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Pupila, indicadora de orientação sexual

Pode parecer piada, mas é sério: segundo um novo estudo a dilatação da pupila é um indicador preciso da orientação sexual. Ou seja, se você é gay, hetero ou qualquer outra opção sexual, a verdade de quem atrai pode estar em seus olhos. Este estudo afirma que quando as pessoas olham para imagens eróticas e ficam excitadas, as pupilas abrem em uma reação inconsciente. Uma reação que poderia ser usada para estudar a orientação e excitação sem medidas invasivas.

O novo estudo é o primeiro experimento em grande escala para mostrar que a dilatação da pupila corresponde ao que as pessoas relatam sentir, disse o pesquisador Ritch Savin-Williams, psicólogo do desenvolvimento na Universidade de Cornell. Segundo Savin, se um homem diz que é hetero, seus olhos estão dilatando em relação às mulheres. Acontece o oposto com os gays , seus olhos se dilatam em relação aos homens.

A ligação entre o tamanho da pupila e excitação vem desde o século 16 quando, na Itália, as mulheres usavam um colírio feito a partir da erva tóxica Belladona, que mantinha suas pupilas contraídas, causando o efeito chamado de “um olhar sedutor”.

Na verdade, afirma Savin-Williams, as pupilas se dilatam um pouco em resposta a qualquer estímulo excitante ou interessante, incluindo o rosto de um ente querido ou uma bela peça de arte . A dilatação é um sinal de que o sistema nervoso autônomo - o sistema que controla as  ações involuntárias, como pulso e respiração - está aumentando.

Tradicionalmente, os pesquisadores têm estudado a orientação sexual e excitação, pedindo aos voluntários para assistir a filmes eróticos ou fotos enquanto estão ligados a instrumentos que vão medir o fluxo sanguíneo nos órgãos genitais. Para os homens, isso envolve uma medida da circunferência do pênis, enquanto as mulheres usam uma sonda que mede a variação de pressão nos vasos sanguíneos das paredes vaginais.

Para Savin-Williams estas medidas têm desvantagens, pois algumas pessoas podem suprimir a sua excitação genital , ou simplesmente não ter respostas genital em um ambiente de laboratório. "Algumas pessoas simplesmente não querem participar de uma investigação que envolve os órgãos genitais", disse Savin-Williams.

E ainda tem o fato de que muitas pessoas podem ter vergonha de admitir seus desejos ou mesmo negá-los para si. É também difícil fazer perguntas diretas sobre a orientação sexual em muitas culturas.

Para contornar esses problemas, Savin-Williams  - e seu colega Gerulf Rieger, também da Universidade de Cornell -, voltou-se para as pupilas. Eles recrutaram 165 homens e 160 mulheres, incluindo homossexuais, heterossexuais e bissexuais participantes. Estes voluntários assistiram separados vídeos de um homem se masturbando, uma mulher se masturbando e cenas neutras de paisagem. Os vídeos foram todos combinados de modo que as diferenças de luz não distorcessem os resultados.

Uma câmera de monitoramento do olhar gravou as pupilas durante esses vídeos, medindo pequenas mudanças no tamanho delas. As pessoas também relataram seus próprios sentimentos de excitação em cada vídeo.

Os resultados mostraram que a dilatação da pupila corresponde ao padrão observado em estudos de excitação genital. Nos homens, esse padrão é geralmente simples: heterossexuais respondem a imagens sexuais de mulheres e homens gays respondem a imagens sexuais dos homens. Homens bissexuais respondem a homens e mulheres.

Nas mulheres, as coisas são mais complexas. Mulheres gays apresentaram dilatação da pupila para mais imagens de outras mulheres, semelhante ao padrão observado em homens heterossexuais. Mas as mulheres heterossexuais dilataram basicamente igual em resposta a imagens eróticas de ambos os sexos, apesar de sentimentos de excitação para homens e não para mulheres.

Isso não significa que todas as mulheres heterossexuais são secretamente bissexuais, alertou Savin-Williams, só que sua excitação subjetiva não corresponde necessariamente a excitação do seu corpo. Pesquisadores de sexo não tem certeza por que isso acontece. Uma teoria é que as mulheres têm sido violadas ao longo da história e evoluíram para responder com lubrificação a qualquer estímulo sexual, não importa o quão desagradável.

O próximo passo da pesquisa é monitorar as medições da pupila e genitais ao mesmo tempo, para testar o quão bem eles correspondem. Para que serve esta tecnologia? Para Savin-Williams, ela pode ser utilizada para realizar estudos transculturais da sexualidade, uma vez que a dilatação da pupila é universal e não depende de rótulos de orientação sexual. Além disso, o método pode ser usado até mesmo para ajudar as pessoas que estão confusas sobre sua sexualidade através de seus desejos.



(Fonte: Huff Post Science)

Estudante brasileiro cria protótipo de bengala eletrônica

Já apresentamos aqui o conceito de tecnologia assistiva, termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

Para deficientes visuais, uma bengala eletrônica que avisa quando há algum obstáculo seria muito bem vinda. Nos Estados Unidos, já existe uma versão de bengala eletrônica vendida por 1,4 mil dólares. A boa notícia é que, no Brasil, um estudante criou um aparelho parecido, mas que conta apenas com um sensor e sai por 500 reais.

O estudante universitário Carlos Solon Guimarães criou um protótipo de bengala eletrônica com dois sensores que avisam o deficiente visual quando há algum obstáculo a um metro de distância. Cada um dos sensores – o mesmo usado em celulares – é programado para vibrar quando há um objeto acima ou abaixo da cintura.

Guimarães, que criou o protótipo para o seu trabalho de conclusão no curso de Ciência da Computação da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (URI), no Rio Grande do Sul, teve a ideia através de projetos da universidade que buscam alternativas para deficientes visuais.

A bengala foi feita com equipamentos de baixo custo. O protótipo é feito com canos PVC. Guimarães usou apenas softwares e hardwares de código aberto, ou seja, que qualquer pessoa pode usar e alterar sem pagar nada. Com isso, o estudante pretende criar, no futuro, um kit para que o deficiente conecte os sensores a sua própria bengala.

A formatura de Guimarães está marcada para dezembro e, até lá, ele pretende melhorar o protótipo e estudar como a bengala será colocada no mercado. Segundo ele, com ajuda de investidores, a bengala poderá ser vendida por 300 reais.

A iniciativa agradou ao presidente da Associação Brasileira de Deficientes Visuais, Sadi de Mello. Segundo ele, somente no estado do Rio Grande do Sul existem 100 mil gaúchos cegos. E o número é ainda mais alarmante quando se fala no Brasil: cerca de cinco milhões.



(Fonte: G1)

Boas notícias para quem usa, quem não quer usar e para quem esquece os óculos

Para quem está próximo ou passou dos 40 anos, a presbiopia é a condição mais comum de problema visual, fazendo com que a pessoa sinta dificuldade para enxergar de perto. A perda de acomodação é um dos fatores mais irritantes. Como fica difícil enxergar de perto, a tendência é esticar os braços atrás do foco, mas uma hora o braço acaba e o jeito é procurar um oftalmologista.

Então vem a necessidade de usar óculos. Ou um bifocal ou – para quem não consegue se adaptar a este – um óculos específico para enxergar de longe e outro para ler. Soma-se a estes um que nunca deve ser dispensado: o de sol.

Para os muito vaidosos, trata-se de uma tortura. Para os esquecidos, um martírio.

Aos vaidosos a boa notícia é que foi anunciado um novo aplicativo para iOS que poderá ser usado em iPhones e iPads e que tem como finalidade atrasar a necessidade do uso de óculos. Os desenvolvedores alegam que por volta dos 50 anos, nossa visão se torna menos flexível, o que a faz desfocar objetos que estão próximos.

Desta forma, a tecnologia do aplicativo se baseia em treinar o cérebro a ler imagens tremidas e transformá-las em imagens nítidas e focadas, exibindo manchas que aparecem na tela obrigando o usuário a identificar quando elas aparecem no centro.

Estima-se que o aplicativo deve custar em torno de £60 e servirá para um treinamento de 3 meses que seguirão exercícios de manutenção. E tem mais: além de atrasar o uso de óculos, segundo alguns oftalmologistas essa tecnologia também pode livrar pessoas mais velhas de usarem óculos para leitura.

Já para quem costuma esquecer os óculos, a boa notícia é que uma nova tecnologia abre a possibilidade de livros eletrônicos ajustarem o foco da imagem diretamente na tela, dispensando o uso das lentes corretivas. Batizada de "tailored displays" (monitores sob medida), o invento teve sucesso em testes de campo pode ser usado para criar imagens que compensam diversos problemas de visão além da presbiopia, como miopia, hipermetropia, astigmatismo e até catarata, dependendo do caso.

O cientista de computação Vitor Pamplona, que já teve outro invento seu divulgado aqui no Saúde Visual, apresentou sua invenção esta semana em Los Angeles na Siggraph, a maior conferência de computação gráfica. Pamplona arranjou uma maneira de estudar a anatomia dos olhos para aplicar em computação e passou dois anos criando técnicas de animação para simular movimentos oculares.

Desta vez, seu invento aproveita o mesmo tipo de tecnologia usada pelo videogame portátil Nintendo 3DS, o console de imagens tridimensionais que não requer óculos especiais e que funciona da seguinte maneira: a tela é fragmentada e um filtro direciona imagens diferentes para cada um dos olhos. A visão, então, é processada no cérebro onde as figuras se juntam para formar a imagem em 3D.

Acontece, porém, que existe uma limitação prática: a ideia só funciona em monitores com resolução muito alta. Mas Pamplona já está tentando convencer grandes empresas de tecnologia a encampar a ideia.



(Fontes: Folha de São Paulo, EyeCare Hospital e ÓculosBlog)

Cientistas conseguem criar córneas novas em laboratório

Todos os anos são realizados cerca de 100 mil transplantes de córnea por todo o mundo. Mas este transplante só pode ser executado quando existe uma córnea saudável doada por outra pessoa que possa substituir a córnea danificada. E isso dificulta a regularidade dos transplantes, a única forma de uma pessoa com o tecido da córnea danificado recuperar a visão

Mas uma nova técnica promete encurtar o tempo de espera dos transplantes e facilitar os procedimentos cirúrgicos: Cientistas da Universidade de Gotemburgo, na Suécia, conseguiram, pela primeira vez, utilizar células estaminais em córneas humanas danificadas. Células estaminais são as células mestras do corpo humano, retiradas de embriões com poucos dias de idade e que podem se transformar em qualquer um dos 300 tipos diferentes de células que compõem o corpo adulto.

O estudo publicado na revista Acta Ophthalmologica mostra como podem ser utilizadas células estaminais para desenvolver as chamadas células epiteliais - responsáveis por manter a transparência da córnea. Para o crescimento das células epiteliais os cientistas desenvolveram em laboratório, primeiro as células estaminais para depois as utilizarem na própria córnea. O resultado apareceu depois de 22 dias, quando os cientistas conseguiram obter córneas novas e sem danos, prontas para serem transplantadas nos pacientes com córneas opacas ou embaciadas.

Para Ulf Stenevi, co-autor do estudo, "se pudermos estabelecer um método de rotina para recuperar córneas danificadas que normalmente seriam descartadas, a disponibilidade de material para transplantes será ilimitada”. Desta forma, ainda segundo Stenevi, com este método os “procedimentos cirúrgicos e de pós-tratamento também se tornarão muito mais simples”.



(Fonte: Dr Visão)

"Tem muito mais cores aqui”

Como já havíamos divulgado nesta notícia há pouco mais de dois anos, uma empresa chamada EnChroma inventou um novo tipo de óculos capaz de corrigir o daltonismo - tipo de desvio nos olhos que faz com que pessoas deixem de enxergar certas partes do espectro de luz.

Essa empresa se juntou a uma marca de tintas, a Valspar, para produzir um minidocumentário para captar as reações das pessoas que enxergaram pela primeira vez, por exemplo, o pôr do sol com todas suas tonalidades. No vídeo, os participantes também interagem com instalações repletas de matizes. “Tem muito mais cores aqui”, disse um dos personagens do documentário ao ver desenhos feitos pelo filho.

As empresas levaram pessoas que tinham o tipo de daltonismo mais raro, aquele em que só se enxerga tons de cinza, para um ambiente cheio de elementos supercoloridos. A reação dessas pessoas é até um tanto emocionante por se tratar de uma experiência tão simples para a maioria das pessoas.

De acordo com a Valspar e a EnChroma, estima-se que no mundo inteiro haja cerca de 300 milhões de pessoas que sofrem de algum tipo de daltonismo. Essas pessoas podem ter dificuldades para ver cores em tons de vermelho, de verde ou de azul. Algumas simplesmente não enxergam nenhum deles e veem o mundo em tons de cinza.

O óculos desempenha a função de separar as cores e derivações do vermelho e do verde, que geralmente são percebidas como iguais pelos daltônicos, corrigindo a visão deficiente. Com o mecanismo, os portadores da doença conseguem enxergar um espectro maior de cores.

Disponíveis em vários modelos, óculos custam em média 400 dólares e podem ser comprados pelo site da EnChroma, que envia o produto para diversas localidades, inclusive o Brasil.

Confira, abaixo, o vídeo (com legendas em português):

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(Fonte: Tecmundo)

Chip em teste promete fazer cegos voltarem a enxergar

Cientistas da Universidade Stanford, da Califórnia, desenvolveram um chip milimétrico que promete devolver a visão a indivíduos que sofrem de degeneração muscular, doença caracterizada pela morte das células receptoras de luz de retina. As informações são do jornal Folha de S. Paulo.

A inovação obteve sucesso no teste com ratos e a previsão é que seja testada em humanos dentro de um ano. Daniel Palanker, responsável pela tecnologia, licenciou a ideia para a empresa francesa Pixium Vision.

O ideia é substituir as células por chips de 2 mm, feitos de material similar aos que existe em painéis solares. Ao receber luz, eles emitem impulsos elétricos que estimulam terminações nervosas de retina e levam informação visual ao cérebro.

Os aparelhos que serão testados no ano que vem pela Pixium possuem 65 micrômetros de largura, uma resolução ainda baixa comparada ao tamanho das células fotorreceptoras naturais do olho humano, com cinco micrômetros. "Mas nós já estamos conseguindo produzir chips com pixels de 40 micrômetros", disse Palanker à Folha. "Essa diminuição em tese seria capaz de dar aos pacientes uma resolução suficiente para reconhecer faces e ler livros."

O dispositivo é voltado, sobretudo, a pessoas que sofrem de degeneração macular – uma doença relativamente comum em idosos – causada por morte de células receptoras de luz da retina. Como essas células fotorreceptoras são parte do sistema nervoso, que não se regenera facilmente, a esperança de cura por medicamentos é virtualmente nula.

Esse tipo de técnica vem sendo desenvolvida por vários grupos de pesquisa há mais de duas décadas, mas vinha esbarrando em problemas como falta de resolução e dificuldade de implante.

Conforme já divulgamos neste artigo, desde 2013, a empresa Second Sight já vende um tipo de retina artificial, mas o aparelho gera uma visão de baixa precisão – próxima ao limiar pelo qual oftalmólogos consideram alguém cego. Além disso, requer que um cabo entre pela lateral do olho e vá até a retina.

O dispositivo criado agora por Palanker não requer cabos, incisões ou perfurações. A própria luz que incide no chip implantado na retina gera a eletricidade que é transmitida aos neurônios visuais.

O único problema é que, para conseguir essa geração de energia, é preciso uma quantidade muito grande de luz, e os objetos que enxergamos no dia a dia não estão suficientemente iluminados.

O cientista contornou o problema criando um óculos com uma câmera no centro, que projeta as imagens em dois painéis de alto brilho na frente dos olhos.

Essas pequenas telas, porém, só emitem luz infravermelha: invisível ao olho humano comum, mas captada pelo chip de Palanker. Para instalar o dispositivo sob a retina, o cientista usa apenas uma agulha especial.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Desenhando com os olhos

O artista britânico Graham Fink é reconhecido como uma das mentes criativas mais respeitadas e altamente premiadas do mundo. Fink é um profissional multimídia que faz trabalhos em fotografia, cinema e pintura. Por seu trabalho como diretor criativo internacional ele venceu o Grand Prix Cannes (2012) e já ganhou quatro BAFTAs, prêmio maior da Academia Britânica de Cinema e Televisão, instituição que apoia, desenvolve e promove a arte.

Graham é um artista com uma tremenda habilidade para se concentrar. Não é para menos, já que ele consegue desenhar apenas movendo os olhos e gravando esses movimentos com um software. Sem caneta, papel, nem qualquer instrumento, apenas os olhos.

É incrível como o resultado é provavelmente melhor do que o que muitos conseguiriam com papel e caneta.

Em uma exibição na Riflemaker Gallery, em Londres, Fink “desenha” ao vivo, direcionando o próprio olhar para criar linhas em uma tela bem na sua frente. Isso é possível graças ao impressionante hardware de “eye-tracking” da Tobii Technology, da China, que joga luz infravermelha no olho para detectar e monitorar o movimento.

Por uma série de algoritmos e filtros, estes movimentos do olhos são então processados, transformando-se em comandos no computador em tempo real. Mas o real talento aqui está com o Fink: um artista multimídia britânico que já trabalhou com fotografia, filme e pintura, com quatro BAFTAs em seu currículo.

Para conhecer melhor o trabalho de Graham, intitulado Drawing with my eyes, basta clicar aqui. E não deixe de conferir, abaixo, o vídeo que mostra como funcionam esses desenhos do olhar:

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(Fonte: Gizmodo)

Tecnologia Assistiva: vida independente e inclusão social

Segundo a ONU, 650 milhões de pessoas no mundo têm deficiência, dos quais 80% vivem em países em desenvolvimento, necessitando de soluções acessíveis em termos financeiros. O alto custo dos dispositivos de tecnologia assistiva no mercado brasileiro é uma barreira significativa para milhões de pessoas de baixa renda com deficiência.

Tecnologia Assistiva é um termo relativamente novo, utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social.

No Brasil, o Comitê de Ajudas Técnicas - CAT, instituído pela Portaria número 142, de 16 de novembro de 2006, propõe como conceito que a tecnologia assistiva “é uma área do conhecimento, de característica interdisciplinar, que engloba produtos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços que objetivam promover a funcionalidade, relacionada à atividade e participação de pessoas com deficiência, incapacidades ou mobilidade reduzida, visando sua autonomia, independência, qualidade de vida e inclusão social" (ATA VII - Comitê de Ajudas Técnicas (CAT) - Coordenadoria Nacional para Integração da Pessoa Portadora de Deficiência (CORDE) - Secretaria Especial dos Direitos Humanos - Presidência da República).

Os chamados “recursos” podem variar de uma simples bengala a um complexo sistema computadorizado. Estão incluídos brinquedos e roupas adaptadas, computadores, softwares e hardwares especiais, que contemplam questões de acessibilidade, dispositivos para adequação da postura sentada, recursos para mobilidade manual e elétrica, equipamentos de comunicação alternativa, chaves e acionadores especiais, aparelhos de escuta assistida, auxílios visuais, materiais protéticos e milhares de outros itens confeccionados ou disponíveis comercialmente.

Neste âmbito, uma empresa brasileira é responsável pela criação de um identificador de cor e dinheiro para deficientes visuais. O identificador, chamado de Auire Prisma, emite uma luz que capta seu reflexo. O resultado detectado pelo leitor é então transmitido ao usuário por áudio, que pode ser alto falante ou fones de ouvido. Quando usado em objetos, o aparelho descreve a cor, e quando usado em dinheiro, o banco de dados associa a cor à nota, e informa o valor ao usuário.

A Auire foi fundada por dois engenheiros de computação Nathalia Patrício e Fernando Gil.  Com ela, eles ficaram entre os 10 primeiros de 100 colocados na apresentação de planos de negócios da edição 2010 da Campus Party (considerado o maior acontecimento tecnológico do mundo nas áreas de inovação, ciência, cultura e entretenimento digital). 

Infelizmente, conforme e-mail enviado à redação do Saúde Visual assinado pelo próprio Fernando Gil, a produção do Auire Prisma foi interrompida em decorrência do encerramento da empresa. Gil informa, porém, que atualmente segue trabalhando em parceria com outras empresas para o lançamento de novos produtos de tecnologia assistiva ainda este ano. Vamos torcer e aguardar.



(Fonte: Assistiva e Auire Tecnologia)

Um clássico de origens controversas

Vai verão, volta verão e os óculos escuros não saem de moda. Há quem os use até no inverno e em dias de chuva. Gosto não se discute. Principalmente quando este gosto está associado a um dos maiores clássicos da moda ótica - o estilo conhecido como “aviador”.  Reza a lenda que estes óculos foram inspirados nas máscaras dos pilotos de avião na Primeira Guerra Mundial para ofuscar a claridade que enfrentavam nas alturas.  O modelo Aviator foi desenvolvido logo depois e se tornou peça obrigatória para os aviadores. Mas, segundo Sally Macready Wallace, filha do piloto John Macready, não foi bem assim que surgiu o modelo de óculos mais “cult” da história.

Na verdade, segundo Sally, tudo começou no início do século 20, quando os pilotos de teste começaram a voar mais alto do que o Monte Everest. Eles, então, tiveram que se defender contra as temperaturas muito baixas, na casa dos menos 62 graus. Os aviadores usavam capuzes de couro e isolavam seus olhos com óculos forrados de pele. Levantar os óculos por um instante era arriscar a vida. Em 1920, quando o piloto conhecido como Shorty Schroeder ousou voar com um biplano acima de 33.000 pés, seus óculos embaçaram e ele não teve escolha a não ser tirá-los. Momentos depois, sua visão ficou embaçada e seus olhos logo congelaram.

Ainda assim, Schroeder conseguiu pousar o avião e seu amigo John Macready ajudou a tirá-lo do cockpit. Um mês depois, ainda assombrado pela memória das pálpebras inchadas de seu amigo, Macready subiu no mesmo avião para bater o recorde de altitude de Schroeder. Como Schroeder, Macready dependia de óculos que haviam sido concebidos para selar os olhos contra o frio e proteger a vista. Mas tais óculos não eram suficientemente escuros, e a luz do sol na atmosfera superior machucava os olhos.

E assim Macready começou a trabalhar com a Bausch & Lomb em um design de óculos especialmente indicado para proteger contra a luz na estratosfera. A filha de Macready garante que o pai dela entregou à Bausch & Lomb a matriz original das lentes de aviador.

Ao final dos anos 1930, os anúncios de óculos de sol da Bausch & Lomb Ray Ban prometia "verdadeira proteção científica contra o brilho" para os pescadores e golfistas. Ainda não chamou os óculos de “aviador”, no entanto capturou a essência do formato de gota e quadros tão delicados como o de um biplano. O lançamento foi vendido como equipamento esportivo a um valor muito acima de mercado num momento em que qualquer outro óculos de sol poderia ser adquirido por 25 centavos de dólar.

Aqui, as histórias se aproximam: durante a Segunda Guerra Mundial, os óculos aviadores se tornaram equipamento padrão para os militares, incluindo o general Douglas MacArthur, que, por isso, sempre era fotografado utilizando um modelo.

Na década de 1970, as armações ganharam flores e cores. Uma versão para senhoras veio na cor rosa, com strass e lantejoulas. Parecia haver um óculos aviador para todos os tipos de gostos. As armações coloridas emolduraram alguns dos rostos mais emblemáticos do século 20 - de Elvis Presley ao Unabomber.



(Fonte: The New York Time)

Dois designers, uma ideia: o relógio para cegos

Já existem relógios específicos para quem sofre da cegueira, comandados através da voz do individuo. Acontece que, na maioria dos relógios existentes o design não é nada atrativo. Dois designers, porém, criaram protótipos que prometem mudar isso.

O primeiro é o designer japonês Jung Hoon Lee que criou um relógio que marca as horas a partir da alteração da temperatura em sua superfície, o Rub Feel Know (algo como esfregue, sinta, saiba).

Jung Hoon conseguiu, com este modelo, casar os valores de funcionalidade com os de design e estética. As horas do Rub Feel Know são mostradas em dois círculos: um para a hora e outro para os minutos, com os ponteiros na posição tradicional. Cada um dos círculos possui uma textura e posição peculiares.

O círculo das horas é o do centro, com o indicador côncavo e a uma temperatura de 37ºC – quase o triplo da temperatura do círculo dos minutos, a fim de facilitar a identificação.  Já o dos minutos é mais fino e fica em volta do das horas; possui indicador convexo e temperatura de 12°C.

O segundo designer a inovar no conceito de relógios para deficientes visuais é David Chavez, com seu modelo batizado de Haptica. O nome vem do grego "haptikós", que significa "próprio para tocar, sensível ao tato". O termo é o correlato tátil da ótica (para o visual) e da acústica (para o auditivo). Desde 2007, a tecnologia háptica invadiu os telefones celulares, através do IPhone, estimulando o desenvolvimento da ciência do toque, dedicada a estudar e a simular a pressão, a textura, a vibração e outras sensações biológicas relacionadas com o toque.

A proposta de David é que o relógio seja capaz de permitir deficientes visuais a verem as horas de maneira mais prática. Este vídeo mostra o conceito e as justificativas para o relógio Haptica ser comercialmente viável.



(Fonte: Top 30 Site)

Abril começa de olho na Expo Abióptica 2015

O mês de abril já está marcado nos olhos. Afinal de contas, é neste período que acontece aquela que já se consagrou como a maior exposição óptica da América Latina e uma das maiores e mais representativas do setor no mundo: a Expo Abióptica. Este ano, o evento acontece entre os dias 15 e 18 de abril, no Transamerica Expo Center, em São Paulo.

Desde que foi anunciada a edição 2015, a 13ª, os mais de 70 expositores vêm demonstrando bastante entusiasmo e expectativa. Tal resultado foi obtido graças aos números alcançados com a versão 2014.

Segundo dados fornecidos pela Abióptica, no ano passado compareceram mais de 30 mil pessoas, o que movimentou mais de meio bilhão de reais em negócios.

Isso demonstra que, a cada ano, Expo Abióptica comprova o crescimento do setor, como apontam os crescentes números de negócios realizados, do número de interessados em expor seus produtos e serviços além, claro, dos mais de 25 mil visitantes anuais vindos de todas as partes do Brasil e do mundo.

Com foco principal na geração de negócios, o evento mantém firme seu compromisso de realizar um encontro do mercado óptico capaz de fomentar debates econômicos e sociais, além de abranger todas as facetas do setor: moda, economia, saúde, tecnologia e comportamento.

Como já virou costume no evento, os famosos também deverão marcar presença em 2015, seja para divulgar sua própria marca, seja para fazer papel de garoto/garota propaganda.

Para maiores informações, basta acessar o site da Expo Abiótica clicando aqui.

 

 

(Fonte: Assessoria de Imprensa)



Configuração errado do olho faz bem à visão

A despeito de todo processo evolutivo que enfrentou ao logo dos séculos, como vimos neste artigo, até recentemente, os cientistas achavam que a configuração do olho humano não fazia sentido: era como se as células da retina estivessem do “lado errado”, com a luz viajando através de uma massa de neurônios antes de atingir as células de detecção de luz.

Uma nova pesquisa descobriu que esta estrutura intrigante, embora pareça ineficiente à primeira vista, tem uma função de aumento de visão notável.

A retina é a parte sensível à luz do olho, que reveste o interior do globo ocular. A parte de trás da retina contém cones para a percepção das cores vermelha, verde e azul. Espalhados entre os cones estão os bastonetes, que são muito mais sensíveis à luz do que os cones, mas que são daltônicos.

Antes de chegar aos cones e bastonetes, a luz deve atravessar toda a espessura da retina, com suas camadas de neurônios e núcleos celulares. Esses neurônios processam a informação da imagem e a transmitem para o cérebro, mas até recentemente não estava claro por que essas células se encontravam na frente dos cones e bastonetes, e não atrás delas.

Este é um quebra-cabeça de longa data, uma vez que essa mesma estrutura, de neurônios antes de detectores de luz, existe em todos os vertebrados, mostrando estabilidade evolutiva.

Pesquisadores alemães descobriram que as células gliais, que também abrangem a profundidade da retina e se conectam aos cones, tem um atributo interessante. Estas células são essenciais para o metabolismo, mas também são mais densas do que as outras células da retina. Na retina transparente, esta densidade mais elevada (e índice de refração correspondente) significa que as células da glia podem guiar a luz, assim como cabos de fibra óptica.

Em vista disso, cientistas do Instituto de Tecnologia de Israel construíram um modelo da retina, e mostraram que as células gliais ajudam a aumentar a clareza da visão humana.

Eles também notaram que as cores que melhor passaram pelas células gliais são o verde e vermelho, que o olho precisa mais para a visão diurna. O olho normalmente recebe muito azul e, portanto, tem menos cones sensíveis a essa cor.

O resultado surpreendente da simulação precisava de uma prova experimental. Assim, colegas da Escola de Medicina Technion, do Instituto de Tecnologia de Israel, testaram como a luz atravessa as retinas de porquinhos-da-índia. Como seres humanos, esses animais são ativos durante o dia e sua estrutura de retina tem sido bem caracterizada.

O resultado foi fácil de notar: em cada camada da retina, a luz não era espalhada uniformemente, mas concentrada em alguns pontos. Estes pontos eram continuados de camada para camada, criando assim colunas alongadas de luz, conduzida da entrada da retina até os cones na camada de detecção.

A luz foi concentrada nestas colunas até dez vezes em comparação com a intensidade média.

Ainda mais interessante foi o fato de que as cores que foram melhor guiadas pelas células gliais emparelharam muito bem com as cores dos cones. Os cones não são tão sensíveis quanto os bastonetes, de forma que a luz adicional permitiu-lhes funcionar melhor – mesmo sob níveis baixos de luz. Enquanto isso, a luz mais azul, que não foi bem capturada nas células gliais, era espalhada pelos bastonetes na sua vizinhança.

As descobertas significam que a retina foi otimizada para que os tamanhos e densidades de células gliais “se encaixem” com as cores que o olho humano é sensível. Essa otimização é tal que a visão de cores durante o dia é reforçada, enquanto a visão da noite não é prejudicada.

O efeito também funciona melhor quando a pupila é contraída em alta iluminação, aumentando ainda mais a clareza da nossa visão.



(Fonte: Science20 via HypeScience)

Um jogo para despertar o "Olho Preguiçoso"

Certamente você, que acompanha o Saúde Visual, já ouviu falar da ambliopia. Conhecida também como “doença do olho preguiçoso” ou “do olho vago”, é uma condição em que o alinhamento entre os dois olhos é prejudicado. As pessoas que sofrem dessa condição têm dificuldades, entre outros, na percepção de profundidade de campo e localização espacial.

O tratamento convencional da ambliopia envolve a correção refrativa com uso de óculos, na terapia de oclusão - estimulação "forçada" do córtex visual do olho amblíope, num modo de tratamento monocular que implica tapar o olho bom. Outros especialistas no assunto acham conveniente o tratamento com terapia visual.

Uma terceira opção está surgindo através de uma parceria entre o laboratório especializado em ambliopia Amblyotech, a desenvolvedora de games Ubisoft (Assassin’s Creed, Far Cry, Watch Dogs, entre outros) para criar um jogo que combata o 'olho preguiçoso' – o Dig Rush.

Se, na maioria das vezes, o tapa-olho causa desconforto e estigma social contra quem o usa, dificultando a eficiência do tratamento, com o jogo Dig Rush, a Ubisoft pretende engajar os pacientes no tratamento, aliando o estímulo conjunto aos dois olhos com diversão e entretenimento.

O game funciona assim: em uma espécie de quebra-cabeças, você comanda um grupo de mineradores que buscam tesouros em uma mina perigosa. O cenário 2D é em preto e branco e apenas as personagens e ameaças são coloridas. Com um par de óculos 3D anaglifo (aquele que tem uma das lentes azul e a outra vermelha), os jogadores só conseguem ver os heróis com um dos olhos e os perigos com o outro. Assim, é preciso usar os dois olhos simultaneamente para avançar nas missões.

A técnica aplicada no Dig Rush foi desenvolvida pelos pesquisadores Robert Hess, Benjamin Thompson, Behzad Mansouri, Jeremy Cooperstock, Long To e Jeff Blum da Universidade de McGrill, no Canadá e, posteriormente, aprimorada na Amblyotech. Segundo as pesquisas iniciais do grupo, 90% dos jogadores sentiram alguma melhora na condição em apenas 4 a 6 semanas depois de jogar uma hora por dia. Estima-se que, hoje em dia, cerca de 3% das crianças estejam nessa condição oftalmológica no mundo.

Esta não é a primeira vez que um jogo surge como opção para o tratamento da ambliopia. Como Saúde Visual já mostrou nesta matéria, o jogo Tetris também se apresentou como uma forma curiosa de tratar esta condição. A grande diferença é que o Dig Rush é um jogo criado especificamente para esta finalidade.

Atualmente, o projeto está em fase de viabilização legal. A proposta não é comercializar o jogo, mas torná-lo disponível globalmente e apenas com indicação e acompanhamento médico.

Assista a um curto gameplay do Dig Rush:

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(Fonte: Superinteressante)

É proibido NÃO tocar: obras de arte com relevo, texturas e volumes

O mundo dos cegos é repleto de características que às vezes nem sequer conseguimos imaginar. Por exemplo,  ir a um museu e observar as pinturas e os quadros famosos é algo que eles não podem fazer do mesmo modo que nós. Com o intuito de abrir as possibilidades para os deficientes visuais e criar novas experiências para eles, os Estúdios Dudero (em Madrid), desenvolveram algo bastante único.

É algo semelhante ao que vemos nas impressoras 3D, porém as técnicas aplicadas aqui são um tanto diferentes. Réplicas de altíssimas resoluções das obras de arte são impressas em diferentes tamanhos, permitindo que vários tipos de relevos e texturas sejam aplicados ao material – possibilitando que os deficientes visuais possam tocar os desenhos das pinturas, percebendo-as com os próprios dedos.

Seis obras icônicas dos pintores Velázquez, Goya, Da Vinci, El Greco, Van der Hamen e Correggio já foram produzidas pelos Estúdios Dudero e estão em exibição no Museu Prado de Madrid na coleção Hoy Toca el Padro. O processo químico de produção começa com a impressão em alta resolução da obra. Depois disso, as texturas e os volumes mais adequados são selecionados de acordo com o desenho para preencherem todo o espaço da imagem. 

Até os pequenos detalhes, que podem parecer insignificantes vistos por nós, são representados cuidadosamente para que as mãos dos deficientes visuais enxerguem toda a obra. Cada quadro leva aproximadamente 40 horas para ficar pronto, e depois disso mais processos químicos devem ser feitos para finalizar a superfície da tela. No Museu Prado, os cegos podem tocar as seis obras diferentes, e as pessoas podem utilizar vendas para também passarem pela experiência.

Agora, portanto, os deficientes visuais também poderão tentar desvendar a verdadeira identidade da Mona Lisa que, segundo esta matéria, estaria justamente nos olhos da pintura!



(Fonte: Gizmodo)

Fumaça nos olhos só fica bem na música

The Platters foi um famoso grupo vocal da chamada “Era de Ouro do Rock and Roll”, formado em Los Angeles, EUA, no ano de 1953. Dentre seus inúmeros sucessos destaca-se Smoke gets in your eyes. Em português, algo como “a fumaça entra em seus olhos”. A canção conta sobre um rapaz que acredita no amor verdadeiro, enquanto seus amigos diziam que todos que amam ficam cegos por causa da fumaça nos olhos, causada pelo coração em chamas.

Mas existe uma fumaça que ataca os olhos e não tem nada de romântica: a produzida pelos cigarros.

O Saúde Visual já apresentou nesta matéria dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), apontando que o hábito de fumar é a principal causa de mortes evitáveis no mundo e que, além das doenças respiratórias, cardiovasculares e cancerígenas, o tabaco também pode ser o grande responsável pelo surgimento de doenças oculares, como a degeneração macular relacionada à idade e as oclusões vasculares.

Estes dados, porém, estão relacionados com o tabaco em si, mas, no que diz respeito aos efeitos da fumaça dos cigarros, poucas evidências existem. Por isso, oftalmologistas australianos realizaram um estudo para determinar estes efeitos sobre a superfície ocular e o filme lacrimal dos fumantes.

Um total de 51 fumantes e 50 não fumantes saudáveis foram incluídos neste estudo, ambos os grupos pareados em idade e sexo. A superfície ocular foi avaliada através da medição do rompimento do filme lacrimal, a coloração da superfície ocular através do uso de fluoresceína, e sensibilidades da córnea e conjuntiva.

O grupo de fumantes apresentou redução significativa no tempo de rompimento do filme lacrimal e da sensibilidade da córnea e da conjuntiva do que o grupo não fumante. A coloração ponteada foi significativamente maior no grupo de fumantes do que o grupo não fumante.

Além disso, não houve diferença estatisticamente significativa nos resultados do teste de Schirmer (utilizado para determinar se um olho produz quantidade suficiente de lágrima para mantê-lo lubrificado) entre o fumante e não fumante.

Apesar da pesquisa ter identificado que a fumaça do cigarro causou efeitos adversos sobre o filme lacrimal precorneal e que houve uma forte associação entre tabagismo e instabilidade do filme lacrimal, os pesquisadores acreditam que exista uma necessidade de mais estudos longitudinais já que uma relação causal não pôde ser determinada somente nesta pesquisa.

Porém, os fumantes devem ficar de olho e não esperar pelos testes conclusivos para cuidar da sua saúde. Inclusive a visual. Pois fumaça nos olhos só fica bem mesmo em música romântica, como podemos conferir no vídeo abaixo:

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(Fonte: Optometric Physician)

Cientista aprende a escrever com os olhos

O apresentador de Tv Pedro Bial escreveu certa vez que “os olhos entregam o que a boca silencia”. Poetas, pensadores, romancistas estão sempre escrevendo sobre a comunicação dos olhos, através do olhar. Acontece que esta imagem poética pode estar bem próxima de se tornar realidade. Em breve, poderemos usar apenas os olhos para realmente se comunicar através de palavras escritas. Um cientista francês acidentalmente descobriu como controlar o movimento dos olhos bem o bastante para escrever na tela de um computador. Com esta descoberta ele pode revolucionar, inclusive, a forma como nos comunicamos com pessoas vítimas de paralisias.

Apesar de nossos olhos serem incrivelmente bons em realizar movimentos suaves, isso não é algo que possamos controlar. Geralmente, nós só temos o que é conhecido como “seguimento suave” quando acompanhamos um objeto em movimento. Se você tenta e faz um lento acompanhamento com seus olhos sem algo onde se fixar, você quase certamente se distrairá em fases curtas. Mas Jean Lorenceau da Universidade Pierre et Marie Curie descobriu por acaso uma forma de se ter o seguimento suave sem precisar de algo para olhar. O mais incrível é que ele treinou seus olhos para fazer isso.

Jean estava vendo uma tela visual incomum em seu laboratório e descobriu que ele podia detectar e controlar os movimentos dos seus olhos. Baseado nisso, ele treinou a si mesmo e seis outros voluntários para controlar o sensível movimento ocular até o ponto onde fossem capazes de escrever em letra cursiva.

Jean explicou que a tela estava “preenchida com discos estáticos distribuídos aleatoriamente em contraste em relação à iluminação de fundo a uma taxa temporal moderada (>12 Hz). Quando os olhos estão em descanso, esta tela aparece como um campo de discos estáticos tênues. Entretanto, qualquer movimento dos olhos cria uma alteração no padrão visual da retina.”

Isso faz com que o olho se ‘engane’ e se comporte como se estivesse acompanhando um movimento. À partir daí Lorenceau conseguiu treinar seus colegas para que controlassem o suave movimento dos seus olhos. Primeiro, acompanhando um objeto na tela, depois com pontos vermelhos aparecendo quando as pupilas apontassem, e finalmente, removendo tudo isso e baixando o contraste da tela.

Após todos esses métodos, as pessoas foram capazes de mover seus olhos confortável e suavemente mais de 10 segundos por vez, o bastante para rabiscarem algumas palavras.

Isso abre possibilidades não só para pessoas que precisam usar seus olhos para se comunicar (pacientes tetraplégicos, com paralisia cerebral, esclerose), mas também pode ser um caminho para aperfeiçoar o controle ocular de pessoas que dependem da intensa coordenação mãos-olhos.



(Fonte: Current Biology)

"Ensaio sobre a miopia" - óculos e miopia sob um outro prisma

Uma bela foto é capaz de encantar e de traduzir sentimentos e impressões de quem fez aquela fotografia. Para os profissionais, a leitura semiótica da fotografia se dá através da codificação da imagem visual. O código veicula signos e há uma linguagem específica da fotografia o que permite afirmar que é possível ler fotografias.

A fotografia nasceu em preto e branco, mais precisamente com o preto sobre o branco, no início do século XIX. Já o primeiro filme colorido moderno, o Kodachrome, foi introduzido em 1935 baseado em três emulsões coloridas.

Na obra do sociólogo e filósofo francês Roland Barthes (1915-1980) sobre o tema, a fotografia é lida numa chave dialógica característica do estruturalismo, implicando a criação de conceitos, como o chamado de studium, que é aquilo que o fotógrafo quis transmitir, ou seja, é o óbvio, o intencional.

Dentro deste conceito, vamos encontrar um belo trabalho fotográfico realizado pela publicitária Layana Leonardo batizado por ela de “Ensaio sobre a miopia”, que consiste em fotos tiradas por ela através de seu próprio óculos para mostrar a forma como ela vê o mundo.

Layana assim define seu trabalho: “A fotografia é algo que maquia a vida, destacando aquilo que as pessoas normalmente não percebem no dia a dia. Pensando nisso, nasce o Ensaio sobre a Miopia, onde tudo que se vê dentro das lentes é nítido, ao contrário do que está fora de seu alcance, representando uma visão mais nítida e bonita da vida”.

Confira abaixo algumas fotos do “Ensaio sobre a cegueira” (para ampliar, clique sobre a foto):

Cegueira poderá ser curada com injeção

Segundo o site The Telegraph, cientistas estadunidenses  afirmam que a cegueira agora pode ser curada por meio de uma injeção no olho. Segundo eles, deficientes visuais podem ser tratados com uma injeção química simples.  Este medicamento, chamado AAQ, faz com que as células do olho da pessoa que não enxerga volte a ter sensibilidade à luz.

As descobertas publicadas na revista Neuron são uma nova esperança para o tratamento que pode, um dia, ajudar as pessoas que sofrem com as formas mais comuns de cegueira, como a degeneração macular e a retinite pigmentosa.

Durante a investigação, eles usaram a abordagem de reestabelecer um nível de visão de camundongos cegos congênitos.  Não foi divulgado exatamente o quanto da visão dos ratos foi restaurada, mas os pesquisadores afirmam que o remédio fez efeito porque as pupilas dos animais foram contraídas com a presença de luz forte e os ratos passaram a evitar a luz. Os ratos usados no experimento tinham mutações genéticas que faziam com que suas hastes e cones morressem com apenas alguns meses de vida.

Mas o fato é que, após injetar quantidades muito pequenas de AAQ nos olhos dos camundongos, os cientistas foram capazes de confirmar a restauração de algum grau de sensibilidade à luz. Com essa pesquisa, os cientistas esperam que uma versão melhorada do composto possa ajudar as pessoas com deficiência visual.

Segundo o pesquisador que liderou a pesquisa, Richard Kramer, professor de biologia celular e molecular da Universidade da Califórnia em Berkeley, o tratamento, que não é permanente e não requer uma intervenção cirúrgica, pode ser mais um passo no caminho da cura da cegueira, sem envolver a implantação de microchips ou o transplante de células-tronco, duas técnicas ainda polêmicas.

Para o co-autor do estudo, o Dr. Russell Gelder, da Universidade de Washington, este é um “grande avanço no campo da restauração da visão”.  Ele acrescentou que ainda é preciso mostrar que esses componentes “são seguros e vamos trabalhar com pessoas da mesma maneira que trabalhamos com os ratos, mas esses resultados demonstram que essa classe de compostos restabelece a sensibilidade à luz às retinas afetadas por doenças genéticas". Por isso, os cientistas seguem trabalhando em uma nova geração de compostos químicos para uma nova etapa de experimentos em ratos.



(Fonte: Ler para Ver)

Movimento ocular controla jogos e computador

A acessibilidade é um tema importante, principalmente no mundo da tecnologia. Implantes neurais, interfaces cérebro-máquina e sensores já permitem controlar computadores, próteses e até robôs, apenas com o pensamento. A maioria, contudo, ainda está em estágio de pesquisas, disponíveis apenas para laboratórios - os poucos disponíveis têm baixa resolução e ainda são equipamentos caros.

Mas isso está prestes a mudar, graças ao trabalho de dois engenheiros do Imperial College de Londres. William Abbot e Aldo Faisal criaram um par de óculos batizado de GT3D, que permite controlar games a partir do movimento ocular. Segundo eles, a tecnologia logo estará disponível para pessoas com diversos tipos de deficiências, incluindo pacientes de esclerose múltipla, Parkinson, distrofia muscular, lesões na medula espinhal ou amputados.

O site TG Daily informou que, a princípio, a invenção foi usada para controlar o título clássico Pong, mas não se limitou aos games. Permitiu também a navegação na internet e até mesmo a digitação de um email. O aparelho captura onde o olho está e quão distante está focada a visão, permitindo um rastreamento 3D. E, segundo o site DVICE, a adaptação ao sistema leva cerca de 10 minutos.

Na demonstração, os pesquisadores permitiram que voluntários, sem nenhum treinamento, usassem o equipamento para brincar de Pong,  jogo eletrônico de esporte, usando apenas os olhos.

Fabricado com equipamentos comprados no comércio, o invento é considerado de baixo custo, apenas 60 dólares. Ele usa um dispositivo que rastreia o movimento dos olhos e passa as informações via cabo USB ou conexão Wi-Fi para um computador com Windows ou Linux e um software especial que processa as informações. O sistema é composto por duas câmeras de baixo custo montadas sobre um par de óculos. As câmeras capturam continuamente a imagens dos olhos, enquanto um programa processa as imagens e determina o movimento da pupila.

Esse movimento substitui o mouse, controlando o cursor na tela. O clique é feito por um movimento especial do olho, que pode ser calibrado no software. O programa de controle já alcançou uma precisão suficiente para determinar a "profundidade do olhar", definindo o usuário está focando o olhar mais próximo ou mais distante.

Embora ainda não tenham tirado proveito dessa capacidade na versão atual do GT3D, os pesquisadores afirmam que isso poderá permitir o controle de cadeiras de rodas ou próteses robotizadas. Nesses casos, bastará que o usuário focalize o olhar no ponto para onde deseja se deslocar, ou onde quer colocar a mão, por exemplo.



(Fonte: Inovação Tecnológica)

Ninguém que perder a visão. Mas cuidar que é bom...

O que você prefere? Abrir mão de 10 anos de sua vida, perder a visão ou sacrificar uma parte de seu corpo? Pois saiba que quase 70 por cento das pessoas no mundo prefeririam abrir mão de 10 anos de vida ou até sacrificar uma parte do corpo do que perder a visão. Este foi o resultado de uma pesquisa desenvolvida em conjunto com especialistas na saúde dos olhos e validada por 147 profissionais de saúde da área oftalmológica em 26 países diferentes. A Bausch + Lomb, por meio de sua parceira de pesquisas, a KRC Research, entrevistou 11.000 consumidores no Brasil, China, Espanha, EUA, França, Alemanha, Índia, Itália, Japão, Reino Unido e Rússia.

O resultado indica uma preocupação mundial com a saúde dos olhos, certo? Errado!  Menos de um terço dos entrevistados adota medidas básicas necessárias para preservar a visão, de acordo com o Índice Global da Saúde dos Olhos, lançado quarta-feira (25/07) pela Bausch + Lomb tendo como base a mesma entrevista que abriu este artigo e que reflete o compromisso da companhia com a conscientização sobre a saúde dos olhos, um aspecto importante para ajudar as pessoas a enxergarem e viverem melhor.

Inicialmente, a Bausch + Lomb colaborou com mais de 140 profissionais voluntários de saúde da área de oftalmologia em 26 países, a fim de criar a pesquisa e garantir a relevância das questões, obtendo dados importantes sobre as noções dos consumidores. Os resultados serão usados para informar e aprimorar os programas educacionais existentes, em um esforço para instruir ainda mais os pacientes sobre a importância da saúde dos olhos, que se reflete também na saúde em geral.

Esta pesquisa de opinião é a primeira do tipo e revela o estado de conscientização, atitudes e comportamentos dos consumidores em relação à saúde dos olhos. Embora 80 por cento dos problemas oftalmológicos possam ser prevenidos se detectados e tratados no início, os resultados da pesquisa indicam que poucas pessoas fazem exames oftalmológicos regulares e os motivos variam muito.

Um deles parece ser a falta de conscientização sobre a saúde dos olhos e a saúde geral. Isso acontece porque o olho é um órgão em que a saúde das veias e artérias pode ser facilmente observada, permitindo que profissionais de saúde detectem sinais de mais de 150 doenças, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, anos antes do paciente exibir outros sintomas.

Com essa pesquisa, a Bausch + Lomb espera informar e instruir milhões de consumidores no mundo todo sobre a importância de visitar regularmente um oftalmologista a fim de evitar doenças graves, como catarata, degeneração macular e glaucoma, e aumentar as chances de detectar precocemente outras doenças crônicas.

Eis os principais resultados do Índice Global da Saúde dos Olhos: • Menos de um terço dos entrevistados adota as medidas básicas para preservar a visão;

• Se tivessem que escolher, as pessoas prefeririam perder o sentido de gustação (79%), audição (78%), um braço ou perna (68%) ou 10 anos de vida (67%) em vez de perder a visão;

• Três quartos dos entrevistados prefeririam ter seu salário reduzido pela metade do que uma queda de 50% na qualidade da visão;

• 68% dos entrevistados alegam possuir conhecimentos sobre a saúde dos olhos, mas essa afirmação é contraditória, já que apenas 21% fizeram exames oftalmológicos regulares nos últimos cinco anos;

• As mulheres adotam mais medidas de proteção do que os homens, como o uso de óculos escuros (81% vs. 77%), uma dieta saudável (82% vs. 75%) e não fumar (79% vs. 73%);

• Os casados tiveram mais exames oftalmológicos do que os solteiros no ano passado (46% dos casados e 38% dos solteiros);

• Entre os que não fizeram exames oftalmológicos regularmente, 65% disseram que não visitaram o oftalmologista porque não experimentaram qualquer sintoma e 60% porque enxergam bem, um raciocínio perigoso, já que muitas doenças dos olhos ocorrem sem sinais perceptíveis para o paciente;     

• 97% dos médicos entrevistados no mundo todo acreditam que os consumidores não possuem conhecimento adequado sobre a saúde dos olhos;

• 94% dos profissionais de saúde da área de oftalmologia concordam que as mulheres cuidam melhor dos olhos do que os homens.

A pesquisa também revelou vários mitos relacionados à visão e à saúde dos olhos:

• 44% dos entrevistados admitiram pensar que “não é necessário examinar os olhos, se não houver um problema”, enquanto 42% acreditam que “se eu posso ver, meus olhos são saudáveis”; 

• Quase 4 em cada 10 (39%, exatamente) acreditam honestamente que “o único motivo para visitar um oftalmologista é para correções da visão”;

• Em relação aos próprios olhos, 30% dos entrevistados disseram, “se não dói, não é nada sério”. 

Para ver os resultados detalhados da pesquisa e ler mais sobre a saúde dos olhos, além de participar de pesquisas ou assistir a um vídeo sobre um assunto, visite www.bausch.com.br e www.bausch.com/barometer



(Fonte: S2 Publicom)

Deficientes visuais também curtem pornografia

A ONG americana Taping for The Blind (algo como "ditando para cegos") é uma organização sem fins lucrativos que, através dos seus 200 voluntários, tem como principal atividade narrar  todo o tipo de revistas, jornais e demais publicações para deficientes visuais através de programas de rádio ou pela internet 24 horas por dia. Os 3.000 assinantes usam rádios especiais para captar o sinal sem nenhum custo.

Pode parecer inusitado, mas, dentre estas publicações "contadas" aos deficientes, encontramos a famosa revista masculina Playboy que entre os anos de 1970 e 1985 chegou a fazer edições com textos em Braille - mas somente os textos.

Acontece que pessoas cegas também apreciam erotismo. Pensando nisso, a canadense Lisa Murphy lançou o primeiro livro adulto totalmente adaptado para cegos. Trata-se do "Tactile Mind" (algo como mente tátil), uma revista lançada em Londres que vem com texto picante em Braille e imagens em alto-relevo de homens e mulheres pelados.

Segundo o jornal The Sun, a ideia de Lisa Murphy é que a revista seja “apreciada” pelos cegos e deficientes visuais. Entre as 17 imagens publicadas estão uma mulher nua, uma mulher com “seios perfeitos” e um robô para o amor masculino. Lisa diz que fez a revista na tentativa de preencher uma lacuna no mercado. Segundo ela “não há revista de fotografías de nus adultos tátil para deficientes visuais. Estamos abrindo novos caminhos”.

Lisa acredita que os deficientes visuais haviam sido esquecidos pela cultura de massa que explora imagens sexuais quase à exaustão. Para atingir seu objetivo, a fotógrafa usou amigos como modelos cobertos de látex e depois, com os moldes, fez esculturas de cerâmica. Além do resultado, os cegos poderão perceber também que a revista tem um preço bem salgado: cerca de 400 reais.

Em tempo: a Playboy em Braille pode ser encontrada na Biblioteca do Congresso Americano. Ou clicando neste link



(Fonte: The Sun)

Dicas de maquiagem para quem usa óculos de grau

Mulheres que usam óculos de grau certamente se perguntam se é possível conciliar maquiagem com óculos? Segundo o blog “Dicas de Adabella”, a resposta é sim.

Segundo a autora do blog, o fato da mulher usar óculos não é motivo para deixar de caprichar na maquiagem. Pelo contrário, para Adabella a necessidade em destacar os olhos acaba sendo maior justamente para quem usa óculos.

A autora informa que, na dúvida, o ideal é apostar em cores de sombras mais discretas. E, para a mulher que quer ousar, que o faça com bom senso. Ou seja, não exagerar na maquiagem para que pareça natural.

A autora também destaca os tipos de sombra que mais combinam com cada cor de olhos. Dica que serve para quem usa óculos de grau ou não, claro. Assim, quem tem olhos azuis deve optar por sombras em tons de verde, salmão e rosa. Para quem tem olhos verdes, os mais indicados são os tons de dourados, acobreados e rosados. Dourado também é o indicado para quem tem olhos castanhos claros, assim como o marrom. Para as mulheres com olhos castanhos escuros os tons de rosa e azul são os mais funcionais e quem tem os olhos pretos a dica é por cores fortes, como azul, fúcsia e brilhantes.

Adabella apresenta, ainda, 6 dicas de um visual impecável para mulheres que usam óculos.

A primeira é que os óculos atraem a atenção para o olhar, por isso é fundamental manter a sobrancelha bem feita, para deixar o visual mais sofisticado. A segunda é iluminar o canto interno dos olhos e disfarçar bem as olheiras, já que são áreas em que os óculos causam sombras naturalmente. A terceira dica é para a mulher que usa rímel no dia a dia, principalmente as que possuem cílios bastante alongados: cuidado para não sujar as lentes. É importante ajustar a armação para evitar o problema.

A dica número 4 é para as míopes. É preciso ter em mente que as lentes diminuem os olhos, então as mulheres com miopia podem ousar no delineador e no rímel para valorizar o olhar. A quinta dica vai para quem tem hipermetropia, já que as lentes tendem a aumentar os olhos. Na hora da maquiagem, a mulher deve reduzir o traço do delineador e evitar cores muito fortes na sombra. Se optar em usar tons escuros, prefira os opacos, porque destacam os olhos sem muito exagero. Por fim, a sexta dica é para que as mulheres evitem utilizar maquiagem oleosa, principalmente bases e corretivos, para não correr o risco de os óculos deslizarem no rosto ou de sujar as hastes.

Especialistas em moda também acham importante que, antes de começar a maquiagem, deve-se limpar o rosto com um sabonete específico para cada tipo de pele. Depois, a mulher deve aplicar base no rosto, no pescoço e no colo, do mesmo tom da pele. Pra começar a destacar os olhos, o ideal é aplicar com um pincel chanfrado uma sombra marrom no côncavo dos olhos, fazendo um meio-circulo. Não se pode esquecer de realçar a linha da sobrancelha, desenhando um leve ângulo com um lápis ou com ajuda do pincel chanfrado e uma sombra marrom com muito cuidado para que a sobrancelha não fique muito arqueada.

Por falar em sobrancelha, especialistas recomendam que, na hora de escolher qual óculos comprar, observar que a sobrancelha não pode ficar escondida pela armação do óculos. Se a armação for quadrada ou retangular, é preciso dar mais atenção e destacar a sobrancelha e assim, conseqüentemente, o olhar. Aliás, não se deve combinar a sombra ou a maquiagem com a cor da armação quando esta é colorida. Caso a armação seja de cor neutra, então pode-se abusar um pouco mais das cores de sombras. Por isso, é interessante, na hora de comprar os óculos, que a pessoa já vá com uma maquiagem habitual. Isso ajuda na escolha e dá para ver se o efeito é o desejado.



(Fontes: Dicas da Adabella, Portais de Moda)

Diga-me que tipo de óculos usa...

Há muito tempo que os óculos deixaram de ser apenas um instrumento de auxílio visual e passaram a ser, também, um acessório da moda. Através dos óculos, as pessoas podem expressar sua personalidade e marcar seu estilo. Ou seja, os óculos podem dizer muito sobre a pessoa que o usa.

Segundo estudos do grupo alemão Carl Zeiss, líder internacional no ramo óptico, o formato do rosto desempenha um papel fundamental na escolha da armação certa, mas há outros fatores a serem considerados. Por isso, é importante a opinião de um consultor óptico experiente. Ele reconhecerá rapidamente o tipo certo de armação para o formato de rosto e o tipo de personalidade do seu cliente.

Estes profissionais conhecem os dois tipos básicos de pessoas: o tipo que "não quer óculos", ou seja, que deseja usar uma armação que combine com o rosto da forma mais harmoniosa possível e que seja extremamente discreta, e o tipo mais influenciado pela moda e que vê seus óculos como um acessório. À partir destes dois tipos, o estudo definiu três grupos distintos de usuários de óculos: os que gostam de óculos da moda, os que gostam de óculos práticos e óculos para pessoas ativas.

Dentre os que formam o primeiro grupo, ligados à moda, destacam-se o rei do estilo, composto por pessoas que muitas vezes tem mais de um par de óculos. Para eles, nada é extravagante ou moderno demais. Sempre com o modelo mais atual e que esteja de acordo com o seu humor e/ou roupa, tudo. Criativos e extrovertidos consideram seus óculos um complemento do visual. Já os apaixonados por marcas dão valor a marcas e modelos, inclusive quando escolhem suas roupas. Apenas armações dos designers mais famosos do mundo poderão dar elegância ao seu rosto. Além disso, os óculos também devem estar em sintonia com o resto do seu. Resumindo, sabem que a qualidade tem o seu preço, mas que também se justifica.

No grupo dos que gostam de óculos práticos, destacam-se o focado em soluções. Quando fazem um exame de vista que detecta a necessidade de algum tipo de auxílio visual, o que importa é que os óculos cumpram a sua função. Já o reservado exige óculos que tenham o mínimo de armação possível para que passem quase despercebidos. Algumas delas aceitam apenas óculos sem aros. Este tipo de usuário normalmente é fiel aos seus óculos durante anos e, quando finalmente os substituem por novos, acabam escolhendo óculos bastante parecidos com os antigos. Há também o tipo “conhecedor”, aquele usuário que conhece bem termos como bifocais, lentes progressivas e tratamento antirreflexo.

Por fim, no grupo dos óculos para pessoas ativas, encontramos o colecionador que trata os óculos como objetos preciosos para serem exibidos com orgulho. Não estão muito preocupados se os óculos vão combinar com todos os visuais e em todas as ocasiões, todos os estilos são aceitos, dos aros de tartaruga aos de metal e multicoloridos. Tem também o “completo” - pessoas que gostam de estar preparadas para qualquer situação, isso significa que as armações devem ser atraentes, mas não chamativas; leves, mas resistentes; e, é claro, devem se adaptar com perfeição. Geralmente, não estão à procura de futilidades da moda, mas sim lentes que possam fazer de tudo.

Fechando este grupo (e o estudo) existe o herói cotidiano - pessoas que perdem muito tempo procurando seus óculos. Dizemos óculos no plural, pois dois pares de óculos não são o suficiente, já que este tipo de usuário precisa de um par em cada canto da casa, como na cozinha para cozinhar, no banheiro para se maquiar, na sala para ver televisão e na cabeceira para ler. Além disso, os acidentes com os óculos são muito mais frequentes para as pessoas deste grupo.

E você? Encontrou seu grupo?



(Fonte: Carl Zeiss Vision)

Novos tempos: Livro julga o leitor pela cara

“Nunca julgue um livro pela capa”, dizia minha avó.

O que ela jamais imaginaria em sua longa existência era que, um dia, a capa de um livro julgaria o leitor!

Pois é esta a proposta de Thijs Biersteker, design da agência Moore. Sob o nome “The Cover That Judges You” (“a capa que julga você”, em tradução direta), o livro possui uma tranca que se abre apenas se expressões faciais neutras forem feitas.

“Há muito julgamento pelo mundo – todos são críticos. As pessoas deveriam apreciar as coisas sem julgar instantaneamente o que veem”, explica Biersteker. A mensagem que o protótipo quer passar depende completamente da forma com que os leitores se aproximam da obra. Conforme explica o designer, “se você estiver muito entusiasmado, a capa não vai se abrir. Mas se seu rosto estiver com uma expressão neutra, o livro vai ser destravado”.

A invenção de Biersteker pode parecer bizarra e sem sentido. Mas produtos capazes de avaliar as emoções de seus usuários podem estar prestes a se tornar comuns mercado afora. De acordo com um artigo recentemente publicado pelo The Wall Street Journal, um grupo de startups está criando bases de algoritmos que se correspondem às expressões humanas.

Os dados coletados estão sendo usados para “fins de pesquisa”, mas especula-se fortemente que fabricantes de produtos e prestadoras de serviços logo terão acesso às informações para avaliar tendências de clientes. A companhia de segurança Eyeris, por exemplo, chegou a testar um software que “julgava o comportamento em potencial” de clientes por imagens de câmeras de um shopping.

Debates sobre a possível implementação de sistemas capazes de fazer julgamentos têm sido feitas também sobre o segmento dos mobiles. Câmeras que leem a ação dos olhos de usuários (como do Amazon Fire Phone) poderão detectar no futuro quais anúncios chamam mais a atenção das pessoas. Segundo o Journal, a Affectiva trabalha em uma plataforma atrelada a um serviço de chamadas em vídeo (OoVoo) que poderá determinar “estados emocionais”.

Seria hora de repensar o tão popular ditado? Grandes mentes do mundo da tecnologia acreditam que a inteligência artificial é uma ameaça à humanidade. Livros poderão um dia dizer: “não julgue um humano pela cara”?

Para refletir melhor sobre isso, assista ao vídeo abaixo, com mais detalhes sobre o livro que julga o leitor:

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(Fontes: Slate & Ariel Bogle)

Surpreendentes mundos dentro do nosso mundo

Mesmo no que há de mais cotidiano deve ser possível lançar uma nova luz, valer-se de uma nova perspectiva. Prova disso é o trabalho realizado pelo artista Pyanek. Em sua página no Facebook, o fotógrafo colocou recentemente diversas imagens de objetos corriqueiros de uma forma que você provavelmente ainda não viu.

Trata-se da série “Mundos dentro do nosso mundo”. A diretiva foi relativamente simples: fotografar objetos comuns de forma bastante aproximada. Para tanto, Pyanek lançou mão de sua câmera Canon T3i (600D/Kiss X5), embora com a lente em posição reversa. Além disso, o fotógrafo também fez uso dos programas Helicon Focus — a fim de dividir adequadamente em camadas dentro e fora de foco nas imagens — e Exposure 5.

Seria desnecessário dizer que o resultado realmente impressiona. De fato, a perspectiva incomum pode facilmente levar a enganos — fazendo enxergar uma língua amarela, por exemplo, onde na verdade há um floco de milho. Isso para não falar na letra “X” de um teclado de computador comum ou do verdadeiro espetáculo que pode ser um grão de açúcar se olhado realmente de perto.

Para conferir todas as imagens, assista ao vídeo abaixo (e tente adivinhar o objeto registrado antes que o nome seja revelado na tela):

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(Fonte: YouTube)

Smiley, um exemplo de força e coragem

Que tal fazer seus olhos ‘suarem’ um pouco?

Durante nossas vidas, passamos por momentos difíceis, mas não podemos nos deixar abalar diante de tais adversidades. Um exemplo de força e coragem é o cachorro Smiley (algo como 'sorridente', em tradução livre), um golden retriever, que nasceu sem os olhos e teve um começo de vida difícil. Durante seus primeiros anos de existência, ele permaneceu em uma casa de adoção e iria ser sacrificado, até que sua atual dona, Joanne George, o adotou, em Stouffville, no Canadá.

Smiley teve que ter seus olhos costurados porque suas pálpebras tinham se transformado em órbitas vazias e causavam desconforto e dor. Mas nada disso tirou a alegria de viver do cãozinho. Quando o adorável cachorro ultrapassou seus problemas, Joanne decidiu começar a levá-lo a lares de idosos, hospitais ou escolas, para mostrar seu exemplo e levantar o astral das pessoas. A verdade é que hoje Smiley é um cachorro de terapia e tem até certificado. Sua mera presença ilumina o dia das pessoas, mudando o comportamento delas de uma maneira quase milagrosa.

O cão está sempre sorrindo (daquele jeito que só dono de cachorro sabe como é) e abanando o rabo, não importa o que está acontecendo. Ele tem uma presença muito calma e gentil e gosta de estar com as pessoas. Como bom cão de terapia, já ajudou várias pessoas de diversas idades. Joanne afirma que, em um local de repouso para pessoas com deficiências físicas e mentais graves, havia um homem que vivia triste e nunca sorria. Com a presença de Smiley, o humor dele mudou completamente.

O mesmo se passou com outro caso crítico: “a mãe de uma criança autista disse que nunca tinha visto sua filha ficar no mesmo lugar por um período de tempo. Sua filha não conseguia ficar parada e, naquele dia com Smiley, ela ficou com ele no chão durante 30 minutos. A mãe dela ficou chocada”, lembra Joanne.

Os animais nos dão inúmeras lições e o que podemos aprender com esse adorável cachorro é que não devemos sentir pena de nós mesmos ou ficar vivendo do passado, temos que viver cada momento de uma vez. Além disso, Smiley mostra que os cães com necessidades especiais podem ter uma boa qualidade de vida, serem felizes e ainda levar alegria para a vida de outras pessoas.



(Fonte: Hypeness)

A realidade do empresário do segmento óptico no Brasil

Este pequeno texto objetiva demonstrar que o segmento óptico, como muitos outros, vem passando por ampla e completa revolução na sua relação com os Fiscos Federal, Estadual e até mesmo Municipal. Com isso os contabilistas responsáveis por toda a parte contábil e fiscal de milhares de ópticas deste país, estão muito mais a serviço dos Fiscos do que dos seus próprios clientes, infelizmente.

Pelo motivo exposto, é urgente que exista nova e intensa relação de cooperação mútua entre os empresários, donos de ópticas, e seus contabilistas e empresários contábeis, sob pena de se ter possíveis graves conseqüências para ambos, refletidas em pesadas multas fiscais e punições.

Quando precisa o empresário óptico ter compreensão disso e empreender ações preventivas para atender esta realidade inquestionável? O mais rápido possível, pelas razões abaixo.

Através da Lei 9532/97, regulamentada pelo Convênio ECF 01/98, as ópticas estão sujeitas ao Emissor de Cupom Fiscal, exceto se faturarem menos de R$10 mil/mês; que convenhamos, é um valor muito pequeno.

Em 2003, através da Emenda à Constituição Federal, a de número 42, foi permitida a introdução do Sistema Público de Escrituração Digital – SPED, o qual foi instituído em 2007.

O principal objetivo do SPED é o combate à informalidade, a sonegação, contrabando e a pirataria e o resultado disso tem sido altamente alcançado, haja vista o crescimento da arrecadação tributária, que tem sido bem maior que o crescimento do Produto Interno Bruto – PIB. Em 2011, o PIB do Brasil cresceu 2,7% e a arrecadação tributária total cresceu mais de quatro vezes do que isso. Nunca antes se viu no Brasil esta enorme diferença.

O SPED introduziu a Nota Fiscal Eletrônica – NFE, escrita fiscal digital, contabilidade digital etc.

Através da NFE o Fisco tem total controle online de todas as vendas feitos pelos fabricantes e laboratórios às ópticas de armação, lentes oftálmicas e de contato, etc. Qualquer erro, falha de registro das compras efetuadas, bem como das vendas e descontroles na movimentação dos estoques das ópticas, podem e levam os contribuintes e contabilistas a correrem grandes riscos, de serem punidos, respectivamente, com pesadas multas fiscais e penalizações previstas na Lei 12.249/10.

Em Ofício recente às Organizações Contábeis do Estado de São Paulo e aos Profissionais de Contabilidade, o Conselho Regional – CRC/SP – elencou grande rol de obrigações e responsabilidades a que estão sujeitos os profissionais e quanto a isso há relação direta com o conteúdo deste artigo.

Na realidade, a legislação é ampla, dura e complexa, embora a nosso ver, necessária a modernização e desenvolvimento do país. Ela exige especialmente do pequeno e médio empresário tempo, recurso e muita competência para acompanhar e aplicar as mudanças.

Então, o que fazer para mudar e se adequar a realidade mencionada?

Primeiramente, defendemos o conceito de que cada vez mais o dono de óptica deve ter ações e iniciativas coletivas, que levem a contar mais com os seus fornecedores e associações, contando com os novos recursos de tecnologia, como: sistemas (softwares) de gestão de lojas, relatórios financeiros, relatórios atualizados dos estoques, pedidos online de compras, cumprimento de todas as obrigações fiscais do SPED e até mesmo, porque não, a execução integrada, automática e obrigatória da contabilidade. Aliás, o Brasil, através da Lei 11.638/07, introduziu o padrão internacional de contabilidade (IFRS), obrigatório inclusive às microempresas.

Em segundo lugar, e isso cabe muito mais a cada contabilista e à Organização Contábil, o papel de mostrar fundamentadamente à todos os seus clientes esta realidade mencionada, para que o empresário saiba que se ele não participar muito mais ativa e intensamente do entendimento do quanto representa o impacto destas mudanças todas em seus negócios, especialmente as oriundas do SPED, o resultado no médio prazo pode ser muito ruim.

A Optidados, preocupada com esta realidade, Desenvolve, Implementa e Atualiza – DIA – o sistema óptico denominado Focus 10.

Na Europa o Focus 10 é uma solução óptica de muito sucesso, com milhares de unidades vendidas. No Brasil, as ações e esforços de soluções conjuntas empreendidas pela Essilor e Optidados, estão ao alcance do segmento óptico, através do Focus 10.

Para finalizar, entendemos que se faz necessário trabalho intenso de difusão e sensibilização, quanto à necessária mudança da cultura de relacionamento entre fabricantes/fornecedores, laboratórios, lojistas e consumidores finais. Possivelmente, nesta nova realidade, o principal papel e desafio será mesmo a do lojista.

Vale à pena lembrar a frase: Os que vencerão não serão os mais fortes e os mais inteligentes, mas os que se adaptarem às mudanças.

Haja tempo, recurso e competência, para se adequar a tantas mudanças. 

 

ARY SILVEIRA BUENO é Contador e Diretor da ASPR

Nos olhos dos outros, nem refresco!

Recentemente, na seção Mitos & Verdades, falamos sobre livros de “receitas naturais”  que apresentam a tão absurda quanto perigosa hipótese de que o limão clareia os olhos, além de ajudar no tratamento da conjuntivite, e, usado feito colírio, funcionar como fortalecedor da visão.

Alguns leitores acharam exagerada tal colocação, mas a verdade é que, de fato, muitos livros do gênero apresentam a fruta como uma verdadeira fonte de cura para diversos problemas nos olhos, além do que foi mencionado acima. Por exemplo, a orientação de se usar suco de limão como colírio para inflamação nos olhos, baseado na máxima “o que arde cura”. Inclusive para bebês. Acontece que “inflamação nos olhos” é algo muito abrangente e pouco informativo.

Mas não é apenas o limão que preocupa os profissionais da área. Movidas pela crença nas propriedades medicinais dos mais variados compostos, as pessoas colocam a visão em risco e só buscam as emergências de hospitais e clínicas oftalmológicas em último caso. Tais clínicas colecionam casos em que os olhos de crianças e adultos são postos à prova pelas mais diversas substâncias. De vodca a chás caseiros, passando até mesmo por urina.

O espantoso é que os olhos são agredidos dessa maneira por pessoas convencidas de que os estão protegendo. Há os que, seguindo o conselho de conhecidos, não hesitam em pingar hidróxido de magnésio na tentativa de curar males ou clarear os olhos. Sem contar o clássico ato de aquecer aliança para colocar sobre o terçol. Acontece que o metal quente pode queimar e gerar infecções graves no olho, uma estrutura complexa e delicada. Além do mais, quem nunca ouviu falar que leite materno é bom para curar conjuntivite, por exemplo?

Crianças que nascem com o canal lacrimal obstruído, por exemplo, acumulam secreção nos olhos. Neste caso, a mãe, na melhor das intenções, pinga leite materno nos olhos da criança. Infelizmente, isso pode piorar a situação, podendo levar até à uma infecção. Não restam dúvidas sobre a importância do leite materno para o ser humano, mas a substância jamais deve ser aplicada sobre os olhos. Isso sem falar nos que usam o leite doado por terceiros sem sequer cogitar que ele pode estar contaminado por bactérias e vírus, inclusive o HIV.

E há, ainda, o senso comum que considera chás naturais inofensivos. Mas, se os olhos já estão com uma úlcera, por exemplo, o remédio se torna veneno, podendo comprometer a visão totalmente. Na mesma linha de raciocínio sobre os chás, há os que pingam urina nos olhos. Ou vodka. Mas pingar tal bebida nos olhos potencializa o efeito no organismo, o que pode causar conjuntivite alérgica, inflamação da córnea e perda de visão.

Explica-se: a vodka é uma bebida destilada e, portanto, tem 40% de álcool em média na sua composição. O álcool primeiro desidrata as células do epitélio da córnea, o que leva a sua descamação. A perda das células do epitélio expõe as células nervosas o que gera muita dor, ardência, sensação de areia, lacrimejamento intenso e vermelhidão.

Além disso, se o álcool entrar em contato com o estroma da córnea (camada subjacente ao epitélio) haverá desorganização das fibras de colágeno que compõe essa camada com consequente perda da sua transparência. E Sem transparência a córnea não deixa passar luz e sem luz não há como enxergar.



(Fontes: Dr Visão, Click RBS e Oftalmolife)

Animais também precisam visitar o oftalmologista

Dar carinho, dar banho, brincar, levar para passear, alimentar, cuidar da saúde. Parece fácil cuidar de um animalzinho de estimação. Mas, na questão da saúde, muita gente esquece os olhos e os procedimentos necessários para que a visão do animal seja a mais perfeita possível. Ou seja, animais de estimação também precisam se consultar com um oftalmologista.

Quase todos os animais domésticos, principalmente cães e gatos, podem apresentar várias doenças nos olhos. A mais comum é sem dúvida a conjuntivite e a ceratite, pois as córneas são atingidas e podemos observar a secreção amarelada, além da vermelhidão nos olhos.

Outros problemas comuns em animais das grandes cidades são úlceras da córnea, catarata e ceratoconjuntivite seca (os olhos secos). No caso das úlceras, um cuidado inicial com o animal deve ser o de verificar se não existem pêlos ou mesmo cílios que possam estar encostando-se às córneas, pois isso pode causar uma úlcera de córnea por traumatismo repetitivo. Se isto estiver ocorrendo, leve o animal ao veterinário para aparar os pêlos e fazer a depilação dos cílios.

As raças mais suscetíveis às lesões de córnea são as braquicefálicas, devido à maior exposição dos olhos, ou seja Shih tzu, Lhasa Apso, Pug, Bulldog, entre outros. Além disso, a secreção dos braquiocefálicos, além de causar mau cheiro, pode causar infecções se ocorrer acúmulo excessivo. Portanto, a limpeza é fundamental.

Já no caso da ceratoconjuntivite, não inicie qualquer tratamento sem indicação médica, pois alguns colírios são compostos de corticóides que favorecem o crescimento de fungos, caso sejam os causadores da lesão. O uso indiscriminado de corticóide pode até mesmo levar à perfuração da córnea, assim todo cuidado é pouco.

No caso específico dos gatos, também são muito comuns as uveítes, uma espécie de inflamação intra-ocular. A raça Persa é a que exige maiores cuidados, devido à conformação da face e projeção dos olhos.

Já a catarata, que é uma opacidade do cristalino, ocorre principalmente em cães senis. Não existem colírios nem medicamentos que resolvam o problema. A cirurgia é recomendada em muitos casos e, hoje em dia, a técnica mais indicada é semelhante à utilizada em seres humanos, sendo possível até o implante de uma lente artificial em substituição ao cristalino extraído, com 90% de sucesso. Existem raças de cães mais predispostas à catarata, como Poodle, Lhasa Apso, Cocker, Schnauzer e outras. Já entre os gatos, as cataratas são mais raras.

É preciso destacar que os cuidados com os olhos não são tão complexos para a maioria das raças de cães e de gatos, exceto para aqueles que tem olhos proeminentes, que é o caso dos Shih tzus, onde as chances de ferimentos são maiores. Pelos olhos serem grandes e bem expostos, eles machucam com mais facilidade, podem esbarrar em objetos, plantas, nas brincadeiras com outros animais, ou o próprio animal ao se coçar.

Além disso, as raças que possuem focinho curto exigem mais atenção, pois o focinho “achatado” pressiona as glândulas lacrimais, ativando a produção excessiva de lágrimas. Por isso, animais de pelagem branca, como maltês e poodle, acabam ficando com manchas de lágrimas e secreções oculares nos pelos ao redor dos olhos, pois a lágrima é ácida e "queima" o pelo.

Como não existe um método para evitar que o animal libere a secreção, até porque a lágrima tem importante função de proteção dos olhos, como impedir a entrada de microrganismos e até mesmo ciscos, pelos e afins – além de proteger contra lesões na córnea -, o melhor a se fazer é a limpeza dos olhos, se possível todo dia, se não for possível, pelo menos 3 vezes na semana.

A limpeza deve ser feita com gaze e soro fisiológico, desses de farmácia, a 0,9% de cloreto de sódio e que deve ser mantido na geladeira depois de aberto para evitar contaminação. Caso não seja possível usar o soro, faça com água morna. Procure passar apenas em volta dos olhos pra não levar contaminação pra dentro do olho.

Quanto aos pelos claros manchados, pode-se utilizar o mesmo procedimento, apesar de já existirem no mercado especializado vários produtos que prometem sumir com as manchas. Reiterando que essas manchas não representam nenhum problema ocular, nem causam prejuízo nenhum. Trata-se apenas de estética.

É muito importante que os proprietários fiquem atentos aos sintomas de problemas oculares - olho vermelho (a vascularização sanguínea vai ser excessiva na parte branca do olho), secreção em excesso, coceira (o animal fica passando a pata, esfregando), olhos fechados ou piscando rapidamente. O olho pode adquirir um tom "azul embaçado" ou mesmo alguma outra cor anormal. Se o animal apresentar um ou mais desses sinais, o proprietário deve levá-lo para uma consulta veterinária imediatamente.



(Fonte: Provet)

Xantelasma: sinal de ataque cardíaco

Os xantelasmas são placas amareladas que se desenvolvem na pele em região periorbital ou palpebral. Essas placas são planas ou ligeiramente elevadas, freqüentemente simétricas e com tendência a serem múltiplas. É o tipo mais comum dos xantomas (que são lesões cutâneas decorrentes do depósito de lipídios na pele). O termo xantelasma é derivado do grego xanthos = amarelo e elasma = placa metálica. O curso evolutivo desta patologia é lento e progressivo, até estacionar-se por completo, sendo raras as involuções espontâneas, o que significa que não vai desaparecer se não for tratada.

Embora essencialmente assintomáticas, elas se iniciam no ângulo interno do olho, disseminando-se daí para o resto da pálpebra, podendo ser grandes o suficiente para cobrir mais da metade das pálpebras superiores e/ou inferiores. O acometimento da pálpebra inferior ocorre com menor freqüência. O que acaba levando o paciente a procurar o serviço médico é justamente o comprometimento da estética facial.

Mas pesquisadores da Dinamarca afirmam que a procura pelo médico deve se basear em motivos além dos estéticos. Eles afirmam que as marcas amarelas nas pálpebras é um sinal de ataque cardíaco e também de outras doenças. A pesquisa mostra que pessoas que possuem lesões cutâneas como o xantelasma tem mais chances que o resto da população de estarem propensas a ter um enfarte.

Algumas pessoas possuem pequenas bolsas em tom amarelo que ficam situadas nas pálpebras que são formadas para servir de depósitos de colesterol. Também indicando que o nível de gordura no corpo está alto, não só na região dos olhos. Essa pesquisa vai ajudar médicos a auxiliar e facilmente diagnosticar grupos de riscos que podem sofrer ataques cardíacos.

Os xantelasmas são mais comuns em mulheres e tendem a aumentar com a idade. Apesar de ser um tipo de xantoma, 50% dos individuos são normolipidêmicos na maioria das vezes, isto é, definidos inicialmente como tendo níveis normais de colesterol e triglicérides. Além disso, o xantelasma ocorre mais em diabéticos do que na população normal.

Especialistas sempre acreditaram que o xantelasma estava associado com anormalidades no metabolismo lipídico quantitativa e qualitativamente, fazendo a deposição de lipídio na pele e na parede arterial. Mesmo quando os níveis de colesterol sérico e de triglicerídeos são normais, o paciente pode apresentar um risco aumentado de doença.

O diagnóstico do xantelasma é essencialmente clínico. O exame para confirmá-lo é a biópsia, revelando a presença de células espumosas e células gigantes de Touton na derme. A pesquisa das anormalidades lipídicas também é indicada para avaliação e seguimento dos pacientes.



(Fonte: Cibersaude)

Movimentos dos olhos tem uma função vital

Como já mostramos neste artigo, movimentos involuntários dos olhos, tiques e espasmos da pálpebra são bastante comuns e podem ser desencadeadas por diversos fatores.

Agora, um estudo mostrou que os milhares de movimentos com os olhos impedem que percamos a visão.

Os movimentos quase imperceptíveis mostraram que um olhar totalmente fixo e firme é impossível. Mesmo quando tentamos fixar os olhos um objeto que está parado, nossos olhos estão sempre se movendo.

Alguns especialistas achavam que esses movimentos eram os resultados de algum erro no sistema neurológico. Mas as recentes descobertas mostraram que eles são controlados pela mesma área do cérebro usada quando procuramos uma manchete no jornal ou rastreamos um objeto em movimento.

Anteriormente também se descobriu que - como há vasos sanguíneos no interno do olho criando um efeito de ‘fiação entre a lente e o filme’ - estes movimentos rápidos permitem que o olho consiga ter um campo de visão completo sem pontos cegos.

Os cientistas agora acham que esses movimentos também tem uma função vital – já que atualizam as imagens gravadas na retina que, de outra forma, desapareceriam.

Richard Krauzlis, que coordenou os estudos, manteve o foco na região do cérebro que é responsável pelos movimentos oculares de “seguir” um objeto.

“As imagens que se formam na retina eventualmente desapareceriam de nossa visão se fossem perfeitamente estáticas. Os pequenos movimentos dos olhos, no entanto, permitem que a cena que vemos mude, mesmo que imperceptivelmente, e atualizem a imagem formada constantemente” explica Krauzlis. “Isso faz com que não fiquemos cegos” completamente.



(Fonte: Telegraph)

Tempos modernos: Azul é a cor mais... NOVA!

Passado o furor em torno do vestido mais comentado de todos os tempos, ficam as discussões interessantes sobre a ciência da visão, a história das cores na nossa sociedade e a questão da percepção das cores: ficou claro (mais claro que as cores do vestido) que nós não vemos tudo exatamente igual.

O jeito que vemos as cores é influenciado por vários fatores, inclusive linguagem e cultura. Por exemplo, a ciência sugere que seres humanos podem não notar até mesmo coisas tão fundamentais como uma cor, a menos que tenham uma maneira de descrevê-las.

Como já vimos nesta matéria, uma estratégia que os cientistas usaram para investigar essa questão é estudar se as cores têm nomes diferentes em culturas diferentes.

Outra situação destacada pela ciência para explicar as diferenças de percepção é a de que até há relativamente pouco tempo atrás na história da humanidade, o “azul” não existia.

De acordo com "Colors", documentário sobre a origem das cores veiculado pela estação de rádio WNYC, de Nova York, e motivo de uma matéria do "Business insider", as culturas antigas, entre elas a chinesa, a grega e a hebraica, sequer tinham uma palavra para descrever o azul. O programa vasculha o trabalho de pesquisadores que se debruçaram sobre textos antigos e de um grupo de cientistas que foi até a Namíbia, na África, para investigar como uma sociedade tradicional se relaciona com a cor. Compilados, os achados são impressionantes.

É fato que as línguas antigas não têm uma palavra para o azul – nem grego, nem chinês, nem japonês, nem hebraico. E sem uma palavra para a cor, não há evidências de que esses povos antigos sequer “viam” o azul.

Na famosa obra “Odisseia”, Homero descreve o mar como sendo “cor de vinho escuro”. Mas por que “vinho escuro” e não azul ou verde escuro, por exemplo?

Em 1858, um estudioso chamado William Gladstone, que mais tarde tornou-se o primeiro-ministro da Grã-Bretanha, percebeu que esta não era a única descrição estranha de cor nesse livro. Ele notou que ferro e ovelhas eram descritos como violeta, e o mel como verde.

Então, Gladstone decidiu contar as referências de cores no conhecido texto. Enquanto o preto é mencionado quase 200 vezes e o branco 100, outras cores são raras. O vermelho é mencionado menos de 15 vezes, e amarelo e verde menos de 10. Gladstone começou a olhar para outros textos gregos antigos, e notou o mesmo padrão – não havia nada descrito como “azul”. A palavra nem sequer existia.

Gladstone pensou que isso fosse talvez único dos gregos, mas um filólogo, chamado Lazarus Geiger, continuou seu trabalho e percebeu que isso era verdade para todas as culturas.

Ele estudou sagas islandesas, o Alcorão, histórias antigas chinesas e uma antiga versão da Bíblia Hebraica.

Sobre os hinos hindus védicos, ele escreveu: “Esses hinos, de mais de dez mil linhas, estão repletos de descrições dos céus”. Os textos citavam o sol e a vermelhidão da aurora, o dia e a noite, nuvens e relâmpagos, ar e éter… “Mas há uma coisa que ninguém nunca iria aprender com essas músicas antigas, que o céu é azul”.

Geiger decidiu procurar quando o azul apareceu nas línguas, e encontrou um padrão bastante consistente.

Cada língua teve primeiro uma palavra para o preto e para o branco, ou a escuridão e a luz. A próxima palavra para uma cor – em todas as línguas estudadas em todo o mundo – foi o vermelho, a cor do sangue e do vinho.

Depois do vermelho, historicamente, aparece o amarelo, e mais tarde o verde (embora em poucas línguas, o verde tenha vindo primeiro que o amarelo). A última das cores a aparecer em todas as línguas é o azul.

Ao que tudo indica, a única cultura antiga que desenvolveu uma palavra para o azul foram os egípcios. Eles também eram que tinham uma maneira de produzir um corante azul.

Os egípcios podem ter sido os primeiros a inventar um nome para essa cor porque podiam produzi-la.

Se você pensar sobre isso, o azul não aparece muito na natureza – quase não há animais azuis, olhos azuis são raros, e flores azuis são na sua maioria criações humanas.

Você pode até pensar que tudo isso não importa, uma vez que o céu é obviamente azul, e por isso todos nós devíamos conhecer essa cor de longa data. Agora, e se dissermos que o céu não é, evidentemente, azul?

O pesquisador Guy Deutscher tentou uma experiência casual com o tema. Em teoria, uma das primeiras perguntas das crianças é “por que o céu é azul?”. Então ele criou sua filha tendo o cuidado de nunca descrever a cor do céu para ela. Um belo dia, lhe perguntou que cor ela via quando olhava para cima. A garota não tinha ideia. O céu, para ela, era incolor.

Eventualmente, ela decidiu que era branco, e mais tarde, azul. Mas o azul definitivamente não foi a primeira cor que ela pensou.

Tudo isso levou o pesquisador Jules Davidoff, professor de neuropsicologia da Universidade de Londres, a conduzir um experimento com a tribo Himba, da Namíbia, cujo dialeto não tem uma palavra para azul ou distinção entre azul e verde, mas eles têm mais palavras para tipos de verde do que outras línguas, como o inglês. Os membros da comunidade não conseguiam distinguir um quadrado azul em meio a 11 quadrados verdes. Os poucos que conseguiam levavam muito tempo e cometeram mais erros do que faria sentido para nós, que claramente vemos o quadrado azul.

Davidoff diz que sem uma palavra para uma cor, sem uma forma de identificá-la como diferente, é muito mais difícil para nós perceber o que é único sobre ela – mesmo que os nossos olhos estejam vendo fisicamente todos os tons.

Portanto, antes de o azul tornar-se um conceito comum, talvez os seres humanos o vissem, mas não notavam nada de especial sobre ele. Até surgir "O Vestido".



(Fonte: BusinessInsider)

O poder de cura da maquiagem egípcia

Cleópatra foi a última Rainha da Dinastia ptolomaica que dominou o Egito após a Grécia ter invadido aquele país. Filha de Ptolomeu XII com sua irmã, ela subiu ao trono egípcio aos 17 anos de idade, após a morte do pai. Contudo, ela teve que dividir o trono com seu irmão, Ptolomeu XIII (com quem casou), e depois, com Ptolomeu XIV.

Ela tinha uma grande preocupação com o luxo da corte e com a vaidade. Costumava enfeitar-se com jóias de ouro e pedras preciosas que encomendava de artesãos ou ganhava de pessoas próximas e familiares. Um dos melhores (e mais caros) filmes sobre a vida de Cleópatra é a produção de 1963, no qual a rainha egípcia foi interpretada por Elizabeth Taylor. Sua personificação da rainha sempre será lembrada, também, graças à maquiagem pesada que a atriz exibia.

Acontece que esse tipo de adorno era muito mais do que uma exibição de vaidade no Egito Antigo. Do ponto de vista místico, acreditava-se que os deuses Horus e Ra protegiam de infecções os olhos daqueles que usavam pintura. Mas faltava a opinião da ciência. Agora, um estudo recém-divulgado por pesquisadores franceses detalha como a maquiagem servia de escudo para os olhos de nobres e trabalhadores.

Depois de analisar 52 amostras de potes usados para guardar pós e cremes faciais datados de quatro mil anos e preservados no Museu do Louvre, em Paris, os cientistas, coordenados por Philippe Walter, do Centro de Pesquisa e Restauração dos Museus de Paris, encontraram quatro diferentes substâncias à base de chumbo, como a laurionita, com a ajuda de microscópios eletrônicos e aparelhos de raio X. Nos testes, esses elementos aumentaram a produção de óxido nítrico em mais de 240% em uma cultura de células de pele, preparada especialmente para o estudo. Em artigo publicado na revista científica “Analytical Chemistry”, os pesquisadores franceses dizem que não é possível afirmar que a laurionita era adicionada à composição das maquiagens por ter alguma propriedade antibacteriana conhecida.

Os pesquisadores já conhecem o papel dessa substância no corpo: ativar o sistema imunológico, que combate invasores. Apesar de ser considerado tóxico, o chumbo pode ter efeitos positivos em concentrações muito baixas. O químico Christian Amatore, também da equipe de pesquisadores, alerta que a descoberta não significa que o metal possa ser usado em maquiagens hoje em dia. Numa época sem antibióticos, porém, os benefícios do uso do chumbo compensavam os riscos. Nas águas paradas que o rio Nilo deixava antes de sua cheia as bactérias eram abundantes. Por este motivo, os egípcios usavam seus cosméticos para prevenir ou tratar infecções oculares.

Apesar da produção de cosméticos e medicamentos não ser exclusividade dos egípcios antigos, o Egito é o primeiro exemplo conhecido de produção em larga escala, de onde se pode presumir que os egípcios notaram os efeitos eficazes do uso do elemento químico e decidiram sintetizá-lo.

A questão do chumbo na maquiagem continua a ser debatida na indústria de cosméticos, particularmente em relação às pequenas quantidades de chumbo encontradas em alguns batons. Enquanto alguns grupos e médicos argumentem que, com o tempo, usuários de batom podem absorver níveis de chumbo capazes de resultar em problemas de comportamento, outros defendem que as quantidades de chumbo encontradas em maquiagens são pequenas demais para causar danos.

Polêmica em torno da maquiagem, porém, não é novidade. A mais antiga paralisação de trabalhadores registrada na história da humanidade aconteceu no Egito – e o direito à maquiagem era uma das reivindicações. No ano 29 do reinado de Ramses III (cerca de 1180 a.C.), operários que construíam templos e tumbas fizeram uma manifestação para exigir pagamentos atrasados. Como não havia moeda no Egito Antigo, esses homens eram pagos com ferramentas, comida e cosméticos que eram essenciais para protegê-los do sol. Os trabalhadores foram convencidos a voltar para suas casas com a promessa de que o pagamento seria feito. Mas isso não aconteceu. Então eles tiveram que protestar mais algumas vezes até conseguir que o vizir (uma espécie de primeiro-ministro) pagasse o que devia, inclusive a maquiagem.

Portanto, os comentários de que Cleópatra abusava da maquiagem por que, na verdade, era uma mulher desprovida de beleza, não passam de fofocas maldosas...



(Fonte: The New York Times)

Uma brincadeira que pode lesionar a retina

O Saúde Visual apresentou artigo onde, segundo a Comissão Nacional para Proteção Radiológica da Grã-Bretanha, os raios lasers usados em boates são suficientemente poderosos para causar lesões oculares graves.

No fim do artigo, comentou-se que não existe no Brasil estudo semelhante. De fato, com relação aos lasers de boates, não. Mas a superintendência da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), está de olho nos raios lasers verdes emitidos por canetas.

O público já conhece estes lasers das partidas de futebol, onde torcedores pouco ocupados resolvem lançar os raios nos olhos dos jogadores adversários. Acontece que, segundo especialistas, a exposição aos raios emitidos pelas canetas de laser verde pode causar lesão permanente na retina.

Essas lesões na visão não são identificadas em exames de rotina, sendo necessária uma tomografia de retina para analisar os danos. Há casos em que pode ocorrer a perda parcial do campo visual. Nos casos dos pilotos de avião, o laser, de imediato, pode desviar a atenção o suficiente para causar um acidente.

Ainda segundo a Infraero, está sendo elaborado um relatório que deve ser apresentado às polícias Civil e Militar. A utilização do objeto é crime previsto no artigo 261 do Código Penal (expor a perigo embarcação ou aeronave, própria ou alheia, ou praticar qualquer ato tendente a impedir ou dificultar navegação marítima, fluvial ou aérea). A pena prevista é de dois a cinco anos de prisão, chegando há 12 anos em caso de destruição da aeronave.

Somente no ano passado, de acordo com o Centro de Investigações e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Cenipa), órgão do Sistema de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Sipaer) da Aeronáutica, foram relatadas 202 reclamações de visibilidade prejudicada pelas canetas lasers em vários aeroportos do país. O maior número de ocorrências foi em Londrina (PR), com 38 registros.



(Fonte: Agência Força Aérea)

População brasileira está envelhecendo e pondo em perigo a saúde visual

As Doenças Crônicas Não Transmissíveis (mais conhecidas pelas iniciais DCNT) representam um dos principais desafios de saúde para o desenvolvimento global nas próximas décadas. Diante deste cenário, a Organização Mundial de Saúde propôs aos países membros compromissos para a redução das taxas de morbimortalidade por DCNT. Neste contexto, a Secretaria de Vigilância em Saúde vem promovendo inúmeras ações com o objetivo de estruturar o Sistema de Vigilância das DCNT nas três esferas do Sistema Único de Saúde, em todas as unidades da Federação. Dentre essas ações, destaca-se o sistema VIGITEL – Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico.

A implantação e manutenção do Vigitel desde 2006, em todas as capitais dos 26 estados brasileiros e no Distrito Federal, tem sido um processo de construção coletiva, envolvendo diversas instituições, parceiros, dirigentes e técnicos que permitiram a continuidade de um sistema de monitoramento de fatores de risco para doenças crônicas de grande importância para a saúde pública brasileira.

Além de atualizar a frequência e distribuição dos principais indicadores do sistema Vigitel, a pesquisa atual descreve a evolução anual desses indicadores desde 2006. O aumento do diabetes, obesidade e hipertensão arterial, mostra que as doenças na retina tendem a crescer no Brasil. Um dos fatores é o envelhecimento da população, que aumenta o perigo dessas três variáveis para a saúde dos olhos.

O maior problema das doenças retinianas é a falta de sintomas no estágio inicial. Quando dão sinais, pode ser tarde para evitar a perda da visão. Por isso, a recomendação é fazer um exame de vista anual mesmo para quem esteja enxergando bem.

Como o diabetes também é assintomático, muitas pessoas só descobrem que são diabéticas na consulta oftalmológica, quando a doença já comprometeu a visão. O diagnóstico tardio e a falta de controle da glicemia explicam porque a retinopatia diabética é a maior causa da cegueira definitiva na população economicamente ativa.

Segundo os números da pesquisa, depois de 10 anos, 25% dos portadores têm retinopatia. Índice que sobe para 60% aos 15 anos. Já a degeneração macular, doença que afeta a parte central da retina, é resultado do envelhecimento que provoca a morte de células por causa da menor quantidade de oxigênio que chega à retina. Esta oxigenação fica ainda mais comprometida em pessoas obesas e portadoras de hipertensão por causa da circulação deficiente.

O exame de fundo de olho é suficiente para fazer o diagnóstico precoce das doenças da retina. Já no caso da retinopatia diabética, aparecem fissuras nos vasos retinianos por onde extravasa sangue e humor aquoso. Já a degeneração macular pode se manifestar na forma úmida ou seca. Na forma úmida, os vasos da retina se reproduzem descontroladamente. As paredes dos novos vasos são mais frágeis, se rompem e geram uma mancha que prejudica a visão. Já na forma seca, a mácula se degenera pela falta de oxigênio e forma uma cicatriz, que causa perda da visão central.

No estágio inicial da retinopatia diabética e da degeneração macular é utilizada a aplicação de laser para secar os vasos. Nos casos mais avançados, além da aplicação de laser, pode ser necessário aplicar medicação antiangiogênica dentro do olho, uma terapia recentemente aprovada pela ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) no rol de procedimentos. Em último caso, o paciente é submetido a uma cirurgia em que são retirados os tecidos formados pela doença.

Na linha medicamentosa, as injeções de corticóides (antiinflamatórios) também podem impedir o crescimento desenfreado dos vasos e secar a região. Outra terapia é o mini-implante de corticóide, que vai sendo liberado lentamente dentro do olho indicado quando a retina apresenta edema que impede a visão perfeita.



(Fonte: Ministério da Saúde)

Um óculos bom até para namorar...

Óculos futuristas, mas com implicações reais e que mudem, de fato, a vida do usuário. Esta é a proposta da 2AI Labs, que inventou os óculos O2Amps, construído com a mesma capacidade natural do olho em medir emoções e saúde, como bochechas vermelhas que indicam constrangimento e coloração amarela ou verde para sinalizar uma dor de estômago.

Os óculos cor-de-rosa podem ir além desses sinais simples, pois são capazes de detectar alterações mínimas não visíveis a olho nu. Eles fazem as veias brilharem, permitindo vê-las sem esforço; mostram mudança na cor da hemoglobina para localizar ferimentos internos e podem monitorar como o paciente está realmente se sentindo.

A tecnologia por trás dos óculos decorre de estudos do pesquisador Mark Changizi. Ele analisou a visão de cores em primatas e aprendeu que ao longo do tempo, a visão da cor evoluiu para "modulações de oxigenação dos sentidos na hemoglobina sob a pele", explicando por que você pode dizer se alguém está envergonhado - são os níveis de oxigênio sob sua pele mudando.

Changizi e sua equipe desenvolveram três filtros diferentes que podem ajudar os médicos a melhor "ver" seus pacientes, olhando para os vários níveis de oxigenação no sangue.

Um filtro para encontrar veias, amplificamdo a percepção de mudanças na oxigenação sob a pele (e eliminando a percepção de mudanças na concentração de hemoglobina); outro filtro funciona como um detector de ferimentos internos, amplificando a percepção de concentrações de hemoglobina sob a pele (e elimina a percepção de mudanças na oxigenação) e, por fim, um que funciona feito um intensificador clínico em geral, ou amplificador de oxigênio, que combina as melhores funções dos dois filtros anteriores; ele não elimina qualquer sinal (isto é, retém a percepção da mudança na oxigenação e concentração de hemoglobina).

A 2AI Labs espera ver os óculos O2Amp sendo usado em diversas aplicações, como segurança, esporte, em jogos de pôquer e até no namoro – mas acredita que eles serão mais úteis na medicina. O equipamento já está sendo testado em dois hospitais nos EUA, e os médicos confirmam: não só os óculos são úteis, como têm um grande potencial.

Ou seja, é verdade que, logo, logo será mais difícil de esconder as verdadeiras emoções dos amigos, mas esta tecnologia inovadora promete oferecer aos médicos uma ferramenta útil em ambientes hospitalares tradicionais e no mundo em desenvolvimento.



(Fonte: Gizmodo)

Tanto barulho por (quase) nada

Uma histeria coletiva tomou conta da internet sobre uma pergunta aparentemente simples: de que cor era um vestido que parecia ser branco e dourado, mas a loja o anuncia como azul e preto?

O vestido que virou sensação na web já é considerado o mais polêmico desde o usado por Monica Lewinsky (a estagiária que guardou por anos a roupa com mancha de sêmen do ex-presidente americano Bill Clinton). Feito pela marca britânica Roman Originals, ele é vendido no site da grife por £ 50, cerca de R$ 223. E mais: além do modelo que incendiou as redes sociais, há ainda as versões em branco, rosa e vermelho, todos com a renda em preto.

Mas por que tanto barulho?

As inconciliáveis diferenças de opinião entre os pró-azul e os pró-branco se devem a questões fisiológicas.

Dependendo do contexto, nosso cérebro pode tentar "interpretar" as cores por si próprio, como explica um artigo publicado na revista Cell.

Evoluímos para enxergar à luz do sol, que vai mudando de cor dependendo da hora do dia.

Então, estamos acostumados a tentar compensar possíveis distorções que a luminosidade provoque na cor dos objetos.

"As pessoas podem descontar o lado azul, que neste caso faz com que elas terminem vendo branco e dourado, ou descontar o lado dourado, o que faz com que elas vejam azul e preto", disse o neurocientista Bevil Conway à Wired.

Isso depende não só de aspectos do ambiente como também da constituição particular de cada olho humano. A idade também pode influenciar. Em geral, quanto mais velho o observador, maior a propensão para ver branco e dourado.

Mas isso não significa que a cor do vestido seja uma questão de ponto de vista.

No fundo dos olhos estão as retinas, estruturas que lhe permitem detectar a cor. A percepção cromática está associada à atividade de certos tipos celulares denominados cones. Já os bastonetes são responsáveis pela percepção de sombras, dadas pela associação do preto, branco e cinza. Os cones só vão se ativar na presença de luz em quantidade suficiente. Há três tipos deles, os pequenos, os médios e os grandes, sensíveis ao azul, verde e vermelho.

Para entender o porquê das percepções divergentes de cor relacionadas ao vestido da imagem, é preciso antes de tudo compreender os sistemas neurofisiológicos de cores. Ei-los:

Sistema aditivo: Quando falamos em cor, estamos na verdade falando de luz, pois, sem a luz não existiriam o que chamamos “cores”. Na natureza encontramos dois sistemas cromáticos: o sistema aditivo e o sistema subtrativo. O sistema aditivo é aquele formado pelas três cores primárias da luz (azul-violeta, vermelho e verde), decompostas a partir da luz branca solar que é a fonte natural de luz no planeta terra. As lâmpadas elétricas, velas e outros aparatos luminosos, nos fornecem iluminação sintética. Chama-se aditivo porque a adição das três cores primárias resulta na percepção da luz branca.

Sistema subtrativo: Todos os objetos do mundo possuem cor. Essa cor é formada pelos elementos naturais ou sintéticos que se encontram em sua camada externa. Os pigmentos podem também ser naturais ou sintéticos. Esses pigmentos em contato com as cores-luz vão absorver determinadas faixas de onda cromática e refletir outras, que serão captadas pelo olho humano. O sistema subtrativo leva esse nome tendo em vista que a mistura de suas cores primárias tendem ao preto, ou seja, ausência de luz. As cores primárias do sistema subtrativo são o ciano, o magenta e o amarelo.

Um resumo, até aqui: as pessoas não enxergam as cores da mesma maneira porque cada um de nós tem um tipo de fotorreceptores (células da retina que recebem a luz) – desde que, é claro, não exista nenhuma doença, como o daltonismo, que altera a percepção das cores. Para enxergar as cores, temos que ter os fotorreceptores em perfeito funcionamento.

A partir destas informações, portanto, se isolarmos cada tonalidade da peça e verificarmos a escala RGB, a resposta é inegável: o vestido é azul e preto.

Então, fique atento: Se você está vendo o vestido azul e preto: os cones da sua retina estão bem ativos, e isso resulta em seus olhos fazendo a mistura subtrativa.

Se você está vendo o vestido branco e dourado: os olhos não funcionam bem com pouca luz e os bastonetes da sua retina detectam o branco. Menos sensíveis à luz, os seus olhos criam a mistura de aditivos, verde e vermelho, para fazer dourado.

Por outro lado, se você vê o vestido ora branco e dourado, ora azul e preto, ou uma combinação dos dois, seus olhos são de “nível médio” e podem mudar devido à luminosidade do ambiente em que se encontram ou em virtude da maneira como está inclinada a tela do seu computador, telefone ou tablet. Esse tipo de percepção divergente é o mesmo tipo que ocorre em muitas manipulações sensoriais produzidas por ilusões de óptica.



(Fontes: Meu cérebro e Brasilpost)

Evitar o sono ou controlar os sonhos? Você decide

Quando lemos, três fenômenos acontecem simultaneamente: na acomodação, o músculo ciliar contrai de forma a mudar a curvatura do cristalino para torná-lo capaz de focalizar para perto. Na convergência, os músculos extra-oculares, mais particularmente os músculos reto-mediais, se contraem para convergir os olhos de forma a vermos apenas uma imagem do objeto próximo (caso os olhos continuem paralelos iremos ver duas imagens quando olharmos para perto) e, por fim, a miose, que faz com que as pupilas se contraiam para aumentar a profundidade de campo e facilitar o foco para perto.

Assim temos pelo menos 3 grupos de pequenos músculos atuando em conjunto durante a leitura que, como qualquer músculo, entram em fadiga quando usados por muito tempo. Por isso é comum a queixa de pessoas que conseguem ler pela manhã, mas à tarde e a noite não mais conseguem.

Além disso, associa-se o fato de que quando fazemos qualquer atividade que exija mais da nossa concentração ou que chame muito a nossa atenção, há uma redução no número de vezes que piscamos por minuto o que leva a um ressecamento ocular, com piora na qualidade da visão e desconforto.

E tem, também, as substâncias químicas que agem no corpo. Uma delas é a adenosina, que se acumula ao longo do dia. Quanto mais adenosina, maior o sono, explica Fábio Haggstram, diretor do Centro de Distúrbios do Sono do Hospital São Lucas, de Porto Alegre.

Já a segunda substância envolvida é a melatonina. Ela regula o sono, pois é liberada quando o ambiente escurece. Por isso dormimos, normalmente, à noite. E, como a luz inibe a produção de melatonina, quem lê no tablet, por exemplo, tende a sentir menos sono do que quem lê no papel. É por esse mesmo motivo que é mais fácil passar horas na internet ou vendo televisão do que ler um bom livro de madrugada, conforme já vimos neste artigo.

Portanto, não é ler um livro que dá sono. O problema, na verdade, é a hora da leitura. Experimente, então, ler em outro horário. Você pode até sentir preguiça, não conseguir nem virar a página e se entediar. Mas não terá sono.

Se tiver e quiser controlar os próprios sonhos, então use um aplicativo criado pelo psicólogo inglês Richard Wiseman, da Universidade de Hertfordshire. Ele se chama Dream:ON, roda no sistema iOS e já foi baixado por mais de 500 mil pessoas. Você instala o aplicativo - grátis - no seu iPhone, e tem várias opções de sonho. Depois de escolher, você coloca o iPhone ao lado do travesseiro e dorme. Usando os sensores do telefone, o aplicativo mede seus movimentos na cama - e deduz em qual etapa do sono você está. Quando você entra na fase REM (em que os sonhos acontecem), o app emite sons relacionados à sua escolha. Se você quis sonhar com praia, por exemplo, ele toca barulho de mar. A ideia é induzir o cérebro. Segundo Wiseman, 30% das pessoas que usam o app conseguem controlar seus sonhos. Se quiser experimentar, baixe o aplicativo clicando neste link. Depois, conte para nós se deu mesmo certo.

Porém, se você não quer dormir e pretende colocar a leitura em dia antes de cair no sono (com ou sem o aplicativo acima), aqui vão três boas dicas:

1. Começou a bocejar? Levante e dê uns pulinhos. Estar acordado é reagir a estímulos, e esse pequeno exercício nada mais é do que um estímulo motor. De quebra, vai ajudar a quebrar a monotonia.

2. Ler em voz alta exercita outras partes do cérebro, como o lobo temporal (relacionado à audição) e o lobo frontal (relacionado à produção da fala), e vai acabar com aquela preguiça momentânea.

3. Leia sentado. É lógico: a não ser que você tenha problema na coluna, é mais difícil dormir sentado do que deitado, já que, para dormir, é preciso relaxar toda a musculatura, o que não ocorre sentado.



(Fonte: Superinteressante)

A necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) confirma necessidade de políticas e ações inclusivas no Brasil. Estudo constata que, no ano de 2012, um terço dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal. “A ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro”, diz a OIT.

“Considerando o grande desafio de incluir pessoas com deficiência no mercado formal de trabalho, 31,5% dos municípios brasileiros não tinham nenhuma pessoa com deficiência no mercado formal de trabalho, segundo dados do Ministério do Trabalho de 2012. Em 72% deles a administração pública respondia por mais da metade do emprego formal. Isso quer dizer que, na condição de principais empregadoras do mercado formal nestes municípios, as prefeituras poderiam empreender políticas e ações inclusivas de pessoas com deficiência nos seus quadros funcionais”.

A avaliação divulgada pela OIT tem base no Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente, elaborado a partir de informações do Censo 2010 do IBGE. “Trata-se de uma informação bastante inquietante, mesmo levando-se em conta que em alguns municípios não seja obrigatório o cumprimento da cota para PCD”, ressalta o relatório (acesse aqui).

O estudo afirma ainda que “a ínfima participação de PCD na estrutura do emprego formal é um traço estrutural do mercado de trabalho brasileiro, já que na média nacional, no ano de 2012, os vínculos empregatícios ocupados por PCD representavam apenas 0,7% do total”.

Para a OIT, os resultados obtidos confirmam a existência de pessoas com deficiência disponíveis no mercado de trabalho, informação que contraria o argumento apresentado constantemente por empresas e instituições que evitam a contratação de trabalhadores com deficiência. “A Taxa de Desocupação da população com deficiência severa situava-se em 8,7% – o correspondente a 19,5 mil pessoas à procura por trabalho”.

Na avaliação da Organização Internacional do Trabalho, “o estudo desmistifica as teses de que a concessão do Benefício de Prestação Continuada (BPC) desestimula a inserção laboral”, ou seja, recusa a afirmação de que pessoas com deficiência que recebem ajuda financeira do governo federal não têm interesse em um emprego formal.

Outros resultados - No que diz respeito a trabalho decente no Brasil, o estudo da OIT apresenta avaliações sobre outros setores.

Informalidade - Uma das principais revelações do novo Sistema de Indicadores Municipais de Trabalho Decente é que um esforço concentrado em 24 municípios poderia reduzir significativamente o número de trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade no Brasil. De acordo com os dados, um grupo de apenas 24 municípios com mais de 100 mil trabalhadores e trabalhadoras em situação de informalidade – composto por diversas capitais e grandes centros urbanos – abrigava 6,8 milhões de pessoas ocupadas em trabalhos informais, o correspondente a 20,5% do total nacional (33,2 milhões). É importante destacar ainda que, apesar de terem níveis de formalização maiores, as capitais abrigam um de cada cinco trabalhadores e trabalhadoras informais. Além disso, foi constatado que metade dos municípios com taxa de informalidade acima de 50% eram da região Nordeste.

Também se observou que, ao final de 2013, todos os municípios brasileiros contavam com trabalhadores e trabalhadoras formalizados na condição de Microempreendedor Individual (MEI). Nesta data, um significativo contingente de 3,66 milhões de trabalhadoras e trabalhadores já estava formalizado por intermédio da figura do MEI, o que contribuiu expressivamente para a redução da informalidade laboral. Com efeito, a título apenas de aproximação, este número de ocupados/as formalizados pelo MEI representava 11,0% do total da força de trabalho ocupada em trabalhos informais no país (33,2 milhões) no ano de 2010.

Desocupação - Os menores índices de desocupação entre as capitais foram observados em Curitiba (4,7%) e Florianópolis (4,9%) e os maiores em Salvador (12,9%) e Recife (12,5%). É importante enfatizar que, de um modo geral, a desocupação é maior entre as mulheres e a população negra. Em Salvador, por exemplo, enquanto a taxa de desocupação era de 7,1% entre os homens brancos, ela alcançava 18,0% entre as mulheres negras.

Rendimento - Segundo os dados do Censo 2010, cerca de 75% do rendimento domiciliar no Brasil era proveniente do trabalho, sendo que em 93,4% dos municípios brasileiros o rendimento do trabalho representava mais da metade do rendimento total domiciliar. Isso acontecia até mesmo na região Nordeste – a mais pobre do país e que, consequentemente, conta com um maior volume de transferência de renda oriunda de programas sociais, sobretudo do Bolsa Família – onde o rendimento do trabalho é superior a 50% em 81% dos municípios.

Trabalho doméstico - Vale também destacar um grupo de 68 municípios com percentual de trabalhadoras domésticas com carteira assinada abaixo de 25%, que inclui diversas capitais e municípios de significativo porte populacional das regiões Norte e Nordeste, como Teresina (24,1% de trabalhadores/as domésticos/as com carteira assinada), Macapá (24,5%) e Boa Vista (24,8%), além de Feira de Santana (21,6%) e Vitória da Conquista (19,9%) na Bahia, Petrolina (22,8%) em Pernambuco, Campina Grande (23,2%) na Paraíba, Sobral (9,7%), Juazeiro do Norte(11,7%) e Caucaia (14,2%) no Ceará e Santarém (16,7%) no Pará.

Trabalho forçado - Os dados revelam que, dos 316 municípios brasileiros onde foram flagrados trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em 2013, 62,3% não possuía programas ou ações de combate ao uso de trabalho forçado.

Trabalho infantil - Das 888,4 mil crianças e adolescentes de 14 ou 15 anos de idade que trabalhavam conforme registrado pelo Censo de 2010, apenas 2,7% fazia isso na condição de aprendiz. Isso significa que o trabalho exercido por 97,3% dos adolescentes dessa faixa etária não era permitido por lei, se enquadrando, portanto, na categoria de trabalho a ser abolido. Além disso, 86,3% dos municípios brasileiros não registravam um aprendiz sequer na faixa etária mencionada no ano de 2010.

Jovens - Um de cada cinco jovens entre 15 e 24 anos de idade no Brasil não trabalhava nem estudava em 2010. Considerando as jovens mulheres, os afazeres domésticos e as responsabilidades associadas à maternidade tem grande relação com isso. Em 2010, 48,3% das mulheres entre 15 e 24 anos que não trabalhavam nem estudavam eram mães.

Educação - Finalmente, com relação ao nível de instrução da população em idade potencial para trabalhar, observou-se que em 81% dos municípios mais da metade da população de 15 anos de idade ou mais não tinha instrução ou tinha o ensino fundamental incompleto.



(Fonte: Estadão)

Para fazer o 'olho suar' de tanta emoção

Quase 20 anos atrás, a visão de Allen Zderad, morador de Minnesota de 68 anos, começou a deteriorar. Diagnosticado com uma doença degenerativa genética visual chamada retinite pigmentosa, seu mal não tem tratamento eficaz ou cura, de acordo com a Clínica Mayo, onde Zderad é paciente.

Após 10 anos, ele havia perdido quase toda a visão e desde então não conseguiu mais enxergar nem sua mulher nem seus dez netos. Zderad disse que só se lembra dos rostos de seus netos mais velhos, mas a maioria deles ele nunca tinha visto.

Segundo o “Mashable”, um ensaio clínico utilizando um sistema chamado Second Sight deu a Zderad a capacidade de ver as formas, distinguir vultos humanos e até mesmo ver o seu próprio reflexo em uma janela. Natural da cidade de Forest Lake, ele foi a 15ª pessoa nos EUA a receber esse dispositivo.

Indagado antes do teste sobre quantos anos não via sua mulher Carmen, com quem é casado há 45 anos, Zderad respondeu que já fazia uns 10 anos, “mas ainda a beijo com meus olhos fechados”, disse rindo.

O nome do dispositivo é “Second Sight Argus II Retinal Prothesis System” e Zderad foi o primeiro paciente ideal para o ensaio clínico, que a Clínica Mayo descreve:

“Trata-se de implante de olho biônico que envia sinais de onda de luz para o nervo ótico, contornando a retina danificada. Um minúsculo chip semelhante a um wafer foi incorporado em seu olho direito, com os fios conectados ao sistema graças a um procedimento cirúrgico em janeiro”.

A operação durou 3 horas e consistiu na inserção de 60 eletrodos na retina do bem humorado paciente.

Duas semanas depois, o resto do dispositivo protético foi montado em uma armação de óculos foi ativado.

— É um olho biônico em todos os sentidos da palavra — disse à emissora de TV “KARE 11” o Dr. Raymond Iezzi Jr., que realizou o procedimento e cujo trabalho de toda vida é o diminuto chip que ele levou décadas para desenvolver, ajudando na engenharia do circuito. — Não é um substituto para o globo ocular, mas funciona interagindo com o olho.

Isto é apenas o início do tratamento, no entanto. A Clínica Mayo disse que mais ajustes são necessários, e que muitas horas de fisioterapia esperam Zderad.

O vídeo abaixo mostra o dispositivo sendo usado por ele pela primeira vez, com Zderad, emocionado, estendendo a mão para sua esposa. Prepare-se para fazer seu olho suar:

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(Fonte: O Globo)

Barba, cabelo, bigode e... Olhos!!??!

Os extras opcionais oferecidos por este barbeiro chinês não irão agradar a todos, certamente.

Acontece que depois de usar a lâmina para raspar os rostos de seus clientes, Liu Deyuan ficará feliz em fazer-lhes uma lavagem rápida e raspá-lo ao longo de seus... globos oculares! É isso mesmo que você leu!

A chamada “limpeza do globo ocular” é um ofício antigo na China, onde há um velho ditado que a limpeza dos olhos torna a beleza na vida visível. A técnica inusitada funciona assim: o barbeiro raspa uma lâmina ao longo do globo ocular de um cliente para limpá-lo. Em seguida, insere uma pequena haste sob as pálpebras superiores e inferiores e a desliza para frente e para trás.

Apesar de esta prática bizarra estar morrendo na China, os clientes ainda podem obter o tratamento tradicional do Sr. Deyuan, que tem oferecido seu trabalho em um parque na cidade de Chengdu, província de Sichuan, durante os últimos sete anos.

O senhor Deyuan irá fornecer um barbear completo – barba, cabelo e bigode – e mais uma limpeza nos olhos pela módica quantia equivalente a R$ 220,00.



(Fonte: Daily Mail)

Um telescópio em um piscar de olhos

Pesquisadores suíços da École Polytechnique Fédérale de Lausanne e custeados pela DARPA desenvolveram lentes esclerais - um tipo de plástico rígido usado em aplicações médicas específicas – nas quais foram incorporados finos espelhos de alumínio que servem para, basicamente, esconder um telescópio em seus olhos capaz de aproximar qualquer coisa com um simples piscar.

Ou nem tão simples.

As lentes de contato precisam trabalhar junto com um par de óculos que tem lentes de cristal líquido conectadas a um sistema eletrônico. Esse acessório é que realmente faz as coisas mudarem nas lentes. Elas podem alternar entre luzes polarizadas de diferentes ângulos, de modo que a luz adentrará os olhos de forma diferente. Pisque o olho direito e a luz entra do ângulo que fará a lente magnificar. Pisque o olho esquerdo e a luz entra a região normal do olho. Pisque os dois olhos normalmente e nada acontecerá.

Até o momento, as lentes podem ser usadas por apenas trinta minutos por vez, pois o material rígido dela não é permeável o suficiente para oxigenar o olho. Os pesquisadores tentam resolver essa dificuldade para tornar o equipamento viável. Eles já experimentaram, por exemplo, utilizar passagens de 0.1 mm na lente para permitir fluxo de oxigênio, mas a respiração dos olhos tem se provado um enorme desafio.

Ainda não há previsões para comercializar as lentes e os usos previstos para essa tecnologia são basicamente relacionados a pessoas idosas que perderam a visão por algum tipo de doença degenerativa.



(Fonte: EurekAlert)

Cérebro potencializa memória com olhos fechados

Um estudo da Universidade de Surrey e publicado na revista Legal and Criminological Psychology sugere que o cérebro humano pontencializa a capacidade de memória se houver concentração visual e auditiva.

A pesquisa testou a capacidade das pessoas de se lembrar de detalhes de filmes que mostram cenas de crimes falsos. A ideia é ajudar testemunhas a se recordarem de detalhes com mais precisão quando interrogado pela polícia.

Os cientistas testaram 178 participantes em dois experimentos separados. No primeiro, eles pediram aos voluntários para assistir a um filme que mostra um eletricista adentrando em uma propriedade, carregando um grande número de itens roubados.

Os voluntários foram divididos, então, em quatro grupos e tiveram de responder a questionamentos. As perguntas foram feitas duas vezes, com os olhos abertos e fechados. Além disso, elas responderam em dois ambientes: um com harmonia com o entrevistador e outro, sem empatia.

O resultado mostrou que aqueles que conseguiram construir uma harmonia com o entrevistador e responderam com os olhos fechados acertaram mais de 75% das 17 questões corretamente. O índice de acertos cai para 41% quando o voluntário não teve confiança no entrevistador e manteve os olhos abertos.

Já no segundo experimento, desta vez focando na audição, as pessoas tiveram de lembrar detalhes do que ouviam durante uma cena de crime. E mais uma vez, aqueles com olhos fechados e em harmonia com o entrevistador se lembraram de mais detalhes do que os participantes dos grupos.



(Fonte: O Globo)

Visão de robôs inspirada pelos olhos do polvo

Os polvos são animais de capacidade visual relativamente fraca. Entre outras coisas, eles são incapazes de ver um X. Mesmo assim, há quem acredite que esta visão limitada torne os olhos do polvo interessante. É o caso de Albert Titus, professor assistente de Engenharia Elétrica na Universidade Estadual de Nova York, em Buffalo, Estados Unidos.

Ele desenvolveu um chip de silício para tentar imitar os processos visuais do polvo. Albert faz parte de um grupo de pesquisadores que tentam desenvolver tecnologia de imagem digital mais simples e mais limitada e, para isso, procuram inspiração em exemplos bastantes incomuns oferecidos pela natureza.

Até então, a maior parte das pesquisas de sistemas de imagem digital teve por objetivo desenvolver sensores que sejam capazes de rivalizar com a sensibilidade da película fotográfica. Acontece que o processamento de imagem avançado que ofereça grande riqueza de detalhes nem sempre é a melhor opção para uma determinada tarefa. É uma capacidade dispendiosa e consome grande volume de energia, e em muitos casos não é altamente necessária. Um exemplo é que, para um robô ver aonde vai, um sistema de imagem bastante primitivo que seja capaz de detectar as bordas e limites dos objetos pode ser mais que suficiente.

Titus acredita que os olhos dos animais e dos seres humanos, assim como os processos cerebrais a eles vinculados, sejam modelos ideais para a criação de olhos eletrônicos mais simples. Os sistemas biológicos têm a necessidade de conservar energia, porque suas fontes de alimento não são ilimitadas. Também precisam se adaptar a uma série de circunstâncias bastante diferentes.

Antes de tentar imitar um olho natural, Titus designou a seus alunos de pós-graduação a tarefa de vasculhar todos os trabalhos existentes sobre a visão biológica a fim de localizar a retina animal mais adequada.

Ele rapidamente descartou os seres humanos e outros vertebrados, classificando seus sistemas visuais como complexos demais para que sirvam de ponto de partida. As pesquisas sobre o polvo, por outro lado, demonstravam que embora o sistema visual do animal fosse relativamente simples, estava dotado de muitas propriedades que poderiam ser úteis para a criação de robôs simples. Entre outras coisas, os polvos são capazes de distinguir entre linhas horizontais e linhas verticais.

Para criar o olho de polvo eletrônico, Titus se voltou ao chip de retina, uma tecnologia que foi desenvolvida em trabalho pioneiro do Instituto Tecnologia da Califórnia (Caltech). Chips como esses foram criados com a mesma tecnologia de algumas câmeras digitais, apesar do pesquisador afirmar que os chips de retina operam de maneira diferente da tecnologia comum de captação de imagens.

Os sensores comuns criam imagem mapeando fielmente os valores de luz de cada um de seus elementos de imagem, ou pixels. A o-retina, conforme batizada por seu criador, adota uma abordagem mais ampla já que seus pixels se conectam horizontal e verticalmente como as células na retina de um polvo. Os pixels entrelaçados permitem que a o-retina detecte padrões entre as células sem que precise processar a imagem completa do objeto que tem diante de si. Seu software simplesmente determina se uma linha está orientada em sentido vertical ou horizontal. Acontece que, como um polvo de verdade, o sistema tropeça quando confrontado por um X ou outro símbolo horizontalmente espelhado.

Com o tempo, disse Titus, o objetivo de suas pesquisas será desenvolver chips de retina capazes de imitar os sistemas visuais de uma ampla variedade de animais. As propriedades de cada um desses sistemas poderiam por sua vez ser misturadas e combinadas para desenvolver sistemas diversificados de visão artificial, com propriedades ideais para determinadas aplicações

"Animais diferentes oferecem diferentes maneiras de ver o mundo", disse ele.



(Fonte: Portal da Oftalmologia)

Problemas visuais e o Alzheimer

De acordo com um estudo do Sistema de Saúde da Universidade de Michigan, idosos com problemas visuais deixados sem tratamento são significativamente mais propensos de desenvolver a doença de Alzheimer, forma mais comum de demência.

Os resultados da pesquisa mostraram que idosos portadores de baixa visão, que visitaram um oftalmologista pelo menos uma vez para um exame, tiveram 64 % menos probabilidade de desenvolver demência.

Visão subnormal, ou baixa visão é uma perda severa de visão que não pode ser corrigida por tratamento clínico ou cirúrgico nem com óculos convencionais. Também pode ser descrita como qualquer grau de enfraquecimento visual que cause incapacidade funcional e diminua o desempenho visual.

Segundo Maria Rogers, professora e autora do estudo, os problemas visuais podem ter consequências graves e são muito comuns entre os idosos, mas muitos deles não buscam de tratamento. Para ela, os resultados indicam que é importante para idosos com problemas visuais a procura por atendimento médico para que as causas dos problemas possam ser identificadas e tratadas.

O estudo mostrou que os tipos de tratamento da visão que foram úteis na redução do risco de demência foram cirurgia para correção de catarata e tratamentos para o glaucoma, distúrbios da retina do olho e outros problemas relacionados.

A pesquisa foi baseada em inquéritos e informações médicas de 625 pessoas colhidas a partir de 1992 até 2005. Apenas 10 % dos pacientes que desenvolveram demência tinham excelente visão no início do estudo, enquanto 30 % daqueles que mantiveram a cognição normal apresentaram excelente visão no início do estudo.

Para Rogers, muito embora as doenças cardíacas e taxas de morte por câncer estão em declínio, as taxas de mortalidade para a doença de Alzheimer estão aumentando. Então, se nós podemos retardar o aparecimento da demência, podemos salvar pessoas e suas famílias dos problemas associados ao Alzheimer.



(Fonte: isaude.net)

De olho na pista de dança

O que seria das boates sem o raio laser? Há pelo menos 30 anos a técnica é utilizada pela indústria do entretenimento com o intuito de realçar a música, fazendo com que o raio laser se mova pela pista seguindo um programa de computador e utilizando pequenos espelhos. Os raios podem se tornar visíveis no ar quando há fumaça de gelo seco. Tudo muito impactante. Até demais, segundo a Comissão Nacional para Proteção Radiológica da Grã-Bretanha.

Segundo o órgão, os raios usados são suficientemente poderosos para causar lesões oculares graves. Como o custo do equipamento que produz laser caiu bastante, clubes e discotecas pequenas também passaram a utilizá-lo. A comissão afirmou que tais produtos costumam vir com informações de segurança inadequadas e são usados por pessoas que não têm experiência em lidar com lasers com segurança.

Os raios frequentemente são direcionados ao público, no entanto, segundo seus defensores, eles só apresentam riscos à saúde quando projetados diretamente no rosto das pessoas. Mas a comissão alerta que a maioria dos lasers usados para diversão e espetáculos é da Classe 3B ou Classe 4, fortes o suficiente para serem nocivos.

O órgão pretende levantar a questão com o Departamento de Proteção à Saúde da Grã-Bretanha. John O'Hagan, da comissão, alerta que, se historicamente o equipamento necessário para esses espetáculos era grande, caro e complexo, agora observam-se unidades compactas sendo vendidas a pessoas inexperientes na tecnologia de laser ou, em particular, em segurança de laser.

Não existe no Brasil estudo semelhante ao Britânico, mas é bom ficar de olho.


(Fonte: BBC)

A importância do "teste do olhinho"

Sempre que tratamos de doenças oculares em crianças, mencionamos o teste do olhinho. No entanto, por falta de informação, muitos pais que se preocupam com o teste do pezinho não indagam sobre a visão dos seus bebês, que pode estar sendo ameaçada desde o nascimento por diversas patologias facilmente detectáveis.

Pior: segundo a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP), na maioria dos serviços de neonatologia do país, os olhos dos recém-nascidos não são adequadamente examinados. Como resultado, mais de 50% dos recém-nascidos só tem a alteração descoberta quando estão cegos ou quase cegos para o resto da vida.

Foi com o intuito de diminuir esta porcentagem que foi criada nos municípios do Rio de Janeiro e São Paulo, uma lei que exige a realização do “Teste do Reflexo Vermelho” em todos os recém-nascidos, antes da sua alta. Este teste passou a ser conhecido como “Teste do Olhinho”. O Ministério da Saúde recomenda que se faça o teste em todos os bebês recém nascidos, quando tiver mais de 2 dias de vida, mas mesmo assim o exame ainda não é obrigatório em todo o país e, por isso, muitos hospitais não o realizam, cabendo aos pais esta tarefa, recorrendo à clínicas particulares ou oftalmologistas pediátricos. Segundo decidiu a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), desde junho de 2010 o pagamento do “Teste do Olhinho” por todos os planos de saúde é obrigatório.

O teste deve ser realizado nas primeiras 48h de vida da criança e é feito de forma não agressiva ou dolorosa, podendo ser realizado em menos de cinco minutos por qualquer pediatra treinado. O único equipamento necessário é um oftalmoscópio direto que emite um foco de luz sobre o olho do bebê, que causa uma percepção de um reflexo vermelho – daí a origem de seu nome original. Sinais coloridos emitidos permitem o diagnóstico do médico na mesma hora.

As alterações identificadas pelo médico durante o teste são encaminhadas para o oftalmologista. Porém, por funcionar como uma triagem, o teste do olhinho não é específico e não isenta a consulta com o oftalmologista, que deve ser feita até o primeiro ano de vida.



(Fonte: Sociedade Brasileira de Pediatria – SBP)

Virando o jogo: remédio para acne pode auxiliar tratamento de doença ocular

Parece reprise, mas não é. Já tratamos aqui, em Saúde Visual, sobre um estudo israelense apontando que alguns medicamentos utilizados para combater a acne crônica estão relacionados a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de problemas oculares, tais como conjuntivite e olhos secos.

Se já é um terror para os jovens de todo mundo, a acne, associada a mais esta notícia, ganha ares de vilã impiedosa. Mas não é bem assim, segundo uma pesquisa realizada na Califórnia, cujos resultados foram publicados na Proceedings of the National Academy of Sciences. Segundo esta pesquisa, um outro medicamento comumente utilizado para o tratamento da acne, a isotretinoína, pode também ajudar a tratar a doença de Stargardt, que tem este nome por ter sido descoberta em 1909 por Karl Stargardt, um oftalmologista de Berlim.

Também conhecida como degeneração macular juvenil, a Stargardt é uma doença hereditária recessiva autossômica incluída no grupo de doenças maculares degenerativas, que consiste na progressiva perda dos cones na fóvea de ambos os olhos, conduzindo a níveis variáveis de perda da visão central.

Na pesquisa, os cientistas injetaram a isotretinoína diariamente em ratos com um defeito genético similar àquele presente na doença de Stargardt. O medicamento foi capaz de suprimir o acúmulo de pigmentos tóxicos que se acredita sejam responsáveis pela progressão da doença.

Pesquisas anteriores já haviam identificado o gene ABCR, causador da doença de Stargardt. O defeito nesse gene desregula o funcionamento da proteína responsável por eliminar dos fotorreceptores da retina um subproduto normal da visão. O acúmulo desse subproduto, conhecido como all-trans-RAL, provoca o aparecimento da lipofuscina, um pigmento tóxico, na camada celular próxima à retina, afetando as células fotorreceptoras e, conseqüentemente, a visão.

Gabriel Travis, professor de oftalmologia e bioquímica na Universidade da Califórnia e um dos autores do estudo, como a isotretinoína tem uma reconhecida capacidade de inibir, indiretamente, a formação de all-trans-RAL ela foi a escolhida para o teste e, assim, ela seria parte do tratamento, e não a cura. Por isso os pesquisadores alertam que mais estudos são necessários antes da liberação da droga para o tratamento da doença de Stargardt.

A isotretinoína, no entanto, traz consigo um longo histórico de controvérsias. O medicamento já foi associado a diversos relatos de depressão e suicídio, embora nenhuma ligação direta tenha sido comprovada até hoje. No Brasil, ela é vendida sob prescrição, estando disponível na forma de medicamento genérico.



(Fonte: Health Scout News)

Spray de espuma: amado por uns, odiado por muitos

Há anos que a história se repete: chega o carnaval e, junto com ele, o temido, debatido e combatido spray de espuma. Uma lei aprovada no ano de 2007 pela Câmara dos Vereadores do Rio de Janeiro chegou a proibir a venda, mas a Associação Brasileira de Aerossóis e Saneantes Domissanitários (ABAS) conseguiu, naquele mesmo ano, uma liminar emitida pelo Tribunal de Justiça fluminense para suspender a proibição, válida até hoje.

Ainda assim, para este carnaval, tramita na Câmara dos Deputados um projeto de lei que pretende, novamente, proibir a produção e venda do spray - e em todo o Brasil. A justificativa do autor, deputado Júlio Campos (DEM-MT), é de que os produtos causam problemas de saúde, como irritação à pele e aos olhos. Ele não está enganado.

De acordo com o presidente da Sociedade Brasileira de Oftalmologia e consultor do Instituto Varilux da Visão, Marcus Sáfady, os prejuízos causados pela espuma dos sprays podem ser fatais, levando, nos casos mais graves, à lesões oculares que podem comprometer a visão e que somente são curadas a partir de cirurgias, caso o tratamento não seja adequado.

Segundo Sáfady, a espuma em contato com a mucosa pode lesionar a córnea. “E, se o tratamento não for feito imediatamente com água corrente, (o paciente) pode precisar de um transplante desta córnea comprometida", ressaltou. Mesmo assim, o especialista alerta que se os sintomas de irritação continuarem mesmo cerca de uma hora após a lavagem, o indicado é que se busque um médico.

Ele alerta para o fato de que não há um antídoto para se levar de casa nem algo que se possa adquirir em uma farmácia. Isto inclui, principalmente, o uso dos colírios anestésicos, que ele aponta como os grandes vilões nesta situação. "A automedicação é um problema nosso, do brasileiro, mas que precisamos evitar sempre. Esse tipo de colírio dá uma sensação momentânea de alívio, mas é um dos principais agravantes que podem levar a pessoa a ter que fazer um procedimento cirúrgico", explicou Marcus.

Este tipo de alerta vem tanto dos oftalmologistas quanto da vigilância sanitária e das autoridades públicas. Ou seja, é carnaval, mas nem por isso podemos brincar com a saúde. Em Rio Claro, município do estado de São Paulo, a proibição da venda, armazenamento e uso do produto no município está determinada por lei desde maio de 2006.  Em Recife, a utilização do produto foi proibida por decreto municipal. A decisão foi tomada após ser verificado aumento do número de ocorrências relacionadas com o produto nos postos de saúde da capital pernambucana.

Segundo a ABAS, todos os fabricantes associados a ela vendem produtos fiscalizados e aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), de acordo com uma resolução de 2007, que normatiza critérios de segurança à saúde e garante que estes produtos não são prejudiciais. Por outro lado, confirma existir uma necessidade de se combater a produção e venda de espumas ilegais, que não são fiscalizadas pelos órgãos competentes, ainda de acordo com a associação.

Em nome da folia e da saúde, que tal, então, utilizarmos os velhos, tradicionais e bons confetes e serpentinas de papel?

(Fontes: Diário de Pernambuco, O Globo, Anvisa, ABAS, SBO)

Do ponto de luz à janela da alma

Há 500 milhões de anos, nossos olhos eram apenas pequenas cavidades com a habilidade de detectar a direção da luz que chegava a eles. Essa cavidade evoluiu drasticamente, transformando-se nos órgãos complexos que conhecemos hoje. Mas… como isso aconteceu? Um vídeo curtinho do TedEd explica cientificamente (você o encontra ao final desta matéria).

Resumidamente, ao longo do tempo nossos olhos se desenvolveram no sentido de captar mais e melhor a luz e, depois disso, no de melhorar a resolução das imagens formadas na retina. De certa forma, a evolução dos nossos olhos é similar à da fotografia – do início com as câmeras do tipo pinhole, as melhorias na captura da luz e o tratamento da imagem que chega à nossa retina invertida. É um órgão tão complexo que desafiou até mesmo o pai da teoria da evolução; Charles Darwin declarou que a ideia de que os olhos tenham passado pelo processo evolutivo parecia “absurda no mais alto grau possível”.

Apesar da descrença de Darwin, foi exatamente isso o que aconteceu. No início, os “olhos” eram apenas um ponto de luz, um aglomerado de proteínas sensíveis que era ativado quando encontrava luz – e, consequentemente, alimento. O formato côncavo foi o passo seguinte, e ajudava a detectar melhor a direção da luz. Depois disso, a cavidade ocular cresceu e a abertura frontal, diminuiu, gerando o efeito pinhole que aumentou dramaticamente a resolução da visão e diminuiu as distorções.

Depois disso foi a vez da lente, ou da nossa córnea, surgir. A teoria mais aceita, segundo o vídeo, é de que ela evoluiu de uma camada de células transparentes formada na frente dos olhos para prevenir infecções. Ela permitiu que o globo ocular fosse preenchido com fluídos, o que aumentou a sensibilidade à luz. Proteínas cristalinas que se formaram na superfície se provaram úteis para focar a luz em um único ponto na retina. A íris, a parte colorida dos olhos, funciona como o diafragma de uma câmera, controlando a quantidade de luz que entra nos olhos.

Em paralelo, nossos cérebros também evoluíram, especialmente o córtex visual. Da mesma forma que não basta um monitor de altíssima resolução sem uma placa de vídeo decente, essa parte do cérebro melhorou para poder processar as imagens cada vez melhores fornecidas pelos globos oculares.

Depois disso o vídeo, que infelizmente está disponível apenas em inglês, mostra como os olhos variam dentro do reino animal. Dependendo do habitat e das necessidades específicas de cada um, esse fascinante órgão ganhou características adequadas a cada bicho. O que vem a seguir? Ainda é cedo, mas o autor Joshua Harvey prevê que os avanços da ciência permitirão a nós mesmos darmos o próximo passo na evolução dos olhos – e já tem gente pesquisando e entregando resultados nessa área.

Assista ao vídeo e entenda melhor:

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(Fonte: Gizmodo Brasil)

Química promete acabar com visual de 'tiozão'

Saúde Visual já apresentou nesta matéria o melhor tom de cor para óculos de sol esportivo – algo que depende das condições ambientais e da iluminação que estiver fazendo durante a prática desportiva, qualquer que seja ela. Neste caso, estamos falando dos abençoados com visão perfeita.

Existem aquele, porém, que usam óculos de grau e somente estes sabem a tortura que é usar óculos escuros... com grau! Existem opções, é claro, como colocar um óculos de sol sobre os óculos de grau (algo que, esteticamente, não é lá muito bonito, mas quem nunca?) ou mandar fazer óculos escuros com grau (algo que pesa no bolso), ou, ainda, usar lentes fotossensíveis – como a Transitions ou Transistor. Neste momento, muita gente bateu na madeira e soltou um “Deus me livre”, por considerar que essas lentes parecem coisa de tiozão. Graças à química, porém, esta realidade pode mudar – e para melhor!

O grande problema das lentes fotossensíveis é elas funcionam bem até demais. A tinta das lentes muda de cor quase que automaticamente, deixando-as num tom de marrom meio feioso mesmo quando você está em ambientes internos. Então os cientistas resolveram que ter controle sobre essa mudança poderia ser interessante.

Um recente estudo da Associação Americana de Química descreve lentes com tons controláveis por um botão. Os químicos colocaram nas lentes polímeros eletrocrômicos, que são basicamente polímeros que mudam de cor ao receber uma pequena descarga elétrica. Eles já são usados em vidros de janelas e aparelhos que mudam de cor e podem ser combinados para criar qualquer tonalidade.

Os químicos responsáveis pelo estudo criaram quatro tons diferentes, correspondentes aos encontrados nos óculos de sol disponíveis no mercado (experimentos passados com os polímetros eletrocrômicos conseguiam apenas tons azulados, que não eram muito melhores que as cores das Transitions). Com isso, as lentes podem mudar de completamente transparentes para o tom desejado em poucos segundos, e quando o dono delas desejar.

Mas ainda existem alguns desafios, como, por exemplo, controlar a voltagem sem a necessidade de um aparelho grande e volumoso. De qualquer forma, é bom saber que tem gente pensando nas pessoas que precisam de grau em seus óculos escuros, mas não querem usar aquelas lentes amarronzadas de tiozão.



(Fonte: ACS Applied Materials and Interfaces)

iSee4, o "massageador de olhos"

Já apresentamos neste artigo o Eye Slack Haruka, massageador de olhos japonês que promete eliminar as antiestéticas bolsas nas pálpebras e, de quebra, prevenir contra a flacidez facial.

Ok, mas que tal um aparelho para massagear os olhos?

É o que promete o iSee4, aparelho fabricado pela Breo, uma empresa especialista em massageadores. O que ele faz é pressionar pontos de estresse ao redor dos globos oculares e aliviar problemas de circulação, cansaço e até mesmo sinusite e dores de cabeça.

O produto é bem leve e portátil e funciona com uma bateria recarregável e pode ser dobrado para facilitar o transporte.

Por mais estranho que o aparelho pareça, o iSee4 não machuca os olhos com a pressão e a sensação de relaxamento é evidente após alguns minutos com o produto, segundo testes iniciais.

O iSee4 pode ser comprado pela internet. No site oficial ele custa US$ 199. Esse não é o único tipo de massageador comercializado pela Breo. No site oficial eles trazem uma linha completa de massageadores, incluindo produtos para o pescoço e muito mais.


(Fonte: Tecmundo)

O futuro dos óculos cada vez mais presente

Sempre antenado com as novidades no ramo óptico, Saúde Visual já apresentou algumas propostas para o futuro dos óculos e para os óculos do futuro. No primeiro caso, cientistas da Universidade de Washington trabalham no aperfeiçoamento de um sistema que pode produzir imagens brilhantes e realistas, através da computação ubíqua, que pretende movimentar imagens através do movimento dos olhos, conforme mostramos neste artigo.

Já os óculos do futuro vem de Madrid, Espanha, e utiliza um sistema de algoritmos que determina a distância e o contorno dos objetos, de acordo com esta matéria. Também já apresentamos aqui o Social Video Electric Eyewear é um óculos de sol elétrico, projetado pela empresa estadunidense Vergence Labs, que você pode conhecer melhor através deste vídeo:

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Mas, como o futuro não pára de chegar, eis que voltamos ao assunto, mais uma vez – e, certamente, não será a última. Afinal, tais invenções significam inclusão para os deficientes e, também, novas oportunidades para os profissionais do ramo óptico.

As redes sociais estão cada vez mais fortes e atuantes, com efeitos reconhecidos não apenas na comunicação pessoal, mas, inclusive, nos negócios em todo o mundo. No verão passado, uma empresa chamada Zioneyez apresentou-se como a primeira a lançar uma nova revolução na tecnologia das mídias sociais. Trata-se do EyeZ, um óculos com um gravador de vídeo que registra o que a pessoa quer, armazena em um chip com 8GB de memória e, em seguida, transfere o conteúdo via Wifi ou Bluetooth para um computador. Também pode enviar para a maioria dos iPhones ou Androids, o que deixa claro que tais conteúdos podem ser transferidos para a rede social. O desafio tem sido, justamente, o de incorporar o vídeo nestas mídias.

Porém, se os vídeos ainda representam um desafio, o mesmo não acontece com as fotografias. O designer alemão Markus Gerke criou o Instaglasses, óculos que permite captar as imagens pelas lentes, feito máquina fotográfica, e postá-las automaticamente no Facebook. Com apenas um toque na haste, o usuário tem um menu à disposição, que possibilita a utilização de alguns recursos para deixar as fotos ainda mais ousadas e divertidas.

E ainda tem o protótipo do Google, que utiliza recursos hi-tech, o "Google Glasses (Project Glass)". Trata-se de um óculos com realidade aumentada, que é capaz de transmitir dados em tempo real para o usuário, através de comando de voz. Além de realizar chamadas telefônicas, o equipamento tem funções multimídia, como fotos, vídeos, video-chat, localização via GPS e ainda mede a temperatura.

Um dos idealizadores deste projeto é Babak Parvis, um especialista em bio-nanotecnologia da Universidade de Washington, que já havia desenvolvido lentes de contato com componentes eletrônicos embutidos. Conheça melhor esta maravilha tecnológica através deste vídeo.

Sim, o futuro chega a cada dia, mas precisa de tempo para se posicionar no mercado. Todos os óculos aqui apresentados ainda estão em fase de testes, sem previsão para comercialização.



(Fonte: The Optical Vision Site)

Lavar as mãos ajuda no combate ao absenteísmo

A Previdência Social divulgou números comprovando que a incidência de traumas oculares no ambiente de trabalho aumentou, enquanto outros tipos de acidentes laborais tiveram queda, conforme já tratamos neste artigo. Acidentes de trabalho causam altos índices de absenteísmo, termo usado para designar a frequência ou duração de tempo de trabalho perdido. Ou seja, constitui a soma dos períodos em que os funcionários se encontram ausentes do local de trabalho.

Existem diversas ações efetivas que podem contribuir para reduzir os índices de absenteísmo e mantê-los sob controle, desde a radical mudança de trabalho até a simples lavagem das mãos. Isso mesmo: segundo pesquisas de uma empresa estadunidense, líder mundial no cuidado profissional da pele, houve uma redução de 21% no absenteísmo no grupo de trabalhadores que higienizava as mãos mais vezes por dia, comparado ao grupo de trabalhadores que não higienizava as mãos frequentemente. O grupo que higienizava as mãos com frequência utilizava um antisséptico instantâneo de mãos, disponível em suas mesas de trabalho.

Sendo a pele o maior órgão do corpo humano, cuja função é proteger o organismo contra as agressões dos agentes externos presentes no ambiente, é muito importante que ela esteja saudável, ou seja, limpa e hidratada. Ao entrar em contato com sujidades pesadas como graxas, óleos, tintas entre outras, é imprescindível a correta higienização e proteção da pele, além da conscientização que uma pele danificada aumenta a chance de doenças ocupacionais, como dermatoses.

Não há nada mais desagradável para uma pessoa do que conviver em um ambiente que não tenha as mínimas condições de limpeza. É notório que um local que oferece higiene, evita que as pessoas adquiram alguns problemas de saúde como viroses, dermatites, comprometimento das vias respiratórias, entre outros. Alguns profissionais administrativos, de alimentação, hoteleiros entre outros, a higienização das mãos é de suma importância para o controle da transmissão dos germes mais comuns que podem causar desde um simples resfriado até doenças mais graves. Em ambientes hospitalares a higienização das mãos é ainda mais importante para se controlar a transmissão dos germes pelas mãos evitando-se as infecções hospitalares.

A Organização Panamericana de Saúde acredita que mais de 80% da transmissão de doenças ocorrem através do contato das mãos, por isso, elas devem estar sempre limpas e saudáveis diminuindo os casos de absenteísmo que, além de afetar o lucro e a produção das empresas, também gera horas extras, atrasos nos prazos, clientes descontentes e aumento da atividade dos outros funcionários que tem de dar a cobertura para o colega ausente.



(Fonte: Ato Z Comunicação)

Retinoblastoma, o branco reflexo do câncer

Não é fácil escrever/ler artigos sobre doenças em crianças. Principalmente quando a doença em questão é o câncer e a criança é ainda um bebê. Porém, dentro da proposta de informar e divulgar assuntos relacionados à visão, o Saúde Visual não poderia deixar de falar sobre o retinoblastoma, tumor maligno que pode aparecer em crianças com idade inferior a cinco anos.

A doença pode ser congênita ou manifestar-se nos primeiros anos de vida das crianças e afetar os dois olhos ou apenas um deles. Da mesma forma que acontece nos casos de catarata e no glaucoma congênitos, o sinal característico do retinoblastoma é a leucocoria, ou seja, um reflexo branco semelhante ao do olho do gato, quando um feixe de luz artificial ou de um flash incide através da pupila. Nos olhos saudáveis, esse reflexo é sempre vermelho.

Quando o tumor está presente no bebê, tira-se uma fotografia do rosto dele e observa-se um brilho branco na pupila, causado pelo reflexo da luz na parte posterior do olho. Segundo Ashwin Reddy, cirurgião ocular infantil do Royal London Hospital, na Inglaterra, “detectar o reflexo branco ou brilho branco no olho pode fazer uma diferença vital porque, assim, o tumor não vai estar tão evoluído”.

Portanto, o diagnóstico precoce do retinoblastoma é pré-requisito básico para o sucesso do tratamento. Este diagnóstico pode ser realizado pelo neonatologista ainda na maternidade, ou nos exames de rotina pelo oftalmologista nos primeiros anos de vida da criança, utilizando o Teste do Reflexo Vermelho. Percebendo qualquer alteração nos olhos do bebê, os pais devem levá-lo ao oftalmologista.

O tratamento do retinoblastoma é multidisciplinar e estabelecido de acordo com o tamanho, a localização do tumor e se está circunscrito ou disseminado. Exige quimioterapia e terapia a laser, mas novos medicamentos estão sendo estudados. A boa notícia é que, na maioria dos casos, o retinoblastoma é uma doença curável e 98% dos bebês que são tratados sobrevivem. Porém, quando não se percebe a doença cedo, é grande o risco de precisar recorrer à enucleação, isto é, a retirada cirúrgica do globo ocular - 80% dos que têm retinoblastoma terminam nesta situação, infelizmente.



(Fonte: Folha de São Paulo)

As férias acabaram. Fique de olho nas crianças!

As férias acabaram para a maioria dos estudantes no Brasil. Como o calendário escolar difere entre as regiões brasileiras, alguns ainda tem mais uns dias para curtir, mas também logo retornarão às atividades escolares.

De qualquer maneira, a volta às aulas é um momento adequado para se avaliar a saúde dos olhos. Em alguns casos, crianças que apresentam alguma condição visual, o rendimento escolar pode ser comprometido. O Saúde Visual, inclusive, já publicou esta matéria sobre evasão escolar ligada a problemas de visão.

Claro que a observação atenta dos pais sobre possíveis problemas oculares nos filhos deve ser feita o ano inteiro, mas o período de aulas favorece a compreensão de alguns sintomas característicos, principalmente no período até os 4 anos de idade, quando a visão vai se desenvolvendo progressivamente. Para especialistas, é primordial, durante esse período, que os pais redobrem a atenção para alguns sintomas como dificuldade de concentração, compreensão e atenção, queixas de visão dupla e embaçada, se apontam para as palavras enquanto lêem, se evitam tarefas de perto, se esfregam os olhos, etc.

Segundo o Instituto Varilux da Visão, cerca de 20% das crianças em idade escolar precisam usar óculos de grau, entretanto 80% nunca fizeram exames. E embora 95% dos pais reconheçam que é importante que seus filhos façam um exame oftalmológico anual, menos da metade realmente coloca isso em prática.

Já publicamos algumas dicas detalhadas sobre o comportamento da criança neste artigo, o que não dispensa, jamais, um exame oftalmológico que avalia o olho de forma geral, passando não somente por deficiências como astigmatismo, hipermetropia e miopia, mas também em relação a problemas da musculatura do olho que pode causar pequenos desvios. Por isso, é importantíssimo o cuidado coma visão infantil e visitas regulares ao oftalmologista - para que possam ser detectados e evitados problemas que venham prejudicar o desenvolvimento escolar.

Dentre os problemas mais recorrentes, temos a criança míope que vai normalmente ter o habito de aproximar os objetos e se aproximar da televisão. Uma criança hipermetrope terá dificuldades de leitura e, provavelmente, terá queixas de cansaço ocular e dor de cabeça ao fim do dia. Em alguns casos, quando o problema não é diagnosticado precocemente, pode surgir a ambliopia, que é o desenvolvimento insuficiente de um dos olhos. Nesta situação, o olho de melhor visão se desenvolve, enquanto que o outro olho não consegue o mesmo.

O tratamento é feito através da oclusão do olho de melhor visão, através de um tampão, para que o olho mais “preguiçoso” seja forçado a se desenvolver e melhorar a sua acuidade visual.

Assim, caso as crianças precisem de óculos ou tampões, cabe aos pais estimular o uso, sem preconceitos, alertando aos filhos que pode se tratar de uma medida temporária e que, por sua vez, vai impedir o comprometimento do rendimento escolar e até uma possível evasão.



(Fontes: Portal Mães & Filhos e Instituto Varilux da Visão)

Óculos de sol: certificados vão garantir qualidade

Apesar de Saúde Visual já ter feito matérias como esta, mostrando que usar óculos escuros é bom mesmo em outras épocas do ano, as pessoas ainda relacionam o uso de óculos protetor solar ao verão. E apesar de vivermos em um país tropical e de comprovadamente já sabermos que os raios solares são nocivos em qualquer época do ano, é no verão que todos se preocupam com os olhos e em usar uns óculos solares.

Mas o conforto pode acabar causando danos à visão, se a lente não oferecer proteção adequada contra raios ultravioleta UVA e UVB. O risco é grande, dizem especialistas, principalmente se o produto for comprado no comércio informal.

Mas agora o consumidor poderá identificar quais produtos ópticos (óculos convencionais e de sol e lentes de contato) são seguros, já que eles vão ganhar certificação, ainda este ano, conta o diretor-presidente da Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), Bento Alcoforado. No caso dos óculos de sol, serão certificados os que atenderem aos requisitos das normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

— A certificação determina exigências mínimas, e focamos em três pontos importantes para defini-la: se a lente filtra os raios ultravioleta, e se essa proteção dura, no mínimo, 50 horas; se a lente tem bom desempenho no espalhamento da luz (se não tiver, a nitidez da visão será comprometida); e se o filtro é da cor adequada. Neste último caso, será indicado se a lente pode ser usada para conduzir veículo ou andar pelas ruas — explica Ambra Nobre, secretária técnica do Comitê Brasileiro de Óptica e Instrumentos Ópticos da ABNT, formado por representantes de lojistas, fabricantes e sociedade civil.

A certificação, uma iniciativa da Abióptica em parceria com a ABNT, vai possibilitar que o consumidor exija seus direitos:

— Se a empresa incluir no manual da lente que esta tem proteção, mas o cliente tiver algum problema no uso ou constatar que não existe essa barreira, ele poderá acionar o fabricante — observa Bento Alcoforado.

Segundo a ABNT, o programa já está pronto e aprovado, mas só deve entrar em vigor no início do segundo semestre, porque ainda faltam alguns detalhes.

— Até a certificação, recomendamos que o cidadão não compre óculos em um lugar qualquer, mas que procure uma loja conhecida, estabelecida, que não se arriscaria a vender produtos sem essas qualificações — aconselha o diretor-presidente da Abióptica.

Por ora, a certificação será voluntária:

— No primeiro momento, a norma vai servir de referência para que o mercado se adapte. Para que se torne compulsório, depende do Inmetro — ressalta Ambra.

Contudo, o Inmetro informou que, no momento, não trabalha na regulamentação do setor. A respeito de tornar obrigatório o programa da Abióptica e da ABNT, Paulo Coscarelli, assessor da diretoria de Avaliação da Conformidade do Inmetro, diz que seria necessário realizar uma análise mais atenta do tema:

— Achamos importante a iniciativa de autorregulamentação. Mas teríamos que fazer um estudo para identificar se, de fato, existe um problema no setor e, a partir disso, avaliar se uma medida regulatória iria saná-lo.

Mesmo antes da certificação, o consumidor vai ter uma mãozinha na hora de comprar óculos escuros: a partir de fevereiro, os produtos ópticos que se enquadrarem na autorregulamentação — cuja adesão é voluntária — vão receber uma etiqueta holográfica que funcionará como certificado e permitirá identificar e rastrear a origem do item, garante Alcoforado.

As consequências do uso de lentes sem proteção adequadas são muitas.

— Os danos surgem no longo prazo. Entre eles estão o surgimento de catarata, o pterígio, que é uma espécie de membrana que se forma no canto dos olhos. Há o risco de tumoração da conjuntiva e de doença macular — lista o oftalmologista Luiz Carlos Portes, membro do conselho consultivo da Sociedade Brasileira de Oftalmologia (SBO).

O mal é causado porque as lentes interferem na dinâmica da pupila que, naturalmente, se contrai sob luz intensa como forma de proteção.

— A lente escura faz com que a pupila se dilate, e a radiação prejudicial penetra muito mais — esclarece Portes.

A questão é que não é possível definir, a olho nu, se os óculos protegem contra os raios ultravioleta ou não. Para isso, é necessário um teste específico em um aparelho de nome complicado: espectrofotômetro de transmitância luminosa de raios UVA e UVB, explica Ambra Nobre.

— Esses aparelhos não são portáteis a ponto de serem colocados nas óticas à disposição dos consumidores. Há um similar menor, mas ainda está em testes — diz Ambra.

Ela faz uma ressalva a respeito dos equipamentos instalados nas óticas e que mediriam a proteção das lentes:

— Os que eu já vi em óticas medem apenas quanto o produto bloqueou a luz e não o quanto filtrou dos raios UVA e UVB. Uma régua escolar transparente tem bloqueio pequeno, mas se colocarmos a mão, por exemplo, o aparelho vai acusar um bloqueio grande — esclarece.

Outro aspecto importante a checar é a curvatura das lentes, sublinha Leandro Salviano, técnico da Proteste — Associação de Consumidores:

— A pessoa pode aproximar a lente dos olhos e mexer os óculos suavemente para cima e para baixo e depois de um lado para o outro. Se nesse processo a imagem distorcer, é porque a lente não foi fabricada com a curvatura adequada, o que pode comprometer a visão — explica.

E a proteção deve ter uma resistência mínima:

— Pela norma da ABNT, ela tem que resistir, em laboratório, a uma aplicação de raios UVA e UVB de intensidade permanente por 50 horas. Mas isso equivale a uma exposição muito maior ao sol, já que se trata de uma exposição intensa e contínua — destaca Alcoforado, da Abióptica.

De acordo com a secretária técnica do comitê da ABNT, ainda não há consenso sobre qual o tempo equivalente a essas 50 horas em laboratório. Por isso, informações sobre a validade do filtro não farão parte da certificação no primeiro instante.

— O uso vai degradando a proteção, e esse processo acontece num ritmo para quem usa o óculos, por exemplo, só no trajeto de casa para o trabalho enquanto dirige, e em outro para quem usa sempre na praia, por longos períodos. Mas recomendamos que os óculos de sol sejam trocados uma vez por ano — orienta.

Ao chegar ao ponto de venda, não é preciso optar pela marca mais cara para conseguir proteção, revelou um teste da Proteste:

— Fizemos um teste, em 2011, com marcas de preços variados, e todos os óculos de fabricantes conhecidos vendidos em ótica ofereceram proteção. Já os comprados no mercado informal tiveram resultado desastroso: não protegiam, e a qualidade era muito inferior— alerta Salviano.

Os óculos viraram, inegavelmente, um item de estilo e os modelos mais procurados variam de acordo com a moda. Contudo, a escolha deve levar em conta mais do que a aparência.

— Além de optar por uma lente de boa qualidade, a pessoa deve escolher óculos maiores, que cubram toda a área dos olhos — recomenda Portes, membro do conselho consultivo da SBO.

E até as hastes dos óculos devem ser consideradas na hora da compra, orienta o oftalmologista:

— As hastes mais grossas oferecem um bloqueio contra a luminosidade que passa pela lateral do rosto e não é filtrada pela lente.

Engana-se quem pensa que os óculos escuros só devem ser usados em dias de sol.

— Em um dia nublado, a intensidade da radiação é a mesma. Assim como dermatologistas mandam passar o protetor solar todos os dias, é necessário usar sempre os óculos durante atividades externas. As lentes podem até não ser escuras, desde que tenham o filtro necessário — conclui Portes.



(Fonte: O Globo)

Nem precisa de título, de tão lindo

Viver sem enxergar o mundo é um fardo que muitas pessoas carregam por toda sua existência, mas uma mulher canadense chamada Kath Beitz, de 29 anos, teve a chance de ver um dos momentos mais importantes de sua vida mesmo sendo cega. Usando um par de óculos especial chamado eSight, ela pôde ver seu filho recém-nascido enquanto o segurava.

Apesar de cega desde criança, quando desenvolveu uma doença chamada degeneração macular, normalmente associada a pessoas idosas, ela tem um pouco de visão periférica e, por isso, os ósculos funcionaram anulando o seu problema de visão.

Câmeras na frente do eSight capturam vídeo em tempo real e replicam o conteúdo para telas especiais voltadas às partes dos olhos que ainda conseguem enxergar.

A empresa que fabrica os óculos usados por Beitz cobra US$ 15 mil pelo equipamento e, para adquirir um deles, uma campanha online está arrecadando dinheiro para ela. Estima-se que na América do Norte, 140 indivíduos utilizem o equipamento para resolver problemas causados pela degeneração macular e outros problemas similares.

Assista abaixo o vídeo com este momento emocionante:

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(Fontes: Daily Mail, via James Gordon e YouTube, via Yvonne Felix)

Sobre a cor dos olhos dos bebês

A melanina é uma proteína responsável pela cor da pele, dos olhos, dos pelos humanos, mas que atua também em outros animais. As melaninas de coloração marrom a negra são designadas como eumelanina. Já os pigmentos de coloração amarela ou avermelhada são denominados feomelaninas.

As íris contendo uma grande quantidade de melanina aparecem em preto ou marrom. As com menos melanina produzem as cores verde, cinza ou castanhos. Olhos azuis contêm pequenas quantidades de melanina. As pessoas albinas não tem melanina em suas íris, o que faz com que seus olhos aparentem uma cor rosa devido ao reflexo dos vasos sanguíneos na parte posterior do olho.

É por isso que todos os bebês nascem mesmo com olhinhos azuis - porque só passam a produzir o pigmento fora da barriga da mãe. Eles continuam a produzir mais melanina depois que nascem, o que faz com que os olhos mudem gradualmente até chegar à sua cor permanente. A cor dos olhos permanente dependente da quantidade de pigmento que a íris produz Esta quantidade de pigmento gerado dependente, por sua vez, dos genes herdados.

Daí, tentar acertar a cor dos olhos do bebê, calculando os genes recessivos e dominantes, nunca trará certeza absoluta aos pais ansiosos. Pensando em aliviar a tensão desses que se corroem de dúvidas, o Museu de Tecnologia da Califórnia criou um aplicativo que avalia a chance de o pimpolho ter os olhos azuis, verdes ou castanhos. O teste está no site do museu, em inglês.

Mas o Saúde Visual simplifica para quem não sabe falar a língua inglesa. Basta selecionar a cor dos olhos dos pais e dos avós do bebê, inclusive com detalhes - no caso de um castanho esverdeado, por exemplo. Depois, basta clicar em ‘calculate’ e se tem o percentual da incidência, tudo cientificamente calibrado.

Só não vale acreditar piamente no resultado, já que podem acontecer variações, principalmente porque há muito mais que apenas três cores possíveis para olhos. Mesmo assim, a brincadeira para os casais grávidos é divertidíssima e alivia a ansiedade.



(Fonte: The Optical Vision Site)

O perigo para os olhos do uso incorreto de Botox

Botulismo é uma forma de envenenamento alimentar que ocorre quando alguém come algo que contenha a neurotoxina produzida pela bactéria clostridium botulinum, dentre elas, a toxina botulínica A que, nos casos de paralisia provocada pelo botulismo, afeta a proteína SNAP-25, essencial para a liberação da acetilcolina, neurotransmissor responsável pelo acionamento das contrações musculares. Basicamente, as toxinas botulínicas bloqueiam os sinais que normalmente diriam aos seus músculos para contraírem.

Se você não pulou o primeiro parágrafo, um nome lhe chamou a atenção: toxina botulínica A. Isso porque ela ficou conhecida, no mundo inteiro, pelo nome Botox®, sua marca registrada.

Agora você certamente está imaginando por que alguém desejaria injetar a toxina botulínica em seu corpo. A resposta é simples: se uma área do corpo não pode se mover, ela não pode enrugar.

Um grande número de pessoas está recebendo injeções de botox para ganhar uma aparência mais jovem. Apesar de ser usado desta maneira há anos, o Botox só foi aprovado pela Administração Americana de Remédios e Alimentos (FDA) para uso cosmético em abril de 2002. Antes disso, tinha sido aprovado para o tratamento de várias situações médicas em 1989.

Acontece que a aplicação inadequada de Botox pode não apenas eliminar as rugas mas também impedir o paciente de fechar os olhos. Como consequência direta, surge, ou é agravado, o distúrbio do olho seco, que causa desconfortos como ardor, presença de muco, coceira, vermelhidão e sensação de corpo estranho na vista.

Para evitar este tipo de problema, o ideal seria que as pessoas procurassem por um oftalmologista antes mesmo de consultar os profissionais das áreas de medicina estética, dermatológica ou de cirurgia plástica.

No ano de 1998, uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia (UCLA), em Los Angeles (EUA), por André Borba, coordenador do Ambulatório de Cirurgia Plástica Ocular, Órbita e Vias Lacrimais do Hospital das Clínicas de São Paulo, mostrou que “os problemas de olho seco e de olho caído atingem até 30% dos pacientes que aplicam Botox regularmente”. Foram entrevistados 200 pacientes, dos quais 75% eram mulheres.

Carlos Alberto José, diretor de marketing do laboratório Allergan, que detém a marca Botox no Brasil, afirma não ter conhecimento de pesquisas feitas aqui sobre o assunto. “Desde que foi aprovado para o uso estético no país, em 2000, não há relatos de pacientes ou de médicos sobre problemas oftalmológicos ligados ao Botox”, afirmou ele ao jornal Folha de São Paulo.

Para corrigir pequenas rugas, a toxina botulínica paralisa a musculatura responsável pelo fechamento das pálpebras por seis meses. E é esse o tempo em que o paciente afetado terá que conviver com os defeitos estéticos da má aplicação, como a aparência do olho caído ou a abertura de dois milímetros em cada olho.



(Fonte: Folha de São Paulo)

Os lindos olhos animais, também de pertinho

Já apresentamos aqui o trabalho do fotógrafo armênio Suren Manvelyan que fez fotografias extremamente próximas e, no mínimo, impressionantes dos olhos humanos. O resultado pode ser conferido no site de Suren, com o tema “seus belos olhos”.

Agora, Saúde Visual traz a outra parte deste incrível trabalho, só que com olhos de animais. Tente adivinhar a qual animal cada olho pertence e passe o mouse sobre as fotos para saber se você acertou.

 

Para conhecer este belíssimo trabalho completo, acesse o site do fotógrafo clicando aqui

Cientistas espanhóis apresentam o óculos do futuro

Quem não lembra do filme “O exterminador do futuro”, que alavancou a carreira de Arnold Schawrzenegger para o mundo no papel de um andróide que vinha do futuro com a missão de eliminar a mãe do homem que venceria as máquinas? A visão do andróide matador funcionava com um sistema de algoritmos que determinava a distância e o contorno dos objetos.

Agora, cientistas da Universidade Carlos III, de Madri, Espanha, desenvolveram um par de óculos ultrassônico que utiliza um sistema parecido: ele detecta objetos e pessoas que se deslocam dentro do campo visual, algo que muitos com patologias visuais não conseguem enxergar devido a problemas de contraste. Depois, comunica as informações ao usuário em tempo real através de duas telas presentes nos óculos, destacando a silhueta dos elementos em cena e variando as cores de acordo com sua distância.

O dispositivo pretende auxiliar deficientes visuais na locomoção tornando seus trajetos mais seguros. O protótipo foi desenvolvido utilizando um dispositivo HMD (Head Mounted Display), um capacete de realidade virtual que inclui duas câmeras ligadas a um computador onde são processadas todas as imagens recebidas.

Esse dispositivo comunica as informações ao usuário em tempo real por meio de duas telas presentes nos óculos, destacando a silhueta dos elementos em cena e variando as cores de acordo com sua distância.

Os óculos serão testados em uma quantidade significativa de pacientes, e os resultados finais serão apresentados no final deste ano. O objetivo é melhorar a ergonomia dos óculos, para que os usuários não sintam nenhum incômodo em usar o dispositivo, que será portátil e caberá no bolso.

Hasta la vista, baby!



(Fonte: Tec Mundo)

Seus lindos olhos. Bem de pertinho

O fotógrafo armênio Suren Manvelyan fez fotografias extremamente próximas dos olhos humanos que são, no mínimo, impressionantes. Ele colocou o resultado em seu site com o tema “seus belos olhos”. O trocadilho se justifica: sempre elogiamos os olhos de alguém e, com estas fotos, podemos notar que os olhos apresentam, de fato, uma beleza ímpar. Confira abaixo alguma destas fotos:

 

 

Para conhecer este belíssimo trabalho completo, acesse o site do fotógrafo clicando aqui

Ainda as dores de cabeça e os problemas oculares

Na seção “Mitos & Verdades” mostramos que dor de cabeça forte pode significar um desvio ocular. Para entender melhor esta questão, é preciso ficar atento ao fato de que a origem da dor de cabeça pode estar nos olhos quando vem acompanhada de uma diminuição percebida da visão, sombras no campo visual e, externamente, deixa transparecer olhos vermelhos, coceira e vermelhidão das margens palpebrais. Assim como lacrimejamento, edema, fadiga ocular ao final do dia, que são sinais e sintomas de um quadro também chamado astenopia.

Erros de refração, do tipo que exige correção, como a miopia, astigmatismo e especialmente a hipermetropia, bem como a vista cansada são recordistas entre os causadores de dor de cabeça. Isso porque os míopes e os astigmatas não corrigidos ou insuficientemente corrigidos, num esforço para melhorar a visão, naturalmente, contraem os músculos orbiculares - aqueles que contornam a órbita ocular, apertando automaticamente as pálpebras, com o objetivo de alcançar maior nitidez das imagens.

A hipermetropia exige um esforço acomodativo dos músculos intrínsecos do olho na tentativa de focar os objetos de longe ou de perto. Já na presbiopia, ou vista cansada, ocorre apenas o esforço para focar os objetos de perto. Entende-se que esses esforços musculares, por tempo prolongado, causem fadiga e cefaléia (ou dor de cabeça), ao final de algumas horas de leitura ou trabalho no computador.

Além das dores de cabeça, tais esforços podem desencadear lacrimejamento, vermelhidão dos olhos e prurido das margens palpebrais, o que, com o passar do tempo, levam ao desenvolvimento da blefarite (caspas entre os cílios). Essa inflamação das margens palpebrais, associada ao conjunto de sinais e sintomas que se somam à dor de cabeça é conhecida como astenopia.

Outras doenças oculares que também podem causar dor de cabeça são a retinopatias e o glaucoma agudo. A primeira é mair frequentemente associada a diabetes, hipertensão arterial e infecções que, quando acometem a região da retina responsável pela visão central, desencadeia grande queda da acuidade visual. Quando acometem a retina periférica, podem surgir manchas no campo visual, também perturbando a visão. Quanto ao glaucoma agudo, devido ao aumento da pressão intraocular, a dor se torna tão insuportável e resistente aos analgésicos que o paciente, inevitavelmente, sente-se obrigado a buscar um especialista.

Claro que não se deve perder tempo e é sempre recomendável uma consulta com um oftalmologista. O médico, constatando que a dor de cabeça advém realmente de problemas na vista, irá fazer a correta prescrição de óculos, lentes de contato ou, ainda, indicará uma cirurgia refrativa, que oferece diferentes e avançadas alternativas de técnicas, que vão desde as correções a laser, LASIK e PRK, até o implante de lentes intracorneanas.



(Fonte: ATF Comunicação)

Magnetismo volta ao centro das atenções

As observações de fenômenos magnéticos naturais são muito antigas. Entre elas relatam-se com frequência as realizadas pelos gregos em uma região da Ásia conhecida por Magnésia, embora haja indícios de que os chineses já conheciam o fenômeno há muito mais tempo: no início da era cristã os adivinhos chineses já utilizavam um precursor da bússola, uma colher feita de magnetita que, colocada em equilíbrio sobre um ponto de apoio central, podia mover-se livremente.

No campo da medicina, o trabalho clínico empregando o magnetismo iniciou-se por volta de 1766 com o médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815), que acabou sendo vítima de calúnias e difamações, apesar de ter usado o método experimental em suas pesquisas.

Eis que o magnetismo volta às manchetes agora, através do trabalho de cientistas franceses que usaram uma técnica chamada estimulação magnética transcraniana para melhorar a visão de pessoas saudáveis.

Segundo os pesquisadores, depois da estimulação magnética de uma área no hemisfério direito do cérebro, envolvida na percepção e na orientação espacial, os voluntários apresentaram uma maior capacidade de detectar alvos que apareciam em uma tela de computador.

Antoni Valero-Cabré e seus colegas do instituto CNRS descobriram uma área do cérebro que dá bons resultados no aprimoramento da visão: o campo visual frontal. A região não é propriamente a área primária da visão, mas ela participa no planejamento dos movimentos oculares e na orientação da atenção que damos ao espaço visual. Usando pulsos magnéticos com duração entre 80 e 140 milissegundos, a sensibilidade visual dos participantes melhorou em até 12%.

Esta descoberta, cujos resultados foram publicados na revista científica Plos One, abre o caminho para o desenvolvimento de novas técnicas de reabilitação para algumas desordens visuais, além da possibilidade de melhorar o desempenho visual de pessoas saudáveis cujas tarefas exijam grande precisão.

Nos primórdios da descoberta do magnetismo, Mesmer fazia uso de alguns instrumentos. A estimulação magnética transcraniana consiste na aplicação de pulsos magnéticos em uma determinada área do cérebro. O magnetismo força a ativação dos neurônios corticais localizados dentro da área de alcance do campo magnético aplicado. Assim, a atividade neuronal é modificada de forma controlada, indolor e temporária.

Há vários anos, teses e debates acadêmicos estão sendo dedicados à questão do uso do magnetismo, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, onde pesquisadores vêm tentando aprimorar a técnica para sua utilização terapêutica, bem como para melhorar determinadas funções cerebrais em pessoas saudáveis. Recentemente, uma pesquisa descobriu que uma técnica similar, baseada em eletricidade, pode aumentar a capacidade de aprendizado.

O fato dos pesquisadores serem franceses dá contornos curiosos a esta notícia, pois foi justamente o corporativismo dos médicos parisienses, defendendo a tendência mecanicista da medicina do século 18, um dos fatores determinantes no contexto em que Mesmer esteve envolvido durante a defesa do magnetismo, notadamente no período em que o médico alemão viveu em Paris.


(Fonte: Diário da Saúde)

Três dicas para expandir seus poderes de observação

Saúde Visual apresentou este estudo, publicado no periódico Psychological Science, mostrando que manter um foco muito intenso em algo, na verdade, pode é provocar o efeito contrário e distorcer a nossa percepção espacial.

Acontece que ser mais atento a pessoas, situações e eventos nos ajuda a pensar criticamente sobre o que vemos e a ter novas ideias. No entanto, prestar mais atenção a nossos arredores não é sempre uma coisa fácil a se fazer.

A boa notícia é que podemos treinar para conseguir isso.

Nossos cérebros não são feitos para ver tudo. Nós geralmente nos concentramos em coisas específicas, e filtramos todo o resto. Isso é ótimo na maioria dos casos, porque se tentássemos observar tudo, deixaríamos passar o que é importante. No entanto, é possível sintonizar o cérebro a prestar atenção a coisas novas com um pouco de prática.

E podemos começar com essas três dicas:

Desafie-se a prestar atenção a coisas novas

Não tem como simplesmente dizer para si mesmo: “Vou observar o mundo com novos olhos hoje” e esperar que isso aconteça. Em vez disso, para conseguir prestar atenção a coisas novas, é mais fácil dar a si mesmo uma série de desafios.

Esses desafios podem ser qualquer coisa. Confira algumas ideias nas quais se basear:

  • Observe pessoas em áreas populosas: Se a primeira coisa que você faz quando se senta em um lugar lotado é pegar seu telefone, pare. Passe algum tempo absorvendo tudo e observando pessoas. Veja como elas agem em espaços cheios, como interagem com os outros etc.
  • Brinque de caça ao tesouro: Escolha algo e procure por ele durante todo o dia. Pode ser qualquer coisa de janelas quebradas, câmeras de segurança a grafite na rua. Quando encontrar essa coisa, tire uma foto ou tome nota. Procure mais. No fim do dia, analise as conclusões que pode tirar do que encontrou.
  • Confira notícias locais: Notícias locais são uma ótima maneira de conhecer sua cidade e aprender o que está acontecendo na sua região. Isso, por sua vez, te ajuda a prestar atenção a todos os tipos de coisas novas.
  • Ande com um especialista: Você deve ter amigos com diferentes carreiras e hobbies que você. Dê um passeio com eles para aprender coisas novas.
  • Faça um “passeio sonoro”: Parece um pouco bobo, mas um passeio sonoro para encontrar pontos de origem dos sons, explorar a área de uma maneira nova e treinar seus ouvidos para ouvir coisas novas pode ser inspirador e te fazer pensar diferente.
  • Tome notas de campo: Escolha um lugar, sente e escreve ou desenhe tudo que você vê. Isso treina o seu cérebro a prestar mais atenção e observar mais do mundo.
  • Desafio dos 365 dias em imagens: Se você não tem certeza por onde começar, pode experimentar o desafio das 365 fotos. A ideia básica é tirar uma foto por dia durante um ano inteiro, com desafios diferentes a cada dia para manter as coisas interessantes.

Você pode escolher qualquer desafio que se adapte às suas necessidades. Se você é um desenvolvedor de aplicativo, é melhor prestar atenção ao que as pessoas precisam; se é um escritor, ao que as pessoas estão fazendo, e assim por diante. Não tenha medo de deixar sua zona de conforto.

Aprenda a ler as pessoas a melhor

Objetos inanimados são uma coisa, mas observar e entender pessoas é uma ciência em si mesmo.

Geralmente, somos bons em observação durante situações de alta tensão, por exemplo, durante uma briga, um primeiro encontro ou uma entrevista de emprego, mas relaxamos durante interações cotidianas.

Você pode se perguntar de vez em quando: “Como é que esta situação ou essa pessoa me fazem sentir?”. Como já dissemos acima, as pessoas são boas em detectar perigo. Se estamos andando em direção a nosso carro à noite em uma área deserta e vemos que tem alguém se aproximando, ficamos alertas e apertamos o passo.

Mas avaliar o conforto também pode abrir nossos olhos. Quando você está com alguém novo, se pergunte: “Será que essa pessoa faz-me sentir confortável o tempo todo?”. Se ela não faz, então a questão é “por quê?”. Nunca ignore pistas que dizem que algo está errado, não importa o quanto você queira uma amizade ou namoro dê certo.

Seu subconsciente está sempre trabalhando para protegê-lo, mas você tem que estar preparado para observar e reconhecer o que você sente.

Leitura da linguagem corporal, detecção de mentiras e leitura de expressões exigem todas o ato mais geral da observação. Não é apenas sobre manter-se seguro ou encontrar inconsistências. Quando você observa as pessoas e prestar atenção nelas, aprende e percebe todo o tipo de coisas novas sobre elas.

Procure padrões

Observar só te leva até certo ponto, no entanto. Se torna útil uma vez que você pode encontrar padrões no que observou. É preciso ter uma visão mais ampla de como o mundo funciona.

Detecção de padrões e análise de como eles se encaixam com a sua experiência é o que permite prever o que acontecerá em seguida. Quanto mais você observar o mundo e as pessoas, melhor você se tornará na detecção de padrões.

Por exemplo, linguagem corporal não é uma coisa universal. Ao observar alguém por um tempo, você pode encontrar os seus tiques individuais e o que eles representam. Por exemplo, uma pessoa pode esfregar o nariz quando está blefando no pôquer, enquanto outra esfrega o nariz quando está com raiva.

O mesmo vale para qualquer coisa que você vê no mundo. Observá-lo é apenas o primeiro passo. Até você começar a remendar tudo em algo maior, é difícil descobrir qualquer coisa com a informação que você recolher. Quanto mais você presta atenção e se pergunta por quê, mais você aprende e chega a novas ideias.



(Fonte: LifeHacker)

Muito legal: Seja os olhos de um deficiente visual!

Pedir uma orientação ou ajuda em um trajeto pode ser uma atitude difícil, e muitas pessoas não se dispõem a colaborar. Para pessoas com deficiência visual, este pode ser um desafio ainda maior. Por isso, o aplicativo Be My Eyes busca conectar pessoas cegas com voluntários dispostos a ajudá-las de forma remota.

O funcionamento do app é simples, requerendo somente uma conexão à Internet de boa qualidade, seja por Wi-Fi ou 3G/4G. Isso porque a ajuda é feita via videochamada, sempre que uma pessoa cega precisa de auxílio; se você fizer parte da rede de voluntários, uma notificação chega no celular e a conexão é estabelecida, caso aceite a chamada.

A partir daí, basta descrever o que aparece na tela usando sua voz, estabelecendo também um canal de comunicação com alguém que poderá ser um novo amigo. Na prática, o app opera como o Skype, mas com uma série de facilidades de acessibilidade para os deficientes visuais e com um propósito único.

Criado pelo deficiente visual Hans Jorgen Wiberg, o aplicativo atua como um banco de dados que indica ao voluntário, por vídeo, a localização da pessoa que precisa de ajuda e a sua demanda. O usuário com deficiência visual posiciona o celular perto dos olhos e transmite, em tempo real, o trajeto que está percorrendo.

Assim, quem está "oferecendo" seus olhos narra à pessoa com limitações de visão o que está vendo adiante. Quando o usuário faz o download, o aplicativo questiona se é cego ou se enxerga, em vez de perguntar se está precisando ou oferecendo ajuda. Os voluntários são localizados conforme os dados de disponibilidade que informam no momento do cadastro.

Até o momento, mais de 8300 pessoas já se inscreveram para ajudar e há 798 deficientes visuais registrados. Neste momento, há 1500 pessoas ajudando outras por meio do aplicativo.

O Be My Eyes também concede pontos aos usuários por cada pessoa ajudada, criando um ranking que funciona como incentivo. O aplicativo tem versões para iPhone e iPad e pode ser baixado gratuitamente no site TechTudo Downloads ou clicando aqui.

“Minha esperança é de que, ajudando uns aos outros como uma comunidade online, Be My Eyes possa fazer uma grande diferença na vida cotidiana das pessoas cegas em todo o mundo”, explica o criador do projeto, o dinamarquês Hans Jorgen Wiberg, neste vídeo demonstrativo (em inglês):

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(Fonte: Estadão)

Coleção Adélia democratiza acesso à cultura

A Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que, no Brasil, existam quatro milhões de pessoas com algum tipo de deficiência visual e 1,2 milhão sem visão alguma. Tentando colaborar com a diminuição destes números, a coleção Adélia foi idealizada pela escritora Lia Zatz - vencedora duas vezes do Prêmio APCA de melhor autor de literatura infantil -, com design de Wanda Gomes - formada em desenho industrial pela FAAP e pós-graduada em design gráfico pelo SENAC -, que enxergou na sua profissão a possibilidade de criar ferramentas que garantissem maior inclusão às pessoas com deficiência. Wanda acredita no design gráfico como ferramenta transformadora dos meios de acesso à cultura e à educação.

O sistema Braille de leitura e escrita resulta da combinação entre seis pontos; a diferença neste inovador processo criado por Wanda durante o desenvolvimento do projeto Adélia – chamado Braille BR –, está no sistema de impressão, que se diferencia por não furar o papel, permitindo a edição de grandes tiragens, e garantindo ao material durabilidade.

A impressão Braille BR é sobreposta e não prejudica a qualidade da impressão normal em offset. A leitura de uma não interfere na outra e vice-versa, e por essa razão é 100% inclusiva. A durabilidade é indeterminada e os pontos não cedem à leitura/pressão dos dedos como na impressão convencional do sistema Braille. Desta forma, este novo método torna-se o primeiro a permitir que uma publicação para deficientes visuais possa, com alta qualidade, ser lido e manuseado por pessoas com e sem deficiência ao mesmo tempo.

Todos os elementos gráficos do livro foram trabalhados de forma a enriquecê-lo nos três aspectos da percepção humana: visual, tátil e olfativa fazendo com que o aproveitamento da obra assuma um alto nível qualitativo convidando todas as crianças à imaginação e à experimentação. Este é o grande fator inclusivo do livro, uma vez que, ao democratizar o acesso aos meios culturais e de inclusão social, elimina o isolamento que permeia a vida de crianças com deficiência, dentro ou fora da escola.

Com texto simples, os livros da coleção Adélia, contam as histórias da menina Adélia e suas questões cotidianas, em especial os assuntos ligados aos cuidados com ela mesma e à sua autonomia como, por exemplo, a importância de não se esquecer de amarrar os sapatos, levar o casaco para a escola na mochila entre outras coisas.

No primeiro volume, Adélia Cozinheira, a menina que dá nome à coleção, exercita sua independência preparando o café da manhã para fazer uma surpresa aos seus pais. Utilizando aromas, relevos e texturas, as contrastantes e coloridas ilustrações de Luise Weiss andam lado a lado com o texto, cumprindo de forma rica a função da informação.

O segundo volume da coleção, Adélia Esquecida,  privilegia as texturas dos objetos, visual e tatilmente. O leitor poderá sentir a trama da malha de lã de Adélia, o cordão do seu sapato, o zíper de sua roupa. Além disso, como o livro se utiliza de recursos olfativos, ela também sentirá o cheiro do couro e do jardim, na parte externa da casa.

Tendo como objetivo atingir o público infantil, 3 a 10 anos, incluindo crianças com deficiência visual com grau de limitação de 10 a 100%, a Coleção Adélia busca cumprir exigências também da visão subnormal não somente quanto a visualização e legibilidade de texto, mas também no que diz respeito a percepção das cores e de sensações táteis e olfativas identificáveis.

Uma curiosidade a mais nesta coleção, é que o nome da personagem foi inspirado em Adélia Sigaud, cega, filha de Dr. Xavier Sigaud, médico francês que esteve a serviço da corte de D.Pedro II. Ela foi a primeira mulher brasileira a dominar o Sistema Braille e tornou-se, mais tarde, muito conhecida em Portugal por sua dedicação a tiflologia, o tratado sobre a educação da pessoa com deficiência visual.



(Fonte: Site Inclusive)

De olho nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™

Em março de 2012, o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™ promoveu um encontro para apresentar o Plano de Recrutamento de Pessoas com Deficiência para estes eventos que serão realizados no Rio de Janeiro. Na ocasião, foi lido o “Manifesto da Diversidade”, que você confere aqui.

O diretor de Recursos Humanos do Rio 2016™, Henrique Gonzalez, teve a oportunidade de tornar público o planejamento do Comitê Organizador para a área e ouvir demandas e sugestões de representantes do Comitê Paralímpico Brasileiro (CPB), bem como integrantes de organizações não-governamentais que desenvolvem atividades voltadas para pessoas com deficiência e representantes governamentais.

Na ocasião, foi definida a criação de um banco de dados de pessoas com deficiência que sejam potenciais candidatos a trabalhar no Rio 2016™ e o fortalecimento da colaboração com as instituições que atendem pessoas com deficiência no Rio de Janeiro e no Brasil fazendo com que, assim, o Rio 2016™ cumpra com a determinação da lei brasileira, de que empresas com 201 a 500 funcionários devem destinar 3% de seu quadro funcional a pessoas com deficiência.

A expectativa é de que, em 2016, mais de 200 pessoas com deficiência estejam trabalhando para o Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016™, assim como, também, contar com um número significativo de pessoas com deficiência entre os voluntários dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos. Dessa forma, o programa de recrutamento de funcionários servirá como base e inspiração para o programa de voluntariado, mas o processo de cadastramento ainda não está disponível.

Maiores informações no site do evento



(Fonte: Rio 2016)

Dores nas costas podem indicar uveíte anterior

Não se conhece a causa de grande parte das uveítes, doença inflamatória que pode comprometer totalmente a úvea ou uma de suas partes (íris, corpo ciliar e coróide). É classificada em anterior, intermediária e posterior, conforme o segmento ocular em que o distúrbio se manifesta, e pode ocorrer num olho ou nos dois olhos. Em alguns casos, a inflamação atinge também o nervo ótico e a retina.

Como a úvea é constituída por um tecido muito semelhante ao das articulações, existe relação entre as doenças articulares – reumatológicas – e as doenças da úvea. Já foi estabelecido também um estudo epidemiológico de prevalência que indica ser importante caracterizar o grupo etário a que pertence o paciente: jovem (de zero a vinte anos), adulto-jovem (de vinte a quarenta anos) e idoso (acima de quarenta anos).

Um destes estudos procurou determinar a prevalência de dor lombar inflamatória em um grupo com uveíte anterior. Eles recrutaram pacientes com a doença numa clínica de um oftalmologista para completar uma pesquisa realizada entre março e dezembro de 2008. Em seguida, os pesquisadores classificaram os pacientes com dor lombar inflamatória se tivessem 2 respostas positivas a 4 perguntas validadas sobre sintomas de dor inflamatória no dorso, presença de rigidez matinal com mais de 30 minutos de duração, melhora da dor nas costas com exercício, mas não com repouso; despertar à noite com dor nas costas e presença de dor na região glútea.

Finalmente, eles mediram o impacto da doença na qualidade de vida. Vinte e cinco pacientes foram submetidos a um exame reumatológico mais aprofundado. Os pesquisadores notaram que 141 dos 167 pacientes (84,4%) completaram o estudo e classificaram 66 dos 141 pacientes (46,8%) por dores nas costas de origem inflamatória.

No subgrupo que foi submetido à avaliação reumatológica, 92% foi sensível às dores nas costas de origem inflamatória e 67% ao diagnóstico de dor lombar inflamatória. Como conclusão, a prevalência de dor lombar inflamatória em um grupo de pacientes portadores de uveíte anterior foi da ordem de 46,8%. 

De posse destas informações, os oftalmologistas podem formular perguntas sobre dores nas costas visando selecionar pacientes propensos a casos de uveítes, pois a conduta terapêutica varia de acordo com a causa das uveítes e pode exigir a orientação, além do oftalmologista, de um especialista na doença de base, já que o tratamento ocular promoverá apenas o alívio dos sintomas, se a causa primária não for resolvida.



(Fonte: Review of Ophthalmology)

Boa notícia: seu bifocal está ultrapassado

O emPower pode ser comprado apenas nos EUA A CES (Consumer Electronics Show), é uma das maiores feiras de eletrônicos do mundo que reúne anualmente em Las Vegas, EUA, os principais fabricantes de eletrônicos do mercado e que aconteceu em janeiro deste ano.

Dentre as grandes novidades do setor, a que mais interessa aos usuários de óculos veio da empresa PixelOptics, que apresentou seus óculos emPower. Ele traz uma inovação, no mínimo, genial: substitui a lente de grau por um vidro com cobertura de LCD e um circuito eletrônico. O resultado é um par de óculos que ajusta o foco sozinho. Na prática, é uma nova geração de óculos bifocais (ou de leitura) para uma audiência pós-40 anos.

O sistema funciona de forma bem simples: Ao olhar para cima (no modo de visão geral), ele foca no ambiente e desliga o LCD. Ao olhar para baixo o grau se ajusta sozinho e liga o LCD. E, se o usuário sentir saudades de acertar o foco sozinho, basta desligar o automático na lateral da haste. A carga da bateria dura pouco, em torno de 2 a 3 dias e é recarregável pela haste, que também guarda o chip e o acelerômetro.

Apesar dos fabricantes garantirem que a tecnologia estará disponível para mais de 36 tipos de armação, por enquanto o emPower pode ser comprado apenas nos EUA e somente com receita médica. E o preço sugerido não foi divulgado.



(Fonte: Terra Notícias)

Importância das galinhas vai muito além do cardápio

Saúde Visual já revelou nesta matéria que as galinhas preferem gente bonita, segundo pesquisadores da Universidade de Estocolmo.

Isso talvez aconteça porque uma simples galinha tem superpoderes quando se trata de visão. É o que afirmam pesquisadores da Universidade de Princeton e da Universidade de Washington em St. Louis (ambas nos EUA). Eles descobriram um estado inteiramente novo de matéria nos olhos desses animais: a chamada hiperuniformidade desordenada. O nome complicado diz respeito a um arranjo incomum de células no olho das galinhas que constitui a primeira ocorrência biológica conhecida de um potencial novo estado da matéria.

Na década passada, cientistas haviam mostrado que materiais hiperuniformes desordenados têm propriedades únicas quando se trata de transmissão e controle de ondas de luz. Sendo assim, junto com os ovos e os brinquedos de borracha, a lista dos legados duradouros da galinha pode, eventualmente, incluir materiais avançados, tais como coloides auto-organizacionáveis que podem transmitir a luz com a eficiência de um cristal e a flexibilidade de um líquido.

Estados de hiperuniformidade desordenada se comportam como cristais e estados líquidos da matéria, exibindo ordem a grandes distâncias e desordem em pequenas distâncias (como cristais, de grandes distâncias espaciais, a sua disposição é altamente uniforme; ao mesmo tempo, como os líquidos, tem as mesmas propriedades físicas em todas as direções).

Joseph Corbo, professor de patologia, imunologia e genética na Universidade de Washington em St. Louis, trabalhou com Salvatore Torquato, professor de química de Princeton, e com Yang Jiao, professor de ciência dos materiais e engenharia da Universidade Estadual do Arizona (EUA), para desenvolver um modelo de computador que imitasse a disposição dos cones nos olhos das galinhas, permitindo-lhes examinar o padrão em detalhes.

Eles descobriram que cada tipo de cone (são 5) no olho da galinha tem uma área em torno dele chamada de “região de exclusão”, onde outros cones não podem entrar. Cones do mesmo tipo se afastam mais uns dos outros do que se afastam de cones de outros tipos, e isso cria padrões distintos.

Cada padrão de um cone sobrepõe o padrão de outro cone de modo que as formações são interligadas de uma forma organizada, mas desordenada – uma espécie de desordem uniforme. Assim, mesmo quando parecia que os cones tinham forma irregular, a sua distribuição era na verdade uniforme ao longo de grandes distâncias. Isso é hiperuniformidade desordenada.

As descobertas dos pesquisadores abrem as portas para o estudo de uma nova dimensão, chamada multi-hiperuniformidade. Isto porque os elementos que compõem a disposição são eles próprios hiperuniformes. Enquanto cones individuais do mesmo tipo parecem ser desconexos, eles estão, na verdade, sutilmente ligados por regiões de exclusão, que usam para se auto-organizar em padrões.

Os pesquisadores especulam que este comportamento poderá servir de base para o desenvolvimento de materiais que podem se automontar em um estado hiperuniforme desordenado.

Além disso, a descoberta da hiperuniformidade em um sistema biológico pode significar que esse estado é mais comum do que se pensava. Anteriormente, a hiperuniformidade desordenada havia sido vista apenas em sistemas físicos especializados, tais como hélio líquido, plasmas simples e grânulos densamente empacotados.

“Nós ainda não sabemos nada sobre os mecanismos celulares e moleculares que estão na base deste arranjo bonito e altamente organizado em aves. Assim, as futuras pesquisas incluirão esforços para decifrar como esses padrões se desenvolvem no embrião”, disse Corbo, acrescentando que os resultados vão fornecer a pesquisadores um modelo natural detalhado que pode ser útil para construir sistemas e tecnologias hiperuniformes.


(Fonte: ScienceDaily via HypeScience)

O caçador das "lentes perfeitas"

A busca pelas “lentes perfeitas” é um verdadeiro desafio para os pesquisadores não é de hoje.

O físico John Pendry é um deles – um verdadeiro caçador das lentes perfeitas.

Para ele, uma lente perfeita poderia ser uma dessas ideias que simplesmente não conseguimos dominar ainda, mas que seriam muito bem-vindas aos cientistas se finalmente compreendida. E não é à toa que ela está tão bem escondida dos físicos: o conceito de uma lente perfeita é profundo e extremamente complexo, uma vez que a própria lente é uma coisa complicada. A perfeita reconstruiria cada ponto de um objeto em uma imagem sem perda de detalhes.

Um microscópio comum ou telescópio não pode ver detalhes em uma escala menor do que o comprimento de onda da luz. Mas Pendry percebeu que era possível quebrar esse limite de difração. A grande questão era: como?

Ele sabia que o engenheiro russo Victor Veselago havia teorizado uma lente feita de um material com índice de refração negativo. Em 1999, então, Pendry verificou se tal lente poderia ser perfeita, já esperando a resposta habitual: que não seria perfeita. Só que em teoria, tudo apontava que ela era mesmo perfeita.

O mecanismo de uma lente perfeita é muito estranho. E Pendry ainda recebe cartas dizendo que tudo o que sua teoria encontrou não é verdadeiro. Para acabar com a dúvida de uma vez por todas, a melhor coisa seria comprovar na realidade a lente perfeita.

É aí que entra o conceito de metamateriais. Esse conceito abriu o campo de possibilidades dos físicos.

Um metamaterial é um material cujas propriedades elétricas e magnéticas são determinadas tanto por sua estrutura quanto por sua composição química, embora a estrutura deva estar em uma escala muito menor do que o comprimento de onda da luz que você está usando.

O verdadeiro pontapé inicial veio quando Pendry trabalhou com uma equipe em San Diego, nos Estados Unidos, que fez o primeiro material que tinha um índice de refração negativo, o que era uma espécie de Santo Graal para o electromagnetismo.

A lente perfeita é muito difícil de ser feita no laboratório. Pesquisadores têm conseguido uma resolução de sub-comprimento de onda que é mais de 10 vezes tão boa como uma lente normal, mas está muito longe de ser utilizada em um microscópio.

Mas estas lentes perfeitas poderiam ser utilizadas para qualquer outra coisa?

A equipe de pesquisa de Pendry, que fica em Londres, está trabalhando em uma espécie de colhedora de luz. Ela tem a capacidade de concentrar luz sobre uma área muito pequena.

Normalmente a área que você pode encolher até vai ser limitada pelo comprimento de onda da luz que você está usando, como uma lente comum faz. Eles, contudo, estão usando metamateriais para concentrar a luz sobre uma área menor que um nanômetro quadrado.

Depois de conseguirem cumprir esse objetivo, eles terão potencial para fazer sensores de moléculas individuais.



(Fonte: Newscientis)

James Bond usaria. Mas só em missão

Se você conhece James Bond certamente conhece Ralph Osterhout. Ele é conhecido como a versão real de “Q”, o inventor que cria aqueles gadgets sofisticados para o espião, como os óculos de visão noturna para um tamanho que soldados poderiam usar.

Inspirado neste personagem surgiu a Osterhout Design Group que, agora, apresenta um novo concorrente para o Google Glass. Os ODG Smart Glasses são basicamente um tablet Android que você pode usar em seu rosto, com um chip rápido Snapdragon 805.

Em vez de uma tela sensível ao toque, temos um HUD transparente, equivalente a uma tela 3D de 55 polegadas flutuando a 2,5 m de seu rosto.

Ele possui duas microtelas 720p, então pode ser usado como um cinema 3D particular – assim como o headset Sony HMZ, mas sem os cabos. Ele também possui câmera de 5 megapixels e uma batelada de sensores.

Até agora, a empresa diz que passou seis anos desenvolvendo os óculos, a um custo de US$ 60 milhões. Curiosamente, em março de 2014, a Microsoft comprou patentes da empresa por US$ 150 milhões.

Como de costume, a pegadinha sobre este tipo de produto é que o software ainda não chegou lá – e os óculos também parecem um pouco estranhos mas, ao mesmo tempo, parecem feitos com mais consideração, muito mais próximos de um produto real. As hastes se dobram, para que ele possa caber em um estojo. O suporte para o nariz é ajustável. Para quem precisa de lentes corretivas, basta encaixá-las, assim como fones de ouvido que se prendem magneticamente.

Há um par de baterias de 650 mAh embutidas nas hastes; a empresa diz que elas podem durar mais de um dia de uso em muitas tarefas. Em aplicações mais intensas de realidade aumentada, a bateria dura apenas uma hora, mas a empresa oferece uma bateria externa com módulos trocáveis de bateria.

Uma versão básica do Android permite navegar, girando a cabeça, por um panorama em 3D da cúpula de granito no Parque Nacional de Yosemite.

Em outra demonstração, a câmera dos óculos se fixava a marcadores para transformar um mapa topográfico plano em uma cadeia de montanhas 3D com imagens sobrepostas de um drone.

Mas estas demonstrações estão em um hardware real, que já está sendo vendido. A ODG já distribuiu milhares de unidades dos óculos R-6: eles pesam 155 g, custam US$ 5.000 cada e são usados até pelo Departamento de Defesa dos EUA. A empresa afirma que pode trazer uma versão para consumidores que custe menos de mil dólares.

“Será que as pessoas vão andar na rua e usar isso 24 horas por dia?”, diz Pete Jameson, diretor de operações da ODG – e depois balança a cabeça com um “não”. “Mas as pessoas vão comprar esses óculos para uma tarefa específica, por um período específico de tempo.” Ou seja, talvez James Bond iria usá-los para uma missão, mas não para tomar uma vodka martini no bar.



(Fonte: Sean Hollister via Gizmodo Brasil)

Próteses retinais, o futuro superhumano da visão

Vivemos em uma era na qual a tecnologia pode ajudar cegos a enxergarem, um feito que por si só já é impressionante, mas que fica ainda mais inacreditável quando consideramos o que vem a seguir. Visão ultravioleta? Olhos capazes de dar zoom, como as lentes de câmeras? Tudo isso está a caminho! Já mostramos aqui, por exemplo, o primeiro exemplo de olho biônico que efetivamente concede uma super-visão, no melhor estilo Superman. E cientistas do mundo todo trabalham no aperfeiçoamento do sistema de próteses retinais, ou o que muita gente chama apenas de olho biônico.

O dispositivo mais avançado nos Estados Unidos é conhecido como Argus II, também já apresentado por Saúde Visual nesta matéria, e foi criado por uma empresa da Califórnia chamada Second Sight. Ele custa US$ 145 mil e já foi usado por cerca de 80 pessoas com dificuldades na visão nos últimos anos.

Ele trabalha combinando uma câmera montada no olho externamente e um sofisticado implante na retina. A câmera usa o pequeno microchip para processar o que vê e, então, envia os dados sem o auxílio de fios ao implante na retina, esse composto por 60 eletrodos que fornece informações ao nervo óptico – que é o que distingue luz, movimento e formatos.

Mas a visão que as pessoas têm com um olho biônico não é como a normal. Elas veem o contraste e os contornos dos objetos, mas apenas em preto e branco. A capacidade de ver naturalmente luz e cor foi eliminada por danos a várias células nos olhos, mas com bastante uso, o cérebro aprende a dar sentido a essas imagens que aparecem dos sinais dos eletrodos. Os usuários do Argus II relatam que conseguem ler com sucesso livros impressos, atravessar ruas sozinhos, andar em uma casa desconhecida ou ver imagens dos seus cônjuges pela primeira vez em décadas.

Infelizmente, o Argus II não é capaz de livrar as pessoas da cegueira técnica, que nos EUA é de 20/200 (entenda esse sistema). Porém, atualizações estão a caminho. E é aqui que as coisas ficam realmente interessantes.

A próxima versão do Argus II incluirá a percepção de cores usando algoritmos que medem os estímulos dos eletrodos, de acordo com a Second Sight. O dispositivo oferecerá imagens mais definidas e conseguirá focar a visão como fazemos com telas de computador, aumentando a resolução e o brilho.

Na Alemanha, um produto líder de olho biônico chamado Alpha IMS é um olho biônico autônomo – o que significa que em vez de uma (esquisita) câmera externa, ele tem um sensor embutido enviando sinais à retina. A outra grande vantagem é que ele usa 25 vezes mais eletrodos que o Argus II, o que aumenta bastante a resolução. Pesquisadores de olhos biônicos da Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, preveem que um olho artificial totalmente funcional estará disponível em 2020.

O próximo grande salto será pular o olho e ir direto ao cérebro. Hoje, muitas pessoas com deficiência visual não conseguem se beneficiar do implante, já que ele exige uma retina funcional para dar resultado. Isso deixa pessoas com retinas danificadas ou que perderam suas visões por infecções ou doenças como glaucoma ou diabetes, sem ajuda. A Second Sight está “trabalhando em um novo implante que pula até mesmo a camada da retina e implanta os eletrodos diretamente na região visual do cérebro,” disse o CEO da empresa, Dr. Robert Greenberg, à BBC. Um teste para cinco pacientes cegos com degeneração macular relacionada à idade está agendado. Desse teste pode vir a boa notícia que milhões de pessoas cegas esperam.

É inevitável conjecturar cenas da ficção científica. Pegue os aperfeiçoamentos oculares de Geordie La Forge de Star Trek, tem que visão infravermelha, noturna e telescópica. O desenvolvimento na tecnologia de implante de retina levanta a questão: essas melhorias aparentemente restritas ao cinema serão possíveis a todos no futuro?

É uma pergunta ainda sem resposta, mas há motivos para sermos otimistas. Alguns cientistas trabalhando em dispositivos biônicos sabem que ele não é só capaz de ajudar quem tem alguma deficiência visual, mas, como todos os dispositivos biônicos, dar a seres humanos capacidades sobre-humanas.

“Para mim, pessoalmente, uma das inspirações foi Steve Austin, o homem biônico,” disse recentemente Greenberg à Bloomberg TV quando perguntado se sua tecnologia poderia ser aplicada a outras indústrias, como a dos jogos eletrônicos. “Acho que a interface direta provavelmente está no futuro. Não sei o quão distante, mas provavelmente está lá.”

O que significa que se os pesquisadores conseguem mandar sinais diretamente ao cérebro, o cérebro pode aprender a interpretar esses sinais e basicamente recriá-los como imagem ou função visual. Pegue a visão telescópica, por exemplo, que já existe. Podemos ensinar nossos cérebros a interpretar as poderosas funções de zoom das câmeras – poderíamos aprender a ver muito mais longe e muito mais perto do que o olho humano natural.

Na realidade, Brian Mech, VP de Desenvolvimento de Negócios da Second Sight, disse-me que “nós poderíamos, em breve, permitir a nossos pacientes verem fora do espectro usando um dispositivo de entrada diferente que o espectro visível de uma câmera (uma câmera infravermelha, por exemplo). Também já conseguimos oferecer visão telescópica.”

As coisas ficam ainda mais bizarras. Se olhos biônicos podem ver todo o espectro eletromagnético, isso incluiria visão infravermelha, visão de calor, a habilidade de detectar certos gases e provavelmente até mesmo a de ver através de objetos. Poderíamos acabar com aqueles poderes de percepção também. Já temos dispositivos para mensurar todas essas coisas – a chave é encolhê-los o bastante para coloca-los em implantes (ou outro dispositivo corporal) que se comunica diretamente com o cérebro de uma forma que renderize a entrada sensível.

Tudo isso ainda é especulação, claro. No futuro distante, porém, poderemos nos transformar em laboratórios de ciência ambulantes, capazes de utilizar uma ampla gama de dispositivos e aplicações embutidas em nossos olhos biônicos. As aplicações seriam infinitas. Soldados poderiam ter visão de raio-x para detectar minas terrestres no campo de batalha. Pais poderiam detectar gases perigosos nos quartos de seus filhos da mesma forma que a função de detecção de monóxido de carbono de alguns alarmes. As pessoas, em um primeiro encontro, poderiam usar a tecnologia dos scanners de aeroportos para se analisarem e até mesmo ver o que o outro guarda por baixo da roupa. Se pudermos ver coisas diretamente nas áreas visuais do cérebro, conseguiríamos enxergar até mesmo as inimagináveis, como os milhões de micróbios que vivem em cada um de nós – imagine como essa visão deve ser medonha!

Mas calma: as coisas ficam ainda mais bizarras que isso. Um olho robótico pode ser configurado para jamais dormir, estar sempre alerta e pronto para acordá-lo em caso de perigo iminente ou quando as luzes se acenderem do lado de fora. Ele também seria compatível com Wi-Fi e pronto para gravar toda a sua vida e transmiti-la no YouTube, ou para si mesmo, como no capítulo “The Entire History of You”, da série britânica Black Mirror. Daria para jogar vídeo game dentro da sua cabeça, como o Dr. Greenberg sugeriu. Sua sitcom favorita poderia passar direto no seu cérebro, dispensando totalmente uma TV.

Atualmente, o olho humano vê apenas cerca de 1% do espectro de luz no universo. Não é muita coisa quando você para para pensar. Futuristas como eu acreditam que nas próximas décadas o olho biônico melhorará tanto que seremos capazes de ver bem mais do que esse 1%. E por termos dois olhos, parece plausível que algumas pessoas – especialmente biohackers e entusiastas ciborgues – substituirão um olho biológico por um biônico quando a tecnologia estiver pronta. A experiência do nosso universo jamais será a mesma.



(Fonte: Gizmodo via Zoltam Istvan, autor do livro The Transformation Wager e fundador do Partido Transhumanista)

Airbag e os traumas oculares

O sistema será obrigatório nos carros novos em 2014Airbag, também conhecido por bolsa de ar ou almofada de ar, é um componente de segurança dos carros que funciona de forma simples: quando o carro sofre um grande impacto, vários sensores dispostos em partes estratégicas do veículo são acionados emitindo sinais para uma unidade de controle que aciona o airbag mais adequado.

Toda essa operação dura 30 milésimos de segundos, graças à “explosão da bolsa”, que ocorre numa velocidade média de 300 km/h. O sistema, que funciona como um complemento do cinto de segurança em 2014 será obrigatório nos carros novos.

Como se trata de uma “explosão”, os ocupantes de veículos com airbag devem ter cuidados redobrados com a postura dentro do carro. A mais importante delas é o uso do cinto de segurança. Usar o airbag sem cinto é um grave erro, pois a proporção da abertura do airbag é calculada levando em conta, justamente, o trabalho do cinto de segurança. Segundo pesquisas, o uso combinado do airbag e do cinto de segurança reduz o risco de morte em mais de 50%.

Porém, estudo realizado pela Fundación Mapfre, instituição patrocinada por uma das maiores seguradoras do mundo, por meio de seu Instituto de Segurança Viária, na Espanha, demonstra que, em alguns casos, o disparo do airbag pode provocar lesões. Isso acontece, principalmente, porque os condutores mantêm uma distância inadequada em relação ao volante: 26% se situam a menos de 42,5 centímetros (distância olhos ao centro de volante), quando o recomendado, em média, são 45 centímetros.

A possibilidade das pessoas que usam óculos sofrerem lesões mais graves na região ocular, no caso de disparo do airbag, irá depender do tipo de armação e do tipo de lente utilizada nos óculos.

Para validar estes dados, os pesquisadores realizaram testes com diferentes vidros e armações. Os resultados mostram que, quando os óculos não se quebram, eles atuam como um agente protetor para os olhos, ainda que esse efeito seja 15% inferior, no caso de óculos sem armação que envolva toda a lente.

Além dos traumas oculares, a literatura médica registra casos de queimadura nos olhos, após a abertura dos airbags. Por isso, diversos estudos e pesquisas estão sendo realizados como objetivo mudar a maneira que os airbags são implantados para reduzir os traumas oculares decorrentes de sua abertura.



(Fonte: JorNow)

Nova opção para combater o ceratocone

O Saúde Visual apresentou em vídeo uma doença que afina e dilata a córnea, conhecida como ceratocone, maior causa de transplante de córnea entre pessoas na faixa etária de 10 a 20 anos.

Geralmente cercado de mitos, como o de que coçar os olhos pode causar a patologia, o ceratocone tem cura e o tratamento se divide em três estágios: em um primeiro instante com lentes corretivas (óculos); depois acontece a opção por lentes de contato rígidas e em último caso – quando a doença já atingiu um grau avançado – é feito o transplante de córnea que tem tido prognóstico satisfatório.

Porém foi recentemente aprovada no Brasil uma nova aposta da comunidade médica, uma terapia que melhora a qualidade de visão através de uma lente de contato rígida do tipo gás permeável, que aprimora a correção visual de quem tem ceratocone avançado, astigmatismo irregular, já fez transplante de córnea, implante de anel intracorneano ou refrativa para corrigir miopia pela técnica de ceratotomia radial.

Como reproduz as irregularidades corneanas, não só da parte central, como também da borda, resultando em mais qualidade de visão e conforto, respeitando, desta forma, as características de cada olho, a nova lente propõem um tratamento personalizado..

A tecnologia da nova lente elimina o problema dos desajustes nas bordas que dificultam a adaptação às lentes de contato rígidas, fato bastante comum entre portadores de ceratocone, além de permitir uma excelente oxigenação que evita ferimentos na córnea. O ajuste da nova lente é feito mediante a topografia da curvatura corneana que é analisada com auxílio de um software. Uma caixa de provas com diferentes bordas permite testar a lente mais adequada.

A nova lente também favorece a correção de imperfeições do olho, por conta de seu complexo desenho geométrico que regulariza e direciona a quantidade de luz que entra nos olhos, o que torna as imagens mais nítidas.



(Fonte: LDC Comunicação)

Acne: mais um motivo para se preocupar com ela

Terror das jovens em particular e pesadelo dos adolescentes em geral, a acne – a popular ‘espinha’ – na verdade atinge a todos, sem discriminar sexo ou idade. Suas causas são variadas, assim como os tratamentos que são utilizados apenas para controlar a acne, já que ela não tem cura.

Para piorar ainda mais o cenário de horror que acompanha uma espinha, informações provenientes de um estudo israelense, publicado no Archives of Dermatology, alguns medicamentos utilizados para combater a acne estão relacionados a um risco duas vezes maior de desenvolvimento de problemas oculares, tais como conjuntivite e olhos secos.

Os medicamentos à base de isotretinoína (também conhecida por outros nomes comerciais, como Roacutan, Claravis e Amnesteem), são muito populares para o tratamento de casos de acne severa, tanto em adolescentes como em adultos.

O estudo, realizado com 15.000 adolescentes e jovens adultos, traz números relevantes: 14% dos participantes que tomaram isotretinoína foram tratados para doenças oculares, dentro de um ano, após o início da medicação. Isso comparado a 7% do grupo livre de acne e dos 9,6% de indivíduos com acne que nunca haviam tomado isotretinoína, que é muito conhecida por seus efeitos colaterais graves, tais como atrasos no crescimento ósseo em adolescentes e abortos e defeitos congênitos, quando ingerida por mulheres grávidas.

Dentre os participantes do estudo, a queixa ocular mais comum foi a conjuntivite (quatro em cada 100 pessoas em tratamento com isotretinoína foram diagnosticadas com a doença). Em seguida, o olho seco foi outra queixa recorrente, já que a isotretinoína pode alterar o funcionamento das glândulas Meibomius, responsáveis pela produção de uma substância lubrificante que impede que os olhos fiquem ressecados. A presença da isotretinoína e de seus metabolitos no filme lacrimal pode ter um efeito irritante sobre a superfície do olho.

Apesar de seus riscos potenciais, a droga é a única opção terapêutica para alguns pacientes com acne. Por isso, o ideal é marcar uma consulta com um dermatologista. De posse de vários exames e algumas informações básicas sobre a história familiar, hábitos alimentares, entre outros, este especialista pode detectar as causas. Sendo necessário o uso da isotretinoína, muitos dos efeitos adversos podem ser evitados ou minimizados se medidas apropriadas forem introduzidas, como, por exemplo, a prescrição de lubrificantes oculares para evitar ressecamento e irritação dos olhos.



(Fonte: Opticanet)

Museu inclusivo para deficientes visuais é uma realidade (na Europa)

Já na bilheteria você sente a diferença: o ingresso possui inscrições em braile, bem como o livreto, que serve de guia para o passeio. Inaugurados em 1992, o Museu de Belas-Artes de Nice, na França, e o Museu dos Cegos de Madri, na Espanha, se dedicam ao público com deficiência visual.

Até a arquitetura do museu de Madri foi projetada no sentido de facilitar a visita dos deficientes visuais com 40.000 livros em braile, 60.000 trilhas sonoras e 5.000 trabalhos de arte, que incluem, por exemplo, maquetes de edifícios históricos das cidades mais famosas do mundo á disposição dos visitantes.

Pelos corredores, os arquitetos colocaram materiais diferentes nos pisos das salas que permitem aos cegos saber em que local se encontram graças aos sons produzidos pelas passadas. Já a iluminação ambiente e as cores das paredes foram escolhidas para ajudar as pessoas com cegueira parcial.

A construção do museu foi idéia da Organização Nacional dos Cegos da Espanha que, ao contrário de outras instituições do gênero, sobrevive à própria custa, movimentando algo em tono de 3 bilhões de dólares ao ano, o que faz dela uma das dez maiores empresas do país, controlando jornais e até a loteria madrilena.

Já o Museu francês foi desenvolvido com a ajuda do governo francês, através de um concurso promovido pelo Ministério da Educação e Cultura da França, vencido pela Secretaria de Turismo de Nice que investiu na instalação de faixas eletromagnéticas nos corredores, que atrai uma bengala especial recebida logo na entrada. Quando deseja tocar em algum objeto e se afastar da faixa, a pessoa simplesmente desliga a bengala, religando-a para retomar a caminhada.

O museu mantém convênio com laboratórios, para aperfeiçoar ainda mais suas instalações. E os cientistas envolvidos com o projeto, também se preocupam em desenvolver luvas especiais, que não eliminam totalmente a sensação tátil, mas ajudam a proteger obras mais frágeis.

Segundo cálculos do governo francês, 1% dos franceses são deficientes visuais, enquanto que, no Brasil, a incidência de cegueira está um pouco maior, na casa de 1,5%. Ainda assim, não existem projetos de museus especializados para essa parte da população, muito embora, para especialistas, alguns espaços já podem ser comparados á museus europeus em termos de acessibilidade.

Na Europa, os deficientes visuais ainda contam com mais apoio, como é o caso da Sala de Exposições da Central de Fomento à Profissão em Halle, leste da Alemanha. A exposição “Sentir Contornos” é fruto do trabalho de um ano da instituição, a única responsável pela profissionalização de cegos e portadores de deficiências visuais no país. A exposição explora materiais, formas, cores e tamanhos e conta com uma planta em alto-relevo, que serve como base de orientação para os visitantes. Cada ambiente está representado com a forma de um animal, que corresponde ao desenho da maçaneta da porta de acesso ao local.

Iniciativas semelhantes são encontradas em museus de Portugal e no Cairo. E é na própria Alemanha que está em estudos um projeto para criar obras que possam ser percebidas pelo olfato. Desta forma, todos os sentidos humanos serão solicitados frente a uma obra de arte.



(Fonte: Deutsche Welle Brasil)

O sol faz mal, o sol faz bem

O Saúde Visual já chamou a atenção para que a exposição constante à radiação ultravioleta ou UV que é emitida pelo sol, bem como por outras fontes artificiais podem causar sérios danos aos olhos e a visão, pois danificam os olhos; afetam os tecidos da superfície do olho e suas estruturas internas - como a lente e a córnea.

Fica parecendo que o sol é um inimigo da visão, o que não é verdade, conforme prova um estudo realizado em diversas partes do planeta, indicando que a falta de exposição ao sol pode causar miopia.

Em Cingapura, nove em dez adultos são míopes, um estudante médio de ensino básico passa apenas 30 minutos ao ar livre todos os dias. Na Austrália, os estudantes passam cerca de três horas em ambientes externos. Lá, a prevalência de miopia entre crianças de origem europeia é de cerca de 10%. Já na Grã-Bretanha, a proporção foi de 30% a 40% e na África, "virtualmente nenhum", em uma faixa de 2% a 3%.

Estes são os números de um estudo publicado no periódico médico The Lancet. Com isto, trocar atividades ao ar livre por estudos e brincadeiras em ambientes fechados explicaria porque nove entre dez jovens prestes a deixar a escola nas grandes cidades da Ásia são míopes. Porém, nem fatores genéticos, nem o aumento de atividades como a leitura e a escrita são os culpados, sugerem os autores da pesquisa. Mas apenas a falta de exposição ao sol.

O pesquisador Ian Morgan, da Universidade Nacional Australiana, acredita que a exposição aos raios solares estimule a produção de dopamina, substância que evita que o olho cresça alongado, distorcendo o foco de luz que entra no globo ocular. Desta forma ficaria bem claro, segundo ele, que é a luz brilhante que estimula a liberação de dopamina, o que previne a miopia".

Para os cientistas que coordenaram o estudo, as crianças no leste da Ásia vão à escola, onde não vão para um ambiente externo, depois vão para casa de onde não saem pois ficam assistindo televisão mais do que os outros grupos pesquisados. Não por acaso, os estudantes prestes a deixar a escola com mais incidência de miopia no mundo são encontrados em cidades de China, Taiwan, Hong Kong, Japão, Cingapura e Coréia do Sul, onde de 80% a 90% são afetados. Destes, 10% a 20% sofriam de alta miopia, que pode causar cegueira.

Intercalando as descobertas de estudos de diferentes partes do globo, os cientistas reforçaram que ser um leitor voraz ou um nerd não coloca ninguém em risco imediato. Ainda segundo Ian Morgan, as crianças que passam de duas a três horas em ambientes externos por dia provavelmente estariam "razoavelmente seguras", incluindo o tempo gasto durante brincadeiras em parques ou nas caminhadas de ida e volta da escola.

Para o cientista, o desafio é encontrar meios de fazer com que as crianças passem mais tempo expostas à luz do sol, sem comprometer suas atividades escolares.

(Fonte: Veja.com)

Verão com Saúde Visual em Dobro

O verão é a estação da diversão, de muito calor e muita praia ou piscina.

É a época, também, que a temperatura aumenta e as bactérias têm mais facilidade para se reproduzir, tornando-se, assim, um período propicio para o aparecimento das doenças externas nos olhos, como a blefarite e a conjuntivite. A primeira não é muito conhecida, mas seus sintomas mais comuns são pálpebras inferiores e superiores recobertas de detritos oleosos e bactérias em toda a base dos cílios.

Ambas as doenças são transmitidas pelo contato com a bactéria ou com indivíduos que estejam contaminados. Assim, se uma pessoa contaminada com a conjuntivite ou a blefarite coça os olhos e após isso dá um aperto de mão em outra pessoa, já é o bastante para essa outra pessoa estar contaminada também.

Já na conjuntivite a pessoa normalmente apresenta olhos vermelhos, sensação de areia nos olhos, inchaço das pálpebras, secreção, coceira e sensibilidade à luz.

Para evitar o contagio dessa doença é necessário alguns cuidados: lavar muito bem as mãos diversas vezes ao dia, evitar o contato com pessoas contaminadas e manter sempre a higiene impecável.

Outros problemas comuns durante o verão são as alergias oculares e as irritações dos olhos que, de um modo geral, decorrem do excesso de cloro em piscinas, da exposição à luz do sol e aos filtros solares. O cuidado deve ser ainda maior com as crianças, já que elas costumam ser as mais afetadas. A melhor maneira de proteger os olhos do sol é usando chapéus e óculos e em caso de alergias leves, o tratamento deve ser feito a base de colírio lubrificante ou "lágrima artificial", para lubrificar os olhos.

Lembrando que o uso de qualquer medicamento exige prescrição médica.



(Fonte: Dr Visão)

Verão, o ponto fraco dos olhos femininos

No verão, ainda que chuvoso na maioria das regiões, o Brasil todo é atingido por índices extremos de radiação ultravioleta (UV) conforme dados do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), com a radiação UV variando entre 12 e 14 pontos - quando o aceitável segundo a OMS (Organização Mundial de Saúde) é de 5 pontos.

Isso significa que a população deveria usar óculos de sol e filtro solar até na sombra, mas a mulher brasileira faz vista grossa para a proteção UV: Segundo pesquisa feita pelo Grupo Datastore com 1,2 mil mulheres, apenas 15% das mulheres carregam filtro solar na bolsa e 25% óculos de sol. Este índice cai para 4% entre as que têm mais de 60 anos, acelerando o surgimento de doenças visuais.

Das entrevistadas, 55% carregam presilha para os cabelos e somente 15% leva protetor solar para o corpo. E 4 em cada 12 levam óculos de sol, índice que cai para 4% entre as que têm mais de 60 anos. O resultado indica que existe um enorme mercado inexplorado para estes produtos que são vistos pela população feminina como cosméticos, quando deveriam ser itens indispensáveis para prevenir problemas de saúde.

Especialistas ressaltam que a mulher tem a visão mais vulnerável aos maiores problemas que podem ser causados pelo excesso de exposição ao sol - catarata e degeneração macular. Soma-se a isso o stress da dupla jornada de trabalho vivido pela maioria das mulheres, predispondo à formação de radicais livres que aceleram o surgimento da doença. O acúmulo de radicais livres na retina leva ao atrofiamento das células da mácula e, conseqüentemente, à degeneração macular que provoca cegueira irreversível.

O ideal é proteger os olhos desde criança com chapéu, boné ou lentes que tenham 100% de proteção UV porque a radiação é cumulativa. É importante ressaltar que na terceira idade os cuidados devem ser redobrados devido à fragilidade da estrutura ocular.



(Fonte: Grupo Datastore)

Brasileira recupera reflexos visuais de camundongos

Camundongos cegos tiveram parte da visão restabelecida, segundo resultados de uma pesquisa publicada em maio na revista da Academia Americana de Ciências, a PNAS. Os animais usados na experiência tinham uma lesão no nervo óptico, semelhante à que ocorre no glaucoma, entre os seres humanos.

Os roedores recuperaram três importantes reflexos visuais. Eles foram capazes de distinguir dia e noite pela luz e também adquiriram um pouco de acuidade visual, que é a capacidade de acompanhar o movimento de objetos. Além disso, recuperaram a noção de profundidade.

Apesar de não conseguirem o retorno total da visão, os pesquisadores tiveram que recuperar completamente os neurônios do nervo óptico e reconectá-los às células que levam os sinais ao cérebro para devolver estas funções à visão dos reodores. A façanha foi obtida com a aplicação casada de três técnicas que, separadas, tinham sucesso parcial comprovado.

A primeira técnica causa uma inflamação controlada dentro do olho. As células de defesa vão até o local combater a inflamação e secretam substâncias conhecidas como fatores tróficos, dentro do olho, que estimulam o neurônio a se regenerar.

A segunda técnica usada consiste em injetar dentro do olho uma substância chamada AMPc, molécula que facilita a ligação entre os fatores tróficos e os neurônios e, portanto, potencializa a primeira técnica. A substância existe naturalmente no olho, mas a injeção acelera o processo.

Por fim, a terceira técnica utilizada foi a retirada de um gene já na fase adulta chamado PTEN, que produz uma proteína que impede a regeneração do neurônio. Sem essa proteína, e com as outras duas técnicas, os neurônios puderam se regenerar completamente.

A pesquisa contou com a parceria da Universidade Harvard, nos Estados Unidos e tem DNA verde-amarelo no sangue: a cientista brasileira Silmara de Lima, aluna de doutorado no programa de ciências morfológicas do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), conduziu os estudos que, apesar de pedir cautela com a atual descoberta, aponta que os usos futuros podem ir além dos tratamentos dos olhos já que o nervo óptico serve como modelo para outras partes do sistema nervoso, como o cérebro e a medula.

Em abril deste ano, cientistas do Instituto de Oftalmologia da University College London (UCL) conseguiram restaurar a visão de camundongos cegos com o transplante de células fotorreceptoras sensíveis à luz, conforme noticiamos aqui.



(Fonte: G1)

A "magrela" social e verde

Desde janeiro de 2010 acontece, todo domingo, o “Passeio às cegas”, uma iniciativa da cidade do México cuja proposta é fazer com que voluntários ofereçam passeios a pessoas cegas ou com debilidade visual em bicicletas duplas apoiando, desta forma, a reintegração de pessoas com deficiência visual que vivencia a cidade através da bicicleta.

Cada vez mais o uso da bicicleta se expande tanto em cidades de países desenvolvidos como nas principais capitais da América Latina, que criam ciclovias e políticas de promoção deste veículo para que, na medida que as pessoas redescubram o prazer de andar de bicicleta, mais queiram compartilhá-lo com quem não pode desfrutar deste prazer.

Neste sentido, a iniciativa da cidade do México, uma iniciativa das organizações Bicitekas e Muévete por tu Ciudad em conjunto com a Contacto Braille, demonstra que todos podem apreciar o veículo mais “verde” do mundo, quando as ruas do Paseo de la Reforma e parte do Centro histórico da cidade são fechadas para pedestres, patinadores e ciclistas, num programa já conhecido como “Passeio Dominical”.

Há sete bicicletas duplas disponíveis em um estande e cerca de 15 deficientes visuais passeiam de “carona” a cada domingo. Essas bicicletas são conhecidas também como tandem, e são operadas por ambas as pessoas. A idéia surgiu no Segundo Encontro de Segurança Viária, em 2008, com a participação de várias organizações. O idealizador do projeto também não enxerga.

Em reportagens publicadas pelo jornal El Universal, diferentes usuários descrevem a emoção de subir em uma bicicleta e sentir o vento no rosto, escutar a cidade ao redor e desfrutar da liberdade que só a “magrela” (apelido carinhoso da bicicleta) consegue oferecer. Para os cegos, o rótulo de deficiente visual desaparece e, para os voluntários condutores, torna-se muito gratificante perceber a cidade por um outro prisma.

O “Passeio às cegas” é uma ideia muito interessante não só do ponto de vista da integração social, como também é um projeto condizente com a tendência das sociedades em buscar um futuro mais verde.



(Fonte: Treehugger)

O desenvolvimento cognitivo através dos brinquedos

O brinquedo é um elemento fundamental na vida das crianças, pois, por meio da interação que é estabelecida, a criança constrói diversas capacidades, não só intelectuais, como emocionais também. Se para toda e qualquer criança o brinquedo é fundamental, para a criança cega ele assume uma característica a mais, que é a possibilidade de descobrir como são os objetos.

Através de jogos e brincadeiras, as crianças desenvolvem muitas habilidades: perceptivas, motoras, raciocínio, criatividade, e têm a grande capacidade de estimular o convívio em grupo. Assim sendo, o ato de brincar é ingrediente fundamental na infância tanto para o desenvolvimento físico e intelectual, quanto para a saúde mental da criança, por meio da socialização e da interação com o outro.

Crianças portadoras de deficiências podem brincar, a princípio, com qualquer brinquedo comum. Entretanto, a escolha de objetos com algumas características específicas, adaptações ou intervenções do adulto na brincadeira podem propiciar uma experiência lúdica mais proveitosa.

Entretanto, é um erro achar que o brinquedo da criança com deficiência precisa ser diferente do das outras crianças. Segundo especialistas, os brinquedos não são especiais, mas a seleção deles deve ser compatível com as possibilidades da criança, considerando não apenas sua idade, mas, principalmente, suas capacidades motoras, cognitivas e sensoriais.

Para crianças cegas, os brinquedos devem estimular o tato, olfato, audição, paladar. Levando-se em conta que 80% de tudo o que uma criança aprende é através da visão, torna-se preciso dar acesso maior ao número de objetos no ambiente.

No Brasil, a Laramara (Associação Brasileira de Assistência ao Deficiente Visual), possui algo em torno de 109 brinquedos, sendo que uma parte são adaptações de brinquedos já existentes e outras são produtos especificamente para cegos (em braille), fabricados pela própria instituição. Mas lá também existem outros tantos que servem para todas as crianças, visando à socialização e a inclusão, pois a interação e a participação são fundamentais para a criança, deficiente ou não.

Além da produção de brinquedos e de um acervo desse material, composto por 1.500 brinquedos, a Laramara realiza, através do Projeto Brincanto, outras atividades que favorecem a brincadeira como instrumento de desenvolvimento integral das crianças.

Em 2004, a Organização Nacional de Cegos da Espanha (ONCE) apresentou um boneco chamado Braillín, que foi projetado para ensinar braile a crianças pequenas. Braillín tem um painel dianteiro com seis botões grandes que correspondem à matriz de seis pontos usada no alfabeto braile. O projeto nasceu na Argentina, pelas mãos de uma professora que trabalha com deficientes visuais e que foi premiada no Concurso de Investigação Educativa sobre Experiências Escolares que a ONCE organiza todos os anos.

Cerca de 30 especialistas aprimoraram e testaram o boneco, enquanto que mais de 50 crianças ajudaram a aperfeiçoar seu design, de forma que até mesmo meninos e meninas que não têm problemas visuais podem aprender braile brincando com o (ou a) Braillín (tem versão para meninos e meninas). Juntamente com o boneco será distribuído um guia didático com atividades para os professores.



(Fonte: Acessibilidade Brasil)

Quatro passos para escolher (bem) os óculos

A Zeiss - líder internacional no ramo óptico - preparou um miniguia especial para auxiliar os brasileiros a escolher os óculos ideais já que, em nosso país, 60% das pessoas entre 18 e 40 anos de idade precisam usar lentes corretivas.

Óculos são acessórios cada dia mais presente na vida, e que, por isso, se tornaram peça fundamental na moda. Assim, qualidade de visão, conforto e estilo devem guiar a escolha dos óculos ideais.

Segundo a Zeiss, estas são as quatro principais dicas para não errar na qualidade de visão e nem no visual.

1 - Escolher o tipo de lente que mais atende as necessidades - O mercado oferece uma grande variedade de produtos. Portanto, é importante saber, por exemplo, que uma lente visão simples se destina a uma só necessidade visual, como a miopia ou a hipermetropia e o astigmatismo. Ao passo que a lente progressiva tem vários campos de visão, com distâncias focais diferentes.

2 - Depois de definido qual tipo de lente atenderá melhor sua necessidade visual, o próximo passo é escolher o material, que tem efeito direto na espessura e peso de suas lentes. Existem lentes de material convencional, material especial e material de alta tecnologia que interferem nas possibilidades de espessuras cada vez mais finas e, portanto, peças muito mais leves.

3 - Escolher tratamentos e revestimentos com qualidade tecnológica, recursos que proporcionarão mais conforto e durabilidade às lentes dos óculos. Alguns tratamentos podem reduzir os reflexos ao mínimo (antirreflexo), proteger contra arranhões (antirrisco), repelir poeira e sujeira (antiestático) e fazer com que a umidade e a sujeira deslizem pela superfície da lente, tornando-a assim mais fácil de limpar (camada hidrofóbica).

4 - Por último e não menos importante, chegou finalmente a hora de escolher a armação dos óculos. Esse será o recurso que finalizará o acessório com toque especial de estilo e design. É importante verificar com o profissional da ótica com quais tipos de armação a lente escolhida se adapta. Os óculos devem ser adequados ao formato do rosto e também compatíveis com as lentes escolhidas.



(Fonte: Zeiss)

De olho no Ginkgo Biloba e seus efeitos contra o glaucoma

O Ginkgo biloba, de origem chinesa, é uma árvore que foi descrita pela primeira vez pelo médico alemão Engelbert Kaempfer, por volta de 1690, mas só despertou o interesse de pesquisadores após a Segunda Guerra Mundial, quando perceberam que a planta tinha sobrevivido à radiação em Hiroshima, brotando no solo da cidade devastada.

De lá para cá, muitos efeitos medicinais tem sido relacionados com a planta, desencadeando diversas reações benéficas que vão desde os pés até os ouvidos, como aliviar dores nas pernas e nos braços ou zumbidos no ouvido. Até agora, porém, nada havia relacionado com os olhos e a visão.

Mas em maio deste ano foi apresentado um estudo retrospectivo, realizado nos Estados Unidos, que avaliou o efeito a longo prazo do Ginkgo Biloba sobre a progressão de defeitos que surgem no campo visual em pacientes com glaucoma de pressão normal.

O estudo, dirigido por Sohn Lee, avaliou 42 olhos de 42 pacientes com glaucoma de pressão normal que receberam 80 mg de Ginkgo Biloba 2 vezes ao dia e que tiveram pelo menos 5 testes de campo visual por um período de 4 anos antes e após o tratamento com as folhas desta árvore, que é um dos fitoterápicos mais vendidos no mundo.

Os pesquisadores também avaliaram a mudança de taxa de progressão usando desvio médio, o desvio padrão standard e o índice de campo visual após o tratamento com o Ginkgo Biloba. Além disso, os investigadores analisaram o tempo de curso do desvio médio total em zonas correspondentes ao glaucoma usando um modelo linear de efeitos mistos com desiguais variâncias de efeito aleatório.

Eles observaram que a diferença de resultado terapêutico antes e após o tratamento com Ginkgo Biloba não foi significativamente diferente. Mas o estudo também relatou que antes do tratamento com Ginkgo Biloba, os coeficientes de regressão melhoraram significativamente.

Diante dos números da pesquisa, os pesquisadores concluíram que o Ginkgo Biloba abrandou a progressão das lesões do campo visual em pacientes com glaucoma de pressão normal, especialmente na correspondente ao campo central superior.



(Fonte: Review of  Ophthalmology)

A máscara que faz sonhar

Sonho lúcido é o termo utilizado para a percepção consciente que temos de um determinado estado ou condição enquanto sonhamos, resultando em uma experiência da qual temos uma recordação muito lúcida e nítida, normalmente aparentando termos tido controle e capacidade direta sobre nossas ações e, algumas vezes, o próprio desenrolar do conteúdo do sonho. Em alguns casos, tomando decisões e as utilizando para solucionar problemas que não conseguiram ser resolvidos durante o dia.

Os chamados "sonhadores lúcidos" normalmente descrevem seus sonhos como animados, coloridos, e fantásticos. Muitos comparam a uma experiência espiritual e dizem que este fato mudou sua maneira de viver ou sua percepção em relação ao mundo que vive. Agora, esta capacidade de sonhar lucidamente estará ao alcance de todos. Ou, pelo menos, de todos que quiserem conferir as máscaras Remee Lucid Dream, da empresa Bitbanger Labs, com sede em Nova York, EUA.

Em linhas gerais, Trata-se de um mecanismo embutido numa máscara tapa-olho, o qual reage ao movimento dos olhos (típicos da fase REM do sono) e emite um estímulo luminoso sutil, o suficiente para não acordar, mas para ser incorporado a narrativa do sonho.

Para fazer com que os consumidores consigam ter sonhos lúcidos, os responsáveis pelo projeto incluíram LEDs na máscara, criando diversos padrões visuais (que são reconhecidos como anomalias por quem está utilizando) durante os diversos ciclos do sono. São esses padrões que influenciam o sistema nervoso para permitir que os sonhos lúcidos aconteçam.

O projeto está atualmente no Kickstarter, um site em que as pessoas apresentam suas ideias e buscam financiamento do público.

A meta inicial era de 35 mil dólares, mas a campanha foi um sucesso e os desenvolvedores já conseguiram acumular mais de 90 mil dólares. Por essa razão, em alguns meses a produção das máscaras Remee Lucid Dream deve ser comercialmente iniciada. E quem não quiser esperar o início das vendas, poderá desembolsar algo a partir de 80 dólares (145 reais), fora impostos - o que tira o sono de qualquer um...


(Fonte: Tecmundo)

Disney cria olhos super realistas para seus personagens

O vale da estranheza (em inglês: uncanny valley) é uma hipótese no campo da robótica introduzida originalmente pelo professor japonês Masahiro Mori em 1970. A hipótese original de Mori, especialista no assunto, diz que quando réplicas humanas se comportam de forma muito parecida — mas não idêntica — a seres humanos reais, elas provocam repulsa entre observadores humanos. O "vale" em questão advém de um gráfico da reação positiva de um ser humano em função da verossimilhança de um robô.

Um fator que agrega ao efeito do vale da estranheza são os olhos sem vida dos personagens feitos em computação gráfica. Como o globo ocular é uma parte bastante complexa do corpo humano e difícil de ser reproduzida digitalmente, aquele “olhar de peixe morto” sempre acaba entregando a virtualização dos personagens.

Os sistemas de captura de movimentos geralmente são usados para gravar a performance física de um ator, que então é aplicado a um personagem em CG ou mesmo a um dublê em CD, para garantir que a sua contraparte digital se mova da forma mais humana possível. E embora os movimentos e contorções sutis do rosto do ator, incluindo seus olhos, sejam gravados também, a cópia virtual normalmente é renderizada apenas com um par de globos oculares simplificados e com formato genérico que sempre parece não ter aquela faísca de vida e credibilidade.

Contudo, se depender da Disney (sempre ela!), isso deve mudar em um futuro próximo.

O Disney Research, laboratório de pesquisa e desenvolvimento da companhia localizado em Zurique, na Suíça, está projetando uma tecnologia para deixar os olhos digitais idênticos aos de “carne e osso” — e pelo vídeo divulgado por esse departamento os resultados são promissores e animadores, como você pode conferir abaixo.

Desenvolvido por Pascal Berard, Derek Bradley, Maurizio Nitti, Thabo Beeler e Markus Gross, o estudo analisou e mapeou os olhos de nove pessoas, os quais apresentavam as mais variadas características. Foram reproduzidos em computador o formato do globo ocular, a córnea, a íris e a esclerótica — todos de maneira independente para depois serem reunidos e formar o olho completo.

O nível de detalhamento da pesquisa impressiona. O olho virtual apresenta texturas, reflexos de luzes e até mesmo os capilares sanguíneos do globo ocular real correspondente. Além disso, a virtualização é capaz de reproduzir as deformações e irregularidades naturais do órgão, bem como as suas contrações dos tecidos e as suas reações com variações de luminosidade, por exemplo.

Quanto mais fácil for implementá-lo, mais provável que os estúdios de animação e efeitos especiais usarão a técnica para ajudar seus personagens a finalmente saírem do vale da estranheza. Confira o vídeo:

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(Fonte: Disney Research)

Aeromedicina: um hospital oftalmológico nas alturas

Ao subir as escadinhas do avião, nada de comissários dando as boas vindas. No espaço reservado à primeira classe, há uma sala de aula em que grupo de jovens médicos assiste a uma cirurgia nos olhos em tempo real. Poucos passos à frente, um senhor com catarata avançada passa pela última avaliação médica. Ao seu lado, duas estudantes treinam a cirurgia em um simulador.

Mais adiante, numa sala asséptica escura, com médicos e enfermeiros paramentados, o menino Rodrigo, 4, é operado de estrabismo. "Fiquei assustada no começo quando soube que a cirurgia seria em um avião, mas só foi pisar aqui que me convenci que não poderia existir lugar melhor para o meu filho estar", conta Giovana Rodrigues, mãe de Rodrigo.

Trata-se de um avião modelo DC-10, doado pela FedEx, totalmente adaptado para se transformar em um hospital oftalmológico. Neste ano, já esteve em El Salvador, na Colômbia, no Panamá e, por último, no Peru. A iniciativa é da Orbis, uma ONG internacional integrada por uma equipe de 22 pessoas, entre médicos, enfermeiras, pilotos, mecânicos e especialistas em logística, a maioria voluntários.

A FedEx e a Omega Watches estão entre as empresas patrocinadoras. Segundo Jean-Pascal Perret, vice-presidente de comunicação da Omega Watches, neste ano foram investidos US$ 2 milhões no projeto. A reportagem do jornal Folha de São Paulo, cujo texto reproduzimos aqui, acompanhou a missão médica em Trujillo, norte do Peru, onde o avião esteve pousado nas duas primeiras semanas de setembro. No período, 85 cirurgias foram feitas e 172 profissionais de saúde, treinados.

Segundo Joan McLeod-Omawale, diretora regional da Orbis para a América Latina e Caribe, a ideia é atender na aeronave casos mais complexos, que não são atendidos ou têm muita fila de espera nos serviços de saúde. Das cirurgias feitas, 12 foram transplantes de córneas. "Há muitos casos de catarata, glaucoma e inflamações. São situações em que cegueira é curável", afirma Joan McLeod-Omawale, diretora regional da Orbis para a América Latina e Caribe.

No mundo, há 45 milhões de pessoas cegas, 80% delas poderiam recuperar a visão se recebesse tratamento médico adequado, segundo Joan. A maioria (90%) vive em países em desenvolvimento, como o Brasil, que tem mais de 6,5 milhões de pessoas com deficiência visual, sendo 582 mil cegas, segundo dados do IBGE.

Outro objetivo da missão médica é treinar profissionais locais para que eles possam desenvolver as mesmas técnicas oftalmológicas no futuro. O avião possui uma sala de aula com 48 lugares. "O avião chega e vai. É só uma parte. O principal propósito é multiplicar o conhecimento", afirma. No Peru, a Orbis é parceira do Instituto Regional de Oftalmologia.

Segundo o diretor-executivo do instituto, Jaime Pereira, o grande foco agora é o treinamento para diagnóstico e tratamento de doenças oftalmológicas em crianças. "Elas são curáveis em 50% dos casos. Você muda o curso da vida de uma criança com intervenções muito simples, na maioria das vezes." Uma das doenças que preocupa a equipe é a retinopatia da prematuridade, que aumentado em razão da alta incidência de bebês nascidos antes de 36 semanas.

A doença leva ao crescimento desorganizado dos vasos sanguíneos que suprem a retina. Esses vasos podem sangrar e, em alguns casos, a retina pode descolar e fazer a criança perder a visão.

Desde 1982, a Orbis já realizou programas em 92 países. Mais de 23 milhões de tratamentos ópticos foram realizados, com 250 mil profissionais treinados. O avião-hospital nunca pousou no Brasil. Segundo Joan McLeod-Omawale, diretorda da ONG, por falta de convite. "Só vamos aonde somos convidados."



(Fonte: Cláudia Colucci, via Folha de São Paulo)

Testes preliminares restauram a visão de pacientes

Cientistas conseguiram a primeira forte evidência de que as células-tronco embrionárias humanas podem, de fato, ajudar pacientes. As células parecem ter melhorado a visão em mais da metade de 18 pacientes que haviam se tornado legalmente cegos por causa de duas doenças oculares, atualmente incuráveis e progressivas.

Os pesquisadores enfatizam que os resultados são preliminares, porque o número de pacientes tratados foi relativamente pequeno e eles só foram acompanhados por uma média de menos de dois anos. Mas os resultados são bastante promissores.

“Eu estou surpreso que isso está funcionando da maneira que está – ou que parece estar funcionando”, diz Steven Schwartz, especialista ocular da Universidade da Califórnia, nos EUA, que conduziu o estudo.

Outros pesquisadores concordaram que o trabalho é preliminar, mas também altamente promissor. “Isso permite que você diga, ‘OK, agora que essas células têm sido usadas em pacientes que têm cegueira, talvez possamos também usar essas células para muitas outras condições, bem como doenças cardíacas, doenças pulmonares e outras condições médicas'”, se anima o Dr. Anthony Atala, cirurgião e diretor do Instituto Wake Forest de Medicina Regenerativa da Universidade Wake Forest, também nos EUA.

Células estaminais embrionárias humanas têm a capacidade de se transformar em qualquer tipo de célula do corpo. Os cientistas têm especulado que elas poderiam ser usadas para o tratamento de muitas doenças, incluindo diabetes e Alzheimer. Mas este estudo é o primeiro teste com células-tronco embrionárias humanas aprovado pela Food and Drug Administration (órgão estadunidense que controla, entre outras coisas, tratamentos médicos) que produziu algum resultado.

Os pacientes do estudo sofriam de degeneração macular relacionada à idade e distrofia macular de Stargardt, as duas principais causas de cegueira juvenil e adulta no mundo desenvolvido, diz Schwartz. As doenças destroem a visão central da pessoa.

Schwartz e seus colegas pegaram células-tronco embrionárias humanas e as transformaram no tipo de células que são mortas por estas doenças – células epiteliais pigmentares da retina. Em seguida, infundiram entre 50.000 e 150.000 células nas retinas dos pacientes.

Alguns pacientes experimentaram efeitos colaterais a partir do próprio processo e dos medicamentos tomados para suprimir o sistema imunológico, mas nenhum deles foi considerado grave. As próprias células não produziram problemas de segurança até agora.

Surpreendentemente, muitos dos pacientes começaram a ver melhor, de acordo com o relatório – o objetivo inicial do teste era verificar se este tipo de procedimento era seguro, e não necessariamente melhorar a visão. Dez dos 18 pacientes começaram a ver significativamente melhor. Uma piorou, mas os outros sete ou ficaram melhores ou não perderam mais visão.

Schwartz alerta que o estudo ainda está em uma fase bastante inicial, e só deve levar a resultados concretos em alguns anos. Ele tem continuado o tratamento de mais pacientes usando doses maiores de células, além de tentar o tratamento em pacientes que não perderam tanto a visão, para ver se o procedimento funciona ainda melhor. Ele também expandiu seu estudo para Boston, Miami, Filadélfia e Londres.

“São pacientes que não enxergavam bem por 30 anos e, de repente, passaram a ver melhor. É incrível”, exalta o pesquisador.



(Fonte: NPR)

O laser no combate ao glaucoma

A principal causa da cegueira irreversível no Brasil é o glaucoma, mas a falta de dados estatísticos e epidemiológicos confiáveis dificulta a avaliação real da extensão dos problemas visuais da nossa população.

Segundo a Organização Mundial da Saúde OMS, existem 65 milhões de glaucomatosos em todo o mundo, sendo que, a cada ano, surgem mais 2,4 milhões de casos. A prevalência de cegueira por glaucoma é de 5,2 milhões de pessoas, representando a segunda causa de cegueira no mundo.

A OMS acredita que, no Brasil, cerca de um milhão de pessoas são portadoras de glaucoma, por isso o diagnóstico precoce é a melhor maneira de evitar a perda da visão. A maioria dos casos de glaucoma pode ser controlado através de remédios, mas algumas pessoas podem necessitar de cirurgia para reduzir a pressão intra-ocular, melhorando o escoamento ou drenagem dos fluidos.

Alguns estudos recentes indicam que um procedimento a laser conhecido como Trabeculoplastia Seletiva a Laser (TSL), pode ser tão eficaz quanto os colírios para diminuir a pressão ocular interna. Esta cirurgia pode ser considerada um tratamento primário, particularmente para pessoas que têm dificuldade para cumprir o cronograma, rigoroso e necessário na utilização do colírio.

A TSL, procedimento efetivo, seguro, não invasivo, realizado em consultório e sem a necessidade de anestesia ou internação foi introduzida no Consenso de Glaucoma Primário de Ângulo Aberto da Sociedade Brasileira de Glaucoma, o que significa que o procedimento passou a ser reconhecido e indicado pela instituição e promete ser uma alternativa para os altos custos e efeitos colaterais que levam muitos pacientes de glaucoma a suspender o tratamento com colírios, oferecendo a possibilidade do controle da pressão intra-ocular por um período médio de 6 a 8 meses. Após esse período, o tratamento pode ser repetido.

Apesar de não ser necessário nenhum preparo especial para a realização do procedimento nem repouso após o mesmo, a TSL não está indicada nos casos muito avançados nem nos casos onde é necessária uma rápida redução da pressão intra-ocular, pois a estabilização da mesma ocorre apenas no intervalo de 1 a 6 semanas. Também é contra-indicada em casos de glaucomas de ângulo fechado, provocados por trauma.



(Fonte: Porta-Voz Comunicação Estratégica)

Tablet cearense promete 100% de acesso a deficientes

Segundo o jornal Diário do Nordeste, os deficientes visuais terão acesso a leitura em braile de 100% de todos os textos produzidos no Brasil e no mundo. Desenvolvido por professores do Instituto Federal do Ceará (Ifce) juntamente com a empresa incubada AED Tecnologia, o Projeto Portáctil permite a leitura de documentos impressos ou digitalizados, bem como a escrita de documentos, utilizando uma ou mais células braile. O aparelho, que também possui a função de sintetização de voz, permitindo a leitura aos que não dominam a linguagem braile, deverá estar no mercado a partir do ano que vem.

O equipamento é um tipo de tablet, cuja câmera fotografa o texto, que é escaneado em OCR e transformado em texto editável. À partir daí, a interface feita no sistema Android, permite comunicar via bluetooth mostrando numa célula braile com formato de mouse o que está sendo lido no texto. O sistema bluetooth, inclusive, permite que, na ausência do tablet, o sistema possa ser usado num celular do tipo smartphone.

Além do objetivo do projeto de inclusão dos deficientes visuais na educação, o tablet que possui a escrita como função adicional também pode ser um diferencial na produção de livros em braile que, além do tamanho grande, precisa de mais de um volume para caber o original de uma edição comum.

Em 2011, um time de pesquisadores americanos da Universidade de Stanford, desenvolveu uma forma de pessoas com deficiência visual usarem a tela de um tablet como um teclado braile, utilizando um design inovador no teclado para superar a falta de elementos táteis que normalmente seriam necessários para um teclado braile, onde o usuário coloca oito dedos simultaneamente sobre a tela e o programa leva as teclas virtuais até cada um dos dedos.

O Portáctil, com patente cearense depositada junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), vai muito além disso. O projeto é financiado desde 2010 pelo Ministério da Educação (MEC), que pretende traçar estratégias para que o equipamento possa entrar em fase de produção, a partir de licitação, pela indústria nacional, o que não permite ainda uma definição de valores.



(Fonte: Diário do Nordeste)

Chega de "fiu-fiu": O assédio sexual pelos olhos das vítimas

Em 2003, o site Think Olga criado pela jornalista Juliana de Faria e dedicado a elevar o nível da discussão sobre feminilidade nos dias de hoje, realizou uma pesquisa on-line sobre assédio sexual com a participação de oito mil mulheres. Batizada com o sugestivo nome “Chega de fiu-fiu”, a pesquisa revelou que 83% não gostam de ser cantadas nas ruas.

Encarar de forma persistente o que muitos consideram um inocente “oi, linda” causa medo e é reconhecido como violência - 68% foram xingadas ao recusar cantadas. Outras revelações da pesquisa: 81% das mulheres afirmaram já ter deixado de fazer algo por medo de assédio; 85% disseram ter sido tocada de forma inapropriada.

Numa realidade como a revelada na pesquisa, na qual as mulheres sentem sua liberdade no espaço público tolhida, a “Chega de fiu-fiu” cresceu, resultando na criação de uma mapa interativo no qual denúncias anônimas ou não indicam locais onde pessoas foram assediadas. E, da ideia de percorrer os trajetos indicados pelo mapa que Juliana, em parceria com a documentarista e jornalista Amanda Kamanchek, e a fotógrafa e documentarista Fernanda Frazão, nasceu um documentário, também intitulado “Chega de fiu-fiu”.

Ao investigar qual é o espaço da mulher na cidade, as três percebem o quanto a sociedade ainda precisa avançar nas questões de igualdade de gênero. Intercalando entrevistas com especialistas e filmagens nas ruas feitas por mulheres usando óculos com microcâmeras, a ideia do filme é esquentar ainda mais um debate que ganha força no mundo inteiro. Fernanda observou que a experiência de caminhar pelas ruas com os óculos tem sido quase um ato performático para as mulheres que participam do documentário, que ainda não tem data de lançamento.

O grupo de criadoras espera que o filme amplie o público da campanha “Chega de fiu-fiu” e planejam usá-lo como estratégia de formação em escolas, com funcionários do metrô, delegacias e defensorias.

Para maiores informações sobre o projeto e para efetuar doações que tornem esse filme realidade é só entrar aqui: http://catarse.me/pt/videochegadefiufiu.

Assista abaixo o vídeo da campanha do documentário “Chega de fiu-fiu”:

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(Fonte: O Globo)

Lacrimejamento em bebês pode sinalizar doenças oculares

A Organização Mundial da Saúde (OMS), aponta o glaucoma congênito como a principal causa da perda definitiva da visão na infância, sendo responsável por 20% da cegueira entre crianças, apesar de incidir em apenas 0,05% dos recém-nascidos. No Brasil, por conta do aumento de partos prematuros que favorecem as malformações, a doença está crescendo e o lacrimejamento constante nos bebês pode ser o primeiro sinal desta doença, associada à hereditariedade.

Além do lacrimejamento constante, outras alterações sinalizam a presença do glaucoma congênito, como a córnea esbranquiçada e maior que o normal, o crescimento do olho, fotofobia (aversão à luz) e a irritabilidade. O glaucoma congênito é caracterizado por um defeito no desenvolvimento da malha trabecular, dificultando a drenagem do humor aquoso, líquido que preenche o globo ocular, o que faz com que a pressão intraocular suba e provoque lesões no nervo óptico, causndo cegueira irreversível.

O diagnóstico pode ser feito logo após o nascimento pelo teste do olhinho, exame obrigatório em 11 estados do Brasil.

Porém, o lacrimejamento dos bebês também pode ser causado pela obstrução do canal lacrimal, situação que costuma atingir cerca de 6% dos recém-nascidos. Esta obstrução causa dificuldade de escoamento, o que predispõe à conjuntivite bacteriana e à triquíase (cílios voltados para dentro).

As lágrimas acumuladas podem colaborar também com a diminuição da acuidade visual e facilitar o desenvolvimento da ambliopia (comumente chamada de “olho preguiçoso”), maior causa de cegueira monocular entre crianças.

Cabe aos pais verificar se a criança passou pelo exame, que pode ser realizado em qualquer hospital. Em caso de dúvida, deve-se procurar um especialista. No caso do glaucoma, o único tratamento definitivo do glaucoma é a cirurgia que deve ser feita imediatamente após o diagnóstico. Já a obstrução lacrimal pode ser tratada com massagens diárias no canto interno do olho. Quando isso não funciona, é necessário que se faça uma cirurgia.



(Fonte: LDC Comunicação)

As aplicaçãos das luzes infravermelhas para melhorar a visão

Somente o jovem Nong Youhui é capaz de ver raios infravermelhos (um tipo de luz invisível aos humanos), o que dá a eles a capacidade de enxergar no escuro total, tal como os gatos – ou ainda melhor, conforme podemos observar neste artigo.

Mas agora, um estudo divulgado recentemente por cientistas da Escola de Medicina da Universidade de Washington informou que a visão é humana pode captar a presença deles.

Para comprovar essa teoria, os cientistas utilizaram células das retinas de ratos e de pessoas, além de lasers poderosos que emitem pulsos de luzes infravermelhas. Ao fazer isso, eles perceberam que, quando o laser pulsa rapidamente, células da retina que são sensíveis à luz ocasionalmente são atingidas duas vezes pela energia infravermelha – e, quando isso acontece, o olho é capaz de detectá-la fora do espectro visível.

“Estamos usando o que aprendemos nesses experimentos para tentar desenvolver uma nova ferramenta que vai permitir não apenas examinar o olho, mas também estimular partes específicas da retina para verificar se ela está funcionando corretamente. Esperamos que essa descoberta tenha aplicações bem práticas”, disse Vladimir J. Kefalov, professor de oftalmologia e ciências visuais da Universidade de Washington e um dos envolvidos na pesquisa.

Também foi informado que o estudo começou depois que os cientistas do time de pesquisa reportaram a possibilidade de ver, ocasionalmente, flashes de luzes verdes enquanto estavam trabalhando com o laser infravermelho – e que estes eram capazes de emitir ondas que eram consideradas invisíveis ao olho humano.

“Experimentamos pulsos de durações diferentes que entregavam o mesmo número de fótons (partículas de luz), e descobrimos que quanto mais curto o pulso, maior a chance da pessoa vê-lo. Apesar de a duração entre os pulsos ser curta a ponto de não ser percebida a olho nu, a existência deles foi muito importante para permitir que as pessoas enxergassem essa luz invisível”, explicou Frans Vinberg, um dos autores do estudo.

Geralmente, a retina é capaz de absorver uma partícula de luz para gerar uma molécula de fotopigmento, que começa o processo de converter luz para a visão. Convencionalmente, cada grande número de fotopigmentos absorve apenas um fóton, mas agrupá-los em um pulso curto da luz de um laser faz com que a energia combinada de duas partículas de luz sejam o bastante para permitir que o olho veja o que normalmente é invisível.

“O espectro visível inclui ondas de luz que possuem de 400 a 720 nanômetros de comprimento. Porém, se o pigmento de uma molécula na retina é atingido numa sucessão rápida por um par de fótons que possui 1.000 nanômetros de comprimento, essas partículas vão entregar a mesma quantidade de energia que um acerto simples de um fóton de 500 nanômetros, que é o espectro visível. É dessa forma que podemos vê-las”, concluiu Kefalov.

Eles, porém, não estão sozinhos nesta busca pelo uso da visão infravermelha.

Pesquisadores da Universidade de Michigan, chefiados pelo professor assistente Zhaohui Zhong, revelaram planos desenvolver uma lente de contato em grafeno que permitirá enxergar no escuro, proporcionando ao seu portador "visão noturna" infravermelha. Para isso, eles pretendem aproveitar as propriedades "especiais" do grafeno, que é capaz de detectar o espectro infravermelho, luz visível e ultravioleta.

A capacidade de detectar a luz em uma ampla faixa espectral é fundamental para diversas aplicações tecnológicas no processamento de imagens, sensoriamento, espectroscopia e comunicação. Se tudo der certo, Nong Youhui logo terá concorrência...



(Fontes: PNAS & MyScienceAcademy)

Os desafios do óculos de sol elétrico

O Social Video Electric Eyewear é um óculos de sol elétrico, projetado pela empresa estadunidense Vergence Labs, capaz de gravar exatamente aquilo que o usuário está enxergando. Alimentado com energia elétrica, suas lentes possuem um sistema de mudança cromática eletrônica, que permite o clareamento ou o escurecimento das lentes com um simples toque de botão.

O equipamento conta com uma pequena câmera instalada entre as duas lentes que é capaz de gravar vídeos em 720p (alta definição) através dos olhos do utilizador, seguindo os movimentos da retina e os salvando em um cartão microSD. O resultado do vídeo, assim, fica o mais próximo possível daquilo que os olhos estão vendo.

Os vídeos registrados podem ser compartilhados no site YouGen.TV, que, por sua vez, pode se conectar com as redes sociais. Esta conectividade, segundo a Vergence Labs tem o objetivo de oferecer ao usuário uma forma de “compartilhar as memórias de sua vida” com outras pessoas.

Os seus criadores já pensam em adicionar novas funções aos óculos, como o recurso de conectividade Wi-Fi, permitindo uma transmissão via streaming para smartphones e tablets. Outra ideia é incorporar um sistema de biometria no site de compartilhamento de vídeos, através de eletrônicos e sensores integrados. Mas para isto, precisa vencer o único inconveniente do aparelho, que está na autonomia de bateria, que é de apenas duas horas.

Outro desafio da Vergence Labs é alcançar o valor de US$ 50 mil em doações para começar a produzir os óculos.



(Fonte: Gizmag)

Exame oftalmológico pode detectar vírus HIV

Inflamações e infecções específicas são problemas de saúde que muitos médicos se deparam com frequência e podem estar associadas a várias doenças. A AIDS enquadra-se nesse quadro de patologias: atinge distintos órgãos do corpo humano, demanda por cuidados especiais, pode levar a consequências graves e quanto à visão pode levar até mesmo à perda ou gerar um quadro irreversível caso não se faça um tratamento precoce adequado. A atenção para as alterações oculares é mais do que relevante quando se trata de AIDS.

Conforme Victor Saques Neto, oftalmologista do Hospital Oftalmológico de Brasília (HOB), pacientes imunodeprimidos podem apresentar lesões oculares conhecidas como uveítes. A uveíte é um termo genérico para a inflamação de um ou todos os segmentos da úvea, que é composta pela íris (parte mais visível e colorida do olho), corpo ciliar (estrutura vascular do olho que produz o líquido transparente no globo ocular) e coróide (camada de vasos sanguíneos e tecido conjuntivo entre a esclera, parte branca do olho, e a retina). "As uveítes normalmente vem acompanhadas de dor, vermelhidão, fotofobia e baixa visual", explica o especialista.

Mesmo em tempos de sobrevida maior com as drogas disponíveis, o diagnóstico detalhado torna-se muito importante para se prevenir sequelas nas vistas de quem tem AIDS. De acordo com o Dr. Danilo Soriano, oftalmologista da Casa da AIDS, em São Paulo, atualmente o índice de pacientes soropositivos com infecções na visão diminuiu após a entrada dos medicamentos específicos para a AIDS (coquetéis antirretrovirais) e trazendo uma maior imunidade.

"Antes, de 30 a 50% dos pacientes tinham problemas na visão, já hoje isso chega a 10%. Essa redução, assim como as outras também, está relacionada à inibição da replicação do HIV", diz o médico, Outro aspecto apontado pelo médico é que a perda da visão, além de ser um fator limitante, provoca alterações psicológicas na vida de pacientes, dificulta atividades profissionais e o alerta deve ser constante para as questões oftalmológicas quando se refere à AIDS. "As doenças da visão associadas à AIDS são graves, destrutivas, agem rapidamente e em um mês o paciente pode ficar cego, por isso o tratamento da visão deve ser prioritário e imediato", diz ele.

Citomegalovírus e herpes são algumas das principais patologias que afetam pacientes com HIV e podem levar a sérios quadros na visão. Para o oftalmologista, muitos são os fatores que deflagram problemas envolvendo AIDS e visão, indo desde uma mudança no quadro clínico até efeitos decorrentes de medicação.

"Os pacientes com HIV são mais suscetíveis a infecções oculares (e gerais também), por isso qualquer alteração visual tem que ser levada em conta", diz Soriano. Uma aderência aos tratamentos aliada a controles frequentes são medidas que contribuem para resultados mais efetivos quando se trata da saúde dos olhos associada à AIDS.

Para prevenir dificuldades e até mesmo a perda visual, o acompanhamento passa a ser indispensável, pois se pode propor estratégias mais eficazes a fim de proteger ou tentar recuperar a visão diante da AIDS: "Mesmo se não há sintoma ocular, é preciso que se faça exames periódicos para ver se há início de alguma doença. É fundamental que os médicos orientem para tratamentos específicos e que os pacientes colaborem e sejam informados. Com a AIDS, o tempo é determinante", diz o médico.

O atual ministro da Saúde, Arthur Chioro, apresenta nesta segunda-feira (1/12) novos dados do Boletim Epidemiológico HIV-AIDS 2014. Na ocasião, também será divulgada a nova campanha publicitária. Os anúncios marcam o Dia Mundial de Luta contra a AIDS, celebrado neste 1º de dezembro. Na nova campanha, o Ministério chama atenção para os 30 anos da luta contra a AIDS no Brasil. 



(Fonte: Danilo Tovo via Dr.Visão)

A situação atual da infecção pelo HIV e as doenças oculares

Uma vez que o HIV é um tipo de vírus chamado retrovírus, a medicação usada para tratamento é a chamada anti-retroviral. Esses medicamentos poderosos controlam o vírus e diminuem a progressão da infecção por HIV. A quantidade de comprimidos que o paciente HIV positivo precisará tomar e a sua freqüência depende de quais medicamentos o médico escolher. Cada terapia antirretroviral altamente ativa é moldada para cada paciente individualmente.

No estágio atual de terapia antiretroviral altamente ativa (HAART), os desafios que pacientes portadores do vírus HIV enfrentam com relação às complicações oculares mudaram muito; no entanto, a morbidade ocular significativa persiste.

Existe, na literatura médica, uma constante atualização sobre esses desafios, com destaque para a literatura relevante dos últimos 12-18 meses. Embora sua incidência tenha diminuído substancialmente na era da HAART, o citomegalovírus (CMV) continua a ser uma importante causa de morbidade ocular e preditor de mortalidade.

O CMV pertence à família do herpesvírus, a mesma dos vírus da catapora, herpes simples, herpes genital e do herpes zoster. As manifestações clínicas da infecção pelo CMV variam de uma pessoa para outra e vão desde discreto mal-estar e febre baixa até doenças graves que comprometem o aparelho digestivo, sistema nervoso central e retina. O citomegalovírus nunca abandona o organismo da pessoa infectada, permanecendo em estado latente para que, em qualquer baixa na imunidade do hospedeiro, possa reativar a infecção.

Atualmente, os pacientes com CMV têm um risco aproximadamente igual de desenvolver uma complicação ocular em comparação com a era pré-HAART. Pouco se sabe sobre as considerações atuais epidemiológicas da sífilis e do HIV ocular, no entanto, pacientes com HIV podem ter maior probabilidade de uveíte posterior sifilítica.

Em relação à desordem neurorretiniana associada ao HIV, novas modalidades de imagem oftálmicas estão ajudando a descobrir potenciais alterações estruturais. Os desafios futuros na luta contra o HIV relacionados com a saúde dos olhos envolverão a identificação de fatores adicionais que conferem maior risco de retinite por CMV, a compreensão do escopo de sífilis ocular e outras infecções oculares em pacientes com HIV.

Além de aprofundar a compreensão das mudanças estruturais em desordem neurorretinianas como um possível indicador de danos em outros órgãos.

(Fonte: Optometric Physician)

Capacete! Motociclista, seus problemas terminaram!

Quem é motociclista sabe a dificuldade de verificar alguma informação no painel da moto enquanto realizavam uma manobra que exigia atenção no trânsito.

Como a posição de pilotagem frequentemente afasta a vista dos instrumentos, uma olhada rápida para baixo ou então na direção dos espelhos pode ser suficiente para causar um acidente.

Pensando nisso, alguns empreendedores criam equipamentos para mudar este quadro, como este capacete que oferece na viseira informações relevantes para o motociclista.

Ou como este gadget, de uma empresa chamada Bikesystems, que lançou uma campanha no Kick Starter para tentar dar início à produção do BikeHUD Adventure. Trata-se de um visor digital que, quando acoplado a um capacete, fornece uma interface clara ao motociclista com várias informações fundamentais, como velocidade, marcha engatada, hora e revoluções do motor.

Além desses dados mais básicos, o sistema também pode ser expandido com outros módulos e câmeras. Dessa forma, rodar um navegador GPS no display ou visualizar quem vem atrás de você fica muito mais fácil.

O pacote mais básico, que contém a última edição do BikeHUD Adventure, custa £ 245 (R$ 988 na cotação atual), enquanto a edição mais cara e completa sai por £ 2.788 (R$ 11.246).

Assista ao vídeo demonstrativo clicando neste link.



(Fonte: Kick Starter)

O futuro da TV está nos seus olhos

Uma tendência fácil de se observar é que as tecnologias ficam melhores quando acompanham o desenho natural do corpo humano, quando parecem absolutamente naturais. Quanto menos notamos a presença da máquina, mais impressionante é o resultado que ela entrega. É como as telas sensíveis ao toque, que tornaram intuitivo algo que toda pessoa já fez alguma vez, quando era criança. Simplesmente tocar a tela e, como acontece com tudo que é tocado por nós, movimentar os objetos dentro dela. Pois bem. Isso acabou de acontecer com as televisões. Elas ficaram naturais.

Saúde Visual já apresentou esta matéria falando sobre os aumentos no tamanho de tela, resolução e sobre o desenvolvimento constante na gama e na precisão de cor, resoluções e densidade de pixels mais altas, telas com melhor iluminação e menor reflexo e, claro, o que tudo isso pode causar na sua visão. Na matéria em questão, mencionamos a tecnologia OLED, mas tratamos especificamente das telas de LCD.

Agora, portanto, vamos falar da OLED, uma tecnologia criada pela LG Electronics, gigante multinacional sul-coreana, completamente diferente de tudo que está disponível no mercado. A tela tem uma curvatura que acompanha o nosso campo de visão. É uma gigantesca evolução quando você lembra que, há menos de uma década, as TVs de tubo eram meio barrigudinhas e colocavam quase toda a atenção no que estava no centro da tela. Mais tarde, vieram as TVs de tela plana, que amenizaram o problema. Parecia uma forma muito mais confortável de ver TV. Mas eis que surgiu a OLED e deixou a tela plana meio sem graça – e não apenas pela maravilhosa curvatura.

Ao incluir contraste perfeito, cores reais, design inovador ultra fino, tempo de resposta do painel mil vezes maior do que o de uma TV LED comum e um ângulo de visão perfeito, a LG levou a TV OLED ao nível da perfeição. É difícil imaginar para onde vão as inovações em TV depois que você assiste a qualquer coisa em OLED.

Por ter criado a tecnologia, a LG OLED se diferencia ainda mais dos outros aparelhos disponíveis no mercado por causa de uma série de características que, felizmente, você não vê – mas que fazem muita diferença. As TVs LCD têm 3 painéis principais: um traseiro para iluminação, um que produz cor e a tela de cristal líquido, que controla a intensidade da luz. As TVs OLED têm um único painel extremamente fino, com 4,3 mm de espessura, que acumula essas três funções. É muito mais velocidade e eficiência na transmissão de imagens.

Claro, uma tecnologia tão inovadora garante uma experiência visual diferente. Com pixels iluminados individualmente, a TV OLED tem contraste infinito, o que permite enxergar o preto verdadeiro em vez da cor acinzentada que encontramos em outras TVs. Além disso, a LG OLED tem um sistema de cor exclusivo, o WRGB (Whitte, Red, Green and Blue), que envolve um subpixel especial para a cor branca e garante brilho, cor e luminosidade melhores e maior eficiência energética.



(Fonte: Gizmodo)

Antidepressivos podem causar crise de glaucoma de ângulo fechado

Glaucoma agudo de ângulo fechado, ou apenas glaucoma de ângulo fechado, é uma emergência ocular que pode ser precipitada por certos tipos de medicamentos. A crise provoca ataques súbitos de aumento de pressão, em geral num só olho. Qualquer fator que provoque a dilatação da pupila - como uma escassa iluminação, gotas oftálmicas indicadas para dilatar a pupila antes de um exame ocular ou certos medicamentos orais ou injetados -, pode fazer com que a íris bloqueie a drenagem do fluido. Quando tal acontece, a pressão intra-ocular aumenta de repente.

Por conta disso, um estudo na província de Ontário, no Canadá, investigou a associação entre exposição recente a drogas antidepressivas e casos deste tipo de glaucoma. Eles foram identificados entre adultos com idades entre 66 anos ou mais entre os anos de 1998 e 2010. A conclusão aponta para o fato de que as drogas antidepressivas podem afetar um determinado número de neurotransmissores, que estão envolvidos na regulação da íris e que, por sua vez, podem precipitar as crises de glaucoma de ângulo fechado.

Usuários intermitentes de medicações antidepressivas foram identificados através da prescrição de receitas no anterior. Assim, o uso de antidepressivos no período imediatamente anterior à crise aguda de glaucoma de ângulo fechado foram determinadas e comparado com a exposição de antidepressivos em 2 períodos de controle anteriores.

Um total de 6470 pacientes se apresentou com esta crise durante o período do estudo. A idade média dos pacientes foi de 74,3 anos, e 66% eram do sexo feminino. No geral, 5,6% dos indivíduos eram usuários intermitentes de drogas antidepressivas no ano anterior.

Outro risco para o aumento de glaucoma de ângulo fechado também foi observado em vários subgrupos. A exposição recente a drogas antidepressivas está associada com um risco aumentado da crise associada a este tipo de glaucoma. Os médicos devem permanecer vigilantes para o desenvolvimento deste evento incomum, mas potencialmente grave, após o início da terapia com antidepressivos.



(Fonte: Seitz DP)

Brasileiros da região sudeste não cuidam bem dos olhos

Uma pesquisa inédita e internacional foi encomendada pela Zeiss, empresa global no campo da óptica, que comemora 100 anos de lançamento de suas primeiras lentes de precisão. O levantamento foi realizado pelo instituto inglês YouGov de forma direcionada, e ouviu mais de mil brasileiros de todas as regiões do país, entre homens e mulheres, em novembro de 2011.

Dentre todas, o destaque negativo ficou por conta da região sudeste, considerada a mais populosa e rica do Brasil, composta pelos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Os resultados comprovam que os brasileiros desta região não estão cuidando bem dos olhos.

A pesquisa revelou que 43% das pessoas que vivem no sudeste do Brasil sentem dificuldade visual para dirigir e que mais da metade dos entrevistados nessa região (60%) sente dificuldade visual para dirigir ou para enxergar a sinalização de trânsito durante a noite.

Estes números revelam, ainda, uma outra questão importante: Mais da metade (52%) da população do Sudeste afirmou que sente alguma dificuldade visual para ler um livro, por exemplo. Do total de pessoas ouvidas nessa região, 55% avaliaram sua visão como mediana ou muito ruim enquanto trabalham no escritório ou passam muito tempo em frente ao computador e outros 61% disseram terem algum tipo de problema para focar ou enxergar detalhes de longe.

Em contrapartida, dados da mesma pesquisa revelam que 90% das pessoas da região sudeste fariam exames oftalmológicos com mais frequência, se sentissem necessidade médica, enquanto outros 87%, fariam tais exames se soubessem que sua visão poderia ser melhorada.

A pesquisa também foi realizada em outros países como Alemanha, Itália, China e EUA e revelou que 42% dos entrevistados demoram mais de um ano para fazer uma consulta ou um exame oftalmológico. Este levantamento sobre a visão mundial é uma das várias novidades que a Zeiss traz ao Brasil neste centenário das suas primeiras lentes de precisão, que representaram um marco no segmento óptico. A tecnologia das lentes Zeiss está presente em produções de cinema e até mesmo no telescópio espacial Hubble.



(Fonte: Opticanet)

Implante digital de retina alimentado por energia solar

Não é novidade que pesquisadores do campo óptico estão sempre em busca de implantes eletrônicos capazes de restaurar a visão de cegos. Pesquisadores na Alemanha e nos EUA, por exemplo, estão testando implantes que visam devolver a visão a pessoas com distrofia retiniana, uma condição hereditária ou relacionada com a idade e que causa degeneração dos fotorreceptores - células sensíveis à luz na retina - levando à cegueira. Uma doença que afeta 15 milhões de pessoas em todo o mundo.

Outro experimento do gênero busca tratar de pessoas com retinite pigmentosa, tipo de degeneração da retina que leva à perda da visão. Os pacientes afetados receberam um implante ocular que restaura a visão. Estas "próteses visuais" visam estimular artificialmente a retina com sinais elétricos que são alimentados pelo nervo óptico para o córtex visual.

Acontece que os nervos do olho normalmente têm dificuldades em adaptar-se a entrada visual e param a transmissão de sinais, após um curto período de tempo. Agora, isso está prestes a mudar graças a um time de pesquisadores da Universidade de Stanford, da Califórnia, que construíram um implante digital a partir de pixels fotovoltaicos infravermelhos, capaz de gerar a sua própria energia.

Os pesquisadores, liderados pelo professor de oftalmologia Daniel Palanker, apresentaram o implante digital para a revista New Scientist e explicaram que o sistema trabalha usando um par de óculos capaz de obter informações visuais. Os óculos então retransmitem os dados para um chip implantado no olho usando um feixe de luz infravermelha de baixa intensidade — porque a luz natural é mil vezes mais fraca perto do que é necessário para fazer o implante funcionar. O implante detecta essa luz infravermelha e a converte em uma suave atividade elétrica ao longo da sua superfície, que por sua vez estimula os neurônios permitindo ao paciente “ver”.

Em suma, o implante funciona como um pequeno painel solar, do tamanho de uma ponta de lápis que reage apenas à luz quase infravermelha, invisível aos seres humanos. O resultado é projetado na forma de radiação infravermelha, e os sinais captados pelo implante são então enviados ao cérebro. No laboratório, o dispositivo funcionou, estimulando a retina de ratos cegos e os sinais alcançaram seu cérebro.

Daniel Palanker ressalva que a solução não permite a reconstrução de imagens coloridas e que a visão resultante tem uma resolução muito abaixo da visão normal. Mesmo assim, os pesquisadores continuam em busca de patrocínio para produzir o implante para seres humanos.



(Fonte: Nature Photonics)

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Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo.

Kurt Cobain

O homem acredita mais com os olhos do que com os ouvidos.

Sêneca

Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem seu verdadeiro amor.

Paulo Coelho

Guarda-me, como a menina dos seus olhos. Ela é a tal, sei que ela pode ser mil, mas não existe outra igual.

Chico Buarque

O homem que não tem os olhos abertos para o misterioso passará pela vida sem ver nada.

Albert Einstein

A verdadeira viagem não está em sair a procura de novas paisagens, mas em possuir novos olhos.

Marcel Proust

Só se vê bem com o coração. O essencial é invisível aos olhos.

Antoine de Saint-Exupéry

Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem.

Blaise Pascal

Olhos nos olhos, quero ver o que você diz. Quero ver como suporta me ver tão feliz.

Chico Buarque

Mulher, teus olhos são meus livros.

Machado de Assis

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