recentemente diversas imagens de objetos corriqueiros de uma forma que você provavelmente ainda não viu.

Trata-se da série “Mundos dentro do nosso mundo”. A diretiva foi relativamente simples: fotografar objetos comuns de forma bastante aproximada. Para tanto, Pyanek lançou mão de sua câmera Canon T3i (600D/Kiss X5), embora com a lente em posição reversa. Além disso, o fotógrafo também fez uso dos programas Helicon Focus — a fim de dividir adequadamente em camadas dentro e fora de foco nas imagens — e Exposure 5.

Seria desnecessário dizer que o resultado realmente impressiona. De fato, a perspectiva incomum pode facilmente levar a enganos — fazendo enxergar uma língua amarela, por exemplo, onde na verdade há um floco de milho. Isso para não falar na letra “X” de um teclado de computador comum ou do verdadeiro espetáculo que pode ser um grão de açúcar se olhado realmente de perto.

Para conferir todas as imagens, assista ao vídeo abaixo (e tente adivinhar o objeto registrado antes que o nome seja revelado na tela):

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(Fonte: YouTube)

Smiley, um exemplo de força e coragem

Que tal fazer seus olhos ‘suarem’ um pouco?

Durante nossas vidas, passamos por momentos difíceis, mas não podemos nos deixar abalar diante de tais adversidades. Um exemplo de força e coragem é o cachorro Smiley (algo como 'sorridente', em tradução livre), um golden retriever, que nasceu sem os olhos e teve um começo de vida difícil. Durante seus primeiros anos de existência, ele permaneceu em uma casa de adoção e iria ser sacrificado, até que sua atual dona, Joanne George, o adotou, em Stouffville, no Canadá.

Smiley teve que ter seus olhos costurados porque suas pálpebras tinham se transformado em órbitas vazias e causavam desconforto e dor. Mas nada disso tirou a alegria de viver do cãozinho. Quando o adorável cachorro ultrapassou seus problemas, Joanne decidiu começar a levá-lo a lares de idosos, hospitais ou escolas, para mostrar seu exemplo e levantar o astral das pessoas. A verdade é que hoje Smiley é um cachorro de terapia e tem até certificado. Sua mera presença ilumina o dia das pessoas, mudando o comportamento delas de uma maneira quase milagrosa.

O cão está sempre sorrindo (daquele jeito que só dono de cachorro sabe como é) e abanando o rabo, não importa o que está acontecendo. Ele tem uma presença muito calma e gentil e gosta de estar com as pessoas. Como bom cão de terapia, já ajudou várias pessoas de diversas idades. Joanne afirma que, em um local de repouso para pessoas com deficiências físicas e mentais graves, havia um homem que vivia triste e nunca sorria. Com a presença de Smiley, o humor dele mudou completamente.

O mesmo se passou com outro caso crítico: “a mãe de uma criança autista disse que nunca tinha visto sua filha ficar no mesmo lugar por um período de tempo. Sua filha não conseguia ficar parada e, naquele dia com Smiley, ela ficou com ele no chão durante 30 minutos. A mãe dela ficou chocada”, lembra Joanne.

Os animais nos dão inúmeras lições e o que podemos aprender com esse adorável cachorro é que não devemos sentir pena de nós mesmos ou ficar vivendo do passado, temos que viver cada momento de uma vez. Além disso, Smiley mostra que os cães com necessidades especiais podem ter uma boa qualidade de vida, serem felizes e ainda levar alegria para a vida de outras pessoas.



(Fonte: Hypeness)

A realidade do empresário do segmento óptico no Brasil

Este pequeno texto objetiva demonstrar que o segmento óptico, como muitos outros, vem passando por ampla e completa revolução na sua relação com os Fiscos Federal, Estadual e até mesmo Municipal. Com isso os contabilistas responsáveis por toda a parte contábil e fiscal de milhares de ópticas deste país, estão muito mais a serviço dos Fiscos do que dos seus próprios clientes, infelizmente.

Pelo motivo exposto, é urgente que exista nova e intensa relação de cooperação mútua entre os empresários, donos de ópticas, e seus contabilistas e empresários contábeis, sob pena de se ter possíveis graves conseqüências para ambos, refletidas em pesadas multas fiscais e punições.

Quando precisa o empresário óptico ter compreensão disso e empreender ações preventivas para atender esta realidade inquestionável? O mais rápido possível, pelas razões abaixo.

Através da Lei 9532/97, regulamentada pelo Convênio ECF 01/98, as ópticas estão sujeitas ao Emissor de Cupom Fiscal, exceto se faturarem menos de R$10 mil/mês; que convenhamos, é um valor muito pequeno.

Em 2003, através da Emenda à Constituição Federal, a de número 42, foi permitida a introdução do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, o qual foi instituído em 2007.

O principal objetivo do SPED é o combate à informalidade, a sonegação, contrabando e a pirataria e o resultado disso tem sido altamente alcançado, haja vista o crescimento da arrecadação tributária, que tem sido bem maior que o crescimento do Produto Interno Bruto – PIB. Em 2011, o PIB do Brasil cresceu 2,7% e a arrecadação tributária total cresceu mais de quatro vezes do que isso. Nunca antes se viu no Brasil esta enorme diferença.

O SPED introduziu a Nota Fiscal Eletrônica – NFE, escrita fiscal digital, contabilidade digital etc.

Através da NFE o Fisco tem total controle online de todas as vendas feitos pelos fabricantes e laboratórios às ópticas de armação, lentes oftálmicas e de contato, etc. Qualquer erro, falha de registro das compras efetuadas, bem como das vendas e descontroles na movimentação dos estoques das ópticas, podem e levam os contribuintes e contabilistas a correrem grandes riscos, de serem punidos, respectivamente, com pesadas multas fiscais e penalizações previstas na Lei 12.249/10.

Em Ofício recente às Organizações Contábeis do Estado de São Paulo e aos Profissionais de Contabilidade, o Conselho Regional – CRC/SP – elencou grande rol de obrigações e responsabilidades a que estão sujeitos os profissionais e quanto a isso há relação direta com o conteúdo deste artigo.

Na realidade, a legislação é ampla, dura e complexa, embora a nosso ver, necessária a modernização e desenvolvimento do país. Ela exige especialmente do pequeno e médio empresário tempo, recurso e muita competência para acompanhar e aplicar as mudanças.

Então, o que fazer para mudar e se adequar a realidade mencionada?

Primeiramente, defendemos o conceito de que cada vez mais o dono de óptica deve ter ações e iniciativas coletivas, que levem a contar mais com os seus fornecedores e associações, contando com os novos recursos de tecnologia, como: sistemas (softwares) de gestão de lojas, relatórios financeiros, relatórios atualizados dos estoques, pedidos online de compras, cumprimento de todas as obrigações fiscais do SPED e até mesmo, porque não, a execução integrada, automática e obrigatória da contabilidade. Aliás, o Brasil, através da Lei 11.638/07, introduziu o padrão internacional de contabilidade (IFRS), obrigatório inclusive às microempresas.

Em segundo lugar, e isso cabe muito mais a cada contabilista e à Organização Contábil, o papel de mostrar fundamentadamente à todos os seus clientes esta realidade mencionada, para que o empresário saiba que se ele não participar muito mais ativa e intensamente do entendimento do quanto representa o impacto destas mudanças todas em seus negócios, especialmente as oriundas do SPED, o resultado no médio prazo pode ser muito ruim.

A Optidados, preocupada com esta realidade, Desenvolve, Implementa e Atualiza – DIA – o sistema óptico denominado Focus 10.

Na Europa o Focus 10 é uma solução óptica de muito sucesso, com milhares de unidades vendidas. No Brasil, as ações e esforços de soluções conjuntas empreendidas pela Essilor e Optidados, estão ao alcance do segmento óptico, através do Focus 10.

Para finalizar, entendemos que se faz necessário trabalho intenso de difusão e sensibilização, quanto à necessária mudança da cultura de relacionamento entre fabricantes/fornecedores, laboratórios, lojistas e consumidores finais. Possivelmente, nesta nova realidade, o principal papel e desafio será mesmo a do lojista.

Vale à pena lembrar a frase: Os que vencerão não serão os mais fortes e os mais inteligentes, mas os que se adaptarem às mudanças.

Haja tempo, recurso e competência, para se adequar a tantas mudanças. 

 

ARY SILVEIRA BUENO é Contador e Diretor da ASPR

Nos olhos dos outros, nem refresco!

Recentemente, na seção Mitos & Verdades, falamos sobre livros de “receitas naturais”  que apresentam a tão absurda quanto perigosa hipótese de que o limão clareia os olhos, além de ajudar no tratamento da conjuntivite, e, usado feito colírio, funcionar como fortalecedor da visão.

Alguns leitores acharam exagerada tal colocação, mas a verdade é que, de fato, muitos livros do gênero apresentam a fruta como uma verdadeira fonte de cura para diversos problemas nos olhos, além do que foi mencionado acima. Por exemplo, a orientação de se usar suco de limão como colírio para inflamação nos olhos, baseado na máxima “o que arde cura”. Inclusive para bebês. Acontece que “inflamação nos olhos” é algo muito abrangente e pouco informativo.

Mas não é apenas o limão que preocupa os profissionais da área. Movidas pela crença nas propriedades medicinais dos mais variados compostos, as pessoas colocam a visão em risco e só buscam as emergências de hospitais e clínicas oftalmológicas em último caso. Tais clínicas colecionam casos em que os olhos de crianças e adultos são postos à prova pelas mais diversas substâncias. De vodca a chás caseiros, passando até mesmo por urina.

O espantoso é que os olhos são agredidos dessa maneira por pessoas convencidas de que os estão protegendo. Há os que, seguindo o conselho de conhecidos, não hesitam em pingar hidróxido de magnésio na tentativa de curar males ou clarear os olhos. Sem contar o clássico ato de aquecer aliança para colocar sobre o terçol. Acontece que o metal quente pode queimar e gerar infecções graves no olho, uma estrutura complexa e delicada. Além do mais, quem nunca ouviu falar que leite materno é bom para curar conjuntivite, por exemplo?

Crianças que nascem com o canal lacrimal obstruído, por exemplo, acumulam secreção nos olhos. Neste caso, a mãe, na melhor das intenções, pinga leite materno nos olhos da criança. Infelizmente, isso pode piorar a situação, podendo levar até à uma infecção. Não restam dúvidas sobre a importância do leite materno para o ser humano, mas a substância jamais deve ser aplicada sobre os olhos. Isso sem falar nos que usam o leite doado por terceiros sem sequer cogitar que ele pode estar contaminado por bactérias e vírus, inclusive o HIV.

E há, ainda, o senso comum que considera chás naturais inofensivos. Mas, se os olhos já estão com uma úlcera, por exemplo, o remédio se torna veneno, podendo comprometer a visão totalmente. Na mesma linha de raciocínio sobre os chás, há os que pingam urina nos olhos. Ou vodka. Mas pingar tal bebida nos olhos potencializa o efeito no organismo, o que pode causar conjuntivite alérgica, inflamação da córnea e perda de visão.

Explica-se: a vodka é uma bebida destilada e, portanto, tem 40% de álcool em média na sua composição. O álcool primeiro desidrata as células do epitélio da córnea, o que leva a sua descamação. A perda das células do epitélio expõe as células nervosas o que gera muita dor, ardência, sensação de areia, lacrimejamento intenso e vermelhidão.

Além disso, se o álcool entrar em contato com o estroma da córnea (camada subjacente ao epitélio) haverá desorganização das fibras de colágeno que compõe essa camada com consequente perda da sua transparência. E Sem transparência a córnea não deixa passar luz e sem luz não há como enxergar.



(Fontes: Dr Visão, Click RBS e Oftalmolife)

Animais também precisam visitar o oftalmologista

Dar carinho, dar banho, brincar, levar para passear, alimentar, cuidar da saúde. Parece fácil cuidar de um animalzinho de estimação. Mas, na questão da saúde, muita gente esquece os olhos e os procedimentos necessários para que a visão do animal seja a mais perfeita possível. Ou seja, animais de estimação também precisam se consultar com um oftalmologista.

Quase todos os animais domésticos, principalmente cães e gatos, podem apresentar várias doenças nos olhos. A mais comum é sem dúvida a conjuntivite e a ceratite, pois as córneas são atingidas e podemos observar a secreção amarelada, além da vermelhidão nos olhos.

Outros problemas comuns em animais das grandes cidades são úlceras da córnea, catarata e ceratoconjuntivite seca (os olhos secos). No caso das úlceras, um cuidado inicial com o animal deve ser o de verificar se não existem pêlos ou mesmo cílios que possam estar encostando-se às córneas, pois isso pode causar uma úlcera de córnea por traumatismo repetitivo. Se isto estiver ocorrendo, leve o animal ao veterinário para aparar os pêlos e fazer a depilação dos cílios.

As raças mais suscetíveis às lesões de córnea são as braquicefálicas, devido à maior exposição dos olhos, ou seja Shih tzu, Lhasa Apso, Pug, Bulldog, entre outros. Além disso, a secreção dos braquiocefálicos, além de causar mau cheiro, pode causar infecções se ocorrer acúmulo excessivo. Portanto, a limpeza é fundamental.

Já no caso da ceratoconjuntivite, não inicie qualquer tratamento sem indicação médica, pois alguns colírios são compostos de corticóides que favorecem o crescimento de fungos, caso sejam os causadores da lesão. O uso indiscriminado de corticóide pode até mesmo levar à perfuração da córnea, assim todo cuidado é pouco.

No caso específico dos gatos, também são muito comuns as uveítes, uma espécie de inflamação intra-ocular. A raça Persa é a que exige maiores cuidados, devido à conformação da face e projeção dos olhos.

Já a catarata, que é uma opacidade do cristalino, ocorre principalmente em cães senis. Não existem colírios nem medicamentos que resolvam o problema. A cirurgia é recomendada em muitos casos e, hoje em dia, a técnica mais indicada é semelhante à utilizada em seres humanos, sendo possível até o implante de uma lente artificial em substituição ao cristalino extraído, com 90% de sucesso. Existem raças de cães mais predispostas à catarata, como Poodle, Lhasa Apso, Cocker, Schnauzer e outras. Já entre os gatos, as cataratas são mais raras.

É preciso destacar que os cuidados com os olhos não são tão complexos para a maioria das raças de cães e de gatos, exceto para aqueles que tem olhos proeminentes, que é o caso dos Shih tzus, onde as chances de ferimentos são maiores. Pelos olhos serem grandes e bem expostos, eles machucam com mais facilidade, podem esbarrar em objetos, plantas, nas brincadeiras com outros animais, ou o próprio animal ao se coçar.

Além disso, as raças que possuem focinho curto exigem mais atenção, pois o focinho “achatado” pressiona as glândulas lacrimais, ativando a produção excessiva de lágrimas. Por isso, animais de pelagem branca, como maltês e poodle, acabam ficando com manchas de lágrimas e secreções oculares nos pelos ao redor dos olhos, pois a lágrima é ácida e "queima" o pelo.

Como não existe um método para evitar que o animal libere a secreção, até porque a lágrima tem importante função de proteção dos olhos, como impedir a entrada de microrganismos e até mesmo ciscos, pelos e afins – além de proteger contra lesões na córnea -, o melhor a se fazer é a limpeza dos olhos, se possível todo dia, se não for possível, pelo menos 3 vezes na semana.

A limpeza deve ser feita com gaze e soro fisiológico, desses de farmácia, a 0,9% de cloreto de sódio e que deve ser mantido na geladeira depois de aberto para evitar contaminação. Caso não seja possível usar o soro, faça com água morna. Procure passar apenas em volta dos olhos pra não levar contaminação pra dentro do olho.

Quanto aos pelos claros manchados, pode-se utilizar o mesmo procedimento, apesar de já existirem no mercado especializado vários produtos que prometem sumir com as manchas. Reiterando que essas manchas não representam nenhum problema ocular, nem causam prejuízo nenhum. Trata-se apenas de estética.

É muito importante que os proprietários fiquem atentos aos sintomas de problemas oculares - olho vermelho (a vascularização sanguínea vai ser excessiva na parte branca do olho), secreção em excesso, coceira (o animal fica passando a pata, esfregando), olhos fechados ou piscando rapidamente. O olho pode adquirir um tom "azul embaçado" ou mesmo alguma outra cor anormal. Se o animal apresentar um ou mais desses sinais, o proprietário deve levá-lo para uma consulta veterinária imediatamente.



(Fonte: Provet)

Xantelasma: sinal de ataque cardíaco

Os xantelasmas são placas amareladas que se desenvolvem na pele em região periorbital ou palpebral. Essas placas são planas ou ligeiramente elevadas, freqüentemente simétricas e com tendência a serem múltiplas. É o tipo mais comum dos xantomas (que são lesões cutâneas decorrentes do depósito de lipídios na pele). O termo xantelasma é derivado do grego xanthos = amarelo e elasma = placa metálica. O curso evolutivo desta patologia é lento e progressivo, até estacionar-se por completo, sendo raras as involuções espontâneas, o que significa que não vai desaparecer se não for tratada.

Embora essencialmente assintomáticas, elas se iniciam no ângulo interno do olho, disseminando-se daí para o resto da pálpebra, podendo ser grandes o suficiente para cobrir mais da metade das pálpebras superiores e/ou inferiores. O acometimento da pálpebra inferior ocorre com menor freqüência. O que acaba levando o paciente a procurar o serviço médico é justamente o comprometimento da estética facial.

Mas pesquisadores da Dinamarca afirmam que a procura pelo médico deve se basear em motivos além dos estéticos. Eles afirmam que as marcas amarelas nas pálpebras é um sinal de ataque cardíaco e também de outras doenças. A pesquisa mostra que pessoas que possuem lesões cutâneas como o xantelasma tem mais chances que o resto da população de estarem propensas a ter um enfarte.

Algumas pessoas possuem pequenas bolsas em tom amarelo que ficam situadas nas pálpebras que são formadas para servir de depósitos de colesterol. Também indicando que o nível de gordura no corpo está alto, não só na região dos olhos. Essa pesquisa vai ajudar médicos a auxiliar e facilmente diagnosticar grupos de riscos que podem sofrer ataques cardíacos.

Os xantelasmas são mais comuns em mulheres e tendem a aumentar com a idade. Apesar de ser um tipo de xantoma, 50% dos individuos são normolipidêmicos na maioria das vezes, isto é, definidos inicialmente como tendo níveis normais de colesterol e triglicérides. Além disso, o xantelasma ocorre mais em diabéticos do que na população normal.

Especialistas sempre acreditaram que o xantelasma estava associado com anormalidades no metabolismo lipídico quantitativa e qualitativamente, fazendo a deposição de lipídio na pele e na parede arterial. Mesmo quando os níveis de colesterol sérico e de triglicerídeos são normais, o paciente pode apresentar um risco aumentado de doença.

O diagnóstico do xantelasma é essencialmente clínico. O exame para confirmá-lo é a biópsia, revelando a presença de células espumosas e células gigantes de Touton na derme. A pesquisa das anormalidades lipídicas também é indicada para avaliação e seguimento dos pacientes.



(Fonte: Cibersaude)

Movimentos dos olhos tem uma função vital

Como já mostramos neste artigo, movimentos involuntários dos olhos, tiques e espasmos da pálpebra são bastante comuns e podem ser desencadeadas por diversos fatores.

Agora, um estudo mostrou que os milhares de movimentos com os olhos impedem que percamos a visão.

Os movimentos quase imperceptíveis mostraram que um olhar totalmente fixo e firme é impossível. Mesmo quando tentamos fixar os olhos um objeto que está parado, nossos olhos estão sempre se movendo.

Alguns especialistas achavam que esses movimentos eram os resultados de algum erro no sistema neurológico. Mas as recentes descobertas mostraram que eles são controlados pela mesma área do cérebro usada quando procuramos uma manchete no jornal ou rastreamos um objeto em movimento.

Anteriormente também se descobriu que - como há vasos sanguíneos no interno do olho criando um efeito de ‘fiação entre a lente e o filme’ - estes movimentos rápidos permitem que o olho consiga ter um campo de visão completo sem pontos cegos.

Os cientistas agora acham que esses movimentos também tem uma função vital – já que atualizam as imagens gravadas na retina que, de outra forma, desapareceriam.

Richard Krauzlis, que coordenou os estudos, manteve o foco na região do cérebro que é responsável pelos movimentos oculares de “seguir” um objeto.

“As imagens que se formam na retina eventualmente desapareceriam de nossa visão se fossem perfeitamente estáticas. Os pequenos movimentos dos olhos, no entanto, permitem que a cena que vemos mude, mesmo que imperceptivelmente, e atualizem a imagem formada constantemente” explica Krauzlis. “Isso faz com que não fiquemos cegos” completamente.



(Fonte: Telegraph)

Tempos modernos: Azul é a cor mais... NOVA!

Passado o furor em torno do vestido mais comentado de todos os tempos, ficam as discussões interessantes sobre a ciência da visão, a história das cores na nossa sociedade e a questão da percepção das cores: ficou claro (mais claro que as cores do vestido) que nós não vemos tudo exatamente igual.

O jeito que vemos as cores é influenciado por vários fatores, inclusive linguagem e cultura. Por exemplo, a ciência sugere que seres humanos podem não notar até mesmo coisas tão fundamentais como uma cor, a menos que tenham uma maneira de descrevê-las.

Como já vimos nesta matéria, uma estratégia que os cientistas usaram para investigar essa questão é estudar se as cores têm nomes diferentes em culturas diferentes.

Outra situação destacada pela ciência para explicar as diferenças de percepção é a de que até há relativamente pouco tempo atrás na história da humanidade, o “azul” não existia.

De acordo com "Colors", documentário sobre a origem das cores veiculado pela estação de rádio WNYC, de Nova York, e motivo de uma matéria do "Business insider", as culturas antigas, entre elas a chinesa, a grega e a hebraica, sequer tinham uma palavra para descrever o azul. O programa vasculha o trabalho de pesquisadores que se debruçaram sobre textos antigos e de um grupo de cientistas que foi até a Namíbia, na África, para investigar como uma sociedade tradicional se relaciona com a cor. Compilados, os achados são impressionantes.

É fato que as línguas antigas não têm uma palavra para o azul – nem grego, nem chinês, nem japonês, nem hebraico. E sem uma palavra para a cor, não há evidências de que esses povos antigos sequer “viam” o azul.

Na famosa obra “Odisseia”, Homero descreve o mar como sendo “cor de vinho escuro”. Mas por que “vinho escuro” e não azul ou verde escuro, por exemplo?

Em 1858, um estudioso chamado William Gladstone, que mais tarde tornou-se o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, percebeu que esta não era a única descrição estranha de cor nesse livro. Ele notou que ferro e ovelhas eram descritos como violeta, e o mel como verde.

Então, Gladstone decidiu contar as referências de cores no conhecido texto. Enquanto o preto é mencionado quase 200 vezes e o branco 100, outras cores são raras. O vermelho é mencionado menos de 15 vezes, e amarelo e verde menos de 10. Gladstone começou a olhar para outros textos gregos antigos, e notou o mesmo padrão – não havia nada descrito como “azul”. A palavra nem sequer existia.

Gladstone pensou que isso fosse talvez único dos gregos, mas um filólogo, chamado Lazarus Geiger, continuou seu trabalho e percebeu que isso era verdade para todas as culturas.

Ele estudou sagas islandesas, o Alcorão, histórias antigas chinesas e uma antiga versão da Bíblia Hebraica.

Sobre os hinos hindus védicos, ele escreveu: “Esses hinos, de mais de dez mil linhas, estão repletos de descrições dos céus”. Os textos citavam o sol e a vermelhidão da aurora, o dia e a noite, nuvens e relâmpagos, ar e éter… “Mas há uma coisa que ninguém nunca iria aprender com essas músicas antigas, que o céu é azul”.

Geiger decidiu procurar quando o azul apareceu nas línguas, e encontrou um padrão bastante consistente.

Cada língua teve primeiro uma palavra para o preto e para o branco, ou a escuridão e a luz. A próxima palavra para uma cor – em todas as línguas estudadas em todo o mundo – foi o vermelho, a cor do sangue e do vinho.

Depois do vermelho, historicamente, aparece o amarelo, e mais tarde o verde (embora em poucas línguas, o verde tenha vindo primeiro que o amarelo). A última das cores a aparecer em todas as línguas é o azul.

Ao que tudo indica, a única cultura antiga que desenvolveu uma palavra para o azul foram os egípcios. Eles também eram que tinham uma maneira de produzir um corante azul.

Os egípcios podem ter sido os primeiros a inventar um nome para essa cor porque podiam produzi-la.

Se você pensar sobre isso, o azul não aparece muito na natureza – quase não há animais azuis, olhos azuis são raros, e flores azuis são na sua maioria criações humanas.

Você pode até pensar que tudo isso não importa, uma vez que o céu é obviamente azul, e por isso todos nós devíamos conhecer essa cor de longa data. Agora, e se dissermos que o céu não é, evidentemente, azul?

O pesquisador Guy Deutscher tentou uma experiência casual com o tema. Em teoria, uma das primeiras perguntas das crianças é “por que o céu é azul?”. Então ele criou sua filha tendo o cuidado de nunca descrever a cor do céu para ela. Um belo dia, lhe perguntou que cor ela via quando olhava para cima. A garota não tinha ideia. O céu, para ela, era incolor.

Eventualmente, ela decidiu que era branco, e mais tarde, azul. Mas o azul definitivamente não foi a primeira cor que ela pensou.

Tudo isso levou o pesquisador Jules Davidoff, professor de neuropsicologia da Universidade de Londres, a conduzir um experimento com a tribo Himba, da Namíbia, cujo dialeto não tem uma palavra para azul ou distinção entre azul e verde, mas eles têm mais palavras para tipos de verde do que outras línguas, como o inglês. Os membros da comunidade não conseguiam distinguir um quadrado azul em meio a 11 quadrados verdes. Os poucos que conseguiam levavam muito tempo e cometeram mais erros do que faria sentido para nós, que claramente vemos o quadrado azul.

Davidoff diz que sem uma palavra para uma cor, sem uma forma de identificá-la como diferente, é muito mais difícil para nós perceber o que é único sobre ela – mesmo que os nossos olhos estejam vendo fisicamente todos os tons.

Portanto, antes de o azul tornar-se um conceito comum, talvez os seres humanos o vissem, mas não notavam nada de especial sobre ele. Até surgir "O Vestido".



(Fonte: BusinessInsider)

O poder de cura da maquiagem egípcia

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.

Ela tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares. Um dos melhores (e mais caros) filmes sobre a vida de Cleópatra é a produção de 1963, no qual a rainha egípcia foi interpretada por Elizabeth Taylor. Sua personificação da rainha sempre será lembrada, também, graças à maquiagem pesada que a atriz exibia.

Acontece que esse tipo de adorno era muito mais do que uma exibição de vaidade no Egito Antigo. Do ponto de vista místico, acreditava-se que os deuses Horus e Ra protegiam de infecções os olhos daqueles que usavam pintura. Mas faltava a opinião da ciência. Agora, um estudo recém-divulgado por pesquisadores franceses detalha como a maquiagem servia de escudo para os olhos de nobres e trabalhadores.

Depois de analisar 52 amostras de potes usados para guardar pós e cremes faciais datados de quatro mil anos e preservados no Museu do Louvre, em Paris, os cientistas, coordenados por Philippe Walter, do Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus de Paris, encontraram quatro diferentes substâncias à base de chumbo, como a laurionita, com a ajuda de microscópios eletrônicos e aparelhos de raio X. Nos testes, esses elementos aumentaram a produção de óxido nítrico em mais de 240% em uma cultura de células de pele, preparada especialmente para o estudo. Em artigo publicado na revista científica “Analytical Chemistry”, os pesquisadores franceses dizem que não é possível afirmar que a laurionita era adicionada à composição das maquiagens por ter alguma propriedade antibacteriana conhecida.

Os pesquisadores já conhecem o papel dessa substância no corpo: ativar o sistema imunológico, que combate invasores. Apesar de ser considerado tóxico, o chumbo pode ter efeitos positivos em concentrações muito baixas. O químico Christian Amatore, também da equipe de pesquisadores, alerta que a descoberta não significa que o metal possa ser usado em maquiagens hoje em dia. Numa época sem antibióticos, porém, os benefícios do uso do chumbo compensavam os riscos. Nas águas paradas que o rio Nilo deixava antes de sua cheia as bactérias eram abundantes. Por este motivo, os egípcios usavam seus cosméticos para prevenir ou tratar infecções oculares.

Apesar da produção de cosméticos e medicamentos não ser exclusividade dos egípcios antigos, o Egito é o primeiro exemplo conhecido de produção em larga escala, de onde se pode presumir que os egípcios notaram os efeitos eficazes do uso do elemento químico e decidiram sintetizá-lo.

A questão do chumbo na maquiagem continua a ser debatida na indústria de cosméticos, particularmente em relação às pequenas quantidades de chumbo encontradas em alguns batons. Enquanto alguns grupos e médicos argumentem que, com o tempo, usuários de batom podem absorver níveis de chumbo capazes de resultar em problemas de comportamento, outros defendem que as quantidades de chumbo encontradas em maquiagens são pequenas demais para causar danos.

Polêmica em torno da maquiagem, porém, não é novidade. A mais antiga paralisação de trabalhadores registrada na história da humanidade aconteceu no Egito – e o direito à maquiagem era uma das reivindicações. No ano 29 do reinado de Ramses III (cerca de 1180 a.C.), operários que construíam templos e tumbas fizeram uma manifestação para exigir pagamentos atrasados. Como não havia moeda no Egito Antigo, esses homens eram pagos com ferramentas, comida e cosméticos que eram essenciais para protegê-los do sol. Os trabalhadores foram convencidos a voltar para suas casas com a promessa de que o pagamento seria feito. Mas isso não aconteceu. Então eles tiveram que protestar mais algumas vezes até conseguir que o vizir (uma espécie de primeiro-ministro) pagasse o que devia, inclusive a maquiagem.

Portanto, os comentários de que Cleópatra abusava da maquiagem por que, na verdade, era uma mulher desprovida de beleza, não passam de fofocas maldosas...



(Fonte: The New York Times)

Uma brincadeira que pode lesionar a retina

O Saúde Visual apresentou artigo onde, segundo a Comissão Nacional para Proteção Radiológica da Grã-Bretanha, os raios lasers usados em boates são suficientemente poderosos para causar lesões oculares graves.

No fim do artigo, comentou-se que não existe no Brasil estudo semelhante. De fato, com relação aos lasers de boates, não. Mas a superintendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), está de olho nos raios lasers verdes emitidos por canetas.

O público já conhece estes lasers das partidas de futebol, onde torcedores pouco ocupados resolvem lançar os raios nos olhos dos jogadores adversários. Acontece que, segundo especialistas, a exposição aos raios emitidos pelas canetas de laser verde pode causar lesão permanente na retina.

Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual. Nos casos dos pilotos de avião, o laser, de imediato, pode desviar a atenção o suficiente para causar um acidente.

Ainda segundo a Infraero, está sendo elaborado um relatório que deve ser apresentado às polícias Civil e Militar. A utilização do objeto é crime previsto no artigo 261 do Código Penal (expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea). A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, chegando há 12 anos em caso de destruição da aeronave.

Somente no ano passado, de acordo com o Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) da Aeronáutica, foram relatadas 202 reclamações de visibilidade prejudicada pelas canetas lasers em vários aeroportos do país. O maior número de ocorrências foi em Londrina (PR), com 38 registros.



(Fonte: Agência Força Aérea)

População brasileira está envelhecendo e pondo em perigo a saúde visual

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (mais conhecidas pelas iniciais DCNT) representam um dos principais desafios de saúde para o desenvolvimento global nas próximas décadas. Diante deste cenário, a Organização Mundial de Saúde propôs aos países membros compromissos para a redução das taxas de morbimortalidade por DCNT. Neste contexto, a Secretaria de Vigilância em Saúde vem promovendo inúmeras ações com o objetivo de estruturar o Sistema de Vigilância das DCNT nas três esferas do Sistema Único de Saúde, em todas as unidades da Federação. Dentre essas ações, destaca-se o sistema VIGITEL – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico.

A implantação e manutenção do Vigitel desde 2006, em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, tem sido um processo de construção coletiva, envolvendo diversas instituições, parceiros, dirigentes e técnicos que permitiram a continuidade de um sistema de monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas de grande importância para a saúde pública brasileira.

Além de atualizar a frequência e distribuição dos principais indicadores do sistema Vigitel, a pesquisa atual descreve a evolução anual desses indicadores desde 2006. O aumento do diabetes, obesidade e hipertensão arterial, mostra que as doenças na retina tendem a crescer no Brasil. Um dos fatores é o envelhecimento da população, que aumenta o perigo dessas três variáveis para a saúde dos olhos.

O maior problema das doenças retinianas é a falta de sintomas no estágio inicial. Quando dão sinais, pode ser tarde para evitar a perda da visão. Por isso, a recomendação é fazer um exame de vista anual mesmo para quem esteja enxergando bem.

Como o diabetes também é assintomático, muitas pessoas só descobrem que são diabéticas na consulta oftalmológica, quando a doença já comprometeu a visão. O diagnóstico tardio e a falta de controle da glicemia explicam porque a retinopatia diabética é a maior causa da cegueira definitiva na população economicamente ativa.

Segundo os números da pesquisa, depois de 10 anos, 25% dos portadores têm retinopatia. Índice que sobe para 60% aos 15 anos. Já a degeneração macular, doença que afeta a parte central da retina, é resultado do envelhecimento que provoca a morte de células por causa da menor quantidade de oxigênio que chega à retina. Esta oxigenação fica ainda mais comprometida em pessoas obesas e portadoras de hipertensão por causa da circulação deficiente.

O exame de fundo de olho é suficiente para fazer o diagnóstico precoce das doenças da retina. Já no caso da retinopatia diabética, aparecem fissuras nos vasos retinianos por onde extravasa sangue e humor aquoso. Já a degeneração macular pode se manifestar na forma úmida ou seca. Na forma úmida, os vasos da retina se reproduzem descontroladamente. As paredes dos novos vasos são mais frágeis, se rompem e geram uma mancha que prejudica a visão. Já na forma seca, a mácula se degenera pela falta de oxigênio e forma uma cicatriz, que causa perda da visão central.

No estágio inicial da retinopatia diabética e da degeneração macular é utilizada a aplicação de laser para secar os vasos. Nos casos mais avançados, além da aplicação de laser, pode ser necessário aplicar medicação antiangiogênica dentro do olho, uma terapia recentemente aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no rol de procedimentos. Em último caso, o paciente é submetido a uma cirurgia em que são retirados os tecidos formados pela doença.

Na linha medicamentosa, as injeções de corticóides (antiinflamatórios) também podem impedir o crescimento desenfreado dos vasos e secar a região. Outra terapia é o mini-implante de corticóide, que vai sendo liberado lentamente dentro do olho indicado quando a retina apresenta edema que impede a visão perfeita.



(Fonte: Ministério da Saúde)

Um óculos bom até para namorar...

Óculos futuristas, mas com implicações reais e que mudem, de fato, a vida do usuário. Esta é a proposta da 2AI Labs, que inventou os óculos O2Amps, construído com a mesma capacidade natural do olho em medir emoções e saúde, como bochechas vermelhas que indicam constrangimento e coloração amarela ou verde para sinalizar uma dor de estômago.

Os óculos cor-de-rosa podem ir além desses sinais simples, pois são capazes de detectar alterações mínimas não visíveis a olho nu. Eles fazem as veias brilharem, permitindo vê-las sem esforço; mostram mudança na cor da hemoglobina para localizar ferimentos internos e podem monitorar como o paciente está realmente se sentindo.

A tecnologia por trás dos óculos decorre de estudos do pesquisador Mark Changizi. Ele analisou a visão de cores em primatas e aprendeu que ao longo do tempo, a visão da cor evoluiu para "modulações de oxigenação dos sentidos na hemoglobina sob a pele", explicando por que você pode dizer se alguém está envergonhado - são os níveis de oxigênio sob sua pele mudando.

Changizi e sua equipe desenvolveram três filtros diferentes que podem ajudar os médicos a melhor "ver" seus pacientes, olhando para os vários níveis de oxigenação no sangue.

Um filtro para encontrar veias, amplificamdo a percepção de mudanças na oxigenação sob a pele (e eliminando a percepção de mudanças na concentração de hemoglobina); outro filtro funciona como um detector de ferimentos internos, amplificando a percepção de concentrações de hemoglobina sob a pele (e elimina a percepção de mudanças na oxigenação) e, por fim, um que funciona feito um intensificador clínico em geral, ou amplificador de oxigênio, que combina as melhores funções dos dois filtros anteriores; ele não elimina qualquer sinal (isto é, retém a percepção da mudança na oxigenação e concentração de hemoglobina).

A 2AI Labs espera ver os óculos O2Amp sendo usado em diversas aplicações, como segurança, esporte, em jogos de pôquer e até no namoro – mas acredita que eles serão mais úteis na medicina. O equipamento já está sendo testado em dois hospitais nos EUA, e os médicos confirmam: não só os óculos são úteis, como têm um grande potencial.

Ou seja, é verdade que, logo, logo será mais difícil de esconder as verdadeiras emoções dos amigos, mas esta tecnologia inovadora promete oferecer aos médicos uma ferramenta útil em ambientes hospitalares tradicionais e no mundo em desenvolvimento.



(Fonte: Gizmodo)

Tanto barulho por (quase) nada

Uma histeria coletiva tomou conta da internet sobre uma pergunta aparentemente simples: de que cor era um vestido que parecia ser branco e dourado, mas a loja o anuncia como azul e preto?

O vestido que virou sensação na web já é considerado o mais polêmico desde o usado por Monica Lewinsky (a estagiária que guardou por anos a roupa com mancha de sêmen do ex-presidente americano Bill Clinton). Feito pela marca britânica Roman Originals, ele é vendido no site da grife por £ 50, cerca de R$ 223. E mais: além do modelo que incendiou as redes sociais, há ainda as versões em branco, rosa e vermelho, todos com a renda em preto.

Mas por que tanto barulho?

As inconciliáveis diferenças de opinião entre os pró-azul e os pró-branco se devem a questões fisiológicas.

Dependendo do contexto, nosso cérebro pode tentar "interpretar" as cores por si próprio, como explica um artigo publicado na revista Cell.

Evoluímos para enxergar à luz do sol, que vai mudando de cor dependendo da hora do dia.

Então, estamos acostumados a tentar compensar possíveis distorções que a luminosidade provoque na cor dos objetos.

"As pessoas podem descontar o lado azul, que neste caso faz com que elas terminem vendo branco e dourado, ou descontar o lado dourado, o que faz com que elas vejam azul e preto", disse o neurocientista Bevil Conway à Wired.

Isso depende não só de aspectos do ambiente como também da constituição particular de cada olho humano. A idade também pode influenciar. Em geral, quanto mais velho o observador, maior a propensão para ver branco e dourado.

Mas isso não significa que a cor do vestido seja uma questão de ponto de vista.

No fundo dos olhos estão as retinas, estruturas que lhe permitem detectar a cor. A percepção cromática está associada à atividade de certos tipos celulares denominados cones. Já os bastonetes são responsáveis pela percepção de sombras, dadas pela associação do preto, branco e cinza. Os cones só vão se ativar na presença de luz em quantidade suficiente. Há três tipos deles, os pequenos, os médios e os grandes, sensíveis ao azul, verde e vermelho.

Para entender o porquê das percepções divergentes de cor relacionadas ao vestido da imagem, é preciso antes de tudo compreender os sistemas neurofisiológicos de cores. Ei-los:

Sistema aditivo: Quando falamos em cor, estamos na verdade falando de luz, pois, sem a luz não existiriam o que chamamos “cores”. Na natureza encontramos dois sistemas cromáticos: o sistema aditivo e o sistema subtrativo. O sistema aditivo é aquele formado pelas três cores primárias da luz (azul-violeta, vermelho e verde), decompostas a partir da luz branca solar que é a fonte natural de luz no planeta terra. As lâmpadas elétricas, velas e outros aparatos luminosos, nos fornecem iluminação sintética. Chama-se aditivo porque a adição das três cores primárias resulta na percepção da luz branca.

Sistema subtrativo: Todos os objetos do mundo possuem cor. Essa cor é formada pelos elementos naturais ou sintéticos que se encontram em sua camada externa. Os pigmentos podem também ser naturais ou sintéticos. Esses pigmentos em contato com as cores-luz vão absorver determinadas faixas de onda cromática e refletir outras, que serão captadas pelo olho humano. O sistema subtrativo leva esse nome tendo em vista que a mistura de suas cores primárias tendem ao preto, ou seja, ausência de luz. As cores primárias do sistema subtrativo são o ciano, o magenta e o amarelo.

Um resumo, até aqui: as pessoas não enxergam as cores da mesma maneira porque cada um de nós tem um tipo de fotorreceptores (células da retina que recebem a luz) – desde que, é claro, não exista nenhuma doença, como o daltonismo, que altera a percepção das cores. Para enxergar as cores, temos que ter os fotorreceptores em perfeito funcionamento.

A partir destas informações, portanto, se isolarmos cada tonalidade da peça e verificarmos a escala RGB, a resposta é inegável: o vestido é azul e preto.

Então, fique atento: Se você está vendo o vestido azul e preto: os cones da sua retina estão bem ativos, e isso resulta em seus olhos fazendo a mistura subtrativa.

Se você está vendo o vestido branco e dourado: os olhos não funcionam bem com pouca luz e os bastonetes da sua retina detectam o branco. Menos sensíveis à luz, os seus olhos criam a mistura de aditivos, verde e vermelho, para fazer dourado.

Por outro lado, se você vê o vestido ora branco e dourado, ora azul e preto, ou uma combinação dos dois, seus olhos são de “nível médio” e podem mudar devido à luminosidade do ambiente em que se encontram ou em virtude da maneira como está inclinada a tela do seu computador, telefone ou tablet. Esse tipo de percepção divergente é o mesmo tipo que ocorre em muitas manipulações sensoriais produzidas por ilusões de óptica.



(Fontes: Meu cérebro e Brasilpost)

Evitar o sono ou controlar os sonhos? Você decide

Quando lemos, três fenômenos acontecem simultaneamente: na acomodação, o músculo ciliar contrai de forma a mudar a curvatura do cristalino para torná-lo capaz de focalizar para perto. Na convergência, os músculos extra-oculares, mais particularmente os músculos reto-mediais, se contraem para convergir os olhos de forma a vermos apenas uma imagem do objeto próximo (caso os olhos continuem paralelos iremos ver duas imagens quando olharmos para perto) e, por fim, a miose, que faz com que as pupilas se contraiam para aumentar a profundidade de campo e facilitar o foco para perto.

Assim temos pelo menos 3 grupos de pequenos músculos atuando em conjunto durante a leitura que, como qualquer músculo, entram em fadiga quando usados por muito tempo. Por isso é comum a queixa de pessoas que conseguem ler pela manhã, mas à tarde e a noite não mais conseguem.

Além disso, associa-se o fato de que quando fazemos qualquer atividade que exija mais da nossa concentração ou que chame muito a nossa atenção, há uma redução no número de vezes que piscamos por minuto o que leva a um ressecamento ocular, com piora na qualidade da visão e desconforto.

E tem, também, as substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada, conforme já vimos neste artigo.

Portanto, não é ler um livro que dá sono. O problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente, então, ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Se tiver e quiser controlar os próprios sonhos, então use um aplicativo criado pelo psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire. Ele se chama Dream:ON, roda no sistema iOS e já foi baixado por mais de 500 mil pessoas. Você instala o aplicativo - grátis - no seu iPhone, e tem várias opções de sonho. Depois de escolher, você coloca o iPhone ao lado do travesseiro e dorme. Usando os sensores do telefone, o aplicativo mede seus movimentos na cama - e deduz em qual etapa do sono você está. Quando você entra na fase REM (em que os sonhos acontecem), o app emite sons relacionados à sua escolha. Se você quis sonhar com praia, por exemplo, ele toca barulho de mar. A ideia é induzir o cérebro. Segundo Wiseman, 30% das pessoas que usam o app conseguem controlar seus sonhos. Se quiser experimentar, baixe o aplicativo clicando neste link. Depois, conte para nós se deu mesmo certo.

Porém, se você não quer dormir e pretende colocar a leitura em dia antes de cair no sono (com ou sem o aplicativo acima), aqui vão três boas dicas:

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.



(Fonte: Superinteressante)

Para fazer o 'olho suar' de tanta emoção

Quase 20 anos atrás, a visão de Allen Zderad, morador de Minnesota de 68 anos, começou a deteriorar. Diagnosticado com uma doença degenerativa genética visual chamada retinite pigmentosa, seu mal não tem tratamento eficaz ou cura, de acordo com a Clínica Mayo, onde Zderad é paciente.

Após 10 anos, ele havia perdido quase toda a visão e desde então não conseguiu mais enxergar nem sua mulher nem seus dez netos. Zderad disse que só se lembra dos rostos de seus netos mais velhos, mas a maioria deles ele nunca tinha visto.

Segundo o “Mashable”, um ensaio clínico utilizando um sistema chamado Second Sight deu a Zderad a capacidade de ver as formas, distinguir vultos humanos e até mesmo ver o seu próprio reflexo em uma janela. Natural da cidade de Forest Lake, ele foi a 15ª pessoa nos EUA a receber esse dispositivo.

Indagado antes do teste sobre quantos anos não via sua mulher Carmen, com quem é casado há 45 anos, Zderad respondeu que já fazia uns 10 anos, “mas ainda a beijo com meus olhos fechados”, disse rindo.

O nome do dispositivo é “Second Sight Argus II Retinal Prothesis System” e Zderad foi o primeiro paciente ideal para o ensaio clínico, que a Clínica Mayo descreve:

“Trata-se de implante de olho biônico que envia sinais de onda de luz para o nervo ótico, contornando a retina danificada. Um minúsculo chip semelhante a um wafer foi incorporado em seu olho direito, com os fios conectados ao sistema graças a um procedimento cirúrgico em janeiro”.

A operação durou 3 horas e consistiu na inserção de 60 eletrodos na retina do bem humorado paciente.

Duas semanas depois, o resto do dispositivo protético foi montado em uma armação de óculos foi ativado.

— É um olho biônico em todos os sentidos da palavra — disse à emissora de TV “KARE 11” o Dr. Raymond Iezzi Jr., que realizou o procedimento e cujo trabalho de toda vida é o diminuto chip que ele levou décadas para desenvolver, ajudando na engenharia do circuito. — Não é um substituto para o globo ocular, mas funciona interagindo com o olho.

Isto é apenas o início do tratamento, no entanto. A Clínica Mayo disse que mais ajustes são necessários, e que muitas horas de fisioterapia esperam Zderad.

O vídeo abaixo mostra o dispositivo sendo usado por ele pela primeira vez, com Zderad, emocionado, estendendo a mão para sua esposa. Prepare-se para fazer seu olho suar:

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(Fonte: O Globo)

A necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) confirma necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil. Estudo constata que, no ano de 2012, um terço dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal. “A ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro”, diz a OIT.

“Considerando o grande desafio de incluir pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, 31,5% dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2012. Em 72% deles a administração pública respondia por mais da metade do emprego formal. Isso quer dizer que, na condição de principais empregadoras do mercado formal nestes municípios, as prefeituras poderiam empreender políticas e ações inclusivas de pessoas com deficiência nos seus quadros funcionais”.

A avaliação divulgada pela OIT tem base no Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente, elaborado a partir de informações do Censo 2010 do IBGE. “Trata-se de uma informação bastante inquietante, mesmo levando-se em conta que em alguns municípios não seja obrigatório o cumprimento da cota para PCD”, ressalta o relatório (acesse aqui).

O estudo afirma ainda que “a ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro, já que na média nacional, no ano de 2012, os vínculos empregatícios ocupados por PCD representavam apenas 0,7% do total”.

Para a OIT, os resultados obtidos confirmam a existência de pessoas com deficiência disponíveis no mercado de trabalho, informação que contraria o argumento apresentado constantemente por empresas e instituições que evitam a contratação de trabalhadores com deficiência. “A Taxa de Desocupação da população com deficiência severa situava-se em 8,7% – o correspondente a 19,5 mil pessoas à procura por trabalho”.

Na avaliação da Organização Internacional do Trabalho, “o estudo desmistifica as teses de que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) desestimula a inserção laboral”, ou seja, recusa a afirmação de que pessoas com deficiência que recebem ajuda financeira do governo federal não têm interesse em um emprego formal.

Outros resultados - No que diz respeito a trabalho decente no Brasil, o estudo da OIT apresenta avaliações sobre outros setores.

Informalidade - Uma das principais revelações do novo Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente é que um esforço concentrado em 24 municípios poderia reduzir significativamente o número de trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade no Brasil. De acordo com os dados, um grupo de apenas 24 municípios com mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade – composto por diversas capitais e grandes centros urbanos – abrigava 6,8 milhões de pessoas ocupadas em trabalhos informais, o correspondente a 20,5% do total nacional (33,2 milhões). É importante destacar ainda que, apesar de terem níveis de formalização maiores, as capitais abrigam um de cada cinco trabalhadores e trabalhadoras informais. Além disso, foi constatado que metade dos municípios com taxa de informalidade acima de 50% eram da região Nordeste.

Também se observou que, ao final de 2013, todos os municípios brasileiros contavam com trabalhadores e trabalhadoras formalizados na condição de Microempreendedor Individual (MEI). Nesta data, um significativo contingente de 3,66 milhões de trabalhadoras e trabalhadores já estava formalizado por intermédio da figura do MEI, o que contribuiu expressivamente para a redução da informalidade laboral. Com efeito, a título apenas de aproximação, este número de ocupados/as formalizados pelo MEI representava 11,0% do total da força de trabalho ocupada em trabalhos informais no país (33,2 milhões) no ano de 2010.

Desocupação - Os menores índices de desocupação entre as capitais foram observados em Curitiba (4,7%) e Florianópolis (4,9%) e os maiores em Salvador (12,9%) e Recife (12,5%). É importante enfatizar que, de um modo geral, a desocupação é maior entre as mulheres e a população negra. Em Salvador, por exemplo, enquanto a taxa de desocupação era de 7,1% entre os homens brancos, ela alcançava 18,0% entre as mulheres negras.

Rendimento - Segundo os dados do Censo 2010, cerca de 75% do rendimento domiciliar no Brasil era proveniente do trabalho, sendo que em 93,4% dos municípios brasileiros o rendimento do trabalho representava mais da metade do rendimento total domiciliar. Isso acontecia até mesmo na região Nordeste – a mais pobre do país e que, consequentemente, conta com um maior volume de transferência de renda oriunda de programas sociais, sobretudo do Bolsa Família – onde o rendimento do trabalho é superior a 50% em 81% dos municípios.

Trabalho doméstico - Vale também destacar um grupo de 68 municípios com percentual de trabalhadoras domésticas com carteira assinada abaixo de 25%, que inclui diversas capitais e municípios de significativo porte populacional das regiões Norte e Nordeste, como Teresina (24,1% de trabalhadores/as domésticos/as com carteira assinada), Macapá (24,5%) e Boa Vista (24,8%), além de Feira de Santana (21,6%) e Vitória da Conquista (19,9%) na Bahia, Petrolina (22,8%) em Pernambuco, Campina Grande (23,2%) na Paraíba, Sobral (9,7%), Juazeiro do Norte(11,7%) e Caucaia (14,2%) no Ceará e Santarém (16,7%) no Pará.

Trabalho forçado - Os dados revelam que, dos 316 municípios brasileiros onde foram flagrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em 2013, 62,3% não possuía programas ou ações de combate ao uso de trabalho forçado.

Trabalho infantil - Das 888,4 mil crianças e adolescentes de 14 ou 15 anos de idade que trabalhavam conforme registrado pelo Censo de 2010, apenas 2,7% fazia isso na condição de aprendiz. Isso significa que o trabalho exercido por 97,3% dos adolescentes dessa faixa etária não era permitido por lei, se enquadrando, portanto, na categoria de trabalho a ser abolido. Além disso, 86,3% dos municípios brasileiros não registravam um aprendiz sequer na faixa etária mencionada no ano de 2010.

Jovens - Um de cada cinco jovens entre 15 e 24 anos de idade no Brasil não trabalhava nem estudava em 2010. Considerando as jovens mulheres, os afazeres domésticos e as responsabilidades associadas à maternidade tem grande relação com isso. Em 2010, 48,3% das mulheres entre 15 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam eram mães.

Educação - Finalmente, com relação ao nível de instrução da população em idade potencial para trabalhar, observou-se que em 81% dos municípios mais da metade da população de 15 anos de idade ou mais não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto.



(Fonte: Estadão)

Barba, cabelo, bigode e... Olhos!!??!

Os extras opcionais oferecidos por este barbeiro chinês não irão agradar a todos, certamente.

Acontece que depois de usar a lâmina para raspar os rostos de seus clientes, Liu Deyuan ficará feliz em fazer-lhes uma lavagem rápida e raspá-lo ao longo de seus... globos oculares! É isso mesmo que você leu!

A chamada “limpeza do globo ocular” é um ofício antigo na China, onde há um velho ditado que a limpeza dos olhos torna a beleza na vida visível. A técnica inusitada funciona assim: o barbeiro raspa uma lâmina ao longo do globo ocular de um cliente para limpá-lo. Em seguida, insere uma pequena haste sob as pálpebras superiores e inferiores e a desliza para frente e para trás.

Apesar de esta prática bizarra estar morrendo na China, os clientes ainda podem obter o tratamento tradicional do Sr. Deyuan, que tem oferecido seu trabalho em um parque na cidade de Chengdu, província de Sichuan, durante os últimos sete anos.

O senhor Deyuan irá fornecer um barbear completo – barba, cabelo e bigode – e mais uma limpeza nos olhos pela módica quantia equivalente a R$ 220,00.



(Fonte: Daily Mail)

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Oh, paixão, que fazes com meus olhos que não enxergam o que veem?

William Shakespeare

Saudade é um sentimento que, quando não cabe no coração, escorre pelos olhos.

Bob Marley

Existe um caminho que vai dos olhos ao coração, sem passar pelo intelecto.

Gilbert Keith Chesterton

O horizonte está nos olhos, e não na realidade.

Ángel Ganivet

Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

Bob Marley

Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.

Chico Buarque

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Dirão, em som, as coisas que, calados, no silêncio dos olhos, confessamos?

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Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.

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