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Ratos têm uma dupla visão do mundo e enxergam tudo em volta

Se você é daquelas pessoas que sempre se perguntam como é que os ratos, na maioria das vezes, conseguem escapar das armadilhas preparadas para eles ou mesmo dos objetos atirados em sua direção ou, ainda, porque o Tom nunca pegou o Jerry, então esta matéria foi feita para você!

Uma equipe de cientistas do Instituto Max Planck para Biologia Cibernética, de Tubinga, na Alemanha, observou e caracterizou, pela primeira vez, os movimentos dos olhos de ratos que circulavam livremente. Eles adaptaram câmeras de alta velocidade miniaturizadas pesando apenas cerca de um grama nas cabeças dos animais, para gravar seus movimentos oculares extremamente rápidos com grande precisão. Os cientistas também usaram um novo método para medir a posição e a direção da cabeça, permitindo-lhes reconstruir a linha exata da vista dos ratos a qualquer momento e descobriram que os ratos movem os olhos em direções opostas, tanto na horizontal quanto na vertical, enquanto correm.

Cada olho se move numa direção diferente, dependendo da mudança de posição da cabeça do animal. Uma análise do campo de visão em ambos os olhos descobriu que os movimentos oculares excluem a possibilidade de que os ratos fundem a informação visual em uma única imagem, como fazem os humanos. Em vez disso, os olhos se movem de tal forma que permitem que o espaço por cima deles se mantenha permanentemente ao alcance da vista - presumivelmente uma adaptação para ajudar a lidar com a grande ameaça de aves predadoras que os roedores enfrentam em seu ambiente natural.

Como muitos mamíferos, os ratos têm os olhos nas laterais da cabeça. Isto lhes proporciona um vasto campo visual, útil para a detecção de predadores. No entanto, a visão tridimensional requer sobreposição dos campos visuais dos dois olhos. Assim, o sistema visual destes animais deve satisfazer duas exigências contraditórias, ao mesmo tempo: por um lado, o máximo de vigilância, e por outro lado, a visão binocular detalhada.

Ou seja, embora os ratos processem a informação visual de seus olhos através das vias cerebrais de forma muito semelhante a outros mamíferos, os olhos evidentemente se movem de uma maneira totalmente diferente.

Numa série de experiências comportamentais, os neurobiologistas também descobriram que os movimentos oculares dependem, em grande parte, da posição da cabeça do animal. “Quando a cabeça aponta para baixo, os olhos movem-se para trás, para longe da ponta do nariz. Quando o rato levanta a cabeça, os olhos vão para frente. Se o animal põe a cabeça de um lado, o olho do lado inferior se move para cima e o outro olho se move para baixo”, explica Jason Kerr do Instituto Max Planck para Biologia Cibernética que comandou a pesquisa.

Nos seres humanos, a direção dos olhos deve estar alinhada, caso contrário um objeto não pode ser fixado. Um desvio medindo menos do que um único grau do campo de visão é suficiente para causar visão dupla. Além disso, o movimento dos olhos pode ser considerado estereotipado, pois os dois olhos se movem juntos e sempre seguem o mesmo objeto.

Nos ratos, os movimentos oculares opostos entre o olho esquerdo e direito significam que a linha de visão varia 40° em relação ao plano horizontal e até 60° no plano vertical. A consequência destes movimentos incomuns é que, independentemente dos movimentos de cabeça em todos os planos, os olhos sempre se movem de modo a garantir que a área acima do animal seja observada por ambos os olhos, algo que não ocorre em outra região do campo visual do rato. Esses movimentos oculares anormais parecem ser o caminho do sistema visual para se adaptar às condições de vida dos animais, uma vez que eles são caçados por inúmeras espécies de aves. Fora as ratoeiras, os gatos e os objetos arremessados, claro.


(Fonte: Science Daily)

Ficar cego de amor pode significar problema cardíaco

Dizem que o amor é cego. Acontece que esta afirmativa está além das poesias. O amor pode cegar mesmo, de verdade. E quem garante isso são médicos da Dinamarca que divulgaram o caso de um homem de 66 anos que, cada vez que tinha um orgasmo, perdia a visão em um olho.

A notícia já causa espanto ao informar que o tal paciente tinha relações sexuais de duas a três vezes por semana. Nada mal para um cara de 66 anos, certo? Porém, cada vez que tinha um orgasmo, o sortudo ficava cego de um olho por alguns minutos – o que pode arruinar o momento, como é fácil imaginar.

Os médicos explicaram que a resposta fisiológica à atividade sexual inclui um aumento na atividade do sistema nervoso simpático, frequência cardíaca e pressão arterial sistólica. O paciente apresentou perda visual monocular transitória cada vez que atingiu o clímax da relação sexual, mas nunca durante a realização de exercício físico extenuante. Mecanismos hipotéticos de perda visual monocular transitória incluem vasoconstrição ou embolia no fornecimento de sangue arterial do olho.

Mas antes que as moças riam da situação, é bom saber que o problema também atinge mulheres.

Um médico no Texas (EUA) disse que uma paciente sua, de 48 anos, afirmava ter o mesmo problema. Trinta minutos de atividade sexual e ela começava a sofrer com dores de cabeça e perdia, momentaneamente, a visão de um dos olhos.

Então alguém pode achar que o problema está relacionado à idade, já que os dois casos envolvem pessoas acima dos 40 anos, mas não se trata disso. Segundo médicos, a perda da visão durante as relações sexuais afeta principalmente pessoas que sofrem de problemas cardiovasculares.

O problema é chamado de perda de visão momentânea mono-ocular e ocorre por causa de algum problema vascular. Quando a pessoa chega ao clímax, um pedaço de tecido gorduroso da carótida se desloca até as veias que fornecem sangue para um dos olhos e bloqueia a passagem, fazendo com que o paciente tenha perda momentânea da visão.

Os especialistas afirmam que a existência deste distúrbio, portanto, pode ser um sintoma de que a pessoa sofre de algum problema cardíaco grave e o tratamento é feito com remédios vasodilatadores. Existem casos mais graves que precisam ser tratados com cirurgia.

O fato é que, se na hora do bem-bom você fica literalmente cego de prazer, é o momento de procurar um médico. Detalhe: estamos falando de orgasmos e não, necessariamente, de relação sexual. Se é que você nos entende...


(Fonte: The Body Odd)

Serviço de Utilidade Óptica: dicas para escolher óculos

Escolher óculos pode parecer simples. Ou deveria ser. Mas diante de tantas variedades de armações e lentes, fora a tecnologia cada vez maior na área óptica, esta decisão acaba envolvendo mais que o velho conceito de custo X benefício, passando a exigir diversos cuidados.

Assim, em mais um serviço de utilidade óptica, Saúde Visual apresenta algumas dicas de como escolher um óculos, trazendo informações relacionadas tanto ao estilo - focando nas armações - como à saúde visual propriamente dita - priorizando as lentes.  As informações foram colhidas com o esteta óptico Miguel Gianinni e a médica oftalmologista Marcia Beatriz Tartarella.

1. Consulte um oftalmologista

O primeiro passo é óbvio, mas vale à pena repetir. Somente um oftalmologista pode avaliar a saúde visual fazendo um diagnóstico completo e além disso, avaliar também o grau necessário dos óculos.

2. Escolha uma ótica de sua confiança

Agora que você já está em dia com sua saúde visual, chega o momento de escolher os óculos.   Lembre-se que a função principal dele é corrigir a visão. Não é à toa que o esteta óptico Miguel Gianinni costuma utilizar a expressão “necessório” quando fala dos óculos. Segundo ele, antigamente, os óculos eram um aparelho corretor: “Lutamos até chegarmos à época em que ele se tornou um acessório, e hoje ele é um necessório”, brinca. Essa duplicidade “acessório necessário” é, na opinião de Gianinni, o que melhor caracteriza os óculos nos dias de hoje.

3. Escolha primeiro a lente

Aqui, deve-se salientar que se a escolha da armação é importante, porém, é preciso ter ainda mais cuidado no momento de escolher as lentes. Nesse sentido, a médica oftalmologista Dra. Marcia Beatriz Tartarella alerta: “Antes de escolher a armação, deve-se verificar se ela é compatível com as lentes prescritas pelo oftalmologista, pois alguns tipos de lentes podem não ser adequados para todos os tipos de armações”.

Portanto, é importante se informar sobre diferentes marcas e tipos de tratamentos, e ver qual a mais adequada ao seu perfil. Os tratamentos mais utilizados atualmente são o tratamento antirreflexo e antirrisco. O antirreflexo diminui os reflexos indesejáveis e proporciona maior segurança ao dirigir à noite e por último, porém não menos importante, o antirrisco oferece uma proteção maior contra riscos nas lentes e, portanto, maior durabilidade, além de diminuir a difusão da luz. A médica ainda alerta que as lentes devem ser resistentes à queda e ter proteção ultravioleta.

As lentes de grau também devem ser escolhidas conforme a atividade profissional e as necessidades visuais de cada um. Atualmente existem tecnologias que, além da correção, permitem controlar a luminosidade, como as lentes fotossensíveis. “Muitos profissionais trabalham em escritório, mas saem de carro para visitar clientes ou para almoçar. No dia a dia obteremos uma melhor performance e conforto visual com o uso de lentes fotossensíveis, que escurecem gradualmente conforme as condições de luminosidade”, observa a médica.  Ela complementa explicando que as lentes fotossensíveis têm 100% de proteção aos raios UV e previnem os malefícios destas radiações, como a catarata e as degenerações de retina e mácula, além de proporcionar melhor qualidade de visão na medida em que oferece contraste mais nítido das cores.

4. Lente escolhida? Então é o momento de escolher a armação

O mais importante na escolha dos óculos é o perfil psicológico. “A pessoa não pode se influenciar, tem que ser aquilo que realmente comporta na personalidade dela”, define Gianinni. Para pessoas introvertidas, por exemplo, a recomendação é brincar com cores pastéis. “Nesses casos, os óculos não podem falar mais alto que a própria pessoa”, explica. Para pessoas que, por vezes, tem que passar credibilidade, por conta da profissão, por exemplo, a dica é escolher armações com mais textura, hastes um pouco mais largas e cores mais escuras, como preto.

Gianinni explica também que não existem especificidades de óculos para rosto comprido, rosto largo, o que importa é o centro de uma expressão: “Os óculos tem que vir em uma forma anatômica acima do nariz, a ponte tem que estar bem confortável”. No entanto, alerta que a única coisa que realmente deve ser respeitada é as sobrancelhas, que são o primeiro auxiliar da expressão. “As sobrancelhas devem estar totalmente livres, tem que abrir a expressão”, afirma. A exceção, segundo ele, são as linhas vintage, “esses olhos enormes”, explica. São armações maiores, que cobrem o olho e a sobrancelha. Mas, ainda nesse caso, segundo ele, a sobrancelha fica por dentro, mas não foi anulada, “o que elas não podem é serem anuladas”, crava.

Ele lembra que óculos são o único acessório que tem autonomia. A cor, por exemplo, não precisa combinar com a roupa, o sapato, ou a bolsa, mas alerta que aqueles que dependem de óculos devem ter um kit básico de dois ou três exemplares, para ambientes cotidianos e o social. “As pessoas, às vezes, não gostam de óculos porque tem apenas um”, alerta.

5. Manutenção

Após escolher a lente e a armação de uma maneira que privilegie a saúde, o conforto visual e o estilo é preciso investir na manutenção da peça. “É importante consultar uma ótica no mínimo a cada três meses para saber se os óculos estão bem alinhados”, explica Gianinni. De acordo com ele, se os óculos estão caindo, ou começam a ficar largos e o peso aumenta acima do nariz, é necessário consultar um profissional para que a distribuição fique correta e os óculos sejam confortáveis. Para finalizar, a Dra. Marcia Beatriz também alerta para a importância de não deixar o grau ficar defasado, já que isso pode causar sono ou cansaço na leitura. A recomendação da médica é ir a um oftalmologista regularmente.

Alguma dúvida ou sugestão? Fale conosco!


(Fonte: Agência Ideal)

Cores proibidas: audaciosamente indo além da visão humana

Saúde Visual apresentou este um estudo realizado por Jay Neitz, da Universidade de Washington (EUA), publicado no periódico Nature, afirmando que as pessoas não veem as mesmas cores quando olham para objetos semelhantes pois os neurônios não são configurados para responder a cor de uma forma padrão.

Ou seja, a discordância ocorre porque temos repertórios diferentes para cores, uma habilidade que pode ser desenvolvida ao longo da vida. É o caso dos indivíduos que possuem uma sensibilidade artística apurada e conseguem detectar mais tonalidades de cores, como os pintores e desenhistas, cujo repertório de cores é mais ampliado, fruto de muito treino e muita mistura.

Mesmo não sendo um Claude Monet, sabemos que misturar duas cores gera uma terceira cor, e não realmente uma fusão dessas duas cores. Quando juntamos verde com vermelho, por exemplo, o resultado é uma espécie de marrom, e não uma cor “vermelho-esverdeada” de fato. Embora existam, essas legítimas cores fusionadas estão além da capacidade de visão do olho humano: são as chamadas “cores proibidas”.

A origem dessa impossibilidade está no que a ciência chama de “processo oponente”. Os já citados verde e vermelho são duas tonalidades com frequências de luz distintas. Quando enxergamos vermelho, um grupo de células na retina entra em atividade, e dessa forma o cérebro sabe que deve enxergar essa cor.

No entanto, se houver alguma incidência de luz verde, o mesmo neurônio tem a atividade inibida, e assim enxergaremos o verde. Como as células não podem estar ativadas e desativadas ao mesmo tempo, só podemos ver uma cor ou outra. Da mesma forma, funciona a relação do preto com o branco e o azul em oposição ao amarelo.

Esta “revolução das cores” aconteceu em 1983, quando Hewitt Crane e seu colega Thomas Piantanida, dois cientistas estadunidenses, fizeram um experimento posteriormente publicado na revista Science. Voluntários foram colocados em frente a um painel que apresentava faixas alternadas de luz verde/vermelha ou amarela/azul. Um rastreador ocular, então, fez a distinção: dentro da retina de cada pessoa, metade das células recebia apenas a coloração verde, por exemplo, e outra metade das células apenas enxergava o vermelho.

Para surpresa dos voluntários as fronteiras entre as faixas começaram a sumir, e uma cor foi inundando pouco a pouco o espaço da outra. No final das contas, eles relataram ter observado cores que nunca haviam visto antes. Ninguém sabia descrever o que via, a cor era “simultaneamente verde e vermelha”, ou azul e amarela. E um dos voluntários era um pintor. Portanto, uma pessoa com um vasto ‘vocabulário’ de cores.

Em 2006, porém, Po-Jang Hsieh e seus colegas do Dartmouth College conduziram uma variação do experimento de 1983. Desta vez, eles forneceram aos participantes um mapa de cores em uma tela de computador, e pediu-lhes para encontrar uma correspondência para a cor quando aparecesse a imagem de listras alternadas. Quando surgiram as listras alternadas das cores verdes e vermelhas, os participantes do estudo não tiveram problemas para escolher a cor “lama marrom”. Isso foi o suficiente para Hsieh determinar que uma cor percebida durante a mistura de cores é apenas uma cor intermediária, nada mais. "Só porque a cor não pode ser identificada não significa que ele seja uma cor proibida", concluiu o cientista.

Seria o fim das “cores proibidas”, afinal? Nada disso!

Vince Billock, associado sênior no Research Laboratory do Conselho Nacional da Força Aérea dos EUA, realizou diversos experimentos ao longo da última década, através dos quais ele e seus colegas acreditam conseguir provar a existência de cores proibidas. Billock argumenta que o estudo de Hsieh não conseguiu gerar as cores, porque deixou de fora um componente-chave da configuração: os rastreadores oculares. Hsieh apenas tinha voluntários fixando o olhar em imagens listradas, ele não usou a estabilização da retina.

Os estudos de Billock identificaram, dentro de um espectro, a existência de cores proibidas e como seriam essas cores. O “vermelho esverdeado”, por exemplo, é uma espécie de cor lamacenta, não muito diferente daquela que se obtém quando misturamos as duas tintas. Esta cor mista seria uma das chamadas “cores proibidas”: já se sabe como ela é, mas o olho comum não é capaz de vê-la sem ajuda de aparelhos.

Como não existem meios de enxergar essas cores naturalmente, elas só são vistas através do velho processo de rastreamento ocular que estabiliza a retina. O que falta acontecer, portanto, é que alguém invente uma espécie de aparelho conversor, algo como um visualizador automático de cores proibidas, audaciosamente indo onde nossa visão nunca esteve. Coisa de ficção-científica.


(Fonte: LiveScience)

A oftalmologia fazendo a ligação entre inteligência e saúde mental

O cientista Idan Shalev e seus colegas pesquisadores da Duke University, nos EUA, decidiram verificar se a inteligência pode servir como um marcador que indica a saúde do cérebro, e, especificamente, a saúde do sistema de vasos sanguíneos que fornece oxigênio e nutrientes para o cérebro.

Para investigar uma possível ligação entre a inteligência e a saúde do cérebro, os pesquisadores pegaram emprestada a tecnologia a partir de um domínio um pouco inesperado, porém muito conhecido nosso: a oftalmologia.

Com o auxílio de imagens digitais da retina, Shalev e seus colegas obtiveram uma janela para as condições vasculares no cérebro, olhando para os pequenos vasos sanguíneos da retina, localizados na parte de trás do olho. Estes vasos compartilham tamanho, estrutura e função semelhante a vasos sanguíneos no cérebro e podem fornecer uma maneira de examinar a saúde do cérebro em seres humanos vivos.

Eles examinaram dados de mais de 1 mil pessoas nascidas entre abril de 1972 e março 1973, em Dunedin, Nova Zelândia. Os resultados mostraram que a presença de vênulas retinianas maiores foi ligada a menores pontuações de QI aos 38 anos, mesmo depois que os pesquisadores avaliaram vários fatores que poderiam influenciar no resultado, como saúde, estilo de vida e meio ambiente. Segundo os dados, estas pessoas também apresentaram menor QI na infância, um total de 25 anos antes.

Os indivíduos que apresentaram estas vênulas retinianas maiores mostraram evidências de déficits cognitivos em geral, com menor pontuação em numerosas medidas de funcionamento neuropsicológico, incluindo compreensão verbal, raciocínio perceptual, memória de trabalho e função executiva.

A pesquisa, cujos resultados foram publicados no Psychological Science, mostra que os jovens que pontuam pouco em testes como o quociente de inteligência – o popular teste de QI -, tendem a ter piores condições de saúde e vida útil mais curta e que fatores como status socioeconômico e comportamentos de saúde não são plenamente responsáveis por essa relação.

Para o Dr. Shalev, a largura dos vasos sanguíneos da retina pode indicar a saúde do cérebro anos antes do início da demência e outras deficiências já que os resultados sugerem que os processos que relacionam a saúde vascular e funcionamento cognitivo começam muito mais cedo do que inicialmente se supunha, anos antes do início da demência e outros declínios no funcionamento do cérebro relacionado à idade.

“A imagem digital da retina é uma ferramenta que está sendo utilizada hoje principalmente por oftalmologistas para estudar doenças do olho. Mas nossos resultados iniciais indicam que ela pode ser um instrumento de investigação útil para os cientistas psicológicos que querem estudar a relação entre inteligência e saúde ao longo da vida”, afirma Shalev.

A equipe acredita que um maior conhecimento sobre os vasos da retina pode permitir desenvolver melhores diagnósticos e tratamentos visando aumentar os níveis de oxigênio no cérebro e, desta forma, evitar o agravamento de habilidades cognitivas no decorrer da vida de uma pessoa.


(Fonte: Isaúde)

Milhares de movimentos dos olhos impedem cegueira

Saúde Visual já apresentou nesta matéria uma pesquisa sobre a importância da piscadela de olhos, além de hidratar e oxigenar a córnea. Este é apenas um dos muitos movimentos utilizados inconscientemente por nós para proteger nossos olhos e nossa visão. Um dos que mais intrigavam os especialistas eram os movimentos involutários, pequenos 'saltos' imperceptíveis dos olhos.

Há muito tempo que especialistas apontaram tais movimentos como o resultado acidental de sinais nervosos. Também se descobriu que, como há vasos sanguíneos no interno do olho criando um efeito de ‘fiação entre a lente e o filme’, estes movimentos rápidos permitem que o olho consiga ter um campo de visão completo sem pontos cegos.

Mas uma nova pesquisa mostra que estes movimentos estão ativamente controlados pela mesma região do cérebro usada para buscar uma notícia no jornal ou acompanhar um objeto em movimento. Os cientistas agora acham que esses movimentos também tem uma função vital – já que atualizam as imagens gravadas na retina que, de outra forma, desapareceriam.

Richard Krauzlis, do Instituto Salk, em La Jolla, Califórnia, que coordenou os estudos, manteve o foco na região do cérebro que é responsável pelos movimentos oculares de “seguir” um objeto e descobriu que esta região desempenhou um papel fundamental no mecanismo que também controlava os movimentos quase imperceptíveis e que um olhar totalmente fixo e firme é impossível. Mesmo quando tentamos fixar os olhos em um objeto que está parado, nossos olhos estão sempre se movendo.

E estes milhares de movimentos com os olhos nos impedem de perder a visão. Isto porque, segundo a pesquisa, cujas descobertas foram publicadas na revista Science, os movimentos “nervosos” são necessários para a visão normal por criar uma situação que ‘refresca’ a retina.

O Co-autor da pesquisa, Dr. Ziad Hafed, também do Instituto Salk, afirmou que as imagens que se formam na retina eventualmente desapareceriam de nossa visão se fossem perfeitamente estáticas. “Os pequenos movimentos dos olhos, no entanto, permitem que a cena que vemos mude, mesmo que imperceptivelmente, e atualizem a imagem formada constantemente” explica Hafed. Ainda que levemente, esta mudança refresca nossa retina e isso faz com que não fiquemos cegos completamente.


(Fonte: The Telegraph)

O sucesso da "Galinha Pintadinha" pode estar nos olhos dos bebês

Antigamente, acreditava-se que os recém-nascidos não tinham capacidade para enxergar o que se passava ao seu redor. No entanto, essa teoria se provou errada. Já no ventre materno, a criança começa o desenvolvimento da visão. Isto acontece por volta da sétima semana de gestação. Já nos primeiros dias de vida a criança vê tudo plano, mas, após a terceira semana, já levanta a mão num gesto de defesa quando um objeto se aproxima rapidamente em direção aos seus olhos.

É por este mesmo reflexo que os bebês têm motivos para não se distraírem com filmes movimentados: eles podem não conseguir identificar as imagens. Isso porque movimentos rápidos e mudanças de imagens em um curto espaço de tempo podem ser vistas como borrões por eles, de acordo com um novo estudo.

Embora os bebês consigam ver o movimento, eles não são capazes de identificar os elementos individuais dentro de uma cena, como um adulto pode. Isso porque os cérebros dos bebês desenvolvem gradualmente a capacidade de usar a informação visual. Eles demoram alguns meses até aprimorarem a visão, descobrindo o mundo que se revela ao redor deles.

O limite de velocidade em que os bebês podem reconhecer cada alteração de imagem é de cerca de meio segundo. Isso é cerca de 10 vezes mais lento do que a capacidade de visão dos adultos, que podem reconhecer mudanças rápidas e individuais que ocorrem de 50 a 70 milissegundos.

Pesquisadores determinaram o limite de velocidade que bebês podem captar visualmente a partir de um monitoramento do movimento dos olhos de um grupo de bebês com 6 a 15 meses de idade. Eles alternaram quadrados de diferentes cores e descobriram que crianças de 6 a 9 meses podem diferenciar quadros que se alteram no equivalente a uma piscada de olho de 2 segundos. Já os bebês de 15 meses podem identificar imagens que se alteram entre duas piscadas – oito vezes mais lento do que adultos que realizaram a experiência.

A pesquisa, que foi publicada recentemente na revista Psychological Science, sugere que um programa de TV ou filme em que as cenas são mais rápidas do que dois quadros por segundo são vistos como um borrão por crianças com menos de 15 meses. Filmes com 24 quadros por segundo, por exemplo, são rápidos demais para os bebês decifrarem.

Portanto, é mais fácil para a criança acompanhar um desenho bem colorido, com cenas suaves, músicas delicadas e personagens fofinhos. Tipo uma galinha de penas azuis, crista vermelhinha, perna amarelinha... pó, póóóó...


(Fonte: Live Science)

Olhos cem vezes mais eficientes

Quem gosta de pets adora este tipo de matéria, mas, quem não é muito fã, pode questionar o motivo de Saúde Visual publicar artigos assim.

O motivo é que os sentidos dos animais ainda é um campo cheio de mistérios. Tanto que são feitos estudos de várias espécies para buscar respostas que, em um futuro próximo, podem nos surpreender e até nos ajudar já que, apesar dos cientistas não precisaram em que lugar ficaria o homem na lista dos bons de olho, é provável que não consigamos ficar, sequer, entre os 10 melhores colocados – e cada nova descoberta nos deixa numa situação ainda mais delicada.

É o caso dos tubarões da família Scyliorhinidae. Segundo uma pesquisa, liderada pelos cientistas do Museu Americano de História Natural, mostra que estes animais emitem e são capazes de enxergar luz fluorescente emitida por seus corpos. É possível que eles usem essa capacidade para se comunicar com membros da mesma espécie em águas profundas. A experiência, publicada na revista Scientific Reports, usou câmeras especiais que imitam os olhos do tubarão para registrar o fenômeno, que não pode ser visto pelos olhos humanos

O estudo focou na habilidade visual desses animais, mostrando que os seus olhos eram capazes de absorver a luz emitida pelos corpos dos outros. Usando uma técnica chamada microespectrofotometria, os pesquisadores conseguiram identificar uma variedade de pigmentos que permite que enxerguem em ambiente de pouca luz.

“Os olhos dos tubarões podem ser cem vezes mais eficientes que os nossos em condições de pouca luz. Eles nadam em áreas que são incrivelmente difíceis para o ser humano conseguir ver algo. Mas é onde eles têm vivido por mais de 400 milhões de anos, então eles se adaptaram a essa condição de luz”, contou David Gruber, autor do estudo e pesquisador do Museu Americano de História Natural.

Com essas informações, foi possível construir uma câmera especial que simula como os tubarões enxergam embaixo d’água. As imagens captadas mostraram contrastes nos padrões de fluorescência. A luz emitida era mais forte quanto maior a profundidade dos animais, sugerindo que eles não só podem enxergar a luz como conseguem usá-la para se comunicar com outros.



(Fonte: G1)

"Peixes" brasileiros criam hábitos de morcego

Uma Olimpíada sempre requer dos atletas adaptações de horário, seja pelo fuso, seja pela escala de competições. Nos Jogos do Rio de Janeiro, tal exigência recaiu sobre um grupo pouco acostumado a surpresas neste departamento: o dos nadadores.

Atendendo a um pedido da NBC, a rede de TV americana que detém os direitos de cobertura para os Estados Unidos e precisa ficar de olho nos vários fusos horários do país, o Comitê Olímpico Internacional (COI) marcou as finais da modalidade entre 22h e meia-noite. Também há chance de, no dia anterior ou seguinte, o mesmo atleta estar de novo na piscina à tarde, para as eliminatórias.

A divulgação dos horários em 2014 foi motivo de chiadeira nas diversas delegações, sem sucesso. Diante disso, o jeito foi criar mecanismos para facilitar a natação tarde da noite.

Na equipe brasileira, a estratégia foi atrasar o relógio biológico dos nadadores em três horas. Eles estão acordando às 10h, almoçando às 15h e jantando às 23h. A partir do anoitecer, usam óculos especiais que fazem tudo parecer mais claro, e assim tapeiam o cérebro para que pareça mais cedo. Funciona, porque o organismo humano se regula pela presença da luz: luminosidade aumenta a temperatura do corpo, favorecendo a atividade; escuridão a reduz, sinalizando que é hora de dormir.

Os leitores do Saúde Visual já foram apresentados a este dispositivo: trata-se do Re-Timer, criado por cientistas da Universidade de Flinders, na Austrália.

Se seguisse sua rotina normal, o corpo dos nadadores teria a temperatura em baixa entre 21h e 22h da noite, atrapalhando seu rendimento quando mais precisam. O resultado seria perda considerável de concentração e reflexo. Daí a necessidade dos horários estendidos e dos óculos nesta semana de aclimatação e treinamento da equipe em São Paulo – tudo para o organismo achar que ainda é dia claro e tirar partido de todo o seu potencial nas provas decisivas.

Além de driblar o relógio biológico para obter máximo desempenho, a preparação dos atletas para as provas noturnas também cuidou de obter sua recuperação pós-prova no menor tempo possível dentro das novas condições.

Para isso, monitorou por dois anos, através de pulseiras medidoras de condições físicas, as necessidades do organismo de cada nadador. Há os que precisam de mais horas de sono. Há os que não vivem sem cochilos.

A adequação aos horários das provas exige que os atletas durmam assim que voltarem para seus quartos, o que não será fácil. Eles estarão sob efeito da agitação das entregas de medalha, entrevistas e testes antidoping e da alta taxa de adrenalina e endorfina produzida pelo esforço. Um recurso que tem sido usado é uma luva gelada que remove o calor da palma da mão e, fazendo o frio circular pela corrente sanguínea, baixa também a temperatura do corpo todo, dando sensação de relaxamento.



(Fonte: Revista Veja)

Continue a nadar, continue a nadar...

A tecnologia assistiva está sempre trazendo novidades, o que é uma ótima notícia, principalmente para os deficientes. Porém todos podem se beneficiar de ações do gênero, como veremos agora.

Embora vivam rodeadas pelo mar e encontrem muitos rios e lagos em seu cotidiano, uma em cada cinco crianças suecas não sabe nadar. Uma campanha em curso no país está utilizando a realidade virtual para motivar os pequenos a perderem o medo d'água.

Ao fazerem um mergulho virtual em uma piscina, eles são "recepcionados" na água por nadadores do time olímpico sueco, que conversam e fazem brincadeiras. Após a experiência, as crianças são levadas a uma piscina real. Segundo os organizadores da campanha, o resultado tem sido bastante positivo, em mais um caso de sucesso de terapias de exposição à realidade virtual. Confira no vídeo abaixo(aperte o símbolo de legendas para exibir as mesmas em inglês):

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video


(Fonte: VRScout)

Voice Over - importante, mas limitado (ainda)

Uma atualização do Facebook passa a descrever imagens postadas na rede para pessoas com deficiência visual. O recurso só está disponível para iOS e, infelizmente, só funciona em inglês e para poucos usuários. A empresa já prometeu a funcionalidade para Android e a expansão para outras línguas.

Chamado de “automatic alternative text”, o recurso utiliza aprendizado de máquina para descrever o que está aparecendo na tela para o usuário. Após ter o app atualizado, a ativação consiste em ligar o recurso Voice Over no iOS: Ajustes > Geral > Acessibilidade > Voice Over.

Sobre o novo recurso, explica o Facebook em um blog post:

“Antes disso, pessoas usando recursos que leem o que aparece na tela ao navegar no Facebook tinham acesso apenas ao nome do usuário que compartilhou a foto, seguido pelo termo “foto”, quando era o caso de uma imagem. Agora, nós podemos oferecer uma descrição mais rica sobre o que está na foto, graças ao automatic alt text. Por exemplo, alguém poderia ouvir: “imagem pode ter três pessoas, sorrindo, ar livre”.

O sistema de inteligência artificial do Facebook é baseado em uma rede neural com bilhões de parâmetros e foi treinado para identificar milhões de exemplos.

Essas iniciativas são importantíssimas para facilitar o acesso de deficientes à rede. No entanto, os sistemas de aprendizado de máquina são passíveis de erros — algumas vezes grotescos. No ano passado, por exemplo, o Google precisou se desculpar por um erro de algoritmo que marcava automaticamente negros como gorilas.

Recentemente, o Twitter anunciou um recurso parecido para deficientes visuais. Porém, a rede confia na descrição dada pelo usuário — não existe um sistema automático. Mesmo assim, ainda não está disponível para todos.

A expectativa é que este recurso do Facebook ajude os milhares de deficientes visuais e que, preferencialmente, seja preciso nas descrições do que for analisado. E que se torne disponível em todo o mundo, claro.



(Fonte: Facebook via Gizmodo)

Doutor Já: acessível a todos

Desde outubro de 2015, a auxiliar de enfermagem Glória Dioneia Mattos, de 52 anos, tentava, sem sucesso, agendar uma consulta pelo SUS para mostrar seus exames a um oftalmologista. Além de estar sentindo dores, ela tem notado secreção no olho esquerdo, que passou por um transplante de córnea em 1991. Na última sexta-feira, ela conseguiu atendimento médico. Não foi pelo SUS, mas pela campanha #medicoparaquemprecisa.

O programa mantém um site de agendamento de consultas particulares, Doutor Já. Os idealizadores resolveram credenciar clínicas parceiras e, para cada consulta agendada pelo aplicativo, elas oferecem um atendimento gratuito para um paciente da fila do SUS. Basta a pessoa apresentar a guia de encaminhamento para comprovar que está na fila de espera.

Na semana passada, Glória saiu de sua casa, em Curicica (RJ), embarcou em um BRT e foi até a Policlínica Granato, em Madureira, para ser atendida por um médico do programa, do qual tomou conhecimento pelo Facebook. Pela rede social, enviou uma mensagem e obteve resposta no mesmo dia. Uma semana após remeter a guia de encaminhamento do SUS pela internet, ela conseguiu vaga para ser atendida.

— A última consulta que consegui no SUS foi em 2012. Agora, consegui esse atendimento gratuito em menos de uma semana. Vale a pena vir de longe. O tempo no ônibus não é nada perto do que já esperei para ser atendida na rede pública — diz ela.

Um dos fundadores do Doutor Já, o publicitário Breno Eudes explica que, para encontrar os pacientes, utiliza o Facebook, além de receber pedidos por e-mail e de visitar associações de moradores de comunidades, apresentando a plataforma. Ele afirma que a campanha, é claro, tem o intuito de dar visibilidade ao Doutor Já, mas faz isso ajudando quem precisa:

— O programa é voltado para quem não tem plano de saúde e não pode pagar caro por uma consulta.

A campanha começou em março e já tem dez clínicas parceiras. A meta é oferecer mil consultas gratuitas até o fim do ano. Quer encontrar seu doutor e agendar consulta? Então clique aqui!



(Fonte: O Globo)

O verdadeiro "Código Da Vinci" está nos olhos de Mona Lisa

Best-seller mundial, décimo primeiro livro mais vendido no mundo com mais de 80 milhões de cópias, O Código Da Vinci é um romance policial do escritor estadunidense Dan Brown, publicado em 2003 que causou polêmica ao questionar a divindade de Jesus Cristo. A maior parte do livro desenrola-se a partir do assassinato de Jacques Saunière, curador do museu do Louvre. Robert Langdon, respeitado professor de simbologia religiosa da Universidade de Harvard, Sophie Neveu e Leigh Teabing vivem várias aventuras ao tentar desvendar códigos que deem resposta aos enigmas que o morto deixou ao morrer.

A trama do livro envolve desde grandes organizações católicas como o Opus Dei, até a sociedade secreta conhecida como Priorado de Sião, que, de acordo com documentos encontrados na Biblioteca Nacional de Paris, possuía inúmeros membros famosos como Sir Isaac Newton, Botticelli, Victor Hugo e Leonardo Da Vinci. Este último batiza o livro, pois sua obra, A Última Ceia, torna-se o centro de supostas revelações acerca de Jesus e Maria Madalena que teriam se casado, tido filhos, e deixaram descendentes para trás. A Igreja Católica encobriu este fato, de acordo com o romance, enquanto uma sociedade secreta chamada O Priorado de Sião trabalhou para manter os descendentes de Jesus seguros.

Em vida, a fama de Leonardo foi tamanha que o rei da França levou-o como um troféu, o mantendo na velhice, e o tinha preso nos braços quando morreu. O interesse por Da Vinci continuou inabalável - especialistas estudam e traduzem seus escritos, analisam suas pinturas com técnicas científicas, discutem sobre atribuições e buscam por trabalhos que nunca foram encontrados. De todas as suas obras, porém, a que mais desperta curiosidade, debates e teorias é a Mona Lisa e seu sorriso enigmático. Sua pintura foi iniciada em 1503 e é nesta obra que o artista melhor concebeu a técnica do sfumato.

Agora, em mais uma página das inúmeras pesquisas em torno de La Gioconda (algo como 'a sorridente', em italiano) e que poderia se tornar também mais uma página no romance de Brown, foi escrita pelo pesquisador italiano Silvano Vicenti, presidente do Comitê Nacional Italiano para a Herança Cultural, que analisou os olhos da modelo mais famosa do mundo.

Segundo Vicenti, Da Vinci escondeu a verdadeira identidade da Mona Lisa nos olhos da pintura. O pintor acreditava que os olhos eram a janela da alma, logo, o lugar perfeito para esconder o segredo da moça seria bem ali. Além disso, Silvano partiu da mesma premissa que o autor do “Código...”: a de que Leonardo Da Vinci estava interessado em símbolos e códigos para enviar mensagens através de suas obras.

De forma invisível ao olho nu, Vicenti descobriu as letras “LV” na pupila direita da Mona Lisa. Obviamente, essas são as iniciais de Da Vinci. Mas o que há na pupila esquerda é ainda mais fascinante.

Nelas, o pesquisador encontrou outras letras que, segundo ele acredita, são “B” e “S” e poderiam apontar para a identidade da moça retratada - mesmo após vários séculos de especulação, a identidade dela ainda é posta em dúvida. A hipótese mais aceita sobre a identidade da Mona Lisa é que ela era a esposa de um mercador, Lisa Gherardini, mas Silvano diz que isso não é verdade.

Mas tem mais: Vicenti também descobriu o número “72” ou “L2” escondido no arco da ponte, no fundo da direita da pintura. Outro número descoberto no quadro, 149 – acrescido de outro dígito apagado -, levanta a possibilidade da Mona Lisa ter sido pintada no ano de 1490, enquanto Leonardo estava na corte do duque Ludovico Sforza, em Milão.

Para matar Robert Langdon de inveja, curiosamente esta descoberta foi feita por outro membro do Comitê, Luigi Borgia - e por mero acaso. Silvano Vicenti deu sequência à pesquisa que se tornou a base de seu livro “O Segredo dos olhos da Mona Lisa”. Dan Brown, portanto, fez escola.


(Fonte: il Giornale)

Lie to me? Os olhos podem mentir e as pupilas podem trair

Lie To Me é uma série televisiva estadunidense na qual o personagem principal, Dr. Cal Lightman (Tim Roth), detecta fraudes observando a linguagem corporal e as micro expressões faciais para descobrir a verdade que alguém possa estar escondendo. Segundo os criadores da série, o Dr. Cal Lightman foi baseado em Paul Ekman, notável psicólogo e expert em linguagem corporal e expressões faciais cujo trabalho científico de Paul Ekman tem sido desenvolvido em diversos países.

Por conta desta e de outras séries com o mesmo mote, muita gente passou a acreditar que, ao observar o movimento dos olhos de uma pessoa, por exemplo, é possível saber se ela está mentindo ou não e as técnicas passaram até a serem ensinadas em cursos de treinamento organizacional.

Mas um estudo recente realizado pela psicóloga Caroline Watt, da Universidade de Edimburgo (Reino Unido), colocou este mito à prova e a conclusão é que a noção de que “os olhos não mentem” não se confirma. “Nosso estudo não encontrou base para essa ideia e sugere que está na hora de abandoná-la”, resume a psicóloga.

O estudo teve três partes. Na primeira, a equipe chefiada por Caroline pediu aos 32 participantes para que escondessem um aparelho celular e voltassem até eles. Em seguida, tiveram seus depoimentos gravados duas vezes (em uma delas, mentindo e, na outra, dizendo a verdade). Os vídeos, sem som, foram comparados por um grupo de avaliadores, que, apenas observando os olhos do participante, não souberam dizer quando ele estava mentindo.

Na segunda parte do estudo, 50 pessoas foram treinadas para reconhecer padrões de movimentação dos olhos. Ainda assim, elas não conseguiram identificar quem estava mentindo. Os cientistas ainda especularam a possibilidade das mentiras serem muito “leves” já que, se fossem descobertas, não aconteceria nada demais. Assim, na terceira parte do estudo, os pesquisadores analisaram gravações de depoimentos feitos a policiais, nos quais a pessoa pedia que buscassem parentes ou amigos que haviam desaparecido.

Na metade dos casos, a pessoa estava mentindo (conforme revelavam as investigações policias), mas os movimentos de seus olhos não revelava isso - eram praticamente iguais aos das pessoas que diziam a verdade em seus depoimentos.

Se os olhos podem mentir, as pupilas, porém, podem trair. Acontece que as pupilas se dilatam quando estamos estressados e não somente quando estamos em um ambiente escuro. Para enxergar em um ambiente com pouca luz, precisamos que uma quantidade maior de iluminação chegue a nossos olhos. Quando estamos em um lugar iluminado, porém, precisamos de uma quantidade menor de luz para que não fiquemos cegos. Nos casos de estresse, esse reflexo é causado pela liberação de um hormônio no organismo, que também é liberado quando exercitamos a memória ou tomamos uma decisão.

Cientistas investigaram esse processo, pedindo para que voluntários escolhessem um de cinco números que apareciam em uma tela (por dois segundos, cada) e apertar um botão depois que a escolha havia sido feita. Aparelhos que monitoravam os olhos dos participantes indicaram que a pupila deles ficava maior justamente quando o número de sua escolha aparecia na tela. Então os pesquisadores conseguiram prever qual número seria o escolhido antes mesmo que o participante apertasse o botão indicando sua escolha.

Além de indicar as decisões de antemão, o estudo da dilatação da pupila também pode ajudar pessoas que sofrem de paralisia e não conseguem se comunicar normalmente – pelo menos para indicar a resposta de perguntas simples e não para indicar se estão mentindo ou não. Isso, por enquanto, parece só funcionar em seriados policiais.


(Fonte: New Scientist)

A super-visão do Homem de Aço ao alcance dos simples mortais

O Homem de Aço e seus incríveis poderes encantam gerações há mais de 70 anos. Quem não gostaria de voar, por exemplo? E quem não acharia o máximo ter uma super-visão, capaz de enxergar nos mínimos detalhes?

Pois se voar pode ser conseguido com o auxílio de aparelhos específicos, como os aviões, eis que uma visão acima do normal também já está ao alcance do mortal comum.

Uma equipe internacional de pesquisadores criou a primeira lente de contato telescópica, uma lente de contato que, quando acionada, dá ao usuário o poder de ampliar a visão em quase três vezes. Sim, este é o primeiro exemplo de olho biônico que efetivamente concede uma super-visão, no melhor estilo Superman.

A lente de contato telescópica tem duas regiões muito distintas. O centro da lente permite que a luz passe diretamente através, proporcionando uma visão normal. A borda do lado de fora, no entanto, funciona como um telescópio capaz de ampliar sua visão 2,8 x. Para efeito de comparação, um par de binóculos para observar aves, por exemplo, pode ter uma ampliação de 15 x.

O detalhe é que esta lente de contato telescópica tem apenas 1,17 milímetros de espessura, o que lhe permite ser usada confortavelmente. Outras alternativas tentadas para o alcance da visão telescópica envolveram uma lente de 4,4 milímetros de espessura de contato (muito grossa para uso), óculos telescópicos (pesado e feio), e mais recentemente uma lente telescópica implantada no próprio olho. Esta última é atualmente a melhor opção disponível, mas requer cirurgia e a qualidade da imagem não é tão excelente.

Para criar um telescópio de 1,17 milímetros de espessura, os pesquisadores - liderados por Joseph Ford da UCSD e Eric Tremblay da EPFL – tiveram que ser muito criativos. A luz que entra é ampliada na borda da lente de contato e é devolvida cerca de quatro vezes no interior da lente usando espelhos modelados de alumínio. Em seguida, a luz é irradiada para a borda da retina na parte de trás do globo ocular. Os espelhos ampliam a imagem 2,8 vezes, mas também corrigem a aberração cromática, resultando numa imagem de fidelidade surpreendentemente elevada.

Para alternar entre a visão normal e telescópica, a região central da lente de contato tem um filtro polarizador na frente dele, que pode ser um óculos. Ao mudar o estado de polarização dos óculos, o usuário pode escolher entre a visão normal e a ampliada.

A lente de contato telescópica é feita de PMMA, um polímero de gás impermeável. Para colocar a sua lente no mercado, os pesquisadores terão de mudar para polímeros rígidos de gás-permeável (RGP), mesmo material das atuais lentes de contato modernas e confortáveis.

Claro que a intenção dos pesquisadores ao desenvolver esta lente não era que alguém saísse por aí combatendo o crime com uma capa vermelha, mas, sim, ajudar a restaurar a visão de pessoas com degeneração macular relacionada à idade. A DMRI danifica a resolução da fóvea no centro da retina, mas em geral, a parte externa de baixa resolução (perifovea) ainda funciona. Sem a fóvea, as pessoas com DMRI não podem fazer pequenas coisas, como ler. Estes óculos, com as lentes telescópicas implantadas, focalizam a luz na região externa, dando às pessoas com DMRI a capacidade de fazer estas pequenas atividades. Coisa de outro mundo, não?

Porém, apesar das lentes telescópicas destinarem-se às pessoas que sofrem de DMRI, nada impede que uma pessoa saudável possa usá-las e, assim, alcançar uma super-visão mesmo não sendo um super-herói nascido em Krypton.


(Fonte: Extremetech)

Cientistas usam vírus projetado para restaurar a visão

A corrida armamentista entre um vírus e as bactérias que eles atacam tem ajudado os cientistas a entender melhor um dos mistérios da evolução: como novas características evoluem? Em uma série de experimentos, bactérias infectadas com vírus adquiriam repetidamente a capacidade de atacar seus hospedeiros através do receptor na membrana celular da bactéria.

Pesquisadores da Universidade Estadual de Michigan (EUA), fizeram com que um vírus desenvolvesse uma nova maneira de infectar as bactérias, e depois observaram as alterações genéticas associadas a essa nova habilidade. Eles também descobriram que as mudanças ocorridas nas bactérias podem impedir que o vírus adquirisse essa nova característica.

Seguindo esta mesma linha, um estudo realizado por pesquisadores da Universidade da Califórnia em Berkeley (também nos EUA) pode tornar mais seguro o uso de vírus para tratar doenças genéticas que levam à cegueira. Neste caso, o vírus atuaria como “mensageiro”, levando genes modificados até células específicas e fazendo com que eles substituam os defeituosos.

Nos últimos seis anos, várias equipes de cientistas trataram com sucesso pessoas com uma doença ocular rara, hereditária, pela injeção de um vírus com um gene normal diretamente na retina de um olho com um gene defeituoso. Apesar do processo invasivo, o vírus com o gene normal, não foi capaz de atingir todas as células da retina que necessitam de fixação.

Embora sofisticado, o método desenvolvido em Berkeley não é simples. “Introduzir uma agulha através da retina e injetar atrás dela o vírus modificado é um procedimento cirúrgico arriscado”, explica o professor David Schaffer, um dos responsáveis pela pesquisa. Mas os médicos não têm escolha porque nenhum dos vírus de entrega de genes pode viajar todo o caminho até a parte de trás do olho para alcançar os fotorreceptores das células sensíveis à luz que precisam do gene terapêutico. Assim, para aumentar o leque de opções, Schaffer e sua equipe geraram cerca de 100 milhões de variantes de um vírus (cada uma carregando diferentes proteínas em sua superfície) e, após diversos testes com cobaias, escolheram cinco capazes de penetrar a retina com eficiência.

Com base em 14 anos de pesquisa, os pesquisadores conseguiram, dentre os cinco, usar um vírus, batizado de 7M8, que precisa apenas ser injetado no humor vítreo - o líquido que preenche o globo ocular -, para levar os genes a um grupo difícil de alcançar de células delicadas, de modo cirúrgico, seguro e não invasivo. “É um procedimento de 15 minutos, e o paciente poderá ir pra casa no mesmo dia”, garante o professor.

Os testes foram realizados em cobaias com retinosquinose (doença que provoca buracos na retina e compromete a visão) e atrofia óptica de Leber (que faz a pessoa perder gradualmente a visão) e tiveram bons resultados. Agora, a equipe procura colaborar com médicos para que, em alguns anos, a técnica possa ser usada clinicamente.


(Fonte: Sci-News)

Tratado favorece pessoas com deficiência visual

“Este é um tratado histórico que oferecerá benefícios tangíveis às pessoas com incapacidade visual”.

Foi com estas palavras, através de um comunicado distribuído em Genebra, que Francis Gurry, diretor da OMPI (Organização Mundial da Propriedade Intelectual), celebrou a assinatura de um tratado internacional que colocará à disposição materiais de leitura para mais de 314 milhões de pessoas com diversos tipos de incapacidade visual.

Segundo a OMPI, o novo tratado, assinado no dia 28 de junho pelos 186 Estados-membros da organização, busca sanar a escassez de livros para pessoas com deficiências visuais, que tradicionalmente sofrem discriminação com relação às possibilidades reais de conseguir ler.

Segundo este tratado, os países assinantes deverão fazer o necessário para permitir a reprodução, distribuição e colocação à disposição dos deficientes visuais obras publicadas em formatos acessíveis (sistema braile, com letras aumentadas ou mesmo no sistema de áudio-livro). Também deverão estabelecer limitações e exceções aos direitos autorais, quando e se for necessário.

O tratado prevê também a troca de obras em formato acessível entre organizações especializadas em servir pessoas cegas ou com outras deficiências visuais, o que aumentará o número de obras à disposição. Além disso, o tratado garantirá aos autores e editores que as obras publicadas não estarão expostas a um uso indevido nem serão destinadas às pessoas que não forem os usuários previstos.

O processo de negociação levou alguns anos e a última etapa aconteceu na cidade de Marrakesh (Marrocos), onde, enfim, o acordo foi firmado. Para colocar o “broche de ouro” no processo foi convidado o cantor Stevie Wonder.


(Fonte: Agência Efe)

Chip em retina promete cura de cegueira parcial

A Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) é uma das grandes causas de cegueira irreversível em indivíduos com 60 ou mais anos de idade em países desenvolvidos. No Brasil, a DMRI atinge cerca de 3 milhões de brasileiros, conforme parecer da Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV). Já nos Estados Unidos este número sobe para mais de 10 milhões de pessoas por ano.

A doença é comum em pessoas com mais de 55 anos, atingindo a marca de mais de 25% nas pessoas acima de 75 anos. Cerca de 90% dos casos correspondem à forma seca da doença, de evolução lenta e ainda sem tratamento, enquanto os demais pacientes apresentam a forma úmida, bem mais agressiva e caracterizada por hemorragias que comprometem o tecido da retina.

Atualmente, o tratamento consiste em aplicação de lasers ou injeção de drogas que inibem a formação de novos vasos sanguíneos na região.

Porém, para os casos de degeneração da mácula que resultam em cegueira parcial, cientistas das universidades Stanford, nos Estados Unidos, e Strathclyde, da Escócia, desenvolveram um novo tratamento que funciona através de uma prótese capaz de captar informações visuais e, com o auxílio de um sistema elétrico, enviá-las ao cérebro. A novidade foi publicada na revista Nature Communications e no portal da revista Science News.

O sistema, que foi testado inicialmente com sucesso em ratos de laboratório, é formado por um par de óculos equipados com uma câmera, que ficaria acima do nariz da pessoa. Esta envia as imagens captadas para um computador de bolso, que é o responsável por processar a informação visual e enviar lasers infravermelhos para óculos e, consequentemente, para os olhos. Dentro dos olhos, mais especificamente na região da retina, há microchips que são estimulados com a entrada do laser infravermelho e convertem os dados para um sinal elétrico que vai para o cérebro, atingindo a região responsável pela visão.

Nesta maneira de cura da visão parcial não é preciso que a pessoa passe por cirurgias. Os chips colocados na retina são parte de um olho biônico que não necessita de fios implantados cirurgicamente, assim como outras próteses de retina já existentes nessa área da medicina.

Apesar de no Brasil não haver nenhuma pesquisa deste gênero, o neurocirurgião Miguel Nicolelis, uma das referências nesse tipo de pesquisa que utiliza transmissões por energias elétricas no país, em entrevista à revista Isto É, afirmou que esses sistemas elétricos podem levar à cura da cegueira e até da audição.

Não é a primeira vez que implantes de dispositivos que captam imagens e enviam sinais elétricos ao olho permitindo que pacientes cegos 'enxerguem' são destaquem em Saúde Visual. Porém, os apresentados aqui anteriormente só funcionam com pacientes que perderam a visão através de doenças que destroem as células de detecção de luz nos olhos, mas mantém os neurônios de processamento de visão intactos, como na retinose pigmentar.


(Fonte: Jornal do Brasil)

Lentes de contato inteligentes permitem monitorar glaucoma

Elas são transparentes, minúsculas, secam e cansam as lágrimas. Sem elas, o leitor pisca os olhos sete vezes por minuto. Com elas, o seu movimento acelera para dezoito a vinte vezes. Ela permite que os olhos fiquem ora azul, ora verde, ora castanho, ora violeta, ora cinzento, ora, ora...

Lentes de contato são utilizadas diariamente por mais de 100 milhões de pessoas. O volume de aproximadamente sete microlitros do fluido das lágrimas com o nível de acidez pH de 7.3 e concentração de sal de 0.91 e 0.97% é controlado. As lentes constituem uma barreira física para a mecânica de formação de lágrimas e metabolismo da córnea. Vários foram os historiadores que se aventuraram no mistério das lentes de contato. E muitos outros buscam cada vez mais alternativas para o uso das lentes.

Como as pesquisas que já mostramos nesta matéria em que as lentes de contato, além de corrigirem a visão, darão acesso a uma realidade cada vez mais virtual, transmitindo, em tempo real, informação diagnóstica da saúde. É o caso das lentes de contato inteligentes que usam tecnologia de informática para monitorar a pressão dentro do olho para identificar condições ligadas ao glaucoma criada pela companhia suíça Sensimed.

Muitos leitores pediram detalhes desta lente que não é simulação: trata-se de uma lente real, destas que você, de repente, está usando - e num olho verdadeiro, como o seu.

A lente da Sensimed possui um sistema, batizado de Triggerfish, que permite acompanhar pacientes de glaucoma vinte e quatro horas por dia. Este sistema possui sensores minúsculos embutidos na lente e pequenos microchips, que podem captar sutis mudanças no olho de uma pessoa, ainda não obtidas com aparelhos oftalmológicos convencionais. Em seguida, transmitem os dados, com tecnologia wireless, para um receptor usado em volta do pescoço.

O glaucoma é uma doença insidiosa: acomete 4% da população mundial acima de 40 anos, é assintomático, progressivo e, não tratado, implica em perda total de visão. O tratamento adequado da doença pode exigir um monitoramento contínuo da pressão intraocular, o que o sistema Triggerfish faz.

Os microchips do sistema possuem um sensor MEMS (Sistemas microeletromecânicos também escrito como sistemas microeletrônicos e microeletromecânicos) que é a tecnologia de dispositivos muito pequenos, que se funde à escala nano em sistemas nanoeletromecânicos (NEMS) e nanotecnologia. Já o receptor possui um processador de telemetria embutido além de uma antena que é colada ao redor do olho e cabo de dados, que, por sua vez, conecta a antena a um gravador digital carregado pelo paciente e, por fim, um software que captura, processa e diagnostica a informação armazenada em um gravador transportado pelo usuário da lente.

A empresa afirma que o sistema Triggerfish seria muito útil para detectar o glaucoma em estágio precoce, em pessoas com histórico familiar da doença ou com outros fatores de risco. Se um paciente de alto risco tem uma pressão relativamente normal durante o dia, por exemplo, ele pode usar as lentes inteligentes para fazer uma sessão de acompanhamento preventivo de 24 horas, para medir a pressão também durante à noite.

Clinicamente, o dispositivo foi usado em cerca de 80 pacientes e ainda não saiu da Suíça. Segundo a Sensimed, o Triggerfish deverá entrar no mercado da Europa e dos Estados Unidos. Ainda não há previsões de lançamento no Brasil.


(Fonte: Sensimed)

Os cegos na cozinha e os caminhos para a inclusão

Saúde Visual publicou aqui a incrível história de Christine Ha, filha de vietnamitas e natural de Houston, no Texas (EUA), que foi diagnosticada com neuromielite óptica que se tornou a primeira vencedora com deficiência visual do programa MasterChef  USA - um desafio gastronômico para amantes da cozinha, mas que não são profissionais.

A vitória deu à Chris um prêmio de 250 mil dólares, o título de MasterChef, o troféu MasterChef, e o direito de publicar um livro de receitas. O livro, intitulado "Recipes from My Home Kitchen: Asian and American Comfort Food" (receitas de casa: "comfort food" asiática e americana) acaba de chegar às livrarias dos Estados Unidos.

O lançamento estimula o debate sobre o desafio que é cozinhar, cortar ingredientes, usar o fogão, montar pratos bonitos e tudo sem um dos sentidos. Em uma entrevista para o jornal Folha de São Paulo, Christine Ha explica uma das táticas que desenvolveu para cozinhar sem poder enxergar: "Escuto as bolhas na água para saber se ela ferveu; sinto o perfume do alho antes de ele queimar; toco a carne para saber se está crua, crestada ou ao ponto", diz ela.

Quem acompanha nossa seção de vídeos, certamente conhece Deborah Prates e sua série em três capítulos intitulada “Acessibilidade no lar”. Nela, Deborah comprova que os cegos são capazes de realizar qualquer tarefa, a começar por sua própria casa. Ela mostra o uso da faca, bem como o manuseio de gordura fervente por pessoa cega. Tudo de maneira rotineira, como qualquer enxergante faz. Inclusive a confecção de arranjos e artesanatos.

Culinária é, também, uma das oficinas da Fundação Dorina Nowill para Cegos. Os deficientes atendidos pela entidade podem incluir no programa de reabilitação cursos de atividades da vida diária como varrer o chão, passar roupa e cozinhar. Somente em 2012, 1.392 pessoas passaram por tratamentos de reabilitação na fundação. Todo mês, 35 cegos e pessoas com baixa visão fazem as atividades que incluem a orientação culinária. Algumas dicas de cuidados ao cozinhar explicam que os mantimentos e utensílios precisam ser guardados sempre no mesmo lugar; os ingredientes devem ser porcionados e deixados em sequência na bancada; no fogão, as panelas devem ficar sempre na mesma posição. Já as mãos devem ficar estendidas à frente para detectar, através do calor, a boca acesa do fogão.

Além destas oficinas, a Fundação Dorina Nowill para Cegos também tem inscrições abertas para o curso gratuito “Caminhos para a Inclusão Goodyear”, de capacitação profissional para pessoas com deficiência visual. Realizado em parceria com a fábrica de pneus e o Senai-SP, o programa preparará 25 jovens para atuarem como assistentes administrativos.

As aulas terão início em agosto, e serão promovidas na Escola Senai Informática, no bairro Santa Cecília, na capital paulista.  O curso tem duração de um ano, com carga horária diária de quatro horas e salário mensal de R$ 678 para os participantes, além de outros benefícios. Os alunos receberão certificado e poderão participar de processos seletivos na Goodyear.

Até o dia 12 de julho as pessoas cegas ou com baixa visão, maiores de 16 anos que estejam cursando ou tenham concluído o Ensino Médio podem se inscrever no curso.

Veja mais informações no site da Fundação.


(Fontes: Folha e Fundação Dorina Nowill)

Y todo a media luz, crepusculo interior...

Um ônibus transformado em restaurante tem circulado por escolas e empresas na Argentina, prestando serviços de catering de café da manhã, almoço, merenda e jantar. Além do inusitado fato de ser um restaurante sobre rodas, este ônibus está mudando a visão da sociedade sobre os deficientes no país do tango.

Batizado de Gallito Ciego Móvil (Galinho Cego Móvel), o restaurante funciona às escuras com cozinheiros e garçons cegos, que se encarregam de todo o serviço da cozinha e do salão. Por sua vez, o público come em total escuridão, vivenciando as dificuldades enfrentadas pelos cegos e se dá conta dos próprios preconceitos.

O projeto é realizado em Buenos Aires e em municípios da província de Buenos Aires pela Audela, uma associação civil que promove a integração social e laboral de pessoas com deficiência. O restaurante móvel conta com dez deficientes visuais capacitados pelo Instituto Argentino de Gastronomia (IAG), que se alternam em equipes de três em cada evento.

Inspirado no restaurante suíço Blinde Kuh (Vaca Cega), o Gallito funcionou entre 2002 e 2004 num salão do Instituto Roman Rosell, voltado à reabilitação de pessoas cegas. Em 2012, foi reinaugurado na versão sobre rodas. Para isso, a Audela adaptou um ônibus com 14 metros de comprimento e 2,20 metros de altura. O veículo possui cozinha profissional, salão com ar condicionado para 25 pessoas, janelas vedadas com blackout e piso rebaixado. Uma rampa hidráulica permite o acesso de cadeirantes.

No início de cada evento, os cozinheiros cegos dão as boas-vindas ao público na porta do ônibus. Todos sobem a escada do veículo em fila, com a mão sobre o ombro da pessoa à frente, e passam por um labirinto de cortinas que impede a entrada de luz. Assim, quando se sentam às mesas, os clientes já não enxergam nada.

Somente após a sobremesa, as luzes se acendem e os cozinheiros coordenam um debate com o público e é neste momento que eles mostram que o humor é uma ferramenta valiosa para lidar com os preconceitos. Segundo Mónica Spina, diretora da Audela, as crianças costumam expressar suas curiosidades com total inocência. “Uma vez, um menino perguntou aos cegos como eles tomavam banho. E a cozinheira respondeu, com naturalidade: ‘Nua, como você!’”, recorda Mónica. Já nas perguntas dos adultos, nota-se uma preocupação de como a vida seria se eles também ficassem cegos.

O cozinheiro Javier Suñé que perdeu a visão de maneira progressiva devido à cegueira congênita, diz que o Gallito Ciego vem rompendo barreiras ao mostrar à sociedade que os cegos também são pessoas capazes: “Muita gente relaciona cego com mendigo ou pensa que você perdeu a visão por descuido”, diz ele.

A Audela pretende rodar por toda a Argentina com o restaurante móvel. O objetivo é fazer do Gallito Ciego um projeto federal. Y todo a media luz, crepusculo interior...


(Fonte: Audela)

Não se irrite: a grama (e o Hulk) do vizinho é (realmente) mais verde

Quando se fala em ver cores diferentes, logo se pensa em daltonismo. Mas não é o caso, aqui.

Estamos falando de percepção das cores. Por exemplo: Todos sabem que o Hulk é verde. Correto? Mas quem garante que não estamos vendo o mesmo Hulk de forma diferente? É difícil saber se enxergamos o mesmo verde porque uma série de fatores está envolvido nesse processo. Isso pode explicar aquela máxima que diz que a 'grama do vizinho é sempre mais verde que a nossa'.

Segundo a teoria de Young-Helmholtz, a retina possui três espécies de células sensíveis (cones), cada uma responsável pela percepção de uma dada região do espectro luminoso: o vermelho, o verde e o azul. Todas as cores que o olho humano pode perceber são combinações destas três cores primárias. Também há receptores para o branco e o preto, que não são tão sensíveis à luz.

Em geral, podemos enxergar uma grande variedade de cores, mas algumas pessoas enxergam apenas tons de cinza. Outras, ainda, podem apenas ver luz e escuridão. A cegueira absoluta das cores é quase desconhecida, ao contrário do daltonismo que é consequência da falha na percepção a determinada cor. O daltonismo mais comum é aquele em que à falha na percepção das cores vermelha ou verde ou ambas. Outro tipo é aquele em que há falha na percepção das cores amarela e azul, mas este é menos comum.

Assim, a cegueira para cor pode ser explicada como uma falha na sensibilidade perceptual para certas cores. Ela é determinada geneticamente, está relacionada ao sexo e ocorre com mais frequência em homens.

Para que possamos ver as mesmas cores que teríamos que ter o mesmo tipo de fotorreceptores (células da retina que recebem a luz), ou seja, ter a mesma capacidade genética de “enxergar cores”. Existem alguns testes que são feitos pelos oftalmologistas para verificar se as células da retina funcionam corretamente. Também existem testes genéticos para detectar problemas nos fotorreceptores também existem, mas estes ainda são realizados apenas para pesquisas.

Uma destas foi realizada pelo pesquisador de visão de cores Jay Neitz, da Universidade de Washington (EUA). Recentemente ele publicou um estudo no periódico Nature afirmando que as pessoas não veem as mesmas cores quando olham para objetos semelhantes. Nesta pesquisa, realizada com macacos, comprovou-se que apesar do consenso geral de que certas coisas são de certa cor, algumas pessoas podem perceber a cor vermelha como o azul de outra. Calma, vamos explicar isso direitinho.

Tudo começou quando cientistas também da Universidade de Washington usaram terapia genética para recuperar a visão de cores de macacos adultos incapazes de distinguir entre tons de vermelho e verde desde o nascimento (a espécie mais comum de daltonismo). Esta pesquisa foi destaque aqui em Saúde Visual. O que eles fizeram foi injetar um vírus nos olhos dos macacos, que lhes permitiam ver o vermelho, bem como o verde e o amarelo.

Quatro meses mais tarde, os animais finalmente podiam ver em quatro cores, pela primeira vez. Surpreendentemente, eles conseguiram dar sentido à nova informação, apesar de seus cérebros não serem geneticamente programados para responder a sinais vermelhos.

Esses resultados sugeriram que a mesma terapia poderia ter sucesso com humanos já que os macacos foram injetados com genes humanos, que, portanto, também poderiam ser injetados em nós. Este tratamento poderia curar o daltonismo, que atinge aproximadamente 10% dos homens e 1% das mulheres e, mais adiante, a terapia poderia funcionar também para restaurar a visão em milhões de pessoas que sofrem de degeneração macular relacionada à idade (DMRI), a causa mais comum de cegueira em idosos.

No entanto, o mais curioso dessa pesquisa veio depois: intrigados para saber o que os macacos estavam vendo, os cientistas resolveram testá-los para entender o que exatamente eles passaram a enxergar e a  conclusão foi surpreendente: os pesquisadores sugeriram que nossa percepção de cor é moldada pelo mundo exterior, mas não segue nenhum padrão pré-determinado. Isso significa que não há percepção pré-determinada atribuída a cada comprimento de onda.

Retomando a teoria de Young-Helmholtz que vimos acima, sabemos que os estímulos imediatos da percepção visual são os feixes luminosos que, depois de passarem pela pupila, incidem na retina, se convertem em sinais elétricos e são interpretados pelo cérebro.

A cor que vemos depende, então, de quanto é excitada cada espécie de cone. Quando olhamos para o Hulk, somente os cones das retinas sensíveis ao verde enviam mensagens para o cérebro, e assim por diante. Essa teoria tem sido debatida ao longo do tempo. Com o novo estudo de Neitz, cientistas agora acreditam que, embora os cérebros das pessoas tenham uma tendência a se comportar da mesma maneira, os neurônios não são configurados para responder a cor de uma forma padrão.

Ou seja, a discordância ocorre porque temos repertórios diferentes para cores, uma habilidade que pode ser desenvolvida ao longo da vida. É o caso dos indivíduos que possuem uma sensibilidade artística apurada e conseguem detectar mais tonalidades de cores. Normalmente, pintores e desenhistas possuem esse repertório de cores ampliado, fruto de muito treino. Especialistas creditam que se uma criança for estimulada desde cedo, o repertório de cores dela vai aumentando.

Mesmo assim, uma outra pesquisa demonstrou que diferentes percepções de cores não mudam a nossa resposta emocional aos mesmos tons. Por exemplo, as reações das pessoas a cor azul (ainda que a estejam vendo como vermelha) tende a ter um efeito calmante devido aos comprimentos de onda mais curtos de luz que atingem a retina. Já os comprimentos de onda mais longos, como do amarelo, do laranja ou do vermelho, podem tornar-nos mais alertas.

Quanto ao verde... bom, pelo menos o Bruce Banner sabe que é uma cor de gente muito irritada...


(Fonte: Daily Mail)

A saúde visual do povo da floresta

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM), por meio de sua Faculdade de Medicina, firmou parceria com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para realizar estudo que visa a identificar as principais doenças visuais na Região Amazônica. 

Membros do projeto de pesquisa foco da parceria firmada entre UFAM e Unifesp foram recebidos pelo vice-reitor da Universidade, professor Hedinaldo Lima, para apresentar o estudo a ser realizado e a significativa contribuição deste para a ciência, uma vez que existem poucos dados sobre a saúde visual do povo da floresta. O estudo também trará benefícios para a população, pois poderá ser usado para embasar futuras propostas de políticas públicas voltadas para o tema em questão.

Para o vice-reitor da UFAM, esta é uma oportunidade da Instituição contribuir ainda mais para a melhoria da qualidade de vida da nossa população. O professor Hedinaldo aproveitou a ocasião para pôr à disposição a estrutura da Universidade em Parintins. “A unidade acadêmica de Parintins, o Instituto de Ciências Sociais, Educação e Zootecnia (ICSEZ), tem os cursos de serviço social e de jornalismo, por exemplo, são sete cursos que poderão contribuir na realização do trabalho”, afirmou o vice-reitor.

A coordenadora do projeto, professora do Departamento de Oftalmologia da Unifesp Solange Salomão, explica os fatores que levaram a equipe a escolher a Amazônia e em especial a cidade de Parintins como sede da pesquisa. “A Amazônia é muito misteriosa em termos de conhecimento de indicadores de saúde e principalmente saúde ocular. A gente praticamente não tem dados de frequência de doenças oculares, de cegueira, deficiência visual nessa região. Decidimos por Parintins devido à estrutura mínima que o projeto exige, a qual o município oferece, também pelo fato de haver acesso por avião e barco de maneira regular para o município, o que faz muita diferença. É também por ter um campus da UFAM, que foi um fator que pesou na hora de decidirmos por lá”, revelou a pesquisadora.

A professora Solange também destaca que uma das doenças prováveis de serem diagnosticadas na população parintinense se chama Pterígio, que, segundo ela, devido a localização equatorial de Parintins, existe uma frequência maior dessa doença por lá. “Nós acreditamos que o Pterígio seja a principal causa de cegueira também, mas só os dados vão poder confirmar isso”, declara a professora. De acordo com ela, se for detectada a tempo, o paciente pode fazer uma pequena cirurgia com sucesso. “Nos casos mais graves há uma melhora, mas não uma cura completa”, diz Solange.

Outro resultado benéfico para o povo de Parintins, além dos já listados, será o  tratamento de todos os pacientes pesquisados. De acordo com o professor da Faculdade de Medicina da UFAM, Jacob Cohen, que compõe a equipe de pesquisa, o “projeto vai beneficiar a população de uma forma bastante intensa porque todas as pessoas participantes irão receber tratamento completo seja cirúrgico, clínico ou mesmo a prescrição de óculos”.

 

(Fonte: Ufam)

Hasta la vista, baby! A visão do Exterminador do futuro está no presente

No filme “O exterminador do futuro” de 1984, o androide interpretado por Arnold Schawrzenegger vinha do futuro com a missão de eliminar a mãe do homem que venceria as máquinas. Dentre suas armas, ele utilizava uma visão que funcionava com um sistema de algoritmos que determinava a distância e o contorno dos objetos.

Desde então, todos sonham em ter uma visão assim. Mas agora, após 30 anos do lançamento do filme, a tecnologia avançou e estamos realmente mais próximos de tornar a visão do Exterminador uma realidade. Pesquisadores da Universidade de Washington (EUA) e de Aalto, na Finlândia, responsáveis por desenvolver a lente biônica, testaram uma versão primitiva de tela em lente de contato com apenas um LED - o tipo de tecnologia usada em computadores que transforma energia elétrica em luz - e afirmam que os primeiros testes, realizados com coelhos, não registraram efeitos adversos evidentes da invenção.

A tecnologia permitiria a leitura de textos, como emails, através de projeções holográficas, assim como o aperfeiçoamento da visão através de imagens geradas por computador. Incrementada através da implantação de centenas de pixels (o menor elemento de uma imagem digital), a lente poderia ser usada por motoristas para ver mapas através de realidade virtual, ou checar a velocidade do seu carro projetada no para-brisa. Na mesma linha, as lentes poderiam elevar o mundo virtual de um vídeo game a um nível totalmente diferente.

Além disso, com o avanço da nanotecnologia, os estudos revelaram a possibilidade de tornar as lentes de contato em sistemas que permitem, através dos vasos sanguíneos e do fluído das lágrimas, obter informação extra da realidade e monitorizar a quantidade de sódio, colesterol e níveis de potássio no organismo sem agulhas ou química de laboratório e em tempo real e ainda transmitir estas informações para médicos e enfermeiros.

Porém, como em todas as tecnologias ultrafinas, o grande problema é a fonte de energia. Os pesquisadores estão, atualmente, utilizando uma bateria sem fio, mas ela não pode ficar a mais de alguns centímetros de distância. Segundo o coordenador das pesquisas, professor Babak Praviz, contudo, o grupo já conseguiu superar este importante obstáculo adaptando a lente para permitir ao olho focalizar um objeto gerado em sua superfície.

Apesar das limitações, os cientistas reforçaram seu otimismo em relação ao experimento, conforme este artigo publicado na revista científica Journal of Micromechanics and Microengineering. Na publicação, Babak Parviz afirmou que "já vemos um futuro em que a lente de contato se torna numa plataforma real. As possibilidades se estendem além do que os olhos podem ver".

Praviz disse também que sua equipe não é a única a desenvolver esse tipo de tecnologia. A companhia suíça Sensimed já pôs no mercado lentes de contato inteligentes que usam tecnologia de informática para monitorar a pressão dentro do olho para identificar condições ligadas ao glaucoma. E Jang-Ung Park, um engenheiro químico do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Ulsan, está atualmente trabalhando com a Samsung para oferecer uma lente de contato macia que é capaz de muito mais do que apenas corrigir a visão.

As premissas de todas estas pesquisas estão em reaproveitar a capacidade do olho humano e seu poder de percepção. Afinal, nosso olhar apresenta grandes potencialidades, pois permite a percepção de milhares de cores através de receptores, condições de luz e a transmissão de informação ao cérebro numa velocidade que excede qualquer taxa de conexão da Internet.

O próximo passo no plano dos cientistas é fazer a lente exibir um texto predeterminado. Saúde Visual sugere Hasta la vista, baby ou I’ll be back. Ou ficaria óbvio demais?


(Fontes: BBC, Ubergizmo)

Um século inteiro diante dos olhos

Há apenas algumas décadas atrás, tornar-se um centenário era extremamente raro. Ainda mais para os personagens de “Happy at 100” (Feliz aos 100), um ensaio fotográfico do fotógrafo alemão Karsten Thormaehlen, que nasceram por volta da virada do século passado.

Thormaehlen começou a tirar fotos de pessoas centenárias como freelancer em 2006 para um projeto pessoal que durou até 2011, depois de ter fotografado mais de 40 alemães que haviam vivido mais do que a maioria de nós pode imaginar. A série, Jahrhundert Mensch (Pessoas seculares) fez tanto sucesso que ganhou esta continuação, Happy at 100. Ambas já foram transformadas em uma série de livros e exposições.

O fotografado mais velho é Margit, que nasceu em 1904. O mais novo nasceu em 1910. Para se ter uma ideia, estas são pessoas que já enfrentaram a República de Weimar quando ainda eram crianças pequenas, a Segunda Guerra Mundial como jovens adultos e a reconstrução, divisão e reunificação da Alemanha. Eles foram testemunhas de toda a evolução da tecnologia moderna, começando nos telegramas do passado e terminando nos smartphones atuais. E, mesmo assim, não podemos sequer imaginar tudo o que eles têm enfrentado em seus 100 anos de vida.

Uma coisa que todas essas pessoas têm em comum parece ser o seu senso de humor. Diante destes seculares, a maioria dos espectadores se pergunta, obviamente, "qual é o segredo?". De acordo com o The Guardian, alguns dos centenários creditam a longevidade a um copo de uísque, outros a "lembrar-se de respirar." Isso parece bastante inconsequente, até olharmos para todos os estudos científicos recentes, sugerindo que ficar calmo, ser extrovertido, entusiasta e feliz, tem muito a ver com a longevidade. Outro detalhe: Quase todos eles viveram suas vidas em ou perto do local de seu nascimento.

Thormaehlen descreve seus retratos como “um olhar profundo dos olhos que viram um século completo”. No site do projeto, é possível ver o “antes e o depois” dos fotografados. Cada retrato nos mostra o rosto de alguém que viveu um século inteiro. Parece simples agora, numa época em que cada recém-nascido que chega ao mundo tem enormes chances, estatisticamente falando, de viver pelo menos até os 100 anos. Tenha isso em mente para poder soprar suas próprias 100 velas!

Confira a série completa aqui.


(Fonte: The Guardian)

Life, a primeira história em quadrinhos para cegos

Foi graças ao francês Louis Braille que, desde 1827, os cegos podem ler qualquer texto através do sistema que transcreve as palavras em uma série de pontos salientes dispostos em sequências lógicas no papel. Até mesmo a revista masculina Playboy chegou a fazer edições com textos em Braille entre os anos de 1970 e 1985.

Apesar disto, porém, o tato não permite que um cego possa apreciar uma história em quadrinhos. Pelo menos, até agora. É que, recentemente, foi criada a primeira história em quadrinhos para cegos.

O designer Philipp Meyer pensou em como fazer as pessoas que não enxergam aproveitarem uma história apenas com imagens. Ele percebeu que não seria possível somente traduzir os desenhos com pontos no lugar das linhas. Meyer decidiu, então, simplificar ao máximo, chegando a 24 quadros que contam a história da vida.  Assim surgiu a história em quadrinhos Life que, na verdade, se trata de uma experiência tátil para deficientes visuais.

Na página do projeto é possível ver Meyer explicando o processo, com os primeiros rascunhos, os formatos finais e a criação do livro. Mas a intenção do autor é que Life possa ser apreciada com interatividade, tanto no papel quanto virtualmente. É possível, por exemplo, clicar nas imagens, mudar a aparência dos personagens e colocá-los em lugares diferentes.

O autor entrevistou pessoas cegas e, após a primeira entrevista, decobriu que simplesmente traduzir uma cena visual ou ambiente em uma imagem tátil não seria uma experiência agradável. Por isso, ele começou a pensar sobre os sentidos de uma pessoa comparando-os uns com os outros. Depois de muitas tentativas frustradas, finalmente, Meyer resolveu experimentar a narração através de formas simples, usando formas. Com e sem texto.

O autor faz questão de salientar que não sabe se esta é a melhor ou a única maneira de se criar uma história em quadrinhos tátil - e se isso realmente funciona para o leitor cego. De qualquer forma, ele fez o teste com pessoas cegas e percebeu que nenhuma delas teve qualquer dificuldade em ler as diferentes formas. No entanto, alguns dos voluntários não conectaram o título com a história. Então Meyer fez mais refinamentos, pois ele queria que o leitor interpretasse a história à sua maneira.

E deu certo. “Eu nunca vou esquecer o dia em que Michael (um dos voluntários) leu os quadrinhos táteis, pela primeira vez, passando por um meio que não existia antes”, disse Meyer. “Naquele dia eu percebi que é possível contar uma história - sem tinta, texto ou som - que ganha vida através da imaginação”, concluiu o autor que atualmente está produzindo alguns livros para bibliotecas e escolas para cegos.


(Fonte: Trip) 

"Tão bonita quanto as outras mulheres"

Saúde Visual já apresentou para vocês a britânica Lucy Edwards, deficiente visual que bomba na internet dando dicas de maquiagem em seu canal no YouTube.

Afinal, se para a maioria das mulheres que se produzem olhar no espelho e ter certeza de estar passando a maquiagem do jeito correto é um dos passos básicos, no caso das pessoas com deficiência visual o ritual muda completamente.

É preciso tocar o próprio rosto e sentir onde sobrancelha, lábios, olhos começam e terminam para passar sombra, blush e batom. Uma tarefa nada simples. Por isso, com o intuito de ajudar mulheres cegas a se sentirem mais independentes e bonitas, a rede de salões de beleza Jaques Janine e a Laramara (Associação Brasileira de Assistência à Pessoa com Deficiência Visual) criaram um curso de automaquiagem ministrado por especialistas.

A primeira turma foi encerrada e já existe uma fila de espera de 40 pessoas para a próxima, prevista para agosto. Em seis aulas teóricas e práticas, as alunas aprendem desde preparação da pele, passando pelas funções dos produtos, até truques de como delinear os olhos - um dos grandes desafios da maquiagem para qualquer um.

Segundo Chloé Gaya, maquiadora e consultora de imagem do Jacques Janine, “esse curso me fez pensar a maquiagem de uma maneira diferente. Faz você se sentir mais bonita independentemente de você estar se vendo ou não. Nós que estamos nos vendo sempre no espelho nunca pensamos nisso", diz.

Geisa Souza Santos, 37 anos, que ficou cega aos 26 em decorrência de um glaucoma, afirma que o curso elevou sua autoestima. "Ganhei mais autonomia e independência. Fiquei dez anos sem tirar os óculos escuros, mas agora me encorajei", conta. "Posso me maquiar e me sentir tão bonita quanto às outras mulheres".

A maquiagem ajuda também no âmbito profissional: “estou me sentindo mais confiante com minha aparência para atender meus clientes", afirma a massoterapeuta Débora Perossi, de 56 anos. A Laramara percebeu que as pessoas com deficiência visual atendidas pela associação tinham a necessidade de aprender mais sobre automaquiagem durante as atividades da vida cotidiana.

"Sabemos que não é só a maquiagem que vai definir a autoestima de uma pessoa, mas ela contribui muito para elas se sentirem mais felizes", coordenadora do Programa do Jovem e do Adulto, Cecília Maria Oka.

A instituição Laramara também ensina técnicas para que pessoas com deficiência lidem com situações do cotidiano, como limpar a casa, cozinhar, estudar e cuidar da própria higiene pessoal.



(Fonte: Gabriela Marçal, para o Estadão)

Zika conseguiu romper as paredes de proteção do olho

Desde que foi confirmado que o vírus da zika afeta os olhos, Saúde Visual vem publicado matérias acompanhando o desafio dos médicos com a falta de estrutura adequada para examinar a evolução do quadro ocular dessas crianças.

Se a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) estava liderando os estudos nesse campo, partiu de outra universidade, a USP (Universidade de São Paulo) de Ribeirão Preto, a descoberta de mais uma complicação provocada pelo vírus da zika, publicada em uma das principais revistas científicas do mundo, o The New England Journal of Medicine.

O que antes parecia apenas uma conjuntivite, comum em casos de zika, chamou a atenção de João Marcello Fortes Furtado, professor da USP de Ribeirão Preto. "Na primeira avaliação oftalmológica, eu verifiquei que, na verdade, além desse olho vermelho, ele tinha uma inflamação intraocular, então o olho direito dele estava inflamado”, afirmou o médico.

Uma amostra do líquido do olho foi então enviada para testes no laboratório de virologia da USP. A análise revelou a presença de uveíte, uma inflamação intraocular. Até então, os pesquisadores sabiam que esse tipo de inflamação ocorria apenas de forma congênita, passada de mãe para filho durante a gravidez. A surpresa foi a constatação de que o vírus da zika conseguiu romper as paredes de proteção do olho.

Uma semana depois, novos testes revelaram que a inflamação tinha avançado para o olho esquerdo, o que fez a visão do paciente diminuir pela metade.

Os pesquisadores dizem que uma inflamação como essa nos olhos pode até desaparecer pela própria reação do sistema imunológico do corpo, mas o melhor para o paciente é procurar o médico, porque o caso pode se agravar.

"O paciente com essa inflamação intraocular, de maneira persistente, ele pode ter várias complicações, uma delas é o desenvolvimento de catarata, e outra também que pode acontecer é o aumento da pressão do olho, que isso daí pode levar a uma perda de visão progressiva e permanente", declarou João Marcello.

O paciente, que foi analisado na pesquisa, acabou curado da inflamação nos olhos.



(Fonte: G1)

As gerações futuras agradecem

Há múltiplas causas para a cegueira. Entre elas, glaucoma, catarata, doenças da córnea, doenças associadas à idade, doenças vasculares, inflamatórias, infecciosas, tumorais - e as doenças (ou distrofias) degenerativas hereditárias da retina.

E quando se fala em tratamentos, são as pesquisas nessa última categoria de doenças que mais empolgam os especialistas.

"O maior avanço recente seria no tratamento de distrofias retinianas hereditárias", disse à BBC Brasil o oftalmologista paulistano Mauro Goldbaum, especializado em retina e vítreo, com doutorado na Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo e Research fellowship no Manhattan Eye, Ear, Throat Hospital em Nova York, Estados Unidos.

Na busca de curas para essas doenças, "a genética vai permitir uma mudança de paradigma. É realmente uma mudança conceitual muito grande nos tratamentos", disse Goldbaum. Para ele, "tem havido avanços interessantes em outras áreas de pesquisa. Por exemplo, no tratamento da perda de visão associada a diabetes e doenças vasculares, os medicamentos melhoraram muito, o resultado é excepcional. Mas são remédios, um método convencional".

Além disso, explicou ele, "esses medicamentos geralmente não levam à cura, mas sim ao controle da doença - e esse controle requer várias aplicações a longo prazo".

"A terapia gênica é diferente, é realmente inovadora. Primeiro porque promete tratar doenças graves para as quais não temos alternativa no momento", afirmou Goldbaum, acrescentando que, segundo os estudos, uma única aplicação permite "corrigir o efeito do gene causador da doença. Dessa forma, a terapia gênica aproxima-se mais da cura do que do controle da doença".

"Terceiro, porque mesmo doenças degenerativas associadas à idade - como glaucoma e degeneração macular - envolvem uma predisposição ou alteração genética. Então, potencialmente, a terapia gênica poderia oferecer alternativas para doenças não hereditárias, que são mais comuns. E vem sendo incubada há muito tempo. É uma coisa futurística, abre possibilidades de se tratar muitas doenças", concluiu o pesquisador.

Para o paciente, no entanto, a espera ainda será longa. Segundo os especialistas, é provável que tratamentos para essas doenças só estejam disponíveis, em massa, para as gerações futuras.

Isso cria um grande desafio para médicos que recebem, diariamente, pacientes com doenças graves, incuráveis, em seus consultórios.

Por um lado, é preciso incentivar uma atitude positiva, por outro, não se pode despertar falsas esperanças, como explicou à BBC Brasil a oftalmologista e geneticista Juliana Sallum, professora da Universidade Federal do Estado de São Paulo (Unifesp) com doutorado na Johns Hopkins University, em Maryland, Estados Unidos.

"O paciente tem de manter o psicológico bem, manter otimismo em relação ao progresso das pesquisas. Mas você não pode dar esperanças demais. Esse balanço é bem difícil. E a mídia faz muito estrago. Quando explico a realidade, é decepção na certa."

No entanto, há muitas razões para o otimismo, disse Sallum. Ela destaca, além das pesquisas com terapia gênica, estudos envolvendo terapia celular.

"Esses estudos são desbravadores. Abrirão portas e facilitarão pesquisas envolvendo outros genes. E não podemos esquecer que nada disso existia há dez, quinze anos", disse Sallum. "A ciência em si tem avançado bastante. Como médicos, conseguimos ver isso, mas o paciente quer resolver o caso dele, o que é totalmente compreensível."

E a oftalmologista Sallum tem ainda mais notícias boas:

Avanços em estudos sobre outras doenças degenerativas - como o mal de Alzheimer, por exemplo - e sobre o envelhecimento de maneira geral podem, um dia, trazer soluções aplicáveis também às distrofias degenerativas da retina: "A ideia é não permitir que a célula envelheça e morra. No caso de doenças degenerativas, o objetivo é não deixar que o erro genético cause o envelhecimento precoce, levando à morte celular precoce."

Uma outra estratégia nas pesquisas aposta não em tratamentos ou cura, mas sim em uma solução pragmática para o problema da cegueira. Trata-se do chamado olho biônico.

Abaixo, a ajuda da oftalmologista Juliana Sallum, vamos explicar as três empolgantes estratégias na busca global por soluções para as distrofias degenerativas hereditárias da retina.

 

1. TERAPIA GÊNICA

A terapia gênica consiste na inserção de um gene ou de material genético em determinada célula com fim terapêutico.

O material genético é transportado para o interior da célula por um vetor - em alguns casos, um vírus inofensivo. O vetor é injetado embaixo da retina e transfere, para dentro da célula, o material genético que carrega. A célula passa a expressar esse gene e assim corrige-se a função que estava deficiente.

Esse tipo de terapia é indicado para pacientes cujas células fotoreceptoras estão "em sofrimento" (ou seja, embora seu funcionamento já esteja sendo afetado pela doença, as células ainda estão vivas).

Em anos recentes, foram feitos estudos com terapia gênica para tratar retinose pigmentar, coroideremia e amaurose congênita de Leber, mas ainda não há tratamentos disponíveis.

Já existem, no entanto, estudos clínicos (envolvendo pacientes) em fase avançada, e um deles estaria em estágio final de aprovação: uma equipe da Universidade da Pensilvânia, em, Filadélfia, Estados Unidos, anunciou que espera poder oferecer, dentro de um ano, terapia gênica para alguns pacientes com a distrofia amaurose congênita de Leber.

Um dado importante é que a doença é rara, afetando uma em cada dez mil pessoas. Além disso, ela é provocada por 18 genes diferentes, e a terapia gênica desenvolvida pela equipe americana se aplicará apenas a pacientes com um gene específico, o RPE65.

"Ou seja, trata-se de um gene raro em uma doença rara", disse a geneticista Juliana Sallum.

Também em estágio avançado está a pesquisa desenvolvida pelo oftalmologista britânico Robert MacLaren, da Oxford University, Inglaterra, para o tratamento da coroideremia. Estudos clínicos trouxeram resultados positivos que vêm se sustentando há quatro anos. Em e-mail à BBC Brasil, um integrante da equipe disse que é difícil prever, mas o grupo espera que um tratamento seja disponibilizado dentro dos próximos dez, possivelmente cinco, anos.

A coroideremia também é uma doença rara, afetando uma em cada 50 mil pessoas.

 

2. TERAPIA CELULAR

Para pacientes que já perderam muitas células fotoreceptoras , uma outra estratégia nas pesquisas para tratamento é a terapia de reposição de células, ou terapia celular. Por esse método, células são retiradas de outro tecido e tratadas em laboratório para ficarem mais parecidas com as células da retina.

Os estudos atuais apostam em dois tipos de células que são implantadas em diversos lugares dentro do olho: células iPS (sigla inglesa para Induced pluripotent stem cells, ou células-Tronco Pluripotentes Induzidas - um novo tipo de célula, descoberto em 2006, que se assemelha às células-tronco embrionárias mas é obtido artificialmente em laboratório) e células tronco (células embrionárias de fetos descartados após fertilização In Vitro).

"A diferença entre terapia celular e terapia gênica é que na terapia gênica o alvo é uma célula que já está lá (na retina)", disse Sallum.

Os estudos atuais envolvem pacientes com Doença de Stargardt e com degeneração macular senil (que não tem causas puramente hereditárias).

Embora os estudos já envolvam pesquisas clínicas, não é possível fazer previsões sobre quando tratamentos estarão disponíveis.

O benefício potencial da terapia celular seria imenso, explicou Sallum. A Doença de Stargardt é uma das mais comuns entre as distrofias degenerativas hereditárias da retina. E a degeneração macular senil (que não pertence à categoria das distrofias degenerativas da retina) é a maior causa de perda de visão em pacientes com mais de 50 anos.

3. OLHO BIÔNICO

Há diversos olhos biônicos em estudo no momento, mas apenas dois receberam aprovação de entidades reguladoras para ser comercializados. O primeiro, a prótese Argus II, está disponível na Europa desde 2011 e, nos Estados Unidos, desde 2013.

A prótese Argus II (um microchip) é implantada no olho por meio de cirurgia e passa a substituir a função da retina. O paciente usa um óculos acoplado a uma câmera. A câmera, sem fio, envia a imagem para a prótese. A prótese capta a imagem e estimula, por meio de eletricidade, as células remanescentes na retina. As células, por sua vez, enviam a informação ao cérebro.

O chip atual oferece imagens com definição de aproximadamente 36 pixels (pontos), o que permite a visão de vultos luminosos.

A prótese é útil como auxílio para pacientes que caminham com bengala, identificando portas, janelas ou objetos cuja cor contrasta com a do ambiente. Não há uma percepção de formas em detalhe, mas percebe-se que há um objeto ali. Também não há percepção de cor ? a imagem é em preto e branco.

O olho biônico é indicado a pacientes com retinose pigmentar (RP) que não usam mais a visão para se locomover. Por volta de uma em cada quatro mil pessoas no mundo tem RP. No entanto, o número de pacientes com RP que perde a visão completamente é pequeno.

Segundo Juliana Sallum, a decisão de se implantar um olho biônico requer vários cuidados. Entre eles, o preparo psicológico do paciente.

"Sem um preparo cuidadoso, não adianta implantar, porque o paciente vai se decepcionar e mandar desligar", disse a médica.

Além disso, o uso do olho biônico requer anos de contínuo treinamento, já que o usuário precisa aprender a interpretar os estímulos que recebe, transformando-os em informação "visual".

Falando à BBC Brasil, a assessoria de imprensa da empresa americana Second Sight, fabricante da prótese Argus II, informou que há hoje 180 pessoas vivendo com implantes do olho biônico no mundo.

A assessora ressaltou que, apesar da baixa definição da imagem que a prótese oferece, não se pode subestimar a importância, para alguém que perdeu a visão, de se poder identificar o vulto de um rosto durante uma conversa, ou a presença de um carro parado na rua que se quer atravessar.

A assessoria informou também que o fabricante trabalha constantemente para aperfeiçoar a prótese.

O foco desses esforços tem sido melhorias nos óculos e na câmera para permitir um aumento no campo de visão e a percepção de cor, entre outros avanços.

A prótese Argus II custa, atualmente, US$ 150 mil (R$ 523 mil).

Em março desse ano, um outro olho biônico, o Alpha AMS, fabricado pela empresa alemã Retina Implant AG, recebeu aprovação para ser comercializado na Europa.



(Fonte: texto de Mônica Vasconcelos, da BBC Brasil em Londres)

Estudo pioneiro enriquece leite com minerais e vitaminas

A vitamina E é um dos antioxidantes que interrompe a degeneração das células da mácula provocada pelo envelhecimento. A absorção desta vitamina é potencializada pela suplementação de selênio, outro antioxidante essencial para a saúde ocular.

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) demonstraram que a dieta brasileira é deficiente em selênio - com exceção da região Norte, onde há alto consumo de castanha-do-pará, rica no mineral. Por isso, muitos estudos têm sido feitos sobre as possibilidades de alterações na alimentação de animais com a finalidade de melhorar, em tese, a qualidade de produtos para consumo humano.

Mas um grupo de pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) deu um passo adiante, ao comparar o efeito do produto enriquecido ao do leite comum, e avaliar se ele realmente é melhor para a saúde humana.

Depois de adicionar óleo de girassol com selênio orgânico e vitamina E à ração das vacas, os cientistas verificaram efeitos benéficos tanto para os animais quanto para as crianças que consumiram seu leite.

O maior benefício para o rebanho foi o aumento da produção leiteira. Já para as crianças, os exames de sangue revelaram aumento nos níveis de selênio e de vitamina E, elementos deficientes na dieta brasileira.

O óleo de girassol foi utilizado como fonte de gordura para o enriquecimento da ração de modo a aliar sua ação aos efeitos antioxidantes do selênio e da vitamina E na composição físico-química do leite. Essa mudança de perfil diminui a vida útil do leite, que pode estragar mais rapidamente. Mas os antioxidantes se encarregam de reverter esse efeito.

As crianças que receberam leite de vacas suplementadas com selênio e vitamina E tiveram maiores concentrações dos antioxidantes no plasma sanguíneo. As crianças que consumiram o leite das vacas que receberam apenas o óleo de girassol adicionado na ração tiveram o teor de vitamina E ainda mais aumentado: 45%. No entanto, as crianças que ingeriram leite desnatado tiveram uma redução no nível de vitamina E de 15% em relação ao grupo controle. 

A boa notícia também vale para os olhos: A vitamina E é um dos antioxidantes que interrompe a degeneração das células da mácula provocada pelo envelhecimento. Já o selênio além de reduzir, comprovadamente, em torno de 25% as chances de ocorrer a DMRI, protege os olhos contra a aterosclerose (acúmulo de gordura nas paredes internas dos vasos oculares).

Marcus Antonio Zanetti e Arlindo Saran Netto, responsáveis pelo estudo considerado pioneiro, afirmam que as crianças que ingeriram leite de vacas suplementadas apenas com selênio e vitamina E tiveram um aumento de selênio no sangue de 160% em relação ao grupo controle. Nas crianças que ingeriram leite de vacas suplementadas com óleo de girassol o selênio variou muito pouco, aumentando em 4%. Mas, naquelas que ingeriram leite desnatado, o selênio diminuiu em 20%.


(Fonte: Agência Fapesp)

De olho no diabetes

O produto deve ajudar os diabéticos a acompanhar o seu estado de saúde Para entender melhor o diabetes, é preciso conhecer a função da glicose e da insulina em nosso organismo. A glicose é quem gera energia para nosso organismo funcionar, mas isso só ocorre se houver insulina. Portanto a função da insulina é garantir a entrada de glicose nas células para a produção de energia.

Existem algumas formas ou tipos de diabetes, sendo os mais conhecidos os do tipo 1 e do tipo 2, no entanto existem ainda outros tipos como o gestacional, o provocado pelo uso de alguns medicamentos ou provocados por doenças do pâncreas (tumores, etc). O diabetes quando não diagnosticado ou se diagnosticado e não tratado adequadamente, passa a ser um grave problema de saúde pública devido as suas complicações.

Cientistas liderados por Chris Geddes, professor da University of Maryland Biotechnology Institute, Baltimore, EUA, desenvolveram uma lente de contato capaz de monitorizar os níveis de açúcar no sangue. O dispositivo funciona mudando de cor de acordo com a quantidade de Glicose presente no líquido lacrimal. "Foram desenvolvidas moléculas especiais sensíveis a níveis muito baixos de Glicose", disse Geddes ao site ScienceDaily, acrescentando que “as moléculas foram incorporadas nas tradicionais lentes de contacto disponíveis no mercado. E o resultado é completamente não invasivo e funciona continuamente».

Um utilizador das lentes sensíveis a glicose consegue ver um pequeno ponto transparente à esquerda do campo visual, que responde a níveis perigosamente baixos ou altos de glicose no sangue que vão mudando de cor. O produto que deve ajudar os diabéticos a acompanhar o seu estado de saúde ainda está em fase de testes e não há previsão para o lançamento de uma versão comercial.



(Fonte: Agencias)

Um novo "ensaio sobre a cegueira"

Saúde Visual já apresentou neste artigo a respeito do filme Ensaio sobre a Cegueira, do cineasta Fernando Meirelles baseado em livro de José Saramago, a seguinte questão: Qualquer um pode ser acometido pela súbita falta de visão?

Na época da exibição do filme nos cinemas, os consultórios oftalmológicos foram invadidos por pessoas impressionadas com o filme e preocupados com a possibilidade dos casos de cegueira súbita serem comuns e o referido artigo responde a esta dúvida.

Agora, Saúde Visual propõem uma nova reflexão: E se todo mundo realmente ficasse cego?

No livro/filme sabemos que tudo vira um caos. Mas para a ciência as coisas poderiam tomar um caminho diferente. "Há várias tecnologias que ajudariam: bengalas ultrassônicas que podem indicar se há objetos pela frente ou até robôs que atuariam como cães-guia", diz o especialista em robótica Darwin Caldwell, diretor do Instituto Italiano de Tecnologia.

Bengalas com tecnologia assistiva já apresentamos várias, como esta aqui, a i-Cane. Assim como os carros que andam sozinhos e máquinas capazes de substituir médicos em cirurgias. Porém, para realizar tudo isso, seria necessário que alguém enxergasse. Ou não?

Fábricas totalmente automatizadas também não estão longe de ser realidade. "Robôs seriam capazes de se autoconstruir", diz Ken Young, presidente da Associação Britânica de Automação e Robótica. Ou seja: se a cegueira generalizada se espalhasse devagar, daria para a gente remodelar o mundo - mudando tudo para que nada mude. Com algumas adaptações, claro. "Teríamos que aprender novas maneiras de lidar com o computador, por exemplo. Seria algo como tocar um instrumento musical, tendo o som como a resposta para cada ação na máquina", diz o engenheiro Ken Goldberg, da Universidade de Berkeley, nos EUA. Impossível?

Sabemos que não. Nosso intrépido colaborador cego, Lucas Radaelli, já apresentou esta série de vídeos onde mostra que, com uma mãozinha de softwares de reconhecimento de voz e programas que leem o que aparece na tela, tal situação já é bem comum. E as tecnologias que já existem, ou que estão nascendo, também mostram isso.

Por exemplo: não é por falta de imagens que a televisão vai acabar. Aparelhos projetariam imagens que poderiam ser tocadas. A tecnologia para isso é a mesma dos celulares mais modernos: quando você põe o dedo na tela sensível ao toque, ela solta um leve pulso elétrico que simula a sensação de apertar um botão de verdade. As pesquisas para transformar isso em uma TV tátil 3D começaram no Japão em 2005.

Já os robôs cuidariam dos serviços domésticos, como já temos notícias atuais a respeito, como os aspiradores 100% automáticos que andam sozinhos, mapeiam a casa com seus sensores internos e depois saem sugando a sujeira sem encostar nos móveis. Fora de casa os serviços automatizados também podem ajudar: já existem restaurantes em que a comida chega por trilhos à mesa, coisa que dispensa os garçons.

Enfim, a tecnologia assistiva, termo utilizado para identificar todo o arsenal de recursos e serviços que contribuem para proporcionar ou ampliar habilidades funcionais de pessoas com deficiência e consequentemente promover vida Independente e inclusão social, seria a salvação do planeta, caso todos ficassem cegos.

Mas tomando os devidos cuidados e seguindo as (muitas) dicas que Saúde Visual publica diariamente aqui, neste site, você pode ficar tranquilo que isto continuará sendo somente um ensaio...


(Fonte: Superinteressante, sobre texto de João Vito Cinquepalmi)

Google quer dar um upgrade na visão humana

O gigante das buscas na internet mais conhecido como Google acaba de registrar a patente de um chip inteligente que seria instalado cirúrgica e literalmente dentro do olho, onde ficaria funcionando até quando a pessoa quisesse.

Os dois chips - um para cada olho, obviamente - ficariam armazenados em lentes eletrônicas, feitas de um polímero flexível e transparente e seriam controlados através de um smartphone ou de um computador, e carregados por uma antena que, de acordo com o Google, usaria como fonte de energia as ondas eletromagnéticas que nos rodeiam o tempo todo (através da TV, do rádio, de celulares e outros dispositivos).

Por enquanto, tudo não passa de uma patente, sem previsão de lançamento no mercado comum, porém, se o dispositivo for mesmo produzido um dia, quem quiser os olhos melhorados vai ter que passar por um processo cirúrgico, através do qual o médico removeria o cristalino para colocar o chip dentro dele, onde funcionaria como o próprio cristalino - só que com um upgrade versão "master", pois contaria com Wi-Fi, GPS, Bluetooth e câmeras de alta definição.

E não acabe aqui: segundo o Google, tal dispositivo corrigirá também problemas de visão, como catarata, miopia e presbiopia. Mas ainda não acabou: será possível fotografar e filmar qualquer cena da sua vida, ver um mapa da cidade em tempo real, observar as estrelas sem precisar de um telescópio, interagir nas redes sociais ao mesmo tempo em que conversa com seus amigos na vida real e por aí vai - as possibilidades são muitas.

Assim como os problemas são muitos, também... . Para começar, ainda não se sabe se os sinais de Bluetooth, GPS e Wi-Fi fariam mal aos olhos. Além disso, existe a possibilidade de hackers invadirem os chips - e aí, eles saberiam exatamente onde você está e quem você é, e teriam acesso a todos os seus dados. Isso sem falar que qualquer pessoa ou empresa poderia implantar imagens falsas bem diante dos nossos olhos.

Além disso, empresas como o Google registram patentes o tempo todo, o que não significa que tais tecnologias revolucionárias realmente se tornarão realidade algum dia. O jeito é torcer bastante para isso.



(Fonte: Superinteresante)

Oculolinctus causa terror no Japão. E não é um monstro

Adolescente adora lançar moda. O Japão também. Agora imagine, então, juntando os dois, o que teremos. Teremos o oculolinctus. Não, não é um monstro japonês que está destruindo Tóquio, mas uma espécie de fetiche sexual. Não ri que é sério.

Autoridades escolares japonesas foram surpreendidas pelo aumento de casos de clamídia e conjuntivite ocular em adolescentes. A razão para o aumento destas doenças é um estranho comportamento de adolescentes japoneses, o tal do oculolinctus. Esta prática incomum consiste em lamber os olhos do parceiro. Isso mesmo: lamber os olhos do parceiro (ou parceira).

A total falta de prática de higiene gerou um pico de doenças oculares entre os adolescentes na Terra do Sol Nascente. De acordo com a mídia japonesa, em algumas salas de aula um terço dos estudantes na faixa dos 12 anos de idade já está doente e confessou ser lambido ou ter lambido os olhos dos outros.

Como os olhos são muito sensíveis, a prática pode causar além das já relatadas doenças como clamídia e conjuntivite, úlceras oculares abscessos envolvendo as pálpebras e a órbita ocular e, em casos mais graves, desencadear uma infecção causada pelas bactérias presentes na boca que pode resultar em cegueira.

Especialistas alertam que a textura da língua pode ser perigosa à sensível superfície do olho, e vestígios de ácido cítrico ou até pimenta na boca podem causar sérios danos à visão. Os pesquisadores ressaltam, ainda, que não está descartada a possibilidade de transmissão de outras doenças graves, como a herpes, através da prática do oculolinctus. E não há Jaspion que de jeito nisso...

Segundo o Dr. Robert Noecker, oftalmologista em Connecticut, os olhos podem, sim, atuar como uma zona erógena, devido à quantidade de nervos. "A córnea é a parte mais inervada do corpo", disse Noecker. "É por isso que ele pode transmitir uma boa sensação. É a mesma coisa com os dedos dos pés”.

Há também o risco de que uma lambida no globo ocular pode acidentalmente riscá-lo. Quaisquer cortes podem tornar-se uma armadilha para as bactérias, o que pode conduzir a outros problemas. Dr. Phillip Rizzuto, porta-voz da Academia Americana de Oftalmologia, disse ao Huffington Post que, se não tratado a tempo, alguns desses germes também podem causar cegueira. "As bactérias na boca não se comparam às bactérias no globo ocular, e é por isso que não recomendo que as pessoas lambam suas lentes de contato para umedecê-las", disse Rizzuto.

E a origem desta prática é japonesa mesmo, conforme relatado no jornal britânico The Guardian. Tudo por conta de uma cena do videoclipe da banda japonesa Born que, na canção "Lie Spiral", mostra uma mulher lambendo o olho de um homem amarrado a uma cadeira. Nas redes sociais de imagens como Tumblr ou Yutube é comum os adolescentes exibirem fotos e vídeos com essa prática, conforme o (mau) exemplo abaixo:

You need to a flashplayer enabled browser to view this YouTube video


(Fonte: CBS News)

Quer desligar o cérebro? Então pisque!

Uma piscadela de olhos dura entre 100 e 150 milésimos de segundo. Se não for paquerando ou fazendo graça feito o presidente Obama, dos EUA, uma pessoa pisca entre dez e 15 vezes para hidratar e oxigenar a córnea automaticamente. Durante a piscadela não há transmissão de informações visuais e não há luz. Mas as pessoas não têm consciência de que tudo ficou escuro momentaneamente.

Raramente as pessoas notam que estão piscando (salvo na paquera e após ler esta frase) e tem a impressão de uma “visão ininterrupta do mundo”, ficando alheias a estes “mini-blecautes”.

Para tentar explicar o motivo desta alienação, pesquisadores do Instituto de Neurologia do University College usou um dispositivo criado especialmente para avaliar os efeitos no cérebro durante as piscadelas do olho.

O dispositivo, feito com um cabo de fibra ótica, foi colocado na boca dos voluntários que estavam usando óculos à prova de luz e foram submetidos a um exame de ressonância magnética do cérebro. A fibra ótica foi acesa já no céu da boca dos voluntários e jogou luz no globo ocular de cada um deles, usando uma forte luz vermelha, o que fez com que a luz batendo na retina dos voluntários fosse constante mesmo quando eles piscavam.

Os cientistas, liderados por Davina Bristow, foram capazes de medir os efeitos do ato de piscar na atividade cerebral, independente do efeito causado pelo fechamento momentâneo dos olhos (que leva à interrupção da luz). Com isso, os pesquisadores descobriram que a piscadela reprime a atividade cerebral no córtex visual e outras áreas do cérebro, que são normalmente ativadas quando a pessoa fica consciente de eventos visuais ou objetos. Em outras palavras, o ato de piscar desliga partes do cérebro.

“Nós notaríamos imediatamente se o mundo ficasse escuro de repente, especialmente se isso acontecesse em intervalos de alguns segundos. Mas nós raramente notamos quando piscamos, mesmo que este ato cause uma redução similar na quantidade de luz entrando no olho, e isto nos dá uma visão de mundo ininterrupta”, explicou Davina para quem o experimento comprovou porque não percebemos os tais  mini-blecautes quando piscamos.

O fato é que piscar é algo importante para os olhos. Quando piscamos lubrificamos os olhos e evitamos crises de olho seco e irritação ocular. Também ao piscar há a reposição do filme lacrimal que mantém os olhos limpos e úmidos, protegendo-os contra corpos estranhos.


(Fonte: Portal BBC)

Artista cria jeito de mostrar como os bichanos enxergam

Saúde Visual já apresentou esta matéria a respeito de como os animais enxergam o mundo.

O gato, por exemplo, enxerga em condições de baixa luminosidade em torno de 7 vezes mais que os humanos. Afinal de contas, eles são predadores e seus olhos foram feitos para caçar. Assim, os gatos conseguem perceber movimentos minúsculos e praticamente podem ver no escuro. Mas, para isso, precisam sacrificar outras capacidades, como enxergar em detalhes e perceber algumas cores.

O artista Nickolay Lamm decidiu transformar estas informações os olhos dos gatíneos em imagens. Para isso, ele consultou veterinários especialistas em visão animal, da Universidade da Pennsylvania, que explicaram algumas características fundamentais dos gatos.

Para começar, eles têm uma visão periférica bem melhor do que a nossa, pois conseguem ver o mundo em 200º, enquanto nós só alcançamos meros 180º. No escuro, os bichanos conseguem enxergar com bastante nitidez: oito vezes melhor que os seres humanos.

Por outro lado, eles não enxergam muito bem de longe. Um objeto que nós enxergamos bem a 30 m de distância precisa estar a 6 m de um gatinho para ser visto por ele com nitidez. As cores também ficam prejudicadas: pelo que os especialistas podem perceber, os gatos reconhecem azul e amarelo, mas não o vermelho, o marrom e o laranja.

De posse destes dados, Nickolay tratou as fotos para representar cada uma dessas características dos gatos. Confira o resultado, abaixo. As fotos da parte de cima é a visão humana e a de baixo a dos felinos (clique na imagem para ampliar):



Fonte: Superinteressante)

Nunca te vi, sempre te amei

Cientistas da Universidade da Flórida descobriram que o ‘estar apaixonado’, além de borboletas no estômago, deixa o cérebro humano literalmente incapaz de prestar atenção em rostos muito bonitos.

Os pesquisadores fizeram um estudo para medir a atenção de 113 homens e mulheres, que foram expostos a fotos de pessoas lindas e outras nem tanto. Metade dos voluntários teve de escrever, antes da experiência, um pequeno texto falando sobre o amor que tinha por seu parceiro. A outra metade fez uma redação genérica, sobre felicidade. Em seguida, as fotos foram exibidas - com os olhos dos voluntários monitorados por um computador.

Quem tinha escrito (e pensado) em amor passou a ignorar as imagens de pessoas bonitas. Seus olhos simplesmente não se fixavam sobre as fotos. E essa rejeição só acontecia com as fotos de gente linda; com as imagens de pessoas comuns, não havia diferença.

Segundo os cientistas, isso acontece porque, quando as pessoas pensam em amor, seu neocórtex passa a repelir pessoas muito atraentes - que são tentadoras e têm mais chances de levar alguém a praticar adultério. Eles acreditam que o tal mecanismo antitraição tenha se desenvolvido, ao longo da evolução, para ajudar os machos a se manterem monogâmicos, pois existem “muitos benefícios evolutivos em uma relação monogâmica, e o organismo leva isso em conta", diz o psicólogo Jon Maner.

Mas... E amar o outro sem ver o rosto? Faz alguma diferença?

“Nenhuma”, segundo o casal de deficientes visuais Flávio Marcos Rodrigues, de 39 anos, e Gisele Caprara, de 27 anos, moradores de Itapetininga (SP). Eles garantem que amar não tem relação alguma com aparência e, sim, com o que a pessoa é em seu interior. Mesmo sem nunca terem se visto, os dois afirmam que já começaram a se amar desde a primeira conversa. “Podemos dizer que foi amor à primeira vista”, brinca o casal.

Os dois se conheceram em 2012, quando foram participar de uma competição esportiva para deficientes visuais em São José dos Campos (SP). Ele é natural de Angatuba (SP) e foi ao evento como atleta de goalball, esporte destinado aos deficientes visuais em que os atletas arremessam e defendem uma bola que faz barulho. Já Gisele, natural de Limeira (SP), disputou atletismo.

Os dois eram amigos em comum de outro casal deficiente visual. Em uma noite durante a competição, Flávio foi apresentado à Gisele pelo amigo. A intenção era apenas jogar dominó, mas acabou surgindo algo a mais entre os dois, diz ela.

Depois do encontro em São José dos Campos, os dois decidiram namorar, mas voltaram para suas cidades e o namoro foi à distância. Flávio conta que chegou a viajar poucas vezes até Limeira para ficar mais próximo da namorada. Contudo, meses depois de iniciarem o relacionamento, ele passou em um concurso público na Secretaria de Educação e mudou para Itapetininga para trabalhar como pedagogo.

Foi quando Flávio decidiu elevar o nível do relacionamento com Gisele para tê-la mais próxima.

Resultado: eles estão casados há dois anos e moram em uma casa no centro de Itapetininga (SP), onde, segundo os dois, dividem as alegrias, o romance, a amizade e as divergências da rotina. Na residência vive ainda a irmã de Flávio, a escriturária Danila Rodrigues, de 30 anos, que também é deficiente visual, além de um cachorro de estimação.

O casal ainda treina duas vezes por semana goalball em um projeto social de Itapetininga. Para Flávio, ter uma vida plena, apesar da deficiência, é algo normal: “Às vezes encontramos deficientes visuais frustrados com a vida, que têm raiva e tristeza. Normalmente isso acontece com quem perdeu a visão já adulto. No nosso caso, eu perdi a visão com três anos e Gisele aos 6 meses de idade. Então, nós não pensamos sobre como é enxergar. Adaptamos nossas vidas para viver bem. Brincamos, namoramos, ‘assistimos’ jogos do Corinthians juntos. Enfim, a gente faz de tudo para encontrar a felicidade e somos felizes”, ressalta.



(Fonte: G1)

Gustavo Henrique: os dois lados da mesma moeda

“Tem salada com tomate, palmito, feijão fradinho e pimentão”, narrava bem calmo o rapaz de casaco verde e amarelo. Uma atleta deficiente visual ouvia e orientava quantas porções queria. Logo atrás, um menino com um braço amputado escolhia a mesa com um colega que caminhava sob próteses.

Era meio-dia. Atletas paralímpicos brasileiros, canadenses e angolanos recarregavam a energia no restaurante do hotel para as provas que aconteceriam naquela tarde. Começava o segundo dia de competições do Open Loterias Caixa de Atletismo, um evento teste para os Jogos Paralímpicos.

Fui apresentada ao Gustavo Henrique, atleta brasileiro de Uberlândia, Minas Gerais. Não é fácil identificar sua deficiência no primeiro momento. “Sou deficiente visual, tenho trinta por cento de visão”, me esclareceu.

Aos 23 anos, já coleciona títulos importantes. Campeão mundial e recordista nas modalidades de 100, 200 e 400 metros dentro da sua classificação funcional, o atleta se concentrava para disputar a primeira posição na competição de 100 metros naquela tarde.

Faltavam poucas horas para a sua prova. Combinamos de falar mais tarde.

As primeiras competições começavam. Da arquibancada, uma torcida pequena, mas animada, gritava pelos atletas brasileiros que conquistaram naquele dia 43 medalhas, sendo 16 de ouro. Uma delas, conquistada pelo próprio Gustavo Henrique.

Gustavo compete na classe T13. Para quem acompanha os Jogos Paralímpicos, é essencial compreender o que são essas letras e números. Cada atleta possui sua classe funcional, ou seja, um código que agrupa os esportistas por suas limitações e deficiências.

Para cada jogo, existe uma competição e premiação por classe. No atletismo, a classe de cada atleta é identificada com uma letra e um número. A letra “T" indica track, pista em inglês, que representa os atletas de velocidade, meio fundo e fundo. Já a letra “F" indica field, campo em inglês, e agrupa os esportistas de arremesso, lançamento e salto.

Após a letra, vem o número que aponta a deficiência e o grau de comprometimento do atleta. T40, por exemplo, são atletas velocistas com nanismo, F20 são atletas de campo com deficiência intelectual.

No caso dos deficientes visuais, existem três classes que separam o grau de comprometimento da visão. Atletas T11 são os mais prejudicados e incapazes de identificar objetos a qualquer distância. Os T12 conseguem reconhecer formas dentro de uma margem estabelecida. Já os T13 também reconhecem formas, porém com menor comprometimento que os T12.

Os competidores da classe T11 sempre correm acompanhados por um guia - profissionais que correm lado a lado do atleta indicando o sentido da pista e a distância da linha de chegada. Os atletas T12 podem escolher se querem um guia ou não. Já os T13 correm sozinhos.

Reencontrei o Gustavo no restaurante do hotel quando ele revelou o fato mais curioso da sua carreira como esportista: “eu era guia de atletas deficientes visuais”.

O menino que sonhava em ser policial e corria de kart, praticava corrida desde criança. Sua visão era normal. Em 2009, recebeu um convite para ser guia de atletas deficientes visuais. Ganhava pouco para isso, mas se divertia com as viagens.

Soube que tinha Ceratocone em 2011, enquanto cursava a faculdade de Direito. Uma doença degenerativa que provoca a percepção de imagens distorcidas. Além da condição que afeta a córnea, descobriu uma atrofia no nervo ótico.

Em 2013, as consequências já interferiam a rotina. Trancou a faculdade e desistiu da carreira policial. Foi quando ele se viu no outro lado da moeda. Deixou de ser guia para a competir como atleta paralímpico.

O mineiro de Uberlândia mora sozinho em Presidente Prudente, interior de São Paulo. Dentro de casa, encara com facilidade a baixa visão. É nas ruas que a vida fica mais complicada.

Impossibilitado de dirigir e até mesmo andar de bicicleta, usa transporte público na cidade. Como não consegue ler a linha do ônibus à distância, contou com gargalhadas que dá sinal para todos os coletivos que passam. “Uso a simpatia. Pergunto para o motorista se ele passa no lugar que quero ir. Eles respondem numa boa e dá tudo certo”.

A deficiência visual já colocou Gustavo em várias situações de saia-justa. Entrar em banheiro feminino ou paquerar uma menina que parecia ser bonita, mas era só efeito da visão desfocada.

Os momentos constrangedores viram motivo de piada para Gustavo. “Vivo minha vida feliz. Eu caio e levanto”, disse orgulhoso. Mas não foi sempre assim. O atleta não aceitava carregar o título de deficiente. Tinha vergonha. Quando conheceu a ex-namorada, escondeu sua baixa visão. “Fomos ao cinema. Fingi que estava entendendo tudo do filme. Demorei um tempo para contar que era deficiente visual”.

Por ser degenerativa, a doença do Gustavo ainda pode agravar fazendo com que ele perca ainda mais a visão. Ele diz que não pensa nisso. Vive um dia de cada vez. Enquanto isso, ele se adapta para superar suas condições. Para ler um livro, usa uma lupa. No supermercado, tira uma foto das letras pequenas com o celular e usa o zoom da tela.

Perguntei se ele sabia braille, o alfabeto com pontos em alto relevo usado por cegos de todo o mundo. “Não sei, nunca tentei”, respondeu. Por curiosidade, aprendi braille recentemente. Prometi ao Gustavo ensinar o alfabeto dos pontinhos naquela noite. Com muitas risadas, passamos por cada letra e escrevemos nossos nomes na linguagem dos cegos. Antes de nos despedir, entramos no elevador para a última prova do dia: ler os botões em braille. Medalha de ouro no novo alfabeto.

Amanheci agradecida por tudo que aprendi com os atletas de esportes adaptados. Vesti a camisa que ganhei do Comitê Brasileiro e embarquei de volta para São Paulo como a mais nova torcedora dos atletas paralímpicos.

 

(Texto de Ludmila Tavares, originalmente publicado no Tasômetro, blog do jornalista Marcelo Tas que, gentilmente, autorizou esta republicação)

Uma nova parte do corpo. E dentro do seu olho

Você deve ter lido e relido o título deste artigo, mas é isso mesmo que você leu: Pesquisadores descobriram uma parte do corpo humana anteriormente desconhecida. E esta nova parte fica localizada dentro do olho.

Antes de ir ao espelho para curtir a mais nova adição à anatomia humana, atente para o fato de que, se está dentro do globo ocular, conclui-se que é uma parte muito pequena. De fato, com apenas 15 mícrons de espessura, a camada de material recém-descoberta é tão diminuta que chamá-la de parte do corpo humano parece algo inapropriado, mas acredite, é isso que ela é.

Batizada de Camada de Dua em homenagem a Harminder Dua, o professor de oftalmologia que fez a descoberta, a nova parte do corpo humano fica na parte de trás da córnea, que anteriormente tinha apenas cinco camadas conhecidas. Dua e seus colegas descobriram a nova parte do corpo ao aplicar injeções nas córneas que haviam sido doadas para pesquisa e com a utilização de um microscópio eletrônico de varredura de cada camada separada.

Os pesquisadores agora acreditam que uma lágrima na Camada de Dua é a causa de hidropsia, uma doença que leva ao acúmulo de líquido na córnea. De acordo com Dua, o conhecimento da nova camada permitirá que os médicos façam diagnósticos mais precisos e, consequente, consigam realizar tratamentos mais eficazes contra lesões na córnea. Isso sem contar que esta descoberta também vai facilitar os transplantes de córnea.

Ainda segundo Harminder Dua, “do ponto de vista clínico, há muitas doenças que afetam a parte de trás da córnea e, por isso, médicos de todo o mundo já estão começando a relacioná-las com a presença, a ausência ou um trauma qualquer nesta camada”. O professor Dua lembra que, com esta grande descoberta, “os livros didáticos de oftalmologia precisarão ser reescritos”.

Ok, agora pode ir lá no espelho tentar ver a nova parte de seu corpo...

O estudo completo está disponível na revista Ophthalmology.


(Fonte: PopSci)

Acabando com a infância: as inúteis telas plásticas de TV

Saúde Visual apresentou nesta matéria a opinião do jornalista Anahad O'Connor, do The New York Times, sobre o mito ainda atual de que assistir TV de perto prejudica os olhos. Anahad ressalta que os parelhos de hoje em dia já não mais apresentam motivos para este tipo de preocupação.

Porém, como ele próprio lembra em seu texto, “antes de 1950, os aparelhos de televisão emitiam níveis de radiação que, após exposição repetida e alargada, podiam ter um maior risco de problemas nos olhos de algumas pessoas”. E foi por isso que uma leitora nossa nos escreveu a respeito de uma famosa película colorida feita para TVs na década de 60 e começo da de 70, quando nossos aparelhos ainda eram preto-e-branco.

Má notícia para ela. E para você, caso também tenha vivenciado o apogeu da película. E para as nossas avós, mães e tias que compraram e usaram tal artefato na ingenuidade de que, assim, estavam protegendo as vistas de seus filhos...

Originalmente, a película colorida se chamava Tele-Color, fabricada pela indústria Rologar, de São Paulo que partia da seguinte premissa: se a luz projetada pelo tudo incomodava os olhos nada melhor do uma tela feita do mais autêntico plástico japonês que simplesmente acabava com o fantasma, o chuvisco e os reflexos da tela (se você não sabe o que é isso, pergunte para seus pais). Além de deixar as imagens mais nítidas, “dentro de uma coloração cientificamente estudada”, conforme a propaganda do produto.

A mesma propaganda apresentava um documento com firma autenticada em cartório e assinado pelo médico Walter Cardoso Rossi atestando que o produto representava, de fato, “um processo benéfico para o órgão da visão”. Segundo apurações feitas pelo Saúde Visual, o Dr. Rossi, já falecido, era radiologista.

Por sua vez a empresa Rologar decretou falência em 1967, cinco anos antes do advento das TVs coloridas no Brasil. O motivo é fácil de entender, afinal de contas o Tele-Color não fazia nada de relevante para a saúde dos olhos. Tratava-se tão somente de um plástico verde, azul ou tricolor que deixava a tela inteira com a mesma cor enquanto a Rologar afirmava que o produto deixava a imagem colorida. E, de japonês mesmo, só o dono da empresa, o senhor Yoshiyuki Okamoto.


(Fonte: Gizmodo)

Uma mudança na cirurgia para catarata

Saúde Visual apresentou aqui a emocionante história da pequena Nicolly, que nasceu com uma forma agressiva de glaucoma congênito. A menina precisou fazer uma cirurgia nos EUA e, mesmo não estando com 100% de visão, já voltou a enxergar.

A boa notícia para as crianças que nascem com graves problemas visuais é que pesquisadores da Universidade da Califórnia (EUA) e parceiros da China desenvolveram uma nova técnica regenerativa para tratar catarata congênita em bebês. Essa novidade permite que células-tronco cresçam e se tornem lentes funcionais para os olhos deles.

O tratamento foi testado em animais e em um pequeno grupo humano de 12 crianças, mas trouxe resultados animadores: houve muito menos complicações do que o tratamento cirúrgico tradicional, e as lentes regeneradas apresentaram superioridade visual.

A catarata congênita – quando o bebê já nasce com o cristalino opaco ou quando isso acontece logo após o nascimento – é uma causa importante de cegueira na infância. As lentes opacas impedem a passagem da luz para a retina, e a informação visual não é enviada ao cérebro. O tratamento atual depende da idade do paciente e não significa uma visão perfeita para quem o segue. A maioria dos pacientes pediátricos precisa de óculos depois da cirurgia.

“O objetivo final da pesquisa com células tronco é buscar o potencial regenerativo das células do próprio paciente”, diz Kang Zhang, um dos pesquisadores.

O estudo humano envolveu 12 crianças com menos de dois anos de idade que receberam o novo tratamento e outras 25 crianças da mesma idade que passaram pelo tratamento tradicional. O segundo grupo teve maior incidência de inflamação pós-cirúrgica, hipertensão ocular e lentes mais opacas.

Já o primeiro grupo apresentou menos complicações e uma melhora mais rápida. Depois de três meses, todos já tinham lentes claras que proporcionavam boa visão.

Zhang e seus colegas esperam expandir o trabalho ao tentar o mesmo tratamento em pacientes idosos. “Acreditamos que nossa nova técnica vai resultar em uma mudança na cirurgia para catarata e pode oferecer uma opção mais segura e melhor para os pacientes no futuro”, diz ele.



(Fonte: MedicalXpress, via HypeScience)

Bem mais que uma simples resolução de imagem

Muita gente acredita que teve a visão piorada depois que começou a usar smartphones, TVs tela plana e computadores. Muitos especialistas, inclusive, afirmam que essa é uma possibilidade bem grande. De acordo com uma pesquisa publicada no Ophtalmology Journal, até 2050 cerca de 50% da população mundial vai precisar de óculos, e a grande culpada é a tecnologia.

Esse estudo prevê que cerca de 4,8 bilhões de pessoas — o que deve representar 49,8% da população — vão ter algum tipo de problema visual. Em 2010, esse número era próximo aos 2 bilhões e representava 28,3% das pessoas. O principal problema visual encontrado hoje é a miopia e há poucas chances de alguma alteração nesse parâmetro.

De acordo com a matéria publicada no The Telegraph, os pesquisadores afirmam que "mudanças no modo de vida das pessoas resultaram em redução no tempo fora de casa e aumentaram o tempo em atividades próximas ao trabalho", sendo que a proximidade às telas também foi aumentada. Eles afirmam que essa relação é direta, ou seja: mais tempo perto das telas representaria aumento de problemas visuais.

Entretanto, apesar dessa análise, outra pesquisa realizada pela Ohio State University mostra resultados diferentes. Depois de 20 anos analisando perfis diversos em mais de 4,5 mil crianças, os pesquisadores norte-americanos afirmam que "não existe associação" entre tempo em frente às telas e problemas visuais.

Quem será que tem razão?

Antes que a ciência chegue a um consenso, a Netflix, provedor global de filmes e séries de televisão via streaming, resolveu lançar uma solução para esse problema na forma de uma ferramenta chamada Video Multimethod Assessment Fusion (VMAF), capaz de medir a qualidade de vídeo usando como base o próprio olho humano; ou melhor, como nós enxergamos imagens.

Com a ajuda desse software, a Netflix tem como esperança trazer uma medição melhor do que a simples resolução de imagem ou se o filme está em alta definição, e sim alcançar algo agradável para nossa percepção.

Para chegar a essa tecnologia, a Netflix teve que passar por um bom número de estudos. Neles, ela realizou uma série de testes em que pessoas comparavam uma mesma cena em dois níveis de resolução diferentes, avaliando o quão incômoda era a queda de qualidade.

O resultado foi bastante interessante. O fato é que, na hora de mostrar cenas com grandes multidões ou vários objetos, a diferença de qualidade foi quase imperceptível; já no caso de imagens mais próximas, a diferença notada pelos candidatos foi enorme.

Graças a esses dados, a Netflix foi capaz de concluir que três aspectos são essenciais para o desenvolvimento do VMAF. Em primeiro lugar, é preciso ficar atento à perda de fidelidade da imagem em comparação à sua fonte; em segundo, à perda de qualidade dos detalhes na cena. Tudo isso, por fim, é analisado levando em conta os efeitos do movimento em cada quadro.

A Netflix nota, no entanto, que mesmo esse sistema não é infalível. Obviamente, a percepção de qualidade pode ser drasticamente afetada caso você esteja observando um vídeo de baixa resolução em uma TV enorme; além disso, a maneira como o software avalia a qualidade da imagem é resumida, e não consegue notar uma série de quadros ruins na exibição. Como se não fosse suficiente, a qualidade dos próprios vídeos oferecidos no serviço variam drasticamente, dificultando o monitoramento de qualidade.

Mesmo assim, a empresa ainda tem planos de melhorar o VMAF e, considerando um cenário em que você TV a uma distância “padrão”, a ferramenta já funciona muito bem.

Vale notar, por fim, que para ajudar outras empresas, a Netflix disponibilizou seu programa em código aberto, que pode ser baixado clicando aqui, bem como conferir o funcionamento pela mesma página.



(Fontes: The netflix tech blog, zhi li, via Techmundo)

Corvos também possuem "Teoria da Mente"

O corvo é uma ave da família Corvidae, representante de maiores dimensões da Ordem passeriformes.

Desde a literatura até o cinema, os corvos sempre foram animais associados a elementos obscuros e sombrios e até mesmo à morte. Em algumas culturas europeias o pequeno animal de plumas negras representava o próprio mal. Não à toa, ele é o parceiro ideal de Malévola, a feiticeira que amaldiçoa a jovem Aurora, mais conhecida como A bela adormecida, na animação Disney de 1959.

Porém, da mesma forma que Malévola teve sua história recontada em um filme de 2014, onde revela os motivos que tornaram seu coração puro em uma dura rocha impenetrável, os corvos também estão mudando o clima de mistério que gira em torno deles. Se antes as pessoas tinham mais medo do que curiosidade em descobrir mais detalhes sobre o animal, um novo estudo publicado na revista Nature Communications revela que esses pássaros têm habilidades cognitivas impressionantes: corvos conseguem imaginar quando estão sendo observados, mesmo sem nenhum contato visual com os outros animais.

Até então, acreditava-se que apenas animais parecidos conosco – como chimpanzés – tinham esta percepção, mas agora pesquisadores sugerem que corvos também podem ter a capacidade, uma característica humana marcante que é a habilidade de entender que diferentes pessoas têm diferentes pontos de vista, chamada de Teoria da Mente.

O fato do corvo ter sido o escolhido para estrelar este experimento não diz respeito à sua fama no cinema ou nos contos de fada. Eles demonstram inteligência com alguns comportamentos: quando encontram alimento suficiente para encher a barriga e ainda guardam um pouco para mais tarde, eles costumam tentar enterrar suas sobras atrás de algum obstáculo visual, para que outros corvos não possam enxergar o local. Quando sentem-se observados, eles fingem enterrar a comida em um ponto, mas depois a levam para outro lugar. Depois de escolher seu esconderijo final, eles evitam o local para não chamar atenção dos outros pássaros.

No experimento conduzido por Cameron Buckner, na Universidade de Houston (EUA), duas salas conectadas por uma janela foram usadas. A janela podia ser substituída por um pequeno buraco suficiente apenas para espionar com um dos olhos.

Para ensinar os corvos a usar a pequena abertura e espiar a segunda sala, os cientistas permitiam que os corvos visualizassem através da janela uma pessoa escondendo queijo na sala ao lado. O vidro da janela era então aberto e o corvo podia ir coletar seu prêmio. O próximo passo do experimento foi fechar a janela e usar apenas o buraquinho. Assim que os pássaros compreenderam que eles podiam observar sem ser vistos, a experiência começou de verdade.

Os corvos foram colocados na sala individualmente, com a missão de esconder um pedaço de alimento. Quando a janela estava aberta e havia um corvo observando pelo outro lado do vidro, o primeiro corvo escondia a comida rapidamente e evitava o esconderijo. Quando a janela e o buraquinho estavam fechados, ele ficava relaxado e levava mais tempo para esconder o alimento, mesmo havendo um corvo do outro lado. Já quando a janela estava fechada mas o buraquinho aberto, deixando passar o som de outro corvo (era apenas uma gravação, não havia nenhum corvo do outro lado), o primeiro corvo também escondia o alimento rapidamente, como se estive sendo observado.

Isso significa que mesmo sem enxergar o competidor, ele consegue supor que está sendo observado. Essa é a Teoria da Mente colocada em prática.

“Descobrir que a Teoria da Mente também está presente em pássaros pode exigir que nós deixemos de lado a popular ideia de que é isso que torna o ser humano único”, explica Buckner. “Mas completar esse quebra-cabeça da evolução e desenvolvimento vai nos aproximar da descoberta do que realmente é único na mente humana”, conclui.



(Fontes: Phys Org, Nature Communications, via HypeScience)

Dislexia não tem ligação com problemas visuais, afirma estudo

Um novo estudo de imagens do cérebro parece descartar uma causa potencial de dislexia, até então: problemas de visão não levam ao transtorno de leitura.

A nova pesquisa pode ter um amplo impacto na detecção e tratamento da dislexia, disse a principal autora do estudo, Guinevere Eden, diretora do Centro para o Estudo da Aprendizagem na Georgetown University Medical Center. O estudo foi publicado este mês na revista Neuron.

"Não tem importância do ponto de vista prático. Isso significa que você não deve incidir sobre o sistema visual como uma maneira de diagnosticar a dislexia ou tratar a dislexia", disse Eden. "Até agora ainda havia esta incerteza, algumas pessoas dizendo, 'Eu sei que é controverso, mas eu ainda acredito que a visão está contribuindo para essas crianças terem problema de leitura’ mas agora temos uma descoberta que realmente fala a um entendimento de que a função do sistema visual não deve ter um papel importante no diagnóstico ou tratamento de dislexia”, exulta ela.

Pessoas com dislexia lutam para aprender a ler com fluência e precisão. Nos Estados Unidos, a dislexia pode afetar mais de uma em cada 10 pessoas e é mais comum a dificuldade de aprendizagem, de acordo com este estudo.

Estudos de imagens cerebrais anteriores descobriram que as pessoas com dislexia experimentavam fraquezas sutis no processamento de estímulos visuais em comparação com as pessoas da mesma idade. Mas o estudo constatou que os problemas visuais observados em pessoas com dislexia são provavelmente uma consequência do distúrbio de aprendizagem, em vez de ser a causa.

Ao descartar o centro visual como um culpado, o novo estudo fornece mais apoio à teoria já popular que a dislexia ocorre devido a deficiências na parte do cérebro que lida com a linguagem. Os pesquisadores usaram ressonância magnética funcional para comparar os cérebros de crianças disléxicas com os cérebros de crianças que não têm o distúrbio de aprendizagem.

Crianças sem dislexia parecem ter o mesmo nível de atividade de processamento visual das crianças disléxicas. Além disso, crianças com dislexia que receberam aulas intensivas em habilidades de leitura experimentaram um aumento subsequente na atividade do sistema visual.

"Quando pedimos que as crianças aprendam a ler, nós estamos pedindo-lhes para fazer algo que é muito difícil. Aprender a ler muda o cérebro", disse Eden. "Se você é um leitor lutando por causa de sua dislexia, você não tem tanta oportunidade de ler como o outro garoto de sua classe, já que o seu cérebro não tem a chance de mudar tanto. O déficit visual está lá, mas nosso estudo permitiu-nos concluir que ele está lá como uma consequência de não ter a mesma oportunidade de ler como crianças sem dislexia”.

O novo estudo representa um passo fundamental para o campo em que se reduzem as potenciais causas da dislexia e ajuda a moldar o futuro da detecção e do tratamento. Futuramente, as pesquisas devem se concentrar em replicar estes resultados, e encontrar outra explicação para a interação entre os centros visuais e de linguagem do cérebro.

Eden disse que o novo estudo também pode ser aplicado de forma mais ampla a outras doenças em que as diferenças na atividade cerebral foram observadas. "Sempre tem esse problema da galinha e do ovo", disse ela. "Quando vemos a diferença em uma varredura do cérebro, podemos dizer: 'Foi isso que desde o início causou o problema, ou é o produto final de um problema já existente? ’. Neste caso, considere que nós só passamos a ensinar as crianças a ler nos últimos 100 anos. Você está pedindo ao seu cérebro para fazer algo que não foi projetado para fazer, e ter que fazê-lo induz a todos os tipos de mudanças no cérebro."


(Fonte: HealthDay Reporter)

Com que roupa eu vou? O cabide-falante pode ajudar!

Escolher uma roupa para um evento exige paciência, determinação e bom gosto. Às vezes a pessoa leva horas para chegar a um resultado satisfatório. E quando esta pessoa não enxerga?

Um deficiente visual precisa guardar de memória a posição e a textura das roupas que ele guardou dentro do armário. Com isso, a dificuldade de escolher uma peça aumenta. Mas... e se o cabide falasse o que tem pendurado nele?

A ideia surgiu de duas irmãs donas de uma fábrica em Petrópolis, Região Serrana do Rio. “Minha irmã é pedagoga, trabalha com deficientes visuais. Então os alunos se queixavam muito dessa necessidade organizacional de como se vestir, como melhor aproveitar o seu dia a dia”, lembra Adriana Sêmola, dona da fábrica.

O segredo está em um chip instalado dentro do cabide, que armazena as mensagens e é ligado a um alto-falante. É preciso apertar um botão atrás para gravar a peça de roupa e ouvir ao acionar outro botão na frente. Assim, toda a vez que precisar escolher uma roupa, ao deficiente visual bastará apertar o botão e ouvir o cabide.

Feito com sobras de madeira reciclada, além de inclusivo o cabide também tem o conceito de sustentabilidade. Mais difícil do que escolher a roupa certa, porém, é encontrar uma empresa que fabrique um chip semelhante no Brasil. O do modelo atual foi importado da China. A fábrica vai produzir agora 500 peças e distribuir em instituições de atendimento a deficientes visuais e em uma feira do setor.


(Fonte: G1)

Enxergando as aves através de seus cantos

Pascal Belin liderou uma pesquisa realizada por cientistas da Universidade do Canadá que é considerada a primeira a trazer evidências confiáveis de que os cegos possuem uma melhor sensibilidade auditiva. Segundo ele, quando as pessoas ficam cegas, “as partes de seus cérebros que seriam usadas para processar informação visual se reorganizam para assumir outras funções - em particular, processar informação auditiva". O pesquisador conclui que quanto mais cedo esta reorganização acontece, mais eficiente é.

Este parece ser o caso de Juan Pablo Culasso. Deficiente visual de nascença, ele aprendeu desde cedo a distinguir com precisão, pelo timbre ou afinação, os mais diferentes tipos de sons, ruídos e barulhos do cotidiano. O canto das aves se tornou seu som favorito e, há 11 anos, ele registra e estuda estes animais.

Tudo começou em Montevidéu, no Uruguai. Enquanto uns viam a beleza nas cores e nos formatos dos pássaros, Culasso se impressionava pela elaboração dos cantos e pela magia dos sons variados de variadas espécies. A atividade passou a ser um trabalho e uma luta pessoal pela conscientização do risco de extinção de várias espécies quando, em 2000, ele foi convidado pelo biólogo Santiago Claramunt para ajudá-lo a registrar o canto do caboclinho-de-barriga-vermelha utilizando um gravador Marantz PMD222. A única instrução que recebeu sobre o aparelho foi onde ficava localizado o botão REC, para iniciar a gravação.

Culasso acabou se apaixonando pela atividade e há oito anos mudou-se para o Rio de Janeiro, onde aprofundou os seus estudos. Hoje, conta também com uma parábola, espécie de receptor gigante, acoplada ao equipamento.

O rapaz costuma dizer que enxerga as aves através de suas vozes e garante ter mais de 800 vozes memorizadas. Outros 25 mil sons de espécies diferentes estão guardados em seu computador. Muitas ameaçadas de extinção, outras que supostamente desapareceram, mas que ainda mobilizam os ornitólogos.

O pai de Culasso, Juan José, é fotógrafo e complementa o trabalho do filho com imagens das aves estudadas. Pai e filho passam fins de semana isolados, em silêncio, embaixo das árvores das florestas dos Campos Sulinos, no Uruguai, e as da Floresta Amazônica. No estado do Rio, sua área preferida são as reservas da cidade de Cachoeiras de Macacu, cidade que fica no caminho para Nova Friburgo.

As melodias ficam registradas no site pessoal de Culasso e em CDs, que são procurados para exposições em todo o país e utilizados como sonoplastia em programas de televisão. Juan também trabalha como instrutor de cursos de gravação de canto de aves. Através de fones, seus alunos ouvem as gravações dos acordes da fauna feitas por ele.


(Fonte: O Globo)

Bolsas nos olhos? Pele flácida? Seus problemas terminaram!

Ah, o Japão e suas invenções maravilhosas, não é mesmo? Veja o caso do Eye Slack Haruka. Em nossa seção Saúde já falamos sobre as incômodas e indesejáveis bolsas nas pálpebras que causam uma aparência mais velha e cansada e que muitas vezes vêm acompanhadas de olheiras.

Pois bem, o Eye Slack Haruka é uma invenção japonesa que promete minimizar estas incômodas bolsas com somente três minutos de uso diário. Segundo o fabricante, o dispositivo utiliza uma combinação entre vibrações e calor para melhorar a condição do rosto, rejuvenescendo o usuário no processo. Ou seja, trata-se de um único produto capaz de eliminar as antiestéticas bolsas e, de quebra, prevenir contra a flacidez facial.

Isso acontece porque o massageador para olhos possui dois modos de uso, batizados como “Soft” e “Hard”. Enquanto o primeiro usa estímulos elétricos para ativar a musculatura facial do usuário através de ondas de calor, o segundo cria microcorrentes elétricas que prometem diminuir a flacidez e cansaço que marcam a passagem do tempo. E, de acordo com o fabricante, o usuário mal nota as vibrações emitidas.

O Eye Slack Haruka se transformou num dos gadgets mais populares no mundo da estética nipônico que, como se sabe, é bastante exigente. Esteticistas brasileiros, porém, desconfiam da falta de informação a respeito das tais ondas de calor utilizadas no processo. Segundo eles, a maioria dos tratamentos para cuidar das bolsas dos olhos é realizada com temperatura fria.

Medindo apenas 17,5 x 6,5 x 2 centímetros, o Eye Slack Haruka é construído com materiais como ASB e silicone, resultando em um peso total de somente 20 gramas. O produto exige o uso de duas baterias CR2032, e acompanha quatro almofadas para o olho com diferentes tamanhos. Os interessados no dispositivo podem comprá-lo no Japan Trend Shop por 132 dólares, excluindo o valor do frete. Em termos de valores, vale à pena arriscar, já que o aparelho sai mais em conta que sessões de botox. E quem não arrisca, não petisca… e nem perde um olho.


(Fonte: Tecmundo)

Além da dor (e da vergonha), o perigo de ficar com olho roxo

Um soco no olho. Isso pode acontecer com frequência se você for o Vitor Belfort. Uma pancada na porta do armário. Isso também pode acontecer com frequência se você for relaxado (ou descuidado, vai). Num caso ou no outro, logo surje o olho roxo.

O famoso “olho roxo” nada mais é que uma ferida na pele da pálpebra causada por trauma violento na região dos olhos. Como muitas contusões, um olho roxo pode não ser motivo de preocupações e desaparecer por conta própria em poucos dias.

Em alguns casos, no entanto, um olho roxo é sinal de ferimentos mais graves para os olhos ou para o crânio. Qualquer dano ao globo ocular que faz com que ele se torne vermelho e inchado deve ser prontamente avaliado por um médico ou um oftalmologista. Lesões como as que acontecem em lutas, esportes competitivos e acidentes comuns, podem envolver uma insuspeita hemorragia interna ou outros problemas mais graves. A fratura envolvendo os delicados ossos ao redor dos olhos pode prender um músculo do olho ou tecidos da região. Uma fratura orbital pode danificar o nervo óptico e causar permanentemente danos à vista. Se assim for, a cirurgia de emergência pode ser necessária para corrigir o problema.

Um trauma sem corte que provoca o sangramento sob a pele da pálpebra fina produz a descoloração preta e azul característica do ‘olho roxo’. A fratura profunda no interior do crânio também podem escurecer ambos os olhos, apesar de a própria área dos olhos não ficar ferida. As pessoas com sinusite alérgica às vezes sofrem de escurecimento e inchaço sob os olhos causados por inflamação dos vasos sanguíneos.

Para tratar um olho roxo deve se aplicar compressa fria na área afetada, o que ajuda a reduzir o inchaço e contrai os vasos sanguíneos, o que por sua vez, interrompe o sangramento abaixo da pele. Um cubo de gelo picado ou um pacote de legumes congelados aplicados como compressa na área afetada por 10 minutos a uma hora evita danos na pele em torno dos olhos.

Além do tratamento com gelo, não há muito a ser feito por um olho roxo, exceto evitar fazer qualquer coisa que poderia causar mais prejuízos, como colocar pressão sobre o olho inchado ou forçá-lo a ficar aberto. Se for preciso o uso de um analgésico, optar por aspirina ou paracetamol, por exemplo.

No entanto, ninguém será capaz de determinar a possibilidade de danos aos olhos apenas olhando no espelho. Se o próprio globo ocular estiver danificado ou se a visão for afetada, é importante consultar um oftalmologista o mais rapidamente possível após o trauma ocular.


(Fonte: WebMD)

Sentar muito perto da televisão prejudica os olhos?

O jornalista Anahad O'Connor, do The New York Times, reuniu num livro com um título bem humorado as respostas científicas às perguntas que todos nós fazemos sobre a saúde e o mundo que nos rodeia. E desfaz muitos dos mitos que andam na nossa cabeça desde a infância.

Batizado com o sugestivo título Não tome banho em dias de tempestade, o livro esclarece divertindo e diverte esclarecendo uma série de questões como uma que interessa bastante aos leitores do Saúde Visual: sentar muito perto da televisão prejudica os olhos? Com a palavra, O’Connor:

Foi há mais de 70 anos que os aparelhos de televisão começaram a ser vendidos, e há alguma coisa que me diz que foi igualmente ao mesmo tempo em que uma mãe cautelosa, ao reparar que um filho ou filha se pespegavam embasbacados em frente da nova invenção, dizia bruscamente as palavras que as crianças cresceram ouvindo desde então: "Se afasta da tela! Assim vai acabar com teus olhos!" Alguma pequena diferença entre aquele tempo e hoje?

Hoje os cientistas podem dizer com toda a certeza que o aviso é falso. Antes de 1950, os aparelhos de televisão emitiam níveis de radiação que, após exposição repetida e alargada, podiam ter um maior risco de problemas nos olhos de algumas pessoas.

Vários estudos levados a cabo antes de 1970 mostraram que os níveis de radiação emitidos pelas televisões eram perigosamente altos. Alguns até emitiam raios X. Uma pequena percentagem estava até acima do limite recomendado de cerca de 0,5 milirems por hora.

Mas as televisões modernas são máquinas bastante diferentes. Não só são feitas com melhores proteções, como também usam voltagem mais baixa, por isso a radiação já não é um problema. Segundo alguns estudos, a dose de radiação média sofrida por uma pessoa que vê televisão regularmente e se senta a poucos metros do aparelho é de cerca de 1 milirem durante um ano - cerca de um décimo da quantidade de radiação que se sofre com uma única radiografia do tórax.

"Isto não são histórias da avozinha, é uma história de tecnologia antiga", observou Norman Saffra, o diretor de oftalmologia do Maimonides Medical Center, em Nova Iorque. "No mundo onde viveram e cresceram as nossas avós, era uma recomendação apropriada", conclui ele.

Mas essa época já passou. Sinta-se à vontade para se sentar tão perto da televisão quanto queira - quer seja para ver melhor aqueles médicos fantásticos de Grey's Anatomy seja para testar a teoria que, se sentar suficientemente perto, será transportado lá para dentro.

Tenha em mente, porém, que apesar da concentração numa tela durante horas a fio não cause cegueira, pode, porém, causar tensão ocular. Manter a sala razoavelmente iluminada enquanto a televisão está acesa e tirar os olhos da tela de vez em quando pode ajudar a prevenir isto.

Os pais também deverão estar atentos à criança que se arrasta furtivamente para mais próximo da TV. Claro que não é pela radiação, mas porque é um sinal de que o seu filho poderá precisar de óculos.


(Fonte: Não tome banho em dias de tempestade de Anahad O’Connor)

Adolescentes e lentes de contato: O que os pais precisam saber

Muitos adolescentes querem substituir seus óculos por lentes de contato, principalmente por razões estéticas. A maioria dos erros de refração é facilmente corrigida com lentes de contato - mesmo o astigmatismo. Na maioria dos casos, os adolescentes vão ver tão bem com as lentes de contato como o fazem com os óculos, ou ainda melhor. As lentes de contato oferecem visão periférica mais clara e com menos distorção do que os óculos, pois ficam diretamente no olho, sem a armação para bloquear a visão.

Como não há limite de idade - tanto os bebês quanto os idosos podem usá-las -, muitos oftalmologistas começam a incentivar a usar lente de contato entre os 11 para os 14 anos. Adolescentes envolvidos em esportes, especialmente, também vão adorar as lentes de contato. Nos esportes recreativos as lentes dão aos adolescentes visão mais clara e permite, quando for o caso, usar óculos de proteção sobre lentes de contato. Claro, há uma chance de uma lente de contato ser desalojada e até perdida durante um jogo, mas a substituição de uma lente de contato é muito menos dispendiosa do que a substituição de um par inteiro de óculos.

Permitir que os adolescentes escolham lentes de contato do que óculos para correção da visão pode levá-los a usar óculos de sol com mais frequência também. Eles terão de levar apenas um par de óculos – o de sol, ao invés de dois, se poupando de um tremendo ‘mico’.

Muitos pais estão preocupados com a quantidade de cuidados envolvidos no uso de lentes de contato. Hoje, a maioria dos sistemas de cuidados é bastante simples. E a maioria das lentes de contato gelatinosas usadas hoje em dia é descartável, não exigindo maiores cuidados. O adolescente provavelmente vai precisar ter alguns pares extras em casa, no caso de uma lente rasgada ou perdida.

Outra preocupação dos pais é a responsabilidade do adolescente para com suas lentes de contato. A maioria dos adolescentes tem maturidade para usar e cuidar de lentes de contato, mas cabe aos pais discutir estas preocupações tanto com o adolescente quanto com o oftalmologista. Se o oftalmologista achar que o adolescente não está pronto, as lentes de contato não serão prescritas. Aliás, o uso de lentes de contato deve ser interrompido se o adolescente não está seguindo as devidas diretrizes de cuidados.

Outro ponto a ser considerado é o próprio adolescente contribuir com parte ou com todo o custo das lentes de contato, incluindo o exame de vista, as próprias lentes, as soluções de limpeza e as trocas em caso de perda ou rasgo. Especialistas acreditam que se os adolescentes dividem parte da responsabilidade financeira, eles valorizam muito mais o uso de lentes de contato.

Possivelmente, o maior benefício de usar lentes de contato é o salto significativo na autoconfiança que o adolescente pode experimentar. Em uma pesquisa recente feita nos Estados Unidos foi estudado durante três anos o efeito psicológico que o uso de lentes de contato teve em crianças e jovens adolescentes que usavam óculos.

Os pesquisadores descobriram que as lentes de contato melhoraram significativamente a forma como as crianças e adolescentes se sentem sobre sua própria aparência física, a aceitação entre amigos e até a habilidade para praticar esportes. As meninas especialmente experimentaram um significativo aumento na autoestima. As lentes de contato até mesmo deixaram algumas crianças mais confiantes sobre seu desempenho acadêmico, de acordo com o estudo.

Lentes de contato coloridas é uma forma divertida dos adolescentes mudarem sua aparência. Lentes levemente matizadas podem melhorar ou modificar a atual cor dos olhos ou podem mudar para uma cor completamente diferente - de castanho para azul , verde ou violeta, por exemplo.

As lentes de contato de efeito especial podem até fazer os olhos adolescentes parecem os olhos dos gatos ou dos vampiros nas festas de Halloween ou em outras ocasiões especiais e podem ser usadas até por pessoas que não precisam de correção da visão. No entanto, ainda assim, é necessária uma prescrição para essas lentes, porque elas são classificadas como dispositivos médicos.

Enfim, para qualquer uso das lentes de contato o oftalmologista deve examinar primeiro os olhos e se certificar de que eles são saudáveis e que o paciente tem lágrimas suficientes para usá-las com sucesso. Afinal, as lentes de contato normalmente são uma forma saudável, segura, divertida e relativamente barata para os adolescentes começarem a tomar decisões por si mesmos.


(Fonte: All About Vision)

Magnetismo volta ao centro das atenções

As observações de fenômenos magnéticos naturais são muito antigas. Entre elas relatam-se com frequência as realizadas pelos gregos em uma região da Ásia conhecida por Magnésia, embora haja indícios de que os chineses já conheciam o fenômeno há muito mais tempo: no início da era cristã os adivinhos chineses já utilizavam um precursor da bússola, uma colher feita de magnetita que, colocada em equilíbrio sobre um ponto de apoio central, podia mover-se livremente.

No campo da medicina, o trabalho clínico empregando o magnetismo iniciou-se por volta de 1766 com o médico alemão Franz Anton Mesmer (1734-1815), que acabou sendo vítima de calúnias e difamações, apesar de ter usado o método experimental em suas pesquisas.

Eis que o magnetismo volta às manchetes agora, através do trabalho de cientistas franceses que usaram uma técnica chamada estimulação magnética transcraniana para melhorar a visão de pessoas saudáveis.

Segundo os pesquisadores, depois da estimulação magnética de uma área no hemisfério direito do cérebro, envolvida na percepção e na orientação espacial, os voluntários apresentaram uma maior capacidade de detectar alvos que apareciam em uma tela de computador.

Antoni Valero-Cabré e seus colegas do instituto CNRS descobriram uma área do cérebro que dá bons resultados no aprimoramento da visão: o campo visual frontal. A região não é propriamente a área primária da visão, mas ela participa no planejamento dos movimentos oculares e na orientação da atenção que damos ao espaço visual. Usando pulsos magnéticos com duração entre 80 e 140 milissegundos, a sensibilidade visual dos participantes melhorou em até 12%.

Esta descoberta, cujos resultados foram publicados na revista científica Plos One, abre o caminho para o desenvolvimento de novas técnicas de reabilitação para algumas desordens visuais, além da possibilidade de melhorar o desempenho visual de pessoas saudáveis cujas tarefas exijam grande precisão.

Nos primórdios da descoberta do magnetismo, Mesmer fazia uso de alguns instrumentos. A estimulação magnética transcraniana consiste na aplicação de pulsos magnéticos em uma determinada área do cérebro. O magnetismo força a ativação dos neurônios corticais localizados dentro da área de alcance do campo magnético aplicado. Assim, a atividade neuronal é modificada de forma controlada, indolor e temporária.

Há vários anos, teses e debates acadêmicos estão sendo dedicados à questão do uso do magnetismo, tanto na Europa quanto nos Estados Unidos, onde pesquisadores vêm tentando aprimorar a técnica para sua utilização terapêutica, bem como para melhorar determinadas funções cerebrais em pessoas saudáveis. Recentemente, uma pesquisa descobriu que uma técnica similar, baseada em eletricidade, pode aumentar a capacidade de aprendizado.

O fato dos pesquisadores serem franceses dá contornos curiosos a esta notícia, pois foi justamente o corporativismo dos médicos parisienses, defendendo a tendência mecanicista da medicina do século 18, um dos fatores determinantes no contexto em que Mesmer esteve envolvido durante a defesa do magnetismo, notadamente no período em que o médico alemão viveu em Paris.


(Fonte: Diário da Saúde)

Exercícios de ortóptica: para colocar os olhos 'na linha'

Ariel é uma jovem como tantas outras de sua idade: vive conectada em seu smartphone. Ou em seu tablet. Ou, ainda, em seu notebook.

Não há nenhum estudo científico comprovando que os computadores sejam prejudiciais aos olhos. Porém, uma variedade de sintomas como dor de cabeça, ardor, lacrimejamento, visão embaçada, podem ocorrer após o uso excessivo do computador. Este conjunto de sintomas ganhou o nome de ‘síndrome de visão do computador que, entretanto, não se trata de um problema ocular específico.

Ariel também estuda bastante e lê muito. Mas sabemos que o esforço visual não é prejudicial ao olho. Costuma ocorrer o contrário, ou seja, quanto mais se lê, mais facilmente o cérebro interpreta o conteúdo da leitura. Afinal, os olhos foram feitos para ver e ler então não se trata de “ler demais”, e sim ler por muitas horas seguidas. Ler por muito tempo sem parar pode causar cansaço visual, mas não é o excesso de leitura que causa a “vista cansada”, por exemplo.

Então, que raios de cefaleia era aquela que a perseguia tanto? Não fazia muito tempo que ela fizera exames e até trocara de óculos, por conta de sua miopia. Quem sabe sua dor de cabeça estava sendo causada pelo estresse com provas do colégio, do ensino técnico, o Enem, o vestibular... O jeito foi retornar à oftalmologista, pois Saúde Visual sempre diz que é importante procurar o especialista.

E foi assim que Ariel descobriu que a causa de sua cefaleia está em uma exoforia. Pausa para explicarmos melhor o que seria isso. Todos conhecem o estrabismo, quando há perda do paralelismo entre os olhos. Ele pode se apresentar de três maneiras: constante, quando o desvio de um dos olhos é permanentemente observado; intermitentes, quando ora os olhos estão alinhados e ora há desvio, sendo mais frequente nos estrabismos divergentes e, por fim, os latentes, que só são verificados com exame de motilidade ocular.

Um dos tipos mais comuns de estrabismo é a exotropia, também chamada de estrabismo divergente. É o desalinhamento ocular no qual um dos olhos se desvia lateralmente para fora, ou seja, em direção à orelha correspondente, por conta da fraca oposição do músculo reto médio. O tratamento da exotropia é feito com o uso de lentes corretivas, como óculos de grau e lentes de contato, e exercícios para o fortalecimento dos músculos do olho, porém, a cura só pode ser realizada através de cirurgia.

Mas, retomando, Ariel tem exoforia. Ou desvio divergente latente, um tipo específico de estrabismo caracterizado por um desvio latente em um ou ambos os olhos e este(s) apresenta(m) desvio(s) que tendem para fora, em direção a(s) orelha(s) cujo diagnóstico preciso só é possível após a realização de alguns testes. A escolha do tratamento varia de acordo com o desvio apresentado pelo paciente e vai desde o uso de óculos de grau até cirurgias corretivas, passando por exercícios de ortóptica - uma das técnicas terapêuticas utilizadas para correção de desvios oculares -, realizados por um ortoptista.

Como quem tem estrabismo latente faz um esforço extra para manter os olhos alinhados, já que em situação de desvio há visão dupla, é comum surgir a cefaleia. Os exercícios que Ariel faz são justamente para isso: forçar o olhar a encontrar apenas uma imagem. Para isso, a ortoptista da jovem utiliza o queiroscópio, aparelho semelhante ao popular ‘espelho para cópias’. Através dele, o profissional pode trabalhar a musculatura de apenas um olho, ‘enganando’ o cérebro.

Como todo estrábico apresenta visão dupla é importante salientar que a recuperação estética pode ser alcançada, mas a recuperação visual é muito difícil de alcançar. Somente os desvios latentes e os intermitentes pequenos é que são passíveis de serem auxiliados pelos exercícios ortópticos. Pelo menos com isso, portanto, a jovem Ariel não precisa se estressar...


(Fontes: ABC da Saúde, Jornal Educar, Eótica)

Viagens pelo extraordinário mundo de um cego

Tony Giles é um britânico fã de Led Zeppelin e torcedor do Liverpool. Ele nasceu com um problema na visão, uma rara deficiência visual genética – distrofia do cone e fotofobia – e ficou cego aos 10 anos. Na mesma época, descobriu-se que Tony também estava parcialmente surdo dos dois ouvidos, no que parece ser uma condição genética relacionada.

Aos 24 anos, por causa do excesso de bebida alcoólica, foi diagnosticado com pressão arterial elevada e doença renal, que o levou a uma operação de transplante de rim – e a parar de beber.

Mas nada disso o impediu de viajar. Pelo contrário: aos 32 anos, o inglês já encheu 3 passaportes com vistos de 56 países. E decidiu contar como faz para enxergar as belezas e os problemas de cada lugar em um livro intitulado Seeing the World My Way (sem tradução em português). Ele também possui este site, onde registra suas intensas atividades.

A entrevista abaixo foi concedida ao site Planeta Sustentável. Giles falou com o repórter Felipe Datt por telefone de 3 cidades diferentes - La Paz, Londres e Atenas. Confira:

Como você faz para conhecer os locais que visita?

Não consigo enxergar sequer sombras. Isso significa que preciso de todos os outros sentidos para absorver a cidade de acordo com o tipo de superfície, as músicas e vozes, as comidas, os aromas. Tenho um senso único em relação aos outros turistas, porque uso todos os meus sentidos em conjunto, algo raramente feito por quem enxerga.

Como esses sentidos ajudam a diferenciar os lugares?

Pelo ar sei se estou perto da praia, como quando sinto o ar salgado de Seattle ou Bodrum, na Turquia. Ou se a cidade é poluída. De Yerevan, na Armênia, minha lembrança é uma combinação de fumaça de escapamentos, chaminés de fábrica e cigarro. Também aprendo sobre a cultura. Sei que estou em Chicago logo ao sair da estação de ônibus por causa do cheiro da carne e do jazz e do blues que ouço. Já Buenos Aires e Lima me dão a sensação de caminhar por cidades interioranas, em vez de grandes megalópoles, pois consigo ouvir o som de pássaros e cachorros.

Qual é sua cidade favorita?

Na verdade prefiro natureza a cidades. Consigo captar muito pela pele e uso meu corpo para sentir o ambiente. Quando caminho por uma floresta, tenho a sensação de que o ar está comprimido. Se parece que ele se expandiu, sei que cheguei a uma área aberta. Posso detectar mudanças na pressão do ar e na temperatura. E sinto que pode chover se o vento sopra mais forte.

Mas se tivesse de escolher uma cidade...

Bangcoc, na Tailândia, é incrível. O cheiro de sujeira, dos incensos, da comida de rua, dos canais e dos esgotos a céu aberto se junta ao calor, à umidade e ao barulho do trânsito para atacar meus sentidos simultaneamente. Por outro lado, Veneza me decepcionou. Para mim a cidade cheira a esgoto, não importa quão romântica seja para os outros.

Como você se orienta?

Ando com uma bengala e na mesma direção do trânsito ou do vento. Uso o barulho do tráfego para me guiar. Se preciso encontrar um metrô, uma boa indicação é sentir um grande número de pessoas indo e vindo, ou a vibração que o trem provoca na calçada. Também conto as ruas que atravesso quando me locomovo e refaço o caminho na volta. Em algumas cidades é mais difícil transitar. Como em Atenas, onde as pessoas estacionam os carros na calçada.

O que achou do Brasil?

O trânsito no Rio, em São Paulo e no Recife era impressionante, com motoristas buzinando e motores de carros que soavam como armas de fogo. Em Salvador tinha batuque o dia todo, um barulho parecido com pessoas batendo à porta. Gostei muito do povo, das praias de areia macia e dos sucos de frutas frescas. Que país maluco!

Você já sentiu medo de viajar sozinho?

Sou confiante. Viajar sozinho nunca foi um problema e nunca será. É minha paixão.



(Fonte: Planeta Sustentável)

Catarata-flor: isso não é mais um modismo

Saúde Visual já apresentou aqui a impressionante história do eletricista que desenvolveu uma catarata em formato de estrela nos dois olhos depois de receber uma descarga elétrica de 14 mil volts no ombro esquerdo.

Em 2013, um homem de 55 anos também apresentou um tipo de catarata em formato de estrela após levar um soco no olho, na Áustria. O paciente foi submetido a um procedimento cirúrgico e recuperou completamente a visão.

Agora, um homem de 30 anos apresentou uma mancha branca em formato de flor em uma região do olho esquerdo, após se envolver em um acidente, na Índia.

A imagem, publicada no periódico científico The New England Journal of Medicine, foi feita num exame ocular. De acordo com os especialistas, trata-se de um caso de catarata traumática que resultou em uma mancha no cristalino, a lente interna existente no globo ocular. A enfermidade causa distorção da imagem e perda da nitidez da visão.

Cataratas traumáticas são resultantes de traumas oculares. O paciente em questão havia sido atropelado por um automóvel enquanto andava de bicicleta, três meses antes do exame. Os médicos o aconselharam a passar por uma cirurgia de catarata com implante de lente intra-ocular, mas segundo a publicação, ele não realizou o procedimento.



(Fonte: G1)

Quando a pessoa não enxerga como realmente é

Muitos se surpreenderam quando a repórter Daiana Garbin, mulher de Tiago Leifert, pediu demissão da Rede Globo para, segundo ela, realizar outro sonho: o projeto EuVejo, um canal do YouTube cujo objetivo é falar sobre uma doença pouco conhecida chamada transtorno da distorção de imagem (TDC), na qual a pessoa não se enxerga como realmente é.

Acontece que este distúrbio não tem relação com a visão nem com os olhos.

Descrita pela primeira vez no fim do século XIX, a dismorfia corporal só agora começou a ser discutida de maneira aberta entre aqueles que sofrem da doença. Recentemente, o britânico Robert Pattinson, ator da saga Crepúsculo, afirmou a uma revista australiana viver incomodado por ser franzino demais, a ponto de preferir não ser visto sem camisa. Pattinson já foi diagnosticado com TDC. No Brasil, Daiana Garbin foi a principal responsável pela divulgação do problema. Logo no primeiro vídeo, a jornalista já revela que sofre com o distúrbio: “Desde os 5 anos eu odeio meu corpo. Eu me olho no espelho e me sinto gorda, queria ser magra, já fiz as maiores loucuras para emagrecer porque eu queria ser magra, seca, igual aquelas modelos palitinho, porque eu acho lindo“, comentou. Seus depoimentos francos, intercalados com declarações de outros pacientes, fez o TDC virar notícia e seu programa, referência.

O TDC acomete cerca de 2% da população global - no Brasil, seriam cerca de 4 milhões de pessoas. A doença tem traços de compulsão, naturalmente percebidos pelos pacientes mas dificilmente identificados por familiares e amigos. O doente não vê sua imagem distorcida pura e simplesmente. Ele age de forma obsessiva em função dessa percepção. Com o objetivo de camuflar o defeito imaginado - que pode ser do corpo inteiro ou de apenas uma pequena porção dele -, ele checa constantemente a própria aparência no espelho, escova excessivamente o cabelo, exagera nos cuidados estéticos.

As medidas tomadas pelos portadores do transtorno podem ser ainda mais dramáticas. Estima-se que um terço deles tenha recorrido a mais de uma cirurgia plástica para "corrigir" sucessivas vezes um mesmo problema. O TDC ainda costuma ser acompanhado de outros distúrbios. Cerca de 90% dos doentes sofrem de depressão; 48% abusam de bebidas alcoólicas e 32% sofrem de anorexia ou bulimia.

Homens e mulheres são vítimas do transtorno em igual proporção. A faixa etária mais acometida é a dos 15 aos 20 anos. Uma das possíveis explicações é que nessa fase o cérebro está em plena ebulição. Os estudos mais consolidados indicam uma origem neurológica para o transtorno. O cérebro dos pacientes com TDC sofre de um descompasso de substâncias como noradrenalina, dopamina e serotonina, sobretudo nas regiões relacionadas à visão e ao gerenciamento de emoções. Tais compostos estão associados, por exemplo, aos mecanismos de recompensa, ansiedade, motivação e humor. Além disso, as mudanças hormonais drásticas e a necessidade de aceitação durante a adolescência podem ajudar a deflagrar a doença.

Não há medicamentos específicos para o transtorno. O tratamento consiste em antidepressivos associados a terapia. A combinação não elimina a percepção distorcida da própria imagem, mas minimiza os efeitos dos sintomas - o paciente consegue evitar que eles interfiram em seus compromissos mais relevantes.



(Fonte: Revista Veja)

A cirurgia de visão a laser, sem mistérios nem promessas

Quem usa óculos (ou precisa usar) certamente já ouviu algum comentário sobre cirurgia a laser para deixar a visão mais nítida. Os tipos mais comuns são o LASIK (iniciais de Laser-Assisted in Situ Keratomileusis) e o PRK (Photorefractive Keratectomy). Esta família de cirurgias pode trazer de volta a visão 20/20 e reduzir - ou mesmo eliminar - a necessidade de óculos ou lentes de contato. Mas a cirurgia a laser para a visão pode ter efeitos colaterais indesejáveis.

No geral, os melhores candidatos para fazer uma cirurgia são os míopes, os hipermétropes, ou os que tenham astigmatismo. Nestes casos a cirurgia pode funcionar se a receita de grau não mudou em pelo menos um ano e a saúde dos olhos está boa. Assim como a saúde em geral.

Isso porque as doenças que afetam o processo de cura podem fazer a cirurgia se tornar uma má escolha em alguns casos. Quem sofre de diabetes, HIV, lúpus ou a artrite reumatóide, precisa conversar com um oftalmologista sobre as melhores opções de tratamento. Outras condições que exigem uma avaliação cuidadosa e pode tornar a pessoa um mau candidato para cirurgia inclui olho seco, pupila grande, córnea fina e, principalmente, para quem sofre com ceratocone.

Uma questão muito importante é a de que não existe nenhuma garantia de que o paciente submetido ao processo cirúrgico, ainda que bem sucedido, deixará de usar óculos completamente. Hábitos como os da leitura e dirigir à noite podem exigir o uso de óculos. Quem tem grau muito elevado tem grandes chances de ainda precisar de óculos na maioria das vezes após a cirurgia. Outro detalhe é que cirurgias de visão a laser padrão não tratam a presbiopia, a visão embaçada ou ‘cansada’, que começa depois de 40 anos de idade.

Chama-se “padrão” a cirurgia LASIK que remodela a córnea, a superfície clara e arredondada do olho, para que esta tenha um resultado melhor ao focalizar a luz que entra no olho. O globo ocular é mantido no lugar por um anel de sucção e a córnea é levantada e achatada. O cirurgião faz uma pequena aba na córnea e com laser - um feixe de luz ultravioleta - remodela a córnea com base no exame de vista pré-operatório. O flap corneano é dobrado de volta no lugar.

Uma nova forma de LASIK é conhecida como Wavefront-Guided e é mais preciso do que o padrão. E também mais caro. Antes da cirurgia, o médico cria um mapa detalhado dos olhos usando um "aberrometer". Isso grava até mesmo as menores imperfeições da córnea. Em teoria, este método dá melhores resultados e propicia uma melhor visão. E, em alguns estudos, os pacientes relataram menos problemas com a visão noturna do que aqueles que fizeram a LASIK convencional.

No procedimento PRK o cirurgião opera diretamente sobre a superfície da córnea do olho em vez de trabalhar sob uma aba. Este procedimento corrige os mesmos problemas de visão que a LASIK, mas pode ser uma opção melhor para as pessoas com córneas finas ou olhos secos. O tempo de recuperação é mais longo e menos confortável do que na LASIK. Os pacientes costumam usar uma lente de contato "bandage" de três a cinco dias após o procedimento.

A LASIK tem uma alta taxa de sucesso, especialmente para miopia. Segundo alguns estudos, neste procedimento 94% a 100% dos pacientes com miopia obtiveram visão 20/40 ou melhor. De 10% a 20% de todos os pacientes necessitaram de outra cirurgia. Um em cada cinco pacientes relatam sofrer de olho seco após a cirurgia. Um pequeno número de pacientes, de 1% a 5%, tiveram perda de visão parcial ou um enfraquecimento da córnea, denominado ectasia.

Com relação ao PRK estudos sugerem que 70% dos pacientes conseguiram uma visão 20/20, 92% dos pacientes obtiveram uma visão melhor ou igual que 20/40. A PRK funciona melhor para casos de hipermetropia baixa ou moderada.

Tudo explicado sobre os métodos é bom ter em mente que nenhuma cirurgia é livre de riscos. Muitos dos efeitos colaterais comuns, como olho seco ou outros desconfortos, surgem dentro de alguns dias a alguns meses. Mas alguns podem exigir nova cirurgia ou causar danos permanentes. Alguns dos riscos mais comuns tanto da LASIK quanto do PRK incluem olho seco permanente, halos, brilho, ou visão dupla - tornando difícil dirigir à noite, surgir algum grau acima ou abaixo da correção da visão, exigindo óculos ou lentes de contato após a cirurgia, redução da visão ou, muito raramente, a perda de visão.

Mas quem não pode fazer uma cirurgia a laser pode optar pelas lentes artificiais - chamadas de lentes intraoculares fácicas (PIOLs). Elas foram aprovadas para o tratamento da miopia. As lentes são feitas de silicone ou plástico e colocadas cirurgicamente na frente da lente natural do olho. Mas também neste caso existem possíveis riscos que incluem perda de visão, problemas de visão noturna e cirurgia adicional para ajustar, remover ou substituir as lentes.


(Fonte: WebMD)

O impacto do olho seco no desempenho visual ao dirigir

Olhos secos - ou “distúrbio na umidade dos olhos” -, podem ser causados por muitos fatores, incluindo os de ambiente como luz solar muito forte, fumaça, pólen e poeira. Ou trabalhar ininterruptamente em frente ao computador. Este problema também pode ser causado por medicamentos, como antidepressivos ou bloqueadores beta. Mulheres na fase da menopausa são afetadas por que as mudanças hormonais podem causar olhos secos. Outra causa são os problemas de visão tratados incorretamente, já que os olhos geralmente ficam muito tensos.

Por causa do vento, ciclistas que não utilizam óculos de proteção também são frequentemente afetados pelo problema. Óbvio que quem dirige carro conversível também pode padecer do problema. Mas uma equipe de oftalmologistas do Centro de Investigação do Quinze-Vingts National Ophthalmology Hospital em Paris, França, resolveu avaliar a performance visual em pacientes com olho seco ao conduzir um veículo comum.

Um total de 20 pacientes com olho seco, de diferentes idades e sexo, foi incluído no projeto. Outros 20 sem qualquer problema visual também. A capacidade de condução foi avaliada utilizando-se um simulador de condução específico exibindo alvos localizados aleatoriamente com um aumento progressivo de contraste a ser identificado. Outros exames incluíram exames clínicos, medidas de série para problemas de alta ordem da córnea além de um questionário de qualidade de vida relacionada à visão.

Os dados coletados durante o teste de direção (ou seja, o número de alvos visto, a sua posição e o tempo de resposta) foram comparados entre os grupos e analisados de acordo com os dados clínicos, dinâmica de aberração e índice de qualidade de vida. A percentagem de alvos perdeu, bem como tempo médio de resposta foram significativamente maiores em pacientes com olho seco, em comparação aos demais. Mais especificamente, a função visual de pacientes com olho seco foi mais prejudicada em situações específicas, tais como abordagens em cruzamentos ou rotatórias.

Em pacientes com olho seco, o tempo de resposta correlacionou-se positivamente com o índice de progressão para os problemas de alta ordem da córnea e com os "sintomas" ligados à qualidade de vida. Assim, a degradação das qualidades oculares relacionadas à síndrome do olho seco está associada com deficiência visual durante a condução de veículos, segundo a pesquisa.

O fluido lacrimal, lançado nos olhos em cada piscada da pálpebra através dos dutos lacrimais, contém sal, glicose e proteína e produz uma fina película lacrimal que possui várias funções, como retirar partículas invasoras e manter a lubrificação dos olhos, assegurando que as pálpebras deslizem suavemente. O fluido lacrimal também assegura que a córnea seja umedecida uniformemente e fornece ao olho oxigênio e substâncias nutricionais.

Este estudo demonstrou objetivamente o impacto causado nos olhos quando os dutos lacrimais não produzem fluido suficiente ou a composição do fluido lacrimal não está correta, impedindo que os olhos fiquem completamente cobertos pela película lacrimal.


(Fonte: Optometric Physician)

"Ela me vê e diz: que linda'"

Tudo é emoção na história da pequena Nicolly. Ela nasceu com uma forma agressiva de glaucoma congênito. Por causa da elevada pressão intraocular, corria o risco, além da cegueira, de precisar ter os olhos retirados. Além disso, descobriu-se depois que Nicolly também não ouvia e também enfrentava problemas renais.

A menina passou por três hospitais em Santa Catarina, onde a família morava, e depois, fez sete cirurgias (a primeira aos nove dias de vida) em São Paulo para tentar corrigir o problema. Não deu certo.

Sem coragem para dizer às pessoas a sentença dos médicos, de que era quase impossível Nicolly enxergar, aos três meses de vida da menina a mãe, Daiana Pereira, postou uma foto em uma página criada para ajudar outra criança doente, que tinha muitos seguidores. “Uma menina do Rio de Janeiro, Luciana, viu a foto e sugeriu criar também uma página de ajuda”, conta Daiana.

Com os recursos arrecadados, a família se mudou para Sorocaba, no interior de São Paulo, para buscar outras opções de tratamento. “Eu e meu marido fomos trabalhar no lava-jato de uma amiga, quando não estávamos com a Nicolly nos hospitais”. Em uma das viagens, acabaram batendo o carro, que foi vendido para custear o tratamento.

“Muita gente achava que ela nunca enxergaria, mas nunca duvidei. Ficava até sem o que comer para pagar um exame que ela precisava. Às vezes eu entrava confiante no consultório e saía arrasada, mas ela dava um sorriso e toda decepção acabava naquele sorriso dela”, diz a mãe da menina.

A mobilização na internet cresceu e despertou o interesse de uma internauta que vive nos Estados Unidos, fala português e cuja mãe também tem glaucoma. A jovem decidiu pesquisar hospitais que pudessem fazer a cirurgia para tentar salvar a visão de Nicolly.

“Uma fundação se interessou pelo caso dela e decidiu ajudar. Ganhamos a hospedagem, a comida e a cirurgia”, conta Daiana.

Mas ainda eram necessários US$ 17,5 mil para cobrir outros custos hospitalares. Mais uma vez, uma campanha foi lançada. Um casal fundador de uma ONG nos EUA doou US$ 15 mil, e um corredor de kart de 10 anos deu as passagens, diz a mãe de Nicolly.

Em pouco tempo, Daiana e a filha embarcavam para os Estados Unidos para uma temporada de seis semanas. A mãe recorda das primeiras palavras da médica: “My god”. “Quando ela viu Nicolly, assim que chegamos do Brasil, achou que tinha cometido um erro de levá-la para os Estados Unidos, o caso de Nicolly era muito grave. Mas não contou pra gente na hora”.

A cirurgia a qual Nicolly foi submetida durou três horas e, além da visão, devolveria à menina também a audição. Havia a possibilidade de uma nova operação, mas a recuperação da menina surpreendeu os médicos e não foi necessária.

De volta a Piçarras, no litoral norte catarinense, Nicolly aos poucos retoma a rotina, e vem evoluindo. "Está escutando, antes da cirurgia falava meio embaralhado, agora repete tudo, até canta em inglês com as musiquinhas dos brinquedos que ganhou nos Estados Unidos”, diz Daiana.

A visão da criança está longe de ser 100%, mas a família considera que o que aconteceu foi um “milagre”. “Ela está usando óculos com 5 graus cada”.

Nos últimos dias, por causa do frio, Nicolly tem ficado em casa. "É por causa da imunidade. Mas ela está bem, vai se adaptando. À noite fica meio chorosa, porque nos Estados Unidos ela dormiu seis semanas comigo, e aqui ela tem o quartinho dela, dorme sozinha. Só que agora ela enxerga!", diverte-se a mãe.

O momento em que os tampões são retirados e Nicolly vê o mundo – e a mãe – pela primeira vez, no dia seguinte à cirurgia, foi registrado em vídeo (assista abaixo e tente não se emocionar).  "Filha, você tá vendo!", disse a mãe, entre lágrimas, naquele momento. "Ela me vê e diz: 'que linda'", conta Daiana.

Confira o momento emocionante:

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(Fontes: G1 & YouTube)

Um optometrista virtual em tempo integral

De acordo com o site 9to5Mac, um equipamento que permite fazer um exame de vista adequado custa entre US$ 20 mil (R$ 61.668) e US$ 40 mil (R$ 123.336). No entanto, uma empresa chamada Smart Vision Labs conseguiu reduzir o custo para apenas US$ 4 mil (R$ 12.334).

O aparelho, chamado SVOne, é acoplado a um iPhone. Para fazer o exame é bem simples: basta acionar um aplicativo específico, olhar para o aparelho e tirar uma série de fotos do olho. O próprio programa faz a análise e gera uma receita médica.

Com esse projeto, a companhia conseguiu um financiamento de US$ 6,1 milhões (R$ 18,8 milhões) de um grupo de instituições lideradas pela Techstars Ventures. Utilizando o investimento, a empresa poderá aumentar a escala da produção e a equipe, ajudando a atingir 1 bilhão de pessoas que não têm acesso a exames de vista.

O executivo-chefe da Smart Vision, Yaopeng Zhou, afirma ter presenciado como a vida das pessoas pode ser transformada pela tecnologia. Em países em desenvolvimento, a falta de tratamento para problemas nos olhos pode perpetuar um círculo vicioso de pobreza, reduzindo a produtividade dos adultos e impedindo oportunidades educacionais para as crianças.

O aplicativo, que pode ser melhor conhecido através do site da empresa, funciona como um optometrista virtual em tempo integral: envia ao paciente um exame de visão através do sistema de refração inteligente auto-guiada com base em aberrometria. Comentários de um oftalmologista, os dados e o histórico de refração dos pacientes são fornecidos via nuvem para uma prescrição definitiva. Por fim, loja e paciente recebem uma cópia digital da prescrição dos óculos novos.

Essa é apenas uma das aplicações de diagnósticos médicos em que o iPhone é usado. Outros exemplos incluem testes de HIV e detecção de câncer de pele e elefantíase.

 

(Fonte: TecMundo)

A visão, o cérebro, a mágica e as nuvens

Quem não gosta de mágica? Sem dúvida, uma das atrações mais esperadas – e curtidas – no mundo do circo. Mesmo sabendo que nada daquilo é verdade, conseguimos nos surpreender com os truques apresentados. Nos surpreendemos porque vemos. E vemos algo que, de antemão, sabemos ser de realização impossível.

Será que o mundo é percebido como, de fato, ele é? Ou as pessoas vivem em um universo de ilusões, imersas em um grande show de mágicas? Para os neurocientistas Stephen Macknik e Suzana Martinez-Conde, do Instituto Barrow de Neurologia, de Fênix, no Arizona, Estados Unidos, reconhecido internacionalmente por seus estudos neurocientíficos, a resposta para estas perguntas está no cérebro.

A tese defendida pelos estudiosos é de que compreender como o cérebro processa os truques de ilusionismo pode ajudar a abordar aspectos comportamentais e distúrbios de atenção, além de desvendar questões relacionadas à consciência e à personalidade individual, entre outras. Ao aprofundarem-se na área, que conheceram por acaso, eles acabaram desenvolvendo um campo de investigação que tem justamente a mágica como instrumento de pesquisa.

De acordo com os pesquisadores, muito já se conhece sobre a prestidigitação (técnica que permite dissuadir a atenção por meio do movimento rápido com as mãos), os truques dos profissionais, os mais recentes acessórios de apoio e as rações psicológicas aos feitos do ilusionismo, mas a neurociência vai mais fundo na investigação. Em um livro que lançaram sobre este assunto, Macknik e Suzana afirmam que querem “revelar o interior do cérebro no momento em que somos enganados por truques de prestidigitação. Queremos explicar, em um nível fundamental, por que somos tão vulneráveis aos truques da mente. Queremos entender por que a ilusão é parte integrante do caráter humano e que enganamos uns aos outros o tempo todo, e, por isso, vivemos melhor e usamos menos recursos cerebrais para fazê-lo, por causa da maneira pela qual nosso cérebro produz atenção”.

Um adepto dessa linha de raciocínio é o médico-pediatra e também mágico Eduardo Costa Tavares, professor aposentado da Faculdade de Medicina, atualmente docente da Universidade Fumec e da PUC Minas. Segundo ele, é antiga a preocupação dos neurocientistas em descobrir os mecanismos que levam ilusionistas a impressionar as pessoas com efeitos que a lógica e a ciência demonstram ser impossíveis. Para Eduardo, a dupla de neurocientistas resolveu aprofundar a teoria de que isso só é possível porque nosso cérebro, apesar de toda a sua evolução, tem limitações para perceber a realidade, “se é que existe uma realidade”, pondera Costa.

O que ocorre, de acordo com o professor, é que o cérebro, baseado em experiência anteriores, recebe estímulos parciais e fragmentados, por meio dos órgãos dos sentidos, e completa as partes que faltam nesse quebra-cabeça. Ou seja, é o cérebro que cria a própria realidade. “Por isso identificamos imagens conhecidas nas nuvens, em um papel ou na superfície de Marte; ou enxergamos uma mulher ser cortada ao meio, e depois reconstituída sem qualquer lesão”, exemplifica Eduardo Tavares.

Mas não é apenas a visão humana que comete erros assim. Criada pelo Shinseungback Kimyonghun, um grupo de artistas sul-coreanos, a exposição Cloud Face mostra que até computadores possuem a capacidade de enxergar expressões humanas nas nuvens. Eles utilizaram um sistema de reconhecimento facial para encontrar diferentes rostos nas nuvens de uma maneira automática. Este curioso trabalho pode ser conferido neste link.


(Fontes: Tecmundo e Boletim Ufmg)

Reglete positiva facilita aprendizagem da escrita Braille

Em 1837 o francês Louis Braille (1809-1852) apresentou a primeira versão da reglete, um aparelho de escrita para pessoas com deficiência visual. A reglete é composta por duas placas de metal ou plástico, do tamanho de pequenas réguas escolares, fixas uma na outra por meio de uma dobradiça na lateral esquerda e com um espaço entre elas para permitir a introdução de uma folha de papel.

A placa superior possui diversos retângulos vazados, correspondentes aos espaços de escrita em Braille, as chamadas “celas Braille”. Já a placa inferior tem celas Braille com seis pontos côncavos (em baixo relevo) em cada uma delas.

A reglete funciona basicamente assim: ao introduzir um instrumento (chamado punção) com uma ponta côncava dentro de cada retângulo vazado da placa superior da reglete, pressiona-se a folha de papel entre as duas placas contra os pontos côncavos dispostos na placa inferior para formar o símbolo Braille correspondente às letras, números ou qualquer outro caractere que se deseja escrever. Com a folha virada do lado contrário ao que foi inserida na reglete, os deficientes visuais conseguem identificar, por meio da leitura tátil, os pontos em relevo formados pela pressão exercida pela punção na folha de papel.

No entanto, um dos problemas apresentados por esse dispositivo convencional é que, em razão de os pontos serem escritos em baixo relevo e a leitura ser realizada em alto relevo, a escrita é iniciada do lado direito e os caracteres são escritos espelhados de modo que, quando a folha é virada para a leitura (realizada da esquerda para direita), os caracteres estejam do lado correto. Além disso, no Sistema Braille diversas letras são o reflexo invertido de outras, gerando um esforço maior para quem está aprendendo o sistema, já que precisa aprender um alfabeto para ler e outro para escrever.

Foi para solucionar este problema que, em 2007, por meio de um projeto apoiado pelo Programa Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo), a empresa Tece, fundada por Aline Picolli Otalara, bióloga que fez mestrado em Educação e atualmente realiza doutorado na Universidade Estadual Paulista (Unesp), desenvolveu a reglete positiva, esteticamente similar ao instrumento convencional, que possibilita escrever os pontos já em alto relevo diminuindo, assim, o tempo de aprendizado do sistema de escrita e leitura Braille.

O produto foi batizado pela empresa de “reglete positiva”, porque, no ensino de Braille, os pontos em baixo relevo, que não aparecem no momento da escrita, são chamados pontos negativos. Já os pontos em alto relevo – legíveis e sensíveis ao toque com a folha virada do lado contrário ao que os pontos foram marcados pela punção escrita – são chamados de pontos positivos.

À Agência FAPESP Aline informou que, ao todo, o processo de desenvolvimento do produto e de testes em instituições que atendem pessoas com deficiência visual levou seis anos. Na primeira fase do projeto, os pesquisadores da empresa criaram diversos protótipos, com diferentes distâncias entre os pontos, e realizaram uma série de testes de leitura dos textos escritos com o novo instrumento.

Ao contrário da reglete convencional, a placa inferior do instrumento criado pela Tece possui os seis pontos em cada cela Braille na forma convexa (em alto relevo). Para marcá-los, a empresa desenvolveu um instrumento de punção similar a uma caneta sem ponta e com concavidade fechada que, ao ser pressionado sobre a folha de papel entre as duas placas da reglete, forma os pontos já em alto relevo. Assim, o usuário pode começar a escrever da esquerda para a direita, porque não é necessário virar a folha para ler o que foi escrito. Além disso, precisa aprender um único alfabeto tanto para ler como para escrever em Braille.

Os pesquisadores constataram que, com a reglete que desenvolveram, foi possível reduzir em 60% o tempo de aprendizado do Sistema Braille pelos futuros educadores. Com isso, de acordo com Aline Otalara, é possível diminuir o investimento em formação de professores, facilitar o aprendizado e aumentar o interesse do público, em geral, em aprender o Sistema Braille. Estes resultados do projeto da reglete positiva serão utilizados pela empresa para desenvolver, também com apoio do PIPE, uma máquina de escrever em Braille.

O desenvolvimento da reglete positiva resultou em um pedido de patente, que está em processo de avaliação. Também com apoio do PIPE, a Tece já iniciou a comercialização do produto no Brasil e tem planos de exportá-lo. O produto é vendido no site da empresa – que possui recursos de navegação para pessoas com deficiência visual – e em lojas especializadas.


(Fonte: Agência FAPESP)

Economizar energia através da visão. Literal e ecologicamente!

Pesquisadores do Instituto Neurológico Barrow, nos Estados Unidos, testaram na prática duas teorias contraditórias sobre a percepção visual temporal - o quão brilhante uma luz parece ser aos nossos olhos.

Uma é a Lei de Bloch, que propõe que a percepção do contraste de um estímulo visual aumenta com sua duração, mas eventualmente se estabiliza em torno dos 100 milissegundos. A outra teoria é o efeito conhecido como Broca-Sulzer que, por outro lado, propõe que a percepção do contraste aumenta inicialmente com a duração do flash, atinge um pico e então cai novamente.

Orientados por Stephen Macknik e Susana Martinez-Conde, os pesquisadores descobriram que a discrepância entre a Lei de Bloch e o Efeito Broca-Sulzer é causada por uma influência intrínseca, uma espécie de desvio apresentado pelos participantes da experiência, o que leva a dados com um viés que altera as conclusões. Para superar este viés, eles melhoraram o projeto do experimento e, ao fazer isto, os resultados demonstraram que a visão temporal de fato segue o Efeito Broca-Sulzer.

Está tudo muito bom, está tudo muito bem, mas... O que isso tudo significa? Significa economia de energia, já que a descoberta diz respeito à forma como os seres humanos percebem modulações temporais da luz.

É importante frisar que há mais de 125 anos pesquisadores tem estudado a visão temporal, mas a experiência da equipe de Mackinik é a primeira a estabelecer um controle de todas as formas conhecidas e critérios, a primeira a medir com precisão o papel da dinâmica temporal na percepção de brilho. Esta descoberta é tida como revolucionária, pois vai permitir a otimização das lâmpadas e outras fontes de luz.

Isso mesmo: segundo Macknik, “é possível economizar energia, pois podemos ajustar a nossa iluminação para que pisque de forma a aproveitar esse pico de percepção". Isso acontece porque a maioria dos dispositivos emissores de luz, tais como lâmpadas, monitores de vídeo e televisores, não emite uma luz contínua, mas uma luz que pisca em alta velocidade. Quanto mais rápido é este tremeluzir, menor é a capacidade do olho humano em percebê-lo, o que é mais confortável.

Os pesquisadores descobriram que existe uma faixa de cintilação dinâmica da luz que otimiza a percepção do brilho pelo sistema visual humano sem que seja necessário aumentar a potência da luz. Uma 'janela' temporal na percepção visual que pode ser explorada para “obter economias significativas projetando dispositivos emissores de luz que pisquem com a dinâmica ideal para ativar os neurônios do sistema visual no cérebro humano", explicou Macknik.

Tomando como base cada dispositivo emissor de luz, de lâmpadas a celulares - e apenas nos Estados Unidos -, os pesquisadores estimam que, se operados com a máxima eficiência para o sistema visual humano, isso economizaria milhões de dólares em eletricidade e energia. Potencialize isso para o mundo inteiro. Além de econômica, portanto, a descoberta também é ecologicamente correta.


(Fonte: Science Daily)

Pesquisadores criam aplicativo de fotografia para deficientes visuais

As pessoas cegas e amblíopes podem agora aumentar suas habilidades na arte de fotografar, graças a um aplicativo para smartphone criado por Dustin Adams e seus colegas da Universidade da Califórnia.

Eles observaram que os deficientes visuais querem ser capazes de tirar suas próprias fotos e mostrá-las aos amigos - assim como todo mundo faz. Também descobriram que existem poucas pesquisas para ajudá-las a tirar fotos melhores.

Assim, os pesquisadores entrevistaram 54 pessoas com idades entre 18 e 78anos. Alguns totalmente cegos outros amblíopes e outros, ainda, com um certo grau de dificuldade na percepção de luz. E perguntaram sobre o que eles acham mais difícil na hora de tirar fotos. O resultado praticamente serviu como uma especificação para a criação de um aplicativo.

Um dos entrevistados disse que um dos principais obstáculos é saber como enquadrar a foto. “Quando estou em um grupo, costumo ter alguém me aconselhando sobre o posicionamento da câmera, mesmo se eu mesmo for tirar a foto”, disse ele.

A mesma pesquisa mostrou que, apesar de muitos smartphones já oferecem detecção de rosto e um recurso de acessibilidade útil que fala para o usuário a função de botões da tela de toque, muitos mais recursos são necessários para fazer um aplicativo de câmera adequada aos deficientes visuais.

Adams e seus colegas, então, desenvolveram um aplicativo que utiliza o deslizamento do dedo na tela do celular para fotografar e, com detecção facial, conta e avisa (em voz alta) quantas pessoas estão aparecendo no enquadramento do retrato. O sistema também é capaz de ajudar no foco.

Assim que o modo de câmera do aplicativo é ligado, o celular também começa a gravar 30 segundos de arquivo de áudio que pode ser reiniciado a qualquer momento com um duplo toque na tela. Isto é para ajudar a organizar e compartilhar as fotos. O usuário pode optar por salvar o arquivo de som, juntamente com a data, a hora e os dados de GPS que é traduzido em áudio dando o nome do bairro, distrito ou cidade onde a foto foi tirada.

 

(Fonte: NewScientist)

Aplicativo faz teste para detectar daltonismo

Daltonismo é um distúrbio de visão caracterizado pela dificuldade em diferenciar as cores, notadamente o verde e vermelho. Esta dificuldade pode ser congênita ou ocorrer já na pessoa adulta como consequência de outras doenças oftalmológicas que acometem a retina ou o nervo óptico.

O diagnóstico precoce é fundamental para que o paciente desenvolva estratégias e alternativas para a realização de suas tarefas corriqueiras. Atualmente, a maioria dos testes realizados aplica-se a crianças a partir de três anos e trabalha com sequências de cores e números, que exigem conhecimento prévio para nomear os elementos.

Obviamente, nenhum teste virtual substitui o exame oftalmológico, o que significa dizer que, em caso de suspeita de problemas visuais é indispensável a consulta médica. No entanto, o aplicativo Color Blindnes Test é um meio prático e rápido para saber se você tem algum problema relacionado ao daltonismo.

O software trabalha na forma de um joguinho que apresenta diversas imagens com cores embaralhadas e números “escondidos”. Após diversas questões, o programa traz um percentual de acertos e uma “opinião” sobre o seu resultado final. Para deixar o joguinho um pouco mais completo, há duas opções de teste: o exame rápido e a prova longa, que traz bem mais desafios.

Se você sempre teve essa curiosidade sobre a saúde de seus olhos, faça download do aplicativo aqui, mas, nunca é demais repetir, o Color Blindness Test é um programa independente de qualquer instituto de medicina. Ou seja, os resultados apresentados não podem ser considerados como efetivos.  Assim, se após utilizar o software você acreditar ter identificado algum tipo problema relacionado à identificação das cores, não hesite em procurar ajuda profissional e sanar todas as suas dúvidas.

Ainda mais se houver casos de daltonismo na família, já que o daltonismo é um problema genético ligado ao cromossomo sexual X. Os homens só apresentam um cromossomo deste tipo, e caso carreguem o gene, fatalmente a doença se manifestará, o que explica a maior incidência na população masculina. Já para serem daltônicas, as mulheres devem ter o gene nos dois cromossomos.


(Fonte: Colorblind)

Uma abordagem diferente para realidade modificada

Saúde Visual já apresentou os inovadores conceitos do Oculus Rift e do Google Glass. Agora trazemos outra abordagem para a tecnologia de realidade modificada. A ideia aqui é projetar uma realidade virtual em miniatura, que permite ver e interagir em três dimensões, dentro do mundo real.

Durante um ano, Jeri Ellsworth e Rick Johnson trabalharam secretamente em um par de óculos de realidade aumentada para a Valve, empresa desenvolvedora de tecnologia de ponta, criadora do conhecido jogo Counter-Strike. Eles foram demitidos, mas ainda assim, a empresa deixou que eles seguissem com o projeto. Juntos, Jeri e Rick formaram a Technical Illusions e, assim, finalizaram o projeto que foi batizado de CastAR.

Basicamente o CastAR funciona assim: no momento em que se veste os óculos, um projetor exibe imagens em uma tela de projeção reflexiva especializada. Em seguida, a tela devolve a imagem para o rosto e o óculos a divide entre o olho esquerdo e o olho direito, criando o efeito 3D.

Enquanto faz isso, o aparelho também pega LEDs colocados no lado de fora da tela, e usa os dados para rastrear a localização da cabeça em tempo real, alimentando as perspectivas corretas dos objetos 3D não existentes. Além disso, o CastAR permite incorporar aplicativos como cartões de realidade aumentada que colocam personagens de jogos e, em seguida, o aparelho acompanha a linha de visão para se certificar que os personagens estão sendo renderizados corretamente em 3D.

Apesar de sua aparência ser bem feinha, a configuração do equipamento é bastante sofisticada, com muito mais peças e requisitos do que qualquer um dos sistemas concorrentes existentes no mercado. Mesmo assim, como a tecnologia do CastAR está em seus passos iniciais, o pessoal da Technical Illusions apresentou o equipamento na Maker Faire, um festival de invenção, criatividade e desenvoltura, para descobrir, justamente, onde poderá aplicá-lo já que nem a Valve quis o projeto para si. E isso Jeri e Rick não souberam explicar.

O que eles sabem é que, depois do Maker Faire, os interessados no CastAR poderão doar dinheiro para o desenvolvimento do sistema. Ellsworth e Johnson acham que podem obter o custo de um sistema básico abaixo de 200 dólares, graças aos componentes das matérias-primas que eles usam e sua própria experiência. Mas se não der certo, é positivo esta agitação nos projetos de realidade aumentada e realidade virtual. Quem sabe quais outras abordagens podem surgir e os benefícios que irão trazer?


(Fonte: The Verge)

Dicas para uma boa adaptação ao óculos multifocal

Em 1785, o estadunidense Benjamim Franklin formou “uma única lente por justaposição de duas metades de lentes diferentes, uma para visão de perto e outra para visão de longe”. Esta “invenção” todo mundo conhece. Trata-se do óculos bifocal, aquele que tem uma “janelinha” separando as lentes de longe (na parte superior) da lente de perto (na parte inferior).

Curiosamente, Franklin é autor da frase “antes do casamento os olhos devem estar bem abertos; depois do casamento, semicerrados”. Não se sabe se foi isso que o fez a inventar o bifocal, mas é certo que, além de denunciar a idade de quem usa, este tipo de óculos só proporciona nitidez para duas distâncias fixas (longe e perto) e causa um “salto da imagem” quando os olhos cruzam a linha de separação das lentes.

Óculos multifocal apresenta a combinação de dois óculos juntos: o de longe (miopia ou hipermetropia com ou sem astigmatismo) e o de perto (presbiopia ou vista cansada). Ou seja, ele soma duas lentes numa única lente sem que haja uma nítida separação entre elas. Melhor ainda, ele faz uma transição gradual e suave do grau de longe para o intermediário e então para o de perto, proporcionando uma visão nítida em todas as distâncias de foco.

Por isso não dá para comparar a visão proporcionada por uma lente multifocal com uma bifocal. Muito menos com o fato de se ter dois óculos separados para longe e para perto. O multifocal acaba com o “tira e põe” de óculos, com a troca de um óculos pelo outro ou com o esquecimento de onde os deixou. Sem mencionar a estética duvidosa de óculos pendurado no pescoço, na mão, na testa ou na ponta do nariz.

No entanto, o medo de usar o multifocal e não se adaptar parece ser contagiante. Todo mundo parece conhecer alguém que usou e não gostou, mas não é bem assim. A dificuldade de se adaptar ao óculos multifocal vai depender do tipo de grau que a pessoa tem, da lente de óculos escolhida e da motivação da pessoa em se acostumar com esse tipo de óculos. O esforço, no entanto, valerá a pena quando você conseguir ter uma visão boa em todas as distâncias (perto e longe) sem precisa ficar trocando de óculos.

Em mais um serviço de utilidade pública, Saúde Visual foi buscar algumas dicas para uma boa adaptação ao óculos multifocal.

1- Como o óculos multifocal é caro, de nada adianta fazer uma lente ruim ou economizar na lente pra comprar uma armação cara. Para uma boa adaptação é preciso uma boa lente. E uma boa lente geralmente tem um custo maior, ainda que tais lentes estejam cada vez mais acessíveis.

2- Quem desiste logo na primeira tentativa, nunca vai usar multifocal. Tem que tentar, insistir, tentar mais e insistir novamente. Quando colocamos qualquer lente de correção visual, nosso cérebro precisa se adaptar para interpretar a nova forma como os olhos estão captando as imagens. O tempo de adaptação varia de pessoa para pessoa e de lente para lente.

3- No começo algumas atividades como descer escada, manobrar o carro na garagem, parecerão mais difíceis. O jeito é evitá-las nos primeiros dias. Assim como se deve mexer os olhos e não a cabeça e manter o óculos bem posicionado no rosto.

4- Algumas lentes multifocais privilegiam a visão de longe ou a intermediária ou a de perto. É preciso conversar com o especialista para saber qual a melhor para o usuário, dependendo das suas atividades.

5- A medida da distância pupilar e a altura de montagem são fundamentais. Para isso procure uma boa ótica, com um atendimento personalizado e diferenciado. Da mesma maneira um exame de refração bem feito, com calma e atenção, é fundamental.

6- A altura da armação é importante. Uma armação pequena (14mm, por exemplo) receberá uma lente especifica para essa altura de armação. Caso contrário a adaptação será muito complicada.

As lentes multifocais apresentam um “corredor de visão” - conforme o grau na lente vai passando do grau de longe para o de perto, esse corredor vai diminuindo. A parte periférica da lente geralmente não tem grau. Os fabricantes de multifocais tentam cada vez mais fabricar lentes com corredores amplos proporcionando um maior campo de visão para o cliente e uma adaptação mais rápida. Uma boa lente, portanto, reduz os desnecessários movimentos de cabeça permitindo uma postura mais natural e confortável ao visualizar objetos muito próximos ou em distâncias intermediárias.

Outro tipo de lente é a intermediária. O óculos intermediário serve para quem não usa ou não quer usar óculos para longe, mas começou a apresentar dificuldade para perto e trabalha com computador. Como a distância de leitura no computador é diferente da distância de leitura de livros ou jornais, torna-se necessário um óculos com dois tipos de graus diferentes. Os óculos intermediários são como lentes multifocais, mas com grau só para média e curta distância, proporcionando uma adaptação fácil e rápida.


(Fonte: Médico de olhos)

O deficiente visual no Ensino Superior - um debate sem fim

Ao apresentar o projeto “Colega Legal” em nossa seção “Ações Sociais”, Saúde Visual fez esta pergunta: Como atender os requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência visual, para instruir os processos de autorização e de reconhecimento de cursos, e de credenciamento de instituições, sem que haja prejuízo ou desgaste nesse processo?

O motivo deste questionamento se deve ao fato de que muito se discute sobre o assunto, mas isso não basta. É preciso que as Instituições de ensino primeiramente orientem seu corpo discente através de trabalhos e documentos relativos a acessibilidade para, quando da entrada destes alunos especiais, sejam respeitadas as leis que determinam a série de exigências legais. E, por serem legais, é importante dar a atenção necessária a esses alunos de forma que eles não se sintam obrigados a seguir pelos caminhos da justiça, dos tribunais e órgãos de defesa dos direitos dos deficientes.

Um trabalho de conscientização pode ajudar a identificar a melhora no desempenho acadêmico destes alunos. E isto não exclui os alunos portadores de visão subnormal, pois esses também necessitam de um programa de intervenção amplo que inclua o aspecto educacional, com ênfase no uso máximo do seu resíduo visual.

As exigências das leis sobre acessibilidade no ensino superior constam da portaria nº 1.679, de 2 de dezembro de 1999, assinada pelo ministro Paulo Renato Souza. Diz a lei:

O Ministro de Estado da Educação, considera o disposto na Lei nº 9.131, de 24 de novembro de 1995, na Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, e no Decreto nº 2.306, de 19 de agosto de 1997, e considerando ainda a necessidade de assegurar aos portadores de deficiência física e sensorial condições básicas de acesso ao ensino superior, de mobilidade e de utilização de equipamentos e instalações das instituições de ensino.

Em seu art. 1º, determina que sejam incluídos nos instrumentos destinados a avaliar as condições de oferta de cursos superiores, para fins de sua autorização e reconhecimento e para fins de credenciamento de instituições de ensino superior, bem como para sua renovação, conforme as normas em vigor, requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais. No art. 2º a Secretaria de Educação Superior, com o apoio técnico da Secretaria de Educação Especial, estabelece requisitos, tendo como referência a Norma Brasil 9050, da Associação Brasileira de Normas Técnicas, que trata da Acessibilidade de Pessoas Portadoras de Deficiências e Edificações, Espaço, Mobiliário e Equipamentos Urbanos.

Para alunos com deficiência visual a lei exige compromisso formal da instituição de proporcionar sala de apoio, caso seja solicitada, desde o acesso até a conclusão do curso. Esta sala deve conter:

- máquina de datilografia braille, impressora braile acoplada a computador, sistema de síntese de voz;

- gravador e fotocopiadora que amplie textos;

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico em fitas de áudio;

- software de ampliação de tela;

- equipamento para ampliação de textos para atendimento a aluno com visão subnormal;

- lupas, réguas de leitura;

- scanner acoplado a computador e

- plano de aquisição gradual de acervo bibliográfico dos conteúdos básicos em Braille.

No art. 3º menciona-se a observância dos requisitos estabelecidos na forma desta Portaria vinda a ser verificada, a partir de 90 (noventa) dias da publicação, pelas comissões de especialistas de ensino, responsáveis pela avaliação a que se refere o art. lº, quando da verificação das instalações físicas, equipamentos, laboratórios e bibliotecas dos cursos e instituições avaliados.

A discussão vai muito além destas exigências, pois a lei não ordena que haja uma capacitação dos docentes e nem orienta por onde as Instituições devem começar o trabalho de inclusão. Alguns órgãos do governo ajudam com esclarecimentos, mas ainda é pouco levando em consideração a dimensão do problema.

Existem também as intervenções do MEC para criar regras para atender portadores de deficiências nas universidades. Todas elas, públicas ou particulares, terão de oferecer acessibilidade em suas áreas físicas e nas comunicações para pessoas portadoras de deficiências.

A portaria determina que na avaliação das condições de oferta de cursos superiores - para autorizá-los, reconhecê-los e renová-los - sejam incluídos requisitos de acessibilidade de pessoas portadoras de necessidades especiais.

Estes requisitos dizem respeito a carências de alunos portadores de deficiência física, visual e auditiva. Eliminação de obstáculos para circulação do estudante, permitindo acesso aos espaços de uso coletivo; reserva de vagas em estacionamentos nas proximidades das unidades de serviço; construção de rampas com corrimãos ou colocação de elevadores e adaptação de portais e banheiros com espaço suficiente para permitir a circulação de cadeira de rodas são alguns dos requisitos.

Toda essa discussão envolve a disponibilidade do conteúdo acadêmico para o aluno portador de deficiência visual. Seja ele falado ou em Braille. Como passar a matéria para estes alunos sem traumas, sem conflitos, sem acionar o judiciário?

Mobilização, capacitação e comprometimento pode ser a receita para harmonia entre as partes deste processo. Ao invés das partes se desgastarem nas minúcias da lei, devem procurar as novas tecnologias, que surgem para contestar como e quando os equipamentos exigidos podem ser substituídos.



(Fonte: Rede Saci)

Está na hora de aposentar o cão-guia. E agora?

No Brasil há cerca de 70 cães-guias que ajudam pessoas com deficiência visual ou com baixa visão a se locomoverem e se sentir incluídas socialmente. Mas, de acordo com Marcelo Panico, presidente do Instituto Iris, entidade sem fins lucrativos criada para promover a inclusão social de pessoas com deficiência visual por meio do cão-guia, a demanda no país é de pelo menos 12 mil pessoas. O Instituto conta com mais de 3 mil deficientes visuais inscritos, aguardando um animal.

Em todo o Brasil existem cerca de 80 pessoas com deficiência visual que possuem um cão-guia. Quase todos os animais, ainda segundo o Instituto Íris, são de outros países, sobretudo dos Estados Unidos.

E estas pessoas estão enfrentando uma situação deveras preocupante: o envelhecimento dos animais e a consequente necessidade de aposentá-los. Isso significa que eles terão de enfrentar longas filas de espera para ter um novo "orientador".

Apesar das tentativas de formação de animais no Brasil, todas esbarram na falta de boas linhagens e de treinamentos corretos. Um projeto do Sesi-SP criado em 2012 para entregar 32 cães-guias, por exemplo, enfrentou problemas na formação. 

Com a ajuda de instituições nacionais e internacionais, grupos de cegos trouxeram seus cães de fora quase ao mesmo tempo e, agora, esbarram no problema do envelhecimento dos cães que devem trabalhar por, no máximo, oito anos.

O Instituto Íris arrecada fundos para levar pessoas aos EUA para que consigam cães, mas o processo é demorado. A fila de espera tem 4.000 inscritos e o treinamento de um cão no exterior custa R$ 40 mil.

O Instituto Iris é parceiro do Projeto Cão Guia Brasil que, além de treinar os cães, realiza palestras e workshops de preparação da sociedade para receber e integrar o deficiente e seu cão-guia. Atualmente, 21 cães estão sendo treinados como resultado de uma parceria que reúne, também, o Sesi-SP. Os cães treinados conseguem desviar os cegos de obstáculos, atravessá-los na rua com segurança, encontrar caminhos e dar-lhes mais autonomia de ir e vir.


(Fonte: Folha)

Fila para deficientes: problemas na Disney e no Brasil

A imprensa dos Estados Unidos descobriu uma prática nada honesta: segundo o jornal New York Post, tornou-se comum nos parques da Disney visitantes ricos contratarem deficientes físicos para fingirem ser membros da família e, assim, passar na frente das filas que, em alguns casos, levam mais de duas horas.

A denúncia partiu da antropóloga Wednesday Martin, que teria descoberto o esquema durante uma pesquisa. Segundo ela, as famílias pagam em média 130 dólares por hora pela companhia do parente falso. Existe também a opção de contratá-lo por 1.040 dólares por uma jornada de oito horas.

Segundo o New York Post, uma das mães admitiu que a filha dela esperou um minuto para entrar enquanto as outras crianças tiveram que esperar duas horas e meia. Esta prática, de acordo com a antropóloga que fez a denúncia, é adotada por cerca de 1% das famílias que vão ao parque.

Através de sua assessoria de imprensa, a Disney confirmou permitir que cada hóspede deficiente, acompanhado de até seis pessoas, tenha acesso às atrações de seus parques por uma entrada específica e mais conveniente. A própria Disney oferece um serviço VIP de “passes-rápidos” que custam de 310 a 380 dólares por hora. E classificou a prática de se contratar deficientes como inaceitável, garantindo que tomará as medidas necessárias para coibi-la.

No Brasil, a Lei Federal 10048/00 e o Decreto de Regulamentação 5296/04 garantem filas de atendimento preferencial e prioritário para idosos, gestantes e deficientes – não importa qual seja esta deficiência. Acontece que, como a maioria das placas que sinalizam a aplicação da Lei apresentam as figuras de um idoso, de um cadeirante e de uma grávida e o texto fala em “deficientes”, muitos acham que somente cadeirantes podem usufruir deste direito. Conforme Paula Pfeifer, deficiente auditiva, registrou em seu blog “Crônicas da surdez”, no “imaginário coletivo” as pessoas acham que “surdos, cegos, etc não saem de casa, não vão ao banco, ao mercado...”. E coloca em dúvida se os gerentes dos estabelecimentos comerciais conhecem a legislação “na ponta da língua” para defender o direito das pessoas com alguma deficiência que não seja visível a olho nu, como a surdez e a baixa visão, por exemplo.

A preocupação de Paula faz sentido. O presidente da Associação dos deficientes visuais de Toledo (AdvT), Lucildo Teodoro, afirma que o desrespeito às pessoas cegas ou com baixa visão ainda é muito comum neste município do Paraná conhecido e elogiado pela inexistência de menores de rua, devido a eficiência de seus programas sociais. Segundo Teodoro, muitos acreditam que “os cegos ou aqueles que têm baixa visão se prevalecem das situações”.

Assim, entre ter que ficar dando satisfações a respeito de sua deficiência para estranhos e ir direto pra fila normal sem ser importunada, toda pessoa com uma “deficiência invisível” - aquela que ninguém nota, aquela difícil de ser explicada, aquela que não causa pena aos olhos de quem vê, nas palavras de Paula Pfeifer -, prefere a segunda opção.


(Fontes: New York Post, Crônicas da surdez e Jornal do Oeste)

À primeira vista, o olhar engana. E o que os olhos não veem...

Certamente, dentre tantos conselhos que sua avó sempre lhe deu, os mais frequentes diziam respeito à convivência humana. Frases como “as aparências enganam”, “o que importa é a beleza interior” ou “não se compra um produto pela embalagem” certamente já foram ditas com aquele ar de lição de moral que só as ‘nonnas’ tem, quando nos alertam para não nos deixarmos levar pela primeira impressão, apesar de ser a que fica.

Principalmente se esta ‘primeira impressão’ vier de uma pessoa bonita. Costumamos ter uma visão pré-concebida de que pessoas bonitas são mais legais que as outras. Pré-concebida e equivocada, segundo alguns psicólogos da Universidade de Jerusalém e da Open University.

Os psicólogos mostraram a 118 estudantes vídeos de mulheres fazendo coisas do dia-a-dia, como caminhar ou ler a previsão do tempo. Primeiro os estudantes que participavam da pesquisa avaliaram a beleza de cada uma delas. Depois, eles tiveram que fazer uma classificação de quais delas pareciam ser extrovertidas, abertas a novas experiências, organizadas, amigáveis e compreensivas, ou até mesmo neuróticas.

Não levando em conta os conselhos da vovó, o fato é que as mais bonitas levaram a melhor, enquanto as menos agraciadas foram rotuladas de neuróticas e chatas.

E foi aí que eles compraram gatas por lebres. As mulheres que apareciam nos vídeos também responderam a algumas perguntas, contando um pouco mais sobre a própria personalidade. E - surpresa! -, não houve um ponto sequer de relação entre beleza e simpatia. Algumas das belas mulheres apresentadas no vídeo eram mais introvertidas e menos amigáveis do que as mulheres consideradas menos bonitas.

Pode ser que, com isso, a ciência esteja jogando uma pá de cal no tal “amor à primeira vista”. Ou apenas explicando porque tal amor não vai muito longe. O certo mesmo é que se você contar esta descoberta para sua avó ela certamente dará um sorriso com o canto da boca e, novamente com aquele ar de lição de moral, vai resmungar algo como: “eu não te disse?”.


(Fonte: Superinteressante)

Os olhos, janelas da alma e de genes

Sim, os olhos são as janelas para a alma. E, também, para os genes. A cor da íris revela a importância desta região do olho do ponto de vista (sem trocadilho) genético. Por exemplo, os olhos verdes são mais raros do que olhos azuis. Apenas 1,2% das pessoas no mundo nascem com olhos verdes, cuja formação se deve à produção de pequenas quantidades de melanina.

No Norte da Europa e dos países nórdicos (como a Islândia, Suécia, Dinamarca, Finlândia, Noruega, Alemanha e Holanda) as pessoas costumam ter olhos verdes, que também estão presentes no sul da Sibéria, principalmente durante a chamada Idade do Bronze. Olhos verdes também são mais comuns no Sul da Europa e da África do Norte . Na Islândia, um estudo comprovou que a cor verde dos olhos prevalece mais nas mulheres do que nos homens - 89% delas tem o olho nesta cor. Já entre americanos, olhos verdes são mais comuns entre aqueles de ascendência germânica (cerca de 16%).

Olhos azuis são comuns naqueles que nasceram na Alemanha, Holanda, Islândia, Áustria, Suécia, Noruega, Dinamarca, Finlândia e Estônia. A razão por trás disso é a baixa quantidade de melanina dentro do estroma da íris – o gene causador dos olhos azuis é um gene recessivo. Na Ásia Central e Oriente Médio pessoas com olhos azuis são muito raras.

Tão raras quanto pessoas de olhos vermelhos. Geralmente, os portadores são albinos. Assim como os famosos olhos cor de violeta, que tiveram como sua maior e mais famosa representante a atriz Elizabeth Taylor. Olhos violeta são uma espécie de olhos azuis ou ainda, segundo especialistas, uma mutação destes.

Outra cor que também deriva do azul é o cinza. Considerado um tom mais escuro de azul, o cinza está relacionado com baixo nível de melanina e com pigmentação escassa em todo o corpo (como a pele pálida, por exemplo). Povos europeus, pertencentes a países do Norte da Rússia, Finlândia e nos Estados Bálticos, muitas vezes têm olhos cinzentos, enquanto os do Sudeste Asiático raramente têm essa cor nos olhos. Olhos cinzentos podem parecer variar entre os tons de azul, verde e cinza, principalmente por causa das mudanças de iluminação.

Os olhos castanhos podem ser descritos como os mais comuns entre os seres humanos, com a exceção de países ao redor do Mar Báltico. Eles resultam da dispersão de uma quantidade de melanina na camada frontal da íris. A chamada cor de avelã também foi definida como a média de cor entre marrom claro e verde escuro e é o resultado da presença de grandes quantidades de melanina (eumelanina) dentro do estroma da íris.

Muitas pessoas acham que tem olhos na cor preta. E até acreditam que os olhos negros são os mais comuns. Entretanto, esta é a cor de olhos mais rara. Isso mesmo: algumas pessoas que afirmam ter olhos negros, na verdade, tem olhos com uma coloração marrom escura, o que pode dar a aparência de olhos negros.

Nada foi dito sobre pessoas com olhos de duas cores, tipo azul e verde. Mas o fato é que muitas surpresas nos aguardam quando olhamos através destas maravilhosas janelas da alma...


(Fonte: The Optical Vision Site)

Tetris, o jogo, pode ser mais eficiente para tratar ambliopia

No já longínquo ano de 1984, Alexey Pajitnov era engenheiros de informática no Centro de Computadores da Academia Russa de Ciências. Pajitnov conheceu um quebra-cabeças chamado de Pentaminó e decidiu criar uma versão virtual dele para seu computador pessoal. Ele removeu um dos blocos do jogo e nomeou com o prefixo quatro em grego: Tetris.

Ele percebeu o potencial do jogo por não conseguir parar de jogar antes mesmo de terminar o programa. O mesmo aconteceu com outros dois colegas de trabalho que ajudaram a finalizar o jogo. E também com todos os colegas do centro de computação, que haviam recebido cópias em disquetes gravados pelo próprio Pajitnov. Este, para não ser acusado de viciar os pesquisadores num passatempo eletrônico, destruiu todos os discos ao fim do expediente. Entretanto, o jogo continuou sendo distribuído, de maneira informal.

Daí em diante a história do jogo, um dos primeiros itens de exportação de sucesso da União Soviética e um dos primeiros a ser visto como um tipo de vício, foi parar nas barras dos tribunais por conta das brigas pelos direitos autorais envolvendo russos, húngaros e uma grande empresa na área do vídeo game.

Alheia a tudo isso, uma equipe médica da Universidade McGill, no Canadá, descobriu que o popular joguinho, que consiste em encaixar peças enquanto elas se movem pela tela, pode treinar os dois olhos a trabalhar em conjunto. Ou seja, o jogo Tetris seria uma forma curiosa de tratar a desordem ocular popularmente conhecida como “olho preguiçoso”, a ambliopia.

O estudo feito com 18 adultos mostrou que a iniciativa funcionou melhor do que o tradicional método de cobrir o olho “bom” para fazer com que o olho mais fraco trabalhe melhor. Agora, os pesquisadores querem testar se o método pode ajudar a tratar crianças com o mesmo problema.

O número estimado é de que uma em cada 50 crianças sofra de ambliopia, que ocorre quando um dos olhos não se desenvolve adequadamente e é frequentemente acompanhada por movimentos diferentes entre os dois olhos. Sem tratamento, a condição pode levar à cegueira no olho mais fraco, motivo pelo qual os médicos sugerem que os tratamentos comecem o mais rápido possível.

Normalmente, este tratamento consiste em cobrir o olho mais forte com um tapa-olho, que a criança deve usar durante a maior parte do dia e ao longo de meses. Se isso é frustrante e incômodo para um adulto, imagine para uma criança.

Robert Hess e seus colegas de Montreal decidiram investigar se era possível adotar uma abordagem diferente no tratamento da ambliopia, experimentando formas de fazer os dois olhos trabalharem juntos. Nove voluntários portadores da desordem usaram óculos protetores especiais durante uma hora por dia, ao longo de duas semanas, enquanto jogavam Tetris.

Os óculos especiais permitiam que um olho do voluntário enxergasse apenas as peças que caíam, enquanto o outro olho via só as peças que se acumulavam na base da tela do jogo. Um grupo de controle com outros nove voluntários usou óculos especiais similares, mas cobriu o olho forte com um tapa-olho e acompanhou o jogo com o olho vesgo. Depois de duas semanas, o grupo que usou os dois olhos sentiu mais melhorias em sua visão do que o grupo de controle. Mesmos estes voluntários do grupo de controle tiveram melhorias significativas na visão depois que jogaram Tetris com os dois olhos descobertos.

Para Hess, o método talvez sirva também com outros jogos. Segundo ele, o ato de forçar os dois olhos a cooperar entre si aumenta o nível de adaptação do cérebro e permite que o olho fraco reaprenda a ver. Como a pesquisa canadense e outros estudos prévios sugerem que a ambliopia é, na verdade, um problema de ambos os olhos, tapar o olho bom pode atrapalhar, em vez de ajudar o olho mais fraco.


(Fonte: G1)

Angelina Jolie, as heranças genéticas e as doenças degenerativas

A atriz Angelina Jolie anunciou ter se submetido a uma mastectomia dupla (retirada dos seios) para reduzir suas chances de desenvolver câncer de mama. Segundo os médicos da atriz, ela tinha 87% de chances de desenvolver a doença. Marcheline Bertrand, também atriz e mãe de Jolie lutou contra o câncer por quase uma década e morreu aos 56 anos. “Eu tenho um gene falho, o BRCA1, que aumenta consideravelmente minhas chances de desenvolver câncer de mama e câncer de ovário", disse Angelina.

Todo mundo tem genes BRCA1 e BRCA2, cuja função é reparar o dano celular e manter as células mamárias em crescimento normal. Mas quando estes genes contêm anormalidades ou mutações que são passadas de geração em geração, eles não funcionam normalmente e, com isso, aumenta o risco de câncer de mama. Genes BRCA1 e BRCA2 anormais podem ser responsáveis por até 10% de todos os cânceres de mama, ou 1 em cada 10 casos.

A atitude de Anjelina Jolie deve causar grande impacto no debate sobre prevenção e tratamento de câncer de mama que, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Brasil, somente em 2013 surgirão 52.680 novos casos.

Se imaginarmos os genes como um arquivo de texto contendo o manual de instruções para o crescimento celular suas funções, as anormalidades no DNA seriam como erros de digitação. Ou seja, estas anormalidades forneceriam o conjunto errado de instruções, levando a um crescimento das células defeituosas. Em qualquer pessoa, se houver um erro de um gene, este mesmo erro aparecerá em todas as células que contêm o mesmo gene. Isto é como um manual de instruções em que todas as cópias têm o mesmo erro tipográfico.

Mas não é somente o câncer de origem genética que é comum. Doenças degenerativas ligadas à visão, também o são. Existem três padrões de herança genética: autossômica dominante, autossômica recessiva ou herança ligada ao cromossomo X.  Os tipos de herança das doenças degenerativas da retina (DDR), por exemplo, são vários e se ligam a um destes três padrões.

Os cientistas calculam que os defeitos genéticos que produzem os vários tipos de doenças degenerativas da retina (DDR) estejam ligados a centenas de genes. Muitos deles já foram localizados e algumas de suas mutações foram descobertas, possibilitando a classificação de inúmeros tipos de retinose pigmentar (RP). Contudo a localização do defeito genético é complexa, porque as mutações de um mesmo gen variam, causando diferentes formas de RP na família e até mesmo entre irmãos.

A delimitação da herança genética das DDR depende de um trabalho clínico conjunto de geneticistas e oftalmologistas. Depende também de muita pesquisa de laboratório, envolvendo cientistas de muitas especialidades (geneticistas, biólogos moleculares) ocupados em localizar novos genes e suas mutações. Mas a ciência tem tido um avanço tão grande na última década que apesar da enorme heterogeneidade genética associada à RP e outras doenças degenerativas da retina, as perspectivas com as pesquisas de proteínas dos genes parecem promissoras.

Segundo afirma a Foundation Fighting Blindness em sua página na internet, "na pesquisa genética está a chave da descoberta das causas da perda da visão. A identificação de todos os genes que contêm uma mutação causadora de doença é o primeiro passo crítico para compreender as DDR. Na medida em que cada gen mutante for identificado, biólogos moleculares e outros cientistas poderão estudar como o gen funciona normalmente nas células da retina e como uma mutação causadora de doença levou à perda da visão”. Pesquisadores dessa fundação estadunidense estimam que dentro de cinco anos quase a totalidade dos genes causadores das DDR estará identificada.

A pesquisa genética avança rapidamente graças aos recursos que estão sendo canalizados pelo projeto Genoma (mapeamento genético global do organismo humano) pelos laboratórios de biotecnologia e também pelas associações ligadas à entidade ‘Retina International’.

Da mesma forma que Angelina Jolie, diante de seu histórico familiar, procurou informações e especialistas médicos para ajudá-la a fazer uma escolha madura e tomar uma “decisão heróica”, conforme qualificou Brad Pitt, marido da atriz, quando ocorre na família um caso de RP ou outra degeneração retiniana de caráter hereditário, aconselha-se que toda a família também procure informações nos Centros de Aconselhamento Genético das Universidades ou junto a médicos geneticistas, e que se submetam a sessões de aconselhamento com geneticistas.

Em alguns centros de pesquisa médica dos Estados Unidos e Europa já estão sendo feitas genotipagens, isto é pesquisas com amostras de sangue de pessoas afetadas por DDR, e seus familiares para identificar genes específicos e mutações que geram a doença. É importante que os familiares tenham conhecimento do padrão de herança da DDR, e que em caso de suspeita de doença, consultem um oftalmologista.


(Fontes: Estadão, INCA e Acapo)

Uma emocionante corrida contra o tempo

Uma menina doente, que não sabe que vai ficar cega e surda por conta de sua condição, conheceu o Papa Francisco nesta quarta-feira como parte de uma "lista de despedida visual" planejada por seus pais. Eles querem que a filha conheça pessoas e veja pelo menos uma parte do mundo antes de ela perder a capacidade de enxergar.

Elizabeth Myers, de Lexington, no estado de Ohio, nos EUA, sofre de Síndrome de Usher, uma doença genética incurável que eventualmente a deixará cega e surda, provavelmente antes dos 18 anos. A condição afeta uma a cada cem mil pessoas, em média, com diferentes graus de cegueira e surdez.

Lizzy, cujo caso tem sido amplamente coberto pela imprensa americana, não sabe a gravidade de seu caso. Seus pais contam detalhes quando ela pergunta, mas acham que, com 5 anos, ela ainda não está pronta para entender. A menina já usa um aparelho para escutar melhor.

Seus pais planejaram uma lista de coisas para que ela conheça o mundo e novas pessoas antes de deixar de enxergar. Ao saber da história, uma companhia aérea ofereceu passagens de ida e volta para qualquer lugar do mundo. Eles, católicos, escolheram Roma.

Eles receberam assentos especiais na audiência geral de Francisco na Praça São Pedro, em Roma, onde o papa conversou brevemente com a família.

"Ela ficou maravilhada. Mal se aguentou", disse sua mãe, Christine Myers, a repórteres. "Para ela, ele é o cara grandão com o chapéu branco que reza por nós. Ele nos pediu para rezar por ele e disse que irá rezar por nós", disse.

Ver o papa foi uma das experiências no topo da lista. Ela também viu o Coliseu e outros monumentos da capital italiana. Sua mãe disse que ela e o marido quiseram fazer com que ela também veja coisas simples, "como fogueiras e vaga-lumes". Lizzy deu de presente ao Papa Francisco um pedaço de meteorito que ela recebeu como visitante especial em um observatório nos EUA.

"Sinto que tenho muito pouco tempo para mostrar tanta coisa à ela", disse seu pai, Steve Myers.



(Fonte: O Globo)

Crianças autistas sentem mais dificuldade de olhar nos olhos

Pessoas persuasivas e boas oradoras sabem que olhar nos olhos é uma importante estratégia de comunicação. Manter contato visual facilita a compreensão do que o outro fala, passa a impressão de que se está atento, seguro e é uma arma de convencimento bastante eficaz. Cientes disso, pesquisadores da Universidade de Vermont, nos Estados Unidos, analisaram o olhar de crianças com, e sem, autismo, para reconhecer sinais do transtorno.

Os cientistas conversaram por Skype com 37 crianças entre 6 e 12 anos, sendo 18 delas autistas. Eles utilizaram um detector de movimentação do olhar chamado Mirametrix S2 que identifica a localização das posições oculares através de luzes infravermelhas. A conversa começou com temas práticos, como gostos e rotina. Em seguida, para testar se outros assuntos mudavam a direção do olhar, o papo evoluiu para aspectos emocionais, como o que deixa a criança feliz, assustada ou triste.

Na primeira parte do experimento, as crianças responderam olhando nos olhos do entrevistador. Mas quando precisaram contar como se sentiam, os autistas focaram na boca de quem estava falando e não mais no olhar. A autora do estudo, Tiffany Hutchins, afirma que as conversas emocionais demandam mais das funções cognitivas. Por isso, quando perguntadas sobre medos, os autistas, já sobrecarregados, fugiram com o olhar para um ponto mais neutro, com menos informações para processar que a região dos olhos.

As crianças autistas dão muita importância ao que se fala. Com a mudança de foco ocular, elas perdem a chance de entender os significados das expressões faciais e não captam informações subjetivas relevantes transmitidas pelo olhar.

A equipe responsável pela pesquisa espera que essas descobertas alterem a forma como os terapeutas tratam estudantes autistas. "Alguns programas de desenvolvimento de habilidades sociais sugerem que as crianças mantenham contato visual durante a interação, mas essa prática pode ser contraproducente e deixá-las nervosas, dispersas e ansiosas", afirma Hutchins.



(Fonte: Revista Superinteressante)

A imagem que você vê no espelho não é a que os outros enxergam

Uma pesquisa mundial realizada pela Dove em 2011 provou o quanto as mulheres são exigentes (a até cruéis) com sua própria imagem. Mais da metade (54%) das mulheres em todo o mundo concordam que, quando se trata de como elas se veem, se tornam suas piores críticas e dificilmente conseguem ver a beleza natural quando se olham no espelho.

Com esta informação em mãos, a Univeler decidiu produzir uma campanha global para a marca Dove promovendo a autoconfiança feminina. Uma equipe da agência de publicidade Ogilvy Brasil, parte do conglomerado de comunicação WPP, realizou a campanha em pouco mais de três meses. A ideia da agência brasileira foi confrontada com projetos vindos da Ogilvy Shangai e Ogilvy Londres. A Unilever acreditou na proposta e autorizou a execução da campanha sem nem mesmo ter um roteiro à mão. O resultado? Um sucesso poucas vezes visto na propaganda mundial.

Após a primeira semana de lançamento (simultâneo no Brasil e nos EUA), o Dove ‘Retratos da Real Beleza’ já tinha sido visto por mais de 20 milhões de pessoas no Youtube. Para os criadores da peça, este filme não só é o mais repercutido da agência, como tem todos os quesitos para entrar para a história da propaganda mundial.

O filme que foi realizado na cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, mostra diferentes mulheres sendo retratadas por Gil Zamora, um artista forense do FBI que já produziu mais de 3 mil retratos falados em seus 28 anos de carreira. Elas foram escondidas atrás de uma cortina e o artista utilizou então e somente as próprias descrições que elas faziam de si mesmas.

Antes da sessão com Zamora foi solicitado a cada uma das participantes que passassem um curto período de tempo com uma pessoa desconhecida, mas sem explicar o motivo. Então, na segunda parte do vídeo, o profissional desenha as mesmas mulheres, usando as descrições destas pessoas desconhecidas. E isso resulta em retratos mais bonitos, mais felizes e com uma descrição mais precisa da beleza daquelas mulheres.

O engajamento do público feminino foi tamanho que, não só o vídeo se tornou o segundo mais visto nos últimos dias - perdendo apenas para o novo sucesso do cantor Psy -, como também as discussões na rede alçaram patamares poucas vezes vistos para uma campanha publicitária.

O vídeo deverá ser publicado nos canais da marca Dove no Youtube em diversos idiomas. Com isso, a agência Oglivy Brasil projeta que as visualizações alcancem a marca dos 80 milhões. De qualquer forma, para o jornal britânico The Independent, a campanha está “promovendo uma mudança significativa ao redefinir os padrões da publicidade e os ideais de imagem irreais perseguidos pelas mulheres”.

Gil Zamora percebeu isso. No vídeo, ele diz que não imaginava o quão diferente seriam os resultados das descrições. “Acho que elas (as mulheres que participaram da experiência) perceberam que esta autopercepção distorcida afetou partes de suas vidas e as escolhas que fizeram”, afirmou ele.

Se você ainda não conhece a campanha, conheça:

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(Fonte: Exame)

Para ver o invisível e ouvir o inaudível

Tim Bouckley , Millie Clive-Smith , Mi Kim Eun e Yuta Sugawara são estudantes do Royal College of Art, em Londres. Eles acreditam que a visão e a audição humana poderiam ser melhores. E resolveram provar isso.

Juntos criaram o Eidos, um sistema de equipamentos para aumento sensorial que consiste em duas peças de tecnologia vestível. Uma delas é uma espécie de óculos que identifica padrões de movimentos em tempo real a partir de um efeito parecido com uma foto de longa exposição, que permite que ao telespectador identificar facilmente os padrões de movimento de outra pessoa.

A outra é como uma máscara e serve para melhorar a sua audição. Ela neutraliza o ruído de fundo e permite que o ouvinte se concentre em uma determinada fonte de som. Para isso, o Eidos utiliza um microfone direcional para capturar o áudio que é enviado para um computador antes de chegar ao ouvinte através de três alto-falantes – além do lado direito e esquerdo do fone de ouvido, também existe um de condução óssea na boca.

O projeto ainda está em fase conceitual, mas seus criadores acreditam que os óculos terão bom uso em eventos esportivos ou espetáculos artísticos, enquanto a máscara que aumenta a audição ajudaria pessoas com problemas de concentração a focarem melhor em alguma coisa.

Enquanto isso, vamos torcer para que eles consigam melhorar o aspecto do Eidos. Da forma que está o projeto parece mais uma versão high-tech do “Homem da máscara de ferro”. Ou seja, é muito esquisito. E feio.


(Fonte: The Verge)

"Eu quero ser o melhor baterista do Brasil"

Gustavo Ribeiro, de oito anos, encontrou na bateria um objetivo. Ele começou a ter aulas de bateria em 2015 e tornou-se um dos alunos destaque da escola de música que frequenta. O interesse do menino no instrumento surgiu na igreja. De acordo com o próprio, foi durante uma missa que ele ouviu pela primeira vez o instrumento.

Sim, ouviu, porque Gustavo é deficiente visual.

"Gostei porque tem muitos tambores", disse ele. Ao notar o interesse do filho pela música, os pais resolveram presentear o menino com o instrumento e matriculá-lo em uma escola de música.

Há pouco mais de um ano praticando, o garoto já arrancou elogios do diretor da escola, Marcondi Lima. "Ele é um aluno destaque, um aluno de excelência, porque ele capta bem, aprende bem, se dedica, tem o apoio da família", diz Lima.

De acordo com o professor de Gustavo, Múcio Albuquerque, a adaptação ao instrumento aconteceu de forma natural. "Logo nas primeiras aulas a gente notou o talento que ele já tinha devido à peculiaridade na audição, dessa percepção auditiva bem desenvolvida", contou.

Depois de começar a estudar bateria, Gustavo tem seguido como exemplo o baterista da banda Aviões do Forró, Riquelme. Em novembro de 2015, quando a banda esteve em Natal para um show, a mãe do menino, Susy Riberio, conseguiu que o baterista recebesse Gustavo.

Planos para o futuro? Nada modestos:

"Eu quero ser o melhor baterista do Brasil", projeta Gustavo. Quando perguntado se vai conseguir, o menino se limita a responder "Talvez, porque eu tento tanto que eu posso ser até o melhor do planeta".

E você? Quais são seus planos?



(Fonte: G1)

"Eu não estava preparada!"

Não é somente o câncer de origem genética que é comum. Doenças degenerativas ligadas à visão, também o são. Os tipos de herança das doenças degenerativas da retina (DDR), por exemplo, são vários e estão ligados a centenas de genes. Isso faz com que a localização do defeito genético seja complexa, porque as mutações de um mesmo gene variam, causando, por exemplo, diferentes formas de retinose pigmentar na família e até mesmo entre irmãos.

E a retinose pigmentar não tem cura.

Este foi o diagnóstico recebido por Simone Sanches, uma engenheira química de 35 anos, que mora em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. O pai dela não enxerga há 15 anos por causa do mesmo problema.

Com isto, Simone decidiu encarar uma nova rotina: a de se "preparar" para a possibilidade de cegueira.

"Eu achei que eu tivesse melhor, psicologicamente falando, mas quando você vê tudo acontecendo, você fala: nossa, eu não estava preparada!", desabafa a engenheira química. Com dois filhos gêmeos, ela teme o futuro. "O trato com eles eu já consegui me adaptar, mas é o futuro que me deixa insegura. Fico imaginando como eu vou conseguir ajudá-los no crescimento, no desenvolvimento", acrescenta.

Atualmente, Simone faz aulas semanais no Centro Municipal de Atendimento Especializado em São José dos Pinhais. No local, ela aprende a como se portar quando perder totalmente a visão.

De acordo com os médicos, a doença de Simone se manifestou desde a infância, quando ela tinha dificuldade para enxergar durante a noite. Atualmente, Simone tem apenas 20% da visão.

Para o pai, dói a sensação de saber que a filha passará pelas mesmas dificuldades, mas conforta o fato de ela não se deixar abater. "Passa aquele filme na cabeça da gente. Tudo que eu passei, ela vai passar. E não tem por onde escapar", diz.



(Fonte: G1 PR, com informações da RPC)

"É preciso falar em inclusão em seu sentido prospectivo"

Quando criança, Eder Pires de Camargo sonhava ser jogador de futebol. O sonho de Eder, no entanto, durou pouco. Desde criança ele tem uma perda contínua da visão por causa de uma doença degenerativa, a retinose pigmentar.

Depois dos 20 anos, ele ficou cego, mas, ainda assim, continuou atleta: participou de provas coletivas em campeonatos de atletismo e completou a São Silvestre em 2000 e 2001.

Na profissão, encontrou seu caminho em outra área. Fez o curso de licenciatura em física na Unesp de Bauru. Seu novo livro é resultado de sua pesquisa de pós-doutorado realizada a partir de 2005.

Eder virou professor universitário e encaminha suas pesquisas para uma área que domina como ninguém: o ensino de física para deficientes visuais.

Eder teve a ajuda de professores e colegas de classe para superar obstáculos. No início, os alunos faziam rodízio para ajudá-lo a estudar. A cada dia, um deles lia o conteúdo dos livros e o auxiliava em relatórios e exercícios. O revezamento acabou quando saíram as notas das primeiras provas – todas ótimas. A companhia do estudante cego passou a ser disputada pelos colegas.

Depois, com o avanço da tecnologia, Eder conquistou autonomia por meio de programas que permitem o acesso a conteúdos digitalizados. O computador é uma ferramenta importante no dia a dia do professor. Ajuda nas pesquisas, leituras, estudos e planejamentos.

Baseado em sua própria trajetória, Eder percebeu que a construção de maquetes táteis-visuais podem ajudar muito os alunos deficientes visuais a entender fenômenos da física. São modelos bi ou tridimensionais, construídos com barbantes, placas de isopor e arames. Ao tocar as maquetes, os alunos cegos conseguem entender, por exemplo, a condução da eletricidade.

Na maquete criada por ele, uma tábua fica inclinada com pregos e esferas. A inclinação indica a potência elétrica. Quanto maior a inclinação, maior a potência. Os pregos simulam a estrutura de material condutor, e as esferas representam os elétrons.

No ensino de óptica, ele simula a dispersão e refração da luz por meio de um barbante. O aluno segura o material para poder compreender o que acontece. Numa sala de aula para alunos sem deficiência, retas dos fios de luz são traçadas na lousa.

Eder questiona o ensino tradicional baseado apenas na memorização de fórmulas e textos, o que pode desmotivar os alunos, diz. Também avalia que hoje em dia tudo é muito pronto e automático, o que não estimula o raciocínio. As maquetes podem ser uma forma de viabilizar o envolvimento dos alunos.

Aos 34 anos, Eder concluiu o pós-doutorado. Ele fez mestrado e doutorado na Unicamp e trabalha para que professores da rede estadual utilizem recursos capazes de incluir, de fato, os alunos portadores de deficiência visual. É autor de três livros e participa de palestras, seminários e cursos sobre a inclusão. Em seu quarto livro, ainda não lançado, ele fala sobre o que deve ser comum e o que deve ser específico no ensino para alunos com e sem deficiência.

Saberes docentes para a inclusão do aluno com deficiência visual em aulas de física é seu quarto livro, onde Eder reuniu ferramentas úteis para professores ensinarem física a alunos que não enxergam. Lançado neste ano pela Editora Unesp, o livro – que pode ser acessado gratuitamente, basta clicar aqui –, avalia os obstáculos para incluir os estudantes cegos no aprendizado de conhecimentos como óptica, eletromagnetismo, mecânica, termodinâmica e física moderna, e sugere formas de viabilizar a participação e o entendimento desses alunos. 



(Fonte: Folha de São Paulo/Cristina Camargo)

O perigo do diagnóstico errado. Ou "o mecânico que virou zumbi"

Saúde Visual sempre alerta para a importância de se consultar especialistas. Em nosso caso, os oftalmologistas. Existem muitas doenças que parecem, mas não são. A conjuntivite, por exemplo, é frequentemente confundida com alergia ocular. Outras, como a sinusite, podem evoluir para sérias complicações nos olhos. Ou algo ainda mais grave.

Há anos que Billy Owen começou a ter dores de cabeça e congestão nasal. Ele não conseguia respirar porque sua narina direita estava totalmente congestionada. Procurou ajuda médica, foi diagnosticado com sinusite, passou a usar descongestionantes, mas os sintomas continuaram.

Em fevereiro de 2009 sua esposa pediu para que ele procurasse um especialista. A ‘sinusite irritante’ era, na verdade, um carcinoma indiferenciado nasossinusal, uma forma rara de câncer que afeta a cavidade nasal e os seios da face. A taxa de sobrevivência é sombria: apenas 10 por cento.

Destes, a maioria têm os tumores removidos na fase inicial. Não foi o caso de Billy. Seu câncer já havia se espalhado tanto que metade de seu rosto foi removida cirurgicamente, incluindo seu olho direito, os músculos e os nervos da face direita.

Ele agora tem um buraco onde havia um olho. E quando Billy remove a placa dental, ele pode atravessar um dedo pela boca até sair pela órbita vazia. Sinistro. E justamente por isso, ao invés de sentir pena de si mesmo, ele decidiu transformar aquela perda em uma oportunidade. Iniciou uma nova carreira como zumbi e ator de freakshow (bizarrice), estilo muito comum nos Estados Unidos. Em Las Vegas, por exemplo, Billy se apresenta numa “casa mal assombrada” chamada The Goretorium.

Ele também contou sua história no Venice Beach Freakshow em Los Angeles, e foi destaque em um episódio recente de um reality show de bizarrices da emissora americana AMC, cujo diretor diz considerar Billy o homem mais forte que já conheceu por ter enfrentado a morte e se sair vitorioso.

Porém, apesar de esperar outras oportunidades para contar a sua história e ser grato por toda a atenção que recebeu o que Billy mais quer e que fará ele, de fato, sentir-se um vencedor, é voltar a ser o principal sustento de sua família.


(Fonte: Huffington Post)

Retrovisor multifocal promete eliminar 'pontos cegos' dos veículos

Qualquer pessoa que dirige sabe o que é um espelho retrovisor. Trata-se de um equipamento de segurança indispensável à dirigibilidade do veículo cuja correta utilização evita acidentes. E qualquer pessoa que dirige sabe o que é um ponto cego - quando outro elemento no trânsito se encontra na trajetória do veículo, mas fora do alcance de visão do motorista. Todos os veículos possuem pontos cegos, e os riscos de sinistros variam de acordo com a regulagem do espelho retrovisor.

Atualmente não existe um consenso sobre como evitar o ponto cego. Nos Estados Unidos, por exemplo, usa-se uma óptica para o retrovisor do lado do motorista e uma óptica diferente para o retrovisor do lado do passageiro. Já na Europa, os dois espelhos são iguais, mas contendo áreas ópticas diferentes na mesma peça, na tentativa de ampliar a visão do motorista nas extremidades externas dos retrovisores.

Acontece que, segundo especialistas, nenhuma das duas soluções pode ser considerada ideal, pois ambas diminuem o tamanho dos objetos vistos pelo retrovisor, fazendo-os parecer mais longe do que estão na realidade. Antes que você pare de ler por aqui, informamos que a solução pode estar próxima, de forma eficiente e – o que é muito importante – mais barata.

Hocheol Lee e Dohyun Kim (Universidade Hanbat, Coreia do Sul) e Sung Yi (Universidade de Portland, EUA) desenvolveram um espelho retrovisor utilizando uma tecnologia óptica progressiva comumente usada nos óculos multifocais, que simultaneamente corrigem a miopia e a presbiopia.

O novo espelho não possui pontos cegos, tem um campo de visão maior e produz imagens na proporção correta entre tamanho e proximidade dos objetos. E isso vale igualmente para os dois lados do veículo.

Assim como os óculos multifocais dão ao usuário um leque de habilidades de foco, de perto até longe, e tudo o mais nesse intervalo, o novo espelho progressivo consiste de três zonas de resolução: uma para visão à distância, uma para visão próxima, e uma zona intermediária para fazer a transição entre as outras duas, conforme explica Lee. Ele informa que, no entanto, “ao contrário dos óculos multificais, onde a faixa de foco é alinhada verticalmente [da visualização à distância na parte superior até a visualização próxima embaixo] a superfície do nosso espelho é progressiva horizontalmente”.

O retrovisor multifocal apresenta uma curvatura, com a zona interna usada para a visualização à distância, e a zona externa para a visão em proximidade, compensando o que poderia se transformar em pontos cegos. Além disso, os criadores afirmam que o custo de fabricação de seu espelho retrovisor multifocal seria mais barato do que os retrovisores mistos que equipam os carros hoje.

Como toda boa notícia tem um “mas”, aqui vai o porém desta: como o design dos espelhos retrovisores precisa atender a regulamentações de cada país, o novo projeto terá de ser aprovado pelas autoridades competentes antes de poder ser adotado pelas montadoras.


(Fonte: Optics Letters)

Ô Crideee, fala pra mãããe...

A televisão, dia menos dia, acaba se tornando um problema na vida de qualquer pai ou mãe. Os críticos mais ferozes dizem que ela embota o raciocínio, prejudica a criatividade. Os médicos alertam para os problemas de visão que podem ser causados pelo tempo excessivo à frente do aparelho. Agora, os pais devem ter uma (outra) nova preocupação relacionada ao uso da televisão: uma pesquisa realizada na Universidade de Otago, na Nova Zelândia, aponta que crianças e adolescentes que assistem televisão de forma excessiva são mais propensos a um comportamento antissocial e criminal na idade adulta.

A pesquisa foi realizada com um grupo de cerca de mil crianças que nasceram entre os anos de 1972 e 1973. A cada dois anos entre as idades de 5 e 15 anos, eles foram convidados a relatar o quanto assistiam de televisão. Os resultados, publicados na revista Pediatrics, mostram que aqueles que ficaram mais tempo à frente do aparelho eram mais propensos a cometer crimes e também eram mais inclinados a ter traços de personalidade antissocial na vida adulta.

De acordo com Bob Hancox, coautor da pesquisa, o risco de ter uma condenação penal na idade adulta aumentou cerca de 30% para cada hora que as crianças gastavam assistindo TV em média durante a semana.

O estudo também apontou que assistir mais televisão na infância estava associado com traços de personalidade agressiva na idade adulta, além de aumento da tendência a experimentar emoções negativas e um risco maior de transtorno de personalidade antissocial (transtorno psiquiátrico caracterizado por padrão persistente de comportamento agressivo e antissocial).

Os pesquisadores também afirmam que a relação entre assistir TV e o comportamento antissocial não foi explicado pelo status socioeconômico, comportamento agressivo ou antissocial na infância ou mesmo fatores parentais.

Hancox lembra que o comportamento antissocial é um grande problema para a sociedade. “Enquanto nós não podemos dizer que a televisão provoca todo o comportamento antissocial, nossos resultados sugerem que reduzir o tempo de exposição à TV poderia de alguma forma diminuir as taxas de comportamento antissocial na sociedade”, explica ele.

A Academia Americana de Pediatria recomenda que as crianças assistam no máximo 2 horas de televisão por dia. Os pesquisadores complementam esta indicação afirmando que suas descobertas apoiam a ideia de que os pais devem tentar limitar a exposição dos filhos ao televisor. Pois, como cantavam os Titãs, “tudo que antena captar, meu coração captura”.


(Fonte: EurekAlert!)

A verdade sobre (e a solução para) os 'olhos vermelhos' nas fotos

Você está em um evento com seus familiares ou amigos. Claro que a vontade é registrar isso. Ainda mais em tempos de redes sociais, onde cada passo é devida e cuidadosamente anotado, fotografado, marcado. As pessoas se ajeitam, fazem poses, caras e bocas. A foto é, enfim, tirada e, para desgosto de alguns, lá estão os famigerados ‘olhos vermelhos’. Apesar de muitos equipamentos jurarem que tal efeito não vai acontecer, mesmo assim às vezes acontece. Ainda bem que dá para tirar outra foto. E outra, e mais outra...

Saúde Visual, em mais um serviço de utilidade pública, explica sobre este fenômeno para ajudar a resolver os problemas de olhos vermelhos e tirar fotografias de amigos, família e animais de estimação sem os temidos olhos “do diabo”.

A aparência de olhos vermelhos nas fotos ocorre quando uma câmera capta a luz refletida na parte de trás da retina ao utilizar um flash durante a noite e com pouca iluminação. Os raios de luz viajam através da córnea e pupila do olho para focar na retina, uma camada de células de detecção de luz na parte de trás do olho. A partir daqui, a retina converte os raios de luz em pulsos eletrônicos que viajam ao longo do nervo óptico para o cérebro, formando as imagens.

Quando o flash da câmera dispara, as pupilas dos olhos não tem tempo para se contrair reduzindo, assim, a quantidade de luz que entra nos olhos. Portanto, uma grande explosão de luz atinge as retinas, reflete de volta, e é registrada na foto.

Devido ao rico suprimento de sangue da coróide, uma camada de tecido conjuntivo na parte de trás do olho que nutre a retina e lhe dá sua cor vermelha normal, surge o efeito (ou defeito) dos olhos vermelhos. Assim, havendo luz suficiente no ambiente para tirar uma foto sem usar o flash, desligue-o e isso evitará os olhos vermelhos nas fotos.

Em uma foto de grupo, acontece que nem todos ficam com os olhos vermelhos. A razão mais provável é que as pessoas sem o efeito nos olhos não estavam olhando diretamente para a câmera ou eles não estavam em linha direta com o flash. Outro motivo diz respeito à embriaguez. Pessoas que beberam (uma ou três ou muitas) bebidas alcoólicas têm tempos de reação mais lentos – até mesmo o tempo de resposta dos olhos fica comprometido. Assim os olhos vermelhos acontecem com mais frequência quando se está intoxicado, porque as pupilas não vão fechar rápido o suficiente e deixarão entrar muita luz.

Raramente o efeito do olho vermelho em apenas um olho indica uma doença ocular, como um tumor ou catarata. Quando apenas um dos olhos fica vermelho, provavelmente isso foi devido ao fato de que um dos olhos (o que ficou vermelho) estava olhando diretamente para a lente da câmera, enquanto o outro olho foi posicionado em um ângulo ligeiramente diferente, não permitindo que a luz que reflete na retina fosse captada pela lente da câmera. Se não for este o caso, é importante visitar o oftalmologista para um exame de vista.

Quando em todas as fotos a pessoa fica com olhos vermelhos, é por olhar diretamente para a lente da câmera, permitindo que a luz do flash reflita na retina em um ângulo direto. Algumas pessoas têm, naturalmente, pupilas maiores do que os outros, o que as torna mais propensas a ter os olhos vermelhos nas fotos.

Outra possível razão para ter os olhos vermelhos é possuir uma quantidade menor de melanina no olho. Pessoas com olhos claros como os olhos azuis ou verdes tendem a ter menos melanina e podem ficar com os olhos vermelhos mais frequentemente.

Há, no entanto, motivo para se ficar atento quando se trata do efeito de olhos vermelhos nas crianças. Por exemplo, se apenas um dos olhos da criança fica vermelho nas fotos, é possível que ele tenha os olhos desalinhados, ou estrabismo. Um brilho branco ou amarelado, chamado de leucocoria, em um dos olhos pode sinalizar uma doença ocular grave, incluindo catarata, doença de Coats, infecção do olho e descolamento de retina. Um reflexo branco ou amarelo também pode ser um sinal de alerta de um câncer raro, mas grave na infância, chamado retinoblastoma.

Nos animais como os cães, gatos e os cavalos o brilho branco, amarelo ou verde refletido nos olhos é causado pelo tapetum lucidum, uma camada reflexiva especial na retina dos olhos de muitos animais. Quando a luz brilha no tapetum lucidum, faz com que a pupila ‘brilhe’ em uma grande variedade de cores, devido à camada reflexiva na parte de trás de seus olhos.

O tapetum lucidum atua como um espelho no fundo do olho e ajuda a melhorar a visão noturna dos animais. O olho humano não tem essa camada adicional, nem alguns animais, principalmente os que são ativos durante o dia e dormem à noite. Mas caso se observe um brilho branco ou amarelo pálido nos olhos de um ser humano nas fotos, deve se procurar um oftalmologista logo, pois pode ser um sinal de doença ocular.


(Fonte: All About Vision)

Jogo online mapeia cérebro para entender a visão

Batizado com o nome de ‘conectoma’, o conjunto de ligações entre os neurônios do cérebro está sendo alvo de um projeto ainda mais ambicioso do que o sequenciamento do genoma, concluído em 2003.

Liderado por pesquisadores estadunidenses, o Projeto Conectoma Humano será desenvolvido em uma dezena de instituições científicas em todo o planeta. Eles pretendem digitalizar a rede composta por 100 bilhões de neurônios, que se ligam entre si através de 10 000 sinapses e que ocupará 1 trilhão de gigabytes de memória. O sequenciamento do DNA consumiu apenas 3 gigabytes.

Isso se tornou possível graças aos avanços tecnológicos dos aparelhos de ressonância magnética e os microscópios de alta resolução. Com o que há de mais avançado em imagens do cérebro, os cientistas pretendem identificar o provável caminho da comunicação entre os neurônios.

Segundo Olaf Sporns, professor da Universidade de Indiana (EUA) e responsável pela criação do termo ‘conectoma’ em 2005, esta pesquisa é fundamental para definir as características do cérebro já que os genes não gravam as memórias adquiridas ao longo da vida e ainda não se sabe aonde elas ficariam abrigadas. Uma das teorias é que as memórias ficam inscritas na combinação de impulsos eletroquímicos transmitidos de uma célula cerebral para a outra.

Dentre as pesquisas realizadas neste projeto, destacamos a que está sendo realizada no Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT). Um microscópio é utilizado para decifrar o que acontece nos neurônios da retina. Através de um jogo (sim, um jogo) na internet, os cientistas tentam reconstruir estas células e, assim, entender melhor como a visão funciona.

A pesquisa do MIT, chamada EyeWire, pretende mapear a interação das células nervosas da retina que, em seu interior, guarda uma densa rede de neurônios interconectados. Os cientistas do MIT retiraram um minúsculo pedaço de tecido nervoso da retina e o reproduziram num computador utilizando imagens em sistema 3D. Mas, como um computador não conseguiria traçar as ramificações neurais com o mesmo índice de acertos de um ser humano, eles criaram um jogo on-line, que consiste em ‘pintar’ os pedaços destas células.

Em se desvendando o emaranhado das ramificações de cada célula, fica mais fácil compreender como elas interagem para captar e transmitir ao cérebro os estímulos visuais.  A equipe do MIT já planeja um segundo jogo, desta vez para identificar as sinapses entre os neurônios.

Se você ficou interessado – ou apenas curioso - e quer participar da pesquisa, para jogar basta acessar o site do EyeWire clicando aqui. E, se quiser mais informações de como o cérebro trabalha com as imagens transmitidas pelo olho, acesse este interessante artigo de Saúde Visual.


(Fontes: The Human Connectome Project e MIT)

SUS realiza cirurgias de miopia e catarata gratuitas

Dentre os procedimentos mais procurados no Sistema Único de Saúde (SUS) estão os transplantes, as cirurgias contra o câncer e a curetagem após o aborto. Mas existem outras cirurgias cujo acesso gratuito é garantido pelo governo. Entre elas, a de catarata e de miopia.

A catarata é uma doença que afeta principalmente os idosos e tem como característica fazer a visão embaçar aos poucos. Entre os sintomas mais comuns estão visão ruim à noite, olhos sensíveis à luz e visão escurecida, porque o cristalino, camada que envolve os olhos de todas as pessoas, começa a engrossar, dificultando a visão.

Em casos mais avançados, os olhos ficam na cor branco-azulada. O maior risco, no entanto, é a cegueira, que pode acontecer quando o tratamento não é realizado devidamente. Apesar de não existir uma prevenção para a catarata, os casos avançados podem fazer a cirurgia pelo SUS, que cobre todas as despesas do tratamento. O médico vai analisar e definir se a cirurgia será necessária ou não.

Em caso afirmativo, o procedimento não costuma durar mais do que meia hora. O médico usa um ultrassom para tirar a camada que dificulta a visão. Depois, ele coloca uma lente fixa no olho do paciente que vai ajudá-lo a enxergar após a cirurgia. Não é necessário ficar internado e a recuperação acontece em uma semana.

Como quanto mais grossa for camada que será retirada dos olhos, mais difícil se torna a cirurgia, é importante procurar o tratamento no SUS assim que se detectar os sinais da doença. E não existem restrições em relação à idade ou gravidade do caso.

O mesmo não acontece com a miopia. Neste caso, o procedimento cirúrgico não é recomendado para menores de 21 anos, mulheres grávidas ou amamentando e pessoas com doenças autoimunes, como a diabetes.

Fora estes casos específicos, a cirurgia que zera o grau da miopia pode ser feita pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Como essa doença dificilmente se estabiliza, quem sofre com a miopia precisa usar óculos ou lentes de contato durante toda a vida e, por isso, procuram pela cirurgia que não costuma durar mais do que 20 minutos. O médico pinga um anestésico líquido no olho do paciente e, com um aparelho muito preciso, corta uma pequena parte do globo ocular em forma de círculo, retirando esta parte para fazer a correção.

Em seguida, o médico utiliza um laser que corrige o desvio ocular que causa a miopia. A parte do globo é colocada de volta, e não é necessário levar nenhum ponto. É normal sentir um desconforto nos olhos nos dias seguintes, mas a recuperação costuma ser rápida: em um dia já dá para voltar a enxergar normalmente.

É importante lembrar que a cirurgia não é definitiva, ela apenas atrasa o processo da miopia. Isso quer dizer que a doença pode continuar a se desenvolver mesmo depois do procedimento médico.

De qualquer maneira, ao receber o diagnóstico de algumas destas doenças e precisar de cirurgia, tanto o médico do plano de saúde quanto um da rede pública podem encaminhar o pedido ao SUS. Para que essa solicitação seja aprovada, o caso deverá se encaixar nas regras de cada tipo de operação. Estando tudo nos conformes, o paciente entra em uma fila de espera e será encaminhado a um hospital público. E atenção:  caso os hospitais da rede de uma determinada cidade não ofereçam a cirurgia necessária, é direito do cidadão que a prefeitura encaminhe o caso para a cidade mais próxima que fizer o procedimento recomendado.


(Fonte: Konkero)

Zika ainda desafia oftalmologistas

Conforme mostramos nesta matéria, um grupo de pesquisadores está acompanhando de perto o impacto do vírus da zika na saúde ocular dos bebês. Já foi possível verificar que crianças diagnosticadas com microcefalia apresentam problemas na retina e no nervo óptico. Mas especialistas alertam que as anomalias podem não se limitar às crianças com microcefalia, daí a importância de se fazer exames específicos em todos os bebês cujas mães podem ter tido contato com o vírus.

Um dos desafios que os médicos podem enfrentar nos próximos meses é a falta de estrutura adequada para examinar e acompanhar a evolução do quadro ocular dessas crianças. No Nordeste, só uma instituição tem o equipamento necessário para fazer imagens de alta resolução do fundo do olho, chamado RetCam: a Fundação Altino Ventura, no Recife.

O oftalmologista Rubens Belfort Jr., professor da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) que está liderando estudos nesse campo, considera que o ideal seria ter pelo menos 20 equipamentos como esse em uma região endêmica como o Nordeste.

Ele alerta que o teste do olhinho - exame de rotina que deve ser feito em recém-nascidos - apesar de importante, não ajuda no diagnóstico dessas alterações. "É preciso fazer um exame chamado oftalmoscopia com a pupila dilatada para observar se há lesões na retina e no nervo óptico. O teste do olhinho detecta outros tipos de alteração", diz Belfort.

Para o especialista, há uma necessidade urgente de se desenvolver aparelhos mais baratos capazes de examinar o fundo de olho com precisão, como smartphones adaptados, por exemplo.

Ao lado de especialistas de outras instituições, como a Fundação Altino Ventura, a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e o Hospital Geral Roberto Santos de Salvador, Belfort já publicou artigos descrevendo essas alterações nas revistas médicas The Lancet, JAMA Ophthalmology e "Arquivos Brasileiros de Oftalmologia".

No fim de fevereiro deste ano, oftalmologistas de todo o país se reuniram em São Paulo para discutir a emergência desses problemas durante um simpósio organizado pela Unifesp. "Na reunião, tivemos oftalmologistas de vários estados com experiência de vários pacientes com microcefalia e alterações oculares. O interessante é que essas alterações que descrevemos em Recife e Salvador são exatamente aquelas encontradas em outros estados, mostrando uma grande disseminação da doença em todas as regiões", diz Belfort.

"O mais importante foi o consenso a que chegamos de que é preciso alertar os pediatras que todo bebê com mães que tiveram zika ou um caso suspeito deve fazer exames oftalmológicos ainda no berçário", afirma o médico apontando dados iniciais indicando que ao menos de 30% a 40% dos bebês microcefálicos podem ter problemas oftalmológicos.



(Fonte: Bem Estar, via TV Globo)

EmotiSounds, uma alternativa divertida

O uso de redes sociais e aplicativos de bate-papo por deficientes visuais possui uma limitação: quando a pessoa se depara com emoticons nos recados, os softwares de leitura de tela que permitem o uso desses aparelhos reproduzem uma descrição básica e sem emoção dos símbolos. Assim, o que eles ouvem no lugar da figura é algo como "carinha piscando" ou "emoticon de coração".

Mas... quem disse que eles não buscam alternativas na comunicação?

O mais novo projeto da Live TIM é o EmotiSounds, que prioriza a inclusão de deficientes visuais. A ferramenta é uma forma acessível de reproduzir o sentimento passado pelos emoticons, sejam "carinhas" ou miniaturas tão utilizadas atualmente em conversas em mensageiros e redes sociais. O resultado? Em vez de palavras, os símbolos são transformados em sons, permitindo a leitura completa e a interpretação de qualquer mensagem pelo usuário.

O plugin traz essa experiência inovadora para um dos leitores de tela mais utilizados no mundo, o NVDA. Como toda a interface é "lida" para os deficientes visuais, a interpretação em som dos emoticons deixa as conversas ainda mais precisas, já que traduz em áudios de curta duração as emoções enviadas entre os contatos.

Para isso, a Live TIM gravou áudios para os emoticons mais populares de sites e aplicativos. A EmotiSounds foi desenvolvida com colaboração do Instituto Benjamin Constant, um dos mais respeitados do mundo em acessibilidade.

Você pode conferir os sons (todos muito criativos e divertidos) no site da campanha, clicando aqui.

Confira, abaixo, o vídeo produzido para a divulgação do projeto, que é tocado pela Artplan e pela TIM:

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(Fonte: Tecmundo)

Transver: exposição mostra fotos tiradas por deficientes visuais

Saúde Visual já apresentou, nesta matéria, o jovem Wagner que supera as limitações de sua deficiência visual através da fotografia. A boa notícia é que ele não está sozinho: uma exposição apresenta uma série de fotos tiradas por deficientes visuais. Essa incrível iniciativa chega a partir do dia 28 deste mês na Pinacoteca do Estado de São Paulo e fica no local até o dia 3 de abril. Os ingressos custam até R$6.

A mostra “Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual” reúne os trabalhos dos alunos do Curso de Fotografia para Deficientes Visuais, realizado pelo Núcleo de Ação Educativa. Ao todo o público pode conferir as 10 obras apresentadas, uma de cada participante, além de pranchas táteis, áudio descrições, textos em Braille e vídeo com depoimento dos artistas.

O resultado fotográfico surpreende, pois, os participantes, todos com diferentes graus de deficiência visual, aprenderam a lidar com o equipamento, a desenvolver as competências básicas necessárias e a perceber o espaço a partir dos outros sentidos.


Saúde Visual Serviço:

Transver – fotografias feitas por pessoas com deficiência visual

Valores: R$6 (inteira); R$3 (meia-entrada)

Local: Pinacoteca do Estado de São Paulo (acesse o site aqui)

Endereço: Praça da Luz, 2, Bom Retiro – Centro, São Paulo

De 28/11 a 03/04, ás Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados e Domingos das 10:00 às 18:00



(Fonte: Catraca Livre)

Optometristas estão à frente dos oculistas

Uma pesquisa realizada pelo CareerCast.com, um site especializado em empregos nos Estados Unidos, divulgada recentemente, listou as melhores e piores profissões. Para a pesquisa, o site levou em conta o ambiente de trabalho saudável, bons salários, pouco estresse, cenário favorável para contratações e ótimas perspectivas de crescimento da carreira.

Abrindo a lista está a profissão de atuário. Logo em seguida, aparece o engenheiro biomédico. Mas o que chamou a atenção de Saúde Visual foi que, num honroso oitavo lugar surge a carreira de... optometrista! Catorze posições abaixo, em 22º, surge o oculista. Oftalmologista não aparece nesta lista, mas, em compensação, também não consta dentre as piores.

Aqui no Brasil, em 2011 um debate emperrou os avanços do Projeto de Lei (PLS 234/10), do ex-senador Sérgio Zambiasi (PTB-RS), que propunha a regulamentação da optometria (ciência especializada no estudo da visão, especificamente nos cuidados primários da saúde visual). Isso porque os médicos brasileiros consideram o cuidado com os olhos competência da Medicina.

Para o Conselho Federal de Medicina (CFM) há número suficiente de médicos oftalmologistas no país e a melhoria na saúde ocular do brasileiro depende da universalização do atendimento oftalmológico por meio do Sistema Único de Saúde (SUS).

Na pesquisa divulgada pelo CareerCast.com, a profissão de médico é considerada a 45ª melhor. Mas isso nos Estados Unidos. Onde, ainda segundo a mesma pesquisa, a pior profissão de todas, ocupando o último lugar, está a de repórter de jornal impresso. Os números que confirmam a tese ficam por conta da projeção de queda de 6% nas oportunidades profissionais para os repórteres. Analistas acreditam que isso se deve pelo fato da profissão ter perdido um pouco de seu brilho, já que o modelo de impressão não é sustentável e deve ser extinto em 10 anos.

De volta ao Brasil, em dezembro do ano passado, a Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público rejeitou, mais uma vez, proposta que regulamenta a profissão de optometrista, prevista em outro Projeto de Lei, o 369/11, do deputado Marçal Filho (PMDB-MS). De acordo com este projeto, os optometristas, formados em cursos superiores, teriam as funções de examinar e avaliar a função visual, prescrevendo soluções ópticas nos casos de ametropias; orientar técnica e esteticamente o usuário de óculos e lentes de contato; e adaptar os óculos e as lentes de contato às necessidades do usuário.

Na ocasião, o relator da proposta, deputado Mauro Nazif (PSB-RO), no entanto, lembrou que dois decretos já regulamentam a profissão de optometrista (20.931/32 e 24.492/34). A proposta, que tramita de forma conclusiva, será analisada ainda pelas comissões de Seguridade Social e Família e de Constituição e Justiça e de Cidadania, sem data definida.


(Fontes: CareerCast.com, Câmara Notícias)

A polêmica relação entre etnia e doenças oculares

Saúde Visual já tratou, neste artigo, sobre a falta de compreensão do papel que a etnia pode desempenhar no desenvolvimento de problemas de saúde ocular

Anemia falciforme, aneurisma da aorta, câncer de próstata, diabetes, hipertensão, glaucoma e miomas são algumas das doenças consideradas hereditárias. Ou seja, o histórico familiar aumenta as chances de aparecimento da doença.

A questão dá margem ao debate da relação entre “raça” e doença. Mas, será que faz sentido falar em “doenças raciais”? O estudo do sequenciamento do genona humano já permitiu chegar aos haplotipos (os fatores que levam cada indivíduo a ter predisposição genética), que poderão ajudar a desvendar os genes responsáveis por várias doenças.

Já sabemos que o glaucoma representa a principal causa de cegueira irreversível no mundo. É uma doença causada pelo aumento da pressão ocular, que pode resultar em danos irrecuperáveis ao nervo óptico, levando à perda lenta e progressiva da visão. Esse mal pode ser detectado somente por um exame oftalmológico cuidadoso, em que o especialista mede a pressão intraocular e o exame do fundo de olho.

Pessoas da etnia negra têm maior predisposição (quatro vezes mais) de serem afetadas pelo glaucoma em relação aos brancos ou caucasianos. No mundo todo, inúmeras pesquisas estão sendo realizadas para esclarecer quais são as verdadeiras causas do glaucoma, melhorar os meios para se chegar aos diagnósticos e tornar o tratamento eficaz e mais fácil.

Na maioria dos casos o glaucoma progride lentamente sem que o paciente perceba a perda gradual da visão lateral. Em algumas raras ocorrências os sintomas oculares são bem definidos, como, por exemplo, dor nos olhos ou ao redor deles à alteração da visão, como halos coloridos.

O risco de contrair glaucoma aumenta com a idade, e é mais comum após os 40 anos. Além disso, pessoas com casos de glaucoma na família estão mais propensas a contrair a doença, por isso têm de ser examinadas periodicamente pelo oftalmologista.

A etnia é mesmo a culpada? – A questão é polêmica. Apesar de pesquisas apontarem uma predisposição quatro vezes maior de glaucoma na população negra, precisamos pensar que a predisposição genética é apenas uma das variáveis que determinam o aparecimento ou não da doença.

É preciso levar em conta também as diferenças culturais, de dieta, status social, acesso aos cuidados médicos, à marginalização social, discriminação, estresse e outros fatores. Alguns médicos defendem que o conceito de “raça” seja banido da medicina brasileira. Enquanto a discussão permanece, as novas descobertas científicas podem ser a esperança para algumas das doenças ditas “características” dos negros, como é o glaucoma.



(Fonte: Revista Raça)

Os optometristas e o futuro da hipertensão

Desde o ano de 2002, o dia 26 de abril é considerado Dia Nacional de Prevenção e Combate à Hipertensão Arterial. Em nível internacional, esta data é 17 de maio. Segundo o Dr. Drauzio Varela, trata-se de “Uma doença democrática que acomete crianças, adultos e idosos, homens e mulheres de todas as classes sociais e condições financeiras”. Popularmente conhecida como “pressão alta”, está relacionada com a força que o sangue faz contra as paredes das artérias para conseguir circular por todo o corpo. O estreitamento das artérias aumenta a necessidade de o coração bombear com mais força para impulsionar o sangue e recebê-lo de volta. Como consequência, a hipertensão dilata o coração e danifica as artérias.

A mortalidade por doenças cardiovasculares aumenta progressivamente com a elevação da pressão arterial de forma linear e contínua. A cada ano, cerca de 7,6 milhões de mortes no mundo, 14% do total, são atribuídas à hipertensão, sendo 54% por acidente vascular cerebral e 47% por doença isquêmica do coração. Cerca de 80% dessas mortes ocorrem em países de baixo e médio desenvolvimento econômico e mais da metade em indivíduos entre 45-69 anos. A hipertensão não tratada pode reduzir em até 16,5 anos a expectativa de vida.

No Brasil, a hipertensão afeta 36% dos homens adultos e 30% das mulheres. Ocorrerem mais de 300 mil óbitos anuais por doenças cardiovasculares, dos quais 74% são atribuídos ao conjunto de acidente vascular cerebral, doença isquêmica do coração e doença hipertensiva. A doença renal crônica causa mais 10 mil óbitos anuais no país, ocasionando ainda a inclusão de 95 mil pessoas em programas de diálise.

Diante deste incrível número de pessoas afetadas, a hipertensão tem provado ser uma das doenças crônicas mais prevalentes em todo o mundo.

Isto faz com que até mesmo os optometristas fiquem em estado de alerta, já que a hipertensão pode afetar significativamente a saúde ocular e a visão. No passado, estes profissionais já se mostravam atentos com o diagnóstico de doenças oculares relacionadas à hipertensão, mas, diante do avanço da doença, muitos especialistas do setor acreditam que é hora de se pensar sobre hipertensão da mesma forma que outras doenças, como diabetes, e começar a falar sobre a sua prevenção.

Para o Dr. Lee Rodeo, da Faculdade de Optometria do Sul da Califórnia, o profissional de optometria deve se questionar da seguinte maneira: Quando foi a última vez que pediu ao paciente sua última leitura da pressão arterial? Ou quantas vezes eles verificam a pressão arterial? Quando foi a última vez que explicou ao paciente sobre como ele pode controlar sua pressão arterial para evitar quaisquer alterações na sua visão? Estas são as modificações que necessitam de ser feitas hoje, segundo Rodeo.

A hipertensão não é apenas uma doença do sistema circulatório. Se não for tratada, pode causar inúmeras doenças, incluindo acidentes vasculares cerebrais, enfartes do miocárdio, insuficiência renal, insuficiência cardíaca congestiva, aterosclerose progressiva e morte precoce. Existem dois tipos de hipertensão, primária e secundária. A maioria dos pacientes com hipertensão tem o que é conhecido como a hipertensão primária ou essencial. Hipertensão primária é causada por muitos fatores, incluindo predisposição genética, aumento do índice de massa corporal, o aumento de sal na dieta, o excesso de consumo de álcool, tabagismo, raça e stress. Na maioria das vezes há muito poucos sintomas. O diagnóstico é feito quando os pacientes visitam o médico por algum outro problema. Sintomas como dores de cabeça, náuseas ou vômitos, confusão, alterações na visão e hemorragias nasais, só se manifestam em casos de hipertensão grave. Isso faz com que a hipertensão seja conhecida como o "assassino silencioso". Enquanto os pacientes estão vivendo suas vidas sem diagnosticá-la, ela vai lentamente a desenvolvendo doenças cardíacas, problemas renais e outras questões sistêmicas.

A hipertensão arterial secundária é atribuída à outra causa, como a hiperplasia adrenal (síndrome de Cushing), tumores adrenais (feocromocitoma), distúrbios da tireóide, apneia obstrutiva do sono e certas drogas, incluindo hormônios, esteroides, anti-inflamatórios, descongestionantes, medicamentos dietéticos e ervas, medicamentos psicóticos, e drogas ilícitas como anfetaminas e cocaína. Estas causas de hipertensão secundária são observadas mais em pacientes jovens com a pressão arterial mais elevada e são todos potencialmente evitável e curável.

Existe um certo número de alterações secundárias que ocorrem nos olhos com o aumento da pressão arterial sistêmica. Os optometristas analisam isso no exame de fundo de olho. Como os pacientes podem ter estes sinais sem um diagnóstico de hipertensão arterial, os optometristas podem ser os primeiros profissionais médicos a perceber e conversar sobre hipertensão com o paciente.

Retinopatia hipertensiva é a manifestação ocular mais comum de hipertensão. Estudos têm relatado que os pacientes hipertensos têm uma chance de 50 a 80% do seu desenvolvimento. Outro estudo descobriu que de 3 a 14% da população com idade superior a 40 vai ter algum sinal de retinopatia hipertensiva. Assim, É importante prestar atenção para os vasos sanguíneos durante todos os exames de fundo de olho. Afinal, os vasos sanguíneos do olho são os únicos no corpo inteiro que podem ser vistos diretamente, sem corte na pele, de modo que eles são importantes para diagnosticar as condições de todo o corpo.

Além de retinopatia e vasculatura, pacientes com hipertensão são mais propensas a ter outras manifestações oculares, incluindo a neuropatia óptica isquêmica anterior, oclusão da artéria central da retina, oclusão da veia central da retina, infartos da coróide, paralisia de nervos cranianos, progressão da retinopatia diabética, glaucoma, vasculopatia polipoidal idiopática da coroide, síndrome ocular isquêmica, hemorragia subconjuntival e obscuridades visuais transitórias.

Como todos eles têm várias causas, certamente não há como diagnosticar a hipertensão mas, ainda segundo o Dr. Rodeo, pode-se utilizar estes sintomas juntamente com outros testes para ajudar com um diagnóstico de hipertensão. Para ele, quando qualquer constatação anormal da retina anormal é diagnosticada, é possível já ter a leitura da pressão arterial realizada durante um pré-teste, ou, até mesmo, realizá-la naquele momento. Afinal, quaisquer alterações na retina devem ser correlacionadas com quaisquer leituras de pressão arterial anormal, passadas ou presentes.

É importante que os optometristas estejam bem informados sobre o tratamento da pressão arterial elevada para melhor ajudar aos pacientes. Eles podem fazer recomendações simples que vão refletir o que está sendo dito pelos seus médicos de cuidados primários. Quando os pacientes ouvem a mesma informação a partir de mais de uma fonte, que reforça a sua importância, ficam mais dispostos a ouvir e seguir o conselho médico. É importante lembrar que a pressão alta é totalmente controlável para a maioria dos pacientes.

Depois de ler esta matéria, fica claro que há muito mais que pode ser feito em um ambiente de optometria para ajudar a gerenciar pacientes com ou em risco de hipertensão arterial sistêmica. O Dr. Rodeo dá mais algumas dicas, como verificar a pressão arterial do paciente em cada exame abrangente. Passar também mais alguns momentos discutindo o que o paciente pode fazer para melhorar a saúde geral do seu corpo, não apenas dos olhos, pois enquanto o corpo permanece saudável, os olhos também estarão. Para Rodeo, esta etapa extra não só irá permitir que os pacientes vejam que o optometrista se importa como permite um aumento de confiança no profissional.

É como dizia o pensador John C. Maxwell: “os pacientes não se importam com o quanto você sabe, até que saibam o quanto você se importa”.


(Fontes: Sociedade Brasileira de Cardiologia [SBC], All About Optical e Arch Ophtalmol)

Texto normal ou em Braille? Para o cérebro, tanto faz...

Amir Amedi é neurocientista da Universidade Hebraica de Jerusalém. Ele pertence a uma pequena comunidade de neurocientistas tentando demonstrar que as regiões do cérebro são multissensoriais. Embora a teoria ainda não seja amplamente reconhecida, ela começou a ganhar aceitação na última década.

Segundo pesquisa publicada na revista Current Biology, para reforçar esta teoria, Amedi e colegas seus que compartilham desta ideia, realizaram exames funcionais de ressonância magnética em oito adultos com cegueira congênita, enquanto eles liam em braile.

Resultado: a região do cérebro conhecida como área de formação de palavras, considerada responsável pelo processamento visual de texto, também é ativada quando os cegos leem em braile. A conclusão parece óbvia: se a região cerebral foi ativada, visão e processamento de palavras são atividades separadas e dispensa o uso da visão.

Com este resultado, a pesquisa refuta a crença, amplamente divulgada em livros didáticos, de que o cérebro é um órgão sensorial, aonde várias regiões conduzem atividades dos diferentes sentidos, como visão, audição e tato. Para Amedi, o cérebro é uma máquina de tarefas.

“O que sugerimos é que esta área constrói o formato das palavras, mesmo que a chamemos de área da formação visual de palavras”, disse ele.

Segundo um dos autores da pesquisa, “não importa se as pessoas estão lendo com os olhos ou os dedos. De um jeito ou de outro, elas estão processando palavras”.

Amedi espera que este artigo seja mais um passo para convencer as pessoas que tanto faz um texto normal ou em braille, o cérebro processa palavras na mesma região. Mas o neurocientista reconhece que nem mesmo 10 artigos seriam o bastante para alterar os livros didáticos. Para ele, isso pode levar mais uma década, até que “possamos provar que não deixamos passar nada”, conclui.


(Fonte: The New York Time)

Animais também precisam visitar o oftalmologista

Dar carinho, dar banho, brincar, levar para passear, alimentar, cuidar da saúde. Parece fácil cuidar de um animalzinho de estimação. Mas, na questão da saúde, muita gente esquece os olhos e os procedimentos necessários para que a visão do animal seja a mais perfeita possível. Ou seja, animais de estimação também precisam se consultar com um oftalmologista.

Quase todos os animais domésticos, principalmente cães e gatos, podem apresentar várias doenças nos olhos. A mais comum é sem dúvida a conjuntivite e a ceratite, pois as córneas são atingidas e podemos observar a secreção amarelada, além da vermelhidão nos olhos.

Outros problemas comuns em animais das grandes cidades são úlceras da córnea, catarata e ceratoconjuntivite seca (os olhos secos). No caso das úlceras, um cuidado inicial com o animal deve ser o de verificar se não existem pêlos ou mesmo cílios que possam estar encostando-se às córneas, pois isso pode causar uma úlcera de córnea por traumatismo repetitivo. Se isto estiver ocorrendo, leve o animal ao veterinário para aparar os pêlos e fazer a depilação dos cílios.

As raças mais suscetíveis às lesões de córnea são as braquicefálicas, devido à maior exposição dos olhos, ou seja Shih tzu, Lhasa Apso, Pug, Bulldog, entre outros. Além disso, a secreção dos braquiocefálicos, além de causar mau cheiro, pode causar infecções se ocorrer acúmulo excessivo. Portanto, a limpeza é fundamental.

Já no caso da ceratoconjuntivite, não inicie qualquer tratamento sem indicação médica, pois alguns colírios são compostos de corticóides que favorecem o crescimento de fungos, caso sejam os causadores da lesão. O uso indiscriminado de corticóide pode até mesmo levar à perfuração da córnea, assim todo cuidado é pouco.

No caso específico dos gatos, também são muito comuns as uveítes, uma espécie de inflamação intra-ocular. A raça Persa é a que exige maiores cuidados, devido à conformação da face e projeção dos olhos.

Já a catarata, que é uma opacidade do cristalino, ocorre principalmente em cães senis. Não existem colírios nem medicamentos que resolvam o problema. A cirurgia é recomendada em muitos casos e, hoje em dia, a técnica mais indicada é semelhante à utilizada em seres humanos, sendo possível até o implante de uma lente artificial em substituição ao cristalino extraído, com 90% de sucesso. Existem raças de cães mais predispostas à catarata, como Poodle, Lhasa Apso, Cocker, Schnauzer e outras. Já entre os gatos, as cataratas são mais raras.

É preciso destacar que os cuidados com os olhos não são tão complexos para a maioria das raças de cães e de gatos, exceto para aqueles que tem olhos proeminentes, que é o caso dos Shih tzus, onde as chances de ferimentos são maiores. Pelos olhos serem grandes e bem expostos, eles machucam com mais facilidade, podem esbarrar em objetos, plantas, nas brincadeiras com outros animais, ou o próprio animal ao se coçar.

Além disso, as raças que possuem focinho curto exigem mais atenção, pois o focinho “achatado” pressiona as glândulas lacrimais, ativando a produção excessiva de lágrimas. Por isso, animais de pelagem branca, como maltês e poodle, acabam ficando com manchas de lágrimas e secreções oculares nos pelos ao redor dos olhos, pois a lágrima é ácida e "queima" o pelo.

Como não existe um método para evitar que o animal libere a secreção, até porque a lágrima tem importante função de proteção dos olhos, como impedir a entrada de microrganismos e até mesmo ciscos, pelos e afins – além de proteger contra lesões na córnea -, o melhor a se fazer é a limpeza dos olhos, se possível todo dia, se não for possível, pelo menos 3 vezes na semana.

A limpeza deve ser feita com gaze e soro fisiológico, desses de farmácia, a 0,9% de cloreto de sódio e que deve ser mantido na geladeira depois de aberto para evitar contaminação. Caso não seja possível usar o soro, faça com água morna. Procure passar apenas em volta dos olhos pra não levar contaminação pra dentro do olho.

Quanto aos pelos claros manchados, pode-se utilizar o mesmo procedimento, apesar de já existirem no mercado especializado vários produtos que prometem sumir com as manchas. Reiterando que essas manchas não representam nenhum problema ocular, nem causam prejuízo nenhum. Trata-se apenas de estética.

É muito importante que os proprietários fiquem atentos aos sintomas de problemas oculares - olho vermelho (a vascularização sanguínea vai ser excessiva na parte branca do olho), secreção em excesso, coceira (o animal fica passando a pata, esfregando), olhos fechados ou piscando rapidamente. O olho pode adquirir um tom "azul embaçado" ou mesmo alguma outra cor anormal. Se o animal apresentar um ou mais desses sinais, o proprietário deve levá-lo para uma consulta veterinária imediatamente.



(Fonte: Provet)

Em 6 anos, medicamento reduziu em 50% a cegueira decorrente da DMRI

Segundo a Sociedade Brasileira de Retina e Vítreo (SBRV), a degeneração macular relacionada à idade (DMRI) é a principal causa de cegueira em pessoas com 65 anos ou mais de idade. A doença afeta a visão central, levando à perda da visão em pouco tempo, se não tratada de forma precoce. O único fator de risco comprovado até o momento é o envelhecimento. No estágio avançado, a doença pode limitar significativamente a autonomia do idoso.

Entre os sintomas iniciais da DMRI estão visão com linhas onduladas, borramento visual e distorção de objetos. A doença se apresenta em duas formas sendo a mais frequente chamada de seca e a forma mais grave, chamada úmida ou exsudativa. Nesta forma, os  vasos sanguíneos anormais crescem na parte posterior do olho, extravasando fluido ou sangue, causando distorção ou borramento da visão. Sem tratamento, a perda da visão pode ser rápida e severa.

Apesar de não existir cura, para a forma úmida os pacientes brasileiros podem contar com um tratamento capaz de estabilizar e recuperar parte da visão perdida. Aprovado pelo FDA (órgão americano que regulamenta a liberação de medicações) e pela ANVISA (órgão brasileiro que regulamenta a liberação de medicações), o Lucentis (ranibizumabe), do laboratório suíço Novartis, foi testado em estudos clínicos controlados nos quais foram demonstradas sua segurança e eficácia no tratamento da DMRI exsudativa.

Desde 2006, conforme recentes estudos publicados na American Journal of Ophthalmology, o Lucentis reduziu em 50% a cegueira decorrente da DMRI no mundo. No Brasil, o medicamento vem beneficiando os pacientes desde 2007. Em dezembro de 2012, Lucentis recebeu duas novas indicações da ANVISA, passando a ser o primeiro e único tratamento aprovado para recuperar parte da visão perdida por pessoas com edema macular diabético, principal causa de cegueira na população com idade produtiva.

O tratamento com laser, considerado padrão até o momento, reduz o risco de progressão da doença, mas não recupera a visão perdida. Porém, por conter a substância ativa ranibizumabe, que é parte de um anticorpo, o Lucentis se liga seletivamente a uma proteína chamada fator de crescimento endotelial ou VEGF-A, uma proteína que faz com que os vasos sanguíneos se desenvolvam e derramem fluidos e sangue. Estes efeitos agravam a lesão da mácula. Ao bloquear este fator, o ranibizumabe reduz o crescimento dos vasos sanguíneos e controla o derramamento de fluido e o inchaço inibindo o crescimento dos vasos anormais responsáveis pela DMRI.

Os estudos clínicos feitos em mais de 1.300 pacientes com DMRI exsudativa demonstraram que o tratamento com Lucentis consegue estabilizar a visão em 90 a 96% dos casos (comparado com 64% na terapia fotodinâmica com verteporfina) e consegue melhorar a visão em 34 a 40% dos casos (comparado com 6% na terapia fotodinâmica com verteporfina). O tratamento preconizado inclui injeções mensais do medicamento durante um ano. Apesar de menos efetivos, esquemas alternativos com menos injeções de Lucentis podem ser realizados e demonstraram-se melhores do que a evolução natural da doença.

Como o diagnóstico precoce é fundamental para o sucesso do tratamento, os médicos recomendam que as pessoas acima de 50 anos consultem anualmente um retinólogo, médico oftalmologista especialista em retina. No Brasil, o Lucentis já está disponibilizado por planos de saúde privados e também pelos governos dos estados do Mato Grosso, Pará, Bahia, Ceará, Pernambuco, Minas Gerais, além do Distrito Federal.

O medicamento também beneficiará os pacientes com oclusão venosa de retina, doença ocular relacionada à pressão arterial alta, dentre outros fatores de risco, e que está entre as cinco causas mais comuns de cegueira no mundo.


(Fonte: Novartis)

Educação como Matéria-Prima

O Museu de Arte Moderna (MAM), no Parque do Ibirapuera, capital paulista, recebe, até 5 de junho, a mostra Educação como Matéria-Prima, que propõe situações de investigação e de encontro que partem da premissa de que todas as relações podem ser pedagógicas e de que as manifestações artísticas permitem imaginar o possível e o impossível, transcendendo a mera materialidade das obras e afetando a cultura e a sociedade. Assim, foram reunidos artistas que trabalham processos educativos na sua produção: as relações envolvidas no aprender e no ensinar são a matéria-prima de obras que se desenvolvem com a ação dos visitantes.

Entre os trabalhos, destacam-se as fotografias (algumas delas no formato 3D) do esloveno Evgen Bavcar. Cego desde os 12 anos, quando um galho de árvore perfurou seu olho esquerdo e a explosão de uma mina afetou o direito, ele idealizou uma maneira de fazer os cliques a partir do som e do contato.

Para fotografar as esculturas do Museu Arqueológico Nacional de Nápoles, por exemplo, Bavcar (pronuncia-se Balcar) pôde tocar em todas as obras. Em sua opinião, os deficientes visuais têm a mesma sensibilidade para a arte que os videntes, com a diferença de que eles enxergam “por todos os poros do corpo”.

Para conseguir fazer as composições, o artista dispõe de alguns macetes:

Em alguns casos, para que ele perceba o movimento, colocam-se sinos nos pés das pessoas que serão retratadas;

Bavcar conta também com a ajuda de terceiros, que descrevem o que estão vendo;

Para facilitar o trabalho, sua máquina possui alguns comandos com indicação em braile.

Saúde Visual Serviço:

Mostra Educação como matéria-prima

Artistas convidados: Amilcar Packer, Evgen Bavcar, Graziela Kunsch, Luis Camnitzer e Stephan Doitschinoff, Jorge Menna Barreto e Paulo Bruscky

27 de fevereiro a 05 de junho

Sala Paulo Figueiredo

Entrada: R$ 6,00 – gratuita aos domingos

Local: Museu de Arte Moderna de São Paulo

Endereço: Parque do Ibirapuera (av. Pedro Álvares Cabral, s/nº – Portão 3, São Paulo/SP)

Horários: Terça a domingo, das 10h às 17h30 (com permanência até as 18h)

Tel.: (11) 5085-1300

Maiores informações no site do MAM.



(Fonte: site oficial do evento)

Projeto Pedaleiros: liberdade e adrenalina para deficientes visuais

Há experiências tão improváveis que parecem saídas de obras de ficção da literatura ou do cinema. Mas são alcançáveis quando alguém determinado decide transformá-las em realidade. Sem jamais ter convivido com um cego em casa ou no trabalho, o publicitário tijucano Rafaello Ramundo, de 36 anos, criou o projeto Pedaleiros, que leva pessoas com deficiência visual para andar de bicicleta em eventos espalhados pela região metropolitana do Rio.

A iniciativa surgiu em março do ano passado, quando o publicitário comprou uma bicicleta dupla para realizar os primeiros testes. Atualmente, são 11 bicicletas. Um pedaleiro guia, treinado para direção e primeiros socorros, vai no selim da frente. Atrás, fica o passageiro, que também pedala e se equilibra com o auxílio de outro guidão. Os eventos atraem cerca de 200 participantes. O publicitário revela que, no início, até mesmo os beneficiados pelo projeto ficavam incrédulos com a possibilidade de andar de bicicleta.

— Muitos duvidavam, não conseguiam acreditar nesta possibilidade. Mas hoje a resposta é excelente, eles desfrutam de uma grande sensação de liberdade depois de passarem pela experiência, sentem uma adrenalina grande. Eu fico feliz, porque o nosso propósito era mesmo esse: o de oferecer uma programação especial para um público para o qual não há atrações pensadas. Queremos que eles saiam de casa e venham participar, interagir, socializar e fazer amigos — comenta Ramundo.

Os eventos são organizados em ciclos inspirados nas estações do ano. A última fase da etapa verão será no próximo dia 12, das 14h às 18h, no Parque Madureira. Desta vez, a expectativa do publicitário é bater todos os recordes de mobilização, com atrações extras, como shiatsu, e a possibilidade de as pessoas que enxergam vivenciarem experiências semelhantes às de portadores de deficiência.

— Nessa modalidade, alguém que vê vai atrás do pedaleiro guia, mas com os olhos vendados. A ideia é que a pessoa sinta a dificuldade e a emoção que o projeto desperta nos participantes que nunca haviam andado de bicicleta, e que deixaram de fazê-lo por falta de visão — explica Ramundo.



(Fonte: O Globo)

Superleitores em ação (para ler mais rápido)!

Agatha Christie lia 200 livros por ano, enquanto que o fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, termina um a cada duas semanas. O ex-presidente dos Estados Unidos Theodore Roosevelt lia um livro por dia e até dois ou três, se tinha uma noite mais tranquila. Mas como as pessoas em geral podem conseguir fazer isso?

Harriet Klausner, uma bibliotecária de escola americana que morreu no ano passado era ou uma das leitoras mais rápidas da história ou alguém que "economizava" bastante na hora de falar a verdade.

Ela fez surpreendentes 31.014 críticas de livros na Amazon, o que significava que chegou a ler seis livros por dia. Mas nem todos aceitam este número e um grupo de críticos chegou a tentar desacreditá-la.

Klausner se defendeu dizendo que alguns dos romances que lia eram tão curtos e fáceis que lhe tomavam apenas uma hora. E ofereceu outra explicação simples para sua rapidez de leitura: "Se um livro não me interessa até chegar na página 50, deixo de lê-lo", afirmou ao jornal americano Wall Street Journal.

Seus feitos podem ser fantásticos, mas a vontade de poder ler mais é comum a muitos de uma geração frequentemente distraída por séries de televisão, jogos de futebol e tópicos mais comentados no Twitter, que tem cada vez mais dificuldade de encaixar a leitura em suas vidas.

John Sutherland, autor, crítico de livros colunista e professor emérito de Literatura Inglesa Moderna na universidade UCL, em Londres, diz que em 2015 leu aproximadamente 150 livros.

"É bastante", afirma. E o fato de que ele os lê em seu tablet permite passar as páginas em alta velocidade.

"Desse jeito não fico com o dedo dormente e também evito que o próximo leitor contraia uma doença", brinca.

A vida de um leitor profissional, no entanto, depende de sua capacidade de avançar pelas palavras o mais rápido possível, retendo o máximo de conhecimento que puder.

No ano passado, Sutherland terminou um livro aproximadamente a cada 2,4 dias. "Passo quatro páginas de vez se tiver que fazê-lo", afirma.

Quando estava na escola, o britânico Tony Buzan fez um teste de velocidade de leitura, que detectou sua capacidade de ler 213 palavras por minuto. "Pensei que era um leitor muito rápido. Mas perguntei a uma garota da minha sala o resultado dela, e ela tinha conseguido 300. Me senti péssimo."

Decidido a melhorar suas habilidades, Buzan praticou leitura rápida em casa e pesquisou sobre a física do olho. Ele também aprendeu sobre focalização ocular e sobre o agrupamento de palavras para poder lê-las como um só fragmento.

Ele descobriu, por exemplo, que era possível ler mais rápido depois de fazer exercícios físicos. E em pouco tempo dobrou sua velocidade de leitura.

Hoje ele é consultor de leitura rápida e memorização, e acredita que o número de livros que lemos é, sim, importante.

"Em vez de ler, não sei, mil livros na minha vida, agora talvez leia dois mil. Isso pode mudar minha existência", afirma.

Eis os seus conselhos para ler mais livros:

  • Aprenda a usar seus olhos para ler mais rapidamente;
  • Fique em boa forma física, para que o seu cérebro tenha mais oxigênio;
  • Aprenda a memorizar capítulos e até livros inteiros;
  • Leia sobre o cérebro e seu funcionamento;
  • Crie um grupo de leitura rápida e estudo com seus amigos.

 

Considerando a velocidade média com a qual alguém diz 300 palavras por minuto, um leitor leva cerca de um minuto para terminar uma página. Portanto, para ler um livro de 300 páginas por dia, o leitor médio deveria reservar 35 horas semanais.

"Há uma quantidade de livros limitada que eu consigo ler ao longo da minha vida, e não vou perder tempo com lixo", afirma o colunista do jornal britânico Sunday Times e crítico de livros Jenni Russell. Ele acredita que, com a idade, devemos nos tornar mais seletivos.

"Quando somos jovens sentimos uma curiosidade grande por outras pessoas, como elas pensam e o que sentem. Agora, um escritor precisa ter uma habilidade exemplar ou uma perspectiva interessante para chamar minha atenção."

Quando era criança, Russell lia até 20 livros por semana. Agora, lê três por mês.

E qual seria o melhor conselho de um dos superleitores para enfrentar um ano de leitura?

"Meu conselho é entediar-se", afirma o professor John Sutherland. "Minha infância foi muito entediante, e ler foi uma boa maneira de passar por grandes períodos de tédio."

O revolucionário russo Leon Trostsky também se aproveitou do tédio para ler. Durante os dois anos que passou na prisão, lia da manhã até a noite. Desde a ficção clássica europeia, passando pelas pesquisas de Darwin até as teorias de Lênin sobre o comunismo.

A ex-professora de leitura da universidade de Dorchester, na Inglaterra, Ginny Williams-Ellis fundou a organização beneficente Read Easy para ajudar pessoas analfabetas.

"Os livros não são prioridade para as pessoas com quem trabalhamos. A motivação delas é aprender a ler listas de compras, etiquetas de latas, jornais, as palavras da vida diária", explica.

Mas o aprendizado frequentemente leva alunos a se tornarem aspirantes a superleitores.

"Muita gente se emociona quando aprende a ler. Trabalhamos com uma cabeleireira que agora lê um romance por noite."

Russell entende a fascinação. "Nas nossas vidas, só vemos a superfície das pessoas. A ficção nos leva a suas mentes, a seus pensamentos e motivações. Os romances nos levam a lugares que de outra forma nunca veríamos. A leitura pode ter um efeito surpreendente sobre nós."

A jornalista e "treinadora" literária Glynis Kozma aconselha os leitores a tirarem alguns minutos de cada um dos seus compromissos para ler.

"Em vez de pensar que o que você precisa é sentar-se e ler durante uma hora, tente utilizar pequenas quantidades de tempo", diz,

"Leia durante 20 minutos, enquanto espera o jantar ficar pronto no forno. Use cada 15 minutos livres que tiver."

Kozma tenta ler um livro por mês, mas nem sempre consegue. "Acho que muita gente se sente culpada com relação à leitura. Estamos todos tão ocupados que fica difícil justificar o uso do tempo livre", conclui.

E, para quem não entendeu a referência da imagem que ilustra esta matéria (certamente por não ter criança em casa), explicamos: trata-se do Super Why e os Superleitores, desenho animado cujo foco é a alfabetização infantil.



(Fonte: G1)

Óculos, usar ou não usar? Eis a questão, mulherada

Saúde Visual já publicou artigo mostrando uma pesquisa realizada pelo Sight Care Group revelando que 1/4 das mulheres britânicas que precisam de óculos se recusam a fazer exames oftalmológicos para avaliar a visão, o que significa que 7,5 milhões de britânicas sabem que tem problemas na visão, mas lutam contra isso por acreditar que o uso de óculos as faz sentir-se pouco atraente.

Acontece que este ‘mérito’ não cabe apenas às britânicas.

Segundo um estudo feito pelo Ibope, 66% das mulheres diz que os óculos não agregam estilo ao visual. Outras 33% confessaram que já deixaram de usar suas lentes mesmo sabendo que o acessório poderia fazer falta. A pesquisa, que ouviu 284 mulheres usuárias de óculos com idades entre 18 e 64 anos, foi patrocinada pela marca de lentes Transition. Os dados também apontam que um dos principais motivos das mulheres deixarem seus óculos de grau dentro de gavetas é a dificuldade que elas têm de encarar esses objetos como acessório de moda.

Especialistas afirmam que deixar de usar óculos, ainda quando seja necessário, não prejudica os olhos, já que depois dos sete anos de idade, quando a visão já está completamente formada, o acessório serve apenas como uma espécie de apoio e, assim, não existe perigo de danificar o órgão ou fazer com que aumente o grau de problemas como miopia ou hipermetropia, já que o aumento no grau não depende do uso dos óculos por se tratar de um processo natural do corpo à medida que envelhecemos.

O problema de ignorar os óculos aparece principalmente entre as mulheres mais velhas, que passam a sofrer de presbiopia, processo conhecido popularmente como vista cansada e que faz com que as pessoas tenham mais dificuldades para ver de perto.

Porém, mesmo diante desta pesquisa, o setor de moda garante que os óculos ganharam status de acessórios de moda atuais, ajudando a revelar o estilo de quem os usa. Como prova disto, os fashionistas destacam as celebridades que fazem questão de posar para fotos com seus óculos de grau. As peças com lentes grandes e aros grossos caíram nas graças dos descolados e antenados na moda a ponto de, garantem eles, muitas pessoas que não precisam de óculos acabam dando um jeitinho de usar o acessório. Isso mesmo: quem precisa, não quer usar. Quem não precisa, quer.

Para atender a estas pessoas (as que não precisam) já existe no mercado, inclusive, óculos de lente plana, também conhecidos como “clear lenses” - peças imitam a estética dos óculos oftalmológicos cujas lentes, porém, são transparentes e não possuem grau algum.

Coisas do universo feminino que é melhor nem tentar entender...


(Fonte: R7)

A Saúde Visual da Mulher

Síndrome do Olho Seco acomete mais mulheres do que homensA Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Agência Internacional para a Prevenção da Cegueira (IAPB - International Agency for Prevention of Blindness), responsáveis pela iniciativa, se apoiam em pesquisas internacionais para afirmar que dois terços dos cegos do mundo são mulheres e meninas.

Biologicamente, há indícios de que as mulheres têm mais chance de desenvolver doenças oculares. No caso da catarata, principal responsável pela cegueira evitável em países em desenvolvimento, elas apresentam uma incidência levemente maior da doença do que os homens. Suspeita-se que esse maior risco se deva a questões hormonais.

Os dados apontam a necessidade de iniciativas para promover mais saúde ocular entre as mulheres. Entre as medidas sugeridas estão a adoção de programas facilitadores do acesso de mulheres a serviços de saúde, a conscientização dos familiares sobre as necessidades delas e o estímulo às mulheres para que elas também se tornem tomadoras de decisão quando a questão é a própria saúde.

Dentre as doenças mais comuns, peculiaridades do universo visual feminino, está a Síndrome do Olho Seco, segunda causa de atendimento nos consultórios oftalmológicos, que acomete mais mulheres do que homens. É um consenso entre os oftalmologistas que elas são mais suscetíveis em razão das variações hormonais que ocorrem principalmente após a menopausa.

Além disso, pelo uso constante de maquiagem, as mulheres precisam estar atentas na escolha: o ideal é optar pelos cosméticos “hipoalergênicos”. Atualmente, também existem produtos especiais para usuárias de lentes de contato. Pincéis para rímel (máscara para cílios) ou delineador não devem ser emprestados. Para as usuárias de lentes de contato, os delineadores tipo lápis são melhores do que os líquidos ou pastosos. E nunca se deve usar saliva para lubrificar o pincel.



(Fonte: Abiótica)

Chega de "fiu-fiu": O assédio sexual pelos olhos das vítimas

Em 2003, o site Think Olga criado pela jornalista Juliana de Faria e dedicado a elevar o nível da discussão sobre feminilidade nos dias de hoje, realizou uma pesquisa on-line sobre assédio sexual com a participação de oito mil mulheres. Batizada com o sugestivo nome “Chega de fiu-fiu”, a pesquisa revelou que 83% não gostam de ser cantadas nas ruas.

Encarar de forma persistente o que muitos consideram um inocente “oi, linda” causa medo e é reconhecido como violência - 68% foram xingadas ao recusar cantadas. Outras revelações da pesquisa: 81% das mulheres afirmaram já ter deixado de fazer algo por medo de assédio; 85% disseram ter sido tocada de forma inapropriada.

Numa realidade como a revelada na pesquisa, na qual as mulheres sentem sua liberdade no espaço público tolhida, a “Chega de fiu-fiu” cresceu, resultando na criação de uma mapa interativo no qual denúncias anônimas ou não indicam locais onde pessoas foram assediadas. E, da ideia de percorrer os trajetos indicados pelo mapa que Juliana, em parceria com a documentarista e jornalista Amanda Kamanchek, e a fotógrafa e documentarista Fernanda Frazão, nasceu um documentário, também intitulado “Chega de fiu-fiu”.

Ao investigar qual é o espaço da mulher na cidade, as três percebem o quanto a sociedade ainda precisa avançar nas questões de igualdade de gênero. Intercalando entrevistas com especialistas e filmagens nas ruas feitas por mulheres usando óculos com microcâmeras, a ideia do filme é esquentar ainda mais um debate que ganha força no mundo inteiro. Fernanda observou que a experiência de caminhar pelas ruas com os óculos tem sido quase um ato performático para as mulheres que participam do documentário, que ainda não tem data de lançamento.

O grupo de criadoras espera que o filme amplie o público da campanha “Chega de fiu-fiu” e planejam usá-lo como estratégia de formação em escolas, com funcionários do metrô, delegacias e defensorias.

Para maiores informações sobre o projeto e para efetuar doações que tornem esse filme realidade é só entrar aqui: http://catarse.me/pt/videochegadefiufiu.

Assista abaixo o vídeo da campanha do documentário “Chega de fiu-fiu”:

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(Fonte: O Globo)

Retina de surdos possui maior campo de visão

É comum as pessoas afirmarem que a falta de um dos sentidos é compensada pela ampliação de outro. Significa dizer que um cego ouve melhor do que uma pessoa com visão. Esta ideia ganhou força depois que um estudo da Universidade de McMaster, EUA, verificou que as pessoas processariam um sentido mais rapidamente sem enxergar, já que o cérebro exige uma fração de segundo para registrar uma visão, um som ou o toque. Neste caso, os resultados revelaram que, de alguma forma, o cérebro se adapta à ausência de visão acelerando o sentido de toque.

Agora a teoria popular ganhou mais um reforço. Pesquisadores da Universidade de Sheffield, no Reino Unido, descobriram que os neurônios da retina dos surdos são distribuídos de forma diferente, aumentando seu campo de visão periférica. Isto lhes dá uma maior percepção sobre o que está acontecendo ao redor. A equipe também notou o alargamento de uma área do nervo óptico, o que mostra que os surdos têm mais neurônios transmitindo informações visuais.

Ou seja, os deficientes auditivos enxergam melhor que pessoas com audição normal.

A equipe analisou a retina de adultos que nasceram surdos ou que ficaram surdos nos primeiros anos de vida. De acordo com Charlotte Codina, autora do estudo, embora todas as células da retina já estejam presentes desde o nascimento, nos primeiros anos de vida, elas não são localizadas exatamente onde precisam estar e podem se mover nos primeiros anos de vida.

Os surdos, em comparação com pessoas capazes de escutar, apresentaram menos neurônios direcionados para a visão central e mais deles para a visão periférica, o que fez a equipe de Charlotte acreditar que entre os surdos este padrão é mudado para facilitar a visão periférica. Segundo ela, é provável que a conexão neural no nervo óptico seja priorizada porque não existe uma competição para as informações auditivas.

Publicado no periódico científico "Plos One" este estudo é o primeiro a relacionar a surdez com mudanças na retina. No entanto, como o ele foi realizado apenas com pessoas que nasceram surdas ou perderam a audição na infância, não se sabe ainda se a retina também se altera em pessoas que ficaram surdas na fase adulta.


(Portal iG)

As águas de março sem poesia e com doenças oculares

Março chegou e, com ele, as famosas águas que vão fechar o verão, conforme eternizou Tom Jobim. E são nestes períodos chuvosos do verão que os olhos mais sofrem.

A química é simples: se o calor facilita a proliferação de bactérias, os ambientes fechados durante as chuvas criam condições favoráveis para a disseminação de vírus. Com isso, o resultado não poderia ser outro pois, além da conjuntivite bacteriana ser mais comum no verão, a maioria das consultas com oftalmologistas por conjuntivite viral é decorrente do maior volume de chuvas.

Decorrente de uma inflamação da conjuntiva, membrana que recobre a parte interna da pálpebra e a esclera (a parte branca do olho), a conjuntivite apresenta alguns sintomas característicos, como olhos vermelhos, irritação coceira, pálpebras inchadas e aversão à luz. Na conjuntivite viral o lacrimejamento é intenso enquanto que na bacteriana surge uma secreção amarelada que chega a colar as pálpebras. Em qualquer caso, porém, é sempre importante consultar um oftalmologista.

Outras doenças ligadas ao excesso de chuva e às enchentes decorrentes dos temporais típicos de verão - e que podem afetar os olhos - são a hepatite A, a dengue e a leptospirose. No caso desta última, os olhos revelam o grau de contaminação, pois, caso fiquem amarelados, por exemplo, é porque a internação imediata faz-se necessária.

Já a hepatite A pode causar neurite óptica, inflamação do nervo óptico que pode causar perda parcial ou total da visão e cujos sintomas são alteração na visão de cores, queda da acuidade visual e dor nos olhos. No caso da dengue o risco para a visão está na hemorragia ocular e pela oclusão vascular, causada pelo deposito der anticorpos nas paredes internas dos vasos e artérias.

Portanto, quem se deixar levar pelas águas de março e contrair qualquer uma destas doenças deve, além do tratamento convencional recomendado, consultar um oftalmologista e fazer exames como o de fundo de olho.


(Fonte: Plena Mulher)

Vovó ver a uva é coisa do passado...

O Oculus Rift é um projeto de Palmer Luckey que recebeu quase US$ 2,5 milhões em financiamento via Kickstarter. Inicialmente previstas para dezembro, as primeiras unidades para desenvolvedores só chegaram ao final de março.

Trata-se de uma espécie de óculos com fones de ouvidos acoplados que coloca a realidade virtual bem à frente dos seus olhos. Apresentado como “a vanguarda da realidade virtual para jogos de vídeo” e considerado tremendamente ambicioso, o projeto já chama a atenção de desenvolvedores de games, como Crysis e Half-Life 2, devidamente adaptados para rodarem nestes óculos de realidade virtual.

Os controles de movimento são compostos por um microcontrolador, um rastreador de movimento de seis eixos, e o que parece ser um magnetômetro de três eixos, usado junto ao acelerômetro para estabilizar os óculos enquanto o usuário move a cabeça. A caixa de controle – a forma pela qual o Oculus Rift se conecta ao computador – tem entradas HDMI, DVI, mini-USB e DC-in.

Especialistas estão interessados em ver como serão as versões finais para consumidor – especialmente quanto à tela. Ainda assim, é animador saber que as versões para os desenvolvedores – que agora custam US$ 300 na pré-venda – já são bem funcionais.

Um destes desenvolvedores resolveu testar o equipamento em sua avó, de 90 anos, apresentando a ela uma viagem virtual à cidade de Toscana, na Itália. A vovó fica maravilhada com a tecnologia, não consegue acreditar como é sensacional e se diverte com as imagens, enquanto manifesta sua surpresa através de comentários como “Oh, meu senhor! Estas imagens foram tiradas em Toscana??”, “Isso é demais. E eu ainda estou sentada onde eu estava?!” e “Não parece que você pode esticar a mão e tocar no poste? Mas pode apostar que sim, menino. E eu ainda estou encantada com as folhas se mexendo”.

Paul Rivot, o neto, afirmou que “estava esperando sua avó a sentir tonturas depois de tirar o fone de ouvido”, mas isso não aconteceu. Segundo ele, o Oculus alcançou uma taxa de atualização rápida para envio de informações espacialmente correta para cada olho, resolvendo o problema das vertigens.

Se o futuro do Oculus Rift ainda é incerto como uma tecnologia para jogos, certamente já mudou o conceito de Realidade Virtual, ao descartar os efeitos nocivos dos displays 3D.

Assista aqui ao vídeo da vovó se divertindo na Toscana virtual.

 

(Fonte: Gizmodo)

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Olhos nos olhos, quero ver o que você diz. Quero ver como suporta me ver tão feliz.

Chico Buarque

Olhos nos olhos, quero ver o que você faz, ao sentir que sem você eu passo bem demais.

Chico Buarque

Se meus olhos mostrassem a minha alma, todos, ao me verem sorrir, chorariam comigo.

Kurt Cobain

Os olhos são os intérpretes do coração, mas só os interessados entendem essa linguagem.

Blaise Pascal

Quando penso em você, fecho os olhos de saudade.

Cecilia Meireles

Mulher, teus olhos são meus livros.

Machado de Assis

Pelo brilho nos olhos, desde o começo dos tempos, as pessoas reconhecem seu verdadeiro amor.

Paulo Coelho

Oh, paixão, que fazes com meus olhos que não enxergam o que veem?

William Shakespeare

A única coisa que vale a pena é fixar o olhar com mais atenção no presente; o futuro chegará sozinho, inesperadamente.

Nikolai Vasilievich Gogol

Também acho uma delícia quando você esquece os olhos em cima dos meus.

Chico Buarque

Fiero