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O café faz bem, o café faz mal... fique de olho!

Noticiamos aqui que um estudo, publicado na conceituada revista Ophthalmology, informa que a cafeína pode aumentar a produção de lágrima e, assim, servir como tratamento para o problema visual conhecido como síndrome do olho seco. Acontece que a pesquisadora responsável, a japonesa Reiko Arita, ainda não podia explicar exatamente por que a cafeína aumenta o volume de lágrima.

Agora, uma pesquisa americana, publicada no jornal Investigative Ophthalmology & Visual Science, alerta que beber mais de três xícaras de café por dia pode aumentar o risco de perda de visão e cegueira. Até mesmo quantidades moderadas da bebida podem fazer com que a pessoa desenvolva o glaucoma.

Segundo os pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, em Boston (EUA), os compostos encontrados no café podem aumentar a pressão dentro do globo ocular, causando uma alteração na visão conhecida como síndrome de esfoliação, que pode evoluir para um glaucoma.

Não é a primeira vez que estudos apontam esta correlação entre café e glaucoma. Pesquisas realizadas anteriormente revelaram que as populações escandinavas, que são grandes consumidoras de café, têm a maior ocorrência da doença.

O recente estudo estadunidense avaliou mais de 120 mil pessoas, no Reino Unido e nos EUA, acima dos 40 anos de idade e que não sofrem de glaucoma. Eles responderam a questionários sobre o consumo da bebida e seus prontuários médicos foram verificados para analisar o histórico da doença.

As pessoas que bebiam mais de três xícaras de café por dia apresentaram maior risco de desenvolver doenças relacionadas à visão do que aquelas que não fazem consumo da bebida. E as mulheres com histórico familiar de glaucoma também apresentaram um risco elevado.

Apesar dos riscos relacionados ao café, os pesquisadores afirmam não ter encontrado nenhuma relação com outros produtos que contém cafeína, como chá, chocolate e os refrigerantes de cola.



(Fonte: Agência O Globo)

Já pensou curtir um som... com os olhos?

Um trabalho desenvolvido por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) mostra que a audição altera a atividade de áreas no cérebro humano envolvidas com o processamento de estímulos visuais. Para o professor de computação Shinsuke Shimojo, um dos responsáveis pela pesquisa, que Saúde Visual apresentou nesta matéria, este estudo indica que o mais importante para o homem e os demais animais não é um sentido em particular, mas as interações entre os diversos sentidos.

A busca por esta interação, no entanto, não é nova.

Já no século 19, o físico alemão August Toepler inventou uma técnica de fotografia chamada Visualização de Fluxo de Schlieren, capaz de captar e registrar visualmente as mudanças na densidade, permitindo que cientistas e engenheiros consigam enxergar coisas que normalmente são invisíveis para nós: como o calor subindo da chama de uma vela, a turbulência em torno da asa de um avião ou a pluma de um espirro.

Como o som é apenas mais uma mudança de densidade do ar, o conceito de Schlieren também pode ser usado para ver o som. Mas, para ver a passagem das ondas de som que viajam extremamente rápido - 343 metros por segundo, aproximadamente – seria necessária uma câmera de alta velocidade.

Foi seguindo esta abordagem que Michael Hargather, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de New Mexico Tech, nos Estados Unidos, estudou a onda de choque causada por explosivos. Com auxílio desta mesma técnica científica de fotografia ela já produziu vídeos com praticamente tudo, desde fogos de artifício até carros-bomba. Porém, Harhather também filmou ondas de choque mais benignas, como a aterragem de um livro sobre uma mesa, uma toalha sendo sacudida ou um homem batendo palmas.

Geralmente, a aparência do som é retratada como uma espécie de onda. Esta imagem vem do fato de que, quando a luz passa por entre áreas que possuem diferentes densidades do ar, ela se curva. No caso do som, um emissor empurra o ar ao redor, criando uma onda que viaja no ambiente exterior até encontrar o ouvido do receptor.

E, no embalo destas ondas, a interação entre os sentidos da visão e da audição já geraram, por exemplo, o EyeMusic, um dispositivo capaz de ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons.

As experiências de Harhather vai no sentido contrário – transformam som em imagem - e os resultados podem ser conferidos no vídeo abaixo. Para ativar as legendas em português, clique no botão “legendas ocultas”, no lado inferior direito da tela. No lugar de “inglês”, selecione “traduzir legendas” e, logo após, “português”. Aí, então, é só curtir um som... com os olhos!

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(Fontes: Wuwm & Npr)

Todos nós enxergamos maldade onde não tem

Será que a maldade está mesmo nos olhos de quem vê? Antes de responder, confira o vídeo ao final desta matéria. Ele vai provar que todos nós temos um canto obscuro na nossa mente que é capaz de ver o que não existe.

O erotismo veiculado pela mídia privilegia quase que exclusivamente a visão. Grande parte da produção artística atual, da TV, do cinema, do rádio, da literatura e da música, e até mesmo dos outdoors reproduz uma forma de erotismo "descartável". Em outras palavras, um tipo de "consumismo sexual" que se caracteriza pela impessoalidade e rapidez, tal como as belas embalagens que servem apenas para produzir fetiches, talismãs de prazeres visuais, com o objetivo certeiro de seduzir o consumidor.

O “bubbling” é uma destas técnicas criadas para enganar nosso cérebro, através da visão de imagens comuns que se transformam em algo mais caliente. Mas ela não foi criada pela grande mídia.

De acordo com o Gizmodo, o “bubbling” foi criado em 2010 por um jovem mórmon que, por não poder ver pornografia, arranjou uma maneira de editar imagens de mulheres usando biquíni colocando bolhas em pontos estratégicos das fotos de tal forma a deixar a mente preencher os espaços em branco, criando a sensação de que as pessoas nas fotos realmente estavam nuas. E, para o rapaz, não é pornô se for no cérebro. Ah, tá...

Há quem afirme, porém, que a técnica foi inventada pelos japoneses em 2004, só que, ao invés de bolhas, eles utilizavam moedas de 10 ienes. De qualquer forma, demorou para alguém adaptar o bubbling utilizando pessoas e cenas em movimento. Desta forma, apesar de algumas cenas parecerem meio absurdas na vida real, a simples técnica é capaz de fazer com que imagens comuns ganhem contornos de filme pornô.

Por isso, antes de assistir ao vídeo, lembre-se que o conteúdo tem conotação erótica e não deve ser assistido em qualquer lugar, pois, certamente, vai prejudicar seu efeito atencional. Entretanto, vale conferir para ver como nossos olhos nos enganam – e como nossa mente é poluída.

Além disso, nos mostra que realmente precisamos nos despir dos arcaicos paradigmas acerca dos aspectos sexuais, legados pela moral repressora, que vêm tentando nos manter atados aos preconceitos, às descriminações e aos estigmas, como também direcionar nossa comunicação de modo a ir além do sentido visual. Afinal, como já vimos aqui, todo mundo mente. Inclusive nosso cérebro.

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(Fontes: Gizmodo & Megacurioso)

Para ver a sombra há que iluminá-la

Em seu livro, A doença como caminho, o psicólogo Thorwald Dethlefsen e o médico Rüdiger Dahlke se propõem a demonstrar que o doente não é a vítima inocente dos erros da natureza, mas antes o seu próprio carrasco. Encarados por esse prisma, os sintomas surgem como manifestações físicas de conflitos psíquicos e a sua mensagem pode desvendar o problema de cada paciente.

Ao utilizar o tema da doença como base para um leque de temas ideológicos e esotéricos, cujo alcance está para além do quadro restrito da doença, eles têm como objetivo principal facultar ao leitor uma nova perspectiva que lhe permita reconhecer os sintomas e entender por si mesmo o seu significado pois, para os autores, toda doença tem um propósito e uma finalidade: ao obrigar o Ser Humano a não abandonar o caminho da unidade, a doença seria o caminho da perfeição.

No que diz respeito aos olhos, Dethlefsen e Dahlke são da teoria de que eles não recolhem apenas impressões do exterior, mas deixam igualmente passar algo de dentro para fora: neles se veem os sentimentos e o estado de espírito de uma pessoa. Por essa razão, os autores defendem que olhamos para os olhos das outras pessoas para tentar ler o seu olhar e concordam com a máxima de que os olhos são o espelho da alma - o diagnóstico pela íris apenas utiliza o olho como espelho do corpo, mas é também possível discernir no olho os traços de caráter e as idiossincrasias de cada pessoa. Expressões como mau olhado e olhar com maus olhos dão-nos igualmente a entender que o olho não é meramente um órgão receptor, mas que também projeta. Na linguagem popular diz-se que o amor é cego, frase que indica que os namorados não veem claramente a realidade.

A expressão externa de não querer ver é a cegueira. A cegueira é considerada pela maioria das pessoas como sendo a perda mais grave que se possa sofrer no plano físico. Emprega-se também a expressão estar cego em sentido figurado. O cego vê-se desprovido, definitivamente, da superfície de projeção externa e é obrigado a olhar para dentro. Para os dois médicos alemães, a cegueira corporal é apenas a última manifestação da verdadeira cegueira - a cegueira mental.

Aqui, a percepção equivale à tomada de consciência da verdade. Isso apenas se afigura possível se o Ser Humano se reconhecer a si mesmo em tudo aquilo que percepciona. Se ele se esquece, então as janelas da alma ficam embaciadas, perdem a transparência e obrigam-no a dirigir a sua percepção para dentro. O Homem aprende a olhar para dentro de si e a escutar o seu interior na medida em que os órgãos dos sentidos deixam de funcionar. O Homem é obrigado a recolher-se em si mesmo.

Segundo eles narram, há vários anos, nos Estados Unidos, restituiu-se a visão a uma série de jovens cegos mediante uma intervenção cirúrgica. O resultado não foi saudado com os sorrisos e a felicidade esperada e a maioria dos contemplados enfrentou grandes dificuldades na adaptação à sua nova vida. Dethlefsen e Dahlke, então, analisam o fenômeno a partir dos ângulos mais variados.

Na opinião deles, importa apenas o reconhecimento de que ainda que se consigam eliminar os sintomas através de medidas funcionais, os problemas de fundo que através deles se manifestam não são susceptíveis de serem eliminados por essa via. Enquanto não retificarmos a ideia de que todo o impedimento físico é uma perturbação incomodativa que deve ser eliminada ou compensada quanto antes, não conseguiremos extrair dele qualquer benefício. Seria preferível deixarmo-nos incomodar pela perturbação ao nosso quotidiano habitual, consentir o empecilho que nos impede de levar a vida avante nos moldes habituais. Nessa altura a doença passará a ser a via que nos conduzirá à verdadeira saúde. Inclusive, a cegueira poderá ensinar-nos a ver, poderá dar-nos uma visão superior.

Para comprovar o que dizem, os autores desafiam todos quantos sofrem de problemas da visão a prescindir dos óculos (ou lentes de contato) durante alguns dias e assumir conscientemente a situação.

Em seguida deverão fazer uma descrição da forma como viram e viveram o mundo no decorrer desses dias - o que é que puderam fazer e o que é que tiveram que deixar de fazer -, e o modo como resolveram a situação. Tais informações deveriam fornecer-lhes material de reflexão suficiente e revelar-lhes a atitude que tomam em relação ao mundo e em relação a si próprios.

Dethlefsen e Dahlke também propõem que, acima de tudo a pessoa procure responder às seguintes perguntas:

1.  O que é que não quero ver?

2.  A minha subjetividade constitui obstáculo a que me conheça a mim mesmo?

3.  Evito reconhecer-me nas minhas ações?

4.  Utilizo a vista para melhorar a minha perspectiva?

5.  Tenho medo de ver as coisas com clareza?

6.  Consigo ver as coisas tal como são?

7.  A que aspectos da minha vida é que eu fecho os olhos?

Curiosamente, depois de tantas reflexões e considerações visando uma melhor compreensão da mensagem dos sintomas, os autores dizem que, diante da inevitável pergunta “o que é que tenho de fazer para me curar?”, a resposta seria “abra os olhos”.

Segundo eles, é precisamente nesta nossa vontade constante de mudança que se esconde um dos maiores perigos que nos espera pelo caminho. Na realidade, não há nada a mudar a não ser a nossa visão das coisas. Daí que o conselho deles se reduza a abrir os olhos.

“Através das nossas interpretações”, afirmam  Dethlefsen e Dahlke, “pretendemos reconduzir o olhar do leitor para aquilo que sempre descura. Cada um de nós consegue vê-lo, basta apenas que não o percamos de vista e que olhemos sempre com atenção redobrada. Só um olhar constante e atento permitirá vencer as resistências e fazer crescer o amor necessário para assumirmos aquilo que observamos. Para ver a sombra há que iluminá-la”.



(Fonte: A doença como caminho)

Confira o Festival Varilux de Cinema Francês 2014

O Festival Varilux de Cinema Francês inicia a sua 5ª edição e se consolida como o primeiro festival de cinema com abrangência nacional, revelando públicos para muito além dos grandes centros e capitais.

Tendo como meta um público de cem mil espectadores, o Festival Varilux de Cinema Francês está em exibição nas telas dos cinemas brasileiros de 9 a 16 de abril, com o melhor da dramaturgia francesa recente. Nesta edição, o festival chega a 45 cidades e 70 salas de cinema, exibindo uma seleção de 16 filmes dos mais variados gêneros, contemplando longas de maior impacto do ano de 2013 e os mais destacados diretores e atores do momento.

Com produção da Bonfilm, o evento reúne também outras atividades paralelas, como a 3ª edição da Oficina Franco-Brasileira de Roteiros, exibições ao ar livre e gratuitas na concha acústica da UERJ, Masterclasses com o diretor Jean-Pierre Jeunet na FAAP (São Paulo) e na UFRJ (Rio de Janeiro), uma mostra em sua homenagem no M.I.S. em São Paulo e no Instituto Moreira Salles no Rio, e um projeto educativo em mais de 15 cidades, que exibirá gratuitamente parte da programação do festival para escolas.

A começar pelo drama O Passado, o mais recente trabalho do diretor iraniano Asghar Farhadi, do premiado A Separação. Na trama, Ahmad (Ali Mosaffa) chega à França vindo do Irã para oficializar o divórcio e encontra sua mulher (Bérénice Bejo) com outro. Também deve atrair o público Antes do Inverno, dirigido por Philippe Claudel (do formidável Há Tanto Tempo que Te Amo), onde Daniel Auteuil interpreta um neurocirurgião que guarda um dolorido segredo e tem uma esposa (Kristin Scott Thomas) desconfiada de sua fidelidade.

Além destas e outras boas atrações, pela primeira vez, o Festival Varilux exibirá um grande clássico francês, com “Os incompreendidos”, de François Truffaut, projetado em versão digital restaurada, no âmbito da comemoração dos 30 anos da morte deste grande diretor francês.

Com patrocínio da Essilor/Varilux - multinacional francesa fabricante exclusivo das lentes multifocais Varilux® e do antirreflexo Crizal® - o Festival Varilux  se consolilda como o primeiro festival de cinema com abrangência nacional. “Sabemos o quanto incentivar a cultura é importante para a sociedade, e no decorrer destes 11 anos vamos mais longe ao, junto com a Bonfilm, levamos este evento muito além dos grandes centros e capitais”, diz Mauricio Confar, Diretor de Marketing da empresa.

Para o diretor da Bonfilm e do festival, Christian Boudier, o sucesso do festival é mais uma prova do que o público brasileiro gosta muito e confia no cinema francês. “Ao longo dos anos, o Festival Varilux se tornou um dos maiores eventos de cinema a nível nacional. Esse feito só é possível graças ao crescente interesse do público pela cinematografia francesa. Nesta edição, não será diferente”, acredita o diretor.

O festival também recebe o patrocínio da GVT, da Secretaria de Estado de Cultura através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; e conta, também, com o copatrocínio da Embaixada da França, Air France, Delegação Geral das Alianças Francesas do Brasil, L’Oréal, Riofilme e Sofitel.

Vale lembrar que os ingressos para as sessões do evento seguem a política de preço de cada cinema.

Para conferir a programação, basta clicar aqui.



(Fonte: site oficial do evento)

Concerto às cegas revela que violinos valiosos não fazem o melhor som

Quando o assunto é qualidade em manufatura de instrumentos musicais, nenhum nome é mais respeitado do que o de Antonio Stradivarius. Nascido em 1644, ele manufaturou violinos em sua casa, localizada em Cremona, Itália, entre o final dos anos 1600 e começo dos 1700. Um violino Stradivarius é considerado por muitos como o topo da excelência musical e cujo valor chega à casa dos milhões.

O tempo passou, o trabalho de Antonio foi muito copiado, mas nunca duplicado. Apesar de existirem excelentes violinos modernos, nada se compara com a magia de um Stradivarius. Ou não?

Em 2010, Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie, na França, em conjunto com Joseph Curtin, um fabricante de violino americano, pediram que 21 músicos colocassem um óculos que obscurecia a visão e experimentassem três violinos novos e três velhos, durante uma competição internacional em Indiana (EUA). Treze escolheram como favorito um violino novo – e o menos favorito dos seis foi, justamente, um Stradivarius.

Claro que estes resultados deram origem a muitas queixas de violinistas, que disseram que as condições do teste foram irrealistas. Eles alegaram, por exemplo, que os violinos foram tocados em um quarto de hotel.

Claudia e Joseph não se deram por vencidos e elaboraram um novo estudo, com muitas melhorias. Desta vez foram utilizados 12 instrumentos, seis antigos e seis novos, com os novos modificados para parecer mais velhos. Os violinistas, 10 solistas profissionais, tiveram mais tempo: 75 minutos em uma sala de ensaio e 75 minutos em uma sala de concertos com 300 lugares, ambas em Paris.

Eles usaram seus próprios arcos, compararam os violinos do teste com o seu próprio, e puderam optar por ter um ouvinte fornecendo feedback e um piano acompanhante. Em certo ponto, até mesmo uma orquestra os acompanhou. E o resultado...

Os violinistas internacionalmente reconhecidos não conseguiram distinguir entre instrumentos antigos e novos (acertam 31 das vezes, erraram 33 das vezes, sendo um resultado ao acaso), e muitos escolheram um instrumento novo como seu favorito durante o “concerto às cegas”.

Os solistas avaliaram os violinos novos de forma superior, em média, em quesitos como tocabilidade, articulação e projeção. Seis deles escolheram um violino novo para uma turnê teórica por possuir. Outro violino novo, em particular, com um som alto e assertivo, foi favorecido por quatro solistas talvez por pensarem em projetar o som através de uma orquestra.

Ainda assim, vários violinistas, incluindo os participantes do estudo, afirmaram que seria simplista concluir que um violino novo pode ser igual a um velho, cheio de história. Yi-Jia Susanne Hou, do Canadá, por exemplo, escolheu um violino novo durante a maior parte do estudo, mas disse que preferia os velhos porque eles “ressoavam com o som de cada músico [que já o tocou]” ao longo dos séculos.

Ninguém duvida que instrumentos modernos têm suas qualidades, mas o estudo, apesar de bastante rigoroso, não conseguiu convencer os violinistas a abandonar sua antiga crença na superioridade dos consumados violinos italianos. “Eu não conheço nenhum grande solista que, tendo um Strad ou Guarneri, pense em trocar para um instrumento novo”, afirmou Earl Carlyss, um membro de longa data do Quarteto de Cordas da Juilliard School.

Segundo a pesquisadora principal, Claudia Fritz, o objetivo do estudo não era acabar com a fama do Stradivarius, porém mostrar que jovens solistas podem fazer carreira sem ter um instrumento deste nível. Para ela, podemos “tocar incrivelmente bem sem ter um Strad”.



(Fonte: NY Times)

Sem estereótipos: fotógrafa capta a beleza dos olhares de deficientes visuais

Perda da integridade física. O primeiro sopro amargo, nas múltiplas limitações da cegueira, é a perda da integridade física, do todo. O indivíduo que cresceu e edificou sua vida, como um ser inteiro, global, é agora somente uma parte do mesmo, está fragmentado.

Agora, aplicam-se a ele as palavras cruéis que marcam o indivíduo que não é inteiro: "mutilado" - "aleijado" - "atormentado" e a palavra que em si mesma está carregada de horror -  "cego".

Seu medo tem a qualidade de um pesadelo. Com a perda de visão, aconteceu algo extenso e profundamente temido. Está diferente do que era antes e, o que é ainda pior, está diferente daqueles que o cercam, ele é um homem cego, num mundo que enxerga. Esta diferença física, em relação ao indivíduo "normal", é algo que se situa acima e além de todos os problemas da existência que ele terá que enfrentar.

Ele vinha lutando toda sua existência (de um modo ou de outro) para ser um membro de "dentro do grupo", ou, pelo menos, para ser respeitado; agora, ele se encontra empurrado para dentro de "fora do grupo" do que jamais escapará.

Esta era a luta do padrasto da fotógrafa alemã Julia Fullerton-Batten. A visão dele vinha se deteriorando com o passar do tempo e isto motivou Julia a criar um ensaio para mostrar a beleza dos olhares perdidos de pessoas com deficiência visual.

O resultado certamente consegue escapar do estereótipo de “coitado”, pois, como escreveu nosso colaborador Lucas Radaelli neste texto, “o mundo já é cheio de estereótipos. Se você tem uma deficiência então, ganha-se muitos outros automaticamente”.

Abaixo, algumas fotos (clique sobre elas para ampliá-las, inclusive a que está no início desta matéria). Para ver o ensaio completo, clique aqui.


(Fonte: site oficial de Julia Fullerton-Batten)

É possível evitar a catarata nos animais de estimação?

Saúde Visual já alertou aqui que animais de estimação também precisam se consultar com um oftalmologista.

Antigamente, as enfermidades oftalmológicas dos pets eram subestimadas - a perda de visão era encarada como algo "normal", decorrente da idade avançada, mas hoje, o animal de estimação faz parte da família, portanto, recebe o tratamento que receberia um parente.

Assim, atualmente a oftalmologia constitui um importante ramo da Medicina Veterinária, sendo comum e frequente a ocorrência de afecções oculares nas espécies domésticas. O diagnóstico das oftalmopatias baseia-se em: histórico completo, obtido através das informações relatadas pelo proprietário; exames sistêmico (geral) e oftálmico do paciente, bem como aplicação de testes diagnósticos.

Das doenças que causam cegueira em animais, a catarata é a mais frequente. A doença provoca opacidade da lente, conhecida como cristalino, e dificulta a passagem de luz até a retina.

Os gatos levam vantagem, uma vez que a doença é rara em felinos. Porém, nos cães, é uma das doenças mais frequentes, principalmente nas raças Poodle, Cocker (Americano e Inglês), West Highland White Terrier, Schnauzer, Golden, Labrador, Maltes, Lhasa Apso e Afghan Hound.

Em casos de traumas, diabetes, tumores intraoculares, problemas congênitos, inflamações intraoculares severas (uveites), contato com substâncias tóxicas, tanto cães como gatos podem desenvolver catarata. Independentemente da causa, quanto mais cedo a catarata for diagnosticada e tratada, melhores são as possibilidades de resultados. Por isso, animais de raças predispostas devem, desde cedo, realizar consultas periódicas com um oftalmologista veterinário para realizar exames clínicos específicos.

Na fase inicial, a catarata pode passar despercebidamente aos olhos do dono do animal. Fique atento a mudanças na movimentação do cachorro, como tropeços constantes. Eles podem ser alertas de que algo não vai bem com a visão do seu pet. A modificação na cor das pupilas, que podem se mostrar esbranquiçadas ou azuladas, também são fáceis de se perceber.  A qualquer sinal de desconforto, como olhos vermelhos, excesso de lágrimas, coceira, secreção ocular ou dificuldade de enxergar, o veterinário deve ser procurado.

O tratamento é cirúrgico. A técnica mais usada nos dias de hoje é a facoemulsificação, que destrói o cristalino comprometido, liberando a passagem de luz e devolvendo a visão aos animais. Nos casos em que a retina está muito comprometida, mesmo após a cirurgia o animal pode não voltar a enxergar. Mesmos nestes casos, a cirurgia é indicada para evitar a evolução da doença, que pode resultar em complicações ainda mais graves, como a perda dos olhos.

Não existem comprovações científicas de que o tratamento clínico da catarata pode retardar o desenvolvimento da doença nos animais. Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce também para os pets.



(Fonte: Época)

Não mentirás - ou tua retina te entregará!

Afinal, é possível mesmo detectar se uma pessoa está mentindo apenas observando seus olhos?

Paul Ekman, notável psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais, cujo trabalho científico, além de ser desenvolvido em diversos países, gerou a famosa série de TV Lie to me, afirma que sim.

Já a psicóloga Caroline Watt, da Universidade de Edimburgo (Reino Unido), colocou este mito à prova através de uma pesquisa cuja conclusão foi que a noção de que “os olhos não mentem” não se confirma.

Agora a Converus, uma empresa especializada em soluções para detectar fraudes, acaba de anunciar algo que agradará aos que fazem parte do time de Paul Eckman. Mas que vai deixar muita gente preocupada.

Desenvolvido pelos mesmos responsáveis pela informatização do polígrafo em 1991, o sistema  EyeDetect é um software que identifica se uma pessoa está mentindo, baseando-se em sua retina.

O sistema, que utiliza uma câmera que captura imagens da retina do usuário, está sendo desenvolvido há 10 anos e, segundo os criadores, tem 85% de precisão no resultado. O que significa que podem acontecer resultados falsos-positivos.

Todd Mickelsen, CEO da Converus, explica que o ato de fraudar provoca mudanças sutis no movimento do olho humano. Estes movimentos podem ser tão pequenos como 1/10 de um milímetro, mas o SMI Eye Tracker - programa criado pela Converus e utilizado no EyeDetect - capta esses movimentos.

O teste demora de 30 a 40 minutos, envia toda a informação para um servidor seguro em nuvem e traz o resultado quase que em tempo real.

Com este sistema, as empresas privadas poderão identificar facilmente se uma pessoa cometeu crimes, divulgou informações confidenciais ou usou drogas ilegais, desencorajando tais práticas. Os governos também poderão utilizar o EyeDetect para saber, além das práticas já mencionadas, se alguém aceitou subornos, propinas, etc.

Inicialmente, o EyeDetect será testado no México. Mas bem que poderia começar pelo Brasil.



(Fonte: Converus)

A "menina dos olhos" cresceu - e já não é mais a mesma

A pupila é conhecida como Menina dos olhos não à toa. O termo deriva do latim, pupilla, que significa menininha. Ao longo dos anos, uma série de estudos publicados mostrou que a dilatação das pupilas pode revelar muitas coisas. Se a pessoa está mentindo, se aquele carinha é gay ou se aquela mulher é lésbica.

A pupila é aquele buraco negro que se vê no centro do olho, pois não há iluminação na parte interna dos olhos. Situada entre a córnea e o cristalino, e no centro da íris, ela é a responsável pela passagem da luz do meio exterior até os órgãos sensoriais da retina. A dilatação e a contração da pupila é, portanto, um movimento mecânico em resposta ao aumento ou à diminuição da luminosidade no ambiente.

Pelo menos, era o que os cientistas afirmavam até agora.

Acontece que um novo experimento realizado na Universidade de Oslo (Noruega) acabou de demonstrar que não é necessário aumentar ou diminuir a luz para que o tamanho da pupila se altere. Para tanto, basta imaginar uma cena mais clara ou mais escura para que o tamanho das nossas pupilas apresente um efeito correspondente ao que teria se estivéssemos realmente experienciando tal situação.

Ou seja, o ajuste do tamanho das nossas pupilas não é simplesmente uma resposta mecânica, ajustando-se também a uma sensação subjetiva de brilho. Além disso, os experimentos mostraram ainda que estes resultados não são devidos a mudanças voluntárias no tamanho da pupila ou a diferenças no esforço mental necessário para imaginar as cenas.

Unni Sulutvedt e Bruno Laeng, responsáveis pela pesquisa, publicaram um artigo na revista Psychological Science onde explicam que, “como os seres humanos não podem contrair voluntariamente a pupila dos olhos, a presença de ajustes pupilares à luz imaginária apresenta um forte argumento para a imagem mental como sendo um processo baseado em estados cerebrais semelhantes aos que ocorrem durante a percepção real".

No mesmo artigo, eles também sugerem que este trabalho pode ter aplicações práticas, permitindo sondar as experiências mentais de animais de laboratório, bebês, e até mesmo pacientes com distúrbios neurológicos graves.

O fato é que a pesquisa de Sulutvedt e Laeng, além de corrigir os livros-texto sobre o assunto, vai exigir que os cientistas ampliem um pouco mais a explicação sobre a pupila, e, sobretudo , terão que remover a expressão "movimento mecânico" das suas teorias.

Bastou a ‘menina’ crescer e já começou a dar trabalho...



(Fonte: Diário da Saúde)

Visor de laser estilo Ciclope é apenas um protótipo. Felizmente

Você conhece o Scott Summers? Ele é mais conhecido pelo seu pseudônimo, Ciclope, líder da equipe conhecida como X-Men, da Marvel Comics, criado por Stan Lee e Jack Kirby e capaz de disparar poderosos feixes de energia através de seus olhos, forçando-o a estar sempre usando um visor especial no rosto.

Esta habilidade com potencial enormemente destrutivo exige um forte controle por parte de Scott, principalmente para não ferir aqueles que o cercam. Grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Mas nem todos pensam assim.

Já mostramos nesta matéria que a exposição aos raios lasers de cor verde emitidos por canetas pode causar lesão permanente na retina. Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual.

Imagine se um irresponsável que se diverte com uma caneta destas tivesse o poder do Cíclope?

Felizmente, isto ainda não é possível. Ainda.

Patrick Priebe, um alemão aficionado por laser, está dando um jeito de usar da tecnologia para chegar um pouco mais perto.

Como podemos conferir neste vídeo ao final da matéria, a ideia de Priebe é criar um visor semelhante ao utilizado por Ciclope, com a diferença óbvia de que esses óculos não são feitos de quartzo-rubi, nem refletem a energia disparada por nossos olhos, tal qual o herói mutante.

No lugar disso, o alemão tecnicamente criou uma versão inversa do visor do Ciclope, que na verdade bloqueia os lasers que saem dos seus olhos, em vez de gerá-los. O visor de Priebe (foto à direita) possui um par de potentes lasers ativados com piscadas que podem explodir balões e queimar peças de roupa com facilidade. Aliás, o mesmo tipo de laser que Patrick costuma usar em seus outros “brinquedos” do gênero.

Antes, porém, que a turma da caneta laser se empolgue, o próprio criador do dispositivo coloca no início do vídeo o seguinte aviso: Não está à venda, é apenas um protótipo. Isso pode ser decepcionante, mas é compreensível também - afinal, estamos falando de um laser que pode queimar não somente os olhos, mas todo o resto do corpo. Isso sem falar nos problemas com a limitação do campo de visão de quem utilizá-lo.

Não à toa, o próprio criador descreve seu projeto como algo “imensamente estúpido e perigoso”.

Além disso, se há uma coisa que os quadrinhos nos ensinaram sobre armas laser avançadas, é que elas sempre precisam ser mantidas fora do alcance das mãos erradas. Infelizmente, se há duas coisas que os quadrinhos nos ensinaram, a segunda é que armas de laser avançadas quase sempre caem em mãos erradas de qualquer maneira.

Tipo aqueles torcedores de futebol desocupados que querem estragar o espetáculo...

 


(Fonte: Tecmundo)

Uma linda história, uma grave doença e a esperança na genética

O “Fantástico”, programa dominical da Rede Globo, exibiu esta linda matéria sobre o garoto Louis, da Nova Zelândia que, aos 12 anos, está perdendo a visão por causa de uma doença grave, a retinose pigmentar.

A retinite pigmentosa (ou retinose pigmentar) hereditária é uma rara doença genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, causando a formação de pequenas manchas escuras, que levam, aos poucos, à perda da visão.

Quando Louis tinha 4 anos parou de enxergar à noite. Levado ao oftalmologista, recebeu um diagnóstico dolorido: perderia a visão dali há quatro anos. Hoje, Louis já está com apenas 50% de sua visão normal.

Foi quando o pai dele decidiu que era hora de viajar pelo mundo, para que Louis pudesse sempre ter na lembrança os lugares mais lindos do planeta. Ao lado do pai e do irmão, ele viu lugares lindos, que ele sempre sonhou em conhecer. O dinheiro para tal aventura foi arrecadado por um vizinho, com ajuda de amigos.

A matéria do “Fantástico”, por motivos óbvios, não se aprofundou na questão da doença. Por isso, Saúde Visual resolveu fazer sua parte.

Em todo mundo, as doenças genéticas ocupam lugar de destaque como causa de cegueira em adultos e crianças. Os cientistas calculam que os defeitos genéticos que produzem os vários tipos de doenças degenerativas da retina (DDR) estejam ligados a centenas de genes. Muitos deles já foram localizados e algumas de suas mutações foram descobertas, possibilitando a classificação de inúmeros tipos de retinose pigmentar (RP). Contudo a localização do defeito genético é complexa, porque as mutações de um mesmo gen variam, causando diferentes formas de RP na família e até mesmo entre irmãos.

O garoto Louis, por exemplo, tem três irmãos. O que o acompanhou na viagem ainda está bem, mas os outros dois tem o mesmo problema em estágio bem mais avançado. A diferença é que, neles, os primeiros sintomas apareceram mais tarde - e evoluíram mais lentamente.

Isso porque a doença genética pode não ser curável, mas na maioria dos casos o paciente pode obter benefícios consideráveis por meio de uma abordagem terapêutica apropriada. É essencial que seja realizado o diagnóstico correto - o que, infelizmente, nem sempre ocorre.

Ao longo dos últimos anos, diversos grupos têm tratado com sucesso a retinose pigmentar injetando um vírus com um gene normal diretamente na retina do olho com o gene defeituoso. Esse processo invasivo também é vislumbrado como uma alternativa terapêutica para doenças degenerativas da velhice, como a degeneração macular. No entanto, como o vírus com o gene normal não consegue atingir todas as células da retina que necessitam ser consertadas, esta terapia experimental ainda não migrou definitivamente para a prática médica.

Entretanto, a pesquisa genética avança rapidamente graças aos recursos que estão sendo canalizados pelo projeto Genoma (mapeamento genético global do organismo humano) pelos laboratórios de biotecnologia e também pelas associações ligadas à entidade ‘Retina International’. Assim, a terapia genética traz a esperança de um dia curar definitivamente a doença, revertendo e corrigindo o defeito genético. Esperança compartilhada por todos que, assim como o pequeno Louis, estão vendo, aos poucos, o mundo se apagar diante dos seus olhos.



(Fontes: Fantástico, Sci-News & Soblec)

Gamers, peguem seus consoles! Videogame de ação melhora a visão!

As bandas de Mach são ilusões de óptica observadas numa imagem com diferentes tons de cinza. O nome desta ilusão faz referência a Ernst Mach (1838-1916), físico e filósofo austríaco e, através dela, ficou comprovado que o olho humano consegue diferenciar 500 tons de cinza.

Porém, os médicos acreditavam que esta capacidade para discernir entre tantos tons de cinza era um atributo da visão individual, própria de cada um, não podendo, por isso, ser melhorada.

Agora, pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), descobriram que os jogadores de videogames de ação que praticam intensamente seu passatempo podem ter uma melhoria na percepção das diferenças de tonalidades de até 58%.

Daphne Bavelier, médica que chefiou esta pesquisa, explica que, normalmente, “a melhoria da sensibilidade ao contraste significa usar óculos ou passar por cirurgias - alguma coisa como mudar a óptica do olho. Mas nós descobrimos que os videogames de ação treinam o cérebro para processar a informação visual de forma mais eficiente e as melhorias duram meses depois que o jogador para de praticar".

Como a sensibilidade ao contraste é um dos fatores limitantes que estabelecem a qualidade de visão de uma pessoa, a dra. Bavelier afirma que sua descoberta mostra que o treinamento em videogames pode ser um complemento útil para as técnicas de correção visual, uma vez que o treinamento nos jogos de computador parecem ensinar o córtex visual a fazer um melhor uso da informação que ele recebe.

"Pelo que sabemos, esta é a primeira demonstração de que a sensibilidade ao contraste pode ser melhorada pelo simples treinamento", diz Bavelier informando ainda que os jogos forçam o sistema visual até o seu limite e o cérebro se adapta a esse uso intensivo.

De acordo com os números da pesquisa, os efeitos positivos se mantiveram até dois anos depois que o treinamento cessou.

Vale lembrar que esta não é a primeira pesquisa a positivar o uso de videogames para tratar problemas oculares. Uma equipe médica da Universidade McGill, no Canadá, descobriu que o popular joguinho Tetris seria uma forma curiosa de tratar a desordem ocular popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia.

Já segundo a psicóloga Daphne Maurer, um programa de 40 horas de videogame, ao longo de quatro semanas, ajudou a melhorar a visão de pessoas que sofriam com catarata nos dois olhos.

E aí, gamer, precisa de mais algum motivo?



(Fonte: University of Rochester)

Em busca da precisão absoluta de cores

Saúde Visual publicou esta matéria sobre a evolução das telas, cada vez maiores, melhores e mais inovadoras, com novas tecnologias lançadas para smartphones, tablets e TVs, além de categorias completamente novas de produtos, como dispositivos vestíveis (como os óculos do Google) e a relação disto tudo com a visão.

Alguns leitores escreveram para nós perguntando por que certas cores ficam muito diferentes na tela, apesar de todos estes avanços.

É preciso ter em mente que existem há muitos fatores e causas para que tal ocorra, incluindo a gama de cor, a calibração do branco, a escala de intensidade, o gerenciamento de cor e, por fim, possivelmente o processamento dinâmico de imagens implementado de maneira inadequada.

As telas de todos os displays são espelhos que refletem a luz de tudo que é iluminado e que está diante delas, incluindo lâmpadas, janelas e luz do sol direta ou indireta. Tudo isso, por sua vez, lava as cores da tela, degrada o contraste das imagens e interfere na visualização do que está sendo exibido. Todas as telas reflexivas estão sempre ligadas, são legíveis ao sol e incluem retroiluminação para quando está escuro. Surpreendentemente, nenhuma delas telas inclui um sensor de luz ambiente para controle automático de brilho, o que poderia melhorar e muito a duração da bateria.

Para medir e mapear a precisão de cor absoluta, bem como os erros, em qualquer tela utilizam-se equipamentos e testes específicos para tal. Por conta disto, já neste ano, esperam-se grandes melhorias neste aspecto, como consequência dos pontos quânticos e de avanços de processamento no gerenciamento de cores.

Mas precisamos levar em consideração, porém, que existe um limite de acuidade visual no olho humano - poucos têm uma visão 20/20, sendo que a maioria de nós tem menos que isso. Sendo assim, há um limite bastante útil para a resolução e a densidade de pixels das telas e ultrapassá-lo não tem nenhum sentido prático, pois não há benefícios visuais e o desempenho da tela geralmente decresce (além de, claro, o custo total do aparelho subir significativamente).

Para compreender melhor esta colocação, basta imaginar que, levando em conta apenas a acuidade da visão 20/20, o limite prático da resolução de um smartphone está em cerca de 450 ppi. Mas para ver todos os detalhes da imagem é preciso segurar o aparelho bem perto dos olhos. No caso das TVs, ainda para uma visão 20/20, quem tem uma TV de 40 polegadas terá que vê-la de uma distância menor que 1,60m para notar a diferença – e assim progressivamente..

A qualidade de imagem, a fidelidade e a precisão de cor foram melhorando regularmente graças a melhorias na tecnologia das telas, processamento de sinal avançado, calibração de fábrica automática e aumento da concorrência. Especialistas realizaram uma série de testes e medidas de laboratório mostrando que os melhores smartphones, tablets e TVs são comparáveis, em precisão, com os monitores profissionais de estúdio. Com tamanha qualidade, é possível ver as fotos digitais em alta fidelidade.

Isto é especialmente importante, já que, geralmente, você conhece as cores das coisas que aparecem nas fotos que você tirou. Outra vantagem aparece na hora de fazer compras pela internet: as mercadorias aparecerão em cores precisas, então você terá uma boa ideia do que está comprando, diminuindo assim as chances de você não gostar do produto e querer trocar.

Para não dizer que não falamos em desvantagens, podemos incluir a fome causada pelas imagens de alimentos apresentadas em telas tão exatas, além do tempo gasto vendo séries e filmes, pois eles ficarão com imagens mais que excelentes...



(Fonte: Display Mate Technologies)

Inteligência artificial para entender a inteligência visual

Cientistas da Universidade Queen Mary, em Londres, acabam de chegar mais perto de compreenderas falhas na visão que, como consequência, conduzem à chamada cegueira momentânea (ou involuntária), quando os olhos aparentemente “falham” e deixam de perceber as coisas por um dado momento.

Como já vimos nesta matéria, o cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Assim, o cérebro costuma descartar informações, manipular raciocínios e o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária.

Uma nova pesquisa, publicada no Journal of Vision, utilizou um modelo baseado em computação para prever que tipos de mudanças as pessoas estão mais propensas notar quando os olhos começam a falhar.

O autor do estudo, o professor Peter McOwan, afirma que esta é uma das primeiras aplicações de inteligência artificial de computador para ajudar a estudar a inteligência visual humana. MacOwan explica que “a matemática de inspiração biológica que temos desenvolvido e testado pode ter usos futuros em deixar sistemas de visão computacional, tais como robôs, detectar elementos interessantes em seu ambiente visual".

Durante o estudo, os participantes foram convidados a identificar as diferenças entre pré-mudança e pós-mudança em uma série de imagens. Algumas destas imagens tinham elementos adicionados, removidos ou mesmo cores alteradas, com o local da modificação baseado nas propriedades de atenção de cada um.

 Ao contrário de estudos anteriores, onde os cientistas analisaram a mudança na visão causada pela cegueira temporária manipulando manualmente essas imagens, tomando decisões sobre o que e onde poderia ocorrer uma mudança, o modelo de software usado neste estudo eliminou qualquer viés humano. A equipe de pesquisa da Escola de Engenharia Eletrônica e Ciência da Computação da Universidade Queen Mary desenvolveu um algoritmo que deixa o computador "decidir" como alterar as imagens que os participantes do estudo foram convidados a ver.

Enquanto os experimentos confirmaram que a mudança da cegueira momentânea pode ser prevista usando este modelo, os testes também mostraram que a adição ou remoção de um objeto da cena é detectada mais facilmente do que as mudanças na cor do objeto, um resultado que surpreendeu os cientistas. "Nós esperávamos que a mudança de cor fosse muito mais fácil de detectar, uma vez que a cor desempenha um papel tão importante no nosso dia-a-dia e em nossa percepção visual", disse o pesquisador-chefe Milan Verma.

Os autores sugerem que a abordagem baseada em computação será útil na elaboração de exposições de caráter essencial, como os sinais de trânsito, serviços de emergência, segurança e vigilância para chamar a atenção para uma mudança que exija atenção imediata.

"Vivemos em um mundo no qual estamos imersos em informação visual", explicou Verma. "O resultado é um enorme fardo cognitivo que pode prejudicar nossa capacidade de completar uma dada tarefa. Este estudo é um passo importante para a compreensão de como a informação visual é processada e sobre como podemos otimizar a apresentação destas informações visuais".



(Fonte: Science Daily)

Expo Abióptica 2014: negócios movidos a inovações

O mês de abril já está marcado nos olhos. Afinal de contas, é neste período que acontece aquela que já se consagrou como a maior exposição óptica da América Latina e uma das maiores e mais representativas do setor no mundo: a Expo Abióptica. Este ano, o evento acontece entre os dias 2 e 5 de abril, no Pavilhão Vermelho, do Expo Center Norte, em São Paulo.

Desde que foi anunciada a edição 2014, a 12ª, os expositores vêm demonstrando bastante entusiasmo e expectativa graças aos números alcançados com a versão 2013.

Este ano o evento apresentará um verdadeiro boom de tendências. Tudo o que foi apresentado nas feiras de Milão e Paris estará em evidência agora para o Brasil e para a América Latina em um só espaço.

O consumidor pode esperar de tudo quando o assunto é a escolha do modelo ideal. Wayfarer, aviador, cat eye, butterfly, clubmaster, pantos, wrap, redondos, ovais ou quadrados. E esses são apenas alguns exemplos que estarão nas vitrines e nos estandes espalhadas por todo o pavilhão durante a exposição.

Além das tradicionais marcas, esta edição será marcada por novidades, como o retorno da Optisol e Solótica e a estreia da Bamboo, Bausch Lomb, Cops, J. Piran, Optidados e RBO.

Como nas edições anteriores, a infraestrutura que será montada dará aos visitantes todo conforto e segurança. O local conta com guarda-volumes, áreas de descanso, telefones públicos, instalações para deficientes e estacionamento para mais de 3 mil veículos. Além disso, o Expo Center Norte possui toda a estrutura necessária para a segurança de todos, como pronto atendimento na entrada do pavilhão, enfermeiros, ambulância, equipe própria de segurança e de combate a incêndio.

Para disponibilizar ao visitante do maior evento do setor óptico brasileiro comodidade, conforto e agilidade, a organização da Expo Abióptica 2014 fechou importantes parcerias com hotéis localizados no perímetro de 12 quilômetros de distância e a no máximo 35 minutos do local da exposição. E, para quem quer visitar o evento, a Abióptica subsidiará 50% do valor do transporte de pequenos grupos. Os interessados devem residir em cidades até 1.500 km de São Paulo e ser um profissional do setor óptico.

Outro costume do evento, a presença de famosos está garantida para esta edição, seja para divulgar sua própria marca, seja para fazer papel de garoto/garota propaganda.


Saúde Visual Serviço:

Expo Abióptica 2014

De 2 a 5 de abril

Expo Center Norte – São Paulo/SP

Para maiores informações, consulte o site do evento



(Fonte: Assessoria de Imprensa)

Vendo Nova York através dos óculos de um míope

Óculos é um acessório, no mínimo, curioso. Quem usa, não gosta. Quem não usa, quer usar.

Para os que se encontram no primeiro caso, especialistas afirmam que deixar de usar óculos, ainda quando seja necessário, não prejudica os olhos, já que depois dos sete anos de idade, quando a visão já está completamente formada, o acessório serve apenas como uma espécie de apoio e, assim, não existe perigo de danificar o órgão ou fazer com que aumente o grau de problemas como miopia ou hipermetropia, já que o aumento no grau não depende do uso dos óculos por se tratar de um processo natural do corpo à medida que envelhecemos.

Já para atender as pessoas que não precisam mas querem usar, existe no mercado alguns óculos de lente plana, também conhecidos como “clear lenses” - peças imitam a estética dos óculos oftalmológicos cujas lentes, porém, são transparentes e não possuem grau algum.

Saúde Visual já apresentou aqui um belo trabalho fotográfico realizado pela publicitária Layana Leonardo batizado por ela de “Ensaio sobre a miopia”, que consiste em fotos tiradas por ela através de seus próprios óculos para mostrar a forma como ela vê o mundo.

Agora, para quem ainda possui a curiosidade para saber como é ver o mundo através de lentes, os artistas Jamie Beck e Kevin Burg criaram uma série de imagens incríveis onde podemos ver como pessoas com problemas de vista enxergam com e sem a ajuda dos óculos.

Em homenagem ao lugar em que vivem, eles batizaram a série animada de 'Vendo New York através de minhas lentes de Giorgio Armani' e registraram uma série de intrigantes imagens em movimento que nos fazem sentir como se estivéssemos ali, observando Times Square, Central Park e a estação Grand Central.

Para conseguir um efeito exato, Beck e Burg utilizaram uma técnica chamada cinemagrafia, que nada mais é que uma fotografia alterada digitalmente para mostrar uma imagem estática e com animações ao mesmo tempo.

Confira o resultado abaixo, mas atenção - é preciso clicar sobre as imagens para ampliá-las e vê-las em movimento, entendido? Então sinta-se em Nova York - mas com miopia:

 

 



(Fonte: Ígnant)

Laser verde: comportamento irresponsável, consequências fatais

Quem assiste futebol já teve a oportunidade de conferir a ação de torcedores pouco ocupados lançando raios lasers verdes nos olhos dos jogadores adversários. Acontece que, além de problemas oculares, esta prática pode causar sérios acidentes já que estes ponteiros laser comerciais projetam feixes pequenos, mas seu diâmetro cresce conforme a distância aumenta, e pode resultar em cegueira se temporariamente apontado aos olhos de alguém.

Para quem não sabe (como é o caso dos torcedores citados), a utilização deste objeto é crime previsto no artigo 261 do Código Penal, quando expõe a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, através de ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, chegando há 12 anos em caso de destruição da aeronave. Sim, destruição.

De acordo com a Autoridade de Aviação Civil (CAA, na sigla em inglês) dos EUA, a luz de alta intensidade pode ofuscar os pilotos durante as fases cruciais de decolagem e pouso. Com razão, naquele país o ato é considerado um crime federal desde fevereiro de 2012.

Por lá, um jovem de 19 anos da Califórnia foi condenado a dois anos e meio de prisão por apontar um laser a dois aviões. Em março, Adam Gardenhire apontou uma caneta laser verde a um jato executivo, em seguida direcionou-a a um helicóptero da polícia de Pasadena enviado, justamente, para encontrar a fonte do laser.

O piloto do avião Cessna que Gardenhire apontou o laser estava se preparando para pousar em um aeroporto em Burbank e sofreu “problemas de visão que duraram horas” após o incidente, de acordo com um comunicado do Escritório da Procuradoria Distrital Central da Califórnia (EUA). Já o piloto do helicóptero da polícia, equipado com proteção ocular, não se machucou.

Recentemente, também nos EUA, Sergio Rodriguez, de 26 anos, foi condenado por tentativa de interferir na operação de uma aeronave ao apontar uma caneta laser na direção de um helicóptero. Sua pena é a mais dura até agora de que se tem notícia porque o FBI está querendo passar uma mensagem.

De acordo com Monica Miller, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Sacramento, a sentença de Rodriguez “demonstra claramente a seriedade de suas ações e que o FBI vai trabalhar com os seus parceiros de execução da lei para localizar e prender aqueles que se dedicam ao perigoso uso indevido de lasers, que coloca as pessoas em risco”, declara a agente, concluindo que “apontar laser para uma aeronave não é uma piada ou uma brincadeira casual. É um comportamento irresponsável que pode ter consequências fatais para a tripulação no ar, os passageiros e o público em terra”.

Aqui no Brasil, o senador Lobão Filho (PMDB-MA) apresentou o projeto de lei que visa introduzir no Código Penal punição específica para quem expõe aeronaves a feixes de raio laser ou a qualquer outro tipo de luz amplificada, bem como punir o uso de laser em estádios para dificultar o desempenho dos esportistas.

Segundo especialistas, a exposição aos raios emitidos por estas canetas pode causar lesão permanente na retina. Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual.



(Fontes: BBC, Uol & HypeScience)

"Olho" de computador organiza imagens com base em características artísticas

Parece que desenvolver softwares que funcionem feito nossos olhos está na pauta do dia da tecnologia. Depois do Facebook criar um sistema de verificação facial tão bom quanto nossa visão, agora temos um programa que organiza imagens automaticamente de acordo com características artísticas.

Já em 2012, os cientistas portugueses José Jerónimo Rodrigues e Ricardo Cabral tinham o objetivo de fazer os computadores "verem como humanos", reconhecendo as relações entre os objetos que têm perante si e o seu uso. Segundo Cabral, as dificuldades estão na descrição de um problema de alto nível a um computador, cuja linguagem consiste em 'receitas' e também o fato de não se saber, exatamente, como o ser humano processa o conhecimento ou extrai informação de alto nível do sistema visual.

Tudo indica que, agora, os colegas alemães da dupla portuguesa conseguiram driblar algumas destas dificuldades.

Os pesquisadores do Instituto Max Planck de Informática em Saarbrücken, na Alemanha, liderados por Tobias Ritschel, criaram uma espécie de olho para computadores que consegue detectar e organizar imagens a partir do seu aspecto artístico.

Neste caso, o olho nada mais é que um software para o qual podemos apresentar três imagens parecidas e ele consegue vasculhar e organizar outras semelhantes. Com o uso de um algoritmo, o “olho” classifica imagens de acordo com características visuais, como cores e tamanhos. Para finalizar, ele exibe o resultado de duas formas: em mosaico e lado a lado.

O programa é bem inteligente e consegue entender exatamente o que se quer. Ao site Science Daily, Ritschel explicou que o principal recurso do programa é que ele é capaz de capturar os requisitos do usuário: “Tudo o que ele (usuário) precisa fazer é clicar em duas, três ou mais imagens com o mouse e carregá-las até certo ponto”. A partir daí, o algoritmo entra em ação e a classificação é feita automaticamente. Basta observar a imagem acima que mostra borboletas diferentes que o "olho" organizou horizontalmente por variações de cor e verticalmente por tamanho.

Este método oferece novas possibilidades para os fotógrafos e editores de fotografia, que quiserem, por exemplo, organizar as fotos de várias borboletas sistematicamente com base na cor ou tamanho para criar um livro ilustrado. Antes, isso demandaria muito tempo, pois seria preciso organizar as fotos individuais dos animais no computador manualmente, já que não existe um software adequado para fazer isto automaticamente com base em certas características.

Bernhard Reinert, que também participa do desenvolvimento do “olho”, vê a aplicação do invento também para lojas online e até mesmo para museus. Para ele, os operadores dessas lojas podem reunir diversas mercadorias parecidas e exibi-las para os clientes de uma forma mais compacta e visualmente agradável do que antes; enquanto que os museus poderiam usar este programa para as suas exposições de forma que as crianças possam aprender brincando, organizando fotos de moedas, pedras ou animais.



(Fontes: Inovação Tecnológica & ScienceDaily)

Em Las Vegas, maior usina solar do mundo está cegando pilotos e fritando pássaros

Quem, quando criança, nunca fez aquela inocente – porém cruel – brincadeira de queimar formigas com ajuda de uma lupa para direcionar os raios de sol bem em cima da pobre vítima?

Bom, pode ser que a geração atual nunca tenha brincado assim, seja porque vive no mundo virtual, seja porque não vê graça alguma em fazer algo tão ecologicamente incorreto.

De qualquer forma, os seres humanos estão recebendo uma dose deste veneno.

O Departamento de Aviação do Condado de Clark enviou uma carta nesta semana pedindo aos designers da usina de energia solar Ivanpah, próximo a Las Vegas que façam alguma coisa em relação ao brilho intenso que emana de um campo com 300.000 espelhos enormes (do tamanho de outdoors, aqueles cartazes de rua). Os espelhos se movem para acompanhar o sol no céu, focando a luz em três torres de 45 andares que coletam a energia solar. E, como qualquer um sabe, espelhos refletem a luz do sol.

O brilho é tão forte que um piloto descreve voar próximo a Ivanpah como “olhar diretamente para o sol.” Um controlador de tráfego aéreo também diz receber queixas constantes, e que nada até agora foi feito. “Relatei para a Gestão e foi dito que eles não fariam nada sobre isso. Eles então sugeriram que eu dissesse ao piloto para denunciar através do sistema de informação de segurança, e para eu mesmo fazer uma denúncia. Não tenho ideia do que pode ser feito nessa situação, mas sendo um passageiro em uma aeronave que atravessou esse espaço aéreo e tendo visto por contra própria, diria que algo precisa ser feito. É extremamente brilhante e perturbador”, disse ele ao site Kcet.

A carta inclui duas reclamações separadas de agosto de 2013, antes da inauguração da usina, já que tal problema era esperado: ambientalistas e engenheiros se preocupavam que a usina poderia cegar pilotos mesmo antes de ela ser construída.

Ivanpah é a maior usina de energia solar do mundo, e pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google (sim, a gigante das buscas investe há tempos em energia limpa). Porém, por mais brilhante e bonita que a usina seja em fotos, o entusiasmo por projetos de energia solar como este diminuiu, em partes devido ao impacto ambiental. Na Califórnia, por exemplo, um projeto parecido foi rejeitado devido à preocupação com as aves. Sim, porque, além dos aviões, outros objetos voadores são prejudicados por Ivanpah – os raios concentrados de luz solar estão fritando os pássaros que voam por perto.

As formigas de outrora sabem muito bem o que é isso...



(Fonte: Kcet)

No escurinho, uma boa lâmpada é a melhor polícia

Saúde Visual já apresentou esta lista com 11 itens para desmistificar e estimular o uso de óculos escuros, mesmo no inverno. Como se estes onze itens não bastassem, publicamos esta pesquisa do Smithsonian Magazine, onde pesquisadores entrevistaram pessoas com e sem óculos de sol andando em um calçadão e descobriram que as pessoas que não estavam protegendo seus olhos com óculos escuros, apresentaram maiores sentimentos ligados a raiva e a agressão.

A explicação dos pesquisadores é que, quem não usa óculos, escuros tende a apertar mais os olhos para protegê-los da claridade.

Não é, porém, o que pensam os cientistas Chen-Bo Zhong, Vanessa K. Bohns e Francesca Gino, da Universidade de Toronto, no Canadá. Contrariando tudo o que foi dito acima, os três concluíram que as pessoas que estão em salas escuras, ou usando óculos de sol, tendem a agir com egoísmo e desonestidade.

Segundo os autores da descoberta, isso supostamente acontece porque a falta de luz gera uma sensação de anonimato no cérebro - que acredita não estar sendo observado. Os cientistas acreditam que a escuridão é ruim para a moral como consequência das sensações que a ausência de luz causa, como insegurança por exemplo.

Para chegar a este resultado, Zhong, Bohns e Gino fizeram três experimentos. No primeiro, os participantes foram postos em uma sala ligeiramente escura com a desculpa de arrecadar dinheiro para pessoas carentes, e conseguiram mais dinheiro do que as pessoas que estavam em uma sala bem iluminada.

No segundo experimento, os participantes usando óculos de sol se comportaram de forma mais egoísta do que aqueles que usavam óculos com lentes claras. Finalmente, no terceiro experimento, foi criada uma sensação ilusória de anonimato medindo a relação entre a escuridão e o comportamento de  auto-interesse dos participantes.

Em todos os três experimentos, a escuridão não tinha influência sobre o anonimato real, mas ainda assim, houve um aumento dos comportamentos moralmente questionáveis.

Os cientistas esclarecem que uma pessoa sozinha em um quarto fechado, tendo que decidir irá mentir para um completo estranho, estando em um quarto bem iluminado não teria seu anonimato preservado. E isso vale até mesmo para quem está usando óculos de sol, segundo eles, graças à ilusória sensação de ocultação.

Algo muito parecido com o que as crianças fazem quando brincam de se esconder atrás de suas próprias mãos e acham que não estão sendo vistas.

Na conclusão da pesquisa, os cientistas afirmam que, assim, ao contrário de estudos anteriores que trataram a escuridão como apenas um dos muitos fatores que induzem um estado de desindividualização, esta experiência, combinada com a dificuldade de transcender nossa própria experiência fenomenológica, desencadeia uma crença psicológica que a escuridão desvia a atenção e controle dos outros.

Para eles, os resultados sugerem que, mesmo o uso de inocentes óculos de sol, pode ter consequências potencialmente prejudiciais à moral. E citam o famoso escritor, filósofo e poeta estadunidense, Ralph Waldo Emerson (1803-1882), que afirmou que uma boa lâmpada é a melhor polícia.

Os pesquisadores não mencionam, mas será que foi esta sensação de anonimato que fez a fama do "escurinho do cinema"?

 

(Fonte: University of Toronto)

Inclusão: livro ensina física para quem não enxerga

O professor de educação para a ciência Eder Pires de Camargo, que dá aulas na Universidade Estadual Paulista (Unesp), reuniu em um e-book ferramentas úteis para professores ensinarem física a alunos que não enxergam. Lançado pela editora da própria Unesp, o livro avalia os obstáculos para incluir os estudantes cegos no aprendizado de conhecimentos como óptica, eletromagnetismo, mecânica, termodinâmica e física moderna, e sugere formas de viabilizar a participação e o entendimento desses alunos. O livro pode ser acessado gratuitamente pela internet.

Em entrevista ao site de notícias G1, Camargo explicou que este é o terceiro livro produzido por ele a respeito da educação inclusiva de conteúdos de física. Desde 2007, ele dá aulas na Unesp para futuros professores de física e afirma que já tem obtido resultados interessantes. O professor explica que decidiu pesquisar o tema, entre outros motivos, porque perdeu a visão a partir dos 9 anos de idade. Além disso, "em ordem primeira de importância, este é tema de grande necessidade social", disse o professor.

O livro é resultado da pesquisa de pós-doutorado do professor, realizada a partir de 2005 sob a supervisão de Roberto Nardi, da Unesp de Bauru. Ele tenta driblar costumes que estão enraizados na dinâmica de uma sala de aula, onde o professor usa ao mesmo tempo sua fala e a informação visual para se comunicar com os alunos. "Se utiliza muito um tipo de linguagem que envolve o áudio e a visualização simultânea da informação. Por exemplo: 'note as características desse gráfico' (professor indica o gráfico na lousa), 'isto mais isto dá isto' (indica a equação)", explicou ele.

Dessa forma, segundo Camargo, o estudante cego não consegue participar da aula e sequer tem condições para formular perguntas a respeito do que está sendo ensinado, porque só tem acesso parcial ao conteúdo. "Mais de 90% dos momentos de comunicação em sala de aula de física utilizam o perfil que descrevi. Nisto reside uma parte das dificuldades enfrentadas pelo aluno cego".

Segundo ele, não há soluções definitivas para ensinar todos os conteúdos de física para quem não vê, mas é preciso dar mais atenção a outros canais de comunicação. Para entender como superar tais obstáculos, ele passou um ano coletando dados com a ajuda de estudantes de licenciatura em física e 35 alunos videntes e dois cegos. "Na primeira parte, desafiamos futuros professores de física da Unesp de Bauru a planejarem materiais e atividades de ensino de física adequadas para a participação de alunos com e sem deficiência visual. Na segunda parte da pesquisa, esses futuros professores aplicaram módulos de ensino de física sobre cinco temas. O curso todo levou 80 horas".

As aulas foram gravadas em vídeo e, depois do curso, todos os participantes da pesquisa foram entrevistados. "A análise desses materiais foi realizada durante os outros anos da pesquisa, 2006 a 2009", explicou Camargo.

Para o professor, uma das formas pelas quais é possível driblar os hábitos de comunicação excludente na sala de aula é ensinando por meio de maquetes táteis. Ao transferir o conteúdo dos gráficos e esquemas da lousa para um modelo 3D, não só é possível incluir os alunos cegos, mas a ferramenta também pode facilitar o processo de aprendizado dos colegas videntes, além de incentivar a interação entres os alunos.

Outros materiais que podem ser usados são barbante, arame, massa de modelar, isopor e pregos, entre outros. Além disso, outra diferença nos hábitos do professor, na hora de pensar em como dar uma aula acessível para quem não consegue enxergar, é a necessidade de planejamento com maior antecedência. Isso permite a construção dos modelos adequados para o ensino do conteúdo específico da aula. Por isso, ele defende que, além do incentivo à formação qualificada do professor, é preciso que o governo dê, no caso das escolas públicas, a infraestrutura necessária para que o trabalho seja feito.

Na opinião de Camargo, essas condições ainda não são satisfatórias, mas ele defende que de nada adianta constatar o estado das coisas hoje, principalmente considerando o sistema atual de ensino. "Eu diria que torna-se muito complexo e contraditório falar em inclusão no atual modelo de escola e sociedade, cujo ensinamento central é a competitividade e o acúmulo, valores divergentes aos apregoados pela inclusão. Por isto, é preciso falar em inclusão em seu sentido prospectivo, porque a inclusão não está pronta, constituindo uma meta a ser atingida, uma meta de uma nova sociedade e de um novo modelo social", conclui.



(Fonte: G1)

É a conjuntivite fechando o verão...

O verão acabou, mas, além das boas lembranças das férias, do mar ou da piscina, a estação mais quente do ano também pode deixar um rastro de conjuntivite.

Conjuntivite é a famosa vermelhidão e inflamação das membranas que cobrem os brancos dos olhos e das membranas na parte interna das pálpebras. É mais freqüentemente causada por um vírus ou por uma infecção bacteriana, apesar de alergias, agentes químicos e doenças subjacentes também desempenharem relevante papel no contágio bacteriano.

Os dois tipos de conjuntivite, a viral e a bacteriana, são extremamente contagiosas. É fácil de se espalhar através da má lavagem das mãos ou pelo compartilhamento de um objeto (como uma toalha) com alguém que contaminado. Ela também pode se espalhar através da tosse e dos espirros. Crianças diagnosticadas com conjuntivite infecciosa devem ficar ausentes da escola ou da creche por um período curto de tempo. A conjuntivite alérgica (causada por pólens sazonais, pêlos de animais, cosméticos e perfumes) e conjuntivite química (de produtos químicos ou líquidos, incluindo água sanitária) não são contagiosas.

Vermelhidão nos olhos é sintoma típico de conjuntivite, que raramente é grave e pouco provável de causar danos aos olhos ou na visão, desde que detectados e tratados. Os sintomas da conjuntivite infecciosa começam em um olho e passa para outro dentro de poucos dias. Os sintomas da conjuntivite alérgica geralmente envolvem ambos os olhos. Inchaço das pálpebras é mais comum com conjuntivite bacteriana e alérgica. Os sintomas das conjuntivites do tipo viral e alérgica são conhecidos por causar a produção de lágrima mais do que o usual.

A produção excessiva de remela transparente e aquosa é comum na conjuntivite viral e na alérgica. Quando a remela é mais amarelo-esverdeada, é provável ser conjuntivite bacteriana. Acordar com os olhos "colados" pode ser devido ao acúmulo de remela nos olhos, causada pela conjuntivite. Para reduzir a dor e para remover a remela, use uma compressa fria ou quente sobre os olhos. Certifique-se usar um pano diferente para cada olho para prevenir a propagação da infecção. E use panos limpos a cada limpeza, que deve ser feita a partir do interior para o exterior da área do olho.

A conjuntivite pode causar sensibilidade à luz. Uma pessoa que tem sintomas graves, tais como alterações na visão, sensibilidade à luz intensa ou dor severa, pode ter uma infecção que se espalhou além da conjuntiva e deve ser reexaminado por um médico. Mas a conjuntivite persistente pode ser um sinal de uma doença subjacente no corpo, como as doenças reumáticas - tais como artrite reumatóide e lúpus eritematoso sistêmico e certas doenças inflamatórias intestinais, tais como colite ulcerativa.

A conjuntivite bacteriana é tratada com colírios antibióticos, pomadas ou pílulas para limpar a infecção. Nos casos de conjuntivite viral, a maioria não tem tratamento específico - você apenas tem que deixar o vírus correr o seu curso, que é normalmente de quatro a sete dias. Os sintomas de conjuntivite alérgica devem melhorar uma vez que a fonte do alérgeno é removida e a alergia em si é tratada. A conjuntivite química requer lavagem rápida do olho afetado por cinco minutos e uma imediata visita ao médico.

Quem está com conjuntivite infecciosa deve evitar tocar a área dos olhos e lavar as mãos freqüentemente, especialmente após a aplicação de medicamentos na área. Nunca compartilhar toalhas ou lenços e jogá-los fora após cada utilização. Mudar lençóis e toalhas diariamente. E desinfetar todas as superfícies, incluindo as bancadas, pias e maçanetas. Para as mulheres, a dica é jogar fora qualquer maquiagem usada enquanto infectada.


(Fonte: WebMD)

Facebook desenvolve sistema de verificação facial tão bom quanto nossos olhos

deepfaceJá vimos aqui que a informação visual sobre os outros, especialmente a que se refere aos rostos, ocupa um papel importante na escolha do parceiro.

A capacidade de interpretar expressões faciais tem origem evolutiva, o que significaria que elas seriam algo como uma “língua universal”.  Todos nós, quando experienciamos uma emoção, traduzimos a mesma através de uma expressão facial, nem que seja o nível micro (principalmente quando mentimos), onde as mesmas duram menos de 1/5 de segundo.

É a partir destes dados que a equipe interna de pesquisa do Facebook está trabalhando em um projeto chamado DeepFace - um sistema de reconhecimento facial de última geração que mapeia recursos faciais em 3D, transforma-os em um modelo plano, e então filtra o resultado por cores para identificar elementos faciais específicos.

Quem participa desta rede social sabe que o Facebook vem trabalhando com reconhecimento facial há anos para criar as famosas marcações automáticas em fotografias. Com o DeepFace esta tecnologia se aproxima do desempenho do olho humano, pois executa algo que os pesquisadores chamam de verificação facial (ele reconhece que duas imagens mostram a mesma face), e não de reconhecimento facial (colocando um nome a um rosto).

Para Neeraj Kumar, pesquisador da Universidade de Washington que tem trabalhado no sistema de verificação e reconhecimento facial, os resultados mostram como encontrar dados suficientes para alimentar uma grande rede neural podem permitir melhorias significativas em softwares de aprendizado, por exemplo.

Como teste, o DeepFace precisou identificar se duas pessoas em uma imagens postas lado-a-lado eram as mesmas e a precisão foi de 97,25%. Quando humanos fazem o teste, eles chegam a 97,5%, o que torna o resultado muito impressionante. Resultado que exigiu paciência da equipe, já que o sistema usa 120 milhões de parâmetros diferentes para identificar rostos, e foi treinado usando 4,4 milhões de faces categorizadas de 4.030 pessoas diferentes na rede social para chegar neste ponto.

O DeepFace funciona em dois passos. Em primeiro lugar, ele corrige a posição do rosto em uma foto para que a pessoa esteja olhando para frente - ela é sobreposta em um modelo 3D de um rosto “médio” olhando para frente. Depois, ele cria uma descrição numérica para o rosto reorientado - se encontrar dois rostos com as mesmas descrições, então ele conclui que se trata da mesma pessoa.

Por enquanto, porém, o recurso não será incorporado ao site. A princípio, a equipe de pesquisa do Facebook vai levar o DeepFace para a conferência sobre Visão de Computadores e Reconhecimento de Padrões, realizada em junho pela IEEE (Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos). O objetivo é saber o que acadêmicos e pesquisadores conseguem fazer este projeto.



(Fonte: Technology Review)

Viagem fantástica: a vida atrás dos olhos

Viagem Fantástica (Fantastic Voyage, no original) é um filme estadunidense, de 1966, do gênero ficção científica, dirigida por Richard Fleischer e estrelado por Rachel Welch.

Na história, para salvar a vida do cientista Jan Benes que está em coma, com um coágulo no cérebro, um grupo embarca no submarino "Proteus", que é miniaturizado e injetado no corpo de Benes. A equipe tem uma hora para drenar o coágulo. Após este tempo, o submarino vai começar a reverter ao tamanho normal.

Depois de enfrentar muitos obstáculos durante a missão, eles escapam... pelos olhos, através das lágrimas!

Se ainda não podemos navegar por dentro do corpo humano, tecnologia é que não falta para, ao menos, espreitarmos dentro do olho humano. A fotografia digitalizada, acoplada à informática e à luz, emitida ou não por lasers, certamente facilita o registro das visões. Conhecidos os códigos de funcionamento da visão, os compromissos entre luz, sinais e cérebro humano, faltava documentar e registrar este extraordinário mecanismo.

Foi o que a Universidade de Lisboa (UL) fez.

Eles quase que literalmente entraram no interior do olho humano para produzir a exposição “Visões – o interior do olho humano”.

São 46 fotos do olho humano escolhidas entre três milhões e foram tiradas pelo equipamento de diagnóstico do Centro Cirúrgico de Coimbra, que é dirigido por António Travassos, um dos maiores especialistas mundiais na cirurgia ocular.

Logo à entrada da exposição, o visitante será confrontado com uma estrutura gigantesca, com cerca de 7,5 metros de altura, que pretende reproduzir o interior do olho humano, retratando algumas das suas estruturas, ao mesmo tempo em que é explicado ao visitante a importância da luz e da cor neste processo fantástico que é a visão.

Adentrando a exposição adentra-se, também, no olho humano que será revelado, ao pormenor, com minúcia, detalhe e novas histórias para contar, recorrendo a imagens de grande impacto e dimensões e com a ajuda de filmes, projetados em 2 D e 3D.

Na exposição foram criados vários percursos do interior do olho humano onde se pode conhecer os compromissos entre luz, sinais e cérebro humano; enfim, onde são revelados os códigos do funcionamento dos nossos olhos quando estão saudáveis ou doentes.

As fotos, tiradas graças a tecnologias sofisticadas como a retinografia, a angiografia ou a tomografia de coerência ótica, foram digitalizadas e associadas a imagens e objetos da natureza - ou construídos pelos humanos - que nos são familiares.

Todas as imagens têm uma história para contar e todas são reais. O extraordinário, o invulgar e o insólito desfilam por fotografias que registraram momentos muito além daquilo que o olho humano é capaz de alcançar e são um instrumento de comunicação inovador entre ciência e arte. São imagens reais que mais parecem captadas em qualquer lugar no espaço.

Na própria exposição, as “janelas da alma” são captadas ao vivo, pelo equipamento de diagnóstico do Centro Cirúrgico de Coimbra. Basta que o visitante encoste a cabeça ao equipamento certo e ter a destreza necessária para captar o que os outros não veem, mas que marcará a diferença.

Por enquanto, a mostra tem percorrido várias cidades de Portugal, mas existe uma expectativa de que a exposição percorrerá outras países – incluindo o Brasil.

É ver para crer.



(Fonte: UL)

Hierarquia e importância das cores depende do que os olhos veem

Por motivos óbvios, estamos sempre falando das cores.

Já vimos aqui que são as cores que fazem nossos olhos escolherem nossos filmes favoritos. Agora, segundo um novo estudo feito na Itália, através de simulações de computador com pessoas virtuais, a ordem em que as cores são nomeadas por todo o mundo parece ser devido à forma como nossos olhos funcionam. As descobertas sugerem que comprimentos de onda de cores que são mais fáceis de ver ganharam nomes antes, na evolução de uma cultura.

Em nossos olhos, os cones são as células capazes de distinguir cores. A imagem fornecida pelos cones é mais nítida e mais rica em detalhes. Há três tipos de cones: um que se excita com luz vermelha, outro com luz verde e o terceiro, com luz azul.

Estas três cores formam o conhecido padrão RGB (red, Green e blue – o nome delas em inglês). As cores RGB formam um triângulo menor dentro do que é conhecido como um diagrama CIE, que mostra todas as cores que o olho humano é capaz de ver, muito embora possamos perceber uma grande variedade de cores adicionais fora desta paleta limitada pelo sistema RGB.

Mas... todo mundo vê a mesma coisa? Quando se fala em ver cores diferentes, logo se pensa em daltonismo. Mas não é o caso, aqui. Estamos falando de percepção das cores.

Uma estratégia que os cientistas usaram para investigar essa questão é estudar se as cores têm nomes diferentes em culturas diferentes. Curiosamente, pesquisas anteriores descobriram que cores familiares para uma cultura podem nem ter nome em outras, sugerindo que diferentes culturas, de fato, têm formas diferentes de compreender o mundo.

Um mistério que os cientistas descobriram é que os nomes de cores parecem sempre aparecer em uma ordem específica de importância entre as culturas: preto, branco, vermelho, verde, amarelo e azul.

A pesquisadora italiana Francesca Tria destaca que, por exemplo, “se uma população tem um nome para o vermelho, também tem um nome para preto e branco. Se tem um nome para o verde, também tem um nome para o vermelho. Mas se uma população tem um nome para preto e branco, não significa necessariamente que tem um nome para o vermelho”.

Para resolver o enigma desta hierarquia dos nomes das cores, Tria e seus colegas criaram uma simulação de computador com pessoas virtuais, ou “agentes”, que não tinham o conhecimento dos nomes das cores.

Um agente, o orador, observava dois ou mais objetos, inventava um nome para uma cor para descrever um dos objetos, e se referia ao item por essa cor. O outro agente, o ouvinte, então tinha que adivinhar qual item e, assim, a qual cor, o orador estava se referindo.

Os cientistas repetiram isso até que todos os agentes chegassem a um consenso sobre os nomes das cores.

Uma característica fundamental desta simulação foi a sua adesão aos limites da visão humana. Nossos olhos são mais sensíveis a alguns comprimentos de onda de luz, ou cores, do que outros. Os agentes na simulação não foram obrigados a distinguir entre tons que o olho humano não poderia distinguir.

Os pesquisadores descobriram que os agentes precisaram de um tempo para atingir um consenso sobre um nome de cor, e esse processo caiu em uma hierarquia distinta: vermelho, magenta, violeta, verde-amarelo, azul, laranja e turquesa, nessa ordem. Esta hierarquia se aproxima ou coincide com a ordem que as cores recebem nomes nas culturas reais. E também coincide com os limites da visão humana, com o olho humano sendo mais sensível a comprimentos de onda vermelhos do que os do azul, e assim por diante.

A conclusão de Tria e sua equipe é que “os seres humanos reagem mais a certas partes do espectro de cores, muitas vezes, selecionando exemplares para eles e, finalmente, vem o processo de nomeação de cores, que adere aos padrões universais, resultando em uma hierarquia”.



(Fonte: LiveScience)

Imagine ler o maior livro do mundo em poucas horas!

Embora muitos acreditem ser a Bíblia, o maior livro do mundo, em número de páginas, é muito mais recente. Lançada em novembro de 2011, a obra se chama The Collection, Obama and Pluralism escrito por Damien Dematra e possui, nada mais, nada menos que 5.472 páginas! São 34cm de espessura dedicados à vida de... Barack Obama!

Segundo o site The Epoch Times, o livro teve a contribuição de mais de 40 pessoas mobilizadas em sua escrita e levou somente 5 dias para ficar pronto. Isso mesmo: apenas 5 dias!

O livro ainda não foi lançado aqui no Brasil. Certamente, se vier, vai demorar um pouco para traduzir. E muito mais para ser lido. Ou não, se você optar em ler a versão digital.

Para isso você vai precisar de um aplicativo que deve ser lançado em breve - e esquecer completamente o conceito de ler um livro página por página, pois, ao que tudo indica, a forma como lemos textos na internet não é a melhor possível e poderíamos ler muito mais em menos tempo.

A promessa é do Spritz, um aplicativo onde as palavras aparecem uma de cada vez em rápida sucessão. Ou seja, em vez de você mover seus olhos pela tela em busca das palavras, elas vão até você. Assim, você olha para um ponto fixo da tela e, por ele, passam as palavras do texto desejado. Isto permite ao usuário ler a uma velocidade entre 250 e 1.000 palavras por minuto, quando um leitor típico de nível universitário lê a um ritmo de 200 a 400 por minuto.

Apesar de não ser o primeiro a aplicativo a sugerir a leitura de uma palavra de cada vez, a diferença do Spritz está no polimento de como ele funciona.

Em cada palavra que lemos, há uma “Optimal Reconhecimento Point” ou ORP, também chamado de “ponto de fixação.” O “ponto de fixação” em cada palavra é geralmente imediatamente à esquerda do meio de uma palavra. Enquanto você lê, os olhos saltam de um ponto de fixação para o outro ponto de fixação da próxima palavra, muitas vezes pulando “a leitura completa da palavra”.

Depois que os olhos encontram o ORP, o cérebro começa a processar o significado da palavra que se está vendo. Em leitores rápidos normais, o alinhamento das palavras não é levado em consideração, já o Spritz alinha cada palavra por esse ponto, ou seja, os olhos não precisam se mover, tornando, assim, a leitura ainda mais rápida.

Pelo site do Spritz pode se ver, na prática, como funciona. Basta escolher uma velocidade à partir de 250 palavras por minuto, até 600 palavras por minuto. Em um primeiro momento parece bem confuso, mas, com alguma prática, é possível se adaptar totalmente ao novo modo de leitura.

Depois, é só encarar o livrinho sobre a vida do Obama...



(Fontes: Spritz & Update or Die)

Negócio da China: barras de ferro para impedir miopia nas crianças

Aptos a enxergar só o que está próximo dos olhos, os míopes apresentam um alongamento do globo ocular que acaba por desalinhar a luz na retina. Ou seja, o ponto focal que deveria se formar na parte de trás da retina acaba se formando antes, fazendo com que a pessoa enxergue mal tudo o que está distante, como se houvesse um embaçamento.

No Brasil, a maior causa da evasão escolar, segundo o MEC, são os problemas de visão. A estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), é que 30% das crianças brasileiras precisam usar óculos. Nos Estados Unidos a miopia afeta mais de 40 por cento das pessoas enquanto que, no Reino Unido, o percentual de míopes não chega a 30%.

Se estes números impressionam, imagine os do maior continente do mundo.

Estudo conduzido pelo pesquisador Ian Morgan, da Australian National University, e publicado recentemente no jornal Lancet mostra que quase 90% dos jovens adultos de países asiáticos - Japão, China, Taiwan, Singapura e Coréia do Sul - têm miopia. O problema, considerado epidêmico, se deve ao fato da rigidez com que crianças e adolescentes se dedicam aos estudos, sobrando pouco tempo para brincar à luz do dia.

De acordo com o pesquisador, o que se supunha ser um problema com uma carga hereditária muito forte acabou evidenciando a relevante contribuição do ambiente e dos costumes. Estudos referentes à população de asiáticos que migraram para outros países também são reveladores. Chineses que se mudaram para a Austrália, por exemplo, onde a exposição ao sol é muito mais comum entre os jovens, apresentam taxas mais baixas de miopia do que seus parentes que permaneceram no país de origem.

Não por acaso, a miopia também acomete bastantes crianças e jovens brasileiros com ascendência oriental, principalmente as que moram em cidades com alto grau de competitividade, como São Paulo.

Uma das preocupações dos oftalmologistas em relação às crianças asiáticas em idade escolar é que entre 10% e 20% apresenta alto grau de miopia, o que aumenta também o risco de desenvolverem problemas de visão muito mais sérios na idade adulta, incluindo cegueira. Para Morgan, a causa do problema é a pressão familiar e social em relação aos estudos, que exige que as crianças passem muitas horas debruçadas sobre os livros - o que explica o fato de esses países dominarem os rankings mundiais de performance educacional.

Para não comprometer esta performance e, ao mesmo tempo, evitar que alunos desenvolvam miopia em sala de aula, a direção de uma escola primária de Wuhan, na China, adotou uma medida drástica e inusitada: fixou uma barra de ferro que segura o queixo das crianças e as força a ler os livros na distância ideal para os olhos.

Sabemos que os óculos com lentes ‘fundo de garrafa’ costumam ser um grande incômodo para várias pessoas com médio ou alto grau de miopia. Mas existem soluções, como lentes implantáveis e as lentes de contato especiais desenvolvidas pela Universidade do Estado de Nova Iorque. Mas... barras de ferro? Isso mais parece um daqueles “negócios da China”...



(Fontes: O Globo & Bagarai)

De olho no que as novas telas podem fazer com sua visão

Com o avanço da tecnologia, a dobradinha formada pela tela e pela visão definitivamente entrou para o rol das grandes duplas como Batman & Robin, Romeu & Julieta, goiabada & queijo, C3PO & R2D2, feijão & arroz, etc. Desde 2010, quando a Apple lançou a tela Retina e a transformou num ponto central de marketing, as telas saíram de uma fase de estagnação para uma renascença sem precedentes.

Com relação aos dispositivos para leitura virtual no mercado (e-readers) e seus efeitos sobre a visão Saúde Visual já apresentou esta matéria. O fato é que cada sistema é diferente e compete ao consumidor escolher o tipo de tela que melhor se adéqua às suas necessidades. E isto vale para todos os equipamentos que usam as telas melhores e mais inovadoras, com novas tecnologias lançadas para smartphones, tablets e TVs, além de categorias completamente novas de produtos, como dispositivos vestíveis.

Até 2012, os aumentos no tamanho de tela, resolução e pixels por polegada (ppi) eram a vanguarda da inovação em displays.  Em 2013, chegaram os pontos quânticos e as telas curvas, consideradas pelos especialistas duas das mais revolucionárias tecnologias da última década, assim como a OLED. Além disso, há um desenvolvimento constante na gama e na precisão de cor, resoluções e densidade de pixels mais altas, telas com melhor iluminação e menor reflexo para uma melhor visibilidade em ambientes iluminados, além de muitas outras novidades em OLEDs e LCDs.

Com o aumento da concorrência, as atuais tendências para melhorar os pontos acima mencionados irão se acelerar em 2014 e é importante ficar de olho no que isso significa para seus olhos e sua visão.

Em 2014, haverá muitas novas telas de LCD com pontos quânticos em smartphones, tablets e TVs, já que os fabricantes irão se apressar para não ficar para trás em relação à concorrência; entretanto, muitos produtos não irão mencionar a tecnologia em suas campanhas de marketing.

mostramos que, atualmente, as televisões modernas são máquinas bastante diferentes - não só são feitas com melhores proteções, como também usam voltagem mais baixa, por isso a radiação, que preocupava os pais antigamente por conta das TV’s de tubo, já não é um problema ao se sentar muito perto do aparelho – principalmente os que possuem telas curvas, que melhoram o desempenho.

A curvatura sutil da TV melhora a visibilidade porque reduz a distorção angular (trapezoidal) e de perspectiva da imagem, vista em muitas telas planas, chegando, em alguns casos, a 50% - mas que é encarada como normal, pois as pessoas estão acostumadas a ver assim. A maioria das telas curvas usa tecnologia OLED, mas há algumas LCDs também.

Por causa destas melhorias de desempenho, mais produtos serão desenvolvidos com telas curvas, mas ainda veremos poucas unidades em 2014, devido à capacidade de produção limitada. No entanto, estes produtos também podem encalhar no mercado, já que os consumidores ainda não valorizam sua importância.

Além da qualidade de imagem, as novas tecnologias também melhoraram a fidelidade e a precisão de cor.

Até pouco tempo atrás, a maioria dos LCDs tinha apenas 55 a 65% da gama de cor Standard sRGB/Rec.709, que é usada para produzir praticamente todo tipo de conteúdo já que o propósito principal do sistema RGB é a reprodução de cores em dispositivos eletrônicos como monitores de TV e computador, assim como na fotografia tradicional. Como nosso olho pode perceber uma grande variedade de cores adicionais fora desta paleta limitada pelo sistema RGB, disso resulta cores menos vivas em imagens, vídeos e fotos. Esta limitação é consequência da redução de brilho e de eficiência de energia que se dá quando a gama de cores é aumentada (agora, isto pode ser superado com o uso dos pontos quânticos).

A maioria dos melhores LCDs de hoje tem gamas de cor superiores a 85%, com as melhores destas próximas a 100%. Os pontos quânticos mencionados anteriormente terão um papel importante em melhorar as LCDs neste aspecto.

Telas anunciadas com amplas gamas de cor, maiores que 100% do Standard sRGB/Rec.709, não podem exibir as cores que não estão na imagem original do conteúdo, pois a luz ambiente lava as imagens produzidas na tela - e elas quase nunca são utilizadas na escuridão total. Então, com gerenciamento de cor em tempo real que ajusta de maneira precisa a gama de cor para valores maiores que 100%, baseado no nível de luz ambiente medido, estas telas podem compensar a redução das cores por meio da saturação, e produzir imagens precisas mesmo na iluminação natural.

De qualquer forma, é importante ter em mente que, apesar da concentração numa tela durante horas a fio não causar cegueira, pode, porém, gerar uma tensão ocular.

 

 

(Fonte: DisplayMate Technologies)

Eleições inclusivas: urnas eletrônicas terão áudio com a indicação do número escolhido pelo eleitor

Por conta das eleições em 2012, o TSE publicou, no Diário de Justiça Eletrônico (DJe) de julho daquele ano, a Resolução nº 23.381, que institui o Programa de Acessibilidade da Justiça Eleitoral.

A Resolução é fundamentada na Convenção sobre os Direitos da Pessoa com Deficiência da Organização das Nações Unidas, ratificada pelo Brasil, e em outras normas afins, e decorre de estudos realizados nos tribunais regionais eleitorais (TREs) pelo Grupo de Trabalho sobre Acessibilidade nas Eleições do Tribunal Superior Eleitoral, instituído pela Portaria nº 173/11.

Este grupo elaborou um diagnóstico quanto à realidade dos tribunais e cartórios eleitorais, projetos em andamento, demandas e dificuldades vivenciadas pelas pessoas com deficiência nos locais de votação através de um questionário enviado aos tribunais regionais. O grupo realizou também pesquisa nas unidades do próprio TSE para confirmar a possibilidade de atender as demandas identificadas e, assim, elaborou a proposta da Resolução aprovada pelo TSE.

Como resultado, para as eleições deste ano, por exemplo, as pessoas com deficiência visual de todo o País contarão com um novo recurso de acessibilidade nas próximas eleições. O Superior Tribunal Eleitoral (TSE) vai modificar o software de votação das urnas eletrônicas implantando um sinal sonoro com a indicação do número escolhido pelo eleitor que necessitar da tecnologia.

Com a mudança, as máquinas estarão aptas a liberar o áudio aos eleitores possibilitando maior autonomia para a escolha do candidato. Conforme a presidente da Comissão de Acessibilidade do TRE, Magda Andrade, não vai haver motivo, em outubro, para que os votantes em condição de baixa visibilidade ou cegueira deixem de ir às urnas.

“O que acontece é que muitas pessoas não avisam o cartório eleitoral e acabam deixando de votar. Mas a partir de agora, o mesário poderá digitar um código que vai liberar o áudio na urna, que se encerrará logo após a confirmação do voto”, garante Magda.

O secretário nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, Antonio José Ferreira, da Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), avalia a adaptação das urnas como uma conquista importante da política nacional para as pessoas com deficiência. Segundo ele, “esta é a diretriz do desenho universal que objetivamos, para que não só os equipamentos de votação, mas tudo o que nos cerca, seja desenvolvido para servir a todos, que não sejam necessários outros dispositivos de apoio ou um equipamento específico. Um grande passo para o exercício da cidadania e para a participação política plena das pessoas com deficiência”.

A nova medida tende a solucionar o problema da abstenção das pessoas com deficiência que deixaram de votar em outras eleições por conta da falta de acessibilidade enfrentada na hora da votação.

A Secretaria de Tecnologia de Informação do TSE segue implantando a tecnologia nas urnas de todo o Brasil. A decisão foi tomada pela Corte no fim do ano passado, após uma solicitação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do estado de São Paulo.



(Fonte: Assessoria de Comunicação Social do TRE/RS)

16 milhões de cores. Para nosso olho, ainda é pouco

Certamente você já ouviu falar no sistema de cores RGB. Ele é baseado na teoria de visão colorida tricromática de Young-Helmholtz, e no triângulo de cores de Maxwell. O uso do modelo RGB como padrão para apresentação de cores na Internet tem suas raízes nos padrões de cores de televisões RCA de 1953 e no uso do padrão RGB nas câmeras Land/Polaroid.

O nome RGB vem da abreviatura do sistema de cores aditivas formado por Vermelho (Red), Verde (Green) e Azul (Blue). O propósito principal do sistema RGB é a reprodução de cores em dispositivos eletrônicos como monitores de TV e computador, assim como na fotografia tradicional.

As cores RGB formam um triângulo menor dentro do que é conhecido como um diagrama CIE, que mostra todas as cores que o olho humano é capaz de ver, muito embora possamos perceber uma grande variedade de cores adicionais fora desta paleta limitada pelo sistema RGB. Para se ter uma ideia, o programador húngaro József Fejes utilizou 16,8 milhões de cores em uma imagem ao participar de um desafio online lançado a programadores. Parece muito, mas não é. Não para o olho humano que, só de cinza consegue visualizar 500 tons.

No desafio proposto, os programadores desenvolvessem imagens originais onde cada pixel representasse uma cor diferente, utilizando, para isso, um software simples.

Eles poderiam usar até 16.777.216 cores - o maior número possível com a tecnologia RGB de 24 bits. Isso ocorre porque a cor de qualquer pixel RGB (formado pelo vermelho, verde e azul) é determinado pela quantidade de luz vermelha, verde e azul que contém. Em cores de 24 bits, cada um desses três componentes tem um valor de intensidade de 1 a 256 (256 x 256 x 256 = 16777216).

Fejes precisou enfrentar um concorrência grande, mas foi declarado vencedor quando os próprios participantes se mostrarem maravilhados com os desenhos produzidos por ele. Alguns parecem florais, como aquarelas, as quais o programador chama de “fumaça do arco-íris”.

Infelizmente, você não terá uma ideia exata deste trabalho impressionante. A reprodução que ilustra esta matéria, ainda que seja impressionante, não representa o desenho real, que só seria possível reproduzir em imagens com 4096 x 4096 pixels quando, então, teríamos de fato os 16,8 milhões de cores.

A imagem acima possui apenas 1200 pixels de largura – se você clicar nela para ampliá-la, claro.



(Fonte: O Globo)

Espelho, espelho meu... ainda que virtual

Na seção “Ponto de vista”, Leonardo Carrara chamou a atenção para a falta de novas tendências, grandes inovações e criatividade na MIDO, o evento número um do mundo em negócios de ótica.

Segundo ele, “a criatividade surgiu apenas no uso de cores cintilantes e em texturas que aproximavam as peças àqueles vestidos de grife em dia de desfile, que servem para chocar a audiência, mas é impraticável no cotidiano”. E observa que “nenhum material novo foi incorporado ao processo de produção das armações e era notória a investida da indústria em materiais tradicionais como o aço e o acetato, que são matéria prima das armações praticamente desde sua invenção”.

Talvez por isso, as marcas independentes, que nasceram do desejo de seus designers de focarem no seu trabalho sem seguir tendências pré-determinadas pelas passarelas, como é o caso da marca brasileira Absurda, estejam sendo as grandes protagonistas dessa onda de óculos cheios de grafismos, estampas multicoloridas, materiais pouco comuns como chifre e madeira além de outros adornos.

É o caso dos modelos de óculos considerados bizarros, conforme já apresentamos neste artigo. Ou da Stone Collection, uma edição de óculos de sol de pedra da marca Shwood que defende a inovação, os trabalhos manuais e o uso de elementos da natureza.

De qualquer forma, as marcas veteranas já estão rebolando pra acompanhar essa pequena loucura, como é o caso da Ray-Ban.

Para Leonardo, “a edição deste ano da Mido atingiu seu ponto mais baixo” e, com isso, “perdem aqueles que tentam ainda criar seus ícones e investem em tecnologia e novidades”. Neste campo, o site “ÓculosShop”oferece uma ferramenta inédita na internet brasileira: o Espelho Virtual para óculos.

Usando a tecnologia de realidade aumentada, a ferramenta permite experimentar diversos tipos e modelos de óculos sem sair de casa, usando apenas uma foto. Ou seja, mesmo quem não tem webcam pode se divertir com os looks fazendo o upload de uma foto de rosto e seguir as (fáceis) instruções de uso.

Enquanto aguardamos que a próxima Mido se redima da falta de criatividade, vamos nos distraindo com o que a tecnologia pode nos oferecer de melhor, clicando aqui. E lendo as seções do Saúde Visual, claro.



(Fonte: ÓculosShop)

Os diamantes são eternos. O glaucoma não precisa ser

Quando o governo britânico suspeita da existência de uma rede mundial de contrabando de diamantes, 007 (Sean Connery) é chamado para investigar.

Baseado no livro homónimo de Ian Fleming, 007 - Os Diamantes São Eternos ('Diamonds Are Forever', no título original em inglês) é o sétimo da série. E nele 007 vai descobrir que o contrabando tem, na verdade, o objetivo de construir um satélite para destruir o mundo.

O filme, além de ser o último tendo Sean Connery no papel do agente britânico, imortalizou a expressão que dá título ao filme já que, de certa forma, os diamantes podem ser eternos, sim. Eles já são considerados o material mais resistente no nosso planeta, e assim sendo duraria por toda a existência da Terra. De acordo com o mineralogista Rainer Guttler, professor da Universidade de São Paulo, esse mineral só pode ser derretido a uma temperatura superior a 5500°C. E a atmosfera de nosso planeta jamais chegaria a essa temperatura.

O uso do diamante como adorno (gema) é milenar. Na Índia, por exemplo, era usado para identificar as castas. Mas agora Kangyi Zhang, pesquisador da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), encontrou mais uma forma de utilizar o diamante: na melhoria da gestão do glaucoma.

O glaucoma afeta quase 60 milhões de pessoas no mundo e é a segunda principal causa de cegueira – sendo que, no Brasil, é considerada a primeira. Se não for tratado, o glaucoma reduz a visão periférica e, eventualmente, pode causar cegueira por danificar o nervo óptico. A doença geralmente provoca elevação da pressão ocular devido a um acúmulo de líquido e um colapso do tecido que é responsável por regular a drenagem de líquidos.

O glaucoma é controlado usando colírios, mas, infelizmente, os pacientes se esquecem do medicamento e, pior, justamente quando aplicada em gotas, a medicação para o glaucoma pode causar efeitos colaterais nos olhos e em outras partes do corpo.

A solução desenvolvida por Zhang e seus colegas consiste em grudar o medicamento em nanodiamantes e incorporá-los em uma lente de contato. Quando os nanodiamantes interagem com as lágrimas do paciente, os medicamentos são liberados no olho.

Nanodiamantes são subprodutos de processos de mineração e lapidação, medindo cerca de cinco nanômetros de diâmetro e com a forma de pequenas bolas de futebol. Para liberar constantemente a medicação no olho, eles são combinados com maleato de timolol, uma substância comumente usada em colírios para controlar o glaucoma.

Quando aplicado às lentes com nanodiamantes, o timolol é liberado ao entrar em contato com a lisozima, uma enzima abundante nas lágrimas.

Kangyi Zhang pensou então que “liberar o timolol pela exposição às lágrimas" poderia "impedir a liberação prematura do remédio, quando as lentes de contato ainda estão armazenadas", e, assim, "servir como uma rota mais inteligente para a aplicação da droga a partir de uma lente de contato".

E pensou correto: a experiência apresentou resultados positivos pois, mesmo com os nanodiamantes incorporados, as lentes mantiveram níveis aceitáveis de claridade óptica. Além disso, o único efeito colateral encontrado até agora nessa nanotecnologia foi positivo: os nanodiamantes tornaram as lentes de contato mais duráveis (quem sabe, por conta dos eternos diamantes?).

A nova tecnologia terá que ser submetida às autoridades de saúde para avaliação de biossegurança. Se tudo correr bem, ela será aprovada em breve. A pressa aqui é para combater o glaucoma, sem precisar de James Bond...



(Fonte: UCLA)

No ar, mais um campeão de audiência para seus olhos

A Bausch + Lomb, por meio de sua parceira de pesquisas, a KRC Research, entrevistou 11.000 consumidores no Brasil, China, Espanha, EUA, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia. O resultado, validado por 147 profissionais de saúde da área oftalmológica em 26 países diferentes, revelou que 70 por cento das pessoas no mundo prefeririam abrir mão de 10 anos de vida ou até sacrificar uma parte do corpo do que perder a visão.

Este resultado indica uma preocupação mundial com a saúde dos olhos, certo? Errado!  Menos de um terço dos entrevistados adota medidas básicas necessárias para preservar a visão, de acordo com o Índice Global da Saúde dos Olhos.

Outra pesquisa, desta vez encomendada pela Zeiss, comprova que os brasileiros da região sudeste não estão cuidando bem dos olhos: 42% dos entrevistados demoram mais de um ano para fazer uma consulta ou um exame oftalmológico.

Para mudar este quadro, Saúde Visual não se importa em divulgar sites com a mesma proposta que a nossa. Sendo a saúde de suma importância em todos os seus âmbitos, não pode existir a preocupação com concorrência. Pelo contrário, quanto mais informação, orientação e esclarecimento para o público, melhor.

E no que diz respeito à visão, este público agora pode contar com mais um canal para cuidar bem de seus olhos. Literalmente. O CBOTV é, como o nome diz, um canal de TV on line mantido pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) com notícias e informações importantes sobre a saúde ocular.

Trata-se de mais uma ferramenta buscando mudar nosso foco e nos fazer olhar (sem trocadilhos) com mais carinho para nossa saúde visual. Para assistir os vídeos e conhecer melhor o projeto, basta acessar o site aqui.



(Fonte: CBO)

Tecnologia assistiva transforma cômodos em telas sensíveis para monitorar movimentos

Deve-se temer a velhice, porque ela nunca vem só. Bengalas são provas de idade e não de prudência.

Esta frase teria sido dita por Platão, filósofo e matemático do período clássico da Grécia Antiga. Se, de fato, envelhecer traz algumas coisas boas como sabedoria; traz também traz uma série de consequências e uma simples queda pode resultar em uma fratura no quadril, por exemplo.

As quedas e as fraturas ósseas resultantes destas, são uma importante causa de incapacidade e morte entre os idosos. Somente nos Estados Unidos lesões relacionadas com quedas custam aos cofres públicos norte-americanos mais de 10 bilhões de dólares/ano. Como a proporção de idosos na população mundial aumenta a cada ano, uma startup alemã oferece um sistema high-tech de monitoramento para o problema das quedas.

A empresa Future-Shape desenvolveu uma avançada cobertura têxtil para o chão feita com fibras de poliéster com apenas 2 mm de espessura. Batizada de SensFloor, ela detecta quando as pessoas estão andando, ou quando caem sobre ela e já está sendo utilizada para alertar 20 institutos de pesquisa e asilos em países europeus quando um idoso cai no chão.

“Nos primeiros quatro meses, tivemos 28 quedas descobertas pelo nosso sistema, e nenhuma foi alarme falso”, diz Axel Steinhage, diretor de pesquisa e desenvolvimento na Future-Shape. “Uma enfermeira nos disse que ela não teria visto uma das quedas, porque a pessoa caiu do outro lado da cama, onde ela não teria sido descoberta”, ele informa.

O SensFloor utiliza um processo comum de produção têxtil para inserir um pedaço de metal fino e condutor no tecido, que cria padrões semelhantes aos encontrados em placas de circuito. Algumas partes desse padrão viram um campo de sensores; as outras se tornam faixas condutoras. Estas são conectadas a módulos embutidos de rádio, que enviam dados em tempo real para o controlador do sistema.

Os sensores cobrem todo o piso e medem a capacitância (mudanças no campo elétrico local causadas por uma pessoa ou qualquer outro objeto condutor que se aproxime deles). Tal qual o sistema do dispositivo touchscreen faz para saber onde o dedo está tocando. Com base na área da perturbação do campo elétrico, os sensores e o controlador sem fio podem dizer se uma pessoa está de pé no chão, ou deitada sobre ele. O dispositivo também pode detectar a direção e velocidade do movimento em todo o piso. Como o dispositivo não funciona se houver contato físico, ele pode ser colocado sob o revestimento do piso, como carpete, cerâmica ou madeira.

“O piso sabe onde a pessoa está, e que ela não está na cama. Podemos dizer com exatidão a situação no cômodo. Onde quer que a pessoa esteja, o sensor detecta o aumento da capacitância. Basicamente, toda a sala se torna uma tela sensível ao toque”, afirma Steinhage.

Apesar de ser um investimento caro, custando cerca de US$ 270 por m², o SensFloor é, na opinião da Future-Shape, uma alternativa melhor aos sensores de movimento, porque as pessoas se movem o bastante para exigir detectores mais sensíveis. Além disso, outros sensores precisam que a luz esteja acesa para detectarem movimentos.

Steinhage afirma que o sistema também poderia ser usado para melhorar a segurança em casa e nas empresas, já que os sensores podem monitorar derramamentos de líquidos, e ficar encarregado de controlar as luzes e portas automáticas de um cômodo quando uma pessoa se aproximar. Ou para analisar quanto tempo um cliente fica na frente de uma vitrine, indicando os produtos que mais atraem a atenção nas lojas.

Enquanto o SensFloor não chega ao mercado - de preferência com um preço mais palatável -, que tal fazer exercícios de Tai chi chuan? Eles têm sido indicados para reduzir as quedas relacionadas à idade e o resultado foi considerado positivo.



(Fonte: Txchnologist)

As águas de março sem poesia e com doenças oculares

Março chegou e, com ele, as famosas águas que vão fechar o verão, conforme eternizou Tom Jobim. E são nestes períodos chuvosos do verão que os olhos mais sofrem.

A química é simples: se o calor facilita a proliferação de bactérias, os ambientes fechados durante as chuvas criam condições favoráveis para a disseminação de vírus. Com isso, o resultado não poderia ser outro pois, além da conjuntivite bacteriana ser mais comum no verão, a maioria das consultas com oftalmologistas por conjuntivite viral é decorrente do maior volume de chuvas.

Decorrente de uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a parte interna da pálpebra e a esclera (a parte branca do olho), a conjuntivite apresenta alguns sintomas característicos, como olhos vermelhos, irritação coceira, pálpebras inchadas e aversão à luz. Na conjuntivite viral o lacrimejamento é intenso enquanto que na bacteriana surge uma secreção amarelada que chega a colar as pálpebras. Em qualquer caso, porém, é sempre importante consultar um oftalmologista.

Outras doenças ligadas ao excesso de chuva e às enchentes decorrentes dos temporais típicos de verão - e que podem afetar os olhos - são a hepatite A, a dengue e a leptospirose. No caso desta última, os olhos revelam o grau de contaminação, pois, caso fiquem amarelados, por exemplo, é porque a internação imediata faz-se necessária.

Já a hepatite A pode causar neurite óptica, inflamação do nervo óptico que pode causar perda parcial ou total da visão e cujos sintomas são alteração na visão de cores, queda da acuidade visual e dor nos olhos. No caso da dengue o risco para a visão está na hemorragia ocular e pela oclusão vascular, causada pelo deposito der anticorpos nas paredes internas dos vasos e artérias.

Portanto, quem se deixar levar pelas águas de março e contrair qualquer uma destas doenças deve, além do tratamento convencional recomendado, consultar um oftalmologista e fazer exames como o de fundo de olho.


(Fonte: Plena Mulher)

No carnaval da inclusão, só não vê quem não quer

Saúde Visual já apresentou, em nossa seção “Ações Sociais”, a “Amigos pra valer”, organização cujo objetivo é inserir os deficientes visuais no universo cultural, através de passeios, recreação e lazer, sempre com a interação entre pessoas com e sem deficiência.

Este ano, a organização se juntou à Associação Cultural e Social da Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco para organizar uma ala de pessoas com deficiência visual e, também, com os voluntários para participarem do desfile realizado neste domingo, 2 de março, no Sambódromo do Anhembi (SP).

O enredo da Camisa Verde e Branco para 2014 foi “Cem anos de Glória”, referente ao centenário da Escola - primeira agremiação carnavalesca de São Paulo em plena atividade a atingir esse feito -, fundada em 1914, numa época em que o samba de São Paulo dava seus primeiros passos e sofria toda a espécie de discriminação por parte das camadas sociais de maior poder aquisitivo e autoridades.

Naquele ano, o bairro da Barra Funda, tradicional da Zona Oeste de São Paulo, viu nascer um grupo onde os rapazes trajavam camisas verdes e calças brancas. Eles ensaiavam e desfilavam pelas ruas do bairro. Era, portanto, o embrião que 39 anos mais tarde resultaria no Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Camisa Verde e Branco.

Em 2012, a Escola já havia utilizado uma ala inteira, composta apenas por deficientes visuais, retratando o amor dos que pretendem doar órgãos. Na época, os deficientes visuais e pessoas com baixa visão que participaram do desfile foram integrantes do projeto "Carnaval Paulistano - Só Não Vê Quem Não Quer", que levou mais de 50 deficientes visuais e pessoas com baixa visão para conhecer os barracões e ensaios das escolas de samba paulistanas.

No mesmo ano, o Carnaval de São Paulo contou, pela primeira vez na história, com a participação de deficientes visuais atuando como jurados das Escolas de Samba, no quesito "bateria". A iniciativa foi da União das Escolas de Samba Paulistanas em parceria com a São Paulo Turismo (SP Turis).

Para 2014, a “Amigos pra valer” ficou responsável pela ala de número 13, com o tema “Amor sublime amor”. Foram 100 participantes, sendo 50 deficientes visuais e 50 amigos voluntários, todos fantasiados de anjo.



(Fontes: Amigos pra valer e Camisa Verde e Branco)

Quem quer manter a ordem (de óculos)?

Desde que foi lançado, em 2013, em uma versão disponível apenas para desenvolvedores, o Google Glass teve poucas unidades vendidas, mas a expectativa é de que o gadget seja vendido de maneira ampla ainda este ano.

Enquanto isso não acontece, diversas aplicações e variados aplicativos já vão surgindo, bem como alguns experimentos realizados ao redor do mundo, mostrando as muitas maneiras possíveis de se usar tais óculos, além de gravar um vídeo na rua ou mandar uma mensagem pelo aparelho.

Na cidade do Rio de Janeiro, por exemplo, policiais do Batalhão de Policiamento em Grandes Eventos usarão câmeras adaptadas a óculos para registrar a ação de mascarados durante protestos.

Por meio de nota, a PM informou que já vem utilizando essa tecnologia e que o objetivo é garantir a isenção nas abordagens policiais e ter arquivos de imagens que contribuam para possíveis investigações, além de registrar a ação dos vândalos e usar as imagens como provas em casos de vandalismo e depredação. Também de acordo com a PM, o novo acessório foi testado durante recente manifestação de professores no Centro da capital e já deve ser usado nos próximos atos de protesto programados na cidade.

Enquanto isso, no Rio Grande do Sul, a Polícia Rodoviária Federal passou a utilizar oficialmente desde janeiro deste ano 20 pequenas câmeras acopladas a óculos usados pelos policiais. O teste está sendo realizado com uma tecnologia a ser adotada em todo o país. Com custo de cerca de R$ 1,8 mil por unidade, o equipamento tem capacidade para gravar até nove horas seguidas e as imagens podem ser vistas no momento do flagrante, em um telefone celular.

Em São Paulo, a Polícia Militar deve incorporar ao dia-a-dia de trabalho óculos de alto poder tecnológico. Importados de Israel, onde auxiliam agentes no controle de fronteiras, os óculos possuem uma minicâmera acoplada, que filma o público e envia as informações em tempo real para um HD (Hard Disk) onde está gravado o banco de dados da PM. Desta forma, o equipamento identifica e avisa o policial sobre suspeitos, pessoas desaparecidas e até veículos com irregularidades. A tecnologia promete mudar a abordagem e revolucionar o trabalho da PM. Os óculos ainda estão em fase de teste no Brasil.

E lá, nos Estados Unidos, a BAE Systems está investindo no Q-Warrior, um capacete equipado com uma tela para ajudar soldados no campo de batalha. Trata-se de um capacete com um display 3D e totalmente colorido e em alta resolução, que mostra dados e vídeos como uma extensão da visão do soldado. Ele ainda tem recursos como visão noturna, pontos de interesse e informações de rota, e, segundo a BAE Systems, também consegue identificar se uma pessoa específica faz parte de uma “força hostil” ou não. Inicialmente o capacete não vai para o campo de batalha, sendo antes implantado em áreas das Forças Especiais, como durante tarefas de combate a terrorismo.

Ainda na terra do Tio Sam, mais exatamente na cidade de Nova York, o site VentureBeat noticiou sobre os exemplares do Google Glass que a Polícia local havia recebido. Segundo a corporação, por enquanto, os dispositivos passam por uma fase de testes para saber se têm valor em investigações e principalmente em patrulhas.

Atravessando o oceano atlântico, encontramos o exemplo da companhia britânica de aviação Virgin Atlantic que, no início de fevereiro, iniciou um teste de seis semanas usando o dispositivo. A equipe que recebe os passageiros e checa os bilhetes usará o Google Glass para reconhecer o passageiro, saber seu voo e suas preferências sem que seja necessário mostrar qualquer identificação.

E não apenas as grandes empresas desenvolvem novos usos para o Glass. Patrick Jackson, bombeiro de Rocky Mount, na Carolina do Norte (EUA), criou um aplicativo que mostra plantas de prédios na hora de realizar um socorro.

Seja para salvar vidas, manter a ordem ou mesmo fazer sexo, tudo indica que, de fato, o futuro já começou. Mas, por enquanto, com uma previsão de valor nada virtual: US$ 1 500.



(Fontes: Wired, Veja, Extra e Exame)

Cartões de piada servem para alertar sobre internet e problemas oculares

Ótimo remédio para a vista cansada, piscar é algo importante para os olhos. Quando piscamos lubrificamos os olhos e evitamos crises de olho seco e irritação ocular. Também ao piscar há a reposição do filme lacrimal que mantém os olhos limpos e úmidos, protegendo-os contra corpos estranhos.

Quando estamos entretidos na leitura, até o movimento dos olhos muda. E alguns destes movimentos são necessários para a visão normal por criar uma situação que ‘refresca’ a retina.

Atualmente, as telas de computador, os telefones celulares e outros equipamentos reduzem a ação de piscar, o que pode causar uma sensação de olho seco que se desenvolve quando o globo ocular é incapaz de manter uma camada saudável de lágrimas.

Já imaginou, por exemplo, quantas vezes por dia você movimenta seus olhos pela tela do Facebook? Nesta rede social, é comum o uso de cartões de piada – uma foto, uma imagem de um filme conhecido ou mesmo um desenho tosco – para passar uma ideia ou mesmo uma crítica de forma bem-humorada.

Este é o mote que uma empresa nos Estados Unidos, a Someecards, utilizou para criar três cartões ironizando o excesso de leitura via computador. Abaixo, reproduzimos três originais. Para saber a tradução, basta colocar o mouse em cima da imagem – ou clicar nela para ampliá-la e a tradução aparecerá em forma de legenda. Para conhecer as demais, basta acessar o site da empresa.

Não é a primeira vez que mostramos o humor sendo utilizado para alertar a população sobre a importância dos cuidados com a visão. A Fundação Abióptica, por exemplo, lançou a campanha Olho Vivo.

E, já que tratamos de internet, #ficaadica: ao realizar qualquer atividade diante do computador, devemos parar e descansar a vista. E também piscar várias vezes seguidas, olhar para longe e para os lados, e, só depois disso, voltar ao computador.


(Fonte: The Optical Vision Site)

O que a ciência diz sobre a influência das cores

Cor é a impressão que a luz refletida ou absorvida pelos corpos produz nos olhos. A cor branca representa as sete cores do espectro: vermelho, laranja, amarelo, verde, azul, anil e violeta. A cor preta é a inexistência de cor ou ausência de luz.

As cores possuem diferentes significados que variam entre diferentes culturas. No ocidente, as cores estão relacionadas com as emoções do ser humano. Também podem assumir diferentes funções, por exemplo, através das cores padronizadas dos semáforos.

Já lemos aqui que a cromoterapia, vista como uma terapia alternativa, existe há mais de um século. Mas só agora os pesquisadores estão descobrindo exatamente como a luz interage com o lado biológico e, sempre que possível, Saúde Visual apresenta estes estudos.

É o caso de um feito por cientistas da Universidade Ludwig-Maximilians, na Alemanha, recentemente, revelando que a exposição à cor verde pode estimular a criatividade. No teste, 69 homens e mulheres tinham que responder quais seriam os usos que dariam para um tijolo e as respostas foram codificadas com diferentes valores para medir o grau de criatividade.

Soluções simplistas como "construir uma parede" receberam menos pontos, enquanto que usos como "fazer o tijolo virar pó, misturar com água e usar como aquarela para pintar" foram classificados como mais criativos.

Antes de responderem à pergunta, os participantes eram expostos a desenhos de retângulos azuis, cinzas, vermelhos e brancos e outros verdes. E os que viram as imagens verdes saíram-se melhor no teste.

Para a autora da pesquisa, Stephanie Lichtenfeld, "o verde pode servir como uma pista que evoca a motivação de um esforço para autossuperação e o domínio de tarefas, que por sua vez podem levar ao crescimento".

Em entrevista à BBC Brasil, a cientista deixou claro que a influência da cor é sutil e que os resultados ainda são iniciais, mas, para aqueles que quiserem testar por si mesmos, informa que o tom de verde mais usado no estudo foi semelhante ao que é encontrado na natureza, como em pinheiros.

Mas, antes que muitos saiam por aí pintando paredes de escritórios de verde, para estimular os funcionários, por exemplo, Lichtenfeld recomenda cautela, pois o benefício, segundo ela, depende muito das tarefas que as pessoas estão fazendo: “em alguns setores o vermelho pode ter um impacto interessante também, de estimular a interação entre a equipe. O verde poderia ser útil quando as atividades dependem muito da criatividade", disse a pesquisadora.

No estudo, outras cores mostraram poder para, de alguma forma, afetar o ser humano. O amarelo, por exemplo, é associado ao estímulo do bom humor e pode ajudar a aumentar a capacidade de concentração e foco, podendo ser usado em escritórios. O estudo analisou convidados de três coquetéis em salas pintadas de amarelo, vermelho e azul, revelando que os que estavam no ambiente amarelo eram mais animados e falantes.

Neste mesmo estudo dos coquetéis, pesquisadores descobriram que aqueles que estavam na sala pintada de azul foram os que ficaram até mais tarde. Isso porque, conforme os resultados, o azul deixaria as pessoas mais confortáveis e à vontade. A cor pode ser usada em quartos, pelo efeito calmante e relaxante, que pode até apaziguar a frequência cardíaca e, assim como o verde, também pode estimular a busca por soluções criativas.

Com potencial para causar efeitos negativos e positivos, o vermelho é uma cor que deve ser usada de forma estratégica. Outros estudos também já revelaram que, por suscitar um medo do fracasso, a cor não deve ser experimentada momentos antes de provas. No entanto, outra pesquisa indicou que times que usam uniformes vermelhos têm mais chance de vitória. Outro efeito tradicional é um aumento de atratividade das mulheres que veste vermelho.

Associada com ideias de leveza, feminilidade e doçura, a cor rosa também pode ser estimulante. Porém, como o rosa nada mais é do que um tom mais claro de vermelho, por isso ainda é um forte estimulante. Para obter efeitos calmantes e relaxantes o ideal é o azul ou o verde.

Quanto ao branco, alguns estudos anteriores identificaram associações desta cor com autoritarismo, esterilização, amplitude e pureza, dentre outros. Mas também há ligações com enjoos, náusea, fadiga e dores de cabeça. A cor deve ser evitada em escritórios, por exemplo, ou ao menos estar lado a lado com elementos coloridos para servirem de "descanso" ao olho humano.



(Fonte: BBC Brasil)

O anel que tu me deste... lê em voz alta!

O Sistema Braille, utilizado universalmente na leitura e na escrita por pessoas cegas, foi inventado na França por Louis Braille, um jovem cego, reconhecendo-se o ano de 1825 como o marco dessa importante conquista para a educação e a integração dos deficientes visuais na sociedade.

Antes desse histórico invento, registram-se inúmeras tentativas em diferentes países, no sentido de se encontrarem meios que proporcionassem às pessoas cegas condições de ler e escrever. Dentre essas tentativas, destaca-se o processo de representação dos caracteres comuns com linhas em alto relevo, adaptado pelo francês Valentin Hauy, fundador da primeira escola para cegos no mundo, em 1784, na cidade de Paris, denominada Instituto Real dos Jovens Cegos. Foi nesta escola, onde os estudantes cegos tinham acesso apenas à leitura, através do processo de Valentin Hauy, que estudou Louis Braille. Até então, não havia recurso que permitisse à pessoa cega comunicar-se pela escrita individual.

Por isso, aos 13 anos, Louis estava certo que alguns melhoramentos poderiam ser feitos. Em 1825, com 16 anos ainda incompletos, Braille conseguiu chegar a um código original que consistia em seis pontos dispostos em duas fileiras paralelas; cada conjunto de linhas representava uma letra.

Hoje, institutos como o Benjamin Constant, o Dorina Nowill e muitos outros pelo país oferecem programas de capacitação em Braille e dispõem de vasto material sobre o assunto. Porém, e quando o texto não está em Braille? Como o deficiente visual poderá ter acesso àquele conteúdo?

Em busca de respostas para estas perguntas, o Fluid Interfaces Group criou um dispositivo de alta tecnologia para ajudar deficientes visuais a lerem: um anel que escaneia o texto impresso e narra para a pessoa.

Apropriadamente chamado FingerReader (algo como ‘leitor de dedo’), o invento possui uma câmera que grava e analisa as palavras conforme o dedo avança em um livro ou mesmo um Kindle. As palavras são ditas por uma voz mecanizada, parecida com a de Stephen Hawking. Pistas táteis - como vibrações - são dadas ao usuário quando se aproxima o fim de uma linha e para marcar onde uma nova começa, assim como se o dedo escapa para fora da linha.

Mas o anel gigante não parece ser somente destinado aos deficientes visuais. Aparentemente ele funciona como um excelente tradutor, bastando realizar o mesmo procedimento de passar o dedo por uma página em outro idioma para conseguir entender tudo o que está escrito ali.

No vídeo abaixo você pode conferir como o FingerReader funciona:



(Fonte: Fluid Interfaces Group)

A Bela e a Fera - de qual rosto você lembra mais?

A Bela e a Fera é um clássico de animação dos estúdios Disney, considerado um dos mais prestigiados, juntamente com O Rei Leão e A Pequena Sereia. Lançado originalmente em 13 de novembro de 1991, é lembrado por ter sido o primeiro e único filme de animação a ser indicado ao Oscar de melhor filme e por ter sido o primeiro a quebrar a barreira dos $100 milhões de dólares no seu lançamento original.

Além disso, A Bela e a Fera foi o primeiro animado a receber o Globo de Ouro de melhor filme musical ou de comédia e a ganhar o Annie Award de melhor filme de animação, firmando o início de uma longa era de ouro da animação iniciada com A Pequena Sereia dois anos antes e que se estendeu até o final dos anos 1990.

Agora, sem olhar para a figura que ilustra esta matéria, você seria capaz de descrever com detalhes o rosto da Bela? Faça o teste. Fez? Não olhe ainda para a imagem e descreva o rosto do Fera. Compare os resultados (clique na imagem para ampliá-la) e observe se foi mais fácil lembrar detalhes do Fera do que da Bela. E não se surpreenda, pois, segundo experimentos realizados por psicólogos da Universidade de Jena (Alemanha), nós temos tendência a lembrar mais dos rostos, digamos, pouco atraentes, embora falemos o contrário.

Inúmeros pesquisadores já tentaram destacar as características que tornam um rosto bonito: olhos grandes, lábios carnudos, traços harmoniosos, etc. Neste estudo, feito pela Universidade de Oslo, na Noruega, vimos que o conceito de beleza está no cérebro de quem vê.

Independentemente disto, o que os psicólogos alemães concluíram é que a presença das características particularmente notáveis, que deixariam um rosto atraente, também o torna mais difícil de ser lembrado.

Explicando melhor, se uma pessoa possui características como olhos grandes ou uma boca de formato "distinto", mesmo que não seja considerada atraente, será mais fácil de ser lembrada. Em contrapartida, rostos atraentes sem características particularmente notáveis deixam muito menos impressões na memória.

Na pesquisa realizada pela Universidade de Jena, os voluntários olhavam os rostos apenas por alguns segundos, tentando memorizá-los. Depois viam outra bateria de rostos e tinham que decidir se os reconheciam.

"Até agora, nós assumimos que é geralmente mais fácil memorizar rostos tidos como atraentes - só porque nós preferimos olhar para rostos bonitos," comentou o Dr. Holger Wiese, orientador do estudo.

Mas os resultados mostraram que não existe essa correlação.

No caso dos rostos atraentes, os cientistas detectaram um número consideravelmente maior de falsos positivos. Em outras palavras: os voluntários diziam já ter visto um rosto bonito sem tê-lo visto antes. Claro que, neste caso, temos uma situação muito diferente da resultante por prosopagnosia, uma espécie de “cegueira para feições” onde os indivíduos afetados pelo distúrbio podem ver o rosto dos outros quase sempre tão bem quanto qualquer pessoa, mas não conseguem retê-los na memória e reconhecê-los.

"Nós, obviamente, tendemos a acreditar que reconhecemos um rosto só porque o achamos atraente," supõe Wiese. Contrariando tal suposição, quanto menos atraentes eram os rostos, mais eles foram lembrados por todos os participantes.

A propósito, a Bela não tem olhos verdes. A imagem desta matéria foi manipulada só para saber se você lembrava dos detalhes mesmo. Ou se trapaceou na hora do teste...



(Fonte: Dário da saúde)

Xô, preguiça! O importante é evitar a fadiga (e com luz)!

A cromoterapia, vista como uma terapia alternativa, existe há mais de um século. Mas só agora os pesquisadores estão descobrindo exatamente como a luz interage com o lado biológico.

O professor Chukuka Enwemeka, da Universidade de Wisconsin (EUA), por exemplo, pesquisa os efeitos tanto do infravermelho próximo quanto da luz azul visível na cicatrização de feridas. Entre suas constatações está a de que alguns comprimentos de onda da luz azul - alguns tons de azul - podem limpar infecções persistentes, incluindo a MRSA, uma forma da "superbactéria" Staphylococcus aureus resistente a antibióticos.

Na mesma Universidade, a dra. Jeri-Anne Lyons e seus colegas demonstraram como determinados comprimentos de onda da luz podem curar a esclerose múltipla - mais especificamente, um comprimento de onda da luz chamado infravermelho próximo.

E já vimos esta pesquisa de Gilles Vandewalle, da Universidade de Montreal (Canadá) comprovando que a luz aumenta a atividade cerebral durante uma tarefa cognitiva mesmo em pessoas que são totalmente cegas.

Agora, um trabalho publicado na edição de fevereiro da revista especializada Sleep por pesquisadores do Hospital Brigham and Women (EUA), confirma que a exposição à luz azul pode ser um remédio natural, eficaz e sem contraindicações para a fadiga, tanto durante o dia quanto durante a noite. A exposição a um comprimento de onda curto - como a luz azul clara - durante o dia melhora direta e imediatamente o estado de alerta e o desempenho físico e mental.

Os pesquisadores já sabiam que, além de destruir bactérias, a luz azul regula o relógio biológico de trabalhadores noturnos. Tudo indica, porém, que os efeitos são mais amplos do que se acreditava.

Shadab Rahman, foi um dos autores de uma pesquisa anterior que mostrou que a luz azul é capaz de melhorar o estado de alerta durante a noite. Mas, segundo ele, “novos dados demonstram que esses efeitos também se estendem à exposição diurna à luz azul" e que esses resultados “demonstram que a exposição prolongada à luz azul durante o dia tem um efeito de deixar a pessoa mais alerta", completou.

A fim de determinar quais comprimentos de onda de luz - as cores da luz - são mais eficazes para afastar a fadiga, Rahman se juntou ao Dr. George Brainard, professor de neurologia da Universidade Thomas Jefferson, que estuda os efeitos da luz sobre o corpo humano há mais de 30 anos, tendo desenvolvido um equipamento de iluminação especializado para estudar esses efeitos.

Eles compararam os efeitos da luz azul com a exposição a outras cores sobre o desempenho dos voluntários.

Aqueles expostos à luz azul de forma consistente se mostraram menos sonolentos, tiveram tempos de reação mais rápidos e menos lapsos de atenção durante os testes de desempenho, em comparação com aqueles que foram expostos a outras cores. Os voluntários também apresentaram alterações nos padrões de atividade cerebral que indicavam um estado mais alerta.

Para os pesquisadores, o próximo grande desafio é descobrir como aplicar uma melhor iluminação. Embora a luz natural seja ideal, muitas pessoas não têm acesso à luz do dia em suas escolas, casas ou locais de trabalho. A solução pode estar em novas tecnologias de iluminação com controle de cor, o que permitirá maximizar os efeitos benéficos da luz para a saúde humana, além de garantir melhor produtividade e maior segurança no trabalho.



(Fonte: Diário da saúde)

Já pensou imergir em um vídeo game? Ou em um filme?

Não, não se confunda. Certamente você já leu algo sobre vídeo games controlados pelos olhos em nosso site, como o REX, da Tobii ou o Oculus Rift, uma das sensações da E3 2013, feira de games realizada em Los Angeles, que foi projetado exclusivamente para games, permitindo às pessoas jogar games 3D com uma visão de 110 graus.

Portanto, a ideia apresentada pela Sony não é inédita. Mas é bastante inovadora.

A Sony anunciou durante a CES, feira de tendências tecnológicas que acontece em Las Vegas, um gadget chamado HMZ-T3Q que permite ao usuário interagir de uma forma totalmente diferente e imersiva com filmes e games. Isso mesmo: imersiva!

Simplesmente porque, através de suas lentes, o usuário tem a sensação de estar diante de uma tela de 750 polegadas! “É como um cinema na sua cabeça", disse Michael Fasulo, presidente e CEO da Sony, no evento da CES.

Leve, o dispositivo é encaixado na cabeça feito um capacete e tem diversos ajustes para torná-lo mais confortável ao uso. Dependendo da aplicação, é possível virar o pescoço para interagir com a cena, assim como em um óculos de realidade virtual.

Os óculos da Sony possui sensores de movimento, recurso bastante útil para os games. Isso significa que ele consegue identificar para que lado o usuário vira a cabeça, por exemplo, e, à partir daí,  criar um ambiente interativo com base neste movimento.

Um problema com o aparelho é a ausência de um sistema de som próprio. A Sony estava usando fones separadamente do sistema durante os testes em seu estande na Consumer Electronics Show (CES) 2014, em Las Vegas. Ou seja, além de carregar os óculos e o smartphone para assistir a um filme em uma viagem, por exemplo, também é necessário levar um par de fones de ouvido, o que não acontece com o Oculus Rift.

O aparelho é portátil e uma opção inteligente para quem não possui espaço em casa para uma televisão de tela (tão) grande. Nos Estados Unidos, o HMZ-T3Q é vendido por US$ 1 mil e ainda não existe previsão de lançamento (e nem de preço) no Brasil. Pelo contrário: o HMZ-T3Q poderia ter um preço competitivo no país, o que deve fazer com que a Sony não o lance no mercado brasileiro.



(Fonte: G1)

O olho clínico das mulheres em períodos fertéis

Pesquisadores da Universidade de Tufts, nos EUA, juram que dá para afirmar se uma mulher é lésbica somente olhando para o rosto dela. Ou para os olhos.

Também através dos olhos, mais exatamente pela dilatação das pupilas, é possível definir a orientação sexual de qualquer pessoa, segundo este outro estudo.

Conclusão: olhos e sexo estão mais conectados do que se pensa. Principalmente nas mulheres. Durante picos de ovulação, ou mesmo quando as mulheres estão em busca de um par, por exemplo, elas conseguem dizer se um homem é heterossexual ou homossexual com certa precisão depois de uma rápida troca de olhares. Simples assim.

A conclusão é de um estudo feito por pesquisadores da Universidade de Toronto, no Canadá, e da Universidade Tufts, nos EUA, cujo objetivo era associar a fertilidade e a percepção da orientação sexual dos homens. E somente dos homens porque, de acordo com os pesquisadores, o efeito não pode ser observado quando a mulher tenta julgar outra mulher.

O estudo foi realizado através de três experimentos. No primeiro, quarenta mulheres (que não usavam anticoncepcionais e informaram a data da última menstruação) tiveram que identificar a orientação sexual de homens vendo oitenta imagens 'neutras' de rostos masculinos, ou seja, sem expressões emotivas que pudessem induzir ao acerto. Metade era homossexual e outra metade, heterossexual. Quanto mais próximas elas estavam do pico de ovulação, mais acuradas eram as respostas.

O segundo teste contou com 34 mulheres que tiveram que observar o rosto de duzentas mulheres — cada metade com uma orientação sexual. Neste caso, os pesquisadores não encontraram relação entre a fertilidade e a capacidade de perceber de forma acurada a orientação sexual. Elas simplesmente não conseguiam dizer se a outra mulher era lésbica ou não.

O terceiro teste foi realizado para entender se a percepção feminina em relação aos homens ficava mais aguçada apenas durante a ovulação ou em qualquer circunstância em que o homem se tornava “alvo” feminino. Então, quarenta mulheres leram histórias românticas e outras quarenta não leram. Depois, foram submetidas aos dois testes realizados mencionados acima. E os resultados mostraram claramente que a atmosfera de romance aumentou a capacidade que elas têm de detectar bons partidos apenas pelo olhar.

Para o coordenador do estudo, Nicholas Rule, professor do Departamento de Psicologia da Universidade de Toronto, isso significa que “a fertilidade influencia a atenção de uma mulher heterossexual para parceiros em potencial, mais do que simplesmente aumentar a sensibilidade para a orientação sexual ou pistas não verbais gerais".

Assim, se homens tinham este apoio da ciência para olhar uma bunda feminina, agora é a vez das mulheres também usarem o respaldo científico para olhar os homens à vontade.

Ficou bem mais fácil paquerar agora, não é? A não ser que o radar dela esteja detectando algo mais...



(Fonte: Lez Love)

A habilidade de enxergar contrastes do tubarão pode ser tendência da moda praia

Em nossa seção “Olhos Curiosos” desta estranha sensação que temos de fazer algumas coisas depois de assistir a um filme assustador, e o filme “Tubarão”, de Steven Spielberg, foi utilizado como um bom exemplo disto. Se não leu, aproveita e leia agora.

Leu? Então, sigamos.

Originalmente, os tubarões surgiram há aproximadamente 400 milhões de anos. Para se reproduzirem eles costumam realizar grandes deslocamentos com o objetivo de procurar alimento. Devido a este esforço, é gerado um grande prejuízo energético e para minimizar essa perda eles se alimentam sempre quando o suprimento é disponível. Assim, este apetite voraz faz com que se alimentem até de animais em estágio de decomposição. São carnívoros por natureza, devorando aves e até mamíferos marinhos, como é o caso do tubarão branco que se alimenta de leões marinhos.

Acontece, porém, que estes animais parecem sentir pouco interesse por "gente" e, de fato, o ser humano não é um prato comum na dieta do tubarão. A possibilidade de morrer fulminado por um raio ou num acidente de automóvel é muito maior do que ser atacado por um tubarão e, por isso, os especialistas no assunto sentem dificuldade em entender os motivos de um ataque, sendo que um dos mais comuns seria a ocupação do mar pelo homem. Isto fez aumentar a poluição dos ambientes marinhos. Estudos recentes sugerem que, nas regiões altamente degradadas pelo homem, os tubarões atacam as pessoas devido à falta de alimentos.

Na busca por mais respostas, o especialista em tubarões da Universidade da Flórida (EUA), George Burgess, fez uma pesquisa e chegou a uma conclusão inusitada: a escolha fashion do banhista é um dos fatores que tubarão leva em consideração. Traduzindo: o tipo de cor utilizada na roupa de banho pode facilitar um ataque do bicho.

Burgess analisou dados de ataques de tubarão registrados nos últimos 50 anos no município de Volusia, uma região costeira da Flórida conhecida pela alta incidência de ataques (no período analisado, foram 231). Nessa análise, percebeu que a maioria das pessoas mordidas estava usando roupas de banho com as cores branco e preto (atenção que não é ou, é e).

Ou seja, quem usa trajes que combinem as cores preto e branco tem mais chances de levar uma bela mordida do que alguém com trajes coloridos.

O especialista, porém, não sabe explicar ao certo porque o tubarão gosta dessa combinação. Ele acredita, através dos números de sua pesquisa, ser provável que o fenômeno esteja ligado à habilidade dos tubarões em enxergarem contrastes. Não por menos, a combinação de preto e amarelo também não se mostrou segura.

Burgess constatou outras coisas interessantes, como o fato da maioria dos ataques acontecer aos domingos – o que é meio óbvio, já que é o dia em que a praia está mais cheia. Os ataques aconteceram a menos de 2 metros de profundidade, porque este costuma ser o limite onde a maioria das pessoas costuma ficar. E, geralmente, durante a Lua nova porque, segundo o especialista, as marés, afetadas pela Lua, trazem os peixes preferidos dos tubarões para mais perto da costa.

Assim, temos mais dicas para proteger o homem dos ataques dos tubarões. Mas... e quem protege os tubarões dos ataques dos homens?

Mesmo nos dias de hoje, em que existem movimentos ecológicos mundiais a favor dos tubarões, a mídia divulga muito mais o lado negativo destes animais. O fato das pessoas temerem os tubarões dificulta a adoção de medidas para conservá-los.

A pesca industrial, a poluição da água e a ocupação desordenada da faixa costeira destroem o habitat dos tubarões e eliminam áreas usadas como berçários por esses animais, afetando o desenvolvimento e o ciclo biológico das espécies. Por estarem no ápice da cadeia alimentar, pois se alimentam de uma grande variedade de animais marinhos, de caranguejos e peixes a tartarugas, golfinhos e baleias, caso os tubarões sejam eliminados, haverá um desequilíbrio ecológico e a abundância de diversos animais marinhos será afetada. Certos peixes de elevada importância econômica para o homem podem, inclusive, ter suas populações significativamente reduzidas.

E isto é muito mais importante do que a cor da roupa de banho.



(Fontes: Invivo, Vivaterra e Superinteressante)

O horário de verão terminou. Oba! Oba?

Com o fim do horário de verão, alguns vão comemorar o fato de não precisar mais acordar de “madrugada” enquanto se despendem do dia que escurece mais tarde. O fato é que o horário de verão, que foi adotado primeiramente em 1916 na Alemanha, divide a opinião dos brasileiros já que muita gente tem dificuldade de se adaptar à mudança de horário.

As alterações sentidas pelo organismo tanto no começo quanto no fim do horário de verão são por causa de hormônios como o cortisol e a melatonina, que regem o nosso relógio biológico e são secretados de acordo com o tempo de exposição ao sol e à escuridão. Como todo o metabolismo do organismo passa a se pautar de acordo com as taxas de secreção desses hormônios, quando uma hora do dia é suprimida ou acrescentada, esse metabolismo também sofre com estas mudanças.

Os efeitos dessas mudanças vão desde alterações no sono, que podem causar irritabilidade, estresse e baixa produtividade, até o aumento da instabilidade vascular. Além dos idosos, as mulheres sentem bastante as mudanças de horário, pois têm diversas oscilações no organismo relacionadas à produção de hormônios. Para os olhos, o maior perigo está no aumento do cortisol e do colesterol já que podem ocluir os vasos da retina e impedir que os nutrientes cheguem à membrana. Em logo prazo, esta alteração leva à degeneração da retina.

No Brasil, o horário de verão começou a ser utilizado em 1931, visando à economia de energia. Existem pesquisas mostrando que a maioria da população aprova o horário e, por isso, não está nos planos do governo acabar com esta medida.

Portanto, a turma do “contra” deve se preparar para a mudança no relógio e tentar dormir 10 minutos mais cedo por dia para que, no final de alguns dias, estes minutos possam render a diferença de 1 hora sem que o corpo note a diferença.  


(Fonte: Agência Brasil)

No futuro, todos poderão ter "olhos de gato"

O olho. Um órgão tão incrível que, além de ter este site todo voltado para ele, tem uma seção inteira falando dele, sua anatomia, as principais partes e estrutura, os tecidos, o funcionamento, as doenças e defeitos da visão.

A luz que entra pelos olhos é focalizada na região da retina, que fica no fundo do globo ocular. Devido a um fenômeno óptico, os olhos humanos captam a imagem de ponta-cabeça. Ao chegar à retina, células especiais, fotorreceptoras, detectam diferentes frequências de luz e transmitem os estímulos pelo nervo óptico, que liga os olhos ao cérebro. O cérebro recebe e processa esse sinal para transformá-lo na imagem que você enxerga, colocando-a, inclusive, na posição correta.

O poder de usar a informação visual não depende apenas de ver, mas também de compreender o que foi visto. A compreensão das informações visuais - reconhecimento de contornos, cores e da relação com outros objetos - depende da forma como as células sensíveis à luz da retina estão conectadas com o sistema nervoso. Portanto, a função dos olhos no ser humano vai além da forma como a imagem visual é convertida em mensagem, ou seja, ela abrange também o campo de interpretação desta mensagem.

Outro campo abrangente é o que diz respeito às diversas formas de perder a visão. A mais comum são os danos na retina. Contra tais danos, cientistas em todo o mundo procuram desenvolver soluções variadas, como o olho biônico australiano, as células-tronco japonesas, ou próteses estadunidenses.

Além dos implantes alemães, desenvolvidos pela empresa Retina Implant AG, especialista no desenvolvimento de implantes sub-retinais. Eles já haviam lançado o Alpha, microchip eletrônico voltado para pacientes que perderam a visão através de doenças que destroem as células de detecção de luz nos olhos, mas mantém os neurônios de processamento de visão intactos, como na retinose pigmentar.

Agora, a empresa alemã desenvolveu outro microchip, este com 1 520 sensores, que são capazes de restaurar a visão de uma pessoa cega até a resolução de 38 x 40 pontos. Sem dúvida, é uma resolução grosseira, que basta, apenas, para sentir a presença de luz, distinguir formas geométricas e reconhecer certos objetos. Para quem perdeu toda a visão, porém, isto faz uma incrível diferença.

O que mais chamou a atenção dos pesquisadores foi o efeito colateral deste novo implante. O chip torna as pessoas capazes de ver raios infravermelhos (um tipo de luz invisível aos humanos), o que dá a eles a capacidade de enxergar no escuro total, um feito ainda melhor que o dos gatos – e algo que somente o jovem Nong Youhui é capaz de fazer (e sem implantes).

Quem sabe no futuro, quando a tecnologia alcançar uma resolução aceitável, é bem possível que algumas pessoas queiram o mesmo ‘super poder’ já que a visão artificial será mais poderosa que a humana, tanto na acuidade (capacidade de identificar detalhes sutis) quanto no alcance.



(Fontes: Superinteressante & Ig Saúde)

Todo mundo mente. Inclusive nosso cérebro. E complica nossa visão

A série televisiva "House M.D." já saiu do ar mas, ainda assim, continua fazendo sucesso, graças ao personagem-título que, entre muitas teorias, costumava afirmar que "todo mundo mente". Por incrível que pareça, nem mesmo nosso cérebro foge à regra.

Sim, ele é fantasticamente complexo e impressionantemente poderoso. Acontece, porém, que o cérebro, esta maravilhosa “máquina” de raciocínio localizada entre nossas orelhas, infelizmente não está livre de falhas e, embora diversos desses defeitos já sejam conhecidos pela ciência, é quase impossível contorná-los simplesmente porque o cérebro aprendeu a mentir. Mas em legítima defesa.

Como o cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso, pois, para fazer isso, ele precisaria de ainda mais circuitos e, portanto, muito mais energia, o cérebro inventou a mentira. Isso significa descartar informações, manipular raciocínios e até inventar coisas que não existem. Dessa forma, é possível simplificar a realidade reduzindo drasticamente o nível de processamento exigido dos neurônios.

E todo este processo vai começar, justamente, pela visão. Como já vimos nesta matéria, das 16 horas por dia que uma pessoa passa acordada, em média, 4 horas são preenchidas por imagens falsas, criadas pelo cérebro e não captadas pelos olhos, como acreditamos ser.

Talvez esta seja a explicação para o fato da visão humana ser impressionante, mas, ao mesmo tempo, ser extremamente limitada no que diz respeito a foco. Os olhos só conseguem focalizar áreas pequenas, quando a luz refletida por elas atinge uma região específica da retina (a fóvea). O resto é um monte de borrões.

Apesar disso, a maioria das pessoas consegue ter uma boa ideia do que ocorre ao seu redor, graças à sua visão periférica. O segredo está na capacidade do cérebro de focar no que você observa diretamente e “adivinhar” o resto, com base em informações prévias – você reconhece uma garrafa d’água e uma cadeira mesmo que apareçam borradas, por exemplo.

Neste caso, mais uma vez, o cérebro parece lançar mão da ‘mentira’ e o que às vezes parece ser um cachorro na verdade é um arbusto, e o que parecia ser apenas uma sombra era um assaltante.

Isto acontece porque, ao descartar informações relevantes por julgar que não precisa mais delas, o cérebro compromete a chamada memória seletiva, o que também vai prejudicar a visão. Isso pode acontecer, por exemplo, quando somos apresentados a alguém e, mesmo que a pessoa tenha acabado de dizer seu nome, nós esquecemos logo em seguida, achando que nunca mais vamos vê-la.

O termo “memória seletiva” foi primeiramente usado por Freud em 1899, não com esse nome, mas como “amnésia infantil” ou “amnésia da infância” para explicar o porquê de muitos adultos não se lembrarem de alguns eventos traumáticos de sua infância, principalmente aqueles que envolviam abusos ou outros traumas. Freud alegava que essa amnésia ou seleção do que lembrar era inconsciente, uma forma de proteger o indivíduo em sua formação, garantindo a sua normalidade através do bloqueio dessas lembranças ditas desagradáveis.

O vídeo abaixo mostra outro caso em que nossa visão é comprometida por causa de memória seletiva: um pesquisador se aproxima e pede informações a uma pessoa na rua; em seguida, troca de lugar com outro. Em metade dos casos, o participante (que não sabia da pesquisa) sequer notou a troca, e continuou a conversa como se nada tivesse acontecido.

Simplesmente porque os olhos viram, mas o cérebro não guardou a informação.

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(Fontes: Portal Educação & Hype Science)

Paola ou Emilia? Beleza, o opióide do cérebro

Já virou tradição: publicações voltadas para o público masculino anualmente elegem as mulheres mais bonitas. Ou as mais desejadas. Ou as mais sexy. Não importa a lista, são sempre as “melhores do mundo”. Mesmo que o ‘mundo’ represente a opinião apenas de brasileiros, o que justificaria a presença de ilustres desconhecidas em tais listas. Na nossa lista, a vencedora foi a atriz Paola Oliveira.

Mas o ‘mundo’ também pode representar a opinião dos estadunidenses e, assim, as revistas de lá elegem uma lista de beldades locais – muitas também desconhecidas de nós, brazucas. Na lista gringa, também venceu uma atriz, Emilia Clarke, da série “Guerra dos tronos”.

Então a beleza é apenas uma questão étnica?

Para um estudo feito pela Universidade de Oslo, na Noruega, e publicado na revista “Nature”, o conceito de beleza está no cérebro de quem vê.

Este novo estudo aponta que o sistema composto por receptores opióides, responsável por neurotransmissões do sistema nervoso, pode desempenhar um papel importante na percepção do ser humano, sendo o responsável pelo desejo que sentimos por pessoas do sexo oposto. A mesma pesquisa também sugere que esse mecanismo presente em nosso cérebro molda o comportamento social, recompensando o órgão com sensações gratificantes ao receber estímulos valiosos.

Assim, de acordo com a pesquisa, a informação visual sobre os outros, especialmente a que se refere aos rostos, ocupa um papel importante na escolha do parceiro. Ou seja, o que os olhos captam desperta o chamado “sistema de recompensa cerebral”, algo que acontece igualmente ao vermos um prato de comida ou uma quantia de dinheiro.

Esse mecanismo de recompensa apresenta alta densidade de receptores opióides - receptores importantes na regulação normal da sensação da dor. A sua modulação é feita pelos opióides endógenos (fisiológicos), como as endorfinas e as encefalinas, que são neurotransmissores. Todas as substâncias do tipo opióide produzem os seus efeitos interagindo com receptores específicos localizados no Sistema nervoso central (SNC) e periférico (SNP) e no trato gastrointestinal.

Cada tipo de receptor é ligeiramente diferente do outro, e apesar de alguns opióides ativarem todos de forma indiscriminada, alguns já foram desenvolvidos que ativam apenas um subtipo. Testes em ratos mostraram que os opióides cumprem função importante para apontar, por meio de estímulos, tanto o que se gosta quanto o que se quer.

Para investigar o papel da neurotransmissão opióide no sistema de recompensa cerebral, a cientista Olga Chelnokova, que comandou o trabalho, fez um teste com 30 homens saudáveis. Eles olharam para diversas fotografias de rostos femininos e, em seguida, fizeram uma avaliação estética com as classificações “gosto” e “quero”.

Quando alguns dos participantes receberam morfina - algo que aumenta a atividade do receptor opióide - eles passaram a utilizar as duas classificações de forma mais intensa, além de passar mais tempo avaliando os rostos que consideraram os mais bonitos.

Por outro lado, outros participantes receberam um supressor do opióide chamado naltrexone e apresentaram, então, uma forte redução nos conceitos “gosto” e “quero”, da mesma forma que reduziram o tempo destinado à avaliação dos rostos.

Chelnokova concluiu, então, que o nosso sistema opióide pode desempenhar um papel importante nas relações sociais dos seres humanos, intensificando a sensação de recompensa do cérebro ao receber estímulos considerados “atraentes”.

Ou seja, se os estadunidenses escolheram Emilia e os brasileiros elegeram Paola, é porque cada um prefere aquela que seus olhos captam – mas que somente os receptores opióides aprovam.



(Fontes: O Globo & Portal da Educação)

Óculos especiais ajudam cirurgiões a ‘enxergar’ câncer

Segundo o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o tratamento cirúrgico do câncer pode ser aplicado com finalidade curativa ou paliativa.

O tratamento cirúrgico é considerado curativo quando indicado nos casos iniciais da maioria dos tumores sólidos. É um tratamento radical, que compreende a remoção do tumor primário com margem de segurança e, se indicada, a retirada dos linfonodos das cadeias de drenagem linfática do órgão-sede do tumor primário.

A margem de segurança, na cirurgia oncológica, varia de acordo com a localização e o tipo histológico do tumor. Ao contrário do tumor benigno, cuja margem de segurança é o seu limite macroscópico, o câncer, pelo seu caráter de invasão microscópica, exige ressecção mais ampla.

Esta margem de segurança pode se tornar bastante considerável, positivamente falando, graças aos óculos que foram projetados para tornar mais fácil para os cirurgiões distinguirem células cancerosas de células saudáveis, ajudando-os a garantir que nenhuma célula tumoral seja deixada para trás durante a cirurgia.

Atualmente. o tratamento exige cirurgiões para remover o tumor e algum tecido vizinho que pode ou não incluir as células cancerígenas. As amostras são enviadas para um laboratório de patologia e visto sob um microscópio. Se as células cancerígenas são encontradas no tecido vizinho, uma segunda cirurgia é frequentemente recomendada para remover o tecido adicional, que também é verificado quanto à presença da doença.

Com os óculos, pode-se reduzir a necessidade de procedimentos cirúrgicos adicionais - e o estresse subsequente dos pacientes -, bem como o tempo e despesas.

A tecnologia, desenvolvida por uma equipe liderada por Samuel Achilefu, professor de radiologia e engenharia biomédica na Universidade de Washington, incorpora a tecnologia de vídeo personalizado, um display montado na cabeça e um agente molecular que atribui uma cor azul brilhante às células cancerosas, tornando-as visíveis com os óculos.

Num estudo publicado no Journal of Biomedical Optics, os investigadores observaram que os tumores tão pequenos quanto 1 mm de diâmetro (espessura equivalente a 10 folhas de papel) podem ser detectados.

O dr. Achilefu disse que esta "tecnologia tem um grande potencial para os pacientes e profissionais de saúde" e afirma que o objetivo é “ter certeza que nenhum caso de câncer será deixado para trás”.

No dia 10 de fevereiro deste ano, a cirurgiã Julie Margenthaler, professora de cirurgia da Washington University, realizou um procedimeto para remoção de câncer de mama utilizando os óculos e se mostrou confiante: “estamos nos estágios iniciais dessa tecnologia, e mais desenvolvimento e testes serão feitos, mas estamos certamente entusiasmados com os potenciais benefícios para os pacientes", disse ele. "Imagine o que significaria se esses óculos eliminassem a necessidade de cirurgia de acompanhamento e a dor associada, além do transtorno e ansiedade", concluiu ela.

Mas, apesar de já ter sido testada e a despeito de toda a expectativa causada pelo invento, a tecnologia, financiada pelo Instituto Nacional de Câncer e pelos Institutos Nacionais de Saúde EUA, ainda não tem nome. O que é de menor importância diante de tal notícia.



(Fontes: Inca & Science Daily)

Da estranha mania de se colocar olhos nos objetos

Aiden Glynn é um artista de rua. Neste caso, das ruas da cidade de Toronto, no Canadá. Mais precisamente as ruas de Liberty Village, que ela adora enfeitar com... olhos!

Se utilizando da sua paixão por cartoons, Aiden simplesmente coloca olhos e outros elementos em coisas comuns que se vê nas ruas. O resultado disso é uma arte, no mínimo, inusitada. Além de bem simpática e engraçada.

Em seu site, ele diz que está sempre “pensando fora da caixa”. Designer de personagens – o que já explica muita coisa – Aiden diz que quando, finalmente, surgiu um dia quente em Toronto, ele decidiu sair de casa e fazer arte em alguns pontos de seu bairro.

Confira abaixo o resultado (clique sobre a imagem para ampliá-la):



(Fonte: site do artista)

Ora (direis) ouvir estrelas! E nós diremos: olhe-as!

Historicamente, optometristas e oftalmologistas concentram seus esforços sobre as duas causas mais proeminentes que geram imagens fora de foco: os chamados erros refrativos (ou de refração) e o astigmatismo.

Assim, fica parecendo que quem usa óculos só o faz por causa da miopia, ou do astigmatismo - ou das duas coisas. De fato, quando se pergunta para uma pessoa por que ela usa óculos, estas são as respostas imediatas.

De certo, porém, que existe uma vasta gama de problemas "de ordem superior", muito sutis. Tão sutis que, além de afetar não apenas a clareza de visão do paciente, afeta também a visão do médico quando ele examina a parte posterior do olho. Isto porque, até então, não existiam técnicas para aferir essas condições mais sutis.

A esperança está surgindo agora, e de uma fonte inusitada - a tecnologia desenvolvida pelos astrônomos para observar as estrelas!

Para enxergar claramente as estrelas, cancelando as interferências causadas pela atmosfera terrestre, os astrônomos desenvolveram uma série de técnicas de correção óptica que hoje permitem que telescópios terrestres vejam tão claramente quanto os telescópios espaciais, que estão livres da interferência atmosférica.

Uma dessas técnicas é chamada "óptica frente de onda".

"Nossa mudança de mentalidade, engendrada pelos conceitos da óptica frente de onda, tem o potencial para mudar a nossa forma de pensar sobre muitas questões clínicas que são fundamentalmente de natureza óptica," afirma como o Dr. Larry Thibos, da Universidade de Indiana, nos EUA.

O dr. Thibos é um entre outros tantos oftalmologistas a demonstrar que as técnicas usadas em telescópios são altamente eficientes para localizar e corrigir aberrações na visão humana, inclusive as que impedem que os oculistas encontrem problemas nos olhos dos pacientes.

Com o intuito de divulgar esses estudos pioneiros, o Dr. Thibos fez um sumário da técnica e de sua aplicação na avaliação dos problemas oculares em um artigo publicado na revista Optometry and Vision Science.

Segundo ele, a técnica astronômica poderá ajudar a detectar e monitorar a qualidade da visão de forma muito ampla, indo muito além das atuais terapias corretivas.

O próximo passo para que isso possa se transformar em benefício para os pacientes é incluir as correções necessárias em óculos e lentes de contato, que deverão acompanhar a precisão necessária para corrigir aberrações que podem variar ao longo do olho.

Para que isso aconteça, alguns fabricantes de lentes de contato e óculos já estão começando a disponibilizar equipamentos capazes tal feito, garante Thibos.

Curiosamente, foi um astrônomo quem descobriu as lentes para astigmatismo. Como se vê (sem trocadilhos), astronomia e óptica estão caminhando juntas há tempos. O que nos permite continuar parafraseando Olavo Bilac e poetizar:

E eu vos direi: "Amai para entendê-las!

Pois só quem ama pode ter olhos

Capazes de ver e de entender estrelas". (*)


(*) versão para Via-Láctea, de 1888


(Fonte: Diário da Saúde)

Para motociclistas, capacetes do futuro no melhor estilo Robocop

Enquanto a família Simpsons nos leva a refletir sobre o uso dos chamados óculos inteligentes, duas propostas vindas dos Estados Unidos pretende colocar a visão do futuro ao alcance dos motociclistas de todo o mundo.

Atendendo pelo estranho nome Nuviz Ride: HUD, o capacete tem a proposta simples de oferecer na viseira do capacete informações relevante para o motociclista. O produto se conecta ao smartphone do motociclista por meio de um aplicativo e promete informar rotas por meio de um sistema GPS, informações sobre o tempo e a temperatura, velocidade e distância percorrida.

De acordo com o site Springwise, que seleciona inovações de empreendedores ao redor do mundo, a viseira ainda promete mostrar o motoqueiro quem o está telefonando e permitirá tirar fotos e registrar vídeos.

Apesar dos empreendedores do Nuviz Ride jurarem que este é oprimeiro capacete inteligente já produzido em todo mundo, um outro produto, o projeto Skully P-1 usa a tecnologia para facilitar a vida dos motociclistas.

Os engenheiros da empresa encontraram uma oportunidade de colocar uma tela em um capacete no melhor estilo “Robocop”, e foram em frente. O P-1 conta com um HUD (head-up display) de 1 polegada que projeta um feed ao vivo do que está à frente do motociclistas. Com o uso de câmeras, ele acaba com os pontos cegos de outros capacetes.

Além disso, ele também consegue exibir informações extras para quem está pilotando a moto; seja através de navegação turno-a-turno ou pareado com o smartphones para a leitura de mensagens de texto. Ele tem uma bateria que aguenta até 9 horas na estrada, e já foi aprovado por órgãos de segurança dos EUA.

Não é a primeira vez que a vida imita a sétima arte reaproveitando a capacidade do olho humano e seu poder de percepção e nem a primeira vez que. Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) e de Aalto, na Finlândia, desenvolveram uma lente biônica que permite uma visão tipo a do “exterminador do futuro”.

Ainda falta os criadores definirem o preço dos capacetes. Enquanto isso, no vídeo abaixo, podemos ver o equipamento Nuviz Ride: HUD em funcionamento.



(Fontes: PopSci & Nuviz)

Não é só o Big Brother: ver Tv reduz desenvolvimento cerebral e habilidades linguísticas

A televisão está sempre no alvo de muitos debates e pesquisas. Saúde Visual, por exemplo, já divulgou a opinião de pediatras estadunidenses afirmando que pode ser muito nocivo quando crianças pequenas deixam de fazer brincadeiras à moda antiga para passar horas em frente à tela.

Outra pesquisa, desta vez da Nova Zelândia, aponta que crianças e adolescentes que assistem televisão de forma excessiva são mais propensos a um comportamento antissocial e criminal na idade adulta.

Já para cientistas australianos, assistir muita televisão e passar horas em frente ao computador está por trás das taxas crescentes de miopia.

E, claro, não para por aí.

Em novo estudo, conduzido pelo pesquisador Dimitri A. Christakis, médico, diretor do Centro para Saúde Infantil, Comportamento e Desenvolvimento no Instituto de Pesquisa Infantil de Seattle e professor de pediatria na Escola de medicina da Universidade de Washington, não somente as crianças, mas até seus adultos responsáveis pronunciaram menos vocalizações, usaram menos palavras e conversaram menos na presença de televisão audível.

Christakis diz já saber previamente que a exposição à televisão na infância é associada com atrasos na linguagem, problemas de atenção, mas por enquanto não parece claro o porquê. Esse estudo é o primeiro a demonstrar que quando a televisão está ligada, há uma redução do discurso em casa. Assim, não apenas os bebês vocalizam menos como, também, as pessoas responsáveis por eles conversam com menos frequentemente.

O estudo analisou bebês de dois a quatro anos e foi estudado um total de 329 crianças que usaram dois gravadores digitais em dias aleatórios mensalmente durante dois anos. As crianças usavam um colete projetado especialmente, com um bolso que levava os gravadores a uma distância específica da boca e capturava tudo o que elas falavam e ouviam durante períodos contínuos de 12 a 16 horas. Os gravadores foram removidos somente para dormir, tomar banho e andar de carro. Um programa identificador de discurso processou os arquivos gravados para analisar os sons a que as crianças estavam expostas no ambiente, assim como os sons que eles emitiam.

Os modos de medida do estudo incluíram contagem das palavras dos adultos, vocalizações das crianças e suas conversações, definidos como interações verbais (quando uma criança vocaliza e um adulto responde vocalmente ou vice versa) dentro de cinco segundos. O estudo descobriu que cada hora de televisão audível estava associada com uma redução significativa na vocalização da criança, além de sua duração e as conversações. Na média, cada hora adicional de exposição à TV também estava associada com uma diminuição de 770 palavras que as crianças ouviam de um adulto durante a sessão de gravação. Isso representa um decréscimo de 7% das palavras, em média.

Houve significativas reduções em ambas as contagens de palavras de adultos do sexo masculino e feminino. De 500 a 1000 palavras a menos de adultos por hora de televisão audível.

Adultos falam tipicamente 941 palavras por hora. O estudo descobriu que as palavras dos adultos são quase totalmente eliminadas quando a televisão está audível para a criança. Esses resultados podem explicar a associação entre a exposição de bebês à televisão e o atraso no desenvolvimento da linguagem. Isso também pode explicar atrasos cognitivos e de atenção, já que o desenvolvimento da linguagem é um componente crítico do desenvolvimento do cérebro na infância.



(Fonte: Science Daily)

"Os Simpsons" faz repensar o uso dos 'óculos inteligentes'

Volta e meia estamos falando do Google Glass, o óculos do futuro ou ‘óculos inteligentes’. Trata-se de um óculos com realidade aumentada, que é capaz de transmitir dados em tempo real para o usuário, através de comando de voz.

As funções do Glass ainda são limitadas: além de realizar chamadas telefônicas, o equipamento tem funções multimídia como fotos, vídeos, video-chat, localização via GPS – além de medir a temperatura (sim, isto tudo é considerado ‘limitado’). Num futuro não muito distante, porém, as aplicações poderão ser infinitas, o que pode alterar as relações humanas de forma drástica.

E, a partir desta premissa, o Google Glass chegou a Springfield, terra natal dos Simpsons – série de animação criada com o intuito de parodiar o estilo de vida da classe média nos Estados Unidos, através da família que dá nome à série. No episódio Specs and The City (da 25ª temporada da série, sem previsão de exibição no Brasil), todos os trabalhadores da “Springfield Power Plant” recebem do Sr. Burns, como presente de Natal, um par de “Oogle Goggles”.

O dispositivo de realidade aumentada permite que o Sr. Burns vigie seus empregados para coibir o roubo na empresa, mas, também, faz com que o usuário veja informações sobre pessoas e coisas ao seu redor. Por enxergar o dispositivo de diversos ângulos, os moradores de Springfield chegam a uma conclusão surpreendentemente humana sobre o produto.

Obviamente, por se tratar dos Simpsons, o episódio é uma sátira dos usuários desse tipo de gadget acionado pela voz de seu dono. Já imaginou a quantidade de gente falando ‘sozinha’ pela rua? Homer Simpson, o patriarca da família amarela, representa este comportamento de forma irritante, ao insistir em falar sozinho – quando, na verdade, ele está conversando com o “Oogle”.

Homer, aliás, como é de seu costume (o exagero em forma de cidadão), fica viciado nos recursos dos óculos, dependendo do acessório para tudo – desde produzir brownies até visualizar um avatar enquanto está na cama com sua esposa, Marge.

O programa também questiona qual é a linha que separa informações que devem e não devem ser compartilhadas. No desenho, todos que utilizam o “Oogle Goggles” têm em suas mãos informações necessárias para explicar o mundo ao redor. Tal qual a proposta do Glass da vida real, baseado na realidade aumentada, o gadget do desenho exibe informações da internet bem na cara do usuário.

É desta forma que Homer Simpson descobre que o Sr. Burns estava “programado” para morrer em 1998; enquanto que os colegas de Homer ficam sabendo que a única atividade física dele é puxar a alavanca da máquina de doces.

Mesmo assim, Homer não consegue fazer os filhos pararem de brigar no bando de trás do carro e decide que nem sempre é bom saber de tudo, quando descobre um segredo escondido por Marge. Ao tirar os óculos do rosto, Homer revela seu choque: “Ai, a realidade!”.

Marge, por sua vez, demora a entender a graça do acessório e a pergunta que fica ao final do episódio é: o que ela faria se usasse o “Oogle Goggles”?

E você?

D’oh!


(Fonte: Uol Notícias)

14 mil volts fazem surgir estrelas nos olhos. E isso não é bom

A imagem da foto mostra uma estrela nos globos oculares de um homem de 42 anos e mostrada na edição mais recente do periódico médico The New England Journal of Medicine.

Mas não se trata de nenhum novo modismo. Apesar do formato, a estrela é, na verdade, uma catarata.

A catarata, principal causa de cegueira reversível do mundo, é uma lesão ocular que atinge e torna opaco o cristalino. Trata-se de uma doença que se não for tratada pode levar à perda da visão. Entre os sintomas da catarata estão a sensação de visão embaçada ou com névoa, sensibilidade à luz e alteração da visão de cores. Com a progressão da doença, a pessoas poderão enxergar apenas vultos. Estima-se que surjam 552 mil novos casos da doença todos os anos no país.

O homem trabalhava como eletricista desenvolveu a catarata com este peculiar formato nos dois olhos depois de receber uma descarga elétrica de 14 mil volts no ombro esquerdo. Segundo os pesquisadores Bobby Korn e Don Kikkawa, da Universidade da Califórnia (EUA), o eletricista apresentou diminuição da visão quatro semanas após o choque no ombro. A percepção dos olhos ficou limitada apenas aos movimentos das mãos, com pressão intraocular de 14 mm Hg em cada olho.

Por ser de cunho científico, a publicação não identifica o paciente, mas menciona que o acidente ocorreu há mais de dez anos e descreve a evolução da visão do eletricista ao longo desse tempo.

Exames microscópicos revelaram que o cristalino, uma espécie de lente interna existente no globo ocular, adquiriu opacidade em forma estrelada. Quatro meses após a lesão, os médicos extraíram as cataratas e implantaram uma lente intraocular. Mas houve um descolamento de retina no olho esquerdo dois anos depois.

O eletricista precisou, então, passar por outra cirurgia. O paciente ficou com o olho esquerdo muito comprometido, conseguindo apenas contar os dedos, e uma acuidade moderada no olho direito. Com isso, apesar de ter ficado cego, o eletricista ainda era capaz de ler com a utilização de aparelhos de baixa visão.

Segundo os pesquisadores, esse tipo de catarata não é tão incomum após uma lesão no olho. No início deste ano, por exemplo, um homem na Áustria desenvolveu uma catarata em forma de estrela após levar um soco no rosto.



(Fonte: Exame)

Lente do Google pretende ficar, literalmente, de olho no diabetes

Já apresentamos aos nossos leitores o sistema Triggerfish, que permite acompanhar pacientes de glaucoma vinte e quatro horas por dia através de sensores minúsculos embutidos numa lente de contato da Sensimed.

Agora o Google avisou em seu blog oficial que também começará a fazer lentes de contato inteligentes, com sensores integrados e circuitos. A iniciativa é do Google X, mesmo laboratório que criou os carros autônomos e o Google Glass.

Diferente do ‘óculos do futuro’, porém, a lente de contato com “chips e sensores tão pequenos que parecem glitter, e uma antena mais fina do que um cabelo humano” serve, na verdade, para acompanhar a saúde do usuário.

Pessoas com diabetes precisam monitorar atentamente o nível de glicose no sangue, senão correm o risco de desmaiar e, em casos extremos, entrar em coma ou até morrer. Para tanto, é preciso espetar o dedo algumas tantas vezes por dia, o que não é nada prazeroso. O resultado é que muitos deixam de checar seus níveis de glicose com a frequência que deveriam, o que é muito perigoso. Praticamente qualquer coisa – seja comer, fazer exercício ou até suar – pode causar um aumento ou queda súbita do açúcar no sangue.

Há tempos que os cientistas procuram por outras formas de monitorar a glicose sem usar sangue e uma das mais promissoras são as lágrimas que, entretanto, também não são fáceis de coletar.

E é aqui que entra a lente do Google.

Babak Parviz, um dos engenheiros do Google X, já tinha desenvolvido esta lente de contato que projeta informações nos olhos e, ao que tudo indica, a nova lente seria uma evolução desta ideia. Em seu blog oficial, o Google explica que estão “testando uma lente de contato inteligente, feita para medir os níveis de glicose em lágrimas usando um minúsculo chip sem fio e um sensor de glicose miniaturizados, que são encaixados entre duas camadas de material macio de lente de contato.

“Estamos testando protótipos que podem gerar leituras uma vez por segundo. Nós também estamos investigando o potencial para que isso sirva como um alerta para o usuário, por isso queremos integrar pequenas luzes LED que acendem para indicar que os níveis de glicose estão acima ou abaixo de certos limiares.

Esta tecnologia ainda está em seu início, mas nós completamos vários estudos clínicos que estão ajudando a refinar nosso protótipo. Esperamos que isso possa um dia levar a uma nova forma de controlar o diabetes em pessoas com a doença.”

A lente ainda está nos estágios iniciais de desenvolvimento, mas o Google já está em discussões com a FDA (agência que regula remédios e dispositivos médicos nos EUA), e eles planejam buscar parceiros para levar as lentes ao mercado.



(Fontes: Google & WebMD)

'Mapa do corpo' permite ver onde cada emoção atinge o corpo humano

Sempre que queremos validar uma emoção, costumamos utilizar figuras de linguagem. Por exemplo, quando um rapaz se aproxima de uma garota para lhe fazer uma declaração de amor, sente “borboletas no estômago”. O fato é que as emoções claramente têm um efeito fisiológico direto em nossos corpos, e uma equipe de pesquisadores finlandeses analisou exatamente como isso acontece.

O estudo, publicado nos Anais da Academia Nacional de Ciências da Finlânida, pediu a 773 participantes para indicar como certos materiais emocionalmente carregados os fizeram sentir. Os pesquisadores afirmam que os corpos humanos sentem emoções de formas amplamente consistentes.

Aos participantes foram exibidos pela primeira vez palavras, histórias, filmes e expressões, e, então, pediu-se para eles destacarem em silhuetas humanas modeladas por computador as áreas do corpo que sentiram diminuindo ou aumentando durante a atividade. O aumento está representado em vermelho e amarelo, enquanto a diminuição está exposta em um tom brilhante de azul.

Os mapas reforçam as expectativas de respostas emocionais humanas aos estímulos externos. A silhueta de vergonha ostenta bochechas amarelas brilhantes, enquanto alguém que experimenta desgosto tem um vermelho, estômago agitado. A depressão se manifesta como uma sensação de amortecimento nos membros, enquanto a tristeza é representada por dois olhos manchados desenhados em um rosto que o participante considerou estar chorando.

Os autores do estudo admitem que os resultados desta pesquisa podem refletir  “uma associação puramente conceitual entre o conhecimento semântico dos estereótipos baseados na linguagem" e sensações emocionais - como as borboletas no estômago - mas argumentam que suas respostas sugerem uma "universalidade cultural" na forma como as nossas emoções impactam nossos corpos.

O estudo foi realizado com participantes de Taiwan e da própria Finlândia, e, apesar de suas diferentes origens culturais, ambos os grupos desenharam mapas semelhantes.

Este resultado reforça a teoria de muitos pesquisadores de que a capacidade de interpretar expressões faciais tem origem evolutiva, o que significaria que elas seriam algo como uma “língua universal”.  Todos nós, quando experienciamos uma emoção, traduzimos a mesma através de uma expressão facial, nem que seja o nível micro (principalmente quando mentimos), onde as mesmas duram menos de 1/5 de segundo.

Mas, ao invés de uma explicação linguística ou cultural para a universalidade das respostas do estudo, os autores sugerem dados no sentido de "uma base biológica" para nossas respostas físicas às emoções.

Embora nossas emoções exerçam apenas pequenas influências em nossa fisiologia real - causando diferenças mínimas de temperatura da pele ou da frequência cardíaca - o estudo diz que estamos mal equipados para diferenciar sensações musculoesqueléticas, viscerais e nervosas. Nossas respostas, os estômagos agitados ou o corar de nossos rostos, são nossos "conscientemente acessíveis" dos estados corporais quando lidamos com um ataque de emoções.



(Fonte: The Verge)

Unicef alerta sobre violência contra crianças com deficiência

Quando publicamos este artigo sobre o aumento de casos de violência e abuso contra deficientes, informamos que, no Brasil não se produziu até o momento dados e estatísticas específicos em relação à violência praticada contra a pessoa com deficiência.

Por isso, a criação da primeira delegacia de polícia especializada no atendimento de pessoas com deficiência do país, em São Paulo, deve ser recebida com esperança já que crimes como estupro, molestamento de crianças e incesto estão aumentando em índices alarmantes e, infelizmente, pessoas com deficiência são também suscetíveis a esta experiência degradante.

Pior: se muitas crianças são vítimas de violência sexual, criança com deficiência também não é exceção. Segundo relatório da Unicef (o Fundo das Nações Unidas para Infância), crianças com deficiência têm quatro vezes mais chances de sofrer violência física e três vezes mais de sofrer abuso sexual.

Um estudo realizado por Robert E. Longo e Claude Gochenour, respectivamente diretor e terapeuta do Programa de Tratamento de Agressores Sexuais, no Centro de Avaliação e Tratamento do Norte da Flórida, nos EUA, aponta que o molestador de crianças tem uma personalidade inadequada que se volta para as crianças para satisfazer necessidades de controle e aceitação e lidar com o estresse da vida. O molestador de crianças, assim como o estuprador, procura por crianças que sejam vulneráveis.

Com frequência, crianças com deficiência não participam das atividades da vizinhança com outras crianças e ficam apenas observando. Sua necessidade de atenção e aceitação após ficarem com uma deficiência pode aumentar. Em muitos casos, o agressor pode ser alguém conhecido da família e fica um bom tempo junto com a criança a fim de ganhar a confiança dela.

Para Robert e Claude, precisamos estar alertas ao fator complicador de uma reação composta ao trauma de uma pessoa com deficiência que foi estuprada.

O profissional que atua junto a clientes que tenham sido vítimas de violência sexual precisa compreender de que forma este tipo de experiência traumática pode afetar a vida deles. Já com relação a deficientes, vítimas de violência sexual enfrentam o estigma social do estupro e sentem raiva, culpa e trauma em consequência da agressão. A crise produzida pela violência pode impor à vítima uma condição incapacitante, embora invisível.

Para vítimas infantis, o apoio de seus familiares e a intervenção profissional é importante, uma vez que elas podem sentir uma enorme carga de culpa em associação com o incidente. De qualquer forma, se a vítima da violência sexual for uma pessoa com deficiência, isto pode aumentar quaisquer sentimentos de inadequação, baixa autoestima, e contribui para um autoconceito desfavorável.

Pessoas com deficiência, vítimas de uma violência sexual, têm de lidar com este trauma e percorrer as diversas fases de reação - inicial, negação, definição do sintoma, raiva e resolução -, além de lidar com a própria condição da deficiência. O terapeuta precisa ser sensível a esta situação e estar preparado para lidar com ambas as áreas preocupantes da vida do cliente.

Por isso, os pesquisadores sugerem diversas técnicas que podem ser úteis no trabalho junto a pessoas com deficiência que foram vítimas de violência sexual:

 

  1. Identifique a deficiência.
  2. Determine se a deficiência interferirá nas entrevistas.
  3. Avalie o impacto do estupro no comportamento da vítima.
  4. Proceda com o protocolo de praxe, adaptando-o para atender ao nível de estresse da vítima. Esteja preparado para usar um tempo extra com a vítima e a família dela.
  5. Esteja alerta para não projetar rótulos estereotipados sobre a vítima. Cuidadosamente, observe e avalie. E, de uma forma respeitosa, converse com a vítima e a família, deixando implícito o seu reconhecimento do impacto da violência sobre a vítima.
  6. Registre a entrevista em linguagem que respeite a vítima e os familiares, mas ainda assim relate objetivamente suas descobertas.

 

A violência sexual é uma experiência extremamente traumática que pode afetar as vítimas e a vida delas indefinidamente, como no caso da ocorrência de um acidente ou uma condição congênita que resulte em uma deficiência. O profissional que atende uma pessoa com deficiência, vítima de violência sexual, está diante de uma complexa situação com a qual deve lidar. Com o entendimento mais esclarecido de algumas das questões envolvidas na violência sexual, os profissionais podem oferecer serviços mais eficazes a seus clientes.

 


(Fontes: Unicef & Bengala Legal)

Ricardo Tadeu, 1º juiz cego a trabalhar em um tribunal brasileiro

A expressão (ainda que um tanto ufanista) de que brasileiro não desiste nunca encontra respaldo em Ricardo Tadeu da Fonseca, desembargador do TRT (Tribunal Regional do Trabalho) de Curitiba. Ao longo da carreira, teve que lidar com vários episódios de preconceito. Chegou a ser desclassificado de um concurso público e não passava de entrevistas, mas deu a volta por cima e consegui realizar o sonho de ser juiz.

O primeiro juiz cego a trabalhar em um tribunal brasileiro.

Nascido em São Paulo, Ricardo Tadeu Marques da Fonseca foi vítima de paralisia cerebral ao nascer, o que provocou a perda parcial da visão. Aos 23 ele perdeu totalmente a visão, enquanto ainda era estudante universitário. A partir daí, os colegas da faculdade passaram a gravar as aulas em fitas para que ele pudesse realizar as provas oralmente. Assim, ele se formou e realizou suas atividades profissionais.

Ricardo é graduado em Direito pela Universidade de São Paulo, com mestrado em Direito do Trabalho pela mesma universidade e doutorado em Direito pela Universidade Federal do Paraná. Atuou ainda na ONU (Organização das Nações Unidas) para a redação da Convenção Internacional dos Direitos da Pessoa com Deficiência.

Mas, claro, o caminho não foi fácil como parece. O procurador chegou a ser reprovado em um concurso para juiz, mesmo tendo sido aprovado no exame escrito, em 1990, com a justificativa de que a Justiça não poderia aceitar uma pessoa cega.

No ano seguinte, quando fez concurso para procurador do Trabalho, foi aprovado em 6.º lugar, numa prova disputada por 5 mil candidatos. Além disso, fez mestrado, doutorado, publicou dezenas de artigos acadêmicos e escreveu um livro, O trabalho da pessoa com deficiência e a lapidação dos direitos humanos.

Para se tornar o único integrante do Ministério Público brasileiro portador de deficiência visual e também o primeiro desembargador nessa condição, Ricardo lembra que teve sorte de contar com o apoio de uma família muito bem estruturada. Foi sua mãe quem o alfabetizou, e ele teve o apoio de professores que ampliavam as letras para ele conseguir ler.

O desembargador, que tem que julgar cerca de 400 processos por mês, conta que o braile é muito pouco útil para quem trabalha com Direito. “A literatura em braile é muito limitada e é pouco operoso para quem lida com processos. Ajuda mais para a alfabetização de jovens cegos. Cada pessoa com deficiência desenvolve o seu método”, afirma. Dr. Ricardo tem pessoas que leem oralmente os processos e ele dita as decisões.

A participação no mercado de trabalho dos brasileiros que têm alguma deficiência ainda está muito abaixo do estabelecido pela lei de cotas, 8.213/91. Segundo números divulgados pela RAIS (Relação Anual de Informações Sociais) do MET (Ministério do Emprego e Trabalho), somente 0,3% dos brasileiros que têm deficiência visual estão empregados. Tais números seriam maiores se as empresas brasileiras respeitassem o artigo 93 da lei 8.213, que estabelece a porcentagem de pessoas com deficiência que deveriam ser contratadas de acordo com o porte de cada empresa.

Segundo o juiz Ricardo Tadeu Marques da Fonseca, “trata-se de um problema cultural, que é como um paradigma para a sociedade”. Ao site “Deficiente Ciente”, Ricardo afirmou que sofreu discriminação por ser cego “mas não acreditei na impossibilidade a mim imposta. Na vida há momentos difíceis, mas não podemos desistir”. E deixa uma lição: “Descansar sim, desistir nunca”, afirma o desembargador. Palavra de quem sabe.



(Fontes: Globo News & Deficiente Ciente)

Luz azul faz cego enxergar e ainda melhora o desempenho cerebral

Se a terapia genética pode melhorar a visão em pessoas com cegueira hereditária, e se a terapia visual é mais eficaz do que proceder apenas à oclusão, nada mais normal que outra forma de terapia alternativa, as chamadas fototerapias, ganhem cada vez mais a atenção dos cientistas acadêmicos.

Fototerapia é a modalidade terapêutica que aplica exposições repetidas e controladas de radiação ultravioleta para alterar a fisiologia cutânea de modo a induzir a regressão ou controlar a evolução de diversas dermatoses.

Pode ser feita aplicação de radiação ultravioleta A (UVA) ou ultravioleta B (UVB) em uma cabine fechada e é utilizada para tratar diversas doenças de pele como psoríase, vitiligo, linfoma cutâneo, dermatite atópica, alopecia universal, prurigo nodular, prurido de causa renal, esclerodermia e além de outras dermatoses. Cada paciente e doença requer um número de sessões de tratamento.

Agora, o uso da luz para tratar condições médicas recebeu um impulso ainda maior graças aos resultados obtidos por Gilles Vandewalle, da Universidade de Montreal (Canadá).

Ele e seus colegas descobriram que a luz aumenta a atividade cerebral durante uma tarefa cognitiva mesmo em pessoas que são totalmente cegas.

Os três voluntários cegos que participaram da pesquisa tinham que dizer se uma luz azul estava ligada ou desligada, ainda que eles obviamente não conseguissem ver a luz. Para surpresa de todos, os participantes tiveram uma percepção não-consciente da luz – “eles foram capazes de determinar corretamente quando a luz estava acesa mais do que seria devido ao acaso, sem serem capazes de vê-la”, explica Gilles Vandewalle.

A seguir, os participantes foram submetidos a uma tomografia de ressonância magnética funcional enquanto realizavam uma tarefa simples de correspondência sonora. Sem que eles soubessem, luzes azuis eram acesas e apagadas em direção aos seus olhos enquanto eles realizavam tais tarefas.

Outra surpresa: quando as luzes estavam acesas, os resultados obtidos pelos voluntários foram melhores.

"Nós ficamos atônitos ao descobrir que o cérebro responde significativamente à luz nesses três pacientes totalmente cegos, apesar de eles não terem absolutamente nenhuma visão consciente," disse o Dr. Steven Lockley, coordenador do trabalho.

A tomografia, segundo Vandewalle, revelou ainda que, durante uma tarefa de memória de trabalho auditiva, “menos de um minuto de luz azul ativa regiões do cérebro importantes para a execução da tarefa. Essas regiões estão envolvidas no alerta e na regulação da cognição, sendo ainda áreas-chave da rede de modo padrão", disse ele.

"Nossos resultados levantam a possibilidade intrigante de que a luz seja fundamental para manter a atenção sustentada," escrevem os pesquisadores. "Essa teoria pode explicar por que o desempenho do cérebro é melhorado quando a luz está presente durante as tarefas."

Os cientistas procuraram desenvolver uma teoria que possa explicar essa "sensação da luz" em pessoas sem funcionalidade visual. Para eles, os resultados indicam que o cérebro ainda pode "ver", ou detectar, a luz provavelmente através de fotorreceptores na camada de células ganglionares da retina - células diferentes dos cones e bastonetes que usamos para ver.

Eles acreditam que estes fotorreceptores especializados na retina também possam contribuir para a função visual no cérebro, mesmo quando as células da retina responsáveis pela formação da imagem normal perderam a sua capacidade para receber e processar a luz.

Contudo, o trabalho atual não testou essa hipótese, que continua sendo apenas uma ideia que merecerá ser testada em estudos neurológicos posteriores.



(Fonte: Diário da Saúde)

Big Brother Símio: orangotangos adoram ser observados

Depois das galinhas, os orangotangos.

Segundo a hipótese do olho cooperativo, as características distintivas que ajudam a realçar nossos olhos evoluíram em parte para nos ajudar a acompanhar os olhares dos outros quando nos comunicamos, ou quando cooperamos uns com os outros em tarefas que requerem muito contato.

A conclusão de um dos primeiros testes desta teoria mostrou que os grandes símios são influenciados mais pela cabeça do que pelos olhos ao tentar seguir outro olhar, enquanto os humanos são mais dependentes dos próprios olhos.

Mas isso não impede que os orangotangos passem o dia todo sendo observados no zoológico. Pelo contrário.

A conclusão foi de uma equipe de pesquisadores da Universidade de Melbourne, na Austrália. Durante alguns dias, eles analisaram o comportamento de cinco orangotangos no zoológico da cidade. O teste funcionou da seguinte maneira: por um tempo, a janela para o cativeiro dos bichos era deixada completamente aberta; depois, ficava metade fechada.

Ou seja, os animais tinham, assim, a opção de ficarem atrás da parte coberta da janela quando e se quisessem privacidade.  Acontece que eles não queriam.

Como se estivessem participando de um Big Brother Símio, em vez de fugir do olhar humano todos preferiram ficar sentadinhos em plena exibição, olhando de volta para quem os observava. Os orangotangos, aliás, chegaram a passar quatro vezes mais tempo encarando as pessoas do que escondidos ou olhando para outra direção!

O professor Hemsworth, um dos cientistas envolvidos, acredita que tal comportamento sugere que nós, humanos, “podemos ser tão atrativos aos orangotangos quanto eles são para nós”.

A não ser que, tal qual as galinhas, os orangotangos também só prefiram gente bonita...



(Fonte: Superinteressante)

Exposição de arte em 3D permite que cegos apreciem obras de arte

A Pinacoteca do Estado de São Paulo, instituição da Secretaria de Estado da Cultura, apresenta a exposição Sentir pra Ver: gêneros da pintura na Pinacoteca de São Paulo. Realizada com o apoio do Núcleo de Ação Educativa da Pinacoteca, por meio do Programa Educativo para Públicos Especiais (PEPE), a mostra exibe 14 reproduções fotográficas de obras que ilustram os principais temas das artes plásticas, paisagem urbana, rural, marinha, retrato, abstração, natureza morta e cenas, abrangendo a arte brasileira do final do século 19 a meados do século 20.

Entre os artistas presentes na exposição estão Almeida Junior, Arnaldo Ferrari, Bete Worms, Di Cavalcanti, Carlos Scilar, Dario Barbosa, Gino Bruno, Pedro Alexandrino, Rebolo, Maurício Nogueira Lima, Leopoldo Raimo e Navarro da Costa entre outros.

Segundo Amanda Tojal, coordenadora do Programa Educativo Públicos Especiais (PEPE) da Pinacoteca do Estado de São Paulo, os temas representados na mostra foram organizados “segundo uma leitura comparativa entre obras com temáticas semelhantes, representadas, porém, de formas diferentes, ampliando desse modo, as relações e significados que essas obras poderão suscitar nos visitantes”.

Para garantir uma participação efetiva e autônoma de todos os públicos, respeitando as suas diferenças e necessidades, a exposição foi concebida segundo os padrões de acessibilidade universal dirigidos, principalmente, às pessoas em cadeira de rodas, com mobilidade reduzida e perda parcial ou total de visão.

Seguindo o mesmo critério de acessibilidade, e para estimular e ampliar o conhecimento e a apreciação da arte utilizando-se de todos os sentidos, foi elaborados para essa exposição recursos de apoio multissensoriais como, reproduções em relevo, maquetes, extratos sonoros, poemas e textos investigativos, sendo estes últimos, disponibilizados em dupla leitura (tinta com letras ampliadas e Braille) para pessoas com deficiências visuais.

Mas a exposição não é só pra quem não enxerga, a ideia é estimular o público a ‘ver’ a exposição usando outros sentidos. Para isso, basta colocar uma das máscaras ou ouvir uma descrição detalhada de cada obra através da utilização de fones de ouvido.


Saúde Visual Serviço:

Período da exposição: de 24 de janeiro à 31 de março de 2014

Horário: segunda à sexta das 10 às 17 horas

Local: Memorial da Inclusão (Rua Auro Soares de Moura Andrade, 564, Portão 10, Barra Funda - São Paulo/SP)

Site da exposição: www.sentirpraver.com.br

Telefone (11) 5212-3700

Indicação:  livre

Entrada: Gratuita

Abaixo, o vídeo oficial da exposição:

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(Fonte: Secretaria das pessoas com deficiência do estado de São Paulo)

Pelo menos 20% das crianças têm problemas de visão que interferem com o rendimento escolar

Para tristeza das crianças e alegria dos pais, as férias escolares estão terminando. É hora de ficar de olho no rendimento escolar dos pequenos, que pode ter alguma ligação com problemas de visão - a maior causa da evasão escolar, segundo o MEC. Já a estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia), é que 30% das crianças brasileiras precisam usar óculos.

Agora que se aproxima o início do ano letivo é importante a detecção precoce dos problemas visuais das crianças através de exames que devem ser feitos, pelo menos, a partir dos 3/4 anos de idade.

As doenças dos olhos que mais afetam as crianças são os erros refrativos (miopia, hipermetropia e astigmatismo), a ambliopia e o estrabismo. Estima-se que cerca de 20% das crianças em idade escolar tenham algum déficit de função visual provocado por uma destas patologias.

Um dos sinais mais habituais de problemas na visão é a dificuldade na leitura. Embora algumas crianças se queixem, muitas não o fazem, o que exige mais atenção de pais e professores. A lentidão ou rejeição das tarefas que exigem esforço visual, o fechar ou tapar um dos olhos e os erros ao copiar do quadro são sinais de alerta. Dores de cabeça, náuseas, olhos vermelhos, inchados ou lacrimejantes, estrabismo e fotofobia (dificuldade em suportar a luz) são sintomas que não podem ser ignorados e devem levar os pais a procurar um oftalmologista.

Mas há crianças que não têm qualquer queixa, particularmente aquelas em que apenas um dos olhos vê mal, como é o caso dos pequenos estrabismos e das anisometropias (diferença de graduação entre os olhos).

Assim, os especialistas reiteram que é fundamental a realização de exames ofatlmológicos por volta dos 3/4 anos, pois nesta idade já é possível contar com a colaboração da criança e o procedimento acaba por ter uma boa relação preço-eficácia. No entanto, o ideal é realizar um primeiro exame entre os 12 e os 18 meses, que permite detectar e corrigir fatores ambigênicos, algo que só pode ser realizado por oftalmologistas.

A forma como a utilização de computadores e outros dispositivos eletrônicos podem influenciar a função visual é uma questão que preocupa muitos pais. Apesar de não existirem estudos científicos que comprovem a ideia de que os computadores em si provocam e/ou aumentam a miopia, é provável que um número exagerado de horas no computador, ou seja, exercitando prolongadamente a visão de perto, possa constituir um fator ambiental susceptível de fazer despertar genes ligados à miopia.

Além disso, há ainda o cansaço visual sentido após o uso prolongado e ininterrupto destes dispositivos. Por esses motivos se recomenda que a sua utilização moderada seja alternada com períodos de descanso – e isso vale para os adultos, também.

Para promover a saúde visual, especialistas em oftalmologia pediátrica recomendam que os pais e educadores providenciem a iluminação e cadeira adequadas para tarefas de leitura, corrigindo posições erradas (como ler deitado de barriga para baixo) e certificando-se de que a distância de leitura é de 30 a 40 cm.

É fundamental também a realização de pausas e verificar a posição dos monitores do computador e da televisão, evitando reflexos. No computador os olhos devem estar a um nível superior (15 a 20º) do centro do monitor e a distância da televisão deve ser cinco vezes a largura da tela.

E fica um alerta final, relativo à prevenção de traumatismos oculares: a prática de atividades ou jogos que coloquem em risco a integridade do aparelho visual deve ser impedida ou realizada com protetores de qualidade.

É na infância que se deve prevenir e tratar muitos problemas de saúde que podem revelar-se graves na idade adulta. As doenças oftalmológicas não são exceção, pelo que recomendamos a todos os pais e educadores que estejam atentos, realizem exames visuais o mais cedo possível e, em casa, promovam a saúde visual dos mais novos.



(Fonte: RCM Pharma)

Pela primeira vez células da retina são impressas. E por jato de tinta!

Quando Saúde Visual publicou este artigo sobre os planos de uma empresa britânica chamada Fripp Design de criar próteses oculares através de impressoras 3D, muita gente arregalou os olhos.

Então imagine utilizar a tradicional impressora de tecnologia jato de tinta para imprimir células dos olhos vivas e funcionais.

Agora deixe de imaginar pois, no Reino Unido, o professor Keith Martin e a dra. Barbara Lorber, do John van Geest Centre for Brain Repair, da Universidade de Cambridge, imprimiram pela primeira vez células maduras do sistema nervoso central – e com sucesso!

A princípio utilizando células ganglionares e células gliais vivas de animais, a técnica poderá levar à produção de enxertos de tecidos artificiais feitos a partir de uma variedade de células encontradas na retina humana e ajudar na pesquisa para curar a cegueira em algumas condições.

"A perda de células nervosas na retina é uma característica de muitas doenças oculares que causam cegueira. A retina é uma estrutura perfeitamente organizada onde o arranjo preciso de células em relação a outra é fundamental para a função visual eficaz”, afirmou Martin. "Nosso estudo mostrou, pela primeira vez, que as células derivadas do sistema nervoso central maduro, o olho, podem ser impressss usando uma impressora jato de tinta”, disse ele à BBC.

Os resultados ainda são preliminares, mas demonstram que é possível usar uma impressora jato de tinta para criar tecidos artificiais imprimindo dois tipos de células da retina.

Na pesquisa, depois de impressas, cada tipo de célula passou por uma série de testes para avaliar quantas delas sobreviveram ao processo de impressão e como esse processo afetou sua capacidade de sobreviver e crescer. Os resultados mostraram que as células permaneceram saudáveis e funcionais, mantendo seu crescimento em cultura.

O professor Martin e a dra. Barbara planejam imprimir outros tipos de células da retina, incluindo os fotorreceptores sensíveis à luz - cones e bastonetes. Além disso, eles gostariam de desenvolver ainda mais o processo de impressão para adequá-lo a fins comerciais. Afinal, mesmo um pequeno ponto de visão pode fazer uma diferença real.

Para algumas pessoas pode ser a diferença entre sair de casa por conta própria ou não, aumentando sua confiança e, consequentemente, sua independência.



(Fontes: University of Cambridge & BBC)

"Se eu fosse você" vira realidade. Virtual

O Oculus Rift é uma espécie de óculos com fones de ouvidos acoplados que coloca a realidade virtual bem à frente dos seus olhos. Apresentado como “a vanguarda da realidade virtual para jogos de vídeo” e considerado tremendamente ambicioso, o projeto já chama a atenção de desenvolvedores de games e, até mesmo, da Marinha dos Estados Unidos.

No caso da Marinha estadunidense, o Oculus Rift faz parte de um pequeno pedaço do Projeto BlueShark, a forma como o Escritório de Pesquisas Navais explora como nos comunicaremos dentro de uma década.

Portanto, já que o Oculus Rift surpreende na medida em que permite experimentar outros mundos linda, profunda e virtualmente, a empresa BeAnotherLabs desenvolveu um projeto que permite aos usuários experimentarem alguns minutos do sexo oposto.

Calma, calma! Estamos falando de ‘experimentar’ no sentido de ‘saber como é’ o outro.

O projeto foi batizado de Machine to be another (algo como a "máquina de ser outro"). A empresa partiu do conceito de que, mais que indivíduos, somos parte de um coletivo social chamado “humanidade”. Como membros desse coletivo, a percepção de nossa própria identidade é baseada em nossa relação com outras pessoas e nosso ambiente social: como as pessoas nos veem, como nós agimos e interagimos com elas, e que autoimagem projetamos para esta sociedade e para nós mesmos.

Como parte desta sociedade coletiva, é evidente a importância de compreender o "outro" para entender melhor a nós mesmos. Esta prerrogativa que a própria empresa conceitua como sendo ‘artística’ – já que o artista é alguém interessado em compartilhar uma história sobre seu/sua existência -, planeja usar a abordagem da neurociência de 'encarnação' e aplicá-la para investigar a percepção e compreensão sobre o autoconhecimento com base na compreensão do "outro".

Quem fez o teste classificou o experimento como “meio estranho e meio legal, e para ser honesto, um pouco desconfortável”. Isto porque o sistema faz você sair da sua zona de conforto. Ele funciona colocando duas pessoas do sexo oposto equipados com o Oculus Rift, sincronizando os seus movimentos, e, em seguida, permitindo que ambos “se enxerguem” no outro, em 3D.

Ou seja, uma inversão de papéis tal qual no filme “Se eu fosse você”, de Daniel Filho, onde um casal, interpretado por Tony Ramos e Glória Pires, têm uma briga maior do que o normal que faz com que algo inexplicável aconteça: eles trocam de corpos. Apavorados, o casal tenta aparentar normalidade até que consigam reverter a situação. Porém, para tanto, eles terão que assumir por completo a vida um do outro.

Mas esta é apenas uma parte do que a “máquina de ser outro” pretende fazer. A BeAnotherLab também prevê o uso do Oculus Rift em várias maneiras de ensinar empatia. Por exemplo, a empresa tem planos de usar o dispositivo no tratamento e pesquisa sobre deficiência, bem como outras formas que permitem ao usuário experimentar o que é ser alguém diferente dele.

E se você não está convencido de quão legal o Oculus Rift é, talvez não tenha prestado atenção. Então, seu eu fosse você, assistiria ao vídeo-demonstração abaixo:



(Fontes: DesignBoom & Gizmodo)

Completa? Frentistas têm fortes perdas visuais por causa da gasolina

Um grupo de 25 trabalhadores de posto de combustível, os populares frentistas, foi examinado por meio de uma nova metodologia capaz de detectar problemas que passam despercebidos em exames oftalmológicos convencionais.

Realizada pela Universidade de São Paulo (USP), a pesquisa observou perdas visuais significativas - principalmente relacionadas à capacidade de discriminar cores - no grupo avaliado e concluiu que os frentistas estão com a visão em risco pela exposição aos solventes existentes na gasolina.

Os 25 voluntários passaram por exames oftalmológicos que descartaram qualquer alteração estrutural na córnea, no cristalino ou no fundo do olho. Ainda assim, o desempenho dos frentistas nos testes psicofísicos foi significativamente inferior quando comparado ao do grupo controle.

A hipótese dos pesquisadores é que o impacto na visão seja decorrente do dano neurológico causado pelas substâncias tóxicas do combustível, absorvidas principalmente pelas mucosas da boca e do nariz.

Segundo o pesquisador Thiago Leiros Costa, os frentistas “têm contato diário com solventes da gasolina, como benzeno, tolueno e xileno, e não há um controle normativo forte. Não há parâmetros de segurança para a exposição à mistura de substâncias presentes na gasolina e praticamente ninguém faz uso de equipamentos de proteção individual".

Em quatro dos frentistas testados, a perda de sensibilidade para cores foi tão significativa que os pesquisadores precisaram realizar um exame genético para descartar a possibilidade de daltonismo congênito. "Encontramos alterações em todos os testes de visão de cores e de contrastes. Foi uma perda difusa de sensibilidade visual e isso sugere que foram afetados diferentes níveis de processamento do córtex visual", informou Thiago.

O pesquisador destacou ainda outras categorias de trabalhadores que podem sofrer perdas visuais pela exposição crônica a solventes orgânicos, como funcionários da indústria gráfica e de tintas.

Isto porque todos os frentistas voluntários trabalhavam em postos controlados pela Agência Nacional de Petróleo (ANP). “Em princípio, eles deveriam estar de acordo com as normas de segurança. Isso sugere que, atualmente, o trabalho de frentista não é tão seguro quanto o proposto. Se os solventes estão de fato afetando o cérebro, não é apenas a visão que está sendo comprometida", concluiu o pesquisador.



(Fonte: Agência Fapesp)

Sex with Glass: sexo com óculos muito além do fetiche

Desde que a Google anunciou seus óculos futuristas, Saúde Visual tem acompanhado o caminhar da invenção. Desde a adaptação para quem já usa óculos de grau, até o aplicativo capaz de reconhecer pessoas a partir de suas roupas e acessórios, passando pela configuração que permite tirar uma foto apenas piscando o olho e, enfim, a estreia triunfal no Brasil, em sua primeira cirurgia.

Mas, obviamente, tem gente achando pouco este óculos de realidade aumentada ter tudo isso e ainda ser capaz de transmitir dados em tempo real para o usuário, através de comando de voz, além de realizar chamadas telefônicas, o equipamento tem funções multimídia como fotos, vídeos, video-chat, localização via GPS e ainda mede a temperatura.

Prova disso é o novo aplicativo promete apimentar a vida sexual de quem tem um Google Glass. Batizada de Sex with Glass, a ferramenta lançada na Inglaterra transforma o óculos inteligente do Google num apetrecho a mais para... a hora do sexo!

Ainda em fase de testes, o aplicativo promete apresentar “novos ângulos” aos parceiros, a partir doo streaming compartilhado. Assim, cada parceiro do casal terá a possibilidade de ver o que o outro enxerga, assistir ao desempenho do casal por meio de um celular posicionado na cabeceira da cama ou no criado mudo ou, ainda, permitir saber a sensação que seu beijo pode provocar.

Além do streaming de vídeo entre Google Glass, o Sex with Glass permite a gravação de vídeos - que são devidamente apagados 5 horas após a gravação.

Outra função muito útil para momentos românticos é o pareamento dos óculos com outros dispositivos do quarto, que permite o controle de importantes variáveis como luz e som ambiente por meio do aplicativo.

Como se não bastasse tudo isso, o Sex with Glass ainda conta com uma versão virtual do Kama Sutra - que funciona como um guia de sugestões para os casais.

Até fevereiro, o Sex with Glass deve ganhar uma versão para iPhone. Porém, por não ter nenhum vínculo com o Google, Sherif Maktabi, estudante de design de produtos e criador do aplicativo, pode enfrentar problemas com isso. Em junho de 2013, o Google proibiu o desenvolvimento de aplicativos pornográficos para o Google Glass.

Enquanto isso não acontece, 15.000 perfis já curtiram o site no Facebook e o número de citações à página no Twitter ultrapassa 1 milhão de pessoas.



(Fontes: Exame & Gizmodo)

"Te conheço?" não é cantada. Nem problema de visão

A mulher chega em casa e pergunta ao marido: o que você vê de diferente em mim? Desesperado, o marido vai tentar de tudo até ser vencido por dois dedinhos de cabelo cortado que lhe servirão de condenação, geralmente proferida através da sentença: “você não me ama mais” ou sua variante “você nem repara em mim”.

Esta distração recorrente tem o bonito nome de inabilidade perceptiva.

Quando nasce, a aptidão do bebê para o reconhecimento de fisionomias é ainda difusa; ele adquire a chamada “capacidade de especificação” no decorrer do primeiro ano de vida, e com algumas semanas já percebe quando alguém o olha. Ao longo do desenvolvimento, podemos nos apresentar mais ou menos aptos para determinadas percepções; em relação ao reconhecimento de fisionomias, o cérebro se “especializa” cedo com as que nos defrontamos com maior frequência.

Mas existe um distúrbio neurológico que se caracteriza pela incapacidade de reconhecer rostos, embora a capacidade de reconhecer objetos possa encontrar-se inalterada: é a prosopagnosia - condição médica relativamente rara, afeta uma a cada 50 pessoas (2% da população mundial), tanto homens como mulheres, segundo estimativas.

Trata-se de uma espécie de “cegueira para feições”. Indivíduos afetados pelo distúrbio podem ver o rosto dos outros quase sempre tão bem quanto qualquer pessoa, mas não conseguem retê-los na memória e reconhecê-los. Para eles, essa parte do corpo fica praticamente isenta de peculiaridades: é como se a face equivalesse ao joelho ou à panturrilha. Esse grau de dificuldade é variável e, em muitos casos, as pessoas nem sequer se dão conta de que têm um distúrbio – acreditam que as demais pessoas veem o mundo exatamente como elas, povoado de faces indistintas.

A doença tem dois grandes subtipos. O mais simples é a prosopagnosia adquirida que surge quando, por causa de derrames ou ferimentos, algumas áreas específicas do cérebro sofrem algum dano – o sulco temporal superior (STS), área occipital facial (AOF) e área fusiforme facial (AFF). Estas regiões são as especializadas em processar faces. Antes, a medicina acreditava que os rostos eram processados pela mente como se fossem um objeto qualquer.

Já a prosopagnosia congênita – ou hereditária – é a mais comum, e a mais misteriosa. Até o momento, a ciência só sabe que ela tem origem genética, muito embora não existam pistas sobre qual gene seria este.

Exames de ressonância magnética, que analisam a atividade cerebral enquanto as pessoas realizam tarefas específicas, têm sido usados para investigar como o cérebro funciona na hora de reconhecer um rosto em pessoas com prosopagnosia congênita. Por enquanto, sem muito sucesso, limitando dos médicos em diagnosticarem a prosopagnosia. Até agora só existem métodos subjetivos, baseados em entrevistas e testes com os pacientes.

Apesar do codinome “cegueira para feições”, porém, os prosopagnósicos não têm nenhum tipo de problema de visão e, da mesma forma que observam e guardam outros detalhes das pessoas, são capazes de distinguir claramente se alguém está feliz ou triste. Este detalhe fez com que alguns especialistas recomendassem a prática “olhos nos olhos” de quem enfrenta o problema: como não existe tratamento nem esperança de cura para a prosopagnosia num futuro próximo, algumas ações educativas simples, desenvolvidas na sala de aula, podem ajudar muito a melhorar a qualidade de vida de meninos e meninas afetados pela doença. É importante, por exemplo, que elas se acostumem a encarar o interlocutor ao ouvi-lo e ao lhe dirigir a palavra – como a fisionomia não é relevante para elas, é frequente que esqueçam esse procedimento. Na escola, é possível ensinar crianças com o distúrbio a conhecer melhor os colegas se fotos de todos os alunos, acompanhadas dos respectivos nomes, forem afixadas em painéis ou mesmo na parede.

O distúrbio herdado que afeta o reconhecimento de rostos pode ser percebido precocemente – e, assim, evitar muito sofrimento emocional, já que esta condição pode ser socialmente incapacitante, pois muitas vezes os portadores da prosopagnosia são incapazes de reconhecer amigos, colegas de trabalho e até os próprios parentes.



(Fontes: Hypescience & Scientific American)

Joia implantada nos olhos traz (mais um) risco à visão

Apesar de ser um dos sentidos mais importantes que temos, a visão vive em constante perigo. Não bastassem as doenças e as alergias oculares, nossos olhos estão sempre expostos à procedimentos de risco - ou de grande risco - à visão.

De brinquedos que podem representar uma ameaça aos olhos das crianças, passando pelo olho roxo “conquistado” em alguma briga ou acidente, a crença nas propriedades medicinais dos mais variados compostos, as pessoas colocam a visão em risco e só buscam as emergências de hospitais e clínicas oftalmológicas em último caso. Tais clínicas colecionam casos em que os olhos de crianças e adultos são postos à prova pelas mais diversas substâncias. De vodca a chás caseiros, passando até mesmo por urina.

E ainda tem os lasers, as tatuagens, os fetiches, os olhos de mangá, as lentes coloridas e até os perigos ocultos nos produtos de beleza para os olhos.

Apesar desta lista enorme, parece que tem gente achando pouco: a novidade do momento é implantar uma joia nos olhos. Inventado na Holanda, onde as joias oculares são implantadas há anos, e já realizado nos Estados Unidos, o procedimento gera discussão entre médicos, já que pode gerar graves riscos à visão.

O diretor do Instituto de Inovação da Cirurgia Ocular de Rotterdam, na Holanda, Gerrit R. J. Melles, teve a ideia enquanto desenvolvia dispositivos implantáveis para o tratamento de glaucoma, em 2003. Na época, ele afirmou ao Journal of Cataract & Refractive Surgery que “as pessoas querem ter todos os tipos de coisas em seu corpo, como piercings, e o olho é o órgão mais intimamente envolvido nas relações sociais. Mas não havia nenhum implante para eles e pensamos que poderia ser bom se pudéssemos fazer algo seguro”.

Gerrit realizou os primeiros 10 implantes e afirma que a novidade não gera complicações mesmo meses depois de aplicada.

Emil Chynn, cirurgião da Park Avenue Laser Vision Center, nos Estados Unidos, que realizou há alguns dias o primeiro procedimento desse tipo em Nova York – e que  foi transmitido pela rede de televisão Fox – também garante a segurança do procedimento. O médico colocou um coração de 3,5 milímetros de platina em uma jovem russa, Lucy Luckayanko. “O risco de cegueira ou perda de visão é zero. Se não fosse assim, não poderia oferecer esse procedimento”, afirmou Emil.

Luckayanko disse que, nos primeiros dias, sentia como se alguma coisa estivesse em seu olho, mas depois se acostumou. "Você não sente nada", disse ela à reportagem da rede ABC News.

Ainda assim, outros profissionais se posicionaram contra a técnica e emitiram alertas sobre riscos. Phillip R. Rizzuto, secretário de comunicações da Academia Americana de Oftalmologia, fez questão de afirmar que não existe “evidência suficiente para apoiar a segurança ou o valor terapêutico desse procedimento” e pede que as pessoas não coloquem nos olhos qualquer tipo de material que não tenha sido aprovado pela FDA (agência que regula remédios e dispositivos médicos nos EUA).

Para implantar uma joia nos olhos, após anestesia local, o médico faz uma pequena incisão na conjuntiva, a membrana externa transparente do olho, e insere a pequena peça de platina ou titânio. Luckayanko conta que o médico deu a ela um Valium e gás hilariante para acalmar seus nervos. O procedimento leva de 10 a 15 minutos e o preço varia entre US$ 3 mil e US$ 4 mil (entre R$ 6.965 e R$ 9.300) em clínicas americanas.

Em caso de complicações, segundo a Academia Americana, o implante poderia provocar infecção ocular com sangramento, hemorragia subconjuntival,perfuração do olho, conjuntivite e até cegueira.

Assista abaixo a reportagem da Fox sobre a cirurgia de Lucy Luckayanko:

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(Fontes: El Mundo & ABC News)

Cocoricó! Galinhas preferem gente bonita

Se já desvendamos um dos prováveis motivos para o sucesso estrondoso que a Galinha Pintadinha faz entre as crianças, parece que, agora, a ciência resolveu fazer o caminho inverso e descobrir se os humanos fazem sucesso entre as galinhas.

A descoberta é, no mínimo, curiosa. Ou frustrante, dependendo do ponto de vista: as galinhas preferem pessoas bonitas.

Pesquisadores da Universidade de Estocolmo, na Suécia, fizeram o teste mostrando uma série de rostos masculinos e femininos primeiramente a estudantes universitários, que avaliaram a beleza de cada um dando notas de 0 a 10.

Treinadas no sistema “acertou, ganhou comida” para reagir vendo os mesmos rostos em um monitor, dando uma bicada na tela, as galinhas avaliaram como mais bonitos os mesmos rostos bem avaliados pelos estudantes.

Ou seja, as pessoas escolhidas pelos alunos como as mais bonitas também foram consideradas as mais belas pelas galinhas - e essa semelhança entre os gostos dos humanos e das galinhas, segundo os líderes do estudo, pode revelar algo sobre a origem do nosso critério de beleza.

Os pesquisadores especulam que o resultado da pesquisa “sugere que as preferências sexuais humanas podem surgir de propriedades gerais do sistema nervoso”. Resta saber quais são essas propriedades. Se elas, de fato, existem, eles juram que vão tentar descobrir.

Por enquanto, quem se acha bonito(a) pode fazer o teste, passando por um galinheiro e reparando na reação das galinhas. Já quem se acha feio(a) deve evitar cruzar olhares com elas para evitar o julgamento estético (e exigente) das penosas...



(Fonte: CogPrints)

Terapia genética pode impedir processo de cegueira

O pesquisador Jean Bennett, PhD da Universidade da Pensilvânia, nos EUA, afirmou ano passado que a terapia genética poderia melhorar a visão em pessoas com cegueira hereditária. Bennett concluiu isso após três anos de um estudo realizado por ele e sua equipe cujos resultados provam que o tratamento é seguro e benéfico.

Agora, uma equipe de cirurgiões em Oxford (Inglaterra) usou uma nova forma pioneira de terapia genética para impedir que seis de seus pacientes que sofrem de coroideremia ficassem cegos.

Trata-se de uma doença genética que mata lentamente as células de detecção de luz na parte de trás do olho. Inicialmente, a doença causa dificuldades ao ver em pouca luz; com o tempo, a visão piora gradualmente. A maioria dos pacientes perde a visão por completo quando atingem a meia-idade. E não existe tratamento para esta doença.

Ou não existia, até Robert MacLaren e sua equipe experimentarem uma nova técnica: injetar cópias funcionais do gene CHM - que é defeituoso nos pacientes - diretamente na retina. De acordo com os resultados, publicados na revista The Lancet, a técnica claramente funciona, já que interrompeu a cegueira em seis pacientes.

Em dois deles, segundo os pesquisadores, a visão foi além de se estabilizar: melhorou, especialmente à noite. Um destes pacientes, o senhor Wayne Thompson, que passou a vida se conformando com o fato de que iria ficar cego, afirmou à BBC que a “visão de cores melhorou. Árvores e flores parecem muito mais nítidas, e eu consigo ver as estrelas pela primeira vez desde os 17 anos, quando a minha visão começou a se deteriorar”.

Também em uma declaração à BBC, o professor MacLaren explicou que “[o]s mecanismos de coroideremia e o que estamos tentando fazer com o tratamento será amplamente aplicável a formas mais comuns de cegueira”. “No momento, estamos em um estágio inicial, mas que oferece esperança para outras condições que têm uma base genética, como a degeneração macular e glaucoma”, afirmou o professor.

Isso significa que a terapia genética pode um dia ser usada para tratar vários tipos de cegueira, não apenas os casos de coroideremia - o que confirma a profecia do dr. Jean Bennett. Uma notícia para ser festejada já que, em todo mundo, as doenças genéticas ocupam lugar de destaque como causa de cegueira em adultos e crianças.



(Fontes: Lancet & BBC)

Bebês já tiram conclusões sobre as relações sociais

"Este é um dos primeiros indícios de que os bebês observam as relações sociais de outras pessoas". A afirmação é de Amanda Woodward, professora de psicologia na Universidade de Chicago, que participou de um estudo cuja conclusão foi que, antes mesmo de começarem a falar ou conhecerem estruturas sociais, os bebês podem discernir se pessoas tendem a ser amigas.

Publicado nesta quinta-feira no periódico Journal of Experimental Psychology: General, o estudo teve como fonte 64 bebês de nove meses que foram divididos aleatoriamente em grupos. Eles observaram vídeos que mostravam o comportamento de dois adultos enquanto comiam, e as reações positivas ou negativas de cada um deles em frente à comida. Em alguns casos, os adultos compartilhavam as mesmas reações, em outros não.

Segundo Katherine Kinzler, também da Universidade de Chicago e co-autora do estudo, foram apresentadas cenas com comida aos bebês porque os alimentos podem fornecer informações sociais importantes. "Fazer as refeições com parentes e amigos é uma ação social e, por isso, os bebês podem ser propensos a usar os comportamentos observados nesses momentos para tirar conclusões sobre as relações sociais", explicou ela.

Para investigar se os bebês vinculavam as reações à comida com as relações sociais, a pesquisa analisou a forma como eles respondiam aos vídeos que mostravam os mesmos adultos (que antes estavam comendo) agindo de maneira positiva ou negativa entre si.

No vídeo com a interação positiva, os adultos sorriam e se cumprimentavam com um "oi" em tom de voz amigável. No segundo vídeo, os adultos davam as costas um ao outro, cruzavam os braços e faziam um som de desagrado.

Os pesquisadores avaliaram as reações das crianças a esses vídeos e mediram o tempo que elas olhavam para a cena no fim de cada vídeo, congelada na tela. Estudos anteriores mostraram que os bebês fixam o olhar mais longamente em alguma coisa se ela não é familiar.

As respostas dos bebês aos vídeos indicaram que eles ficaram surpresos ao perceber que dois adultos que gostavam dos mesmos alimentos se comportavam de forma negativa entre si, e também quando os adultos que não tinham a mesma opinião sobre a comida se comportavam como amigos.

Isso significa que as crianças já sabiam que, quando duas pessoas concordam em alguma coisa, elas tendem a agir de forma amigável mesmo em outras situações. Elas previam que pessoas que reagiam de forma parecida à comida tinham mais chances de serem amigas, e se surpreenderam quando os vídeos mostraram uma situação contrária.

Zoe Liberman, doutoranda da Universidade de Chicago e principal autora da pesquisa, acredita que os pais podem se interessar em saber que os bebês “estão acompanhando o que acontece no mundo ao seu redor e tirando conclusões sobre relações sociais sobre as quais nós não sabíamos antes deste estudo".

Os resultados forneceram as primeiras evidências de que as raízes de um aspecto crítico da cognição social, o raciocínio sobre as interações sociais de outras pessoas com base em seus gostos, vêm desde a primeira infância. Em estudos futuros, as autoras pretendem analisar que outras situações ajudam as crianças a entender as relações sociais.



(Fontes: Agência EFE & Veja)

Máscara high-tech promete ajudar usuário a dormir menos e melhor

Não dormir o suficiente pode acelerar o envelhecimento e os olhos muitas vezes são os primeiros a sofrer! Além da vermelhidão, a falta de sono também provoca círculos escuros sob os olhos (olheiras), movimentos involuntários dos olhos, olhos secos e visão embaçada.

Médicos sempre ressaltam a importância do sono para a nossa saúde física e mental. Portanto, se a privação do sono é danosa para a manutenção da boa saúde, uma invenção criada na Polônia pelo estudante de medicina Kamil Adamczyk promete causar muita polêmica

Trata-se da NeuroOn, uma máscara dormir que controla o sono e também promete fazer de quem a usa uma pessoa mais criativa e produtiva.

O produto tem uma tecnologia para monitorar os movimentos dos olhos, ondas cerebrais e tensão muscular enquanto a pessoa dorme e com qual frequência ela acorda durante a noite. O resultado deste monitoramento permite tornar possível manipular todo o processo do sono.

Isto porque, quando dormimos, experimentamos dois padrões de sono: primeiro o REM, que soma 15% do total e, depois de um tempo, o NREM. Acontece que o estado mais repousante ocorre no início. Ou seja, para aumentar o período REM é preciso “começar” a dormir várias vezes, o que os especialistas chamam de sono polifásico.

Este tipo de sono é praticado por personalidades dinâmicas e multi-tarefas, como Leonardo Da Vinci e Miguel Falabella, por exemplo. Estes e outros homens criativos e seus grandes legados deixam a certeza de que o sono polifásico, em etapas, construído por pequenas sonecas tiradas ao longo do dia, seja ideal para aumentar a produtividade.

O objetivo da NeuroOn é permitir que o consumidor mude de sono monofásico para polifásico, ou seja, divida o sono em partes menores durante o dia. Com base nos dados coletados pela máscara enviados via Bluetooth para um smartphone, o dispositivo vai analisar as informações para escolher o melhor padrão de sono para o usuário. Além de monitorar o sono, o dispositivo acorda o usuário "suavemente", no momento certo.

Kamil Adamczyk disse ao site da FastCompany que, com a máscara, também será possível interferir no processo do “sonho lúcido”. Tanta promessa rendeu frutos: apresentada no site Kickstarter, site que junta colaboradores para tirar projetos do papel, a máscara conquistou fãs rapidamente - a meta de arrecadar cerca de 200 mil reais (£61,000) foi alcançada em apenas um dia e isso significa que o invento poderá ficar disponível para venda em breve.



(Fonte: FastCompany)

Homenum Revelio! Brasileiros afirmam ser possível criar a 'capa de invisibilidade'

No Conto dos Três Irmãos, a Morte entrega de má vontade sua própria Capa da Invisibilidade para Ignoto Peverell, que pediu algo que lhe permitisse sair de onde estava sem ser seguido por ela. O pedido sábio do Peverell mais jovem fez com que ele atingisse uma idade avançada sem ser importunado pela Morte, o que não aconteceu com seus irmãos, que morreram cedo. Apenas quando ele despiu a Capa de Invisibilidade e deu-a de presente ao filho, acolheu, então, a morte, como uma velha amiga e acompanhou-a de bom grado.

De pai para filho, de geração em geração, a capa atravessou séculos de história até o último descendente vivo de Ignoto que nasceu na aldeia de Godric’s Hollow: Harry. Harry Potter.

Sim, estamos falando da capa de invisibilidade, uma legítima Relíquia da Morte. Imensamente velha, a capa de invisibilidade é um pano brilhoso e prateado, que possui uma textura estranha, que a faz parecer tecida com fios de água.

Há tempos a ideia de tornar objetos invisíveis está presente no imaginário humano. Com seu apelo irresistível, ela aparece tanto em lendas milenares quanto em obras contemporâneas de fantasia e ficção científica.

O que nem os escritores mais criativos imaginavam é que ela viria a se tornar realidade, pelas mãos da física. E agora um trabalho brasileiro dá um passo importante para tornar essa tecnologia viável. A pesquisa está na fronteira da ciência, em um novo campo de estudos que se abre.

Os trabalhos pioneiros a cogitar dispositivos de invisibilidade ganharam força a partir do início do século 21, com o desenvolvimento de materiais artificiais - denominados metamateriais  – estruturas sintetizadas em laboratório com propriedades eletromagnéticas incomuns.

Cientistas da Universidade de Dallas, nos Estados Unidos, por exemplo, demonstraram um modelo funcional de uma "capa da invisibilidade", criada a partir de folhas de nanotubos de carbono. O modelo utiliza o mesmo fenômeno responsável pelas miragens do deserto para esconder objetos.

Também tem a criação de um material chamado “Metaflex” por cientistas da Universidade de Saint Andrews, no Reino Unido. Usando átomos minúsculos que podem interagir com a luz, os pesquisadores desenvolveram um novo e flexível material inteligente que, teoricamente, pode parecer invisível a olho nu. Ou seja, mais um passo à fabricação de tecidos que permitam criar o efeito da invisibilidade dos objetos.

Ambas as possibilidades já foram demonstradas experimentalmente, mas apenas para alguns comprimentos de onda da radiação eletromagnética, como micro-ondas e infravermelho próximo. Portanto um problema persiste: a invisibilidade só é produzida para uma parte pequena do espectro eletromagnético. Para tornar algo invisível para comprimentos de onda no infravermelho seria preciso reprojetar o dispositivo de invisibilidade, o que é pouco prático.

Entra em cena o trabalho realizado por Wilton Kort-Kamp, Felipe Rosa, Felipe Pinheiro e Carlos Farina, um quarteto do Instituto de Física da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Eles demonstraram teoricamente que é possível criar um dispositivo de invisibilidade sintonizável baseado em plasmônica através da aplicação de um campo magnético externo. Em outras palavras, a presença do campo magnético externo altera a faixa de comprimentos de onda para a qual o dispositivo de invisibilidade funciona.

“Nós demonstramos que a aplicação de campos magnéticos pode modificar o comprimento de onda de operação sem a necessidade de mudar o material e/ou os parâmetros geométricos do dispositivo de invisibilidade”, afirmam os pesquisadores, em artigo publicado no periódico Physical Review Letters.

“Esses resultados, que podem ser obtidos com materiais magneto-ópticos disponíveis, são robustos a perdas materiais, de forma que podem pavimentar o caminho para o desenvolvimento de capas de invisibilidade plasmônicas versáteis e ativamente sintonizáveis”, completam os físicos.

Para ler o artigo completo, clique aqui

(Em tempo, “Homenum Revelio” são os feitiços de revelação que podem anular o poder das capas de invisibilidade utilizadas na série “Harry Potter”).



(Fontes: SBF & G1)

A criação das cores pelo cérebro ajuda-o a dar sentido ao mundo

Para avaliar as habilidades visuais de cada pessoa, os optometristas comportamentais realizam dois tipos de exames. O primeiro é o de rendimento visual, quando são avaliadas as habilidades funcionais da visão, com o objetivo de determinar se o rendimento visual corresponde com a demanda visual do paciente. O segundo é o exame de percepção que avalia como o cérebro interpreta a informação visual e como essa informação visual se relaciona com os outros sentidos, afinal, temos conhecimento do nosso mundo através deles.

Juntamos ao longo do tempo conhecimento sobre as nossas experiências, boas e más. Armazenamos esse conhecimento em nossa memória e com base nessas memórias, escolhemos nosso novo comportamento.

O cérebro processa a informação sensorial da visão, da audição, do toque, do gosto, do cheiro, da dor e do equilíbrio. Elas nos orientam a selecionar, organizar e corrigir o nosso comportamento e antecipar seus resultados. Muitas percepções dependem da visão, incluindo a percepção da cor, a visão em três dimensões, a percepção de profundidade, a percepção do movimento, a localização no espaço, a leitura de símbolos fonéticos e matemáticos, reconhecimento de pessoas e objetos, formação da imagem corporal, etc.

O ambiente real se transforma constantemente, desafiando-nos a conseguir formar uma imagem estável do mesmo que oriente nosso comportamento. Como podemos reconhecer as pessoas, os lugares, ou os objetos, quando nossas perspectivas mudam de momento a momento?

Quando o cérebro incorpora os sinais distintivos na memória, este estabiliza nosso mundo, que está em movimento. Esta estabilidade nos ajuda a compreender as coisas ao nosso redor. No entanto, o cérebro não funciona simplesmente como uma câmera, tirando fotos sequenciadas do nosso universo.

O nosso cérebro inventa ou cria os sinais distintivos de seu ambiente para estabilizar o nosso mundo sensorial. Por exemplo, o cérebro cria a aparência da cor.  Pode criar uma imagem colorida a partir de duas imagens em preto e branco. Quando uma destas imagens se projeta através de um filtro monocromático, as imagens sem cor podem ser convertidas em imagens com cor pelo cérebro.

A criação da cor ajuda o cérebro a atribuir sentido ao seu ambiente. Esta experiência foi realizada pela primeira vez por Edwin Land na década de 50. O professor Israel Rosenfield de City University, em Nova Iorque, mostra a experiência neste vídeo.

 


(Fonte: Neurociências em debate)

Jogar videogame com os olhos ainda não é divertido. Ainda

A Tobii, líder mundial de rastreamento do olhar e controle de computadores com o olho, anunciou o lançamento do REX, um dispositivo que se conecta via USB e permite controlar computadores através do Gaze UI, um software que facilita aos usuários guiar o cursor na tela usando apenas seus olhos.

Agora, a Tobii está mostrando seu potencial para os jogos.

Quando se fala em controles por movimentos, o Kinect, da Microsoft, pode ser o grande nome da atualidade por sua tecnologia capaz de permitir aos jogadores interagir com os jogos eletrônicos sem a necessidade de ter em mãos um controle (joystick).

O Gizmodo Brasil testou jogar com os olhos e percebeu que o sistema ainda não está perfeito, mas não deixa de ser uma diversão futurista. O jogo escolhido foi um de tiro em primeira pessoa, o que torna a missão ainda mais difícil. A constatação é que esse controle apenas adiciona um pouco de diversão à jogatina. Feche um olho para alternar a vista, olhe para frente para sair de uma posição de cobertura, feche um pouco para agachar.

Segundo Eric Limer, a experiência foi ótima enquanto funcionou, mas o acompanhamento da cabeça estava um pouco irregular.

A versão para consumidor final do controle Tobii – fruto de uma parceria entre Tobii e SteelSeries – ainda precisa de alguns ajustes e deve ser lançada no meio de 2014. Espera-se que, até lá, tenha uma quantidade maior de jogos compatíveis e algumas coisas especializadas para mostrar o potencial desse gadget.

Para o Gizmodo, por enquanto, o sistema desenvolvido pela Tobii vale mais por curiosidade, como a primeira geração do Kinect.



(Fonte: Gizmodo Brasil)

Brasil ou Japão? Quem vai piscar mais por menos?

Apresentamos nesta matéria o Wink Glasses, óculos com lentes que embaçam automaticamente e assim conseguem um efeito de piscada que ajuda no descanso dos olhos de pessoas que passam muito tempo olhando para o computador.

O primeiro modelo dos "Óculos Piscantes" foi desenvolvido em 2009, mas a patente se mostrou "ineficaz", segundo o jornal japonês "Asahi" por causa de seu mecanismo muito complexo e que exigia uma calibragem de acordo com as dimensões da cabeça do usuário.

Na versão atual, as lentes pesam 33 gramas, o que as torna ligeiramente mais pesadas que as de óculos normais.

Acontece que alguns leitores chamaram a atenção para um dispositivo simples que ajuda a aumentar o número de vezes em que a pessoa pisca, prevenindo e contribuindo para aliviar quadros de olho seco - comuns em quem fica muito tempo no computador ou em lugares com ar condicionado, por exemplo.

O aparelho chama-se Pisc e foi criado aqui, no Brasil, em 2010 – um ano depois do primeiro modelo japonês considerado ineficaz –, por Cléber Godinho, oftalmologista mineiro.

Na época, Godinho afirmou que sua primeira ideia foi melhorar a adaptação às lentes de contato, pois quem “usa lente pisca menos, e esse é um motivo pelo qual muita gente não se adapta ao seu uso", disse ele.

O Pisc emite luzes, sons ou vibrações 15 vezes por minuto que "lembram" a pessoa de piscar. Ele vem sendo testado na Unifesp com 20 pessoas com olho seco e 20 sem a síndrome. Resultados preliminares mostram que, com a introdução do aparelho no trabalho com o computador, houve aumento na frequência das piscadas e melhora nos parâmetros clínicos testados.

Os participantes do estudo tinham que ler um texto no computador, com e sem o Pisc, por dez minutos. A frequência com que piscavam era monitorada por uma webcam. Eles também passaram por exames oftalmológicos.

Quando a pessoa pisca pouco, a lágrima evapora rápido e podem surgir alterações na córnea, como inflamações. Com o uso do Pisc, houve aumento no número de piscadas e melhora nos exames. E, com o tempo, as pessoas acabaram automatizando o maior número de piscadas mesmo sem estarem submetidas ao aparelho.

O Pisc também pode ajudar a tirar o sono de motoristas e pilotos de avião. "Quando a pessoa que dirige à noite pisca mal, a chance de dormir ao volante é maior", disse Godinho, que estudou o tema por cinco anos e que, na época, afirmou desconhecer outro aparelho similar no mundo.

Em 2010, o Pisc foi considerado “a primeira iniciativa para pessoas com olho seco que não se baseia apenas em pingar colírio” por Mauro Campos, oftalmologista da Unifesp.

As patentes nacional e internacional desta invenção já foram registradas. O produto ainda depende de aprovação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de alguma empresa interessada em produzi-lo em grande quantidade. Ainda assim, Godinho acredita que o consumidor final pagará, em média, R$ 50 pelo aparelho.

Ponto para o Brasil, já que o similar japonês custa cerca de 15,8 mil ienes (R$ 355).



(Fontes: Universo Visual & Folha de São Paulo)

Criada a primeira delegacia para pessoas com deficiência no Brasil

Logo nos primeiros dias de 2014 foi criada a primeira delegacia de polícia especializada no atendimento de pessoas com deficiência do país através da assinatura de decreto pelo governador de São Paulo, Geraldo Alckmin. A delegacia, que deve iniciar os trabalhos em até 45 dias, contará com uma equipe multidisciplinar composta por assistentes sociais, psicólogos e intérpretes de libras, além de policiais capacitados para a atividade.

Além de prevenir e reprimir crimes contra essa população, a unidade funcionará como um centro para recebimento, compilação e difusão de dados e denúncias sobre atos de violência contra pessoas com deficiência.

De acordo com a Secretaria Estadual dos Direitos da Pessoa com Deficiência, nos últimos dois anos foram registrados 1,3 mil ocorrências de violações contra esse segmento. A população de pessoas com deficiência é composta por 9 milhões de habitantes em todo o estado, sendo 3 milhões só na capital.

Para o coordenador de desenvolvimento de programas deste órgão, Luiz Carlos Lopes, existe uma subnotificação dos casos de violência. “As pessoas não se sentiam estimuladas a ir a uma delegacia para fazer uma denúncia, e são vários os motivos”, declarou.

Entre as razões para esse distanciamento, Luiz Carlos destaca as dificuldades físicas, agravadas pela falta de acessibilidade das delegacias; problemas de comunicação, a exemplo de pessoas surdas; e descrédito de denunciantes com deficiência intelectual. Somado a isso, o coordenador também aponta a falta de um olhar adequado, por parte do agente policial, para esse tipo de atendimento.

Negligência e abandono são os casos mais comuns, representando 32%. Em seguida, estão as situações de violência psicológica, com 29%, e as agressões físicas (20%). Existem ainda os conflitos por abuso econômico (12%) e sexual (4%).

Para Luiz Carlos, o fato de que pelo menos 74% dessas ocorrências são praticadas por membros da família reforça a necessidade de promover a autonomia das pessoas com deficiência na hora de fazer uma denúncia.

Entre as tecnologias que estarão disponíveis na unidade, o software para leitores de tela de computador vai permitir que uma pessoa cega assine o depoimento somente depois de ouvir a leitura do texto, sem que isso seja feita por terceiros.

Pessoas surdas poderão recorrer, por exemplo, aos intérpretes de libras para que não fiquem sujeitos à interpretação de um parente. “Além de recursos menores, mas que auxiliam no momento da assinatura de um documento. Não necessariamente de alta tecnologia, mas que facilitam a comunicação”, disse Luiz Carlos.

Além desses recursos, o coordenador destaca a presença da equipe multidisciplinar, tendo em vista que muitos casos requerem uma abordagem mais ampla, com viés social, e não apenas criminal. Nesse sentido, poderão ser feitos encaminhamentos para a área de assistência, que ajudem a pessoa com deficiência a se inserir na rede de proteção e, assim, assegurar direitos.

Da mesma forma, Luiz Carlos avalia que a família também deve ser assistida. “Pode ser algo pontual, fruto de uma situação familiar até por conta do estresse por que passa o cuidador. Não basta prender, você pode ajudar essa pessoa a superar essa situação”, afirma ele que acredita que a iniciativa paulista servirá como modelo para orientar outras unidades policiais a adotarem novas abordagens com esse público.

Expectativa compartilhada pelo Governador de São Paulo, que falou sobre o número significativo de pessoas com deficiência e a importância de se expandir essa ação. "Nós temos 45 milhões de pessoas com deficiência no País, 9 milhões só no Estado de São Paulo. Com certeza essa boa iniciativa vai prosperar por todo país", declarou Geraldo Alckmin.

Nesse sentido, serão feitos cursos de capacitação com policiais de outras unidades, além do que, os profissionais da delegacia especializada estarão disponíveis para prestar auxílio. “Sem contar no trabalho, que já começou, de adequação arquitetônica nos outros distritos policiais”, acrescentou.


(Fonte: Agência Brasil)

Aparelho acoplado à armação de óculos ajuda cegos a “enxergar” com os ouvidos

Desafiando o senso comum de que, se o córtex virtual não recebe informações visuais na infância, a criança dificilmente poderá enxergar objetos no futuro, cientistas da Hebrew University Medical School, em Israel, descobriram que pessoas cegas podem descrever objetos e até identificar letras e palavras através de sons especiais.

À partir destes dados, a equipe do pesquisador sênior Amir Amedi, ensinou os pacientes cegos a utilizarem um dispositivo de substituição sensorial. O equipamento tem o objetivo de fornecer informações visuais aos cegos através de outros sentidos.

Com auxílio de uma pequena câmera conectada a um computador e fones de ouvido, pessoas com deficiências oculares puderam identificar objetos e pessoas familiares. Isto porque as imagens foram convertidas em paisagens sonoras, o que permite ao indivíduo interpretar as informações.

Ou seja, o dispositivo - criado pela empresa israelense OrCam - informa ao usuário por meio de um sistema de áudio o que é aquilo que ele está apontando com os dedos. Basta apenas que as informações, como rostos de conhecidos, nomes de animais, notas de dinheiro números de ônibus, textos de jornais e mercadorias de uma loja, sejam cadastradas no banco de dados do dispositivo e a pessoa cega fica inserida no mundo visual.

O produto custa o mesmo que um aparelho auditivo. Em 24 horas de vendas, a empresa vendeu todos os 100 exemplares disponibilizados para teste. Já estão abertas as encomendas para uma nova leva de 500 peças, que serão entregues até o final do ano.

Mas o dispositivo ainda precisa de melhorias. Segundo o dr. Amnon Shashua, pesquisador da Hebrew University, objetos em superfícies flexíveis ou pouco iluminadas, por exemplo, ainda são o maior desafio da OrCam.

Até agora, os assistentes de leitura para deficientes visuais têm sido complicados dispositivos que reconhecem o texto em ambientes restritos ou, mais recentemente, software instalados em telefones celulares que têm capacidades limitadas.

Não é a primeira vez que pesquisadores criam um dispositivo capaz de ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons. É o caso do EyeMusic.

A grande diferença em favor do OrCam é que ele  tem um pequeno cabo ligado a um pequeno computador concebido para caber no bolso do utilizador. O sistema conecta aos óculos da pessoa com um pequeno ímã e usa um alto-falante de condução óssea para transmitir uma narração clara ao "ler" em voz alta as palavras ou o objeto apontado pelo dedo do usuário.

Os deficientes visuais que passaram pela experiência com o equipamento, alcançaram um nível de acerto que ultrapassa o critério estabelecido pela Organização Mundial de Saúde (OMS) para a cegueira, segundo os pesquisadores. Os resultados, apesar de não convencionais por não utilizarem o sistema oftalmológico do corpo, não deixam de ser visuais, por ativarem a rede de identificação visual do cérebro.

Liat Negrim, que trabalha na empresa que desenvolveu a OrCam, gravou um vídeo onde ela aparece testando o dispositivo. Confira abaixo:

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(Fonte: Firs)

Será que ela é? Se a primeira impressão é a que fica...

Saúde Visual já publicou este artigo sobre um estudo realizado pelo pesquisador Ritch Savin-Williams, psicólogo do desenvolvimento na Universidade de Cornell, afirmando que, quando as pessoas olham para imagens eróticas e ficam excitadas, as pupilas abrem em uma reação inconsciente.

Esta dilatação seria, de acordo com tal estudo, um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade do que lhe atrai pode estar em seus olhos.

Agora, um outro estudo, desta vez realizado por pesquisadores da Universidade de Tufts, nos EUA, também envolve opção sexual e o olhar humano. E eles juram que dá para afirmar se uma mulher é lésbica somente olhando para o rosto dela. Ou para os olhos.

Para chegar a este, digamos, surpreendente resultado, os pesquisadores realizaram três experimentos. Eles colocaram participantes de ambos os sexos para classificar cerca de 200 moças como “lésbicas” ou “heterossexuais”. Nenhuma delas possuía qualquer tipo de estereótipos – ou seja, nem masculinizadas, nem com muita maquiagem, por exemplo.

A classificação deveria ser feita o mais rápido possível, enquanto viam apenas os rostos ou, em alguns casos, apenas os olhos das modelos. A ideia era justamente testar o julgamento precipitado, aquela “primeira impressão que fica”, sem censura.

O teste constatou que dá para saber a orientação sexual de uma mulher apenas olhando para ela. Os pesquisadores divulgaram os dados e disseram que o resultado confirma este fato "com números bem maiores do que mero acaso".

Eles também observaram que, que quanto mais rápido os voluntários rotulavam as modelos, maior a chance de estar certo sobre suas preferências sexuais. Algumas, por exemplo, foram vistas por apenas 40 milissegundos, ou seja, quase subliminarmente.

De qualquer forma, agora, querida leitora, se um homem ficar te olhando diretamente, fique atenta: pode não ser uma paquera, mas uma rápida análise da sua sexualidade. E, se for outra mulher te encarando...



(Fonte: diHitt)

Hacker do bem? Dono de iPhone com deficiência visual quer piratear sistema

O desenvolvimento de novas tecnologias possibilita maior acessibilidade das pessoas que apresentem qualquer nível de deficiência visual aos smartphones e também aos tablets. Ferramentas como o VoiceOver, da Apple, que facilita o manuseio de aparelhos móveis por meio de recursos táteis e sonoros, faz com que tais aparelhos cada vez mais batam recordes de venda.

Acontece, porém, que os sistemas dos produtos da Apple são ‘fechados’. O usuário pode instalar aplicativos livremente e usufruir todas as suas ferramentas, mas não é possível adentrar o sistema e fazer alterações mais profundas. Com isso, quando o sistema é atualizado, as ferramentas de acessibilidade para cegos são perdidas.

Para poder personalizar suas configurações, em 2007 grupos de hackers criaram maneiras de desbloquear o iPhone com uma ferramenta que ficou conhecida como jailbreak (algo como ‘fuga da prisão’). Graças a ela, os cegos são capazes de obter acesso aos recursos perdidos assim que sai uma atualização da Apple.

Mas, para que os usuários do iPhone tenham acesso a um jailbreak, o tempo estimado é de 3 a 5 meses – o que é muito tempo para um deficiente visual como, por exemplo, Chris Maury. Ele foi diagnosticado com uma doença degenerativa que faz a visão se deteriorar aos poucos até a cegueira total.

E por que motivo estamos dando destaque para Maury? Acontece que ele está oferecendo uma recompensa em dinheiro para quem deixar o seu iPhone utilizável antes que seja tarde demais. Em outras palavras: Maury está pagando para alguém piratear o novo sistema da Apple.

Para ajudar a acelerar o processo, Maury recentemente uniu forças com um punhado de colaboradores lançaram o IsiOS7JailbrokenYet.com, um site solicitando doações a serem convertidas em recompensa para o primeiro desenvolvedor que chegar a uma ferramenta jailbreak para a versão mais recente do iOS. O incentivo: US$ 7.300 dólares em premiação.

A esta altura nossos leitores estarão se perguntando por que não mudar para o sistema Android, onde o céu é o limite quando se trata de personalizar as configurações? Acontece que, mesmo tendo o Android melhorado consideravelmente no departamento de acessibilidade ao longo dos anos, ele ainda não é tão bom quanto o iOS - a Apple tem apresentado uma gama tão variada quanto funcional de recursos para deficientes.

Uma destas ferramentas é a favorita de Maury, o Cydia, que permite ao usuário ajustar os tons da cor no iOS e reduzir a tensão ocular para pessoas com deficiência visual. Outras características incluem a capacidade de instalar teclados mais acessíveis e alterar a velocidade do instrumento de orientação por voz nativo do iOS para os deficientes visuais. Mas isto somente com ajuda de um jailbreak.

Por isso, Chris Maury está muito ansioso para desbloquear seu iOS 7. Mas, como é fácil imaginar, o processo de “hack do bem” foi recebido com alguma controvérsia – inclusive com fortes críticas feitas pelo próprio criador do Cydia.

Será, então, que vai funcionar? E deveria?

 

(Fonte: Fast Company)

Oito novas resoluções para um Ano Novo próspero

O Ano Novo traz sempre um compromisso renovado de que este será o nosso melhor ano. Promessas de mais exercícios, alimentação mais saudável, estudar uma língua estrangeira, viajar mais... Aos donos de óptica, Saúde Visual apresenta mais uma resolução de Ano Novo: que tal este ano adicionar algumas metas com foco no paciente nesta lista?

E, para quem é paciente, um conselho: observe se a óptica de sua confiança está cumprindo com as promessas abaixo. Em caso negativo, ofereça-as ao responsável. Quem sabe, na virada do ano que vem ele pule sete ondas e se comprometa com estas oito resoluções. São elas:

Gaste 5 minutos buscando informações sobre o estilo de vida de cada paciente. Faça as perguntas que levam a uma melhor adequação de lentes, molduras, revestimentos, etc. Exemplo? Pergunte sobre esportes e ambientes de trabalho. Óculos cujas lentes embaçam com facilidade representam um risco de segurança para os trabalhadores, atletas e outros.

Que tal mini-reformas para a loja? Novos monitores, reformulação do estoque velho, atualizar os itens de mostruário na vitrine, nova mostras de lentes, etc. Pequenos detalhes que fazem grande diferença.

Dê importância à lealdade do cliente. Follow-up regulares e lembretes de compromissos podem fazer toda a diferença. E talvez iniciar um programa de orientação do paciente através de e-mail.

Faça a medição duas vezes, ainda que as medidas se encaixem. Cuidado máximo significa a máxima satisfação do cliente.

Demonstrar o cuidado adequado em cada montagem. Um grande número de lentes a serem refeitas se deve a cuidados inadequados. Ajude seu cliente a proteger e desfrutar de seu novo óculos.

Crie “pacotes de óculos”, incluindo garantia, produtos para limpeza das lentes e um estojo estiloso, de preferência personalizado. É uma maneira de valorizar os pacientes e ajudá-los a ter mais proteção com a visão.

Faça cursos de aprimoramento da profissão, voltados para a continuidade de construção e progresso de carreira. É uma jogada inteligente, mesmo quando não pareça necessária.

Ofereça seus conhecimentos gratuitamente. Faça exames de vista em uma escola, para pessoas de um abrigo ou de uma instituição de caridade. Se não souber como, faça contato com entidades afins. Em nossa seção “Ações sociais” você encontra muita ideia boa.

Feliz Ano Novo!


(Fonte: Prevent Blindness America)

Raro mas real: as pessoas que sentem, saboreiam e ouvem as cores

De um diálogo com o palestrante Adam Montandon, que falava em ampliar os sentidos, em se “perceber por que é que a cor influencia tanto as pessoas”, Neil Harbisson teve a ideia de criar o "eyeborg" – fusão das palavras "eye" (olho) e "cyborg" (organismo cibernético) –, dispositivo eletrônico que abriu caminho à metamorfose cromática de sua vida.

O aparelho “tem um sensor, atrás da cabeça, que recebe as frequências de luz e transforma-as em frequências sonoras”, explica Adam, e isso possibilita que Neil recorra aos ossos do crânio para “ouvir” as cores.

Tal invenção permitiu que Neil fosse reconhecido como o primeiro cyborg oficial do mundo. Acontece que, se ele precisou desenvolver um equipamento para ouvir as cores, existem pessoas que não somente ouvem, mas, também, sentem e saboreiam elas.

É o que acontece quando Ingrid Carey diz que sente cores. Isso não significa que ela vê o vermelho ou fica verde de inveja. Ela realmente sente estas cores. E também pode prová-las, ouvi-las e cheirá-las.

Ingrid tem sinestesia, uma condição neurológica rara, na qual dois ou mais sentidos se entrelaçam. Números e letras, sensações e emoções, dias e meses são todos associados com cores para Carey.

Para ela, a letra "N" é ; "J" é verde-claro; o número "8" é laranja e julho é verde-azulado. A dor de uma separação pulsa em tons de laranja e amarelo, roxo e vermelho.

Ou seja: as cores no mundo de Carey têm propriedades que a maioria de nós nunca sonharia em ter. Para ela o vermelho é sólido, poderoso e consistente, enquanto o amarelo é flexível, brilhante e intenso. O chocolate é roxo e tem cheiro azul. Confusão é cor de laranja.

Logo descartada como sendo produto da imaginação hiperativa ou um sinal de doença mental, a sinestesia tem sido aceita nos últimos anos pelos cientistas como um fenômeno real com base neurológica também real. Alguns pesquisadores agora acreditam que o problema pode fornecer pistas valiosas para a forma como o cérebro é organizado e como funciona a percepção.

No entanto, a causa permanece um mistério.

Muitos sinestesistas temem o ridículo por suas habilidades incomuns. Eles podem sentir-se isolados e sozinhos em suas experiências. Por isso, estudar a sinestesia é muito importante para quem enfrenta esta peculiaridade. Mas não é essencial.

Segundo Simon Baron-Cohen, pesquisador da Universidade de Cambridge, “se você perguntar aos sinestesistas se eles desejam se livrar disto, quase sempre respondem que não”. O motivo é mais simples que compreender a sinestesia: para eles, se privar desta experiência seria semelhante a privá-los de um dos sentidos.


(Fonte: LiveScience)

Os próximos desafios para o pequeno varejo no Brasil

As grandes e médias empresas suportaram o ônus das muitas e complexas mudanças dos últimos cinco anos, entre outros fatos devido ao SPED - Serviço Público de Escrituração Digital e devido a harmonização contábil ao padrão International Financial Reporting Standards - IFRS. Elas estão obrigadas a novas mudanças que ocorrerão em 2014, como o e-Social, o e-LALUR, Lei 12.846/13, esta referente a atos contra a administração pública, entre outras.

Agora são as microempresas e as pequenas empresas que devem se preparar urgentemente, para as grandes e difíceis mudanças que já foram definidas por leis e outros dispositivos legais, as quais ocorrerão a partir de janeiro de 2014, são elas:

a) As microempresas e pequenas empresas também ficaram obrigadas a aplicar a harmonização ao padrão IFRS, conforme NBC - CTG 1000, do Conselho Federal de Contabilidade - CFC. Saiba mais clicando aqui.

b) Com a recente Resolução 1.445 do CFC, os Profissionais de Contabilidade serão obrigados a comunicar ao COAF - Conselho de Controle de Operações Financeiras, as operações com indícios que as caracterizem como inseridas na Lei que trata da Lavagem de Dinheiro. Saiba mais clicando aqui.

c) Entra em vigor em 2014 o e-Social. Resumidamente consiste em uma relação direta e praticamente em tempo real, do cadastro e todas as movimentações dos funcionários da empresa, na relação com o Ministério do Trabalho, Caixa Econômica Federal, Previdência Social etc. Saiba mais clicando aqui.

d) Entra em vigor em 2014, a exigência da NFC-e - Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica; a qual trará importante mudança para o segmento varejista. Saiba mais clicando aqui.

e) Conforme Protocolo ICMS 91 de 30/09/13, a partir de 01.01.2016; portanto daqui há dois anos, serão impostas também às empresas que estiverem no Simples Nacional, as exigências da EFD - Escrituração Fiscal Digital. Ressalte-se que o Estado brasileiro que desejar antecipar esta exigência, poderá fazê-la. Saiba mais clicando aqui.

f) Lei 12.846 de 01/08/13, a qual responsabiliza as empresas pela prática de atos contra a administração pública. Saiba mais clicando aqui.

Os efeitos mais efetivos do SPED às microempresas e empresas de pequeno porte, começarão a serem sentidos de fato, a partir de janeiro de 2014.

No cerne das novas exigências acima, há em grande parte delas o objetivo do combate à informalidade e a sonegação fiscal.

Estudos recentes mostram que a sonegação no Brasil tem caído muito, mas no geral pode ser ainda o dobro dos países desenvolvidos, senão mais.

Segundo matéria do Jornal Valor Econômico de 21/05/2012, a qual tem como título: Mercado ilegal de óculos já responde por 50% do setor; nela o Presidente da Abióptica, Bento Alcoforado, afirma: "O mercado de informalidade está com os dias contados".

Assim sendo, é de se admitir que o varejo do segmento óptico terá mais dificuldade para suportar o ônus dessas mudanças, em relação a alguns outros segmentos, bem como absorver a nova cultura de mercado.

Sugestão: Varejista, recorra o quanto antes ao "médico" da sua empresa: o Profissional de Contabilidade. Contrate-o para o diagnóstico e a prescrição de soluções (remédios) à sua empresa.

Conclusão: As referidas mudanças são realidades e desafios a serem enfrentadas; mas convenhamos, também trazem novas oportunidades de negócios.

 

Ary Silveira Bueno

Contador, auditor e diretor da ASPR

Transitions Optical revela finalistas do prêmio “Laboratório do Ano 2013”

A Transitions Optical acaba de anunciar os três finalistas ao “Prêmio Laboratório do Ano 2013” no Brasil e na América Latina. Os laboratórios Perego (Araçatuba), Stürmer (Porto Alegre) e Unilab (Fortaleza) concorrem ao troféu pelo Brasil. Os indicados da América Latina são: Megalux (Chile), Servioptica (Colombia) e Vector (Argentina). O vencedor será anunciado durante o Transitions Academy, conferência anual da Transitions em que os profissionais ópticos participam de palestras e workshops sobre gestão e tendências empresariais, que acontecerá entre os dias 26 e 29 de janeiro de 2014, em Orlando. O evento conta com mais de mil profissionais ópticos de todo o continente americano.

O prêmio está em sua décima primeira edição e tem como objetivo reconhecer e incentivar os laboratórios comprometidos com a Transitions Optical. Na prática, os critérios de avaliação são: implantação de estratégias criativas de marketing e campanhas de incentivo aos vendedores e clientes, além de treinamentos envolvendo os produtos Transitions.

Para participar da seleção, os laboratórios enviam um dossiê com todas as ações realizadas durante o ano e os resultados obtidos em vendas.

“Nossa prioridade é desenvolver um trabalho em parceria com os laboratórios, em que cada um contribui para o desenvolvimento do outro. Ao longo do ano desenvolvemos diversas iniciativas em conjunto e esse prêmio é o reconhecimento de todo esse trabalho”, afirma José Alves, presidente da Transitions Optical para América Latina.

O Grupo Perego, cuja história começou no ano de 1985, atua no segmento óptico, na fabricação, revenda e confecção de lentes oftálmicas em laboratórios próprios e terceirizados. As lentes produzidas são comercializadas em todo o país, chegando inclusive a alguns países da América Latina e algumas marcas já estão no mercado há mais de 20 anos.

Já a história do Laboratório Stürmer começa em janeiro de 1994 quando Luiz Stürmer - técnico em óptica e funcionário de um laboratório óptico e Adriana Stürmer - advogada, resolveram iniciar uma empresa própria voltada para a prestação de serviços na área óptica, o Laboratório e Ótica Stürmer LTDA. A ideia era agregar aos serviços tecnologia e um atendimento mais personalizado do que acontecia no mercado. Iniciaram sem funcionários e hoje as empresas formam uma equipe de mais de 70 colaboradores.

Fechando a lista temos a Unilab, fruto da parceria entre as empresas RX Laboratório, Ceprolab e Tec Lab, que se fundiram em 2006. No ano seguinte, a empresa francesa Essilor, proprietária da marca Varilux, comprou 51% da Unilab, sendo a primeira de suas aquisições na América Latina. Hoje, sua rede de distribuição atende não apenas as óticas de Fortaleza, mas também cidades do restante do Nordeste e algumas do Norte do país, atendendo mais de mil lojas.


(Fonte: Agência Ideal)

Cuide bem dos seus olhos e boas festas!

Querendo ou não, você já está no clima de festa. O fim do ano traz consigo toda uma gama de comemorações juntamente com diversos conselhos para melhor aproveitá-las. Se dirigir, não beba. Se beber, pegue um táxi, um ônibus ou uma carona. Tome cuidado com a ingestão de alimentos. Se cuide, enfim.

Como o próprio nome indica, o Saúde Visual cuida dos olhos, da visão. Então nosso conselho é: trate bem de seus olhos neste período de festas. Afinal de contas, você precisa deles o ano inteiro. Fique atento, então, para estas dicas:

Vai viajar? A maioria, sim. Se for o seu caso e se o meio escolhido é o avião, se a viagem durar mais de quatro horas, o ideal é ir sem as lentes, devido à secura do ar.

Use óculos escuros com proteção UVA e UVB no sol e na claridade, também  sobre as lentes de contato. Vários especialistas relacionam doenças oculares (especialmente catarata e degeneração macular) com a exposição prolongada à radiação UV sem proteção.

Não esqueça que esta é uma época de fácil transmissão de conjuntivite, portanto não coloque as mãos nos olhos; não coce os olhos (mesmo se tiver coceira); lave as mãos sempre que possível com água e sabão (principalmente debaixo das unhas utilizando uma escovinha) e, se houver condições, após lavar usar também o álcool em gel.  Não use toalha de mão de pano, principalmente em banheiros coletivos - prefira toalha de papel. Aliás, separe a sua própria toalha de mão. Caso perceba que o olho de uma pessoa está vermelho e lacrimejando convém não cumprimenta-la com as mãos ou dar beijinhos no rosto. Não use óculos escuros de outras pessoas nem mesmo colírios, ainda que sejam parentes próximos (filhos, cônjuges, etc). O colírio é de uso individual, cada um deve ter o seu – inclusive as lágrimas artificiais.

Outras dicas para proteger os olhos durante as festas de fim de ano: cuidado para não deixar cair dentro dos olhos coisas como confete, espuma, sprays, protetores solar, areia da praia. Caso aconteça, lave bem os olhos em água corrente. Se após lavar ainda sentir como se estivesse com um cisco, entre em contato com seu oftalmologista ou procure um pronto socorro mais próximo. 

Para quem usa lentes de contato, é bom lembrar que a quantidade de hidratação da lente de contato gelatinosa depende da propriedade de absorção de liquido pelo seu material e da umidade do ambiente. Por exemplo, em locais com baixa umidade de ar, a tendência é a lente perder liquido ficando ressecada, dura, mais aderente e mais difícil de ser removida.

Assim, quem vai para a praia, é bom lembrar que a água do mar é mais rica em sal que a nossa lágrima, e quando se toma banho de mar, a água em contato com a lente retira o liquido de dentro dela, que fica mais ressecada, desidratada e, com isso, diminui de tamanho. O paciente ao retirá-la, pode até machucar a córnea.  

Portanto, caso esteja com dificuldade de retirar suas lentes de contato gelatinosas após a praia, se perceber que as lentes não estão saindo facilmente dos olhos, não force a remoção, use colírio lubrificante, espere 5 minutos e só então retire as lentes.

Vai abrir um champanhe? Cuidado com o trauma ocular! Atenção também com o ar condicionado, o vento, o Sol, a areia e a piscina, pois todos podem causar uma irritação ocular. Caso isso aconteça, peça ao seu oftalmologista que receite um  colírio lubrificante para usar algumas vezes ao dia, faça compressas com água fria (não gelada), use óculos escuros com proteção ultravioleta, (óculos de natação também são recomendados) e não coce os olhos. 

Seu oftalmologista também é filho de Deus e curte as festas de fim de ano. Então, pergunte a ele a quem você deverá recorrer caso tenha algum problema ocular. E não deixe de desejar a ele boas festas!


(Fonte: Soblec – Sociedade brasileira de lentes de contato, córnea e refratrometria)

Tetracromatas - elas podem estar entre nós e você nem vê

Um ser humano normal pode perceber um milhão de cores diferentes graças à nossa retina possuir células chamadas cones, de três tipos, cada uma excitada por um comprimento de onda diferente. Quando abrimos os olhos, os sinais luminosos atingem estes cones, que os transformam em sinais eletroquímicos, que por sua vez são enviados ao cérebro. O cérebro combina estes sinais para produzir a sensação que chamamos de cor.

A visão pode ser um processo complexo, mas o cálculo das cores é simples: cada cone confere a capacidade de perceber cerca de uma centena de tons, então o número total de combinações é de pelo menos 100³, ou um milhão. Se eliminarmos um tipo de cone, ou seja, passar de tricromata para dicromata, o número de combinações cai por um fator de 100, para meros 10.000.

Quase todos os mamíferos, incluindo os cães e macacos do Novo Mundo, são dicromatas. A riqueza de cores que vemos é rivalizada apenas pelos pássaros e alguns insetos, capazes de perceber parte da região ultravioleta do espectro.

A partir do momento que o mecanismo da percepção das cores foi desvendado, os pesquisadores passaram a suspeitar que pudessem existir pessoas com quatro tipos de cones diferentes, capazes de ver uma gama de cores invisível. Teoricamente, um tetracromata poderia ver cem milhões de cores. E como a percepção das cores é uma experiência pessoal, eles não teriam forma de ver além do que consideramos os limites da visão.

Ao longo de duas décadas, a neurocientista da Universidade de Newcastle, Gabriele Jordan, e colegas de pesquisa têm procurado pessoas que tem esta super-visão até que, finalmente, ela encontrou uma médica no norte da Inglaterra, conhecida somente como “cDa29″ na literatura científica. Ela é a primeira tetracromata conhecida da ciência. E certamente não será a última.

A primeira pista para a existência de tetracromatas surgiu em um trabalho sobre alguns homens daltônicos, feito pelo cientista holandês H. L. de Vries, em 1948. De Vries resolveu testar também as filhas de um dos daltônicos e descobriu que elas podiam detectar uma gama maior de tons de vermelho que a média das pessoas. Isto levou à descoberta de que, quando daltônicos tinham dois cones normais e um cone mutante, a mãe e as filhas tinham um cone mutante e três cones normais, ou seja, quatro cones.

A dra. Jordan concluiu que, tanto quanto o daltonismo é comum, o tetracromatismo também deve ser, com cerca de 12% das mulheres sendo tetracromatas. A primeira tentativa para encontrar estas mulheres foi selecionar mães de daltônicos que têm um cone mutante e testá-las, mas nenhuma demonstrou perceber mais tons de vermelho que a média das pessoas, o que os levou a concluir que o cone mutante estava inativo nestas mulheres.

Ela desenvolveu métodos mais poderosos para identificar mulheres com visão tetracromática, testando 25 mulheres, todas com um quarto cone. Uma delas, identificada como “cDa29″, respondeu corretamente as perguntas que visavam identificar o fenômeno e assim, depois de 20 anos de pesquisas, um tetracromata verdadeiro foi encontrado.

A estimativa da dra. Jordan levanta um mistério e uma dúvida: se tetracromatas são tão comuns quanto daltônicos, por que conhecemos daltônicos, mas não conhecemos tetracromatas? E como um tetracromata vê o mundo? A mulher “cDa29″, porém, ainda não conseguiu comunicar sua experiência para os pesquisadores.



(Fontes: Digital Journal & Discover Magazine)

Olhar e escutar. Parece simples, mas não é

Ver um filme parece ser a coisa mais simples que nosso cérebro pode realizar. Mas as aparências enganam.

Segundo um novo estudo da Universidade Johns Hopkins, o cérebro humano se esforça para olhar e escutar simultaneamente.

Isso porque as partes do cérebro que lidam com a visão tornam-se menos eficazes quando a mente também está processando a entrada de áudio, e vice-versa.

O dr. Steven Yantis, psicólogo que coordenou a pesquisa, isso explica porque falar em um telefone celular pode prejudicar a performance de condução em um veículo, mesmo quando o motorista está usando um dispositivo que deixe as mãos livres, como o sistema viva-voz.

No estudo, pessoas com idade entre 19 a 35 anos assistiram a uma exibição rápida de mudança de letras e números enquanto ouviam três vozes falando outras letras e números. Pode parecer uma bagunça, mas era isso que os pesquisadores queriam.

Os cientistas gravaram a atividade cerebral durante os testes e constataram que, quando os indivíduos prestavam atenção à telas, a atividade diminuiu em partes do seu cérebro responsáveis pela audição.

A pesquisa rendeu, ainda, uma surpresa:

Quando um sujeito foi orientado a desviar a atenção da visão à audição, o córtex parietal do cérebro e o córtex pré-frontal produziram uma explosão de atividade. Os cientistas acreditam que este foi um tipo de sinal para iniciar a mudança de atenção. Especialistas imaginavam que estas partes do cérebro só estavam envolvidas no processamento de informação visual.

"Ao avançar na compreensão da conexão entre mente, cérebro e comportamento, a pesquisa pode ajudar no desenho de dispositivos complexos - como cockpits dos aviões de passageiros - e pode ajudar no diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos, como ADHD ou esquizofrenia", disse Yantis.

Neste caso, a reação do cérebro é diferente do efeito atencional rubbernecking, que é quando o cérebro sugere que olhemos para frente, mas as emoções nos fazem olhar para o acidente no lado da estrada.

Este novo estudo vem se juntar a outros que já foram realizados alertando para o risco de se atender o celular enquanto se dirige, ressaltando não somente o abandono de uma das mãos, que influi na limitação motora do condutor, mas também pela perda de atenção no trânsito.

Alguns países têm restringido o uso do aparelho celular no trânsito visando a direção com segurança, cuidadosa e hábil, não tendo nenhuma ferramenta que desvie a atenção do condutor e permita a execução de manobras que não ocasionem colisões. Por exemplo, Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Chile, Suíça, Israel, Grã-Bretanha, Dinamarca, Polônia, Hong Kong e o Brasil, têm elaborado normas ou leis proibindo o uso de celulares no trânsito.

Nos EUA, a polícia acredita que 30% das batidas são causadas por distrações dos motoristas que incluem dispositivos de comunicação móveis. Na Inglaterra, o governo está quase aprovando uma lei para banir a utilização do celular no trânsito, sem fone ou viva-voz. A Suíça e a Argentina, que ainda permitem o uso do aparelho de viva-voz, já estão pensando em proibi-lo. No caso do primeiro, é consequência da lei britânica que também está sendo debatida em outros países da Europa, no caso do segundo, a questão é que a legislação não menciona o aparelho viva-voz, por se tratar de tecnologia mais recente.


(Fontes: Revista Neuroscience & Associação Brasileira de Educação no Trânsito)

 

Fique de olho no melhor da vida

A Transitions Optical é líder mundial na produção de lentes fotossensíveis e é uma empresa responsável e atuante em temas de saúde da visão. Por isso, seu slogan é “Veja o melhor da vida”.

E, com o intuito de colocar em prática este slogan, a empresa acaba de fechar uma parceria com o portal Catraca Livre, um projeto jornalístico criado para ajudar as cidades a serem mais educadas, acolhedoras e criativas e cuja síntese também se encontra em seu slogan: A cidade na sua mão.

Nada mais natural, portanto, que Transitions e Catraca Livre, em conjunto, indiquem atrações culturais e locais interessantes para serem visitados em São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre e Salvador.

Esta parceria ocorrerá entre os meses de dezembro e janeiro e dará dicas de lugares que valem a visita nestas cidades.

Para conhecer as indicações, basta acessar o site Catraca Livre, o Instagram da Transitions e a Fanpage da marca.

Fique de olho!

 

 

(Fonte: Agência Ideal)

Um vídeo game onde você joga sem enxergar

Um dia você acorda e descobre que virou outra pessoa. Agora sua nova identidade é Case, um professor que ficou cego em uma cidade destruída, com criaturas não identificáveis devorando pessoas por todos os lados. Você seria capaz de encontrar o seu caminho sem visão? Como fugiria? Correr pela própria vida, navegar em plena escuridão, e descobrir o motivo deste apocalipse – tudo isso no escuro!

Este é o enredo de BlindSide, um jogo com um ambiente totalmente auditivo – nada para ver, apenas sinais sonoros para ajudar a navegar pelo espaço. Inspirado pela cegueira temporária do co-criador Aaron Rasmussen, como resultado de uma explosão em uma aula de química, o jogo é totalmente acessível para pessoas com deficiência visual ou não.

Usando fones de ouvido, os jogadores tentam escapar ao ouvir dicas faladas e sons sutis, tentando tomar decisões de direção com base nos sinais sonoros vindo da esquerda ou da direita: o tráfego, por exemplo, ou uma torneira pingando.

Tão difícil quanto criar uma acomodação para um usuário cego que seja integral à história, é superar o mecanismo completamente padrão da visão como experiência sensorial central de um jogo. Por isso, uma grande parte do sucesso de Blindside parece ligado ao fato de que ele não parece um jogo que foi projetado para jogadores com deficiência. Um jogo sem estímulo visual pode ser tão cativante para os jogadores que podem ver como para aqueles que não podem, ao que parece. Para chegar a este resultado, Aaron Rasmussen e Michael Astolfi, o outro criador do jogo, usaram cerca de 1.000 efeitos sonoros e pedaços de diálogo para construir o mundo.

Com isso, BlindSide torna acessível para jogadores cegos um espaço generativo para invenção. Uma restrição de design que floresce em algo completamente novo.

O jogo pode ser jogado em um Mac ou PC usando as setas do teclado, ou em um iPhone ou iPad, onde o jogador utiliza os sensores de movimento do dispositivo para controlar a direção no mundo real e replicar no jogo.

Se você quer enfrentar este desafio, faça o download clicando aqui.

 



(Fonte: The New Yorker)

O cérebro não quer, mas as emoções nos fazem olhar para o lado

Em nosso dia-a-dia, o Sistema Nervoso Central seleciona os estímulos mais relevantes para as tarefas. A isto se deu o nome de “efeito atencional”. A cefaleia, por exemplo, pode perturbar este efeito ao agir sobre os principais componentes cognitivos necessários para a conclusão bem sucedida das tarefas e, em particular, naqueles que envolvem a atualização do sistema cognitivo.

De acordo com uma nova pesquisa feita pela Universidade de Vanderbilt, além da cefaleia, ver imagens violentas ou eróticas também atrapalha o ‘efeito atencional’: “as pessoas não conseguem detectar as imagens que surgiram um quinto de segundo depois das imagens emocionais, enquanto elas podem detectar estas mesmas imagens depois de ver imagens neutras", disse o psicólogo da David Zald, coordenador do estudo.

Os cientistas estão chamando de "efeito atencional Rubbernecking".

A expressão rubbernecking, que ficou consagrada numa canção de Elvis Presley (vídeo abaixo), pode ser traduzida como “bisbilhotar” e diz respeito a alguém que não consegue parar de olhar para outra pessoa – ou mesmo um objeto – ainda que esteja andando na rua, fazendo seu pescoço girar feito o de uma coruja.

Isso também acontece numa rodovia, quando o cérebro sugere que olhemos para frente, mas as emoções nos fazem olhar para o acidente no lado da estrada. Ou aqui, neste artigo, quando suas emoções insistem em olhar para a foto da atriz Jessica Alba enquanto seu cérebro quer ler a matéria.

Para os voluntários da pesquisa de Zald foram entregues uma pilha de fotos que incluíam paisagens agradáveis e fotos de arquitetura. Eles foram orientados a procurar uma determinada imagem. Imagens negativas foram colocadas aleatoriamente de dois a oito pontos antes do destino da pesquisa.

Quanto mais perto a imagem negativa ficava da imagem de destino, as pessoas tinham mais dificuldade de detectar o alvo. Depois, as imagens negativas foram substituídas por cenas eróticas. O efeito foi o mesmo e, para os pesquisadores, não podemos controlá-lo.

"Achamos que há essencialmente um tipo de gargalo para o processamento de informações e se um determinado tipo de estímulo capta a atenção, isto faz com que o gargalo não permita que a informação posterior passe", disse Zald.

Quanto ao efeito rubbernecking na estrada, Zald faz uma advertência:

"Se você está simplesmente dirigindo pela estrada e vê algo que é sexualmente explícito em um outdoor, as chances de que ele irá capturar sua atenção são grandes e - uma fração de segundo depois - você será menos capaz de prestar atenção às outras informações ao redor”, alerta o psicólogo.

O que significa que o motorista desatento acabará se envolvendo em um acidente e causará o efeito em outro motorista, que não resistirá em olhar para o lado e conferir o que aconteceu. Imagine, então, se, além do acidente o motorista ainda olhar para o mesmo outdoor com a imagem erótica...

Stop, look and listen baby that's my philosophy
It's called rubberneckin' baby but that's all right with me...

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(Fonte: Psychonomic Bulletin)

Óculos japonês obriga usuário a piscar e proteger o olho

O ato de piscar é algo importante para os olhos. Quando piscamos lubrificamos os olhos e evitamos crises de olho seco e irritação ocular. Também ao piscar há a reposição do filme lacrimal que mantém os olhos limpos e úmidos, protegendo-os contra corpos estranhos.

Atualmente, as telas de computador, os telefones celulares e outros equipamentos reduzem a ação de piscar, o que pode causar uma sensação de olho seco que se desenvolve quando o globo ocular é incapaz de manter uma camada saudável de lágrimas. Este problema pode ocorrer em pessoas que têm boa saúde e vai se tornando mais comum com a idade.

Para mudar este quadro, os japoneses – e quem mais poderia ser? – desenvolveram o Wink Glasses ('óculos piscantes', em tradução livre do inglês), óculos com lentes que embaçam automaticamente e assim conseguem um efeito de piscada que ajuda no descanso dos olhos de pessoas que passam muito tempo olhando para o computador.

Desenvolvido pela companhia Masunaga Optical, o Wink Glasses usa uma bateria na haste esquerda que ativa o sistema fazendo as lentes ficarem embaçadas a cada 10 segundos por um período de 0,2 segundo, o que consegue aliviar a sensação de secura nos olhos e descansar a vista. O sistema permite ao usuário regular a frequência com a qual funciona o aparelho.

O primeiro modelo dos "Óculos Piscantes" foi desenvolvido em 2009, mas a patente se mostrou "ineficaz", segundo o jornal japonês "Asahi" por causa de seu mecanismo muito complexo e que exigia uma calibragem de acordo com as dimensões da cabeça do usuário.

Na versão atual, as lentes pesam 33 gramas, o que as torna ligeiramente mais pesadas que as de óculos normais (entre 15 g e 20 g) e custam cerca de 15,8 mil ienes (R$ 355). Apesar do preço salgado, porém, até o momento, a empresa japonesa recebeu cerca de 50 pedidos das lentes desde que começaram a ser comercializadas em outubro deste ano.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Cegueira histérica: quando o cérebro dá 'tilt'

O cérebro é uma máquina impressionante, um verdadeiro painel de controle do nosso corpo. Tudo o que fazemos – e como fazemos – está relacionado ao bom funcionamento das funções cerebrais.

Como todo bom sistema, porém, o cérebro também costuma dar ‘tilt’. Uma das panes mais conhecidas é a chamada cegueira histérica.

Ela faz parte das disfunções que os médicos entendem como transtornos de conversão - distúrbios de somatização em que o orgânico está saudável e a moléstia surge de fatores psicológicos. Há casos de pacientes mudos e até paralíticos por causa disso.

O termo somatização foi criado em 1943 por Stekel para definir um “distúrbio corporal que surge como expressão de uma neurose profundamente assentada, uma doença do inconsciente”.

Diversas doenças clínicas, muitas vezes com etiologia clara ou conhecida apenas em parte, têm sido estudadas no que concerne à influência de fatores psicológicos como estresse, ansiedade, estado de humor, traços de personalidade e de comportamento na gênese ou exacerbação dos seus sintomas. Tais afecções têm sido historicamente denominadas doenças psicossomáticas, por uma clara associação de vulnerabilidade para o aparecimento ou piora da doença na concomitância de estressores psicológicos ou psicossociais.

A característica essencial da somatização é um padrão de múltiplas queixas somáticas recorrentes e clinicamente significativas, sendo muito mais comum nas mulheres do que nos homens.

Já o uso do termo conversão surge pela primeira vez nos trabalhos de Sigmund Freud e Josef Breuer em 1894, para designar um sintoma motor em substituição a uma ideia reprimida. Atualmente, define-se conversão como a presença de um ou mais sintomas ou déficits que afetam a função motora voluntária ou sensorial, sugerindo a presença de uma doença neurológica ou de outra condição médica que não pode ser comprovada objetivamente.

É o caso do olho que vê, mas não enxerga.

No século 19, quando a ‘cegueira histérica’ foi catalogada, um paciente que estava cego de um olho há mais de dez anos afirmava sentir dores no local. Após inúmeros testes clínicos, o olho parecia completamente saudável do ponto de vista fisiológico, mas não funcionava. Quando tudo caminhava para a retirada do olho cego, o médico, sem avisar, decidiu fazer um último teste e tapou o campo de visão do olho bom, de modo que o paciente pudesse enxergar apenas com o olho ruim. Para surpresa geral, o paciente continuava enxergando normalmente.

É importante frisar que a cegueira histérica não tem relação alguma com a síndrome NOHL, que faz com que a pessoa atingida pare de enxergar de forma inesperada. Neste caso, o problema é causado por uma disfunção na mitocôndria, que é o organelo celular responsável pela geração de energia e oxigenação das células do corpo. Quando a pessoa desenvolve esta alteração genética, o nervo óptico deixa de transmitir informações para o cérebro.



(Fonte: MedicinaNet)

A menina com olhos muito normais

Há cento e dezoito anos atrás, o físico alemão Wilhelm Roentgen anunciou a descoberta de uma forma invisível de radiação que poderia fazer fotografias de ossos e órgãos dentro de um corpo humano vivo. No início, muitos cientistas chamaram a descoberta dos "raios-X" uma brincadeira, mas quando os céticos colocaram as alegações de Roentgen à prova, eles rapidamente foram convencidos sobre a veracidade de uma das maiores descobertas da ciência e da medicina. Na verdade, apenas seis anos depois de sua descoberta, Roentgen recebeu o primeiro Prêmio Nobel de Física.

Agora vem uma adolescente de Saransk, na Rússia, que afirma ter visão de raios-X, o que permite que ela veja dentro de corpos humanos, para fazer diagnósticos que muitas vezes são mais precisos do que os dos médicos. Em 2004, aos 10 anos, ela foi amplamente aclamada na Rússia como "a menina com olhos de raios- X", afirmando que poderia ver tudo dentro do corpo das pessoas até o nível celular, e sua mãe confirma que suas leituras são 100 por cento precisas.

Tatyana Demkina (a mãe) tentou esconder esta ‘anomalia’ da filha, mas seu apartamento logo se tornou um lugar de peregrinação de pessoas doentes buscando ajuda. Uma vez apareceu uma mulher que não conseguia engravidar. Natasha concordou em ajudá-la e a mulher deu à luz a um menino no seu devido tempo. Mas a família sequer convidou Natasha para ver o bebê.

"Tentamos esconder nossa filha por um longo tempo", disse Nikolai Demkin, o pai de Natasha. "Mas sua singularidade tornou-se propriedade pública. Os jornais também escreveram sobre ela alguns artigos que nos trouxe muita tristeza", afirma. Ele se refere aos muitos céticos que se esforçam para desmascarar Natasha que hoje tem uma crescente fila de pacientes, médicos, jornalistas, e outros convencidos de que seus poderes são reais.

Mas ela não é a única com tal poder. Por mais de duas décadas do século 20, Kuda Bux surpreendeu o público que lotava teatros no Canadá, na Inglaterra e no Continente Americano com seus feitos de "visão extra-retiniana" (ou " ver sem os olhos ").

Natasha terminou a escola e entrou para o Departamento de Medicina da Moscow State University Medical. Ela atualmente trabalha no Centro de Diagnósticos Especiais.



 (Fonte: It’s News)

Atenção mulherada! A Digital Eyeshadow chegou!

Com o objetivo de realçar os olhos, a designer sul-coreana Soomi Park desenvolveu cílios postiços com luzes LED (um tipo de componente eletrônico semicondutor que ao receber energia emite luz). Segundo ela, a invenção seria uma forma de satisfazer o fetiche dos olhos grandes, típico de países como Japão e Coréia.

Equipada com sensores tão sensíveis que percebem os movimentos das pálpebras e até das pupilas, a peça acende ou apaga conforme a inclinação da cabeça de quem a usa. O projeto recebeu menção honrosa na categoria arte interativa no Prix Ars Eletronica, um dos maiores concursos internacionais de arte e mídia eletrônica.

Agora é a vez de o designer Lulin Ding meter a mão na massa. Digo, no LED. Interessado na forma como as mulheres usam sombra e como na maioria das vezes elas só conseguem ver os detalhes quando seus olhos estão fechados, Lulin procurou traduzir os atributos da sombra em uma linguagem digital.

Surgiu, assim, a maquiagem digital, batizada de Digital Eyeshadow. A princípio, a ideia seria usar a luz para pintar as pálpebras. Mas Lulin percebeu que poderia programar os LEDs para variar o seu brilho. Este recurso adicional permite lançar diferentes padrões de luz sobre as pálpebras.

Os fios são isolados e mantidos juntos por uma armação de arame que se equilibra no rosto enquanto uma placa em forma de disco mantém tudo no lugar.

Sabemos que toda mulher que se preze carrega consigo seu kit indispensável de maquiagem: batom, gloss, lápis de olho, blush, pó compacto e mais uma infinidade de coisas para se embelezar durante o dia. Será que vai ter espaço para a maquiagem de LED?

Ou antes: será que alguma mulher terá coragem de usar a Digital Eyeshadow?



(Fonte: dLulin)

Para ficar claro o (bom) motivo dos olhos serem transparentes

Todos sabem que a córnea é aquela membrana de aspecto transparente, cuja localização fica em frente à íris. Sua função é permitir a entrada de raios de luz no olho e, através disso, possibilitar a formação da imagem nítida na retina.

Para os cientistas, porém, a origem desta parte transparente do olho nunca foi muito clara – com perdão do trocadilho.

E busca de respostas, os pesquisadores descobriram que a cobertura fina que permite que a luz vá para dentro do olho é completamente transparente. A descoberta, além de jogar uma luz sobre o assunto (opa), pode levar a potenciais curas para doenças dos olhos e, possivelmente, até mesmo do câncer.

Ao contrário de quase todas as outras partes do corpo, a córnea não tem vasos sanguíneos e, portanto, nenhuma cor. Apesar de muito se saber sobre os olhos, os cientistas não conseguiam descobrir porque os vasos sanguíneos não cresciam por lá.

Uma nova pesquisa, realizada por Reza Dana, chefe do Serviço de Córnea no Massachusetts Eye and Ear Infirmary e professor da Harvard Medical School, mostra a área que abriga grandes quantidades de uma proteína que se liga a fatores de crescimento, material que o corpo produz para estimular a formação de vasos sanguíneos. A proteína forma um tipo de bloqueio sobre os fatores de crescimento, de modo que os vasos sanguíneos não são produzidos, deixando a área totalmente incolor.

Segundo Dana, as “drogas projetadas para manipular os níveis desta proteína poderiam curar córneas que sofreram trauma grave ou ajudar a reduzir tumores alimentados por um rápido crescimento dos vasos sanguíneos anormais”. Segundo ele, projetar tais drogas será o próximo passo de seu trabalho.

A nova descoberta, a que Dana e seus colegas chamam de “inesperada” e que será publicada nos Anais da Academia Nacional de Ciências, pode levar a investigação que vise encontrar uma maneira de restringir o crescimento dos vasos sanguíneos usando mecanismos do próprio corpo. Um avanço nessa frente por sua vez poderia ser valioso na luta contra os tumores, que dependem de um suprimento de sangue estável e fazem os vasos sanguíneos crescerem descontroladamente.

Agora que os cientistas identificaram um interruptor para a produção de vasos sanguíneos, o próximo passo, dizem, será “instalá-lo” em lugares - no olho ou em outro lugar - onde os vasos sanguíneos estão crescendo e interromper o processo, já que o corpo funciona simplesmente melhor sem eles.



(Fonte: LiveScience)

Zoiudinho da mamãe: humanos do futuro serão assustadores

Qualquer fã de ficção-científica sabe fazer previsões para daqui a 100 mil anos. No passado, muitos previram carros voadores e máquinas de teletransporte. Infelizmente, nenhuma destas se concretizou. Ao contrário do que pode acontecer com a visão de filmes futuristas que mostram um planeta Terra devastado...

De qualquer forma, nenhum deles cogita em mostrar como será o ser humano num futuro distante, bom ou não. O fato é que progredimos muito nos últimos milhares de anos e isso pode significar que evoluiremos ainda mais.

E como as pessoas serão daqui a milhares de anos, quando nós e outras três gerações de nossa família já nem existirem mais? Graças à tecnologia, pesquisadores desenvolveram programas que mostram como serão as pessoas daqui a muitos, muitos anos.

A principal característica que o trabalho do artista Nickolay Lamm e do geneticista computacional Alan Kwan demonstra é que seres humanos terão olhos bem grandes e sem precisar usar aquelas lentes que imitam olhos de mangá. Eles utilizaram imagens de duas pessoas brancas, tiradas em 2013, e, com o conhecimento existente da direção evolutiva e mais um monte de especulações, construíram essas imagens.

No futuro do dr. Kwan os seres humanos vão passar muito tempo em outros planetas distantes do sol e, portanto, vão precisar de olhos gigantes para ver de forma mais eficiente com pouca luz. Kwan também acredita que, dentro dos próximos 60 mil anos ou mais, o ser humano será capaz de controlar o genoma e, assim, construir-se à imagem e semelhança do que quiser, sem ser restrito pela seleção natural.

Obviamente, esta pesquisa aconteceu de forma empírica, pois é difícil determinar a evolução da espécie. O processo de seleção natural, apresentado por Darwin há muitos anos, ainda segue como a principal fonte de explicação.

As descobertas de Kwan foram recebidas com horror por alguns e ceticismo por outros. Teve até quem se referiu ao trabalho dele como “ficção científica”, como Matthew Herper, da revista Forbes. Certamente Mike Wazowski, o 'zoiudinho da mamãe', aprovou e por razões óbvias.

Questão científica à parte, você pode imaginar a enormidade das lentes de contato e a demora em colocá-las nestes olhos enormes? 


(Fonte: Jezebel)

Projeto britânico usa impressora 3D para criar olhos

Antigamente, cinema em 3D era algo surpreendente. Hoje, a técnica está tão disseminada que todo e qualquer filme, mesmo do passado, já pode ser visto através desta tecnologia que, entretanto, se expandiu para além da sétima arte e chegou às versões para imprimir modelos dimensionais utilizando impressoras específicas para tal.

A impressão 3D, também conhecida como prototipagem rápida, é uma forma de tecnologia de fabricação aditiva onde um modelo tridimensional é criado por sucessivas camadas de material. Tecnologias de impressão avançadas permitem imitar com precisão quase exata a aparência e funcionalidades dos protótipos dos produtos.

Nos últimos anos, as impressoras 3D tornaram-se financeiramente acessíveis para pequenas e médias empresas, levando a prototipagem da indústria pesada para o ambiente de trabalho. Com esta rápida popularização, a previsão comum é de que ela transformará a produção, estimulando uma revolução do consumo que irá colocar uma impressora em cada casa.

Por enquanto, porém, como tantas tecnologias emergentes, a impressão 3D encontrou seu lugar em um campo surpreendentemente diferente: a medicina.

Estudos e projetos representam alguns dos exemplos mais fascinantes da “bioimpressão”, que usam uma máquina controlada por computador para montar matéria biológica utilizando tintas orgânicas e termoplásticos super-resistentes e que vão permitir a reconstrução de partes do crânio e, também, imprimir estruturas nas quais células-tronco podem se transformar em ossos.

Pesquisadores da Universidade de Liverpool, por exemplo, estão conduzindo um estudo bem interessante que visa criar “pedaços” de pele com impressoras 3D. Dessa maneira, caso alguém precise de uma orelha, de um nariz ou de mais tecido para um braço queimado, seria possível conseguir o material de modo mais simples do que hoje em dia.

Além da pele artificial, há planos para que olhos também sejam feitos através de impressoras 3D. Neste caso, a iniciativa é encabeçada por uma empresa britânica chamada Fripp Design em parceria com a Manchester Metropolitan University e o objetivo é criar próteses para quem precisar de um globo ocular.

A intenção é substituir próteses feitas de vidro e outros materiais mais convencionais, já que elas podem chegar a custar mais de R$ 5 mil reais, pois são pintadas à mão. Para isso, eles pretendem contar com um processo de trabalho mais simples, rápido e barato - o que torna produtos desse gênero bem mais acessíveis.

Estes olhos são feitos com uma impressora Spectrum Z-Corp 510 e revestidos com resina. Dessa maneira, os olhos podem ser facilmente personalizados com base nas necessidades de cada paciente - apresentar diferentes colorações e até mesmo veias aparentes -, fazendo com que os órgãos artificiais fiquem mais parecidos com os orgânicos.

Segundo a Fripp Design, o projeto 'prótese ocular' está agora em fase final de refinamento do processo de fabricação. O fundador da empresa, Tom, falando à revista Dezeen, uma publicação que se concentra na arquitetura, design de interiores e projetos, disse que o tecnicismo na personalização de uma íris é exigente, e que a empresa está se empenhando nisso para que os olhos feitos por impressoras 3D consigam chegar ao mercado no ano que vem, custando cerca de R$ 300, sem impostos.

Outro fator a ser levado em consideração é o tempo de preparo das próteses. Enquanto a impressora de Fripp pode fazer 150 olhos em uma hora, os ‘olhos de vidro’ muitas vezes podem levar meses para ficarem prontos.



(Fonte: PhysOrg)

Vendo o mundo através de um olho biônico

Saúde Visual já apresentou aqui o “olho biônico” desenvolvido pela Bionic Vision Australia para ajudar a devolver a visão para pessoas com distrofia de retina - um problema no qual os fotoreceptores da retina, as células sensíveis à luz, levando à cegueira.

Trata-se de um microchip que, quando implantado na parte posterior dos olhos, substitui as células danificadas, e envia as informações necessárias para células transmissoras, que formam a visão em conjunto com o cérebro.

O dispositivo restaura visão leve, onde os pacientes são capazes de definir grandes contrastes e bordas, tais como objetos claros e escuros. Os pesquisadores esperam desenvolver o protótipo para que pacientes cegos possam conquistar independência de mobilidade.

Este ano, o olho biônico foi implantado em Dianne Ashworth, que teve perda severa de visão devido a uma retinite pigmentosa hereditária.

O dispositivo restaura a visão leve, onde os pacientes são capazes de definir grandes contrastes e bordas, tais como objetos claros e escuros. Pode parecer pouco, mas para quem não enxerga nada, é um grande avanço.

E, para se ter uma (ainda que vaga) ideia de como ela está enxergando, a empresa australiana, que é um consórcio de pesquisadores parcialmente financiado pelo governo local, liberou um vídeo, onde podemos acompanhar um homem cego que recuperou a visão após ter um aparelho similar implantado.

Para entender como uma pessoa enxerga com um olho biônico e entender a importância deste avanço tecnológico, assista ao vídeo clicando aqui.

Nascidos não apenas para ver, mas para serem vistos

Em sua canção, A linguagem dos olhos, o cantor Péricles pagodeia que “a linguagem dos olhos, o corpo sabe decifrar”. Mas, segundo uma hipótese, a situação é inversa: são os olhos que decifram a linguagem do corpo.

Dentre todos os primatas, nossos olhos são os mais notáveis. Íris coloridas envoltas em um branco que cerca negras pupilas e formam um contraste que não é encontrado nos olhos da maioria dos macacos, por exemplo.

Nossos olhos veem, mas eles também são feitos para serem vistos. Estas características distintivas que ajudam a realçar nossos olhos evoluíram em parte para nos ajudar a acompanhar os olhares dos outros quando nos comunicamos, ou quando cooperamos uns com os outros em tarefas que requerem muito contato. Esta é a chamada hipótese do olho cooperativo.

Um dos primeiros testes diretos desta teoria observou como os movimentos oculares e da cabeça tiveram efeito sobre o redirecionamento do olhar dos grandes símios e dos bebês humanos.

Os resultados mostraram que os grandes símios, que incluíam 11 chimpanzés, 4 gorilas e 4 bonobos, eram mais propensos a seguir o olhar do experimentador quando este movia a cabeça e olhava para o teto. Em contraste, os 40 bebês humanos olharam para cima com mais frequência quando o experimentador moveu apenas os olhos na mesma direção.

A conclusão é de que os grandes símios são influenciados mais pela cabeça do que pelos olhos ao tentar seguir outro olhar, enquanto os humanos são mais dependentes dos próprios olhos.

As comparações entre os olhos humanos e de outros primatas revelam algumas diferenças sutis que ajudam a nos destacar. Por exemplo, o olho humano não tem certos pigmentos encontrados em olhos de primatas, que cobrem o exterior fibroso, ou “esclera”, de modo que nosso olho é branco. Em contraste, a maioria dos primatas tem esclera uniforme, castanha ou de tons escuros, o que torna mais difícil determinar a direção que eles estão olhando.

Além disso, o contraste de cor entre a nossa pele facial, a esclera e a íris ajudam a determinar a direção que olhamos. Já entre os macacos, esse contraste é baixo.

Os seres humanos também são os únicos primatas com contorno dos olhos e posição da íris claramente visíveis. Além disso, nossos olhos são mais alongados no sentido horizontal, e desproporcionalmente grandes para a nossa dimensão corporal em comparação com a maioria dos macacos. Gorilas, por exemplo, têm corpos maciços, mas olhos relativamente pequenos.

A hipótese do olho cooperativo explica estas diferenças como traços que evoluíram para ajudar a facilitar a comunicação e a cooperação entre os membros de um grupo social.

Por exemplo, as mães e bebês humanos são fortemente dependentes do contato visual. Um estudo descobriu que bebês humanos olham para o rosto e os olhos de quem lhe cuida pelo dobro do tempo de outros primatas.

Se estiver correta, a hipótese do olho cooperativo poderia fornecer uma pista valiosa sobre quando nos tornamos os seres sociais que somos. Quando, na evolução humana, nossos olhos se tornaram tão visíveis? Essa é uma data provável para a origem de formas exclusivamente humanas de cooperação e comunicação.

Mas, como é um compositor, e não um cientista, Péricles tem todo o direito de seguir pagodeando sua linguagem do olhar, conforme o clip da canção, abaixo:

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(Fonte: LiveScience)

Olhar para longe ajuda na concentração

Professores(as) tomem nota: aqueles alunos que parecem estar ignorando você podem, em verdade, estar fazendo o processamento de informações complexas em uma tentativa de chegar a uma resposta. E não é engabelação.

Quem garante isso não são os pais de tais alunos, mas pesquisadores que descobriram recentemente que, quando as crianças da escola evitam o olhar de um professor ou o rosto de outra pessoa, eles estão muito mais propensos a vir com a resposta correta de uma questão proposta.

Acontece que as expressões faciais podem servir como uma distração na busca a uma solução.

Publicada no British Journal of Developmental Psychology a pesquisa afirma que os adultos também tendem a transformar o seu olhar em algo distante, longe do rosto do questionador, quando este faz uma pergunta instigante. Enquanto os adultos praticam esta tática cerca de 85% das vezes, crianças com cinco anos ou menos a utilizam apenas 40% do tempo.

Para saber como a chamada "aversão ao olhar" causa impacto na concentração, psicólogos Universidade de Stirling, na Escócia recrutaram 20 crianças de cinco anos de idade de uma escola primária local. Os cientistas orientaram 10 destes estudantes para desviar o olhar ao ponderar sobre determinada questão. Os demais não receberam nenhuma orientação. Em seguida, os cientistas apresentaram a cada criança uma série de questões de matemática, de fácil a moderado.

Eles descobriram que os estudantes orientados a desviar o olhar responderam 72% das perguntas com precisão, enquanto o grupo não orientado conseguiu responder apenas 55% corretamente.

"A diferença entre os grupos foi especialmente evidente nas perguntas difíceis, onde o olhar desviado representou, em média, 60,9% de acertos, enquanto os não desviados ficaram  com apenas 36,7%", disse a psicóloga Gwyneth Doherty-Sneddon, coautora do estudo.

A equipe sugere que as descobertas podem ser resultado de uma distração durante o contato com os olhos. Rostos Humanos são mentalmente cativantes, o que os torna difícil de ignorar, disse Doherty-Sneddon. Por exemplo, ela explicou que se um professor se voltasse para uma janela quando fizesse uma pergunta, a atenção do aluno será imediatamente atraído nesta mesma direção.

Diante disto, o que um professor pode que fazer? "É muito importante dar às crianças tempo suficiente para chegar às respostas. Tendemos a falar muito rapidamente, o que interrompe a concentração" disse a psicóloga.

Um olhar desviado poderia sinalizar algo como "estou pensando". Então, ao invés de uma reprimenda, evitar o contato com os olhos pode ser, de fato, uma ferramenta escolar bastante útil.



(Fonte: LiveScience)

O que seus óculos dizem sobre você?

Saúde Visual já apresentou aqui dicas de como escolher um óculos, através de informações relacionadas tanto ao estilo - focando nas armações - como à saúde visual propriamente dita - priorizando as lentes.

Acontece que, como as pessoas geralmente reconhecem as outras pelo rosto, os óculos passam a fazer parte da identidade de quem os usa. Não acredita? Pergunte ao Clark Kent, por exemplo.

Quando alguém quer parecer sofisticado, divertido, jovem ou conservador, o estilo de óculos pode ajudar a dar forma a esta aparência. E mesmo se alguém optar em usar óculos apenas para trabalhar, não tem problema: isso também vai dizer algo sobre ele, também!

Neste caso, a chave é encontrar as armações indicadas para combinar com sua personalidade e estilo de vida.

O primeiro passo, de acordo com especialistas em estilo de óculos, é considerar os diferentes aspectos de sua vida. Segundo Robert Marc, designer de óculos e presidente da Robert Marc Oculistas, uma cadeia de lojas ópticas de luxo em Nova York, devemos nos fazer três perguntas: "Para que realmente queremos óculos?"; "Quais são as diferentes atividades que participamos?” e “Que tipo de trabalho que fazemos?".

Para atender a cada ocasião, a maioria das pessoas podem se beneficiar de mais do que um par de óculos, assim como eles precisam de mais do que um par de sapatos. "O mesmo par de sapatos não vai levá-lo de um coquetel para a quadra de vôlei de praia e para o escritório", diz Marc.

É um empresário em ritmo acelerado, um entusiasta ao ar livre, uma mãe ocupada, um idoso aposentado ou um estudante? Você é uma pessoa criativa, como um artista ou escritor? Ou, como a maioria das pessoas, você tem um estilo de vida que engloba uma série de atividades diferentes, interesses e traços de personalidade distintos?

Para diminuir a vasta cartilha de opções, precisamos considerar o que os especialistas sugerem em termos de estilo, cor, material e tamanho para cada tipo de vida.

Aos executivos(as), por exemplo, um óculos ajuda a incutir confiança e, assim, geralmente é melhor ficar com as formas de quadros e cores conservadores. Formas clássicas como as ovais, retangulares ou amendoadas. As cores tradicionais de ouro, prata, marrom, cinza e preto. Molduras de plástico, sem cores brilhantes ou formas incomuns.

Prata, bronze, marrom e preto são recomendados para os homens, porque são tons conservadores e combinam com ternos. Marrom, tons dourados, prata, vinho, preto e café são boas opções para as mulheres.

Para pessoas criativas, uma forma de mostrar o fashionista é com formas modernas, tais como desenho geométrico em molduras de plástico mais espessa e maiores. Armação de metal moderno também pode ser criativa na aparência. Os óculos de maior porte também são uma boa opção, assim como as cores mais incomuns, como azul, verde e roxo. Laminados multicoloridos são outra possibilidade, bem como os padrões de flores e estampas de animais.

Ser da geração Baby Boomer não significa que você ter que usar óculos antiquados. "Todo mundo quer ter uma aparência jovem e moderna", diz Marc. Ele recomenda formas de quadros que são edificantes para o rosto, como retângulos nivelados para os homens e formas de olho de gato suave para as mulheres.

Certas cores também podem dar uma aparência mais jovem. Marc sugere bronze, marrons profundos e vinho para os homens, e tons mais leves e mais brilhantes, para as mulheres.

Óculos para estudantes é sempre uma forma de desenvolver a própria identidade - e mostrar estilo. Formas incomuns, cores brilhantes, tamanhos maiores e detalhes interessantes, como lâminas de cor variada, estão disponíveis em uma variedade de preços e marcas. Talvez você esteja interessado em um look nerd, retro? Um quadro moderno, com muita cor? Ou um estilo intelectual, sóbrio? De qualquer forma, não tenha medo de se expressar.

Para a mãe ou o pai ocupado, com pouco tempo para se preocupar com as últimas tendências em óculos, um par, mas elegante e básico de óculos pode funcionar muito bem. Ovais, nivelados e formas de olho de gato são muito funcionais. Dependendo do seu estilo pessoal, você pode optar por ampliar o efeito de moda de uma forma básica com detalhes como metal, jóias ou logotipos de grife reconhecíveis.

Cores interessantes como ameixa, vermelho escuro, verde suave e preto também podem adicionar uma borda de moda para um quadro básico.

Enfim, para aquele “guerreiro de fim de semana”, ou seja, gente que vive uma vida normal durante a semana e outra mais ativa nos sábados e domingos, nada como uma aparência mais desportiva. Assim como sapatos é o traje errado para usar em um ginásio, óculos regulares podem ser a escolha errada para esportes e atividades afins.

Para o melhor conforto, desempenho e segurança, escolha pelo menos um par de óculos de sol esportivo ou até mesmo um mais casual. Isso inclui cores brilhantes ou de néon, listras e combinações modernas de materiais como metal e plástico. Não esquecendo que um fator importante em óculos esportivos é a lente.

Por fim, um aviso: contrariamente à crença popular, um tamanho de óculos não serve para todos. Fique de olho neste detalhe, também.



(Fonte: All About Vision)

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Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem seu verdadeiro amor.

Paulo Coelho

Mantenham os olhos nas estrelas e os pés no chão.

Theodore Roosevelt

Existe um caminho que vai dos olhos ao coração, sem passar pelo intelecto.

Gilbert Keith Chesterton

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Obstáculos são aqueles perigos que você vê quando tira os olhos de seu objetivo.

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Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos, haverá guerra.

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Bob Marley

A verdadeira viagem não está em sair a procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos.

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