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Tanto barulho por (quase) nada

Uma histeria coletiva tomou conta da internet sobre uma pergunta aparentemente simples: de que cor era um vestido que parecia ser branco e dourado, mas a loja o anuncia como azul e preto?

O vestido que virou sensação na web já é considerado o mais polêmico desde o usado por Monica Lewinsky (a estagiária que guardou por anos a roupa com mancha de sêmen do ex-presidente americano Bill Clinton). Feito pela marca britânica Roman Originals, ele é vendido no site da grife por £ 50, cerca de R$ 223. E mais: além do modelo que incendiou as redes sociais, há ainda as versões em branco, rosa e vermelho, todos com a renda em preto.

Mas por que tanto barulho?

As inconciliáveis diferenças de opinião entre os pró-azul e os pró-branco se devem a questões fisiológicas.

Dependendo do contexto, nosso cérebro pode tentar "interpretar" as cores por si próprio, como explica um artigo publicado na revista Cell.

Evoluímos para enxergar à luz do sol, que vai mudando de cor dependendo da hora do dia.

Então, estamos acostumados a tentar compensar possíveis distorções que a luminosidade provoque na cor dos objetos.

"As pessoas podem descontar o lado azul, que neste caso faz com que elas terminem vendo branco e dourado, ou descontar o lado dourado, o que faz com que elas vejam azul e preto", disse o neurocientista Bevil Conway à Wired.

Isso depende não só de aspectos do ambiente como também da constituição particular de cada olho humano. A idade também pode influenciar. Em geral, quanto mais velho o observador, maior a propensão para ver branco e dourado.

Mas isso não significa que a cor do vestido seja uma questão de ponto de vista.

No fundo dos olhos estão as retinas, estruturas que lhe permitem detectar a cor. A percepção cromática está associada à atividade de certos tipos celulares denominados cones. Já os bastonetes são responsáveis pela percepção de sombras, dadas pela associação do preto, branco e cinza. Os cones só vão se ativar na presença de luz em quantidade suficiente. Há três tipos deles, os pequenos, os médios e os grandes, sensíveis ao azul, verde e vermelho.

Para entender o porquê das percepções divergentes de cor relacionadas ao vestido da imagem, é preciso antes de tudo compreender os sistemas neurofisiológicos de cores. Ei-los:

Sistema aditivo: Quando falamos em cor, estamos na verdade falando de luz, pois, sem a luz não existiriam o que chamamos “cores”. Na natureza encontramos dois sistemas cromáticos: o sistema aditivo e o sistema subtrativo. O sistema aditivo é aquele formado pelas três cores primárias da luz (azul-violeta, vermelho e verde), decompostas a partir da luz branca solar que é a fonte natural de luz no planeta terra. As lâmpadas elétricas, velas e outros aparatos luminosos, nos fornecem iluminação sintética. Chama-se aditivo porque a adição das três cores primárias resulta na percepção da luz branca.

Sistema subtrativo: Todos os objetos do mundo possuem cor. Essa cor é formada pelos elementos naturais ou sintéticos que se encontram em sua camada externa. Os pigmentos podem também ser naturais ou sintéticos. Esses pigmentos em contato com as cores-luz vão absorver determinadas faixas de onda cromática e refletir outras, que serão captadas pelo olho humano. O sistema subtrativo leva esse nome tendo em vista que a mistura de suas cores primárias tendem ao preto, ou seja, ausência de luz. As cores primárias do sistema subtrativo são o ciano, o magenta e o amarelo.

Um resumo, até aqui: as pessoas não enxergam as cores da mesma maneira porque cada um de nós tem um tipo de fotorreceptores (células da retina que recebem a luz) – desde que, é claro, não exista nenhuma doença, como o daltonismo, que altera a percepção das cores. Para enxergar as cores, temos que ter os fotorreceptores em perfeito funcionamento.

A partir destas informações, portanto, se isolarmos cada tonalidade da peça e verificarmos a escala RGB, a resposta é inegável: o vestido é azul e preto.

Então, fique atento: Se você está vendo o vestido azul e preto: os cones da sua retina estão bem ativos, e isso resulta em seus olhos fazendo a mistura subtrativa.

Se você está vendo o vestido branco e dourado: os olhos não funcionam bem com pouca luz e os bastonetes da sua retina detectam o branco. Menos sensíveis à luz, os seus olhos criam a mistura de aditivos, verde e vermelho, para fazer dourado.

Por outro lado, se você vê o vestido ora branco e dourado, ora azul e preto, ou uma combinação dos dois, seus olhos são de “nível médio” e podem mudar devido à luminosidade do ambiente em que se encontram ou em virtude da maneira como está inclinada a tela do seu computador, telefone ou tablet. Esse tipo de percepção divergente é o mesmo tipo que ocorre em muitas manipulações sensoriais produzidas por ilusões de óptica.



(Fontes: Meu cérebro e Brasilpost)

Evitar o sono ou controlar os sonhos? Você decide

Quando lemos, três fenômenos acontecem simultaneamente: na acomodação, o músculo ciliar contrai de forma a mudar a curvatura do cristalino para torná-lo capaz de focalizar para perto. Na convergência, os músculos extra-oculares, mais particularmente os músculos reto-mediais, se contraem para convergir os olhos de forma a vermos apenas uma imagem do objeto próximo (caso os olhos continuem paralelos iremos ver duas imagens quando olharmos para perto) e, por fim, a miose, que faz com que as pupilas se contraiam para aumentar a profundidade de campo e facilitar o foco para perto.

Assim temos pelo menos 3 grupos de pequenos músculos atuando em conjunto durante a leitura que, como qualquer músculo, entram em fadiga quando usados por muito tempo. Por isso é comum a queixa de pessoas que conseguem ler pela manhã, mas à tarde e a noite não mais conseguem.

Além disso, associa-se o fato de que quando fazemos qualquer atividade que exija mais da nossa concentração ou que chame muito a nossa atenção, há uma redução no número de vezes que piscamos por minuto o que leva a um ressecamento ocular, com piora na qualidade da visão e desconforto.

E tem, também, as substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada, conforme já vimos neste artigo.

Portanto, não é ler um livro que dá sono. O problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente, então, ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Se tiver e quiser controlar os próprios sonhos, então use um aplicativo criado pelo psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire. Ele se chama Dream:ON, roda no sistema iOS e já foi baixado por mais de 500 mil pessoas. Você instala o aplicativo - grátis - no seu iPhone, e tem várias opções de sonho. Depois de escolher, você coloca o iPhone ao lado do travesseiro e dorme. Usando os sensores do telefone, o aplicativo mede seus movimentos na cama - e deduz em qual etapa do sono você está. Quando você entra na fase REM (em que os sonhos acontecem), o app emite sons relacionados à sua escolha. Se você quis sonhar com praia, por exemplo, ele toca barulho de mar. A ideia é induzir o cérebro. Segundo Wiseman, 30% das pessoas que usam o app conseguem controlar seus sonhos. Se quiser experimentar, baixe o aplicativo clicando neste link. Depois, conte para nós se deu mesmo certo.

Porém, se você não quer dormir e pretende colocar a leitura em dia antes de cair no sono (com ou sem o aplicativo acima), aqui vão três boas dicas:

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.



(Fonte: Superinteressante)

A necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) confirma necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil. Estudo constata que, no ano de 2012, um terço dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal. “A ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro”, diz a OIT.

“Considerando o grande desafio de incluir pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, 31,5% dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2012. Em 72% deles a administração pública respondia por mais da metade do emprego formal. Isso quer dizer que, na condição de principais empregadoras do mercado formal nestes municípios, as prefeituras poderiam empreender políticas e ações inclusivas de pessoas com deficiência nos seus quadros funcionais”.

A avaliação divulgada pela OIT tem base no Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente, elaborado a partir de informações do Censo 2010 do IBGE. “Trata-se de uma informação bastante inquietante, mesmo levando-se em conta que em alguns municípios não seja obrigatório o cumprimento da cota para PCD”, ressalta o relatório (acesse aqui).

O estudo afirma ainda que “a ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro, já que na média nacional, no ano de 2012, os vínculos empregatícios ocupados por PCD representavam apenas 0,7% do total”.

Para a OIT, os resultados obtidos confirmam a existência de pessoas com deficiência disponíveis no mercado de trabalho, informação que contraria o argumento apresentado constantemente por empresas e instituições que evitam a contratação de trabalhadores com deficiência. “A Taxa de Desocupação da população com deficiência severa situava-se em 8,7% – o correspondente a 19,5 mil pessoas à procura por trabalho”.

Na avaliação da Organização Internacional do Trabalho, “o estudo desmistifica as teses de que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) desestimula a inserção laboral”, ou seja, recusa a afirmação de que pessoas com deficiência que recebem ajuda financeira do governo federal não têm interesse em um emprego formal.

Outros resultados - No que diz respeito a trabalho decente no Brasil, o estudo da OIT apresenta avaliações sobre outros setores.

Informalidade - Uma das principais revelações do novo Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente é que um esforço concentrado em 24 municípios poderia reduzir significativamente o número de trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade no Brasil. De acordo com os dados, um grupo de apenas 24 municípios com mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade – composto por diversas capitais e grandes centros urbanos – abrigava 6,8 milhões de pessoas ocupadas em trabalhos informais, o correspondente a 20,5% do total nacional (33,2 milhões). É importante destacar ainda que, apesar de terem níveis de formalização maiores, as capitais abrigam um de cada cinco trabalhadores e trabalhadoras informais. Além disso, foi constatado que metade dos municípios com taxa de informalidade acima de 50% eram da região Nordeste.

Também se observou que, ao final de 2013, todos os municípios brasileiros contavam com trabalhadores e trabalhadoras formalizados na condição de Microempreendedor Individual (MEI). Nesta data, um significativo contingente de 3,66 milhões de trabalhadoras e trabalhadores já estava formalizado por intermédio da figura do MEI, o que contribuiu expressivamente para a redução da informalidade laboral. Com efeito, a título apenas de aproximação, este número de ocupados/as formalizados pelo MEI representava 11,0% do total da força de trabalho ocupada em trabalhos informais no país (33,2 milhões) no ano de 2010.

Desocupação - Os menores índices de desocupação entre as capitais foram observados em Curitiba (4,7%) e Florianópolis (4,9%) e os maiores em Salvador (12,9%) e Recife (12,5%). É importante enfatizar que, de um modo geral, a desocupação é maior entre as mulheres e a população negra. Em Salvador, por exemplo, enquanto a taxa de desocupação era de 7,1% entre os homens brancos, ela alcançava 18,0% entre as mulheres negras.

Rendimento - Segundo os dados do Censo 2010, cerca de 75% do rendimento domiciliar no Brasil era proveniente do trabalho, sendo que em 93,4% dos municípios brasileiros o rendimento do trabalho representava mais da metade do rendimento total domiciliar. Isso acontecia até mesmo na região Nordeste – a mais pobre do país e que, consequentemente, conta com um maior volume de transferência de renda oriunda de programas sociais, sobretudo do Bolsa Família – onde o rendimento do trabalho é superior a 50% em 81% dos municípios.

Trabalho doméstico - Vale também destacar um grupo de 68 municípios com percentual de trabalhadoras domésticas com carteira assinada abaixo de 25%, que inclui diversas capitais e municípios de significativo porte populacional das regiões Norte e Nordeste, como Teresina (24,1% de trabalhadores/as domésticos/as com carteira assinada), Macapá (24,5%) e Boa Vista (24,8%), além de Feira de Santana (21,6%) e Vitória da Conquista (19,9%) na Bahia, Petrolina (22,8%) em Pernambuco, Campina Grande (23,2%) na Paraíba, Sobral (9,7%), Juazeiro do Norte(11,7%) e Caucaia (14,2%) no Ceará e Santarém (16,7%) no Pará.

Trabalho forçado - Os dados revelam que, dos 316 municípios brasileiros onde foram flagrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em 2013, 62,3% não possuía programas ou ações de combate ao uso de trabalho forçado.

Trabalho infantil - Das 888,4 mil crianças e adolescentes de 14 ou 15 anos de idade que trabalhavam conforme registrado pelo Censo de 2010, apenas 2,7% fazia isso na condição de aprendiz. Isso significa que o trabalho exercido por 97,3% dos adolescentes dessa faixa etária não era permitido por lei, se enquadrando, portanto, na categoria de trabalho a ser abolido. Além disso, 86,3% dos municípios brasileiros não registravam um aprendiz sequer na faixa etária mencionada no ano de 2010.

Jovens - Um de cada cinco jovens entre 15 e 24 anos de idade no Brasil não trabalhava nem estudava em 2010. Considerando as jovens mulheres, os afazeres domésticos e as responsabilidades associadas à maternidade tem grande relação com isso. Em 2010, 48,3% das mulheres entre 15 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam eram mães.

Educação - Finalmente, com relação ao nível de instrução da população em idade potencial para trabalhar, observou-se que em 81% dos municípios mais da metade da população de 15 anos de idade ou mais não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto.



(Fonte: Estadão)

Para fazer o 'olho suar' de tanta emoção

Quase 20 anos atrás, a visão de Allen Zderad, morador de Minnesota de 68 anos, começou a deteriorar. Diagnosticado com uma doença degenerativa genética visual chamada retinite pigmentosa, seu mal não tem tratamento eficaz ou cura, de acordo com a Clínica Mayo, onde Zderad é paciente.

Após 10 anos, ele havia perdido quase toda a visão e desde então não conseguiu mais enxergar nem sua mulher nem seus dez netos. Zderad disse que só se lembra dos rostos de seus netos mais velhos, mas a maioria deles ele nunca tinha visto.

Segundo o “Mashable”, um ensaio clínico utilizando um sistema chamado Second Sight deu a Zderad a capacidade de ver as formas, distinguir vultos humanos e até mesmo ver o seu próprio reflexo em uma janela. Natural da cidade de Forest Lake, ele foi a 15ª pessoa nos EUA a receber esse dispositivo.

Indagado antes do teste sobre quantos anos não via sua mulher Carmen, com quem é casado há 45 anos, Zderad respondeu que já fazia uns 10 anos, “mas ainda a beijo com meus olhos fechados”, disse rindo.

O nome do dispositivo é “Second Sight Argus II Retinal Prothesis System” e Zderad foi o primeiro paciente ideal para o ensaio clínico, que a Clínica Mayo descreve:

“Trata-se de implante de olho biônico que envia sinais de onda de luz para o nervo ótico, contornando a retina danificada. Um minúsculo chip semelhante a um wafer foi incorporado em seu olho direito, com os fios conectados ao sistema graças a um procedimento cirúrgico em janeiro”.

A operação durou 3 horas e consistiu na inserção de 60 eletrodos na retina do bem humorado paciente.

Duas semanas depois, o resto do dispositivo protético foi montado em uma armação de óculos foi ativado.

— É um olho biônico em todos os sentidos da palavra — disse à emissora de TV “KARE 11” o Dr. Raymond Iezzi Jr., que realizou o procedimento e cujo trabalho de toda vida é o diminuto chip que ele levou décadas para desenvolver, ajudando na engenharia do circuito. — Não é um substituto para o globo ocular, mas funciona interagindo com o olho.

Isto é apenas o início do tratamento, no entanto. A Clínica Mayo disse que mais ajustes são necessários, e que muitas horas de fisioterapia esperam Zderad.

O vídeo abaixo mostra o dispositivo sendo usado por ele pela primeira vez, com Zderad, emocionado, estendendo a mão para sua esposa. Prepare-se para fazer seu olho suar:

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(Fonte: O Globo)

Barba, cabelo, bigode e... Olhos!!??!

Os extras opcionais oferecidos por este barbeiro chinês não irão agradar a todos, certamente.

Acontece que depois de usar a lâmina para raspar os rostos de seus clientes, Liu Deyuan ficará feliz em fazer-lhes uma lavagem rápida e raspá-lo ao longo de seus... globos oculares! É isso mesmo que você leu!

A chamada “limpeza do globo ocular” é um ofício antigo na China, onde há um velho ditado que a limpeza dos olhos torna a beleza na vida visível. A técnica inusitada funciona assim: o barbeiro raspa uma lâmina ao longo do globo ocular de um cliente para limpá-lo. Em seguida, insere uma pequena haste sob as pálpebras superiores e inferiores e a desliza para frente e para trás.

Apesar de esta prática bizarra estar morrendo na China, os clientes ainda podem obter o tratamento tradicional do Sr. Deyuan, que tem oferecido seu trabalho em um parque na cidade de Chengdu, província de Sichuan, durante os últimos sete anos.

O senhor Deyuan irá fornecer um barbear completo – barba, cabelo e bigode – e mais uma limpeza nos olhos pela módica quantia equivalente a R$ 220,00.



(Fonte: Daily Mail)

Um telescópio em um piscar de olhos

Pesquisadores suíços da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e custeados pela DARPA desenvolveram lentes esclerais - um tipo de plástico rígido usado em aplicações médicas específicas – nas quais foram incorporados finos espelhos de alumínio que servem para, basicamente, esconder um telescópio em seus olhos capaz de aproximar qualquer coisa com um simples piscar.

Ou nem tão simples.

As lentes de contato precisam trabalhar junto com um par de óculos que tem lentes de cristal líquido conectadas a um sistema eletrônico. Esse acessório é que realmente faz as coisas mudarem nas lentes. Elas podem alternar entre luzes polarizadas de diferentes ângulos, de modo que a luz adentrará os olhos de forma diferente. Pisque o olho direito e a luz entra do ângulo que fará a lente magnificar. Pisque o olho esquerdo e a luz entra a região normal do olho. Pisque os dois olhos normalmente e nada acontecerá.

Até o momento, as lentes podem ser usadas por apenas trinta minutos por vez, pois o material rígido dela não é permeável o suficiente para oxigenar o olho. Os pesquisadores tentam resolver essa dificuldade para tornar o equipamento viável. Eles já experimentaram, por exemplo, utilizar passagens de 0.1 mm na lente para permitir fluxo de oxigênio, mas a respiração dos olhos tem se provado um enorme desafio.

Ainda não há previsões para comercializar as lentes e os usos previstos para essa tecnologia são basicamente relacionados a pessoas idosas que perderam a visão por algum tipo de doença degenerativa.



(Fonte: EurekAlert)

Cérebro potencializa memória com olhos fechados

Um estudo da Universidade de Surrey e publicado na revista Legal and Criminological Psychology sugere que o cérebro humano pontencializa a capacidade de memória se houver concentração visual e auditiva.

A pesquisa testou a capacidade das pessoas de se lembrar de detalhes de filmes que mostram cenas de crimes falsos. A ideia é ajudar testemunhas a se recordarem de detalhes com mais precisão quando interrogado pela polícia.

Os cientistas testaram 178 participantes em dois experimentos separados. No primeiro, eles pediram aos voluntários para assistir a um filme que mostra um eletricista adentrando em uma propriedade, carregando um grande número de itens roubados.

Os voluntários foram divididos, então, em quatro grupos e tiveram de responder a questionamentos. As perguntas foram feitas duas vezes, com os olhos abertos e fechados. Além disso, elas responderam em dois ambientes: um com harmonia com o entrevistador e outro, sem empatia.

O resultado mostrou que aqueles que conseguiram construir uma harmonia com o entrevistador e responderam com os olhos fechados acertaram mais de 75% das 17 questões corretamente. O índice de acertos cai para 41% quando o voluntário não teve confiança no entrevistador e manteve os olhos abertos.

Já no segundo experimento, desta vez focando na audição, as pessoas tiveram de lembrar detalhes do que ouviam durante uma cena de crime. E mais uma vez, aqueles com olhos fechados e em harmonia com o entrevistador se lembraram de mais detalhes do que os participantes dos grupos.



(Fonte: O Globo)

Visão de robôs inspirada pelos olhos do polvo

Os polvos são animais de capacidade visual relativamente fraca. Entre outras coisas, eles são incapazes de ver um X. Mesmo assim, há quem acredite que esta visão limitada torne os olhos do polvo interessante. É o caso de Albert Titus, professor assistente de Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Nova York, em Buffalo, Estados Unidos.

Ele desenvolveu um chip de silício para tentar imitar os processos visuais do polvo. Albert faz parte de um grupo de pesquisadores que tentam desenvolver tecnologia de imagem digital mais simples e mais limitada e, para isso, procuram inspiração em exemplos bastantes incomuns oferecidos pela natureza.

Até então, a maior parte das pesquisas de sistemas de imagem digital teve por objetivo desenvolver sensores que sejam capazes de rivalizar com a sensibilidade da película fotográfica. Acontece que o processamento de imagem avançado que ofereça grande riqueza de detalhes nem sempre é a melhor opção para uma determinada tarefa. É uma capacidade dispendiosa e consome grande volume de energia, e em muitos casos não é altamente necessária. Um exemplo é que, para um robô ver aonde vai, um sistema de imagem bastante primitivo que seja capaz de detectar as bordas e limites dos objetos pode ser mais que suficiente.

Titus acredita que os olhos dos animais e dos seres humanos, assim como os processos cerebrais a eles vinculados, sejam modelos ideais para a criação de olhos eletrônicos mais simples. Os sistemas biológicos têm a necessidade de conservar energia, porque suas fontes de alimento não são ilimitadas. Também precisam se adaptar a uma série de circunstâncias bastante diferentes.

Antes de tentar imitar um olho natural, Titus designou a seus alunos de pós-graduação a tarefa de vasculhar todos os trabalhos existentes sobre a visão biológica a fim de localizar a retina animal mais adequada.

Ele rapidamente descartou os seres humanos e outros vertebrados, classificando seus sistemas visuais como complexos demais para que sirvam de ponto de partida. As pesquisas sobre o polvo, por outro lado, demonstravam que embora o sistema visual do animal fosse relativamente simples, estava dotado de muitas propriedades que poderiam ser úteis para a criação de robôs simples. Entre outras coisas, os polvos são capazes de distinguir entre linhas horizontais e linhas verticais.

Para criar o olho de polvo eletrônico, Titus se voltou ao chip de retina, uma tecnologia que foi desenvolvida em trabalho pioneiro do Instituto Tecnologia da Califórnia (Caltech). Chips como esses foram criados com a mesma tecnologia de algumas câmeras digitais, apesar do pesquisador afirmar que os chips de retina operam de maneira diferente da tecnologia comum de captação de imagens.

Os sensores comuns criam imagem mapeando fielmente os valores de luz de cada um de seus elementos de imagem, ou pixels. A o-retina, conforme batizada por seu criador, adota uma abordagem mais ampla já que seus pixels se conectam horizontal e verticalmente como as células na retina de um polvo. Os pixels entrelaçados permitem que a o-retina detecte padrões entre as células sem que precise processar a imagem completa do objeto que tem diante de si. Seu software simplesmente determina se uma linha está orientada em sentido vertical ou horizontal. Acontece que, como um polvo de verdade, o sistema tropeça quando confrontado por um X ou outro símbolo horizontalmente espelhado.

Com o tempo, disse Titus, o objetivo de suas pesquisas será desenvolver chips de retina capazes de imitar os sistemas visuais de uma ampla variedade de animais. As propriedades de cada um desses sistemas poderiam por sua vez ser misturadas e combinadas para desenvolver sistemas diversificados de visão artificial, com propriedades ideais para determinadas aplicações

"Animais diferentes oferecem diferentes maneiras de ver o mundo", disse ele.



(Fonte: Portal da Oftalmologia)

Problemas visuais e o Alzheimer

De acordo com um estudo do Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, idosos com problemas visuais deixados sem tratamento são significativamente mais propensos de desenvolver a doença de Alzheimer, forma mais comum de demência.

Os resultados da pesquisa mostraram que idosos portadores de baixa visão, que visitaram um oftalmologista pelo menos uma vez para um exame, tiveram 64 % menos probabilidade de desenvolver demência.

Visão subnormal, ou baixa visão é uma perda severa de visão que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem com óculos convencionais. Também pode ser descrita como qualquer grau de enfraquecimento visual que cause incapacidade funcional e diminua o desempenho visual.

Segundo Maria Rogers, professora e autora do estudo, os problemas visuais podem ter consequências graves e são muito comuns entre os idosos, mas muitos deles não buscam de tratamento. Para ela, os resultados indicam que é importante para idosos com problemas visuais a procura por atendimento médico para que as causas dos problemas possam ser identificadas e tratadas.

O estudo mostrou que os tipos de tratamento da visão que foram úteis na redução do risco de demência foram cirurgia para correção de catarata e tratamentos para o glaucoma, distúrbios da retina do olho e outros problemas relacionados.

A pesquisa foi baseada em inquéritos e informações médicas de 625 pessoas colhidas a partir de 1992 até 2005. Apenas 10 % dos pacientes que desenvolveram demência tinham excelente visão no início do estudo, enquanto 30 % daqueles que mantiveram a cognição normal apresentaram excelente visão no início do estudo.

Para Rogers, muito embora as doenças cardíacas e taxas de morte por câncer estão em declínio, as taxas de mortalidade para a doença de Alzheimer estão aumentando. Então, se nós podemos retardar o aparecimento da demência, podemos salvar pessoas e suas famílias dos problemas associados ao Alzheimer.



(Fonte: isaude.net)

De olho na pista de dança

O que seria das boates sem o raio laser? Há pelo menos 30 anos a técnica é utilizada pela indústria do entretenimento com o intuito de realçar a música, fazendo com que o raio laser se mova pela pista seguindo um programa de computador e utilizando pequenos espelhos. Os raios podem se tornar visíveis no ar quando há fumaça de gelo seco. Tudo muito impactante. Até demais, segundo a Comissão Nacional para Proteção Radiológica da Grã-Bretanha.

Segundo o órgão, os raios usados são suficientemente poderosos para causar lesões oculares graves. Como o custo do equipamento que produz laser caiu bastante, clubes e discotecas pequenas também passaram a utilizá-lo. A comissão afirmou que tais produtos costumam vir com informações de segurança inadequadas e são usados por pessoas que não têm experiência em lidar com lasers com segurança.

Os raios frequentemente são direcionados ao público, no entanto, segundo seus defensores, eles só apresentam riscos à saúde quando projetados diretamente no rosto das pessoas. Mas a comissão alerta que a maioria dos lasers usados para diversão e espetáculos é da Classe 3B ou Classe 4, fortes o suficiente para serem nocivos.

O órgão pretende levantar a questão com o Departamento de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha. John O'Hagan, da comissão, alerta que, se historicamente o equipamento necessário para esses espetáculos era grande, caro e complexo, agora observam-se unidades compactas sendo vendidas a pessoas inexperientes na tecnologia de laser ou, em particular, em segurança de laser.

Não existe no Brasil estudo semelhante ao Britânico, mas é bom ficar de olho.


(Fonte: BBC)

A importância do "teste do olhinho"

Sempre que tratamos de doenças oculares em crianças, mencionamos o teste do olhinho. No entanto, por falta de informação, muitos pais que se preocupam com o teste do pezinho não indagam sobre a visão dos seus bebês, que pode estar sendo ameaçada desde o nascimento por diversas patologias facilmente detectáveis.

Pior: segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), na maioria dos serviços de neonatologia do país, os olhos dos recém-nascidos não são adequadamente examinados. Como resultado, mais de 50% dos recém-nascidos só tem a alteração descoberta quando estão cegos ou quase cegos para o resto da vida.

Foi com o intuito de diminuir esta porcentagem que foi criada nos municípios do Rio de Janeiro e São Paulo, uma lei que exige a realização do “Teste do Reflexo Vermelho” em todos os recém-nascidos, antes da sua alta. Este teste passou a ser conhecido como “Teste do Olhinho”. O Ministério da Saúde recomenda que se faça o teste em todos os bebês recém nascidos, quando tiver mais de 2 dias de vida, mas mesmo assim o exame ainda não é obrigatório em todo o país e, por isso, muitos hospitais não o realizam, cabendo aos pais esta tarefa, recorrendo à clínicas particulares ou oftalmologistas pediátricos. Segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde junho de 2010 o pagamento do “Teste do Olhinho” por todos os planos de saúde é obrigatório.

O teste deve ser realizado nas primeiras 48h de vida da criança e é feito de forma não agressiva ou dolorosa, podendo ser realizado em menos de cinco minutos por qualquer pediatra treinado. O único equipamento necessário é um oftalmoscópio direto que emite um foco de luz sobre o olho do bebê, que causa uma percepção de um reflexo vermelho – daí a origem de seu nome original. Sinais coloridos emitidos permitem o diagnóstico do médico na mesma hora.

As alterações identificadas pelo médico durante o teste são encaminhadas para o oftalmologista. Porém, por funcionar como uma triagem, o teste do olhinho não é específico e não isenta a consulta com o oftalmologista, que deve ser feita até o primeiro ano de vida.



(Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP)

Virando o jogo: remédio para acne pode auxiliar tratamento de doença ocular

Parece reprise, mas não é. Já tratamos aqui, em Saúde Visual, sobre um estudo israelense apontando que alguns medicamentos utilizados para combater a acne crônica estão relacionados a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de problemas oculares, tais como conjuntivite e olhos secos.

Se já é um terror para os jovens de todo mundo, a acne, associada a mais esta notícia, ganha ares de vilã impiedosa. Mas não é bem assim, segundo uma pesquisa realizada na Califórnia, cujos resultados foram publicados na Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo esta pesquisa, um outro medicamento comumente utilizado para o tratamento da acne, a isotretinoína, pode também ajudar a tratar a doença de Stargardt, que tem este nome por ter sido descoberta em 1909 por Karl Stargardt, um oftalmologista de Berlim.

Também conhecida como degeneração macular juvenil, a Stargardt é uma doença hereditária recessiva autossômica incluída no grupo de doenças maculares degenerativas, que consiste na progressiva perda dos cones na fóvea de ambos os olhos, conduzindo a níveis variáveis de perda da visão central.

Na pesquisa, os cientistas injetaram a isotretinoína diariamente em ratos com um defeito genético similar àquele presente na doença de Stargardt. O medicamento foi capaz de suprimir o acúmulo de pigmentos tóxicos que se acredita sejam responsáveis pela progressão da doença.

Pesquisas anteriores já haviam identificado o gene ABCR, causador da doença de Stargardt. O defeito nesse gene desregula o funcionamento da proteína responsável por eliminar dos fotorreceptores da retina um subproduto normal da visão. O acúmulo desse subproduto, conhecido como all-trans-RAL, provoca o aparecimento da lipofuscina, um pigmento tóxico, na camada celular próxima à retina, afetando as células fotorreceptoras e, conseqüentemente, a visão.

Gabriel Travis, professor de oftalmologia e bioquímica na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, como a isotretinoína tem uma reconhecida capacidade de inibir, indiretamente, a formação de all-trans-RAL ela foi a escolhida para o teste e, assim, ela seria parte do tratamento, e não a cura. Por isso os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários antes da liberação da droga para o tratamento da doença de Stargardt.

A isotretinoína, no entanto, traz consigo um longo histórico de controvérsias. O medicamento já foi associado a diversos relatos de depressão e suicídio, embora nenhuma ligação direta tenha sido comprovada até hoje. No Brasil, ela é vendida sob prescrição, estando disponível na forma de medicamento genérico.



(Fonte: Health Scout News)

Spray de espuma: amado por uns, odiado por muitos

Há anos que a história se repete: chega o carnaval e, junto com ele, o temido, debatido e combatido spray de espuma. Uma lei aprovada no ano de 2007 pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro chegou a proibir a venda, mas a Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários (ABAS) conseguiu, naquele mesmo ano, uma liminar emitida pelo Tribunal de Justiça fluminense para suspender a proibição, válida até hoje.

Ainda assim, para este carnaval, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende, novamente, proibir a produção e venda do spray - e em todo o Brasil. A justificativa do autor, deputado Júlio Campos (DEM-MT), é de que os produtos causam problemas de saúde, como irritação à pele e aos olhos. Ele não está enganado.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, Marcus Sáfady, os prejuízos causados pela espuma dos sprays podem ser fatais, levando, nos casos mais graves, à lesões oculares que podem comprometer a visão e que somente são curadas a partir de cirurgias, caso o tratamento não seja adequado.

Segundo Sáfady, a espuma em contato com a mucosa pode lesionar a córnea. “E, se o tratamento não for feito imediatamente com água corrente, (o paciente) pode precisar de um transplante desta córnea comprometida", ressaltou. Mesmo assim, o especialista alerta que se os sintomas de irritação continuarem mesmo cerca de uma hora após a lavagem, o indicado é que se busque um médico.

Ele alerta para o fato de que não há um antídoto para se levar de casa nem algo que se possa adquirir em uma farmácia. Isto inclui, principalmente, o uso dos colírios anestésicos, que ele aponta como os grandes vilões nesta situação. "A automedicação é um problema nosso, do brasileiro, mas que precisamos evitar sempre. Esse tipo de colírio dá uma sensação momentânea de alívio, mas é um dos principais agravantes que podem levar a pessoa a ter que fazer um procedimento cirúrgico", explicou Marcus.

Este tipo de alerta vem tanto dos oftalmologistas quanto da vigilância sanitária e das autoridades públicas. Ou seja, é carnaval, mas nem por isso podemos brincar com a saúde. Em Rio Claro, município do estado de São Paulo, a proibição da venda, armazenamento e uso do produto no município está determinada por lei desde maio de 2006.  Em Recife, a utilização do produto foi proibida por decreto municipal. A decisão foi tomada após ser verificado aumento do número de ocorrências relacionadas com o produto nos postos de saúde da capital pernambucana.

Segundo a ABAS, todos os fabricantes associados a ela vendem produtos fiscalizados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com uma resolução de 2007, que normatiza critérios de segurança à saúde e garante que estes produtos não são prejudiciais. Por outro lado, confirma existir uma necessidade de se combater a produção e venda de espumas ilegais, que não são fiscalizadas pelos órgãos competentes, ainda de acordo com a associação.

Em nome da folia e da saúde, que tal, então, utilizarmos os velhos, tradicionais e bons confetes e serpentinas de papel?

(Fontes: Diário de Pernambuco, O Globo, Anvisa, ABAS, SBO)

Do ponto de luz à janela da alma

Há 500 milhões de anos, nossos olhos eram apenas pequenas cavidades com a habilidade de detectar a direção da luz que chegava a eles. Essa cavidade evoluiu drasticamente, transformando-se nos órgãos complexos que conhecemos hoje. Mas… como isso aconteceu? Um vídeo curtinho do TedEd explica cientificamente (você o encontra ao final desta matéria).

Resumidamente, ao longo do tempo nossos olhos se desenvolveram no sentido de captar mais e melhor a luz e, depois disso, no de melhorar a resolução das imagens formadas na retina. De certa forma, a evolução dos nossos olhos é similar à da fotografia – do início com as câmeras do tipo pinhole, as melhorias na captura da luz e o tratamento da imagem que chega à nossa retina invertida. É um órgão tão complexo que desafiou até mesmo o pai da teoria da evolução; Charles Darwin declarou que a ideia de que os olhos tenham passado pelo processo evolutivo parecia “absurda no mais alto grau possível”.

Apesar da descrença de Darwin, foi exatamente isso o que aconteceu. No início, os “olhos” eram apenas um ponto de luz, um aglomerado de proteínas sensíveis que era ativado quando encontrava luz – e, consequentemente, alimento. O formato côncavo foi o passo seguinte, e ajudava a detectar melhor a direção da luz. Depois disso, a cavidade ocular cresceu e a abertura frontal, diminuiu, gerando o efeito pinhole que aumentou dramaticamente a resolução da visão e diminuiu as distorções.

Depois disso foi a vez da lente, ou da nossa córnea, surgir. A teoria mais aceita, segundo o vídeo, é de que ela evoluiu de uma camada de células transparentes formada na frente dos olhos para prevenir infecções. Ela permitiu que o globo ocular fosse preenchido com fluídos, o que aumentou a sensibilidade à luz. Proteínas cristalinas que se formaram na superfície se provaram úteis para focar a luz em um único ponto na retina. A íris, a parte colorida dos olhos, funciona como o diafragma de uma câmera, controlando a quantidade de luz que entra nos olhos.

Em paralelo, nossos cérebros também evoluíram, especialmente o córtex visual. Da mesma forma que não basta um monitor de altíssima resolução sem uma placa de vídeo decente, essa parte do cérebro melhorou para poder processar as imagens cada vez melhores fornecidas pelos globos oculares.

Depois disso o vídeo, que infelizmente está disponível apenas em inglês, mostra como os olhos variam dentro do reino animal. Dependendo do habitat e das necessidades específicas de cada um, esse fascinante órgão ganhou características adequadas a cada bicho. O que vem a seguir? Ainda é cedo, mas o autor Joshua Harvey prevê que os avanços da ciência permitirão a nós mesmos darmos o próximo passo na evolução dos olhos – e já tem gente pesquisando e entregando resultados nessa área.

Assista ao vídeo e entenda melhor:

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(Fonte: Gizmodo Brasil)

Química promete acabar com visual de 'tiozão'

Saúde Visual já apresentou nesta matéria o melhor tom de cor para óculos de sol esportivo – algo que depende das condições ambientais e da iluminação que estiver fazendo durante a prática desportiva, qualquer que seja ela. Neste caso, estamos falando dos abençoados com visão perfeita.

Existem aquele, porém, que usam óculos de grau e somente estes sabem a tortura que é usar óculos escuros... com grau! Existem opções, é claro, como colocar um óculos de sol sobre os óculos de grau (algo que, esteticamente, não é lá muito bonito, mas quem nunca?) ou mandar fazer óculos escuros com grau (algo que pesa no bolso), ou, ainda, usar lentes fotossensíveis – como a Transitions ou Transistor. Neste momento, muita gente bateu na madeira e soltou um “Deus me livre”, por considerar que essas lentes parecem coisa de tiozão. Graças à química, porém, esta realidade pode mudar – e para melhor!

O grande problema das lentes fotossensíveis é elas funcionam bem até demais. A tinta das lentes muda de cor quase que automaticamente, deixando-as num tom de marrom meio feioso mesmo quando você está em ambientes internos. Então os cientistas resolveram que ter controle sobre essa mudança poderia ser interessante.

Um recente estudo da Associação Americana de Química descreve lentes com tons controláveis por um botão. Os químicos colocaram nas lentes polímeros eletrocrômicos, que são basicamente polímeros que mudam de cor ao receber uma pequena descarga elétrica. Eles já são usados em vidros de janelas e aparelhos que mudam de cor e podem ser combinados para criar qualquer tonalidade.

Os químicos responsáveis pelo estudo criaram quatro tons diferentes, correspondentes aos encontrados nos óculos de sol disponíveis no mercado (experimentos passados com os polímetros eletrocrômicos conseguiam apenas tons azulados, que não eram muito melhores que as cores das Transitions). Com isso, as lentes podem mudar de completamente transparentes para o tom desejado em poucos segundos, e quando o dono delas desejar.

Mas ainda existem alguns desafios, como, por exemplo, controlar a voltagem sem a necessidade de um aparelho grande e volumoso. De qualquer forma, é bom saber que tem gente pensando nas pessoas que precisam de grau em seus óculos escuros, mas não querem usar aquelas lentes amarronzadas de tiozão.



(Fonte: ACS Applied Materials and Interfaces)

iSee4, o "massageador de olhos"

Já apresentamos neste artigo o Eye Slack Haruka, massageador de olhos japonês que promete eliminar as antiestéticas bolsas nas pálpebras e, de quebra, prevenir contra a flacidez facial.

Ok, mas que tal um aparelho para massagear os olhos?

É o que promete o iSee4, aparelho fabricado pela Breo, uma empresa especialista em massageadores. O que ele faz é pressionar pontos de estresse ao redor dos globos oculares e aliviar problemas de circulação, cansaço e até mesmo sinusite e dores de cabeça.

O produto é bem leve e portátil e funciona com uma bateria recarregável e pode ser dobrado para facilitar o transporte.

Por mais estranho que o aparelho pareça, o iSee4 não machuca os olhos com a pressão e a sensação de relaxamento é evidente após alguns minutos com o produto, segundo testes iniciais.

O iSee4 pode ser comprado pela internet. No site oficial ele custa US$ 199. Esse não é o único tipo de massageador comercializado pela Breo. No site oficial eles trazem uma linha completa de massageadores, incluindo produtos para o pescoço e muito mais.


(Fonte: Tecmundo)

O futuro dos óculos cada vez mais presente

Sempre antenado com as novidades no ramo óptico, Saúde Visual já apresentou algumas propostas para o futuro dos óculos e para os óculos do futuro. No primeiro caso, cientistas da Universidade de Washington trabalham no aperfeiçoamento de um sistema que pode produzir imagens brilhantes e realistas, através da computação ubíqua, que pretende movimentar imagens através do movimento dos olhos, conforme mostramos neste artigo.

Já os óculos do futuro vem de Madrid, Espanha, e utiliza um sistema de algoritmos que determina a distância e o contorno dos objetos, de acordo com esta matéria. Também já apresentamos aqui o Social Video Electric Eyewear é um óculos de sol elétrico, projetado pela empresa estadunidense Vergence Labs, que você pode conhecer melhor através deste vídeo:

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Mas, como o futuro não pára de chegar, eis que voltamos ao assunto, mais uma vez – e, certamente, não será a última. Afinal, tais invenções significam inclusão para os deficientes e, também, novas oportunidades para os profissionais do ramo óptico.

As redes sociais estão cada vez mais fortes e atuantes, com efeitos reconhecidos não apenas na comunicação pessoal, mas, inclusive, nos negócios em todo o mundo. No verão passado, uma empresa chamada Zioneyez apresentou-se como a primeira a lançar uma nova revolução na tecnologia das mídias sociais. Trata-se do EyeZ, um óculos com um gravador de vídeo que registra o que a pessoa quer, armazena em um chip com 8GB de memória e, em seguida, transfere o conteúdo via Wifi ou Bluetooth para um computador. Também pode enviar para a maioria dos iPhones ou Androids, o que deixa claro que tais conteúdos podem ser transferidos para a rede social. O desafio tem sido, justamente, o de incorporar o vídeo nestas mídias.

Porém, se os vídeos ainda representam um desafio, o mesmo não acontece com as fotografias. O designer alemão Markus Gerke criou o Instaglasses, óculos que permite captar as imagens pelas lentes, feito máquina fotográfica, e postá-las automaticamente no Facebook. Com apenas um toque na haste, o usuário tem um menu à disposição, que possibilita a utilização de alguns recursos para deixar as fotos ainda mais ousadas e divertidas.

E ainda tem o protótipo do Google, que utiliza recursos hi-tech, o "Google Glasses (Project Glass)". Trata-se de um óculos com realidade aumentada, que é capaz de transmitir dados em tempo real para o usuário, através de comando de voz. Além de realizar chamadas telefônicas, o equipamento tem funções multimídia, como fotos, vídeos, video-chat, localização via GPS e ainda mede a temperatura.

Um dos idealizadores deste projeto é Babak Parvis, um especialista em bio-nanotecnologia da Universidade de Washington, que já havia desenvolvido lentes de contato com componentes eletrônicos embutidos. Conheça melhor esta maravilha tecnológica através deste vídeo.

Sim, o futuro chega a cada dia, mas precisa de tempo para se posicionar no mercado. Todos os óculos aqui apresentados ainda estão em fase de testes, sem previsão para comercialização.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Lavar as mãos ajuda no combate ao absenteísmo

A Previdência Social divulgou números comprovando que a incidência de traumas oculares no ambiente de trabalho aumentou, enquanto outros tipos de acidentes laborais tiveram queda, conforme já tratamos neste artigo. Acidentes de trabalho causam altos índices de absenteísmo, termo usado para designar a frequência ou duração de tempo de trabalho perdido. Ou seja, constitui a soma dos períodos em que os funcionários se encontram ausentes do local de trabalho.

Existem diversas ações efetivas que podem contribuir para reduzir os índices de absenteísmo e mantê-los sob controle, desde a radical mudança de trabalho até a simples lavagem das mãos. Isso mesmo: segundo pesquisas de uma empresa estadunidense, líder mundial no cuidado profissional da pele, houve uma redução de 21% no absenteísmo no grupo de trabalhadores que higienizava as mãos mais vezes por dia, comparado ao grupo de trabalhadores que não higienizava as mãos frequentemente. O grupo que higienizava as mãos com frequência utilizava um antisséptico instantâneo de mãos, disponível em suas mesas de trabalho.

Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, cuja função é proteger o organismo contra as agressões dos agentes externos presentes no ambiente, é muito importante que ela esteja saudável, ou seja, limpa e hidratada. Ao entrar em contato com sujidades pesadas como graxas, óleos, tintas entre outras, é imprescindível a correta higienização e proteção da pele, além da conscientização que uma pele danificada aumenta a chance de doenças ocupacionais, como dermatoses.

Não há nada mais desagradável para uma pessoa do que conviver em um ambiente que não tenha as mínimas condições de limpeza. É notório que um local que oferece higiene, evita que as pessoas adquiram alguns problemas de saúde como viroses, dermatites, comprometimento das vias respiratórias, entre outros. Alguns profissionais administrativos, de alimentação, hoteleiros entre outros, a higienização das mãos é de suma importância para o controle da transmissão dos germes mais comuns que podem causar desde um simples resfriado até doenças mais graves. Em ambientes hospitalares a higienização das mãos é ainda mais importante para se controlar a transmissão dos germes pelas mãos evitando-se as infecções hospitalares.

A Organização Panamericana de Saúde acredita que mais de 80% da transmissão de doenças ocorrem através do contato das mãos, por isso, elas devem estar sempre limpas e saudáveis diminuindo os casos de absenteísmo que, além de afetar o lucro e a produção das empresas, também gera horas extras, atrasos nos prazos, clientes descontentes e aumento da atividade dos outros funcionários que tem de dar a cobertura para o colega ausente.



(Fonte: Ato Z Comunicação)

Retinoblastoma, o branco reflexo do câncer

Não é fácil escrever/ler artigos sobre doenças em crianças. Principalmente quando a doença em questão é o câncer e a criança é ainda um bebê. Porém, dentro da proposta de informar e divulgar assuntos relacionados à visão, o Saúde Visual não poderia deixar de falar sobre o retinoblastoma, tumor maligno que pode aparecer em crianças com idade inferior a cinco anos.

A doença pode ser congênita ou manifestar-se nos primeiros anos de vida das crianças e afetar os dois olhos ou apenas um deles. Da mesma forma que acontece nos casos de catarata e no glaucoma congênitos, o sinal característico do retinoblastoma é a leucocoria, ou seja, um reflexo branco semelhante ao do olho do gato, quando um feixe de luz artificial ou de um flash incide através da pupila. Nos olhos saudáveis, esse reflexo é sempre vermelho.

Quando o tumor está presente no bebê, tira-se uma fotografia do rosto dele e observa-se um brilho branco na pupila, causado pelo reflexo da luz na parte posterior do olho. Segundo Ashwin Reddy, cirurgião ocular infantil do Royal London Hospital, na Inglaterra, “detectar o reflexo branco ou brilho branco no olho pode fazer uma diferença vital porque, assim, o tumor não vai estar tão evoluído”.

Portanto, o diagnóstico precoce do retinoblastoma é pré-requisito básico para o sucesso do tratamento. Este diagnóstico pode ser realizado pelo neonatologista ainda na maternidade, ou nos exames de rotina pelo oftalmologista nos primeiros anos de vida da criança, utilizando o Teste do Reflexo Vermelho. Percebendo qualquer alteração nos olhos do bebê, os pais devem levá-lo ao oftalmologista.

O tratamento do retinoblastoma é multidisciplinar e estabelecido de acordo com o tamanho, a localização do tumor e se está circunscrito ou disseminado. Exige quimioterapia e terapia a laser, mas novos medicamentos estão sendo estudados. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o retinoblastoma é uma doença curável e 98% dos bebês que são tratados sobrevivem. Porém, quando não se percebe a doença cedo, é grande o risco de precisar recorrer à enucleação, isto é, a retirada cirúrgica do globo ocular - 80% dos que têm retinoblastoma terminam nesta situação, infelizmente.



(Fonte: Folha de São Paulo)

As férias acabaram. Fique de olho nas crianças!

As férias acabaram para a maioria dos estudantes no Brasil. Como o calendário escolar difere entre as regiões brasileiras, alguns ainda tem mais uns dias para curtir, mas também logo retornarão às atividades escolares.

De qualquer maneira, a volta às aulas é um momento adequado para se avaliar a saúde dos olhos. Em alguns casos, crianças que apresentam alguma condição visual, o rendimento escolar pode ser comprometido. O Saúde Visual, inclusive, já publicou esta matéria sobre evasão escolar ligada a problemas de visão.

Claro que a observação atenta dos pais sobre possíveis problemas oculares nos filhos deve ser feita o ano inteiro, mas o período de aulas favorece a compreensão de alguns sintomas característicos, principalmente no período até os 4 anos de idade, quando a visão vai se desenvolvendo progressivamente. Para especialistas, é primordial, durante esse período, que os pais redobrem a atenção para alguns sintomas como dificuldade de concentração, compreensão e atenção, queixas de visão dupla e embaçada, se apontam para as palavras enquanto lêem, se evitam tarefas de perto, se esfregam os olhos, etc.

Segundo o Instituto Varilux da Visão, cerca de 20% das crianças em idade escolar precisam usar óculos de grau, entretanto 80% nunca fizeram exames. E embora 95% dos pais reconheçam que é importante que seus filhos façam um exame oftalmológico anual, menos da metade realmente coloca isso em prática.

Já publicamos algumas dicas detalhadas sobre o comportamento da criança neste artigo, o que não dispensa, jamais, um exame oftalmológico que avalia o olho de forma geral, passando não somente por deficiências como astigmatismo, hipermetropia e miopia, mas também em relação a problemas da musculatura do olho que pode causar pequenos desvios. Por isso, é importantíssimo o cuidado coma visão infantil e visitas regulares ao oftalmologista - para que possam ser detectados e evitados problemas que venham prejudicar o desenvolvimento escolar.

Dentre os problemas mais recorrentes, temos a criança míope que vai normalmente ter o habito de aproximar os objetos e se aproximar da televisão. Uma criança hipermetrope terá dificuldades de leitura e, provavelmente, terá queixas de cansaço ocular e dor de cabeça ao fim do dia. Em alguns casos, quando o problema não é diagnosticado precocemente, pode surgir a ambliopia, que é o desenvolvimento insuficiente de um dos olhos. Nesta situação, o olho de melhor visão se desenvolve, enquanto que o outro olho não consegue o mesmo.

O tratamento é feito através da oclusão do olho de melhor visão, através de um tampão, para que o olho mais “preguiçoso” seja forçado a se desenvolver e melhorar a sua acuidade visual.

Assim, caso as crianças precisem de óculos ou tampões, cabe aos pais estimular o uso, sem preconceitos, alertando aos filhos que pode se tratar de uma medida temporária e que, por sua vez, vai impedir o comprometimento do rendimento escolar e até uma possível evasão.



(Fontes: Portal Mães & Filhos e Instituto Varilux da Visão)

Óculos de sol: certificados vão garantir qualidade

Apesar de Saúde Visual já ter feito matérias como esta, mostrando que usar óculos escuros é bom mesmo em outras épocas do ano, as pessoas ainda relacionam o uso de óculos protetor solar ao verão. E apesar de vivermos em um país tropical e de comprovadamente já sabermos que os raios solares são nocivos em qualquer época do ano, é no verão que todos se preocupam com os olhos e em usar uns óculos solares.

Mas o conforto pode acabar causando danos à visão, se a lente não oferecer proteção adequada contra raios ultravioleta UVA e UVB. O risco é grande, dizem especialistas, principalmente se o produto for comprado no comércio informal.

Mas agora o consumidor poderá identificar quais produtos ópticos (óculos convencionais e de sol e lentes de contato) são seguros, já que eles vão ganhar certificação, ainda este ano, conta o diretor-presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. No caso dos óculos de sol, serão certificados os que atenderem aos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

— A certificação determina exigências mínimas, e focamos em três pontos importantes para defini-la: se a lente filtra os raios ultravioleta, e se essa proteção dura, no mínimo, 50 horas; se a lente tem bom desempenho no espalhamento da luz (se não tiver, a nitidez da visão será comprometida); e se o filtro é da cor adequada. Neste último caso, será indicado se a lente pode ser usada para conduzir veículo ou andar pelas ruas — explica Ambra Nobre, secretária técnica do Comitê Brasileiro de Óptica e Instrumentos Ópticos da ABNT, formado por representantes de lojistas, fabricantes e sociedade civil.

A certificação, uma iniciativa da Abióptica em parceria com a ABNT, vai possibilitar que o consumidor exija seus direitos:

— Se a empresa incluir no manual da lente que esta tem proteção, mas o cliente tiver algum problema no uso ou constatar que não existe essa barreira, ele poderá acionar o fabricante — observa Bento Alcoforado.

Segundo a ABNT, o programa já está pronto e aprovado, mas só deve entrar em vigor no início do segundo semestre, porque ainda faltam alguns detalhes.

— Até a certificação, recomendamos que o cidadão não compre óculos em um lugar qualquer, mas que procure uma loja conhecida, estabelecida, que não se arriscaria a vender produtos sem essas qualificações — aconselha o diretor-presidente da Abióptica.

Por ora, a certificação será voluntária:

— No primeiro momento, a norma vai servir de referência para que o mercado se adapte. Para que se torne compulsório, depende do Inmetro — ressalta Ambra.

Contudo, o Inmetro informou que, no momento, não trabalha na regulamentação do setor. A respeito de tornar obrigatório o programa da Abióptica e da ABNT, Paulo Coscarelli, assessor da diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, diz que seria necessário realizar uma análise mais atenta do tema:

— Achamos importante a iniciativa de autorregulamentação. Mas teríamos que fazer um estudo para identificar se, de fato, existe um problema no setor e, a partir disso, avaliar se uma medida regulatória iria saná-lo.

Mesmo antes da certificação, o consumidor vai ter uma mãozinha na hora de comprar óculos escuros: a partir de fevereiro, os produtos ópticos que se enquadrarem na autorregulamentação — cuja adesão é voluntária — vão receber uma etiqueta holográfica que funcionará como certificado e permitirá identificar e rastrear a origem do item, garante Alcoforado.

As consequências do uso de lentes sem proteção adequadas são muitas.

— Os danos surgem no longo prazo. Entre eles estão o surgimento de catarata, o pterígio, que é uma espécie de membrana que se forma no canto dos olhos. Há o risco de tumoração da conjuntiva e de doença macular — lista o oftalmologista Luiz Carlos Portes, membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

O mal é causado porque as lentes interferem na dinâmica da pupila que, naturalmente, se contrai sob luz intensa como forma de proteção.

— A lente escura faz com que a pupila se dilate, e a radiação prejudicial penetra muito mais — esclarece Portes.

A questão é que não é possível definir, a olho nu, se os óculos protegem contra os raios ultravioleta ou não. Para isso, é necessário um teste específico em um aparelho de nome complicado: espectrofotômetro de transmitância luminosa de raios UVA e UVB, explica Ambra Nobre.

— Esses aparelhos não são portáteis a ponto de serem colocados nas óticas à disposição dos consumidores. Há um similar menor, mas ainda está em testes — diz Ambra.

Ela faz uma ressalva a respeito dos equipamentos instalados nas óticas e que mediriam a proteção das lentes:

— Os que eu já vi em óticas medem apenas quanto o produto bloqueou a luz e não o quanto filtrou dos raios UVA e UVB. Uma régua escolar transparente tem bloqueio pequeno, mas se colocarmos a mão, por exemplo, o aparelho vai acusar um bloqueio grande — esclarece.

Outro aspecto importante a checar é a curvatura das lentes, sublinha Leandro Salviano, técnico da Proteste — Associação de Consumidores:

— A pessoa pode aproximar a lente dos olhos e mexer os óculos suavemente para cima e para baixo e depois de um lado para o outro. Se nesse processo a imagem distorcer, é porque a lente não foi fabricada com a curvatura adequada, o que pode comprometer a visão — explica.

E a proteção deve ter uma resistência mínima:

— Pela norma da ABNT, ela tem que resistir, em laboratório, a uma aplicação de raios UVA e UVB de intensidade permanente por 50 horas. Mas isso equivale a uma exposição muito maior ao sol, já que se trata de uma exposição intensa e contínua — destaca Alcoforado, da Abióptica.

De acordo com a secretária técnica do comitê da ABNT, ainda não há consenso sobre qual o tempo equivalente a essas 50 horas em laboratório. Por isso, informações sobre a validade do filtro não farão parte da certificação no primeiro instante.

— O uso vai degradando a proteção, e esse processo acontece num ritmo para quem usa o óculos, por exemplo, só no trajeto de casa para o trabalho enquanto dirige, e em outro para quem usa sempre na praia, por longos períodos. Mas recomendamos que os óculos de sol sejam trocados uma vez por ano — orienta.

Ao chegar ao ponto de venda, não é preciso optar pela marca mais cara para conseguir proteção, revelou um teste da Proteste:

— Fizemos um teste, em 2011, com marcas de preços variados, e todos os óculos de fabricantes conhecidos vendidos em ótica ofereceram proteção. Já os comprados no mercado informal tiveram resultado desastroso: não protegiam, e a qualidade era muito inferior— alerta Salviano.

Os óculos viraram, inegavelmente, um item de estilo e os modelos mais procurados variam de acordo com a moda. Contudo, a escolha deve levar em conta mais do que a aparência.

— Além de optar por uma lente de boa qualidade, a pessoa deve escolher óculos maiores, que cubram toda a área dos olhos — recomenda Portes, membro do conselho consultivo da SBO.

E até as hastes dos óculos devem ser consideradas na hora da compra, orienta o oftalmologista:

— As hastes mais grossas oferecem um bloqueio contra a luminosidade que passa pela lateral do rosto e não é filtrada pela lente.

Engana-se quem pensa que os óculos escuros só devem ser usados em dias de sol.

— Em um dia nublado, a intensidade da radiação é a mesma. Assim como dermatologistas mandam passar o protetor solar todos os dias, é necessário usar sempre os óculos durante atividades externas. As lentes podem até não ser escuras, desde que tenham o filtro necessário — conclui Portes.



(Fonte: O Globo)

Nem precisa de título, de tão lindo

Viver sem enxergar o mundo é um fardo que muitas pessoas carregam por toda sua existência, mas uma mulher canadense chamada Kath Beitz, de 29 anos, teve a chance de ver um dos momentos mais importantes de sua vida mesmo sendo cega. Usando um par de óculos especial chamado eSight, ela pôde ver seu filho recém-nascido enquanto o segurava.

Apesar de cega desde criança, quando desenvolveu uma doença chamada degeneração macular, normalmente associada a pessoas idosas, ela tem um pouco de visão periférica e, por isso, os ósculos funcionaram anulando o seu problema de visão.

Câmeras na frente do eSight capturam vídeo em tempo real e replicam o conteúdo para telas especiais voltadas às partes dos olhos que ainda conseguem enxergar.

A empresa que fabrica os óculos usados por Beitz cobra US$ 15 mil pelo equipamento e, para adquirir um deles, uma campanha online está arrecadando dinheiro para ela. Estima-se que na América do Norte, 140 indivíduos utilizem o equipamento para resolver problemas causados pela degeneração macular e outros problemas similares.

Assista abaixo o vídeo com este momento emocionante:

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(Fontes: Daily Mail, via James Gordon e YouTube, via Yvonne Felix)

Sobre a cor dos olhos dos bebês

A melanina é uma proteína responsável pela cor da pele, dos olhos, dos pelos humanos, mas que atua também em outros animais. As melaninas de coloração marrom a negra são designadas como eumelanina. Já os pigmentos de coloração amarela ou avermelhada são denominados feomelaninas.

As íris contendo uma grande quantidade de melanina aparecem em preto ou marrom. As com menos melanina produzem as cores verde, cinza ou castanhos. Olhos azuis contêm pequenas quantidades de melanina. As pessoas albinas não tem melanina em suas íris, o que faz com que seus olhos aparentem uma cor rosa devido ao reflexo dos vasos sanguíneos na parte posterior do olho.

É por isso que todos os bebês nascem mesmo com olhinhos azuis - porque só passam a produzir o pigmento fora da barriga da mãe. Eles continuam a produzir mais melanina depois que nascem, o que faz com que os olhos mudem gradualmente até chegar à sua cor permanente. A cor dos olhos permanente dependente da quantidade de pigmento que a íris produz Esta quantidade de pigmento gerado dependente, por sua vez, dos genes herdados.

Daí, tentar acertar a cor dos olhos do bebê, calculando os genes recessivos e dominantes, nunca trará certeza absoluta aos pais ansiosos. Pensando em aliviar a tensão desses que se corroem de dúvidas, o Museu de Tecnologia da Califórnia criou um aplicativo que avalia a chance de o pimpolho ter os olhos azuis, verdes ou castanhos. O teste está no site do museu, em inglês.

Mas o Saúde Visual simplifica para quem não sabe falar a língua inglesa. Basta selecionar a cor dos olhos dos pais e dos avós do bebê, inclusive com detalhes - no caso de um castanho esverdeado, por exemplo. Depois, basta clicar em ‘calculate’ e se tem o percentual da incidência, tudo cientificamente calibrado.

Só não vale acreditar piamente no resultado, já que podem acontecer variações, principalmente porque há muito mais que apenas três cores possíveis para olhos. Mesmo assim, a brincadeira para os casais grávidos é divertidíssima e alivia a ansiedade.



(Fonte: The Optical Vision Site)

O perigo para os olhos do uso incorreto de Botox

Botulismo é uma forma de envenenamento alimentar que ocorre quando alguém come algo que contenha a neurotoxina produzida pela bactéria clostridium botulinum, dentre elas, a toxina botulínica A que, nos casos de paralisia provocada pelo botulismo, afeta a proteína SNAP-25, essencial para a liberação da acetilcolina, neurotransmissor responsável pelo acionamento das contrações musculares. Basicamente, as toxinas botulínicas bloqueiam os sinais que normalmente diriam aos seus músculos para contraírem.

Se você não pulou o primeiro parágrafo, um nome lhe chamou a atenção: toxina botulínica A. Isso porque ela ficou conhecida, no mundo inteiro, pelo nome Botox®, sua marca registrada.

Agora você certamente está imaginando por que alguém desejaria injetar a toxina botulínica em seu corpo. A resposta é simples: se uma área do corpo não pode se mover, ela não pode enrugar.

Um grande número de pessoas está recebendo injeções de botox para ganhar uma aparência mais jovem. Apesar de ser usado desta maneira há anos, o Botox só foi aprovado pela Administração Americana de Remédios e Alimentos (FDA) para uso cosmético em abril de 2002. Antes disso, tinha sido aprovado para o tratamento de várias situações médicas em 1989.

Acontece que a aplicação inadequada de Botox pode não apenas eliminar as rugas mas também impedir o paciente de fechar os olhos. Como consequência direta, surge, ou é agravado, o distúrbio do olho seco, que causa desconfortos como ardor, presença de muco, coceira, vermelhidão e sensação de corpo estranho na vista.

Para evitar este tipo de problema, o ideal seria que as pessoas procurassem por um oftalmologista antes mesmo de consultar os profissionais das áreas de medicina estética, dermatológica ou de cirurgia plástica.

No ano de 1998, uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles (EUA), por André Borba, coordenador do Ambulatório de Cirurgia Plástica Ocular, Órbita e Vias Lacrimais do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que “os problemas de olho seco e de olho caído atingem até 30% dos pacientes que aplicam Botox regularmente”. Foram entrevistados 200 pacientes, dos quais 75% eram mulheres.

Carlos Alberto José, diretor de marketing do laboratório Allergan, que detém a marca Botox no Brasil, afirma não ter conhecimento de pesquisas feitas aqui sobre o assunto. “Desde que foi aprovado para o uso estético no país, em 2000, não há relatos de pacientes ou de médicos sobre problemas oftalmológicos ligados ao Botox”, afirmou ele ao jornal Folha de São Paulo.

Para corrigir pequenas rugas, a toxina botulínica paralisa a musculatura responsável pelo fechamento das pálpebras por seis meses. E é esse o tempo em que o paciente afetado terá que conviver com os defeitos estéticos da má aplicação, como a aparência do olho caído ou a abertura de dois milímetros em cada olho.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Os lindos olhos animais, também de pertinho

Já apresentamos aqui o trabalho do fotógrafo armênio Suren Manvelyan que fez fotografias extremamente próximas e, no mínimo, impressionantes dos olhos humanos. O resultado pode ser conferido no site de Suren, com o tema “seus belos olhos”.

Agora, Saúde Visual traz a outra parte deste incrível trabalho, só que com olhos de animais. Tente adivinhar a qual animal cada olho pertence e passe o mouse sobre as fotos para saber se você acertou.

 

Para conhecer este belíssimo trabalho completo, acesse o site do fotógrafo clicando aqui

Cientistas espanhóis apresentam o óculos do futuro

Quem não lembra do filme “O exterminador do futuro”, que alavancou a carreira de Arnold Schawrzenegger para o mundo no papel de um andróide que vinha do futuro com a missão de eliminar a mãe do homem que venceria as máquinas? A visão do andróide matador funcionava com um sistema de algoritmos que determinava a distância e o contorno dos objetos.

Agora, cientistas da Universidade Carlos III, de Madri, Espanha, desenvolveram um par de óculos ultrassônico que utiliza um sistema parecido: ele detecta objetos e pessoas que se deslocam dentro do campo visual, algo que muitos com patologias visuais não conseguem enxergar devido a problemas de contraste. Depois, comunica as informações ao usuário em tempo real através de duas telas presentes nos óculos, destacando a silhueta dos elementos em cena e variando as cores de acordo com sua distância.

O dispositivo pretende auxiliar deficientes visuais na locomoção tornando seus trajetos mais seguros. O protótipo foi desenvolvido utilizando um dispositivo HMD (Head Mounted Display), um capacete de realidade virtual que inclui duas câmeras ligadas a um computador onde são processadas todas as imagens recebidas.

Esse dispositivo comunica as informações ao usuário em tempo real por meio de duas telas presentes nos óculos, destacando a silhueta dos elementos em cena e variando as cores de acordo com sua distância.

Os óculos serão testados em uma quantidade significativa de pacientes, e os resultados finais serão apresentados no final deste ano. O objetivo é melhorar a ergonomia dos óculos, para que os usuários não sintam nenhum incômodo em usar o dispositivo, que será portátil e caberá no bolso.

Hasta la vista, baby!



(Fonte: Tec Mundo)

Seus lindos olhos. Bem de pertinho

O fotógrafo armênio Suren Manvelyan fez fotografias extremamente próximas dos olhos humanos que são, no mínimo, impressionantes. Ele colocou o resultado em seu site com o tema “seus belos olhos”. O trocadilho se justifica: sempre elogiamos os olhos de alguém e, com estas fotos, podemos notar que os olhos apresentam, de fato, uma beleza ímpar. Confira abaixo alguma destas fotos:

 

 

Para conhecer este belíssimo trabalho completo, acesse o site do fotógrafo clicando aqui

Ainda as dores de cabeça e os problemas oculares

Na seção “Mitos & Verdades” mostramos que dor de cabeça forte pode significar um desvio ocular. Para entender melhor esta questão, é preciso ficar atento ao fato de que a origem da dor de cabeça pode estar nos olhos quando vem acompanhada de uma diminuição percebida da visão, sombras no campo visual e, externamente, deixa transparecer olhos vermelhos, coceira e vermelhidão das margens palpebrais. Assim como lacrimejamento, edema, fadiga ocular ao final do dia, que são sinais e sintomas de um quadro também chamado astenopia.

Erros de refração, do tipo que exige correção, como a miopia, astigmatismo e especialmente a hipermetropia, bem como a vista cansada são recordistas entre os causadores de dor de cabeça. Isso porque os míopes e os astigmatas não corrigidos ou insuficientemente corrigidos, num esforço para melhorar a visão, naturalmente, contraem os músculos orbiculares - aqueles que contornam a órbita ocular, apertando automaticamente as pálpebras, com o objetivo de alcançar maior nitidez das imagens.

A hipermetropia exige um esforço acomodativo dos músculos intrínsecos do olho na tentativa de focar os objetos de longe ou de perto. Já na presbiopia, ou vista cansada, ocorre apenas o esforço para focar os objetos de perto. Entende-se que esses esforços musculares, por tempo prolongado, causem fadiga e cefaléia (ou dor de cabeça), ao final de algumas horas de leitura ou trabalho no computador.

Além das dores de cabeça, tais esforços podem desencadear lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e prurido das margens palpebrais, o que, com o passar do tempo, levam ao desenvolvimento da blefarite (caspas entre os cílios). Essa inflamação das margens palpebrais, associada ao conjunto de sinais e sintomas que se somam à dor de cabeça é conhecida como astenopia.

Outras doenças oculares que também podem causar dor de cabeça são a retinopatias e o glaucoma agudo. A primeira é mair frequentemente associada a diabetes, hipertensão arterial e infecções que, quando acometem a região da retina responsável pela visão central, desencadeia grande queda da acuidade visual. Quando acometem a retina periférica, podem surgir manchas no campo visual, também perturbando a visão. Quanto ao glaucoma agudo, devido ao aumento da pressão intraocular, a dor se torna tão insuportável e resistente aos analgésicos que o paciente, inevitavelmente, sente-se obrigado a buscar um especialista.

Claro que não se deve perder tempo e é sempre recomendável uma consulta com um oftalmologista. O médico, constatando que a dor de cabeça advém realmente de problemas na vista, irá fazer a correta prescrição de óculos, lentes de contato ou, ainda, indicará uma cirurgia refrativa, que oferece diferentes e avançadas alternativas de técnicas, que vão desde as correções a laser, LASIK e PRK, até o implante de lentes intracorneanas.



(Fonte: ATF Comunicação)

Magnetismo volta ao centro das atenções

As observações de fenômenos magnéticos naturais são muito antigas. Entre elas relatam-se com frequência as realizadas pelos gregos em uma região da Ásia conhecida por Magnésia, embora haja indícios de que os chineses já conheciam o fenômeno há muito mais tempo: no início da era cristã os adivinhos chineses já utilizavam um precursor da bússola, uma colher feita de magnetita que, colocada em equilíbrio sobre um ponto de apoio central, podia mover-se livremente.

No campo da medicina, o trabalho clínico empregando o magnetismo iniciou-se por volta de 1766 com o médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815), que acabou sendo vítima de calúnias e difamações, apesar de ter usado o método experimental em suas pesquisas.

Eis que o magnetismo volta às manchetes agora, através do trabalho de cientistas franceses que usaram uma técnica chamada estimulação magnética transcraniana para melhorar a visão de pessoas saudáveis.

Segundo os pesquisadores, depois da estimulação magnética de uma área no hemisfério direito do cérebro, envolvida na percepção e na orientação espacial, os voluntários apresentaram uma maior capacidade de detectar alvos que apareciam em uma tela de computador.

Antoni Valero-Cabré e seus colegas do instituto CNRS descobriram uma área do cérebro que dá bons resultados no aprimoramento da visão: o campo visual frontal. A região não é propriamente a área primária da visão, mas ela participa no planejamento dos movimentos oculares e na orientação da atenção que damos ao espaço visual. Usando pulsos magnéticos com duração entre 80 e 140 milissegundos, a sensibilidade visual dos participantes melhorou em até 12%.

Esta descoberta, cujos resultados foram publicados na revista científica Plos One, abre o caminho para o desenvolvimento de novas técnicas de reabilitação para algumas desordens visuais, além da possibilidade de melhorar o desempenho visual de pessoas saudáveis cujas tarefas exijam grande precisão.

Nos primórdios da descoberta do magnetismo, Mesmer fazia uso de alguns instrumentos. A estimulação magnética transcraniana consiste na aplicação de pulsos magnéticos em uma determinada área do cérebro. O magnetismo força a ativação dos neurônios corticais localizados dentro da área de alcance do campo magnético aplicado. Assim, a atividade neuronal é modificada de forma controlada, indolor e temporária.

Há vários anos, teses e debates acadêmicos estão sendo dedicados à questão do uso do magnetismo, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, onde pesquisadores vêm tentando aprimorar a técnica para sua utilização terapêutica, bem como para melhorar determinadas funções cerebrais em pessoas saudáveis. Recentemente, uma pesquisa descobriu que uma técnica similar, baseada em eletricidade, pode aumentar a capacidade de aprendizado.

O fato dos pesquisadores serem franceses dá contornos curiosos a esta notícia, pois foi justamente o corporativismo dos médicos parisienses, defendendo a tendência mecanicista da medicina do século 18, um dos fatores determinantes no contexto em que Mesmer esteve envolvido durante a defesa do magnetismo, notadamente no período em que o médico alemão viveu em Paris.


(Fonte: Diário da Saúde)

Três dicas para expandir seus poderes de observação

Saúde Visual apresentou este estudo, publicado no periódico Psychological Science, mostrando que manter um foco muito intenso em algo, na verdade, pode é provocar o efeito contrário e distorcer a nossa percepção espacial.

Acontece que ser mais atento a pessoas, situações e eventos nos ajuda a pensar criticamente sobre o que vemos e a ter novas ideias. No entanto, prestar mais atenção a nossos arredores não é sempre uma coisa fácil a se fazer.

A boa notícia é que podemos treinar para conseguir isso.

Nossos cérebros não são feitos para ver tudo. Nós geralmente nos concentramos em coisas específicas, e filtramos todo o resto. Isso é ótimo na maioria dos casos, porque se tentássemos observar tudo, deixaríamos passar o que é importante. No entanto, é possível sintonizar o cérebro a prestar atenção a coisas novas com um pouco de prática.

E podemos começar com essas três dicas:

Desafie-se a prestar atenção a coisas novas

Não tem como simplesmente dizer para si mesmo: “Vou observar o mundo com novos olhos hoje” e esperar que isso aconteça. Em vez disso, para conseguir prestar atenção a coisas novas, é mais fácil dar a si mesmo uma série de desafios.

Esses desafios podem ser qualquer coisa. Confira algumas ideias nas quais se basear:

  • Observe pessoas em áreas populosas: Se a primeira coisa que você faz quando se senta em um lugar lotado é pegar seu telefone, pare. Passe algum tempo absorvendo tudo e observando pessoas. Veja como elas agem em espaços cheios, como interagem com os outros etc.
  • Brinque de caça ao tesouro: Escolha algo e procure por ele durante todo o dia. Pode ser qualquer coisa de janelas quebradas, câmeras de segurança a grafite na rua. Quando encontrar essa coisa, tire uma foto ou tome nota. Procure mais. No fim do dia, analise as conclusões que pode tirar do que encontrou.
  • Confira notícias locais: Notícias locais são uma ótima maneira de conhecer sua cidade e aprender o que está acontecendo na sua região. Isso, por sua vez, te ajuda a prestar atenção a todos os tipos de coisas novas.
  • Ande com um especialista: Você deve ter amigos com diferentes carreiras e hobbies que você. Dê um passeio com eles para aprender coisas novas.
  • Faça um “passeio sonoro”: Parece um pouco bobo, mas um passeio sonoro para encontrar pontos de origem dos sons, explorar a área de uma maneira nova e treinar seus ouvidos para ouvir coisas novas pode ser inspirador e te fazer pensar diferente.
  • Tome notas de campo: Escolha um lugar, sente e escreve ou desenhe tudo que você vê. Isso treina o seu cérebro a prestar mais atenção e observar mais do mundo.
  • Desafio dos 365 dias em imagens: Se você não tem certeza por onde começar, pode experimentar o desafio das 365 fotos. A ideia básica é tirar uma foto por dia durante um ano inteiro, com desafios diferentes a cada dia para manter as coisas interessantes.

Você pode escolher qualquer desafio que se adapte às suas necessidades. Se você é um desenvolvedor de aplicativo, é melhor prestar atenção ao que as pessoas precisam; se é um escritor, ao que as pessoas estão fazendo, e assim por diante. Não tenha medo de deixar sua zona de conforto.

Aprenda a ler as pessoas a melhor

Objetos inanimados são uma coisa, mas observar e entender pessoas é uma ciência em si mesmo.

Geralmente, somos bons em observação durante situações de alta tensão, por exemplo, durante uma briga, um primeiro encontro ou uma entrevista de emprego, mas relaxamos durante interações cotidianas.

Você pode se perguntar de vez em quando: “Como é que esta situação ou essa pessoa me fazem sentir?”. Como já dissemos acima, as pessoas são boas em detectar perigo. Se estamos andando em direção a nosso carro à noite em uma área deserta e vemos que tem alguém se aproximando, ficamos alertas e apertamos o passo.

Mas avaliar o conforto também pode abrir nossos olhos. Quando você está com alguém novo, se pergunte: “Será que essa pessoa faz-me sentir confortável o tempo todo?”. Se ela não faz, então a questão é “por quê?”. Nunca ignore pistas que dizem que algo está errado, não importa o quanto você queira uma amizade ou namoro dê certo.

Seu subconsciente está sempre trabalhando para protegê-lo, mas você tem que estar preparado para observar e reconhecer o que você sente.

Leitura da linguagem corporal, detecção de mentiras e leitura de expressões exigem todas o ato mais geral da observação. Não é apenas sobre manter-se seguro ou encontrar inconsistências. Quando você observa as pessoas e prestar atenção nelas, aprende e percebe todo o tipo de coisas novas sobre elas.

Procure padrões

Observar só te leva até certo ponto, no entanto. Se torna útil uma vez que você pode encontrar padrões no que observou. É preciso ter uma visão mais ampla de como o mundo funciona.

Detecção de padrões e análise de como eles se encaixam com a sua experiência é o que permite prever o que acontecerá em seguida. Quanto mais você observar o mundo e as pessoas, melhor você se tornará na detecção de padrões.

Por exemplo, linguagem corporal não é uma coisa universal. Ao observar alguém por um tempo, você pode encontrar os seus tiques individuais e o que eles representam. Por exemplo, uma pessoa pode esfregar o nariz quando está blefando no pôquer, enquanto outra esfrega o nariz quando está com raiva.

O mesmo vale para qualquer coisa que você vê no mundo. Observá-lo é apenas o primeiro passo. Até você começar a remendar tudo em algo maior, é difícil descobrir qualquer coisa com a informação que você recolher. Quanto mais você presta atenção e se pergunta por quê, mais você aprende e chega a novas ideias.



(Fonte: LifeHacker)

Muito legal: Seja os olhos de um deficiente visual!

Pedir uma orientação ou ajuda em um trajeto pode ser uma atitude difícil, e muitas pessoas não se dispõem a colaborar. Para pessoas com deficiência visual, este pode ser um desafio ainda maior. Por isso, o aplicativo Be My Eyes busca conectar pessoas cegas com voluntários dispostos a ajudá-las de forma remota.

O funcionamento do app é simples, requerendo somente uma conexão à Internet de boa qualidade, seja por Wi-Fi ou 3G/4G. Isso porque a ajuda é feita via videochamada, sempre que uma pessoa cega precisa de auxílio; se você fizer parte da rede de voluntários, uma notificação chega no celular e a conexão é estabelecida, caso aceite a chamada.

A partir daí, basta descrever o que aparece na tela usando sua voz, estabelecendo também um canal de comunicação com alguém que poderá ser um novo amigo. Na prática, o app opera como o Skype, mas com uma série de facilidades de acessibilidade para os deficientes visuais e com um propósito único.

Criado pelo deficiente visual Hans Jorgen Wiberg, o aplicativo atua como um banco de dados que indica ao voluntário, por vídeo, a localização da pessoa que precisa de ajuda e a sua demanda. O usuário com deficiência visual posiciona o celular perto dos olhos e transmite, em tempo real, o trajeto que está percorrendo.

Assim, quem está "oferecendo" seus olhos narra à pessoa com limitações de visão o que está vendo adiante. Quando o usuário faz o download, o aplicativo questiona se é cego ou se enxerga, em vez de perguntar se está precisando ou oferecendo ajuda. Os voluntários são localizados conforme os dados de disponibilidade que informam no momento do cadastro.

Até o momento, mais de 8300 pessoas já se inscreveram para ajudar e há 798 deficientes visuais registrados. Neste momento, há 1500 pessoas ajudando outras por meio do aplicativo.

O Be My Eyes também concede pontos aos usuários por cada pessoa ajudada, criando um ranking que funciona como incentivo. O aplicativo tem versões para iPhone e iPad e pode ser baixado gratuitamente no site TechTudo Downloads ou clicando aqui.

“Minha esperança é de que, ajudando uns aos outros como uma comunidade online, Be My Eyes possa fazer uma grande diferença na vida cotidiana das pessoas cegas em todo o mundo”, explica o criador do projeto, o dinamarquês Hans Jorgen Wiberg, neste vídeo demonstrativo (em inglês):

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(Fonte: Estadão)

Coleção Adélia democratiza acesso à cultura

A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, no Brasil, existam quatro milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual e 1,2 milhão sem visão alguma. Tentando colaborar com a diminuição destes números, a coleção Adélia foi idealizada pela escritora Lia Zatz - vencedora duas vezes do Prêmio APCA de melhor autor de literatura infantil -, com design de Wanda Gomes - formada em desenho industrial pela FAAP e pós-graduada em design gráfico pelo SENAC -, que enxergou na sua profissão a possibilidade de criar ferramentas que garantissem maior inclusão às pessoas com deficiência. Wanda acredita no design gráfico como ferramenta transformadora dos meios de acesso à cultura e à educação.

O sistema Braille de leitura e escrita resulta da combinação entre seis pontos; a diferença neste inovador processo criado por Wanda durante o desenvolvimento do projeto Adélia – chamado Braille BR –, está no sistema de impressão, que se diferencia por não furar o papel, permitindo a edição de grandes tiragens, e garantindo ao material durabilidade.

A impressão Braille BR é sobreposta e não prejudica a qualidade da impressão normal em offset. A leitura de uma não interfere na outra e vice-versa, e por essa razão é 100% inclusiva. A durabilidade é indeterminada e os pontos não cedem à leitura/pressão dos dedos como na impressão convencional do sistema Braille. Desta forma, este novo método torna-se o primeiro a permitir que uma publicação para deficientes visuais possa, com alta qualidade, ser lido e manuseado por pessoas com e sem deficiência ao mesmo tempo.

Todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados de forma a enriquecê-lo nos três aspectos da percepção humana: visual, tátil e olfativa fazendo com que o aproveitamento da obra assuma um alto nível qualitativo convidando todas as crianças à imaginação e à experimentação. Este é o grande fator inclusivo do livro, uma vez que, ao democratizar o acesso aos meios culturais e de inclusão social, elimina o isolamento que permeia a vida de crianças com deficiência, dentro ou fora da escola.

Com texto simples, os livros da coleção Adélia, contam as histórias da menina Adélia e suas questões cotidianas, em especial os assuntos ligados aos cuidados com ela mesma e à sua autonomia como, por exemplo, a importância de não se esquecer de amarrar os sapatos, levar o casaco para a escola na mochila entre outras coisas.

No primeiro volume, Adélia Cozinheira, a menina que dá nome à coleção, exercita sua independência preparando o café da manhã para fazer uma surpresa aos seus pais. Utilizando aromas, relevos e texturas, as contrastantes e coloridas ilustrações de Luise Weiss andam lado a lado com o texto, cumprindo de forma rica a função da informação.

O segundo volume da coleção, Adélia Esquecida,  privilegia as texturas dos objetos, visual e tatilmente. O leitor poderá sentir a trama da malha de lã de Adélia, o cordão do seu sapato, o zíper de sua roupa. Além disso, como o livro se utiliza de recursos olfativos, ela também sentirá o cheiro do couro e do jardim, na parte externa da casa.

Tendo como objetivo atingir o público infantil, 3 a 10 anos, incluindo crianças com deficiência visual com grau de limitação de 10 a 100%, a Coleção Adélia busca cumprir exigências também da visão subnormal não somente quanto a visualização e legibilidade de texto, mas também no que diz respeito a percepção das cores e de sensações táteis e olfativas identificáveis.

Uma curiosidade a mais nesta coleção, é que o nome da personagem foi inspirado em Adélia Sigaud, cega, filha de Dr. Xavier Sigaud, médico francês que esteve a serviço da corte de D.Pedro II. Ela foi a primeira mulher brasileira a dominar o Sistema Braille e tornou-se, mais tarde, muito conhecida em Portugal por sua dedicação a tiflologia, o tratado sobre a educação da pessoa com deficiência visual.



(Fonte: Site Inclusive)

De olho nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™

Em março de 2012, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ promoveu um encontro para apresentar o Plano de Recrutamento de Pessoas com Deficiência para estes eventos que serão realizados no Rio de Janeiro. Na ocasião, foi lido o “Manifesto da Diversidade”, que você confere aqui.

O diretor de Recursos Humanos do Rio 2016™, Henrique Gonzalez, teve a oportunidade de tornar público o planejamento do Comitê Organizador para a área e ouvir demandas e sugestões de representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), bem como integrantes de organizações não-governamentais que desenvolvem atividades voltadas para pessoas com deficiência e representantes governamentais.

Na ocasião, foi definida a criação de um banco de dados de pessoas com deficiência que sejam potenciais candidatos a trabalhar no Rio 2016™ e o fortalecimento da colaboração com as instituições que atendem pessoas com deficiência no Rio de Janeiro e no Brasil fazendo com que, assim, o Rio 2016™ cumpra com a determinação da lei brasileira, de que empresas com 201 a 500 funcionários devem destinar 3% de seu quadro funcional a pessoas com deficiência.

A expectativa é de que, em 2016, mais de 200 pessoas com deficiência estejam trabalhando para o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, assim como, também, contar com um número significativo de pessoas com deficiência entre os voluntários dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Dessa forma, o programa de recrutamento de funcionários servirá como base e inspiração para o programa de voluntariado, mas o processo de cadastramento ainda não está disponível.

Maiores informações no site do evento



(Fonte: Rio 2016)

Dores nas costas podem indicar uveíte anterior

Não se conhece a causa de grande parte das uveítes, doença inflamatória que pode comprometer totalmente a úvea ou uma de suas partes (íris, corpo ciliar e coróide). É classificada em anterior, intermediária e posterior, conforme o segmento ocular em que o distúrbio se manifesta, e pode ocorrer num olho ou nos dois olhos. Em alguns casos, a inflamação atinge também o nervo ótico e a retina.

Como a úvea é constituída por um tecido muito semelhante ao das articulações, existe relação entre as doenças articulares – reumatológicas – e as doenças da úvea. Já foi estabelecido também um estudo epidemiológico de prevalência que indica ser importante caracterizar o grupo etário a que pertence o paciente: jovem (de zero a vinte anos), adulto-jovem (de vinte a quarenta anos) e idoso (acima de quarenta anos).

Um destes estudos procurou determinar a prevalência de dor lombar inflamatória em um grupo com uveíte anterior. Eles recrutaram pacientes com a doença numa clínica de um oftalmologista para completar uma pesquisa realizada entre março e dezembro de 2008. Em seguida, os pesquisadores classificaram os pacientes com dor lombar inflamatória se tivessem 2 respostas positivas a 4 perguntas validadas sobre sintomas de dor inflamatória no dorso, presença de rigidez matinal com mais de 30 minutos de duração, melhora da dor nas costas com exercício, mas não com repouso; despertar à noite com dor nas costas e presença de dor na região glútea.

Finalmente, eles mediram o impacto da doença na qualidade de vida. Vinte e cinco pacientes foram submetidos a um exame reumatológico mais aprofundado. Os pesquisadores notaram que 141 dos 167 pacientes (84,4%) completaram o estudo e classificaram 66 dos 141 pacientes (46,8%) por dores nas costas de origem inflamatória.

No subgrupo que foi submetido à avaliação reumatológica, 92% foi sensível às dores nas costas de origem inflamatória e 67% ao diagnóstico de dor lombar inflamatória. Como conclusão, a prevalência de dor lombar inflamatória em um grupo de pacientes portadores de uveíte anterior foi da ordem de 46,8%. 

De posse destas informações, os oftalmologistas podem formular perguntas sobre dores nas costas visando selecionar pacientes propensos a casos de uveítes, pois a conduta terapêutica varia de acordo com a causa das uveítes e pode exigir a orientação, além do oftalmologista, de um especialista na doença de base, já que o tratamento ocular promoverá apenas o alívio dos sintomas, se a causa primária não for resolvida.



(Fonte: Review of Ophthalmology)

Boa notícia: seu bifocal está ultrapassado

O emPower pode ser comprado apenas nos EUA A CES (Consumer Electronics Show), é uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo que reúne anualmente em Las Vegas, EUA, os principais fabricantes de eletrônicos do mercado e que aconteceu em janeiro deste ano.

Dentre as grandes novidades do setor, a que mais interessa aos usuários de óculos veio da empresa PixelOptics, que apresentou seus óculos emPower. Ele traz uma inovação, no mínimo, genial: substitui a lente de grau por um vidro com cobertura de LCD e um circuito eletrônico. O resultado é um par de óculos que ajusta o foco sozinho. Na prática, é uma nova geração de óculos bifocais (ou de leitura) para uma audiência pós-40 anos.

O sistema funciona de forma bem simples: Ao olhar para cima (no modo de visão geral), ele foca no ambiente e desliga o LCD. Ao olhar para baixo o grau se ajusta sozinho e liga o LCD. E, se o usuário sentir saudades de acertar o foco sozinho, basta desligar o automático na lateral da haste. A carga da bateria dura pouco, em torno de 2 a 3 dias e é recarregável pela haste, que também guarda o chip e o acelerômetro.

Apesar dos fabricantes garantirem que a tecnologia estará disponível para mais de 36 tipos de armação, por enquanto o emPower pode ser comprado apenas nos EUA e somente com receita médica. E o preço sugerido não foi divulgado.



(Fonte: Terra Notícias)

Importância das galinhas vai muito além do cardápio

Saúde Visual já revelou nesta matéria que as galinhas preferem gente bonita, segundo pesquisadores da Universidade de Estocolmo.

Isso talvez aconteça porque uma simples galinha tem superpoderes quando se trata de visão. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Princeton e da Universidade de Washington em St. Louis (ambas nos EUA). Eles descobriram um estado inteiramente novo de matéria nos olhos desses animais: a chamada hiperuniformidade desordenada. O nome complicado diz respeito a um arranjo incomum de células no olho das galinhas que constitui a primeira ocorrência biológica conhecida de um potencial novo estado da matéria.

Na década passada, cientistas haviam mostrado que materiais hiperuniformes desordenados têm propriedades únicas quando se trata de transmissão e controle de ondas de luz. Sendo assim, junto com os ovos e os brinquedos de borracha, a lista dos legados duradouros da galinha pode, eventualmente, incluir materiais avançados, tais como coloides auto-organizacionáveis que podem transmitir a luz com a eficiência de um cristal e a flexibilidade de um líquido.

Estados de hiperuniformidade desordenada se comportam como cristais e estados líquidos da matéria, exibindo ordem a grandes distâncias e desordem em pequenas distâncias (como cristais, de grandes distâncias espaciais, a sua disposição é altamente uniforme; ao mesmo tempo, como os líquidos, tem as mesmas propriedades físicas em todas as direções).

Joseph Corbo, professor de patologia, imunologia e genética na Universidade de Washington em St. Louis, trabalhou com Salvatore Torquato, professor de química de Princeton, e com Yang Jiao, professor de ciência dos materiais e engenharia da Universidade Estadual do Arizona (EUA), para desenvolver um modelo de computador que imitasse a disposição dos cones nos olhos das galinhas, permitindo-lhes examinar o padrão em detalhes.

Eles descobriram que cada tipo de cone (são 5) no olho da galinha tem uma área em torno dele chamada de “região de exclusão”, onde outros cones não podem entrar. Cones do mesmo tipo se afastam mais uns dos outros do que se afastam de cones de outros tipos, e isso cria padrões distintos.

Cada padrão de um cone sobrepõe o padrão de outro cone de modo que as formações são interligadas de uma forma organizada, mas desordenada – uma espécie de desordem uniforme. Assim, mesmo quando parecia que os cones tinham forma irregular, a sua distribuição era na verdade uniforme ao longo de grandes distâncias. Isso é hiperuniformidade desordenada.

As descobertas dos pesquisadores abrem as portas para o estudo de uma nova dimensão, chamada multi-hiperuniformidade. Isto porque os elementos que compõem a disposição são eles próprios hiperuniformes. Enquanto cones individuais do mesmo tipo parecem ser desconexos, eles estão, na verdade, sutilmente ligados por regiões de exclusão, que usam para se auto-organizar em padrões.

Os pesquisadores especulam que este comportamento poderá servir de base para o desenvolvimento de materiais que podem se automontar em um estado hiperuniforme desordenado.

Além disso, a descoberta da hiperuniformidade em um sistema biológico pode significar que esse estado é mais comum do que se pensava. Anteriormente, a hiperuniformidade desordenada havia sido vista apenas em sistemas físicos especializados, tais como hélio líquido, plasmas simples e grânulos densamente empacotados.

“Nós ainda não sabemos nada sobre os mecanismos celulares e moleculares que estão na base deste arranjo bonito e altamente organizado em aves. Assim, as futuras pesquisas incluirão esforços para decifrar como esses padrões se desenvolvem no embrião”, disse Corbo, acrescentando que os resultados vão fornecer a pesquisadores um modelo natural detalhado que pode ser útil para construir sistemas e tecnologias hiperuniformes.


(Fonte: ScienceDaily via HypeScience)

O caçador das "lentes perfeitas"

A busca pelas “lentes perfeitas” é um verdadeiro desafio para os pesquisadores não é de hoje.

O físico John Pendry é um deles – um verdadeiro caçador das lentes perfeitas.

Para ele, uma lente perfeita poderia ser uma dessas ideias que simplesmente não conseguimos dominar ainda, mas que seriam muito bem-vindas aos cientistas se finalmente compreendida. E não é à toa que ela está tão bem escondida dos físicos: o conceito de uma lente perfeita é profundo e extremamente complexo, uma vez que a própria lente é uma coisa complicada. A perfeita reconstruiria cada ponto de um objeto em uma imagem sem perda de detalhes.

Um microscópio comum ou telescópio não pode ver detalhes em uma escala menor do que o comprimento de onda da luz. Mas Pendry percebeu que era possível quebrar esse limite de difração. A grande questão era: como?

Ele sabia que o engenheiro russo Victor Veselago havia teorizado uma lente feita de um material com índice de refração negativo. Em 1999, então, Pendry verificou se tal lente poderia ser perfeita, já esperando a resposta habitual: que não seria perfeita. Só que em teoria, tudo apontava que ela era mesmo perfeita.

O mecanismo de uma lente perfeita é muito estranho. E Pendry ainda recebe cartas dizendo que tudo o que sua teoria encontrou não é verdadeiro. Para acabar com a dúvida de uma vez por todas, a melhor coisa seria comprovar na realidade a lente perfeita.

É aí que entra o conceito de metamateriais. Esse conceito abriu o campo de possibilidades dos físicos.

Um metamaterial é um material cujas propriedades elétricas e magnéticas são determinadas tanto por sua estrutura quanto por sua composição química, embora a estrutura deva estar em uma escala muito menor do que o comprimento de onda da luz que você está usando.

O verdadeiro pontapé inicial veio quando Pendry trabalhou com uma equipe em San Diego, nos Estados Unidos, que fez o primeiro material que tinha um índice de refração negativo, o que era uma espécie de Santo Graal para o electromagnetismo.

A lente perfeita é muito difícil de ser feita no laboratório. Pesquisadores têm conseguido uma resolução de sub-comprimento de onda que é mais de 10 vezes tão boa como uma lente normal, mas está muito longe de ser utilizada em um microscópio.

Mas estas lentes perfeitas poderiam ser utilizadas para qualquer outra coisa?

A equipe de pesquisa de Pendry, que fica em Londres, está trabalhando em uma espécie de colhedora de luz. Ela tem a capacidade de concentrar luz sobre uma área muito pequena.

Normalmente a área que você pode encolher até vai ser limitada pelo comprimento de onda da luz que você está usando, como uma lente comum faz. Eles, contudo, estão usando metamateriais para concentrar a luz sobre uma área menor que um nanômetro quadrado.

Depois de conseguirem cumprir esse objetivo, eles terão potencial para fazer sensores de moléculas individuais.



(Fonte: Newscientis)

James Bond usaria. Mas só em missão

Se você conhece James Bond certamente conhece Ralph Osterhout. Ele é conhecido como a versão real de “Q”, o inventor que cria aqueles gadgets sofisticados para o espião, como os óculos de visão noturna para um tamanho que soldados poderiam usar.

Inspirado neste personagem surgiu a Osterhout Design Group que, agora, apresenta um novo concorrente para o Google Glass. Os ODG Smart Glasses são basicamente um tablet Android que você pode usar em seu rosto, com um chip rápido Snapdragon 805.

Em vez de uma tela sensível ao toque, temos um HUD transparente, equivalente a uma tela 3D de 55 polegadas flutuando a 2,5 m de seu rosto.

Ele possui duas microtelas 720p, então pode ser usado como um cinema 3D particular – assim como o headset Sony HMZ, mas sem os cabos. Ele também possui câmera de 5 megapixels e uma batelada de sensores.

Até agora, a empresa diz que passou seis anos desenvolvendo os óculos, a um custo de US$ 60 milhões. Curiosamente, em março de 2014, a Microsoft comprou patentes da empresa por US$ 150 milhões.

Como de costume, a pegadinha sobre este tipo de produto é que o software ainda não chegou lá – e os óculos também parecem um pouco estranhos mas, ao mesmo tempo, parecem feitos com mais consideração, muito mais próximos de um produto real. As hastes se dobram, para que ele possa caber em um estojo. O suporte para o nariz é ajustável. Para quem precisa de lentes corretivas, basta encaixá-las, assim como fones de ouvido que se prendem magneticamente.

Há um par de baterias de 650 mAh embutidas nas hastes; a empresa diz que elas podem durar mais de um dia de uso em muitas tarefas. Em aplicações mais intensas de realidade aumentada, a bateria dura apenas uma hora, mas a empresa oferece uma bateria externa com módulos trocáveis de bateria.

Uma versão básica do Android permite navegar, girando a cabeça, por um panorama em 3D da cúpula de granito no Parque Nacional de Yosemite.

Em outra demonstração, a câmera dos óculos se fixava a marcadores para transformar um mapa topográfico plano em uma cadeia de montanhas 3D com imagens sobrepostas de um drone.

Mas estas demonstrações estão em um hardware real, que já está sendo vendido. A ODG já distribuiu milhares de unidades dos óculos R-6: eles pesam 155 g, custam US$ 5.000 cada e são usados até pelo Departamento de Defesa dos EUA. A empresa afirma que pode trazer uma versão para consumidores que custe menos de mil dólares.

“Será que as pessoas vão andar na rua e usar isso 24 horas por dia?”, diz Pete Jameson, diretor de operações da ODG – e depois balança a cabeça com um “não”. “Mas as pessoas vão comprar esses óculos para uma tarefa específica, por um período específico de tempo.” Ou seja, talvez James Bond iria usá-los para uma missão, mas não para tomar uma vodka martini no bar.



(Fonte: Sean Hollister via Gizmodo Brasil)

Próteses retinais, o futuro superhumano da visão

Vivemos em uma era na qual a tecnologia pode ajudar cegos a enxergarem, um feito que por si só já é impressionante, mas que fica ainda mais inacreditável quando consideramos o que vem a seguir. Visão ultravioleta? Olhos capazes de dar zoom, como as lentes de câmeras? Tudo isso está a caminho! Já mostramos aqui, por exemplo, o primeiro exemplo de olho biônico que efetivamente concede uma super-visão, no melhor estilo Superman. E cientistas do mundo todo trabalham no aperfeiçoamento do sistema de próteses retinais, ou o que muita gente chama apenas de olho biônico.

O dispositivo mais avançado nos Estados Unidos é conhecido como Argus II, também já apresentado por Saúde Visual nesta matéria, e foi criado por uma empresa da Califórnia chamada Second Sight. Ele custa US$ 145 mil e já foi usado por cerca de 80 pessoas com dificuldades na visão nos últimos anos.

Ele trabalha combinando uma câmera montada no olho externamente e um sofisticado implante na retina. A câmera usa o pequeno microchip para processar o que vê e, então, envia os dados sem o auxílio de fios ao implante na retina, esse composto por 60 eletrodos que fornece informações ao nervo óptico – que é o que distingue luz, movimento e formatos.

Mas a visão que as pessoas têm com um olho biônico não é como a normal. Elas veem o contraste e os contornos dos objetos, mas apenas em preto e branco. A capacidade de ver naturalmente luz e cor foi eliminada por danos a várias células nos olhos, mas com bastante uso, o cérebro aprende a dar sentido a essas imagens que aparecem dos sinais dos eletrodos. Os usuários do Argus II relatam que conseguem ler com sucesso livros impressos, atravessar ruas sozinhos, andar em uma casa desconhecida ou ver imagens dos seus cônjuges pela primeira vez em décadas.

Infelizmente, o Argus II não é capaz de livrar as pessoas da cegueira técnica, que nos EUA é de 20/200 (entenda esse sistema). Porém, atualizações estão a caminho. E é aqui que as coisas ficam realmente interessantes.

A próxima versão do Argus II incluirá a percepção de cores usando algoritmos que medem os estímulos dos eletrodos, de acordo com a Second Sight. O dispositivo oferecerá imagens mais definidas e conseguirá focar a visão como fazemos com telas de computador, aumentando a resolução e o brilho.

Na Alemanha, um produto líder de olho biônico chamado Alpha IMS é um olho biônico autônomo – o que significa que em vez de uma (esquisita) câmera externa, ele tem um sensor embutido enviando sinais à retina. A outra grande vantagem é que ele usa 25 vezes mais eletrodos que o Argus II, o que aumenta bastante a resolução. Pesquisadores de olhos biônicos da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, preveem que um olho artificial totalmente funcional estará disponível em 2020.

O próximo grande salto será pular o olho e ir direto ao cérebro. Hoje, muitas pessoas com deficiência visual não conseguem se beneficiar do implante, já que ele exige uma retina funcional para dar resultado. Isso deixa pessoas com retinas danificadas ou que perderam suas visões por infecções ou doenças como glaucoma ou diabetes, sem ajuda. A Second Sight está “trabalhando em um novo implante que pula até mesmo a camada da retina e implanta os eletrodos diretamente na região visual do cérebro,” disse o CEO da empresa, Dr. Robert Greenberg, à BBC. Um teste para cinco pacientes cegos com degeneração macular relacionada à idade está agendado. Desse teste pode vir a boa notícia que milhões de pessoas cegas esperam.

É inevitável conjecturar cenas da ficção científica. Pegue os aperfeiçoamentos oculares de Geordie La Forge de Star Trek, tem que visão infravermelha, noturna e telescópica. O desenvolvimento na tecnologia de implante de retina levanta a questão: essas melhorias aparentemente restritas ao cinema serão possíveis a todos no futuro?

É uma pergunta ainda sem resposta, mas há motivos para sermos otimistas. Alguns cientistas trabalhando em dispositivos biônicos sabem que ele não é só capaz de ajudar quem tem alguma deficiência visual, mas, como todos os dispositivos biônicos, dar a seres humanos capacidades sobre-humanas.

“Para mim, pessoalmente, uma das inspirações foi Steve Austin, o homem biônico,” disse recentemente Greenberg à Bloomberg TV quando perguntado se sua tecnologia poderia ser aplicada a outras indústrias, como a dos jogos eletrônicos. “Acho que a interface direta provavelmente está no futuro. Não sei o quão distante, mas provavelmente está lá.”

O que significa que se os pesquisadores conseguem mandar sinais diretamente ao cérebro, o cérebro pode aprender a interpretar esses sinais e basicamente recriá-los como imagem ou função visual. Pegue a visão telescópica, por exemplo, que já existe. Podemos ensinar nossos cérebros a interpretar as poderosas funções de zoom das câmeras – poderíamos aprender a ver muito mais longe e muito mais perto do que o olho humano natural.

Na realidade, Brian Mech, VP de Desenvolvimento de Negócios da Second Sight, disse-me que “nós poderíamos, em breve, permitir a nossos pacientes verem fora do espectro usando um dispositivo de entrada diferente que o espectro visível de uma câmera (uma câmera infravermelha, por exemplo). Também já conseguimos oferecer visão telescópica.”

As coisas ficam ainda mais bizarras. Se olhos biônicos podem ver todo o espectro eletromagnético, isso incluiria visão infravermelha, visão de calor, a habilidade de detectar certos gases e provavelmente até mesmo a de ver através de objetos. Poderíamos acabar com aqueles poderes de percepção também. Já temos dispositivos para mensurar todas essas coisas – a chave é encolhê-los o bastante para coloca-los em implantes (ou outro dispositivo corporal) que se comunica diretamente com o cérebro de uma forma que renderize a entrada sensível.

Tudo isso ainda é especulação, claro. No futuro distante, porém, poderemos nos transformar em laboratórios de ciência ambulantes, capazes de utilizar uma ampla gama de dispositivos e aplicações embutidas em nossos olhos biônicos. As aplicações seriam infinitas. Soldados poderiam ter visão de raio-x para detectar minas terrestres no campo de batalha. Pais poderiam detectar gases perigosos nos quartos de seus filhos da mesma forma que a função de detecção de monóxido de carbono de alguns alarmes. As pessoas, em um primeiro encontro, poderiam usar a tecnologia dos scanners de aeroportos para se analisarem e até mesmo ver o que o outro guarda por baixo da roupa. Se pudermos ver coisas diretamente nas áreas visuais do cérebro, conseguiríamos enxergar até mesmo as inimagináveis, como os milhões de micróbios que vivem em cada um de nós – imagine como essa visão deve ser medonha!

Mas calma: as coisas ficam ainda mais bizarras que isso. Um olho robótico pode ser configurado para jamais dormir, estar sempre alerta e pronto para acordá-lo em caso de perigo iminente ou quando as luzes se acenderem do lado de fora. Ele também seria compatível com Wi-Fi e pronto para gravar toda a sua vida e transmiti-la no YouTube, ou para si mesmo, como no capítulo “The Entire History of You”, da série britânica Black Mirror. Daria para jogar vídeo game dentro da sua cabeça, como o Dr. Greenberg sugeriu. Sua sitcom favorita poderia passar direto no seu cérebro, dispensando totalmente uma TV.

Atualmente, o olho humano vê apenas cerca de 1% do espectro de luz no universo. Não é muita coisa quando você para para pensar. Futuristas como eu acreditam que nas próximas décadas o olho biônico melhorará tanto que seremos capazes de ver bem mais do que esse 1%. E por termos dois olhos, parece plausível que algumas pessoas – especialmente biohackers e entusiastas ciborgues – substituirão um olho biológico por um biônico quando a tecnologia estiver pronta. A experiência do nosso universo jamais será a mesma.



(Fonte: Gizmodo via Zoltam Istvan, autor do livro The Transformation Wager e fundador do Partido Transhumanista)

Airbag e os traumas oculares

O sistema será obrigatório nos carros novos em 2014Airbag, também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança dos carros que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que aciona o airbag mais adequado.

Toda essa operação dura 30 milésimos de segundos, graças à “explosão da bolsa”, que ocorre numa velocidade média de 300 km/h. O sistema, que funciona como um complemento do cinto de segurança em 2014 será obrigatório nos carros novos.

Como se trata de uma “explosão”, os ocupantes de veículos com airbag devem ter cuidados redobrados com a postura dentro do carro. A mais importante delas é o uso do cinto de segurança. Usar o airbag sem cinto é um grave erro, pois a proporção da abertura do airbag é calculada levando em conta, justamente, o trabalho do cinto de segurança. Segundo pesquisas, o uso combinado do airbag e do cinto de segurança reduz o risco de morte em mais de 50%.

Porém, estudo realizado pela Fundación Mapfre, instituição patrocinada por uma das maiores seguradoras do mundo, por meio de seu Instituto de Segurança Viária, na Espanha, demonstra que, em alguns casos, o disparo do airbag pode provocar lesões. Isso acontece, principalmente, porque os condutores mantêm uma distância inadequada em relação ao volante: 26% se situam a menos de 42,5 centímetros (distância olhos ao centro de volante), quando o recomendado, em média, são 45 centímetros.

A possibilidade das pessoas que usam óculos sofrerem lesões mais graves na região ocular, no caso de disparo do airbag, irá depender do tipo de armação e do tipo de lente utilizada nos óculos.

Para validar estes dados, os pesquisadores realizaram testes com diferentes vidros e armações. Os resultados mostram que, quando os óculos não se quebram, eles atuam como um agente protetor para os olhos, ainda que esse efeito seja 15% inferior, no caso de óculos sem armação que envolva toda a lente.

Além dos traumas oculares, a literatura médica registra casos de queimadura nos olhos, após a abertura dos airbags. Por isso, diversos estudos e pesquisas estão sendo realizados como objetivo mudar a maneira que os airbags são implantados para reduzir os traumas oculares decorrentes de sua abertura.



(Fonte: JorNow)

Nova opção para combater o ceratocone

O Saúde Visual apresentou em vídeo uma doença que afina e dilata a córnea, conhecida como ceratocone, maior causa de transplante de córnea entre pessoas na faixa etária de 10 a 20 anos.

Geralmente cercado de mitos, como o de que coçar os olhos pode causar a patologia, o ceratocone tem cura e o tratamento se divide em três estágios: em um primeiro instante com lentes corretivas (óculos); depois acontece a opção por lentes de contato rígidas e em último caso – quando a doença já atingiu um grau avançado – é feito o transplante de córnea que tem tido prognóstico satisfatório.

Porém foi recentemente aprovada no Brasil uma nova aposta da comunidade médica, uma terapia que melhora a qualidade de visão através de uma lente de contato rígida do tipo gás permeável, que aprimora a correção visual de quem tem ceratocone avançado, astigmatismo irregular, já fez transplante de córnea, implante de anel intracorneano ou refrativa para corrigir miopia pela técnica de ceratotomia radial.

Como reproduz as irregularidades corneanas, não só da parte central, como também da borda, resultando em mais qualidade de visão e conforto, respeitando, desta forma, as características de cada olho, a nova lente propõem um tratamento personalizado..

A tecnologia da nova lente elimina o problema dos desajustes nas bordas que dificultam a adaptação às lentes de contato rígidas, fato bastante comum entre portadores de ceratocone, além de permitir uma excelente oxigenação que evita ferimentos na córnea. O ajuste da nova lente é feito mediante a topografia da curvatura corneana que é analisada com auxílio de um software. Uma caixa de provas com diferentes bordas permite testar a lente mais adequada.

A nova lente também favorece a correção de imperfeições do olho, por conta de seu complexo desenho geométrico que regulariza e direciona a quantidade de luz que entra nos olhos, o que torna as imagens mais nítidas.



(Fonte: LDC Comunicação)

Acne: mais um motivo para se preocupar com ela

Terror das jovens em particular e pesadelo dos adolescentes em geral, a acne – a popular ‘espinha’ – na verdade atinge a todos, sem discriminar sexo ou idade. Suas causas são variadas, assim como os tratamentos que são utilizados apenas para controlar a acne, já que ela não tem cura.

Para piorar ainda mais o cenário de horror que acompanha uma espinha, informações provenientes de um estudo israelense, publicado no Archives of Dermatology, alguns medicamentos utilizados para combater a acne estão relacionados a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de problemas oculares, tais como conjuntivite e olhos secos.

Os medicamentos à base de isotretinoína (também conhecida por outros nomes comerciais, como Roacutan, Claravis e Amnesteem), são muito populares para o tratamento de casos de acne severa, tanto em adolescentes como em adultos.

O estudo, realizado com 15.000 adolescentes e jovens adultos, traz números relevantes: 14% dos participantes que tomaram isotretinoína foram tratados para doenças oculares, dentro de um ano, após o início da medicação. Isso comparado a 7% do grupo livre de acne e dos 9,6% de indivíduos com acne que nunca haviam tomado isotretinoína, que é muito conhecida por seus efeitos colaterais graves, tais como atrasos no crescimento ósseo em adolescentes e abortos e defeitos congênitos, quando ingerida por mulheres grávidas.

Dentre os participantes do estudo, a queixa ocular mais comum foi a conjuntivite (quatro em cada 100 pessoas em tratamento com isotretinoína foram diagnosticadas com a doença). Em seguida, o olho seco foi outra queixa recorrente, já que a isotretinoína pode alterar o funcionamento das glândulas Meibomius, responsáveis pela produção de uma substância lubrificante que impede que os olhos fiquem ressecados. A presença da isotretinoína e de seus metabolitos no filme lacrimal pode ter um efeito irritante sobre a superfície do olho.

Apesar de seus riscos potenciais, a droga é a única opção terapêutica para alguns pacientes com acne. Por isso, o ideal é marcar uma consulta com um dermatologista. De posse de vários exames e algumas informações básicas sobre a história familiar, hábitos alimentares, entre outros, este especialista pode detectar as causas. Sendo necessário o uso da isotretinoína, muitos dos efeitos adversos podem ser evitados ou minimizados se medidas apropriadas forem introduzidas, como, por exemplo, a prescrição de lubrificantes oculares para evitar ressecamento e irritação dos olhos.



(Fonte: Opticanet)

Museu inclusivo para deficientes visuais é uma realidade (na Europa)

Já na bilheteria você sente a diferença: o ingresso possui inscrições em braile, bem como o livreto, que serve de guia para o passeio. Inaugurados em 1992, o Museu de Belas-Artes de Nice, na França, e o Museu dos Cegos de Madri, na Espanha, se dedicam ao público com deficiência visual.

Até a arquitetura do museu de Madri foi projetada no sentido de facilitar a visita dos deficientes visuais com 40.000 livros em braile, 60.000 trilhas sonoras e 5.000 trabalhos de arte, que incluem, por exemplo, maquetes de edifícios históricos das cidades mais famosas do mundo á disposição dos visitantes.

Pelos corredores, os arquitetos colocaram materiais diferentes nos pisos das salas que permitem aos cegos saber em que local se encontram graças aos sons produzidos pelas passadas. Já a iluminação ambiente e as cores das paredes foram escolhidas para ajudar as pessoas com cegueira parcial.

A construção do museu foi idéia da Organização Nacional dos Cegos da Espanha que, ao contrário de outras instituições do gênero, sobrevive à própria custa, movimentando algo em tono de 3 bilhões de dólares ao ano, o que faz dela uma das dez maiores empresas do país, controlando jornais e até a loteria madrilena.

Já o Museu francês foi desenvolvido com a ajuda do governo francês, através de um concurso promovido pelo Ministério da Educação e Cultura da França, vencido pela Secretaria de Turismo de Nice que investiu na instalação de faixas eletromagnéticas nos corredores, que atrai uma bengala especial recebida logo na entrada. Quando deseja tocar em algum objeto e se afastar da faixa, a pessoa simplesmente desliga a bengala, religando-a para retomar a caminhada.

O museu mantém convênio com laboratórios, para aperfeiçoar ainda mais suas instalações. E os cientistas envolvidos com o projeto, também se preocupam em desenvolver luvas especiais, que não eliminam totalmente a sensação tátil, mas ajudam a proteger obras mais frágeis.

Segundo cálculos do governo francês, 1% dos franceses são deficientes visuais, enquanto que, no Brasil, a incidência de cegueira está um pouco maior, na casa de 1,5%. Ainda assim, não existem projetos de museus especializados para essa parte da população, muito embora, para especialistas, alguns espaços já podem ser comparados á museus europeus em termos de acessibilidade.

Na Europa, os deficientes visuais ainda contam com mais apoio, como é o caso da Sala de Exposições da Central de Fomento à Profissão em Halle, leste da Alemanha. A exposição “Sentir Contornos” é fruto do trabalho de um ano da instituição, a única responsável pela profissionalização de cegos e portadores de deficiências visuais no país. A exposição explora materiais, formas, cores e tamanhos e conta com uma planta em alto-relevo, que serve como base de orientação para os visitantes. Cada ambiente está representado com a forma de um animal, que corresponde ao desenho da maçaneta da porta de acesso ao local.

Iniciativas semelhantes são encontradas em museus de Portugal e no Cairo. E é na própria Alemanha que está em estudos um projeto para criar obras que possam ser percebidas pelo olfato. Desta forma, todos os sentidos humanos serão solicitados frente a uma obra de arte.



(Fonte: Deutsche Welle Brasil)

O sol faz mal, o sol faz bem

O Saúde Visual já chamou a atenção para que a exposição constante à radiação ultravioleta ou UV que é emitida pelo sol, bem como por outras fontes artificiais podem causar sérios danos aos olhos e a visão, pois danificam os olhos; afetam os tecidos da superfície do olho e suas estruturas internas - como a lente e a córnea.

Fica parecendo que o sol é um inimigo da visão, o que não é verdade, conforme prova um estudo realizado em diversas partes do planeta, indicando que a falta de exposição ao sol pode causar miopia.

Em Cingapura, nove em dez adultos são míopes, um estudante médio de ensino básico passa apenas 30 minutos ao ar livre todos os dias. Na Austrália, os estudantes passam cerca de três horas em ambientes externos. Lá, a prevalência de miopia entre crianças de origem europeia é de cerca de 10%. Já na Grã-Bretanha, a proporção foi de 30% a 40% e na África, "virtualmente nenhum", em uma faixa de 2% a 3%.

Estes são os números de um estudo publicado no periódico médico The Lancet. Com isto, trocar atividades ao ar livre por estudos e brincadeiras em ambientes fechados explicaria porque nove entre dez jovens prestes a deixar a escola nas grandes cidades da Ásia são míopes. Porém, nem fatores genéticos, nem o aumento de atividades como a leitura e a escrita são os culpados, sugerem os autores da pesquisa. Mas apenas a falta de exposição ao sol.

O pesquisador Ian Morgan, da Universidade Nacional Australiana, acredita que a exposição aos raios solares estimule a produção de dopamina, substância que evita que o olho cresça alongado, distorcendo o foco de luz que entra no globo ocular. Desta forma ficaria bem claro, segundo ele, que é a luz brilhante que estimula a liberação de dopamina, o que previne a miopia".

Para os cientistas que coordenaram o estudo, as crianças no leste da Ásia vão à escola, onde não vão para um ambiente externo, depois vão para casa de onde não saem pois ficam assistindo televisão mais do que os outros grupos pesquisados. Não por acaso, os estudantes prestes a deixar a escola com mais incidência de miopia no mundo são encontrados em cidades de China, Taiwan, Hong Kong, Japão, Cingapura e Coréia do Sul, onde de 80% a 90% são afetados. Destes, 10% a 20% sofriam de alta miopia, que pode causar cegueira.

Intercalando as descobertas de estudos de diferentes partes do globo, os cientistas reforçaram que ser um leitor voraz ou um nerd não coloca ninguém em risco imediato. Ainda segundo Ian Morgan, as crianças que passam de duas a três horas em ambientes externos por dia provavelmente estariam "razoavelmente seguras", incluindo o tempo gasto durante brincadeiras em parques ou nas caminhadas de ida e volta da escola.

Para o cientista, o desafio é encontrar meios de fazer com que as crianças passem mais tempo expostas à luz do sol, sem comprometer suas atividades escolares.

(Fonte: Veja.com)

Verão com Saúde Visual em Dobro

O verão é a estação da diversão, de muito calor e muita praia ou piscina.

É a época, também, que a temperatura aumenta e as bactérias têm mais facilidade para se reproduzir, tornando-se, assim, um período propicio para o aparecimento das doenças externas nos olhos, como a blefarite e a conjuntivite. A primeira não é muito conhecida, mas seus sintomas mais comuns são pálpebras inferiores e superiores recobertas de detritos oleosos e bactérias em toda a base dos cílios.

Ambas as doenças são transmitidas pelo contato com a bactéria ou com indivíduos que estejam contaminados. Assim, se uma pessoa contaminada com a conjuntivite ou a blefarite coça os olhos e após isso dá um aperto de mão em outra pessoa, já é o bastante para essa outra pessoa estar contaminada também.

Já na conjuntivite a pessoa normalmente apresenta olhos vermelhos, sensação de areia nos olhos, inchaço das pálpebras, secreção, coceira e sensibilidade à luz.

Para evitar o contagio dessa doença é necessário alguns cuidados: lavar muito bem as mãos diversas vezes ao dia, evitar o contato com pessoas contaminadas e manter sempre a higiene impecável.

Outros problemas comuns durante o verão são as alergias oculares e as irritações dos olhos que, de um modo geral, decorrem do excesso de cloro em piscinas, da exposição à luz do sol e aos filtros solares. O cuidado deve ser ainda maior com as crianças, já que elas costumam ser as mais afetadas. A melhor maneira de proteger os olhos do sol é usando chapéus e óculos e em caso de alergias leves, o tratamento deve ser feito a base de colírio lubrificante ou "lágrima artificial", para lubrificar os olhos.

Lembrando que o uso de qualquer medicamento exige prescrição médica.



(Fonte: Dr Visão)

Verão, o ponto fraco dos olhos femininos

No verão, ainda que chuvoso na maioria das regiões, o Brasil todo é atingido por índices extremos de radiação ultravioleta (UV) conforme dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com a radiação UV variando entre 12 e 14 pontos - quando o aceitável segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5 pontos.

Isso significa que a população deveria usar óculos de sol e filtro solar até na sombra, mas a mulher brasileira faz vista grossa para a proteção UV: Segundo pesquisa feita pelo Grupo Datastore com 1,2 mil mulheres, apenas 15% das mulheres carregam filtro solar na bolsa e 25% óculos de sol. Este índice cai para 4% entre as que têm mais de 60 anos, acelerando o surgimento de doenças visuais.

Das entrevistadas, 55% carregam presilha para os cabelos e somente 15% leva protetor solar para o corpo. E 4 em cada 12 levam óculos de sol, índice que cai para 4% entre as que têm mais de 60 anos. O resultado indica que existe um enorme mercado inexplorado para estes produtos que são vistos pela população feminina como cosméticos, quando deveriam ser itens indispensáveis para prevenir problemas de saúde.

Especialistas ressaltam que a mulher tem a visão mais vulnerável aos maiores problemas que podem ser causados pelo excesso de exposição ao sol - catarata e degeneração macular. Soma-se a isso o stress da dupla jornada de trabalho vivido pela maioria das mulheres, predispondo à formação de radicais livres que aceleram o surgimento da doença. O acúmulo de radicais livres na retina leva ao atrofiamento das células da mácula e, conseqüentemente, à degeneração macular que provoca cegueira irreversível.

O ideal é proteger os olhos desde criança com chapéu, boné ou lentes que tenham 100% de proteção UV porque a radiação é cumulativa. É importante ressaltar que na terceira idade os cuidados devem ser redobrados devido à fragilidade da estrutura ocular.



(Fonte: Grupo Datastore)

Brasileira recupera reflexos visuais de camundongos

Camundongos cegos tiveram parte da visão restabelecida, segundo resultados de uma pesquisa publicada em maio na revista da Academia Americana de Ciências, a PNAS. Os animais usados na experiência tinham uma lesão no nervo óptico, semelhante à que ocorre no glaucoma, entre os seres humanos.

Os roedores recuperaram três importantes reflexos visuais. Eles foram capazes de distinguir dia e noite pela luz e também adquiriram um pouco de acuidade visual, que é a capacidade de acompanhar o movimento de objetos. Além disso, recuperaram a noção de profundidade.

Apesar de não conseguirem o retorno total da visão, os pesquisadores tiveram que recuperar completamente os neurônios do nervo óptico e reconectá-los às células que levam os sinais ao cérebro para devolver estas funções à visão dos reodores. A façanha foi obtida com a aplicação casada de três técnicas que, separadas, tinham sucesso parcial comprovado.

A primeira técnica causa uma inflamação controlada dentro do olho. As células de defesa vão até o local combater a inflamação e secretam substâncias conhecidas como fatores tróficos, dentro do olho, que estimulam o neurônio a se regenerar.

A segunda técnica usada consiste em injetar dentro do olho uma substância chamada AMPc, molécula que facilita a ligação entre os fatores tróficos e os neurônios e, portanto, potencializa a primeira técnica. A substância existe naturalmente no olho, mas a injeção acelera o processo.

Por fim, a terceira técnica utilizada foi a retirada de um gene já na fase adulta chamado PTEN, que produz uma proteína que impede a regeneração do neurônio. Sem essa proteína, e com as outras duas técnicas, os neurônios puderam se regenerar completamente.

A pesquisa contou com a parceria da Universidade Harvard, nos Estados Unidos e tem DNA verde-amarelo no sangue: a cientista brasileira Silmara de Lima, aluna de doutorado no programa de ciências morfológicas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conduziu os estudos que, apesar de pedir cautela com a atual descoberta, aponta que os usos futuros podem ir além dos tratamentos dos olhos já que o nervo óptico serve como modelo para outras partes do sistema nervoso, como o cérebro e a medula.

Em abril deste ano, cientistas do Instituto de Oftalmologia da University College London (UCL) conseguiram restaurar a visão de camundongos cegos com o transplante de células fotorreceptoras sensíveis à luz, conforme noticiamos aqui.



(Fonte: G1)

A "magrela" social e verde

Desde janeiro de 2010 acontece, todo domingo, o “Passeio às cegas”, uma iniciativa da cidade do México cuja proposta é fazer com que voluntários ofereçam passeios a pessoas cegas ou com debilidade visual em bicicletas duplas apoiando, desta forma, a reintegração de pessoas com deficiência visual que vivencia a cidade através da bicicleta.

Cada vez mais o uso da bicicleta se expande tanto em cidades de países desenvolvidos como nas principais capitais da América Latina, que criam ciclovias e políticas de promoção deste veículo para que, na medida que as pessoas redescubram o prazer de andar de bicicleta, mais queiram compartilhá-lo com quem não pode desfrutar deste prazer.

Neste sentido, a iniciativa da cidade do México, uma iniciativa das organizações Bicitekas e Muévete por tu Ciudad em conjunto com a Contacto Braille, demonstra que todos podem apreciar o veículo mais “verde” do mundo, quando as ruas do Paseo de la Reforma e parte do Centro histórico da cidade são fechadas para pedestres, patinadores e ciclistas, num programa já conhecido como “Passeio Dominical”.

Há sete bicicletas duplas disponíveis em um estande e cerca de 15 deficientes visuais passeiam de “carona” a cada domingo. Essas bicicletas são conhecidas também como tandem, e são operadas por ambas as pessoas. A idéia surgiu no Segundo Encontro de Segurança Viária, em 2008, com a participação de várias organizações. O idealizador do projeto também não enxerga.

Em reportagens publicadas pelo jornal El Universal, diferentes usuários descrevem a emoção de subir em uma bicicleta e sentir o vento no rosto, escutar a cidade ao redor e desfrutar da liberdade que só a “magrela” (apelido carinhoso da bicicleta) consegue oferecer. Para os cegos, o rótulo de deficiente visual desaparece e, para os voluntários condutores, torna-se muito gratificante perceber a cidade por um outro prisma.

O “Passeio às cegas” é uma ideia muito interessante não só do ponto de vista da integração social, como também é um projeto condizente com a tendência das sociedades em buscar um futuro mais verde.



(Fonte: Treehugger)

O desenvolvimento cognitivo através dos brinquedos

O brinquedo é um elemento fundamental na vida das crianças, pois, por meio da interação que é estabelecida, a criança constrói diversas capacidades, não só intelectuais, como emocionais também. Se para toda e qualquer criança o brinquedo é fundamental, para a criança cega ele assume uma característica a mais, que é a possibilidade de descobrir como são os objetos.

Através de jogos e brincadeiras, as crianças desenvolvem muitas habilidades: perceptivas, motoras, raciocínio, criatividade, e têm a grande capacidade de estimular o convívio em grupo. Assim sendo, o ato de brincar é ingrediente fundamental na infância tanto para o desenvolvimento físico e intelectual, quanto para a saúde mental da criança, por meio da socialização e da interação com o outro.

Crianças portadoras de deficiências podem brincar, a princípio, com qualquer brinquedo comum. Entretanto, a escolha de objetos com algumas características específicas, adaptações ou intervenções do adulto na brincadeira podem propiciar uma experiência lúdica mais proveitosa.

Entretanto, é um erro achar que o brinquedo da criança com deficiência precisa ser diferente do das outras crianças. Segundo especialistas, os brinquedos não são especiais, mas a seleção deles deve ser compatível com as possibilidades da criança, considerando não apenas sua idade, mas, principalmente, suas capacidades motoras, cognitivas e sensoriais.

Para crianças cegas, os brinquedos devem estimular o tato, olfato, audição, paladar. Levando-se em conta que 80% de tudo o que uma criança aprende é através da visão, torna-se preciso dar acesso maior ao número de objetos no ambiente.

No Brasil, a Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), possui algo em torno de 109 brinquedos, sendo que uma parte são adaptações de brinquedos já existentes e outras são produtos especificamente para cegos (em braille), fabricados pela própria instituição. Mas lá também existem outros tantos que servem para todas as crianças, visando à socialização e a inclusão, pois a interação e a participação são fundamentais para a criança, deficiente ou não.

Além da produção de brinquedos e de um acervo desse material, composto por 1.500 brinquedos, a Laramara realiza, através do Projeto Brincanto, outras atividades que favorecem a brincadeira como instrumento de desenvolvimento integral das crianças.

Em 2004, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE) apresentou um boneco chamado Braillín, que foi projetado para ensinar braile a crianças pequenas. Braillín tem um painel dianteiro com seis botões grandes que correspondem à matriz de seis pontos usada no alfabeto braile. O projeto nasceu na Argentina, pelas mãos de uma professora que trabalha com deficientes visuais e que foi premiada no Concurso de Investigação Educativa sobre Experiências Escolares que a ONCE organiza todos os anos.

Cerca de 30 especialistas aprimoraram e testaram o boneco, enquanto que mais de 50 crianças ajudaram a aperfeiçoar seu design, de forma que até mesmo meninos e meninas que não têm problemas visuais podem aprender braile brincando com o (ou a) Braillín (tem versão para meninos e meninas). Juntamente com o boneco será distribuído um guia didático com atividades para os professores.



(Fonte: Acessibilidade Brasil)

Quatro passos para escolher (bem) os óculos

A Zeiss - líder internacional no ramo óptico - preparou um miniguia especial para auxiliar os brasileiros a escolher os óculos ideais já que, em nosso país, 60% das pessoas entre 18 e 40 anos de idade precisam usar lentes corretivas.

Óculos são acessórios cada dia mais presente na vida, e que, por isso, se tornaram peça fundamental na moda. Assim, qualidade de visão, conforto e estilo devem guiar a escolha dos óculos ideais.

Segundo a Zeiss, estas são as quatro principais dicas para não errar na qualidade de visão e nem no visual.

1 - Escolher o tipo de lente que mais atende as necessidades - O mercado oferece uma grande variedade de produtos. Portanto, é importante saber, por exemplo, que uma lente visão simples se destina a uma só necessidade visual, como a miopia ou a hipermetropia e o astigmatismo. Ao passo que a lente progressiva tem vários campos de visão, com distâncias focais diferentes.

2 - Depois de definido qual tipo de lente atenderá melhor sua necessidade visual, o próximo passo é escolher o material, que tem efeito direto na espessura e peso de suas lentes. Existem lentes de material convencional, material especial e material de alta tecnologia que interferem nas possibilidades de espessuras cada vez mais finas e, portanto, peças muito mais leves.

3 - Escolher tratamentos e revestimentos com qualidade tecnológica, recursos que proporcionarão mais conforto e durabilidade às lentes dos óculos. Alguns tratamentos podem reduzir os reflexos ao mínimo (antirreflexo), proteger contra arranhões (antirrisco), repelir poeira e sujeira (antiestático) e fazer com que a umidade e a sujeira deslizem pela superfície da lente, tornando-a assim mais fácil de limpar (camada hidrofóbica).

4 - Por último e não menos importante, chegou finalmente a hora de escolher a armação dos óculos. Esse será o recurso que finalizará o acessório com toque especial de estilo e design. É importante verificar com o profissional da ótica com quais tipos de armação a lente escolhida se adapta. Os óculos devem ser adequados ao formato do rosto e também compatíveis com as lentes escolhidas.



(Fonte: Zeiss)

De olho no Ginkgo Biloba e seus efeitos contra o glaucoma

O Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore que foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer, por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial, quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada.

De lá para cá, muitos efeitos medicinais tem sido relacionados com a planta, desencadeando diversas reações benéficas que vão desde os pés até os ouvidos, como aliviar dores nas pernas e nos braços ou zumbidos no ouvido. Até agora, porém, nada havia relacionado com os olhos e a visão.

Mas em maio deste ano foi apresentado um estudo retrospectivo, realizado nos Estados Unidos, que avaliou o efeito a longo prazo do Ginkgo Biloba sobre a progressão de defeitos que surgem no campo visual em pacientes com glaucoma de pressão normal.

O estudo, dirigido por Sohn Lee, avaliou 42 olhos de 42 pacientes com glaucoma de pressão normal que receberam 80 mg de Ginkgo Biloba 2 vezes ao dia e que tiveram pelo menos 5 testes de campo visual por um período de 4 anos antes e após o tratamento com as folhas desta árvore, que é um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo.

Os pesquisadores também avaliaram a mudança de taxa de progressão usando desvio médio, o desvio padrão standard e o índice de campo visual após o tratamento com o Ginkgo Biloba. Além disso, os investigadores analisaram o tempo de curso do desvio médio total em zonas correspondentes ao glaucoma usando um modelo linear de efeitos mistos com desiguais variâncias de efeito aleatório.

Eles observaram que a diferença de resultado terapêutico antes e após o tratamento com Ginkgo Biloba não foi significativamente diferente. Mas o estudo também relatou que antes do tratamento com Ginkgo Biloba, os coeficientes de regressão melhoraram significativamente.

Diante dos números da pesquisa, os pesquisadores concluíram que o Ginkgo Biloba abrandou a progressão das lesões do campo visual em pacientes com glaucoma de pressão normal, especialmente na correspondente ao campo central superior.



(Fonte: Review of  Ophthalmology)

A máscara que faz sonhar

Sonho lúcido é o termo utilizado para a percepção consciente que temos de um determinado estado ou condição enquanto sonhamos, resultando em uma experiência da qual temos uma recordação muito lúcida e nítida, normalmente aparentando termos tido controle e capacidade direta sobre nossas ações e, algumas vezes, o próprio desenrolar do conteúdo do sonho. Em alguns casos, tomando decisões e as utilizando para solucionar problemas que não conseguiram ser resolvidos durante o dia.

Os chamados "sonhadores lúcidos" normalmente descrevem seus sonhos como animados, coloridos, e fantásticos. Muitos comparam a uma experiência espiritual e dizem que este fato mudou sua maneira de viver ou sua percepção em relação ao mundo que vive. Agora, esta capacidade de sonhar lucidamente estará ao alcance de todos. Ou, pelo menos, de todos que quiserem conferir as máscaras Remee Lucid Dream, da empresa Bitbanger Labs, com sede em Nova York, EUA.

Em linhas gerais, Trata-se de um mecanismo embutido numa máscara tapa-olho, o qual reage ao movimento dos olhos (típicos da fase REM do sono) e emite um estímulo luminoso sutil, o suficiente para não acordar, mas para ser incorporado a narrativa do sonho.

Para fazer com que os consumidores consigam ter sonhos lúcidos, os responsáveis pelo projeto incluíram LEDs na máscara, criando diversos padrões visuais (que são reconhecidos como anomalias por quem está utilizando) durante os diversos ciclos do sono. São esses padrões que influenciam o sistema nervoso para permitir que os sonhos lúcidos aconteçam.

O projeto está atualmente no Kickstarter, um site em que as pessoas apresentam suas ideias e buscam financiamento do público.

A meta inicial era de 35 mil dólares, mas a campanha foi um sucesso e os desenvolvedores já conseguiram acumular mais de 90 mil dólares. Por essa razão, em alguns meses a produção das máscaras Remee Lucid Dream deve ser comercialmente iniciada. E quem não quiser esperar o início das vendas, poderá desembolsar algo a partir de 80 dólares (145 reais), fora impostos - o que tira o sono de qualquer um...


(Fonte: Tecmundo)

Disney cria olhos super realistas para seus personagens

O vale da estranheza (em inglês: uncanny valley) é uma hipótese no campo da robótica introduzida originalmente pelo professor japonês Masahiro Mori em 1970. A hipótese original de Mori, especialista no assunto, diz que quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida — mas não idêntica — a seres humanos reais, elas provocam repulsa entre observadores humanos. O "vale" em questão advém de um gráfico da reação positiva de um ser humano em função da verossimilhança de um robô.

Um fator que agrega ao efeito do vale da estranheza são os olhos sem vida dos personagens feitos em computação gráfica. Como o globo ocular é uma parte bastante complexa do corpo humano e difícil de ser reproduzida digitalmente, aquele “olhar de peixe morto” sempre acaba entregando a virtualização dos personagens.

Os sistemas de captura de movimentos geralmente são usados para gravar a performance física de um ator, que então é aplicado a um personagem em CG ou mesmo a um dublê em CD, para garantir que a sua contraparte digital se mova da forma mais humana possível. E embora os movimentos e contorções sutis do rosto do ator, incluindo seus olhos, sejam gravados também, a cópia virtual normalmente é renderizada apenas com um par de globos oculares simplificados e com formato genérico que sempre parece não ter aquela faísca de vida e credibilidade.

Contudo, se depender da Disney (sempre ela!), isso deve mudar em um futuro próximo.

O Disney Research, laboratório de pesquisa e desenvolvimento da companhia localizado em Zurique, na Suíça, está projetando uma tecnologia para deixar os olhos digitais idênticos aos de “carne e osso” — e pelo vídeo divulgado por esse departamento os resultados são promissores e animadores, como você pode conferir abaixo.

Desenvolvido por Pascal Berard, Derek Bradley, Maurizio Nitti, Thabo Beeler e Markus Gross, o estudo analisou e mapeou os olhos de nove pessoas, os quais apresentavam as mais variadas características. Foram reproduzidos em computador o formato do globo ocular, a córnea, a íris e a esclerótica — todos de maneira independente para depois serem reunidos e formar o olho completo.

O nível de detalhamento da pesquisa impressiona. O olho virtual apresenta texturas, reflexos de luzes e até mesmo os capilares sanguíneos do globo ocular real correspondente. Além disso, a virtualização é capaz de reproduzir as deformações e irregularidades naturais do órgão, bem como as suas contrações dos tecidos e as suas reações com variações de luminosidade, por exemplo.

Quanto mais fácil for implementá-lo, mais provável que os estúdios de animação e efeitos especiais usarão a técnica para ajudar seus personagens a finalmente saírem do vale da estranheza. Confira o vídeo:

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(Fonte: Disney Research)

Aeromedicina: um hospital oftalmológico nas alturas

Ao subir as escadinhas do avião, nada de comissários dando as boas vindas. No espaço reservado à primeira classe, há uma sala de aula em que grupo de jovens médicos assiste a uma cirurgia nos olhos em tempo real. Poucos passos à frente, um senhor com catarata avançada passa pela última avaliação médica. Ao seu lado, duas estudantes treinam a cirurgia em um simulador.

Mais adiante, numa sala asséptica escura, com médicos e enfermeiros paramentados, o menino Rodrigo, 4, é operado de estrabismo. "Fiquei assustada no começo quando soube que a cirurgia seria em um avião, mas só foi pisar aqui que me convenci que não poderia existir lugar melhor para o meu filho estar", conta Giovana Rodrigues, mãe de Rodrigo.

Trata-se de um avião modelo DC-10, doado pela FedEx, totalmente adaptado para se transformar em um hospital oftalmológico. Neste ano, já esteve em El Salvador, na Colômbia, no Panamá e, por último, no Peru. A iniciativa é da Orbis, uma ONG internacional integrada por uma equipe de 22 pessoas, entre médicos, enfermeiras, pilotos, mecânicos e especialistas em logística, a maioria voluntários.

A FedEx e a Omega Watches estão entre as empresas patrocinadoras. Segundo Jean-Pascal Perret, vice-presidente de comunicação da Omega Watches, neste ano foram investidos US$ 2 milhões no projeto. A reportagem do jornal Folha de São Paulo, cujo texto reproduzimos aqui, acompanhou a missão médica em Trujillo, norte do Peru, onde o avião esteve pousado nas duas primeiras semanas de setembro. No período, 85 cirurgias foram feitas e 172 profissionais de saúde, treinados.

Segundo Joan McLeod-Omawale, diretora regional da Orbis para a América Latina e Caribe, a ideia é atender na aeronave casos mais complexos, que não são atendidos ou têm muita fila de espera nos serviços de saúde. Das cirurgias feitas, 12 foram transplantes de córneas. "Há muitos casos de catarata, glaucoma e inflamações. São situações em que cegueira é curável", afirma Joan McLeod-Omawale, diretora regional da Orbis para a América Latina e Caribe.

No mundo, há 45 milhões de pessoas cegas, 80% delas poderiam recuperar a visão se recebesse tratamento médico adequado, segundo Joan. A maioria (90%) vive em países em desenvolvimento, como o Brasil, que tem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas, segundo dados do IBGE.

Outro objetivo da missão médica é treinar profissionais locais para que eles possam desenvolver as mesmas técnicas oftalmológicas no futuro. O avião possui uma sala de aula com 48 lugares. "O avião chega e vai. É só uma parte. O principal propósito é multiplicar o conhecimento", afirma. No Peru, a Orbis é parceira do Instituto Regional de Oftalmologia.

Segundo o diretor-executivo do instituto, Jaime Pereira, o grande foco agora é o treinamento para diagnóstico e tratamento de doenças oftalmológicas em crianças. "Elas são curáveis em 50% dos casos. Você muda o curso da vida de uma criança com intervenções muito simples, na maioria das vezes." Uma das doenças que preocupa a equipe é a retinopatia da prematuridade, que aumentado em razão da alta incidência de bebês nascidos antes de 36 semanas.

A doença leva ao crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem a retina. Esses vasos podem sangrar e, em alguns casos, a retina pode descolar e fazer a criança perder a visão.

Desde 1982, a Orbis já realizou programas em 92 países. Mais de 23 milhões de tratamentos ópticos foram realizados, com 250 mil profissionais treinados. O avião-hospital nunca pousou no Brasil. Segundo Joan McLeod-Omawale, diretorda da ONG, por falta de convite. "Só vamos aonde somos convidados."



(Fonte: Cláudia Colucci, via Folha de São Paulo)

Testes preliminares restauram a visão de pacientes

Cientistas conseguiram a primeira forte evidência de que as células-tronco embrionárias humanas podem, de fato, ajudar pacientes. As células parecem ter melhorado a visão em mais da metade de 18 pacientes que haviam se tornado legalmente cegos por causa de duas doenças oculares, atualmente incuráveis e progressivas.

Os pesquisadores enfatizam que os resultados são preliminares, porque o número de pacientes tratados foi relativamente pequeno e eles só foram acompanhados por uma média de menos de dois anos. Mas os resultados são bastante promissores.

“Eu estou surpreso que isso está funcionando da maneira que está – ou que parece estar funcionando”, diz Steven Schwartz, especialista ocular da Universidade da Califórnia, nos EUA, que conduziu o estudo.

Outros pesquisadores concordaram que o trabalho é preliminar, mas também altamente promissor. “Isso permite que você diga, ‘OK, agora que essas células têm sido usadas em pacientes que têm cegueira, talvez possamos também usar essas células para muitas outras condições, bem como doenças cardíacas, doenças pulmonares e outras condições médicas'”, se anima o Dr. Anthony Atala, cirurgião e diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, também nos EUA.

Células estaminais embrionárias humanas têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo. Os cientistas têm especulado que elas poderiam ser usadas para o tratamento de muitas doenças, incluindo diabetes e Alzheimer. Mas este estudo é o primeiro teste com células-tronco embrionárias humanas aprovado pela Food and Drug Administration (órgão estadunidense que controla, entre outras coisas, tratamentos médicos) que produziu algum resultado.

Os pacientes do estudo sofriam de degeneração macular relacionada à idade e distrofia macular de Stargardt, as duas principais causas de cegueira juvenil e adulta no mundo desenvolvido, diz Schwartz. As doenças destroem a visão central da pessoa.

Schwartz e seus colegas pegaram células-tronco embrionárias humanas e as transformaram no tipo de células que são mortas por estas doenças – células epiteliais pigmentares da retina. Em seguida, infundiram entre 50.000 e 150.000 células nas retinas dos pacientes.

Alguns pacientes experimentaram efeitos colaterais a partir do próprio processo e dos medicamentos tomados para suprimir o sistema imunológico, mas nenhum deles foi considerado grave. As próprias células não produziram problemas de segurança até agora.

Surpreendentemente, muitos dos pacientes começaram a ver melhor, de acordo com o relatório – o objetivo inicial do teste era verificar se este tipo de procedimento era seguro, e não necessariamente melhorar a visão. Dez dos 18 pacientes começaram a ver significativamente melhor. Uma piorou, mas os outros sete ou ficaram melhores ou não perderam mais visão.

Schwartz alerta que o estudo ainda está em uma fase bastante inicial, e só deve levar a resultados concretos em alguns anos. Ele tem continuado o tratamento de mais pacientes usando doses maiores de células, além de tentar o tratamento em pacientes que não perderam tanto a visão, para ver se o procedimento funciona ainda melhor. Ele também expandiu seu estudo para Boston, Miami, Filadélfia e Londres.

“São pacientes que não enxergavam bem por 30 anos e, de repente, passaram a ver melhor. É incrível”, exalta o pesquisador.



(Fonte: NPR)

O laser no combate ao glaucoma

A principal causa da cegueira irreversível no Brasil é o glaucoma, mas a falta de dados estatísticos e epidemiológicos confiáveis dificulta a avaliação real da extensão dos problemas visuais da nossa população.

Segundo a Organização Mundial da Saúde OMS, existem 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões de casos. A prevalência de cegueira por glaucoma é de 5,2 milhões de pessoas, representando a segunda causa de cegueira no mundo.

A OMS acredita que, no Brasil, cerca de um milhão de pessoas são portadoras de glaucoma, por isso o diagnóstico precoce é a melhor maneira de evitar a perda da visão. A maioria dos casos de glaucoma pode ser controlado através de remédios, mas algumas pessoas podem necessitar de cirurgia para reduzir a pressão intra-ocular, melhorando o escoamento ou drenagem dos fluidos.

Alguns estudos recentes indicam que um procedimento a laser conhecido como Trabeculoplastia Seletiva a Laser (TSL), pode ser tão eficaz quanto os colírios para diminuir a pressão ocular interna. Esta cirurgia pode ser considerada um tratamento primário, particularmente para pessoas que têm dificuldade para cumprir o cronograma, rigoroso e necessário na utilização do colírio.

A TSL, procedimento efetivo, seguro, não invasivo, realizado em consultório e sem a necessidade de anestesia ou internação foi introduzida no Consenso de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto da Sociedade Brasileira de Glaucoma, o que significa que o procedimento passou a ser reconhecido e indicado pela instituição e promete ser uma alternativa para os altos custos e efeitos colaterais que levam muitos pacientes de glaucoma a suspender o tratamento com colírios, oferecendo a possibilidade do controle da pressão intra-ocular por um período médio de 6 a 8 meses. Após esse período, o tratamento pode ser repetido.

Apesar de não ser necessário nenhum preparo especial para a realização do procedimento nem repouso após o mesmo, a TSL não está indicada nos casos muito avançados nem nos casos onde é necessária uma rápida redução da pressão intra-ocular, pois a estabilização da mesma ocorre apenas no intervalo de 1 a 6 semanas. Também é contra-indicada em casos de glaucomas de ângulo fechado, provocados por trauma.



(Fonte: Porta-Voz Comunicação Estratégica)

Tablet cearense promete 100% de acesso a deficientes

Segundo o jornal Diário do Nordeste, os deficientes visuais terão acesso a leitura em braile de 100% de todos os textos produzidos no Brasil e no mundo. Desenvolvido por professores do Instituto Federal do Ceará (Ifce) juntamente com a empresa incubada AED Tecnologia, o Projeto Portáctil permite a leitura de documentos impressos ou digitalizados, bem como a escrita de documentos, utilizando uma ou mais células braile. O aparelho, que também possui a função de sintetização de voz, permitindo a leitura aos que não dominam a linguagem braile, deverá estar no mercado a partir do ano que vem.

O equipamento é um tipo de tablet, cuja câmera fotografa o texto, que é escaneado em OCR e transformado em texto editável. À partir daí, a interface feita no sistema Android, permite comunicar via bluetooth mostrando numa célula braile com formato de mouse o que está sendo lido no texto. O sistema bluetooth, inclusive, permite que, na ausência do tablet, o sistema possa ser usado num celular do tipo smartphone.

Além do objetivo do projeto de inclusão dos deficientes visuais na educação, o tablet que possui a escrita como função adicional também pode ser um diferencial na produção de livros em braile que, além do tamanho grande, precisa de mais de um volume para caber o original de uma edição comum.

Em 2011, um time de pesquisadores americanos da Universidade de Stanford, desenvolveu uma forma de pessoas com deficiência visual usarem a tela de um tablet como um teclado braile, utilizando um design inovador no teclado para superar a falta de elementos táteis que normalmente seriam necessários para um teclado braile, onde o usuário coloca oito dedos simultaneamente sobre a tela e o programa leva as teclas virtuais até cada um dos dedos.

O Portáctil, com patente cearense depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vai muito além disso. O projeto é financiado desde 2010 pelo Ministério da Educação (MEC), que pretende traçar estratégias para que o equipamento possa entrar em fase de produção, a partir de licitação, pela indústria nacional, o que não permite ainda uma definição de valores.



(Fonte: Diário do Nordeste)

Chega de "fiu-fiu": O assédio sexual pelos olhos das vítimas

Em 2003, o site Think Olga criado pela jornalista Juliana de Faria e dedicado a elevar o nível da discussão sobre feminilidade nos dias de hoje, realizou uma pesquisa on-line sobre assédio sexual com a participação de oito mil mulheres. Batizada com o sugestivo nome “Chega de fiu-fiu”, a pesquisa revelou que 83% não gostam de ser cantadas nas ruas.

Encarar de forma persistente o que muitos consideram um inocente “oi, linda” causa medo e é reconhecido como violência - 68% foram xingadas ao recusar cantadas. Outras revelações da pesquisa: 81% das mulheres afirmaram já ter deixado de fazer algo por medo de assédio; 85% disseram ter sido tocada de forma inapropriada.

Numa realidade como a revelada na pesquisa, na qual as mulheres sentem sua liberdade no espaço público tolhida, a “Chega de fiu-fiu” cresceu, resultando na criação de uma mapa interativo no qual denúncias anônimas ou não indicam locais onde pessoas foram assediadas. E, da ideia de percorrer os trajetos indicados pelo mapa que Juliana, em parceria com a documentarista e jornalista Amanda Kamanchek, e a fotógrafa e documentarista Fernanda Frazão, nasceu um documentário, também intitulado “Chega de fiu-fiu”.

Ao investigar qual é o espaço da mulher na cidade, as três percebem o quanto a sociedade ainda precisa avançar nas questões de igualdade de gênero. Intercalando entrevistas com especialistas e filmagens nas ruas feitas por mulheres usando óculos com microcâmeras, a ideia do filme é esquentar ainda mais um debate que ganha força no mundo inteiro. Fernanda observou que a experiência de caminhar pelas ruas com os óculos tem sido quase um ato performático para as mulheres que participam do documentário, que ainda não tem data de lançamento.

O grupo de criadoras espera que o filme amplie o público da campanha “Chega de fiu-fiu” e planejam usá-lo como estratégia de formação em escolas, com funcionários do metrô, delegacias e defensorias.

Para maiores informações sobre o projeto e para efetuar doações que tornem esse filme realidade é só entrar aqui: http://catarse.me/pt/videochegadefiufiu.

Assista abaixo o vídeo da campanha do documentário “Chega de fiu-fiu”:

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(Fonte: O Globo)

Lacrimejamento em bebês pode sinalizar doenças oculares

A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o glaucoma congênito como a principal causa da perda definitiva da visão na infância, sendo responsável por 20% da cegueira entre crianças, apesar de incidir em apenas 0,05% dos recém-nascidos. No Brasil, por conta do aumento de partos prematuros que favorecem as malformações, a doença está crescendo e o lacrimejamento constante nos bebês pode ser o primeiro sinal desta doença, associada à hereditariedade.

Além do lacrimejamento constante, outras alterações sinalizam a presença do glaucoma congênito, como a córnea esbranquiçada e maior que o normal, o crescimento do olho, fotofobia (aversão à luz) e a irritabilidade. O glaucoma congênito é caracterizado por um defeito no desenvolvimento da malha trabecular, dificultando a drenagem do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular, o que faz com que a pressão intraocular suba e provoque lesões no nervo óptico, causndo cegueira irreversível.

O diagnóstico pode ser feito logo após o nascimento pelo teste do olhinho, exame obrigatório em 11 estados do Brasil.

Porém, o lacrimejamento dos bebês também pode ser causado pela obstrução do canal lacrimal, situação que costuma atingir cerca de 6% dos recém-nascidos. Esta obstrução causa dificuldade de escoamento, o que predispõe à conjuntivite bacteriana e à triquíase (cílios voltados para dentro).

As lágrimas acumuladas podem colaborar também com a diminuição da acuidade visual e facilitar o desenvolvimento da ambliopia (comumente chamada de “olho preguiçoso”), maior causa de cegueira monocular entre crianças.

Cabe aos pais verificar se a criança passou pelo exame, que pode ser realizado em qualquer hospital. Em caso de dúvida, deve-se procurar um especialista. No caso do glaucoma, o único tratamento definitivo do glaucoma é a cirurgia que deve ser feita imediatamente após o diagnóstico. Já a obstrução lacrimal pode ser tratada com massagens diárias no canto interno do olho. Quando isso não funciona, é necessário que se faça uma cirurgia.



(Fonte: LDC Comunicação)

As aplicaçãos das luzes infravermelhas para melhorar a visão

Somente o jovem Nong Youhui é capaz de ver raios infravermelhos (um tipo de luz invisível aos humanos), o que dá a eles a capacidade de enxergar no escuro total, tal como os gatos – ou ainda melhor, conforme podemos observar neste artigo.

Mas agora, um estudo divulgado recentemente por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington informou que a visão é humana pode captar a presença deles.

Para comprovar essa teoria, os cientistas utilizaram células das retinas de ratos e de pessoas, além de lasers poderosos que emitem pulsos de luzes infravermelhas. Ao fazer isso, eles perceberam que, quando o laser pulsa rapidamente, células da retina que são sensíveis à luz ocasionalmente são atingidas duas vezes pela energia infravermelha – e, quando isso acontece, o olho é capaz de detectá-la fora do espectro visível.

“Estamos usando o que aprendemos nesses experimentos para tentar desenvolver uma nova ferramenta que vai permitir não apenas examinar o olho, mas também estimular partes específicas da retina para verificar se ela está funcionando corretamente. Esperamos que essa descoberta tenha aplicações bem práticas”, disse Vladimir J. Kefalov, professor de oftalmologia e ciências visuais da Universidade de Washington e um dos envolvidos na pesquisa.

Também foi informado que o estudo começou depois que os cientistas do time de pesquisa reportaram a possibilidade de ver, ocasionalmente, flashes de luzes verdes enquanto estavam trabalhando com o laser infravermelho – e que estes eram capazes de emitir ondas que eram consideradas invisíveis ao olho humano.

“Experimentamos pulsos de durações diferentes que entregavam o mesmo número de fótons (partículas de luz), e descobrimos que quanto mais curto o pulso, maior a chance da pessoa vê-lo. Apesar de a duração entre os pulsos ser curta a ponto de não ser percebida a olho nu, a existência deles foi muito importante para permitir que as pessoas enxergassem essa luz invisível”, explicou Frans Vinberg, um dos autores do estudo.

Geralmente, a retina é capaz de absorver uma partícula de luz para gerar uma molécula de fotopigmento, que começa o processo de converter luz para a visão. Convencionalmente, cada grande número de fotopigmentos absorve apenas um fóton, mas agrupá-los em um pulso curto da luz de um laser faz com que a energia combinada de duas partículas de luz sejam o bastante para permitir que o olho veja o que normalmente é invisível.

“O espectro visível inclui ondas de luz que possuem de 400 a 720 nanômetros de comprimento. Porém, se o pigmento de uma molécula na retina é atingido numa sucessão rápida por um par de fótons que possui 1.000 nanômetros de comprimento, essas partículas vão entregar a mesma quantidade de energia que um acerto simples de um fóton de 500 nanômetros, que é o espectro visível. É dessa forma que podemos vê-las”, concluiu Kefalov.

Eles, porém, não estão sozinhos nesta busca pelo uso da visão infravermelha.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, chefiados pelo professor assistente Zhaohui Zhong, revelaram planos desenvolver uma lente de contato em grafeno que permitirá enxergar no escuro, proporcionando ao seu portador "visão noturna" infravermelha. Para isso, eles pretendem aproveitar as propriedades "especiais" do grafeno, que é capaz de detectar o espectro infravermelho, luz visível e ultravioleta.

A capacidade de detectar a luz em uma ampla faixa espectral é fundamental para diversas aplicações tecnológicas no processamento de imagens, sensoriamento, espectroscopia e comunicação. Se tudo der certo, Nong Youhui logo terá concorrência...



(Fontes: PNAS & MyScienceAcademy)

Os desafios do óculos de sol elétrico

O Social Video Electric Eyewear é um óculos de sol elétrico, projetado pela empresa estadunidense Vergence Labs, capaz de gravar exatamente aquilo que o usuário está enxergando. Alimentado com energia elétrica, suas lentes possuem um sistema de mudança cromática eletrônica, que permite o clareamento ou o escurecimento das lentes com um simples toque de botão.

O equipamento conta com uma pequena câmera instalada entre as duas lentes que é capaz de gravar vídeos em 720p (alta definição) através dos olhos do utilizador, seguindo os movimentos da retina e os salvando em um cartão microSD. O resultado do vídeo, assim, fica o mais próximo possível daquilo que os olhos estão vendo.

Os vídeos registrados podem ser compartilhados no site YouGen.TV, que, por sua vez, pode se conectar com as redes sociais. Esta conectividade, segundo a Vergence Labs tem o objetivo de oferecer ao usuário uma forma de “compartilhar as memórias de sua vida” com outras pessoas.

Os seus criadores já pensam em adicionar novas funções aos óculos, como o recurso de conectividade Wi-Fi, permitindo uma transmissão via streaming para smartphones e tablets. Outra ideia é incorporar um sistema de biometria no site de compartilhamento de vídeos, através de eletrônicos e sensores integrados. Mas para isto, precisa vencer o único inconveniente do aparelho, que está na autonomia de bateria, que é de apenas duas horas.

Outro desafio da Vergence Labs é alcançar o valor de US$ 50 mil em doações para começar a produzir os óculos.



(Fonte: Gizmag)

Exame oftalmológico pode detectar vírus HIV

Inflamações e infecções específicas são problemas de saúde que muitos médicos se deparam com frequência e podem estar associadas a várias doenças. A AIDS enquadra-se nesse quadro de patologias: atinge distintos órgãos do corpo humano, demanda por cuidados especiais, pode levar a consequências graves e quanto à visão pode levar até mesmo à perda ou gerar um quadro irreversível caso não se faça um tratamento precoce adequado. A atenção para as alterações oculares é mais do que relevante quando se trata de AIDS.

Conforme Victor Saques Neto, oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), pacientes imunodeprimidos podem apresentar lesões oculares conhecidas como uveítes. A uveíte é um termo genérico para a inflamação de um ou todos os segmentos da úvea, que é composta pela íris (parte mais visível e colorida do olho), corpo ciliar (estrutura vascular do olho que produz o líquido transparente no globo ocular) e coróide (camada de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo entre a esclera, parte branca do olho, e a retina). "As uveítes normalmente vem acompanhadas de dor, vermelhidão, fotofobia e baixa visual", explica o especialista.

Mesmo em tempos de sobrevida maior com as drogas disponíveis, o diagnóstico detalhado torna-se muito importante para se prevenir sequelas nas vistas de quem tem AIDS. De acordo com o Dr. Danilo Soriano, oftalmologista da Casa da AIDS, em São Paulo, atualmente o índice de pacientes soropositivos com infecções na visão diminuiu após a entrada dos medicamentos específicos para a AIDS (coquetéis antirretrovirais) e trazendo uma maior imunidade.

"Antes, de 30 a 50% dos pacientes tinham problemas na visão, já hoje isso chega a 10%. Essa redução, assim como as outras também, está relacionada à inibição da replicação do HIV", diz o médico, Outro aspecto apontado pelo médico é que a perda da visão, além de ser um fator limitante, provoca alterações psicológicas na vida de pacientes, dificulta atividades profissionais e o alerta deve ser constante para as questões oftalmológicas quando se refere à AIDS. "As doenças da visão associadas à AIDS são graves, destrutivas, agem rapidamente e em um mês o paciente pode ficar cego, por isso o tratamento da visão deve ser prioritário e imediato", diz ele.

Citomegalovírus e herpes são algumas das principais patologias que afetam pacientes com HIV e podem levar a sérios quadros na visão. Para o oftalmologista, muitos são os fatores que deflagram problemas envolvendo AIDS e visão, indo desde uma mudança no quadro clínico até efeitos decorrentes de medicação.

"Os pacientes com HIV são mais suscetíveis a infecções oculares (e gerais também), por isso qualquer alteração visual tem que ser levada em conta", diz Soriano. Uma aderência aos tratamentos aliada a controles frequentes são medidas que contribuem para resultados mais efetivos quando se trata da saúde dos olhos associada à AIDS.

Para prevenir dificuldades e até mesmo a perda visual, o acompanhamento passa a ser indispensável, pois se pode propor estratégias mais eficazes a fim de proteger ou tentar recuperar a visão diante da AIDS: "Mesmo se não há sintoma ocular, é preciso que se faça exames periódicos para ver se há início de alguma doença. É fundamental que os médicos orientem para tratamentos específicos e que os pacientes colaborem e sejam informados. Com a AIDS, o tempo é determinante", diz o médico.

O atual ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresenta nesta segunda-feira (1/12) novos dados do Boletim Epidemiológico HIV-AIDS 2014. Na ocasião, também será divulgada a nova campanha publicitária. Os anúncios marcam o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, celebrado neste 1º de dezembro. Na nova campanha, o Ministério chama atenção para os 30 anos da luta contra a AIDS no Brasil. 



(Fonte: Danilo Tovo via Dr.Visão)

A situação atual da infecção pelo HIV e as doenças oculares

Uma vez que o HIV é um tipo de vírus chamado retrovírus, a medicação usada para tratamento é a chamada anti-retroviral. Esses medicamentos poderosos controlam o vírus e diminuem a progressão da infecção por HIV. A quantidade de comprimidos que o paciente HIV positivo precisará tomar e a sua freqüência depende de quais medicamentos o médico escolher. Cada terapia antirretroviral altamente ativa é moldada para cada paciente individualmente.

No estágio atual de terapia antiretroviral altamente ativa (HAART), os desafios que pacientes portadores do vírus HIV enfrentam com relação às complicações oculares mudaram muito; no entanto, a morbidade ocular significativa persiste.

Existe, na literatura médica, uma constante atualização sobre esses desafios, com destaque para a literatura relevante dos últimos 12-18 meses. Embora sua incidência tenha diminuído substancialmente na era da HAART, o citomegalovírus (CMV) continua a ser uma importante causa de morbidade ocular e preditor de mortalidade.

O CMV pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zoster. As manifestações clínicas da infecção pelo CMV variam de uma pessoa para outra e vão desde discreto mal-estar e febre baixa até doenças graves que comprometem o aparelho digestivo, sistema nervoso central e retina. O citomegalovírus nunca abandona o organismo da pessoa infectada, permanecendo em estado latente para que, em qualquer baixa na imunidade do hospedeiro, possa reativar a infecção.

Atualmente, os pacientes com CMV têm um risco aproximadamente igual de desenvolver uma complicação ocular em comparação com a era pré-HAART. Pouco se sabe sobre as considerações atuais epidemiológicas da sífilis e do HIV ocular, no entanto, pacientes com HIV podem ter maior probabilidade de uveíte posterior sifilítica.

Em relação à desordem neurorretiniana associada ao HIV, novas modalidades de imagem oftálmicas estão ajudando a descobrir potenciais alterações estruturais. Os desafios futuros na luta contra o HIV relacionados com a saúde dos olhos envolverão a identificação de fatores adicionais que conferem maior risco de retinite por CMV, a compreensão do escopo de sífilis ocular e outras infecções oculares em pacientes com HIV.

Além de aprofundar a compreensão das mudanças estruturais em desordem neurorretinianas como um possível indicador de danos em outros órgãos.

(Fonte: Optometric Physician)

Capacete! Motociclista, seus problemas terminaram!

Quem é motociclista sabe a dificuldade de verificar alguma informação no painel da moto enquanto realizavam uma manobra que exigia atenção no trânsito.

Como a posição de pilotagem frequentemente afasta a vista dos instrumentos, uma olhada rápida para baixo ou então na direção dos espelhos pode ser suficiente para causar um acidente.

Pensando nisso, alguns empreendedores criam equipamentos para mudar este quadro, como este capacete que oferece na viseira informações relevantes para o motociclista.

Ou como este gadget, de uma empresa chamada Bikesystems, que lançou uma campanha no Kick Starter para tentar dar início à produção do BikeHUD Adventure. Trata-se de um visor digital que, quando acoplado a um capacete, fornece uma interface clara ao motociclista com várias informações fundamentais, como velocidade, marcha engatada, hora e revoluções do motor.

Além desses dados mais básicos, o sistema também pode ser expandido com outros módulos e câmeras. Dessa forma, rodar um navegador GPS no display ou visualizar quem vem atrás de você fica muito mais fácil.

O pacote mais básico, que contém a última edição do BikeHUD Adventure, custa £ 245 (R$ 988 na cotação atual), enquanto a edição mais cara e completa sai por £ 2.788 (R$ 11.246).

Assista ao vídeo demonstrativo clicando neste link.



(Fonte: Kick Starter)

O futuro da TV está nos seus olhos

Uma tendência fácil de se observar é que as tecnologias ficam melhores quando acompanham o desenho natural do corpo humano, quando parecem absolutamente naturais. Quanto menos notamos a presença da máquina, mais impressionante é o resultado que ela entrega. É como as telas sensíveis ao toque, que tornaram intuitivo algo que toda pessoa já fez alguma vez, quando era criança. Simplesmente tocar a tela e, como acontece com tudo que é tocado por nós, movimentar os objetos dentro dela. Pois bem. Isso acabou de acontecer com as televisões. Elas ficaram naturais.

Saúde Visual já apresentou esta matéria falando sobre os aumentos no tamanho de tela, resolução e sobre o desenvolvimento constante na gama e na precisão de cor, resoluções e densidade de pixels mais altas, telas com melhor iluminação e menor reflexo e, claro, o que tudo isso pode causar na sua visão. Na matéria em questão, mencionamos a tecnologia OLED, mas tratamos especificamente das telas de LCD.

Agora, portanto, vamos falar da OLED, uma tecnologia criada pela LG Electronics, gigante multinacional sul-coreana, completamente diferente de tudo que está disponível no mercado. A tela tem uma curvatura que acompanha o nosso campo de visão. É uma gigantesca evolução quando você lembra que, há menos de uma década, as TVs de tubo eram meio barrigudinhas e colocavam quase toda a atenção no que estava no centro da tela. Mais tarde, vieram as TVs de tela plana, que amenizaram o problema. Parecia uma forma muito mais confortável de ver TV. Mas eis que surgiu a OLED e deixou a tela plana meio sem graça – e não apenas pela maravilhosa curvatura.

Ao incluir contraste perfeito, cores reais, design inovador ultra fino, tempo de resposta do painel mil vezes maior do que o de uma TV LED comum e um ângulo de visão perfeito, a LG levou a TV OLED ao nível da perfeição. É difícil imaginar para onde vão as inovações em TV depois que você assiste a qualquer coisa em OLED.

Por ter criado a tecnologia, a LG OLED se diferencia ainda mais dos outros aparelhos disponíveis no mercado por causa de uma série de características que, felizmente, você não vê – mas que fazem muita diferença. As TVs LCD têm 3 painéis principais: um traseiro para iluminação, um que produz cor e a tela de cristal líquido, que controla a intensidade da luz. As TVs OLED têm um único painel extremamente fino, com 4,3 mm de espessura, que acumula essas três funções. É muito mais velocidade e eficiência na transmissão de imagens.

Claro, uma tecnologia tão inovadora garante uma experiência visual diferente. Com pixels iluminados individualmente, a TV OLED tem contraste infinito, o que permite enxergar o preto verdadeiro em vez da cor acinzentada que encontramos em outras TVs. Além disso, a LG OLED tem um sistema de cor exclusivo, o WRGB (Whitte, Red, Green and Blue), que envolve um subpixel especial para a cor branca e garante brilho, cor e luminosidade melhores e maior eficiência energética.



(Fonte: Gizmodo)

Brasileiros da região sudeste não cuidam bem dos olhos

Uma pesquisa inédita e internacional foi encomendada pela Zeiss, empresa global no campo da óptica, que comemora 100 anos de lançamento de suas primeiras lentes de precisão. O levantamento foi realizado pelo instituto inglês YouGov de forma direcionada, e ouviu mais de mil brasileiros de todas as regiões do país, entre homens e mulheres, em novembro de 2011.

Dentre todas, o destaque negativo ficou por conta da região sudeste, considerada a mais populosa e rica do Brasil, composta pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os resultados comprovam que os brasileiros desta região não estão cuidando bem dos olhos.

A pesquisa revelou que 43% das pessoas que vivem no sudeste do Brasil sentem dificuldade visual para dirigir e que mais da metade dos entrevistados nessa região (60%) sente dificuldade visual para dirigir ou para enxergar a sinalização de trânsito durante a noite.

Estes números revelam, ainda, uma outra questão importante: Mais da metade (52%) da população do Sudeste afirmou que sente alguma dificuldade visual para ler um livro, por exemplo. Do total de pessoas ouvidas nessa região, 55% avaliaram sua visão como mediana ou muito ruim enquanto trabalham no escritório ou passam muito tempo em frente ao computador e outros 61% disseram terem algum tipo de problema para focar ou enxergar detalhes de longe.

Em contrapartida, dados da mesma pesquisa revelam que 90% das pessoas da região sudeste fariam exames oftalmológicos com mais frequência, se sentissem necessidade médica, enquanto outros 87%, fariam tais exames se soubessem que sua visão poderia ser melhorada.

A pesquisa também foi realizada em outros países como Alemanha, Itália, China e EUA e revelou que 42% dos entrevistados demoram mais de um ano para fazer uma consulta ou um exame oftalmológico. Este levantamento sobre a visão mundial é uma das várias novidades que a Zeiss traz ao Brasil neste centenário das suas primeiras lentes de precisão, que representaram um marco no segmento óptico. A tecnologia das lentes Zeiss está presente em produções de cinema e até mesmo no telescópio espacial Hubble.



(Fonte: Opticanet)

Antidepressivos podem causar crise de glaucoma de ângulo fechado

Glaucoma agudo de ângulo fechado, ou apenas glaucoma de ângulo fechado, é uma emergência ocular que pode ser precipitada por certos tipos de medicamentos. A crise provoca ataques súbitos de aumento de pressão, em geral num só olho. Qualquer fator que provoque a dilatação da pupila - como uma escassa iluminação, gotas oftálmicas indicadas para dilatar a pupila antes de um exame ocular ou certos medicamentos orais ou injetados -, pode fazer com que a íris bloqueie a drenagem do fluido. Quando tal acontece, a pressão intra-ocular aumenta de repente.

Por conta disso, um estudo na província de Ontário, no Canadá, investigou a associação entre exposição recente a drogas antidepressivas e casos deste tipo de glaucoma. Eles foram identificados entre adultos com idades entre 66 anos ou mais entre os anos de 1998 e 2010. A conclusão aponta para o fato de que as drogas antidepressivas podem afetar um determinado número de neurotransmissores, que estão envolvidos na regulação da íris e que, por sua vez, podem precipitar as crises de glaucoma de ângulo fechado.

Usuários intermitentes de medicações antidepressivas foram identificados através da prescrição de receitas no anterior. Assim, o uso de antidepressivos no período imediatamente anterior à crise aguda de glaucoma de ângulo fechado foram determinadas e comparado com a exposição de antidepressivos em 2 períodos de controle anteriores.

Um total de 6470 pacientes se apresentou com esta crise durante o período do estudo. A idade média dos pacientes foi de 74,3 anos, e 66% eram do sexo feminino. No geral, 5,6% dos indivíduos eram usuários intermitentes de drogas antidepressivas no ano anterior.

Outro risco para o aumento de glaucoma de ângulo fechado também foi observado em vários subgrupos. A exposição recente a drogas antidepressivas está associada com um risco aumentado da crise associada a este tipo de glaucoma. Os médicos devem permanecer vigilantes para o desenvolvimento deste evento incomum, mas potencialmente grave, após o início da terapia com antidepressivos.



(Fonte: Seitz DP)

Implante digital de retina alimentado por energia solar

Não é novidade que pesquisadores do campo óptico estão sempre em busca de implantes eletrônicos capazes de restaurar a visão de cegos. Pesquisadores na Alemanha e nos EUA, por exemplo, estão testando implantes que visam devolver a visão a pessoas com distrofia retiniana, uma condição hereditária ou relacionada com a idade e que causa degeneração dos fotorreceptores - células sensíveis à luz na retina - levando à cegueira. Uma doença que afeta 15 milhões de pessoas em todo o mundo.

Outro experimento do gênero busca tratar de pessoas com retinite pigmentosa, tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. Os pacientes afetados receberam um implante ocular que restaura a visão. Estas "próteses visuais" visam estimular artificialmente a retina com sinais elétricos que são alimentados pelo nervo óptico para o córtex visual.

Acontece que os nervos do olho normalmente têm dificuldades em adaptar-se a entrada visual e param a transmissão de sinais, após um curto período de tempo. Agora, isso está prestes a mudar graças a um time de pesquisadores da Universidade de Stanford, da Califórnia, que construíram um implante digital a partir de pixels fotovoltaicos infravermelhos, capaz de gerar a sua própria energia.

Os pesquisadores, liderados pelo professor de oftalmologia Daniel Palanker, apresentaram o implante digital para a revista New Scientist e explicaram que o sistema trabalha usando um par de óculos capaz de obter informações visuais. Os óculos então retransmitem os dados para um chip implantado no olho usando um feixe de luz infravermelha de baixa intensidade — porque a luz natural é mil vezes mais fraca perto do que é necessário para fazer o implante funcionar. O implante detecta essa luz infravermelha e a converte em uma suave atividade elétrica ao longo da sua superfície, que por sua vez estimula os neurônios permitindo ao paciente “ver”.

Em suma, o implante funciona como um pequeno painel solar, do tamanho de uma ponta de lápis que reage apenas à luz quase infravermelha, invisível aos seres humanos. O resultado é projetado na forma de radiação infravermelha, e os sinais captados pelo implante são então enviados ao cérebro. No laboratório, o dispositivo funcionou, estimulando a retina de ratos cegos e os sinais alcançaram seu cérebro.

Daniel Palanker ressalva que a solução não permite a reconstrução de imagens coloridas e que a visão resultante tem uma resolução muito abaixo da visão normal. Mesmo assim, os pesquisadores continuam em busca de patrocínio para produzir o implante para seres humanos.



(Fonte: Nature Photonics)

Cirurgia de catarata em idosos aumenta expectativa de vida

São muitas as histórias de pessoas que voltaram a ver o mundo após a cirurgia de catarata, o único tratamento para tal doença. Mesmo assim, segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 350 mil brasileiros estão cegos em decorrência da catarata e o número de cirurgias ainda está abaixo do recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). E, apesar de todos os esforços, a falta de informação ainda é uma grande barreira para a prevenção da cegueira no país.

Além disso, existe a idéia equivocada de que a idade avançada impede a realização de cirurgias deste tipo. Em verdade, nos dias atuais, com os avanços da medicina, por meio de cirurgias cada vez mais modernas e rápidas, que, conforme a tecnologia empregada, tornam o paciente independente de óculos de grau, não existe mais tempo ideal para realização do tratamento cirúrgico da catarata.

Com o aumento da expectativa de vida no Brasil, também aumentou o número de idosos ativos, que podem viver ainda mais, beneficiados pelos avanços tecnológicos da oftalmologia que evita dispensa uma idade certa e nem que se espere que a catarata se desenvolva para poder realizar a operação. Hoje em dia, assim que a catarata é diagnosticada, deve providenciar a cirurgia, que está mais rápida e mais segura do que no passado.

Os procedimentos cirúrgicos mais avançados são minimamente invasivos e duram, em média, 15 minutos, deixando o paciente independente de óculos tanto para longe quanto para perto, conforme a tecnologia empregada. A cirurgia é simples, na qual um cirurgião remove a cristalino natural turva do olho e a substitui por uma lente intraocular artificial (LIO). Os pacientes podem sentir de pouca a nenhuma dor e, normalmente, podem retomar suas atividades normais no dia seguinte.

A palavra "catarata" é derivada do grego "katarraktes", que significa corrida para baixo ou queda-d'água. Originalmente, pensava-se que o fluido cristalizado do cérebro escorria na frente do cristalino, obstruindo a visão clara. Portanto, a palavra "catarata" em si contribui para a crença popular de que a catarata é uma "película" sobre o olho. Na verdade, ela é um espessamento gradual do cristalino que faz com que este se torne tão turvo que a luz é distorcida ou não consegue chegar à parte de trás do olho, a retina, para transmissão ao cérebro. Quando não é tratada, a catarata eventualmente causa cegueira, na maioria dos casos.

No vídeo abaixo, uma cirurgia de catarata com implante de lente intraocular

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(Fonte: PS Comunicação)

Vitamina C pode ser prejudicial aos olhos. Mas faz bem

É tiro e queda: o tempo esfria e, no primeiro espirro, a receita popular vêm logo à cabeça – vitamina C e cama, não importa a idade.

Porém, um estudo realizado nos Estados Unidos, publicado na edição de fevereiro do American Journal of Clinical Nutrition, alerta que, com a idade, altas doses de suplementos de vitamina C - algo como 1.000 miligramas por dia - podem aumentar o risco de se desenvolver catarata.

Os pesquisadores acompanharam 25.593 mulheres, com idades entre 49 e 83 anos, por oito anos e descobriram que aqueles que tomaram 1.000 mg de vitamina C por dia tiveram 25 por cento mais probabilidade de desenvolver catarata do que aquelas que não usaram suplementos. Entre as mulheres acima de 65 anos, a vitamina C uso aumentou o risco de catarata em 38 por cento. Tomar vitamina C, em combinação com a terapia de reposição hormonal ou medicação corticosteróide foi associado com um risco ainda maior.

Mas não jogue fora sua vitamina C ainda, pois o mesmo estudo apontou que pouca vitamina C também pode contribuir para a catarata, já que se trata de uma vitamina que é um potente antioxidante, protegendo contra os radicais livres. Pesquisas anteriores já haviam ligado níveis mais elevados de sangue e ingestão dietética de vitamina C com um menor risco de catarata. Este novo estudo mostrou que multivitaminas contendo uma pequena quantidade de vitamina C (da ordem de 60 mg) não aumentam o risco de catarata.

Desta forma, pode parecer paradoxal que a vitamina C, um poderoso antioxidante, contribui para a catarata. Os cientistas acreditam que, sob certas condições, a vitamina C pode também atuar como um "pró-oxidante." Em outras palavras, o nutriente tem atividade antioxidante quando reage com os radicais livres, mas também pode reagir com outros compostos em células, o que colabora para a formação de radicais livres.

Estes resultados não dizem respeito às doses de vitamina C contida em alguns alimentos. Comer, pelo menos, sete porções diárias de frutas e legumes é uma forma importante para atender às necessidades diárias de vitamina C. Mulheres e homens exigem 75 e 90 mg, respectivamente.



(Fonte: The Globe and Mail)

A cor dos olhos e as doenças de pele

É lugar comum a frase que afirma serem os olhos as janelas da alma. Agora, eles podem ser, também, as portas do corpo. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas de olhos azuis têm menos risco de ter vitiligo (doença autoimune cuja perda de pigmentos resulta em manchas brancas na pele) e as de olhos castanhos têm menos probabilidade de desenvolver melanoma, tipo mais perigoso de câncer de pele.

O estudo foi publicado na versão on-line do jornal Nature Genetics. Para o trabalho, os pesquisadores avaliaram quase 3 mil pessoas de origem não-hispânica nos Estados Unidos com vitiligo e identificaram 13 novos genes que predispõem à doença. Entre os pacientes com vitiligo, 27% tinham olhos azuis ou castanhos, 43% tinham olhos castanhos ou marrons e 30% tinham olhos verdes.

Segundo os pesquisadores, esses índices foram significativamente diferentes da distribuição normal da cor dos olhos, onde cerca de 52% dos americanos têm olhos azuis ou cinzas, 22% têm olhos verdes e 27% olhos castanhos (ou marrons).

O pesquisador Richard Spritz, diretor da Escola de Medicina da Universidade do Colorado, acredita que os resultados apontam para a existência de alguns genes que levam a essas doenças autoimunes em geral, enquanto outros genes e gatilhos ambientais determinam qual doença ocorre e quando.

Pessoas com vitiligo têm maior risco desenvolver outras doenças autoimunes, como diabetes tipo 1, artrite reumatoide e lúpus, assim como seus parentes. Segundo Spritz isso significa que estudar sobre vitiligo também pode trazer respostas sobre estas outras doenças.



(Fonte: isaude.net)

Anel inserido no olho pode ser um substituto para os óculos

Presbiopia é a perda da acomodação visual relacionada à idade, pois com o passar dos anos, a elasticidade dos músculos ciliares diminui e a pessoa passa a ter dificuldade de alterar o foco de uma distância para outra.

O tratamento mais comum é usar óculos de leitura, mas vários novos produtos implantáveis na córnea estão em desenvolvimento, com três tipos atualmente sob análise da FDA (Food and Drug Administration), o órgão regulador nos EUA.

Um dos dispositivos em avaliação, chamado Kamra, tem a forma de um anel fino e flexível, medindo 3,8 milímetros de diâmetro, com um furo de 1,6 milímetro no meio. Quando implantado na córnea, cobrindo a parte frontal do olho, o dispositivo funciona como o diafragma de uma câmera fotográfica, ajustando a profundidade de campo de modo que o usuário possa ver próximo e distante.

Segundo os responsáveis pelo Kamra, ele melhorou a visão de perto para 80% dos pacientes, sem atrapalhar a visão à distância necessária para as atividades diárias, como dirigir.

A vantagem teórica de usar um implante na córnea, em relação aos óculos de leitura, é que o implante evita a necessidade de colocar e tirar os óculos constantemente.

A desvantagem é que um implante é sempre uma técnica invasiva, levando consigo todos os riscos normalmente associados com cirurgias. E o dispositivo não tem funcionado para 20% dos voluntários que o estão testando.

As complicações de implantes de córnea geralmente incluem turvações que exigem esteroides para tratamento, que podem ter seus próprios efeitos colaterais.

O procedimento para inserir o implante dura cerca de 10 minutos, com anestesia local e a grande vantagem em relação às cirurgias a laser é que os implantes atualmente em estudo podem ser removidos em uma segunda cirurgia.

O vídeo abaixo mostra como é realizado a cirurgia para implantar o Kamra:

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(Fonte: Diário da Saúde)

Fique de olho nos perigos do bronzeamento artificial

Com ou sem verão ninguém quer perder o tom dourado conquistado à duras horas de exposição ao sol. O jeito, então, é recorrer ao sistema de bronzeamento artificial.

Acontece, porém, que a exposição constante à radiação ultravioleta ou UV que é emitida pelo sol, bem como por outras fontes artificiais podem causar sérios danos aos olhos e a visão, pois  danificam os olhos; afetam os tecidos da superfície do olho e suas estruturas internas - como a lente e a córnea.

A exposição prolongada a estes raios pode também levar ao desenvolvimento de catarata, maior risco de câncer de pele ao redor das pálpebras e inúmeros outros transtornos oculares. A exposição excessiva à radiação ultravioleta pode também ter efeitos a curto prazo sobre os olhos, como a queima da área da superfície frontal do olho, muito semelhante ao de uma queimadura solar sobre a pele.

O efeito prejudicial da radiação ultravioleta sobre os olhos é cumulativa. Passar horas estendida sob o sol sem o uso de proteção para os olhos pode aumentar os riscos para o desenvolvimento de um número de distúrbios oculares. O mesmo se aplica à exposição nas câmaras de bronzeamento artificial.

Dentre os distúrbios podemos destacar a catarata (turvação da lente dos olhos), fotoqueratite (queimadura dolorosa da córnea. Essa condição é temporária e pode ser causada por inúmeras coisas, como ficar na praia sem óculos escuros ou a exposição a fontes artificiais de luz, tais como as lâmpadas e luminárias utilizadas em camas de bronzeamento), pterígio (crescimento anormal na área do canto do olho) e câncer de pele ao redor das pálpebras.

O tipo mais freqüente de câncer de pele que podem afetar as pálpebras é o carcinoma basocelular. Este cancro provoca lesões sobre a pálpebra inferior do olho, nas áreas do canto do olho, a área sobre e em torno das pálpebras, sob as sobrancelhas e em regiões próximas da face.

Alguns casos de infecções da córnea e conjuntivite também têm sido atribuídos à exposição à radiação ultravioleta. Infecções da córnea geralmente apresentam alguma vermelhidão, lacrimejo, dor no olho, a presença de uma mancha branca nos olhos e fotofobia ou a incapacidade de abrir os olhos à luz normal e natural.

Muitas autoridades estão alertando o público sobre os possíveis perigos de aparelhos de bronzeamento, como camas de bronzeamento. A Food and Drug Administration ou FDA, órgão que faz o controle dos alimentos (tanto humano como animal), suplementos alimentares, medicamentos (humano e animal), cosméticos, entre outros nos Estados Unidos, tem camas de bronzeamento na sua lista de prováveis inimigos da saúde e vêm incentivando as pessoas a afastarem-se do uso de camas de bronzeamento, lâmpadas solares e equipamentos afins.

Os efeitos adversos das câmaras de bronzeamento podem ser evitados usando óculos de sol contra a radiação UV, que deve evitar que cerca de 99 a 100% dos raios UVA e UVB cheguem aos seus olhos.



(Fonte: The Optical Vision Site)

De olho nos idosos usando ferramentas

Todos precisam ter cuidados ao manipular ferramentas caseiras, ainda mais se quem for fazer isto estiver acima dos 65 anos. E não é uma preocupação sem sentido. Basta acompanhar os resultados de um estudo realizado nos Estados Unidos que avaliou, retrospectivamente, 1.455 casos de pacientes para quantificar e caracterizar as lesões oculares relacionadas a produtos de consumo em idosos com idade à partir dos 65 anos, que deram entrada nas unidades de emergências hospitalares entre os anos de 2001-2007.

A análise descritiva dos produtos de consumo foram cruzados com dados relacionados a lesões oculares, originando assim uma amostra probabilística dos atendimentos realizados em 100 hospitais com 24 horas de atendimento oftalmológico por todo o país. Aqui, para efeito de pesquisa, são considerados produtos de consumo produtos químicos, ferramentas de corte ou construção, móveis, ferramentas de jardinagem e ferramentas de uso doméstico.

Os dados coletados foram utilizados para atribuir a cada caso com o produto de consumo que causou alguma lesão ocular. As proporções de visitas às emergências provocadas por lesões oculares foram calculadas por idade e pelas categorias de gênero, diagnóstico, disposição, local do incidente e o tipo de produto envolvido. A população de pacientes por lesões oculares envolveu todos os níveis de gravidade.

Nos Estados Unidos havia uma estimativa de 67,864 visitas por pacientes acima de 65 anos para lesões oculares causadas por produtos de consumo dos quais 64% eram homens e 70% dos acidentes ocorreram em casa.

Produtos químicos (22%), seguidos por ferramentas de corte / construção (21%), móveis (15%) e jardinagem (14%) foram as causas mais comuns de lesões oculares. As categorias com a maior proporção de lesões evitáveis foram as ferramentas de corte / construção (90%), jardinagem (88%), e ferramentas de uso doméstico (71%). Contusões ou escoriações (39%) foram os diagnósticos mais comuns.

Este estudo sugere, portanto, que a maioria dos produtos de consumo relacionados com lesões oculares em idosos nos EUA ocorre em casa e com os homens. Os produtos químicos são a causa mais comum de lesão. Mais pesquisas são necessárias para determinar estratégias eficazes para minimizar lesões oculares relacionadas com o uso de tais produtos pelos idosos.



(Fonte: Optometric Physician)

Jovem recebe “centenas de milhares de dólares” para impressora de baixo custo

Uma impressora braile de baixo custo foi desenvolvida recentemente por um jovem de apenas 13 anos. Shubham Banerjee já chama a atenção do mundo todo para seu empreendimento. À frente da startup Braigo Labs, sediada no Vale do Silício, o jovem acaba de receber centenas de milhares de dólares do fundo de investimentos da Intel para continuar a desenvolver sua invenção.

Em seu início, há um ano, a Braigo, como é chamada a impressora, era feita de peças de Lego.

Aos 12 anos de idade, Banerjee, nascido na Bélgica, apresentava o protótipo daquilo que foi apenas um projeto na feira de ciências da sua escola na Casa Branca, para o presidente Barack Obama.

Com o apoio da Intel, o garoto deixou a impressora mais inteligente com a ajuda de um chip chamado "Edison". O redesenho do dispositivo agora consome menos energia e permite ações automatizadas – como a impressão de manchetes de jornais todos os dias pela manhã.

Embora impressoras braile já existam, o modelo de Banerjee conseguiu reduzir o preço médio do eletrônico em cerca de US$ 350 (aproximadamente R$ 900), o que pode facilitar - e muito - a vida dos deficientes visuais.



(Fonte: Terra)

Sinal amarelo para o olho azul

Ter olhos coloridos pode ser bonito mas, segundo um estudo realizado na Europa, não é muito vantajoso. O objetivo foi avaliar se a cor da íris está associada com diferenças na função visual, como reação à luz difusora intra-ocular (IOSL), sensibilidade ao contraste (CS), ou melhor acuidade visual corrigida (AVCC).

Neste estudo, que é uma análise de subgrupo de um grande estudo prospectivo sobre deficiência visual em motoristas de automóveis europeus, 853 pessoas entre 20 e 80 anos de idade e sem história de cirurgia ocular ou qualquer doença ocular incluindo catarata foram incluídos.

Os indivíduos participaram de um exame oftalmológico, de classificação da opacidade do cristalino, além da medição das funções visuais, como IOSL, CS, e acuidade visual. Dependendo da cor da íris, os participantes foram divididos em quatro grupos:. Azul claro, azul-cinza, verde-avelã e marrom.

Independente da idade, os casos de IOSL foram significativamente maiores em participantes que receberam um jato de luz azul para quem possui íris colorida em comparação com os participantes com olhos azul-cinza, verde-avelã ou marrom.

Casos de CS também foi menor em participantes com olho azul do que nos outros grupos, mas estatisticamente significativa apenas em relação ao olhos de cor marrom. Para MAVC nenhuma diferença entre os quatro grupos foi encontrada. Neste estudo, a íris colorida tinha um impacto significativo sobre IOSL e para um grau inferior de CS, mas não em MAVC.

Pessoas com olhos azuis, que apresentaram valores significativamente mais elevados de IOSL, portanto, podem experimentar incapacidade em situações cotidianas com mais freqüência do que outros, como dirigir à noite, por exemplo. Quem tem olho azul, portanto, deve redobrar a atenção. 



(Fonte: Optometric Physician)

Uma revolução em 3D

O advento da laparoscopia foi um grande marco que revolucionou a cirurgia moderna. Desde a descrição da primeira colecistectomia laparoscópica em 1987, realizada por Phillipe Mouret (Lyon, França), as técnicas cirúrgicas e os equipamentos laparoscópicos têm evoluído continuamente, sendo que atualmente os cirurgiões podem acessar praticamente todos os órgãos do corpo humano com câmeras e monitores de vídeo.

Resumidamente, a técnica cirúrgica consiste da insuflação de dióxido de carbono dentro da cavidade abdominal a fim de a expandir e criar um campo de trabalho para se realizar a cirurgia. Uma incisão de 10mm na região umbilical é realizada para a inserção de uma ótica conectada a uma câmera de vídeo. Outras incisões adicionais são realizadas para a introdução dos instrumentos cirúrgicos. O número de incisões depende do tipo de cirurgia proposta e da sua complexidade, mas habitualmente varia de 3 a 5.

Agora, um novo procedimento promete revolucionar, novamente, as técnicas cirúrgicas. Em Manchester, Inglaterra, cirurgiões realizaram a primeira operação com câmeras 3D. Os médicos fizeram uma cirurgia laparoscópica para a retirada de um câncer de próstata.

As câmeras 3D e os óculos usados pelos médicos dão uma visão melhor dentro do corpo do paciente. Agora o hospital de Manchester espera fazer mais cirurgias teste e usar as câmeras 3D em outros tipos de operações laparoscópicas.



(Fonte: Opticanet)

Do fundo do baú 6: colocando lentes de contato de vidro!

Em nossa seção "Lentes", aprendemos que alguns inventores experimentaram lentes de contato feitas de vidro durante o século 19, e Leonardo Da Vinci frequentemente recebe os créditos de ter sido um dos primeiros a imaginar algo parecido com as lentes de contato em 1508.

Mas quando um médico alemão da Universidade de Kiel desenvolveu suas próprias lentes de contato de vidro no fim da década de 1920, a imprensa americana ficou intrigada. Um dos maiores problemas das lentes desenvolvidas no século 19 era que as pessoas não conseguiam fechar os olhos. E como os humanos frequentemente piscam, temos um problema.

O Dr. L. Heine disse que melhorou as lentes de contato para que elas ficassem se tornassem mais confortáveis. Em vez de prometer o futuro dos óculos, o que se prometia era um futuro sem óculos.

Portanto, não é difícil imaginar como as pessoas do passado eram muito mais corajosas do que nós. Para compreender melhor, basta assistir ao vídeo abaixo que mostra uma senhora tendo lentes de contato de vidro colocadas em seus olhos — tudo isso para não ter que usar óculos. Mas fique avisado: as cenas são de arrepiar!

Nos anos 1940, as lentes de contato já estavam sendo comercializadas havia mais de uma década e elas eram feitas do material mais leve, fino e claro que existia na época. Infelizmente, esse material era vidro. E como o vídeo ilustra, o processo de adaptação era uma barbaridade, para dizer o mínimo.

Depois de ver esse vídeo, a ideia de passar por uma cirurgia de correção de miopia a laser simplesmente deixa de parecer perigosa.

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(Fonte: Britisxh Pathe)

Fazer dieta nunca mais será a mesma coisa...

Segunda-feira é conhecido como o dia internacional de iniciar o regime. Entre tantas dietas existentes por aí, uma novidade vinda do Japão promete revolucionar os métodos de emagrecimento: um aparelho criado por pesquisadores japoneses aumenta a imagem dos alimentos e engana o cérebro, fazendo-o acreditar que a pessoa já comeu o suficiente. 

Segundo o jornal japonês Daily Yomiuri, a maior publicação do país na língua inglesa, pesquisadores da Universidade de Tóquio (Japão) desenvolveram óculos que, ligados a um computador que processa a imagem da comida, ajudam a emagrecer simplesmente fazendo com que os alimentos pareçam maiores e, assim, enganado o cérebro ao fazê-lo acreditar que já se comeu o bastante.

O interessante é que apenas os alimentos se tornam maiores, enquanto que o prato, mesa e talheres se mantêm no tamanho normal.

O equipamento foi testado em 12 homens e mulheres, de 20 a 30 anos. No primeiro teste, os óculos foram programados para aumentar a comida em 50% e resultaram em 9,3% menos ingestão de alimentos. No segundo caso, os óculos diminuíram os alimentos em 33% e o grupo consumiu 15% mais comida do que o normal.

Agora não mais será força de expressão dizer que se está comendo com os olhos. Mas, enquanto o aparelho não é vendido em larga escala, o jeito é começar a dieta da segunda-feira daquele jeito tradicional: fechando a boca...



(Fonte: Olhar Digital)

As dificuldades que deficientes visuais enfrentam no ENEM

Mais de 8,72 milhões de pessoas devem participar da edição 2014 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), um recorde absoluto que faz a principal porta de acesso à universidade pública no país se equiparar ao chinês gao kao como a maior prova de seleção do planeta. Avanço inegável na direção da igualdade de oportunidades numa nação ainda marcada por profundas brechas sociais, sem dúvida, mas também um número vistoso que esconde os obstáculos bem particulares enfrentados por um percentual considerável e invisível de candidatos – neste caso, os deficientes visuais.

Em 2013, Eduarda Emerick Lima, então com 17 anos, fez o Enem como treineira e recorreu a um ledor. Ela tem deficiência visual total e queria saber como seria a experiência:

— Os ledores (pessoas que leem a prova para deficientes visuais) não são preparados como deveriam. E fazer a prova em braile (mal elaborada) seria suicídio — enumera Eduarda. E estas são apenas algumas das dificuldades.

Este ano, ela tentará uma vaga em Biologia e, de quebra, uma oportunidade de dar sua contribuição para encurtar a grande distância que separa pessoas sem e com deficiência na corrida do mercado.

Eduarda é um dos 36.385 estudantes com deficiência que requisitaram atendimento especial para o Enem 2014 no momento da inscrição. Outros 40 mil dispensaram o recurso. Todos farão a mesma prova das pessoas sem deficiência, mas seus recursos e condições revelam realidades díspares. Se o total de candidatos cresceu quase 21%, o avanço entre os deficientes foi de 5,5%.

No edital da prova deste ano, o atendimento especial era oferecido ao candidato com baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência auditiva, surdez, deficiência intelectual (mental), surdocegueira, dislexia, déficit de atenção, autismo ou outra necessidade especial. O Inep oferece sala de mais fácil acesso a quem é cadeirante, mesa para cadeira de rodas, apoio para pernas, provas em versões ampliadas e em braile, intérprete em Libras, guia intérprete (ledor e transcritor) e até leitura labial.

O recurso mais utilizado são as salas com acessibilidade — mais de 15 mil pedidos. O sistema tem mostrado relativa eficiência. Mesmo assim, há problemas. Na semana passada, a Justiça Federal do Rio Grande do Sul condenou o Inep a indenizar em R$ 10 mil um cadeirante gaúcho por fazer o Enem 2011 num local de prova com condições inadequadas de acessibilidade. Além disso, as cabines do banheiro eram apertadas, impossibilitando-lhe o acesso com a cadeira de rodas, o que fez com que ele se urinasse.

Os ledores e transcritores, como os que acompanharam Eduarda, também são fonte de queixas. Alunos pedem que essas pessoas sejam substituídas por computadores. Questionado, o Inep alega que o recurso é “alvo de estudos iniciais”. Como se não bastassem as dificuldades geradas pelos problemas visuais em si, os deficientes ainda precisam encarar mais estes - e em um dos maiores vestibulares do mundo!



(Fonte: O Globo)

Reciclagem de lentes está sem foco

No mundo atual a preocupação com o meio ambiente é tema diário em todas as situações da vida cotidiana. Agora pense: Com a quantidade de pessoas que usam lentes de contato, muitas acabam no lixo e nos aterros sanitários. Lentes podem ser recicladas? O que fazer com elas quando não servem mais?

Primeiro, é importante lembrar que não se pode descartar as lentes no vaso sanitário nem no lavatório. Tal atitude, além de incorreta pelo ponto de vista ecológico, pode entupir as tubulações. Segundo, lentes de contato não utilizadas podem (e devem) ser doadas.

Caso as lentes já tenham sido utilizadas, elas podem ser reaproveitadas de outras maneiras.  Se você possui alguma tendência ao artesanato, por exemplo, pode colá-las com um objeto dentro formando, assim, um colar, anel ou pulseira. Brincos podem ser feitos pelo mesmo princípio. Pode-se fazer um mosaico com lentes de contato coladas numa moldura. Ou como elemento decorativo em pequenas caixas e outros artesanatos.

O fato é que enquanto os óculos usados são largamente recolhidos para reciclagem e/ou reutilização, o que acontece com as lentes de contato? Em alguns países da Europa, por exemplo, os oftalmologistas têm caixas de coleta para recolher os estojos de lentes que também são úteis como, por exemplo, no transporte de pequenas quantidades de sal, pimenta ou outros temperos em acampamentos.

No Brasil, algumas entidades oferecem cursos livres na área oftálmica incluindo o de reciclagem de lentes de contato. Mas especialistas em meio ambiente advertem: se necessitar de lentes de contato, dê preferência às duráveis, evitando as descartáveis.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Glaucoma e Catarata também pelo SUS

De acordo com o deputado Marco Tebaldi (PSDB-SC), em todo o mundo cerca de 70 milhões de pessoas têm glaucoma e quase metade perde a visão. O glaucoma provoca lesão no nervo óptico em função do aumento da pressão intraocular e não tem cura, mas pode ser tratado, preservando a visão do paciente. O tratamento é feito com colírio e, em alguns casos, através de cirurgia.

Para isso, porém, é preciso que o paciente realize o exame com rapidez para que o tratamento seja eficaz. Pensando nisso, Marco Tebaldi elaborou o Projeto de Lei 3425/12, obrigando a rede do Sistema Único de Saúde (SUS) a realizar exames para detecção de glaucoma no prazo máximo de 30 dias a partir da solicitação médica.

O projeto prevê, também, que o SUS realize exames nos casos de catarata, que é uma doença que ocorre quando o cristalino fica opaco e geralmente é causado por envelhecimento e doenças como diabetes.

O projeto teve análise conclusiva das comissões de Seguridade Social e Família; de Finanças e Tributação; de Constituição e Justiça e de Cidadania.



(Fonte: Agência Câmara)

Atletas cegos relaxam jogando videogame

Saúde Visual está sempre antenado nos videogames que atendem e incluem os deficientes visuais. Inclusive, já apresentamos um site totalmente voltado para o assunto, o Jogando às cegas. Também já destacamos o chamado futebol de cinco. Agora vamos mostrar os dois temas juntos.

Futebol de 5 é uma modalidade esportiva desenvolvida especialmente para atletas cegos. As partidas são disputadas em quadra de futsal, que recebe uma proteção nas laterais para evitar a saída da bola. Em 2004, a partir dos Jogos Paralímpicos de Atenas, passou a ser praticado também em campos de grama sintética, com medidas e regras do futebol de salão.

Cada time é formado por cinco jogadores: um goleiro (que tem visão total) e quatro na linha (totalmente cegos e que usam uma venda nos olhos porque qualquer resíduo visual é uma vantagem). Há ainda o ‘Chamador’, que fica atrás do gol adversário orientando o ataque de seu time.

No Brasil, o Futebol de 5 tem gestão da Confederação Brasileira de Desportos de Deficientes Visuais (CBDV). Recentemente, em agosto, a equipe brasileira masculina venceu a Super Copa das Nações, disputada na sede da Associação Niteroiense dos Deficientes Físicos (Andef), em Niterói/RJ. Na final, o Brasil venceu o México por 3 a 2.

Nesta competição, durante a concentração, alguns jogadores relaxavam jogando videogame, transferindo para a disputa na tela a mesma estratégia da equipe em quadra. Os atletas da linha, cegos, manuseiam os controles. E os dois goleiros fazem a ‘localização’ do time em campo, orientando o companheiro de equipe. Os vídeos de uma dessas partidas foram cedidos pelo jornalista Fabio Torres, com exclusividade, ao blog Vencer Limites. Cássio (defensor fixo ou zagueiro) e Gledson (ala)  estão com os controles. Luan e Vinícius (goleiros) fazem a ‘localização’.

Cássio é fãs dos jogos eletrônicos e diz que jogar videogame é uma sensação incrível. “Quando temos uma narração bem feita, seja do próprio jogo ou dos goleiros nos ajudando, a gente consegue construir um mapa na cabeça. Assim, criamos jogadas de passes e gols. O ideal é jogar sempre com times que já conhecemos, pois vamos saber por onde a bola está. Se tiver com o Daniel Alves, por exemplo, a situação será pelo lado direito de campo. E por aí vai. Saber tudo o que envolve o futebol ajuda. Se entendemos como tal atleta joga, se é rápido, habilidoso, vamos aproveitar as melhores características dele. Se jogarmos com a formação 4-3-3, já vou saber que tenho que jogar com dois pontas velozes para criar jogadas para o atacante no meio. Conhecendo a formação, você sabe como as jogadas da equipe vão funcionar”, diz Cássio.

Assista abaixo, o vídeo em que os atletas da Seleção Brasileira de Futebol de 5 jogando o videogame 'Fifa 2014':

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(Fonte: Estadão)

A Superlente chegou ao Brasil

Catarata, astigmatismo e presbiopia (vista cansada), são três dos maiores vilões que aterrorizam a visão de todos nós. Só mesmo uma superlente para, em um único procedimento, extrair catarata, compensar o astigmatismo e corrigir a vista cansada, eliminando ou reduzindo a necessidade do uso de óculos.

Segundo a Visão Institutos Oftalmológicos, esta superlente já existe e atende pelo pomposo nome de Lente Intraocular AcrySof IQ RESTOR Tórica (da Alcon, líder mundial em produtos oftalmológicos). Antes de chegar ao Brasil, a nova lente já havia sido liberada, meses antes, nos Estados Unidos e na Europa e já está disponível em 37 países, como Japão e Canadá. Em fevereiro deste ano, ela foi, enfim, liberada pela ANVISA. A superlente soluciona os três problemas acima citados de uma só vez, em um único procedimento cirúrgico que dispensa internação e é realizado com colírios anestésicos além de uma pequena sedação monitorada pelo médico anestesista.

Segundo o chefe do departamento de catarata do instituto, João Luiz Pacini, a nova lente é uma conquista para os pacientes que se submetem à cirurgia para retirada de catarata, pois, em um único procedimento, a pessoa recupera e volta a fazer normalmente atividades que estavam comprometidas pela baixa visão. Segundo o especialista, dez cirurgias já foram realizadas com a nova lente e os resultados foram excelentes.

De acordo com estudos realizados em 2009 pela Universidade de Valência, Espanha, 87% dos pacientes operados de catarata apresentaram entre 0,25 a 1,25 de astigmatismo e 22% mais de 1,5, o que exige o uso de lentes corretivas após a extração da catarata.

A nova lente intraocular também faz a correção da presbiopia, mais conhecida como vista cansada, que surge normalmente a partir dos 40 anos e corrige até 3 graus de astigmatismo, que é considerado o suficiente para eliminar a necessidade de usar óculos após a cirurgia de catarata na maioria dos casos. A maior prevalência do astigmatismo em portadores de catarata está associada ao aumento do peso das pálpebras com o avanço da idade, pequenos traumas, processos alérgicos e inflamatórios no decorrer da vida.

Antes de pedir socorro à superlente, porém, é sempre recomendável uma consulta ao oftalmologista.


(Fonte: Assessoria de Comunicação Visão Institutos Oftalmológicos)

Camundongo cego volta a enxergar após implante de células

A perda de fotorreceptores é a principal causa da cegueira nos seres humanos, como a degeneração macular - que geralmente atinge pessoas com mais de 60 anos -, retinite pigmentosa e cegueira causada pela diabetes.

Com base nestas informações, cientistas do Instituto de Oftomologia da University College London (UCL) conseguiram restaurar a visão de camundongos cegos com o transplante de células fotorreceptoras sensíveis à luz. Os resultados representam um avanço nas pesquisas para o tratamento de doenças degenerativas nos olhos de humanos.

Camundongos e humanos possuem três tipos de receptores nos olhos, responsáveis por ajudar na formação da visão. Dois deles, os bastonetes e os cones, identificam a luz, a escuridão, as formas e as cores - ou seja, permitem que a visão normal seja possível. Mas há um terceiro tipo de receptor - células ganglionares contendo melanopsina (MCGCs, na sigla em inglês) - que era considerado, até agora, pouco atuante na formação das imagens. Os cientistas pensavam que essas células só respondiam à luz depois de muito tempo expostas, para ajudar a controlar a sensação de sono e de despertar.

Nos testes, cujos resultados foram publicados na revista Nature, os pesquisadores injetaram células de um camundongo saudável diretamente na retina de um outro animal adulto que sofria de cegueira noturna. As células transplantadas desenvolveram outras células importantes para enxergar no escuro. O procedimento foi realizado em labirintos mal iluminados na água, e os animais transplantados foram capazes de encontrar uma plataforma escondida e sair, algo que os camundongos sem tratamento não conseguiram realizar.

O professor responsável pela pesquisa, Robin Ali, do Instituto de Oftomologia e Hospital dos Olhos de Moorfields, acredita que o teste seja a prova definitiva de que uma quantidade significativa da visão dos camundongos foi restaurada. Apesar dos resultados serem promissores, os pesquisadores dizem que ainda existem muitos passos para o tratamento ser levado aos pacientes.

A pesquisa foi bem recebida pela comunidade científica, que acredita que os resultados positivos vão ditar o futuro dos tratamentos para os olhos, neurociência e medicina regenerativa.


(Fonte: O Globo)

Cegos também podem usar smartphones

A palavra Smartphone pode ser trauzida livremente como telefone inteligente. Trata-se de um tipo de celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados por seu sistema operacional. Como um computador de mão, onde, inclusive, pode-se navegar pela internet. Com tantas facilidades, não é de se estranhar que os smartphones estão batendo recordes de venda. Inclusive entre pessoas com deficiência visual.

O iPhone tem desde a versão 3GS uma função chamada de VoiceOver, que podem ser ativados sem ajuda de terceiros. Com ela, o usuário passa o dedo sobre a tela e ouve uma descrição do que está sendo tocado pelos dedos, sem o risco de ativar outros menus ou funções por acidente pois, para ativá-los, é preciso tocar duas vezes. E para navegar entre telas, é preciso usar três dedos.

Para digitar, a pessoa com deficiência visual pode usar o recurso de Ditado presente apenas no iPhone 4S. Em outros modelos, a digitação é feita passando o dedo no teclado. O iPhone, por exemplo, pronuncia a letra que está sendo tocada; tocando
duas vezes para digitar a letra. Parece ser bem trabalhoso, mas o VoiceOver ajuda pronunciando o autocompletar.

O Android também apresenta recursos para cegos. Desde sua versão 1.6, ele tem o app TalkBack (disponível no Google Play) para falar o que está na tela. Segundo a página do projeto Eyes-Free do Google, aparentemente a função de passar o dedo na tela e ouvir o que está debaixo dele só surgiu no Ice Cream Sandwich. Em versões anteriores, isso era possível apenas usando a tecla direcional ou trackball. Antes do ICS, também não era possível para cegos ativar a acessibilidade sozinhos; agora, basta desenhar um retângulo na tela ao ligar o Android pela primeira vez.

Para cegos, o Android 4.0 funciona basicamente como o iPhone no VoiceOver, bastando passar o dedo nos elementos da tela para ouvir seu nome e tocar apenas uma vez para selecionar e digitar passando o dedo no teclado, ou, ainda, usando a função Ditado.

Já a Nokia, por sua vez, oferece o app Screen Reader para aparelhos Symbian mais recentes, que lê o conteúdo da tela. O Windows Phone, assim como o iPhone 3GS/4/4S e Android, tem comandos de voz, mas seu suporte nativo para cegos é bem pequeno – ele não lê o conteúdo da tela, por exemplo. O BlackBerry tem comandos de voz, notificações de áudio e teclados físicos táteis, porém não tem leitura do conteúdo da tela.

Além do suporte nativo em sistemas como iOS e Android, há também diversos apps de terceiros para quem tem problemas de visão, como os apps da Code Factory para Symbian e BlackBerry, ou o teclado braille para Android.



(Fonte: Gizmodo US)

Diagnóstico de Alzheimer pelos olhos? Será?

Pesquisadores das universidades de Dundee e Edimburgo, na Escócia, realizarão um estudo que pretende revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer.

O objetivo é viabilizar a detecção da doença degenerativa a partir de exames de vista.

Pesquisas prévias sugerem que mudanças nas veias e artérias oculares podem estar ligadas à ocorrência de derrames e doenças cardíacas.

O estudo das universidades escocesas quer descobrir se tais alterações também não poderiam ser um "alerta prévio" para o Alzheimer, mal que atinge mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo estatísticas da ONG Alzheimer's Disease International.

Com o uso de um software especialmente desenvolvido para o projeto, os pesquisadores vão analisar imagens em alta definição de olhos e também estudar uma base de dados médicos do Ninewells Hospital, o maior hospital universitário da Europa.

Para o líder do estudo, Emanuele Trucco, a importância do projeto está na possibilidade de diagnósticos preventivos baratos.

"Estamos examinando a possibilidade de podermos examinar os olhos de um paciente usando equipamento que não custa uma fortuna para termos a chance de descobrir o que pode ser o risco de demência", explica Trucco.

"Além de não ser um método invasivo, poderemos ainda estudar o uso do teste para diferenciar os tipos variados de demência".

Com início previsto para abril de 2015, o estudo terá duração de três anos.



(Fonte: Diário da saúde)

Pesquisadores querem transplantar olhos inteiros

Antigamente, parecia impossível fazer um transplante de coração inteiro. Hoje, este é um procedimento comum.

Agora, um novo conceito de transplante soa como futurista: o de um olho inteiro.

Para tornar mais este conceito viável e também comum, pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) receberam um financiamento específico para começar a testar este tipo de transplante.

"Um transplante de olho inteiro poderia ser um santo graal para a restauração da visão," disse o Dr. Jeffrey Goldberg, que fará os estudos em conjunto com colegas da Universidade de Pittsburg e do Hospital Infantil da Universidade de Harvard.

A ideia básica de um transplante de olhos parece simples: os médicos precisam implantar o olho de um doador na cavidade ocular do paciente receptor.

Para isso, é necessário restabelecer o sistema vascular do olho e fazer sua conexão à musculatura do paciente, para que o órgão volte a funcionar e possa se movimentar corretamente.

O maior desafio, porém - e foco principal deste projeto que está sendo iniciado agora -, será planejar métodos eficazes para reconectar a fiação neuronal do olho para o cérebro através do nervo óptico, que contém mais de 1 milhão de células nervosas para transmitir a informação visual coletada pela retina.

Experiências anteriores, feitas na Universidade de Pittsburg, demonstraram a possibilidade de realizar transplantes de olho inteiro em ratos "geneticamente puros" - selecionados para minimizar os problemas de rejeição de tecidos.

Contudo, embora o tecido da retina nos olhos transplantados parecesse saudável, os nervos ópticos não se recuperaram e geraram conexões anômalas, eliminando a possibilidade de recuperar a visão.

"Sabemos por experiências anteriores que o maior obstáculo científico não é ligar todos os pequenos vasos sanguíneos do olho ou sua musculatura," disse Goldberg, "É que, quando você corta o nervo óptico, as células nervosas não voltam a crescer."

"Nosso objetivo para este projeto é sermos capazes de transplantar um olho todo em um modelo animal e demonstrar o recrescimento neuronal do olho do doador no nervo óptico do destinatário", disse ele.

Desde as últimas tentativas, as equipes envolvidas desenvolveram uma variedade de técnicas moleculares para intensificar a regeneração do nervo óptico.

Agora eles terão oportunidade de avaliar se as diferentes técnicas podem ser combinadas para um melhor efeito terapêutico.



(Fonte: Diário da Saúde)

Os efeitos oculares dos esteróides tópicos

Os esteróides formam um grande grupo de compostos solúveis em gordura (lipossolúveis), que têm uma estrutura básica de 17 átomos de carbono dispostos em quatro anéis ligados entre si. Eles constituem os ingredientes ativos da maioria das pílulas anticoncepcionais ministradas oralmente e são comumente usados em hospitais em pessoas que precisam de massa muscular. Os esteróides tópicos, por sua vez, são muitas vezes utilizados em longo prazo para o alívio rápido do desconforto causado por doenças oculares inflamatórias, tais como ceratoconjuntivite primaveril, a inflamação bilateral crônica da conjuntiva.

Um estudo foi realizado na Índia para determinar os efeitos oculares de longo prazo do uso de esteróides tópicos entre os pacientes com ceratoconjuntivite primaveril e também para avaliar as respostas oculares após a retirada destes esteróides.

O estudo observacional prospectivo foi realizado em um centro de referência terciário de Bengala Ocidental. Um total de 150 pacientes com ceratoconjuntivite vernal, os esteróides utilizados por mais do que o período de um mês, foram incluídos no estudo.

Um conjunto completo de exames oftalmológicos, incluindo medição de pressão intra-ocular e acuidade visual foram realizados durante o registro. Após a retirada dos esteróides, os pacientes foram acompanhados e avaliados periodicamente e, finalmente, após 8 semanas, apresentaram uma melhoria da pressão intra-ocular e acuidade visual.

Apesar da descarga de muco pegajoso com comprometimento conjuntival mínimo, foi encontrado a mais comum manifestação (74,7%). As consequências graves, como glaucoma, também ficaram evidentes entre os 8,7% dos participantes do estudo.

Melhorias significativas foram observadas na redução da pressão intra-ocular e acuidade visual após 8 semanas da retirada dos esteróides tópicos. O estudo corrobora a informação de que os esteróides tópicos devem ser usados com cautela, com exames oftalmológicos periódicos, incluindo o de pressão intra-ocular.



(Fonte: Optometric Physician)

Graças a um olho biônico, cego está começando a enxergar de novo

Saúde Visual já tinha apresentado o Argus II nesta matéria. Projetado para pacientes com degeneração da retina, a melhor visão obtida nos testes do Argus II ficou bem abaixo do limiar de cegueira legal.

Entretanto, após testes bem sucedidos em 30 indivíduos, o dispositivo, produto da pesquisa do Centro do Olho da Universidade Duke (EUA) e desenvolvido pela empresa Second Sight Medical Products, foi, enfim, aprovado para comercialização.

O Argus II é especialmente voltado para os que têm retinite pigmentosa, uma doença genética que afeta 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Condições como esta não tinham nenhum tipo de tratamento, até hoje.

É o caso de Larry Hester, cego há décadas, que está começando a enxergar de novo. Ele e os outros receptores da tecnologia continuam a ser legalmente cegos, mas os novos olhos estão lhes fazendo muito bem e transformando suas vidas.

Larry foi um dos primeiros a receber o olho biônico nos EUA. Até agora, o implante só lhe permite distinguir entre claro e escuro. No entanto, isso já significa muito não só para ele, como para toda a sua família.

Olhos biônicos trabalham de forma semelhante a um implante coclear. Em um implante coclear, eletrônicos são conectados ao ouvido. No caso do olho, um implante é colocado na retina com 60 eletrodos que apontam para o nervo óptico. A luz é detectada por uma câmera, que a converte em um sinal elétrico transmitido da retina ao cérebro. Larry passou por uma operação para receber o implante, na Universidade Duke.

No vídeo abaixo, é possível perceber a alegria e o entusiasmo de Larry e sua esposa, quando ele detectou a luz pela primeira vez:

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(Fonte: IFLS)

A Audioteca Sal e Luz não precisa de Dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO!

A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados, também conhecidos como audiolivros, que são livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.

Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral e que são emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. Cada associado pode receber um total de 18 fitas ou cd por remessa e o prazo de empréstimo é de 30 dias, podendo ser prorrogado, se solicitado com antecedência.

A sede da Sal e Luz fica no Rio de Janeiro, mas não é necessário ser morador desta cidade pois os audiolivros podem ser solicitados por e-mail, carta ou telefone - escolhendo o título pelo site -, que será enviado gratuitamente por “cecograma", um serviço gratuito dos Correios e Telégrafos.

Apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Ou seja, a Sal e Luz precisa atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e as pessoas com deficiência não poderão desfrutar da magia da leitura. Só quem tem o prazer da leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem livros.

Por isso, a ajuda que esta instituição pede é, tão somente, uma boa divulgação. Nada de dinheiro, apenas uma simples divulgação deste trabalho que representa mais do que inclusão, e sim o desejo de viver numa sociedade que não exclua pessoas, a despeito de todas as diferenças.

 

(Fonte: site oficial)

Óculos bom pra cachorro!

Você sabe o que são Doggles? Trata-se de uma mistura das palavras inglesas dog (cão) e goggles, que são aqueles óculos especiais para quem pratica esqui. Ou seja, óculos para cães. Mais exatamente, óculos de sol.

Uma ótica começou a vender óculos de sol especiais para cães e está fazendo um tremendo sucesso na Alemanha. De acordo com a ótica Sehwerk Opticians, que fica em Berlim e é especializada em visão canina, os óculos protegem não só dos raios solares, mas também do vento e até contra nevoeiros, caso seu cão curta um esqui ou se mora em lugares mais frios.

E se ele adora colocar a cabeça fora da janela do carro em movimento, evitará que bichinhos e poeira irritem os olhos do seu melhor amigo. Duas tiras elásticas ajustáveis ajudam a manter o Doggles firmes durante qualquer atividade.

Há uma variedade extensa de cores e modelos para todos os tipos de cachorro e até os donos mais exigentes vão se esbaldar. Tamanhos exclusivos para raças menores, como chihuahua, também são comercializados, ao lado de mochilas, chapéus e colares para cachorros.

Os animais também podem ter os olhos acometidos por doenças oculares ou por agentes agressivos da natureza. Muitos cães podem desenvolver males como cataratas ou ainda problemas nos olhos devido ao contato com objetos estranhos (ciscos, galhos, areia) ou distúrbios ocasionados pelos raios ultravioletas.

Os Doggles são muito comercializados no exterior. Aqui no Brasil, o produto ainda não é comercializado em larga escala, sendo difícil de se encontrar.



(Fonte: Metro.uk)

Cegos têm mais pesadelos do que as pessoas com visão normal

Um novo estudo dinamarquês, recentemente publicado na revista “Sleep Medicine”, revela que as pessoas cegas têm consideravelmente mais pesadelos do que as pessoas com visão normal e aqueles que se tornaram cegos mais tarde na vida.

Durante um período de quatro semanas, a equipe de cientistas da Universidade de Copenhague e Glostrup Hospital seguiram 11 pessoas que nasceram cegas, 14 que se tornaram cegas mais tarde na vida e 25 pessoas com a visão normal. Eles pediram aos participantes para tomarem nota do que eles sonharam.

Os resultados mostram que uma média de 25% dos sonhos vividos por pessoas que nasceram cegas são pesadelos - enquanto eles representam apenas 6% dos sonhos de pessoas cuja visão é intacta.

Segundo o principal autor do estudo, Amani Meaidi, assistente de pesquisa do Centro Dinamarquês de Medicina do Sono no Hospital Glostrup e BrainLab da Universidade de Copenhagen, estes resultados confirmam uma hipótese já existente de que “os pesadelos das pessoas são associados com emoções que experimentam durante a vigília. E as pessoas cegas aparentemente experimentam situações mais ameaçadoras ou perigosas durante o dia do que as pessoas com visão normal”.

Os assuntos dos sonhos dos participantes da pesquisa “foram muitas vezes relacionados com ameaças vividas no cotidiano”. Uma mulher muitas vezes tinha pesadelos sobre ser atropelada por um carro ou entrar em situações sociais embaraçosas, como derramar uma xícara de café.

De acordo com Meaidi, o estudo aponta que a entrada sensorial e as experiências que temos quando estamos acordados são decisivas quando se trata do que sonhamos. “Então, as pessoas sem estímulos sensoriais visuais sonham com uma extensão muito maior de sons, sabores, cheiros e contato” - diz. – “O melhor palpite é que os sonhos são uma maneira de limpar a lousa. Nossas emoções nos ajudam a avaliar o que vale a pena lembrar e o que não vale”.

Os resultados também mostram que as pessoas que nascem cegas não têm sonhos com conteúdo visual, enquanto as pessoas que perderam a visão mais tarde na vida podem ter conteúdo visual em seus sonhos, embora quanto mais tempo eles estão sem a visão, menos são os sonhos que têm com qualquer conteúdo visual. Sete por cento dos seus sonhos eram pesadelos.



(Fonte: O Globo)

Horário de Verão: gostar ou não gostar não é a questão

O horário de verão tem sua criação datada no ano de 1907, na Inglaterra, mas só foi adotado primeiramente em 1916 – e na Alemanha, devido a Primeira Guerra Mundial. No Brasil, ele começou a ser utilizado em 1931, visando a economia de energia.

Este ano, o horário de verão começou no domingo (19) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Como de costume, à meia-noite do sábado (18) para o domingo, os relógios foram adiantados em uma hora.

Os dez estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Norte e Nordeste não participam do horário de verão. Tocantins e Bahia, que aderiram ao horário em anos anteriores, também ficarão de fora da mudança. A mudança no horário vai até fevereiro de 2015.

Há quem goste, há quem deteste.

E, para incrementar o debate, surgem especulações de que o horário de verão pode afetar a qualidade do sono e prejudicar a saúde de 4 em cada 10 brasileiros - este é o índice da população que sofre de insônia e pode ter agravamento do distúrbio por conta da mudança de horário.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a luz sincroniza o relógio biológico que responde por todas as funções do nosso organismo. O bloqueio da entrada da luz até a retina no fundo dos olhos faz o portador viver dias cinzentos de inverno, independente da estação do ano. “Está comprovado que a baixa luminosidade nos países nórdicos durante o inverno aumenta a chance de surgir depressão”, comenta o médico, para quem a “boa saúde depende da sincronização de nosso relógio biológico com a claridade do sol e a escuridão noturna”.

Esse seria o motivo, segundo ele, das pessoas com grande dificuldade de adaptação ao horário de verão terem um comprometimento das funções biológicas que são iniciadas na retina pela captação de luz.

Leôncio afirma que a produção de alguns hormônios é maior durante a noite em ambientes escuros. O horário em que ocorrem varia de acordo com o organismo de cada pessoa, como a melatonina (um antioxidante duas vezes mais potente que a vitamina E) e o hormônio do crescimento, que têm função de regular o metabolismo e que protegem, assim, os olhos das duas principais causas de cegueira – catarata e degeneração macular (perda da visão central) decorrentes do envelhecimento.

O especialista destaca que outros efeitos da melatonina sobre a saúde são a melhora da qualidade do sono, redução do risco de enfarte, combate ao estresse e aos micróbios enquanto que o hormônio do crescimento (GH) contribui com a formação dos tecidos e estimula o sistema imunológico. Por isso, está associado à proteção contra o câncer e de todo o organismo, inclusive os olhos, de outras doenças infecciosas, como por exemplo, a conjuntivite.

Queiroz Neto afirma que a dificuldade de adaptação ao horário de verão por causa do agravamento da insônia eleva a produção do cortisol e adrenalina, hormônios que mantêm o estado de vigília. O excesso de adrenalina aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, fatores de risco das doenças cardiovasculares. Já a maior produção de cortisol causa ganho de peso, glicemia e colesterol alto. Para os olhos, explica o médico, o maior perigo está no aumento do cortisol e do colesterol já que podem ocluir os vasos da retina e impedir que os nutrientes cheguem à membrana. Em logo prazo, esta alteração leva à degeneração da retina.

Leôncio afirma que muitos pacientes, quando perdem o sono vão para o computador, o que é um erro já que a luz do monitor aumenta a produção dos hormônios do estresse. Assim, o especialista apresenta algumas dicas mais eficazes para prevenir  doenças, como escurecer ao máximo o quarto antes de dormir, para estimular a produção de melatonina; evitar computadores e outros dispositivos eletrônicos na hora de dormir; praticar exercícios físicos, evitar alimentos com cafeína e aumentar o consumo de frutas cítricas, ricas em vitamina C.



(Fonte: LDC Comunicação)

As polêmicas lentes dos olhos de mangá

O mangá é um gênero da literatura japonesa que têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que contavam uma história à medida que eram desenrolados.

Sua forma atual surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos Estados Unidos e da Europa. Com a ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas de mangas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.

É neste período que um artista influenciado por Walt Disney e Max Fleischer revoluciona o manga, dando-lhe um ar mais moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e Fleischer, onde olhos (como na personagem Betty Boop, de Fleischer), boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens.

O poder que a estética mostrada – e talvez até os valores abordados – nos mangás exerce na juventude de todo o planeta fica bem caracterizada na nova moda em Tóquio, entre as mulheres: usar uma lente que aumenta a íris, a parte colorida dos olhos, lançadas pela G&G. A cantora Lady Gaga já usou uma lente dessas em um de seus clipes musicais.

As lentes podem ser de grau e duram até 1 ano, o que as torna aptas a serem usadas no dia-a-dia, e não mais apenas como um acessório pra uma festa. A moda promete chegar com tudo no Brasil, pois está começando a ganhar força no mundo asiático – e não apenas no Japão, mas também na Coréia e em fóruns de discussão na Malásia.

Acontece, porém, que estas lentes não têm registro na Anvisa, portanto elas não podem estar no nosso mercado. Além disso, por serem um pouco maiores, mais espessas e por terem pigmentos na sua constituição, interferem mais ainda na chegada do oxigênio à córnea e podem comprometer a visão e deixar sequelas nos pacientes. O alerta foi feito pelo presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, César Lipener, no programa "Fantástico" da Rede Globo.



(Fonte: Fantástico)

Equoterapia - uma cavalgada de longa data

O uso do cavalo com fins terapêuticos (equoterapia) vem de longa data. Hipócrates (478-370 a.C.), no seu livro das Dietas, prescrevia equitação para regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças e afirmava que a equitação praticada ao ar livre faz com que os músculos melhorem o seu tônus. Em 124 a.C. Asclepíades, de Prússia, aconselhava a equoterapia como tratamento para a epilepsia e em diferentes casos de paralisia. Merkurialis (1569), em sua obra “De arte gymnastica”, menciona que a equitação não só exercia o corpo, mas também os sentidos.

Após a Primeira Guerra Mundial, o cavalo entra definitivamente para a terapia médica e os primeiros a realizarem este emprego foram os países escandinavos, seguidos pela Alemanha, França e Inglaterra. No Brasil, este recurso terapêutico começou a ser valorizado em 1989, na Granja do Torto, em Brasília, com a Ande-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia), com o apoio dos profissionais de Saúde do Hospital do Aparelho Locomotor – SARAH.

Segundo a Ande-Brasil, esta é uma modalidade terapêutica que, como o próprio nome sugere, utiliza o cavalo como agente promotor de ganhos físicos e psíquicos, pois trata-se de atividade que exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, do relaxamento, da conscientização do próprio corpo e do aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A equoterapia busca, assim, o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

Para os portadores de deficiência visual existem técnicas específicas que proporcionam melhorias nos aspectos motores relacionados à marcha e ao equilíbrio. Entre elas está a cavalgada, que estimula o praticante a experimentar diferentes texturas com os pés e as mãos e com sensações de quente e frio.

Os resultados obtidos com a prática da atividade são excelentes. Os praticantes se sentem mais seguros e existe a evolução das relações cotidianas, além de inúmeros benefícios à saúde do praticante. A técnica pode ser utilizada em crianças e adultos e não existe um tempo específico de tratamento.



(Fonte: Ande-Brasil)

Uma cirurgia de catarata para o livro dos recordes

Depois de sofrer uma década com problemas de baixa visão, Guo Liansheng, moradora de Xangai com 109 anos de idade, conseguiu recuperar o dom da visão graças a uma lente intra-ocular inventada no Reino Unido, por especialistas da empresa Rayner Intraocular Lenses.

Antes de implantação de uma lente Rayner, a senhora Guo lutava para detectar até mesmo as mais vagas alterações de luz. Agora ela é capaz de olhar sua bisneta de oito meses de idade.

No ano passado, uma catarata no olho esquerdo da senhora Guo foi substituída por uma lente Rayner. Ela ficou tão impressionada com o resultado que, após consultas com a equipe do Hospital, optou por fazer o mesmo procedimento em seu olho direito depois de um ano da primeira operação.

A cirurgia está registrada no livro Guinness dos recordes mundiais para o paciente mais antigo do mundo em cirurgia de Catarata. Ambas as operações da senhora Guo foram realizadas pelo Dr. Chu Tao , um especialista em catarata no Hospital Nova Visão de Xangai.

Cerca de 6.000 quilômetros de distância de Xangai, a Rayner - empresa britânica que desenvolveu a lente que devolveu a clareza visual - foi aprimorando a sua história desde 1949. Guo Liansheng é o mais recente caso em uma longa linha de sucessos. Com a ajuda de organizações de caridade em todo o mundo, a Rayner ter restaurado a visão de centenas de milhares de pessoas em diversos pontos do planeta.



(Fonte: Site DNA)

O cão cego - como cuidar

Os cães vivem de 12 a 15 anos, sendo que, a partir dos 7 ou 8 anos começa o envelhecimento destes animais, já que a contagem da idade deles, em comparação com os seres humanos, é mais rápida. Assim, é nessa fase da vida que os cuidados com os cães devem ser redobrados. Algumas atitudes de prevenção - como um bom manejo alimentar e vacinal - podem evitar que o cão sofra com problemas de visão, por exemplo.

Curiosamente, a visão ocupa o terceiro lugar entre os sentidos mais importantes para o cão, ficando atrás do olfato e da audição. Sendo assim, quando o cão por algum motivo perde a visão, alguns procedimentos devem ser tomados para que o animal continue levando uma vida saudável.

Apesar de atingir cães com idade mais avançada, a cegueira também pode acometer os filhotes, o que não é muito comum. Sendo reversível ou não, o dono de um cachorro acometido pela cegueira deve buscar orientação com um profissional da área para ajudá-lo.

Os primeiros sinais de que a visão de um cachorro não está saudável podem ser sutis, como uma leve dificuldade para encontrar comidas e também seus brinquedos, além das “topadas” em objetos que podem se tornar freqüentes. Dentre os sintomas físicos estão, o lacrimejamento constante, presença de secreções límpidas ou purulentas, coceira, vermelhidão ocular e sensibilidade exacerbada à luz.

Assim como os humanos, os cães também sofrem por vários problemas de visão, tendo como casos mais comuns o mau posicionamento das pálpebras (entrópio), as úlceras de córnea, olho seco, glaucoma e até catarata. Portanto, quanto mais cedo se detecta o problema mais aumenta as chances de restituição.

A partir do momento em que o dono descobre que seu cão está cego, ele deve tentar da melhor forma possível que seu amigo se adapte a sua nova forma de vida. Os cães têm a capacidade de “decorar” o lugar utilizando os outros sentidos, principalmente o olfato. Eles “gravam” mentalmente onde está toda a mobília da casa, e, para ajudá-los, existem alguns “truques” que podem ser utilizados como não modificar os móveis de lugar a todo o momento, colocar protetores de silicone em quinas de mesas e armários.

Já nos locais que ofereçam algum risco - como piscinas e escadas - é fundamental que se coloque redes de proteção, ou que se impeça o acesso. Ração e água sempre devem estar acomodados no mesmo local. A comunicação do dono com o animal deve ser usando a voz, para que ele se guie pelo som e possa localizá-lo com mais facilidade. O uso de brinquedos que tenham cheiros ou sons é uma boa alternativa para que ele possa se divertir.



(Fonte: Dr Visão)

Caso de cegueira misteriosa ainda sem solução

Araguatins é um município brasileiro do estado do Tocantins,  de clima tropical, localizado na microrregião do Bico do Papagaio, situada às margens do rio Araguaia e com tendência à pratica do ecoturismo. Em 2006 esta pacata cidade com pouco mais de 31 mil habitantes foi sacudida por uma doença misteriosa que causa lesões nos olhos, como manchas e caroços, e que pode levar à cegueira. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) desde de 2005 foram 460 casos notificados oficialmente pela Sesau e registrado um caso em que o paciente perdeu totalmente a visão do olho direito.

Na época, um caramujo de água doce, que abrigaria um parasita, chegou a ser anunciado como o propagador da doença, mas, depois de nada ser achado no molusco, o Estado voltou atrás. Um parasita transmitido por gatos e cachorros e um fungo também entraram na lista de suspeitos. Mas uma pesquisa coordenada pela professora Cecilia Volkmer-Ribeiro, do Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul, concluiu que as lesões foram causadas por esponjas de água doce, encontradas no rio Araguaia.

A Sesau informou que uma pesquisa feita pela própria Sesau e pelo Ministério da Saúde comprovou que a doença é, de fato, transmitida por dois agentes: as espículas - pequenas estruturas compostas de sílica que sustentam as esponjas de água doce - e os fungos que se concentram no lado direito do rio.

Apesar de já ter sido detectada as causas da doença em Araguatins, a Sesau solicitou ao Ministério da Saúde que voltasse ao município para realizar novas pesquisas e verificar se existe um novo agente causador da doença já que um novo caso da cegueira misteriosa foi registrado em Araguatins em agosto do ano passado, mas até hoje sem solução.

Questionada sobre quais providências o Estado tomou para evitar a ocorrência de novos casos, a diretora diretora do departamento de doenças transmissíveis e não transmissíveis da Sesau, Regina Figueira Teixeira, informou que a fiscalização do local e até mesmo o isolamento, cabe a prefeitura e não ao Estado.



(Fonte: Folha.com)

Mulheres britânicas sofrem por causa dos óculos

Estereotipadas como frias, devido à sua postura sisuda, a mulher britânica está sofrendo com problemas de visão porque, para quebra do paradigma, é muito vaidosa. Realizada pelo Sight Care Group, revelou também que 1/4 das mulheres britânicas que precisam de óculos se recusa a fazer exames oftalmológicos para avaliar a visão, o que significa que 7,5 milhões de britânicas sabem que tem problemas na visão, mas lutam contra isso.

Segundo um grupo que representa quase metade das participantes da pesquisa, os usos de óculos as fazem sentir pouco atraente, e, por isso, as britânicas evitam usar tal acessório. Outro dado alarmante aponta que 1/4 de todas as mulheres pesquisadas não foram ao oftalmologista nos últimos dois anos.

Já entre as usuárias de óculos, 2/3 das mulheres se recusam a usá-los durante um programa noturno. Outras 15% admitem tirar os óculos quando andam em transportes públicos e 16% disseram que os deixam em casa ao irem a um encontro amoroso.

Outra informação que preocupa os especialistas é a de que 7% das mulheres não colocam os óculos para ler e passam o dia todo no trabalho, sem fazer uso das lentes corretivas. E 7% das pesquisadas alegou desconforto em usar óculos em uma reunião de trabalho. Um outro dado relevante é que 69% por cento das mulheres pesquisadas com problemas de visão alegaram que o único lugar onde elas se sentem realmente confortáveis com seus óculos é quando estão em casa.

Especialistas em tendências de consumo observaram que os óculos deixaram de ser apenas um acessório de proteção e correção e se transformaram em um item de moda desejado por todos. Assim, nos dias de hoje, os óculos seguem os ditames da moda. Portanto, não há como deixar de usar lentes ou óculos por questão de vaidade. Mesmo assim, também no Brasil, é grande o número de mulheres que ainda têm dificuldades em encarar seus óculos como acessórios de moda e estilo, optando por não usá-los, como já tratamos nesta matéria.



(Fonte: Site Sentir Bem)

Passado e presente - os óculos através da história

Os europeus consideram Roger Bacon como o inventor dos óculos e datam o 13 º século como o início do uso de lentes de óculos.

Mas, relatórios sobre escavações conjuntas no leste da província do Azerbaijão pelo professor Charles Bernie, da Universidade de Manchester, foram publicados no livro "História da Arqueologia", pelo Dr. Gholam Reza Masoomi que, após estudar as anotações feitas por Bernie em Yanik Tappeh, observou que, durante as escavações, o Dr. Sarfaraz, arqueólogo principal, encontrou um túmulo com alguns itens colocados ao lado do corpo de uma menina.

Entre eles, um pedaço de osso colocado sobre o nariz do cadáver, que lembrava um par de óculos com dois furos circulares pequenos do tamanho de uma moeda em ambos os lados da peça, analogamente e paralelos uns aos outros (foto ao lado). Os pesquisadores se esforçaram para encontrar qualquer informação e os óculos de osso foram cuidadosamente estudados pelo Sr. Mir Ghafar Sahihi Oskooei, da Universidade Shahid Beheshti, na área de ciência médica.

Ele provou serem os óculos feitos originalmente do osso de um mamífero doméstico, herbívoro, datado de 3 ou 4 mil anos antes de Cristo.

Enquanto os esquimós faziam seus óculos de madeira e couro de baleia, em 1868 foi inventado o primeiro Óculos Elétricos, por Judá Moses. Os óculos eram feitos de zinco e placa de cobre para gerar uma pequena corrente elétrica com o objetivo de atingir os nervos ópticos. Uma bateria de bolso também poderia ser utilizada.

Em 1936, foi inventado um óculos viseira chamado de "Reading in Bed" (lendo na cama em tradução livre). Nestes óculos, as lentes dobram a visão num ângulo de 90 ° usando dois prismas de vidro, para que a pessoa possa permanecer deitada de costas, com a cabeça descansando confortavelmente no travesseiro enquanto lê, assiste televisão ou até mesmo trabalha no laptop. Este óculos são vendidos até hoje, diga-se de passagem.

Dois anos antes, em 1934, de acordo com o Dr. Shastid, especialista em óptica na época, uma pesquisa afirmava que o olho esquerdo estaria sendo usado cada vez menos o que faria do homem do futuro uma espécie de ciclope (com apenas um olho). Não apenas tal previsão não aconteceu, como o Google quer mudar o modo que interagimos com tudo a nossa volta através de seu projeto chamado Project Glass.

Trata-se de um óculos/computador que servirá para tudo, desde marcar compromissos, tirar fotos de algo interessante, pesquisar sobre um lugar que está passando pela frente, até descobrir o caminho para um local qualquer. Tudo isso comandado por voz e pelos olhos, criando uma nova maneira de interação entre o mundo real e o digital.

Como se vê (sem trocadilhos), ainda há muita história pela frente. É bom ficar de olho – agora com trocadiho.



(Fonte: The Optical Vision Site)

FoxC1, a esperança de uma visão mais clara

O gene FoxC1, pertencente à família de fatores de transcrição, já era conhecido dos cientistas papel na regulação do desenvolvimento embrionário e ocular. Mutações nesse gene causam vários tipos de glaucoma incluindo o congênito primário.

Trabalhando com camundongos modificados, que não possuíam esse gene, os cientistas da Universidade Nothwestern, em Chicago, nos EUA, perceberam que os animais desenvolveram vasos sanguíneos na córnea até que ficaram cegos.

A córnea é a camada externa do olho, a lente que foca a luz através da pupila para que ela seja recebida na retina. Ela precisa ser transparente para que a luz passe. Por isso, o corpo desenvolveu maneiras de nutri-la sem precisar de vasos sanguíneos. No entanto, doenças ou lesões podem provocar o crescimento desses vasos, o que leva à cegueira, em alguns casos.

Baseando-se na pesquisa publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, fizeram os testes com pacientes de glaucoma congênito e descobriram que essas pessoas tinham mutações no gene FoxC1, o que significa que a descoberta vale também para os humanos.

Os cientistas buscam, agora, descobrir uma forma de injetar a proteína produzida pelo FoxC1 nos ratos e ver se um tratamento seria viável, apontando importante opção para os transplantes de córnea, onde o surgimento de vasos no tecido recebido é um problema sério enfrentado pelos médicos.



(Fonte: G1)

A cor dos olhos e a reação à dor

A dor é um dos sintomas mais frequentes de procura aos serviços de saúde, representando a principal causa de absenteísmo, licença médica, aposentadoria precoce, indenizações trabalhistas e baixa produtividade no trabalho.

Pela fisiopatologia, pode ser classificada em nociceptiva (tem importância na sobrevivência do organismo. Trata-se do reconhecimento de um estímulo nocivo mediado por um sistema sensorial especializado); inflamatória (que inclui os receptores periféricos, a medula espinal, o tronco encefálico, o tálamo e o córtex cerebral sensitivo); neuropática (decorrente de lesões anatômicas do sistema nervoso) ou funcional (associada ao funcionamento anormal de um sistema nervoso anatomicamente íntegro).

Tanto a dor nociceptiva quanto a inflamatória podem ser diferenciadas em somática ou visceral. Em geral, a dor somática é bem localizada, contínua e aumenta com a pressão da área acometida, e a dor visceral é de localização mais difusa e em muitas vezes referida a outra área.

Alguns autores definem a dor crônica como aquela que persiste além de um mês do curso usual de uma doença aguda ou aquela que é associada a doenças crônicas que levam a dor contínua ou recorrente em meses ou anos.

Se não há consenso na definição de dor aguda ou crônica, estudos realizados na Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, indicam que quem tem olhos escuros – castanhos ou esverdeados – tendem a reagir de forma diferente à dor em comparação com quem tem olhos mais claros – azuis ou verdes.

As mulheres de olhos escuros tiveram uma reação mais intensa à dor, com aumento da ansiedade e perturbações do sono. Os pesquisadores acreditam que este indicador visível da tolerância à dor poderá servir como fator de identificação de pessoas mais suscetíveis à dor ou mesmo candidatos a dores crônicas.

Já existem outras pesquisas nesse sentido, inclusive uma que relaciona a cor do cabelo à resistência à dor. Neste caso, por exemplo, os ruivos apresentam maior resistência aos bloqueadores de dor, exigindo maiores dosagens de anestesia.

Nesta matéria, Saúde Visual já havia tratado sobre a curiosa relação entre cor dos olhos e os danos na visão, principalmente para quem tem olhos claros.



(Fonte: Estadão)

A polêmica em torno dos óculos reticulados

Os óculos terapêuticos, também chamados de “óculos reticulados” ou “óculos pinhole”, inventado pelo físico mexicano Miguel S. Muñoz, que garantem ajudar na melhora da visão, estão no foco de uma grande polêmica.

Premiado na 5a. Exposição Mundial de Invenção, em Nova York (1981), o princípio dos óculos são os orifícios pequenos chamado tecnicamente de “furo estenopeico” que impedem a passagem do excesso de luminosidade e seus efeitos, fazendo com que a imagem chegue mais nítida à retina. Os óculos também garantem exercitar a musculatura ocular, o que melhoraria a circulação local. Os fabricantes aconselham que os óculos sejam usados juntamente com a prática dos exercícios visuais, pois garantem que, assim, o usuário obterá melhores resultados.

Para os oftalmologistas, porém, esse tipo de óculos é uma fraude e sem um tratamento adequado o paciente com problemas visuais pode piorar gradualmente.

Os polêmicos óculos reticulados prometem acabar com os vícios de refração, fadiga visual no computador e dor de cabeça. Ao invés de corrigir, os óculos prometem acabar com esses problemas com o uso dele em apenas algumas horas por dia e não o tempo todo. Eles são parecidos com óculos de sol e a área da lente é feita em plástico opaco com furinhos. Esses furinhos, ainda segundo os fabricantes, selecionam e alinham os raios de luz diretamente na mácula, que é a parte central da retina responsável pela visão de detalhes. Com isso, as imagens parecem ser mais nítidas e o problema parece ter tido uma cura.

Há ainda os que acreditam que os vícios de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo podem ser curados com exercícios para os olhos. Um deles consiste em usar os óculos por cerca de 5 minutos em lugares ensolarados, fazendo os alongamentos oculares, depois tirá-los, receber a luz solar com os olhos fechados e repetir o exercício por várias vezes. Os defensores dos exercícios afirmam que óculos escuros são maléficos para os olhos, que necessitam da luz solar para serem vitalizados e estimulados e que a falta do sol pode levar à depressão e outras doenças.

Os óculos reticulados são vendidos pela internet e em feiras livres a baixo preço, mas são proibidos nos Estados Unidos e a Câmara de Comércio já obrigou três empresas a reembolsarem os consumidores que compraram o produto. O maior problema apontado pelos especialistas é que os óculos dão a impressão de melhora na visão logo após o seu uso, mas o efeito não é permanente.

“Os óculos reticulados são um atentado à saúde pública. Isso porque, podem atrasar o tratamento do vício refrativo e levar à maior incapacidade visual” afirma Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier.



(Fonte: Novohamburgo.org)

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O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.

Albert Einstein

Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.

Chico Buarque

Guarda-me, como a menina dos seus olhos. Ela é a tal, sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual.

Chico Buarque

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Amar não é olhar um para o outro, é olhar juntos na mesma direção.

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Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

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A verdadeira viagem não está em sair a procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos.

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Antoine de Saint-Exupéry

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