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O fim dos óculos de leitura?

Até os nossos 40 anos, mais ou menos, a lente natural do olho, o cristalino, é muito flexível. Essa flexibilidade ajuda o foco da lente sobre os objetos que estão pertos, para cima ou para longe. Mas à medida que envelhecemos, a lente tende a perder a sua flexibilidade. Aos poucos, isso reduz a capacidade de ver objetos de perto.

Por isso, a necessidade de óculos de leitura é um sinal clássico de meia-idade. A pessoa pode usar óculos de leitura, bifocais ou lentes de contato especiais para corrigir a visão. Às vezes, a cirurgia a laser pode ajudar também.

Mas uma nova invenção de pesquisadores da Universidade da Califórnia também pode beneficiar estas pessoas.

Trata-se de um algoritmo que, em ação conjunta com uma tela especial, modifica a emissão de luz de cada pixel na tela para corrigir as distorções causadas pelo glóbulo ocular de quem sobre de hipermetropia.

Um dos autores da pesquisa realizada em parceria com o Massachusetts Institute of Technology (MIT) e a Microsoft, Brian A. Barsky, explica que é como se tela antecipasse os efeitos óticos causados pelo olho do leitor. A tela é ajustável de acordo com o grau de hipermetropia, mas também pode auxiliar pessoas com problemas mais graves de visão, que não podem ser corrigidos por óculos e lentes de contato.

O estudo será apresentado em agosto, no Canadá, durante a Siggraph, Conferência e Exibição em Computação Gráfica e Técnicas Interativas. Os testes foram realizados com imagens como de um autorretrato de Vincent Van Gogh, que foram corrigidas pelo algoritmo e apresentadas em um iPod Touch modificado.

Gordon Wetzstein, pesquisador do Laboratório de Mídia do MIT que também assina o estudo, explica que a tela permite que um display bidimensional comum possa funcionar como um “campo de luz”. Com isso, a técnica controla individualmente como cada raio emana do visor, tornando a imagem mais nítida, sem perda de contraste.

Para simular a visão de uma pessoa com hipermetropia, os cientistas usaram uma máquina fotográfica e modificaram o foco. Segundo Wetzstein, o próximo passo é construir protótipos para que as pessoas possam usar no dia a dia, algo esperado para daqui a alguns anos.

Mas não jogue seus óculos de leitura fora (ainda): existem barreiras a serem vencidas, como a necessidade de o software rastrear os movimentos da cabeça para ajustar a imagem corretamente de acordo com a distância do leitor. Outra dificuldade é ajustar o visor para pessoas com diferentes problemas de vista poder usar a tela simultaneamente.



(Fonte: O Globo)

Óculos para bebês


Oftalmologistas alertam que a visão é responsável por 80% dos estímulos dos bebêsPesquisas apontam que já no período intra-uterino, após a formação das pálpebras, o feto já consegue ter a percepção de luz. Nos primeiros dias de vida o desenvolvimento é contínuo e os bebês conseguem enxergar entre 15 a 40 cm no máximo, na forma de vultos, sem detalhes ou profundidade. Conseguem distinguir algumas cores, principalmente as mais fortes.

Oftalmologistas alertam que a visão é responsável por 80% dos estímulos dos bebês. Portanto, para ter a certeza que não há problemas no recém-nascido, como catarata e glaucoma congênitos, retinopatia da prematuridade, infecções e traumas de parto, após o nascimento é feito o Teste do Olhinho.

Segundo a Associação Americana de Oftalmologia Pediátrica, o exame ocular em crianças a princípio deve ser feito quatro vezes: logo ao nascer, aos dois e aos quatro anos e na fase pré-escolar. A partir disto, anualmente.

Com base nessa análise, especialistas ressaltam as doenças genéticas visuais infantis mais comuns: a miopia (problemas de visão para longe) e o daltonismo (anomalia na diferenciação de algumas cores). Para que os tratamentos sejam eficazes, o ideal é que sejam feitos até os sete ou oito anos de idade, quando o potencial visual do bebê se assemelha ao de um adulto. Porém, é importante lembrar que quanto mais cedo, melhor.

Os óculos em alguns casos são a melhor opção, e podem ser usados desde o primeiro mês de vida. Com o avanço da tecnologia óptica, o que antigamente era impossível hoje se tornou comum. O difícil é imaginar o bebê, ainda sem controle de seus movimentos, equilibrar o óculos e, por isso, existem dois tipos armação. A de acetato, que normalmente tem menor custo, porém seu material é um pouco mais duro. Suas hastes são presas nas orelhas para que os óculos fiquem bem adaptados. E também a de silicone, que é antialérgica, sem peças metálicas, com adaptação perfeita, pelo fato de ficar bem fixa ao rosto da criança, não deixando que ela olhe por cima dos óculos, o que prejudicaria (e muito) seu tratamento.

Independente da idade da criança, fique de olho em alguns sintomas que ajudam a detectar os problemas de visão:

• Aproximação exagerada da televisão para assisti-la;

• Dores de cabeça constantes;

• Desinteresse pelos estudos;

• Franzimento da testa para leitura o para enxergar algo;

• Estrabismo (olho torto);

• Piscar muito;

• Coceira constante nos olhos



(Fonte: Sempre Materna/Uol)

É amor ou desejo? O olhar responde

Saúde Visual já apresentou este estudo afirmando que a dilatação da pupila é um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade de quem atrai pode estar em seus olhos.

Agora, os psicólogos da Universidade de Chicago (EUA), afirmam que a diferença entre amor e tesão pode estar nos olhos. Mais exatamente, eles dizem que o local onde o seu parceiro ou parceira olha para você pode indicar se é o amor ou o desejo que está em jogo.

O trabalho constatou algo que, quando se para pra pensar, parece bastante óbvio: se os padrões do olhar se concentram no rosto de um estranho, o espectador vê essa pessoa como um potencial parceiro no amor romântico, mas se o espectador olha mais para o corpo da outra pessoa, ele (ou ela) está sentindo desejo sexual.

Só que esse julgamento automático pode ocorrer em menos de meio segundo, produzindo diferentes padrões de olhares.

A autora do estudo e diretora do Laboratório de Neuroimagem Elétrica de Alta-Performance da Universidade de Chicago, Stephanie Cacioppo, diz que apesar do pouco que se sabe sobre a ciência do amor à primeira vista ou como as pessoas se apaixonam, “esses padrões de resposta fornecem as primeiras pistas sobre a forma como os processos de atenção automáticos, como o olhar, podem diferenciar os sentimentos de amor a partir de sentimentos de desejo direcionados a estranhos”.

Pesquisas anteriores feitas pela própria Stephanie descobriram que diferentes redes de regiões do cérebro são ativadas pelo amor e pelo desejo sexual. Neste novo estudo, a equipe realizou dois experimentos para testar padrões visuais em um esforço para avaliar dois estados emocionais e cognitivos diferentes, que muitas vezes são difíceis de distinguir um do outro: o amor romântico e o desejo sexual.

Estudantes do sexo masculino e feminino da Universidade de Genebra, na Suíça, foram instruídos a ver uma série de fotografias em preto-e-branco de pessoas que nunca haviam encontrado na vida. Na primeira parte do estudo, os participantes viram fotos de casais heterossexuais jovens, adultos, que estavam olhando ou interagindo uns com os outros. Na segunda parte, os participantes observaram fotos de pessoas atraentes do sexo oposto que estavam olhando diretamente para a câmera/espectador. Nenhuma das fotos continha nudez ou imagens eróticas.

Em ambos os experimentos, os participantes foram colocados diante de um computador e foi pedido que olhassem para diferentes blocos de fotografias e decidissem o mais rápido e precisamente possível se eles consideravam que as fotografias – ou as pessoas nas fotografias – estavam provocando sentimentos de desejo sexual ou de amor romântico. O estudo não encontrou nenhuma diferença significativa no tempo que os jovens levaram para identificar escolhas de amor romântico contra as do desejo sexual, o que, segundo os pesquisadores, mostra o quão rapidamente o cérebro pode processar ambas as emoções.

Mas as análises dos dados de rastreamento ocular dos dois estudos revelaram diferenças marcantes nos padrões de movimento dos olhos, dependendo se os indivíduos relataram sentir desejo sexual ou amor romântico. As pessoas tendem a se fixar visualmente no rosto, especialmente quando disseram que uma imagem provocou um sentimento de amor romântico. No entanto, com as imagens que evocam o desejo sexual, os olhos dos sujeitos movem-se a partir da face para se fixarem no resto do corpo. O efeito foi encontrado tanto em participantes do sexo masculino quanto do sexo feminino.

O coautor do estudo e diretor do Centro de Neurociência Cognitiva e Social dos EUA, John Cacioppo, acredita que ao identificar padrões de olhar que são estímulos relacionados especificamente ao amor, “o estudo pode contribuir para o desenvolvimento de um biomarcador que diferencia os sentimentos de amor romântico dos de desejo sexual”.

Desta forma, ele prevê que “um paradigma de rastreamento ocular pode eventualmente oferecer um novo caminho de diagnóstico na prática diária dos médicos ou para exames clínicos de rotina em psiquiatria e/ou terapia de casal”.



(Fontes: Hypescience via Science 20)

Pais, levem seus bebês ao oftalmologista

Após o nascimento muitas doenças oculares podem passar despercebidasÉ possível detectar, desde cedo, sinais que indicam se os bebês têm necessidade de tratamento urgente. Mancha branca na pupila, vermelhidão nos olhos, ou ainda se a criança estiver demonstrando incômodo na presença de luz e lacrimejamento constante, tamanho dos olhos e sua movimentação também são relevantes e devem ser acompanhados por um especialista.

O acompanhamento dos pais é fundamental para o desenvolvimento de uma visão saudável. Existem 40 milhões de cegos no mundo e pelo menos metade poderia estar enxergando se tivesse recebido socorro imediato.

De acordo com pesquisadores da Universidade da Califórnia, EUA, até os 15 meses de vida, crianças possuem mais dificuldade para enxergar imagens em movimento quando comparados aos adultos. Normalmente, uma pessoa não consegue absorver as mudanças quadro a quadro que ocorrem mais rápido do que 50 ou 70 milésimos de segundos. Em crianças com idade entre seis e 15 meses, esse tempo cai para meio segundo, mais ou menos. O exame rotineiro dos olhos no consultório do médico oftalmologista é muito importante para a preservação de uma boa visão, e isso deve ocorrer em todas as idades.

Diagnósticos precoces de doenças oculares podem ser feitos ainda na gestação, podendo assim evitar futuros problemas de visão e até mesmo a cegueira. Ainda durante a gravidez, a futura mãe deve procurar seguir corretamente os exames do pré-natal, na pesquisa de possíveis doenças como a rubéola e a toxoplasmose, entre outras que, se não diagnosticadas e tratadas neste período, podem levar a sérios problemas visuais na criança.

Após o nascimento, apesar do acompanhamento com o pediatra, muitas doenças oculares da infância podem passar despercebidas. Os recém-nascidos observam tudo ao seu redor, no entanto, de forma muito pouco clara. Nas duas primeiras semanas de vida, sua capacidade visual limita-se a uma visão de claro e escuro. Assim, devemos estar atentos a sintomas oculares como: diferenças de cor entre os olhos do bebê, secreção, persistência de lacrimejamento constante após os dois anos de idade ou qualquer outro sinal que parecer estranho. Ainda que aparentemente os olhos estejam normais, o oftalmologista deve ser consultado para uma boa visualização do fundo de olho e suas demais porções já que o desenvolvimento da visão de uma criança realiza-se de forma muito rápida no primeiro ano de vida.

E o desenvolvimento rigoroso da acuidade visual ocorre durante todo o período pré-escolar.

A total visão do bebê e das crianças pequenas apenas se desenvolve com o tempo, através de um exercício constante. Até os três anos, o cérebro não está ainda totalmente desenvolvido, de modo que o desenvolvimento da visão ainda é flexível, mas de 5 a 7 anos de idade é que este desenvolvimento termina. Os defeitos dos olhos e da visão, que até essa altura não haviam sido detectados, ficam mais difíceis de corrigir e o tratamento é freqüentemente, mais dispendioso do que em bebê ou numa idade mais precoce. Por isso, a recomendação é que o primeiro exame oftalmológico deva ser realizado quando a criança tem uma idade de aproximadamente dois anos, caso não se tenha anteriormente verificado quaisquer outros indícios. Um diagnóstico precoce de doenças ou defeitos de visão, efetuado por um oftalmologista, poderá evitar deficiências para toda a vida.

Existe uma propensão especial para o desenvolvimento de deficiências visuais e estrabismo no caso de bebês prematuros, crianças cujos pais ou irmãos vêem muito mal ou são estrábicos, crianças com atrasos de desenvolvimento e, naturalmente, crianças provenientes de famílias com doenças hereditárias dos olhos. Nestes casos, um exame oftalmológico deverá realizar-se forçosamente antes do segundo ano de idade, precisamente, entre os seis e os doze meses.

Existem vários testes de visão que podem ser aplicados tanto em bebês quanto em crianças, o importante é os pais não adiarem a visita entre a criança e o oftalmologista, e não deixarem de repeti-la anualmente, pois uma criança que, na idade pré-escolar, tenha sido considerada por um oftalmologista como vendo bem pode, no entanto, desenvolver posteriormente erros de refração, como, por exemplo: miopia, hipermetropia e astigmatismo, que tornam uma correção necessária.

Os pais, em colaboração com os professores, devem estar sempre atentos, durante o período em que as crianças aprendem a ler e a escrever. As dificuldades de aprendizagem não significam forçosamente que uma criança tenha deficiências de aprendizagem, mas podem constituir também um indício de que a criança simplesmente enxerga mal.



(Fonte: Guia do Bebê)

Depressão: o cinza é mais que metáfora

Associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáforaUm novo estudo científico realizado por uma equipe da universidade alemã de Freiburg, dirigido por Ludger Tebartz van Elst e publicado na "Biological Psychiatry", parece indicar que a associação entre a depressão e a cor cinza é mais do que uma simples metáfora. O estudo indica que a depressão dilui o contraste entre o preto e o branco, por isso que o mundo torna-se literalmente cinza.

Os analistas alemães mediram as respostas elétricas para determinar a atividade da retina em 40 pessoas que sofriam de depressão, metade que recebiam medicamento, e em outras 40 não afetadas por essa condição.

A retina contém células fotorreceptoras que transformam os sinais luminosos que chegam ao olho em impulsos elétricos que são enviados ao sistema visual do cérebro. Com a colocação de eletrodos na superfície ocular e na pele circundante, os cientistas conseguiram registrar a atividade elétrica das células da retina em resposta aos estímulos.

Os pacientes deprimidos demonstraram ter um menor contraste retinal que o grupo de voluntários que não sofriam de depressão, independentemente de estarem recebendo medicação para doença ou não.

Também foi descoberta uma correlação importante entre o nível de contraste e a gravidade dos sintomas: nos pacientes mais deprimidos, a resposta da retina foi mais frágil.



(Fonte: Agência Efe)

Óculos tem armação feita com a fibra extraída da maconha

Como Saúde Visual já apresentou neste artigo, as drogas, além de provocarem  a já conhecida dependência, danos neurológicos e prejuízos sociais, também afetam os olhos, segundo os oftalmologistas.

No momento em que a maconha começa a ser liberada para fins medicinais em muitos países, é importante destacar que alguns especialistas consideram esta droga como sendo capaz de baixar a pressão ocular e por isso, em alguns países, ela já tem aplicação terapêutica para pacientes com pressão ocular alta.

Provavelmente por estar antenado com toda esta discussão, o designer Sam Whitten saiu da faculdade e foi logo criando um modelo de óculos com armação feita com a fibra extraída da maconha, também conhecida como cânhamo.

"O cânhamo industrial tem sido de diversas formas no mundo durante séculos, desde a produção têxteis, em peças de roupas, até em peças feitas para carros. Ele é a mais forte fibra vegetal do mundo e é um material mais sustentável do que a madeira", conta o designer recém-formado em seu site de apresentação da nova marca.

A produção do óculos, batizado apropriadamente de Hemp (maconha) é artesanal e o design, caprichado. De quebra, o produto ainda tem pegada ecológica. Isso porque Sam pesquisou as propriedades da fibra e descobriu que o material possui uma composição ligante eco-friendly. Para finalizar a armação, ele usa uma resina que também é ecológica com o objetivo de tornar o produto resistente à água.

No site dedicado ao projeto, Sam escreveu acreditar que este “material incrível deve ser usado para criar produtos mais sustentáveis. É por isso que resolvemos usá-lo". E completa afirmando: "fazemos os únicos óculos de cânhamo disponíveis. Nossa ideia é atuar paralelamente à indústria convencional."

O produto deve começar a ser comercializado no ano que vem. Mas já é possível fazer encomendas para um lote que ele está fazendo para o Natal, por meio do site.



(Fonte: Puretrend)

Miopia é mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade

Publicado na revista científica Ophthalmology, da Academia Americana de Oftalmologia, estudo populacional comprovou a tese de que níveis mais altos de escolaridade resultam em uma prevalência maior de miopia, o que demonstra que quando se trata do assunto, fatores ambientais superam a genética.

A miopia tem se tornado cada vez mais frequente no mundo, causando impacto na saúde e na economia. Os quadros mais graves são a principal causa de deficiência visual, e estão associados a risco de descolamento na retina, degeneração macular, catarata precoce e glaucoma.

Só nos EUA, 42% da população sofre de miopia. E o aumento do número de casos em países desenvolvidos da Ásia chegou a quase 90% nos últimos anos, o que reforça a tese de que fatores ambientais - como hábito mais frequente de leitura e uso do computador – exercem um papel importante. Tanto que, na China, um método nada convencional está sendo utilizado para combater a miopia nas crianças, conforme mostramos nesta matéria.

Os pesquisadores, do Centro Médico da Universidade de Mainz, avaliaram a ocorrência de miopia em mais de 4.600 alemães com idades entre 35 e 74 anos, excluindo aqueles que tiveram catarata ou passaram por cirurgia refrativa.

Os resultados do trabalho, batizado de Estudo de Gutenberg, mostram que a miopia foi mais frequente nos indivíduos com melhor nível de escolaridade: 53% dos indivíduos formados em universidades apresentaram o problema. Já entre aqueles que não chegaram a cursar faculdade, a prevalência foi de 35%. E entre os que não terminaram o colégio, de apenas 24%. A equipe também descobriu que cada ano a mais de estudo aumenta o risco de miopia.

Além disso, os autores do estudo analisaram o impacto de 45 marcadores genéticos associados à miopia na mesma população, mas concluíram que o nível de escolaridade teve um impacto mais forte na ocorrência do problema.

O antídoto para o aumento dos casos pode ser simplesmente estimular atividades ao ar livre, segundo os oftalmologistas. Nos últimos anos, estudos feitos com crianças e adultos jovens na Dinamarca e em países asiáticos mostraram que a maior exposição à luz natural foi associada a um risco menor de ter miopia, enquanto que, no Reino Unido, o percentual de míopes não chega a 30%.



(Fonte: UOL/Blog Jairo Bouer)

Aspirina todo dia aumenta riscos para idosos

Aspirina em excesso pode agravar doenças oculares em idososDe acordo com um estudo feito na Europa, idosos que tomam aspirina diariamente são duas vezes mais propensos a ter o último estágio da degeneração macular, uma perda de visão relacionada à idade, do que pessoas que nunca tomam o analgésico. Pesquisadores coletaram informações sobre a saúde e o estilo de vida de quase 4.700 pessoas com idade acima de 65 anos. O estudo incluiu idosos noruegueses, estônios, ingleses, franceses, italianos, gregos e espanhóis. Os dados não mostram que a aspirina causa a perda de visão, mas os resultados são motivo de preocupação se realmente agravar de algum modo a doença ocular, devido ao número de idosos que a tomam diariamente para doenças do coração.

Das 839 pessoas que tomavam aspirinas diariamente, 36 tinham uma forma avançada da doença chamada degeneração macular úmida – cerca de quatro a cada 100 usuários de aspirina. Em comparação, a cada 100 pessoas que tomavam aspirina com menos frequência, duas tinham o mesmo tipo de degeneração macular.

A forma úmida da doença, causada por vazamento de vasos sanguíneos nos olhos, leva à perda de visão no centro do campo visual. A forma seca é mais comum e menos grave, embora as pessoas ainda sofram com essa deficiência visual. Juntas, a degeneração macular úmida e a seca constituem as principais causas de perda da visão entre pessoas com mais de 60 anos, atingindo milhões de idosos. Os pesquisadores descobriram que o uso de aspirina não estava ligado à forma seca, nem para estágios iniciais da doença.

Mas existe controvérsia sobre se o vínculo é mesmo entre a aspirina e a degeneração macular ou se é entre a doença cardiovascular e a degeneração.

A equipe responsável pelo estudo analisou meticulosamente a possibilidade da doença cardiovascular ter influenciado os resultados, mas descobriu que usuários de aspirina – independentemente da sua saúde do coração – correm maior risco de ter o tipo mais grave de perda de visão. E para as pessoas com doenças cardiovasculares que tomam aspirina como tratamento, os benefícios da droga superam os riscos da saúde visual.



(Fonte: Dr Visão)

Ondas alfa codificam diferentes partes de uma cena visual

As ondas alfa, ondas cerebrais que nos permitem o estado de consciência individual relaxado, visualizações de imagens sensoriais e devaneio, têm sido praticamente ignoradas pelos cientistas, tal qual os geneticistas antes tratavam o chamado "DNA lixo".

Para Ole Jensen, pesquisador da Universidade Radboud (Holanda), porém, as ondas alfa parecem ser mais ativas e mais importantes do que se pensava.

Há alguns anos Jensen tenta descobrir como esta rede de envio e recebimento de informações por meio de oscilações funciona em detalhes. Ele já havia descoberto, por exemplo, que as ondas alfa fecham o cérebro contra distrações  - elas nos ajudam a nos concentrar no que é realmente importante em cada momento.

Agora, Jensen está postulando uma nova teoria que propõe que as ondas alfa são essenciais no processamento visual realizado no cérebro.

"Nós acreditamos que diferentes fases das ondas alfa codificam diferentes partes de uma cena visual. Elas ajudam a quebrar a informação visual em pequenas tarefas e então executar essas tarefas em uma ordem específica," propõe ele.

Nossas células cerebrais "disparam" o tempo todo. Dessa atividade eletrônica, emergem ondas cerebrais em diferentes frequências.

Como uma estação de rádio usa diferentes frequências para levar informações específicas até os ouvintes situados à distância, o mesmo acontece com o cérebro.

E, assim como os ouvintes de rádio com uma determinada preferência ajustam a frequência dos seus aparelhos para ouvir a estação que toca o tipo de música que mais gostam, cada área do cérebro se ajusta para o comprimento de onda relevante para o seu funcionamento.

O que o Dr. Jensen está propondo é que as ondas alfa transmitem a "música preferida" do sistema visual.

"É uma espécie de lista de afazeres para o sistema de atenção visual: foque no rosto, foque na mão, olhe ao redor. E depois tudo recomeça," propõe ele. E isso aumentaria a lista de motivos para explicar porque os homens adoram virar para olhar, digamos, uma mulher que passa, conforme já tratamos nesta matéria.

O pesquisador está agora planejando testar essa nova interpretação das ondas alfa em animais e seres humanos e, se Jensen estiver correto, "ficar em alfa" poderá adquirir um novo significado.

 

(Fonte: Diário da saúde)

Um banco sem fins lucrativos

No Brasil, o número de transplantes é ainda pequenoO transplante de córnea é a mais comum modalidade de transplante de tecidos. Nos Estados Unidos são feitos cerca de 35.000 transplantes de córnea por ano, com sucesso de 90% em casos de bom prognóstico. No Brasil, o número de transplantes é ainda pequeno (mais ou menos 3.000/ano), apesar das constantes campanhas.

Um banco de olhos é uma entidade sem fins lucrativos que recebe doações, prepara e distribui córneas para transplante, ensino e pesquisa. O Banco de olhos não escolhe e nem tem preferência de qualquer espécie, pois a pessoa que irá receber os olhos entrará numa lista de espera seguindo uma ordem cronológica de inscrição. Se os olhos doados forem de cor diferente da do olho do paciente que irá receber, não haverá problema, pois as partes dos olhos que serão utilizados não influem na cor. Não há idade limite para ser doador. O paciente pode ter qualquer idade para ser beneficiado com o transplante.

Mesmo que a pessoa tenha qualquer deficiência nos olhos pode ser doador, mesmo que tenha os olhos afetados por miopia, hipermetropia, astigmatismo, catarata e outras doenças, poderá doá-los; pois para o transplante é aproveitada apenas a córnea. O restante é utilizado para pesquisa de doenças oculares.

A equipe técnica de um banco de olhos é normalmente composta por especialistas em oftalmologia, médicos e outros profissionais aptos na manutenção de um trabalho médico altamente especializado. Em alguns casos, os bancos de olhos contam trabalhos de divulgação. No Brasil podemos encontrar estes serviços ligados aos centros de transplantes de órgãos, normalmente vinculados às secretarias estaduais de saúde nos diversos estados do país. Além disso, uma boa parte deles são particulares ou ligados a alguma universidade federal ou estadual.

Esse tipo de cirurgia é indicado quando existe a perda da integridade da córnea, opacidade central da córnea, curvatura anormal da superfície da córnea, que não possa ser corrigida por lentes de contato infecção que não responde ao tratamento clínico.

Já o doador é toda pessoa que voluntariamente se inscreva em banco de olhos ou em um dos postos de doação. Com a doação de seus olhos, estes podem ser utilizados, após sua morte, por qualquer outra pessoa que deles necessite. O doador deve preparar seus familiares para que seja cumprida sua vontade após sua morte. A família deve avisar o banco de olhos imediatamente após a morte do doador, pois os olhos poderão ser retirados só até quatro horas após o falecimento. Qualquer pessoa que tenha a córnea sadia pode ser doador. Não há limite de idade e o uso de óculos não impede a doação.



(Fonte: Associação Pan-Americana de Banco de Olhos)

Projeto de inclusão promete facilitar vida dos daltônicos


Durante o desenvolvimento do projeto, o designer conduziu um estudo com 146 daltônicos de diversos paísesO designer português Miguel Neiva criou um sistema de símbolos chamado de ColorADD, que permite que pessoas com a deficiência visual conhecida como daltonismo identifiquem as cores. O código foi desenvolvido durante oito anos de pesquisa.

A ideia surgiu quando Neiva procurava um tema para seu mestrado e se deu conta de que não existia nada que ajudasse os daltônicos a entender as cores.

Cerca de 10% da população masculina é daltônica. O problema é herdado da mãe, pelo cromossomo X. Apenas 2% dos casos ocorrem em mulheres.

Existem três tipos de daltônicos. A deuteranopia é o tipo mais comum e responde por metade dos casos. Os portadores desse problema confundem verde com vermelho.

Durante o desenvolvimento do projeto, o designer conduziu um estudo com 146 daltônicos de diversos países.

Ele descobriu que 90,2% dos portadores pedem ajuda para comprar roupa e 41,5% sentem dificuldade de integração social.

O código consiste em pequenos símbolos que identificam as cores primárias -azul, amarelo e vermelho. A união de dois símbolos identifica as cores secundárias -como o verde, que é o amarelo combinado com o azul.

O preto e o branco são identificados por pequenos quadrados. O que simboliza o preto é cheio, enquanto o branco é vazio. Eles podem vir combinados aos símbolos das outras cores para identificar se são claras ou escuras.

Segundo Neiva, o sistema já é usado em algumas cidades portuguesas, como no Porto, onde é aplicado no metrô e em hospitais. Já existem produtos à venda naquele país com o código, como lápis de cor e tintas.

Neiva conta que se reuniu com autoridades de transporte em Londres, para propor o uso do código no metrô local.

O projeto do designer é sustentado com a venda de licenças de uso por cinco anos.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Copa aumenta venda de TV's... e de pessoas infelizes

A Copa do Mundo acabou. Alegria para uns, tristezas para muitos. Principalmente para os que compraram  um aparelho de televisão.

Isso é o que afirma um estudo realizado pela universidade de Maryland (EUA), publicado na revista Social Indicators Research. Segundo ele, pessoas infelizes assistem mais televisão e as que dizem que são “muito felizes” gastam mais do seu tempo lendo e socializando-se.

Para chegar a esta conclusão, os pesquisadores analisaram 30 anos de informações coletadas em dois estudos e descobriram que assistir televisão pode ajudar na felicidade momentânea, mas tem menos efeitos positivos a longo prazo.

Um dos estudos utilizava dados de um diário para cada atividade do dia e quão prazerosa ela era, por um período de 24 horas. O outro se baseava em questionários que perguntavam quão satisfeitas as pessoas sentiam-se com as coisas que faziam durante o dia e outras questões.

Com base nos dados colhidos, os pesquisadores dizem que é possível que as pessoas passem a assistir mais televisão à medida que a economia piora. Quanto mais tempo as pessoas têm, mais assistem televisão. Quanto maior a taxa de desemprego, mais tempo elas têm.

Pessoas infelizes assistem 20% mais televisão do que pessoas muito felizes. Estas eram socialmente mais ativas, liam mais jornal e participavam mais de atos religiosos.

Pessoas infelizes parecem ter mais tempo em suas mãos (51%) em comparação com os muitos felizes (19%) e ‘corriam’ mais (35% versus 23%). Ter muito tempo livre sem uma maneira certa de preenchê-lo era pior do que a ‘correria’.

Os pesquisadores ligaram o efeito prazeroso e momentâneo de assistir TV com o vício, pois atividades viciantes produzem prazer momentâneo e infelicidade a longo prazo. Eles disseram que as pessoas mais vulneráveis ao vício são menos sociáveis e para elas a TV é o opiáceo da vez.

Como a Copa do Mundo é o momento que as pessoas aproveitam para atualizar seus aparelhos de TV e acompanhar os jogos com mais qualidade de som e imagem, o evento representa um dos grandes momentos que impulsionam vendas de eletroeletrônicos.

Isso engrossa os dados da 25 ª Pesquisa Anual Sobre o Uso de Tecnologia da Informação da Fundação Getúlio Vargas, segundo a qual, atualmente, 97% da população brasileira tem uma TV, o que representa uma média acima da mundial, que é de 72%. Com o impulso nas vendas por causa da Copa, a previsão é que ainda em 2014 esse número suba, fazendo com que cada habitante venha a ter um aparelho televisor.



(Fontes: Universidade de Maryland & FGV)

Três vezes mais

Em média, surgem 800 oftalmologistas por ano, só no Brasil A oftalmologia é uma das profissões que mais cresce no País. De acordo com levantamento feito pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), há um médico especializado em visão para cada 10 mil habitantes – o recomendado pela Organização Mundial da Saúde para a América Latina é 1 para cada 35 mil habitantes. Distrito Federal é o estado líder em oftalmologistas, com 1 profissional para cada 4 mil habitantes, e o Amapá tem o menor índice – 1 para cada 55 mil habitantes.

Nos últimos 10 anos, revela a especialidade registrou um crescimento de 100%. Em 2000, a categoria era composta por 10 mil profissionais. Hoje, são quase 20 mil. “Crescemos mais do que a população brasileira. A distribuição ainda é desigual porque nem todas as regiões têm estrutura para oferecer perspectiva de crescimento”, diz Paulo Augusto, presidente da instituição.

Segundo o CBO, em média 800 novos oftalmologistas são lançados anualmente no mercado. O número supera uma das carreiras mais procuradas entre os médicos recém-formados, a cirurgia plástica, que coloca 700 cirurgiões no mercado anualmente – segundo dados da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica.

Referência internacional na área, o brasileiro Miguel Burnier, patologista e oftalmologista, professor da Universidade McGill, do Hospital Royal Victoria, de Montreal, no Canadá, defende a qualidade técnica dos estudantes nacionais.

Em seu centro de pesquisa – Burnier Ocular Pathology Society (Biopsy) – um dos maiores laboratórios de patologia ocular da América do Norte, dedicado a estudar cânceres de olho, dos 160 associados, 50 são profissionais brasileiros, revela.

“Nos últimos anos, tivemos mais de 43 teses de doutorado de médicos oriundos de todas as partes do Brasil, defendidas no Canadá. É um número fora de proporção, altíssimo e mostra como os nossos estudantes não perdem em absolutamente nada para os demais países representados nos grandes centros”, diz o especialista.

Segundo Burnier, o interessante desse processo é que o País exporta, mas também retém tais talentos. A maioria, após capacitação e teses defendidas internacionalmente, retorna ao Brasil para clinicar.



(Fonte: iG)

Os pais de olho nos filhos

No Brasil, a cada 20 estudantes, 3 tem deficiência ópticaComo a criança não tem parâmetros, somente os pais podem desconfiar se existe algo de errado com os olhos dos filhos. Dificuldades para acompanhar as lições podem estar associadas aos erros de refração visual e atrapalhar o desenvolvimento escolar. De acordo com o Conselho Brasileiro de Oftalmologia, em cada 20 estudantes do ensino fundamental, três têm alguma deficiência óptica. A criança, porém, dificilmente conseguirá, sozinha, identificar que o problema dela não é cognitivo, mas fisiológico.

De acordo com oftalmologistas, a partir dos 4 anos a criança deve ser submetida ao exame oftalmológico, que poderá identificar tanto os vícios de refração quanto alguma alteração mais grave, como tumores na estrutura ocular. Melhor ainda se os pequenos fizerem o chamado teste do olhinho assim que nascerem. O objetivo dessa avaliação não é diagnosticar miopia, hipermetropia ou astigmatismo, já que o olho do bebê é muito pequeno nessa fase, mas rastrear doenças, como catarata congênita e glaucoma, que podem levar à cegueira.

Outros sintomas, fáceis de identificar em crianças mais novas, ocorrem quando elas lacrimejam ou piscam demais. Recomenda-se que os pais fiquem atentos aos seguintes sinais: quedas e esbarrões frequentes em objetos. Quanto mais cedo forem corrigidos os vícios de refração, maior a capacidade de a visão ser recuperada completamente. A fase do desenvolvimento da visão ocorre até os 7 anos e, depois disso, a correção dos vícios de refração não será totalmente satisfatória.

Além das deficiências que necessitam de correção, não se pode perder tempo quando os pais percebem qualquer sinal de estrabismo nas crianças. Diante de qualquer suspeita, deve-se procurar o oftalmologista.

O mais comum é receitar óculos, mas para os mais velhos e mais cuidadosos também é possível passar lentes. A cirurgia de correção só pode ser feita depois dos 21 anos.



(Fonte: WebMD)

A saúde ocular vai além do que se imagina

No dia 09 de julho se comemora o Dia Mundial da Saúde Ocular. E, quando se fala em saúde ocular as pessoas, de maneira geral, pensam logo em doenças como catarata, glaucoma e conjuntivite. O que elas ignoram é o fato de que o estilo de vida ou doenças em outros órgãos podem influir diretamente na qualidade da visão.

Este foi o alerta feito à Agência Brasil pela médica e especialista em glaucoma do Centro de Oftalmologia do Hospital São Vicente de Paulo do Rio de Janeiro, Luisa Aguiar, que também é membro da Sociedade Brasileira de Glaucoma e da Sociedade Brasileira de Oftalmologia.

Ela afirma que, principalmente nesta época do ano, quando pessoas tendem a ficar mais próximas e em locais fechados devido à predominância de baixas temperaturas, uma preocupação maior com a higiene é fundamental para se evitar prejuízos à qualidade da visão. Para a Dra Luisa, lavar as mãos com frequência ainda maior, evitar aglomerações e estar sempre alerta muitas vezes pode ser o diferencial entre uma boa ou má qualidade visual. Ela acrescenta que os hábitos de vida estão diretamente relacionados à saúde ocular. Fumantes, sedentários e pessoas que ingerem pouca água e nutrientes ficam mais vulneráveis aos problemas visuais por terem a capacidade de defesa do organismo reduzida.

Ainda segundo a especialista, diabetes e hipertensão arterial, por exemplo, também podem comprometer a visão de forma irreversível. A médica alerta que infecções como a dengue, por exemplo, podem desencadear hemorragias no globo ocular e causar sérios distúrbios na retina. Por isso Luisa sempre recomenda aos seus pacientes que, a partir dos 40 anos, consultem anualmente um oftalmologista, pois é sempre mais eficaz prevenir do que tratar. “Engana-se quem pensa que apenas as doenças crônicas afetam a visão”, diz a especialista.

O médico e também especialista Glauber Marques, membro da Sociedade Brasileira de Cataratas e Implantes Intraoculares e também do Conselho Brasileiro de Oftalmologia, diz que a baixa umidade do ar nessa época do ano, combinada com a maior proximidades das pessoas em locais fechados, podem ressecar os olhos. Em sua avaliação essa combinação de fatores é explosiva quando o assunto são infecções oculares e ressalta que a incidência de conjuntivites como a tracoma (infecção bacteriana altamente contagiosa) e herpes ocular (infecção viral) tende a aumentar nos dias mais frios.

Na avaliação de Glauber, a melhor forma de combater essas doenças contagiosas é evitar aglomerações, ventilar os ambientes e lavar as mãos com frequência. E acrescenta, concordando com a Dra Luisa, que uma boa alimentação, atividades físicas regulares e uma maior ingestão de água ajudam a proteger os olhos.



(Fonte: Agência Brasil)

Cílios são bonitos, importantes e exigem cuidados

Na seção “Os Olhos” deste site, já apresentamos os cílios e apontamos sua importância para a proteção dos olhos contra poeira, insetos e outros problemas. Também já tratamos na nossa seção “Saúde” sobre os riscos do uso de um produto que pode ajudar no crescimento dos cílios, o bimatoprost, substância que comprovadamente atua no folículo piloso e proporciona o crescimento ciliar, mas, que por ser um medicamento, seu uso para fins estéticos tem contraindicações.

Fica claro que os cílios merecem cuidados e atenção. Um dos problemas que podem aparecer na região é a caspa, sinal de blefarite, uma doença crônica que provoca inflamação que, por sua vez, pode piorar com o frio, estresse e ingestão de gordura. A blefarite provoca excesso de oleosidade nos cílios, tornando-se necessário lavá-los uma vez por dia com água e (detalhe importante) shampoo de bebê, para não irritar os olhos.

Os cuidados com os cílios aumentam para as mulheres que usam rímel, pois dormir com o produto pode causar terçol, inflamação provocada por bactérias. Fica fácil perceber que pessoas que costumam ter terçol frequentemente devem evitar o uso do rímel. Caso queiram – ou precisem - continuar usando, a dica é massagear os cílios sempre após retirar o produto.

Uma alternativa são as máscaras com silicone, que dão efeito de cílios alongados. O uso constante de máscara nos cílios, porém, pode contribuir para a queda deles, o que pode ser disfarçado com o uso da maquiagem definitiva, que não é indicada para pessoas que têm queloide ou cicatrização hipertrófica. Outra opção é aplicar cílios postiços, primeiro utilizando o curvex, acessório específico para curvar os cílios, seguido do rímel, que deve ser passado de dentro para fora com movimentos da raiz até as pontas.

Em pessoas com os olhos caídos, os fios dos cílios postiços colocados na área externa do olho ajudam a levantar a expressão. Já as pessoas com olhos pequenos pedem os fios na parte interna para dar um efeito amplo ao olhar. Mas (é, sempre tem um mas) quem sofre com sensibilidade na pele deve evitar os cílios postiços, pois eles podem causar irritação.

Ainda na questão de alongar os fios dos cílios, também pode-se optar pelo uso do curvex, que exige cuidado porque se usado frequentemente causa a quebra dos fios. Sim, existem os implantes de cílios, com aplicação fio a fio de pelos sintéticos que têm aspecto natural, procedimento recomendado para pessoas com cílios curtos ou espaçados.

Como todos os pelos do corpo, os cílios se renovam. Como todos os pelos do corpo, os cílios carecem de higiene. Assim, é importante lavar sempre as mãos antes de mexer neles e mantê-los sempre limpos também, pois bactérias, como as que causam o tracoma, podem ser transmitidas pelo simples pousar de uma mosca na região dos olhos.



(Fonte: G1)

Números que impressionam e assustam

Unir em Prol da Visão (Unite for Sight) é uma organização sem fins lucrativos de alcance global que capacita comunidades em todo o mundo para melhorar a saúde dos olhos e eliminar a cegueira considerada como evitável.

Em seu site, a entidade apresenta dados estatísticos sobre a saúde ocular em todo o mundo. E, somente quando lemos estes números, nos surpreendemos com a quantidade de pessoas que não podem ver ou que possuem alguma doença ocular. Segundo a organização, pessoas que não podem ver, têm dificuldade em encontrar trabalho. Quem não trabalha, vive na pobreza. E a pobreza gera mais problemas de saúde em geral, além de crises sociais como corrupção e, em alguns países, guerras.

A Unir em Prol da Visão estima que existam 45 milhões de pessoas cegas e 135 milhões de pessoas com deficiência visual em todo o mundo. A prevalência mundial de cegueira infantil está em torno de 0,07%, ou aproximadamente um décimo da prevalência de cegueira nos adultos. Com isso, estima-se que 1,4 milhões de crianças são cegas, 320.000 delas vivem na África sub-saariana. O que surpreende, porém, é que, em todo o mundo, até 70% da cegueira infantil pode ser prevenida.

Ainda segundo a organização, algo em torno de 3,1% de mortes no mundo são direta ou indiretamente devido à catarata, glaucoma, tracoma e oncocercose. Mas estes números não dizem respeito à países pobres, pois cerca de 90% das pessoas que são cegas vivem em países em desenvolvimento. Nestes, para cada década após os 40 anos há um aumento de três vezes na prevalência de cegueira e perda de visão. Além disso, nos países em desenvolvimento, acredita-se que entre 60 a 80% das crianças que se tornam cegas acabam por morrer dentro de 1 a 2 anos, no máximo.

O site da Unir em Prol da Visão apresenta estatísticas para todos os países, incluindo o Brasil. E os números não são nada animadores. Como os que apontam que 0,4-0,5% da população é cega (no valor de cerca de 640.000 pessoas) e que 40% da cegueira é devido a erros refrativos não corrigidos. E que 62% da cegueira é devido à catarata. Destes, 50% dos casos são devidos a infecção. A rubéola é a principal causa. Mas, no meio de tanta notícia ruim, uma positiva: no país existem cerca de 8.000 oftalmologistas, mais de 50% dos quais realizam a cirurgia de catarata.

Estes e outros dados podem ser conferidos aqui. Todos os dados foram atualizados recentemente pela Conferência de Saúde e Inovação Global (GHIC, no original em inglês), que é apresentada anualmente pela Unir em Prol da Visão. A GHIC 2013 já está marcada para abril, nos Estados Unidos.



(Fonte: Unite for Sight)

Explosão de airbag deixa “tatuagens” nos olhos de uma garota

Airbag, também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança dos carros que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que aciona o airbag mais adequado.

Toda essa operação dura 30 milésimos de segundos, graças à “explosão da bolsa”, que ocorre numa velocidade média de 300 km/h.

Justamente por se tratar de uma “explosão”, os ocupantes de veículos com airbag devem ter cuidados redobrados com a postura dentro do carro. A mais importante delas é o uso do cinto de segurança. Usar o airbag sem cinto é um grave erro, pois a proporção da abertura do airbag é calculada levando em conta, justamente, o trabalho do cinto de segurança.

Estudo realizado pela Fundación Mapfre, instituição patrocinada por uma das maiores seguradoras do mundo, por meio de seu Instituto de Segurança Viária, na Espanha, demonstra que, em alguns casos, o disparo do airbag pode provocar lesões. Isso acontece, principalmente, porque os condutores mantêm uma distância inadequada em relação ao volante: 26% se situam a menos de 42,5 centímetros (distância olhos ao centro de volante), quando o recomendado, em média, são 45 centímetros.

Foi o que aconteceu com uma adolescente dos EUA. Ela teve a superfície do olho atingida pelo nylon do airbag que acabou imprimindo um padrão em seu olho direito (A na foto abaixo) e rasgou a superfície do esquerdo (B). Os médicos examinaram os ferimentos usando um corante fluorescente que mostra os arranhões na córnea sob luz azul.

Os ferimentos da garota foram curados depois de algumas semanas, e sua visão não foi prejudicada. Mas em casos raros e infelizes, a retina pode descolar e o paciente pode ficar cego.

A maior parte dos ferimentos nos olhos causados por airbags são menos graves, e as consequências em não usá-los podem ser piores: segundo pesquisas, o uso combinado do airbag e do cinto de segurança reduz o risco de morte em mais de 50%.

Além disso, diversos estudos e pesquisas estão sendo realizados como objetivo mudar a maneira que os airbags são implantados para reduzir os traumas oculares decorrentes de sua abertura.



(Fonte: New England Journal of Medicine)

A Copa do Mundo para cego 'ver'

Que bonito é

As bandeiras tremulando

A torcida delirando

Vendo a rede balançar

Esta adaptação feita na letra de “Na cadência do samba”, de Luis Bandeira, transformou a música em uma espécie de hino do futebol nacional. E, com o auxílio da audiosdescrição, um grupo de cegos consegue, finalmente, ter estas mesmas sensações. Eles acompanham o jogo como se estivessem vendo cada lance, cada drible e colocam as mãos na cabeça por um gol perdido como qualquer outra pessoas. Sem conseguir ver, a experiência de presenciar um jogo é resultado de pura emoção ao ponto de poder até mesmo acompanhar o momento de levantar para fazer a já tradicional ola.

Os portadores de deficiência visual simplesmente são excluídos de grande parte da produção cultural, por falta de um recurso simples que lhes daria acesso a essas criações por meio da narração das imagens, a chamada audiodescrição.

Porém, graças a um projeto da ONG Urece Esporte, nesta Copa do Mundo uma narração especialmente preparada para um grupo de deficientes visuais conta, a cada segundo por meio de um transmissor de rádio, tudo que está acontecendo no campo e nas arquibancadas. Eles são os olhos de cegos que, enfim, começam a poder frequentar um estádio de futebol.

Gabriel Mayr e Eduardo Butter são dois dos narradores voluntários que contam, dentro do Maracanã, cada um dos lances. Suas palavras são transmitidas por uma frequência de rádio e basta os cegos sintonizarem na estação correta e podem estar em qualquer lugar do estádio, inclusive no meio de uma barulhenta torcida equatoriana.

Uma primeira impressão poderia levar uma pessoa a pensar que não existe motivo para uma narração especial, já que locutores de rádios tradicionais fazem justamente o mesmo trabalho, contando a quem não está vendo o jogo cada lance e transportando o ouvindo para dentro da partida.

Mas os envolvidos com o projeto e mesmo os cegos alertam que não é a narração tradicional que os serve. No fundo, ela deixa de lado questões e descrições fundamentais de um jogo.

A explicação é simples: quem escuta um locutor já foi alguma vez na vida a um estádio ou pelo menos viu os lances pela televisão. No caso dos cegos, eles não tem qualquer referência e tudo precisa ser explicado, do movimento da bola, ao material usado nas camisetas, do banco de reservas a uma eventual ola da torcida.

“Não podemos gritar gol como um narrador por vários segundos”, explicou Mayr, que foi treinado por meses para fazer a audiodescrição. “O que temos de explicar naquele momento é justamente como foi o lance, para onde o artilheiro correu, quem ele abraçou, como está a reação da torcida”, disse Butter.

Essa não é a única diferença. Ao contrário de uma rádio tradicional, os narradores não podem dizer que um drible foi “lindo” e nem qualificar o jogo. “Isso compete a cada um que está escutando. Não podemos fazer juízo de opinião”, disse Mayr.

Até a ola é narrada. “Quando os cegos escutam o barulho da torcida, não sabem se é uma briga. Então temos de dizer que a ola está sendo feita e onde está indo”, explicou Butter. O narrador conta como foi surpreendido em uma ocasião quando se deu conta que os cegos imaginavam que o banco de reservas era um banco de madeira e reto. “Eles não imaginavam que era uma poltrona”.

Entre os cegos, a surpresa diante do novo serviço foi a disparidade entre o que as rádios colocam como a emoção do jogo e de fato o que os narradores estão explicando. “Alguns deles nos vieram dizer que, quando colocavam na rádio para escutar Bélgica x Rússia, a impressão era de que seria um jogo emocionante. Quando mudavam de frequência e nos escutavam, tinham a impressão de que o jogo estava ruim. Tentamos ser mais fieis ao que está acontecendo em campo”, explicou Mayr.

Os coordenadores do projeto admitem que tentam equilibrar o que é emoção e o que é a narração isenta de comentários. Entre os narradores, a satisfação é enorme quando eles conseguem ver que os cegos levantaram as mãos ao mesmo tempo que o resto da torcida. “Isso significa que eles podem acompanhar os lances como qualquer um no estádio e isso é muito especial”, declarou Butter.



(Fonte: Jamil Chade/Blog Estadão)

Julho: crianças de férias, atenção redobrada

Durante o mês de julho, a grande maioria das crianças entra de férias o que significa um aumento do tempo livre para brincar. E mais tempo livre para brincar também pode significar imprevistos sérios, como queimaduras, choques ou cortes. Além, é claro, dos riscos com a visão.

Uma das freqüentes causas de baixa visão ou cegueira no mundo são os acidentes envolvendo os olhos. As crianças não estão fora desta ameaça já que a falta de coordenação motora e a curiosidade oferecem risco ao manipular objetos e materiais perigosos.

Além dos já conhecidos cuidados para não contrair a conjuntivite (lavar as mão antes de entrar em contato com os olhos, manter distância de grandes multidões, etc), deve-se evitar piscinas com muito cloro. Crianças alérgicas a essa substância são as mais afetadas, por isso é recomendável o uso de óculos para natação. A exposição em excesso ao sol também é prejudicial à saúde ocular, pois os raios solares podem queimar as córneas e levar os olhos a um quadro de ceratire actínica (vermelhidão, lacrimejamento, fotofobia). Então, é bastante recomendável usar protetor solar, óculos escuros com proteção UVA e UVB, bonés ou chapéus, evitando, assim, os raios nocivos que danificam a pele e também os olhos.

No caso de férias na praia, além das dicas acima, é preciso manter as crianças afastadas de lugares onde estão surfando com pranchas - principalmente as pontiagudas.

Quem não sai de casa, acaba passando mais tempo frente à televisão e ao computador. Este tempo precisa ser controlado. Especialistas recomendam uma pausa para descanso de dez minutos a cada duas horas de uso desses aparelhos. Olhar para um ponto distante, por exemplo, ajuda a aliviar a acomodação.

Os ferimentos com objetos pérfuro-cortantes, como tesoura, lápis e faca são os principais incidentes e, nestes casos, é preciso procurar imediatamente a emergência. Mas se forem ferimentos causados por produtos de limpeza, o indicado é lavar logo com água corrente e, então, procurar a emergência, de preferência levando o frasco do produto. Caso algum corpo estranho ou objeto fique preso ao olho, os responsáveis não devem tentar removê-los ou usar qualquer tipo de substância, mesmo que seja colírio, para tentar melhorar. É importante procurar um médico.

Em casa, na praia ou no campo, os pais também precisam ficar atentos aos pequenos que já usam óculos. Por conta do espírito de férias, muitas crianças acabam deixando de usar seus óculos de grau, por acreditarem, erroneamente, que o mesmo só vale para a escola. Neste particular, os míopes devem evitar brincadeiras ou esportes que possam causar descolamento na retina ou outros traumas oculares. Se não der pra resistir, as armações de silicone para óculos vão ajudar.



(Fonte: Oftalmopediatria)

Células-tronco no tratamento da cegueira

célulasAs células estaminais são as células mestras do corpo humanoAs células estaminais são as células mestras do corpo humano. Elas são retiradas de embriões com poucos dias de idade e podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo do adulto.

As células-tronco embrionárias também são cotadas como terapia potencial para a cura da degeneração macular relacionada à idade. Em 2011, a empresa americana Advanced Cell Technology, empresa de biotecnologia especializada em terapias celulares, já tinha recebido autorização da Food and Drug Administration (FDA), o órgão de vigilância sanitária dos Estados Unidos, para realizar testes clínicos com células epiteliais pigmentares da retina derivadas de estruturas embrionárias humanas.

O tratamento com células-tronco, entretanto, está sendo desenvolvido como uma forma de prevenir a cegueira em pessoas com estágios iniciais de degeneração macular, mas não é um tratamento para a cegueira.

Principal causa de deficiência visual e de cegueira em todo o mundo, a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) tem duas formas predominantes: seca e úmida. A primeira é a mais comum, respondendo por quase 90% dos casos. A doença destrói gradualmente a visão central, necessária para visualizar objetos de forma clara e executar tarefas cotidianas, como ler e dirigir. O avanço ocorre com a morte do epitélio pigmentar da retina, camada escura que alimenta as células do olho.

Para garantir a segurança deste tratamento em humanos, o estudo incluiu pacientes com doença muito avançada, que tenham pouco a perder, caso o tratamento não funcione.



(Fonte: WebMD)

A "beleza mais bela", uma preferência estética particular

Segundo o poeta paulista Ivan Teorilang, “a beleza mais bela, nunca é percebida pelo pobre de espírito, pois este é totalmente cego àquilo que se lhe apresenta à três dedos antes dos próprios olhos”.

Mas qual seria esta "beleza mais bela" que o poeta busca? Inúmeros pesquisadores já tentaram destacar as características que tornam um rosto bonito: olhos grandes, lábios carnudos, traços harmoniosos, etc. Como vimos neste estudo, feito pela Universidade de Oslo, na Noruega, o conceito de beleza está no cérebro de quem vê. Ou será que estaria, simplesmente, numa questão cultural?

Esta foi a pergunta que motivou a jornalista norte-americana Esther Honig a criar um projeto bastante interessante, o Before & After (Antes & Depois).

Tudo começou quando Esther estava trabalhando como gerente de mídia social para uma pequena empresa. Nessa época, seu chefe lhe apresentou um site internacional de freelancers em que é possível contratar profissionais de todo o mundo para executar praticamente qualquer tarefa que se possa imaginar.

Enquanto navegava no site, Esther percebeu a prevalência daqueles oferecendo habilidades de Photoshop. "Imediatamente me ocorreu que, neste conjunto de trabalhadores, cada indivíduo tinha uma preferência estética particular da sua própria cultura", disse Honig ao site BuzzFeed.

Foi quando surgiu a ideia do projeto e, para colocá-lo em prática, a jornalista enviou uma fotografia dela mesma inalterada (e de cara limpa) para mais de 40 especialistas em Photoshop em cerca de 25 países, juntamente com uma simples mensagem: “Me deixe bonita”.

Esther contou que ficou em choque com os padrões exagerados vistos nas imagens que correspondiam a alguns países, percebendo o quão drasticamente algumas das fotografias foram alteradas: "O que eu aprendi com o projeto é isso: o Photoshop pode nos permitir alcançar os nossos padrões inatingíveis de beleza, mas, quando comparamos essas normas à escala mundial, conseguir o ideal continua a ser ainda mais ilusório”, disse.

Para conferir as imagens de Esther alteradas pelos usuários de Photoshop de vários países, basta clicar neste link ou acessar o site do projeto. Vale lembrar que algumas nações têm várias imagens de diferentes artistas.



(Fonte: Megacurioso)

Olhar e escutar. Parece simples, mas não é

Ver um filme parece ser a coisa mais simples que nosso cérebro pode realizar. Mas as aparências enganam.

Segundo um novo estudo da Universidade Johns Hopkins, o cérebro humano se esforça para olhar e escutar simultaneamente.

Isso porque as partes do cérebro que lidam com a visão tornam-se menos eficazes quando a mente também está processando a entrada de áudio, e vice-versa.

O dr. Steven Yantis, psicólogo que coordenou a pesquisa, isso explica porque falar em um telefone celular pode prejudicar a performance de condução em um veículo, mesmo quando o motorista está usando um dispositivo que deixe as mãos livres, como o sistema viva-voz.

No estudo, pessoas com idade entre 19 a 35 anos assistiram a uma exibição rápida de mudança de letras e números enquanto ouviam três vozes falando outras letras e números. Pode parecer uma bagunça, mas era isso que os pesquisadores queriam.

Os cientistas gravaram a atividade cerebral durante os testes e constataram que, quando os indivíduos prestavam atenção à telas, a atividade diminuiu em partes do seu cérebro responsáveis pela audição.

A pesquisa rendeu, ainda, uma surpresa:

Quando um sujeito foi orientado a desviar a atenção da visão à audição, o córtex parietal do cérebro e o córtex pré-frontal produziram uma explosão de atividade. Os cientistas acreditam que este foi um tipo de sinal para iniciar a mudança de atenção. Especialistas imaginavam que estas partes do cérebro só estavam envolvidas no processamento de informação visual.

"Ao avançar na compreensão da conexão entre mente, cérebro e comportamento, a pesquisa pode ajudar no desenho de dispositivos complexos - como cockpits dos aviões de passageiros - e pode ajudar no diagnóstico e tratamento de distúrbios neurológicos, como ADHD ou esquizofrenia", disse Yantis.

Neste caso, a reação do cérebro é diferente do efeito atencional rubbernecking, que é quando o cérebro sugere que olhemos para frente, mas as emoções nos fazem olhar para o acidente no lado da estrada.

Este novo estudo vem se juntar a outros que já foram realizados alertando para o risco de se atender o celular enquanto se dirige, ressaltando não somente o abandono de uma das mãos, que influi na limitação motora do condutor, mas também pela perda de atenção no trânsito.

Alguns países têm restringido o uso do aparelho celular no trânsito visando a direção com segurança, cuidadosa e hábil, não tendo nenhuma ferramenta que desvie a atenção do condutor e permita a execução de manobras que não ocasionem colisões. Por exemplo, Austrália, Espanha, Portugal, Itália, Chile, Suíça, Israel, Grã-Bretanha, Dinamarca, Polônia, Hong Kong e o Brasil, têm elaborado normas ou leis proibindo o uso de celulares no trânsito.

Nos EUA, a polícia acredita que 30% das batidas são causadas por distrações dos motoristas que incluem dispositivos de comunicação móveis. Na Inglaterra, o governo está quase aprovando uma lei para banir a utilização do celular no trânsito, sem fone ou viva-voz. A Suíça e a Argentina, que ainda permitem o uso do aparelho de viva-voz, já estão pensando em proibi-lo. No caso do primeiro, é consequência da lei britânica que também está sendo debatida em outros países da Europa, no caso do segundo, a questão é que a legislação não menciona o aparelho viva-voz, por se tratar de tecnologia mais recente.



(Fontes: Revista Neuroscience & Associação Brasileira de Educação no Trânsito)

 

Cachorro cego chora ao ver os donos pela primeira vez

Esta é uma daquelas histórias emocionantes que parecem ter saídas de um filme porém, melhor que isso, trata-se de um fato verídico.

E que aconteceu com o Terrier irlandês Duffy.

Ele tinha diabetes, e, por isso, ficou cego. Logo após perder a visão, Duffy foi abandonado. A cota de tragédias do cãozinho acaba aqui.

Felizmente, ele foi adotado por uma família generosa, que cuidou dele com muito amor e carinho, proporcionando ao animal uma nova vida. Tão nova que, recentemente, Duffy passou por uma cirurgia que lhe devolveu a possibilidade de enxergar. E sua primeira reação foi... chorar!

Filmado no momento em que conseguiu enxergar sua família pela primeira vez, Duffy não conseguiu conter sua emoção e começou a dar saltos ao reconhecer seus proprietários, que também se mostram entusiasmados com a felicidade do animal.

Ainda com o cone protetor, para não machucar o olho operado, Duffy fez questão de ir a um por um dos seus "familiares" para agradecer a dedicação e acaba sendo recompensado pela operação com abraços e biscoitos.

Confira abaixo o emocionante vídeo que está fazendo muito sucesso no YouTube:

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(Fonte: Veja)

Software detecta doenças genéticas raras a partir de fotografias

Se imaginarmos os genes como um arquivo de texto contendo o manual de instruções para o crescimento celular suas funções, as anormalidades no DNA seriam como erros de digitação. Ou seja, estas anormalidades forneceriam o conjunto errado de instruções, levando a um crescimento das células defeituosas. Em qualquer pessoa, se houver um erro de um gene, este mesmo erro aparecerá em todas as células que contêm o mesmo gene.

Muitas doenças genéticas são conhecidas, mas impossíveis de serem detectadas, já que as variações genéticas que fazem com que elas ocorram ainda não foram identificadas. Assim, muitos médicos frequentemente usam características faciais pronunciadas para fazer diagnóstico, já que até 40% dessas doenças raras dão origem a diferenças distintas na aparência.

Por ser um método aberto à subjetividade, poucos médicos adotam esta forma de análise e, pensando nisso, Christoffer Nellåker e Andrew Zisserman, cientistas da Universidade de Oxford que trabalham no campo da visão computacional, desenvolveram um algoritmo que aprende e é capaz de reconhecer uma grande variedade de doenças genéticas raras a partir de fotografias simples digitais, segundo a New Scientist.

Inicialmente alimentado com 1.363 imagens públicas de pessoas com oito doenças genéticas - incluindo síndrome de Down, síndrome do X frágil e progeria – o algoritmo detectou 36 características faciais distintas, tais como as formas dos olhos, sobrancelhas, lábios e narizes, e que podem ser usadas para diferenciar as doenças.

A precisão do software aumenta com o número de fotos de um transtorno específico. Para as oito doenças apontadas no treinamento, por exemplo, cada um dos transtornos foi representado entre 100 e 283 imagens. Em média, isso resultou em 93 por cento de acerto nas previsões.

A equipe, então, expandiu o software para reconhecer 90 transtornos. Não se pode dar um diagnóstico exato ainda, mas com base nos 2.754 rostos do banco de dados, os pesquisadores estimam que o sistema permite que alguém faça um diagnóstico correto quase 30 vezes mais do que por acaso. Por exemplo, depois de olhar para fotos do ex-presidente dos EUA Abraham Lincoln, o software classificou a síndrome de Marfan - uma doença que alguns historiadores acreditam que ele tinha.

Para tornar o sistema ainda mais poderoso, Nellåker e seus colegas esperam treinar o algoritmo para analisar rostos de perfil, bem como fotos frontais mais complexas. Outro objetivo consiste em acoplar o software com programas que analisam o DNA para mutações distintas, de modo que as características faciais e genéticas de qualquer nova desordem identificada possa ser explorada simultaneamente.

Além de ser muito valioso em países onde recursos médicos são escassos, o software deve ajudar também os médicos de família ou pediatras gerais a fazerem um diagnóstico preliminar com mais precisão do que atualmente. "A ideia é oferecê-lo aos sistemas de saúde de todo o mundo, porque tudo que precisa é um computador e uma foto digital", diz Nellåker.



(Fontes: New Scientist & eLife) 

Fora de foco: em Moçambique, saúde visual é uma "gota no oceano"

Moçambique, oficialmente República de Moçambique, é um país localizado no sudeste da África, banhado pelo Oceano Índico, sua capital e maior cidade é Maputo (chamada de Lourenço Marques durante o domínio português).

Com mais de 24 milhões de habitantes, Moçambique possui apenas 24 oftalmologistas - dos quais 16 estrangeiros - e 11 optometristas. Esta realidade prova que o grosso da população ainda não tem acesso aos cuidados de saúde visual por causa da insuficiência de infraestruturas e de recursos humanos.

Segundo Alexandre Manguele, ministro da Saúde, “o número de oftalmologistas que o país tem ainda é uma gota no oceano, temos muito trabalho no campo de saúde visual, como no setor da Saúde no geral. Temos um médico para 20 mil habitantes e um enfermeiro para cinco mil habitantes”.

O governante, que falou na abertura da Conferência Internacional de Optometria, realizada este mês em Maputo, disse que a visão é indispensável para o ser humano e a sua perda ou deficiência limita ou anula a capacidade de geração de recursos econômicos essenciais para a sobrevivência.

Dos 11 optometristas - todos formados pela Universidade de Lúrio, pioneira na Licenciatura visual nos PALOP, em 2009 - cinco já trabalham no Serviço Nacional de Saúde e os restantes seis aguardam pela sua integração.

Conforme já tratamos neste artigo, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 500 mil crianças fiquem cegas todos os anos. A notícia se torna ainda mais dramática quando se sabe que a maioria delas perde a visão ainda no primeiro ano de vida.

Para Cecil Nwafor, presidente do Conselho Africano de Optometria, 80 por cento dos 235 milhões de deficientes visuais, das quais 39 milhões são cegas, de acordo com dados da OMS, podiam não sofrer de problemas de visão se a doença fosse sido diagnosticada antecipadamente.

Moçambique é dotado de ricos e extensos recursos naturais. A economia do país é baseada principalmente na agricultura, mas o setor industrial, principalmente na fabricação de alimentos, bebidas, produtos químicos, alumínio e petróleo, está em franca expansão.

No entanto, as taxas de PIB per capita, índice de desenvolvimento humano (IDH), desigualdade de renda e expectativa de vida de Moçambique ainda estão entre as piores do planeta.



 (Fonte: Jornal A verdade)

Cólica, TPM, cabelo, corpo e... o inverno também!

A já conhecida página do Facebook “Gina indelicada” postou uma mensagem sobre a facilidade de ser mulher: “tirando cólica, TPM, menstruação, problemas com o cabelo, corpo, autoestima, etc., ser mulher é maravilhoso”.

Pois então, mulherada, aqui vai mais uma para a lista: o inverno. Segundo pesquisadores, a estação mais fria do ano envelhece a área dos olhos femininos. Tá bom ou quer mais?

Um estudo clínico promovido pela Adonia Organics, realizado durante os ensaios clínicos no AMA Laboratories, em Nova York (EUA), analisou os olhos de 5 mil mulheres ao longo das diferentes estações do ano e descobriu que as bolsas sob os olhos eram significativamente mais escuras durante os meses mais frios.

A pesquisa, chefiada pelo especialista em antienvelhecimento, Dr. Mark Binette, concluiu que o processo de envelhecimento é causado pela falta de luz solar, que deixa a pele mais pálida e realça a área ao redor dos olhos. Isso é agravado pelo menor nível de vitamina D em nosso corpo durante o inverno, já que ela é gerada a partir da luz solar.

Uma vez que alguém tem olheiras, é difícil revertê-las. A falta de vitaminas D e K favorecem o aparecimento das temíveis marcas sob os olhos. Elas podem aumentar a aparência de uma mulher em 4,7 anos. Depois dos 40 anos a situação piora, pois as olheiras pode envelhecer a aparência em mais de 10%.

O estudo foi realizado com mulheres de idades entre 27 e 60 anos e os resultados foram consistentes em todas as faixas etárias: 82% sofriam de olheiras e olhos inchados no inverno, ao contrário de apenas 38% no verão.

As olheiras são um dos problemas de pele mais comuns, e muitas vezes são causadas por minúsculos capilares que tem vazamentos de sangue abaixo da superfície da pele. Como o sangue começa a oxidar, ele se transforma em uma cor azul escura semelhante a um hematoma.

A pele fina sob os olhos permite o aparecimento das olheiras e a aparência de inchaço. Isso se torna mais evidente no inverno, quando a pele se torna mais transparente. Os pesquisadores descobriram que as mulheres recuperam sua aparência jovial no verão, quando as olheiras são mais fáceis de esconder, pois a pele está bronzeada e menos cansada.

Além disso, durante o verão, temos maiores níveis de serotonina, o que melhora até mesmo o nosso humor. Quando a luz solar é escassa, os níveis de serotonina caem e não temos tanta energia e nem tão bons sentimentos. Isso sem falar na TPM...


(Fonte: The Telegraph)

Porque usar óculos de sol é bom, mesmo no inverno

Quando uma pessoa faz cirurgia de catarata, os olhos ficam muito sensíveis à luz e, por isso, recomendam ao paciente usar um par de óculos escuros de prescrição. Por ser de uso temporário, muitos compram óculos mais baratos. Porém, quando o paciente se depara com óculos de sol de boa qualidade a diferença é tão gritante que passa a usá-lo em todo o lugar, o tempo inteiro. E isso acontece com todo mundo que acha que óculos de sol barato não faz diferença. Faz sim.

Faz diferença também chamar óculos escuros de “óculos de sol”. Esta última passa a errônea noção de que este tipo de óculos só deve ser usado em dias de sol. Ledo engano. Primeiro, porque o termo técnico usado tanto para óculos de grau quanto para óculos de sol é “óculos de prescrição”, já que tanto um como outro são usados para atender uma necessidade específica dos olhos.

Para desmistificar um pouco os óculos escuros, Saúde Visual preparou uma lista com 11 itens sobre o assunto. Confira:

  1. Um óculos escuros é um ótimo presente para amigos e familiares que querem ou precisam de um óculos extra, além do de grau. Óculos escuros podem ter grau também, para os casos de quem precisa de uso contínuo.
  2. Óculos escuros também podem ter reserva, assim como os de grau. Quantas vezes você, seus amigos ou familiares esqueceram-se de levar os óculos de sol?
  3. Nos casos de óculos escuros sem grau, quem tem casa de praia pode manter uns na casa de praia para os visitantes mais esquecidos, por exemplo. Não fazemos isso com chapéus, bonés e guarda-sóis?
  4. Quem fica transitando de lugares claros para lugares escuros, não pode prescindir de óculos escuros, mesmo que esta transição da escuridão para a luz seja para levar o lixo para fora ou o cachorro para fazer xixi.
  5. Como não dá para ter múltiplos pares de óculos escuros com lentes amarelas, lentes azuis, marrons, fotocromáticas, lentes polarizadas, etc., a alternativa é usar filtros de lente. Em dias nublados, funciona muito bem uma lente marrom. Na praia, fica melhor uma lente polarizada. A alternativa, então, é usar filtros de lente que não são caros e funcionam muito bem.
  6. Óculos escuros com envoltórios laterais funcionam em todas as diversas condições climáticas, já que seu efeito protege os olhos dos efeitos do vento e poeira mais do que apenas um par de óculos de sol regulares. Isso vale para quem dirige carro conversível também. Acontece que muitas pessoas até querem usar óculos com envoltórios, mas a falta de visão lateral pode enlouquecê-los. Mas isso também tem solução, com óculos que funcionam com encaixe e podem ser removidos.
  7. Crianças na praia sem óculos de sol? Isso não existe mais! Muitas crianças e pré-adolescentes devem usar óculos escuros, com ou sem lentes de prescrição. Os pais, inclusive, podem obter um par para si e outro semelhante para os filhos.
  8. Especialistas afirmam que usar óculos escuros com prescrição filtra o excesso de luz azul. Isso funciona quando se utiliza um computador antes de ir para a cama para ajudar com os níveis de melatonina, já que a luz azul pode afetar nossa capacidade de dormir.
  9. Não cola comprar óculos escuros barato porque perdeu um bom. Óculos baratos, ainda que escuros, podem causar problemas de visão e, como não são feitos de materiais de qualidade, tornam-se também ecologicamente incorretos.
  10. Aliás, a saúde dos olhos é o principal motivo para se investir em óculos de sol. Eles são ótimos para olho seco e alergias oculares. Com a chegada do inverno tanto o olho seco quanto as alergias aumentam de incidência e os óculos escuros, mesmo nestes dias frios, oferecem a máxima proteção contra os elementos alergênicos e contra o olho seco. Além disso, mesmo em meio à estação mais fria do ano, a radiação solar continuará incidindo sobre nós. E do mesmo modo que a radiação ultravioleta (UV) pode causar danos à pele humana, ela também pode ocasionar ou intensificar problemas e doenças nos olhos.
  11. Mas, se apelar para a saúde dos olhos ainda não basta, aqui vai um último bom motivo para se usar óculos escuros em todas as estações: eles estão sempre na moda. Tanto que todas as grandes marcas estão sempre investindo em novidades em armações para o gênero.

#Fica a dica, então. Ou melhor, as dicas.


(Fonte: Eyecessorize)

Visual Snow, uma neve que não cabe em contos de fadas

Frozen : Uma Aventura Congelante, 53º filme de animação musical estadunidense produzido pela Walt Disney Animation Studios, já entrou para a lista de filmes com bilheteria bilionária, ganhou o Oscar de melhor animação de 2013 e se tornou o longa animado de maior bilheteria da história.

Vagamente inspirado no conto de fadas A Rainha da Neve, de Hans Christian Andersen, o filme narra as desventuras de Anna e sua irmã, Elsa, que nasceu com a capacidade mágica de criar gelo e neve (clique na imagem para ver o efeito).

Mas existe um tipo de neve que não está ligado nem ao fenômeno metereológico nem aos contos de fadas. Trata-se da “neve visual” (visual snow) cuja fisiopatologia ainda não foi estabelecida. Em termos leigos, porém, podemos afirmar que os portadores dessa “sensação visual” são indivíduos cujos cérebros apresentam hiper-reatividade cortical.

Dentre os sintomas, o principal é a visualização de imagens como estática de aparelho de TV – os populares “chuviscos” -, principalmente quando se olha para superfícies escuras ou ambientes com pouca luminosidade. Outro sintoma característico é a palinopsia, que consiste na visão do contorno de um objeto por algum tempo após se ter desviado o olhar do mesmo.

A neve visual vem sendo discutida cada vez mais, provavelmente devido a um aumento rápido e importante da sua incidência na população. Uma investigação clinica primária pode ajudar pesquisadores a entender a fisiopatologia da sensação visual incomum e principalmente encontrar um meio de neutralizar este sintoma que pode reduzir drasticamente a qualidade de vida do individuo portador.

O processamento visual se dá no encéfalo. Os olhos recebem a informação fotoquímica e o nervo óptico faz a conexão com os centros visuais no cérebro. A percepção visual normalmente é seletiva e envolve omissão: imagens menos importantes - ou que causam confusão - são “ignoradas” pela “mente que vê”, ou seja, a região em que é processada a informação visual.

A seletividade da percepção depende de processos cognitivos cerebrais e estaria alterada, por exemplo, em disfunções bioquímicas do cérebro.

A dopamina, assim como a adrenalina, é um dos transmissores que ajudam a fazer a “sintonia fina” dos níveis de atividade neural. Portanto, o TDAH ou DDA (déficit de atenção com hiperatividade), assim como a depressão, síndrome do pânico, e TAG ou transtorno da ansiedade generalizada, não são raros em indivíduos que se queixam de “neve visual”. Outras comorbidades possíveis (esperadas) no caso da conexão simpática (Sistema Nervoso Autônomo) ser uma das vias fisiopatológicas da “neve visual”.

A “neve visual” parece ser mais comum em pessoas que são extremamente observadoras e hiper-reativas. Nelas também é mais frequente a percepção de fenômenos entópticos. Poderia ser avaliada então como uma variação da percepção visual normal. Mas é imprescindível que exames complementares sejam realizados para excluir causas orgânicas secundárias, como efeitos colaterais de alguns medicamentos, uso de drogas ilícitas, ou ainda neoplasia encefálica, doença desmielinizante e outras patologias neurológicas.

Descartada a causa orgânica, que uma vez tratada faria cessar a “alucinação”, uma possibilidade de lidar com o sintoma visual seria a habituação, um fenômeno fisiológico. A utilização dessa técnica foi sugerida e tem sido utilizada em indivíduos portadores de zumbido, como forma de minimizar o seu desconforto.

Assim como existe a readaptação vestibular na vertigem, pode-se buscar a readaptação processual visual em relação às sensações visuais incomuns, como no caso da “neve visual”. A ideia seria, através de estímulos visuais repetitivos, provocar a habituação (das vias responsáveis pela percepção visual) aos fenômenos entópticos e sensações visuais incomuns.

Essa sugestão parece interessante e deveria ser investigada por especialistas em reabilitação. Existem técnicas (hoje cada vez mais difundidas) utilizadas no tratamento da dislexia visual (síndrome de Irlen), que é uma disfuncionalidade do processamento visual. Assim como parece ser a síndrome da “neve visual”.

Neste site você pode fazer uma simulação dos sintomas da “neve visual”.



(Fonte: “Visual Perception: a clinical orientation” 2010, Schwartz S.,McGraw-Hill Publishing Co)

Todos mentem, inclusive estes óculos japoneses (claro)

O Japão está sempre nos presenteando com invenções inusitadas e pouco práticas, como as bolsas nas pálpebras, o oculolinctus e os óculos que obrigam seu usuário a piscar. E, claro, não pararam por aí.

Hirotaka Osawa é o cientista japonês responsável pela criação do AgencyGlass, um par de olhos digitais que podem expressar de alegria a raiva, ou mesmo fingir tédio.

Com o pretexto de que queria “construir um sistema capaz de executar comportamentos sociais para seres humanos”, Hirotaka desenvolveu um sistema que parece com duas pequenas telas de TV numa armação de óculos. Visando diminuir as demandas emocionais de seus usuários, o AgencyGlass faz os movimentos dos olhos para eles!

Até agora, parece brinquedo. Mas o protótipo vem equipado com telas de OLED — diodo orgânico que emite luz e atualmente a tecnologia mais avançada para a fabricação de telas. Dependendo dos movimentos da cabeça dos interlocutores, aparecem olhos que refletem várias emoções, seja de interesse, alegria, alívio ou aborrecimento.

Osawa, da reconhecida Universidade Científica de Tsukuba, considera muito pertinente a ideia de poder mentir com os olhos - por exemplo para pessoas que devem manter a calma diante de situações complicadas. Ele cita professores numa sala de aula ou tripulantes de aviões diante de passageiros irritantes. Além disso, ele defende, com estes óculos, é possível até dormir diante do computador, dando a impressão de que os olhos estão abertos.

Já sabemos que, conforme ensinou o Dr. House, todos mentem. Até nosso cérebro mente, complicando nossa visão, como vimos neste artigo. O problema é mentir usando um acessório que mais parece um daqueles monstros típicos de filme japonês.

Pensando bem, assim faz todo o sentido...



(Fonte: O Globo)

"Olhos nos olhos"? Só mesmo na música do bom e velho Chico...

“Olhos nos olhos,

Quero ver o que você faz...”


Este é o desafio lançado por Chico Buarque na canção “Olhos nos olhos”. Chico, assim como muita gente, parte do princípio que fazer um contato visual direto é uma forma eficaz de atrair um ouvinte, fazê-lo prestar a atenção nos seus argumentos e convencê-lo.

No entanto, uma nova pesquisa publicada na revista Psychological Science indica que isso não funciona em todas as situações. Pelo contrário, em certos casos pode tornar as pessoas mais resistentes à persuasão. Ou seja, Chico, é capaz da pessoa não fazer absolutamente nada!

Segundo um estudo realizado pelo professor Frances Chen, da Universidade da Colúmbia Britânica, no Canadá, apesar do muito conhecimento cultural sobre o poder do contato visual como uma ferramenta de influência, o contato visual direto torna ouvintes céticos menos propensos a mudar de opinião.

Chen e seus colegas usaram a tecnologia de rastreamento ocular nos experimentos realizados na Universidade de Freiburg, na Alemanha e descobriram que, quanto mais tempo os participantes gastavam olhando para os olhos do interlocutor enquanto assistiam a um vídeo, menos convencidos ficavam pelo argumento da pessoa. Ou seja, as atitudes dos participantes sobre diversos assuntos polêmicos mudaram menos se eles precisaram gastar mais tempo focando nos olhos do interlocutor.

Um segundo experimento, desta vez realizado por Julia Minson, coautora do estudo da Universidade de Harvard (EUA), confirmou que os participantes que foram orientados a olhar para os olhos do interlocutor exibiram menos mudança de atitude do que os participantes que foram orientados a olhar para a boca do falante. Quem olhou nos olhos do orador foi menos receptivo aos seus argumentos e menos aberto a interação com os defensores do ponto de vista oposto.

Minson comenta que as descobertas destacam o fato de que o contato ocular pode sinalizar diferentes tipos de mensagens, dependendo da situação. Embora possa ser um sinal de conexão ou de confiança em situações amigáveis, é mais provável que seja associado com dominância ou intimidação em situações adversas.

Passar mais tempo olhando para os olhos do falante só foi associado a uma maior receptividade quando os participantes já concordavam com a opinião do orador. Desta forma, saber analisar a situação a fim de decidir se devemos usar o contato visual pode nos ajudar muito a alcançar nossos objetivos nas interações cotidianas. Utilizar a velha demanda "olhe para mim quando estou falando com você!", pode ter consequências inesperadas: “se você é um político ou um pai, manter contato ocular pode ser um tiro pela culatra caso esteja tentando convencer alguém que tem crenças diferentes de você”, explica Minson.

Ou seja, '"olhos nos olhos" só funciona na canção mesmo.

O próximo passo da pesquisa é estudar se o contato visual pode estar associado a certos padrões de atividade cerebral, à liberação de hormônios do estresse e ao aumento da frequência cardíaca durante as tentativas de persuasão. “O contato visual é tão primitivo que provavelmente faz parte de um conjunto de alterações fisiológicas subconscientes”, conclui Chen.



(Fonte: ScienceDaily)

Diversão e arte para qualquer parte

O cinema brasileiro teve inicio na última década do século XIX, com a produção de um curta-metragem com imagens da Baia de Guanabara. De lá para cá, mesmo encontrando dificuldades em se estabelecer como indústria, o cinema nacional produziu cerca de 2 mil filmes e mais de 50 prêmios internacionais foram conquistados.

A revitalização do cinema nacional se deu no final da década de 90 em diante, promovida pela abertura política e a partir da criação da nova lei do Audiovisual, incentivando a produção de filmes consagrados como A Guerra de Canudos, de Sérgio Rezende e Central do Brasil, de Walter Salles, ganhador do Urso de Ouro no Festival de Berlim e do Globo de Ouro. A partir de então, o cinema brasileiro passou a ser um produto vantajoso, com a produção de filmes que mobilizam grande massa de espectadores, como Tropa de Elite 2, filme brasileiro que teve maior bilheteria em todos os tempos.

Neste embalo, a ANCINE (Agência Nacional do Cinema) e o BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul) anunciou a aprovação de investimentos em mais seis projetos de cinema e televisão no sistema de fluxo contínuo das Chamadas Públicas PRODAV/2012, PRODECINE 02/2012 e PRODECINE 04/2012, do Fundo Setorial do Audiovisual - FSA. Os valores aprovados totalizam R$ 5.826.673. A notícia só seria completa se alguma parte deste dinheiro fosse destinado a audiodescrição. Infelizmente, isso não acontece.

Sempre tratada como um benefício para deficientes visuais, o fato é que a audiodescrição é de suma importância para a inclusão de pessoas também com deficiência intelectual, além dos disléxicos e idosos.

Na chamada PRODECINE 02/2012 - Linha C, na qual distribuidoras demandam recursos para investir na aquisição de direitos de exploração comercial de filmes de longa-metragem, a Europa Filmes teve aprovado o valor de R$ 3 milhões a ser investido na produção de A noite dos zumbis da 8ª série, animação infanto-juvenil da produtora Neoplastique Entretenimento. A Califórnia Filmes recebeu R$ 700.000 para o projeto Cataguases, drama com direção de José Luiz Villamarim, e a Vitrine Filmes teve R$ 398 mil para investir na produção do suspense Quando eu era vivo, de Marco Dutra, com Antônio Fagundes, Marat Descartes e Sandy no elenco.

A linha A - PRODECINE 04 é uma linha de complementação de recursos, voltada para projetos que já tenham captado um mínimo de 40% dos recursos orçados para produção. Os novos investimentos foram feitos na animação Bugigangue no Espaço, realizada em 3D e voltada para o público infanto-juvenil da 44 Toons Produções, com distribuição pela Imagem Filmes, que recebeu R$ 930 mil, e na cinebiografia musical que conta a história de Renato Russo Somos tão jovens, em distribuição conjunta pela Imagem e Fox contemplada com pouco mais de R$ 190 mil.

Finalizando a lista, a Linha B - Prodav, voltada para a produção independente destinada a TV, a República Pureza Filmes obteve investimento de pouco mais de R$ 600 mil para a série As grandes entrevistas do Pasquim, a ser exibida no Canal Brasil.

Segundo o Blog da Audiodescrição, com uma fração menor que 1% do valor investido pela Ancine, todos esses filmes poderiam ser produzidos com audiodescrição e legendas.

A gente não quer só dinheiro, a gente quer inteiro e não pela metade...


(Fontes: Ancine e Blog da Audiodescrição. Citação: música “Comida”, dos Titãs)

Spelunker: enxergando mesmo no escuro total

Espeleologia é a ciência que estuda as cavidades naturais e outros fenômenos cársticos. Sendo assim, de maneira geral, espeleólogo é o estudioso de grutas e cavernas. O tipo de ilusão batizada de “spelunker”, vem da referência à escuridão total do fundo das cavernas. Local onde, com sabemos, o olho não capta informação visual já que ele precisa da luz para processar aquilo que chamamos “visão”.

E o que é, exatamente, a ilusão spelunker? É uma ilusão na qual as pessoas pensam que podem ver suas próprias mãos em movimento, mesmo na ausência total de luz.

Descrita por cientistas das Universidades de Vanderbilt e de Rochester, ambas nos EUA, em artigo publicado na revista Psychological Science, a ilusão spelunker foi estudada através de cinco experimentos com 129 participantes, que relataram suas sensações visuais na escuridão total.

Em quatro experimentos, os participantes usaram uma venda nos olhos para bloquear toda a luz. Um subconjunto desses participantes afirmou ter visto movimentos quando acenaram sua própria mão na frente de seu rosto, mas não quando um experimentador acenou com a sua mão.

Mas como os pesquisadores sabiam que os participantes realmente que viram suas mãos?

Acontece que eles, pesquisadores, desconfiavam que a spelunker fosse criada por uma intensa conectividade entre regiões cerebrais. Sendo assim, incluíram participantes com uma forma de sinestesia que aumenta a conectividade do cérebro entre letras, números e cores (ou seja, eles veem certas letras e números como tendo determinadas cores).

Este participantes tinham reações visuais mais fortes para suas próprias mãos se movendo na escuridão do que as outras pessoas.

No último experimento, enquanto os participantes faziam movimentos com a mão na escuridão completa, os pesquisadores usaram uma técnica de rastreamento ocular que revelou que, quanto mais vividamente um participante relatava ter visto o movimento de sua própria mão, mais suaves eram os movimentos dos seus olhos. Ou seja, seus olhos se comportavam como se eles realmente pudessem “ver” um alvo imaginário. Na realidade, o participante estava apenas antecipando a experiência visual de sua mão no espaço.

O estudo sugere que as pessoas com elevada conectividade entre os sentidos possuem uma maior consciência do seu corpo.

Isso serve para nos lembrar de que enxergamos com o cérebro, não pelos olhos. Por isso, os participantes realmente “viam” a imagem de sua mão, sem de fato terem-na visto com os próprios olhos.



(Fonte: ScientificAmerican)

Scribble, a caneta de 16 milhões de cores

Certamente que você lembra esta matéria mostrando que somos capazes de enxergar mais do que 16 milhões de cores – algo que parece muito, mas para nosso olho não é.

Para comprovar isso, Mark Barker e Robert Hoffman criaram a caneta Scribble (“rabisco”, em português) capaz de digitalizar qualquer cor e armazená-la através de um sensor de cor RGB de 16 bits que fica em seu interior.

O projeto não é novo: desde 2009 a ideia já vagueava pela internet através de um conceito criado pelo designer coreano Jinsu Park, a Magic Color Picker Pen, uma caneta que identificava a cor de qualquer objeto e permitia colocar essa cor na tinta que a caneta oferecia para escrever ou pintar.

Agora surge a Scribble e seus criadores garantem que ela é capaz de detectar qualquer cor que se posicione em frente ao seu sensor para, então, reproduzir a mesma cor em tinta no papel. É só segurar o dispositivo no objeto que a caneta analisa a cor e a reproduz, via Bluetooth ou micro USB, com ajuda de pequenos cartuchos recarregáveis. Essa mistura de cores, para chegar ao valor final, é feita internamente, num tinteiro embutido no corpo da caneta.

O dispositivo está equipado com um sensor de cor RGB de 16-bit e que permite que a cor capturada seja armazenada para quando for necessária, ficando sempre disponível ao utilizador. Para tanto, o dispositivo traz um cartão de memória de 1GB, capaz de armazenar as tais 100 mil cores diferentes.

A Scribble ainda não está disponível no mercado, mas seus criadores lançaram uma campanha no site de financiamento coletivo Kickstarter. A Scribble será vendida em duas versões: a Ink (com scanner) custa US$ 149, 50 (R$ 337), e a Styllus (somente armazena a cor), sai por US$ 79,95 (RS 180).



(Fonte: pplware)

Placas de sinalização tátil: informação para todos

Muitas vezes, a falta de sinalização faz com que as pessoas se percam pelos caminhos ou que não se localizem no interior de grandes espaços públicos, como fóruns. Sem sinalização, tudo se torna mais difícil, desde achar um banheiro, uma determinada sala ou se precaver de um acidente em um lugar em obras, por exemplo. A dificuldade pode ser ainda maior, se imaginarmos alguém cego ou com baixa visão, já que eles não têm como visualizar as placas de sinalização. Pensando nisso, Dan Abdul Soares Quinto, sócio proprietário da DAS Quinto Comunicação Visual e graduando na Faculdade de Engenharia de Produção, da Universidade Federal Fluminense (UFF), está desenvolvendo placas de sinalização tátil, escritas em Braille, para que pessoas com problemas de visão possam se localizar e obter informações sobre os locais a que se direcionam. O projeto contou com recursos do edital de Apoio à Inovação Tecnológica, da FAPERJ.

A ideia surgiu quando Dan visitou, há cerca de três anos, a feira internacional Reatech de Reabilitação, Inclusão e Esporte Adaptado, em São Paulo, dedicada a criar novas oportunidades de negócios, intercâmbio de experiências e disseminação de conhecimento sobre atendimento, reabilitação e inclusão de pessoas com deficiência. "Naquele momento, percebi que havia uma demanda para placas de sinalização tátil. Além disso, sempre tive interesse por projetos sociais e acredito que poder incluir em meu ramo de atividades um produto como esse, que, de alguma forma, impacte e possa causar uma transformação positiva na vida das pessoas, se torna um diferencial", conta.

Inicialmente, em uma produção experimental, foram produzidas placas de PVC com furos feitos à máquina, preenchidos com tarugos de metal, para proporcionar o alto-relevo do Braille. De acordo com Fernando Quinto, coordenador técnico da empresa, as pessoas com deficiência conseguiam entender, durante os testes, o que estava escrito, mas o material utilizado não era confortável para seus dedos. "Procuramos uma solução melhor e passamos a preencher os furos com pequenas esferas de metal, que podem também ser coloridas", complementa Fernando. Desta forma, além de ser mais agradável ao tato, como as bolinhas podem ter diversas cores, também é possível que as informações atraiam a atenção das pessoas que têm baixa visão.

As placas não contêm somente a versão em Braille. Todas as informações que traz são em alto-relevo, desde as palavras à figura do bonequinho que nos permite reconhecer se o banheiro é masculino ou feminino. "Pensamos nisso porque nem todo mundo sabe reconhecer o sistema de leitura em Braille. Imagina alguém que perdeu a visão há pouco tempo ou que aos poucos vem enxergando cada vez menos. Essas pessoas provavelmente ainda não aprenderam o Braille, mas, tateando letra por letra, reconheceriam, se estivesse escrito, por exemplo, sala de informática em uma placa em alto-relevo", explica o coordenador técnico.

Outro produto fabricado pela empresa, também com o apoio da FAPERJ, é o mapa direcional. Mais do que uma placa, ele indica para o portador de deficiência visual ou de baixa visão onde estão salas, banheiros e corredores. Ou seja, localiza todas as informações sobre aquele lugar.

Entretanto, como alguém que não enxerga pode achar uma placa de sinalização ou um mapa tátil? Na verdade, essa questão é resolvida por meio de pisos táteis, uma espécie de tapete em PVC ou em borracha, que indica se a pessoa pode seguir em frente, por exemplo. São os chamados pisos direcionais, reconhecidos por conter pequenos retângulos de pontas arredondadas em alto relevo; e os de advertência, informação ou perigo, identificados por suas pequenas bolas. "No momento em que pisam no tapete de advertência, os cegos ou aqueles que têm alguma deficiência visual sabem que é para procurar a sinalização", explica Fernando. Embora os pisos táteis não sejam fabricados na DAS Quinta Comunicação, são comercializados pela empresa.

Em função do trabalho realizado, que permite maior autonomia a pessoas com deficiência visual, Dan atualmente é um embaixador do movimento Choice, a maior rede de universitários engajados em negócios de impacto social do Brasil. Criada em 2011 para disseminar a discussão sobre o tema nas universidades, o movimento convida universitários, inovadores e empreendedores a participarem do grupo daqueles que pretendem mudar a forma de fazer negócios e contribuir para criar um país com iguais oportunidades para todos.



(Fonte: Agência FAPESP)

Declaração de Salamanca: 20 anos por uma educação para todos

Três declarações internacionais, formuladas por organismos pertencentes à ONU (Unesco e Oficina do Auto Comissariado de Direitos Humanos), representam importantes marcos legais para a educação inclusiva.

A primeira é a Declaração Universal de Direitos Humanos propalada em 1948 e que apontava para garantia dos direitos à liberdade, à igualdade e à dignidade para todo ser humano, a despeito da raça, sexo, origem nacional, social, posição econômica, nascimento ou qualquer outra condição. Um destes direitos básicos é o direito à educação.

Referendando a Declaração Universal de Direitos Humanos, especificamente no que concerne ao direito à educação, foi elaborada a Declaração Mundial sobre Educação para Todos e “Plano de Ação para Satisfazer as Necessidades Básicas de Aprendizagem”. Esta declaração foi redigida em 1990, em Jomtien na Tailândia, após conferência mundial que reuniu vários representantes de governos, organismos internacionais e bilaterais de desenvolvimento e organizações não governamentais, sob a égide da Unesco (Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura). Nesta declaração reforça-se a necessidade de reunir esforços na luta pelo acesso às necessidades básicas de aprendizagem de todos os cidadãos, sejam eles, crianças, jovens ou adultos. A questão central é a de promover um investimento nos sistemas educacionais para que seja possível o acesso de todos à educação básica. Esta declaração resultou na elaboração de um plano de ação com o objetivo de proporcionar educação básica para todos. É importante ressaltar que o Brasil estabeleceu metas e compromissos para a universalização do ensino.

Por fim, a terceira fundamental com a qual o Brasil estabeleceu compromisso foi a Declaração de Salamanca, fruto também do trabalho da Unesco com o fim de estabelecer uma diretriz comum para a inserção da criança com necessidades educacionais especiais. Nesta declaração o foco situa-se justamente na população alvo da inclusão escolar, que são as crianças com deficiências. Esta declaração culminou no documento das Nações Unidas – “Regras Padrões sobre Equalização de Oportunidades para Pessoas com Deficiências”, o qual requer que os Estados assegurem a educação de pessoas com deficiências como parte integrante do sistema educacional, documento foi fundamental para que se iniciasse e se providenciasse os instrumentos de atendimento para crianças com necessidades especiais.

Aqui no Brasil esta declaração certamente serviu como fio condutor do que viria a se consolidar como “Política Nacional para Inclusão das Crianças com Necessidades Especiais” e na elaboração de todas as leis relacionadas à educação especial. O Brasil assumiu, portanto, compromisso frente a estas duas declarações internacionais e é nítida a presença destes princípios nas leis brasileiras e nas diretrizes do MEC (Ministério de Educação e Cultura).

No dia 7 de Junho passado completou-se vinte anos do início da Conferência promovida pela UNESCO da qual saiu a Declaração que foi subscrita por 92 países e mais 25 organizações não-governamentais.

Então, se antes de 1994, já existiam documentos internacionais que proclamavam o direito de todas as pessoas à Educação, o que há de novo, de original, na Declaração de Salamanca? É, talvez, a forma como este direito deva ser concretizado.

Quando a Declaração de Salamanca afirma que as escolas regulares se devem adequar às necessidades dos alunos, traça-se uma linha divisória muito clara entre uma concessão de educação que está “lá em cima” (e que os alunos têm que “escalar”) e outra concessão em que a escola não está nem em cima nem abaixo dos alunos: está ao seu lado. Está ao lado dos alunos porque os conhece, conhece o seu contexto, conhece os valores que lhe foram transmitidos até então, conhece a forma como o aluno aprende melhor, conhece a forma como ele se relaciona, enfim, conhece o tempo que ele precisa para aprender o que é necessário para ser um cidadão útil e ético.

Afirmar numa Declaração Internacional que a escola tem a obrigação - sob pena do seu insucesso como instituição pública - de servir competentemente a todos os alunos, é original e, mais do que isso, é uma referência que devia ser tomada como princípio inspirador de toda a pedagogia que se pratica na escola.

No segundo parágrafo da Declaração, afirma-se que as escolas regulares são os meios mais eficazes de combater as atitudes discriminatórias e de criar comunidades abertas e solidárias (…).  De novo as escolas regulares são convocadas para ser aquilo que por vezes esquecem que são: escola para todos sem qualquer exceção, Escolas Públicas.

Mas Salamanca aqui está, vinte anos depois a dizer, a proclamar e a apontar o caminho que é preciso fazer e trilhar para se construírem sociedades abertas e solidárias. E avança com os meios que são necessários para isso: uma Educação Inclusiva.



(Fonte: Associação Nacional de Docentes de Educação Especial de Portugal)

Óculos coloca conteúdo de seu celular em 3D diante de seus olhos

Saúde Visual mostrou, neste artigo, as atuais tendências para melhorar as telas de televisores, dispositivos para leitura virtual, tablets, computadores e smartphones – e o que isso significa para seus olhos e sua visão.

Imagina, então, os efeitos na visão de um óculos que transmite todo o conteúdo do seu celular diretamente para seus olhos... e em 3D!

Pois uma empresa não muito conhecida de Taiwan, chamada View Phone Technology, está chamando atenção com um de seus produtos: o PhoneStation.

Ele tem a função de transmitir o conteúdo mostrado no seu smartphone diretamente para os seus olhos e em três dimensões, resultando em uma espécie tênue de realidade aumentada.

Trata-se de uma espécie de óculos que fica acoplado à sua cabeça e é capaz de suportar qualquer modelo de smartphone e que, através de um sistema de lentes, passa todo o conteúdo mostrado pelo celular para 3D, incluindo vídeos do YouTube e jogos.

Uma equipe do site Engadget testou o PhoneStation e afirmou que ele é um tanto quanto desconfortável, por conta do seu peso - afinal, você está com o seu smartphone “pendurado” na cabeça. Além disso, a View Phone Technology ainda vai demorar um pouco para oferecer a sua novidade no mercado, mas espera-se que o preço seja US$ 100 (cerca de R$ 230, sem os devidos impostos).



(Fonte: Engadget)

Déficits neurológicos confundem o cérebro e atrapalham a visão

Depois de tratamos da prosopagnosia e das agnosias visuais, Saúde Visual apresenta mais três transtornos neurológicos que se refletem na forma como as pessoas acometidas por eles enxergam o mundo: a simultagnosia dorsal, a simultanagnosia ventral e a hemi-inatenção visual.

Um dos testes mais surpreendentes de simultanagnosia dorsal foi descrito pelo neuropsicólogo soviético Alexander Luria em 1959. Ele mostrou para um paciente simultanagnóstico uma estrela de Davi em uma só cor. Não houve nenhuma dificuldade em reconhecer o desenho. Bastou desenhar um triângulo de cada cor, no entanto, para que a imagem virasse ora um triângulo azul, ora um vermelho - porém jamais uma estrela.

Mas tem mais. Mesmo diante de um único objeto, o paciente pode vê-lo desaparecer quando mantém o foco em uma só parte dele. Ou seja, o problema no simultanagnóstico não é apenas visualizar vários objetos ao mesmo tempo mas também identificar suas hierarquias. Desenhe, por exemplo, uma bicicleta. Num momento, ela é o objeto, e a roda, sua parte. Mas basta o paciente se concentrar na roda para que essa se torne o objeto - e não veja mais a bicicleta.

Ler também fica impossível. Pacientes conseguem até identificar uma palavra isolada, mas não uma frase. "Eles reclamam que palavras surgem na página, desaparecem e depois são trocadas por outros pedaços de texto, não necessariamente adjacentes ao anterior", escreve a neurocientista Martha Farah. Contar objetos, então, nem pensar. Quando Luria mostrou para um paciente um retângulo formado por 6 pontos, não houve problema para reconhecer a figura geométrica. Mas contar os 6 pontinhos era impossível. Bastava começar a enumerá-los para deixar de ver a figura como um retângulo e encontrar pontos, um por vez.

Na simultanagnosia ventral, a pessoa consegue ver vários objetos ao mesmo tempo, mas só consegue atribuir significado a um de cada vez. Sua principal dificuldade é na hora de ler, embora consiga escrever bem.

Quem tem esse déficit consegue andar por aí sem tropeçar em objetos e contar moedas espalhadas sem se perder. O bizarro é que nem para escrever há dificuldade - afinal, fazemos isso letra por letra. "A única atividade crucial do cotidiano que não consegue fazer é ler", afirma Martha Farah. Isso porque, na leitura, entendemos as várias letras de uma palavra ao mesmo tempo. Já o simultanagnóstico precisa ir de letra por letra. Por isso, são conhecidos também como "aléxicos puros" - incapazes de ler palavras, apesar de não ter nenhum déficit de linguagem nem outros problemas visuais.

Por fim, a hemi-inatenção visual é um déficit neurológico que faz o paciente enxergar apenas um lado do campo visual. Em geral, ele acontece no lado esquerdo do mundo visual, em decorrência de um dano do lobo parietal direito, região responsável pelo reconhecimento do próprio corpo. Por isso, é comum que o hemi-inatento se barbeie ou se maqueie apenas do lado direito. Se for comer algo no prato, vai em geral deixar o lado esquerdo cheio.

2,5% das pessoas são incapazes de reconhecer rostos desde a infância, muito mais comum que a prosopagnosia adquirida. Já outras agnosias visuais são em geral causadas por acidentes, como derrames e intoxicações.



(Fonte: Superinteressante)

O surpreendente mundo dos agnósticos visuais - os cegos da mente

Já tratamos neste artigo sobre a prosopagnosia, distúrbio neurológico que se caracteriza pela incapacidade de reconhecer rostos, embora a capacidade de reconhecer objetos possa encontrar-se inalterada.

Mas também existem transtornos neurológicos onde cérebro percebe perfeitamente as formas de um objeto, mas não consegue atribuir um significado à sua imagem - uma bola de futebol, por exemplo, é apenas uma esfera -; e onde o cérebro não consegue perceber direito a forma dos objetos, não havendo diferença, por exemplo, entre um círculo e um quadrado.

No primeiro caso temos o distúrbio conhecido como agnosia visual associativa e, no segundo, a agnosia perceptiva. 

A palavra “agnóstico” deriva do termo grego “agnostos” que significa “desconhecido", "não cognoscível” e geralmente é utilizada para classificar aqueles que considera os fenômenos sobrenaturais inacessíveis à compreensão humana. Não é este o caso, aqui, obviamente.

Na agnosia visual associativa, o cérebro "enxerga" perfeitamente o objeto, mas não consegue encontrar o seu significado. É como se perdesse o acesso a uma biblioteca com informações sobre imagens. Não dá para dar nome às coisas nem agrupá-las por categoria.

Diante de um estetoscópio, quem tem esse tipo de agnosia o descreve com perfeição: "Uma corda longa com uma coisa redonda no fim". E o que ele é? "Talvez um relógio". Quem sofre com este distúrbio não consegue dizer se a imagem de um cachorro é de um objeto animado ou não, muito menos se ele late ou pia. E um abridor de garrafas? Pode ser uma chave, uma ferramenta ou mesmo uma colher. Mas basta manusear o objeto, ouvir seus ruídos ou sentir seu cheiro para reconhecê-lo sem dificuldade. Afinal, os outros sentidos permanecem intactos. A incapacidade de reconhecimento é meramente visual.

Um teste impressionante para identificar esse transtorno neurológico é pedir para copiar um objeto. Como o paciente pode perceber perfeitamente as formas, apesar de não fazer ideia de seu significado, o desenho sai extremamente parecido com o original. E exatamente aí está o problema do agnóstico visual associativo. Ele copia os traços linha por linha, lentamente, por que seu cérebro manda copiar as formas que está vendo, em vez de desenhar baseado na memória de como é o estetoscópio, por exemplo.

Quanto à agnosia perceptiva, a neurocientista Martha Farah, da Universidade da Pensilvânia, explica que a “percepção de profundidade, velocidade, acuidade e cor exige uma computação considerável do córtex. Isso gera uma geleia visual rica, porém ainda sem forma", diz. "Já a representação de objetos exige ainda um processo de agrupamento adicional." É aí que os agnósticos da forma visual param, pois eles não conseguem juntar esses elementos visuais e processá-los em contornos, superfícies e volumes. Eles compreendem a matéria da qual uma coisa é feita, mas só isso.

O mais bizarro é que, enquanto não conseguem reconhecer um círculo desenhado num papel, percebem facilmente o movimento da caneta quando uma figura é desenhada. Ou seja, sua lesão atinge somente a percepção espacial, mas não a espaço-temporal. Se acompanhar com os olhos o contorno de uma letra, é capaz de entendê-la.



(Fonte: Superinteressante)

Olho hiperespectral nos céus oferece visão raio-x para aviões de polícia

Aviões (no original em inglês Planes) é um filme de animação estadunidense produzido pela DisneyToon Studios, distribuído pela Walt Disney Studios Motion Pictures e lançado em 2013.  John Lasseter, criador e diretor de Carros e Carros 2, foi o produtor executivo desta animação e classificou como "natural" a produção do filme, justificando que queria "ver aonde a nossa imaginação nos levaria em um filme onde os aviões eram os personagens principais", com rostos, bocas e... olhos.

Especialista em sistemas de defesa e de informação, a empresa Exelis chegou bem perto do conceito de visão para aviões. Melhor do que isso: uma super-visão!

A empresa anunciou um teste bem sucedido de um novo sensor infravermelho de ondas longas (LWIR), hiperespectral (HSI). E imagens hiperespectrais são como uma  super-visão, pois com ela podemos não somente ver algo, mas do que ele é feito – e isso é uma coisa boa se você está procurando bombas, escapamento de gás e material nuclear contrabandeado.

Sensores hiperespectrais (HSI) coletam dados visuais em uma ampla faixa do espectro eletromagnético e, em seguida, junta tudo para fornecer uma visão mais completa do que você está olhando – incluindo sólidos, gases e objetos obscuros ou ocultos.

No entanto, o problema com a geração atual de sensores HSI é que todos precisam ser resfriados bem abaixo de zero para detectar com precisão emanação de gases e fumos – como aqueles escapando de dispositivos explosivos.

Mas, segundo Munda Suchan, diretor de identificação material na Exelis, a empresa foi capaz de “superar requisitos significativos de resfriamento para garantir que o sensor consiga coletar dados utilizáveis”. Ele explica que isso possibilita “novos usos para os sistemas HSI, como observar áreas restritas a partir de aeronaves. O desenvolvimento do sensor HSI, junto com o processamento analítico em tempo real, soluciona problemas identificados por consumidores e é uma peça-chave no foco estratégico da empresa em inteligência, vigilância, reconhecimento e análise”, conclui o diretor.

O novo sistema de sensores não precisa estar estaticamente preso à fuselagem do avião, o que faria com que a aeronave precisasse voar diretamente por cima do que ela está inspecionando. Pode não parecer um problema grande para quem observa oleodutos, mas é para vigiar campos de prisioneiros na Coreia do Norte. Felizmente, o novo sistema da Exelis pode ser montado em um gimbal estabilizado para evitar incidentes diplomáticos.

Já os computadores de bordo do sistema cabem em qualquer avião, tripulado ou não, para que o sistema de sensores possa fornecer informações em tempo real sobre a composição dos gases e sólidos. Isto é especialmente importante para a detecção de gases que vazaram por explosivos improvisados ou de linhas de gás ou mesmo recipientes, bem como qualquer número de outras aplicações nas forças armadas, e nas indústrias químicas e nucleares.

A Exelis diz que o teste do seu novo sistema de sensor envolveu a colocação de diversas substâncias minerais na cidade Rochester, em Nova Iorque, sendo os dados recolhidos para um posterior processamento. Em uma situação real, no entanto, os dados seriam processados em tempo real, com a aeronave sobrevoando a área.

A empresa diz que mais testes de confiabilidade estão sendo planejados, mas o novo sensor deve entrar em serviço em algum momento ainda este ano.



(Fonte: Gizmag)

De olho na ecologia. Seja de óculos ou de lentes

Qual o mais amigo da natureza? Os óculos ou as lentes? Questões ambientais envolvendo estes dois itens somam mais de 19 milhões de consultas ao Google. Isso significa que as pessoas estão querendo saber qual dos dois é mais “ecologicamente correto”. O motivo pode estar no momento de descartá-los. Lembrando que nenhuma das duas opções pode ser jogada fora, simplesmente.

Muita gente descarta lentes de contato através do vaso sanitário. É um erro que vai além da questão ecológica, pois as lentes podem contribuir para o entupimento da tubulação. Já os óculos costumam ser recolhidos para reciclagem pelas próprias óticas que os vendem.

As pessoas que se preocupam com o meio ambiente mas que precisam de correção visual tem 4 opções:

A) Usar óculos,

B) Usar lentes de contato,

C) Realizar uma cirurgia ou

D) Nenhuma das alternativas acima.

Acontece que a opção D está descartada automaticamente. Como a cirurgia não se aplica a todos os casos, restam as opções A e B. Agora a questão é outra. Mesmo quem usa lentes de contato, usa também óculos escuros. E quem usa óculos de grau, também. Portanto, somente neste parágrafo, temos muito óculos que, futuramente, deverão ser descartados.

Mas a questão ecológica vem antes mesmo da compra. Existe todo um processo de fabricação, tanto para lentes quanto para óculos. Este processo despende energia.

Além disso, a maior parte dos óculos de graus é feita na China ou na Europa, o que implica um custo com transporte. Isto significa que comprar óculos fabricados em sua cidade, estado ou país já colabora muito com a natureza.

Dependendo do tipo de material, o processo de fabricação pode deixar um monte de resíduos. O polimento das lentes os óculos envolve o uso de água que, após este processo, não pode mais ser reciclada.

Algumas empresas já estão optando por materiais ecológicos em seus óculos. Como o bambu. Mas o bambu vem da China e é a comida favorita do panda. Portanto, não basta comprar óculos feito de bambu, é preciso saber a procedência e se o bambu é certificado pelo órgão responsável.

A madeira é outra boa opção, mas botar árvores abaixo apenas para fazer óculos é algo muito questionável. Salvo, claro, se for madeira recuperada e certificada. Existe uma empresa na Califórnia que faz óculos a partir de madeiras lançadas ao longo da costa. E há as que plantam uma árvore para cada peça vendida.

Pode-se, também, aproveitar a moda Vintage, uma opção muito sustentável, já que reaproveita antigas armações no melhor estilo retrô.

E as lentes? Elas demandam um monte de resíduos (energia e água). Alguns comitês ligados à ecologia estão trabalhando duro no desenvolvimento de recursos para laboratórios reciclarem seus produtos a partir destes resíduos. Laboratórios nos EUA, por exemplo, usam de energia renovável, o que torna a fabricação das lentes muito mais sustentável.

Esta preocupação chegou aos fabricantes de equipamentos para laboratórios ópticos e, assim, muitos buscam soluções para manter o desenvolvimento de energia e de água eficiente em novos e sustentáveis equipamentos. No Brasil, algumas entidades oferecem cursos livres na área oftálmica incluindo o de reciclagem de lentes de contato. Mas especialistas em meio ambiente advertem: se necessitar de lentes de contato, dê preferência às duráveis, evitando as descartáveis.

Automaticamente isto nos remete ao “barato que sai caro”. Quanto mais barato for a lente ou as armações dos óculos, mais rapidamente ele será descartado. E, infelizmente, a maioria vai para o lixo. E os resíduos químicos agirão livremente. Lembrando que, se for de fabricação chinesa, teremos um produto com uma alta taxa de carbono, fora os custos trabalhistas. Por ser barato, certamente não será biodegradável e ficará na natureza, pelo menos, uns mil anos.

Portanto, comprar lentes ou armações de qualidade também é uma atitude ecologicamente correta.

Considere-se que o consumidor médio compra um novo par de óculos a cada 2,2 anos. Se este consumidor reciclar seus antigos óculos, ou doá-los ou mesmo revendê-los, a natureza vai ficar muito agradecida.


(Fonte: Eco Friendly Eyewear)

“O óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar”

Tratamos nesta matéria acerca da “cegueira não intencional” das crianças, que não têm menor percepção do que está ao redor delas. O texto encerra afirmando sobre as implicações óbvias do desenvolvimento tardio desse comportamento: digitar no celular ao cruzar uma rua, por exemplo, se torna muito mais perigoso se tal percepção não estiver totalmente desenvolvida.

Mas há um lado positivo na cegueira não intencional.

Quem afirma isso é Richard Wiseman, professor de psicologia da Universidade de Hertfordshire, para quem o processamento da visualização humana "é enormemente complicado".

Wiseman parte da argumentação dos psicólogos, segundo a qual todos temos uma capacidade limitada de atenção até certo nível, e quando executamos tarefas árduas, ignorar o que está à nossa volta é fundamental. "Grandes partes do cérebro são dedicadas a essa função (o processamento da visualização). É muito difícil, então não queremos processar o que não é importante", garante o professor.

Afinal, quem quer ser distraído por tudo e por todos? Certamente a falta de consciência periférica significa que podemos reter nosso foco e concentrar. "É por essa razão que precisamos da cegueira não intencional. Do contrário, não seríamos capazes de focar numa determinada tarefa", diz ele.

Uma vez que o cérebro cria a ilusão de que está constantemente monitorando tudo, alega o pesquisador, normalmente nos surpreendemos quando não percebemos algo que beira o óbvio.

Para comprovar sua teoria, Wiseman deu nova roupagem a um teste famoso de atenção seletiva, criado pelo cientista Daniel Simons, para demonstrar quão facilmente deixamos de notar a presença de um gorila em um vídeo.

Enquanto assistiam ao vídeo, os pesquisadores pediam que as pessoas se concentrassem em outras coisas, como, por exemplo, quantas vezes uma bola era passada entre pessoas jogando basquete.

Em outro experimento, Wiseman pediu às pessoas que se concentrassem em um truque de cartas. Durante o truque, alguns itens ao fundo mudavam de cor, mas poucos perceberam a mudança uma vez que estavam focados nas cartas.

Segundo o especialista, pessoas criativas tendem a ter um desempenho melhor nesse tipo de teste, enquanto indivíduos ansiosos ou muito preocupados com a tarefa tendem a notar menos o que foge do seu centro de atenção.

Wiseman acredita que há muitas ocasiões na vida em que não percebemos 'o óbvio' porque estamos totalmente focados em outros problemas. Curiosamente, a escritora e jornalista Clarice Lispector (1920-1977), já havia vaticinado isso ao escrever em seu livro Uma Aprendizagem ou o Livro dos Prazeres que “o óbvio é a verdade mais difícil de se enxergar”.

Um exemplo ocorre quando motoristas acabam atropelando pedestres porque estavam prestando atenção em outra coisa, ou pilotos de avião que relatam não ter percebido as luzes de emergência na cabine porque estavam ocupados com outros assuntos.

"Um adulto está constantemente aprendendo a julgar o que é ou não é importante, então estamos mais propensos a cometer esses deslizes", resume Wiseman.



(Fonte: G1)

Moken, a tribo do mar que enxerga perfeitamente embaixo da água

Nossos olhos foram calibrados para enxergar em terra firme. Como a pressão da água é maior que a do ar, deforma nosso globo ocular. Além de incômodo, esse aperto atrapalha a entrada de luz na retina, que forma imagens distorcidas. Por isso que, quanto mais fundo o mergulho, mais distorcida a visão - porque aumenta a pressão sobre a córnea.

Esse problema não atinge nem aos míopes, nem aos Moken. Como o problema do míope é a capacidade de seu olho em desviar a luz, fazendo com que o ponto focal de uma imagem aconteça antes que os raios luminosos alcancem a retina - membrana responsável pela formação de imagens -, a água, neste caso, funciona como as lentes dos óculos que eles usam: causam a refração da luz, corrigindo o desvio e fazendo com que os raios de luz cheguem corretamente à retina.

E o que é “Moken”? Trata-se de um povo nômade que vive no mar, ou perto dele, na região do sudeste asiático. Eles mergulham o tempo todo, com os olhos bem abertos, e tem a habilidade incrível de ver tudo em cristalino e em alta definição, embaixo d’água. E isso, para eles, é especialmente útil, uma vez que mergulham para pescar e, consequentemente, se alimentar e garantir a sobrevivência de seu povo.

Os pesquisadores descobriram isso estudando a visão subaquática de seis crianças Moken. Eles, então, compararam os resultados com a visão de 28 crianças europeias. O estudo revelou que as crianças Moken, na pior das hipóteses, podiam ver no fundo do mar duas vezes melhor que o resto de nós. Na melhor das hipóteses, eles podiam ver tão bem, e até melhor, do que alguns peixes.

Para os cientistas, este é mais um simples caso de “evolução aprendida”. Como os Moken mergulham o tempo todo, suas íris já não expandem embaixo da água, como seria natural. Elas se contraem, o que os permite ver na mesma resolução que veem em terra.

Em outras palavras, é como se eles decidissem que queriam esses superpoderes e, em seguida, passaram a praticar todos os dias, até que conseguissem incorporar essa habilidade. O que coloca os Moken na mesma categoria de Nong Youhui, o jovem chinês que tem a incrível capacidade de enxergar no escuro, pois seus olhos se assemelham aos dos gatos e de outros felinos.



(Fonte: Hypescience)

Empresa japonesa aposta na criatividade costumizando armação dos óculos

Customização é a palavra do momento. Empregada no sentido de personalização, adaptação, adequação, customizar é adaptar ou adequar algo de acordo com o gosto ou necessidade de alguém, alterar algo para fazer com que sirva melhor aos requisitos de alguém. Customização, enfim, pode ser entendida como sendo adequação ao gosto do cliente.

Desta forma, roupas, calçados, empresas, programas educacionais, publicações... tudo cabe neste processo de transformar uma peça a fim de deixá-la nova e única.

E por que não os óculos?

Usar óculos é uma necessidade médica. Mas tornou-se também, com o passar do tempo, um acessório que também revela um pouco da personalidade de cada pessoa. O problema é que custa caro expressar essa personalidade - as armações costumam não ser baratas e, por isso, quem usa óculos costuma permanecer com o mesmo par por muitos e muitos anos.

Se você se encaixa nesta situação, relaxe! Seus problemas terminaram!

Uma empresa japonesa chamada Nendo pretende mudar essa realidade desenvolvendo uma armação - a primeira que se tem notícia até hoje - que permite ao usuário mudar essas hastes conforme seu gosto. Isso é possível graças ao sistema de dobradiças magnéticas que permite a remoção, sem maiores problemas, da haste em relação a parte onde estão as molduras das lentes.

O conceito, batizado de ‘Óculos Magne-Dobradiça’, depende de ímãs ao invés dos parafusos habituais.

Os 0,8 milímetros de titânio esculpidos manualmente são mantidos no lugar por peças magnéticas em camadas, conectadas umas as outras, através da dobradiça de pressão. Facilmente separadas, as molduras podem ser equipadas com uma variedade de cores, disponíveis em vários materiais e texturas, conferindo aspectos únicos para todos os óculos.

Mas além desse apelo, há outro e este é muito poderoso para as vendas. Ao criar um sistema de dobradiças magnéticas, a empresa japonesa reduz consideravelmente as trocas das armações por quebras. E o usuário de óculos sabe que isso ocorre bem mais do que deveria!



(Fonte: Estadão)

Células em 3D proporcionam inclusão de deficientes visuais no estudo científico

Saúde Visual está sempre acompanhando as dificuldades que os deficientes visuais enfrentam para manter seus estudos, seja no método tradicional (presencial), seja pelo sistema EAD (a distância), tanto por conta da desigualdade no acesso ao ensino quanto a precariedade de equipamentos didáticos de apoio.

Diante deste quadro, um projeto como este, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), com a colaboração do Instituto Nacional de Tecnologia (INT), merece nosso destaque: desenvolver réplicas aumentadas de células em três dimensões com o objetivo de difundir o estudo científico entre estudantes cegos ou com baixa visão, de maneira que eles consigam, por meio do tato, conhecer o formato das células.

O imunologista Marco Guimarães, pesquisador da Ufes e coordenador do projeto, conta que, certa vez, “conversando com o professor Athelson Bittencourt, responsável pelo Museu de Ciências da Vida da Ufes, ele me relatou que já havia recebido visitas de estudantes cegos ou com visão imperfeita e não sabia que estratégia didática utilizar com eles”. Segundo Marco, “foi assim que tivemos a ideia de elaborar células em três dimensões”.

O projeto teve início em 2011 e, para confeccionar o material, os pesquisadores geraram, no Laboratório de Ultraestrutura Celular da Ufes, modelos digitais a partir de imagens reais das células. Esses modelos são obtidos com técnicas de microscopia eletrônica de transmissão, uma tecnologia que possibilita que a estrutura celular seja reproduzida de forma proporcional à verdadeira.

Depois que a estrutura digital é desenvolvida, os modelos são enviados para a equipe do designer de produtos Jorge Roberto Lopes dos Santos, do INT, onde são materializados por meio de uma impressora 3D. As réplicas produzidas passam a integrar o acervo permanente do Museu de Ciências da Vida da Ufes.

Guimarães lembra que os professores de biologia celular “costumam fazer modelos de célula com isopor e massinha de modelar, por exemplo”. E explica que “já existem no mercado alguns projetos similares ao nosso”, mas faz questão de destacar que “essa é a primeira vez em que a célula impressa é oriunda de um modelo digital baseado em uma célula verdadeira”.

Já estão à disposição dos alunos dois modelos de células sanguíneas: um monócito e um neutrófilo, que são tipos de leucócitos (glóbulos brancos), integrantes do sistema imunológico. Outros tipos celulares estão em processo de produção. A intenção dos pesquisadores é imprimir todas as células do sangue ao longo de 2014 para depois partir para a impressão de tecidos.

“Esperamos que um dia esse trabalho possa estar à disposição de estudantes cegos em todo Brasil”, finaliza Guimarães.

Saúde Visual assim espera, também.



(Fonte: Ciência Hoje On-line)

Crianças têm menor percepção do que está ao redor delas

Um dos comportamentos que mais aborrecem aos pais é quando as crianças os ignoram solenemente quando estão assistindo à TV, jogando videogame ou mesmo brincando com o celular. Seria culpa deste aparelhos, afinal?

Uma série de pesquisas realizada por cientistas britânicos garante que não. Em verdade, esse comportamento, capaz de tirar qualquer um do sério, pode não ser proposital, mas estar relacionado à forma como os cérebros dos pequenos se desenvolvem. Segundo eles, as crianças sofrem do que foi classificado como uma "cegueira não intencional".

A cegueira, nesse caso, seria uma falta de percepção, especialmente quando algo foge do foco imediato de atenção delas.

Segundo a professora Nilli Lavie, do Instituto de Neurociência Cognitiva da Universidade College London, no Reino Unido, as crianças têm menor noção periférica do que os adultos. Para ela, tanto pais quanto professores “devem entender que até quando focam em coisas simples, as crianças têm menor percepção do que está ao redor delas, em comparação com os adultos".

Ainda segundo Lavie, “uma criança tentando fechar o zíper do casaco enquanto cruza a rua, por exemplo, pode não ser capaz de prestar atenção no tráfego de automóveis, enquanto um adulto com plenas faculdades mentais não teria problema nenhum em exercer esses dois movimentos simultaneamente".

"Em resumo, a capacidade de percepção do que está fora do foco de atenção se desenvolve com a idade. Dessa forma, crianças menores têm maior risco de sofrer o que chamamos de 'cegueira não intencional'", conclui a cientista, baseando-se na pesquisa que ela conduziu recentemente para testar os níveis de "cegueira não intencional" em crianças e adultos.

No experimento, foi solicitado a mais de 200 visitantes do Museu de Ciência de Londres que escolhessem a linha mais longa de uma tela com sete exemplos diferentes. Em uma das telas, um quadrado preto piscava e, em seguida, os participantes tinham de responder se viram a figura.

Enquanto 90% dos adultos foram capazes de perceber a presença do quadrado durante praticamente todo o tempo, menos de 10% das crianças abaixo de 10 anos detectaram o objeto. Já crianças de 11 a 14 anos demonstraram uma maior capacidade de percepção, enquanto essa aptidão diminuía à medida que a dificuldade da tarefa aumentava.

Pesquisas anteriores em cérebros de adultos sugerem que o córtex visual primário é a parte do cérebro responsável pela percepção dos objetos. Pacientes que sofreram algum tipo de dano nessa região tendem a experimentar menor noção periférica. Já nas crianças, o córtex visual primário “não respondia ao objeto presente na tela e isso parece se desenvolver com a idade, até os 14 anos e depois disso também”, explica Lavie que confessa estar surpresa com esta descoberta. “Eu não esperava que crianças mais velhas também sofressem de 'cegueira não intencional'. Seria interessante ver até que ponto esse comportamento se desenvolve".

Há, também, implicações óbvias do desenvolvimento tardio desse comportamento. Digitar no celular ao cruzar uma rua, por exemplo, se torna muito mais perigoso se tal percepção não estiver totalmente desenvolvida.



(Fonte: BBC)

Realidade virtual para as galinhas terem mais liberdade

Em 1939 foram inventados os óculos para galinhas, com o intuito de controlar o hábito que estas aves têm de bicar umas às outras. Em 1989 chegou ao mercado estadunidense as lentes de contato para galinhas que, além de impedir que as galinhas fechassem os olhos normalmente por serem muito grandes, também causavam infecções oculares graves, comportamento anormal e até cegueira.

Agora a novidade é a utilização por galinhas de periféricos capazes de gerar interação com ambientes de forma artificial, como o Oculus Rift.

Esta ideia inusitada partiu de um professor assistente da universidade de Iowa State, Austin Stewart, cujo projeto tem como base um fenômeno de fato delicado: como oferecer “condições de entretenimento” a animais confinados em espaços minúsculos?

Na opinião de Austin, a solução é equipar galinhas com acessórios capazes de simular áreas vastas como árvores, grama artificial e outras aves. Ou seja, dotadas de inteligência artificial, as galinhas poderiam viver "mais felizes".

“Vivemos em pequenas caixas, trabalhamos em pequenas caixas e depois fazemos uso da tecnologia de emulação de ambientes virtuais. Por que galinhas não poderiam escolher a mesma coisa?”, questiona o professor. Reflexões sobre o que se entende por “consciência” à parte, o argumento de Stewart chegou a convencer uma equipe de desenvolvedores a criar uma demonstração dos dispositivos que poderão ludibriar as aves.

O projeto, batizado de Second Livestock, tem sido encarado mais como um experimento social do que uma iniciativa disposta a levar às galinhas de fazendas interação com a realidade virtual (RV). O empreendimento leva em conta a tradução de diversos fenômenos físicos à linguagem virtual. Uma outra experiência do gênero mostrou aos curiosos de universidade de Iowa a consistência do projeto ao acoplar um exemplar do Oculus Rift a uma bola de ioga devidamente mapeada.

A nova versão do headset permite a visualização do campo por diversos ângulos. Stewart explica que é possível ver insetos no chão, buscar por comida e ter de fato uma ‘experiência de galinha’.

Questionado sobre a possibilidade da falta de interação real entre as galinhas fazer com que algo se perca em meio ao processo, o professor foi ligeiro em traçar um paralelo com os efeitos de nossas práticas cotidianas. “O processo é tanto sobre a criação de animais quanto sobre a criação de seres humanos”, defendeu Stewart.

Ele afirma que sua intenção é também trazer este tipo de discussão à tona e refletir, por exemplo, sobre as possibilidades de uso da RV por pessoas com dificuldades de estabelecer relacionamentos sociais.

Para conhecer melhor o projeto Second Livestock basta clicar neste link.



(Fonte: Tecmundo)

É hora de entrar em campo contra o glaucoma!

Como tradicionalmente ocorre nesta época do ano, a Sociedade Brasileira de Glaucoma (SBG) convida toda a população brasileira para juntar forças no combate à cegueira causada por esta doença.

Em 2014, a campanha Cuidado Com o Glaucoma, uma iniciativa da SBG, segue alertando o público para a importância do diagnóstico precoce do glaucoma – doença que não tem cura, mas que pode ser controlada.

O tema desta vez aproveita o clima da Copa do Mundo e foi batizado com o nome de “Entre em Campo Contra o Glaucoma”. Cafu, o eterno capitão do pentacampeonato, e a seleção brasileira de futebol de cegos já deram seu apoio à campanha e vão participar com entusiasmo!

Causado em geral pelo aumento da pressão intraocular, o glaucoma pode ser detectado por meio de exames específicos conduzidos pelos médicos oftalmologistas. São exames simples e que causam pouco desconforto.

Infelizmente, no Brasil a maior parte dos portadores de glaucoma só descobre a doença quando já houve alguma perda na qualidade da visão. Mas não precisa ser assim.

Se você tem mais de 40 anos ou se pertence a um dos grupos de risco do glaucoma, visite o oftalmologista com regularidade.

Os grupos de risco são formados pelas seguintes características: ter mais de 40 anos, possuir familiares portadores de glaucoma, ser da raça negra, ter miopia alta (a partir de 6 graus), ser diabético, já ter sofrido doença ou trauma ocular, com uso constante de corticoides.



(Fonte: site oficial da campanha)

OwnFone, primeiro celular em braille do mundo

A empresa britânica OwnFone lançou o que está sendo considerado o primeiro dispositivo em braille do mundo para cegos usando técnicas de impressão 3D que permite a personalização das teclas de acordo com as necessidades do usuário. Segundo a empresa, o aparelho, já à venda na Inglaterra, também é ideal para crianças e idosos e, por isso, é disponibilizado em duas versões — com e sem Braille.

Vendido a £60 (cerca de US$ 100), o aparelho tem a parte frontal e traseira totalmente customizável pelo comprador que pode escolher, além da cor e da imagem de estampa, colocar entre 2 e 12 botões no modelo sem Braille, e entre 2 e 4 na versão com Braille. A funcionalidade dos botões também é customizável e eles podem ser configurados para ligar para números de telefone específicos.

Nas versões anteriores, os usuários OwnFone só poderiam incluir “botões de palavra” (com os nomes dos contatos) ou “botões de imagem” (com fotos dos contatos) como parte de seu teclado. A opção de Braille é nova para ambos OwnFone e celulares em geral. Há também a opção de incluir um botão de serviços de emergência, que deve ser pressionado três vezes para poder prosseguir a chamada.

O dispositivo, incluindo o teclado de impressão 3D, é do tamanho de um cartão de crédito e é feita sob encomenda. Pesando 40 gramas, no entanto, o aparelho não é nenhum smartphone: não há tela de toque, câmera ou mesmo um processador potente - o aparelho só faz ligações. A vantagem da ausência de outros recursos é o fato de sua bateria durar por cerca de um ano, antes de precisar ser recarregada.

O revestimento do celular, criado por meio de impressoras 3D, é o que, de acordo com o seu inventor, Tom Sunderland, permite uma economia no seu custo de produção: “a impressão 3D permite uma maneira de criar botões personalizados em braile de forma rápida e barata. Da mesma forma, para aqueles que não sabem ler braile, a empresa pode imprimir um teclado 3D com as teclas com letras e números em relevo”, explica Tom.

Disponível apenas na Inglaterra, na Irlanda do Norte e na Austrália, o aparelho é vendido somente no site da OwnFone.



(Fonte: Pplware)

Conheça o "fenômeno entópico do campo azul"

Como você pode conferir em nossa seção “Os olhos”, as famosas janelas da alma possuem diferentes partes, como o nervo óptico, a íris, a córnea e a pupila. Uma delas, a retina, age como receptor para toda a luz que entra. Como a maioria das outras partes do corpo, os nossos olhos precisam de sangue e do oxigênio que ele carrega.

Os capilares que levam o sangue para e ao redor do olho passam sobre a retina. E eles são muito, muito estreitos. Tanto que as células precisam viajar em fila indiana através deles. Isto significa que há um fluxo quase constante de células vermelhas do sangue em nossas retinas. “Quase constante” porque os glóbulos vermelhos representam mais de 90% das células em nossa corrente sanguínea. Os glóbulos brancos e as plaquetas compõem o resto.

Os glóbulos vermelhos absorvem a luz azul, efetivamente lançando uma sombra sobre a retina. Mas os nossos olhos e cérebro “consertam” o problema, corrigindo as cores bloqueadas.

Acontece que, de vez em quando, um glóbulo branco aparece nas células capilares. Os glóbulos brancos deixam a luz azul passar, causando uma falta de correspondência de sombra, grosso modo, o contorno da célula, uma vez que passa sobre a retina.

Como já explicamos, os capilares são muito estreitos e os glóbulos brancos, que normalmente são redondos, têm que se esmagar um pouco para passar, fazendo a diferença da ausência de sombra ser alongada. A luz adicionada não é corrigida, por isso vemos o branco glóbulo passar sobre a nossa retina.

O efeito é chamado de “fenômeno entópico do campo azul”, ou fenômeno Scheerer, em homenagem ao oftalmologista alemão Richard Scheerer, que foi o primeiro a prestar atenção clinicamente a ele, em 1924, com “entópico” significando “dentro do olho”.

Geralmente, quando olhamos para o céu em um dia claro, podemos observar os pequenos pontos brilhantes e dispersos se espalhando ao redor. Também é possível observar o fenômeno olhando uma imagem azul imitando o céu. Ou, ainda, clicar na imagem que ilustra este artigo, acima.

Mas não confunda os leucócitos com aquelas manchas ou pontos escuros no campo de visão, muito conhecidos como “moscas volantes”. Neste caso também não se trata de uma doença, mas de um sintoma que pode aparecer em diversas doenças oculares, após cirurgias - como as de catarata -, após traumatismos nos olhos ou espontaneamente.

Em geral, são pequenas opacidades dentro de uma gelatina que temos dentro do olho, chamada humor vítreo, que preenche toda a cavidade posterior do globo ocular. Embora esses corpos flutuantes pareçam estar na frente do olho, eles estão realmente flutuando dentro da gelatina e a sombra deles é projetada sobre a retina, conforme a movimentação dos olhos.

O vídeo abaixo mostra, em detalhes, o que explicamos até aqui sobre o “fenômeno entópico do campo azul”:

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(Fonte: Geeks Are Sexy)

Óculos escuros deixam o mundo real parecendo uma foto do Instagram

É piada recorrente na internet que o ideal seria viver numa rede social, onde todos são legais, educados e amigos eternos.

Tentando trazer um pouco deste ambiente tão feliz para o mundo real, a companhia britânica Tens acaba de lançar uma campanha no site de crowdfunding “IndieGogo” para promover uma linha de óculos escuros especialmente coloridos que proporcionam uma estética visual parecida com uma foto do Instagram ou uma câmera Polaroid. A própria empresa, aliás, define o produto como “um filtro para a vida real”, que “dá um tom estimulante ao mundo além da lente”.

Os exemplos na página oficial da campanha mostram que, com os óculos, as imagens ganham uma estética retrô, com a coloração sépia e também um ligeiro aumento da saturação.

O primeiro modelo desenvolvido pela Tens, “The classic” (“o clássico”), é feito de acetato, tem uma modelagem unissex e pode vir em quatro cores: preto, azul-escuro, vinho e azul-esverdeado.

Quem pré-encomendar os óculos pelo site “IndieGoGo” terá seu próprio par na cor de sua escolha por modestos US$ 60. A companhia promete entregar os primeiros óculos, ainda em fase de produção, até o fim de junho deste ano. Desde que lançou a campanha de financiamento coletivo, a Tens já arrecadou mais de US$ 30 mil.

A ideia dos óculos-Instagram é dos empresários Marty Bell, Kris Reid e Tom Welsh, os três amigos por trás da Tens. Eles criaram o projeto no verão de 2012 durante uma viagem de carro pela Escócia. Como o rádio do veículo estava quebrado, os amigos começaram a conversar sobre o que gostariam de fazer no futuro e, em algum momento, a empresa de óculos escuros nasceu.

Ou seja, é a velha máxima de ‘tapar o sol com a peneira’, mas com um conceito virtual, pois os tempos são outros.



(Fonte: O Globo)

Olhos das abelhas contribuem com a robótica

Se o futuro da energia solar está nos olho da mosca, como Saúde Visual apresentou nesta matéria, a melhoria da visão robótica pode estar nos olhos de outro inseto: a abelha.

E isso graças aos pesquisadores da Universidade Bilefeld, na Alemanha. Wolfgang Stürzl e seus colegas queriam capturar a maior imagem possível usando o menor número de câmeras, para minimizar o peso de sua aeronave robótica. Para isso, a equipe usou um sistema de imagem chamado catadioptric, que capta uma imagem usando os dois espelhos e lentes.

Na invenção deles, um espelho em forma de cúpula foi colocado em frente a uma câmera (com sua face convexa voltada para o aparelho). A lente foca a luz na frente da câmara para a tela de CCD criando, assim, uma imagem com um campo de 110 graus de visão. Ao mesmo tempo, a face convexa do espelho capta um reflexo do mundo por trás da câmara e se concentra a luz para a tela. Com esse esquema de captura de luz a área de captura de imagem foi de 280 graus.

Depois disso, um algoritmo de computador costura os dois conjuntos de imagens, criando uma imagem composta que simula as milhares “facetas” hexagonais que compõem os olhos de uma abelha. Isto reduz a resolução da imagem, mas torna mais fácil para quem está controlando o robô interpretar a visão extremamente grande do mundo. Além disso, o pequeno computador a bordo da aeronave robótica é capaz de realizar este trabalho de costura rápido o suficiente para correr a 25 frames por segundo, diz a equipe.

Como o sistema de visão é um dos muitos aspectos da morfologia, fisiologia e comportamento do inseto que poderia ser imitada em robótica, esta se torna uma grande contribuição para a robótica – especialmente no planejamento de pequenos aparelhos voadores, que necessitem de um grande ângulo de visão sem poder carregar muito peso.

Desta forma, além da visão de abelha, uma aeronave robô também poderá ter a estabilidade dos insetos em voo, a sua resistência a uma série de condições ambientais e com eficiência energética extrema.


(Fonte: Bioinspiration & Biomimetics)

Educação Superior a Distância, um pesadelo para deficientes visuais

Entre os Referenciais de Qualidade para Educação Superior a Distância (EAD), publicado pelo Ministério da Educação em 2007, está previsto que o material didático deve dispor de esquemas alternativos para atendimento de estudantes com deficiência. E, não só o acesso adequado ao curso deve ser garantido, como também a interação entre alunos e professores é incluída no documento.

Além disso, a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), de 1996, estabelece que “a educação de excepcionais deve, no que for possível, enquadrar-se no sistema geral de educação, a fim de integrá-lo na comunidade”.

De acordo com o Censo da Educação Superior de 2012, o mais recente publicado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o ensino superior a distância é uma área em expansão. Das 7,03 milhões de matrículas, 15,8% foram nessa modalidade. Ainda pelo Censo, o crescimento do EAD foi de 12,2% em relação a 2011, contra 3,1% no ensino presencial.

Porém, se adequados a todos os públicos, a professora especialista em Educação Especial da Universidade Estadual Paulista (Unesp-Bauru) Vera Lúcia Capellini, acredita que os EADs sejam canais de inclusão social. Como exemplo, diz que o modelo pode se tornar a única forma de deficientes motores estudarem confortavelmente.

Enquanto esta adequação não ocorre, continuam casos como o da deficiente visual Geni Pinto de Abreu, 37 anos. Segundo ela, a plataforma totalmente inacessível ao seu leitor de tela atrasou em dois meses o início do curso de extensão em Atendimento Educacional Especializado – situação que só se resolveu após ameaçar entrar com ação judicial contra a instituição, cujo nome prefere não revelar.

Ao site de notícias Terra, Geni contou ter recebido uma alternativa depois desse tempo, mas que não achou satisfatória. A solução foi receber os documentos por email e devolver as respostas. Ainda assim, sua reclamação principal, de poder participar de fóruns de discussão, não foi atendida. “Discutir comigo mesma não dá, né? O meu discurso eu já conheço”, critica.

A aprovação com notas altas, segundo ela, não diminuiu a frustração causada pela inacessibilidade da página de ensino. “Não considero que tenha sido tão válido. Vamos ver se terei coragem de fazer um curso a distância novamente”.

Outro caso é o da técnica judiciária da seção da Justiça Federal do Rio de Janeiro, Ivonete Euclides dos Santos, 44 anos. Já no final de sua pós-graduação em Língua Portuguesa na Faculdade Internacional Signorelli, ela se dedica à monografia, e escolheu abordar a importância das crônicas no cotidiano, a partir da análise da obra do escritor Luís Fernando Verissimo. Nesse contexto, a maior dificuldade da deficiente visual é a formatação do trabalho conforme a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT). “É uma exigência totalmente visual. Aí fica mais difícil, tanto para mim quanto para a orientadora, que está longe. Tenho de pedir ajuda de um colega”.

Ivonete cursa sua primeira experiência em Ensino Superior a Distância. Escolheu a modalidade “um pouco preocupada” pelos relatos negativos que ouviu de colegas. Por julgar ter conhecimentos apenas razoáveis em informática, o receio se tornava ainda maior. Por isso, perguntou à direção do curso se ele era totalmente acessível. “Disseram que não sabiam, mas que, se não fosse, garantiriam que todo o conteúdo seria dado de outra forma”, conta.

De acordo com ela, as dificuldades surgem, mas não com frequência. Quando não consegue acessar um material, pode contatar sua orientadora por bate-papo, email e até telefone. “É um curso de língua portuguesa, os materiais são basicamente textos. Talvez por isso tudo corra bem. Não saberia dizer se seria a mesma coisa se o curso envolvesse números e gráficos”, afirma. Assim como Daniel, Ivonete utiliza um leitor de tela para ter acesso ao conteúdo didático.



(Fonte: Terra Notícias)

Parece a Terra vista de cima, mas são lágrimas

As lágrimas fazem a lubrificação dos nossos olhos. Quando o fluxo não é suficiente, talvez devido ao ar seco, o envelhecimento, ou outras condições de saúde, os olhos podem ficar doloridos e irritados.

Portanto, as lágrimas são importantes, mas... quem presta atenção nisso?

Inspirada nas experiências científicas que mostram quanto de vida há em uma gota d’água, a fotógrafa Rose-Lynn Fisher desenvolveu um projeto utilizando suas (dela) próprias lágrimas.

Com uma lente Zeiss conectada a um microscópio digital QImaging MicroPublisher, ela chorou em pequenas placas de vidro e percebeu que as lágrimas lembravam fotos aéreas. Isso mesmo: as fotos pareciam da Terra vista do espaço, com campos, rios e edifícios sendo formados por todas as proteínas, minerais e hormônios presentes na lágrima.

Quem sabe agora alguém preste mais atenção às lágrimas? Já pode começar conferindo, abaixo, fotos do trabalho de Fisher (clique nas imagens para ampliá-las):

(Fonte: Wired)

Laser projeta imagem de bicicleta no chão avisando que o ciclista vai passar

Saúde Visual já mostrou que Londres, que já era mais acolhedora para os deficientes visuais, vem incorporando uma série de recursos tecnológicos e soluções simples que fazem uma diferença enorme na vida de cegos e deficientes visuais. E vem de lá um sistema que promete combater, também, o ponto cego.

Sim, porque até em Londres os de visão perfeita sofrem com o chamado “ponto cego”, quando outro elemento no trânsito se encontra na trajetória do veículo, mas fora do alcance de visão do motorista. E isso também afeta motociclistas e, mesmo, ciclistas.

Um dos problemas que estes últimos enfrentam, principalmente, ocorre nas curvas. O condutor do veículo à frente, por exemplo, tem mais dificuldade de perceber a bicicleta pelo espelho retrovisor.

Mas o dispositivo Laserlight, desenvolvida pela designer britânica Emily Brooke promete ajudar nessa questão. O dispositivo é um LED com um laser que projeta uma imagem 'verde' no chão, em formato de bike, a poucos metros da bicicleta. O resultado é similar ao obtido com um farol, mas a diferença é que aumenta a visibilidade e sinaliza que um ciclista vai passar por ali.

Emily começou a desenvolver o conceito do produto enquanto na faculdade em 2011. Após terminar a faculdade, segundo o site da Fast Company, Emily buscou auxílio por meio de financiamento coletivo para viabilizar o negócio. A campanha que ela fez no site Kickstarter resultou em mais de US$ 800 mil, equivalente a R$ 1,7 milhão.

Ela fundou a Blaze, em Londres, e está vendendo o produto por meio do site. O prazo de entrega, segundo a empresa, varia de dois a dez dias, dependendo da distância do país.

A bateria tem uma durabilidade de 18 horas no caso do aparelho for usado no modo mais intenso. Na 'luz baixa', pode durar até 32 horas, segundo informa o desenvolvedor em seu site. O valor desse produto, segundo o site Fast Company, gira em torno de US$ 200, algo próximo de R$ 441.

A ideia de sinalizar o chão para facilitar a vida de motoristas, ciclistas e motociclistas lembra muito esta aqui, vinda da Holanda.

Abaixo, um vídeo demonstrando o funcionamento do produto:

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(Fonte: Estadão)

Rapaz joga Minecraft com movimentos de suas sobrancelhas

Saúde Visual está sempre dando uma moral para o pessoal que curte videogame.

Já mostramos que os de ação podem melhorar a percepção das diferenças de tonalidades; que o Tetris seria uma forma curiosa de tratar a desordem ocular popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia, e que um programa de 40 horas de videogame, ao longo de quatro semanas, ajudou a melhorar a visão de pessoas que sofriam com catarata nos dois olhos.

Agora vamos mostrar a iniciativa da organização sem fins lucrativos SpecialEffect. Especializada em desenvolver formas alternativas de jogatina a pessoas com deficiências físicas, ela presenteou Alex Kostov, de 19 anos, com controladores especiais. O garoto é incapaz de usar suas mãos de modo pleno devido à sua condição (atrofia muscular espinhal) e, assim, fica impossibilitado de segurar um joystick tradicional.

Porém, com o auxílio dos controladores adaptados, Alex já pode se divertir jogando Minecraft e FIFA, por exemplo. Basta utilizar um headset que emite impulsos ao PC a partir do movimento de suas sobrancelhas!

Além desse dispositivo, um mouse adaptado faz com que Alex consiga dominar seu computador, o que possibilita não apenas mais facilidade durante as partidas de futebol online, mas fez com que o próprio gamer queira também desenvolver um “jogo acessível a todos”.

Outro dos periféricos criados pela SpecialEffect foi um controlador de voz que permite a Alex operar sua máquina por meio de seu headset, mouse e microfone adaptados.

“Quando tive acesso aos controles pela primeira vez, simplesmente não consegui parar de clicar em todos os cantos da tela”, declara o jogador. “Apenas cliquei, pois me senti tão livre (...). Agora posso conversar bastante com meus amigos muito mais facilmente e tenho, no geral, uma sensação de liberdade”, ele relata.

Várias outras pessoas já foram agraciadas por acessórios desenvolvidos pela SpecialEffect e você pode clicar aqui para visitar a página da organização. E também pode assistir a mais vídeos sobre este assunto por meio deste link.

Abaixo, confira o vídeo de Alex com seus dispositivos adaptados jogando Minecraft:

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(Fonte: Tecmundo)

Para estudar quando criança, professor escondeu deficiência visual

No ano de 1977, a mãe de Daniel Ribas achou que já era hora dele ingressar no ensino fundamental já que, aos nove anos, e tudo o que ele sabia fora ensinado em uma escola de braile, onde também eram ensinados conteúdos de matemática e português.

Para frequentar o colégio do irmão mais novo, Daniel, que é deficiente visual, precisou fingir ter uma visão perfeita. “Nasci em uma época em que o estudante tinha de se adaptar à escola, e não o contrário”, explica ele.

A mentira, porém, durou três dias. O diretor do colégio na época se recusou a manter o estudante na instituição depois que a deficiência visual de Daniel foi descoberta por uma professora, ao perceber que ele não entendia nem escrevia no caderno o que era exposto no quadro.

 “Quando descobriram que eu era cego, o diretor queria me mandar embora, dizendo que ‘aquilo não era escola de braile’”, relembra Daniel, hoje professor de Língua Portuguesa da rede estadual de São Paulo. A solução foi ser matriculado em outra escola, com classes especiais.

A partir desse ano conturbado, Daniel frequentou somente classes regulares. As dificuldades, no entanto, não desapareceram. No ensino médio, sofreu com o preconceito das escolas que não queriam aceitá-lo por sua deficiência visual. “A dificuldade é o novo. A verdade é que os colégios tinham medo, por nunca terem tido alunos assim”.

A adaptação às escolas de que fala acontecia quando elaborava “seus próprios livros” - pedindo para alguém gravar a leitura em fita cassete - ou quando estudava em casa com as gravações das aulas. “Algumas vezes eu assimilava melhor o conteúdo que os colegas, por ouvir bastante a matéria. E os colegas também vinham me pedir para escutar as aulas”, lembra.

Contudo, Daniel conta que, ao mesmo tempo em que ele se adaptava à escola, nunca encontrou igualdade no acesso ao ensino.

Hoje, aos 46 anos, o professor optou pelo ensino à distância e, assim, faz especialização em Educação Especial Inclusiva em EAD, na Universidade Estadual Paulista (Unesp). Na pós-graduação, acredita que encontrou um local onde seu desempenho pode ser idêntico ao de qualquer outro colega.

Ao site de notícias Terra, Daniel conta que a maior mudança foi dispor de uma equipe que oferece apoio diante de qualquer dificuldade na plataforma de ensino. Os profissionais podem ser contatados via Skype, fórum ou email, de acordo com a preferência do estudante. Isso minimizaria os problemas, que geralmente são links ou imagens inacessíveis pelo seu leitor de tela - programa que descreve em áudio os elementos da página, desde que o site esteja adequado ao seu acesso.

Com todo material de que precisa disponível em versão digital, Daniel não precisa mais buscar livros impressos na biblioteca nem pedir para alguém que o leia, como frequentemente acontecia durante sua graduação.



(Fonte: Terra Notícias)

Cão-guia, privilégio de poucos

Os cães-guias oferecem aos seus parceiros segurança na locomoção, equilíbrio físico e emocional, facilitam sua socialização, e até sua autoestima melhora, sem contar com o fato de ser um amigo sempre presente para garantir sua independência e aquecer seu coração.

A presença do cão-guia, portanto, é importante para o aspecto prático não somente no auxílio do cotidiano de seu dono, mas, também, na maior socialização e integração do humano na sociedade.

Mas, apesar de ser, ao mesmo tempo, companheiro e instrumento de locomoção, o cão-guia ainda é um privilégio de apenas algumas dezenas de cegos no país.

As poucas escolas que treinam e disponibilizam o cão de graça não dão conta da demanda. Um projeto criado no âmbito do programa federal de acessibilidade Viver Sem Limites promete criar sete centros de treinamento de cães-guia espalhados pelo país. O primeiro, no Instituto Federal Catarinense (IFC), em Camboriú, deve formar uma turma já em 2015. A coordenadora do projeto, Márcia Santos Souza, diz que a ideia surgiu há três anos, nas conversas com um professor portador de deficiência visual.

Antes disso, desde 2001, o Projeto Cão-Guia, do Distrito Federal, já treinou 42 cães e atendeu 38 cegos. Isso porque, quando um cão "se aposenta", outro é disponibilizado ao utilizador. 

Apesar dos anos de funcionamento, as escolas de treinamento de cães-guias sofrem para manter as atividades. No Cão-Guia DF, por exemplo, o desafio é pagar as contas e seguir o trabalho com os 11 cães que estão em treinamento. Com a ajuda de voluntários, doações e parceiros que fornecem tratamento médico e ração para os animais, Lúcia Campos leva o trabalho adiante. Ao ver o projeto perder força, em meados de 2006, ela e um grupo de amigos formaram uma associação para continuar o trabalho. Atualmente, os cinco instrutores responsáveis pelo treinamento são do Corpo de Bombeiros do Distrito Federal. No início do projeto, em 2001, três militares receberam treinamento na fundação canadense MIRA, que custeou a compra dos primeiros cães reprodutores do projeto. Depois do treinamento inicial, outros bombeiros foram treinados para seguirem com o trabalho.

Fabiano Pereira, instrutor da Escola de Cães-Guia Helen Keller, em Santa Catarina, alerta que a maior dificuldade é fazer com que os estabelecimentos também aceitem o instrutor acompanhado do cão-guia. "O cão precisa ser treinado nesses locais para que depois ele possa ajudar a pessoa cega", explica ele.

No Rio de Janeiro, George Thomaz Harrison conduz o Projeto Cão Guia Brasil com ajuda também de alguns parceiros. "O Brasil é um país onde existe muita burocracia e dificuldade para se trabalhar em ação social. Não é muito forte na cultura do empresariado investir em ação de responsabilidade social, a não ser quando ele tem algum benefício fiscal e financeiro", lamenta.

Em São Paulo, uma parceria entre o Sesi e a escola de treinamento do Instituto de Responsabilidade e Inclusão Social (Iris) prioriza a inclusão de trabalhadores da indústria. Desde o início do trabalho, em junho de 2011, foram entregues nove cães.

Parte da dificuldade de ampliação do serviço vem da complexa formação de instrutores e do longo e caro processo de educação do cão. Cada um consome em torno de 35 mil reais até que esteja apto a formar uma dupla.

De acordo com informações da Secretaria Nacional de Promoção dos Direitos da Pessoa com Deficiência, responsável pelo projeto, o Centro Tecnológico de Formação de Instrutores e Treinadores de Cães-Guia de Camboriú, no IFC, já tem salas administrativas, alojamento com dez dormitórios, canil com capacidade para 45 cães, maternidade e uma clínica veterinária.

Os outros seis centros planejados devem ser instalados até 2015 em Alegre (ES), Urutaí (RS), Muzambinho (MG), Limoeiro do Norte (CE), Manaus (AM) e São Cristóvão (SE).



(Fonte: O Povo)

Pelo olhar, sua postura afeta as suas decisões

Há quem acredite que os cientistas existem para encontrar perguntas até nos lugares mais absurdos e, então, respondê-las.

É o caso de Lawrence Rosenblum, professor da faculdade de psicologia da Universidade da Califórnia, que comprova que não ouvir direito por estar sem óculos é mais plausível do que se pensa, conforme já vimos neste artigo.

Mas ele não está sozinho nesta busca por soluções para questões bizarras. Por exemplo, algumas pessoas muito espertas da Universidade Erasmus, em Roterdã, inventaram uma maneira inteligente de encontrar uma resposta para a seguinte pergunta: as coisas parecem menores se olharmos para elas com a cabeça inclinada para a esquerda?

Em uma perspectiva didática simplificada, o sistema sensório-motor e o mecanismo sensório binocular são separados. O sistema motor alinha a fóvea dos dois olhos, no objeto resguardando e mantendo a fixação no objeto fixo ou em movimento. Isso aliado ao campo visual fazendo um campo de fixação. O sistema sensório-motor recebe informações que controlam o alinhamento. O processo normal de correspondência retiniana aliada à fusão de duas imagens físicas, em um sinal de impressão mental. Quando a fusão ocorre, uma nova qualidade do processo subjetivo toma o lugar da percepção de resultante de profundidade e paralaxe. O mecanismo de correspondência unicamente concede uma localização relativa do objeto a outro espaço físico.

A decodificação de sinais emitidos para cada um dos olhos e seus processamentos simultâneos resultando da composição espacial de seus pontos, uns devidos a estímulos ao olho direito, outros ao esquerdo.  Desse modo, seja por alternância espacial e, ou temporal, nunca o mesmo ponto objeto teria as suas imagens em cada um dos olhos simultaneamente processadas pelo sistema nervoso central.

Nem tão simples? Pois, para passar da teoria à prática, os pesquisadores de Roterdã convidaram 91 alunos de graduação para ficar em uma Wii Balance Board (uma balança com sensores de pressão que permite que o usuário do videogame pratique diversas atividades físicas), e então pediram para que estimassem quantidades diferentes que iam desde as populações de cidades até alturas dos edifícios.

Por trás dos bastidores, e sem os alunos saberem, os pesquisadores manipularam a balança para fazer com que os participantes ficassem em linha reta ou se inclinassem ligeiramente para a esquerda ou para a direita ao fazerem as estimativas. Ao analisar os resultados, os pesquisadores chegaram à hipótese de que tendemos a visualizar os números ao longo de uma linha invisível, com números menores quando estamos inclinados para a esquerda e maiores quando estamos inclinados à direita.

Portanto, há um fundo de verdade nesta questão, por incrível que pareça!

O que seria de nós sem os cientistas?



(Fonte: Hypescience)

A misteriosa (e fascinante) visão das aves, dos peixes, dos moluscos e até das aranhas

Já apresentamos o mundo sob a ótica dos animais. Quem gosta de pets adora este tipo de matéria, mas, quem não é muito fã, pode questionar o motivo de Saúde Visual publicar artigos assim.

O motivo é que, quem gosta e tem animais de estimação precisa estar informado sobre a visão deles, também. Além disso, os sentidos dos animais ainda é um campo cheio de mistérios. Tanto que são feitos estudos de várias espécies para buscar respostas que, em um futuro próximo, podem nos surpreender e até nos ajudar.

A visão, que é nosso foco (trocadilho inevitável), por exemplo, é um sentido essencial para uma ave de rapina. Até mais que o cheiro. Mesmo durante o mergulho a uma velocidade de 160 km/h ou mais, os falcões conseguem detectar suas presas em parte graças a uma diminuição do número de vasos sanguíneos na sua retina. Uma vez que os vasos dispersam a luz, ter menos deles cria imagens extremamente nítidas, tornando o bote muito mais preciso.

Conhece os Vieiras? Não, não aquela família vizinha sua. Vieiras são moluscos capazes de distinguir claro e escuro. Alguns cientistas acreditam que são capazes desta distinção por terem mais de 100 olhos na borda de seu manto. Uma superfície refletora na parte de trás de cada olho foca a luz na retina para formar imagens bastante nítidas.

Preconceito fora, é verdade que o quatro-olhos enxerga em dobro. Neste caso, um peixe da espécie Anableps anableps, que é conhecido como quatro-olhos, mas que, na verdade, tem apenas dois, consegue enxergar em dobro, pois cada um é dividido: a parte superior fica de vigia para predadores acima da superfície, enquanto a parte de baixo fica de olho em ameaças subaquáticas.

Já as aranhas, por exemplo, possuem muitos olhos porque, segundo cientistas, o par de olhos principais serve para ver cores e detalhes, e o par anterior de olhos laterais tem a função de perceber movimentos em direção à aranha. Isso cria uma visão de quase 360 graus.

Os insetos têm olhos compostos, com múltiplas lentes e diferentes áreas dos olhos com diferentes funções. A divisão de tarefas pelos pares de olhos foi a resposta evolutiva encontrada pela aranha para ter as mesmas funções.

As pesquisas para entender como os olhos das aranhas funcionam e como elas veem o mundo prosseguem. O próximo passo será utilizar um sistema de vídeo para analisar como os olhos principais das aranhas reagem às cores e para onde elas olham. Por enquanto, sabe-se, também, que algumas outras espécies aracnídeas podem detectar a radiação ultravioleta, o que facilita... o acasalamento! Danadinha.



(Fonte: Hypescience)

Do fundo do baú 5: tecnologias vestíveis

Para quem acha que as chamadas tecnologias vestíveis são novidades, Saúde Visual apresenta mais um capítulo da série “Do fundo do baú”, criada, justamente, para podermos ver (opa), de forma curiosa e fascinante, como a vida costumava ser e o quanto ela mudou também no campo da visão. Ou nem tanto, como poderemos conferir abaixo (clique nas imagens para ampliá-las).

“O isolador”, este capacete bizarro de 1925, como o próprio nome sugere, supostamente ajudava o usuário a focar, tornando-o surdo, bombeando-o com oxigênio e limitando a sua visão a uma pequena fenda:

Estes óculos foram feitos especificamente para ler na cama:

Em 1939, estes cones acoplados ao rosto eram uma forma elegante (acredite!) de proteger principalmente os olhos durante tempestades de neve:

Você achando que o Google Glass era o máximo em tecnologia vestível e eis que, em 1963, existiam estes “Óculos de TV”. Que, ao contrário do gadget da Google, nunca fizeram sucesso e desapareceram tão rápido quanto surgiram...:

E, para a galerinha do século 21 que acha estar abafando com seus “selfies”, eis o primeiro autorretrato fotográfico de que se tem notícia. Em 1839, Robert Cornelius tirou essa foto na frente da loja de sua família:

 

 

(Fonte: Distractify)


Plataforma inacessível compromete meio semestre de caloura

Apesar dos avanços das últimas décadas, ainda há muitos relatos negativos de universitários em relação à acessibilidade, o que compromete a realização de seus estudos a distância sem percalços.

É o caso da estudante Ana Luíza Martins de Freitas, de 17 anos. Ela cursa duas disciplinas a distância no curso de Jornalismo do Centro Universitário Newton Paiva, e isso já é o suficiente para dar início a brigas que duram metade de seu primeiro semestre na faculdade. Moradora de Contagem, em Minas Gerais, a aluna deficiente visual relata problemas de acesso de seu leitor de tela à plataforma Moodle, utilizado pela instituição. Moodle é o acrónimo de "Modular Object-Oriented Dynamic Learning Environment", um software livre, utilizado como apoio aos cursos presenciais da universidade, executado num ambiente virtual.

Mensagens, marcações no calendário da disciplina, imagens - vários conteúdos se perdem por conta do erro de leitura ocasionado pela inadequação do site ao programa. Além disso, o próprio desempenho nas avaliações virtuais ficou comprometido pela inacessibilidade, segundo Ana Luíza. “Houve questões de prova como 'o que significa a charge', 'analise a charge e responda'. Mas nada era audiodescrito”. Por fim, a estudante declara que não tem acesso total aos fóruns de notícias, só a algumas abas.

Após procurar a coordenação do curso por duas vezes (a primeira em fevereiro deste ano), Ana Luíza decidiu publicar um comentário no site Reclame Aqui, que reúne queixas de consumidores de diversos produtos e serviços. A promessa da instituição foi de que “todas as atividades que não foram adaptadas devidamente serão avaliadas através de provas presenciais”, mas, de acordo com a aluna, até o momento, nada mudou.

O desrespeito se estende ainda às aulas presenciais, segundo Ana. Em uma aula de postura, por exemplo, a professora estava abordando a forma adequada de se apresentar um artigo. “Mas a explicação dela não acompanhava os gestos, não consegui entender. Ao final da aula pedi para que demonstrasse de novo, de forma tátil. Ela disse que já havia explicado. Ignorou totalmente minha deficiência”. Em outros momentos, a estudante alega ter recebido textos em tinta e frequentado aulas com projeção de tela sem audiodescrição do que era apresentado.

Procurada pela reportagem do site Terra, a Newton não comentou o caso de Ana Luíza e afirmou, por meio de nota, que “se preocupa com as necessidades de todos os alunos, inclusive com os portadores de necessidades especiais”.

 


(Fonte: Terra Notícias)

Pestanas com jóias, pintura com os olhos, maquiagem artística... haja saúde visual!

Arte é um termo que vem do latim, e significa técnica/habilidade. A definição de arte varia de acordo com a época e a cultura, por ser arte rupestre, artesanato, arte da ciência, da religião e da tecnologia.

Trata-se de uma atividade humana ligada a manifestações de ordem estética, feita por artistas a partir de percepção, emoções e ideias, com o objetivo de estimular esse interesse de consciência em um ou mais espectadores, e cada obra de arte possui um significado único e diferente.

A arte está ligada à estética, porque é considerada uma faculdade ou ato pelo qual, trabalhando uma matéria, a imagem ou o som, o homem cria beleza ao se esforçar por dar expressão ao mundo material ou imaterial que o inspira.

Isto talvez explique porque, todos os anos, surja uma nova tendência de arte nos (ou para os) olhos.

Já mostramos a joia implantada no globo ocular, a tatuagem na esclera e a lambida nos olhos da pessoa amada. Mas, obviamente, os modismos não pararam por aí.

A maquiadora e fotógrafa israelense Tal Peleg, por exemplo, é uma artista que transforma a própria pálpebra em uma tela capaz de receber qualquer detalhe, qualquer desenho. Para ela não existem limites para reproduzir em seus olhos artes que impressionam pela riqueza de formas, cores e precisão. Mas qual o problema com isso?

Acontece que os conservantes utilizados na maquiagem podem, ao longo do tempo, permitir que as bactérias cresçam. Qualquer tipo de maquiagem vencida, fora da data de validade, deve ser jogada fora imediatamente, sob risco de, no mínimo, se contrair uma infecção ocular.

Isto para as maquiagens caseiras. No caso dos maquiadores profissionais, além da validade dos produtos, no caso específico do rímel é recomendável utilizar pincéis descartáveis, para evitar contaminação (Para conhecer melhor o trabalho de Tal, basta clicar aqui).

Já o artista argentino Leandro Granato em seu estúdio na cidade de Alejandro Korn, na região metropolitana de Buenos Aires, pinta com uma técnica única: ele inala a tinta pelo nariz e... a esguicha pelo olho!

Segundo ele, cada cliente recebe, junto com o quadro, um vídeo demonstrando o processo e explicando como ele faz para não machucar os olhos. Não há conhecimento de outro “artista” que faça quadros abstratos usando a bizarra técnica de Leandro. E os oftalmologistas agradecem, claro! Se você quiser conferir um vídeo dele executando sua 'obra', clique aqui.

E os cílios, claro, não escapam destas perigosas tendências “artísticas”: a nova moda é enfeitá-los com joias. Confira no vídeo abaixo como isso funciona e as explicações de um especialista sobre o que isso pode significar para a saúde dos olhos (como o vídeo está em inglês, não deixe de ativar as legendas clicando no ícone situado na parte de baixo da barra de ferramentas, ao lado do ‘relógio’):

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(Fontes: Bol, Feminices & The Optical Vision Site)

Truque permite enxergar nitidamente sem óculos

Esqueceu seus óculos? Pior! Perdeu seus óculos? Ou, ainda, sua lente de contato caiu e você não mais a achou? Tem que correr no oftalmologista para uma nova receita e, depois, voar ao oculista para fazer uma nova armação ou lente?

Pois seus problemas terminaram! Ou, pelo menos, já não precisa tanta correria. Segundo o canal Minute Physics, existe um truque que funciona quase como mágica para fazer você enxergar com nitidez, quando você estiver sem seus óculos ou lentes.

Nossa visão funciona, basicamente, quando a luz sai de uma determinada fonte, reflete nos objetos e viaja até os nossos olhos, chegando à nossa retina, onde uma imagem será formada. O problema é que a luz atinge a sua retina em vários lugares, o que resulta em uma imagem fora de foco.

É para corrigir isto que entra em ação o cristalino, que funciona basicamente como uma lente, de maneira que seu trabalho é focar a luz em um único ponto da retina. Acontece que o cristalino só pode focar a luz que vem de uma determinada distância. Se um objeto está muito perto, ou muito longe, sua luz irá se espalhar pela retina, formando uma imagem borrada.

Como, porém, os músculos dos nossos olhos nos permitem acomodar um pouco melhor a luz, quando apertamos o globo ocular, provocamos mudanças focais que nos permitem ver com nitidez a diferentes distâncias. Mas, de vez em quando, nossos olhos não são capazes de fazer isso espontaneamente. É aí que precisamos usar óculos/lentes.

Mas, e quando nos esquecemos deles ou os perdemos? Neste momento podemos utilizar o tal truque.

Que é muito simples: basta fazer um buraquinho bem, mas bem pequeno mesmo, usando o seu dedo indicador. Também é possível furar um pedaço de papel com uma agulha para obter o mesmo efeito, mas é bem mais simples usar as mãos - tipo aquela brincadeira de fazer uns óculos com as mãos, só que com 'lentes' bem menores.

Diferentemente do cristalino, um buraquinho muito pequeno (do tamanho de uma cabeça de alfinete) consegue focar a luz proveniente de qualquer distância. Justamente por ser tratar de um orifício muito pequeno, permite que a luz venha de apenas um lugar e, portanto, de apenas uma direção a partir de qualquer fonte. Assim, não existe a possibilidade de formar uma imagem borrada.

O único detalhe é que essas imagens nítidas são formadas a partir do bloqueio da luz, ao invés do foco, o que resulta em imagens mais escuras – motivo pelo qual, inclusive, usamos lentes ao invés de buraquinhos nas mãos que, entretanto, na hora do aperto, quebram o maior galho...

Abaixo, o vídeo demonstrativo da técnica (não esqueça de ativar as legendas em português):

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(Fonte: Gizmodo Brasil)

Louva-a-deus usa o menor óculos 3D do mundo (para uma pesquisa)

Você pode não gostar de ver filmes em 3D. Seja porque não consiga ver as imagens tridimensionais, ou porque não confie na higiene dos óculos que todos usam ou, ainda, por possuir alguma predisposição patológica que torne contraindicado assistir um filme com esta tecnologia.

Imagine, então, ser obrigado a usar um óculos 3D em nome da ciência.

Foi o que fizeram alguns cientistas da Universidade de Newcastle, no Reino Unido: colaram um pequeno óculos 3D na cara de um louva-a-deus para tentar entender como funcionam os olhos dos insetos. Incomum para invertebrados, os louva-a-deus possuem visão estereoscópica. Isso faz deles não somente caçadores sofisticados, mas também, alvo da curiosidade dos cientistas.

Assim, sem ter muita escolha, um louva-a-deus teve óculos grudado em sua cabeça com cera de abelha e, depois, foi colocado de frente a um monitor de computador que exibe imagens em 3D. Com isso, os pesquisadores pretendem testar a percepção de profundidade para ver como ela difere da dos humanos. Tudo em prol da criação de robôs com uma melhor visão, explica Vivek Nityananda, um associado de pesquisa em neurociência.

Apesar de parecerem interessantes, os experimentos são um pouco irritantes para os insetos. Isto porque, ao ajustar os efeitos 3D na tela, os pesquisadores tentam, propositalmente, incomodá-los fazendo com que pareça que um objeto está indo em direção a eles. Depois disso, os óculos são retirados e o louva-a-deus é levado para outra sala onde recebe alimento.

Os pesquisadores criaram o vídeo abaixo, chamado Man, Mantis & Machine, para acompanhar o trabalho. Assista e, se der vontade de rir, lembre-se que esta pesquisa pode ajudar a, mais tarde, abolir o uso daqueles óculos 3D, com aquele horroroso par de lentes que escurece a tela e incomoda muita gente...

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(Fonte: Discovery News)

Monóculo eletrônico arquiva sites de acordo com estado emocional

Certamente você já percebeu que a internet oferece muito conteúdo. Muito mesmo. Você pode até usar um site agregador de notícias, que lhe permita concentrar tudo em um só lugar. Ainda assim, para você saber o que está saindo em todos os sites é algo praticamente impossível - e isso torna necessário o surgimento de ferramentas que organizem os organizadores de notícias.

Sabedores disto, Sanya Rai, Carine Collé e Florian Puech, estudantes de design da Royal College of Art e da Imperial College, em Londres, criaram o Amoeba, um monóculo eletrônico que arquiva as páginas que você acha interessantes de acordo com o seu biofeedback.

Este conceito, feito através de uma impressora 3D, usa três tipos de sensores para monitorar seu estado emocional. Sensores de calor perto da sua boca verificam quão rápido você está respirando; uma câmera apontada para o seus olhos mede a dilatação da sua pupila e um sensor na sua pele analisa qualquer aumento da transpiração.

Em seu site Sanya Rai explica que o usuário poderá usar o Amoeba antes de começar a sua pesquisa na Web. “Enquanto você navega por diferentes páginas, o aparelho detecta seus dados biológicos e quantifica seus interesses. Quando você estiver pronto, você pode ir até o aplicativo do Amoeba e selecionar a palavra-chave pela qual você está procurando. Então o aplicativo vai mostrar uma linha do tempo de todos os links visitados, com destaques baseados em quão interessante você achou o conteúdo”, diz ela.

Ainda segundo Sanya, o usuário do Amoeba tem também tem a opção de “ver a rota que você fez para chegar uma determinada página, o que permite uma maior reflexão e autoconsciência do conteúdo que você consome na internet”.

Em pequenos testes, a equipe diz que o protótipo do dispositivo foi capaz de identificar corretamente os artigos mais interessantes e os menos interessantes com nove acertos em dez tentativas.

Ao correlacionar a sua resposta fisiológica ao conteúdo digital que você está consumindo, o Amoeba pode descobrir quais são os sites e páginas que você acha mais interessantes – e exigirão mais cuidado com aqueles sites que te fazem suar, tiram seu fôlego e dilatam suas pupilas...

Assita abaixo ao vídeo demonstrativo do Amoeba:



(Fonte: Motherboard)

Olhos revelam até o que a poluição faz com o coração

Como Saúde Visual documentou nesta matéria, o dr. Mohammad Kamran Ikram, da Universidade Nacional de Cingapura, teve a ideia de documentar a pressão arterial por meio da retina que, segundo ele, fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro.

Eis que um outro estudo, desta vez realizado pela equipe da Dra. Sara Adar, da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, e publicado esta semana na revista PLoS Medicine, também examinou as relações entre os vasos sanguíneos - mas com a poluição.

Os resultados revelaram que os participantes com exposições de curto prazo a pequenas quantidades de poluição tinham os vasos sanguíneos microvasculares de alguém três anos mais velho. Já as pessoas com exposição prolongada à poluição elevada tinham os vasos comparáveis aos de uma pessoa sete anos mais velha.

Adar disse que "essa mudança se traduz em um aumento de 3 por cento no risco de doença de coração para uma mulher que vive sob altos níveis de poluição do ar, em relação a uma mulher que vive em uma área mais limpa."

Os vasos da retina são apenas um exemplo dos vasos muito pequenos que existem no coração e em todo o nosso corpo, mas os que estão nos olhos são os únicos que podem ser vistos e fotografados diretamente de forma não invasiva, sem a necessidade de bisturis, sondas ou anestesia.

Os pesquisadores tiraram fotografias digitais dos vasos sanguíneos da retina de participantes com idades entre 45 e 84 anos.

Eles mediram o nível de partículas finas no ar em cada uma das casas dos 4.607 participantes ao longo dos dois anos anteriores ao exame de olho, e também mediram os níveis de poluição no dia anterior ao exame ocular para calcular a exposição de curto prazo. Os participantes não tinham histórico de doença cardíaca.

As fotos revelaram que pessoas saudáveis expostas a altos níveis de poluição do ar apresentam estreitamentos nas arteríolas da retina, uma indicação de um maior risco de doença cardíaca.

Ainda que os níveis de poluição no estudo se mostrassem em geral abaixo do nível considerado aceitável, ainda assim prejudicaram os minúsculos vasos sanguíneos, que têm a dimensão comparável à de um cabelo humano.

Além da ligação entre a poluição e as doenças cardíacas, por conta de partículas que, quando inspiradas, penetram na corrente sanguínea e alteram a estrutura da molécula do LDL, a lipoproteína de baixa densidade - conhecida como colesterol "ruim", a concentração de poluentes no ar podem ocasionar olho seco, alergia ocular, inflamação da córnea (ceratite) e da conjuntiva (conjuntivite), além de colaborar para a evaporação da lágrima, o que afeta o trabalho de proteção dos olhos desempenhado por ela.

Como se vê (sem trocadilhos), as "janelas da alma" podem se escancarar e revelar muita coisa mesmo.



(Fonte: Diário da Saúde)

Uma criança que conseguiu fazer a diferença

Do desejo do casal Victor e Mara Siaulys de educar Lara, sua filha cega, utilizando-se da brincadeira e da criação de brinquedos que pudessem ampliar as suas possibilidades de aprendizagem e desenvolvimento, surgiu a Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual, mais conhecida como Laramara, em 1991.

E, do desejo de ajudar as pessoas cegas, baseando-se numa palestra em que especialistas da Laramara falaram a respeito das dificuldades que as pessoas cegas enfrentam no dia a dia, foi que Alejandro Cuan Tichauer colocou na cabeça que iria ajudar a entidade. Alejandro tem apenas oito anos.

A a tal palestra foi realizada na escola onde o menino estuda, localizada no bairro do Itaim Bibi, em São Paulo e a ideia inical dele era arrecadar dinheiro para comprar uma máquina Braille.

A mãe do menino, Bety Tichauer, conta que, então, ele escreveu e distribuiu pessoalmente várias cartas para mobilizar vizinhos, amigos de seus pais e colegas da escola para conseguir comprar o equipamento.

E deu certo. Aliás, deu muito certo. Alejandro arrecadou bem mais do que o dinheiro necessário para comprar somente uma máquina Braille. Com os R$ 5.010,00 que juntou, ele conseguiu comprar dois equipamentos desse tipo, além de 25 bengalas. Todo o material já foi doado à Laramara e ajudou a melhorar a situação de dezenas de deficientes visuais carentes.

Orgulhosa, Bety conta que o filho “sempre foi uma criança engajada em ajudar outras pessoas. É um orgulho saber que ele conseguiu fazer a diferença”. E como faz!

No dia da entrega das doações, Alejandro, para agradecer as cerca de 160 pessoas que se sensibilizaram com sua campanha, utilizou a seguinte frase:

“Eles não podem ver, mas podem sentir o amor que você compartilhou”.

É para deixar muita gente orgulhosa - e não apenas a dona Bety.



(Fonte: Assessoria de imprensa)

Óculos que ajuda cegos "ver" ganha prêmio

Todas as pessoas que possuem perda ou redução da capacidade visual em ambos os olhos em caráter definitivo e que não possa ser melhorada ou corrigida através de tratamento cirúrgico ou clínico e/ou lentes são consideradas pessoas com deficiência visual. Por isso, algumas pessoas catalogadas como cegas na verdade podem perceber um pouco de luz e movimento, a chamada “visão residual”.

O dr. Stephen Hicks, da Universidade de Oxford, desenvolveu um tipo de óculos high-tech que procura tornar essa visão residual tão útil quanto possível, ao traduzir informações visuais em imagens que as pessoas cegas podem "ver".

Os óculos inteligentes usam pequenas câmeras e softwares para reconhecer objetos próximos e projetá-los de uma forma simples e intuitiva nas lentes dos óculos, que funcionam como telas de cinema pessoais para os amblíopes, pessoas que apresentam redução ou perda da visão num dos olhos, ou mais raramente em ambos, sem que o olho afetado mostre qualquer anomalia estrutural.

As imagens são geradas dependendo da capacidade de cada pessoa capturar ou interpretar tons de cinza. Por exemplo, os objetos podem ser tornados mais claros contra o fundo, ou a distância de um obstáculo pode ser indicada variando o brilho da imagem.

O óculos, por enquanto, é apenas um protótipo, mas já ganhou um importante prêmio científico – o Brian Mercer Inovation, organizado pela Royal Society - e seu criador disse que os £ 50 mil ( aproximadamente R$ 175 mil) serão usados para aprimorar o invento para que se torne uma forma barata e eficaz para as pessoas com extrema dificuldade de visão poderem se movimentar por locais públicos.

Para tanto, Hicks planeja adicionar a eles a capacidade de reconhecimento de texto e de objetos. A ideia é que, assim, os óculos ajudariam os usuários a reconhecer objetos do cotidiano, como um ponto de ônibus ou algum item pessoal, e identificado como tal, avisaria ao usuário se é um obstáculo ou não.

"Meu objetivo é a pesquisa para melhorar a visão funcional para pessoas com visão severamente prejudicada” disse o dr. Hicks ao The Independent.



(Fonte:  Terra)

Retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro

Segundo pesquisa do Ministério da Saúde realizada em 2010, a hipertensão atinge 23.3% dos brasileiros e o sal é apontado como o grande vilão por ser a maior causa da doença. Em todo o mundo, a hipertensão arterial é o fator de risco mais importante para o AVC.

No entanto, ainda não é possível prever quais pacientes hipertensos têm maior probabilidade de apresentar um acidente vascular cerebral.

Por isso, o dr. Mohammad Kamran Ikram, da Universidade Nacional de Cingapura, teve a ideia de documentar a pressão arterial por meio da retina. Segundo ele, a retina fornece informações sobre o estado dos vasos sanguíneos no cérebro. Assim, as “imagens da retina representam uma forma não invasiva e barata de examinar os vasos sanguíneos", explica ele.

O Dr. Ikram e seu grupo acompanharam a ocorrência de AVC durante 13 anos em 2.907 pacientes com pressão arterial elevada. O acompanhamento envolveu tirar fotografias da retina, classificando os danos aos vasos sanguíneos da retina em leves, moderados ou graves.

Durante o acompanhamento, 146 participantes tiveram um derrame causado por um coágulo de sangue e 15 por hemorragia no cérebro. Os pesquisadores então ajustaram os dados para levar em conta vários fatores de risco para AVC, como idade, sexo, raça, níveis de colesterol, glicemia, índice de massa corporal, tabagismo e leituras de pressão sanguínea.

Eles descobriram que o risco de acidente vascular cerebral foi 35% maior nas pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 137% maior nas pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave - tudo atestado pelas fotografias da retina.

Mesmo nos pacientes sob medicação, com um bom controle da pressão arterial, o risco de um coágulo de sangue foi de 96% maior nas pessoas com retinopatia hipertensiva leve e 198% maior nas pessoas com retinopatia hipertensiva moderada ou grave.

Retinopatia hipertensiva é a manifestação ocular mais comum de hipertensão. Estudos têm relatado que os pacientes hipertensos têm uma chance de 50 a 80% do seu desenvolvimento. Outro estudo descobriu que de 3 a 14% da população com idade superior a 40 vai ter algum sinal de retinopatia hipertensiva. Assim, É importante prestar atenção para os vasos sanguíneos durante todos os exames de fundo de olho. Afinal, os vasos sanguíneos do olho são os únicos no corpo inteiro que podem ser vistos diretamente, sem corte na pele, de modo que eles são importantes para diagnosticar as condições de todo o corpo.

O dr. Ikram, no entanto, informa que serão necessários outros estudos para confirmar os resultados e analisar se as imagens da retina podem ser úteis para fornecer informações adicionais sobre o risco de AVC em pessoas com pressão arterial elevada e considera “muito cedo para recomendar mudanças na prática clínica".



(Fonte: Diário da saúde)

"Vagas Inclusivas" ajuda pessoas com deficiência a entrar no mercado de trabalho

Desenvolvido pela i.Social, consultoria especializada na inclusão socioeconômica de pessoas com deficiência no mercado de trabalho, o site Vagas Inclusivas é uma ferramenta de recrutamento e seleção de profissionais com deficiência com base na web. O site, exclusivo para profissionais com deficiência, já entrou em funcionamento com um banco de currículos de 25 mil profissionais com diversos tipos de deficiência.

As empresas, através dos seus agentes de recrutamento e seleção, poderão gerenciar de forma online seus processos, de modo a otimizar o tempo e o encaixe entre o candidato e a vaga ofertada já que os dados podem ser acessados por qualquer empresa.

Chama a atenção o fato de que mais de 50% dos profissionais cadastrados possuem ensino superior e parte deles também conta com mestrado e doutorado.

Ao se cadastrar, os candidatos poderão anexar seu laudo médico, comprovando sua deficiência, e poderão relatar detalhadamente suas necessidades específicas para o ambiente de trabalho. Segundo o site, esta ação comprovará para o recrutador que o candidato se enquadra na Lei de Cotas. Além disto, os candidatos que anexarem seu laudo médico ao cadastro terão preferência na busca por currículos, ou seja, aparecerão na frente dos candidatos que não tiverem o laudo médico anexado aumentando, assim, as chances de ser chamado para as entrevistas e, consequentemente, de conseguir um emprego.

O site também oferece outras vantagens aos candidatos, como cadastro e utilização do site gratuitamente e migração automática de currículo, para aqueles que estão cadastrados no banco de talentos da i.Social.

O Vagas Inclusivas é totalmente acessível, de acordo com as normas de acessibilidade na web, inclusive para pessoas com deficiência visual. Para se cadastrar, tanto candidatos quanto empresas encontram um banner localizado na home do site. Basta clicar e seguir todas as etapas. Ou acessar este link.



(Fonte: Vagas Inclusivas)

O deficiente visual no Ensino Superior - um debate sem fim

Ao apresentar o projeto “Colega Legal” em nossa seção “Ações Sociais”, Saúde Visual fez esta pergunta: Como atender os requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência visual, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições, sem que haja prejuízo ou desgaste nesse processo?

O motivo deste questionamento se deve ao fato de que muito se discute sobre o assunto, mas isso não basta. É preciso que as Instituições de ensino primeiramente orientem seu corpo discente através de trabalhos e documentos relativos a acessibilidade para, quando da entrada destes alunos especiais, sejam respeitadas as leis que determinam a série de exigências legais. E, por serem legais, é importante dar a atenção necessária a esses alunos de forma que eles não se sintam obrigados a seguir pelos caminhos da justiça, dos tribunais e órgãos de defesa dos direitos dos deficientes.

Um trabalho de conscientização pode ajudar a identificar a melhora no desempenho acadêmico destes alunos. E isto não exclui os alunos portadores de visão subnormal, pois esses também necessitam de um programa de intervenção amplo que inclua o aspecto educacional, com ênfase no uso máximo do seu resíduo visual.

As exigências das leis sobre acessibilidade no ensino superior constam da portaria nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999, assinada pelo ministro Paulo Renato Souza. Diz a lei:

O Ministro de Estado da Educação, considera o disposto na Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no Decreto nº 2.306, de 19 de agosto de 1997, e considerando ainda a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior, de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino.

Em seu art. 1º, determina que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores, para fins de sua autorização e reconhecimento e para fins de credenciamento de instituições de ensino superior, bem como para sua renovação, conforme as normas em vigor, requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. No art. 2º a Secretaria de Educação Superior, com o apoio técnico da Secretaria de Educação Especial, estabelece requisitos, tendo como referência a Norma Brasil 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências e Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamentos Urbanos.

Para alunos com deficiência visual a lei exige compromisso formal da instituição de proporcionar sala de apoio, caso seja solicitada, desde o acesso até a conclusão do curso. Esta sala deve conter:

- máquina de datilografia braille, impressora braile acoplada a computador, sistema de síntese de voz;

- gravador e fotocopiadora que amplie textos;

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de áudio;

- software de ampliação de tela;

- equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal;

- lupas, réguas de leitura;

- scanner acoplado a computador e

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em Braille.

No art. 3º menciona-se a observância dos requisitos estabelecidos na forma desta Portaria vinda a ser verificada, a partir de 90 (noventa) dias da publicação, pelas comissões de especialistas de ensino, responsáveis pela avaliação a que se refere o art. lº, quando da verificação das instalações físicas, equipamentos, laboratórios e bibliotecas dos cursos e instituições avaliados.

A discussão vai muito além destas exigências, pois a lei não ordena que haja uma capacitação dos docentes e nem orienta por onde as Instituições devem começar o trabalho de inclusão. Alguns órgãos do governo ajudam com esclarecimentos, mas ainda é pouco levando em consideração a dimensão do problema.

Existem também as intervenções do MEC para criar regras para atender portadores de deficiências nas universidades. Todas elas, públicas ou particulares, terão de oferecer acessibilidade em suas áreas físicas e nas comunicações para pessoas portadoras de deficiências.

A portaria determina que na avaliação das condições de oferta de cursos superiores - para autorizá-los, reconhecê-los e renová-los - sejam incluídos requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais.

Estes requisitos dizem respeito a carências de alunos portadores de deficiência física, visual e auditiva. Eliminação de obstáculos para circulação do estudante, permitindo acesso aos espaços de uso coletivo; reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviço; construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores e adaptação de portais e banheiros com espaço suficiente para permitir a circulação de cadeira de rodas são alguns dos requisitos.

Toda essa discussão envolve a disponibilidade do conteúdo acadêmico para o aluno portador de deficiência visual. Seja ele falado ou em Braille. Como passar a matéria para estes alunos sem traumas, sem conflitos, sem acionar o judiciário?

Mobilização, capacitação e comprometimento pode ser a receita para harmonia entre as partes deste processo. Ao invés das partes se desgastarem nas minúcias da lei, devem procurar as novas tecnologias, que surgem para contestar como e quando os equipamentos exigidos podem ser substituídos.



(Fonte: Rede Saci)

Olho é a quinta parte do corpo mais atingida pelos acidentes de trabalho

Apesar de responder por mais de 80% de nossa integração com o meio ambiente, a visão está sendo negligenciada pelo trabalhador brasileiro, conforme os números divulgados pela Previdência Social. Segundo esta instituição, a incidência de traumas oculares no ambiente de trabalho aumentou, enquanto outros tipos de acidentes laborais tiveram queda.

O número de traumatismos no olho e órbita ocular mais que dobrou entre 2008 e 2010, dando um salto de 2,3 mil para 4,7 mil ocorrências o que, certamente, causa um aumento exponencial dos custos corporativos já que, somente neste ano, as empresas devem devolver aos cobres públicos cerca de R$ 67 milhões referentes a acidentes laborais.

Os números divulgados pela Previdência também revelam que o olho é a quinta parte do corpo mais atingida pelos acidentes de trabalho, respondendo por cerca de 4% das lesões, contra a incidência de 4,3% de ferimentos no joelho, 8,6% nos pés (exceto artelhos), 8,7% nas mãos (exceto dedos e punho) e 30,4% nos dedos.

Para especialistas, este aumento dos acidentes oculares está associada à falta de orientação dos trabalhadores autônomos na escolha dos óculos de proteção ou EPI (Equipamento de proteção individual). Os óculos de proteção adequados podem reduzir em 90% os acidentes oculares, e a escolha do modelo ideal deve levar em conta a atividade e o ambiente de trabalho que vai determinar, também, a cor de lente mais apropriada para melhorar a visibilidade.

O relatório da Previdência aponta que a maioria dos acidentes oculares acontece depois de 3 horas ininterruptas de trabalho. Por isso, recomenda-se uma pausa de 15 minutos depois desse período. Já para quem trabalha no computador a pausa deve ser feita depois de 2 horas. O cansaço visual pode diminuir a produtividade em até 20%.


(Fonte: LDC Comunicação)

Combate ao fogo pode ficar mais seguro do que nunca

Saúde Visual já mostrou aqui a tecnologia utilizada pela polícia para ajudar a manter a ordem através de aplicativos que utilizam a visão, em sistemas como o Google Glass, por exemplo.

Outro profissional que precisa de mãos livres e olhar atento é o bombeiro. Como já tratamos nesta matéria, a capacidade de ver através das chamas é um desafio fundamental para o campo industrial e particularmente para a área de segurança. O desenvolvimento de novas tecnologias para detectar pessoas vivas através da fumaça e das chamas em situação de fogo é algo extremamente desejável, uma vez que pode salvar muitas vidas.

Batizado de C-Thru, um novo conceito de visor e capacete oferece diversas funções integradas que atualmente só estão disponíveis em aparelhos separados, como sensores térmicos portáteis e dispositivos de comunicação. Então, em vez de ter que rastejar sob a fumaça enquanto constantemente verifica um sensor térmico de mão e tenta não se perder do resto da equipe por trás dele em uma fumaça espessa, o bombeiro com o capacete C-Thru pode apenas olhar ao seu redor com uma espécie de super-visão.

Algo como os capacetes futuristas para motociclistas que apresentamos aqui.

No caso do C-Thru, o capacete basicamente transmitiria dados e vídeos do ambiente via wireless para um serviço de análise na nuvem através do dispositivo móvel de computação dos bombeiros. A partir daí, a informação processada seria distribuída para todos os membros da equipe e mostrada nos visores HUD deles. Isso liberaria as mãos dos bombeiros para tarefas mais importantes, como resgatar pessoas com mais segurança. Além disso, os dados gravados em vídeo poderiam ser usados como referência e para treinamentos futuros, e talvez até como evidências em processos movidos contra o departamento dos bombeiros.

Além disso, o C-Thru pode ter uma função de eliminar ruídos que seria usada para que os bombeiros abafassem o barulho do prédio em chamas enquanto tentam ouvir gritos de socorro, assim como o som de partes de madeira que estão prestes a quebrar. Isso também liberaria os bombeiros para que não precisassem gritar um com o outro através de seus walkie-talkies para serem ouvidos. E como todo o sistema é integrado pelo capacete, torna-se algo tão simples de ser usado quanto a geração atual de capacetes de combate a incêndios.

Com todas essas funções disponíveis em um equipamento usado na cabeça, o combate ao fogo pode ficar mais seguro do que nunca. Porém, para tanto, é preciso que o C-Thru se torne realidade pois, ao contrário da tecnologia utilizada pela polícia, o capacete ainda é apenas um conceito.

Infelizmente por enquanto, os bombeiros, ao entrar em um edifício em chamas, ainda precisarão tão somente da coragem e do profissionalismo para atravessar um caminho cheio de fumaça tóxica em busca daqueles que estão presos lá dentro.



(Fonte: Behance)

Faixa que brilha no escuro traz segurança às estradas

Os óculos Night Drive foram desenvolvidos para – como o nome sugere – dirigir à noite por conta de estatísiticas que apontavam um aumento no índice de acidentes por conta do mau tempo nas estradas, dias chuvosos ou com neblinas muito fortes.

Apesar de não ter sido exatamente esta a preocupação de um projeto desenvolvido em 2012 pelos escritórios de design Studio Roosegaarde e Hejmans Infrastructure, o fato é que um conceito criado por designers conquistou as autoridades de trânsito do país europeu e virou realidade:  faixas de trânsito que brilham no escuro.

A rodovia selecionada para inaugurar o projeto foi a N329 em Oss, e um trecho de 500 metros de pista recebeu a tinta especial que carrega energia durante o dia para brilhar na ausência de luz. Isso significa que, tal qual em outro elemento do gênero, ela é branca enquanto carrega e ganha um tom de verde neon ao brilhar.

Uma reportagem divulgada na Holanda afirmou que a sensação é que “você está dirigindo através de um conto de fadas", algo que resume muito bem esse projeto extraordinário. Mas o estúdio de design gostaria de trazer esta tecnologia e design para o mundo real, com resultados práticos e bonitos.

Por enquanto, o trecho de 500m da estrada possui apenas as marcações da estrada feitas utilizando um pó foto-luminescente integrado na pintura, desenvolvido em conjunto com a empresa de construção de estradas Heijmans.

Segundo o noticiário neerlandês Dutch News, a ideia é expandir a utilização desse tipo de material, apesar de não haver nenhum contrato firmado com as criadoras do projeto para isso. Além disso, não há notícias ainda sobre como a tinta mantém-se contra o desgaste - o brilho dura até oito horas, uma vez alimentados ao longo do dia, mas talvez seu desempenho seja inferior aos dos métodos tradicionais de pintura e iluminação de pista.

Nesse sentido, Daan Roosegaarde, um dos criadores da ideia, cobra as autoridades. “Deveríamos criar laboratórios na cidade onde possamos experimentar e explorar esse tipo de soluções, como uma zona livre”, cobra o designer.



(Fonte: Wired)

Aprovados no "vestibular", cães-guia trazem liberdade para seus donos

Nosso intrépido colaborador, Lucas Radaelli, escreveu aqui sobre sua saga para conseguir um cão guia. Para tanto, precisou ir aos Estados Unidos e trazer Timmy, seu fiel escudeiro.

Isso porque, no Brasil, o número de cães-guia é ínfimo diante do universo de pessoas que poderiam ser beneficiadas. O CBO – Conselho Brasileiro de Oftalmologia - revelou que existem aproximadamente 5.400.000 (cinco milhões e quatrocentas mil) pessoas com deficiência visual (pessoas cegas ou de baixa visão) em nosso país, considerando-se uma população de 191.000.000 (cento noventa e um milhões) de habitantes (IBGE 2009). Enquanto isso, há 2000 pessoas na fila de espera para obter um cão guia, com cujo auxílio apenas cerca de 70 pessoas podem contar atualmente.

Por conta destes números o Sesi-SP desenvolveu uma novidade no Brasil, o Projeto Cão-Guia, para dar liberdade, velocidade e autonomia aos cegos trabalhadores da indústria - ou seus parentes - que receberão oficialmente a companhia dos animais. Até agora, foram entregues 12 animais que superaram um rigoroso “vestibular”.

A adaptação é importante para esses cães, que precisam aprender alguns hábitos e obedecer aos donos. Mas a fase de testes é importante também para os humanos. A diferença incomparável entre a sensibilidade do cão e o apoio de uma simples bengala é apontada por todos os novos beneficiados do projeto.

Além disso, segundo os participantes do projeto, os cães também garantem mais velocidade e são capazes de desviar de obstáculos "aéreos", como orelhões e galhos de árvores, por exemplo.

A relação do grupo de cegos beneficiados com a chegada de seus cães-guia mudou no que diz respeito ao espaço urbano. E a interação deles com as demais pessoas, também. Como os cães-guia são companhia constante de seus donos, têm garantido o direito, por lei,  a entrar em todos os lugares aos quais o proprietário tem acesso, incluindo metrô, ônibus e espaços públicos.

Dos 32 filhotes entregues a diferentes famílias para a etapa de socialização, apenas nove se formaram. Isso porque eles tinham que ter certas características – como docilidade, obediência e controle em situações típicas do cotidiano de grandes cidades como São Paulo, Santo André, São Bernardo do Campo e Mogi das Cruzes, na Região Metropolitana, onde vivem os cegos atendidos pelo projeto.

No primeiro ano de vida, os labradores ficaram com famílias voluntárias, que se comprometeram a socializar os animais nas mais diversas situações. Pela regra, os filhotes não podiam ficar sozinhos por longos períodos de tempo e deveriam ser acostumados a andar no transporte público.

Depois, os cães passaram por um treinamento que varia de seis a oito meses. É com os adestradores do Instituto Íris que eles aprendem como ajudar seus futuros donos a se locomover pela cidade. Os filhotes que passaram por todas essas fases partem, então, para a última: o convívio de um mês com os deficientes visuais com quem vão viver.

A prova final é eliminatória e difícil de passar: os animais precisam ter uma personalidade que combine com a de seus futuros donos.



(Fonte: G1)

Enxergar, mesmo através de uma retina artificial, não tem preço

Como Saúde Visual noticiou aqui, no ano passado a FDA, agência americana que regulamenta alimentos e medicamentos, aprovou a retina artificial criada pela empresa Second Sight e batizada como Argus II.

Desde então, quatro pacientes Universidade de Michigan tiveram implantada esta retina artificial que conta com o auxílio de um óculos que possui uma pequena câmera de vídeo e um transmissor. As imagens da câmera são convertidas em uma série de impulsos elétricos, que são transmitidos aos eletrodos existentes na superfície da retina artificial.

Os impulsos do olho biônica estimulam as células saudáveis da retina, que transmitem o sinal para o nervo ótico. Essa informação visual passa, então, para o cérebro, onde é traduzida em padrões de luz que podem ser reconhecidos e interpretados.

Entre estes pacientes está Roger Pontz, de 55 anos. Ele trabalha em uma fábrica nos EUA, recebeu o implante em seu olho esquerdo, no mês de janeiro e, desde então, vem se adaptando a enxergar pequenos detalhes novamente.

Pontz ficou cego cego em decorrência de uma retinite pigmentosa que causou a perda gradual das células de sua retina sensíveis à luz, chamadas bastonetes e cones. A doença surgiu em sua adolescência e, agora, ele está reaprendendo a enxergar após anos de cegueira total.

Apesar do mecanismo possibilitar apenas que o paciente recupere alguma informação visual, sem dúvida o Argus pode mudar a vida dos pacientes que sofrem de doença degenerativa. Ao Telegraph, Pontz afirmou que “isso não tem preço. Vale muito. Vale tudo para voltar a enxergar novamente. É excitante, emocionante. Vejo algo novo todo dia”.

Quando usa os óculos, que Pontz prefere chamar de "olhos", ele consegue identificar e agarrar seu gato, por exemplo. A melhora visual é surpreendente até para a esposa de Pontz, Terri, que fica espantada com o progresso de seu marido: "eu disse algo que eu nunca pensei que fosse dizer: pare de olhar para mim enquanto eu estou comendo “, disse ela.

O dr. Thiran Jayasundera, um dos dois médicos do Centro Kellogg de Visão da Universidade do Michigan que realizou a cirurgia em Pontz - e que durou cerca de quatro horas e meia -, está programado para discutir suas experiências com o processo de prótese de retina durante uma reunião da Sociedade Americana de Catarata e Cirurgia Refrativa na sexta-feira, em Boston. Ele a chama de um "divisor de águas".

- Isso é uma grande mudança no sentido de alguém que perde toda a visão, e agora tem um tratamento que pode lhe dar uma visão rudimentar – comemora o médico. Pontz concorda: "Eu posso andar pela casa com facilidade e isso é ótimo".



(Fonte: The Huffington Post)

Semáforo Sonoro - a luta continua

Em 1988 a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) de São Paulo, divulgou uma pesquisa onde constatava que, segundo análises estatísticas realizadas em São Paulo, cerca de 70% dos casos fatais ocorridos em consequência dos acidentes de trânsito são decorrentes de atropelamentos e apresentava, como uma das soluções, o semáforo sonoro. Mas, a princípio, o projeto era abrangente, para todos os pedestres e não apenas para as pessoas com deficiência visual.

A programação visava concluir a instalação destes equipamentos até o ano de 2012, mas há 20 anos um semáforo sonoro foi instalado na rua Conselheiro Brotero, em frente ao Laramara e, durante todo este período, não há registros de acidentes.

Também no ano de 2012, em Belo Horizonte, a Lei 10.442 entrou em vigor obrigando a prefeitura a instalar semáforos sonoros para auxiliar a travessia de cegos ou pessoas com baixa visão pelas ruas e avenidas da capital mineira. A definição dos locais para instalação ficará a critério do órgão gerenciador trânsito, podendo também a seu critério e por regulamentação, convidar entidades competentes para a escolha desses locais. Um sistema assim está sendo testado próximo a uma escola de cegos no Maranhão desde 2011.

O semáforo sonoro funciona da seguinte forma: ele é ativado através da botoeira sonora, que permite acionar o estágio de pedestres de duas formas distintas. Sem sinalização sonora, ou seja, pressionando e soltando o botão por um tempo inferior a três segundos e com sinalização sonora, quando o botão deve ser mantido pressionado por pelo menos três segundos antes de ser solto indicando que a solicitação de sinalização sonora para a travessia foi aceita.

Quando o sinal sonoro é acionado, durante a travessia ele emite dois tipos de sinais sonoros; um intermitente, enquanto o verde para o pedestre estiver aceso e outro intermitente mais rápido, quando o vermelho piscante para o pedestre for ativado e indica que o tempo de pedestre está acabando. O sinal sonoro cessa durante o período de vermelho fixo para o pedestre, indicando que o direito de passagem foi concedido aos veículos.

O semáforo sonoro continua em processo de aprimoramento, através de sugestões apresentadas pelas diversas instituições de apoio as pessoas com deficiência visual.

Na maioria das cidades da Europa os cegos têm menos preocupações quando se trata de transporte público. Todas as cidades contam com um excelente sistema de alto-falantes que anunciam as paradas de ônibus e estações de metrô. Além disso, são muitos os semáforos com avisos sonoros para ajudar aos cegos a atravessar a rua.

Aqui no Brasil, muitos projetos de lei tramitam visando a implantação em larga escala do semáforo sonoro buscando assim atender, plenamente, os direitos das pessoas com deficiência que lutam para serem incluídos de forma digna na sociedade.


(Fonte: Portal do Trânsito)

Muito além da adrenalina


Segundo oftalmologistas, a ruptura da retina ocorre no fim da quedaUm salto de bungee jump pode provocar mais do que simples descarga de adrenalina. Uma aventura deste tipo pode deixar na retina pequenos buracos que, se não tratados, correm o risco de evoluir para a cegueira. O esporte às vezes ganha notoriedade pelos acidentes que causa. O problema de visão é menos trágico, mas bem mais comum do que se imagina.

Segundo os médicos oftalmologistas, a ruptura da retina ocorre no fim da queda, quando o elástico chega ao limite, dá um tranco e puxa o saltador para cima. O forte impacto faz com que o humor vítreo (substância gelatinosa que preenche o globo ocular), tracione a retina, podendo causar rompimentos, hemorragias ou até o deslocamento.

A retina é a camada mais interna do olho, sensível à luz. Funciona como um filme fotográfico, que capta as imagens e envia para o nervo óptico, que, por sua vez, as transmite para o cérebro. Nos estágios iniciais, o deslocamento provoca pequenas alterações na visão periférica, como o surgimento de sombras escuras. Conforme o quadro se agrava, a visão central vai ficando embaçada e a perda visual, piorando. Segundo os médicos, a lesão na retina é normalmente percebida na hora, com visão turva ou até sangramento. Para evitar que aconteçam, é importante usar óculos de proteção específicos para cada esporte.

O diagnóstico de problemas na retina pode ser feito com aparelhos específicos que analisam a parte interna do olho, como o oftalmoscópio ou o ultra-som. Geralmente, são usados em exames de rotina de míopes, uma vez que os buracos podem decorrer de uma deficiência em conseqüência da miopia. A correção padrão para tratar rupturas é a chamada fotocoagulação retiniana a laser, na qual se "fecha" o buraco colando as extremidades. No caso de descolamento o tratamento deve ser cirúrgico.



(Fonte: Revista da Folha)

Couching: uma cirurgia de catarata que atravessa os séculos

De Medicina é considerado o mais antigo documento greco-latino médico, após os escritos hipocráticos. Escrito por Aulus Cornelius Celsus, um romano enciclopedista e possivelmente (mas não provável) um praticante médico, é datado do primeiro século antes de Cristo. Composto por oito tomos a obra é, na verdade, o que restou de uma enciclopédia muito maior.

Este material restante trata da dieta, doença, farmacologia, terapia e cirurgia, sangramentos, inflamação prevenção, diagnóstico de doenças internas, remoção de pedras nos rins e a amputação de membros, entre outros.

No tratamento de doenças o principal método de Celsus era observar e vigiar as reações da natureza humana, em vez de se opor a elas, concebendo que a febre significa um esforço do corpo para jogar fora alguma causa mórbida. Foi Hipócrates quem utilizou a palavra grega carcinos, significando caranguejo ou lagosta, para se referir a tumores malignos. E foi Celsus quem traduziu o termo grego para o latim câncer, que também significa caranguejo.

No tomo sete, Celsus trata das cirurgias e destaca a remoção de catarata. Esta técnica recebeu o nome de Couching e funciona inserindo um instrumento afiado que desloca a lente opaca para baixo, removendo assim a opacidade provocada pela doença, permitindo a entrada de luz no olho. O procedimento é interrompido assim que o paciente, que fica afácico (sem o cristalino) consegue enxergar formas.

Os registros mostram que esta técnica começou, pelo menos, por volta do ano 600 aC na Mesopotâmia, mas pode ter existido de alguma forma já em 2000 aC. Apesar do Couching não fazer mais parte da prática oftalmológica cirúrgica desde o século 19, continua a ser popular em alguns países em desenvolvimento onde a cirurgia moderna ainda é de difícil acesso ou onde a população prefere os tratamentos tradicionais. É comumente praticada na África Subsaariana.

Em Mali, na África Ocidental, a técnica continua a ser mais popular do que a cirurgia de catarata moderna, apesar do custo de ambos os métodos ser similar, mas com resultados muito diferentes, já que o Couching é uma técnica largamente mal sucedida com resultados terríveis, onde 70% dos pacientes ficam totalmente cegos.



(Fonte: The Eyetrain)

 

É melhor todos apertarmos o cinto desde já

O Sistema Público de Escrituração Digital - SPED vem sendo mais e mais aplicado, buscando cumprir o seu objetivo de combate à sonegação, a pirataria, o contrabando, a redução do uso de papel e a diminuição da burocracia.

Objetivos já alcançados: Forte combate da sonegação fiscal e a economia de papel.

Quanto à burocracia decorrente das exigências junto às empresas e dos Profissionais de Contabilidade, essa só tem aumentado, fazendo parte do chamado Custo Brasil.

O objetivo principal deste artigo é o de comentar brevemente a exigência dos Documentos Eletrônicos ao segmento de varejo e as diferentes soluções técnicas vigentes e a serem requeridas proximamente.

A NOTA FISCAL AO CONSUMIDOR ELETRÔNICA - NFC-e

A exigência desse Documento Eletrônico deriva da Nota Fiscal Eletrônica - NF-e com pequenas modificações visando atender a realidade do varejo.

A exigência do mesmo contribui para que o FISCO controle online as transações das empresas do varejo. Essa é uma motivação.

Ressalte-se que o prazo para implantação varia em cada unidade da Federação.

Nas empresas varejistas, especialmente às micro e pequenas se espera grande impacto, devido à necessidade de mudanças nas práticas de condução dos negócios, exigindo-se o total controle dos dados, oriundos das transações, ou seja, gestão profissional, a qual levará obrigatoriamente a uma nova cultura organizacional.

Esse Documento Eletrônico vem sendo implantado gradativamente pelo varejo. Ressaltamos que antes da implantação a empresa do varejo deve revisar por completo os seus processos de compra e de venda, de gestão dos estoques e custos, de gestão financeira, revisar os procedimentos fiscais, para que possa fazer bom e amplo uso de um sistema. O sistema preferencialmente deve ser voltado para cada ramo específico do varejo. É muito desejável que dele se extraia a contabilidade automaticamente ou no mínimo se execute a integração com o sistema fiscal e contábil, para que se elimine o tão custoso e indesejado retrabalho de digitação de dados para fins fiscais, financeiros e de contabilidade.

Ressalte-se que o FISCO, para esse Documento Eletrônico, trata o varejo como um todo, não segregando os diferentes ramos do segmento. Isso pode dificultar a implantação dos requisitos da NFE-e, vez que cada segmento tem suas especificidades.

MODALIDADES DE SOLUÇÕES PARA OS DOCUMENTOS ELETRÔNICOS

ECF-IF - Emissor de Cupom Fiscal - Impressora Fiscal.

O ECF do Convênio ICMS 09/09 é uma evolução do ECF ainda amplamente usado.

Características:

a) Possibilidade de conexão direta com servidor da Fazenda;

b) O equipamento pode operar totalmente off-line e controla a impressão dos documentos.

c) Possui memória inviolável que armazena todos os documentos nele registrados;

d) Permite que a transmissão dos documentos para a Fazenda seja feita de forma escalonada e programada; para quando houver internet;

e) Está bem sedimentado;

f) O Varejista tem o custo com o software, internet e com o ECF;

NFC-e - Nota Fiscal ao Consumidor Eletrônica

O Ajuste SINIEF n. 01/2013 instituiu a NFE-e

Características dessa modalidade:

a) Relação com o FISCO é mais direta;

b) É necessário para implantá-la:

b.1 Dispor minimamente de conexão ativa de internet banda larga,

b.2 Certificado digital (e-CNPJ);

b.3 Impressora comum e  software para emissão e armazenamento das notas fiscais.

c) Operacionalmente, cada nota gerada e assinada é enviada à SEFAZ;

d) Garantia ao contribuinte quanto ao cumprimento de suas obrigações;

e) Falhas na internet e/ou no servidor da SEFAZ preocupam;

SAT-CF-e - Sistema de Autenticação e Transmissão de Cupom Fiscal Eletrônico da SEFAZ de São Paulo

O SAT é uma solução que vem sendo desenvolvida pela SEFAZ de São Paulo.

Características:

a) Equipamento recebe os documentos eletrônicos do ponto de venda - PDV através de cabo USB, valida e informa ao aplicativo que o documento foi processado;

b) Dentro do SAT o documento é assinado digitalmente e transmitido à SEFAZ, via internet;

c) Permite que o PDV opere sem depender de conexão  ONLINE com a Fazenda em tempo integral.

d) A exigência de uso do SAT foi prorrogada algumas vezes;

e) Uso Obrigatório:

e.1 A partir de 01 de novembro de 2014;

e.2 Para quem  possua impressoras lacradas há mais de 5 anos;

e.3 Novas empresas devem usar o SAT;

e.4 No início para receita bruta anual igual ou superior a R$100.000,00. Em períodos seguintes, para valores inferiores a esse.  

Em síntese, trata-se de modelo bem parecido com a NFC-e, mas com maior garantia da qualidade do serviço.

NO SAT o aplicativo de automação comercial não precisa gerir os processos de contingência em tempo real. Outra vantagem é a necessidade de apenas um aparelho dentro do estabelecimento para quantos caixas forem necessários.

Ocorre que além dos custos da NFC-e há custo do aparelho, o qual ainda não se conhece.

(Clique na imagem para ampliá-la)


E como anda a regulamentação dessas três tecnologias?

Apesar de todas serem soluções e exigências fiscais eletrônicas, por razões intrínsecas de cada Estado, referente a segurança e política fiscal e a infraestrutura, torna-se difícil fazer previsões seguras de quando e como as mesmas serão adotadas ampla e definitivamente.

O ECF está sedimentado, como comentamos. A NFC-e está em implantação e em funcionamento em alguns Estados. A solução e exigência que ainda não saiu do período de testes é o SAT de São Paulo.

Os Estados sinalizam que considerarão, para fazer as exigências dessa ou daquela solução, os diferentes segmentos do varejo. É o que tem ocorrido.

DESAFIOS

As grandes dificuldades das micro, pequenas e até mesmo médias empresas, no que tange as profundas exigências oriundas do SPED, são duas: Primeiramente decorre em parte pela prática da informalidade, muitas vezes para sobrevivência das empresas e em segundo lugar pela baixa qualidade ou até mesmo a grave e lamentável falta de se fazer contabilidade.

Ressalte-se que independentemente das soluções a serem adotadas em definitivo pelos Estados, optando por ECF, NFC-e ou SAT no caso de São Paulo, terão as milhões de microempresas pelo Brasil, incluindo as do varejo, de observar a exigência decorrente do Protocolo ICMS n. 91 de 30 de setembro de 2013, o qual obriga que a partir de 01 de janeiro de 2016 todas elas cumpram as exigências do SPED Fiscal.

Assim sendo, é indiscutível e inadiável a necessidade de se investir em soluções de Tecnologia da Informação - TI, softwares e equipamentos, Pessoal interno treinado e em Profissional de Contabilidade preparado e atualizado.

CONCLUSÃO

Pode-se admitir que o auge dos reflexos das exigências decorrentes do SPED ocorrerá seguramente em 2015, especialmente devido a NFC-e, ao SPED - Fiscal às milhões de microempresas, a harmonização ao padrão internacional de contabilidade - International Financial Reporting Standard - IFRS e ainda ao e-Social - SPED-Folha; este agora praticamente adiado para 2015.

Em outubro próximo teremos eleições à Presidência da República. Devido à  necessidade do governo em manter a alta carga tributária, creio fielmente ser melhor todos apertarmos o cinto desde já.

 

Ary Silveira Bueno

Contador, auditor e Diretor da ASPR



(Fonte: ASPR)

De olhos vermelhos...

Nas crianças, um olho cor-de-rosa é geralmente provocado por infecção bacteriana ou viralO coelho até pode ter ficado famoso por seus olhos vermelhos e pelos branquinhos, no cancioneiro popular infantil. Mas as próprias crianças costumam apresentar olhos avermelhados ou em tons roseados. E isso não tem nada de bonitinho. A criança que leva muito a mão aos olhos pode deixá-los vermelhos ou rosados, entretanto é bem provável que a causa da vermelhidão seja alguma doença.

Entre as mais frequentes estão as conjuntivites alérgicas e virais. Apesar de não representarem problemas graves na maioria das vezes, olhos vermelhos sempre devem ser avaliados por oftalmologistas.

Além disso, os pais devem ficar atentos aos principais sintomas de alerta, como diminuição da visão, persistência dos sintomas por mais de duas semanas e dor ocular.

Nas crianças, um olho cor-de-rosa é geralmente provocado por infecção bacteriana ou viral. Aparece como uma vermelhidão na parte branca do olho. Está sempre associado a um lacrimejamento excessivo, secreção e sensação de corpo estranho nos olhos.

A conjuntivite tem várias causas e pode ocorrer em qualquer idade. Em crianças maiores, poderá ser uma infecção alérgica. Dependendo da causa da conjuntivite, será necessário o uso de colírios ou pomadas. Se a criança está com conjuntivite, lave sempre suas mãos para evitar que outras pessoas da casa sejam contaminadas e consulte o oftalmologista.



(Fonte: Dr Visão)

"Espelho Mágico" faz selfie automática e ainda compartilha!

A não ser que você não more neste planeta, certamente já ouviu falar sobre ou conhece alguém que tenha feito uma selfie – aquela foto tirada estendendo o braço apontando o celular para o próprio rosto e compartilhada na internet. Na melhor das hipóteses, você já fez uma. Ou várias, dependendo do seu nível de narcisismo.

A palavra em inglês selfie é um neologismo com origem no termo self-portrait, que significa autorretrato. Normalmente tirada pela própria pessoa que aparece na foto, a particularidade de uma selfie é que ela é tem o objetivo único de ser compartilhada em uma rede social como Facebook, por exemplo, e pode ser tirada com apenas uma pessoa, com um grupo de amigos ou mesmo com celebridades, conforme aconteceu no Oscar deste ano.

A expressão foi utilizada pela primeira vez num fórum online australiano em 2002, mas foi a sua mais recente utilização, principalmente nas redes sociais, que transformou 'selfie' num sucesso tão estrondoso que, em 2013, os responsáveis pelos dicionários Oxford a escolheram como a palavra do ano.

Se o seu nível de narcisismo não chega a tanto e se você já está cansado de selfies, a má notícia é que as empresas ainda não estão. A coreana Samsung pretende lançar uma câmera mirrorless que facilita tirar autorretratos e a agência de marketing digital iStrategyLabs criou um espelho bidirecional com um computador por dentro capaz de fazer uma selfie de qualquer pessoa que sorria na frente dele.

O nome é óbvio, Selfie, mas o significado é outro: mecanismo de imagem com feed ao vivo para melhoria automática. Ou seja, se você não é muito bom em tirar seus próprios autorretratos, este invento pode te ajudar. A inspiração veio do Twitter Mirror, um espelho criado pelo próprio Twitter que posta selfies de celebridades em grandes eventos, e serve para divulgar esta rede social.

No caso deste “espelho mágico” há uma webcam pelo lado de dentro que fica de olho em você, faz seu reconhecimento facial com a ajuda de um mini computador e envia um comando para um circuito Arduino, que ativa luzes LED para indicar que a contagem regressiva começou e ainda simular um flash no momento em que a foto é tirada. Logo em seguida o dispositivo carrega a imagem na conta de Twitter indicada, com direito a marca d'água ou logotipo. Pronta para fazer aquele biquinho? 

Para os que não estão nem aí, a boa notícia é que, por se tratar de um experimento, o Selfie ainda não está disponível para ser comprado – e nem há previsão para que isso aconteça. Já para quem a-do-rou a novidade, abaixo tem um vídeo que mostra em detalhes o funcionamento do espelho.



(Fonte: Gizmodo)

O café faz bem, o café faz mal... fique de olho!

Noticiamos aqui que um estudo, publicado na conceituada revista Ophthalmology, informa que a cafeína pode aumentar a produção de lágrima e, assim, servir como tratamento para o problema visual conhecido como síndrome do olho seco. Acontece que a pesquisadora responsável, a japonesa Reiko Arita, ainda não podia explicar exatamente por que a cafeína aumenta o volume de lágrima.

Agora, uma pesquisa americana, publicada no jornal Investigative Ophthalmology & Visual Science, alerta que beber mais de três xícaras de café por dia pode aumentar o risco de perda de visão e cegueira. Até mesmo quantidades moderadas da bebida podem fazer com que a pessoa desenvolva o glaucoma.

Segundo os pesquisadores do Brigham and Women's Hospital, em Boston (EUA), os compostos encontrados no café podem aumentar a pressão dentro do globo ocular, causando uma alteração na visão conhecida como síndrome de esfoliação, que pode evoluir para um glaucoma.

Não é a primeira vez que estudos apontam esta correlação entre café e glaucoma. Pesquisas realizadas anteriormente revelaram que as populações escandinavas, que são grandes consumidoras de café, têm a maior ocorrência da doença.

O recente estudo estadunidense avaliou mais de 120 mil pessoas, no Reino Unido e nos EUA, acima dos 40 anos de idade e que não sofrem de glaucoma. Eles responderam a questionários sobre o consumo da bebida e seus prontuários médicos foram verificados para analisar o histórico da doença.

As pessoas que bebiam mais de três xícaras de café por dia apresentaram maior risco de desenvolver doenças relacionadas à visão do que aquelas que não fazem consumo da bebida. E as mulheres com histórico familiar de glaucoma também apresentaram um risco elevado.

Apesar dos riscos relacionados ao café, os pesquisadores afirmam não ter encontrado nenhuma relação com outros produtos que contém cafeína, como chá, chocolate e os refrigerantes de cola.



(Fonte: Agência O Globo)

Já pensou curtir um som... com os olhos?

Um trabalho desenvolvido por cientistas do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) mostra que a audição altera a atividade de áreas no cérebro humano envolvidas com o processamento de estímulos visuais. Para o professor de computação Shinsuke Shimojo, um dos responsáveis pela pesquisa, que Saúde Visual apresentou nesta matéria, este estudo indica que o mais importante para o homem e os demais animais não é um sentido em particular, mas as interações entre os diversos sentidos.

A busca por esta interação, no entanto, não é nova.

Já no século 19, o físico alemão August Toepler inventou uma técnica de fotografia chamada Visualização de Fluxo de Schlieren, capaz de captar e registrar visualmente as mudanças na densidade, permitindo que cientistas e engenheiros consigam enxergar coisas que normalmente são invisíveis para nós: como o calor subindo da chama de uma vela, a turbulência em torno da asa de um avião ou a pluma de um espirro.

Como o som é apenas mais uma mudança de densidade do ar, o conceito de Schlieren também pode ser usado para ver o som. Mas, para ver a passagem das ondas de som que viajam extremamente rápido - 343 metros por segundo, aproximadamente – seria necessária uma câmera de alta velocidade.

Foi seguindo esta abordagem que Michael Hargather, professor de Engenharia Mecânica da Universidade de New Mexico Tech, nos Estados Unidos, estudou a onda de choque causada por explosivos. Com auxílio desta mesma técnica científica de fotografia ela já produziu vídeos com praticamente tudo, desde fogos de artifício até carros-bomba. Porém, Harhather também filmou ondas de choque mais benignas, como a aterragem de um livro sobre uma mesa, uma toalha sendo sacudida ou um homem batendo palmas.

Geralmente, a aparência do som é retratada como uma espécie de onda. Esta imagem vem do fato de que, quando a luz passa por entre áreas que possuem diferentes densidades do ar, ela se curva. No caso do som, um emissor empurra o ar ao redor, criando uma onda que viaja no ambiente exterior até encontrar o ouvido do receptor.

E, no embalo destas ondas, a interação entre os sentidos da visão e da audição já geraram, por exemplo, o EyeMusic, um dispositivo capaz de ajudar pessoas cegas a perceber o ambiente ao seu redor e principalmente identificar objetos individuais, convertendo imagens em sons.

As experiências de Harhather vai no sentido contrário – transformam som em imagem - e os resultados podem ser conferidos no vídeo abaixo. Para ativar as legendas em português, clique no botão “legendas ocultas”, no lado inferior direito da tela. No lugar de “inglês”, selecione “traduzir legendas” e, logo após, “português”. Aí, então, é só curtir um som... com os olhos!

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(Fontes: Wuwm & Npr)

Todos nós enxergamos maldade onde não tem

Será que a maldade está mesmo nos olhos de quem vê? Antes de responder, confira o vídeo ao final desta matéria. Ele vai provar que todos nós temos um canto obscuro na nossa mente que é capaz de ver o que não existe.

O erotismo veiculado pela mídia privilegia quase que exclusivamente a visão. Grande parte da produção artística atual, da TV, do cinema, do rádio, da literatura e da música, e até mesmo dos outdoors reproduz uma forma de erotismo "descartável". Em outras palavras, um tipo de "consumismo sexual" que se caracteriza pela impessoalidade e rapidez, tal como as belas embalagens que servem apenas para produzir fetiches, talismãs de prazeres visuais, com o objetivo certeiro de seduzir o consumidor.

O “bubbling” é uma destas técnicas criadas para enganar nosso cérebro, através da visão de imagens comuns que se transformam em algo mais caliente. Mas ela não foi criada pela grande mídia.

De acordo com o Gizmodo, o “bubbling” foi criado em 2010 por um jovem mórmon que, por não poder ver pornografia, arranjou uma maneira de editar imagens de mulheres usando biquíni colocando bolhas em pontos estratégicos das fotos de tal forma a deixar a mente preencher os espaços em branco, criando a sensação de que as pessoas nas fotos realmente estavam nuas. E, para o rapaz, não é pornô se for no cérebro. Ah, tá...

Há quem afirme, porém, que a técnica foi inventada pelos japoneses em 2004, só que, ao invés de bolhas, eles utilizavam moedas de 10 ienes. De qualquer forma, demorou para alguém adaptar o bubbling utilizando pessoas e cenas em movimento. Desta forma, apesar de algumas cenas parecerem meio absurdas na vida real, a simples técnica é capaz de fazer com que imagens comuns ganhem contornos de filme pornô.

Por isso, antes de assistir ao vídeo, lembre-se que o conteúdo tem conotação erótica e não deve ser assistido em qualquer lugar, pois, certamente, vai prejudicar seu efeito atencional. Entretanto, vale conferir para ver como nossos olhos nos enganam – e como nossa mente é poluída.

Além disso, nos mostra que realmente precisamos nos despir dos arcaicos paradigmas acerca dos aspectos sexuais, legados pela moral repressora, que vêm tentando nos manter atados aos preconceitos, às descriminações e aos estigmas, como também direcionar nossa comunicação de modo a ir além do sentido visual. Afinal, como já vimos aqui, todo mundo mente. Inclusive nosso cérebro.

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(Fontes: Gizmodo & Megacurioso)

Para ver a sombra há que iluminá-la

Em seu livro, A doença como caminho, o psicólogo Thorwald Dethlefsen e o médico Rüdiger Dahlke se propõem a demonstrar que o doente não é a vítima inocente dos erros da natureza, mas antes o seu próprio carrasco. Encarados por esse prisma, os sintomas surgem como manifestações físicas de conflitos psíquicos e a sua mensagem pode desvendar o problema de cada paciente.

Ao utilizar o tema da doença como base para um leque de temas ideológicos e esotéricos, cujo alcance está para além do quadro restrito da doença, eles têm como objetivo principal facultar ao leitor uma nova perspectiva que lhe permita reconhecer os sintomas e entender por si mesmo o seu significado pois, para os autores, toda doença tem um propósito e uma finalidade: ao obrigar o Ser Humano a não abandonar o caminho da unidade, a doença seria o caminho da perfeição.

No que diz respeito aos olhos, Dethlefsen e Dahlke são da teoria de que eles não recolhem apenas impressões do exterior, mas deixam igualmente passar algo de dentro para fora: neles se veem os sentimentos e o estado de espírito de uma pessoa. Por essa razão, os autores defendem que olhamos para os olhos das outras pessoas para tentar ler o seu olhar e concordam com a máxima de que os olhos são o espelho da alma - o diagnóstico pela íris apenas utiliza o olho como espelho do corpo, mas é também possível discernir no olho os traços de caráter e as idiossincrasias de cada pessoa. Expressões como mau olhado e olhar com maus olhos dão-nos igualmente a entender que o olho não é meramente um órgão receptor, mas que também projeta. Na linguagem popular diz-se que o amor é cego, frase que indica que os namorados não veem claramente a realidade.

A expressão externa de não querer ver é a cegueira. A cegueira é considerada pela maioria das pessoas como sendo a perda mais grave que se possa sofrer no plano físico. Emprega-se também a expressão estar cego em sentido figurado. O cego vê-se desprovido, definitivamente, da superfície de projeção externa e é obrigado a olhar para dentro. Para os dois médicos alemães, a cegueira corporal é apenas a última manifestação da verdadeira cegueira - a cegueira mental.

Aqui, a percepção equivale à tomada de consciência da verdade. Isso apenas se afigura possível se o Ser Humano se reconhecer a si mesmo em tudo aquilo que percepciona. Se ele se esquece, então as janelas da alma ficam embaciadas, perdem a transparência e obrigam-no a dirigir a sua percepção para dentro. O Homem aprende a olhar para dentro de si e a escutar o seu interior na medida em que os órgãos dos sentidos deixam de funcionar. O Homem é obrigado a recolher-se em si mesmo.

Segundo eles narram, há vários anos, nos Estados Unidos, restituiu-se a visão a uma série de jovens cegos mediante uma intervenção cirúrgica. O resultado não foi saudado com os sorrisos e a felicidade esperada e a maioria dos contemplados enfrentou grandes dificuldades na adaptação à sua nova vida. Dethlefsen e Dahlke, então, analisam o fenômeno a partir dos ângulos mais variados.

Na opinião deles, importa apenas o reconhecimento de que ainda que se consigam eliminar os sintomas através de medidas funcionais, os problemas de fundo que através deles se manifestam não são susceptíveis de serem eliminados por essa via. Enquanto não retificarmos a ideia de que todo o impedimento físico é uma perturbação incomodativa que deve ser eliminada ou compensada quanto antes, não conseguiremos extrair dele qualquer benefício. Seria preferível deixarmo-nos incomodar pela perturbação ao nosso quotidiano habitual, consentir o empecilho que nos impede de levar a vida avante nos moldes habituais. Nessa altura a doença passará a ser a via que nos conduzirá à verdadeira saúde. Inclusive, a cegueira poderá ensinar-nos a ver, poderá dar-nos uma visão superior.

Para comprovar o que dizem, os autores desafiam todos quantos sofrem de problemas da visão a prescindir dos óculos (ou lentes de contato) durante alguns dias e assumir conscientemente a situação.

Em seguida deverão fazer uma descrição da forma como viram e viveram o mundo no decorrer desses dias - o que é que puderam fazer e o que é que tiveram que deixar de fazer -, e o modo como resolveram a situação. Tais informações deveriam fornecer-lhes material de reflexão suficiente e revelar-lhes a atitude que tomam em relação ao mundo e em relação a si próprios.

Dethlefsen e Dahlke também propõem que, acima de tudo a pessoa procure responder às seguintes perguntas:

1.  O que é que não quero ver?

2.  A minha subjetividade constitui obstáculo a que me conheça a mim mesmo?

3.  Evito reconhecer-me nas minhas ações?

4.  Utilizo a vista para melhorar a minha perspectiva?

5.  Tenho medo de ver as coisas com clareza?

6.  Consigo ver as coisas tal como são?

7.  A que aspectos da minha vida é que eu fecho os olhos?

Curiosamente, depois de tantas reflexões e considerações visando uma melhor compreensão da mensagem dos sintomas, os autores dizem que, diante da inevitável pergunta “o que é que tenho de fazer para me curar?”, a resposta seria “abra os olhos”.

Segundo eles, é precisamente nesta nossa vontade constante de mudança que se esconde um dos maiores perigos que nos espera pelo caminho. Na realidade, não há nada a mudar a não ser a nossa visão das coisas. Daí que o conselho deles se reduza a abrir os olhos.

“Através das nossas interpretações”, afirmam  Dethlefsen e Dahlke, “pretendemos reconduzir o olhar do leitor para aquilo que sempre descura. Cada um de nós consegue vê-lo, basta apenas que não o percamos de vista e que olhemos sempre com atenção redobrada. Só um olhar constante e atento permitirá vencer as resistências e fazer crescer o amor necessário para assumirmos aquilo que observamos. Para ver a sombra há que iluminá-la”.



(Fonte: A doença como caminho)

Confira o Festival Varilux de Cinema Francês 2014

O Festival Varilux de Cinema Francês inicia a sua 5ª edição e se consolida como o primeiro festival de cinema com abrangência nacional, revelando públicos para muito além dos grandes centros e capitais.

Tendo como meta um público de cem mil espectadores, o Festival Varilux de Cinema Francês está em exibição nas telas dos cinemas brasileiros de 9 a 16 de abril, com o melhor da dramaturgia francesa recente. Nesta edição, o festival chega a 45 cidades e 70 salas de cinema, exibindo uma seleção de 16 filmes dos mais variados gêneros, contemplando longas de maior impacto do ano de 2013 e os mais destacados diretores e atores do momento.

Com produção da Bonfilm, o evento reúne também outras atividades paralelas, como a 3ª edição da Oficina Franco-Brasileira de Roteiros, exibições ao ar livre e gratuitas na concha acústica da UERJ, Masterclasses com o diretor Jean-Pierre Jeunet na FAAP (São Paulo) e na UFRJ (Rio de Janeiro), uma mostra em sua homenagem no M.I.S. em São Paulo e no Instituto Moreira Salles no Rio, e um projeto educativo em mais de 15 cidades, que exibirá gratuitamente parte da programação do festival para escolas.

A começar pelo drama O Passado, o mais recente trabalho do diretor iraniano Asghar Farhadi, do premiado A Separação. Na trama, Ahmad (Ali Mosaffa) chega à França vindo do Irã para oficializar o divórcio e encontra sua mulher (Bérénice Bejo) com outro. Também deve atrair o público Antes do Inverno, dirigido por Philippe Claudel (do formidável Há Tanto Tempo que Te Amo), onde Daniel Auteuil interpreta um neurocirurgião que guarda um dolorido segredo e tem uma esposa (Kristin Scott Thomas) desconfiada de sua fidelidade.

Além destas e outras boas atrações, pela primeira vez, o Festival Varilux exibirá um grande clássico francês, com “Os incompreendidos”, de François Truffaut, projetado em versão digital restaurada, no âmbito da comemoração dos 30 anos da morte deste grande diretor francês.

Com patrocínio da Essilor/Varilux - multinacional francesa fabricante exclusivo das lentes multifocais Varilux® e do antirreflexo Crizal® - o Festival Varilux  se consolilda como o primeiro festival de cinema com abrangência nacional. “Sabemos o quanto incentivar a cultura é importante para a sociedade, e no decorrer destes 11 anos vamos mais longe ao, junto com a Bonfilm, levamos este evento muito além dos grandes centros e capitais”, diz Mauricio Confar, Diretor de Marketing da empresa.

Para o diretor da Bonfilm e do festival, Christian Boudier, o sucesso do festival é mais uma prova do que o público brasileiro gosta muito e confia no cinema francês. “Ao longo dos anos, o Festival Varilux se tornou um dos maiores eventos de cinema a nível nacional. Esse feito só é possível graças ao crescente interesse do público pela cinematografia francesa. Nesta edição, não será diferente”, acredita o diretor.

O festival também recebe o patrocínio da GVT, da Secretaria de Estado de Cultura através da Lei Estadual de Incentivo à Cultura do Rio de Janeiro, do Ministério da Cultura através da Lei Federal de Incentivo à Cultura; e conta, também, com o copatrocínio da Embaixada da França, Air France, Delegação Geral das Alianças Francesas do Brasil, L’Oréal, Riofilme e Sofitel.

Vale lembrar que os ingressos para as sessões do evento seguem a política de preço de cada cinema.

Para conferir a programação, basta clicar aqui.



(Fonte: site oficial do evento)

Concerto às cegas revela que violinos valiosos não fazem o melhor som

Quando o assunto é qualidade em manufatura de instrumentos musicais, nenhum nome é mais respeitado do que o de Antonio Stradivarius. Nascido em 1644, ele manufaturou violinos em sua casa, localizada em Cremona, Itália, entre o final dos anos 1600 e começo dos 1700. Um violino Stradivarius é considerado por muitos como o topo da excelência musical e cujo valor chega à casa dos milhões.

O tempo passou, o trabalho de Antonio foi muito copiado, mas nunca duplicado. Apesar de existirem excelentes violinos modernos, nada se compara com a magia de um Stradivarius. Ou não?

Em 2010, Claudia Fritz, da Universidade Pierre e Marie, na França, em conjunto com Joseph Curtin, um fabricante de violino americano, pediram que 21 músicos colocassem um óculos que obscurecia a visão e experimentassem três violinos novos e três velhos, durante uma competição internacional em Indiana (EUA). Treze escolheram como favorito um violino novo – e o menos favorito dos seis foi, justamente, um Stradivarius.

Claro que estes resultados deram origem a muitas queixas de violinistas, que disseram que as condições do teste foram irrealistas. Eles alegaram, por exemplo, que os violinos foram tocados em um quarto de hotel.

Claudia e Joseph não se deram por vencidos e elaboraram um novo estudo, com muitas melhorias. Desta vez foram utilizados 12 instrumentos, seis antigos e seis novos, com os novos modificados para parecer mais velhos. Os violinistas, 10 solistas profissionais, tiveram mais tempo: 75 minutos em uma sala de ensaio e 75 minutos em uma sala de concertos com 300 lugares, ambas em Paris.

Eles usaram seus próprios arcos, compararam os violinos do teste com o seu próprio, e puderam optar por ter um ouvinte fornecendo feedback e um piano acompanhante. Em certo ponto, até mesmo uma orquestra os acompanhou. E o resultado...

Os violinistas internacionalmente reconhecidos não conseguiram distinguir entre instrumentos antigos e novos (acertam 31 das vezes, erraram 33 das vezes, sendo um resultado ao acaso), e muitos escolheram um instrumento novo como seu favorito durante o “concerto às cegas”.

Os solistas avaliaram os violinos novos de forma superior, em média, em quesitos como tocabilidade, articulação e projeção. Seis deles escolheram um violino novo para uma turnê teórica por possuir. Outro violino novo, em particular, com um som alto e assertivo, foi favorecido por quatro solistas talvez por pensarem em projetar o som através de uma orquestra.

Ainda assim, vários violinistas, incluindo os participantes do estudo, afirmaram que seria simplista concluir que um violino novo pode ser igual a um velho, cheio de história. Yi-Jia Susanne Hou, do Canadá, por exemplo, escolheu um violino novo durante a maior parte do estudo, mas disse que preferia os velhos porque eles “ressoavam com o som de cada músico [que já o tocou]” ao longo dos séculos.

Ninguém duvida que instrumentos modernos têm suas qualidades, mas o estudo, apesar de bastante rigoroso, não conseguiu convencer os violinistas a abandonar sua antiga crença na superioridade dos consumados violinos italianos. “Eu não conheço nenhum grande solista que, tendo um Strad ou Guarneri, pense em trocar para um instrumento novo”, afirmou Earl Carlyss, um membro de longa data do Quarteto de Cordas da Juilliard School.

Segundo a pesquisadora principal, Claudia Fritz, o objetivo do estudo não era acabar com a fama do Stradivarius, porém mostrar que jovens solistas podem fazer carreira sem ter um instrumento deste nível. Para ela, podemos “tocar incrivelmente bem sem ter um Strad”.



(Fonte: NY Times)

Sem estereótipos: fotógrafa capta a beleza dos olhares de deficientes visuais

Perda da integridade física. O primeiro sopro amargo, nas múltiplas limitações da cegueira, é a perda da integridade física, do todo. O indivíduo que cresceu e edificou sua vida, como um ser inteiro, global, é agora somente uma parte do mesmo, está fragmentado.

Agora, aplicam-se a ele as palavras cruéis que marcam o indivíduo que não é inteiro: "mutilado" - "aleijado" - "atormentado" e a palavra que em si mesma está carregada de horror -  "cego".

Seu medo tem a qualidade de um pesadelo. Com a perda de visão, aconteceu algo extenso e profundamente temido. Está diferente do que era antes e, o que é ainda pior, está diferente daqueles que o cercam, ele é um homem cego, num mundo que enxerga. Esta diferença física, em relação ao indivíduo "normal", é algo que se situa acima e além de todos os problemas da existência que ele terá que enfrentar.

Ele vinha lutando toda sua existência (de um modo ou de outro) para ser um membro de "dentro do grupo", ou, pelo menos, para ser respeitado; agora, ele se encontra empurrado para dentro de "fora do grupo" do que jamais escapará.

Esta era a luta do padrasto da fotógrafa alemã Julia Fullerton-Batten. A visão dele vinha se deteriorando com o passar do tempo e isto motivou Julia a criar um ensaio para mostrar a beleza dos olhares perdidos de pessoas com deficiência visual.

O resultado certamente consegue escapar do estereótipo de “coitado”, pois, como escreveu nosso colaborador Lucas Radaelli neste texto, “o mundo já é cheio de estereótipos. Se você tem uma deficiência então, ganha-se muitos outros automaticamente”.

Abaixo, algumas fotos (clique sobre elas para ampliá-las, inclusive a que está no início desta matéria). Para ver o ensaio completo, clique aqui.


(Fonte: site oficial de Julia Fullerton-Batten)

É possível evitar a catarata nos animais de estimação?

Saúde Visual já alertou aqui que animais de estimação também precisam se consultar com um oftalmologista.

Antigamente, as enfermidades oftalmológicas dos pets eram subestimadas - a perda de visão era encarada como algo "normal", decorrente da idade avançada, mas hoje, o animal de estimação faz parte da família, portanto, recebe o tratamento que receberia um parente.

Assim, atualmente a oftalmologia constitui um importante ramo da Medicina Veterinária, sendo comum e frequente a ocorrência de afecções oculares nas espécies domésticas. O diagnóstico das oftalmopatias baseia-se em: histórico completo, obtido através das informações relatadas pelo proprietário; exames sistêmico (geral) e oftálmico do paciente, bem como aplicação de testes diagnósticos.

Das doenças que causam cegueira em animais, a catarata é a mais frequente. A doença provoca opacidade da lente, conhecida como cristalino, e dificulta a passagem de luz até a retina.

Os gatos levam vantagem, uma vez que a doença é rara em felinos. Porém, nos cães, é uma das doenças mais frequentes, principalmente nas raças Poodle, Cocker (Americano e Inglês), West Highland White Terrier, Schnauzer, Golden, Labrador, Maltes, Lhasa Apso e Afghan Hound.

Em casos de traumas, diabetes, tumores intraoculares, problemas congênitos, inflamações intraoculares severas (uveites), contato com substâncias tóxicas, tanto cães como gatos podem desenvolver catarata. Independentemente da causa, quanto mais cedo a catarata for diagnosticada e tratada, melhores são as possibilidades de resultados. Por isso, animais de raças predispostas devem, desde cedo, realizar consultas periódicas com um oftalmologista veterinário para realizar exames clínicos específicos.

Na fase inicial, a catarata pode passar despercebidamente aos olhos do dono do animal. Fique atento a mudanças na movimentação do cachorro, como tropeços constantes. Eles podem ser alertas de que algo não vai bem com a visão do seu pet. A modificação na cor das pupilas, que podem se mostrar esbranquiçadas ou azuladas, também são fáceis de se perceber.  A qualquer sinal de desconforto, como olhos vermelhos, excesso de lágrimas, coceira, secreção ocular ou dificuldade de enxergar, o veterinário deve ser procurado.

O tratamento é cirúrgico. A técnica mais usada nos dias de hoje é a facoemulsificação, que destrói o cristalino comprometido, liberando a passagem de luz e devolvendo a visão aos animais. Nos casos em que a retina está muito comprometida, mesmo após a cirurgia o animal pode não voltar a enxergar. Mesmos nestes casos, a cirurgia é indicada para evitar a evolução da doença, que pode resultar em complicações ainda mais graves, como a perda dos olhos.

Não existem comprovações científicas de que o tratamento clínico da catarata pode retardar o desenvolvimento da doença nos animais. Por isso, a importância da prevenção e do diagnóstico precoce também para os pets.



(Fonte: Época)

Não mentirás - ou tua retina te entregará!

Afinal, é possível mesmo detectar se uma pessoa está mentindo apenas observando seus olhos?

Paul Ekman, notável psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais, cujo trabalho científico, além de ser desenvolvido em diversos países, gerou a famosa série de TV Lie to me, afirma que sim.

Já a psicóloga Caroline Watt, da Universidade de Edimburgo (Reino Unido), colocou este mito à prova através de uma pesquisa cuja conclusão foi que a noção de que “os olhos não mentem” não se confirma.

Agora a Converus, uma empresa especializada em soluções para detectar fraudes, acaba de anunciar algo que agradará aos que fazem parte do time de Paul Eckman. Mas que vai deixar muita gente preocupada.

Desenvolvido pelos mesmos responsáveis pela informatização do polígrafo em 1991, o sistema  EyeDetect é um software que identifica se uma pessoa está mentindo, baseando-se em sua retina.

O sistema, que utiliza uma câmera que captura imagens da retina do usuário, está sendo desenvolvido há 10 anos e, segundo os criadores, tem 85% de precisão no resultado. O que significa que podem acontecer resultados falsos-positivos.

Todd Mickelsen, CEO da Converus, explica que o ato de fraudar provoca mudanças sutis no movimento do olho humano. Estes movimentos podem ser tão pequenos como 1/10 de um milímetro, mas o SMI Eye Tracker - programa criado pela Converus e utilizado no EyeDetect - capta esses movimentos.

O teste demora de 30 a 40 minutos, envia toda a informação para um servidor seguro em nuvem e traz o resultado quase que em tempo real.

Com este sistema, as empresas privadas poderão identificar facilmente se uma pessoa cometeu crimes, divulgou informações confidenciais ou usou drogas ilegais, desencorajando tais práticas. Os governos também poderão utilizar o EyeDetect para saber, além das práticas já mencionadas, se alguém aceitou subornos, propinas, etc.

Inicialmente, o EyeDetect será testado no México. Mas bem que poderia começar pelo Brasil.



(Fonte: Converus)

A "menina dos olhos" cresceu - e já não é mais a mesma

A pupila é conhecida como Menina dos olhos não à toa. O termo deriva do latim, pupilla, que significa menininha. Ao longo dos anos, uma série de estudos publicados mostrou que a dilatação das pupilas pode revelar muitas coisas. Se a pessoa está mentindo, se aquele carinha é gay ou se aquela mulher é lésbica.

A pupila é aquele buraco negro que se vê no centro do olho, pois não há iluminação na parte interna dos olhos. Situada entre a córnea e o cristalino, e no centro da íris, ela é a responsável pela passagem da luz do meio exterior até os órgãos sensoriais da retina. A dilatação e a contração da pupila é, portanto, um movimento mecânico em resposta ao aumento ou à diminuição da luminosidade no ambiente.

Pelo menos, era o que os cientistas afirmavam até agora.

Acontece que um novo experimento realizado na Universidade de Oslo (Noruega) acabou de demonstrar que não é necessário aumentar ou diminuir a luz para que o tamanho da pupila se altere. Para tanto, basta imaginar uma cena mais clara ou mais escura para que o tamanho das nossas pupilas apresente um efeito correspondente ao que teria se estivéssemos realmente experienciando tal situação.

Ou seja, o ajuste do tamanho das nossas pupilas não é simplesmente uma resposta mecânica, ajustando-se também a uma sensação subjetiva de brilho. Além disso, os experimentos mostraram ainda que estes resultados não são devidos a mudanças voluntárias no tamanho da pupila ou a diferenças no esforço mental necessário para imaginar as cenas.

Unni Sulutvedt e Bruno Laeng, responsáveis pela pesquisa, publicaram um artigo na revista Psychological Science onde explicam que, “como os seres humanos não podem contrair voluntariamente a pupila dos olhos, a presença de ajustes pupilares à luz imaginária apresenta um forte argumento para a imagem mental como sendo um processo baseado em estados cerebrais semelhantes aos que ocorrem durante a percepção real".

No mesmo artigo, eles também sugerem que este trabalho pode ter aplicações práticas, permitindo sondar as experiências mentais de animais de laboratório, bebês, e até mesmo pacientes com distúrbios neurológicos graves.

O fato é que a pesquisa de Sulutvedt e Laeng, além de corrigir os livros-texto sobre o assunto, vai exigir que os cientistas ampliem um pouco mais a explicação sobre a pupila, e, sobretudo , terão que remover a expressão "movimento mecânico" das suas teorias.

Bastou a ‘menina’ crescer e já começou a dar trabalho...



(Fonte: Diário da Saúde)

Visor de laser estilo Ciclope é apenas um protótipo. Felizmente

Você conhece o Scott Summers? Ele é mais conhecido pelo seu pseudônimo, Ciclope, líder da equipe conhecida como X-Men, da Marvel Comics, criado por Stan Lee e Jack Kirby e capaz de disparar poderosos feixes de energia através de seus olhos, forçando-o a estar sempre usando um visor especial no rosto.

Esta habilidade com potencial enormemente destrutivo exige um forte controle por parte de Scott, principalmente para não ferir aqueles que o cercam. Grandes poderes exigem grandes responsabilidades. Mas nem todos pensam assim.

Já mostramos nesta matéria que a exposição aos raios lasers de cor verde emitidos por canetas pode causar lesão permanente na retina. Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual.

Imagine se um irresponsável que se diverte com uma caneta destas tivesse o poder do Cíclope?

Felizmente, isto ainda não é possível. Ainda.

Patrick Priebe, um alemão aficionado por laser, está dando um jeito de usar da tecnologia para chegar um pouco mais perto.

Como podemos conferir neste vídeo ao final da matéria, a ideia de Priebe é criar um visor semelhante ao utilizado por Ciclope, com a diferença óbvia de que esses óculos não são feitos de quartzo-rubi, nem refletem a energia disparada por nossos olhos, tal qual o herói mutante.

No lugar disso, o alemão tecnicamente criou uma versão inversa do visor do Ciclope, que na verdade bloqueia os lasers que saem dos seus olhos, em vez de gerá-los. O visor de Priebe (foto à direita) possui um par de potentes lasers ativados com piscadas que podem explodir balões e queimar peças de roupa com facilidade. Aliás, o mesmo tipo de laser que Patrick costuma usar em seus outros “brinquedos” do gênero.

Antes, porém, que a turma da caneta laser se empolgue, o próprio criador do dispositivo coloca no início do vídeo o seguinte aviso: Não está à venda, é apenas um protótipo. Isso pode ser decepcionante, mas é compreensível também - afinal, estamos falando de um laser que pode queimar não somente os olhos, mas todo o resto do corpo. Isso sem falar nos problemas com a limitação do campo de visão de quem utilizá-lo.

Não à toa, o próprio criador descreve seu projeto como algo “imensamente estúpido e perigoso”.

Além disso, se há uma coisa que os quadrinhos nos ensinaram sobre armas laser avançadas, é que elas sempre precisam ser mantidas fora do alcance das mãos erradas. Infelizmente, se há duas coisas que os quadrinhos nos ensinaram, a segunda é que armas de laser avançadas quase sempre caem em mãos erradas de qualquer maneira.

Tipo aqueles torcedores de futebol desocupados que querem estragar o espetáculo...

 


(Fonte: Tecmundo)

Uma linda história, uma grave doença e a esperança na genética

O “Fantástico”, programa dominical da Rede Globo, exibiu esta linda matéria sobre o garoto Louis, da Nova Zelândia que, aos 12 anos, está perdendo a visão por causa de uma doença grave, a retinose pigmentar.

A retinite pigmentosa (ou retinose pigmentar) hereditária é uma rara doença genética que provoca a degeneração dos fotoreceptores da retina, causando a formação de pequenas manchas escuras, que levam, aos poucos, à perda da visão.

Quando Louis tinha 4 anos parou de enxergar à noite. Levado ao oftalmologista, recebeu um diagnóstico dolorido: perderia a visão dali há quatro anos. Hoje, Louis já está com apenas 50% de sua visão normal.

Foi quando o pai dele decidiu que era hora de viajar pelo mundo, para que Louis pudesse sempre ter na lembrança os lugares mais lindos do planeta. Ao lado do pai e do irmão, ele viu lugares lindos, que ele sempre sonhou em conhecer. O dinheiro para tal aventura foi arrecadado por um vizinho, com ajuda de amigos.

A matéria do “Fantástico”, por motivos óbvios, não se aprofundou na questão da doença. Por isso, Saúde Visual resolveu fazer sua parte.

Em todo mundo, as doenças genéticas ocupam lugar de destaque como causa de cegueira em adultos e crianças. Os cientistas calculam que os defeitos genéticos que produzem os vários tipos de doenças degenerativas da retina (DDR) estejam ligados a centenas de genes. Muitos deles já foram localizados e algumas de suas mutações foram descobertas, possibilitando a classificação de inúmeros tipos de retinose pigmentar (RP). Contudo a localização do defeito genético é complexa, porque as mutações de um mesmo gen variam, causando diferentes formas de RP na família e até mesmo entre irmãos.

O garoto Louis, por exemplo, tem três irmãos. O que o acompanhou na viagem ainda está bem, mas os outros dois tem o mesmo problema em estágio bem mais avançado. A diferença é que, neles, os primeiros sintomas apareceram mais tarde - e evoluíram mais lentamente.

Isso porque a doença genética pode não ser curável, mas na maioria dos casos o paciente pode obter benefícios consideráveis por meio de uma abordagem terapêutica apropriada. É essencial que seja realizado o diagnóstico correto - o que, infelizmente, nem sempre ocorre.

Ao longo dos últimos anos, diversos grupos têm tratado com sucesso a retinose pigmentar injetando um vírus com um gene normal diretamente na retina do olho com o gene defeituoso. Esse processo invasivo também é vislumbrado como uma alternativa terapêutica para doenças degenerativas da velhice, como a degeneração macular. No entanto, como o vírus com o gene normal não consegue atingir todas as células da retina que necessitam ser consertadas, esta terapia experimental ainda não migrou definitivamente para a prática médica.

Entretanto, a pesquisa genética avança rapidamente graças aos recursos que estão sendo canalizados pelo projeto Genoma (mapeamento genético global do organismo humano) pelos laboratórios de biotecnologia e também pelas associações ligadas à entidade ‘Retina International’. Assim, a terapia genética traz a esperança de um dia curar definitivamente a doença, revertendo e corrigindo o defeito genético. Esperança compartilhada por todos que, assim como o pequeno Louis, estão vendo, aos poucos, o mundo se apagar diante dos seus olhos.



(Fontes: Fantástico, Sci-News & Soblec)

Gamers, peguem seus consoles! Videogame de ação melhora a visão!

As bandas de Mach são ilusões de óptica observadas numa imagem com diferentes tons de cinza. O nome desta ilusão faz referência a Ernst Mach (1838-1916), físico e filósofo austríaco e, através dela, ficou comprovado que o olho humano consegue diferenciar 500 tons de cinza.

Porém, os médicos acreditavam que esta capacidade para discernir entre tantos tons de cinza era um atributo da visão individual, própria de cada um, não podendo, por isso, ser melhorada.

Agora, pesquisadores da Universidade de Rochester (EUA), descobriram que os jogadores de videogames de ação que praticam intensamente seu passatempo podem ter uma melhoria na percepção das diferenças de tonalidades de até 58%.

Daphne Bavelier, médica que chefiou esta pesquisa, explica que, normalmente, “a melhoria da sensibilidade ao contraste significa usar óculos ou passar por cirurgias - alguma coisa como mudar a óptica do olho. Mas nós descobrimos que os videogames de ação treinam o cérebro para processar a informação visual de forma mais eficiente e as melhorias duram meses depois que o jogador para de praticar".

Como a sensibilidade ao contraste é um dos fatores limitantes que estabelecem a qualidade de visão de uma pessoa, a dra. Bavelier afirma que sua descoberta mostra que o treinamento em videogames pode ser um complemento útil para as técnicas de correção visual, uma vez que o treinamento nos jogos de computador parecem ensinar o córtex visual a fazer um melhor uso da informação que ele recebe.

"Pelo que sabemos, esta é a primeira demonstração de que a sensibilidade ao contraste pode ser melhorada pelo simples treinamento", diz Bavelier informando ainda que os jogos forçam o sistema visual até o seu limite e o cérebro se adapta a esse uso intensivo.

De acordo com os números da pesquisa, os efeitos positivos se mantiveram até dois anos depois que o treinamento cessou.

Vale lembrar que esta não é a primeira pesquisa a positivar o uso de videogames para tratar problemas oculares. Uma equipe médica da Universidade McGill, no Canadá, descobriu que o popular joguinho Tetris seria uma forma curiosa de tratar a desordem ocular popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia.

Já segundo a psicóloga Daphne Maurer, um programa de 40 horas de videogame, ao longo de quatro semanas, ajudou a melhorar a visão de pessoas que sofriam com catarata nos dois olhos.

E aí, gamer, precisa de mais algum motivo?



(Fonte: University of Rochester)

Em busca da precisão absoluta de cores

Saúde Visual publicou esta matéria sobre a evolução das telas, cada vez maiores, melhores e mais inovadoras, com novas tecnologias lançadas para smartphones, tablets e TVs, além de categorias completamente novas de produtos, como dispositivos vestíveis (como os óculos do Google) e a relação disto tudo com a visão.

Alguns leitores escreveram para nós perguntando por que certas cores ficam muito diferentes na tela, apesar de todos estes avanços.

É preciso ter em mente que existem há muitos fatores e causas para que tal ocorra, incluindo a gama de cor, a calibração do branco, a escala de intensidade, o gerenciamento de cor e, por fim, possivelmente o processamento dinâmico de imagens implementado de maneira inadequada.

As telas de todos os displays são espelhos que refletem a luz de tudo que é iluminado e que está diante delas, incluindo lâmpadas, janelas e luz do sol direta ou indireta. Tudo isso, por sua vez, lava as cores da tela, degrada o contraste das imagens e interfere na visualização do que está sendo exibido. Todas as telas reflexivas estão sempre ligadas, são legíveis ao sol e incluem retroiluminação para quando está escuro. Surpreendentemente, nenhuma delas telas inclui um sensor de luz ambiente para controle automático de brilho, o que poderia melhorar e muito a duração da bateria.

Para medir e mapear a precisão de cor absoluta, bem como os erros, em qualquer tela utilizam-se equipamentos e testes específicos para tal. Por conta disto, já neste ano, esperam-se grandes melhorias neste aspecto, como consequência dos pontos quânticos e de avanços de processamento no gerenciamento de cores.

Mas precisamos levar em consideração, porém, que existe um limite de acuidade visual no olho humano - poucos têm uma visão 20/20, sendo que a maioria de nós tem menos que isso. Sendo assim, há um limite bastante útil para a resolução e a densidade de pixels das telas e ultrapassá-lo não tem nenhum sentido prático, pois não há benefícios visuais e o desempenho da tela geralmente decresce (além de, claro, o custo total do aparelho subir significativamente).

Para compreender melhor esta colocação, basta imaginar que, levando em conta apenas a acuidade da visão 20/20, o limite prático da resolução de um smartphone está em cerca de 450 ppi. Mas para ver todos os detalhes da imagem é preciso segurar o aparelho bem perto dos olhos. No caso das TVs, ainda para uma visão 20/20, quem tem uma TV de 40 polegadas terá que vê-la de uma distância menor que 1,60m para notar a diferença – e assim progressivamente..

A qualidade de imagem, a fidelidade e a precisão de cor foram melhorando regularmente graças a melhorias na tecnologia das telas, processamento de sinal avançado, calibração de fábrica automática e aumento da concorrência. Especialistas realizaram uma série de testes e medidas de laboratório mostrando que os melhores smartphones, tablets e TVs são comparáveis, em precisão, com os monitores profissionais de estúdio. Com tamanha qualidade, é possível ver as fotos digitais em alta fidelidade.

Isto é especialmente importante, já que, geralmente, você conhece as cores das coisas que aparecem nas fotos que você tirou. Outra vantagem aparece na hora de fazer compras pela internet: as mercadorias aparecerão em cores precisas, então você terá uma boa ideia do que está comprando, diminuindo assim as chances de você não gostar do produto e querer trocar.

Para não dizer que não falamos em desvantagens, podemos incluir a fome causada pelas imagens de alimentos apresentadas em telas tão exatas, além do tempo gasto vendo séries e filmes, pois eles ficarão com imagens mais que excelentes...



(Fonte: Display Mate Technologies)

Inteligência artificial para entender a inteligência visual

Cientistas da Universidade Queen Mary, em Londres, acabam de chegar mais perto de compreenderas falhas na visão que, como consequência, conduzem à chamada cegueira momentânea (ou involuntária), quando os olhos aparentemente “falham” e deixam de perceber as coisas por um dado momento.

Como já vimos nesta matéria, o cérebro não consegue analisar as situações de forma completamente racional, avaliando todas as variáveis envolvidas em cada caso. Assim, o cérebro costuma descartar informações, manipular raciocínios e o resultado são 4 horas diárias de cegueira involuntária.

Uma nova pesquisa, publicada no Journal of Vision, utilizou um modelo baseado em computação para prever que tipos de mudanças as pessoas estão mais propensas notar quando os olhos começam a falhar.

O autor do estudo, o professor Peter McOwan, afirma que esta é uma das primeiras aplicações de inteligência artificial de computador para ajudar a estudar a inteligência visual humana. MacOwan explica que “a matemática de inspiração biológica que temos desenvolvido e testado pode ter usos futuros em deixar sistemas de visão computacional, tais como robôs, detectar elementos interessantes em seu ambiente visual".

Durante o estudo, os participantes foram convidados a identificar as diferenças entre pré-mudança e pós-mudança em uma série de imagens. Algumas destas imagens tinham elementos adicionados, removidos ou mesmo cores alteradas, com o local da modificação baseado nas propriedades de atenção de cada um.

 Ao contrário de estudos anteriores, onde os cientistas analisaram a mudança na visão causada pela cegueira temporária manipulando manualmente essas imagens, tomando decisões sobre o que e onde poderia ocorrer uma mudança, o modelo de software usado neste estudo eliminou qualquer viés humano. A equipe de pesquisa da Escola de Engenharia Eletrônica e Ciência da Computação da Universidade Queen Mary desenvolveu um algoritmo que deixa o computador "decidir" como alterar as imagens que os participantes do estudo foram convidados a ver.

Enquanto os experimentos confirmaram que a mudança da cegueira momentânea pode ser prevista usando este modelo, os testes também mostraram que a adição ou remoção de um objeto da cena é detectada mais facilmente do que as mudanças na cor do objeto, um resultado que surpreendeu os cientistas. "Nós esperávamos que a mudança de cor fosse muito mais fácil de detectar, uma vez que a cor desempenha um papel tão importante no nosso dia-a-dia e em nossa percepção visual", disse o pesquisador-chefe Milan Verma.

Os autores sugerem que a abordagem baseada em computação será útil na elaboração de exposições de caráter essencial, como os sinais de trânsito, serviços de emergência, segurança e vigilância para chamar a atenção para uma mudança que exija atenção imediata.

"Vivemos em um mundo no qual estamos imersos em informação visual", explicou Verma. "O resultado é um enorme fardo cognitivo que pode prejudicar nossa capacidade de completar uma dada tarefa. Este estudo é um passo importante para a compreensão de como a informação visual é processada e sobre como podemos otimizar a apresentação destas informações visuais".



(Fonte: Science Daily)

Expo Abióptica 2014: negócios movidos a inovações

O mês de abril já está marcado nos olhos. Afinal de contas, é neste período que acontece aquela que já se consagrou como a maior exposição óptica da América Latina e uma das maiores e mais representativas do setor no mundo: a Expo Abióptica. Este ano, o evento acontece entre os dias 2 e 5 de abril, no Pavilhão Vermelho, do Expo Center Norte, em São Paulo.

Desde que foi anunciada a edição 2014, a 12ª, os expositores vêm demonstrando bastante entusiasmo e expectativa graças aos números alcançados com a versão 2013.

Este ano o evento apresentará um verdadeiro boom de tendências. Tudo o que foi apresentado nas feiras de Milão e Paris estará em evidência agora para o Brasil e para a América Latina em um só espaço.

O consumidor pode esperar de tudo quando o assunto é a escolha do modelo ideal. Wayfarer, aviador, cat eye, butterfly, clubmaster, pantos, wrap, redondos, ovais ou quadrados. E esses são apenas alguns exemplos que estarão nas vitrines e nos estandes espalhadas por todo o pavilhão durante a exposição.

Além das tradicionais marcas, esta edição será marcada por novidades, como o retorno da Optisol e Solótica e a estreia da Bamboo, Bausch Lomb, Cops, J. Piran, Optidados e RBO.

Como nas edições anteriores, a infraestrutura que será montada dará aos visitantes todo conforto e segurança. O local conta com guarda-volumes, áreas de descanso, telefones públicos, instalações para deficientes e estacionamento para mais de 3 mil veículos. Além disso, o Expo Center Norte possui toda a estrutura necessária para a segurança de todos, como pronto atendimento na entrada do pavilhão, enfermeiros, ambulância, equipe própria de segurança e de combate a incêndio.

Para disponibilizar ao visitante do maior evento do setor óptico brasileiro comodidade, conforto e agilidade, a organização da Expo Abióptica 2014 fechou importantes parcerias com hotéis localizados no perímetro de 12 quilômetros de distância e a no máximo 35 minutos do local da exposição. E, para quem quer visitar o evento, a Abióptica subsidiará 50% do valor do transporte de pequenos grupos. Os interessados devem residir em cidades até 1.500 km de São Paulo e ser um profissional do setor óptico.

Outro costume do evento, a presença de famosos está garantida para esta edição, seja para divulgar sua própria marca, seja para fazer papel de garoto/garota propaganda.


Saúde Visual Serviço:

Expo Abióptica 2014

De 2 a 5 de abril

Expo Center Norte – São Paulo/SP

Para maiores informações, consulte o site do evento



(Fonte: Assessoria de Imprensa)

Vendo Nova York através dos óculos de um míope

Óculos é um acessório, no mínimo, curioso. Quem usa, não gosta. Quem não usa, quer usar.

Para os que se encontram no primeiro caso, especialistas afirmam que deixar de usar óculos, ainda quando seja necessário, não prejudica os olhos, já que depois dos sete anos de idade, quando a visão já está completamente formada, o acessório serve apenas como uma espécie de apoio e, assim, não existe perigo de danificar o órgão ou fazer com que aumente o grau de problemas como miopia ou hipermetropia, já que o aumento no grau não depende do uso dos óculos por se tratar de um processo natural do corpo à medida que envelhecemos.

Já para atender as pessoas que não precisam mas querem usar, existe no mercado alguns óculos de lente plana, também conhecidos como “clear lenses” - peças imitam a estética dos óculos oftalmológicos cujas lentes, porém, são transparentes e não possuem grau algum.

Saúde Visual já apresentou aqui um belo trabalho fotográfico realizado pela publicitária Layana Leonardo batizado por ela de “Ensaio sobre a miopia”, que consiste em fotos tiradas por ela através de seus próprios óculos para mostrar a forma como ela vê o mundo.

Agora, para quem ainda possui a curiosidade para saber como é ver o mundo através de lentes, os artistas Jamie Beck e Kevin Burg criaram uma série de imagens incríveis onde podemos ver como pessoas com problemas de vista enxergam com e sem a ajuda dos óculos.

Em homenagem ao lugar em que vivem, eles batizaram a série animada de 'Vendo New York através de minhas lentes de Giorgio Armani' e registraram uma série de intrigantes imagens em movimento que nos fazem sentir como se estivéssemos ali, observando Times Square, Central Park e a estação Grand Central.

Para conseguir um efeito exato, Beck e Burg utilizaram uma técnica chamada cinemagrafia, que nada mais é que uma fotografia alterada digitalmente para mostrar uma imagem estática e com animações ao mesmo tempo.

Confira o resultado abaixo, mas atenção - é preciso clicar sobre as imagens para ampliá-las e vê-las em movimento, entendido? Então sinta-se em Nova York - mas com miopia:

 

 



(Fonte: Ígnant)

Laser verde: comportamento irresponsável, consequências fatais

Quem assiste futebol já teve a oportunidade de conferir a ação de torcedores pouco ocupados lançando raios lasers verdes nos olhos dos jogadores adversários. Acontece que, além de problemas oculares, esta prática pode causar sérios acidentes já que estes ponteiros laser comerciais projetam feixes pequenos, mas seu diâmetro cresce conforme a distância aumenta, e pode resultar em cegueira se temporariamente apontado aos olhos de alguém.

Para quem não sabe (como é o caso dos torcedores citados), a utilização deste objeto é crime previsto no artigo 261 do Código Penal, quando expõe a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, através de ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea. A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, chegando há 12 anos em caso de destruição da aeronave. Sim, destruição.

De acordo com a Autoridade de Aviação Civil (CAA, na sigla em inglês) dos EUA, a luz de alta intensidade pode ofuscar os pilotos durante as fases cruciais de decolagem e pouso. Com razão, naquele país o ato é considerado um crime federal desde fevereiro de 2012.

Por lá, um jovem de 19 anos da Califórnia foi condenado a dois anos e meio de prisão por apontar um laser a dois aviões. Em março, Adam Gardenhire apontou uma caneta laser verde a um jato executivo, em seguida direcionou-a a um helicóptero da polícia de Pasadena enviado, justamente, para encontrar a fonte do laser.

O piloto do avião Cessna que Gardenhire apontou o laser estava se preparando para pousar em um aeroporto em Burbank e sofreu “problemas de visão que duraram horas” após o incidente, de acordo com um comunicado do Escritório da Procuradoria Distrital Central da Califórnia (EUA). Já o piloto do helicóptero da polícia, equipado com proteção ocular, não se machucou.

Recentemente, também nos EUA, Sergio Rodriguez, de 26 anos, foi condenado por tentativa de interferir na operação de uma aeronave ao apontar uma caneta laser na direção de um helicóptero. Sua pena é a mais dura até agora de que se tem notícia porque o FBI está querendo passar uma mensagem.

De acordo com Monica Miller, agente especial responsável pelo escritório do FBI em Sacramento, a sentença de Rodriguez “demonstra claramente a seriedade de suas ações e que o FBI vai trabalhar com os seus parceiros de execução da lei para localizar e prender aqueles que se dedicam ao perigoso uso indevido de lasers, que coloca as pessoas em risco”, declara a agente, concluindo que “apontar laser para uma aeronave não é uma piada ou uma brincadeira casual. É um comportamento irresponsável que pode ter consequências fatais para a tripulação no ar, os passageiros e o público em terra”.

Aqui no Brasil, o senador Lobão Filho (PMDB-MA) apresentou o projeto de lei que visa introduzir no Código Penal punição específica para quem expõe aeronaves a feixes de raio laser ou a qualquer outro tipo de luz amplificada, bem como punir o uso de laser em estádios para dificultar o desempenho dos esportistas.

Segundo especialistas, a exposição aos raios emitidos por estas canetas pode causar lesão permanente na retina. Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual.



(Fontes: BBC, Uol & HypeScience)

Em Las Vegas, maior usina solar do mundo está cegando pilotos e fritando pássaros

Quem, quando criança, nunca fez aquela inocente – porém cruel – brincadeira de queimar formigas com ajuda de uma lupa para direcionar os raios de sol bem em cima da pobre vítima?

Bom, pode ser que a geração atual nunca tenha brincado assim, seja porque vive no mundo virtual, seja porque não vê graça alguma em fazer algo tão ecologicamente incorreto.

De qualquer forma, os seres humanos estão recebendo uma dose deste veneno.

O Departamento de Aviação do Condado de Clark enviou uma carta nesta semana pedindo aos designers da usina de energia solar Ivanpah, próximo a Las Vegas que façam alguma coisa em relação ao brilho intenso que emana de um campo com 300.000 espelhos enormes (do tamanho de outdoors, aqueles cartazes de rua). Os espelhos se movem para acompanhar o sol no céu, focando a luz em três torres de 45 andares que coletam a energia solar. E, como qualquer um sabe, espelhos refletem a luz do sol.

O brilho é tão forte que um piloto descreve voar próximo a Ivanpah como “olhar diretamente para o sol.” Um controlador de tráfego aéreo também diz receber queixas constantes, e que nada até agora foi feito. “Relatei para a Gestão e foi dito que eles não fariam nada sobre isso. Eles então sugeriram que eu dissesse ao piloto para denunciar através do sistema de informação de segurança, e para eu mesmo fazer uma denúncia. Não tenho ideia do que pode ser feito nessa situação, mas sendo um passageiro em uma aeronave que atravessou esse espaço aéreo e tendo visto por contra própria, diria que algo precisa ser feito. É extremamente brilhante e perturbador”, disse ele ao site Kcet.

A carta inclui duas reclamações separadas de agosto de 2013, antes da inauguração da usina, já que tal problema era esperado: ambientalistas e engenheiros se preocupavam que a usina poderia cegar pilotos mesmo antes de ela ser construída.

Ivanpah é a maior usina de energia solar do mundo, e pertence às empresas NRG Energy, BrightSource Energy e Google (sim, a gigante das buscas investe há tempos em energia limpa). Porém, por mais brilhante e bonita que a usina seja em fotos, o entusiasmo por projetos de energia solar como este diminuiu, em partes devido ao impacto ambiental. Na Califórnia, por exemplo, um projeto parecido foi rejeitado devido à preocupação com as aves. Sim, porque, além dos aviões, outros objetos voadores são prejudicados por Ivanpah – os raios concentrados de luz solar estão fritando os pássaros que voam por perto.

As formigas de outrora sabem muito bem o que é isso...



(Fonte: Kcet)

"Olho" de computador organiza imagens com base em características artísticas

Parece que desenvolver softwares que funcionem feito nossos olhos está na pauta do dia da tecnologia. Depois do Facebook criar um sistema de verificação facial tão bom quanto nossa visão, agora temos um programa que organiza imagens automaticamente de acordo com características artísticas.

Já em 2012, os cientistas portugueses José Jerónimo Rodrigues e Ricardo Cabral tinham o objetivo de fazer os computadores "verem como humanos", reconhecendo as relações entre os objetos que têm perante si e o seu uso. Segundo Cabral, as dificuldades estão na descrição de um problema de alto nível a um computador, cuja linguagem consiste em 'receitas' e também o fato de não se saber, exatamente, como o ser humano processa o conhecimento ou extrai informação de alto nível do sistema visual.

Tudo indica que, agora, os colegas alemães da dupla portuguesa conseguiram driblar algumas destas dificuldades.

Os pesquisadores do Instituto Max Planck de Informática em Saarbrücken, na Alemanha, liderados por Tobias Ritschel, criaram uma espécie de olho para computadores que consegue detectar e organizar imagens a partir do seu aspecto artístico.

Neste caso, o olho nada mais é que um software para o qual podemos apresentar três imagens parecidas e ele consegue vasculhar e organizar outras semelhantes. Com o uso de um algoritmo, o “olho” classifica imagens de acordo com características visuais, como cores e tamanhos. Para finalizar, ele exibe o resultado de duas formas: em mosaico e lado a lado.

O programa é bem inteligente e consegue entender exatamente o que se quer. Ao site Science Daily, Ritschel explicou que o principal recurso do programa é que ele é capaz de capturar os requisitos do usuário: “Tudo o que ele (usuário) precisa fazer é clicar em duas, três ou mais imagens com o mouse e carregá-las até certo ponto”. A partir daí, o algoritmo entra em ação e a classificação é feita automaticamente. Basta observar a imagem acima que mostra borboletas diferentes que o "olho" organizou horizontalmente por variações de cor e verticalmente por tamanho.

Este método oferece novas possibilidades para os fotógrafos e editores de fotografia, que quiserem, por exemplo, organizar as fotos de várias borboletas sistematicamente com base na cor ou tamanho para criar um livro ilustrado. Antes, isso demandaria muito tempo, pois seria preciso organizar as fotos individuais dos animais no computador manualmente, já que não existe um software adequado para fazer isto automaticamente com base em certas características.

Bernhard Reinert, que também participa do desenvolvimento do “olho”, vê a aplicação do invento também para lojas online e até mesmo para museus. Para ele, os operadores dessas lojas podem reunir diversas mercadorias parecidas e exibi-las para os clientes de uma forma mais compacta e visualmente agradável do que antes; enquanto que os museus poderiam usar este programa para as suas exposições de forma que as crianças possam aprender brincando, organizando fotos de moedas, pedras ou animais.



(Fontes: Inovação Tecnológica & ScienceDaily)

No escurinho, uma boa lâmpada é a melhor polícia

Saúde Visual já apresentou esta lista com 11 itens para desmistificar e estimular o uso de óculos escuros, mesmo no inverno. Como se estes onze itens não bastassem, publicamos esta pesquisa do Smithsonian Magazine, onde pesquisadores entrevistaram pessoas com e sem óculos de sol andando em um calçadão e descobriram que as pessoas que não estavam protegendo seus olhos com óculos escuros, apresentaram maiores sentimentos ligados a raiva e a agressão.

A explicação dos pesquisadores é que, quem não usa óculos, escuros tende a apertar mais os olhos para protegê-los da claridade.

Não é, porém, o que pensam os cientistas Chen-Bo Zhong, Vanessa K. Bohns e Francesca Gino, da Universidade de Toronto, no Canadá. Contrariando tudo o que foi dito acima, os três concluíram que as pessoas que estão em salas escuras, ou usando óculos de sol, tendem a agir com egoísmo e desonestidade.

Segundo os autores da descoberta, isso supostamente acontece porque a falta de luz gera uma sensação de anonimato no cérebro - que acredita não estar sendo observado. Os cientistas acreditam que a escuridão é ruim para a moral como consequência das sensações que a ausência de luz causa, como insegurança por exemplo.

Para chegar a este resultado, Zhong, Bohns e Gino fizeram três experimentos. No primeiro, os participantes foram postos em uma sala ligeiramente escura com a desculpa de arrecadar dinheiro para pessoas carentes, e conseguiram mais dinheiro do que as pessoas que estavam em uma sala bem iluminada.

No segundo experimento, os participantes usando óculos de sol se comportaram de forma mais egoísta do que aqueles que usavam óculos com lentes claras. Finalmente, no terceiro experimento, foi criada uma sensação ilusória de anonimato medindo a relação entre a escuridão e o comportamento de  auto-interesse dos participantes.

Em todos os três experimentos, a escuridão não tinha influência sobre o anonimato real, mas ainda assim, houve um aumento dos comportamentos moralmente questionáveis.

Os cientistas esclarecem que uma pessoa sozinha em um quarto fechado, tendo que decidir irá mentir para um completo estranho, estando em um quarto bem iluminado não teria seu anonimato preservado. E isso vale até mesmo para quem está usando óculos de sol, segundo eles, graças à ilusória sensação de ocultação.

Algo muito parecido com o que as crianças fazem quando brincam de se esconder atrás de suas próprias mãos e acham que não estão sendo vistas.

Na conclusão da pesquisa, os cientistas afirmam que, assim, ao contrário de estudos anteriores que trataram a escuridão como apenas um dos muitos fatores que induzem um estado de desindividualização, esta experiência, combinada com a dificuldade de transcender nossa própria experiência fenomenológica, desencadeia uma crença psicológica que a escuridão desvia a atenção e controle dos outros.

Para eles, os resultados sugerem que, mesmo o uso de inocentes óculos de sol, pode ter consequências potencialmente prejudiciais à moral. E citam o famoso escritor, filósofo e poeta estadunidense, Ralph Waldo Emerson (1803-1882), que afirmou que uma boa lâmpada é a melhor polícia.

Os pesquisadores não mencionam, mas será que foi esta sensação de anonimato que fez a fama do "escurinho do cinema"?

 

(Fonte: University of Toronto)

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As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.

Leonardo da Vinci

A verdadeira viagem não está em sair a procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos.

Marcel Proust

Quem não compreende um olhar, tampouco compreenderá uma longa explicação.

Mário Quintana

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Existe um caminho que vai dos olhos ao coração, sem passar pelo intelecto.

Gilbert Keith Chesterton

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint-Exupéry

Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem seu verdadeiro amor.

Paulo Coelho

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais.

Chico Buarque

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.

Cecilia Meireles

Dirão, em som, as coisas que, calados, no silêncio dos olhos, confessamos?

José Saramago

Fiero