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Cegos também podem usar smartphones

A palavra Smartphone pode ser trauzida livremente como telefone inteligente. Trata-se de um tipo de celular com funcionalidades avançadas que podem ser estendidas por meio de programas executados por seu sistema operacional. Como um computador de mão, onde, inclusive, pode-se navegar pela internet. Com tantas facilidades, não é de se estranhar que os smartphones estão batendo recordes de venda. Inclusive entre pessoas com deficiência visual.

O iPhone tem desde a versão 3GS uma função chamada de VoiceOver, que podem ser ativados sem ajuda de terceiros. Com ela, o usuário passa o dedo sobre a tela e ouve uma descrição do que está sendo tocado pelos dedos, sem o risco de ativar outros menus ou funções por acidente pois, para ativá-los, é preciso tocar duas vezes. E para navegar entre telas, é preciso usar três dedos.

Para digitar, a pessoa com deficiência visual pode usar o recurso de Ditado presente apenas no iPhone 4S. Em outros modelos, a digitação é feita passando o dedo no teclado. O iPhone, por exemplo, pronuncia a letra que está sendo tocada; tocando
duas vezes para digitar a letra. Parece ser bem trabalhoso, mas o VoiceOver ajuda pronunciando o autocompletar.

O Android também apresenta recursos para cegos. Desde sua versão 1.6, ele tem o app TalkBack (disponível no Google Play) para falar o que está na tela. Segundo a página do projeto Eyes-Free do Google, aparentemente a função de passar o dedo na tela e ouvir o que está debaixo dele só surgiu no Ice Cream Sandwich. Em versões anteriores, isso era possível apenas usando a tecla direcional ou trackball. Antes do ICS, também não era possível para cegos ativar a acessibilidade sozinhos; agora, basta desenhar um retângulo na tela ao ligar o Android pela primeira vez.

Para cegos, o Android 4.0 funciona basicamente como o iPhone no VoiceOver, bastando passar o dedo nos elementos da tela para ouvir seu nome e tocar apenas uma vez para selecionar e digitar passando o dedo no teclado, ou, ainda, usando a função Ditado.

Já a Nokia, por sua vez, oferece o app Screen Reader para aparelhos Symbian mais recentes, que lê o conteúdo da tela. O Windows Phone, assim como o iPhone 3GS/4/4S e Android, tem comandos de voz, mas seu suporte nativo para cegos é bem pequeno – ele não lê o conteúdo da tela, por exemplo. O BlackBerry tem comandos de voz, notificações de áudio e teclados físicos táteis, porém não tem leitura do conteúdo da tela.

Além do suporte nativo em sistemas como iOS e Android, há também diversos apps de terceiros para quem tem problemas de visão, como os apps da Code Factory para Symbian e BlackBerry, ou o teclado braille para Android.



(Fonte: Gizmodo US)

Diagnóstico de Alzheimer pelos olhos? Será?

Pesquisadores das universidades de Dundee e Edimburgo, na Escócia, realizarão um estudo que pretende revolucionar o diagnóstico da doença de Alzheimer.

O objetivo é viabilizar a detecção da doença degenerativa a partir de exames de vista.

Pesquisas prévias sugerem que mudanças nas veias e artérias oculares podem estar ligadas à ocorrência de derrames e doenças cardíacas.

O estudo das universidades escocesas quer descobrir se tais alterações também não poderiam ser um "alerta prévio" para o Alzheimer, mal que atinge mais de 35 milhões de pessoas no mundo, segundo estatísticas da ONG Alzheimer's Disease International.

Com o uso de um software especialmente desenvolvido para o projeto, os pesquisadores vão analisar imagens em alta definição de olhos e também estudar uma base de dados médicos do Ninewells Hospital, o maior hospital universitário da Europa.

Para o líder do estudo, Emanuele Trucco, a importância do projeto está na possibilidade de diagnósticos preventivos baratos.

"Estamos examinando a possibilidade de podermos examinar os olhos de um paciente usando equipamento que não custa uma fortuna para termos a chance de descobrir o que pode ser o risco de demência", explica Trucco.

"Além de não ser um método invasivo, poderemos ainda estudar o uso do teste para diferenciar os tipos variados de demência".

Com início previsto para abril de 2015, o estudo terá duração de três anos.



(Fonte: Diário da saúde)

Pesquisadores querem transplantar olhos inteiros

Antigamente, parecia impossível fazer um transplante de coração inteiro. Hoje, este é um procedimento comum.

Agora, um novo conceito de transplante soa como futurista: o de um olho inteiro.

Para tornar mais este conceito viável e também comum, pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) receberam um financiamento específico para começar a testar este tipo de transplante.

"Um transplante de olho inteiro poderia ser um santo graal para a restauração da visão," disse o Dr. Jeffrey Goldberg, que fará os estudos em conjunto com colegas da Universidade de Pittsburg e do Hospital Infantil da Universidade de Harvard.

A ideia básica de um transplante de olhos parece simples: os médicos precisam implantar o olho de um doador na cavidade ocular do paciente receptor.

Para isso, é necessário restabelecer o sistema vascular do olho e fazer sua conexão à musculatura do paciente, para que o órgão volte a funcionar e possa se movimentar corretamente.

O maior desafio, porém - e foco principal deste projeto que está sendo iniciado agora -, será planejar métodos eficazes para reconectar a fiação neuronal do olho para o cérebro através do nervo óptico, que contém mais de 1 milhão de células nervosas para transmitir a informação visual coletada pela retina.

Experiências anteriores, feitas na Universidade de Pittsburg, demonstraram a possibilidade de realizar transplantes de olho inteiro em ratos "geneticamente puros" - selecionados para minimizar os problemas de rejeição de tecidos.

Contudo, embora o tecido da retina nos olhos transplantados parecesse saudável, os nervos ópticos não se recuperaram e geraram conexões anômalas, eliminando a possibilidade de recuperar a visão.

"Sabemos por experiências anteriores que o maior obstáculo científico não é ligar todos os pequenos vasos sanguíneos do olho ou sua musculatura," disse Goldberg, "É que, quando você corta o nervo óptico, as células nervosas não voltam a crescer."

"Nosso objetivo para este projeto é sermos capazes de transplantar um olho todo em um modelo animal e demonstrar o recrescimento neuronal do olho do doador no nervo óptico do destinatário", disse ele.

Desde as últimas tentativas, as equipes envolvidas desenvolveram uma variedade de técnicas moleculares para intensificar a regeneração do nervo óptico.

Agora eles terão oportunidade de avaliar se as diferentes técnicas podem ser combinadas para um melhor efeito terapêutico.



(Fonte: Diário da Saúde)

Os efeitos oculares dos esteróides tópicos

Os esteróides formam um grande grupo de compostos solúveis em gordura (lipossolúveis), que têm uma estrutura básica de 17 átomos de carbono dispostos em quatro anéis ligados entre si. Eles constituem os ingredientes ativos da maioria das pílulas anticoncepcionais ministradas oralmente e são comumente usados em hospitais em pessoas que precisam de massa muscular. Os esteróides tópicos, por sua vez, são muitas vezes utilizados em longo prazo para o alívio rápido do desconforto causado por doenças oculares inflamatórias, tais como ceratoconjuntivite primaveril, a inflamação bilateral crônica da conjuntiva.

Um estudo foi realizado na Índia para determinar os efeitos oculares de longo prazo do uso de esteróides tópicos entre os pacientes com ceratoconjuntivite primaveril e também para avaliar as respostas oculares após a retirada destes esteróides.

O estudo observacional prospectivo foi realizado em um centro de referência terciário de Bengala Ocidental. Um total de 150 pacientes com ceratoconjuntivite vernal, os esteróides utilizados por mais do que o período de um mês, foram incluídos no estudo.

Um conjunto completo de exames oftalmológicos, incluindo medição de pressão intra-ocular e acuidade visual foram realizados durante o registro. Após a retirada dos esteróides, os pacientes foram acompanhados e avaliados periodicamente e, finalmente, após 8 semanas, apresentaram uma melhoria da pressão intra-ocular e acuidade visual.

Apesar da descarga de muco pegajoso com comprometimento conjuntival mínimo, foi encontrado a mais comum manifestação (74,7%). As consequências graves, como glaucoma, também ficaram evidentes entre os 8,7% dos participantes do estudo.

Melhorias significativas foram observadas na redução da pressão intra-ocular e acuidade visual após 8 semanas da retirada dos esteróides tópicos. O estudo corrobora a informação de que os esteróides tópicos devem ser usados com cautela, com exames oftalmológicos periódicos, incluindo o de pressão intra-ocular.



(Fonte: Optometric Physician)

Graças a um olho biônico, cego está começando a enxergar de novo

Saúde Visual já tinha apresentado o Argus II nesta matéria. Projetado para pacientes com degeneração da retina, a melhor visão obtida nos testes do Argus II ficou bem abaixo do limiar de cegueira legal.

Entretanto, após testes bem sucedidos em 30 indivíduos, o dispositivo, produto da pesquisa do Centro do Olho da Universidade Duke (EUA) e desenvolvido pela empresa Second Sight Medical Products, foi, enfim, aprovado para comercialização.

O Argus II é especialmente voltado para os que têm retinite pigmentosa, uma doença genética que afeta 1,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Condições como esta não tinham nenhum tipo de tratamento, até hoje.

É o caso de Larry Hester, cego há décadas, que está começando a enxergar de novo. Ele e os outros receptores da tecnologia continuam a ser legalmente cegos, mas os novos olhos estão lhes fazendo muito bem e transformando suas vidas.

Larry foi um dos primeiros a receber o olho biônico nos EUA. Até agora, o implante só lhe permite distinguir entre claro e escuro. No entanto, isso já significa muito não só para ele, como para toda a sua família.

Olhos biônicos trabalham de forma semelhante a um implante coclear. Em um implante coclear, eletrônicos são conectados ao ouvido. No caso do olho, um implante é colocado na retina com 60 eletrodos que apontam para o nervo óptico. A luz é detectada por uma câmera, que a converte em um sinal elétrico transmitido da retina ao cérebro. Larry passou por uma operação para receber o implante, na Universidade Duke.

No vídeo abaixo, é possível perceber a alegria e o entusiasmo de Larry e sua esposa, quando ele detectou a luz pela primeira vez:

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(Fonte: IFLS)

A Audioteca Sal e Luz não precisa de Dinheiro, mas de DIVULGAÇÃO!

A Audioteca Sal e Luz é uma instituição filantrópica, sem fins lucrativos, que produz e empresta livros falados, também conhecidos como audiolivros, que são livros que alcançam cegos e deficientes visuais (inclusive os com dificuldade de visão pela idade avançada), de forma totalmente gratuita.

Seu acervo conta com mais de 2.700 títulos que vão desde literatura em geral, passando por textos religiosos até textos e provas corrigidas voltadas para concursos públicos em geral e que são emprestados sob a forma de fita K7, CD ou MP3. Cada associado pode receber um total de 18 fitas ou cd por remessa e o prazo de empréstimo é de 30 dias, podendo ser prorrogado, se solicitado com antecedência.

A sede da Sal e Luz fica no Rio de Janeiro, mas não é necessário ser morador desta cidade pois os audiolivros podem ser solicitados por e-mail, carta ou telefone - escolhendo o título pelo site -, que será enviado gratuitamente por “cecograma", um serviço gratuito dos Correios e Telégrafos.

Apesar do governo estar ajudando imensamente, é preciso apresentar resultados. Ou seja, a Sal e Luz precisa atingir um número significativo de associados, que realmente contemplem o trabalho, senão ele irá se extinguir e as pessoas com deficiência não poderão desfrutar da magia da leitura. Só quem tem o prazer da leitura, sabe dizer que é impossível imaginar o mundo sem livros.

Por isso, a ajuda que esta instituição pede é, tão somente, uma boa divulgação. Nada de dinheiro, apenas uma simples divulgação deste trabalho que representa mais do que inclusão, e sim o desejo de viver numa sociedade que não exclua pessoas, a despeito de todas as diferenças.

 

(Fonte: site oficial)

Óculos bom pra cachorro!

Você sabe o que são Doggles? Trata-se de uma mistura das palavras inglesas dog (cão) e goggles, que são aqueles óculos especiais para quem pratica esqui. Ou seja, óculos para cães. Mais exatamente, óculos de sol.

Uma ótica começou a vender óculos de sol especiais para cães e está fazendo um tremendo sucesso na Alemanha. De acordo com a ótica Sehwerk Opticians, que fica em Berlim e é especializada em visão canina, os óculos protegem não só dos raios solares, mas também do vento e até contra nevoeiros, caso seu cão curta um esqui ou se mora em lugares mais frios.

E se ele adora colocar a cabeça fora da janela do carro em movimento, evitará que bichinhos e poeira irritem os olhos do seu melhor amigo. Duas tiras elásticas ajustáveis ajudam a manter o Doggles firmes durante qualquer atividade.

Há uma variedade extensa de cores e modelos para todos os tipos de cachorro e até os donos mais exigentes vão se esbaldar. Tamanhos exclusivos para raças menores, como chihuahua, também são comercializados, ao lado de mochilas, chapéus e colares para cachorros.

Os animais também podem ter os olhos acometidos por doenças oculares ou por agentes agressivos da natureza. Muitos cães podem desenvolver males como cataratas ou ainda problemas nos olhos devido ao contato com objetos estranhos (ciscos, galhos, areia) ou distúrbios ocasionados pelos raios ultravioletas.

Os Doggles são muito comercializados no exterior. Aqui no Brasil, o produto ainda não é comercializado em larga escala, sendo difícil de se encontrar.



(Fonte: Metro.uk)

Cegos têm mais pesadelos do que as pessoas com visão normal

Um novo estudo dinamarquês, recentemente publicado na revista “Sleep Medicine”, revela que as pessoas cegas têm consideravelmente mais pesadelos do que as pessoas com visão normal e aqueles que se tornaram cegos mais tarde na vida.

Durante um período de quatro semanas, a equipe de cientistas da Universidade de Copenhague e Glostrup Hospital seguiram 11 pessoas que nasceram cegas, 14 que se tornaram cegas mais tarde na vida e 25 pessoas com a visão normal. Eles pediram aos participantes para tomarem nota do que eles sonharam.

Os resultados mostram que uma média de 25% dos sonhos vividos por pessoas que nasceram cegas são pesadelos - enquanto eles representam apenas 6% dos sonhos de pessoas cuja visão é intacta.

Segundo o principal autor do estudo, Amani Meaidi, assistente de pesquisa do Centro Dinamarquês de Medicina do Sono no Hospital Glostrup e BrainLab da Universidade de Copenhagen, estes resultados confirmam uma hipótese já existente de que “os pesadelos das pessoas são associados com emoções que experimentam durante a vigília. E as pessoas cegas aparentemente experimentam situações mais ameaçadoras ou perigosas durante o dia do que as pessoas com visão normal”.

Os assuntos dos sonhos dos participantes da pesquisa “foram muitas vezes relacionados com ameaças vividas no cotidiano”. Uma mulher muitas vezes tinha pesadelos sobre ser atropelada por um carro ou entrar em situações sociais embaraçosas, como derramar uma xícara de café.

De acordo com Meaidi, o estudo aponta que a entrada sensorial e as experiências que temos quando estamos acordados são decisivas quando se trata do que sonhamos. “Então, as pessoas sem estímulos sensoriais visuais sonham com uma extensão muito maior de sons, sabores, cheiros e contato” - diz. – “O melhor palpite é que os sonhos são uma maneira de limpar a lousa. Nossas emoções nos ajudam a avaliar o que vale a pena lembrar e o que não vale”.

Os resultados também mostram que as pessoas que nascem cegas não têm sonhos com conteúdo visual, enquanto as pessoas que perderam a visão mais tarde na vida podem ter conteúdo visual em seus sonhos, embora quanto mais tempo eles estão sem a visão, menos são os sonhos que têm com qualquer conteúdo visual. Sete por cento dos seus sonhos eram pesadelos.



(Fonte: O Globo)

Horário de Verão: gostar ou não gostar não é a questão

O horário de verão tem sua criação datada no ano de 1907, na Inglaterra, mas só foi adotado primeiramente em 1916 – e na Alemanha, devido a Primeira Guerra Mundial. No Brasil, ele começou a ser utilizado em 1931, visando a economia de energia.

Este ano, o horário de verão começou no domingo (19) nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Como de costume, à meia-noite do sábado (18) para o domingo, os relógios foram adiantados em uma hora.

Os dez estados afetados são Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, além do Distrito Federal. Norte e Nordeste não participam do horário de verão. Tocantins e Bahia, que aderiram ao horário em anos anteriores, também ficarão de fora da mudança. A mudança no horário vai até fevereiro de 2015.

Há quem goste, há quem deteste.

E, para incrementar o debate, surgem especulações de que o horário de verão pode afetar a qualidade do sono e prejudicar a saúde de 4 em cada 10 brasileiros - este é o índice da população que sofre de insônia e pode ter agravamento do distúrbio por conta da mudança de horário.

De acordo com o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, a luz sincroniza o relógio biológico que responde por todas as funções do nosso organismo. O bloqueio da entrada da luz até a retina no fundo dos olhos faz o portador viver dias cinzentos de inverno, independente da estação do ano. “Está comprovado que a baixa luminosidade nos países nórdicos durante o inverno aumenta a chance de surgir depressão”, comenta o médico, para quem a “boa saúde depende da sincronização de nosso relógio biológico com a claridade do sol e a escuridão noturna”.

Esse seria o motivo, segundo ele, das pessoas com grande dificuldade de adaptação ao horário de verão terem um comprometimento das funções biológicas que são iniciadas na retina pela captação de luz.

Leôncio afirma que a produção de alguns hormônios é maior durante a noite em ambientes escuros. O horário em que ocorrem varia de acordo com o organismo de cada pessoa, como a melatonina (um antioxidante duas vezes mais potente que a vitamina E) e o hormônio do crescimento, que têm função de regular o metabolismo e que protegem, assim, os olhos das duas principais causas de cegueira – catarata e degeneração macular (perda da visão central) decorrentes do envelhecimento.

O especialista destaca que outros efeitos da melatonina sobre a saúde são a melhora da qualidade do sono, redução do risco de enfarte, combate ao estresse e aos micróbios enquanto que o hormônio do crescimento (GH) contribui com a formação dos tecidos e estimula o sistema imunológico. Por isso, está associado à proteção contra o câncer e de todo o organismo, inclusive os olhos, de outras doenças infecciosas, como por exemplo, a conjuntivite.

Queiroz Neto afirma que a dificuldade de adaptação ao horário de verão por causa do agravamento da insônia eleva a produção do cortisol e adrenalina, hormônios que mantêm o estado de vigília. O excesso de adrenalina aumenta os batimentos cardíacos e a pressão arterial, fatores de risco das doenças cardiovasculares. Já a maior produção de cortisol causa ganho de peso, glicemia e colesterol alto. Para os olhos, explica o médico, o maior perigo está no aumento do cortisol e do colesterol já que podem ocluir os vasos da retina e impedir que os nutrientes cheguem à membrana. Em logo prazo, esta alteração leva à degeneração da retina.

Leôncio afirma que muitos pacientes, quando perdem o sono vão para o computador, o que é um erro já que a luz do monitor aumenta a produção dos hormônios do estresse. Assim, o especialista apresenta algumas dicas mais eficazes para prevenir  doenças, como escurecer ao máximo o quarto antes de dormir, para estimular a produção de melatonina; evitar computadores e outros dispositivos eletrônicos na hora de dormir; praticar exercícios físicos, evitar alimentos com cafeína e aumentar o consumo de frutas cítricas, ricas em vitamina C.



(Fonte: LDC Comunicação)

As polêmicas lentes dos olhos de mangá

O mangá é um gênero da literatura japonesa que têm suas raízes no período Nara (século VIII d.C.), com o aparecimento dos primeiros rolos de pinturas japonesas: os emakimono. Eles associavam pinturas e textos que contavam uma história à medida que eram desenrolados.

Sua forma atual surge no início do século XX sob influência de revistas comerciais ocidentais provenientes dos Estados Unidos e da Europa. Com a ocupação americana após a Segunda Guerra Mundial, os mangakas, como os desenhistas de mangas são conhecidos, sofrem grande influência das histórias em quadrinhos ocidentais da época, traduzidas e difundidas em grande quantidade na imprensa cotidiana.

É neste período que um artista influenciado por Walt Disney e Max Fleischer revoluciona o manga, dando-lhe um ar mais moderno: Osamu Tezuka. As características faciais semelhantes às dos desenhos de Disney e Fleischer, onde olhos (como na personagem Betty Boop, de Fleischer), boca, sobrancelhas e nariz são desenhados de maneira bastante exagerada para aumentar a expressividade dos personagens.

O poder que a estética mostrada – e talvez até os valores abordados – nos mangás exerce na juventude de todo o planeta fica bem caracterizada na nova moda em Tóquio, entre as mulheres: usar uma lente que aumenta a íris, a parte colorida dos olhos, lançadas pela G&G. A cantora Lady Gaga já usou uma lente dessas em um de seus clipes musicais.

As lentes podem ser de grau e duram até 1 ano, o que as torna aptas a serem usadas no dia-a-dia, e não mais apenas como um acessório pra uma festa. A moda promete chegar com tudo no Brasil, pois está começando a ganhar força no mundo asiático – e não apenas no Japão, mas também na Coréia e em fóruns de discussão na Malásia.

Acontece, porém, que estas lentes não têm registro na Anvisa, portanto elas não podem estar no nosso mercado. Além disso, por serem um pouco maiores, mais espessas e por terem pigmentos na sua constituição, interferem mais ainda na chegada do oxigênio à córnea e podem comprometer a visão e deixar sequelas nos pacientes. O alerta foi feito pelo presidente da Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, César Lipener, no programa "Fantástico" da Rede Globo.



(Fonte: Fantástico)

Equoterapia - uma cavalgada de longa data

O uso do cavalo com fins terapêuticos (equoterapia) vem de longa data. Hipócrates (478-370 a.C.), no seu livro das Dietas, prescrevia equitação para regenerar a saúde e preservar o corpo humano de muitas doenças e afirmava que a equitação praticada ao ar livre faz com que os músculos melhorem o seu tônus. Em 124 a.C. Asclepíades, de Prússia, aconselhava a equoterapia como tratamento para a epilepsia e em diferentes casos de paralisia. Merkurialis (1569), em sua obra “De arte gymnastica”, menciona que a equitação não só exercia o corpo, mas também os sentidos.

Após a Primeira Guerra Mundial, o cavalo entra definitivamente para a terapia médica e os primeiros a realizarem este emprego foram os países escandinavos, seguidos pela Alemanha, França e Inglaterra. No Brasil, este recurso terapêutico começou a ser valorizado em 1989, na Granja do Torto, em Brasília, com a Ande-Brasil (Associação Nacional de Equoterapia), com o apoio dos profissionais de Saúde do Hospital do Aparelho Locomotor – SARAH.

Segundo a Ande-Brasil, esta é uma modalidade terapêutica que, como o próprio nome sugere, utiliza o cavalo como agente promotor de ganhos físicos e psíquicos, pois trata-se de atividade que exige a participação do corpo inteiro, contribuindo, assim, para o desenvolvimento da força muscular, do relaxamento, da conscientização do próprio corpo e do aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio.

A equoterapia busca, assim, o desenvolvimento biopsicossocial de pessoas com deficiência e/ou com necessidades especiais.

Para os portadores de deficiência visual existem técnicas específicas que proporcionam melhorias nos aspectos motores relacionados à marcha e ao equilíbrio. Entre elas está a cavalgada, que estimula o praticante a experimentar diferentes texturas com os pés e as mãos e com sensações de quente e frio.

Os resultados obtidos com a prática da atividade são excelentes. Os praticantes se sentem mais seguros e existe a evolução das relações cotidianas, além de inúmeros benefícios à saúde do praticante. A técnica pode ser utilizada em crianças e adultos e não existe um tempo específico de tratamento.



(Fonte: Ande-Brasil)

Uma cirurgia de catarata para o livro dos recordes

Depois de sofrer uma década com problemas de baixa visão, Guo Liansheng, moradora de Xangai com 109 anos de idade, conseguiu recuperar o dom da visão graças a uma lente intra-ocular inventada no Reino Unido, por especialistas da empresa Rayner Intraocular Lenses.

Antes de implantação de uma lente Rayner, a senhora Guo lutava para detectar até mesmo as mais vagas alterações de luz. Agora ela é capaz de olhar sua bisneta de oito meses de idade.

No ano passado, uma catarata no olho esquerdo da senhora Guo foi substituída por uma lente Rayner. Ela ficou tão impressionada com o resultado que, após consultas com a equipe do Hospital, optou por fazer o mesmo procedimento em seu olho direito depois de um ano da primeira operação.

A cirurgia está registrada no livro Guinness dos recordes mundiais para o paciente mais antigo do mundo em cirurgia de Catarata. Ambas as operações da senhora Guo foram realizadas pelo Dr. Chu Tao , um especialista em catarata no Hospital Nova Visão de Xangai.

Cerca de 6.000 quilômetros de distância de Xangai, a Rayner - empresa britânica que desenvolveu a lente que devolveu a clareza visual - foi aprimorando a sua história desde 1949. Guo Liansheng é o mais recente caso em uma longa linha de sucessos. Com a ajuda de organizações de caridade em todo o mundo, a Rayner ter restaurado a visão de centenas de milhares de pessoas em diversos pontos do planeta.



(Fonte: Site DNA)

O cão cego - como cuidar

Os cães vivem de 12 a 15 anos, sendo que, a partir dos 7 ou 8 anos começa o envelhecimento destes animais, já que a contagem da idade deles, em comparação com os seres humanos, é mais rápida. Assim, é nessa fase da vida que os cuidados com os cães devem ser redobrados. Algumas atitudes de prevenção - como um bom manejo alimentar e vacinal - podem evitar que o cão sofra com problemas de visão, por exemplo.

Curiosamente, a visão ocupa o terceiro lugar entre os sentidos mais importantes para o cão, ficando atrás do olfato e da audição. Sendo assim, quando o cão por algum motivo perde a visão, alguns procedimentos devem ser tomados para que o animal continue levando uma vida saudável.

Apesar de atingir cães com idade mais avançada, a cegueira também pode acometer os filhotes, o que não é muito comum. Sendo reversível ou não, o dono de um cachorro acometido pela cegueira deve buscar orientação com um profissional da área para ajudá-lo.

Os primeiros sinais de que a visão de um cachorro não está saudável podem ser sutis, como uma leve dificuldade para encontrar comidas e também seus brinquedos, além das “topadas” em objetos que podem se tornar freqüentes. Dentre os sintomas físicos estão, o lacrimejamento constante, presença de secreções límpidas ou purulentas, coceira, vermelhidão ocular e sensibilidade exacerbada à luz.

Assim como os humanos, os cães também sofrem por vários problemas de visão, tendo como casos mais comuns o mau posicionamento das pálpebras (entrópio), as úlceras de córnea, olho seco, glaucoma e até catarata. Portanto, quanto mais cedo se detecta o problema mais aumenta as chances de restituição.

A partir do momento em que o dono descobre que seu cão está cego, ele deve tentar da melhor forma possível que seu amigo se adapte a sua nova forma de vida. Os cães têm a capacidade de “decorar” o lugar utilizando os outros sentidos, principalmente o olfato. Eles “gravam” mentalmente onde está toda a mobília da casa, e, para ajudá-los, existem alguns “truques” que podem ser utilizados como não modificar os móveis de lugar a todo o momento, colocar protetores de silicone em quinas de mesas e armários.

Já nos locais que ofereçam algum risco - como piscinas e escadas - é fundamental que se coloque redes de proteção, ou que se impeça o acesso. Ração e água sempre devem estar acomodados no mesmo local. A comunicação do dono com o animal deve ser usando a voz, para que ele se guie pelo som e possa localizá-lo com mais facilidade. O uso de brinquedos que tenham cheiros ou sons é uma boa alternativa para que ele possa se divertir.



(Fonte: Dr Visão)

Caso de cegueira misteriosa ainda sem solução

Araguatins é um município brasileiro do estado do Tocantins,  de clima tropical, localizado na microrregião do Bico do Papagaio, situada às margens do rio Araguaia e com tendência à pratica do ecoturismo. Em 2006 esta pacata cidade com pouco mais de 31 mil habitantes foi sacudida por uma doença misteriosa que causa lesões nos olhos, como manchas e caroços, e que pode levar à cegueira. Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) desde de 2005 foram 460 casos notificados oficialmente pela Sesau e registrado um caso em que o paciente perdeu totalmente a visão do olho direito.

Na época, um caramujo de água doce, que abrigaria um parasita, chegou a ser anunciado como o propagador da doença, mas, depois de nada ser achado no molusco, o Estado voltou atrás. Um parasita transmitido por gatos e cachorros e um fungo também entraram na lista de suspeitos. Mas uma pesquisa coordenada pela professora Cecilia Volkmer-Ribeiro, do Museu de Ciências Naturais do Rio Grande do Sul, concluiu que as lesões foram causadas por esponjas de água doce, encontradas no rio Araguaia.

A Sesau informou que uma pesquisa feita pela própria Sesau e pelo Ministério da Saúde comprovou que a doença é, de fato, transmitida por dois agentes: as espículas - pequenas estruturas compostas de sílica que sustentam as esponjas de água doce - e os fungos que se concentram no lado direito do rio.

Apesar de já ter sido detectada as causas da doença em Araguatins, a Sesau solicitou ao Ministério da Saúde que voltasse ao município para realizar novas pesquisas e verificar se existe um novo agente causador da doença já que um novo caso da cegueira misteriosa foi registrado em Araguatins em agosto do ano passado, mas até hoje sem solução.

Questionada sobre quais providências o Estado tomou para evitar a ocorrência de novos casos, a diretora diretora do departamento de doenças transmissíveis e não transmissíveis da Sesau, Regina Figueira Teixeira, informou que a fiscalização do local e até mesmo o isolamento, cabe a prefeitura e não ao Estado.



(Fonte: Folha.com)

Mulheres britânicas sofrem por causa dos óculos

Estereotipadas como frias, devido à sua postura sisuda, a mulher britânica está sofrendo com problemas de visão porque, para quebra do paradigma, é muito vaidosa. Realizada pelo Sight Care Group, revelou também que 1/4 das mulheres britânicas que precisam de óculos se recusa a fazer exames oftalmológicos para avaliar a visão, o que significa que 7,5 milhões de britânicas sabem que tem problemas na visão, mas lutam contra isso.

Segundo um grupo que representa quase metade das participantes da pesquisa, os usos de óculos as fazem sentir pouco atraente, e, por isso, as britânicas evitam usar tal acessório. Outro dado alarmante aponta que 1/4 de todas as mulheres pesquisadas não foram ao oftalmologista nos últimos dois anos.

Já entre as usuárias de óculos, 2/3 das mulheres se recusam a usá-los durante um programa noturno. Outras 15% admitem tirar os óculos quando andam em transportes públicos e 16% disseram que os deixam em casa ao irem a um encontro amoroso.

Outra informação que preocupa os especialistas é a de que 7% das mulheres não colocam os óculos para ler e passam o dia todo no trabalho, sem fazer uso das lentes corretivas. E 7% das pesquisadas alegou desconforto em usar óculos em uma reunião de trabalho. Um outro dado relevante é que 69% por cento das mulheres pesquisadas com problemas de visão alegaram que o único lugar onde elas se sentem realmente confortáveis com seus óculos é quando estão em casa.

Especialistas em tendências de consumo observaram que os óculos deixaram de ser apenas um acessório de proteção e correção e se transformaram em um item de moda desejado por todos. Assim, nos dias de hoje, os óculos seguem os ditames da moda. Portanto, não há como deixar de usar lentes ou óculos por questão de vaidade. Mesmo assim, também no Brasil, é grande o número de mulheres que ainda têm dificuldades em encarar seus óculos como acessórios de moda e estilo, optando por não usá-los, como já tratamos nesta matéria.



(Fonte: Site Sentir Bem)

Passado e presente - os óculos através da história

Os europeus consideram Roger Bacon como o inventor dos óculos e datam o 13 º século como o início do uso de lentes de óculos.

Mas, relatórios sobre escavações conjuntas no leste da província do Azerbaijão pelo professor Charles Bernie, da Universidade de Manchester, foram publicados no livro "História da Arqueologia", pelo Dr. Gholam Reza Masoomi que, após estudar as anotações feitas por Bernie em Yanik Tappeh, observou que, durante as escavações, o Dr. Sarfaraz, arqueólogo principal, encontrou um túmulo com alguns itens colocados ao lado do corpo de uma menina.

Entre eles, um pedaço de osso colocado sobre o nariz do cadáver, que lembrava um par de óculos com dois furos circulares pequenos do tamanho de uma moeda em ambos os lados da peça, analogamente e paralelos uns aos outros (foto ao lado). Os pesquisadores se esforçaram para encontrar qualquer informação e os óculos de osso foram cuidadosamente estudados pelo Sr. Mir Ghafar Sahihi Oskooei, da Universidade Shahid Beheshti, na área de ciência médica.

Ele provou serem os óculos feitos originalmente do osso de um mamífero doméstico, herbívoro, datado de 3 ou 4 mil anos antes de Cristo.

Enquanto os esquimós faziam seus óculos de madeira e couro de baleia, em 1868 foi inventado o primeiro Óculos Elétricos, por Judá Moses. Os óculos eram feitos de zinco e placa de cobre para gerar uma pequena corrente elétrica com o objetivo de atingir os nervos ópticos. Uma bateria de bolso também poderia ser utilizada.

Em 1936, foi inventado um óculos viseira chamado de "Reading in Bed" (lendo na cama em tradução livre). Nestes óculos, as lentes dobram a visão num ângulo de 90 ° usando dois prismas de vidro, para que a pessoa possa permanecer deitada de costas, com a cabeça descansando confortavelmente no travesseiro enquanto lê, assiste televisão ou até mesmo trabalha no laptop. Este óculos são vendidos até hoje, diga-se de passagem.

Dois anos antes, em 1934, de acordo com o Dr. Shastid, especialista em óptica na época, uma pesquisa afirmava que o olho esquerdo estaria sendo usado cada vez menos o que faria do homem do futuro uma espécie de ciclope (com apenas um olho). Não apenas tal previsão não aconteceu, como o Google quer mudar o modo que interagimos com tudo a nossa volta através de seu projeto chamado Project Glass.

Trata-se de um óculos/computador que servirá para tudo, desde marcar compromissos, tirar fotos de algo interessante, pesquisar sobre um lugar que está passando pela frente, até descobrir o caminho para um local qualquer. Tudo isso comandado por voz e pelos olhos, criando uma nova maneira de interação entre o mundo real e o digital.

Como se vê (sem trocadilhos), ainda há muita história pela frente. É bom ficar de olho – agora com trocadiho.



(Fonte: The Optical Vision Site)

A cor dos olhos e a reação à dor

A dor é um dos sintomas mais frequentes de procura aos serviços de saúde, representando a principal causa de absenteísmo, licença médica, aposentadoria precoce, indenizações trabalhistas e baixa produtividade no trabalho.

Pela fisiopatologia, pode ser classificada em nociceptiva (tem importância na sobrevivência do organismo. Trata-se do reconhecimento de um estímulo nocivo mediado por um sistema sensorial especializado); inflamatória (que inclui os receptores periféricos, a medula espinal, o tronco encefálico, o tálamo e o córtex cerebral sensitivo); neuropática (decorrente de lesões anatômicas do sistema nervoso) ou funcional (associada ao funcionamento anormal de um sistema nervoso anatomicamente íntegro).

Tanto a dor nociceptiva quanto a inflamatória podem ser diferenciadas em somática ou visceral. Em geral, a dor somática é bem localizada, contínua e aumenta com a pressão da área acometida, e a dor visceral é de localização mais difusa e em muitas vezes referida a outra área.

Alguns autores definem a dor crônica como aquela que persiste além de um mês do curso usual de uma doença aguda ou aquela que é associada a doenças crônicas que levam a dor contínua ou recorrente em meses ou anos.

Se não há consenso na definição de dor aguda ou crônica, estudos realizados na Universidade de Pittsburg, nos Estados Unidos, indicam que quem tem olhos escuros – castanhos ou esverdeados – tendem a reagir de forma diferente à dor em comparação com quem tem olhos mais claros – azuis ou verdes.

As mulheres de olhos escuros tiveram uma reação mais intensa à dor, com aumento da ansiedade e perturbações do sono. Os pesquisadores acreditam que este indicador visível da tolerância à dor poderá servir como fator de identificação de pessoas mais suscetíveis à dor ou mesmo candidatos a dores crônicas.

Já existem outras pesquisas nesse sentido, inclusive uma que relaciona a cor do cabelo à resistência à dor. Neste caso, por exemplo, os ruivos apresentam maior resistência aos bloqueadores de dor, exigindo maiores dosagens de anestesia.

Nesta matéria, Saúde Visual já havia tratado sobre a curiosa relação entre cor dos olhos e os danos na visão, principalmente para quem tem olhos claros.



(Fonte: Estadão)

FoxC1, a esperança de uma visão mais clara

O gene FoxC1, pertencente à família de fatores de transcrição, já era conhecido dos cientistas papel na regulação do desenvolvimento embrionário e ocular. Mutações nesse gene causam vários tipos de glaucoma incluindo o congênito primário.

Trabalhando com camundongos modificados, que não possuíam esse gene, os cientistas da Universidade Nothwestern, em Chicago, nos EUA, perceberam que os animais desenvolveram vasos sanguíneos na córnea até que ficaram cegos.

A córnea é a camada externa do olho, a lente que foca a luz através da pupila para que ela seja recebida na retina. Ela precisa ser transparente para que a luz passe. Por isso, o corpo desenvolveu maneiras de nutri-la sem precisar de vasos sanguíneos. No entanto, doenças ou lesões podem provocar o crescimento desses vasos, o que leva à cegueira, em alguns casos.

Baseando-se na pesquisa publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences, pesquisadores da Universidade de Alberta, no Canadá, fizeram os testes com pacientes de glaucoma congênito e descobriram que essas pessoas tinham mutações no gene FoxC1, o que significa que a descoberta vale também para os humanos.

Os cientistas buscam, agora, descobrir uma forma de injetar a proteína produzida pelo FoxC1 nos ratos e ver se um tratamento seria viável, apontando importante opção para os transplantes de córnea, onde o surgimento de vasos no tecido recebido é um problema sério enfrentado pelos médicos.



(Fonte: G1)

A polêmica em torno dos óculos reticulados

Os óculos terapêuticos, também chamados de “óculos reticulados” ou “óculos pinhole”, inventado pelo físico mexicano Miguel S. Muñoz, que garantem ajudar na melhora da visão, estão no foco de uma grande polêmica.

Premiado na 5a. Exposição Mundial de Invenção, em Nova York (1981), o princípio dos óculos são os orifícios pequenos chamado tecnicamente de “furo estenopeico” que impedem a passagem do excesso de luminosidade e seus efeitos, fazendo com que a imagem chegue mais nítida à retina. Os óculos também garantem exercitar a musculatura ocular, o que melhoraria a circulação local. Os fabricantes aconselham que os óculos sejam usados juntamente com a prática dos exercícios visuais, pois garantem que, assim, o usuário obterá melhores resultados.

Para os oftalmologistas, porém, esse tipo de óculos é uma fraude e sem um tratamento adequado o paciente com problemas visuais pode piorar gradualmente.

Os polêmicos óculos reticulados prometem acabar com os vícios de refração, fadiga visual no computador e dor de cabeça. Ao invés de corrigir, os óculos prometem acabar com esses problemas com o uso dele em apenas algumas horas por dia e não o tempo todo. Eles são parecidos com óculos de sol e a área da lente é feita em plástico opaco com furinhos. Esses furinhos, ainda segundo os fabricantes, selecionam e alinham os raios de luz diretamente na mácula, que é a parte central da retina responsável pela visão de detalhes. Com isso, as imagens parecem ser mais nítidas e o problema parece ter tido uma cura.

Há ainda os que acreditam que os vícios de refração como miopia, hipermetropia e astigmatismo podem ser curados com exercícios para os olhos. Um deles consiste em usar os óculos por cerca de 5 minutos em lugares ensolarados, fazendo os alongamentos oculares, depois tirá-los, receber a luz solar com os olhos fechados e repetir o exercício por várias vezes. Os defensores dos exercícios afirmam que óculos escuros são maléficos para os olhos, que necessitam da luz solar para serem vitalizados e estimulados e que a falta do sol pode levar à depressão e outras doenças.

Os óculos reticulados são vendidos pela internet e em feiras livres a baixo preço, mas são proibidos nos Estados Unidos e a Câmara de Comércio já obrigou três empresas a reembolsarem os consumidores que compraram o produto. O maior problema apontado pelos especialistas é que os óculos dão a impressão de melhora na visão logo após o seu uso, mas o efeito não é permanente.

“Os óculos reticulados são um atentado à saúde pública. Isso porque, podem atrasar o tratamento do vício refrativo e levar à maior incapacidade visual” afirma Leôncio Queiroz Neto, oftalmologista do Instituto Penido Burnier.



(Fonte: Novohamburgo.org)

Desafiando estereótipos e mitos

Desde 2010 o Google, companhia mais conhecida pelo site de buscas preferido de 10 entre 10 internautas, vêm desenvolvendo uma tecnologia que controla um carro automaticamente, e que vem sendo chamada pelos engenheiros responsáveis de "Super Cruise Control". A empresa tem feito testes com o veículo para aprimorar os controles antes de iniciar as vendas. A má notícia é que o Google admite que, por enquanto, não dá para pensar em varejo já que o custo de produção ainda é astronômico.

O carro já percorreu 320.000 quilômetros dependendo de câmeras para fazer uma varredura e de um tipo de laser para fazer a condução. Segundo o Google, basta você dizer o seu destino que o carro traça um caminho, levando em consideração os limites de velocidade e demais padrões de tráfego.

Recentemente, um novo teste do veículo teve como motorista o americano Steve Mahan, que é deficiente visual. Durante o teste, ele pediu para ir ao delivery de um restaurante fast food e a uma lavanderia. E o carro obedeceu direitinho.

Em nota para a imprensa, o Google afirmou que Steve “se juntou a nós para um passeio especial em uma rota cuidadosamente programa para ele sentir como é estar por trás do volante de uma forma completamente nova. Nós organizamos esse teste como um experimento técnico, mas acreditamos que trata-se também de uma promissora visão do que a tecnologia autônoma será capaz de entregar algum dia, se padrões rigorosos de tecnologia e segurança forem atingidos”.

Também em 2010, um outro veículo com recursos que permitem que ele seja dirigido por cegos de forma independente e segura foi criado pela Federação Nacional dos Cegos dos Estados Unidos (NFB, na sigla em inglês) em parceria com a Universidade Virginia Tech. Entre os recursos utilizados estavam luvas vibratóriaspara alertar sobre curvas; sopros de ar comprimido no rosto do motorista, para sinalizar obstáculos que se aproximam; uma camiseta vibratória, para dar informações sobre velocidade e um volante com sinais de áudio, para orientar a direção.

Nos primeiros testes com este veículo, um cego conseguiu dirigir por mais de 2 km em um circuito cheio de curvas e muitos obstáculos como barris de plástico e até caixas de papelão, atiradas na pista durante o teste, sendo que o motorista conseguiu desviar de todos os obstáculos sem nenhuma dificuldade.

Para o presidente da NFB, Marc Maurer, este tipo de iniciativa (de carros para cegos) “vai desafiar estereótipos e mitos que impedem nossa total integração na sociedade, mostrando ao público que os cegos têm as mesmas capacidades de outras pessoas”.



(Fonte: Folha.com)

Lentes e óculos para galos e galinhas

Pode parecer algum tipo de piada ou alguma brincadeira de fazendeiros, mas a verdade é que, em 1939, foram inventados óculos para galinhas, com o intuito de controlar o comportamento canibalístico que estas aves têm, pois as galinhas são provocadas pela visão do sangue e saem a bicar umas às outras e, eventualmente, acabam por matar a maior parte do grupo.

Os óculos eram fixados com um alfinete de chaveta através das narinas do pássaro. Com lentes vermelhas e aro redondinho no melhor estilo John Lennon, eles impediam as galinhas de ver o sangue e acalmavam seu comportamento. Eles não foram fabricados por muito tempo e parace que hoje já não há qualquer um disponível para venda, passando a ser considerado um item de colecionador, muito embora existam fazendas na Áustria que ainda hoje usam tal artefato, principalmente nos galos, para evitar as sanguinolentas brigas entre eles.

Os óculos dos galos, inclusive, são escuros e fazem muito sucesso em Chengdu, no sudoeste da China, onde os galos são considerados muito agressivos por natureza.

E se você já se divertiu bastante com esta notícia até aqui, então recupere o fôlego, pois tem mais: A moda agora são lentes de contato para galinhas. E na cor vermelha. Aparentemente esta cor torna o animal menos agressivo e favorece a alimentação. Mas só aparentemente, como veremos mais adiante.

Em 1960, um fazendeiro de nome Irvin descobriu que as galinhas com catarata se comportam melhor do que as outras galinhas. Irvin tentou projetar lentes de contato para galinhas juntamente com seu filho Randall, que decidiu continuar o projeto de seu pai. As lentes chegaram ao mercado em 1989.

Mas as lentes passaram a ser alvo de uma investigação da United Poultry Concerns (UPC), uma entidade estadunidense que protege as aves. As queixas que chegaram à UPC denunciaram que o experimento estava causando infecções oculares graves, comportamento anormal e até cegueira. As lentes também impediam que as galinhas fechassem os olhos normalmente por serem muito grandes. Elas ficavam "bicando o ar" e esfregando os olhos repetidamente com suas asas.

Funcionários da UPC alegam que a afirmativa de que o uso das lentes acalma as galinhas mostra “ingenuidade científica na melhor das hipóteses”. Na dor crônica, desconforto ou angústia, galinhas e outros organismos, incluindo os seres humanos, tendem a se adaptar ao estímulo nocivo crônico mostrando apenas sutis sinais exteriores de dor. Eles reduzem suas atividades, indicando que sucumbiram totalmente ao desespero.

Outras denúncias acusam que tal invento foi feito, na verdade, para aumentar os lucros da indústria do ovo, reduzindo o comportamento agressivo em galinhas poedeiras resultantes da manipulação genética para alta produção de ovos. E, no campo da ecologia, as lentes foram condenadas por não serem biodegradáveis e, quando eliminadas juntamente com cabeça dos frangos são reciclados na produção de alimentos para animais, o que representa sério de saúde, segurança e riscos ambientais, particularmente na produção em larga escala.

E conclui o relatório da UPC: Esta tecnologia restrita oportunista é uma forma ignorante de uma universidade, uma empresa ou uma indústria ganhar mais um dinheirinho.

Definitivamente não é mesmo uma piada nem brincadeira.



(Fonte: Austrian Times e UPC On Line)

Do feto aos cinco anos, a evolução da visão

Antigamente, as mamães e papais acreditavam que seus recém-nascidos não tinham capacidade para enxergar o que se passava ao seu redor. No entanto, essa teoria se provou errada. Já no ventre materno, a criança começa o desenvolvimento da visão. Isto acontece por volta da sétima semana de gestação.

Ao nascer, a criança enxerga borrões, claros e escuros, e rostos e objetos que fiquem de 20 a 30 centímetros dos seus olhos. O alinhamento coordenado dos olhos ainda é difícil, o que só acontecerá com o desenvolvimento neurológico. O que mais chama a atenção do recém-nascido são formas redondas e cores contrastantes. O rosto da mamãe, sempre pertinho na hora de dar cuidados, é uma grande atração, pois significa uma fonte de comunicação, de afeto e de segurança para o bebê.

Novos métodos de estudo indicam que, poucos minutos após o nascimento, os bebês já reconhecem alguns detalhes e, se a luz clara os ofusca, fecham rapidamente seus olhos. Até então, acreditava-se que os recém-nascidos não podiam enxergar. Agora já se sabe que nos primeiros dias a criança vê tudo plano, mas, após a terceira semana de vida, já levanta a mão num gesto de defesa quando um objeto se aproxima rapidamente em direção aos seus olhos.

No nascimento a córnea e o cristalino do bebê não alcançam a plena capacidade refrativa, mas com o passar dos dias a visão vai melhorando. Os olhos do recém-nascido não estão treinados para ver, pois as vias nervosas que fazem a comunicação dos olhos com o cerébro ainda precisam amadurecer e os músculos dos olhos ainda não têm coordenação suficiente, o que resulta na dificuldade em ajustar o foco logo no início de sua vida.

No segundo mês de vida, no entanto, o alcance de visão do bebê aumenta para cerca de 50 centímetros. Ele consegue fixar o olhar, focar objetos, e tenta acompanhar movimentos. No terceiro mês, passará a ver imagens tridimensionais e será cada vez mais capaz de seguir objetos ou pessoas. À partir daqui, já começam a diferenciar bem as cores. No quarto mês, o bebê consegue reconhecer pessoas. Aos 6 meses, estará enxergando praticamente como um adulto – o que vai ocorrer com aproximadamente cinco anos de idade.

Mas antes disso, por volta do quinto mês, a criança já pode visitar um oftalmologista.



(Fonte: Fiero/Johnson & Johnson)

Alterações hormonais durante a gestação podem causar graves doenças nos olhos

Como Saúde Visual já apresentou neste artigo, a maior predisposição ao parto prematuro entre adolescentes causa retinopatia em 30% dos bebês e leva 8% desses à cegueira.

Agora, segundo o oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto, um estudo realizado na Turquia aponta o agravamento do ceratocone como um dos distúrbios oculares relacionados à gestação. O especialista explica que no Brasil a evolução dessa doença que afina e deforma a córnea está por trás de 7 em cada 10 transplantes.

A boa notícia é que a aplicação na córnea do crosslink, associação de riboflavina com radiação ultravioleta, pode fortalecer as fibras de colágeno antes da gravidez e evitar a evolução do ceratocone. A má é que falta planejamento familiar no Brasil. Prova disso é o índice de 11,7% de partos prematuros revelado pelo Ministério da Saúde, muitos relacionados a doenças que podem ser diagnosticadas por exame ocular.

Queiroz Neto afirma que a queixa mais comum entre gestantes é a visão desfocada. Está relacionada à maior retenção de líquidos pelos tecidos oculares que provoca oscilação na refração. "É uma alteração temporária e geralmente após o parto a mulher volta ao grau usado antes de engravidar", afirma. Por isso, novos óculos ou lentes de contato só são indicados quando a visão atrapalha as atividades do dia-a-dia. Por causa da instabilidade do grau, comenta, a cirurgia refrativa para corrigir miopia, hipermetropia ou astigmatismo é contra-indicada para gestantes.

A maior produção de estrogênio durante a gravidez também provoca a síndrome do olho seco que desencadeia intolerância às lentes de contato. Os sintomas são visão embaçada que melhora com o piscar, desconforto após ver TV ou trabalhar no computador, sensação de areia nos olhos, vermelhidão, coceira e lacrimejamento excessivo. Para diminuir o ressecamento dos olhos, o médico recomenda instilar lágrima  artificial sem conservante, evitar o consumo excessivo de carboidratos, gordura e carne bovina e adicionar à dieta frutas, verduras e fontes de ômega (semente de linhaça, sardinha e salmão).

Nas mulheres que engravidam com mais de 40 anos e nas que têm pouca idade a velocidade do fluxo sanguíneo nos olhos pode atingir níveis críticos. Dados do IBGE (Instituto brasileiro de Geografia e estatística) apontam que no Brasil cerca de 18% das mães têm pouca idade, de 15 a 19 anos. E 14% mais de 40 anos. Significa que mais de três em cada 10 gestantes brasileiras têm maior risco de desenvolver hipertensão gestacional, doença que é um fator de risco para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia.

Ela ocorre depois da 20ª semana de gravidez, quando além da hipertensão a mulher  elimina proteína pela urina e tem inchaço generalizado e representa a maior causa de morte na gestação. O especialista explica que a dopplerfluxometria pode  antecipar o diagnóstico e que o exame é uma espécie de ultrassom.

É pela análise da velocidade do fluxo sanguíneo nos vasos do globo ocular que se faz o diagnóstico precoce da hipertensão gestacional e da pré-eclâmpsia, sinalizadas por manchas e pontos escuros na visão.

O diabetes gestacional, ressalta Queiroz Neto, também pode ser diagnosticado pelo exame de fundo de olho. A doença atinge cerca de 7% das gestantes e pode ser evitada com uma dieta rica em proteínas, com pouco açúcar e carboidratos. Queiroz Neto explica que é desencadeada pelo aumento da produção de HLP (Hormônio Lactogênio Placentário) que inibe a produção de insulina pelo pâncreas. Isso aumenta o nível de glicose no sangue e faz crescer novos vasos na retina que comprometem gravemente a visão.

Pode também causar hemorragia vítrea com obstrução  visual, descolamento da retina sinalizado pela visão de flashes ou glaucoma neovascular caracterizado pelo crescimento de vasos na íris  que provocam súbita perda da visão.

Segundo Queiroz neto o diabetes gestacional geralmente aparece na vigésima quarta semana da gestação e desaparece após o parto. Os exames devem ser feitos a partir da 12a semana nos grupos de risco. Os principais são formados por mulheres com:

Hipertensão arterial;

Sobrepeso e gordura abdominal;

Grande ganho de peso na gestação;

Histórico pessoal ou familiar de diabetes;

Crescimento excessivo ou lento do feto;

Mais que 25 anos de idade;

Baixa estatura.

 

 

(Fonte: O Tempo)

Deficiência visual, depressão e morte

Os mecanismos pelos quais a deficiência visual aumenta o risco de mortalidade são mal compreendidos, segundo a opinião de pesquisadores estadunidenses que buscaram avaliar os efeitos diretos e indiretos da auto-avaliação da deficiência visual sobre o risco de mortalidade, através de mecanismos mentais, práticas de bem-estar e cuidados preventivos.

Usando os dados completos de 12.987 participantes adultos na Pesquisa 2000 Medical Expenditure Panel (MEPS) com ligação à taxa de mortalidade, pesquisadores utilizaram duas variáveis latentes que representam tanto o bem-estar mental quanto os cuidados preventivos precários para examinar as vias de efeito múltiplo de auto-avaliação sobre as causas de mortalidade entre os portadores de deficiência visual.

A conclusão foi que os cuidados preventivos mal realizados não estavam relacionados com o aumento de mortalidade e que o bem-estar mental diminui o risco de mortalidade entre portadores de deficiência visual .

Ou seja, portadores de deficiência visual aumentam o risco de mortalidade direta e indiretamente através do impacto adverso que a cegueira causa sobre o bem estar mental. Com este resultado, os pesquisadores sugerem que seja uma prioridade da saúde pública diagnósticos mais precisos e tratamento da depressão - e outras condições de saúde mental - em pessoas que vivem com deficiência visual.

Um exemplo da importância deste tipo de prioridade vêm do Canadá, onde cientistas examinaram se pacientes com doenças oculares relacionadas à idade tais como degeneração macular (DMRI) ou glaucoma são mais propensos a mostrar sinais de depressão, comparados com um grupo de adultos mais velhos com boa visão.

Eles recrutaram 315 pacientes (81 com DMRI e 91 com glaucoma) das clínicas de oftalmologia de um hospital de Montreal a partir de setembro de 2009 até Dezembro de 2011. Eles avaliaram os sintomas depressivos utilizando a Avaliação de Espaço de Vida. Além disso, os pesquisadores utilizaram regressão logística para a saúde, levaram em conta questões demográficas e fatores sociais.

Eles observaram que 78 pessoas preencheram os critérios para a depressão (25%) e que todos os grupos com doença ocular foram mais prováveis de ficarem deprimidos do que o grupo saudável. O tempo de vida pareceu mediar a relação entre a doença do olho e depressão.

Tanto nos casos de aumento de mortalidade quanto nos de depressão, além da interligação entre eles, fica notório a importância da maior atenção das famílias, dos médicos e da sociedade para as necessidades da boa saúde mental e dos desafios de mobilidade de pacientes com doença ocular.



(Fonte: Optometric Physician)

Tempos modernos, problemas atuais

Presbiopia é a perda da acomodação visual relacionada à idade, pois com o passar dos anos, a elasticidade dos músculos ciliares diminui e a pessoa passa a ter dificuldade de alterar o foco de uma distância para outra. Este e outros problemas visuais estão ligados ao uso incorreto de alguns aparelhos eletrônicos.

Uma equipe de pesquisa conduzida pelo professor de Optometria e de Oftalmologia da Universidade da Califórnia, em Berkeley, Martin S. Banks, realizou experimentos com 24 adultos e revelou que em especial os smartphones causam desconforto visual no usuário por causa da distância de visualização e a direção do conflito.

Já o Instituto Nacional de Saúde e Segurança Ocupacional dos EUA revelou que um número crescente de americanos tem procurado os consultórios com queixas típicas da síndrome da visão do computador. Este sintoma atinge 90% das pessoas que passam mais de três horas por dia em frente ao computador que passam a sentir além de dores de cabeça, vista embaçada, cansaço ocular, é também acometido de dores musculares, em especial no pescoço.

Mas a pesquisa não apontou apenas os smartphones e os computadores como vilões. De um modo geral, os chamados eletrônicos móveis são apontados como causadores de alguns malefícios para a visão. Notebooks, netbooks, videogames portáteis, iPads, e tantos outros aparelhos deste vasto mundo digital exigem maior esforço visual de seus usuários – e quanto menor a tela, maior o esforço, obviamente. A exposição diária e por muito tempo a esses aparelhos pode causar dores de cabeça, ardência nos olhos e cansaço nas vistas.

Qualquer que seja o aparelho, o ideal é nunca usá-lo com as luzes apagadas ou em ambientes escuros, pois isso forçaria ainda mais a visão. Outra alternativa é utilizar a função de zoom para aumentar as letras e fazer pausas na leitura para que não haja o ressecamento da vista, pois a pausa faz com que a pessoa pisque os olhos mais vezes.

A fadiga ocular, também conhecida como astenopia, têm sintomas como desequilíbrio do músculo ocular e erros de refração, que acabam causando dor ao redor dos olhos, ardência e coceira das pálbebras, além de dores de cabeça e enxaquecas. Como para focalizar um objeto por tempo demasiado acabamos por piscar menos vezes, também pode surgir uma espécie de secura desconfortável.

Muitos oftalmologistas, no entanto, admitem que a astenopia pode contribuir com a miopia. Utilizar aparelhos eletrônicos a uma distância muito reduzida também pode ser o sinal dessa e de outras doenças oftalmológicas. É preciso estar atento a esse comportamento, principalmente em crianças.


(Fonte: JorNow)

Primavera, época de flores, cores e... alergias

Já dizia Augusto Branco, poeta e escritor brasileiro, “colhe a alegria das flores da primavera e brinca feliz enquanto é tempo”.

Apesar da primavera, a princípio, estar sob a marca das baixas temperaturas, o fato é que a chamada “estação mais florida do ano”, que começa no dia 22 de setembro, costuma apresentar temperaturas altas e baixa umidade do ar.

Esta composição atinge mais diretamente às pessoas alérgicas a pó, pólen e poluição. Além das doenças respiratórias, pálpebras e cílios podem coçar a ponto de ferir a pele ao redor dos olhos e até mesmo desencadear uma infecção ocular.

Por isso, aos primeiros sinais de irritação em torno dos olhos, é importante tomar medidas que contenham o avanço do problema e procurar um oftalmologista, caso a coceira persista. Outro alerta importante feito pelo Dr. Renato Neves, médico oftalmologista, diretor-presidente do Eye Care, é que as crianças alérgicas são mais propensas a desenvolver ceratocone, doença degenerativa do olho.

Na primavera, portanto, é muito importante hidratar bem a área ao redor dos olhos, aprendendo a identificar os agentes que mais facilmente irritam a pele. Segundo Neves, além da poluição do ar, que se intensifica nos dias quentes e secos, a pessoa deve checar se a coceira não é proveniente de produtos que entram em contato com a pele e os olhos, como delineador, lápis, rímel, sombra e pó compacto, por exemplo.

Tais produtos podem ser tão agressivos a determinadas pessoas que acabam desencadeando conjuntivite. Isso também acontece quando os olhos entram em contato com alguns tipos de xampu e condicionador.

O Dr. Renato Neves indica algumas condutas que devem ser bem observadas durante a estação para evitar e aliviar a coceira nos olhos como lavar os cílios durante o banho com uma gota de xampu neutro para tirar qualquer resíduo prejudicial aos olhos; usar compressas geladas durante o dia e à noite; pingar lágrimas artificiais para lubrificar bem o cristalino; retirar e higienizar as lentes de contato antes de dormir e usar óculos escuros sempre que estiver ao ar livre.

Para as mulheres, em particular, além das dicas acima, acrescenta-se o utilizar maquiagem de boa procedência, tomando cuidado de manter sempre limpos os pincéis e escovas que entram em contato com os olhos, cílios e sobrancelhas e remover a maquiagem, lavar bem o rosto com sabonete infantil e hidratar a região ao redor dos olhos antes de dormir.

Portanto, é importante seguir o conselho do poeta e brincar feliz na primavera, mas sem descuidar da saúde visual.



(Fonte: Eye Care Hospital de Olhos)

PERIGO! PERIGO! PERIGO!

Perdidos no Espaço é uma série de ficção-científica exibida na tv entre os anos de 1965 e 1968, que contava as aventuras da família Robinson a bordo da nave Júpiter 2, tentando encontrar o caminho de volta ao planeta Terra, em companhia do Dr. Smith e do robô B9. Depois de três anos de sucesso, a série foi cancelada por medidas de contenção de despesas da CBS, que estava com suas finanças abaladas por outros projetos mal sucedidos. Os Robinsons nunca voltaram para casa. Mas com tanto tempo no espaço, certamente algum problema de saúde eles apresentaram, já que os astronautas de hoje estão sujeitos a sofrer danos no cérebro e nos olhos em missões bem mais curtas.

Pesquisadores da Universidade Texas Health Science, em Houston (EUA), analisaram imagens de ressonância magnética em 27 astronautas que passaram cerca de 108 dias no espaço, seja em missões nos ônibus espaciais ou a bordo da Estação Espacial Internacional (ISS). Desses, oito dos 27 astronautas foram submetidos a um segundo exame após uma segunda missão espacial que durou em média 39 dias.

Os resultados apresentaram diversas complicações semelhantes a uma síndrome causada por uma pressão inexplicável no cérebro, resultado de uma série de combinações de anormalidades devido uma hipertensão intracraniana induzida por microgravidade, que representa um fator de risco e uma limitação para viagens espaciais de longa duração, segundo relato dos cientistas envolvidos na pesquisa. Efeitos similares, que podem levar a problemas de visão, foram observados em viajantes não-espaciais.

Foi detectado fluido-espinhal em excesso ao redor do nervo óptico em 33% dos casos em análise, além do achatamento da parte de trás do globo ocular em 22% dos astronautas. Em 15% dos casos o nervo óptico apresentou uma curvatura e 11% indicou alterações na ligação entre o cérebro e a glândula pituitária, responsável por secretar hormônios sexuais e regular a tireóide.

A conclusão é que, ao fazer uma viagem com duração de mais de um mês, o astronauta não perde apenas massa óssea, mas também tem dores musculares temporárias e anormalidades nos nervos. Larry Kramer, professor de diagnóstico e de intervenções que liderou o estudo, afirmou que esta descoberta pode ser um fator impeditivo em viagens ao espaço mais longas, pois o aumento do fluido cerebral pode conduzir à morte dos astronautas já que missões de ônibus espaciais duram normalmente duas semanas, enquanto as passagens pela ISS podem levar mais de seis meses. Uma missão ao planeta pode demorar um ano e meio.

A Nasa (sigla em inglês para Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço) alega que, apesar de estar realmente preocupada com os resultados, os astronautas submetidos aos exames ainda podem fazer parte de futuras viagens espaciais.

Tanto a agência estadunidense quanto outras quatro agências espaciais na Europa, Canadá, Japão e Rússia estão investigando o assunto, analisando os astronautas antes, durante e depois das viagens espaciais para descobrir quando é que surge o problema, que foi descoberto durante uma viagem espacial quando vários astronautas sentiram alterações na visão.

A pesquisa foi publicada no Journal Radiology.



(Fonte: Agência AFP)

Óculos dinamarquês ajuda no combate à depressão

Estima-se que 17% das pessoas adultas sofrem de uma doença depressiva em algum período da vida. A depressão, de um modo geral, resulta numa inibição global da pessoa, afeta a parte psíquica, as funções mais nobres da mente humana, como a memória, o raciocínio, a criatividade, a vontade, o amor e o sexo, e também a parte física. Enfim, tudo parece ser difícil, problemático e cansativo para o deprimido, que não tem ânimo para os prazeres e para quase nada na vida, de pouco adiantando os conselhos para que passeiem, para que encontrem pessoas diferentes, para que freqüentem grupos religiosos ou pratiquem atividades exóticas.

A depressão pode ser considerada realmente uma doença que acomete o ser humano como qualquer outra doença e, desta forma, deve ser tratada pela medicina que dispõe, felizmente, de recursos muitíssimo satisfatórios para este tratamento.

Desde o descobrimento dos primeiros antidepressivos, na década de 50, até hoje, muito se progrediu nessa área. Atualmente os medicamentos para depressão são muito eficientes, específicos e cada vez com menos efeitos colaterais. Ao contrário do que muita gente pensa, antidepressivos não são calmantes. São substâncias específicas para a correção do humor ou do afeto e, por isso, O principal medicamento será sempre o antidepressivo.

Mas alguns tratamentos alternativos estão sendo considerados pela medicina como, por exemplo, suplementos naturais e a base de ervas medicinais. Técnicas de relaxamento, como yoga, a respiração profunda, o relaxamento muscular progressivo ou a meditação também está sendo avaliado. A acupuntura, técnica que recorre a agulhas finas em pontos específicos do corpo com fins terapêuticos, está cada vez mais sendo analisada como tratamento da depressão, havendo alguns estudos que revelam resultados promissores.

Muitos são os terapeutas que recorrem a uma combinação de terapia cognitiva e terapia comportamental. O objetivo da terapia cognitiva é mudar padrões de pensamento indesejados e perturbadores enquanto o da terapia comportamental é de modificar e ganhar controle sobre os comportamentos indesejados.

Mas de todos os tratamentos alternativos apresentados, o mais curioso são os óculos Seginetic, criado por engenheiros dinamarqueses. Ao invés de proteger os olhos da luz, o Seginetic ilumina próximo dos olhos, através de 6 potentes luzes de LED e um refletor que conduz a luz indiretamente para o rosto do usuário. Os novos óculos foram criados para servirem de terapia para pessoas que moram em lugares que sofrem com invernos muito longos e acabam entrando em depressão.

Os inventores alegam que o uso do aparelho por 30 minutos diários é o suficiente para melhorar o humor das pessoas, que tendem a ficar com baixa auto-estima em épocas de inverno. O projeto dos óculos foi hospedado pelo site de financiamento coletivo KickStarter, e para ser obtido é necessário a módica contribuição de US$ 60 dólares.



(Fonte: Paper.Li)

Jogo estabelece um patamar inclusivo ao mercado de videogames

Volta e meia publicamos matérias envolvendo videogames que estejam relacionados ao bem estar dos deficientes visuais. Neste artigo, por exemplo, mostramos que o treinamento em videogames pode ser um complemento útil para as técnicas de correção visual. Apresentamos, também, o jogo Beyond Eyes (Além dos olhos), cuja proposta é fazer quem enxerga imaginar como é a vida de uma pessoa que não pode enxergar.

E tem também os jogos voltados para pessoas com deficiência visual, como o BlindSide ou o Street Fighter II: Imagination Sound Game.

Seguindo por este caminho, o jogo A Blind Legend (“Uma Lenda Cega”) foi lançado na França após uma campanha de arrecadação por crowdfunding que obteve 40 mil euros (cerca de R$ 120 mil).

Como o jogo, que roda em computadores ou aparelhos móveis, não possui nenhum gráfico, o jogador usa exclusivamente a audição para se orientar pelo cenário imaginário. Nos games é utilizada uma técnica de gravação conhecida como microfonação binaural: a sensação para o usuário é a de um áudio 3D, no qual ele percebe várias dimensões através do som. Assim, é preciso usar fones de ouvido para obter a melhor experiência. É possível ouvir tudo ao redor: os barulhos da floresta, os pássaros voando no céu, o rio fluindo. O herói também é auxiliado por sua filha. Você usa a sua própria imaginação para criar seus próprios efeitos.

A Blind Legend conta a história de um cavaleiro que perdeu sua visão e precisa atravessar uma floresta para libertar sua mulher de sequestradores violentos. O personagem é controlado pelo toque na tela do aparelho móvel ou por mouse, em um computador. Movimentos bruscos com os dedos simulam o uso de uma espada. A tela fica sem nenhuma imagem o tempo todo.

Após vários testes com usuários, o jogo recebeu o apoio de instituições como a Valentin Haüy, que auxilia pessoas com deficiência.

O criador do jogo, Nordine Ghachi disse à BBC que o maior desafio foi “colocar os gamers cegos e deficientes no mesmo patamar de qualidade dos gamers com visão”.

O jogo, que estará disponível para downloads gratuitos em inglês e francês no iTunes no ano que vem, entra para um mercado de potencial gigantesco, que engloba mais de 285 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo Robin Spinks, do Royal National Institute of Blind People (RNIB), esse tipo de jogo “estabelece um novo patamar para outros estúdios.”

Clicando aqui, você pode ter acesso a uma versão de demonstração.



 (Fonte: BBC Brasil via Estadão)

Um farol para evitar cegueiras temporárias – e xingamentos – dos motoristas

Quem dirige à noite sabe como incomoda e atrapalha a luz forte do automóvel que vem em sentido contrário usando o farol alto.

Em desenvolvimento desde 2010 por uma equipe de engenheiros da Carnegie Mellon University (CMU), nos EUA, o protótipo de um farol inteligente este e outros problemas enfrentados por motoristas.

O tal farol não tem uma única fonte de iluminação, mas, sim, milhões de pequenos feixes individuais. Isso faz como que ele funcione como um projetor, que alimenta cada pixel com a intensidade correta de luz. Um conjunto de espelhos minúsculos faz com que seja possível modular o brilho e alterar o ângulo de cada um dos feixes.

De posse dessa tecnologia, os desenvolvedores não limitam o uso do farol apenas para evitar cegueiras temporárias, como também amenizar o efeito da chuva ou neve sobre a iluminação do carro.

Para fazer as gotas ou flocos virtualmente desaparecerem, o sistema do farol detecta as partículas, calcula seu trajeto e desliga os feixes que seriam refletidos por esses elementos. Esse é exatamente o mesmo procedimento usado para evitar o ponto onde a luz atingiria o rosto de quem dirige na outra pista.

O projeto tinha um tempo de resposta de 70 milissegundos no seu início, mas, graças aos avanços da equipe universitária, alcançou os impressionantes 1 a 2,5 milissegundos atuais, que tornam a ação do produto praticamente instantânea para o olho humano.

Entre outros usos possíveis está a detecção de placas informativas ou objetos e animais na pista, para que haja uma concentração maior de luz neles, chamando atenção de quem está dirigindo. Há ainda a opção de projetar marcas ou faixas no asfalto, para sinalizar uma distância segura, por exemplo.

Esse tipo de aparelho ainda não foi regulamentado e deve passar por adequações antes de ir para as ruas. Mesmo o protótipo da CMU ainda não está pronto para o mercado, já que ainda é muito grande e frágil para que seja viável sua instalação no lugar dos faróis convencionais de carros.



(Fontes: Popular Science & CMU)

DMRI - novos estudos, novas esperanças

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das grandes causas de cegueira irreversível em indivíduos com 50 ou mais anos de idade em países desenvolvidos. Alguns estudos recentes tem levado não somente ao compreendimento da genética e fisiopatogenia da doença, mas também a novos tratamentos.

Um estudo feito em Cingapura, envolvendo 1179 participantes com idades entre 60 a 80 anos, foi realizado para descrever as associações de deficiência visual e as principais doenças oculares relacionadas à idade. O nível de acuidade visual foi medido para se saber sobre DMRI. Além disso, foram observados casos de glaucoma e de retinopatia diabética. A disfunção cognitiva foi definida baseando-se em características como idade, sexo, escolaridade, renda e tipo de moradia.

Pessoas com deficiência visual antes ou após correção refrativa e aqueles com deficiência visual devido à catarata foram as mais prováveis de sofrer com a disfunção cognitiva. Apenas de forma moderada a retinopatia diabética grave foi independentemente associada com disfunção cognitiva, após o controle de doenças concomitantes oculares relacionadas à idade. Além disso, não houve associações significativas observadas entre catarata, glaucoma e DMRI ou disfunção cognitiva.

Foi determinado que as pessoas idosas com deficiência visual, particularmente aqueles com deficiência visual devido a catarata, ficam mais propensos a sofrer de disfunção cognitiva. Entre as principais doenças relacionadas com a idade do olho, apenas a retinopatia diabética foi associada com disfunção cognitiva.

Em outro estudo, desta vez realizado em Londres, pesquisadores visaram a obtenção de estimativas de prevalência de idade na degeneração macular relacionada à DMRI. Eles realizaram uma revisão sistemática da população baseada em estudos publicados até setembro de 2010, com estimativas quantitativas de atrofia geográfica (GA), neovascular (NV) e prevalência de DMRI.

As principais conclusões foram chances de prevalência da DMRI. Os investigadores relataram que houve uma considerável heterogeneidade nas taxas de prevalência entre os estudos, 20% da variabilidade nas taxas de prevalência foi explicada por diferenças de idade e 50% por características do estudo. Eles também observaram que a prevalência da DMRI aumentou exponencialmente com a idade, mas não diferiram por sexo, apesar de algumas evidências que sugerem maior risco de DMRI em mulheres em comparação com os homens. Os pesquisadores também descobriram que, comparados com estudos usando imagens de fundo e sistemas de classificação internacionais, estudos usando imagens de fundo de olho com classificações alternativas e estudos utilizando classificações alternativas sem fundo de imagem, mostraram mais probabilidade de diagnosticar DMRI.

Em conclusão, estudos usando sistemas de classificações reconhecidos com retinografia colorida relatou as menores prevalências de DMRI, tendo em conta a idade e o sexo, e mantiveram-se estáveis ao longo do tempo, com um risco potencialmente maior de DMRI para as mulheres . Estas estimativas de prevalência podem ser usadas para orientar a prestação de serviços de saúde em populações de ascendência européia.

Atualmente, existem muitas perspectivas em relação a estudos como os descritos acima em busca de novos tratamentos tanto para DMRI forma seca (que é a forma mais comum e de progressão mais lenta), como para a úmida (que acomete cerca de 15% dos indivíduos, com perda visual de progressão rápida). Entre algumas terapêuticas pesquisadas,s temos a utilização de suplementos alimentares, combinação de opções terapêuticas como terapia fotodinâmica associada a injeção intravítrea de acetonido de triancinolona ou antiangiogênicos, que parece mostrar melhores resultados do que somente a monoterapia.



(Fonte: Review of Ophthalmology)

Lentes esportivas são mesmo necessárias?

Afinal de contas, é mesmo necessário o uso de lentes ópticas esportivas específicas, da mesma forma que se usam outras lentes específicas – como para miopia, por exemplo? Em caso de dúvida, dependendo da sua atividade esportiva, pergunte a si mesmo o seguinte:

  • Se você é um corredor, que tipo de calçado você usa quando vai correr?
  • Que tipo de tênis você usa para jogar basquete?
  • Se você é um nadador, você usa óculos de esqui para nadar?

Estas perguntas parecem tolas, mas muitos oftalmologistas estão pedindo a seus pacientes informações sobre suas atividades esportivas para poder recomendar lentes específicas, seja para um segundo par de óculos ou até um terceiro. Ou o mesmo par, apenas trocando as lentes.

A maioria dos consumidores ópticos que praticam esporte, principalmente aqueles que precisam de óculos de grau, ficarão gratos por saber que podem desfrutar do seu desporto com as lentes e armações personalizadas. Eles podem não querer comprá-los imediatamente, mas talvez mais tarde, especialmente se há um incentivo para voltar. E este incentivo pode estar em produtos modernos, sofisticados, lançados pelas principais indústrias do gênero.

A Transitions, por exemplo, está lançando uma linha otimizada especificamente para melhorar o reconhecimento de cores, contraste e percepção de profundidade, em diferentes condições de iluminação. Esta lente é projetada para ser utilizada em uma ampla variedade de esportes ao ar livre e atividades como caminhadas e corridas.

Outras empresas estão desenvolvendo lentes esportivas desenhadas sob medida para os entusiastas, apresentando opções como textura brilhante, cor, contraste e percepção de profundidade maior. O sistema traz gamas de prescrição estendidos, e desempenho óptico que tem a capacidade para ajustar a concepção de distância do centro óptico, obtendo imagens perfeitas.

Com técnicas inovadoras de pavimentação digitais, a nova abordagem para óculos esportivos proporciona grande precisão e permite que o usuário se deixe levar ao limite, não importa o quão agressivo ou extremo o esporte seja. Mas caso você queira manter sua armação e só trocar as lentes, também existem alternativas bem interessantes.

As lentes NXT, por exemplo, estão disponíveis para muitos esportes e para diferentes marcas de óculos de sol. Atletas de todo o mundo usam lentes NXT para conseguir uma vantagem visual sobre os seus adversários. Aliás, algumas empresas buscam aprimorar o sistema de lentes removíveis, mantendo a armação a mesma.

Na maioria dos esportes, a visão impulsiona o desempenho. Então, para se destacar durante a competição, você deve certificar-se sua visão está em boa forma. Mesmo se você quem tem a visão perfeita, o uso de um par de óculos esportivos pode ajudar um competidor a ver melhor do que seus rivais. Especialistas concordam que os usos de óculos corretivos podem ter um efeito profundo sobre o desempenho atlético. E pesquisas confirmam essa crença.

Com estes incentivos, você já pode colocar óculos esportivos no topo da sua lista quando for comprar equipamentos e acessórios para melhorar seu desempenho seja no basquete, na natação, na corrida ou na ‘peladinha’ com os amigos no fim de semana.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Pega a bolinha, pega!

Você e seu cão estão brincando num belo gramado bem verdinho. Você joga uma bola vermelha para seu cão pegar e trazer de volta. Mas ele demora muito até conseguir realizar esta tarefa, aparentemente fácil. Preguiça? Teimosia? Acontece que, para ele, não é tão simples assim.

Um estudo realizado na Universidade da Califórnia, Santa Bárbara, por Jay Neitz, testou a visão de cores entre os cães. Neitz confirmou que os cães realmente enxergam a cor, mas muitos menos do que os seres humanos. Os tipos mais comuns de daltonismo humano surgiram pela ausência nas pessoas de um dos três tipos de cones. Com apenas dois cones, o indivíduo ainda pode ver cores, mas muito menos do que alguém com visão normal das cores. Esta é a situação com os cães, que também possuem apenas dois tipos de cones.

Os olhos das pessoas e dos cães contêm células de captura de luz especial chamada de cones que respondem à cor. Testes de combinação de cores indicam que a retina do cão contém duas classes de cones fotorreceptores, com picos espectrais de cerca de 429 nm e 555 nm. Um ser humano com visão normal das cores tem três classes de cones fotorreceptores, com picos espectrais de 380 nm a 770 nm. Como o comprimento de onda de faixas laranja e vermelho é de 590-750 nm, estas cores podem aparecer como um cinza muito escuro acastanhado ou talvez até preto para um cão.

Explicando melhor, ao invés de ver o arco-íris como azul, violeta, azul, verde, amarelo, laranja e vermelho, os cães veriam como azul escuro, azul claro, amarelo, amarelo claro amarelo escuro (uma espécie de marrom), e muito cinza escuro. Em resumo, os cães vêem as cores do mundo basicamente como amarelo, azul e cinza.

Apesar destas informações, as cores mais populares para os brinquedos do cão são, justamente, laranja ou vermelho de segurança (o vermelho alaranjado brilhante muito utilizado nos cones de tráfego ou coletes de segurança). No entanto o vermelho é difícil para os cães enxergarem. Ele pode aparecer como um cinza bem escuro acastanhado ou talvez até mesmo preto. Por isso, aquela bolinha vermelha que é tão visível para você pode ser difícil para o seu cão enxergar.

Não se trata de preguiça ou teimosia dele. Na verdade, a culpa é sua por escolher um brinquedo com uma cor que é difícil discriminar entre a grama verdinha e o vermelho da bolinha.



(Fonte: Psichology Today)

Abuso infantil, hemorragias retinianas em crianças e o papel da pressão intracraniana

No Brasil 18 mil crianças são vítimas de violência doméstica diariamente, segundo a Unicef (Fundo das Nações Unidas para Crianças), dados revelam que de hora em hora uma criança seja morta por queimaduras, torturas ou espancamentos causados pelos próprios pais. Uma das conseqüências desta violência é o traumatismo craniano.

Pressão intra-craniana é aquela exercida pelo crânio sobre o tecido cerebral, sobre o líquido cefalorraquidiano (LCR) e sobre o sangue circulante do cérebro. A PIC reflecte a relação entre o conteúdo da caixa intra-craniana e o seu volume. Muitas são as causas de aumento na pressão intracraniana, incluindo causas metabólicas, tóxicas, traumáticas, infecciosas, neoplásicas e idiopáticas.

Um estudo realizado em parceria entre a PubMed e a Medline, avaliou o papel da pressão intracraniana (PIC) na produção de hemorragia retinal em crianças pequenas. Os achados clínicos e pesquisas experimentais em todo o mundo pertinentes a este objetivo baseadas em evidências, bem como as referências encontradas em outros artigos publicados. Esta avaliação também considera os achados oculares adicionais, tais como a retinosquise.

A retinosquise juvenil ou retinosquise congênita é uma distrofia vitreorretiniana bilateral, assimétrica com defeito básico nas células de Müller e caracteriza-se pela separação da camada de fibras nervosas do restante da retina sensorial. Trata-se de uma patologia rara, hereditária, transmitida através de uma alteração no braço curto do cromossomo X, afetando quase exclusivamente o sexo masculino e que costuma manifestar-se pela ocorrência de baixa acuidade visual entre 5 e 10 anos de idade, como dificuldades na leitura.

Em geral, o PIC elevado não causa retinopatia hemorrágica extensa. O papiledema (o edema de papila) pode ser associado a um pequeno número de hemorragias no/ou em torno do disco óptico. Estudos em macacos permitiram demonstrar que o papiledema se desenvolve na hipertensão intracraniana. A avaliação da função visual também é um elemento importante na diferenciação do papiledema e outras formas de edema de papila. Numa fase inicial o papiledema se caracteriza por função visual preservada, observando-se apenas aumento da mancha cega ao exame campimétrico e acuidade visual normal.

Quando questionados ou mesmo espontaneamente, muitos pacientes referem obscurecimentos transitórios da visão com duração de alguns segundos, mas não existe déficit visual permanente. No entanto, quando o papiledema persiste por um tempo prolongado ou ainda quando a elevação da pressão intracraniana é muito acentuada pode haver perda importante da função visual. Isso ocorre especialmente no pseudotumor cerebral em que a hipertensão intracraniana é bem tolerada por períodos prolongados.

Há relatos de casos isolados de hiperaguda elevação do PIC, ao contrário do aumento da pressão subaguda em traumatismo craniano abusivo, mas que em crianças raramente pode resultar em hemorragia retiniana extensa (risco de aumento da hemorragia). Estes diagnósticos são facilmente distinguíveis em casos de abuso ou violência infantil.



(Fonte: Review of Optometry)

Do fundo do baú: terapia da visão no século XIX

Terapia da visão, também conhecido como treinamento visual ou treinamento da visão ou, ainda, terapia visual , é um grupo amplo de técnicas destinadas a corrigir e melhorar o processamento visual e os transtornos da percepção. Várias formas de terapia visual têm sido usadas há séculos, sendo introduzida no final do século XIX para o tratamento não-cirúrgico de olhos desalinhados (estrabismo).

A colaboração de alguns oftalmologistas com educadores e neurocientistas, produziram uma expansão da terapia da visão para o tratamento de disfunções visuais focalização e problemas de percepção e de rastreamento. Como resultado dessa expansão, compreende-se a confusão que se seguiu sobre o que a terapia da visão compreende, e há alguma controvérsia quanto ao uso desta para os indivíduos com distúrbios de aprendizagem.

Recentemente, um estudo publicado no Journal of Neuroscience mostrou que pesquisadores da Universidade de Rochester em Nova York conseguiram melhorar a função visual de pacientes que apresentavam perdas visuais decorrente de um AVC, submetendo-os a uma série de exercícios visuais vigorosos em uma tela de computador diariamente e por vários meses. O estudo mostrou grande plasticidade neural neste grupo de pacientes com áreas do cérebro assumindo as funções perdidas pelas áreas danificadas.

Mas se hoje a tecnologia favorece estes exercícios, imagine como eram feitos no passado, sem o apoio de computadores.

Em 1933, por exemplo, era utilizado um método conhecido como Olhos da Cruz. Uma criança colocava um par de lâminas de imagens em um instrumento semelhante a um estereoscópio antiquado e manipulava o aparelho para efetuar a fusão das imagens. Através de exercícios de correção deste tipo, evitava-se recorrer a uma intervenção cirúrgica.

No ano de 1938, destinadas a fortalecer os músculos dos olhos através do exercício, um novo aparelho inventado pelo Dr. William Henry, se assemelhava a uma roda que consistia, essencialmente, de um disco grande rotativo a que os animais de brinquedo são ligados em ranhuras, de tal forma que assumiam posições diferentes quando o disco era acionado por meios mecânicos.

No mesmo ano, a American Optical inventou um aparelho com espelhos, lentes e luzes que se combinavam para criar imagens estereoscópicas. Estes eram usados para reforçar o olho e fortalecer os músculos fracos.



(Fonte: Oftalmolife)

Cão-Guia em nível nacional

Já falamos aqui sobre o projeto Cão-Guia Brasil, no Rio de Janeiro. Agora, deficientes visuais de todo o país podem contar com um centro de treinadores de cães-guia, mantido pelo governo federal.

A meta é que cada aluno treine seis cães-guia, que depois serão encaminhados aos instrutores. Esses profissionais, responsáveis pela interação entre o animal e o deficiente visual, também deverão ser formados no centro.

A coordenadora do projeto, Márcia Santos Souza, diz que a idéia surgiu há três anos, nas conversas com um professor portador de deficiência visual. O governo federal resolveu manter o projeto. Será o primeiro centro de treinamento de cães com iniciativa do governo em toda a América do Sul, segundo Márcia, que já coordena o Núcleo de Atendimento às Pessoas com Necessidades Específicas, ligado ao Instituto Federal Catarinense, e que pretende espalhar centros semelhantes em todas as regiões do país.

Apenas as raças labrador retriever e golden retriver podem ser treinadas para cães-guia. Passados 45 dias do nascimento, os filhotes são encaminhados a famílias que ficam responsáveis pela socialização do cachorro. Passada essa fase, os cães são levados para os centros de treinamento. E só ficam aos cuidados dos deficientes visuais depois de dois anos de iniciado o processo.

As obras de construção do centro começam em 9 de janeiro e devem durar 150 dias. O custo total ficou em R$ 3,1 milhões.

Atualmente existem outros centros de treinamento no Brasil, que surgiram por meio de iniciativas particulares de organizações não governamentais ou até do Corpo de Bombeiros de determinadas localidades, tentando suprir a deficiência no número de cães-guia no Brasil, onde apenas 70 pessoas contam com este auxílio enquanto outras 200 ficam na fila de espera.



(Fonte: Hospital de Olhos)

Videogame contra catarata

Mesmo com o fim das férias, que consegue ficar longe dos jogos eletrônicos, seja no console ou no computador? Os pais – quando não são parceiros dos filhos, jogando com eles, claro – enlouquecem buscando formas de afastá-los desta rotina. Um novo estudo, porém, pode dar argumentos favoráveis aos jogadores!

Jogar videogame pode atenuar problemas relacionados à catarata? Segundo estudo feito pela psicóloga Daphne Maurer, sim! Um programa de 40 horas de video game, ao longo de quatro semanas, ajudou a melhorar a visão de pessoas que sofriam com catarata nos dois olhos.

Maurer, que trabalha na Universidade de McMaster, no Canadá, conduziu uma pesquisa sobre como é desenvolvida a visão de pessoas que nascem com cataratas nos dois olhos e mostrou que, apesar das cirurgias de correção realizadas, as pessoas têm deficiências visuais específicas ao longo de seu desenvolvimento. Esses problemas podem ser atenuados com sessões de video game.

Segundo o estudo, após jogar por cerca de 40 horas por quatro semanas, os pacientes começaram a ver melhor estampas pequenas, a direção de pontos em movimento e a identidade de rostos. Para Maurer, essa melhora significa que o cérebro adulto ainda é maleável o suficiente para ser treinado, superando, assim, estas deficiências.

O trabalho da Dra Daphne Maurer também abrange os problemas de sinestesia - quando as pessoas misturam e ligam sentidos diferentes, como ‘ouvir’ uma cor. Segundo ela, os bebês já nascem com uma sinestesia, geralmente ocultada com o desenvolvimento.



(Fonte: Dr Visão)

A Saúde Visual da Mulher

Síndrome do Olho Seco acomete mais mulheres do que homensA Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB - International Agency for Prevention of Blindness), responsáveis pela iniciativa, se apoiam em pesquisas internacionais para afirmar que dois terços dos cegos do mundo são mulheres e meninas.

Biologicamente, há indícios de que as mulheres têm mais chance de desenvolver doenças oculares. No caso da catarata, principal responsável pela cegueira evitável em países em desenvolvimento, elas apresentam uma incidência levemente maior da doença do que os homens. Suspeita-se que esse maior risco se deva a questões hormonais.

Os dados apontam a necessidade de iniciativas para promover mais saúde ocular entre as mulheres. Entre as medidas sugeridas estão a adoção de programas facilitadores do acesso de mulheres a serviços de saúde, a conscientização dos familiares sobre as necessidades delas e o estímulo às mulheres para que elas também se tornem tomadoras de decisão quando a questão é a própria saúde.

Dentre as doenças mais comuns, peculiaridades do universo visual feminino, está a Síndrome do Olho Seco, segunda causa de atendimento nos consultórios oftalmológicos, que acomete mais mulheres do que homens. É um consenso entre os oftalmologistas que elas são mais suscetíveis em razão das variações hormonais que ocorrem principalmente após a menopausa.

Além disso, pelo uso constante de maquiagem, as mulheres precisam estar atentas na escolha: o ideal é optar pelos cosméticos “hipoalergênicos”. Atualmente, também existem produtos especiais para usuárias de lentes de contato. Pincéis para rímel (máscara para cílios) ou delineador não devem ser emprestados. Para as usuárias de lentes de contato, os delineadores tipo lápis são melhores do que os líquidos ou pastosos. E nunca se deve usar saliva para lubrificar o pincel.



(Fonte: Abiótica)

Os vegetarianos e a catarata

Estudo é o primeiro a descrever os riscos de catarata em relação a uma dieta vegetarianaEis mais um elemento para incrementar a discussão entre os apreciadores da carne vermelha e os vegetarianos: um novo estudo, feito na Universidade de Oxford, Inglaterra, revela que, em comparação com os vegetarianos e os veganos, as pessoas que comem carne podem ter um risco maior de desenvolvimento de catarata.

Os pesquisadores dizem que vegetarianos e veganos tem de 30% a 40% menos chances de desenvolver catarata do que as pessoas que comem muita carne. Outros fatores como tabagismo, diabetes, exposição excessiva à luz solar, também têm sido associados ao maior risco de desenvolvimento de alguns tipos de catarata.

Os pesquisadores estudaram dados de mais de 27 mil pessoas que participaram da European Prospective Investigation. Os participantes do estudo, todos com mais de 40 anos, foram convidados a responder perguntas sobre seus hábitos alimentares entre 1993 e 1999, que foram novamente verificados entre 2008 e 2009. O resultado mostrou que cerca de 1.500 pessoas tinham desenvolvido algum tipo de catarata.

Os participantes foram divididos em grupos de acordo com a quantidade de carne que comiam: do maior ao mais baixo consumo de carne; comedores apenas de peixes; vegetarianos e veganos (que não comem carne, peixe, produtos lácteos ou ovos ).
Em comparação com aqueles que comeram mais carne, os riscos de desenvolver cataratas foram menores para todos os outros grupos.

Os pesquisadores descobriram que a redução progressiva do risco de catarata foi verificada, tanto em homens quanto em mulheres, mas parecia estar limitada aos participantes com mais de 65 anos.

Eles também informaram que cerca de 21 milhões de americanos sofrem de pelo menos um tipo de catarata, e que este número aumentará para 30 milhões até 2020. E afirmam que seu estudo é o primeiro a descrever os riscos de catarata em relação a uma dieta vegetariana.



(Fonte: WebMD)

Como funcionava a oftalmologia no Antigo Egito?

Infecções e cegueira eram os principais problemas do Egito antigo. Calor que beira o insuportável. Tempestades de areia, com milhões de grãos e muitas pedras voando ao redor. E nenhum óculos para se proteger. Dá para se ter uma idéia das conseqüências para os olhos...

Infecções e cegueira eram os principais problemas oftalmológicos do Egito antigo. Então, o que eles fizeram? Um pouco de sangue de morcegos para os olhos dos cegos, afinal os morcegos possuem excelente visão noturna e, assim, acreditava-se transferir para as pessoas este dom, quer colocando o sangue em seus olhos ou injetando-os em seus ouvidos.

Também era comum amassar olhos de porcos e misturá-los com mel e argila vermelha para, em seguida, derramar a mistura nos ouvidos dos pacientes.

Estes e outros tratamentos para problemas oculares são encontrados no Papiro Edwin Smith. Datado em aproximadamente 1700 a.C., é considerado o tratado científico sobrevivente mais antigo conhecido, contendo o conhecimento médico dos antigos egípcios. Seu texto consiste basicamente da apresentação de 48 casos, cada um dividido em quatro ou cinco seções. Possui 4,5 metros de largura e 33 centímetros de altura e foi escrito por um autor egípcio desconhecido, provavelmente um escrivão que copiava outro manuscrito de um período mais antigo, provavelmente entre 3000-2500 a.C. Em 1862, o americano Edwin Smith, na cidade de Luxor, adquiriu o papiro em circunstâncias controversas. Por isso, o papiro ficou abandonado até 1920, quando o arqueólogo, egiptólogo e historiador americano James Henry Breasted se incumbiu de traduzir seu conteúdo, tarefa que concluiu em 1930.

Apesar de incompleto, o manuscrito é reconhecido por seu valor intrínseco ao permitir uma noção sobre como antigos egípcios já reconheciam que danos no sistema nervoso central podem ter efeitos em áreas distantes do ferimento. E que já falavam em cura para catarata utilizando cérebro de tartaruga. Bastava colocá-los sobre os olhos e fazer uma invocação aos deuses.

Doenças do olho eram freqüentes e infecções, tais como tracoma (que ainda é comum no Egito atualmente), cegueira noturna, catarata e distorções das pálpebras. Antigos praticantes egípcios também foram hábeis em realizar cirurgia ocular – o que seria normal no deserto, onde objetos estranhos são soprados para dentro do olho, causando irritação. Inovadores, os médicos egípcios curavam cegueira noturna alimentando o fígado do paciente com um pó, rico em vitamina A.



(Fonte: MedicineNet.com)

Terapia genética combate cegueira

Os resultados atualizados provam que o tratamento é seguro e benéficoA terapia genética pode melhorar a visão em pessoas com cegueira hereditária, diz o pesquisador Jean Bennett, MD, PhD, da Universidade da Pensilvânia, EUA. Os resultados atualizados  que foram divulgados pela equipe recentemente, provam que o tratamento é seguro e benéfico.

Durante três anos, os pacientes receberam injeções de cópias saudáveis do gene disfuncional em seus olhos em um esforço para fazer as células funcionarem melhor. E funcionaram tão bem que Bennett e seus colegas pretendem tratar os olhos dos pacientes restantes: cinco crianças e quatro adultos que participaram do estudo original.

Bennet afirma que, a princípio, houve a preocupação de que a primeira injeção poderia criar uma resposta imune, fazendo com que o organismo rejeitasse a segunda injeção. Caso isso ocorresse, os benefícios para o primeiro olho tratado poderia ser ameaçada.

Mas não foi isso que aconteceu.

Depois de ter as injeções aplicadas em seu segundo olho, os três pacientes ficaram mais capazes de ver com pouca luz, e dois dos três conseguiram contornar obstáculos em situações de pouca luz.

Todos os pacientes tinham herdado uma doença degenerativa da retina chamado Leber amaurose congênita, que é causada por uma mutação no gene RPE65 e geralmente leva à cegueira em meados da idade adulta. O tratamento envolveu injeções de um vírus geneticamente modificado que carregava uma versão normal do gene RPE65. Após as primeiras aplicações, a visão de seis dos 12 participantes do estudo melhorou a tal ponto que eles não eram mais classificados como legalmente cegos.



(Fonte: WebMD)

Os olhos também envelhecem

Com a idade, o cristalino amarela gradualmente e, junto com o estreitamento da pupila, atrapalha o ritmo circadiano do corpoBasta a idade avançar um pouquinho e logo surgem problemas de saúde típicos, entre eles a perda de memória, uma maior lentidão no tempo de reação, a insônia e até a depressão. Geralmente, os médicos biscam respostas em situações como o colesterol alto, a obesidade, as doenças do coração e o sedentarismo.

Mas uma nova série de pesquisas revelou que este problemas podem ter como causa o envelhecimento dos olhos.

Os ritmos circadianos são conhecidos como o “relógio interno” e são os processos cíclicos hormonais e fisiológicos que reanimam o corpo pela manhã, disparando doses de cortisol, deixando-o disposto a enfrentar a luta cotidiana e desacelerá-lo à noite, libernado o hormônio melatonina, permitindo que o corpo descanse e se recomponha. São as células fotorreceptoras presentes na retina absorvem a luz solar e transmitem mensagens para uma parte do cérebro conhecida como núcleo supraquiasmático, ou NSQ, que regula o relógio interno.

Esse relógio interno depende da luz para funcionar adequadamente, e as pesquisas descobriram que com a idade, o cristalino amarela gradualmente e, junto com o estreitamento da pupila, atrapalha o ritmo circadiano do corpo, pois cada vez menos luz solar penetra o cristalino de modo a alcançar células fundamentais presentes na retina, contribuindo para uma série de problemas de saúde. O papel dos olhos na sincronização do ritmo circadiano ficou claro apenas em 2002.

Um estudo publicado na Revista Britânica de Oftalmologia estima que por volta dos 45 anos de idade, os fotorreceptores de um adulto médio recebem apenas 50% da luz necessária à plena estimulação do sistema circadiano. Por volta dos 55 anos, ela se reduz em até 37%, e por volta dos 75 anos, para apenas 17%. O estudo constatou que após a exposição à luz azul, os indivíduos mais jovens tinham intensificado sua atenção, diminuído a sonolência e melhorado a disposição, enquanto que os indivíduos mais velhos não sentiram nenhum desses efeitos.

Pesquisadores suecos estudaram pacientes que foram submetidos a cirurgia de catarata para ter o cristalino opaco removido e receber um implante de lentes intraoculares. Eles descobriram que a incidência de insônia e sonolência diurna foi reduzida de modo significativo após a operação. Outro estudo observou uma melhora na rapidez do tempo de reação após a cirurgia de catarata. Cerca de um terço das lentes intraoculares implantadas em todo o mundo bloqueiam a luz azul, com o objetivo de reduzir o risco de degeneração macular, limitando a exposição à luz potencialmente prejudicial.

Mas não há evidências mostrando que as pessoas submetidas a cirurgia de catarata correm maior risco de degeneração macular. E alguns especialistas dizem que os indícios de que o corpo necessita de luz azul estão aumentando.

Devido a essas alterações na filtragem da luz, especialistas acreditam que com a idade, as pessoas devem se esforçar para se expor à luz solar ou a uma iluminação artificial intensa quando não tiverem como ficar ao ar livre. Os idosos, em particular, correm riscos, porque passam mais tempo em ambientes fechados.



(Fonte: Opticanet)

O fabricante de olhos azuis

Segundo Homer, aproximadamente 17% das pessoas com olhos castanhos mudaria a cor dos olhosO doutor Gregg Homer de Laguna Beach, Califórnia, desenvolveu um tratamento com laser, capaz de destruir a melanina presente na íris dos olhos, revelando a cor azul que a melanina anulou. De acordo com o jornal The Atlantic, o procedimento todo dura menos de um minuto, fazendo com que o pigmento marrom capte a energia emitida pelo laser. E em, aproximadamente, três semanas, os pacientes terão olhos azuis no lugar dos castanhos. Homer está trabalhando no projeto há mais de 10 anos e adquiriu o registro de patente do procedimento em 2001.

Ainda em fase de testes, a técnica já foi aplicada em pequena escala e será testada em um grupo de 100 pessoas para determinar seu efeito e segurança. Depois disso, o médico poderá comercializar o procedimento, mas ele acredita que nos próximos 18 meses o projeto já estará disponível em todo o território norte-americano, e por um valor que pode arder nos olhos, feito pimenta: US$ 5 mil dólares (algo equivalente a R$ 15 mil reais).

Como não poderia deixar de ser, o procedimento causou polêmica entre os médicos e também enfrenta oposição entre pessoas que acham excessivo mudar a cor do olhos ou, ainda, a resistência de pessoas que vêem na transformação um reforço de ideias racistas.

Mas, segundo Homer, aproximadamente 17% das pessoas com olhos castanhos mudaria a cor dos olhos. Além disso, ele afirma ter recebido grande apoio da comunidade oftalmológica mundial. Ele pretende fazer testes na América do Sul - no Brasil, Chile e Argentina. E apesar de reconhecer que os três países têm excelentes oftalmologistas, admite que o Brasil tem muita experiência com procedimentos estéticos, mas uma regulamentação mais rígida que os outros.

Para defender seu procedimento, Homer explica que a maioria de nós nasce com olhos azuis que se tornam castanhos meses depois, quando se forma o pigmento na superfície da íris. Remover o pigmento apenas torna os olhos iguais ao nascimento.

Quanto às críticas de que a aplicação de laser pode levar a problemas graves, como catarata e glaucoma, Homer rebate, explicando que a catarata ocorre no cristalino, atrás da íris, uma região que não é exposta ao laser durante o procedimento. Quanto ao glaucoma não houve problemas nos testes realizados em animais e em humanos. E garante que o procedimento não será lançado até que se tenha certeza absoluta de que seja seguro.

Resta saber quanto tempo o tratamento dura, já que o corpo, naturalmente, acumula a melanina nos olhos ao longo da vida - e deve tentar repor mais rapidamente neste caso em que a retirada foi agressiva.



(Fonte: Terra)

Gravidez precoce aumenta risco de cegueira infantil

gravidez precoce associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros está fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no paísA gravidez entre as adolescentes brasileiras vem caindo, mas ainda atinge índice crítico e a maior predisposição ao parto prematuro entre adolescentes causa retinopatia em 30% dos bebês e leva 8% desses à cegueira.

A doença representa a segunda causa de cegueira entre as crianças brasileiras. É caracterizada pelo desenvolvimento desordenado dos vasos da retina que pode provocar falhas na circulação, hemorragia e o descolamento da retina que causa cegueira.

Indicadores do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que 18,2% das mães no País estão na faixa etária de 15 a 19 anos. De acordo com estudos da OMS, a gestação antes dos 18 anos é um fator de risco para o parto prematuro. Por isso, a gravidez precoce associada à sobrevida de 80% dos bebês prematuros está fazendo a retinopatia da prematuridade crescer no país.

A estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que no Brasil ocorrem 30 mil novos casos ao ano. Entre bebês prematuros, 30% são atingidos pela retinopatia e 8% desses ficam cegos.

Segundo especialistas, isso acontece porque nos bebês que nascem antes do tempo a retina não se encontra completamente vascularizada e pronta para entrar em contato com o ambiente externo.

Os pais devem estar mais atentos com filhos de peso inferior a 1,5 quilo ou nascidos antes da 36ª semana da gravidez. Para evitar a perda da visão, deve ser feito um exame de fundo de olho, no máximo, até a sexta semana do nascimento, ou seja, ainda na UTI neonatal.

A retinopatia da prematuridade provoca outras alterações nos olhos que podem exigir o uso de correção visual e procedimentos cirúrgicos. As principais são: alto grau de vício refrativo - miopia, hipermetropia ou astigmatismo, - estrabismo, ambliopia e visão subnormal.

No estágio inicial da retinopatia, quando só os vasos periféricos sofrem alteração, são feitas sessões de crioterapia. Consiste na aplicação de laser através da esclera (parte branca do olho) nos vasos que crescem na periferia da retina.

No estágio intermediário são feitas aplicações de lazer dentro do olho e no avançado, quando ocorre descolamento de retina, a única terapia é a retinopexia, uma cirurgia que recoloca a retina em seu leito.

Nem todo bebê prematuro desenvolve retinopatia, mas todos devem ter acompanhamento oftalmológico mais frequente para evitar o comprometimento ocular. Nos casos de bebês que precisam usar óculos de grau já nos primeiros meses de vida, a recomendação é manter a criança usando os óculos para estimular o desenvolvimento da visão que só é concluído entre 6 e 8 anos.



(Fonte: Dr Visão)

A visão entre os jovens

Harry Potter e seu estilo bruxo-jovem de óculos que agradou em cheioAo contrário do que se pensa, há problemas de visão que surgem durante o período da adolescência.

A miopia (dificuldade de ver de longe) é o principal deles. Por isso, é muito importante que os adolescentes fiquem atentos à dor de cabeça, vista cansada e outros sintomas. Se a família não tratar com atenção, a necessidade de usar óculos pode ser encarada como uma tragédia adolescente.

Se o adolescente é desencanado, ótimo. Óculos podem até ser objetos de curtição, cheio de cor e linhas moderninhas, mas as coisas se complicam um pouquinho, caso haja resistência.

Para não errar, observar o comportamento do adolescente é fundamental. Se é vaidoso, tímido, desconfiado, envergonhado ou simplesmente sente-se inseguro diante desse fato novo uma conversinha entre óptico, pai ou mãe, pode solucionar um possível impasse, porque certamente perto eles, o filho ou filha se sente confiante.

Mas os mais jovens também têm o hábito de tomar muito sol, ou de ficar tempo demais em frente ao computador. Por isso, cuidados como dar intervalos em frente à tela e usar óculos escuros de boa qualidade (com proteção contra os Raios Ultra-Violeta do Sol) são fundamentais.



(Fonte: OpticaNet)

Glaucoma abaixo dos 40

Nos últimos quatro anos, glaucoma teve um crescimento de 12,76% entre pacientes com idade entre 29 e 37 anosSegundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), sem apresentar sintomas, o glaucoma atinge 1 milhão de brasileiros e é apontado com a principal causa da cegueira irreversível no país. Considerada uma doença que só aparece a partir dos 40 anos, o glaucoma está crescendo entre os mais jovens.

Um estudo conduzido pelo oftalmologista do Instituto Penido Burnier, Leôncio Queiroz Neto com 2700 pacientes mostra que 67% dos tratamentos de doenças oculares são comprometidas por erros na instilação dos colírios. Em glaucomatosos pode significar a perda da visão. Nos últimos quatro anos, a doença teve um crescimento de 12,76% entre pacientes com idade entre 29 e 37 anos.

Entre os jovens diagnosticados, 3 contraíram a doença por usar colírio com corticóide durante meses por conta própria. O especialista conta que estes pacientes chegaram à consulta com os olhos irritados e reclamando de dor de cabeça no final do dia.

Todos os demais tinham hipertensão arterial que é considerada como o segundo principal fator de risco para o glaucoma. Isso porque, explica Queiroz Neto, a pressão alta reduz o fluxo do sangue que circula pelo corpo e aprofunda o estresse oxidativo, comprometendo o metabolismo das células da retina e do nervo óptico.

Além disso, a pressão arterial e a intraocular seguem uma curva circadiana que é caracterizada por queda durante o sono. Quem tem glaucoma não pode ter o olho submetido nem a altos, nem a baixos níveis de pressão. Para quem tem hipertensão arterial a recomendação é o acompanhamento simultâneo do cardiologista e do oftalmologista visando garantir o controle do glaucoma.

O médico ressalta que a prática de exercícios aeróbicos, evitar bebidas alcoólicas e manter uma alimentação saudável também contribuem com a melhora das duas doenças.



(Fonte: Ótica Revista)

Envelhecimento aumenta astigmatismo

IBGE apontou um aumento na expectativa de vida do brasileiroEm 2010, o censo do IBGE apontou um aumento na expectativa de vida do brasileiro, com 23 mil centenários. Significa uma parcela maior da população com mais de 60 anos.

Tanto a hipermetropia quanto o astigmatismo, quando são decorrentes do envelhecimento, resultam de uma alteração na curvatura da córnea ou do cristalino. No caso do astigmatismo esta mudança faz com que imagens próximas e distantes fiquem desfocadas enquanto a menor acomodação do cristalino é acentuada pela perda de flexibilidade dos músculos ciliares.

A boa notícia para quem tem astigmatismo é a nova lente multifocal tórica. Isso porque, o implante corrige até 3 graus de astigmatismo sem nenhum instrumental adicional, afirma. Já para quem tem hipermetropia as lentes multifocais asféricas eliminam a necessidade de usar óculos de leitura em 97% dos casos.

Para evitar a evolução do astigmatismo a principal dica é não coçar ou esfregar os olhos. As recomendações para evitar a formação precoce da catarata são:

• Usar lentes com proteção UV, chapéu ou boné nas atividades externas.

• Evitar bebidas alcoólicas e cigarro.

• Praticar exercícios físicos.

• Evitar excesso de sal na alimentação.



(Fonte: Portal da Oftalmologia)

O futuro dos óculos

No futuro, óculos ou até lentes de contato poderão acessar a internetUbíquo vem do latim ubiquu e refere-se à capacidade de onipresença, ou seja, de estar em todos os lugares ao mesmo tempo.

Também conhecida como Computação Invisível, a Computação Ubíqua define a terceira geração dos computadores (a primeira foi a dos mainframes, os quais eram compartilhados por várias pessoas. A segunda, o computador pessoal, este que você está usando agora), um conceito que veio para transformar o mundo que conhecemos.

Podemos ver em filmes, ler em páginas de livros de ficção científica ou mesmo imaginar uma total dependência do ser humano em relação à tecnologia e a comodidade que ela proporciona. A computação se tornará tão comum e natural para o ser humano que será imperceptível o seu uso, portanto, invisível.

Cientistas da Universidade de Washington trabalham desde 1991 no aperfeiçoamento do sistema VRD (visualização virtual da retina), um óculos que pode produzir imagens brilhantes e realistas, com um campo de visão de 120 graus e resolução de 1600 x 1200 pixels, e que ao ser inserido um software de reconhecimento de padrões poderá reconhecer objetos e rostos humanos. Já existem softwares cujo padrão de reconhecimento possui 90% de precisão.

Assim, no futuro, através do conceito da Computação Ubíqua, óculos ou até lentes de contato poderão acessar a internet com uma simples piscadela, além de movimentar uma imagem através da ação dos olhos.



(Fonte: Pet Ciência – Unifal MG)

Conheça a Síndrome de Irlen

A terapia psicomotora e mediação são fundamentaisFoi a Dra. Helen Irlen, uma psicóloga americana, a responsável pela descoberta e pelos estudos internacionais sobre uma síndrome é muito pouco difundida no Brasil, apesar de já ser investigada há mais de 25 anos na América do Norte e de haver centros de diagnóstico e tratamento em 42 países. Trata-se da Síndrome de Irlen, que recebeu este nome da doutora Helen.

As pesquisas indicam que cerca de 46% das pessoas com dificuldades escolares têm Síndrome de Irlen, condição que afeta pessoas de todas as idades, com inteligência normal ou superior à média e está relacionada à desorganização, no cérebro, das informações recebidas pelo sistema visual. Sua causa é a sensibilidade a certas ondas de luz, o que provoca, por exemplo, distorções no material de leitura e escrita, resultando em menor qualidade no desempenho escolar e de vida.

A SI, como é comumente chamada, gera dificuldades nas atividades diárias e escolares, pois produz desfocamento, distorções do material gráfico, inversões de letras, trocas de palavras, perda de linhas no texto, desconforto nos olhos, cansaço, distração, sonolência, dores de cabeça, enxaqueca, hiperatividade, irritabilidade, enjôo e fotofobia, tudo isso após um intervalo relativamente curto de esforço despendido no processamento das informações visuais.

Qualquer pessoa, ainda que com a acuidade visual dentro dos padrões de normalidade (ou seja, enxergando bem) tem chances de ser portador da síndrome, já que se trata de uma disfunção da percepção e não uma patologia ligada diretamente aos olhos. Ela está relacionada a déficits na codificação e decodificação das informações visuais pelo sistema nervoso central. É necessário um diagnóstico diferencial por profissionais especializados, uma vez que não pode ser detectada através de exames oftalmológicos de rotina, nem por testes padronizados para verificação de dificuldades de aprendizagem.

Além das intervenções psicopedagógicas e médicas mais comuns, a utilização do Método Irlen – avaliação do problema e indicação de sobreposições coloridas (transparências de acetato) sobre os textos ou filtros seletivos (lentes coloridas) – ajuda indivíduos com problemas comportamentais, emocionais e com dificuldades escolares, pois melhora a fluência da leitura e a atenção sustentada, resolvendo casos de leitura mais lenta e segmentada, com comprometimento de memorização, compreensão e aprendizagem.

Hoje o método Irlen de tratamento vem sendo utilizado em quarenta e dois países e em mais de quatro mil instituições de ensino. Nos Estados Unidos uma resolução adotada em Julho de 2009, durante a Assembléia Geral de NEA – National Education Association, que agrega aproximadamente 3 milhões de trabalhadores na área da educação -, foi aprovada a proposta de que todos os seus membros sejam informados sobra a Síndrome de Irlen e seu tratamento.

No Brasil, a Síndrome de Irlen é conhecida há apenas quatro anos através de cursos oferecidos pela Fundação do Hospital de Olhos de Minas Gerais, instituição privada de direito privado, em módulos teórico-práticos sobre a metodologia de diagnóstico e tratamento, onde uma equipe multidisciplinar e avaliadores preparados nos cursos de Capacitação em Síndrome de Irlen forma profissionais para identificar portadores dessa síndrome, apresentando-lhes as características da condição, suas consequências e orientando a sua recuperação.



(Fontes: Fiero e site Irlen Brasil: http://irlenbrasil.com.br/)

O cego mais rápido do mundo

O britânico Mike Newman, de 52 anos, alcançou incríveis 323,32km/h em um Nissan GT-R preparado, superando o recorde de velocidade anterior - que já era seu - em 23 km/h.

Com esta marca, ele se reafirmou como o cego mais rápido do mundo.

Newman nasceu com glaucoma e perdeu a visão por completo aos oito anos. Hoje apresenta em seu currículo recordes de velocidade na terra, no ar e na água. E tudo isso por uma boa causa: ele usa estes recordes para promover a ONG Speed of Sight, que dá suporte a pessoas com visão limitada ou perdida.

Para bater novamente o recorde de velocidade Newman teve a ajuda de seu próprio pai, Michael Newman, que o guiou por meio de um sistema de comunicação. Em declarações à BBC, o pai do piloto explicou que o seu papel foi essencialmente de incentivar o filho a manter o pé no acelerador e a dizer quando deveria frear. O piloto ainda era acompanhado por Ian Litchfield, dono da Litchfield Motors, que modificou o Nissan GT-R para o novo recorde.

Para chegar à nova marca, o esportivo foi equipado com gaiola de segurança, transmissão reforçada, bancos de corrida, novo sistema de suspensão e ainda ganho uma potência extra e foi para nababescos 1.215cv.

O recorde foi batido na pista do aeródromo de Elvington, no Reino Unido, que tem 2,9km de extensão e o feito alcançado por Mike Newman será enviado para o Guinness Book para homologação.



(Fonte: O Globo)

Saúde Visual na Terceira Idade

Enxergar bem é fundamental para a qualidade de vida na terceira idadeOs idosos são os principais atingidos pelos problemas de visão. Dentre os mais corriqueiros, estão a presbiopia ou vista cansada (aparece a partir dos 40 anos de idade e é caracterizada pela dificuldade de ler de perto), catarata, glaucoma, retinopatia diabética e Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI).

Para evitar problemas de saúde visual na terceira idade, os conselhos de “preservar” a visão não passam de mitos. A única recomendação é tentar levar uma vida saudável, com boa alimentação e exercícios freqüentemente, e fazer exames oftalmológicos regulares – principalmente depois dos 40 anos.

A catarata, principal causa de cegueira em todo o mundo, é uma lesão ocular muito comum em idosos, que torna a visão opaca e cristalina. Não há estudos que indiquem os fatores desencadeadores, mas alguns hábitos, como tabagismo e ingerir bebidas alcoólicas em excesso podem ampliar a probabilidade de desenvolver a doença.

O método mais eficaz de combatê-la é a cirurgia que elimina a lesão e implanta uma lente intra-ocular. O paciente não precisa ficar internado e pode voltar às suas atividades normais em até 48 horas.

Já a DMRI acomete a área central da retina, a mácula, e provoca as drusas, depósitos amarelados ocasionados por uma falha no sistema de transporte de nutrientes à retina. Alguns casos avançados podem acarretar perda do campo visual, mas, geralmente, os pacientes só percebem que estão com obstruções na retina por meio de exames oftalmológicos. No estágio avançado, os pacientes podem se submeter às injeções intra-oculares de substâncias que freiam o desenvolvimento da doença, principalmente a forma de membrana neovascular. Outro tratamento é a terapia fotodinâmica (PDT) na membrana neovascular subretiniana, que preserva o tecido retiniano e melhora o campo de visão.

A melhor recomendação para maiores de 40 anos é estar atento ao menor sinal de diminuição da visão e dor de cabeça excessiva. Paralelo a essa atenção especial com a saúde ocular, as pessoas dessa faixa etária devem procurar um oftalmologista periodicamente – no mínimo, uma vez por ano.

E observar seu próprio comportamento: Tropeços, desinteresse em assistir televisão, abandono do hábito de leitura ou de jogos como cartas ou dominó, podem ser indicativos importantes de que o idoso não está enxergando bem. E enxergar bem é fundamental para a qualidade de vida na terceira idade, uma vez que o idoso preserva sua segurança, autonomia e liberdade.



(Fonte: Dr Visão)

As mulheres e os óculos

Mulheres tem mais dificuldade em admitir o uso de óculosApesar de se firmar cada vez mais como elemento de moda, comportamento e sinal de status, os óculos continuam sendo o item de menor aceitação no universo feminino. Mulheres usuárias de óculos de grau ainda têm dificuldades em encarar seus modelos como acessórios de moda e estilo. Elas afirmam que preferem, muitas vezes, não usar o modelo mesmo sabendo que podem prejudicar sua visão.

Segundo dados do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), 50% da população em geral têm vício de refração, mas com predominância de cerca de 20% maior em mulheres, seja para miopia, hipermetropia ou astigmatismo. Ainda assim, as mulheres tem mais dificuldade em admitir o uso de óculos.

O problema de ignorar os óculos aparece principalmente entre as mulheres mais velhas, que passam a sofrer de presbiopia, processo conhecido popularmente como vista cansada e que faz com que as pessoas tenham mais dificuldades para ver de perto.

De acordo com especialistas, deixar de usar os óculos mesmo precisando deles não prejudica os olhos em si, não há perigo de danificar o órgão ou fazer com que aumente o grau de problemas como miopia ou hipermetropia. Mas o fato é que o indivíduo vai ter mais dificuldade para realizar suas atividades.



(Fonte: Dr Visão)

Argentino de 15 anos cria uma solução portátil e barata para cegos a identificarem cores

Cor é a impressão que a luz refletida ou absorvida pelos corpos produz nos olhos. As cores possuem diferentes significados que variam entre diferentes culturas. No ocidente, elas estão relacionadas com as emoções do ser humano. Também podem assumir diferentes funções, por exemplo, através das cores padronizadas dos semáforos.

Mas, como explicar uma cor para uma pessoa que nasceu cega?

Foi pensando nisso que o jovem argentino Matías Apablaza, de apenas 15 anos e estudante do Instituto Tecnológico del Comahue, na Patagônia, criou um equipamento que pode ajudar pessoas cegas a perceber cores.

Trata-se de um dispositivo portátil que associa cada cor a um som diferente.

Apablaza, que aprendeu a programar sozinho aos nove anos vendo vídeos na internet, se inspirou nos deficientes visuais de uma instituição, que praticam tecelagem e têm dificuldade para reconhecer as cores das linhas usadas.

A solução do garoto foi pensar em um aparelho portátil e de baixo custo – já que os existentes para identificar cores são muito caros, como o EyeMusic, dispositivo de substituição sensorial, que consistem em usar diversas tecnologias para traduzir as informações de um sentido geralmente não funcional no indivíduo, por informações que afetem outro sentido.

A invenção, batizada de GSF, rendeu a Apablaza o primeiro lugar na etapa nacional de um concurso de ciência promovido pelo Google.

Agora, o jovem argentino vai concorrer a 50 mil dólares na edição mundial.

No vídeo abaixo, o rapaz explica o funcionamento de sua invenção:

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(Fonte: Uol)

Macacos me mordam! Mas sem daltonismo

A visão normal de um macaco é quase idêntica a de daltônicos humanosA visão normal de um macaco é quase idêntica a de daltônicos humanos, apontando-os como excelentes espécimes para estudar as desordens que acometem as pessoas. A maioria dos seres humanos possui três tipos de fotorreceptores de cor – vermelho, verde e azul – que permitem ver o espectro completo de cores.

O daltonismo é uma condição genética que atinge 5% dos homens e uma porcentagem menor de mulheres, devido à falta da proteína sensível à luz para os comprimentos de onda verde e vermelho. Os macacos possuem somente dois fotorreceptores de cor, limitando sua visão, eles não podem distinguir um “X” vermelho em um fundo verde, por exemplo. Mas eles podem ter visão melhorada quando submetidos à injeções com gene fotorreceptor humano.

A pesquisa, realizada em animais adultos, constatou que o sistema visual é ainda mais flexível do que se pensava e os macacos se adaptaram rapidamente ao novo sistema sensorial.

Os cientistas da University of Washington (http://www.washington.edu/), em Seattle, Estados Unidos, injetaram o gene para tratamento de humanos com o fotopigmento vermelho direto nos olhos dos animais, perto da retina. O gene, que estava dentro de um vírus inofensivo usado frequentemente em terapias genéticas, é projetado de modo que se torne somente ativo em um subconjunto de fotorreceptores verdes. Assim começa a produção da proteína do pigmento vermelho aproximadamente entre 9 a 20 semanas depois da injeção, transformando aquelas células em tipos que respondem à cor vermelha.

Os pesquisadores avaliaram os macacos antes e depois do tratamento, utilizando um teste similar ao usado para avaliar o daltonismo em humanos. Formas coloridas foram encaixadas em um fundo de cor diferente, e os macacos tocavam os conjuntos em que eles viam as formas. Os pesquisadores concluíram que a percepção das cores pelos animais mudou drasticamente depois do tratamento.

Ambos os animais descritos no estudo mantiveram a nova capacidade de percepção de cores por mais de dois anos. E nenhum deles apresentou efeitos colaterais negativos, tais como uma reação imune à proteína que foi injetada. Os pesquisadores estão estudando mais quatro animais, sem sinais de complicações.

Outros experimentos com terapia genética já estão sendo feitos para combater mais males da visão, como para a neuropatia óptica hereditária de Leber, em que uma proteína anormal danifica os fotorreceptores em sua sensibilidade à luz. A chance de esta pesquisa ser convertida em um tratamento para o daltonismo humano é controversa, apesar de também melhorar a acuidade visual.

A expectativa dos pesquisadores é que os resultados certifiquem que o tratamento pode ser aplicado contra outras doenças da retina. Centenas de mutações já foram identificadas e relacionadas aos problemas que podem atingir os fotorreceptores e outras células retinianas, conduzindo à doenças como a retinose pigmentar, doença degenerativa que pode levar a cegueira.

Entretanto, ao contrário do daltonismo, onde o sistema visual está intacto, salvo pela falta de fotopigmentos, muitas destas doenças provocam danos às células fotorreceptoras. A pesquisa também levanta a possibilidade de melhorar a funcionalidade do sistema visual.



(Fonte: Portal OSN)

De olho no diabetes

O produto deve ajudar os diabéticos a acompanhar o seu estado de saúde Para entender melhor o diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo. A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.

Existem algumas formas ou tipos de diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional, o provocado pelo uso de alguns medicamentos ou provocados por doenças do pâncreas (tumores, etc). O diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.

Cientistas liderados por Chris Geddes, professor da University of Maryland Biotechnology Institute, Baltimore, EUA, desenvolveram uma lente de contato capaz de monitorizar os níveis de açúcar no sangue. O dispositivo funciona mudando de cor de acordo com a quantidade de Glicose presente no líquido lacrimal. "Foram desenvolvidas moléculas especiais sensíveis a níveis muito baixos de Glicose", disse Geddes ao site ScienceDaily, acrescentando que “as moléculas foram incorporadas nas tradicionais lentes de contacto disponíveis no mercado. E o resultado é completamente não invasivo e funciona continuamente».

Um utilizador das lentes sensíveis a glicose consegue ver um pequeno ponto transparente à esquerda do campo visual, que responde a níveis perigosamente baixos ou altos de glicose no sangue que vão mudando de cor. O produto que deve ajudar os diabéticos a acompanhar o seu estado de saúde ainda está em fase de testes e não há previsão para o lançamento de uma versão comercial.



(Fonte: Agencias)

Até bebês usam lentes de contato!

Graças à grande diversidade de materiais utilizados, até os bebês podem usar lentes de contatoSegundo a Sociedade Brasileira de Lentes de Contato, Córnea e Refratometria – SOBLEC, no mundo inteiro 95 milhões de pessoas dependem de lentes de contato. Práticas e discretas, além de não causar desconforto, não interferem no visual, o que explica o fato de a maioria dos 2,5 milhões de usuários no País (2% da população brasileira) serem mulheres, pré-adolescentes e adolescentes. A intensificação da prática de esportes aumentou o número de indicações nessa faixa etária.

As vantagens do uso de lentes de contato por crianças são imensas. As lentes protegem melhor o olho da criança diante da entrada de partículas, servem de escudo de possíveis choques com boladas, facilitam a prática de um esporte, oferecendo muita segurança à criança para correr, pular, e mover-se. Além disso, as lentes são aconselháveis para os casos de cataratas (na infância), ambliopias, e também para solucionar miopias com grandes diferenças de visão entre os olhos.

Atualmente, graças à grande diversidade de materiais utilizados, até os bebês podem usar lentes de contato. Além da capacidade técnica do profissional, o sucesso do tratamento depende muito do envolvimento e dedicação dos familiares, que devem ficar atentos a qualquer mudança nos olhos da criança e ter cuidados redobrados com a higiene, para manter a integridade das lentes e a saúde ocular da criança. Se as lentes não forem limpas corretamente, com produtos apropriados, pode haver proliferação de microorganismos e danos aos olhos.

Para os papais e mamães, a dica é, na hora de escolher uma lente para seu filho, ter em conta que as lentes sejam de baixo custo de manutenção, fáceis de utilizar, que permitam respirar o olho e que o processo de adaptação seja o mais tranquilo possível.



(Fonte: Guia do bebê)

2020 - O ano do Glaucoma

Existem no Brasil cerca de um milhão de portadores de glaucomaO glaucoma é um problema de saúde pública e uma das mais importantes causas de cegueira no Brasil e no mundo. Segundo a OMS, existem 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões de casos. A prevalência de cegueira por glaucoma é de 5,2 milhões de pessoas, representando a segunda causa de cegueira no mundo e a maior causa de cegueira irreversível.

Existem no Brasil, cerca de um milhão de portadores de glaucoma. Nos Estados Unidos, 2,25 milhões de pessoas maiores de 45 anos têm glaucoma. O glaucoma representa a segunda maior causa de cegueira na sua população geral (11,1%) e a principal causa de cegueira na população negra. No Reino Unido, estima-se que 0,2% da população apresenta cegueira bilateral e que o glaucoma seja responsável por 12,0% destes casos, sendo a terceira maior causa.

Outro aspecto relevante do Glaucoma é que mesmo nos países mais desenvolvidos apenas 50 por cento dos doentes são efetivamente diagnosticados, considerando-se que em países pobres ou em vias de desenvolvimento esta porcentagem seja muito superior.

Estudo publicado recentemente no British Journal of Ophthalmology indica que haverá 80 milhões de pessoas sofrendo de glaucoma em 2020. Os mais afetados pela doença são mulheres, asiáticos e africanos.

Especialistas confirmam que até os 40 anos, a pessoa deve passar por um exame completo de visão de três em três anos; entre 40 anos e 65 anos, esse período diminui para dois anos; após os 65 anos, os exames devem ser anuais.

Existem vários tipos de glaucomas: o primário de angulo aberto, primário de ângulo fechado, secundários e congênitos. O glaucoma primário de angulo aberto não tem sintomas nos estágios iniciais e a lesão do campo visual se desenvolve devagar e progressivamente por muitos anos.

Já o glaucoma primário de angulo fechado, uma das raras emergências em oftalmologia, é uma entidade na qual a obstrução do fluxo do humor aquoso se deve ao fechamento do angulo pela íris periférica , que se não for tratado poderá levar a cegueira. O olho fica congesto, com dores e visão borrada, podendo causar vômitos e mal estar nos casos mais graves, podendo ocorrer em olhos com predisposições anatômicas ou normais. No caso dos glaucomas secundários normalmente, eles estão associados a história de traumas ou complicações de doenças pré- existentes como a hipertensão, diabetes, problemas de formação ocular, cataratas hiper-maduras e o uso de colírios de cortícoide indevidos.
Quanto ao glaucoma congênito é constituído por um grupo de diversos transtornos hereditários, no qual existe uma anomalia ocular no nascimento, responsável pelo aumento da pressão ocular.

É importante, portanto, visitar o oftalmologista pelo menos uma vez ao ano para medir a pressão ocular. Além disso, os que possuem fatores de risco como hipertensão, diabetes e glaucoma na família, devem fazer avaliações de seis em seis meses para verificação da curva diária de pressão, da paquimetria, do campo visual e gonioscopia.



(Fonte: Portal da Oftalmologia)

Tracoma: desconhecido e perigoso


Durante o século XIX, a doença era usual nos Estados Unidos e na EuropaO tracoma é uma infecção prolongada da conjuntiva causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Muito comum nas partes pobres dos países quentes e secos do Mediterrâneo e no Extremo Oriente, por vezes também ocorre entre os americanos nativos e entre os indivíduos que habitam as áreas montanhosas do sul dos Estados Unidos. O tracoma é contagioso em seus estágios iniciais e pode ser transmitido através do contato entre a mão e o olho, por certas moscas ou por objetos contaminados, como toalhas e/ou lençóis.

Durante o século XIX, a doença era usual nos Estados Unidos e na Europa. Depois de melhorias em higiene e abastecimento de água, ela foi erradicada. Uma campanha capitaneada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) chamada de GET 2020 - sigla em inglês para Aliança pela Eliminação Mundial do Tracoma -, pretende extinguir mundialmente o tracoma dentro de 8 anos. Marrocos, México e Omã já eliminaram a doença com melhoramento ambiental e desenvolvimento humano.

No Brasil, o tracoma é encontrado em todas as regiões, sendo que em estados como Ceará, Piauí, Pernambuco, Bahia e Tocantins a incidência é maior. A doença está presente onde há grande concentração populacional e precariedade no saneamento básico, além de baixo nível educacional. A presença de insetos vetores, deslocamentos populacionais e outras doenças oculares são fatores de contaminação e proliferação.

Ainda assim, o tracoma é uma doença pouco conhecida e uma relevante causa de cegueira no mundo, atingindo mais de 40 milhões de pessoas em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), do total 8,2 milhões ainda apresentam sequelas que provocam lesões na córnea e mais 1,3 milhão ficam cegas anualmente.

Apesar de não haver vacina, há tratamentos eficazes através de aplicação de pomadas antibióticas contendo tetraciclina ou eritromicina ou por antibióticos de via oral.



(Fonte: Agência Athena)

Sangue virtual, gesto real

Basta baixar a ferramenta e fazer uma doação de sangue virtualAtravés do novo aplicativo lançado pelo Ministério da Saúde, todos as pessoas de sua rede social Facebook, on-line e offline, saberão que você doa sangue e poderão ser convidados a fazer o mesmo. É muito simples: basta baixar a ferramenta e fazer uma doação de sangue virtual, para apoiar a campanha. Depois é só informar o seu tipo sanguíneo, preencher todos os seus dados e chamar todos os seus amigos.

O aplicativo Banco de Doadores de Sangue do Facebook permite que os usuários possam ver seus amigos classificados como tipo sanguíneo, uma informação que normalmente não se conhece das pessoas. Mesmo que você more numa cidade pequena, onde não há um hemocentro, você já informa sua disposição para doar.

O app também pode ser ligado ao seu Twitter, que postará as mesmas mensagens que você colocar no Facebook, adicionando no final a hashtag #eudoosangue.

Eis as condições básicas para doar sangue:

Sentir-se bem, com saúde.
Apresentar documento com foto, emitido por órgão oficial e válido em todo o território nacional.
Pesar acima de 50 kg.
Ter entre 16 e 67 anos de idade (Podem ser aceitos candidatos à doação de sangue com idade de 16 e 17 anos com o consentimento formal do responsável legal, para cada doação).

Recomendação para o dia da doação:

Nunca vá doar sangue em jejum.
Repouso mínimo de 6 horas na noite anterior.
Não ingerir bebida alcoólica nas 12 horas anteriores.
Evitar fumar por pelo menos 2 horas antes da doação.
Evitar alimentos gordurosos.

Quem não pode doar?

Quem teve diagnóstico de hepatite após os 10 anos de idade.
Mulheres grávidas ou que estejam amamentando.
Pessoas que estão expostas a doenças transmissíveis pelo sangue, como aids, hepatite, sífilis e Doença de Chagas.
Usuários de drogas.
Aqueles que tiveram relacionamento sexual, com múltiplos parceiros, nos últimos 12 meses.



(Fonte: Informe Publicitário Ministério da Saúde)

A poluição além da respiração

Concentração de poluentes no ar podem ocasionar olho secoOs danos à saúde causados pela poluição do ar vão muito além de problemas respiratórios e afetam também a visão. Um estudo realizado pela OMS (Organização Mundial da Saúde) aponta que em cidades brasileiras com mais de 100 mil habitantes a média de poluição do ar por metro cúbico é igual a 40 microgramas – o dobro do recomendado. Essa concentração de poluentes no ar podem ocasionar olho seco, alergia ocular, inflamação da córnea (ceratite) e da conjuntiva (conjuntivite), além de colaborar para a evaporação da lágrima, o que afeta o trabalho de proteção dos olhos desempenhado por ela.

A estimativa é de que 20% dos brasileiros sejam alérgicos. Assim, 6 em cada 10 portadores de alergia desenvolvem a doença nos olhos. Geralmente a alteração aparece durante a infância. Por isso, para prevenir reações alérgicas, a recomendação é evitar coçar os olhos e o contato com alérgenos – plantas, tapetes, cortinas e travesseiros de pena. A dica para diminuir a coceira é aplicar compressas frias. O tratamento com colírios só pode ser feito sob supervisão médica.

Pessoas que usam lentes de contatos estão mais suscetíveis a este tipo de problema causado pela poluição do ar, assim como mulheres, por conta das oscilações de hormônios. Portadores de olho seco crônico ou alergia ocular têm o dobro de facilidade de contrair ceratite, inflamação da córnea. A doença responde por 1 em cada 4 casos de cegueira no mundo segundo a OMS.

A poluição também pode causar conjuntivite (inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a pálpebra e a superfície do olho). Para se prevenir, o ideal é lavar as mãos com frequência; evitar tocar os olhos; nunca compartilhar objetos, maquiagem, colírio e toalhas; beber bastante água para melhorar a hidratação ocular; interromper o uso de lentes de contato em casos de desconforto e, ainda que sendo verão, evitar o uso de ar condicionado.



(Fonte: Dr. Visão)

Campanha na internet busca tratamento para "Neve Visual"

Nossa leitora Mayara Almeida, através da página do Facebook do Saúde Visual, solicitou que nós divulgássemos este link: www.gofundme.com/visual-snow.

Trata-se de uma campanha de arrecadação de fundos para uma pesquisa sobre o transtorno conhecido como Visual Snow (Neve Visual, em tradução livre). Já tratamos deste assunto nesta matéria, porém, como Mayara faz questão de nos escrever, somos “o único portal brasileiro a falar sobre Visual Snow”.

De fato, este é um transtorno bem pouco conhecido ainda no Brasil, infelizmente. Sendo assim, vamos explicar um pouco mais sobre o assunto.

Neve Visual (NV) tem como característica a persistência em enxergar como se estivesse nevando ou, ainda, algo como aquela estática (chuvisco) de televisão só que em todo o campo visual (para compreender melhor, clique na imagem acima que ilustra esta matéria). Isso tende a ser pior no escuro, mas pode ser visto em todas as condições de iluminação.

A NV não deve ser confundida com os fenômenos entópicos normais ou flocos vítreos. Enquanto essas duas condições também fazem surgir manchas e objetos flutuantes, isso não é o mesmo que NV.

Não há uma causa conhecida para a neve visual. Através de estudos de casos documentados, acredita-se que o uso de drogas, legais ou ilegais, possa levar ao problema, mas pouco se sabe sobre as causas específicas. Algumas ligações entre doença autoimune, como a doença de Lyme, foram encontradas. No entanto, muito mais casos de NV não trazem nenhuma outra conexão para tal estado.

Um detalhe importante é que embora a NV afete a visão, pouquíssimas pessoas apresentam resultados irregulares nos exames. Tomografia computadorizada e ressonância magnética também tendem a apresentar um quadro normal, enganado os médicos. É mais provável que seja um desequilíbrio químico indetectável no cérebro.

Não existe, até o momento, um tratamento estabelecido para NV. Muitos pacientes têm tentado medicamentos para enxaqueca com pouco ou nenhum sucesso. Outros tentaram ervas, acupuntura e quiropráticos, novamente com pouco ou nenhum sucesso.

Os sintomas não nunca vão embora. Mesmo com os olhos fechados é possível ver as estáticas e outras imagens visuais perturbadoras. Muitos pacientes sofrem também de sintomas não visuais, tais como fadiga, zumbido ou despersonalização e desrealização.

A campanha que nossa leitora Mayara nos trouxe é uma ação do Eye on Vision Foundation – uma instituição de caridade fundada por Jennifer Ambrose, que demorou a descobrir qual era seu problema de visão e, ao saber-se portadora de NV, teve um choque ao descobrir sobre as dificuldades de tratamento. Por isso ela fundou o instituto que, com a ajuda de um punhado de médicos, se esforça para levantar fundos para a pesquisa e encontrar, assim, um tratamento.



(Fonte: Eye on Vision Foundation)

Eder Pires trabalha para que professores utilizem recursos inclusivos

Quando criança, Eder Pires de Camargo sonhava ser jogador de futebol. O sonho de Eder, no entanto, durou pouco. Desde criança ele tem uma perda contínua da visão por causa de uma doença degenerativa, a retinose pigmentar.

Depois dos 20 anos, ele ficou cego, mas, ainda assim, continuou atleta: participou de provas coletivas em campeonatos de atletismo e completou a São Silvestre em 2000 e 2001.

Na profissão, encontrou seu caminho em outra área. Fez o curso de licenciatura em física na Unesp de Bauru e chegou ao pós-doutorado. Prepara-se agora para defender a tese de livre-docência. Virou professor universitário e encaminha suas pesquisas para uma área que domina como ninguém: o ensino de física para deficientes visuais.

Eder teve a ajuda de professores e colegas de classe para superar obstáculos. No início, os alunos faziam rodízio para ajudá-lo a estudar. A cada dia, um deles lia o conteúdo dos livros e o auxiliava em relatórios e exercícios. O revezamento acabou quando saíram as notas das primeiras provas – todas ótimas. A companhia do estudante cego passou a ser disputada pelos colegas.

Depois, com o avanço da tecnologia, Eder conquistou autonomia por meio de programas que permitem o acesso a conteúdos digitalizados. O computador é uma ferramenta importante no dia a dia do professor. Ajuda nas pesquisas, leituras, estudos e planejamentos.

Baseado em sua própria trajetória, Eder percebeu que a construção de maquetes táteis-visuais podem ajudar muito os alunos deficientes visuais a entender fenômenos da física. São modelos bi ou tridimensionais, construídos com barbantes, placas de isopor e arames. Ao tocar as maquetes, os alunos cegos conseguem entender, por exemplo, a condução da eletricidade.

Na maquete criada por ele, uma tábua fica inclinada com pregos e esferas. A inclinação indica a potência elétrica. Quanto maior a inclinação, maior a potência. Os pregos simulam a estrutura de material condutor, e as esferas representam os elétrons.

No ensino de óptica, ele simula a dispersão e refração da luz por meio de um barbante. O aluno segura o material para poder compreender o que acontece. Numa sala de aula para alunos sem deficiência, retas dos fios de luz são traçadas na lousa.

Eder questiona o ensino tradicional baseado apenas na memorização de fórmulas e textos, o que pode desmotivar os alunos, diz. Também avalia que hoje em dia tudo é muito pronto e automático, o que não estimula o raciocínio. As maquetes podem ser uma forma de viabilizar o envolvimento dos alunos.

Aos 34 anos, Eder concluiu o pós-doutorado. Ele fez mestrado e doutorado na Unicamp e trabalha para que professores da rede estadual utilizem recursos capazes de incluir, de fato, os alunos portadores de deficiência visual. É autor de três livros e participa de palestras, seminários e cursos sobre a inclusão. Em seu quarto livro, ainda não lançado, ele fala sobre o que deve ser comum e o que deve ser específico no ensino para alunos com e sem deficiência.



(Fonte: Folha de São Paulo/Cristina Camargo)

Fique de olho: laboratórios promovem doenças e desgastam os médicos

A promoção de doenças é um fenômeno que ainda está em fase de maturação. Trata-se do processo de transformar pacientes em consumidores, desgastando, assim, o papel do médico como especialista - muito embora tal prática conte com o apoio de médicos líderes de opinião -, além da utilização dos meios de comunicação em campanhas dirigidas tanto a médicos quanto a consumidores.

Esse fenômeno, em pleno auge, foi batizado na literatura anglo-saxã de "disease mongering", que poderia ser traduzido como "promoção de doenças". Os defensores dessa prática comercial argumentam que as companhias farmacêuticas se limitam a oferecer informação ao consumidor e que se depois o remédio é receitado ou não é um assunto que cabe ao médico e ao paciente. Mas muitos médicos estão preocupados porque a saúde se assemelha cada vez mais a um bem de consumo.

Um dos exemplos mais conhecidos é a medicalização da sexualidade humana e seus problemas, como o famoso sildenafilo (Viagra), transformado de medicamento em produto de consumo: um remédio eficaz e seguro para tratar a impotência, mas que também pode ser utilizado por uma população mais ampla, inclusive por quem sofre com o glaucoma, conforme já mostramos neste artigo.

Além disso, segundo o jornalista e acadêmico Ray Moynihan, da Universidade de Newcastle, na Austrália, em seu novo livro "Sex, Lies and Pharmaceuticals" (ainda sem título no Brasil),os laboratórios ajudaram a "gerar" quadros clínicos, como a disfunção sexual feminina, com objetivo de desenvolver um mercado global de novos remédios.

Em sua pesquisa, o jornalista descobriu que funcionários da indústria farmacêutica tinham trabalhado com empresas de pesquisas de opinião pagas para ajudar a "desenvolver" a doença. De acordo com Moynihan, muitos dos cientistas ligados a estas atividades são empregados das empresas farmacêuticas ou têm interesses econômicos na indústria.



(Fonte: Jornal da Ciência de Barcelona)

A caravana do teatro inclusivo vai começar!

Durante os meses de agosto e setembro, a caravana da Escola de Gente e de seu grupo de teatro “Os Inclusos e os Sisos” vai atravessar cerca de 10 mil quilômetros do país levando o espetáculo “Ninguém mais vai ser bonzinho – Esquetes” para adolescentes e jovens, com ou sem deficiência, das regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste e Sudeste do Brasil.

Com patrocínio da Vale e Lei Rouanet, a grande jornada marca oitava circulação do teatro acessível da Escola de Gente pelo país. A aventura cultural totalmente acessível vai cruzar as cidades de Açailândia, no Maranhão, Marabá, no Pará, Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, Governador Valadares e Itabirito, em Minas Gerais, e Mangaratiba, no Rio de Janeiro.

A perspectiva inclusiva, tanto no conteúdo como no compromisso de um espetáculo para todas as pessoas, com ou sem deficiência, marca a ação da Escola de Gente e de seu grupo de teatro. Por isso, todas as apresentações e Oficinas de Teatro Acessível realizadas pela Escola de Gente durante a circulação oferecerão diversas medidas de acessibilidade desde a chegada aos locais do espetáculo, com visita guiada ao cenário, folder em braile e letra ampliada, além de intérprete de sinais, audiodescrição e legenda eletrônica durante as apresentações.

Na longa viagem através do Brasil, a caravana da Escola de Gente levará 190 quilos de cenário, 22 profissionais, entre atores, diretores, equipe técnica e de coordenação, além da força da campanha “Teatro Acessível. Arte, Prazer e Direitos” que, dentre outras conquistas, fez nascer o projeto de lei que instituiu o dia 19 de setembro como o Dia Nacional do Teatro Acessível.

Ninguém Mais Vai Ser Bonzinho foi o primeiro espetáculo de teatro do Brasil a cumprir os Decretos Federais e Legislativos que garantem oferta de acessibilidade física e na comunicação para pessoas com deficiência e mobilidade reduzida. A peça estreou no Rio de Janeiro em 2007 e graças ao apoio da Lei Rouanet circula desde 2009 por diversos estados brasileiros, sempre com total acessibilidade.

Saúde Visual Serviço:

Confira a agenda de apresentações de 2014:

Agosto:

Dias 19 e 20 – Açailândia, MA

Setembro:

Dias 2 e 3 – Campo Grande, MS

Dia 16 – Itabirito, MG

Dia 18 – Governador Valadares, MG

Dia 23 – Mangaratiba, RJ

Outubro:

Dias 2 e 3: Marabá, PA

Diabetes pode cegar 10% da população... mundial!

De todas as alterações oculares relacionadas ao Diabetes, a retinopatia é a mais temida O diabetes mellitus é sem dúvida um vilão da saúde dos brasileiros e como tal está na lista das cinco doenças de maior índice de morte no mundo todo. Segundo dados da OMS – Organização Mundial da Saúde - atualmente 12% da população mundial, ou seja, 22 milhões de pessoas estão acometidas com a doença.

Caracterizada pelo aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue, a patologia pode causar várias complicações à saúde, como, excesso de sono, cansaço, complicações cardíacas, derrame cerebral, insuficiência renal, amputação e problemas na visão, entre elas, a cegueira.

De todas as alterações oculares relacionadas ao diabetes, a retinopatia é a mais temida por ser geralmente silenciosa, pela frequência em que ocorre e pela gravidade, ou seja, se não tratada pode levar a perda parcial ou total da visão. A Retinopatia Diabética é caracterizada por alterações vasculares, que provocam lesões na retina, podendo causar pequenos sangramentos e, como consequência, a perda da acuidade visual.

Além de causar muitos males à saúde em si, o diabetes também provoca grandes problemas à visão e encabeça um dos principais motivos de cegueira no mundo. É o grande causador de baixa de visão em pacientes com idade entre os 35 e 55 anos. Ainda de acordo com dados da OMS, estima-se que 12 mil novos casos de perda de visão a cada ano são registrados por conta da retinopatia diabética, segunda maior causa de cegueira no mundo e principal razão da perda da visão no diabético.

Somente um exame preventivo de fundo de olho com as pupilas dilatadas - mapeamento de retina - dá uma avaliação precisa e correta de saúde da retina. Esse exame é classificado como obrigatório uma vez ao ano em toda pessoa com diabetes pela Associação Americana de Oftalmologia e endossada pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia.



(Fonte: Dr. Visão)

Coisa de campeão: Michael Schumacher se comunica usando os cílios

Nossos cílios são como pequenas vassouras que protegem os olhos de poeira e pequenos insetos que caiam na região. Atuam, também, como um escudo que impede que objetos externos entrem e possam danificar o globo ocular.

Além disso, os cílios filtram a luz do sol. Se não fosse assim, o olho se irritaria permanentemente, sofrendo uma possível defasagem de tonalidades à falta de uma moderação da luz.

Como todos os pelos do corpo, os cílios se renovam. Em média, nasce um cílio novo por dia. E também, como todos os pelos do corpo, os cílios carecem de higiene. Assim, é importante lavar sempre as mãos antes de mexer neles e mantê-los sempre limpos, pois bactérias, como as que causam o tracoma, podem ser transmitidas pelo simples pousar de uma mosca na região dos olhos.

Agora, os cílios viraram notícia por causa de uma outra função: a da comunicação. O heptacampeão da Fórmula 1, Michael Schumacher, já consegue se comunicar com a mulher Corinna, e os filhos, Gina Maria e Mick, por meio do movimento dos cílios. A informação foi divulgada pelo jornal inglês The Mirror.

De acordo com a publicação, os médicos esperam que o alemão consiga ficar sentado nas próximas semanas em uma cadeira de rodas eletrônica controlada por meio dos movimentos da boca.

O jornal The Mirror tambem informa que Schumacher está em um hospital perto de sua casa na Suíça. Ele foi para o local após deixar o hospital de Grenoble, na França, quando acordou do coma em que esteve por cerca de seis meses depois de sofrer um acidente em 29 de dezembro enquanto esquiava em Meribel, nos Alpes Franceses. Segundo o jornal alemão Bild, o ex-piloto perdeu 20 quilos durante o período em que ficou internado na França.

Schumacher tem 45 anos e se aposentou das pistas de corrida em 2012. Ao longo de dezenove anos de carreira, ele vestiu o macacão das equipes Jordan, Benetton, Ferrari e Mercedes.



(Fonte: Veja SP)

O fim dos óculos de leitura?

Até os nossos 40 anos, mais ou menos, a lente natural do olho, o cristalino, é muito flexível. Essa flexibilidade ajuda o foco da lente sobre os objetos que estão pertos, para cima ou para longe. Mas à medida que envelhecemos, a lente tende a perder a sua flexibilidade. Aos poucos, isso reduz a capacidade de ver objetos de perto.

Por isso, a necessidade de óculos de leitura é um sinal clássico de meia-idade. A pessoa pode usar óculos de leitura, bifocais ou lentes de contato especiais para corrigir a visão. Às vezes, a cirurgia a laser pode ajudar também.

Mas uma nova invenção de pesquisadores da Universidade da Califórnia também pode beneficiar estas pessoas.

Trata-se de um algoritmo que, em ação conjunta com uma tela especial, modifica a emissão de luz de cada pixel na tela para corrigir as distorções causadas pelo glóbulo ocular de quem sobre de hipermetropia.

Um dos autores da pesquisa realizada em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Microsoft, Brian A. Barsky, explica que é como se tela antecipasse os efeitos óticos causados pelo olho do leitor. A tela é ajustável de acordo com o grau de hipermetropia, mas também pode auxiliar pessoas com problemas mais graves de visão, que não podem ser corrigidos por óculos e lentes de contato.

O estudo será apresentado em agosto, no Canadá, durante a Siggraph, Conferência e Exibição em Computação Gráfica e Técnicas Interativas. Os testes foram realizados com imagens como de um autorretrato de Vincent Van Gogh, que foram corrigidas pelo algoritmo e apresentadas em um iPod Touch modificado.

Gordon Wetzstein, pesquisador do Laboratório de Mídia do MIT que também assina o estudo, explica que a tela permite que um display bidimensional comum possa funcionar como um “campo de luz”. Com isso, a técnica controla individualmente como cada raio emana do visor, tornando a imagem mais nítida, sem perda de contraste.

Para simular a visão de uma pessoa com hipermetropia, os cientistas usaram uma máquina fotográfica e modificaram o foco. Segundo Wetzstein, o próximo passo é construir protótipos para que as pessoas possam usar no dia a dia, algo esperado para daqui a alguns anos.

Mas não jogue seus óculos de leitura fora (ainda): existem barreiras a serem vencidas, como a necessidade de o software rastrear os movimentos da cabeça para ajustar a imagem corretamente de acordo com a distância do leitor. Outra dificuldade é ajustar o visor para pessoas com diferentes problemas de vista poder usar a tela simultaneamente.



(Fonte: O Globo)

Óculos para bebês


Oftalmologistas alertam que a visão é responsável por 80% dos estímulos dos bebêsPesquisas apontam que já no período intra-uterino, após a formação das pálpebras, o feto já consegue ter a percepção de luz. Nos primeiros dias de vida o desenvolvimento é contínuo e os bebês conseguem enxergar entre 15 a 40 cm no máximo, na forma de vultos, sem detalhes ou profundidade. Conseguem distinguir algumas cores, principalmente as mais fortes.

Oftalmologistas alertam que a visão é responsável por 80% dos estímulos dos bebês. Portanto, para ter a certeza que não há problemas no recém-nascido, como catarata e glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, infecções e traumas de parto, após o nascimento é feito o Teste do Olhinho.

Segundo a Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica, o exame ocular em crianças a princípio deve ser feito quatro vezes: logo ao nascer, aos dois e aos quatro anos e na fase pré-escolar. A partir disto, anualmente.

Com base nessa análise, especialistas ressaltam as doenças genéticas visuais infantis mais comuns: a miopia (problemas de visão para longe) e o daltonismo (anomalia na diferenciação de algumas cores). Para que os tratamentos sejam eficazes, o ideal é que sejam feitos até os sete ou oito anos de idade, quando o potencial visual do bebê se assemelha ao de um adulto. Porém, é importante lembrar que quanto mais cedo, melhor.

Os óculos em alguns casos são a melhor opção, e podem ser usados desde o primeiro mês de vida. Com o avanço da tecnologia óptica, o que antigamente era impossível hoje se tornou comum. O difícil é imaginar o bebê, ainda sem controle de seus movimentos, equilibrar o óculos e, por isso, existem dois tipos armação. A de acetato, que normalmente tem menor custo, porém seu material é um pouco mais duro. Suas hastes são presas nas orelhas para que os óculos fiquem bem adaptados. E também a de silicone, que é antialérgica, sem peças metálicas, com adaptação perfeita, pelo fato de ficar bem fixa ao rosto da criança, não deixando que ela olhe por cima dos óculos, o que prejudicaria (e muito) seu tratamento.

Independente da idade da criança, fique de olho em alguns sintomas que ajudam a detectar os problemas de visão:

• Aproximação exagerada da televisão para assisti-la;

• Dores de cabeça constantes;

• Desinteresse pelos estudos;

• Franzimento da testa para leitura o para enxergar algo;

• Estrabismo (olho torto);

• Piscar muito;

• Coceira constante nos olhos



(Fonte: Sempre Materna/Uol)

É amor ou desejo? O olhar responde

Saúde Visual já apresentou este estudo afirmando que a dilatação da pupila é um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade de quem atrai pode estar em seus olhos.

Agora, os psicólogos da Universidade de Chicago (EUA), afirmam que a diferença entre amor e tesão pode estar nos olhos. Mais exatamente, eles dizem que o local onde o seu parceiro ou parceira olha para você pode indicar se é o amor ou o desejo que está em jogo.

O trabalho constatou algo que, quando se para pra pensar, parece bastante óbvio: se os padrões do olhar se concentram no rosto de um estranho, o espectador vê essa pessoa como um potencial parceiro no amor romântico, mas se o espectador olha mais para o corpo da outra pessoa, ele (ou ela) está sentindo desejo sexual.

Só que esse julgamento automático pode ocorrer em menos de meio segundo, produzindo diferentes padrões de olhares.

A autora do estudo e diretora do Laboratório de Neuroimagem Elétrica de Alta-Performance da Universidade de Chicago, Stephanie Cacioppo, diz que apesar do pouco que se sabe sobre a ciência do amor à primeira vista ou como as pessoas se apaixonam, “esses padrões de resposta fornecem as primeiras pistas sobre a forma como os processos de atenção automáticos, como o olhar, podem diferenciar os sentimentos de amor a partir de sentimentos de desejo direcionados a estranhos”.

Pesquisas anteriores feitas pela própria Stephanie descobriram que diferentes redes de regiões do cérebro são ativadas pelo amor e pelo desejo sexual. Neste novo estudo, a equipe realizou dois experimentos para testar padrões visuais em um esforço para avaliar dois estados emocionais e cognitivos diferentes, que muitas vezes são difíceis de distinguir um do outro: o amor romântico e o desejo sexual.

Estudantes do sexo masculino e feminino da Universidade de Genebra, na Suíça, foram instruídos a ver uma série de fotografias em preto-e-branco de pessoas que nunca haviam encontrado na vida. Na primeira parte do estudo, os participantes viram fotos de casais heterossexuais jovens, adultos, que estavam olhando ou interagindo uns com os outros. Na segunda parte, os participantes observaram fotos de pessoas atraentes do sexo oposto que estavam olhando diretamente para a câmera/espectador. Nenhuma das fotos continha nudez ou imagens eróticas.

Em ambos os experimentos, os participantes foram colocados diante de um computador e foi pedido que olhassem para diferentes blocos de fotografias e decidissem o mais rápido e precisamente possível se eles consideravam que as fotografias – ou as pessoas nas fotografias – estavam provocando sentimentos de desejo sexual ou de amor romântico. O estudo não encontrou nenhuma diferença significativa no tempo que os jovens levaram para identificar escolhas de amor romântico contra as do desejo sexual, o que, segundo os pesquisadores, mostra o quão rapidamente o cérebro pode processar ambas as emoções.

Mas as análises dos dados de rastreamento ocular dos dois estudos revelaram diferenças marcantes nos padrões de movimento dos olhos, dependendo se os indivíduos relataram sentir desejo sexual ou amor romântico. As pessoas tendem a se fixar visualmente no rosto, especialmente quando disseram que uma imagem provocou um sentimento de amor romântico. No entanto, com as imagens que evocam o desejo sexual, os olhos dos sujeitos movem-se a partir da face para se fixarem no resto do corpo. O efeito foi encontrado tanto em participantes do sexo masculino quanto do sexo feminino.

O coautor do estudo e diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social dos EUA, John Cacioppo, acredita que ao identificar padrões de olhar que são estímulos relacionados especificamente ao amor, “o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de um biomarcador que diferencia os sentimentos de amor romântico dos de desejo sexual”.

Desta forma, ele prevê que “um paradigma de rastreamento ocular pode eventualmente oferecer um novo caminho de diagnóstico na prática diária dos médicos ou para exames clínicos de rotina em psiquiatria e/ou terapia de casal”.



(Fontes: Hypescience via Science 20)

Pais, levem seus bebês ao oftalmologista

Após o nascimento muitas doenças oculares podem passar despercebidasÉ possível detectar, desde cedo, sinais que indicam se os bebês têm necessidade de tratamento urgente. Mancha branca na pupila, vermelhidão nos olhos, ou ainda se a criança estiver demonstrando incômodo na presença de luz e lacrimejamento constante, tamanho dos olhos e sua movimentação também são relevantes e devem ser acompanhados por um especialista.

O acompanhamento dos pais é fundamental para o desenvolvimento de uma visão saudável. Existem 40 milhões de cegos no mundo e pelo menos metade poderia estar enxergando se tivesse recebido socorro imediato.

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, EUA, até os 15 meses de vida, crianças possuem mais dificuldade para enxergar imagens em movimento quando comparados aos adultos. Normalmente, uma pessoa não consegue absorver as mudanças quadro a quadro que ocorrem mais rápido do que 50 ou 70 milésimos de segundos. Em crianças com idade entre seis e 15 meses, esse tempo cai para meio segundo, mais ou menos. O exame rotineiro dos olhos no consultório do médico oftalmologista é muito importante para a preservação de uma boa visão, e isso deve ocorrer em todas as idades.

Diagnósticos precoces de doenças oculares podem ser feitos ainda na gestação, podendo assim evitar futuros problemas de visão e até mesmo a cegueira. Ainda durante a gravidez, a futura mãe deve procurar seguir corretamente os exames do pré-natal, na pesquisa de possíveis doenças como a rubéola e a toxoplasmose, entre outras que, se não diagnosticadas e tratadas neste período, podem levar a sérios problemas visuais na criança.

Após o nascimento, apesar do acompanhamento com o pediatra, muitas doenças oculares da infância podem passar despercebidas. Os recém-nascidos observam tudo ao seu redor, no entanto, de forma muito pouco clara. Nas duas primeiras semanas de vida, sua capacidade visual limita-se a uma visão de claro e escuro. Assim, devemos estar atentos a sintomas oculares como: diferenças de cor entre os olhos do bebê, secreção, persistência de lacrimejamento constante após os dois anos de idade ou qualquer outro sinal que parecer estranho. Ainda que aparentemente os olhos estejam normais, o oftalmologista deve ser consultado para uma boa visualização do fundo de olho e suas demais porções já que o desenvolvimento da visão de uma criança realiza-se de forma muito rápida no primeiro ano de vida.

E o desenvolvimento rigoroso da acuidade visual ocorre durante todo o período pré-escolar.

A total visão do bebê e das crianças pequenas apenas se desenvolve com o tempo, através de um exercício constante. Até os três anos, o cérebro não está ainda totalmente desenvolvido, de modo que o desenvolvimento da visão ainda é flexível, mas de 5 a 7 anos de idade é que este desenvolvimento termina. Os defeitos dos olhos e da visão, que até essa altura não haviam sido detectados, ficam mais difíceis de corrigir e o tratamento é freqüentemente, mais dispendioso do que em bebê ou numa idade mais precoce. Por isso, a recomendação é que o primeiro exame oftalmológico deva ser realizado quando a criança tem uma idade de aproximadamente dois anos, caso não se tenha anteriormente verificado quaisquer outros indícios. Um diagnóstico precoce de doenças ou defeitos de visão, efetuado por um oftalmologista, poderá evitar deficiências para toda a vida.

Existe uma propensão especial para o desenvolvimento de deficiências visuais e estrabismo no caso de bebês prematuros, crianças cujos pais ou irmãos vêem muito mal ou são estrábicos, crianças com atrasos de desenvolvimento e, naturalmente, crianças provenientes de famílias com doenças hereditárias dos olhos. Nestes casos, um exame oftalmológico deverá realizar-se forçosamente antes do segundo ano de idade, precisamente, entre os seis e os doze meses.

Existem vários testes de visão que podem ser aplicados tanto em bebês quanto em crianças, o importante é os pais não adiarem a visita entre a criança e o oftalmologista, e não deixarem de repeti-la anualmente, pois uma criança que, na idade pré-escolar, tenha sido considerada por um oftalmologista como vendo bem pode, no entanto, desenvolver posteriormente erros de refração, como, por exemplo: miopia, hipermetropia e astigmatismo, que tornam uma correção necessária.

Os pais, em colaboração com os professores, devem estar sempre atentos, durante o período em que as crianças aprendem a ler e a escrever. As dificuldades de aprendizagem não significam forçosamente que uma criança tenha deficiências de aprendizagem, mas podem constituir também um indício de que a criança simplesmente enxerga mal.



(Fonte: Guia do Bebê)

Depressão: o cinza é mais que metáfora

Associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáforaUm novo estudo científico realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg, dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry", parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora. O estudo indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.

Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.

A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro. Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.

Os pacientes deprimidos demonstraram ter um menor contraste retinal que o grupo de voluntários que não sofriam de depressão, independentemente de estarem recebendo medicação para doença ou não.

Também foi descoberta uma correlação importante entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais frágil.



(Fonte: Agência Efe)

Óculos tem armação feita com a fibra extraída da maconha

Como Saúde Visual já apresentou neste artigo, as drogas, além de provocarem  a já conhecida dependência, danos neurológicos e prejuízos sociais, também afetam os olhos, segundo os oftalmologistas.

No momento em que a maconha começa a ser liberada para fins medicinais em muitos países, é importante destacar que alguns especialistas consideram esta droga como sendo capaz de baixar a pressão ocular e por isso, em alguns países, ela já tem aplicação terapêutica para pacientes com pressão ocular alta.

Provavelmente por estar antenado com toda esta discussão, o designer Sam Whitten saiu da faculdade e foi logo criando um modelo de óculos com armação feita com a fibra extraída da maconha, também conhecida como cânhamo.

"O cânhamo industrial tem sido de diversas formas no mundo durante séculos, desde a produção têxteis, em peças de roupas, até em peças feitas para carros. Ele é a mais forte fibra vegetal do mundo e é um material mais sustentável do que a madeira", conta o designer recém-formado em seu site de apresentação da nova marca.

A produção do óculos, batizado apropriadamente de Hemp (maconha) é artesanal e o design, caprichado. De quebra, o produto ainda tem pegada ecológica. Isso porque Sam pesquisou as propriedades da fibra e descobriu que o material possui uma composição ligante eco-friendly. Para finalizar a armação, ele usa uma resina que também é ecológica com o objetivo de tornar o produto resistente à água.

No site dedicado ao projeto, Sam escreveu acreditar que este “material incrível deve ser usado para criar produtos mais sustentáveis. É por isso que resolvemos usá-lo". E completa afirmando: "fazemos os únicos óculos de cânhamo disponíveis. Nossa ideia é atuar paralelamente à indústria convencional."

O produto deve começar a ser comercializado no ano que vem. Mas já é possível fazer encomendas para um lote que ele está fazendo para o Natal, por meio do site.



(Fonte: Puretrend)

Miopia é mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade

Publicado na revista científica Ophthalmology, da Academia Americana de Oftalmologia, estudo populacional comprovou a tese de que níveis mais altos de escolaridade resultam em uma prevalência maior de miopia, o que demonstra que quando se trata do assunto, fatores ambientais superam a genética.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Só nos EUA, 42% da população sofre de miopia. E o aumento do número de casos em países desenvolvidos da Ásia chegou a quase 90% nos últimos anos, o que reforça a tese de que fatores ambientais - como hábito mais frequente de leitura e uso do computador – exercem um papel importante. Tanto que, na China, um método nada convencional está sendo utilizado para combater a miopia nas crianças, conforme mostramos nesta matéria.

Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Mainz, avaliaram a ocorrência de miopia em mais de 4.600 alemães com idades entre 35 e 74 anos, excluindo aqueles que tiveram catarata ou passaram por cirurgia refrativa.

Os resultados do trabalho, batizado de Estudo de Gutenberg, mostram que a miopia foi mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade: 53% dos indivíduos formados em universidades apresentaram o problema. Já entre aqueles que não chegaram a cursar faculdade, a prevalência foi de 35%. E entre os que não terminaram o colégio, de apenas 24%. A equipe também descobriu que cada ano a mais de estudo aumenta o risco de miopia.

Além disso, os autores do estudo analisaram o impacto de 45 marcadores genéticos associados à miopia na mesma população, mas concluíram que o nível de escolaridade teve um impacto mais forte na ocorrência do problema.

O antídoto para o aumento dos casos pode ser simplesmente estimular atividades ao ar livre, segundo os oftalmologistas. Nos últimos anos, estudos feitos com crianças e adultos jovens na Dinamarca e em países asiáticos mostraram que a maior exposição à luz natural foi associada a um risco menor de ter miopia, enquanto que, no Reino Unido, o percentual de míopes não chega a 30%.



(Fonte: UOL/Blog Jairo Bouer)

Aspirina todo dia aumenta riscos para idosos

Aspirina em excesso pode agravar doenças oculares em idososDe acordo com um estudo feito na Europa, idosos que tomam aspirina diariamente são duas vezes mais propensos a ter o último estágio da degeneração macular, uma perda de visão relacionada à idade, do que pessoas que nunca tomam o analgésico. Pesquisadores coletaram informações sobre a saúde e o estilo de vida de quase 4.700 pessoas com idade acima de 65 anos. O estudo incluiu idosos noruegueses, estônios, ingleses, franceses, italianos, gregos e espanhóis. Os dados não mostram que a aspirina causa a perda de visão, mas os resultados são motivo de preocupação se realmente agravar de algum modo a doença ocular, devido ao número de idosos que a tomam diariamente para doenças do coração.

Das 839 pessoas que tomavam aspirinas diariamente, 36 tinham uma forma avançada da doença chamada degeneração macular úmida – cerca de quatro a cada 100 usuários de aspirina. Em comparação, a cada 100 pessoas que tomavam aspirina com menos frequência, duas tinham o mesmo tipo de degeneração macular.

A forma úmida da doença, causada por vazamento de vasos sanguíneos nos olhos, leva à perda de visão no centro do campo visual. A forma seca é mais comum e menos grave, embora as pessoas ainda sofram com essa deficiência visual. Juntas, a degeneração macular úmida e a seca constituem as principais causas de perda da visão entre pessoas com mais de 60 anos, atingindo milhões de idosos. Os pesquisadores descobriram que o uso de aspirina não estava ligado à forma seca, nem para estágios iniciais da doença.

Mas existe controvérsia sobre se o vínculo é mesmo entre a aspirina e a degeneração macular ou se é entre a doença cardiovascular e a degeneração.

A equipe responsável pelo estudo analisou meticulosamente a possibilidade da doença cardiovascular ter influenciado os resultados, mas descobriu que usuários de aspirina – independentemente da sua saúde do coração – correm maior risco de ter o tipo mais grave de perda de visão. E para as pessoas com doenças cardiovasculares que tomam aspirina como tratamento, os benefícios da droga superam os riscos da saúde visual.



(Fonte: Dr Visão)

Ondas alfa codificam diferentes partes de uma cena visual

As ondas alfa, ondas cerebrais que nos permitem o estado de consciência individual relaxado, visualizações de imagens sensoriais e devaneio, têm sido praticamente ignoradas pelos cientistas, tal qual os geneticistas antes tratavam o chamado "DNA lixo".

Para Ole Jensen, pesquisador da Universidade Radboud (Holanda), porém, as ondas alfa parecem ser mais ativas e mais importantes do que se pensava.

Há alguns anos Jensen tenta descobrir como esta rede de envio e recebimento de informações por meio de oscilações funciona em detalhes. Ele já havia descoberto, por exemplo, que as ondas alfa fecham o cérebro contra distrações  - elas nos ajudam a nos concentrar no que é realmente importante em cada momento.

Agora, Jensen está postulando uma nova teoria que propõe que as ondas alfa são essenciais no processamento visual realizado no cérebro.

"Nós acreditamos que diferentes fases das ondas alfa codificam diferentes partes de uma cena visual. Elas ajudam a quebrar a informação visual em pequenas tarefas e então executar essas tarefas em uma ordem específica," propõe ele.

Nossas células cerebrais "disparam" o tempo todo. Dessa atividade eletrônica, emergem ondas cerebrais em diferentes frequências.

Como uma estação de rádio usa diferentes frequências para levar informações específicas até os ouvintes situados à distância, o mesmo acontece com o cérebro.

E, assim como os ouvintes de rádio com uma determinada preferência ajustam a frequência dos seus aparelhos para ouvir a estação que toca o tipo de música que mais gostam, cada área do cérebro se ajusta para o comprimento de onda relevante para o seu funcionamento.

O que o Dr. Jensen está propondo é que as ondas alfa transmitem a "música preferida" do sistema visual.

"É uma espécie de lista de afazeres para o sistema de atenção visual: foque no rosto, foque na mão, olhe ao redor. E depois tudo recomeça," propõe ele. E isso aumentaria a lista de motivos para explicar porque os homens adoram virar para olhar, digamos, uma mulher que passa, conforme já tratamos nesta matéria.

O pesquisador está agora planejando testar essa nova interpretação das ondas alfa em animais e seres humanos e, se Jensen estiver correto, "ficar em alfa" poderá adquirir um novo significado.

 

(Fonte: Diário da saúde)

Um banco sem fins lucrativos

No Brasil, o número de transplantes é ainda pequenoO transplante de córnea é a mais comum modalidade de transplante de tecidos. Nos Estados Unidos são feitos cerca de 35.000 transplantes de córnea por ano, com sucesso de 90% em casos de bom prognóstico. No Brasil, o número de transplantes é ainda pequeno (mais ou menos 3.000/ano), apesar das constantes campanhas.

Um banco de olhos é uma entidade sem fins lucrativos que recebe doações, prepara e distribui córneas para transplante, ensino e pesquisa. O Banco de olhos não escolhe e nem tem preferência de qualquer espécie, pois a pessoa que irá receber os olhos entrará numa lista de espera seguindo uma ordem cronológica de inscrição. Se os olhos doados forem de cor diferente da do olho do paciente que irá receber, não haverá problema, pois as partes dos olhos que serão utilizados não influem na cor. Não há idade limite para ser doador. O paciente pode ter qualquer idade para ser beneficiado com o transplante.

Mesmo que a pessoa tenha qualquer deficiência nos olhos pode ser doador, mesmo que tenha os olhos afetados por miopia, hipermetropia, astigmatismo, catarata e outras doenças, poderá doá-los; pois para o transplante é aproveitada apenas a córnea. O restante é utilizado para pesquisa de doenças oculares.

A equipe técnica de um banco de olhos é normalmente composta por especialistas em oftalmologia, médicos e outros profissionais aptos na manutenção de um trabalho médico altamente especializado. Em alguns casos, os bancos de olhos contam trabalhos de divulgação. No Brasil podemos encontrar estes serviços ligados aos centros de transplantes de órgãos, normalmente vinculados às secretarias estaduais de saúde nos diversos estados do país. Além disso, uma boa parte deles são particulares ou ligados a alguma universidade federal ou estadual.

Esse tipo de cirurgia é indicado quando existe a perda da integridade da córnea, opacidade central da córnea, curvatura anormal da superfície da córnea, que não possa ser corrigida por lentes de contato infecção que não responde ao tratamento clínico.

Já o doador é toda pessoa que voluntariamente se inscreva em banco de olhos ou em um dos postos de doação. Com a doação de seus olhos, estes podem ser utilizados, após sua morte, por qualquer outra pessoa que deles necessite. O doador deve preparar seus familiares para que seja cumprida sua vontade após sua morte. A família deve avisar o banco de olhos imediatamente após a morte do doador, pois os olhos poderão ser retirados só até quatro horas após o falecimento. Qualquer pessoa que tenha a córnea sadia pode ser doador. Não há limite de idade e o uso de óculos não impede a doação.



(Fonte: Associação Pan-Americana de Banco de Olhos)

Projeto de inclusão promete facilitar vida dos daltônicos


Durante o desenvolvimento do projeto, o designer conduziu um estudo com 146 daltônicos de diversos paísesO designer português Miguel Neiva criou um sistema de símbolos chamado de ColorADD, que permite que pessoas com a deficiência visual conhecida como daltonismo identifiquem as cores. O código foi desenvolvido durante oito anos de pesquisa.

A ideia surgiu quando Neiva procurava um tema para seu mestrado e se deu conta de que não existia nada que ajudasse os daltônicos a entender as cores.

Cerca de 10% da população masculina é daltônica. O problema é herdado da mãe, pelo cromossomo X. Apenas 2% dos casos ocorrem em mulheres.

Existem três tipos de daltônicos. A deuteranopia é o tipo mais comum e responde por metade dos casos. Os portadores desse problema confundem verde com vermelho.

Durante o desenvolvimento do projeto, o designer conduziu um estudo com 146 daltônicos de diversos países.

Ele descobriu que 90,2% dos portadores pedem ajuda para comprar roupa e 41,5% sentem dificuldade de integração social.

O código consiste em pequenos símbolos que identificam as cores primárias -azul, amarelo e vermelho. A união de dois símbolos identifica as cores secundárias -como o verde, que é o amarelo combinado com o azul.

O preto e o branco são identificados por pequenos quadrados. O que simboliza o preto é cheio, enquanto o branco é vazio. Eles podem vir combinados aos símbolos das outras cores para identificar se são claras ou escuras.

Segundo Neiva, o sistema já é usado em algumas cidades portuguesas, como no Porto, onde é aplicado no metrô e em hospitais. Já existem produtos à venda naquele país com o código, como lápis de cor e tintas.

Neiva conta que se reuniu com autoridades de transporte em Londres, para propor o uso do código no metrô local.

O projeto do designer é sustentado com a venda de licenças de uso por cinco anos.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Copa aumenta venda de TV's... e de pessoas infelizes

A Copa do Mundo acabou. Alegria para uns, tristezas para muitos. Principalmente para os que compraram  um aparelho de televisão.

Isso é o que afirma um estudo realizado pela universidade de Maryland (EUA), publicado na revista Social Indicators Research. Segundo ele, pessoas infelizes assistem mais televisão e as que dizem que são “muito felizes” gastam mais do seu tempo lendo e socializando-se.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram 30 anos de informações coletadas em dois estudos e descobriram que assistir televisão pode ajudar na felicidade momentânea, mas tem menos efeitos positivos a longo prazo.

Um dos estudos utilizava dados de um diário para cada atividade do dia e quão prazerosa ela era, por um período de 24 horas. O outro se baseava em questionários que perguntavam quão satisfeitas as pessoas sentiam-se com as coisas que faziam durante o dia e outras questões.

Com base nos dados colhidos, os pesquisadores dizem que é possível que as pessoas passem a assistir mais televisão à medida que a economia piora. Quanto mais tempo as pessoas têm, mais assistem televisão. Quanto maior a taxa de desemprego, mais tempo elas têm.

Pessoas infelizes assistem 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Estas eram socialmente mais ativas, liam mais jornal e participavam mais de atos religiosos.

Pessoas infelizes parecem ter mais tempo em suas mãos (51%) em comparação com os muitos felizes (19%) e ‘corriam’ mais (35% versus 23%). Ter muito tempo livre sem uma maneira certa de preenchê-lo era pior do que a ‘correria’.

Os pesquisadores ligaram o efeito prazeroso e momentâneo de assistir TV com o vício, pois atividades viciantes produzem prazer momentâneo e infelicidade a longo prazo. Eles disseram que as pessoas mais vulneráveis ao vício são menos sociáveis e para elas a TV é o opiáceo da vez.

Como a Copa do Mundo é o momento que as pessoas aproveitam para atualizar seus aparelhos de TV e acompanhar os jogos com mais qualidade de som e imagem, o evento representa um dos grandes momentos que impulsionam vendas de eletroeletrônicos.

Isso engrossa os dados da 25 ª Pesquisa Anual Sobre o Uso de Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas, segundo a qual, atualmente, 97% da população brasileira tem uma TV, o que representa uma média acima da mundial, que é de 72%. Com o impulso nas vendas por causa da Copa, a previsão é que ainda em 2014 esse número suba, fazendo com que cada habitante venha a ter um aparelho televisor.



(Fontes: Universidade de Maryland & FGV)

Três vezes mais

Em média, surgem 800 oftalmologistas por ano, só no Brasil A oftalmologia é uma das profissões que mais cresce no País. De acordo com levantamento feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), há um médico especializado em visão para cada 10 mil habitantes – o recomendado pela Organização Mundial da Saúde para a América Latina é 1 para cada 35 mil habitantes. Distrito Federal é o estado líder em oftalmologistas, com 1 profissional para cada 4 mil habitantes, e o Amapá tem o menor índice – 1 para cada 55 mil habitantes.

Nos últimos 10 anos, revela a especialidade registrou um crescimento de 100%. Em 2000, a categoria era composta por 10 mil profissionais. Hoje, são quase 20 mil. “Crescemos mais do que a população brasileira. A distribuição ainda é desigual porque nem todas as regiões têm estrutura para oferecer perspectiva de crescimento”, diz Paulo Augusto, presidente da instituição.

Segundo o CBO, em média 800 novos oftalmologistas são lançados anualmente no mercado. O número supera uma das carreiras mais procuradas entre os médicos recém-formados, a cirurgia plástica, que coloca 700 cirurgiões no mercado anualmente – segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Referência internacional na área, o brasileiro Miguel Burnier, patologista e oftalmologista, professor da Universidade McGill, do Hospital Royal Victoria, de Montreal, no Canadá, defende a qualidade técnica dos estudantes nacionais.

Em seu centro de pesquisa – Burnier Ocular Pathology Society (Biopsy) – um dos maiores laboratórios de patologia ocular da América do Norte, dedicado a estudar cânceres de olho, dos 160 associados, 50 são profissionais brasileiros, revela.

“Nos últimos anos, tivemos mais de 43 teses de doutorado de médicos oriundos de todas as partes do Brasil, defendidas no Canadá. É um número fora de proporção, altíssimo e mostra como os nossos estudantes não perdem em absolutamente nada para os demais países representados nos grandes centros”, diz o especialista.

Segundo Burnier, o interessante desse processo é que o País exporta, mas também retém tais talentos. A maioria, após capacitação e teses defendidas internacionalmente, retorna ao Brasil para clinicar.



(Fonte: iG)

Os pais de olho nos filhos

No Brasil, a cada 20 estudantes, 3 tem deficiência ópticaComo a criança não tem parâmetros, somente os pais podem desconfiar se existe algo de errado com os olhos dos filhos. Dificuldades para acompanhar as lições podem estar associadas aos erros de refração visual e atrapalhar o desenvolvimento escolar. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em cada 20 estudantes do ensino fundamental, três têm alguma deficiência óptica. A criança, porém, dificilmente conseguirá, sozinha, identificar que o problema dela não é cognitivo, mas fisiológico.

De acordo com oftalmologistas, a partir dos 4 anos a criança deve ser submetida ao exame oftalmológico, que poderá identificar tanto os vícios de refração quanto alguma alteração mais grave, como tumores na estrutura ocular. Melhor ainda se os pequenos fizerem o chamado teste do olhinho assim que nascerem. O objetivo dessa avaliação não é diagnosticar miopia, hipermetropia ou astigmatismo, já que o olho do bebê é muito pequeno nessa fase, mas rastrear doenças, como catarata congênita e glaucoma, que podem levar à cegueira.

Outros sintomas, fáceis de identificar em crianças mais novas, ocorrem quando elas lacrimejam ou piscam demais. Recomenda-se que os pais fiquem atentos aos seguintes sinais: quedas e esbarrões frequentes em objetos. Quanto mais cedo forem corrigidos os vícios de refração, maior a capacidade de a visão ser recuperada completamente. A fase do desenvolvimento da visão ocorre até os 7 anos e, depois disso, a correção dos vícios de refração não será totalmente satisfatória.

Além das deficiências que necessitam de correção, não se pode perder tempo quando os pais percebem qualquer sinal de estrabismo nas crianças. Diante de qualquer suspeita, deve-se procurar o oftalmologista.

O mais comum é receitar óculos, mas para os mais velhos e mais cuidadosos também é possível passar lentes. A cirurgia de correção só pode ser feita depois dos 21 anos.



(Fonte: WebMD)

A saúde ocular vai além do que se imagina

No dia 09 de julho se comemora o Dia Mundial da Saúde Ocular. E, quando se fala em saúde ocular as pessoas, de maneira geral, pensam logo em doenças como catarata, glaucoma e conjuntivite. O que elas ignoram é o fato de que o estilo de vida ou doenças em outros órgãos podem influir diretamente na qualidade da visão.

Este foi o alerta feito à Agência Brasil pela médica e especialista em glaucoma do Centro de Oftalmologia do Hospital São Vicente de Paulo do Rio de Janeiro, Luisa Aguiar, que também é membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Ela afirma que, principalmente nesta época do ano, quando pessoas tendem a ficar mais próximas e em locais fechados devido à predominância de baixas temperaturas, uma preocupação maior com a higiene é fundamental para se evitar prejuízos à qualidade da visão. Para a Dra Luisa, lavar as mãos com frequência ainda maior, evitar aglomerações e estar sempre alerta muitas vezes pode ser o diferencial entre uma boa ou má qualidade visual. Ela acrescenta que os hábitos de vida estão diretamente relacionados à saúde ocular. Fumantes, sedentários e pessoas que ingerem pouca água e nutrientes ficam mais vulneráveis aos problemas visuais por terem a capacidade de defesa do organismo reduzida.

Ainda segundo a especialista, diabetes e hipertensão arterial, por exemplo, também podem comprometer a visão de forma irreversível. A médica alerta que infecções como a dengue, por exemplo, podem desencadear hemorragias no globo ocular e causar sérios distúrbios na retina. Por isso Luisa sempre recomenda aos seus pacientes que, a partir dos 40 anos, consultem anualmente um oftalmologista, pois é sempre mais eficaz prevenir do que tratar. “Engana-se quem pensa que apenas as doenças crônicas afetam a visão”, diz a especialista.

O médico e também especialista Glauber Marques, membro da Sociedade Brasileira de Cataratas e Implantes Intraoculares e também do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, diz que a baixa umidade do ar nessa época do ano, combinada com a maior proximidades das pessoas em locais fechados, podem ressecar os olhos. Em sua avaliação essa combinação de fatores é explosiva quando o assunto são infecções oculares e ressalta que a incidência de conjuntivites como a tracoma (infecção bacteriana altamente contagiosa) e herpes ocular (infecção viral) tende a aumentar nos dias mais frios.

Na avaliação de Glauber, a melhor forma de combater essas doenças contagiosas é evitar aglomerações, ventilar os ambientes e lavar as mãos com frequência. E acrescenta, concordando com a Dra Luisa, que uma boa alimentação, atividades físicas regulares e uma maior ingestão de água ajudam a proteger os olhos.



(Fonte: Agência Brasil)

Cílios são bonitos, importantes e exigem cuidados

Na seção “Os Olhos” deste site, já apresentamos os cílios e apontamos sua importância para a proteção dos olhos contra poeira, insetos e outros problemas. Também já tratamos na nossa seção “Saúde” sobre os riscos do uso de um produto que pode ajudar no crescimento dos cílios, o bimatoprost, substância que comprovadamente atua no folículo piloso e proporciona o crescimento ciliar, mas, que por ser um medicamento, seu uso para fins estéticos tem contraindicações.

Fica claro que os cílios merecem cuidados e atenção. Um dos problemas que podem aparecer na região é a caspa, sinal de blefarite, uma doença crônica que provoca inflamação que, por sua vez, pode piorar com o frio, estresse e ingestão de gordura. A blefarite provoca excesso de oleosidade nos cílios, tornando-se necessário lavá-los uma vez por dia com água e (detalhe importante) shampoo de bebê, para não irritar os olhos.

Os cuidados com os cílios aumentam para as mulheres que usam rímel, pois dormir com o produto pode causar terçol, inflamação provocada por bactérias. Fica fácil perceber que pessoas que costumam ter terçol frequentemente devem evitar o uso do rímel. Caso queiram – ou precisem - continuar usando, a dica é massagear os cílios sempre após retirar o produto.

Uma alternativa são as máscaras com silicone, que dão efeito de cílios alongados. O uso constante de máscara nos cílios, porém, pode contribuir para a queda deles, o que pode ser disfarçado com o uso da maquiagem definitiva, que não é indicada para pessoas que têm queloide ou cicatrização hipertrófica. Outra opção é aplicar cílios postiços, primeiro utilizando o curvex, acessório específico para curvar os cílios, seguido do rímel, que deve ser passado de dentro para fora com movimentos da raiz até as pontas.

Em pessoas com os olhos caídos, os fios dos cílios postiços colocados na área externa do olho ajudam a levantar a expressão. Já as pessoas com olhos pequenos pedem os fios na parte interna para dar um efeito amplo ao olhar. Mas (é, sempre tem um mas) quem sofre com sensibilidade na pele deve evitar os cílios postiços, pois eles podem causar irritação.

Ainda na questão de alongar os fios dos cílios, também pode-se optar pelo uso do curvex, que exige cuidado porque se usado frequentemente causa a quebra dos fios. Sim, existem os implantes de cílios, com aplicação fio a fio de pelos sintéticos que têm aspecto natural, procedimento recomendado para pessoas com cílios curtos ou espaçados.

Como todos os pelos do corpo, os cílios se renovam. Como todos os pelos do corpo, os cílios carecem de higiene. Assim, é importante lavar sempre as mãos antes de mexer neles e mantê-los sempre limpos também, pois bactérias, como as que causam o tracoma, podem ser transmitidas pelo simples pousar de uma mosca na região dos olhos.



(Fonte: G1)

Números que impressionam e assustam

Unir em Prol da Visão (Unite for Sight) é uma organização sem fins lucrativos de alcance global que capacita comunidades em todo o mundo para melhorar a saúde dos olhos e eliminar a cegueira considerada como evitável.

Em seu site, a entidade apresenta dados estatísticos sobre a saúde ocular em todo o mundo. E, somente quando lemos estes números, nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que não podem ver ou que possuem alguma doença ocular. Segundo a organização, pessoas que não podem ver, têm dificuldade em encontrar trabalho. Quem não trabalha, vive na pobreza. E a pobreza gera mais problemas de saúde em geral, além de crises sociais como corrupção e, em alguns países, guerras.

A Unir em Prol da Visão estima que existam 45 milhões de pessoas cegas e 135 milhões de pessoas com deficiência visual em todo o mundo. A prevalência mundial de cegueira infantil está em torno de 0,07%, ou aproximadamente um décimo da prevalência de cegueira nos adultos. Com isso, estima-se que 1,4 milhões de crianças são cegas, 320.000 delas vivem na África sub-saariana. O que surpreende, porém, é que, em todo o mundo, até 70% da cegueira infantil pode ser prevenida.

Ainda segundo a organização, algo em torno de 3,1% de mortes no mundo são direta ou indiretamente devido à catarata, glaucoma, tracoma e oncocercose. Mas estes números não dizem respeito à países pobres, pois cerca de 90% das pessoas que são cegas vivem em países em desenvolvimento. Nestes, para cada década após os 40 anos há um aumento de três vezes na prevalência de cegueira e perda de visão. Além disso, nos países em desenvolvimento, acredita-se que entre 60 a 80% das crianças que se tornam cegas acabam por morrer dentro de 1 a 2 anos, no máximo.

O site da Unir em Prol da Visão apresenta estatísticas para todos os países, incluindo o Brasil. E os números não são nada animadores. Como os que apontam que 0,4-0,5% da população é cega (no valor de cerca de 640.000 pessoas) e que 40% da cegueira é devido a erros refrativos não corrigidos. E que 62% da cegueira é devido à catarata. Destes, 50% dos casos são devidos a infecção. A rubéola é a principal causa. Mas, no meio de tanta notícia ruim, uma positiva: no país existem cerca de 8.000 oftalmologistas, mais de 50% dos quais realizam a cirurgia de catarata.

Estes e outros dados podem ser conferidos aqui. Todos os dados foram atualizados recentemente pela Conferência de Saúde e Inovação Global (GHIC, no original em inglês), que é apresentada anualmente pela Unir em Prol da Visão. A GHIC 2013 já está marcada para abril, nos Estados Unidos.



(Fonte: Unite for Sight)

Explosão de airbag deixa “tatuagens” nos olhos de uma garota

Airbag, também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança dos carros que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que aciona o airbag mais adequado.

Toda essa operação dura 30 milésimos de segundos, graças à “explosão da bolsa”, que ocorre numa velocidade média de 300 km/h.

Justamente por se tratar de uma “explosão”, os ocupantes de veículos com airbag devem ter cuidados redobrados com a postura dentro do carro. A mais importante delas é o uso do cinto de segurança. Usar o airbag sem cinto é um grave erro, pois a proporção da abertura do airbag é calculada levando em conta, justamente, o trabalho do cinto de segurança.

Estudo realizado pela Fundación Mapfre, instituição patrocinada por uma das maiores seguradoras do mundo, por meio de seu Instituto de Segurança Viária, na Espanha, demonstra que, em alguns casos, o disparo do airbag pode provocar lesões. Isso acontece, principalmente, porque os condutores mantêm uma distância inadequada em relação ao volante: 26% se situam a menos de 42,5 centímetros (distância olhos ao centro de volante), quando o recomendado, em média, são 45 centímetros.

Foi o que aconteceu com uma adolescente dos EUA. Ela teve a superfície do olho atingida pelo nylon do airbag que acabou imprimindo um padrão em seu olho direito (A na foto abaixo) e rasgou a superfície do esquerdo (B). Os médicos examinaram os ferimentos usando um corante fluorescente que mostra os arranhões na córnea sob luz azul.

Os ferimentos da garota foram curados depois de algumas semanas, e sua visão não foi prejudicada. Mas em casos raros e infelizes, a retina pode descolar e o paciente pode ficar cego.

A maior parte dos ferimentos nos olhos causados por airbags são menos graves, e as consequências em não usá-los podem ser piores: segundo pesquisas, o uso combinado do airbag e do cinto de segurança reduz o risco de morte em mais de 50%.

Além disso, diversos estudos e pesquisas estão sendo realizados como objetivo mudar a maneira que os airbags são implantados para reduzir os traumas oculares decorrentes de sua abertura.



(Fonte: New England Journal of Medicine)

A Copa do Mundo para cego 'ver'

Que bonito é

As bandeiras tremulando

A torcida delirando

Vendo a rede balançar

Esta adaptação feita na letra de “Na cadência do samba”, de Luis Bandeira, transformou a música em uma espécie de hino do futebol nacional. E, com o auxílio da audiosdescrição, um grupo de cegos consegue, finalmente, ter estas mesmas sensações. Eles acompanham o jogo como se estivessem vendo cada lance, cada drible e colocam as mãos na cabeça por um gol perdido como qualquer outra pessoas. Sem conseguir ver, a experiência de presenciar um jogo é resultado de pura emoção ao ponto de poder até mesmo acompanhar o momento de levantar para fazer a já tradicional ola.

Os portadores de deficiência visual simplesmente são excluídos de grande parte da produção cultural, por falta de um recurso simples que lhes daria acesso a essas criações por meio da narração das imagens, a chamada audiodescrição.

Porém, graças a um projeto da ONG Urece Esporte, nesta Copa do Mundo uma narração especialmente preparada para um grupo de deficientes visuais conta, a cada segundo por meio de um transmissor de rádio, tudo que está acontecendo no campo e nas arquibancadas. Eles são os olhos de cegos que, enfim, começam a poder frequentar um estádio de futebol.

Gabriel Mayr e Eduardo Butter são dois dos narradores voluntários que contam, dentro do Maracanã, cada um dos lances. Suas palavras são transmitidas por uma frequência de rádio e basta os cegos sintonizarem na estação correta e podem estar em qualquer lugar do estádio, inclusive no meio de uma barulhenta torcida equatoriana.

Uma primeira impressão poderia levar uma pessoa a pensar que não existe motivo para uma narração especial, já que locutores de rádios tradicionais fazem justamente o mesmo trabalho, contando a quem não está vendo o jogo cada lance e transportando o ouvindo para dentro da partida.

Mas os envolvidos com o projeto e mesmo os cegos alertam que não é a narração tradicional que os serve. No fundo, ela deixa de lado questões e descrições fundamentais de um jogo.

A explicação é simples: quem escuta um locutor já foi alguma vez na vida a um estádio ou pelo menos viu os lances pela televisão. No caso dos cegos, eles não tem qualquer referência e tudo precisa ser explicado, do movimento da bola, ao material usado nas camisetas, do banco de reservas a uma eventual ola da torcida.

“Não podemos gritar gol como um narrador por vários segundos”, explicou Mayr, que foi treinado por meses para fazer a audiodescrição. “O que temos de explicar naquele momento é justamente como foi o lance, para onde o artilheiro correu, quem ele abraçou, como está a reação da torcida”, disse Butter.

Essa não é a única diferença. Ao contrário de uma rádio tradicional, os narradores não podem dizer que um drible foi “lindo” e nem qualificar o jogo. “Isso compete a cada um que está escutando. Não podemos fazer juízo de opinião”, disse Mayr.

Até a ola é narrada. “Quando os cegos escutam o barulho da torcida, não sabem se é uma briga. Então temos de dizer que a ola está sendo feita e onde está indo”, explicou Butter. O narrador conta como foi surpreendido em uma ocasião quando se deu conta que os cegos imaginavam que o banco de reservas era um banco de madeira e reto. “Eles não imaginavam que era uma poltrona”.

Entre os cegos, a surpresa diante do novo serviço foi a disparidade entre o que as rádios colocam como a emoção do jogo e de fato o que os narradores estão explicando. “Alguns deles nos vieram dizer que, quando colocavam na rádio para escutar Bélgica x Rússia, a impressão era de que seria um jogo emocionante. Quando mudavam de frequência e nos escutavam, tinham a impressão de que o jogo estava ruim. Tentamos ser mais fieis ao que está acontecendo em campo”, explicou Mayr.

Os coordenadores do projeto admitem que tentam equilibrar o que é emoção e o que é a narração isenta de comentários. Entre os narradores, a satisfação é enorme quando eles conseguem ver que os cegos levantaram as mãos ao mesmo tempo que o resto da torcida. “Isso significa que eles podem acompanhar os lances como qualquer um no estádio e isso é muito especial”, declarou Butter.



(Fonte: Jamil Chade/Blog Estadão)

Julho: crianças de férias, atenção redobrada

Durante o mês de julho, a grande maioria das crianças entra de férias o que significa um aumento do tempo livre para brincar. E mais tempo livre para brincar também pode significar imprevistos sérios, como queimaduras, choques ou cortes. Além, é claro, dos riscos com a visão.

Uma das freqüentes causas de baixa visão ou cegueira no mundo são os acidentes envolvendo os olhos. As crianças não estão fora desta ameaça já que a falta de coordenação motora e a curiosidade oferecem risco ao manipular objetos e materiais perigosos.

Além dos já conhecidos cuidados para não contrair a conjuntivite (lavar as mão antes de entrar em contato com os olhos, manter distância de grandes multidões, etc), deve-se evitar piscinas com muito cloro. Crianças alérgicas a essa substância são as mais afetadas, por isso é recomendável o uso de óculos para natação. A exposição em excesso ao sol também é prejudicial à saúde ocular, pois os raios solares podem queimar as córneas e levar os olhos a um quadro de ceratire actínica (vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia). Então, é bastante recomendável usar protetor solar, óculos escuros com proteção UVA e UVB, bonés ou chapéus, evitando, assim, os raios nocivos que danificam a pele e também os olhos.

No caso de férias na praia, além das dicas acima, é preciso manter as crianças afastadas de lugares onde estão surfando com pranchas - principalmente as pontiagudas.

Quem não sai de casa, acaba passando mais tempo frente à televisão e ao computador. Este tempo precisa ser controlado. Especialistas recomendam uma pausa para descanso de dez minutos a cada duas horas de uso desses aparelhos. Olhar para um ponto distante, por exemplo, ajuda a aliviar a acomodação.

Os ferimentos com objetos pérfuro-cortantes, como tesoura, lápis e faca são os principais incidentes e, nestes casos, é preciso procurar imediatamente a emergência. Mas se forem ferimentos causados por produtos de limpeza, o indicado é lavar logo com água corrente e, então, procurar a emergência, de preferência levando o frasco do produto. Caso algum corpo estranho ou objeto fique preso ao olho, os responsáveis não devem tentar removê-los ou usar qualquer tipo de substância, mesmo que seja colírio, para tentar melhorar. É importante procurar um médico.

Em casa, na praia ou no campo, os pais também precisam ficar atentos aos pequenos que já usam óculos. Por conta do espírito de férias, muitas crianças acabam deixando de usar seus óculos de grau, por acreditarem, erroneamente, que o mesmo só vale para a escola. Neste particular, os míopes devem evitar brincadeiras ou esportes que possam causar descolamento na retina ou outros traumas oculares. Se não der pra resistir, as armações de silicone para óculos vão ajudar.



(Fonte: Oftalmopediatria)

Células-tronco no tratamento da cegueira

célulasAs células estaminais são as células mestras do corpo humanoAs células estaminais são as células mestras do corpo humano. Elas são retiradas de embriões com poucos dias de idade e podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo do adulto.

As células-tronco embrionárias também são cotadas como terapia potencial para a cura da degeneração macular relacionada à idade. Em 2011, a empresa americana Advanced Cell Technology, empresa de biotecnologia especializada em terapias celulares, já tinha recebido autorização da Food and Drug Administration (FDA), o órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, para realizar testes clínicos com células epiteliais pigmentares da retina derivadas de estruturas embrionárias humanas.

O tratamento com células-tronco, entretanto, está sendo desenvolvido como uma forma de prevenir a cegueira em pessoas com estágios iniciais de degeneração macular, mas não é um tratamento para a cegueira.

Principal causa de deficiência visual e de cegueira em todo o mundo, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) tem duas formas predominantes: seca e úmida. A primeira é a mais comum, respondendo por quase 90% dos casos. A doença destrói gradualmente a visão central, necessária para visualizar objetos de forma clara e executar tarefas cotidianas, como ler e dirigir. O avanço ocorre com a morte do epitélio pigmentar da retina, camada escura que alimenta as células do olho.

Para garantir a segurança deste tratamento em humanos, o estudo incluiu pacientes com doença muito avançada, que tenham pouco a perder, caso o tratamento não funcione.



(Fonte: WebMD)

A "beleza mais bela", uma preferência estética particular

Segundo o poeta paulista Ivan Teorilang, “a beleza mais bela, nunca é percebida pelo pobre de espírito, pois este é totalmente cego àquilo que se lhe apresenta à três dedos antes dos próprios olhos”.

Mas qual seria esta "beleza mais bela" que o poeta busca? Inúmeros pesquisadores já tentaram destacar as características que tornam um rosto bonito: olhos grandes, lábios carnudos, traços harmoniosos, etc. Como vimos neste estudo, feito pela Universidade de Oslo, na Noruega, o conceito de beleza está no cérebro de quem vê. Ou será que estaria, simplesmente, numa questão cultural?

Esta foi a pergunta que motivou a jornalista norte-americana Esther Honig a criar um projeto bastante interessante, o Before & After (Antes & Depois).

Tudo começou quando Esther estava trabalhando como gerente de mídia social para uma pequena empresa. Nessa época, seu chefe lhe apresentou um site internacional de freelancers em que é possível contratar profissionais de todo o mundo para executar praticamente qualquer tarefa que se possa imaginar.

Enquanto navegava no site, Esther percebeu a prevalência daqueles oferecendo habilidades de Photoshop. "Imediatamente me ocorreu que, neste conjunto de trabalhadores, cada indivíduo tinha uma preferência estética particular da sua própria cultura", disse Honig ao site BuzzFeed.

Foi quando surgiu a ideia do projeto e, para colocá-lo em prática, a jornalista enviou uma fotografia dela mesma inalterada (e de cara limpa) para mais de 40 especialistas em Photoshop em cerca de 25 países, juntamente com uma simples mensagem: “Me deixe bonita”.

Esther contou que ficou em choque com os padrões exagerados vistos nas imagens que correspondiam a alguns países, percebendo o quão drasticamente algumas das fotografias foram alteradas: "O que eu aprendi com o projeto é isso: o Photoshop pode nos permitir alcançar os nossos padrões inatingíveis de beleza, mas, quando comparamos essas normas à escala mundial, conseguir o ideal continua a ser ainda mais ilusório”, disse.

Para conferir as imagens de Esther alteradas pelos usuários de Photoshop de vários países, basta clicar neste link ou acessar o site do projeto. Vale lembrar que algumas nações têm várias imagens de diferentes artistas.



(Fonte: Megacurioso)

Olhar e escutar. Parece simples, mas não é

Ver um filme parece ser a coisa mais simples que nosso cérebro pode realizar. Mas as aparências enganam.

Segundo um novo estudo da Universidade Johns Hopkins, o cérebro humano se esforça para olhar e escutar simultaneamente.

Isso porque as partes do cérebro que lidam com a visão tornam-se menos eficazes quando a mente também está processando a entrada de áudio, e vice-versa.

O dr. Steven Yantis, psicólogo que coordenou a pesquisa, isso explica porque falar em um telefone celular pode prejudicar a performance de condução em um veículo, mesmo quando o motorista está usando um dispositivo que deixe as mãos livres, como o sistema viva-voz.

No estudo, pessoas com idade entre 19 a 35 anos assistiram a uma exibição rápida de mudança de letras e números enquanto ouviam três vozes falando outras letras e números. Pode parecer uma bagunça, mas era isso que os pesquisadores queriam.

Os cientistas gravaram a atividade cerebral durante os testes e constataram que, quando os indivíduos prestavam atenção à telas, a atividade diminuiu em partes do seu cérebro responsáveis pela audição.

A pesquisa rendeu, ainda, uma surpresa:

Quando um sujeito foi orientado a desviar a atenção da visão à audição, o córtex parietal do cérebro e o córtex pré-frontal produziram uma explosão de atividade. Os cientistas acreditam que este foi um tipo de sinal para iniciar a mudança de atenção. Especialistas imaginavam que estas partes do cérebro só estavam envolvidas no processamento de informação visual.

"Ao avançar na compreensão da conexão entre mente, cérebro e comportamento, a pesquisa pode ajudar no desenho de dispositivos complexos - como cockpits dos aviões de passageiros - e pode ajudar no diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos, como ADHD ou esquizofrenia", disse Yantis.

Neste caso, a reação do cérebro é diferente do efeito atencional rubbernecking, que é quando o cérebro sugere que olhemos para frente, mas as emoções nos fazem olhar para o acidente no lado da estrada.

Este novo estudo vem se juntar a outros que já foram realizados alertando para o risco de se atender o celular enquanto se dirige, ressaltando não somente o abandono de uma das mãos, que influi na limitação motora do condutor, mas também pela perda de atenção no trânsito.

Alguns países têm restringido o uso do aparelho celular no trânsito visando a direção com segurança, cuidadosa e hábil, não tendo nenhuma ferramenta que desvie a atenção do condutor e permita a execução de manobras que não ocasionem colisões. Por exemplo, Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Chile, Suíça, Israel, Grã-Bretanha, Dinamarca, Polônia, Hong Kong e o Brasil, têm elaborado normas ou leis proibindo o uso de celulares no trânsito.

Nos EUA, a polícia acredita que 30% das batidas são causadas por distrações dos motoristas que incluem dispositivos de comunicação móveis. Na Inglaterra, o governo está quase aprovando uma lei para banir a utilização do celular no trânsito, sem fone ou viva-voz. A Suíça e a Argentina, que ainda permitem o uso do aparelho de viva-voz, já estão pensando em proibi-lo. No caso do primeiro, é consequência da lei britânica que também está sendo debatida em outros países da Europa, no caso do segundo, a questão é que a legislação não menciona o aparelho viva-voz, por se tratar de tecnologia mais recente.



(Fontes: Revista Neuroscience & Associação Brasileira de Educação no Trânsito)

 

Cachorro cego chora ao ver os donos pela primeira vez

Esta é uma daquelas histórias emocionantes que parecem ter saídas de um filme porém, melhor que isso, trata-se de um fato verídico.

E que aconteceu com o Terrier irlandês Duffy.

Ele tinha diabetes, e, por isso, ficou cego. Logo após perder a visão, Duffy foi abandonado. A cota de tragédias do cãozinho acaba aqui.

Felizmente, ele foi adotado por uma família generosa, que cuidou dele com muito amor e carinho, proporcionando ao animal uma nova vida. Tão nova que, recentemente, Duffy passou por uma cirurgia que lhe devolveu a possibilidade de enxergar. E sua primeira reação foi... chorar!

Filmado no momento em que conseguiu enxergar sua família pela primeira vez, Duffy não conseguiu conter sua emoção e começou a dar saltos ao reconhecer seus proprietários, que também se mostram entusiasmados com a felicidade do animal.

Ainda com o cone protetor, para não machucar o olho operado, Duffy fez questão de ir a um por um dos seus "familiares" para agradecer a dedicação e acaba sendo recompensado pela operação com abraços e biscoitos.

Confira abaixo o emocionante vídeo que está fazendo muito sucesso no YouTube:

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(Fonte: Veja)

Software detecta doenças genéticas raras a partir de fotografias

Se imaginarmos os genes como um arquivo de texto contendo o manual de instruções para o crescimento celular suas funções, as anormalidades no DNA seriam como erros de digitação. Ou seja, estas anormalidades forneceriam o conjunto errado de instruções, levando a um crescimento das células defeituosas. Em qualquer pessoa, se houver um erro de um gene, este mesmo erro aparecerá em todas as células que contêm o mesmo gene.

Muitas doenças genéticas são conhecidas, mas impossíveis de serem detectadas, já que as variações genéticas que fazem com que elas ocorram ainda não foram identificadas. Assim, muitos médicos frequentemente usam características faciais pronunciadas para fazer diagnóstico, já que até 40% dessas doenças raras dão origem a diferenças distintas na aparência.

Por ser um método aberto à subjetividade, poucos médicos adotam esta forma de análise e, pensando nisso, Christoffer Nellåker e Andrew Zisserman, cientistas da Universidade de Oxford que trabalham no campo da visão computacional, desenvolveram um algoritmo que aprende e é capaz de reconhecer uma grande variedade de doenças genéticas raras a partir de fotografias simples digitais, segundo a New Scientist.

Inicialmente alimentado com 1.363 imagens públicas de pessoas com oito doenças genéticas - incluindo síndrome de Down, síndrome do X frágil e progeria – o algoritmo detectou 36 características faciais distintas, tais como as formas dos olhos, sobrancelhas, lábios e narizes, e que podem ser usadas para diferenciar as doenças.

A precisão do software aumenta com o número de fotos de um transtorno específico. Para as oito doenças apontadas no treinamento, por exemplo, cada um dos transtornos foi representado entre 100 e 283 imagens. Em média, isso resultou em 93 por cento de acerto nas previsões.

A equipe, então, expandiu o software para reconhecer 90 transtornos. Não se pode dar um diagnóstico exato ainda, mas com base nos 2.754 rostos do banco de dados, os pesquisadores estimam que o sistema permite que alguém faça um diagnóstico correto quase 30 vezes mais do que por acaso. Por exemplo, depois de olhar para fotos do ex-presidente dos EUA Abraham Lincoln, o software classificou a síndrome de Marfan - uma doença que alguns historiadores acreditam que ele tinha.

Para tornar o sistema ainda mais poderoso, Nellåker e seus colegas esperam treinar o algoritmo para analisar rostos de perfil, bem como fotos frontais mais complexas. Outro objetivo consiste em acoplar o software com programas que analisam o DNA para mutações distintas, de modo que as características faciais e genéticas de qualquer nova desordem identificada possa ser explorada simultaneamente.

Além de ser muito valioso em países onde recursos médicos são escassos, o software deve ajudar também os médicos de família ou pediatras gerais a fazerem um diagnóstico preliminar com mais precisão do que atualmente. "A ideia é oferecê-lo aos sistemas de saúde de todo o mundo, porque tudo que precisa é um computador e uma foto digital", diz Nellåker.



(Fontes: New Scientist & eLife) 

Fora de foco: em Moçambique, saúde visual é uma "gota no oceano"

Moçambique, oficialmente República de Moçambique, é um país localizado no sudeste da África, banhado pelo Oceano Índico, sua capital e maior cidade é Maputo (chamada de Lourenço Marques durante o domínio português).

Com mais de 24 milhões de habitantes, Moçambique possui apenas 24 oftalmologistas - dos quais 16 estrangeiros - e 11 optometristas. Esta realidade prova que o grosso da população ainda não tem acesso aos cuidados de saúde visual por causa da insuficiência de infraestruturas e de recursos humanos.

Segundo Alexandre Manguele, ministro da Saúde, “o número de oftalmologistas que o país tem ainda é uma gota no oceano, temos muito trabalho no campo de saúde visual, como no setor da Saúde no geral. Temos um médico para 20 mil habitantes e um enfermeiro para cinco mil habitantes”.

O governante, que falou na abertura da Conferência Internacional de Optometria, realizada este mês em Maputo, disse que a visão é indispensável para o ser humano e a sua perda ou deficiência limita ou anula a capacidade de geração de recursos econômicos essenciais para a sobrevivência.

Dos 11 optometristas - todos formados pela Universidade de Lúrio, pioneira na Licenciatura visual nos PALOP, em 2009 - cinco já trabalham no Serviço Nacional de Saúde e os restantes seis aguardam pela sua integração.

Conforme já tratamos neste artigo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500 mil crianças fiquem cegas todos os anos. A notícia se torna ainda mais dramática quando se sabe que a maioria delas perde a visão ainda no primeiro ano de vida.

Para Cecil Nwafor, presidente do Conselho Africano de Optometria, 80 por cento dos 235 milhões de deficientes visuais, das quais 39 milhões são cegas, de acordo com dados da OMS, podiam não sofrer de problemas de visão se a doença fosse sido diagnosticada antecipadamente.

Moçambique é dotado de ricos e extensos recursos naturais. A economia do país é baseada principalmente na agricultura, mas o setor industrial, principalmente na fabricação de alimentos, bebidas, produtos químicos, alumínio e petróleo, está em franca expansão.

No entanto, as taxas de PIB per capita, índice de desenvolvimento humano (IDH), desigualdade de renda e expectativa de vida de Moçambique ainda estão entre as piores do planeta.



 (Fonte: Jornal A verdade)

Cólica, TPM, cabelo, corpo e... o inverno também!

A já conhecida página do Facebook “Gina indelicada” postou uma mensagem sobre a facilidade de ser mulher: “tirando cólica, TPM, menstruação, problemas com o cabelo, corpo, autoestima, etc., ser mulher é maravilhoso”.

Pois então, mulherada, aqui vai mais uma para a lista: o inverno. Segundo pesquisadores, a estação mais fria do ano envelhece a área dos olhos femininos. Tá bom ou quer mais?

Um estudo clínico promovido pela Adonia Organics, realizado durante os ensaios clínicos no AMA Laboratories, em Nova York (EUA), analisou os olhos de 5 mil mulheres ao longo das diferentes estações do ano e descobriu que as bolsas sob os olhos eram significativamente mais escuras durante os meses mais frios.

A pesquisa, chefiada pelo especialista em antienvelhecimento, Dr. Mark Binette, concluiu que o processo de envelhecimento é causado pela falta de luz solar, que deixa a pele mais pálida e realça a área ao redor dos olhos. Isso é agravado pelo menor nível de vitamina D em nosso corpo durante o inverno, já que ela é gerada a partir da luz solar.

Uma vez que alguém tem olheiras, é difícil revertê-las. A falta de vitaminas D e K favorecem o aparecimento das temíveis marcas sob os olhos. Elas podem aumentar a aparência de uma mulher em 4,7 anos. Depois dos 40 anos a situação piora, pois as olheiras pode envelhecer a aparência em mais de 10%.

O estudo foi realizado com mulheres de idades entre 27 e 60 anos e os resultados foram consistentes em todas as faixas etárias: 82% sofriam de olheiras e olhos inchados no inverno, ao contrário de apenas 38% no verão.

As olheiras são um dos problemas de pele mais comuns, e muitas vezes são causadas por minúsculos capilares que tem vazamentos de sangue abaixo da superfície da pele. Como o sangue começa a oxidar, ele se transforma em uma cor azul escura semelhante a um hematoma.

A pele fina sob os olhos permite o aparecimento das olheiras e a aparência de inchaço. Isso se torna mais evidente no inverno, quando a pele se torna mais transparente. Os pesquisadores descobriram que as mulheres recuperam sua aparência jovial no verão, quando as olheiras são mais fáceis de esconder, pois a pele está bronzeada e menos cansada.

Além disso, durante o verão, temos maiores níveis de serotonina, o que melhora até mesmo o nosso humor. Quando a luz solar é escassa, os níveis de serotonina caem e não temos tanta energia e nem tão bons sentimentos. Isso sem falar na TPM...


(Fonte: The Telegraph)

Porque usar óculos de sol é bom, mesmo no inverno

Quando uma pessoa faz cirurgia de catarata, os olhos ficam muito sensíveis à luz e, por isso, recomendam ao paciente usar um par de óculos escuros de prescrição. Por ser de uso temporário, muitos compram óculos mais baratos. Porém, quando o paciente se depara com óculos de sol de boa qualidade a diferença é tão gritante que passa a usá-lo em todo o lugar, o tempo inteiro. E isso acontece com todo mundo que acha que óculos de sol barato não faz diferença. Faz sim.

Faz diferença também chamar óculos escuros de “óculos de sol”. Esta última passa a errônea noção de que este tipo de óculos só deve ser usado em dias de sol. Ledo engano. Primeiro, porque o termo técnico usado tanto para óculos de grau quanto para óculos de sol é “óculos de prescrição”, já que tanto um como outro são usados para atender uma necessidade específica dos olhos.

Para desmistificar um pouco os óculos escuros, Saúde Visual preparou uma lista com 11 itens sobre o assunto. Confira:

  1. Um óculos escuros é um ótimo presente para amigos e familiares que querem ou precisam de um óculos extra, além do de grau. Óculos escuros podem ter grau também, para os casos de quem precisa de uso contínuo.
  2. Óculos escuros também podem ter reserva, assim como os de grau. Quantas vezes você, seus amigos ou familiares esqueceram-se de levar os óculos de sol?
  3. Nos casos de óculos escuros sem grau, quem tem casa de praia pode manter uns na casa de praia para os visitantes mais esquecidos, por exemplo. Não fazemos isso com chapéus, bonés e guarda-sóis?
  4. Quem fica transitando de lugares claros para lugares escuros, não pode prescindir de óculos escuros, mesmo que esta transição da escuridão para a luz seja para levar o lixo para fora ou o cachorro para fazer xixi.
  5. Como não dá para ter múltiplos pares de óculos escuros com lentes amarelas, lentes azuis, marrons, fotocromáticas, lentes polarizadas, etc., a alternativa é usar filtros de lente. Em dias nublados, funciona muito bem uma lente marrom. Na praia, fica melhor uma lente polarizada. A alternativa, então, é usar filtros de lente que não são caros e funcionam muito bem.
  6. Óculos escuros com envoltórios laterais funcionam em todas as diversas condições climáticas, já que seu efeito protege os olhos dos efeitos do vento e poeira mais do que apenas um par de óculos de sol regulares. Isso vale para quem dirige carro conversível também. Acontece que muitas pessoas até querem usar óculos com envoltórios, mas a falta de visão lateral pode enlouquecê-los. Mas isso também tem solução, com óculos que funcionam com encaixe e podem ser removidos.
  7. Crianças na praia sem óculos de sol? Isso não existe mais! Muitas crianças e pré-adolescentes devem usar óculos escuros, com ou sem lentes de prescrição. Os pais, inclusive, podem obter um par para si e outro semelhante para os filhos.
  8. Especialistas afirmam que usar óculos escuros com prescrição filtra o excesso de luz azul. Isso funciona quando se utiliza um computador antes de ir para a cama para ajudar com os níveis de melatonina, já que a luz azul pode afetar nossa capacidade de dormir.
  9. Não cola comprar óculos escuros barato porque perdeu um bom. Óculos baratos, ainda que escuros, podem causar problemas de visão e, como não são feitos de materiais de qualidade, tornam-se também ecologicamente incorretos.
  10. Aliás, a saúde dos olhos é o principal motivo para se investir em óculos de sol. Eles são ótimos para olho seco e alergias oculares. Com a chegada do inverno tanto o olho seco quanto as alergias aumentam de incidência e os óculos escuros, mesmo nestes dias frios, oferecem a máxima proteção contra os elementos alergênicos e contra o olho seco. Além disso, mesmo em meio à estação mais fria do ano, a radiação solar continuará incidindo sobre nós. E do mesmo modo que a radiação ultravioleta (UV) pode causar danos à pele humana, ela também pode ocasionar ou intensificar problemas e doenças nos olhos.
  11. Mas, se apelar para a saúde dos olhos ainda não basta, aqui vai um último bom motivo para se usar óculos escuros em todas as estações: eles estão sempre na moda. Tanto que todas as grandes marcas estão sempre investindo em novidades em armações para o gênero.

#Fica a dica, então. Ou melhor, as dicas.


(Fonte: Eyecessorize)

Visual Snow, uma neve que não cabe em contos de fadas

Frozen : Uma Aventura Congelante, 53º filme de animação musical estadunidense produzido pela Walt Disney Animation Studios, já entrou para a lista de filmes com bilheteria bilionária, ganhou o Oscar de melhor animação de 2013 e se tornou o longa animado de maior bilheteria da história.

Vagamente inspirado no conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, o filme narra as desventuras de Anna e sua irmã, Elsa, que nasceu com a capacidade mágica de criar gelo e neve (clique na imagem para ver o efeito).

Mas existe um tipo de neve que não está ligado nem ao fenômeno metereológico nem aos contos de fadas. Trata-se da “neve visual” (visual snow) cuja fisiopatologia ainda não foi estabelecida. Em termos leigos, porém, podemos afirmar que os portadores dessa “sensação visual” são indivíduos cujos cérebros apresentam hiper-reatividade cortical.

Dentre os sintomas, o principal é a visualização de imagens como estática de aparelho de TV – os populares “chuviscos” -, principalmente quando se olha para superfícies escuras ou ambientes com pouca luminosidade. Outro sintoma característico é a palinopsia, que consiste na visão do contorno de um objeto por algum tempo após se ter desviado o olhar do mesmo.

A neve visual vem sendo discutida cada vez mais, provavelmente devido a um aumento rápido e importante da sua incidência na população. Uma investigação clinica primária pode ajudar pesquisadores a entender a fisiopatologia da sensação visual incomum e principalmente encontrar um meio de neutralizar este sintoma que pode reduzir drasticamente a qualidade de vida do individuo portador.

O processamento visual se dá no encéfalo. Os olhos recebem a informação fotoquímica e o nervo óptico faz a conexão com os centros visuais no cérebro. A percepção visual normalmente é seletiva e envolve omissão: imagens menos importantes - ou que causam confusão - são “ignoradas” pela “mente que vê”, ou seja, a região em que é processada a informação visual.

A seletividade da percepção depende de processos cognitivos cerebrais e estaria alterada, por exemplo, em disfunções bioquímicas do cérebro.

A dopamina, assim como a adrenalina, é um dos transmissores que ajudam a fazer a “sintonia fina” dos níveis de atividade neural. Portanto, o TDAH ou DDA (déficit de atenção com hiperatividade), assim como a depressão, síndrome do pânico, e TAG ou transtorno da ansiedade generalizada, não são raros em indivíduos que se queixam de “neve visual”. Outras comorbidades possíveis (esperadas) no caso da conexão simpática (Sistema Nervoso Autônomo) ser uma das vias fisiopatológicas da “neve visual”.

A “neve visual” parece ser mais comum em pessoas que são extremamente observadoras e hiper-reativas. Nelas também é mais frequente a percepção de fenômenos entópticos. Poderia ser avaliada então como uma variação da percepção visual normal. Mas é imprescindível que exames complementares sejam realizados para excluir causas orgânicas secundárias, como efeitos colaterais de alguns medicamentos, uso de drogas ilícitas, ou ainda neoplasia encefálica, doença desmielinizante e outras patologias neurológicas.

Descartada a causa orgânica, que uma vez tratada faria cessar a “alucinação”, uma possibilidade de lidar com o sintoma visual seria a habituação, um fenômeno fisiológico. A utilização dessa técnica foi sugerida e tem sido utilizada em indivíduos portadores de zumbido, como forma de minimizar o seu desconforto.

Assim como existe a readaptação vestibular na vertigem, pode-se buscar a readaptação processual visual em relação às sensações visuais incomuns, como no caso da “neve visual”. A ideia seria, através de estímulos visuais repetitivos, provocar a habituação (das vias responsáveis pela percepção visual) aos fenômenos entópticos e sensações visuais incomuns.

Essa sugestão parece interessante e deveria ser investigada por especialistas em reabilitação. Existem técnicas (hoje cada vez mais difundidas) utilizadas no tratamento da dislexia visual (síndrome de Irlen), que é uma disfuncionalidade do processamento visual. Assim como parece ser a síndrome da “neve visual”.

Neste site você pode fazer uma simulação dos sintomas da “neve visual”.



(Fonte: “Visual Perception: a clinical orientation” 2010, Schwartz S.,McGraw-Hill Publishing Co)

Todos mentem, inclusive estes óculos japoneses (claro)

O Japão está sempre nos presenteando com invenções inusitadas e pouco práticas, como as bolsas nas pálpebras, o oculolinctus e os óculos que obrigam seu usuário a piscar. E, claro, não pararam por aí.

Hirotaka Osawa é o cientista japonês responsável pela criação do AgencyGlass, um par de olhos digitais que podem expressar de alegria a raiva, ou mesmo fingir tédio.

Com o pretexto de que queria “construir um sistema capaz de executar comportamentos sociais para seres humanos”, Hirotaka desenvolveu um sistema que parece com duas pequenas telas de TV numa armação de óculos. Visando diminuir as demandas emocionais de seus usuários, o AgencyGlass faz os movimentos dos olhos para eles!

Até agora, parece brinquedo. Mas o protótipo vem equipado com telas de OLED — diodo orgânico que emite luz e atualmente a tecnologia mais avançada para a fabricação de telas. Dependendo dos movimentos da cabeça dos interlocutores, aparecem olhos que refletem várias emoções, seja de interesse, alegria, alívio ou aborrecimento.

Osawa, da reconhecida Universidade Científica de Tsukuba, considera muito pertinente a ideia de poder mentir com os olhos - por exemplo para pessoas que devem manter a calma diante de situações complicadas. Ele cita professores numa sala de aula ou tripulantes de aviões diante de passageiros irritantes. Além disso, ele defende, com estes óculos, é possível até dormir diante do computador, dando a impressão de que os olhos estão abertos.

Já sabemos que, conforme ensinou o Dr. House, todos mentem. Até nosso cérebro mente, complicando nossa visão, como vimos neste artigo. O problema é mentir usando um acessório que mais parece um daqueles monstros típicos de filme japonês.

Pensando bem, assim faz todo o sentido...



(Fonte: O Globo)

"Olhos nos olhos"? Só mesmo na música do bom e velho Chico...

“Olhos nos olhos,

Quero ver o que você faz...”


Este é o desafio lançado por Chico Buarque na canção “Olhos nos olhos”. Chico, assim como muita gente, parte do princípio que fazer um contato visual direto é uma forma eficaz de atrair um ouvinte, fazê-lo prestar a atenção nos seus argumentos e convencê-lo.

No entanto, uma nova pesquisa publicada na revista Psychological Science indica que isso não funciona em todas as situações. Pelo contrário, em certos casos pode tornar as pessoas mais resistentes à persuasão. Ou seja, Chico, é capaz da pessoa não fazer absolutamente nada!

Segundo um estudo realizado pelo professor Frances Chen, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, apesar do muito conhecimento cultural sobre o poder do contato visual como uma ferramenta de influência, o contato visual direto torna ouvintes céticos menos propensos a mudar de opinião.

Chen e seus colegas usaram a tecnologia de rastreamento ocular nos experimentos realizados na Universidade de Freiburg, na Alemanha e descobriram que, quanto mais tempo os participantes gastavam olhando para os olhos do interlocutor enquanto assistiam a um vídeo, menos convencidos ficavam pelo argumento da pessoa. Ou seja, as atitudes dos participantes sobre diversos assuntos polêmicos mudaram menos se eles precisaram gastar mais tempo focando nos olhos do interlocutor.

Um segundo experimento, desta vez realizado por Julia Minson, coautora do estudo da Universidade de Harvard (EUA), confirmou que os participantes que foram orientados a olhar para os olhos do interlocutor exibiram menos mudança de atitude do que os participantes que foram orientados a olhar para a boca do falante. Quem olhou nos olhos do orador foi menos receptivo aos seus argumentos e menos aberto a interação com os defensores do ponto de vista oposto.

Minson comenta que as descobertas destacam o fato de que o contato ocular pode sinalizar diferentes tipos de mensagens, dependendo da situação. Embora possa ser um sinal de conexão ou de confiança em situações amigáveis, é mais provável que seja associado com dominância ou intimidação em situações adversas.

Passar mais tempo olhando para os olhos do falante só foi associado a uma maior receptividade quando os participantes já concordavam com a opinião do orador. Desta forma, saber analisar a situação a fim de decidir se devemos usar o contato visual pode nos ajudar muito a alcançar nossos objetivos nas interações cotidianas. Utilizar a velha demanda "olhe para mim quando estou falando com você!", pode ter consequências inesperadas: “se você é um político ou um pai, manter contato ocular pode ser um tiro pela culatra caso esteja tentando convencer alguém que tem crenças diferentes de você”, explica Minson.

Ou seja, '"olhos nos olhos" só funciona na canção mesmo.

O próximo passo da pesquisa é estudar se o contato visual pode estar associado a certos padrões de atividade cerebral, à liberação de hormônios do estresse e ao aumento da frequência cardíaca durante as tentativas de persuasão. “O contato visual é tão primitivo que provavelmente faz parte de um conjunto de alterações fisiológicas subconscientes”, conclui Chen.



(Fonte: ScienceDaily)

Diversão e arte para qualquer parte

O cinema brasileiro teve inicio na última década do século XIX, com a produção de um curta-metragem com imagens da Baia de Guanabara. De lá para cá, mesmo encontrando dificuldades em se estabelecer como indústria, o cinema nacional produziu cerca de 2 mil filmes e mais de 50 prêmios internacionais foram conquistados.

A revitalização do cinema nacional se deu no final da década de 90 em diante, promovida pela abertura política e a partir da criação da nova lei do Audiovisual, incentivando a produção de filmes consagrados como A Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende e Central do Brasil, de Walter Salles, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim e do Globo de Ouro. A partir de então, o cinema brasileiro passou a ser um produto vantajoso, com a produção de filmes que mobilizam grande massa de espectadores, como Tropa de Elite 2, filme brasileiro que teve maior bilheteria em todos os tempos.

Neste embalo, a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) anunciou a aprovação de investimentos em mais seis projetos de cinema e televisão no sistema de fluxo contínuo das Chamadas Públicas PRODAV/2012, PRODECINE 02/2012 e PRODECINE 04/2012, do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA. Os valores aprovados totalizam R$ 5.826.673. A notícia só seria completa se alguma parte deste dinheiro fosse destinado a audiodescrição. Infelizmente, isso não acontece.

Sempre tratada como um benefício para deficientes visuais, o fato é que a audiodescrição é de suma importância para a inclusão de pessoas também com deficiência intelectual, além dos disléxicos e idosos.

Na chamada PRODECINE 02/2012 - Linha C, na qual distribuidoras demandam recursos para investir na aquisição de direitos de exploração comercial de filmes de longa-metragem, a Europa Filmes teve aprovado o valor de R$ 3 milhões a ser investido na produção de A noite dos zumbis da 8ª série, animação infanto-juvenil da produtora Neoplastique Entretenimento. A Califórnia Filmes recebeu R$ 700.000 para o projeto Cataguases, drama com direção de José Luiz Villamarim, e a Vitrine Filmes teve R$ 398 mil para investir na produção do suspense Quando eu era vivo, de Marco Dutra, com Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy no elenco.

A linha A - PRODECINE 04 é uma linha de complementação de recursos, voltada para projetos que já tenham captado um mínimo de 40% dos recursos orçados para produção. Os novos investimentos foram feitos na animação Bugigangue no Espaço, realizada em 3D e voltada para o público infanto-juvenil da 44 Toons Produções, com distribuição pela Imagem Filmes, que recebeu R$ 930 mil, e na cinebiografia musical que conta a história de Renato Russo Somos tão jovens, em distribuição conjunta pela Imagem e Fox contemplada com pouco mais de R$ 190 mil.

Finalizando a lista, a Linha B - Prodav, voltada para a produção independente destinada a TV, a República Pureza Filmes obteve investimento de pouco mais de R$ 600 mil para a série As grandes entrevistas do Pasquim, a ser exibida no Canal Brasil.

Segundo o Blog da Audiodescrição, com uma fração menor que 1% do valor investido pela Ancine, todos esses filmes poderiam ser produzidos com audiodescrição e legendas.

A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade...


(Fontes: Ancine e Blog da Audiodescrição. Citação: música “Comida”, dos Titãs)

Spelunker: enxergando mesmo no escuro total

Espeleologia é a ciência que estuda as cavidades naturais e outros fenômenos cársticos. Sendo assim, de maneira geral, espeleólogo é o estudioso de grutas e cavernas. O tipo de ilusão batizada de “spelunker”, vem da referência à escuridão total do fundo das cavernas. Local onde, com sabemos, o olho não capta informação visual já que ele precisa da luz para processar aquilo que chamamos “visão”.

E o que é, exatamente, a ilusão spelunker? É uma ilusão na qual as pessoas pensam que podem ver suas próprias mãos em movimento, mesmo na ausência total de luz.

Descrita por cientistas das Universidades de Vanderbilt e de Rochester, ambas nos EUA, em artigo publicado na revista Psychological Science, a ilusão spelunker foi estudada através de cinco experimentos com 129 participantes, que relataram suas sensações visuais na escuridão total.

Em quatro experimentos, os participantes usaram uma venda nos olhos para bloquear toda a luz. Um subconjunto desses participantes afirmou ter visto movimentos quando acenaram sua própria mão na frente de seu rosto, mas não quando um experimentador acenou com a sua mão.

Mas como os pesquisadores sabiam que os participantes realmente que viram suas mãos?

Acontece que eles, pesquisadores, desconfiavam que a spelunker fosse criada por uma intensa conectividade entre regiões cerebrais. Sendo assim, incluíram participantes com uma forma de sinestesia que aumenta a conectividade do cérebro entre letras, números e cores (ou seja, eles veem certas letras e números como tendo determinadas cores).

Este participantes tinham reações visuais mais fortes para suas próprias mãos se movendo na escuridão do que as outras pessoas.

No último experimento, enquanto os participantes faziam movimentos com a mão na escuridão completa, os pesquisadores usaram uma técnica de rastreamento ocular que revelou que, quanto mais vividamente um participante relatava ter visto o movimento de sua própria mão, mais suaves eram os movimentos dos seus olhos. Ou seja, seus olhos se comportavam como se eles realmente pudessem “ver” um alvo imaginário. Na realidade, o participante estava apenas antecipando a experiência visual de sua mão no espaço.

O estudo sugere que as pessoas com elevada conectividade entre os sentidos possuem uma maior consciência do seu corpo.

Isso serve para nos lembrar de que enxergamos com o cérebro, não pelos olhos. Por isso, os participantes realmente “viam” a imagem de sua mão, sem de fato terem-na visto com os próprios olhos.



(Fonte: ScientificAmerican)

Scribble, a caneta de 16 milhões de cores

Certamente que você lembra esta matéria mostrando que somos capazes de enxergar mais do que 16 milhões de cores – algo que parece muito, mas para nosso olho não é.

Para comprovar isso, Mark Barker e Robert Hoffman criaram a caneta Scribble (“rabisco”, em português) capaz de digitalizar qualquer cor e armazená-la através de um sensor de cor RGB de 16 bits que fica em seu interior.

O projeto não é novo: desde 2009 a ideia já vagueava pela internet através de um conceito criado pelo designer coreano Jinsu Park, a Magic Color Picker Pen, uma caneta que identificava a cor de qualquer objeto e permitia colocar essa cor na tinta que a caneta oferecia para escrever ou pintar.

Agora surge a Scribble e seus criadores garantem que ela é capaz de detectar qualquer cor que se posicione em frente ao seu sensor para, então, reproduzir a mesma cor em tinta no papel. É só segurar o dispositivo no objeto que a caneta analisa a cor e a reproduz, via Bluetooth ou micro USB, com ajuda de pequenos cartuchos recarregáveis. Essa mistura de cores, para chegar ao valor final, é feita internamente, num tinteiro embutido no corpo da caneta.

O dispositivo está equipado com um sensor de cor RGB de 16-bit e que permite que a cor capturada seja armazenada para quando for necessária, ficando sempre disponível ao utilizador. Para tanto, o dispositivo traz um cartão de memória de 1GB, capaz de armazenar as tais 100 mil cores diferentes.

A Scribble ainda não está disponível no mercado, mas seus criadores lançaram uma campanha no site de financiamento coletivo Kickstarter. A Scribble será vendida em duas versões: a Ink (com scanner) custa US$ 149, 50 (R$ 337), e a Styllus (somente armazena a cor), sai por US$ 79,95 (RS 180).



(Fonte: pplware)

Placas de sinalização tátil: informação para todos

Muitas vezes, a falta de sinalização faz com que as pessoas se percam pelos caminhos ou que não se localizem no interior de grandes espaços públicos, como fóruns. Sem sinalização, tudo se torna mais difícil, desde achar um banheiro, uma determinada sala ou se precaver de um acidente em um lugar em obras, por exemplo. A dificuldade pode ser ainda maior, se imaginarmos alguém cego ou com baixa visão, já que eles não têm como visualizar as placas de sinalização. Pensando nisso, Dan Abdul Soares Quinto, sócio proprietário da DAS Quinto Comunicação Visual e graduando na Faculdade de Engenharia de Produção, da Universidade Federal Fluminense (UFF), está desenvolvendo placas de sinalização tátil, escritas em Braille, para que pessoas com problemas de visão possam se localizar e obter informações sobre os locais a que se direcionam. O projeto contou com recursos do edital de Apoio à Inovação Tecnológica, da FAPERJ.

A ideia surgiu quando Dan visitou, há cerca de três anos, a feira internacional Reatech de Reabilitação, Inclusão e Esporte Adaptado, em São Paulo, dedicada a criar novas oportunidades de negócios, intercâmbio de experiências e disseminação de conhecimento sobre atendimento, reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência. "Naquele momento, percebi que havia uma demanda para placas de sinalização tátil. Além disso, sempre tive interesse por projetos sociais e acredito que poder incluir em meu ramo de atividades um produto como esse, que, de alguma forma, impacte e possa causar uma transformação positiva na vida das pessoas, se torna um diferencial", conta.

Inicialmente, em uma produção experimental, foram produzidas placas de PVC com furos feitos à máquina, preenchidos com tarugos de metal, para proporcionar o alto-relevo do Braille. De acordo com Fernando Quinto, coordenador técnico da empresa, as pessoas com deficiência conseguiam entender, durante os testes, o que estava escrito, mas o material utilizado não era confortável para seus dedos. "Procuramos uma solução melhor e passamos a preencher os furos com pequenas esferas de metal, que podem também ser coloridas", complementa Fernando. Desta forma, além de ser mais agradável ao tato, como as bolinhas podem ter diversas cores, também é possível que as informações atraiam a atenção das pessoas que têm baixa visão.

As placas não contêm somente a versão em Braille. Todas as informações que traz são em alto-relevo, desde as palavras à figura do bonequinho que nos permite reconhecer se o banheiro é masculino ou feminino. "Pensamos nisso porque nem todo mundo sabe reconhecer o sistema de leitura em Braille. Imagina alguém que perdeu a visão há pouco tempo ou que aos poucos vem enxergando cada vez menos. Essas pessoas provavelmente ainda não aprenderam o Braille, mas, tateando letra por letra, reconheceriam, se estivesse escrito, por exemplo, sala de informática em uma placa em alto-relevo", explica o coordenador técnico.

Outro produto fabricado pela empresa, também com o apoio da FAPERJ, é o mapa direcional. Mais do que uma placa, ele indica para o portador de deficiência visual ou de baixa visão onde estão salas, banheiros e corredores. Ou seja, localiza todas as informações sobre aquele lugar.

Entretanto, como alguém que não enxerga pode achar uma placa de sinalização ou um mapa tátil? Na verdade, essa questão é resolvida por meio de pisos táteis, uma espécie de tapete em PVC ou em borracha, que indica se a pessoa pode seguir em frente, por exemplo. São os chamados pisos direcionais, reconhecidos por conter pequenos retângulos de pontas arredondadas em alto relevo; e os de advertência, informação ou perigo, identificados por suas pequenas bolas. "No momento em que pisam no tapete de advertência, os cegos ou aqueles que têm alguma deficiência visual sabem que é para procurar a sinalização", explica Fernando. Embora os pisos táteis não sejam fabricados na DAS Quinta Comunicação, são comercializados pela empresa.

Em função do trabalho realizado, que permite maior autonomia a pessoas com deficiência visual, Dan atualmente é um embaixador do movimento Choice, a maior rede de universitários engajados em negócios de impacto social do Brasil. Criada em 2011 para disseminar a discussão sobre o tema nas universidades, o movimento convida universitários, inovadores e empreendedores a participarem do grupo daqueles que pretendem mudar a forma de fazer negócios e contribuir para criar um país com iguais oportunidades para todos.



(Fonte: Agência FAPESP)

Óculos coloca conteúdo de seu celular em 3D diante de seus olhos

Saúde Visual mostrou, neste artigo, as atuais tendências para melhorar as telas de televisores, dispositivos para leitura virtual, tablets, computadores e smartphones – e o que isso significa para seus olhos e sua visão.

Imagina, então, os efeitos na visão de um óculos que transmite todo o conteúdo do seu celular diretamente para seus olhos... e em 3D!

Pois uma empresa não muito conhecida de Taiwan, chamada View Phone Technology, está chamando atenção com um de seus produtos: o PhoneStation.

Ele tem a função de transmitir o conteúdo mostrado no seu smartphone diretamente para os seus olhos e em três dimensões, resultando em uma espécie tênue de realidade aumentada.

Trata-se de uma espécie de óculos que fica acoplado à sua cabeça e é capaz de suportar qualquer modelo de smartphone e que, através de um sistema de lentes, passa todo o conteúdo mostrado pelo celular para 3D, incluindo vídeos do YouTube e jogos.

Uma equipe do site Engadget testou o PhoneStation e afirmou que ele é um tanto quanto desconfortável, por conta do seu peso - afinal, você está com o seu smartphone “pendurado” na cabeça. Além disso, a View Phone Technology ainda vai demorar um pouco para oferecer a sua novidade no mercado, mas espera-se que o preço seja US$ 100 (cerca de R$ 230, sem os devidos impostos).



(Fonte: Engadget)

Declaração de Salamanca: 20 anos por uma educação para todos

Três declarações internacionais, formuladas por organismos pertencentes à ONU (Unesco e Oficina do Auto Comissariado de Direitos Humanos), representam importantes marcos legais para a educação inclusiva.

A primeira é a Declaração Universal de Direitos Humanos propalada em 1948 e que apontava para garantia dos direitos à liberdade, à igualdade e à dignidade para todo ser humano, a despeito da raça, sexo, origem nacional, social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição. Um destes direitos básicos é o direito à educação.

Referendando a Declaração Universal de Direitos Humanos, especificamente no que concerne ao direito à educação, foi elaborada a Declaração Mundial sobre Educação para Todos e “Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem”. Esta declaração foi redigida em 1990, em Jomtien na Tailândia, após conferência mundial que reuniu vários representantes de governos, organismos internacionais e bilaterais de desenvolvimento e organizações não governamentais, sob a égide da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Nesta declaração reforça-se a necessidade de reunir esforços na luta pelo acesso às necessidades básicas de aprendizagem de todos os cidadãos, sejam eles, crianças, jovens ou adultos. A questão central é a de promover um investimento nos sistemas educacionais para que seja possível o acesso de todos à educação básica. Esta declaração resultou na elaboração de um plano de ação com o objetivo de proporcionar educação básica para todos. É importante ressaltar que o Brasil estabeleceu metas e compromissos para a universalização do ensino.

Por fim, a terceira fundamental com a qual o Brasil estabeleceu compromisso foi a Declaração de Salamanca, fruto também do trabalho da Unesco com o fim de estabelecer uma diretriz comum para a inserção da criança com necessidades educacionais especiais. Nesta declaração o foco situa-se justamente na população alvo da inclusão escolar, que são as crianças com deficiências. Esta declaração culminou no documento das Nações Unidas – “Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, o qual requer que os Estados assegurem a educação de pessoas com deficiências como parte integrante do sistema educacional, documento foi fundamental para que se iniciasse e se providenciasse os instrumentos de atendimento para crianças com necessidades especiais.

Aqui no Brasil esta declaração certamente serviu como fio condutor do que viria a se consolidar como “Política Nacional para Inclusão das Crianças com Necessidades Especiais” e na elaboração de todas as leis relacionadas à educação especial. O Brasil assumiu, portanto, compromisso frente a estas duas declarações internacionais e é nítida a presença destes princípios nas leis brasileiras e nas diretrizes do MEC (Ministério de Educação e Cultura).

No dia 7 de Junho passado completou-se vinte anos do início da Conferência promovida pela UNESCO da qual saiu a Declaração que foi subscrita por 92 países e mais 25 organizações não-governamentais.

Então, se antes de 1994, já existiam documentos internacionais que proclamavam o direito de todas as pessoas à Educação, o que há de novo, de original, na Declaração de Salamanca? É, talvez, a forma como este direito deva ser concretizado.

Quando a Declaração de Salamanca afirma que as escolas regulares se devem adequar às necessidades dos alunos, traça-se uma linha divisória muito clara entre uma concessão de educação que está “lá em cima” (e que os alunos têm que “escalar”) e outra concessão em que a escola não está nem em cima nem abaixo dos alunos: está ao seu lado. Está ao lado dos alunos porque os conhece, conhece o seu contexto, conhece os valores que lhe foram transmitidos até então, conhece a forma como o aluno aprende melhor, conhece a forma como ele se relaciona, enfim, conhece o tempo que ele precisa para aprender o que é necessário para ser um cidadão útil e ético.

Afirmar numa Declaração Internacional que a escola tem a obrigação - sob pena do seu insucesso como instituição pública - de servir competentemente a todos os alunos, é original e, mais do que isso, é uma referência que devia ser tomada como princípio inspirador de toda a pedagogia que se pratica na escola.

No segundo parágrafo da Declaração, afirma-se que as escolas regulares são os meios mais eficazes de combater as atitudes discriminatórias e de criar comunidades abertas e solidárias (…).  De novo as escolas regulares são convocadas para ser aquilo que por vezes esquecem que são: escola para todos sem qualquer exceção, Escolas Públicas.

Mas Salamanca aqui está, vinte anos depois a dizer, a proclamar e a apontar o caminho que é preciso fazer e trilhar para se construírem sociedades abertas e solidárias. E avança com os meios que são necessários para isso: uma Educação Inclusiva.



(Fonte: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial de Portugal)

Déficits neurológicos confundem o cérebro e atrapalham a visão

Depois de tratamos da prosopagnosia e das agnosias visuais, Saúde Visual apresenta mais três transtornos neurológicos que se refletem na forma como as pessoas acometidas por eles enxergam o mundo: a simultagnosia dorsal, a simultanagnosia ventral e a hemi-inatenção visual.

Um dos testes mais surpreendentes de simultanagnosia dorsal foi descrito pelo neuropsicólogo soviético Alexander Luria em 1959. Ele mostrou para um paciente simultanagnóstico uma estrela de Davi em uma só cor. Não houve nenhuma dificuldade em reconhecer o desenho. Bastou desenhar um triângulo de cada cor, no entanto, para que a imagem virasse ora um triângulo azul, ora um vermelho - porém jamais uma estrela.

Mas tem mais. Mesmo diante de um único objeto, o paciente pode vê-lo desaparecer quando mantém o foco em uma só parte dele. Ou seja, o problema no simultanagnóstico não é apenas visualizar vários objetos ao mesmo tempo mas também identificar suas hierarquias. Desenhe, por exemplo, uma bicicleta. Num momento, ela é o objeto, e a roda, sua parte. Mas basta o paciente se concentrar na roda para que essa se torne o objeto - e não veja mais a bicicleta.

Ler também fica impossível. Pacientes conseguem até identificar uma palavra isolada, mas não uma frase. "Eles reclamam que palavras surgem na página, desaparecem e depois são trocadas por outros pedaços de texto, não necessariamente adjacentes ao anterior", escreve a neurocientista Martha Farah. Contar objetos, então, nem pensar. Quando Luria mostrou para um paciente um retângulo formado por 6 pontos, não houve problema para reconhecer a figura geométrica. Mas contar os 6 pontinhos era impossível. Bastava começar a enumerá-los para deixar de ver a figura como um retângulo e encontrar pontos, um por vez.

Na simultanagnosia ventral, a pessoa consegue ver vários objetos ao mesmo tempo, mas só consegue atribuir significado a um de cada vez. Sua principal dificuldade é na hora de ler, embora consiga escrever bem.

Quem tem esse déficit consegue andar por aí sem tropeçar em objetos e contar moedas espalhadas sem se perder. O bizarro é que nem para escrever há dificuldade - afinal, fazemos isso letra por letra. "A única atividade crucial do cotidiano que não consegue fazer é ler", afirma Martha Farah. Isso porque, na leitura, entendemos as várias letras de uma palavra ao mesmo tempo. Já o simultanagnóstico precisa ir de letra por letra. Por isso, são conhecidos também como "aléxicos puros" - incapazes de ler palavras, apesar de não ter nenhum déficit de linguagem nem outros problemas visuais.

Por fim, a hemi-inatenção visual é um déficit neurológico que faz o paciente enxergar apenas um lado do campo visual. Em geral, ele acontece no lado esquerdo do mundo visual, em decorrência de um dano do lobo parietal direito, região responsável pelo reconhecimento do próprio corpo. Por isso, é comum que o hemi-inatento se barbeie ou se maqueie apenas do lado direito. Se for comer algo no prato, vai em geral deixar o lado esquerdo cheio.

2,5% das pessoas são incapazes de reconhecer rostos desde a infância, muito mais comum que a prosopagnosia adquirida. Já outras agnosias visuais são em geral causadas por acidentes, como derrames e intoxicações.



(Fonte: Superinteressante)

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Marcel Proust

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.

Cecilia Meireles

O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos.

Sêneca

Dirão, em som, as coisas que, calados, no silêncio dos olhos, confessamos?

José Saramago

O horizonte está nos olhos, e não na realidade.

Ángel Ganivet

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana

Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem seu verdadeiro amor.

Paulo Coelho

Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo.

Kurt Cobain

As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.

Leonardo da Vinci

Fiero